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terça-feira, junho 16, 2026

Crimes russos da guerra contra a cultura, arte e cristianismo da Ucrânia

Os ocupantes russos atingiram o Mosteiro de Kyiv-Pechersk, incendiando uma das mais antigas igrejas ortodoxas da Ucrânia e um dos locais mais importantes na fé ortodoxa e da arte sacra, santuário cristão protegido pela UNESCO. 










Os restos do drone russo-iraniano Shaheed, recolhidos pelo SBU

Marcação russa «ALB», drone fabricado na fábrica russa de Alabuga





Em Kyiv, os drones russos atingiram não só o Mosteiro, mas também o centro cultural «Mystetskyi Arsenal», um importante hab cultural nas proximidades. O incêndio atingiu o telhado do edifício. 

Os ocupantes russos se comportam, perante arte e cultura ucranianas tal como os talibãs ou o Estado Islâmico, que queimavam os monumentos históricos e locais sagrados deliberadamente.

No total, os ocupantes russos lançaram mais de 60 mísseis só contra a capital da Ucrânia. Foram disparados 70 mísseis e 611 drones contra toda Ucrânia. Até ao momento, 28 pessoas ficaram feridas e quatro morreram em Kyiv. Devido ao ataque russo ao Mosteiro de Kyiv-Pechersk, a Catedral da Assunção foi incendiada – uma igreja cuja história começou no século XI. E este é um dos maiores crimes russos contra a cultura cristã da atualidade. O Serviço de Emergência do Estado já extinguiu o incêndio no telhado da catedral. Em Kharkiv, os russos lançaram um segundo ataque, para atingir os socorristas, que combatiam o incêndio num dos locais. Até à data, sabe-se que, infelizmente, morreram cinco pessoas. Nove pessoas ficaram feridas. Na região do rio Dnipro, a rússia lançou um ataque contra uma estação ferroviária, um colégio e algumas empresas, informa o Serviço Estatal das Emergências da Ucrânia (DSNS). 

Socorristas ucranianos da DSNS, mortos em Kharkiv num ataque russo propositado

Os criminosos de guerra russos atacaram o Museu de Arte de Kharkiv. O edifício pegou fogo, danificando gravemente as obras em exposição. 


Na cidade de Dnipro, os russos também atacaram uma igreja. A sala da música orgánica ficou danificada.







Depois veio o castigo divino. Um bombardeiro estratégico russo Tu-22M3, usado nos ataques de mísseis contra Ucrânia, despenhou-se na região de Irkutsk. Este é o quarto Tu-22M3 que a rússia perde devido a falhas técnicas desde início da guerra. Devido ao uso intensivo, as aeronaves atingem rapidamente o fim da sua vida útil e avariam. Este tipo de aeronaves já não é fabricado na rússia. Portanto, a notícia é simplesmente excelente. 


Moscovo. A refinaria de petróleo de Kapotnya está em chamas. As defesas aéreas melhoradas não conseguiram proteger o local contra «os destroços» ucranianos.

Moscovo, bairro de Kapotnya, 15 de Junho de 2026



Fontes: @kazansky2017DSNS

domingo, abril 05, 2026

KGB no ecumenismo: religiosos soviéticos na missão propagandista em Portugal

Revista «Paz e Amizade», n.º 10, ano III/78, pp. 20-22

Em abril de 1978 uma delegação eclesiástica soviética visitou Portugal. Composta por representantes católicos, ortodoxos armênios e evangélicos russos, o grupo foi chefiado pelo Bispo Makário da Igreja Ortodoxa russa (IOR), agente do KGB “Wisler”, muito ativo no Conselho Mundial de Igrejas em Genebra. 

O texto sobre a visita, da autoría da jornalista e respeitada ativista do MDM Dra. Dulce Rebelo, pode ser lido na íntegra aquí, publicado, na Revista “Paz e Amizade”, da Associação Portugal-URSS, sob forte influência dos comunistas portuguese e chefiada, na altura, pelo politico portugués, proximo ao PS, Dr. Bruto da Costa

Revista «Paz e Amizade», n.º 10, ano III/78, pp. 20-22

Como transparece o próprio texto, a principal razão da visita era simples, tentar convencer o público português do que não havia perseguição religiosa na URSS. As décadas de 1960-80, na realidade foram marcadas pela intolerância religiosa aguda do regime soviético, naturalmente, com os seus “altos e baixos” e também com os tratamentos diferenciados dispensados aos diversos credos. 

Assim, em 1961 o poder soviético inicia a sua ofensiva contra os evangélicos. No total, entre 1961 a 1988, na União Soviética foram condenados às diversaspenas prisionais cerca de 1500 pastores e sacerdotes evangélicos e batistas. O primeiro pico da repressão religiosa se deu em 1961-63, quando foram condenados cerca de 200 pastores. O pico seguinte aconteceu em 1980-82, quando as autoridades soviéticas encarceram 158 pastores evangélicos, a metade de todos os prisioneiros de consciência soviéticos, presos únicamente pela fidelidade da sua fé religiosa. 

