sexta-feira, julho 10, 2026

🔥⚓️ Ucrânia volta à atacar no Mar Azov, em Taganrog e em Moscovo

Em Taganrog, na região de Rostov, os drones ucranianos, atingiram, com sucesso, o terminal petrolífero portuário «Kurgannefteprodukt» («Yugtransitservis»). No Mar Azov foram atingidos mais 13 navios russos, os drones ucranianos voltaram à atacar o Moscovo.





O local está em chamas, os moradores locais foram evacuados da área atingida pelo fogo. A principal função daquele terminal é o carregamento e descarregamento de produtos petrolíferos em navios.

 



Na cidade de Azov foi atacada a Fábrica da Ótica Mecânica (Azov Optical-Mechanical Plant), uma empresa de construção de máquinas e instrumentos localizada de Azov, situada na região de Rostov. A fábrica é especializada na produção de sistemas ótico-eletrónicos, radares de alta precisão, fazendo parte da estrutura do complexo industrial russo de defesa.

 

Drone ucraniano FP-1 voando até o alvo

Vista geral da cidade de Azov

Dois focos de incêndio foram identificados em Azov. A julgar pela geolocalização dos locais em chamas, para além da Base Petrolífera de Azov, também foi atingida a Fábrica Óptica e Mecânica de Azov ou a Base Petrolífera «DonTerminal».

 

Geolocalização do incêndio em Azov, visão de satélite

Consequências do ataque matinal na autoestrada Berdyansk — Melitopol (TOT): 

Reportado um incêndio na área da refinaria de Kapotnia, em Moscovo (pormenores por apurar):

Alvos energéticos no bairro moscovita de Kapotnya novamente estão em chamas
 

O Mar Azov o tio Magyar não quer parar, à sua conta já são 48 navios atingidos: +13 unidades da frota clandestina russa foram atingidos na costa da Crimeia durante a noite de 10 de julho. No total, 48 navios foram atingidos pelos drones de ataque de USBS nas últimas 120 horas.

Noite de 10.07.2026: 10 petroleiros, 1 navio de carga, 1 ferry e 1 rebocador marítimo.

Cargueiro «FAVORI» (IMO 8852033, MMSI 355004000) é um navio de carga geral construído em 1980 (idade de 46 anos), cumprimento 105.85 m e tonelagem grossa 4.199 t, navega actualmente sob bandeira do Panamá, após o encontro ocasional com um drone ucraniano:

Fontes: Osint worldmilitares; kazansky2017; Exilenova_plus

Ucrânia continua à eliminar os navios da frota clandestina russa no Mar Azov

Poluição das águas no porto de Kerch por petroleiros russos sancionados

Outros 14 petroleiros da frota clandestina russa foram atingidos por drones ucranianos da USBS no Mar Azov. No total, 35 petroleiros russos foram atingidos nas últimas 96h. As FAU também atingiram o aeródromo militar de Borisoglebsk na região de Voronezh.

A frota clandestina russa está a diminuir: 35 petroleiros, navios de carga (bulkers) e embarcações especiais foram atingidos nas últimas 96 horas. Na noite de 9 de julho, em profundidade operacional da Crimeia ocupada e nos TOT, os drones de USBS atingiram 45 alvos militares russos. Seguem dois vídeos do controlo objetivo, filmados pelas tripulações estrangeiras no Mar Azov.

 

Entre os vários alvos na Crimeia ocupada: a central de processamento de petróleo de Saki, três depósitos/bases de combustível e petróleo e duas zonas de transferência de energia (MTZ), a estação de interferência eletrónica “Zhitel”, torres de comunicação, dispositivos de controlo de tráfego aéreo (TPD), petroleiros, navio RORO e 14 embarcações da “frota paralela” russa – 12 navios-tanque, um navio cargueiro e um rebocador. Tudo no Mar Azov.


Cronologia das perdas da frota clandestina russa:

  • 06.07.2026 — 2 petroleiros
  • 07.07.2026 — 10 embarcações (8 petroleiros, 1 cargueiro e 1 ferry «SKS One»):
  • 08.07.2026 — 9 embarcações (5 petroleiros; 4 cargueiros)
  • 09.07.2026 — 14 embarcações (12 petroleiros, 1 cargueiro e 1 rebocador).

