quinta-feira, fevereiro 12, 2026

JO 2026: a lembrança não é uma violação!

Os militares das Forças Armadas da Ucrânia (FAU) apoiam os atletas e membros da equipa/e olímpica ucraniana, que recordam ao mundo dos desportistas ucranianos mortos por ocupantes russos. 
Olena Smaha, competidora ucraniana de luge




Particularmente, os militares apoiaram o atleta ucraniano Vladyslav Heraskevych, que compete no skeleton e usa um capacete com as imagens dos 31 atletas ucranianos de alta competição que foram mortos pelos ocupantes russos desde 24.02.2022. Desde início dos JO, Vladyslav está em luta constante e desigual luta contra a burocracia do COI, que usa todos os meios para tentar-lhe proibir a mostrar as imagens dos desportistas ucranianos mortos. 




O Art. 50º do estatuto do COI proibe a exibição das declarações políticas, de descriminação racial, etc. Nada disso acontece neste caso, ou como dizem as imagens «a lembrança não é uma violação!»

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

O putlerista polaco foi brutalmente morto no cativeiro russo por ser um polaco

A pedagógica história do cidadão polaco/polonês Krzysztof Galos, brutalmente torturado e assassinado em cativeiro russo. Ironicamente, ele veio à Ucrânia para confirmar se «realmente havia uma guerra». Não estão totalmente claro como ele caiu nas mãos dos ocupantes russos, mas a sua morte um fa(c)to. 

«Meu tio não conhecia ninguém na Ucrânia. Ele negava constantemente que houvesse uma guerra de verdade acontecendo lá e dizia que era uma invenção da propaganda ucraniana», explicou a sobrinha do polaco/polonês, citada pelo jornal polaco/polonês Gazeta Wyborcza

Os POW ucranianos libertados que estavam no centro de detenção preventiva (SIZO Nr. 2) de Taganrog na época em que Galos foi levado para lá (verão de 2023) contaram a jornalistas que os executores russos ficaram eufóricos ao perceberem que haviam capturado um «polaco/polonês de verdade». Como psicopatas, eles literalmente começaram a competir em torturá-lo. Krzysztof era espancado todos os dias. Eles o espancaram com particular ferocidade simplesmente por ele só saber falar polaco/polonês e não dominar o russo. Durante os abusos, os guardas russos o insultavam, promentendo invadir a Polónia: «Vocês são os próximos — não fiquem relaxados, vocês perderam o medo, lá na sua Europa. Não relaxem! Nós vamos vós pegar!» 

Galos nunca recebia os cuidados médicos adequados, uma vez ele foi espancado no preciso momento em que um paramédico colocava a ligadura / enfaixava a sua cabeça! Naturalmente, nessas condições, o homem de 55 anos estava condenado e não durou nem um mês sob custódia russa. Após mais uma surra desferida pelos russos com marretas de madeira, Krzysztof sentiu-se mal, perdeu a consciência e foi retirado de sua cela, já à beira da morte. Seus companheiros de cela foram então forçados a assinar as declarações afirmando [não sendo médicos] que a morte do polaco/polonês se deu devido às «causas naturais». 

É revelador também que, quando, mais de dois anos depois, as autoridades polacas/polonesas souberam da morte de Galos, o lado russo ignorou todos os pedidos da Varsóvia. O corpo de Krzysztof ainda (Sic!) não foi devolvido, e sua família nunca recebeu qualquer confirmação oficial da sua morte. Este comportamento característico russo, tanto no tratamento dos POW/reféns civis vivos, quanto dos mortos tornou-se uma marca registrada da rússia moderna. O novo Gulag russo triturou mais uma pessoa e, claramente, obteve uma satisfação sádica adicional pelo fato de vítima ser um «membro da NATO/OTAN». 

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RSF: mais de 175 jornalistas vítimas de ocupação russa da Ucrânia

Organização internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF) documentou mais de 175 casos de abuso contra jornalistas que configuram crimes de guerra, cometidos pela rússia desde o início da invasão russa em larga escala em 24.02.2022. 

Desde 2022, as forças russas mataram 16 jornalistas: 15 em território ucraniano e uma jornalista, Viktoriya Roshchina, na rússia, enquanto estava sob custódia russa numa prisão russa. 

Em 2025, três profissionais da mídia foram mortos em ataques de drones FPV russos – o fotojornalista francês Antoni Lallican e dois jornalistas do canal FreeDom TV – Alyona Gramova e Yevgeny Karmazin. 

Pelo menos 53 jornalistas ucranianos e estrangeiros ficaram feridos no exercício de suas funções profissionais. 26 profissionais da mídia ucranianos ainda estão em cativeiro russo, onde são submetidos a pressão física e psicológica. 