A primeira onda represiva resultou da campanha antireligiosa do Nikita Khruschev, que tentou, de forma voluntarista, eliminar, ao máximo, a religião da vida dos cidadão, uma vez que tinha prometido, publicamente, a chegada triunfante do comunismo até 1980. Já a segunda, muito possivelmente, se deu aos vários fatores, que ditaram a agressividade adicional do regime: desde a guerra neocolonial soviética no Afeganistão até o medo de Moscovo em “perder” a Polónia, devido ao forte desempenho social do sindicato “Solidariedade”. Ao sentimento geral de paranoia do Kremlin também contribuíram os Jogos Olímpicos de Moscovo de 1980. Dados a tentação de tentar impressionar os estrangeiros que, deveriam vir em massa, ao país bastante fechado ao exterior, o regime soviético e KGB decidiram intensificar a repressão em massa, que muitas vezes culminava com a deportação, fora de Moscovo e das capitais das repúblicas soviéticas todo e qualquer tipo de dissidência: política, religiosa ou mesmo cultural. 

Em 1960, ao Conselho de Toda a União de Cristãos Evangélicos-Batistas (AUCECB), a única organização batista legal em toda a URSS, foi imposto um novo estatuto, criado e aprovado pelas autoridades soviéticas. O estatuto exortava os pastores a se abster de “tendências missionárias não saudáveis”, nomeadamente manter ao nível mínimo o batismo de jovens entre 18 a 30 anos, com a total proibição de batismo de menores de 18 anos. Os pastores eram exortados a combater as “tendências negativas” do seu clero em relação à “arte, literatura, rádio, cinema e televisão”, ou seja serem permissivos, ao máximo, em relação a propaganda soviética, impedindo, de forma absoluta, que as crianças (jovens menores de 18 anos) sejam presentes nos templos e na celebração dos cultos religiosos. 

Como é natural, a imposição do regime comunista não foi recebida com agrado por muitos dos pastores, no seio do AUCECB nasceu o assim chamado Movimento iniciativo, que reivindicava a liberdade da fé e não interferência das autoridades soviéticas na vida religiosa dos cidadãos. O conflito chegou ao ponto em que um número significativo de fiéis e pastores deixou o AUCECB, acusando sua liderança de conluio com as autoridades ateístas. Criando uma união alternativa, hoje conhecida como União Internacional de Igrejas de Cristãos Evangélicos-Batistas (IUCEB). 

O poder soviético respondeu de forma habitual: aumentando o nível da repressão contra os dissidentes e coagindo e recrutando os agentes no seio dos pastores. Um destes pastores e funcionários seniores do AUCECB foi Alexei Stoian, promovido ao posto de presidente do Departamento Internacional do Conselho dos Cristãos Baptistas Evangélicos de toda a rússia. Nessa qualidade ele visitou Portugal em abril de 1978. 

Situação na Lituânia socialista 

Em 1978, padres católicos romanos lituanos intensificaram a resistência contra a perseguição, fundado, em novembro de 1978, o Comité Católico para a Defesa dos Direitos dos Fiéis, com o objetivo de monitorar e denunciar publicamente as violações destes mesmos direitos. Figuras importantes do clero lituano, arriscaram-se à prisão para desafiar o Estado sovietico, colaborando com o jornal clandestino Crônica da Igreja Católica da Lituânia.

Os padres protestaram ativamente contra a nova Constituição soviética da Lituânia, argumentando que ela discriminava os fiéis. No início de 1978, padres da Arquidiocese de Kaunas protestaram junto ao Bispo Juozas Labukas contra a interferência das autoridades soviéticas nos assuntos da Igreja. Apesar do perigo, incluindo vigilância e ameaças de agentes da KGB, o clero catolico lituano continuou suas atividades, muitas vezes secretas, para manter a vida religiosa. Muitos padres católicos lituanos, como o Alfonsas Svarinskas e Sigitas Tamkevičius, sofreram prisão por suas atividades. 

Não consegui achar as provas diretas de que o padre Stanislovas Lidys (Dulce Rebelo o chamou de Staxis Lidis) era o agente ou informador formal do KGB. Sabe-se que o padre Lidys chegou a assinar, em 1978, a petição contra a aprovação da nova constituição da Lituânia. Ao mesmo tempo nas décadas de 1970-1980 as autoridades soviéticas costumavam colocar este sacerdote (que de 1969 a 1990 era o pároco da Igreja da Imaculada Conceição da Virgem Maria em Vílnius nas mais diversas viagens ao estrangeiro, sempre para tentar provar a tese: do que “não havia perseguição religiosa na URSS”. 