Todos os petroleiros foram identificados, fazem parte da frota clandestina russa e estão sob sanções internacionais.

A rússia continua a poluir as águas do Mar Negro. Desta vez, os russos estão a conduzir petroleiros sancionados/danificados ao porto de Kerch.


Na noite de 8 de julho, as Forças de Defesa da Ucrânia atacaram um depósito de gasolina e outros derivados no aeródromo militar russo de Borisoglebsk, na região de Voronezh: 

Aeroporto militar russo de Borisoglebsk, vista do satélite 

O aeródromo é a base para os caças russas Su-34, Su-35S e Su-30SM, que são utilizados regularmente em ataques contra Ucrânia, incluindo o lançamento de bombas guiadas.

A filmagem de um caça russo Su-35, despenhado no chão, abatido recentemente pelas FAU numa complexa operação especial, verificado por um drone do Terceiro Corpo de Exército:


Fontes: Exilenova_pluskazansky2017ab3army/7252;

quinta-feira, julho 09, 2026

Ucrânia ataca as bases petrolíferas russas em Stavropol e Tver

Os drones ucranianos atingiram, com sucesso, a base petrolífera russa da «Lukoil-Yugnefteprodukt» em Mikhailovsk, na região de Stavropol e a base petrolífera «Tvernefteprodukt» em Tver.




Vila de Mikhaylovsk na região de Stavropol
Vídeo noturno do ataque em Mikhailovsk. Os moradores locais fazem fila num posto de abastecimento de combustível e observam a completa ausência de defesas antiaéreas, culminando com a queda de um drone «abatido» pelo próprio depósito.

Localização: 45.105562424564475, 41.95186458579336

 

O depósito de petróleo da «Tvernefteprodukt» atacado em Tver. Imagens publicadas por moradores locais mostram um incêndio junto a um dos tanques de armazenamento.




A vista de satélite da base petrolífera de Tver

Fonte: worldmilitares

🎥❗️«Batalhão Siberiano» mostra o arquivo de combates na frente de batalha

Limpeza da área e os bombardeamentos dos ocupantes russos com auxílio do drone-bombardeiro pesado — militares do «Batalhão Siberiano» mostram imagens de arquivo de combates na frente de batalha. 

Episódios de combates persistentes na Frente de Zaporízhia — num vídeo do «Batalhão Siberiano», que faz parte da «Unidade Especial Timur» da GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia. 

Os combatentes da unidade mostram a eliminação de invasores russos durante uma varredura num assentamento no outono de 2025 e o bombardeamento de posições russas com projéteis de um drone pesado na primavera de 2026. 

Os militares do «Batalhão Siberiano» continuam a cumprir as suas missões na frente de batalha.

Bónus

Dois drones russos pesados “Orions” foram destruídos em Kerch, na Crimeia ocupada, atingidos e incendiados pelos operadores da GUR MOU.

A 2 de julho de 2026, os operadores da unidade especial GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia “Kabul 9” destruíram dois drones inimigos “Orion”, dispendiosos e raros — os invasores russos tinham-nos posicionado no território do aeroporto da cidade de Kerch, na Crimeia temporariamente ocupada.

O UAV “Orion” é um dispositivo de ataque e reconhecimento fabricado pelo grupo russo de empresas JSC “Kronstadt”. O drone pesa cerca de uma tonelada, tem o alcance de 250 à 300 km e pode permanecer no ar até 30 horas. O “Orion” é um lançador de bombas guiadas, mísseis X-50, X-UAVs e “Banderol”. O valor estimado dos dois «Orion» destruídos pela inteligência militar da Ucrânia pode ultrapassar os 10 milhões de dólares.

Todos os ocupantes serão destruídos!

Glória à Ucrânia!

quarta-feira, julho 08, 2026

🔥Ucrânia atinge a frota-sombra russa no Mar Azov e energia na Crimeia ocupada

Dez petroleiros da frota-sombra russa foram atacados e incendiados numa única noite no Mar Azov por pilotos da unidade 414ª “Kairos” dos “Pássaros do Magiar”. A batalha pela gasolina e energia para a Crimeia ocupada continua. 