Em 2025, três jornalistas foram libertados do cativeiro russo: Vladyslav Yesypenko, Dmytro Khylyuk e Mark Kaliush. 

A RSF também registrou 25 ataques a torres de televisão com o objetivo de interromper a disseminação de informações confiáveis ​​de fontes locais e independentes. Em 2025, documentou dois novos ataques – a torres de televisão em Dnipro e Chernihiv. 

Ler e ver mais: https://rsf.org/en/175-journalists-victims-abuse-ukraine

terça-feira, fevereiro 10, 2026

Ucrânia elimina o líder da criminalidade étnica «batalhão ArBat»

As forças ucranianas liquidaram mais um criminoso de guerra, Ayk «Abrek» Gasparyan, comandante do bando armado «batalhão ArBat», composto, parcialmente, por arménios étnicos. Gasparyan era ex-mercenário da EMP Wagner, que Prigozhin recrutou de uma prisão russa para a guerra contra Ucrânia, informa a página ucraniana Militarnyi.com 

No passado, Gasparyan foi pessoalmente condecorrado por putin com a medalha «Pela Coragem» pelo assassinato de ucranianos, agora ele próprio está morto. O bando armado «batalhão Arbat», que ele comandava, foi criado por Armen «Gorlovsky» Sarkisyan, um chefão do crime organizado de Horlivka, que foi abatido, juntamentoe com o seu guarda-costas em Moscovo/ou em 2025.


A liquidação do terrorista «Abrek» foi anunciada pelo autoproclamado «prefeito» da cidade ocupada de Horlivka, na comunicação, os separatistas afirmam que «Abrek» morreu em combate.

Ayk «Abrek» e «Priggy» Prigozhin

Ayk Gasparyan era natural de Alto/Nagorno-Karabakh e ex-combatente do Grupo Wagner. Participou das batalhas de Soledar e Bakhmut. Gasparyan foi recrutado para a guerra contra a Ucrânia de uma prisão russa de alta segurança, onde cumpria pena de 7 anos e 3 meses por roubo à mão armada.

Gasparyan, Sarkisyan e líder da igreja arménia de Moscovo, 2023

Em setembro de 2024, o Comité de Investigação da Armênia declarou que o bando «ArBat» estava recrutando cidadãos arménios, preparando um golpe de Estado em Yerevan, e o próprio batalhão anunciou posteriormente o recrutamento de “voluntários” da Indonésia.

Operação do KGB no Reino Unido: «Naked Spy»

Na década de 1950, vivia em Londres um osteopata chamado Stephen Ward. Ele criou uma agência de acompanhantes para clientes de alto escalão da sociedade britânica. Na realidade agência foi criada e gerida pelo KGB. Ward era apenas uma fachada e um mero executante.

Ele praticava a terapia manual. Certamente a praticava com um alto padrão profissional. Ward também tinha um hobby: era retratista e, por algum motivo, sonhava em ir a Moscovo/ou e desenhar ou pintar retratos de membros do Politburo. Por volta de 1960, Ward conheceu e fez amizade com um oficial da inteligência militar soviética (GRU), designado para a embaixada soviética em Londres, o Capitão de 1ª Classe Yevgeny Ivanov (morreu na pobreza em Moscovo/ou em 1994).

Naquele mesmo ano, Ward fundou uma agência de acompanhantes / «garotas de programa» para clientes de alto escalão da sociedade britânica. Com o tempo, a agência ganhou outro nome: o Clube das Quintas-feiras. Representantes masculinos de alto escalão da sociedade inglesa se reuniam na casa de Ward às quintas-feiras para conhecer as meninas/garotas que ele trazia, com tudo o que se seguia.

Ivanov manteve um caso com a socialité e dançarina exótica britânica Christine Keeler, que por sua vez se envolveu, muito possivelmente através da «sugestão» do KGB com John Profumo, o Secretário de Estado da Guerra britânico. O caso extraconjugal subsequente de Profumo com Keeler ocorreu em um momento em que ela também estava tendo relações sexuais com Ivanov.

Christine Keller fotografada por Lewis Morley, 1963

Em 1963, o escândalo conhecido como Caso Profumo eclodiu, envolvendo os dois ministros da guerra implicados no escândalo e levando à sua renúncia. A contraespionagem britânica, MI5, provou, então que Ward trabalhava para KGB e produzia/coletava fotografias incriminatórias de todos os altos funcionários que haviam utilizado os seus serviços. A lista era longa e impressionante. Como resultado, o governo conservador de Harold Macmillan renunciou. Foi substituído pelo governo trabalhista de Harold Wilson, que era o preferido da liderança soviética.