O músico jazista russo-lituano, Vladimir Tarasov, recorda no seu livro “The Drummer Diaries”, que em 1979, juntamente com padre Lidys, fui convidado para uma digressao/turnê com um dos grupos musicais juvenis da Lituânia pela África – visitando Gana e Benin. Tarasov estava perfeitamente conciente do papel do padre Lidys na delegacao soviética: “Ficou claro por que o padre católico Stanislovas Lidys [...] estava incluído em nossa delegação.Aparentemente, eles queriam mostrar aos seus amigos africanos que a religião não era proibida e que estava florescendo na Lituânia soviética”. 

Pergunta retórica. Poderia um padre católico, crítico aberto ao regime soviético de viajar ao estrangeiro e ser incluído nas delegações oficiais soviéticas ao estrangeiro? Claro que poderia, na condição óbvia do informador/agente do KGB. Muito possivelmente tivemos aqui o caso do dito “legendamento”, quando KGB criava, artificialmente, ao seu agente, a cobertura falsa, o retratando ao público geral como um dissidente. 

O caso do bispo Makário

Bispo Makário (ucraniano Leonid Svystun) muito cedo se destacou na sua colaboração com o KGB. Assim em 1969, Makário, ao pedido do KGB, escreveu uma denúncia formal contra o seu colega do seminário de Kyiv, padre dissidente russo Pavel Adelheim. Em 1970, Adelheim foi condenado a três anos de prisão num campo de trabalhos forçados sob a acusação de “difamar o sistema soviético”. O original da denúncia, assinado pelo Makário Svystun foi encontrado no arquivo do seu processo criminal. Apenas 10 dias antes da condenação do amigo ao GULAG, padre Makário se tornou o bispo, aos 32 anos de idade. 

Desde o fim da década de 1960, Makário viaja constantemente ao estrangeiro: 1967 (Suíça), 1968 (Praga e Uppsala), 1970 (Argentina e Roma), 1971 (EUA), 1975 (EUA e Quênia). Em 1968 ele estuda no Instituto Ecumênico de Bossey na Suíça. 

Em 1970 Makário é designado como Administrador das paróquias sob a jurisdição da IOR no Canadá e nos Estados Unidos. Em dezembro de 1974 foi nomeado o representante do Patriarcado de Moscovo/ou junto ao Conselho Mundial de Igrejas em Genebra e reitor da paróquia estauropégica da Natividade da Virgem Maria em Genebra. É de notar, que em Genebra Makário sucedeu o atual líder da IOR, Kirill. Os relatórios da imprensa suíça de 2023, baseados em arquivos, indicam que o Kirill (Vladimir Gundyaev), na década de 1970 era um agente do KGB em Genebra, utilizando o nome de código/codinome “Mikhaylov”. Ele servia no Conselho Mundial de Igrejas para influenciar a organização em prol dos interesses soviéticos.

Vladimir Gundyaev, década de 1980

Naturalmente, o mesmo trabalho de influenciar o Conselho Mundial de Igrejas, em prol dos interesses soviéticos, continuou o bispo Makário, o agente do KGB “Wisler”. Outras fontes baseadas nos arquivos soviéticos sugerem que «Wisler» também era usado pelo KGB na vigilância ao dissidente e escritor russo Alexander Soljenitsin, autor do «Arquipélgago GULAG», o objeto “Pauk” nos relatórios do KGB.

Missão ao Portugal 

Em 1965, o padre dissidente russo, Gleb Iakuin elaborou e enviou uma carta aberta ao Patriarca da IOR Alexy I, que descrevia detalhadamente a supressão ilegal dos direitos e liberdades dos cidadãos pelas autoridades estatais da URSS. Yakunin publicou também centenas de materiais e documentos que comprovavam as violações dos direitos dos crentes na URSS, os quais tiveram grande repercussão internacional. Em 1976, tornou-se um dos cofundadores do «Comite Cristão para a Defesa dos Direitos dos Crentes na URSS». 

Conferência da delegação de eclesiásticos soviéticos, realizada na Biblioteca Nacional (Lisboa). Da esquerda para a direita: pastor Alexei Stoian, sacerdote Sarkis Tgdjian, bispo Makário, Dr. Bruto da Costa (da Associação Portugal-URSS), e padre católico Staxis Lidis (Stanislovas Lidys).

Em novembro de 1979, foi preso e em agosto de 1980 condenado por “agitação antissoviética”, cumpriu a sua pena nos famigerados campos do GULAG soviético de Perm-35, Perm-36 e Perm-37. 

Reagindo à essa mesma repercursão internacional, em abril de 1978, o nosso grupo de sacerdotes soviéticos, acarinhados pela Associação Portugal-URSS e promovidos ao público pelas personalidades intelectuais próximas ao PCP e ao PS, veio ao Portugal em missão de comprovar o incomprovável: “ausencia da perseguição movida pelo sistema socialista a religião e aqueles que a professam”. Será que a sua missão foi bem-sucedida? Isso só podem testemunhar aqueles que acompanharam a situação de perto. O que parece mal nessa história toda, é o empenho, com que as pessoas aparentemente honradas, casos do Bruto da Costa ou da Dulce Rebelo participaram no exercício da propaganda soviética, de um regime comunista absolutamente cruel e despótico, que atentava sobre os direitos mais básicos de milhões de cidadãos da URSS. 

