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domingo, junho 07, 2020

Morrer de tortura em Minneapolis ou no aeroporto de Lisboa

Muitas questões se levantam quando um cidadão que entra em Portugal com um visto de turista é torturado até à morte numa sala do aeroporto de Lisboa. Mas onde estiveram então as ONG’s e os activistas?

A 12 de março, em Lisboa, nas instalações do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) foi torturado até à morte um cidadão ucraniano de nome Ihor Homenyuk.

por: Zita Seabra, Observador.pt

Segundo os jornais vêm a divulgar posteriormente, citando, entre outras fontes, a acusação aos inspetores do SEF, estiveram sentados em cima dele, esmagando-lhe o tórax contra o solo. Depois de Ihor ter sofrido um ataque epilético, caiu e partiu os dentes. Tinha sinais de pancada e morreu depois de horas de agonia, atado com fita cola e preso com algemas.

Segundo relata a jornalista Joana Gorjão Henriques (Publico, 10 de maio de 2020): «O cidadão ucraniano que morreu no SEF do aeroporto esteve 15 horas manietado com fita-cola e algemas. Foi visto assim por enfermeiros, inspetores, chefes. Ficou numa sala preso, durante horas, com as calças pelos joelhos e cheiro a urina. O médico que passou o óbito não viu agressões e deu-a como morte natural. Auto de óbito do SEF também não refere qualquer lesão.»

No Observador de 1 de Abril de 2020, Sónia Simões e Kimmy Simões escrevem sobre as provas recolhidas pela PJ: «Ucraniano esteve fechado numa sala, após ter sido brutalmente agredido por três inspetores do SEF, durante 8 horas, segundo as provas recolhidas pela PJ. E foi encontrado já morto.» Continuam: «O corpo de Ihor Homenyuk, o ucraniano assassinado no aeroporto de Lisboa, apresentava tantos hematomas e tantos sinais de ter sido barbaramente espancado que quase não seria necessária uma autópsia para perceber qual tinha sido a causa da sua morte.»

Muitas questões se levantam se um cidadão que entra em Portugal com um visto de turista é torturado até à morte numa sala do aeroporto de Lisboa. Torturado, segundo a acusação, espancado e com alguém o esmagando, sentando-se, repito, sentando-se em cima do seu tórax até o esmagar. Tudo segundo a acusação ou a PJ.

No seguimento das notícias de alguns jornais, o ministro da Administração Interna foi chamado ao Parlamento e manifestou justas palavras de vergonha pelo sucedido. Os três inspetores foram detidos e seguiram para casa, em razão do covid-19. Sabe-se também que o diretor do SEF no aeroporto foi substituído.

Reconheçamos que é muito pouco.

Assassinar barbaramente, por tortura, no aeroporto de Lisboa, um cidadão ucraniano, refugiado ou emigrante ilegal, é um sobressalto em qualquer Estado de direito. No entanto, não tenho notícia de nenhum sobressalto cívico em Portugal. Nada. Nenhuma manifestação no aeroporto, nenhuma homenagem, nenhum memorial, nenhum voto (que eu saiba) no Parlamento, nenhuma palavra do Presidente da República, nenhuma palavra do primeiro-ministro. Que tristeza.

E das organizações de direitos humanos? Onde estão as ONG’s, a Amnistia Internacional e o SOS Racismo? Que fizeram os Médicos do Mundo, que têm intervenção no aeroporto de Lisboa? E a Ordem dos Médicos? Será verdade que um médico assinou uma declaração em que consta «morte natural»? Fez-se-lhe um inquérito? E o SEF é tutelado por quem? Os inspetores, que estavam em casa, continuam lá? E todos os funcionários e inspetores zelosos que passaram por lá foram acusados? E o sofrimento e medo das pessoas que estavam nas instalações, emigrantes com filhos, foram ouvidos os seus testemunhos? Havia, dizem, crianças por lá. Alguém afagou o seu medo e lhes deu colo?

Muito mais perguntas poderiam ser feitas e devem ser feitas para que seja feita justiça.

O polícia que nos Estados Unidos asfixiou um cidadão é uma imagem tão brutal que sempre que as nossas televisões o mostram não consigo ver nem imaginar o sofrimento de uma morte assim. Mas quando li e comecei a acompanhar as notícias da tortura até à morte de Ihor também não consegui imaginar o sofrimento deste ucraniano, que chegou a Portugal à procura de uma vida melhor.

Mas, excluindo a preocupação de um punhado de jornalistas (homenagem lhes seja feita), a sua morte passou – quase – em silêncio.

Ao tentar perceber as razões, só encontro uma: que interesse pode ter a morte de um ucraniano? Os ucranianos são sempre números. Morreram milhões de fome no Holodomor ou «Holocausto Ucraniano». Estaline matou milhões, cinco milhões, durante os anos de 1932 e 1933. Estão habituados

Mortos pelos comunistas soviéticos, entre 1932 e 1933, não existem, não contam. São números. Aliás, as vítimas do comunismo não são iguais às vítimas do nazismo. São apagadas da História.