A batalha marítima na noite de 7 de julho atingiu proporções industriais: um grupo de dez petroleiros com combustível, um navio cargueiro e um ferry. Os petroleiros estão gravemente danificados e em chamas; sanções aéreas dos “Pássaros da Liberdade Ucraniana” da USBS estão em plena atividade.

Todos os navios-tanque foram identificados, estão sob sanções internacionais, têm um porte bruto de 7.000 toneladas, um comprimento de aproximadamente 140 metros e foram construídos entre 2006 e 2012:

  • Venera-3
  • Sanar-1
  • Sanar-17
  • «Klymena»
  • «Teti»
  • «Alexei Savrasov»
  • «Penelope»
  • MS «IVAN CHEREMISINOV»
  • dois nomes por apurar

Na noite de 7 de julho, na profundidade operacional nos TOT, as forças do USBS, neutralizaram, com sucesso, 58 alvos militares russos legítimos.

A Crimeia ocupada também entrou em colapso nessa noite: várias centrais elétricas e instalações logísticas foram incendiadas:

  • Subestação elétrica de 35/10 kV «Chkalove», aldeia de Chkalove, Crimeia, 9º Batalhão «Kairos», 414ª brigada do USBS, «Pássaros do Magyar»;
  • Subestação elétrica de 330 kV «Crimeia Ocidente», aldeia de Kar'erne, Crimeia, 412ª brigada do USBS «Nemesis»;
  • Subestação elétrica de 110 kV «Saki», vila de Saki, Crimeia, 1º centro do USBS;
  • Subestação elétrica de 220 kV «Komysh-Burun», cidade de Kerch, Crimeia, 1º centro do USBS;
  • Subestação elétrica de 110 kV «Mityayeve», aldeia de Mytiayeve, Crimeia, 412ª brigada do USBS «Nemesis»
  • Estação de compressão de gás «Tasunovo», aldeia de Tasunovo, Crimeia, 1º Centro USBS

moscovo cairá.

Ucrânia prevalecerá! 

terça-feira, julho 07, 2026

Crimes de guerra russos em Kyiv: ataques aéreos que matam os civis ucranianos

Em dois ataques russos de drones e mísseis, de 2 e de 6 de julho de 2026, a rússia já matou 42 civis ucranianos, outros 162 civis foram feridos na capital ucraniana, cidade de Kyiv. Ucrânia respondeu, de forma adequada e proporcional, atingindo o petróleo russo em Omsk.



No ataque de 6 de julho 11 pessoas morreram, cerca de 60 ficaram feridas e edifícios residenciais por toda a cidade foram danificados. As operações de busca e salvamento ainda estão em curso.

Durante a noite, Ucrânia intercetou muitos drones e mísseis de cruzeiro. Mas os mísseis balísticos russos causaram danos e destruição em Kyiv, porque Ucrânia não despõe mísseis intercetores em número suficiente. Atrasos no fornecimento de meios de defesa aérea, incluindo mísseis «Patriot», custa vidas. Embora quer, a os EUA, quer a Europa dispõem dos meios necessários para ajudar a pôr fim ao terror aéreo russo.



Foi um dos ataques mais brutais, com dezenas de mísseis balísticos. Uma terrível sucessão de explosões violentas, uma após outra. Os terroristas russos atacaram civis enquanto dormiam, atingindo edifícios residenciais de vários andares para maximizar o número de vítimas.

Num dos bairros, uma família inteira foi retirada sem vida dos escombros: mãe, pai e filho. As operações de busca e salvamento continuam e, infelizmente, é provável que o número de vítimas aumente.

Já não é tempo para medidas tímidas. Essas apenas encorajarão Moscovo a prosseguir e a alargar o terror para além da Ucrânia. O resultado mais significativo da Cimeira de Ancara seria reforçar as capacidades da Ucrânia para proteger as nossas crianças do terror balístico russo. Ucrânia precisa de decisões concretas.



Os mísseis PAC-3 foram concebidos precisamente para proteger vidas humanas desta barbárie. Existem milhares destes mísseis armazenados em todo o mundo, reservados para potenciais ameaças.

Na Ucrânia, porém, a ameaça não é potencial. Os mísseis russos matam pessoas todas as semanas.

Atualmente, a Ucrânia é o único país do mundo sujeito a ataques balísticos semana após semana. Os meios para proteger a população deste terror têm de estar aqui.