Será que Bruto da Costa ou Dulce Rebelo sabiam que colaboram, mesmo que indiretamente, com KGB na tentativa de manipular a opinião pública ocidental e portuguesa? Sendo intelectuais e saindo de uma outra ditadura tinham a obrigação de desconfiar do seu papel de “idiotas uteis” do regime soviético. Será que algum deles, alguma vez pediu desculpas pelas suas ações ou omissões? Aparentemente não...

Blogueiro: agradecemos ao Pavlo Sadokha a indicação da matéria.

sexta-feira, março 20, 2026

Morre o Metropolita Filaret, o patriarca honorário da Igreja Ortodoxa da Ucrânia

Aos 87 anos de idade morreu o Metropolita Filaret (Mykhailo Denisenko). Nasceu aos 23 de janeiro de 1929 na região de Donetsk. Foi o homem da sua época, enfrentou todas as contradições e cedeu algumas das tentações, que marcaram os conturbados séculos XX e XXI na história da Ucrânia. 

Jovem Mykhaylo em 1947, no Seminário de Odessa

Estudou no Seminário Teológico de Odessa e na Academia Teológica de Moscovo. Em 1950, recebeu a tonsura monástica com o nome de Filaret. A 14 de maio de 1966, foi nomeado Arcebispo de Kyiv e Galícia e Exarca da Ucrânia, e em 1968 foi elevado ao posto de Metropolita. Em julho de 1990, foi eleito Metropolita de Kyiv e de Toda a Ucrânia, Primaz da Igreja Ortodoxa Ucraniana no seio da Igreja Ortodoxa Russa. Como muitos padres e sacerdotes da sua geração, pertencentes à IOR, Patriarca Filaret foi um agente-informador do KGB, sob o nome de código «Antonov». Algo que teve a elevação de confirmar nas estrevistas que deu aos meios de comunicação social, já após a independência da Ucrânia.

Informe do agente «Antonov» ao seu curador do KGB, 4.IV.1958

A 25 de junho de 1992, no Concílio de Unificação em Kyiv, apoiou a decisão de unir a Igreja Ortodoxa Ucraniana (IOU) e da Igreja Ortodoxa Autocefálica Ucraniana (IOAU) numa única Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Kyiv (IOU-KP), e em 1995 foi entronizado como Patriarca de Kyiv e de Toda a Ucrânia-Rus´. Conduzindo, deste modo, o processo de retirada da Igreja Ortodoxa Ucraniana da jurisdição de Moscovo. Em retaliação, a igreja ortodoxa russa destituiu Filaret do sacerdócio.

A 15 de dezembro de 2018, convocou o Conselho Local da UOC-KP, que aprovou o fim da existência separada da UOC-KP e a sua entrada na unificada Igreja Ortodoxa da Ucrânia (PTsU), que recebeu o Tomos (uma confirmação oficial da independência) do Patriarca de Constantinopla; depois disso, e de acordo com o estatuto da Igreja Ortodoxa da Ucrânia (OUC / PTsU), Filaret tornou-se membro permanente do seu Santo Sínodo como Patriarca honorário.

Herói da Ucrânia, condecorado com as Ordens da Liberdade e de Yaroslav, o Sábio.

sexta-feira, fevereiro 27, 2026

Igreja russa recruta os quenianos para a guerra neocolonial russa na Ucrânia

A cerimónia fúnebre de Charles Waithaka Wangari, morto na guerra colonial russa contra Ucrânia e cujo corpo nunca foi recuperado, 5 de fevereiro de 2026. Foto: AP Photo/Andrew Kasuku

O Exarcado da Igreja Ortodoxa Russa (IOR) em África está a participar num esquema para recrutar cidadãos quenianos à guerra neocolonial russa contra Ucrânia. A informação foi divulgada pela publicação internacional Religion News Service. 

De acordo com a organização de defesa dos direitos humanos Vocal Africa, os padres da IOR estão a encorajar os jovens quenianos a irem «trabalhar» para a rússia, oferecendo-se para pagar as suas viagens até Moscovo/ou. 

Os familiares de mercenários quenianos mortos e despararecidos reclamam o retorno dos seus entes queridos, vivos ou mortos. Nairobi, 16 de fevereiro de 2026. Foto: AP/Andrew Kasuku

Depois dissso, os cidadãos quenianos são levados para a rússia com vistos de turista. Prometem-lhes salários desorbitantes, equivalentes aos 3.000 dólares. Na realidade, os jovens africanos nunca recebem o dinheiro prometido. Após chegarem à rússia, os seus passaportes são confiscados, eles recebem umas cadernetas militares provisórias [símples folhas A4 com foto e carimbo], são abertas as contas bancárias em seus nomes, mas totalmente controladas por seus comandantes militares, e depois estes jovens são enviados para a frente de batalha. Da onde, muitas das vezes não voltam vivos, servindo de «abre-latas», alvos usados pelos russos apenas para tentar localizar as linhas da resistência ucraniana. 