Que importância tem para o mundo um ucraniano torturado e morto no aeroporto de Lisboa? E que, segundo a acusação, alguém se tenha sentado em cima do seu tórax e que tenha ficado em agonia horas, sem ser levado ao hospital? Algum deputado europeu se preocupou com isso e interrogou o governo português? Algum deputado português levou um voto ao Parlamento?

Importantes são as vítimas que possam ser usadas para fins políticos, que interessem a agendas da esquerda. Os outros apagam-se.

Chama-se a isto relativismo.

Mas o mundo só será melhor se uma vítima na América for igual a uma vítima em Portugal, independentemente de ser preto, branco ou amarelo. Morra em Hong Kong, em Minneapolis ou no aeroporto de Lisboa.

segunda-feira, junho 01, 2020

Morte em Lisboa: ucraniano espancado até a morte pelas autoridades de migração

Imagem e parte do texto @Facebook Ricardo Sá
A situação nos Estados Unidos faz lembrar o que aconteceu em Portugal no dia 12 de março de 2020. Os polícias do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) espancaram, até à morte, um imigrante ucraniano no Aeroporto de Lisboa.

Ihor Homeniuk sofria de convulsões mas isso não impediu os inspetores Duarte Laja, Bruno Sousa e Luís Silva, de o algemarem a uma cadeira e o espancarem com murros, pontapés e um bastão durante 20 minutos. Ao saírem da sala disseram "agora está mais calmo" e "hoje já não preciso de ir ao ginásio". Poucas horas depois Ihor morreu. O SEF tentou limpar as mãos declarando que o corpo tinha sido encontrado na rua. No Instituto Nacional de Medicina Legal, na ficha do registo de entrada foi escrito que o cadáver “era proveniente da via pública”. A ficha foi preenchida pelo inspetor do SEF Ricardo Girante. Só a autópsia levantou a suspeita de homicídio. Devido à pandemia Covid-19 os 3 polícias ficaram em prisão domiciliaria e não existiram manifestações de revolta.

Num país europeu, de forma extremamente violenta, às mãos das autoridades foi brutalmente assassinado um ucraniano. Mas quem é que quer saber disso?

#justiçaparaIhorHomeniuk

Ler mais: https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/morte-no-aeroporto-agora-ele-esta-sossegado-disse-inspetor-do-sef

quinta-feira, fevereiro 06, 2020

Sobrevivendo os horrores do cativeiro russo-separatista do leste da Ucrânia

A fotógrafa Zoya Shu, registou fotos de ucranianos que foram capturados nos territórios de Donetsk e Luhansk, controlados pela Rússia. Suas fotografias testemunham os horrores infligidos às pessoas comuns pelos grupos terroristas dnr / lnr” controlados pelo Kremlin.
Dmytro Kluger é um judeu ucraniano e ex-morador de Donetsk. Ele era civil quando foi capturado. Em cativeiro, tentou cometer suicídio para evitar denunciar os voluntários ucranianos sob tortura repetida. Foto: Zoya Shu
Shu não apenas tira fotos dessas pessoas, mas também conta suas histórias na sua página WEB, que é constantemente atualizada. A última troca de prisioneiros entre Ucrânia e os separatistas de Donetsk e Luhansk ocorreu em 29 de dezembro de 2019, então a fotógrafa está atualmente negociando sessões de fotos com os prisioneiros que voltaram recentemente para casa.
Volodymyr Zhemchuhov passou um ano em cativeiro separatista antes de ser libertado numa troca de prisioneiros. Ele usa a Ordem da Estrela Dourada na sua jaqueta. Ele perdeu as duas mãos numa explosão de uma mina e foi capturado pelos separatistas apoiados pela Rússia. Foto: Zoya Shu
Entre os heróis do projeto fotográfico chamado Depois do cativeiro, existem vários prisioneiros conhecidos, o artista Serhiy Zakharov, que desenhou caricaturas dos líderes proxy russos e os pendurou nas ruas de Donetsk, e Volodymyr Zhemchuhov, que perdeu sua visão e ambas as mãos quando ele pisou em uma mina terrestre durante uma missão de combate e depois foi capturado por mercenários russos. Além disso, Shu conta as histórias de pessoas comuns que foram mantidas prisioneiras por várias horas ou dias. Essas pessoas não foram oficialmente trocadas, mas muitas vezes foram libertadas graças a uma feliz coincidência, relações interpessoais, pagamento do resgate, etc. Todas elas foram forçadas a lidar sozinhas com as memórias e as provações de seu cativeiro.
Tetiana Borysenko segura a bandeira ucraniana, que secretamente conseguiu esconder dos separatistas liderados pela Rússia durante o seu cativeiro. Carrega as assinaturas de 12 pessoas, com quem ela foi presa. Borysenko foi voluntária médica no Batalhão Aydar e foi capturada em setembro de 2015. Foto: Zoya Shu
Ler mais em inglês
Bohdan, ex-residente civil de Donetsk demonstra uma suástica, feita pelos separatistas nas costas durante seu cativeiro de 10 horas em 24 de maio de 2014, depois que ele foi levado por homens armados de seu local de trabalho. Eles também arrancaram suas duas unhas, que mais tarde cresceram naturalmente. Bohdan recorda os seus atormentadores discutindo que ele não deveria ser deixado vivo após disso, a fim de não deixar que suas ações fossem vistos aos olhos do público. A maioria das pessoas que foi alvo de torturas físicas severas não foi deixada viva após o cativeiro separatista. Foto: Zoya Shu