Em 30 de julho de 1963, Ward foi preso e encontrado morto (oficialmente dado como suicídio por envenenamento por barbitúricos) na sua sua cela já em 3 de agosto. Ele tinha apenas 50 anos. O capitão Ivanov, juntamente com seu coautor Gennady Sokolov, publicou, na rússia em 1992, um livro sobre o caso, intitulado «O Espião Nu». No mesmo 1992, o livro também foi publicado no Reino Unido sob o título «The Naked Spy». No livro, os autores revelaram que o escritório de Ward foi criado pelo KGB. Ward era apenas uma fachada e um mero executante.

Assim, após o projeto bem-sucedido de Ivanov e Ward, o KGB repetiu a mesma operação em maior escala nos Estados Unidos, realizada por Ghislaine Maxwell e Jeffrey Epstein...

domingo, fevereiro 08, 2026

Escândalo sexual soviético: o bordel da elite comunista

Imagem AI ilustrativa

1955, URSS. Graças à uma denúncia anónima foi descoberto um bordel usado por mais alta nomenklatura comunista soviética. A clientela era composta pelo Ministro da Cultura em funções, membros da Academia de Ciências, escritores, filósofos e professores do marxismo-leninismo. 

Krivoshein (?) de fato escuro. Foto: Kommersant

Na sua dacha (casa de campo) em Valentinovka, nos arredorres de Moscovo/ou, e no seu apartamento no centro de Moscovo/ou, o dramaturgo e poeta russo Konstantin Krivoshein — «Epstein de orçamento limitado» — organizou um bordel para a mais alta nomenklatura soviética. Estudantes de teatro e das escolas de balé eram atraídas com promessas de carreiras no Teatro Bolshoi e cunhas junto ao Ministério da Cultura. A clientela era composta pela nata da elite soviética: o Ministro da Cultura da URSS em funções, o Acadêmico Georgiy Alexandrov (que tinha uma chave pessoal do dito apartamento), membros destacados da Academia de Ciências da URSS, escritores, filósofos e professores.

Académico e ministro Georgiy Alexandrov

Todos usavam os códigos de disfarce: «dissertação» (a tese académica) significava uma moça/garota, «defender a dissertação» significava seduzi-la e «escrever uma resenha» significava revender os seus serviços aos terceiros. Um traço interessante, pois tem a total semelhança com os códigos próprios usados pelo bando, não tenho outro nome, do Jeffrey Epstein. Onde os termos como «pizza», «Creme Soda» ou «comida chinesa», significavam, por exemplo, diversos tipologias raciais/étnicas de mulheres / moças usadas e abusadas pelo grupo.

A revelação começou com uma carta anónima de uma mãe indignada ao Khrushchev. Numa reunião do Comité do partido comunista de Moscovo/ou, Nikita Khrushchev passou um longo tempo gritando com os culpados, para depois se dirigir ao crítico literário e diretor do Instituto de Literatura Mundial da Academia de Ciências da URSS, Alexander Egolin:

Alexander Egolin, morreu aos 62 anos

«Aleksandrov é um jovem, eu entendo. Mas por que você está se envolvendo nisso com a sua idade?» 

A resposta entrou para a história:

«Mas eu não fiz nada, eu somente estava acariciando...» Egolin disse isso em russo: «ya tolko gladil». O povo «maldoso» criou a piada baseada no trocadilho entre o verbo russo e o gládio romano, assim nasceu o nome popular do escândalo — «o caso dos gladiadores». 

Perseguição das testemunhas 

Já após o início das averiguações, no arquivo da Procuradoria de Moscovo foi «descoberta» uma outra denúncia, da autoria de Zinaida Lobzikova, a instrutora de cultura do Conselho Municipal de um dos bairros de Moscovo/ou. Ela implorava pelo resgate de sua filha, Alina, estudante de balé, do covil clandestino do Krivoshein. A jovem sofria de um colapso nervoso e foi mantida à força e contra a sua vontade na dacha do predador. Zinaida Lobzikova foi posteriormente atacada por «desconhecidos» e morreu no hospitalalgumas semanas depois. 

Crime e «punição» 

Tal como no caso Epstein, a justiça comunista soviética foi bastante selectiva, no momento de punir os culpados. 

Dramaturgo Krivoshein foi condenado à prisão, mas não por auxílio à prostituição e gestão de um bordel clandestino, mas por especulação e comércio ilegal de pinturas antigas. A condenação acabou, definitivamente, com a sua carreira literária. Ao ponto de Wikipédia russa não saber nem a data, nem o local, nem as circinstâncias da sua morte. 