O africano francófono Francis, à servir de «abre-lata» descartável aos ocupantes russos

Por exemplo, um dos quenianos mortos na guerra colonial russa, Charles Waithaka Wangari, um jogador de futebol de 31 anos, viajou para a rússia, por intermédio da IOR, em outubro de 2025, oficialmente para trabalhar como «operador de máquinas pesadas numa fábrica», com promessas de posteriormente poder jogar num clube na Suécia, mas foi imediatamente levado à força ao exército russo e enviado para a linha da frente pouco depois da sua chegada. Foi morto numa explosão na linha da frente, apenas dois meses depois de ter chegado à rússia. A sua família recebeu a notícia da sua morte no dia de Natal e foi informada de que os seus restos mortais não poderiam ser recuperados devido aos intensos combates naquela área. O que significa também, que, muito provavelmente, a sua família nunca irá receber quaisquer compensação pela morte do Charles.

Charles Wangari, mercenário à força, morto e abandonado pelos russos. Foto: X

Um representante da IOR em Nairobi, sob anonimato, declarou à Religion News Service que os quenianos estão a ser enviados para a rússia não para combater, mas para «estudar num seminário», embora alertados para a «possibilidade» de recrutamento militar. Garante que nenhum dos jovens, recrutados pela IOR — «nunca se alistou no exército russo». 

O serviço secreto do Quénia anunciou que mais de mil quenianos foram recrutados para o exército russo para combater na guerra contra Ucrânia (contando com mortos e despararecidos, caputrados pelas forças ucranianas, feridos que voltaram ao Quénia e os que ainda estão na linha da drente e nos campos de treino). Segundo as estimativas do NIS, 89 cidadãos quenianos ainda estavam a servir na linha da frente no início de 2026. 

Os quenianos Clinton Mogesa e Ombwori Bagaka (?) / Wahome Gititu (?),
já mortos

No final de fevereiro de 2026, a página «Important Stories» noticiou que as autoridades russas elaboraram uma lista de cerca de 40 países onde o recrutamento de mercenários para a guerra contra a Ucrânia é proibido por agora. Entre eles: China, Índia, Brasil, África do Sul, Turquia, Cuba, Afeganistão, Irão, Venezuela, Argentina, Iraque, Iémen, Camarões, Colômbia, Líbia, Somália, Quénia, que é «uma importante fonte de mercenários para o exército russo».

domingo, dezembro 28, 2025

⚔️🎄 General Kyrylo Budanov — na linha de frente e na oração de Natal

Como parte do trabalho no setor da Frente de Zaporizhia, o chefe do GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia, Tenente-General Kyrylo Budanov, visitou à linha de frente para se juntar aos combatentes da “Unidade Especial Timur”, informa GUR MOU. 

Enquanto estava no local das missões de combate, Kyrylo Budanov conversou com soldados e oficiais do GUR que detectam e destroem diretamente os ocupantes russos e o equipamento inimigo. O chefe do serviço especial verificou as condições de trabalho dos combatentes em campo e condecorou os batedores com medalhas por profissionalismo e coragem. 

A chegada do Tenente-General Kyrylo Budanov à posição foi uma surpresa para as forças especiais do GUR – um episódio memorável e importante para cada soldado, que fortaleceu a prontidão para novas conquistas na luta armada pela liberdade da Ucrânia.

Glória à Ucrânia! 

Oração conjunta de Natal

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Em 25 de dezembro de 2025, um serviço religioso de Natal foi realizado na igreja militar de São Nicolau, o Taumaturgo – a liderança e militares do GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia se reuniram para uma oração conjunta.

General Budanov e sua esposa Mariana

O chefe da inteligência militar da Ucrânia, Tenente-General Kirill Budanov, participou no culto  ele chegou à igreja com sua esposa Marianna. 

O monumento à lendária figura da Baba Yaga

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Em 23 de dezembro de 2025, um monumento à lendária figura da Baba Yaga foi inaugurado na cidade de Vyshneve, na região de Kyiv. O nome de Baba Yaga (a bruxa má dos contos eslavos) se tornou um símbolo de horror para os ocupantes russos durante a atual guerra russo-ucraniana. Os ocupantes russos chamam, genericamente, de Baba Yaga, os drones bombardeiros pesados, por exemplo, R-18, usados, entre outros, pelas forças especiais da Ucrânia: GUR, SSO e Centro «A» do SBU.

quinta-feira, novembro 20, 2025

A guerra de jogos do poder em curso na Igreja Ortodoxa russa (IOR)

O Patriarca russo Kirill (Gundiaev) demitiu abruptamente e colocou em julgamento eclesiástico o seu representante máximo na Europa Ocidental, incluido em Portugal e na Espanha, o Metropolita Nestor (Evgeny Sirotenko), escreve Novaya Evropa.