Precisamos de todas as decisões relativas ao reforço da defesa aérea agora, e não mais tarde. Para nós, o tempo mede-se em vidas humanas», sublinhouo Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha: «A Ucrânia solicita uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU na sequência dos ataques massivos da Rússia.

Cada míssil russo lançado contra a Ucrânia transmite uma mensagem que vai muito além das nossas fronteiras. Pretende convencer o mundo de que a violência pode substituir a lei, de que o medo é mais forte do que a solidariedade e de que a crueldade pode permanecer impune.

Mensagem da Ucrânia à Cimeira da NATO/OTAN de Ancara

Apelamos à presidência da República Democrática do Congo e aos membros do Conselho para que apoiem o pedido da Ucrânia.

A demora ou uma resposta fraca não são capazes de travar o terror. Apenas ações firmes, baseadas em princípios e tomadas atempadamente o podem fazer.

A comunidade internacional deve unir-se para conter o agressor e continuar a promover uma paz abrangente, justa e duradoura, em conformidade com a Carta das Nações Unidas», disse Dr. Andrii Sybiha.

e a resposta proporcional e adequada da Ucrânia... 

As imagens históricas do dia 6 de julho de 2026, quando os drones ucranianos de ataque atingiram a refinaria de petróleo de Omsk, uma das apenas duas refinarias russas, situadas além dos Montes Urais, à mais de 3.000 km da ronteira da Ucrânia.

A imagem de satelite após os impactos mais recentes na refinaria de petróleo de Omsk


Um dos vídeos mostra as manobras do drone ucraniano FP-1, antes de se aproximar ao alvo numa das maiores refinarias da rússia. Outro vídeo mostra os resultados do assim chamado «controlo objetivo do alvo» a partir do local, filmado pelos moradores locais. Uma das vozes explica que dos 12 drones que se dirigiam ao alvo, houve 11 impactos e apenas 1 drone foi interceptado, possivelmente desviado.

Também em Belgorod, o aeroporto local foi atingido por um míssil. Após o impacto, deflagrou um incêndio nas instalações.


 

domingo, julho 05, 2026

Mali: os guerrilheiros tuaregues abatem helicóptero russo Mi-24

No Mali, nos arredores da cidade de Anefis, começou claramente uma guerra de duas frentes. Os guerrilheiros tuaregues abatem o helicóptero russo Mi-24, usado pelos mercenários russos da «Afrika Corps» (ex-Wagner), ao serviço da junta militar pró-Kremlin. 

Os rebeldes da frente AZAWAD também conseguiram algumas vitórias táticas, derrotando, emboscando e capturando as tropas governamentais e os mercenários russos de EMP «Afrika Korps» (ex-Wagner), capturando a cidade de Anefis e estão a ter sucessos contínuos nos combates pela captura da cidade de Gao.

Há informações, por verificar, da fuga dos mercenários russos da Anefis (vídeo abaixo): 

Fonte: Exilenova_plus; OperativnoZSU;

O custo social e humano da «libertação» russa de Donbas ucraniana

A cidade russa de Saratov. Estritamente «de acordo com o plano-mestre do Kremlin», os 200 novos nomes dos russos mortos na Ucrânia foram adicionados ao monumento dos mortos, nas assim chamadas, «guerras locais», os conflitos regionais e internacionais, que foram travadas pela URSS/rússia nos últimos 50 anos. 

  • Afeganistão — 318 pessoas (1979 — 1989)
  • Ucrânia — 3.400 pessoas (24.02.2022 — ?) 



«Aos conterrâneos que morreram nas guerras locais»

A «libertação russa» de Donbas ucraniana



Uma vila ucraniana transformada no monte de entulho partido...

A vila de Druzhkivka. O complexo hoteleiro «MAN», localizado na autoestrada Donetsk-Kharkiv, foi destruído pelos constantes bombardeamentos russos, há um civil morto, apanhado por algum estilhaço perdido e ainda por recolher, prostrado na escadaria do viaduto.

Os turistas e viajantes pela região de Donetsk conheciam «MAN». Fazia parte da paisagem, familiar às pessoas de uma geração inteira de ucranianos. Nem todos sabiam que o nome do complexo deriva das iniciais do antigo proprietário. O vereador de Druzhkivka, arménio étnico Ashot Norikovich Melikbegyan, faleceu em 2023, felizmente o barão político local não viveu para ver a destruição da sua empresa.