Ministro da cultura Georgy Alexandrov perdeu o seu posto e foi «exilado» para Minsk, onde continuou seus estudos em filosofia marxista-leninista. 

Académico Alexander Egolin foi rebaixado do seu posto na Academia de Ciências e foi lembrado, na história, pela sua perseguição implacável aos escritores soviéticos, por menor traço de qualquer dissidência. Após sua morte, o genial escritor da literatura infanti, ucraniano Korney Chukovsky escreveu no seu diário: «Egolin morreu — um completo canalha, um bajulador e — ao mesmo tempo — um tolo sem talento». 

Vladimir Kruzhkov, membro da Academia de Ciências da URSS e membro da Comissão de Revisão do Comitê Central do PCUS, foi exilado à região de Ural, como editor-chefe do jornal regional de Sverdlovsk «Uralsky Rabochiy». No entanto, ele recuperou, dentro de um tempo relativamente curto a influência perdida e de 1961 a 1973 foi o Diretor do Instituto de História da Arte do Ministério da Cultura da URSS. 

O vice-diretor do Instituto de Literatura Mundial de Moscovo, professor Sergei Petrov escapou da estória sem nenhuma perda de posição ou estatuto e já em 1957 defendeu a sua sua tese de doutoramento. Tal como Sergey Kaftanov, que manteve a sua posição do Primeiro Vice-Ministro da Cultura da URSS. Chegou à exercer as funções de Ministro da Cultura interino da URSS.

sábado, fevereiro 07, 2026

Os defensores da Ucrânia: antes e depois de 24.02.2022

“Quase não me recordo de mim antes da guerra…”, escreveu o militar ucraniano @vitsikkkk numa postagem no Threads, publicando fotos suas antes e durante o serviço militar. Ele foi seguido por outros defensores da Ucrânia, que começaram publicar as suas próprias fotos «antes» e «depois».









Fonte: vitsikkkk | Threads

sexta-feira, fevereiro 06, 2026

Primeiro vice-chefe do GRU é baleado em Moscovo: as lutas enternas russas

Em Moscovo foi baleado o primeiro vice-chefe do GRU, o tenente-general Alekseev, que em estado grave deu entrada no hospital. Estamos perante as lutas internas pelo poder no seio do MinDefesa russo, que opõe a secreta GRU ao grupo do ex-ministro Shoigu e o estrategista militar Gerasimov. 

Desde 2014, Alekseev era o curador da empresa militar privada (EMP) «Wagner». O terrorista russo Igor «Strelkov» Girkin, o primeiro «ministro da defesa» da dita «dnr» afirmou, numa entrevista que foi Alekseev quem deu as ordens para liquidar os «comandantes de campo» das ditas «l/dnr», em particular, Alexei Mozgovoi, e a EMP «Wagner» executou essa e outras ordens semelhantes. Girkin também conta que Alexeev era o fundador de «Wagner» e curador de várias outras EMP russas, criadas com ajuda e participação direta e indireta do estado russo.


O general Alekseev supervisionava a unidade militar russa «Espanola», composta pelos adeptos da ideologia neo-fascista, que foi recentemente acusada, na rússia, de tráfico de drogas, roubo e inúmeros outros crimes, sendo oficialmente dissolvida em outubro de 2025. Seu comandante Stanislav Orlov «Ispanets», foi recentemente executado na Crimeia ocupada por operativos do FSB (na versão semi-oficial: resistiu à tentativa da sua prisão). 

Negociações entre Prigozhin (no meio) e Alekseev (último à direita) durante a rebelião de «Wagner»

Em 2023, quando ocorreu a rebelião da EMP «Wagner», Alekseev fez um apelo emotivo em vídeo, no qual pedia ao Prigozhin que parasse a sua marcha contra o Moscovo: 

A morte do Alekseev não parece ser uma ação dos serviços secretos da Ucrânia, mas um ajuste direto entre os russos, possivelmente um ato de vingança pela morte do Prigozhin e Dmitri «Wagner» Utkin, o comandante militar do grupo «Wagner». 

Por fim, o comandante do «Azov», Denis Prokopenko, recordou que o general Alekseev esteve em Mariupol em 2022 e prometeu, na qualidade do oficial russo mais graduado, por escrito, que após a rendição, os POW ucranianos seriam tratados com dignidade e de acordo com as normas da Convenção de Genebra. Mas, no fim, a palavra do general, nascido na Ucrânia, não valeu absolutamente nada. Mais de cinquenta militares do Azov foram executados em Elenivka, e a sua tortura e os assassinatos continuam nas prisões russas.