Na noite de sábado, 8 de novembro, um breve comunicado apareceu no site oficial da IOR: “Por ordem de Sua Santidade Kirill [..] o Metropolita Nestor de Korsun e da Europa Ocidental foi destituído de seu cargo como chefe do Exarcado Patriarcal da Europa Ocidental, bem como das dioceses e paróquias de Korsun, da Diocese Hispano-Portuguesa e das paróquias do Patriarcado de Moscovo/ou na Itália, em decorrência dos processos judiciais eclesiásticos instaurados contra ele. A administração temporária das referidas estruturas canônicas foi confiada ao Metropolita Mark de Ryazan e de Mikhailov.”

Acredita-se que o referido Mark possui o passaporte de um dos paises da União Europeia. Há um ano atrás, na auge do escândalo de cariz homosexual, envolvendo a demissão do Metropolita de Budapeste e da Hungria — Hilarion (Alfeyev), Mark foi encarregado da administração das paróquias da IOR na Hungria.

O Estatuto da IOR não concede ao patriarca russo o direito de destituir unilateralmente exarcas e administradores diocesanos. Tais decisões são geralmente tomadas por um órgão colegiado — o Santo Sínodo. No entanto, a própria existência deste tribunal e a legitimidade de sua composição são temas de debate entre especialistas em direito canônico.

Por um lado, poucos se surpreendem com o facto de o patriarca Kirill governar a IOR de uma forma absolutamente arbitrária, desconsiderando os cânones e as leis. Por outro lado, isso desvaloriza suas decisões — pelo menos aos olhos das estruturas e crentes ortodoxos ao nível internacional, fora da IOR. Por exemplo, o Patriarcado de Constantinopla não tem problemas em aceitar clérigos “expulsos” pela IOR por sua posição contra a guerra russa na Ucrânia, considerando as suspensões moscovitas como canonicamente nulas e sem nenhum efeito.

Bispo Nestor durante a visita de putin ao Centro Espiritual e Cultural Russo em Paris,
29 de maio de 2017. Foto: kremlin.ru

O Metropolita Nestor (Evgeny Sirotenko na vida civil), de 51 anos, desde 1999 serviu na França e na Espanha. Não tem histórico de envolvimento em escândalos públicos. É responsável pelas paróquias da IOR da Europa Ocidental (França, Inglaterra, Bélgica, Holanda, Espanha, Portugal e Itália). Em 2022-23, ele se permitiu uma discreta dissidência contra o Kremlin — por exemplo, não perseguiu, como era exigido por Moscovo, o Arcipreste de Madrid, Andrei Kordochkin, que denunciou a “natureza satánica” da guerra russa na Ucrânia. De momento os paroquianos da Catedral da Trindade em Paris já estão reunindo/coletando assinaturas em apoio ao seu bispo e, em conversas informais, expressaram inclusive a disposição de apoiar sua saída da IOR, talvez para o Patriarcado de Constantinopla. Afinal, o rebanho ortodoxo no Ocidente é diferente do da rússia, e os paroquianos se insurgem contra as decisões não transparentes da liderança da igreja moscovita.

Evgeny Sirotenko nasceu em 4 de setembro de 1974, em Moscovo/ou. Formou-se na Faculdade de Ciência da Computação do Instituto Histórico e Arquivístico da Universidade Estatal russa de Humanidades e trabalhou no Ministério das Relações Econômicas Externas/Exteriores da federação russa.

“Rejeitando o Mal e a Guerra”

Em 6 de abril de 2022, o Metropolita Nestor e o Arcebispo Francisco Javier Martínez, representante da Conferência Episcopal Espanhola, publicaram uma declaração conjunta condenando as ações da rússia no território soberano da Ucrânia. O texto ainda está disponível no site oficial da Diocese Hispano-Portuguesa da IOR, mas somente em espanhol. O documento começa com uma expressão de solidariedade “aos nossos irmãos ortodoxos, católicos e pessoas de todas as fés em relação à invasão da Ucrânia pela rússia”. Recordando os mandamentos pacifistas do Evangelho, o Exarca Patriarcal da IOR, juntamente com seu homólogo católico, apela para “o fim da violência e da barbárie, e para que se ouça na consciência a voz de Deus, que rejeita o mal e a guerra”.

Quando o Patriarca Kirill, de forma não canônica, suspendeu o Arcipreste Andrei Kordochkin, reitor da Catedral de Madrid de seu ministério, o Metropolita Nestor o protegeu tacitamente e não o demitiu oficialmente da Diocese. Isso provocou a ira de um dos bispos mais agressivos da IOR — o “Exarca da África”, Metropolita Leonid (Gorbachev) que advertiu: “Ninguém está nos pedindo para se lançarmos às baionetas, mas devemos permanecer fiéis. Teremos que tanto ouvir, quanto obedecer”. Apesar desses alertas, em fevereiro de 2023, o vigário de Nestor, Bispo Petru (Prutyanu), concedeu uma entrevista a uma publicação católica na qual expressou uma certa simpatia pela Ucrânia, chamando a guerra russa na Ucrânia de “escandalosa”.