A vila de Chasiv Yar (2021-26) Outra localidade de Donbas, «libertada» pelo exército russo de ocupação, mostrada, com auxílio de novas tecnologias no seu antes e depois...


sábado, julho 04, 2026

Kielce: o maior pogrom anti-judaíco na Polónia comunista pós II G.M.

Funerais das vítimas do pogrom de Kielce, 8 de julho de 1946 © PAP/Jerzy Baranowski
Completa-se hoje o 80º aniversário do pogrom judaico, que ocorreu na cidade polaca/polonesa de Kielce, aos 4 de julho de 1946. Este e vários outros maiores pogroms contra os judeus na Europa pós-guerra ocorreram apenas na Polónia comunista.

Caixões com os corpos de judeus mortos durante o pogrom em Kielce, Polónia, 6 de julho de 1946

Kielce viveu um pogrom clássico, o termo russo, que entrou para todos os dicionários do mundo. Do pogrom de agosto de 1945 em Cracóvia ao mais sangrento em Kielce, o cenário era sempre o mesmo, os rumores espalhados entre a populaça, baseados no libelo de sangue contra os judeus: «Um menino cristão foi morto por judeus para fins ritualísticos». A Igreja Católica na Polónia, com o seu antissemitismo inerente, desempenhou o papel mais que sinistro na construção do contexto para esta terrível tragédia. O pogrom em Kielce foi o mais sinistro precisamente porque um pequeno grupo de sobreviventes judeus do Holocausto se instalou numa casa, onde foram encurralados e assassinados metodicamente, durante horas. Foram mortos não só por polacos comuns, residentes na cidade, mas também com a participação direta do exército e da polícia polaca (as autoridades polacas chegaram prender 34 militares e oficiais do exército e das forças desegurança e 6 polícias). A Igreja Católica Polaca, representada pelo bispo local Czesław Kaczmarek, de forma singular para a Igreja, apoiou passivamente estes assassinatos e NUNCA os condenou.

Foto: Jerzy Baranowski / PAP / Vostock Photo
Naquele momento histórico a Igreja Católica polaca estava totalmente alinhada com o governo estalinista do Bolesław Bierut no seu ódio aos judeus, sob o lema não pronunciado, mas largamente sentido naquele mesmo pogrom «vamos terminar o trabalho de Hitler». Apoio estatal total à tragédia. Esta série de pogroms causou um êxodo em massa de sobreviventes judeus da Polónia em poucos meses. O antigo diretor do Instituto Polaco da Memória Nacional, o atual presidente Karol Nawrocki, deveria estar hoje em Kielce, no 80º aniversário da tragédia. Levando consigo o primaz Wojciech Polak, para que se ajoelhasse em frente daquela casa e rezasse. Se tivesse a coragem de honrar a memória dos judeus mortos nos pogroms polacos do pós-guerra. Pelo menos foi isso que o seu chefe político Kaczynski e o seu antecessor Duda fizeram. Hoje, exatamente no 80º aniversário da tragédia.

A placa memorial em Kielce «em memória dos 42 judeus assassinados»

Em resultado dos julgamentos pós-pogrom, que se prolongaram até dezembro de 1946, nove pessoas foram condenadas à morte, três a prisão perpétua e outras dez a sete anos de prisão. As sentenças subsequentes foram muito mais brandas, e dos altos funcionários da polícia e da segurança, apenas três foram julgados, sendo que somente o comandante do departamento de polícia provincial, Coronel Kuznytsky, foi condenado a um ano de prisão.

No decorrer do pogrom de Kielce morreram mais de 40 pessoas (37/42 judeus, 3 polacos e 35 pessoas ficaram feridos; o número de vítimas nos povoados vizinhos e na linha ferroviária / ferrovia não pôde ser determinado com precisão). Pensa-se que este pogrom terá sido o catalisador para a emigração em massa de judeus polacos para a Palestina e à partir de 1948 para o recém-criado Israel, e de cerca de meio milhão de judeus, que sobreviveram o Holocausto nazi no final da década de 1950, restaram não mais de 30.000 na República Popular da Polónia.