Mais um pequeno lembrete de que os militares russos não têm palavra.

Fonte: TG @kazansky2017

☠️ Mais mercenários quenianos mortos no Leste da Ucrânia

Do Quênia à “zona de morte” de Donbas: uma breve história dos mercenários quenianos recrutados pela rússia para a sua guerra neocolonial contra Ucrânia. Correndo atrás do «dinheiro fácil» os jovens queniados acabam de perder as suas vidas em vão. 

O Serviço de Inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia (GUR MOU) informa que, na área da cidade de Lyman, na região de Donetsk, foram descobertos os corpos de mais dois cidadãos quenianos motos, recrutados pelos ocupantes russos para travar uma guerra neocolonial e criminosa contra Ucrânia. 

Último à direita, Clinton Mogesa

Trata-se de Ombwori Denis Bagaka e Wahome Simon Gititu, cujos restos mortais foram encontrados perto do corpo de outro mercenário queniano morto, Clinton Nyapara Mogesa. A publicação do nosso blogue, baseado na informação da GUR MOU sobre os detalhes de sua morte teve uma grande repercussão.

Ombwori Denis Bagaka passou, na rússia, uma procuração em nome de um terceiro.
Agora a sua família não irá receber nada, o dinheiro «de caixão», se houver, será
levantado e apropriado por uma intermediário.

Os três quenianos – Bagaku, Gititu e Mogesa – foram atraídos para a guerra russa contra Ucrânia através do Catar, onde os três trabalhavam em empresas de segurança com um bom salário e garantias sociáis aliciantes, mas acabaram por perder as suas vidas, correndo atrás das promessas moscovitas do dinheiro fácil. 

O GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia alerta os cidadãos estrangeiros contra viagens à federação russa e aceitação de qualquer trabalho no território do estado agressor. Uma viagem à rússia é uma chance real de acabar numa unidade suicida descartável, acabando de se tornar simples adubo às terras negras da Ucrânia. 

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quinta-feira, fevereiro 05, 2026

Homenagem ao ultras búlgaro do «Levski» (Sófia) que morreu pela Ucrânia

Os ultras/torcida do «Levski» (Sófia) homenageiam a memória do representante do seu movimento, Mikhail Ruskov, que tombou na defesa da Ucrânia.

Mikhail Ruskov, que pertencia aos ultras/torcida organizada «Sofia West» é o segundo ultras/torcedor do clube que morreu defendendo Ucrânia. Sabemos pouco sobre isso, mas, em geral, o movimento dos ultras do «Levski» é um dos poucos na Europa (além disso, fortes ultras pró-Ucrânia pertencem ao Zalgiris Vilnius e Dínamo Zagreb) com uma posição claramente pró-Ucrânia (e isso foi declarado mesmo antes de 2022). 

Mikhail «Misho» Ruskov

As circunstâncias da morte do búlgaro não foram especificadas. Também não está claro em que função ele participou dos combates. Os familiares do falecido expressaram respeito à sua memória e o descreveram como um homem que fez uma escolha consciente em defesa de uma causa que considerava justa. Sabe-se que Ruskov morreu em janeiro de 2026. 

Svetoslav Slavkov (31)

Este é o segundo torcedor do «blues» a morrer na Ucrânia. A morte de Svetoslav Slavkov (31) foi divulgada no início de 2024. Ele foi morto durante intensos combates por volta do Natal de 2023, perto de Kupyansk. 

No total, na defesa da Ucrânia até hoje morreram 4 voluntários búlgaros.

A breve história da técnica soviética e russa de «armadilhas de mel»

A “armadilha de mel” é uma técnica de chantagem e recrutamento, muito usada pela inteligência soviética desde a época da NKVD. Sabe-se com certeza que, durante a era da KGB, essa técnica era empregue pela PGU (Primeira Diretoria Principal do KGB). KGB chamava as agentes de «andorinhas» e no ocidente eram conhecidas como «Mozhno-girls» ou «mozhnos». 

Um dos exemplos mais famosos é o “romance” de Albert Einstein e Margarita Konenkova.

Margarida Konenkova e Albert Einstein

Quando se conheceram em 1935, Einstein tinha 56 anos e Konenkova, 39. Ela era esposa do escultor soviético Sergei Konenkov, que foi escolhido, “ao acaso”, para fazer uma escultura de Einstein. Desde o primeiro dia em que se conheceram, a moça não se afastava do cientista, e o “romance” entre eles floresceu instantaneamente. Graças ao seu charme natural, Margarita inspirava Einstein com as ideias pró-soviéticas, do amor pela cultura russa e até o persuadiu a se encontrar com o cônsul soviético. Albert foi milagrosamente salvo de se tornar um informante por Estaline, que acreditava que, no papel de um simples «idiota útil», o cientista seria mais útil à União Soviética, do que como um agente do NKVD. Em 1945, Konenkova e sua família foram repatriados para a URSS e nunca mais viram Einstein. A qualidade do seu trabalho da oficial de inteligência pode ser comprovada pelo facto de Einstein ter escrito, secretamente mais de uma dúzia de poemas de amor para ela. 