A continuidade dessa linha de ação por parte da liderança do Exarcado da Europa Ocidental, e em particular da Diocese Hispano-Portuguesa, é evidenciada pelo encontro informal de Nestor com o Metropolita Olexandre (Drabinko), figura conhecida na Igreja Ortodoxa da Ucrânia, que Moscovo/ou habitualmente chama de “cismática” e “nacionalista”. O encontro ocorreu em Madrid, em meados de outubro de 2025, quando ambos os metropolitas estavam presentes, e foi inteiramente fraternal. 

Encontro do Drabinko (à esquerda) e Nestor (mais alto) em Madrid

A IOR não apenas proibiu oficialmente aos seus subordinados qualquer contato com a Igreja Ortodoxa da Ucrânia e com o Patriarcado de Constantinopla, como também considera Drabinko um “traidor” e “desertor”, visto que até 2018 ele era um hierarca de alto escalão da IOR na Ucrânia. No contexto da nova onda de emigração ucraniana em massa, gerada pela guerra russa contra Ucrânia, no Ocidente, a IOR tenta se beneficiar da presença ucraniana em massa, atraindo os crentes ucranianos às suas paróquias europeias.

“Jogos, Trapaças e Bispos Fumegantes”

Formalmente, Kirill ordenou que o Supremo Tribunal da Igreja avaliasse a participação do Nestor em torneios internacionais de pôquer (!) e o uso de fundos da igreja para esse fim. Dois Cânones Apostólicos (a parte do direito canônico da IOR) — o 42º e o 43º — preveem a perda da posição de um bispo que “joga dados”, ou seja, participa nos jogos de azar. Um cânone posterior (o 50º do Concílio de Laodiceia) proíbe o clero até mesmo de visitar locais onde tais jogos são realizados. No entanto, no mundo moderno, o pôquer é considerado um desporto/esporte e, em muitos países, existem federações registradas ao nível nacional.

Metropolita Nestor num jogo do pôquer. Foto: pokernews.com

O Metropolita Nestor joga ao nível quase profissional, participando de torneios internacionais sob as bandeiras russa e francesa com seu nome civil, Evgeny Sirotenko. Em 2024 ele ficou em 20º lugar no Campeonato Francês e alcançou o terceiro lugar em um torneio internacional em setembro de 2025. Uma lista completa das conquistas do Metropolita em várias ligas de pôquer pode ser facilmente encontrada no Google. De acordo com as estatísticas oficiais do “The Hendon Mob”, os ganhos totais de Nestor em torneios ao longo dos anos ultrapassaram US$ 47.000, com sua maior vitória individual chegando a mais de US$ 8.000.

Ranking internacional de pôquer do Nestor-Sirotenko. 
Imagem: pokerdb.thehendonmob.com

Segundo o diácono Andrei Kuraev, declarado como “agente estrangeiro” pelas autoridades russas e atualmente residente em Praga, as acusações óbvias contra Nestor “não merecem, de forma alguma, um julgamento”. A IOR passa anos sem reagir as acusações significativamente mais graves — por exemplo, o Metropolita Georgy (Danilov) de Nizhny Novgorod, que construiu um heliporto privado nos terrenos de monumentos históricos protegidos e em cuja igreja eran filmados filmes pornográficos gay, permanece intocável. Uma fonte de uma das paróquias da IOR na Europa Ocidental disse que a ira do Kirill não foi causada pelo jogo de pôquer em si, mas pelo facto de essa informação ser divulgada ao público.

Acredita-se que o posto de Nestor pode ser ocupado pelo atual favorito do Kirill, o metropolita Anthony (Sevryuk), de 41 anos, presidente do Departamento de Relações Externas da IOR. Outro possível candidato ao cargo vago é o bispo Matthew (Andreyev) leal à “política externa pacifista” do Kremlin.

Paróquias russas de inteligência externa

Ao final do quarto ano da guerra russa contra Ucrânia as elites políticas ocidentais começaram a suspeitar que a IOR — no seu formato concebido por Estaline/Stalin em 1943 — dificilmente pode ser chamada de uma organização religiosa. A função principal de muitos de seus clérigos no exterior não era o trabalho pastoral ou o culto, mas sim o desempenho de tarefas muito mais delicadas. Já em 1946, o primeiro presidente do Departamento de Relações Externas, o Metropolita Nikolai (Yarushevich), que viajava livremente pelos países ocidentais, exortava os emigrantes russos a “retornarem à pátria que os aguarda”. Quase todos que acreditaram nele foram presos imediatamente ao cruzar a fronteira soviética e nunca mais retornaram vivos do GULAG. O sucessor imediato de Nikolai e pai espiritual do atual Patriarca da IOR, o Metropolita Nikodim (Rotov) era agente do KGB “Svyatoslav”. Ele abençoava os seus subordinados a colaborar com KGB e até tentou recrutar a liderança do Vaticano, mas morreu (possivelmente envenenado) durante uma audiência com o Papa João Paulo I, conhecido como “Papa Vermelho”. Graças à desclassificação dos arquivos da KGB na Ucrânia, tornou-se público que, nas primeiras décadas após o restabelecimento do Patriarcado de Moscovo/ou ordenada pelo Estaline/Stalin, praticamente 100% de seus bispos foram recrutados pelo KGB e se tornaram agentes ativos. Após o início da guerra russa na Ucrânia em 22.02.2022, a imprensa suica (Sonntagszeitung e Le Matin Dimanche) publicou os materiais da inteligência suíça, com as provas do que o jovem arquimandrita Kirill (Gundyaev), que serviu como representante da IOR no Conselho Mundial de Igrejas em Genebra na década de 1970, era o agente da KGB “Mikhailov”.