segunda-feira, janeiro 13, 2020

Crimes do comunismo: um dia de vida de um carrasco de NKVD

No dia 14 de novembro de 1938 o chefe da cadeia de NKVD de Donetsk, garantiu e supervisionou pessoalmente a execução dos 140 cidadãos. A morte deles foi constatada oficialmente, os corpos foram sepultados em valas comuns...
Em 1992 na Rússia foi realizado o filme O Chekista, baseado na novela “Shepka” (literalmente Lasca, de 1923) do escritor russo Vladimir Zazubrin. A personagem principal – chefe do CheKa regional passa os dias à condenar os cidadãos à morte. O filme foi considerado demasiadamente “noir”, muito criticado pelo alegado “exagero” e proibido à exibição da TV pública russa. Os documentos mostram, o filme é absolutamente realista e o regime comunista é absolutamente desumano.
Arquivo do SBU
Recomendamos o filme aos amantes da URSS, do comunismo e das ideias esquerdistas:

quinta-feira, janeiro 09, 2020

Boeing 737-800 ucraniano foi abatido pelo sistema iraniano Tor-M1

No local da queda do avião ucraniano alegadamente foi achado a parte frontal do míssil guiado 9M331 (9M330), que faz parte do sistema Tor-M1, em uso da defesa anti-aérea do Teerão e do exército iraniano.
Neste momento essa alegação necessita de confirmação, é de notar que o sistema Tor-M1 foi ativamente usado na guerra de Síria e na fase mais ativa dos combates da guerra russo-ucraniana no leste da Ucrânia em 2014-15.
Alguns peritos sentem reticências em confirmar a data e local da foto, outros apontam semelhanças de geolocalização entre as fotos e o local, nos arredores de Teerão, onde se depenhou o avião ucraniano.
Bloco de alimentação do sistema de mísseis Tor-M1 
A Organização de Aviação Civil de Irão divulgou o relatório preliminar sobre a investigação da queda do Boeing ucraniano. Especialistas iranianos acreditam que ao bordo do Boeing surgiram problemas técnicos.
A segunda foto dos destroços do 9M331 que foram encontrados perto de um local de queda de Boeing ucraniano
O Conselho da Defesa e Segurança Nacional (RNBO) da Ucrânia anunciou como as principais versões do acidente do Boeing em Teerão um ataque de míssil antiaéreo, um ataque terrorista e uma explosão de motores por razões técnicas.
As autoridades iranianas usando as máquinas pesadas no local da queda do avião...

quinta-feira, dezembro 05, 2019

Ajudar aos EUA, recebendo 5 milhões de dólares em recompensa

O Escritório de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA tomou medidas contra a “Evil Corp.”, a organização cibercriminosa da Rússia responsável pelo desenvolvimento e distribuição do malware Dridex.

O Departamento de Estado dos EUA oferece uma recompensa de 5 milhões de dólares por informações sobre um hacker russo Maxim Yakubets (conhecido como organizador do “Evil Corp.”), mas que também “fornece assistência direta aos esforços maliciosos do governo russo em crimes cibernéticos”.

Os departamentos de Justiça e da Tesouraria dos EUA tomaram medidas na quinta-feira contra um grupo hacker russo conhecido como “Evil Corp.”, que roubou “pelo menos” 100 milhões de dólares de bancos, usando software malicioso que roubava credenciais bancárias, de acordo com um comunicado de imprensa conjunto.

“Evil Corp.”, é um nome que recorda a principal corporação malévola do popular série televisiva “Mr. Robot”, e é dirigido por um grupo de pessoas com sede em Moscovo, na Rússia, que têm anos de experiência e relacionamentos confiáveis e bem desenvolvidos entre si”, de acordo com comunicado de imprensa do Departamento do Tesouro.
Ler mais: como funcionava a fraude
No total, a ação americana tem como alvo 17 indivíduos associados à organização, incluindo o líder da Evil Corp., Maksim Yakubets. O Departamento de Estado ofereceu uma recompensa de 5 milhões de dólares por informações sobre Yakubets.

Além de suas atividades puramente criminosas no espaço cibernético, Yakubets, “também fornece assistência direta aos esforços cibernéticos maliciosos do governo russo, destacando o alistamento de cibercriminosos pelo governo russo para seus próprios fins maliciosos”, de acordo com o Departamento do Tesouro.

Ler mais:
https://home.treasury.gov/news/press-releases/sm845