Outro exemplo do trabalho de inteligência soviético foi o amante de Eleanor Roosevelt, que se revelou um agente da NKVD e conseguiu se tornar um «forte apoio» para a primeira-dama dos Estados Unidos depois que ela descobriu a traição do marido. Graças às informações dele, um outro agente soviético, Alger Hiss (condenado pela Comissão de Investigação de Atividades Antiamericanas), convenceu Roosevelt a não exigir de Stalin garantias de segurança e eleições democráticas livres para a Polónia e todos os países ocupados pelas tropas soviéticas. Hiss também conseguiu convencer o presidente dos EUA a não forçar Estaline a respeitar os direitos humanos e enfraquecer o regime brutal da União Soviética. Assim, a assistência dos EUA à URSS na luta contra a Alemanha nazi/sta não estava condicionada a quaisquer exigências de democratização e redução da pressão repressiva. De fato, Alger Hiss, como chefe do Escritório de Relações Políticas Especiais, responsável pelo planeamento estratégico, tornou-se o principal negociador americano na Conferência de Yalta, onde o destino da Europa pós-guerra foi decidido. Ele também foi responsável pela criação da ONU de uma forma extremamente benéfica para a URSS. O resultado das atividades de Eleanor Roosevelt e Alger Hiss foi que: os aliados entregaram a Polónia à União Soviética, devolvendo-a literalmente às garras do império russo. Este foi um ato completamente inaceitável, pois a Grã-Bretanha entrou na guerra precisamente por causa da invasão conjunta da Polónia pela Alemanha nazi e pela URSS comunista. Além disso, os pilotos poloneses participaram, ativamente, na defesa aérea da Grã-Bretanha. Centenas de milhares de pessoas que fugiram para o Ocidente da perseguição da NKVD foram deportadas para a União Soviética, onde seu destino era incerto.

Nos tempos modernos, um exemplo extremamente bem-sucedido de armadilha amorosa foi a sogra do oligarca Roman Abramovich, Elena Zhukova, que se casou com o magnata da mídia Rupert Murdoch. O império desse bilionário inclui os maiores veículos de comunicação, como o Wall Street Journal, a Fox News e o The New York Times.

Quanto ao próprio Epstein, aqui temos um exemplo vívido de outra suposta agente do FSB, Ghislaine Maxwell. Seu envolvimento com a inteligência russa não foi comprovado formalmente, mas todos os fatos apontam para isso.

Ghislaine é a filha do político e magnata britânico Robert Maxwell (nascido na atual Ucrânia no seio de uma família judaica ortodoxa), que durante a guerra fria era conhecido pela sua proximidade aos vários ditadores de regimes comunistas. Ela foi presa pelo FBI dos EUA em julho de 2020 e acusada de aliciar e traficar menores para fins sexuais. Em dezembro de 2021, foi considerada culpada de cinco das seis acusações, incluindo tráfico humano. Em junho de 2022, foi condenada a 20 anos de prisão.

Maxwell conheceu Jeffrey Epstein no início da década de 1990 em uma festa em Nova York, e os dois se deram bem imediatamente. Suas conexões, herdadas de seu pai, foram essenciais para Epstein. Ghislaine, por sua vez, teve acesso aos poderosos desse mundo - desde o Príncipe Andrew ao Donald Trump. 

Como Maxwell trabalhava:

  • Encontrava as jovens vulneráveis ​​(frequentemente de famílias pobres, em spas e escolas);
  • Preparava-as para as “massagens” de Epstein;
  • Ensinava-lhes pessoalmente práticas sexuais;
  • Normalizava a violência com sua presença como uma “mulher mais velha”;
  • Geria/enciava a logística de transporte entre várias residências de Epstein;
  • Às vezes, participava pessoalmente nos atos de violência;

Tudo isso é muito semelhante ao treino/amento de agentes da KGB, que posteriormente participavam de operações de sedução. 

Historicamente, em todos os grandes hotéis soviéticos e não só, sob o controlo do KGB, havia salas especiais com escutas telefônicas e gravações de vídeo. O alvo era gravado nos seus encontros sexuais com homens ou mulheres, depois lhe exibiam o material gravado e a pessoa era forçada a cooperar. 