Kirill (Gundiaev) de 24 anos, já agente do KGB «Mikhailov» na Suíça

Atualmente, existem aproximadamente 300 paróquias da IOR em funcionamento na União Europeia, no Reino Unido e na Suíça, muitas das quais com uma função de “dupla utilização”. As autoridades da Noruega, Suécia, República Checa, Grécia, Bulgária, Macedônia do Norte e dos Estados Bálticos reconheceram a gravidade do problema dos centros de inteligência russos que operam sob os auspícios de estruturas da IOR. Por exemplo, as igrejas da IOR em Bergen e Stavanger (Noruega) estão localizadas de forma suspeita perto de bases da OTAN, e representantes dessas paróquias tentaram comprar terrenos próximos a outras instalações militares importantes. As autoridades suecas acusaram a paróquia local da IOR de se transformar em uma “plataforma de coleta de informações”. O governador civil do Monte Atos — uma república monástica semi autônoma na Grécia — Anastasios Mitsialis, que chegou ao cargo diretamente da comunidade de inteligência, estava ciente dos riscos do uso contínuo do Monte Atos para atividades subversivas pela federação russa. Representantes da IOR foram declarados persona non grata e expulsos de vários países da UE: em 2023, o arquimandrita Vassian (Zmeyev) e o arcipreste Yevgeny Pavelchuk, clérigos da IOR em Sófia; em 2024, o arcipreste Nikolai Lishchenyuk, reitor do metóquio da IOR em Karlovy Vary em Chéquia. O metropolita Hilarion (Alfeyev) serve atualmente nesta igreja e também se queixa de ameaças das autoridades checas relacionadas à publicação de novas revelações do seu ex-namorado japonês e ao aparecimento de um video de Hilarion num campo de tiro do FSB. Existem, é claro, muitos outros casos de agências de inteligência russas operando sob os auspícios da IOR na Europa, mas métodos eficazes para combater esse tipo de “ministério” da IOR ainda não foram encontrados. Apesar do envolvimento óbvio e comprovado do Patriarca Kirill na incitação à agressão e nas atividades dos serviços secretos, a UE não conseguiu incluí-lo em suas listas de sanções devido à oposição da Hungria e aos esforços do lobby russo. Em suma, a IOR provou ser um bastião confiável dos interesses russos em áreas onde funcionários públicos e os agentes de inteligência russos comuns agora encontram extrema dificuldade de acesso. A a substituição do exarca da IOR, conhecido pela sua postura reconciliadora e mais pacífica, por alguém leal ao FSB/GRU parece perfeitamente lógico para o atual regime russo.

sexta-feira, novembro 14, 2025

Criminosos de guerra russos destruíram a Igreja Evangélica em Kostiantynivka

Os ocupantes russos confiscam, fecham e destroem as igrejas protestantes em todos os territórios ocupados da Ucrânia. Os russos não poupam nem os templos da igreja ortodoxa russa (IOR), muito menos as salas de culto protestantes... 

Testemunha um dos anciões da paróquia, Vitaly Stulniev

Assim termina a história da nossa Igreja Evangélica de Kostiantynivka [região livre de Donetsk]. Claro, uma igreja é, antes de tudo, pessoas que se espalharam pelo mundo todo... mas... Lembro-me do meu pai desenhando a planta deste prédio em um caderno, e de como, durante dois anos, muitos irmãos vinham ao canteiro de obras depois do trabalho. Quanto esforço e trabalho foram investidos na construção da nossa igreja. E no segundo andar (acima das portas da garagem) ficava a sala de músuca, onde ensaiávamos com a nossa orquestra ...

Agradeço a Deus pelo tempo que passamos servindo juntos, que permanecerá para sempre em meu coração!


 A Igreja Evangélica de Kostiantynivka na Ucrânia livre

Essas imagens realmente mostram aquilo que os propagandistas como Tucker Carlson e outros tantos conservadores preferem ignorar, acreditando nas mentiras de putin e do regime neofascista russo sobre a suposta «proteção dos valores cristãos». 

Fonte: TG @kazansky2017