Alguns dos exemplos conhecidos do uso de «armadilha de mel» pelo KGB: 

William John Christopher Vassall (1924–1996), um funcionário do Almirantado Britânico.

Vassall, isolado por causa de sua homossexualidade (na época, um crime) e humilhação social na embaixada, tornou-se um alvo fácil. Em 19 de março de 1955, ele foi convidado para uma festa, onde lhe ofereceram bebidas e o fotografaram em posições comprometedoras com vários homens. Sob pressão de chantagem, concordou em cooperar e entregou milhares de documentos secretos sobre tecnologia de radar britânica, torpedos e equipamentos anti-submarino. Após a entrega, foi descartado como lixo pelos soviéticos e, na Grã-Bretanha, recebeu uma pena de 18 anos de prisão, dos quais serviu dez. 

Maurice Dejean (1899–1982), embaixador francês na URSS, amigo pessoal de De Gaulle.

A operação envolveu mais de 100 oficiais da KGB sob a liderança de Oleg Gribanov. KGB utilizou a atriz Larisa Kronberg-Sobolevskaya, uma das  suas «andorinhas», agente «Lora». Durante o encontro, seu “marido” (um agente da KGB) invadiu o local e bateu o embaixador. Dejan recorreu a um “amigo soviético” em busca de ajuda, também um agente da KGB.

Larisa «Lora» Kronberg, atriz e «andorinha» do KGB

Após se acalmar um pouco, o «marido» ameaçou o embaixador com uma denúncia à polícia. Para evitar um escândalo, Dejan teve que pedir ajuda a seus conhecidos em Moscovo/ou, e eles, é claro, a ajudaram. Naquela mesma noite, Dejan se encontrou com Gribanov, que lhe foi apresentado como conselheiro do presidente do Conselho de Ministros da URSS, Gorbachev. Gorbachev/Gribanov prometeu ajudar. Em troca, Dejan deveria prestar um pequeno favor ao governo soviético. Assim começou a longa cooperação entre o embaixador francês e o KGB.

Graças a informação dos oficiais do KGB que fugiram ao Ocidente, Dejan, foi exposto e perdeu o seu emprego como embaixador. No entanto, ele nunca foi formalmente acusado de nada, e, por exemplo, foi membro do conselho da Associação França-URSS de 1973 até sua morte. 

Sargento Clayton J. Lonetree (1961 – ) guarda da Embaixada dos EUA em Moscovo/ou.

Quantico, Virgínia: O sargento da Marinha Clayton Lonetree é escoltado para fora do prédio onde seu julgamento militar está sendo realizado. Lonetree é acusado de espionagem no escândalo de sexo em troca de segredos na embaixada dos Estados Unidos em Moscovo/ou.

A agente do KGB «Violetta Seina» conheceu Lonetree em uma festa dançante do Corpo de Fuzileiros Navais em novembro de 1985, na véspera da cúpula Gorbachev-Reagan, onde Lonetree trabalhava na segurança. O relacionamento amoroso se transformou em ação de recrutamento. Lonetree forneceu plantas de embaixadas americanas em Moscovo/ou e Viena, os nomes e fotos de nove agentes da CIA na URSS e uma lista telefônica secreta.

Sargento foi julgado e condenado aos 15 anos de prisão, efetivamente serviu nove. 

John Watkins (1902–1964), embaixador do Canadá na URSS. 

Watkins foi fotografado tendo contato homossexual com o agente do KGB «Kamal». KGB exigiu que ele fosse «amigável» aos interesses soviéticos. Watkins relatou o incidente a Ottawa, mas ocultou a natureza sexual do ocorrido. Após ser exposto por oficiais do KGB que se refugiaram no Ocidente, a Polícia Montada Real Canadense (RCMP) o interrogou em Paris e Londres. Em 12 de outubro de 1964, Watkins morreu de um ataque cardíaco enquanto era interrogado em um hotel em Montreal. 

James Hudson, Cônsul Geral Adjunto da Grã-Bretanha em Ecaterimburgo.

Em 2009 um vídeo de 4 minutos e 18 segundos intitulado “As Aventuras do Sr. Hudson na Rússia” apareceu numa página web russa. As imagens mostravam Hudson em um quarto de hotel com duas mulheres, champanhe e sexo. O site insinuava a existência de material adicional sobre jogos de azar e “drogas leves”. O diplomata britânico, de 37 anos, na altura, pediu a demissão. 

Béla Kovács, (1960 – ), eurodeputado húngaro (2010–2019). 

História que apresenta uma verdadeira veterana em armadilhas amorosas, a russa Svetlana Istoshina — ela foi casada quase simultaneamente com um físico nuclear japonês Omiya Massanori, um criminoso austríaco Mario Schöne e Kovács.

Kovács conheceu Svetlana em Tóquio por volta de 1979–1980. O pai de Kovács confirmou que um oficial da inteligência húngara na embaixada o havia alertado: Svetlana era um «correio» do KGB. Ela viajava pela Europa e Ásia em missões. Após a queda do comunismo, Kovács tornou-se membro do Parlamento Europeu, viajava a Moscovo/ou todos os meses, organizava viagens de líderes do partido Jobbik para a rússia e foi observador no “referendo” ilegal russo de 2014 na Crimeia. Foi condenado, em setembro de 2022, in absentia, por um tribunal húngaro, aos 5 anos de prisão por espionagem. Atualmente vive algures na rússia. 

Em 2010, vários políticos oposicionistas russos, casos do Viktor Shenderovich (humorista), Mikhail Fishman (editor da Newsweek), Ilya Yashin, Roman Dobrokhotov, Eduard Limonov, e vários outros, foram apanhados nos vídeos sexuais, com presença da Ekaterina «Mumu» Gerasimova. Agente do FSB, Gerasimova atraiu sistematicamente críticos do Kremlin, convidando-os para um apartamento com câmeras escondidas. Ela ofereceu sexo a três, cocaína e marijuana. O vídeo com Shenderovich foi divulgado dois dias antes do casamento da sua filha. Alega-se que alguns dos visados perceberam a armadilha e escaparam, não temos a certeza disso.

Agente do FSB Ekaterina «Mumu» Gerasimova

A própria agente emigrou, mudou de nome e em 2012 vivia na Espanha.

Agente russa Maria Butina, se apresentava nos EUA como a fundadora da organização “Direito de Portar Armas”. Butina infiltrou-se sistematicamente na NRA e em círculos conservadores americanos, participando de convenções como convidada de honra. Em julho de 2015, ela perguntou publicamente ao Trump sobre as sanções contra a rússia. Ela morava com o agente republicano Paul Erickson — com o dobro de sua idade —, o que, segundo os promotores, era um «aspecto necessário de seu trabalho». Os promotores alegaram inicialmente que ela ofereceu sexo em troca de um cargo (essa alegação foi posteriormente excluída). Condenada em abril de 2019 aos 18 meses por conspiração e por atuar como agente estrangeira não registrada. Deportada para a rússia em outubro de 2019. 

David Franklin Slater (63-64), tenente-coronel aposentado do Exército dos EUA, serviu, como contratado civil, no Comando Estratégico dos EUA (USSTRATCOM).

Em agosto de 2021, ele foi abordado por um agente do FSB russo se passando por um «ucraniano». Slater tinha autorização de segurança de nível TOP SECRET e participava de reuniões informativas confidenciais sobre a guerra da rússia contra a Ucrânia. Ele repassou informações secretas sobre alvos militares e capacidades russas por meio de um aplicativo de mensagens de um site de encontros até abril de 2022. Em julho de 2025, declarou-se culpado de conspiração para divulgar informações sobre a defesa nacional. Ele pode ser condenado até 10 anos de prisão e uma multa de 250.000 dólares.

Um grande número de armadilhas amorosas permanece sem solução e ainda está em operação. É importante ressaltar que este é apenas um dos métodos do atual FSB russo — há também chantagem, suborno, assassinato, etc. Esta não é uma situação sem esperança, é um perigo que deve ser reconhecido e combatido metodicamente. 

Fonte: Denys Shtilierman @DenShtilierman

terça-feira, fevereiro 03, 2026

Ocorreu um novo ataque russo em grande escala contra alvos civis da Ucrânia

Na noite de 2 à 3 de fevereiro, ocorreu um novo ataque russo em grande escala, visando os edifícios residenciais e infraestruturas energéticas em toda a Ucrânia. Os ataques russos tiveram como alvo as regiões de Sumy, Kharkiv, Kyiv, Dnipro, Odesa e Vinnytsia. Pelo menos nove pessoas ficaram feridas



Em Kyiv, ataques com drones danificaram um jardim de infância e causaram incêndios em prédios residenciais. A rússia utilizou um número significativo de mísseis balísticos e de outros tipo – mais de 70 mísseis e 450 drones de ataque no total.

Aproveitar os dias mais frios do inverno para aterrorizar civis é mais importante para a rússia do que a diplomacia. Isso demonstra claramente o que a Ucrânia mais precisa dos seus parceiros: entregas oportunas de mísseis de defesa aérea e pressão máxima sobre a rússia.