sábado, junho 06, 2026

Ucrânia rumo à desmilitarização total da rússia, seus alvos militares e energéticos

Ucrânia continua com a sua campanha de desmilitarização da região de Leninegrado, atingindo novamente o Kronstadt e o aresenal da marinha russa em Velikaya Izora. Em Ust-Labinsk, na região de Krasnodar, foi atingida a fábrica de processamento petrolífero, além do porto de Mariupol, sob ocupação temporária russa. 

Até ao momento, dia 6 de junho, confirmam-se os ataques ucranianos:

  • No 15º arsenal da marinha russa (localidade de Velikaya Izhora, região de Leninegrado) é uma instalação estratégica da marinha russa, responsável pelo armazenamento, reparação, manutenção e eliminação de munições navais, torpedos e mísseis. Atende às necessidades da frota russa do Báltico.

  • No porto militar de Kronstadt, um dos principais bases da frota russa do Báltico.

As consequências estão a ser apuradas, o ataque ainda está em curso. 

Em Ust-Labinsk, na região de Krasnodar, após a visita de drones ucranianos de longo alcance, a fábrica/uzina de processamento de petróleo está arder por mais de 24h. Os moradores locais aperceberam-se que a escassez do combustível e correram à formar filas nos postos de abastecimento daquela vila.




O drone ucraniano FP-1, usado pelas unidades de SSO-SOU, manobra à vontade no céu sobre a região de Leninegrado, desviando-se do fogo frenètico e ineficaz dos grupos móveis russos anti-drone. Podemos ver que estamos perante um ataque bem combinado: vários tipos de drones estão se dirigir-se ao alvo. Aparentemente, além dos FP-1, também são os drones «Bober», a variante ucraniana dos Shaheed iraninaos.

As imagens do porto de Mariupol, sob ocupação temporária russa, que foi atacado esta noite.

Na longínqua região de Tyumen, está em chamas a refinaria Antipinsky, uma das maiores refinarias privadas de petróleo da federação russa. A capacidade projetada ultrapassa os 9 milhões de toneladas de petróleo por ano; a fábrica produz gasolina, gasóleo e outros produtos petrolíferos para o mercado interno russo. Uma das unidades está em chamas. Aparentemente, não se trata de visita dos drones ucranianos, tanto pode ser uma ação de sabotagem, executada pela resistência russa, quando a simples avaria, em resultado de alguma negligência operacional.


Lista de mercenários tanzanianos ao serviço do exército russo

O Fórum Económico Internacional de São Petersburgo está a terminar em São Petersburgo, e uma delegação de drones ucranianos lá compareceu, por duas vezes. Representantes da Ásia Central, África e Médio Oriente também chegaram à cidade. Entre os líderes estrangeiros que participaram no fórum estava a presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan. 

Enquanto as autoridades russas falam aos convidados estrangeiros sobre as perspectivas de cooperação e as naves espaciais que exploram a vastidão do universo, os recrutadores russos do Sul Global estão a comprar homens locais para morrerem na guerra neocolonial russa garantindo a compra de mais um casaco Loro Piana ao putin. 

Publicámos uma lista de cidadãos tanzanianos que assinaram contratos com o Ministério da Defesa russo e foram enviados para a frente de batalha. Samia Suluhu Hassan poderá perguntar aos russos no decorrer do fórum, sobre o seu destino, uma vez que pelo menos dois dos listados já estão desaparecidos em combate. 

O recrutamento de estrangeiros tornou-se uma parte importante da estratégia russa para repor as perdas na frente de batalha. A rússia utilizou pelo menos 28.000 cidadãos estrangeiros de 135 países na sua guerra neocolonial contra Ucrânia. O destino destes mercenários estrangeiros permanece sombrio. Alguns morreram, outros ficaram gravemente feridos e alguns estão em cativeiro ucraniano. Têm algo em comum: as promessas da rússia de dinheiro fácil e ganhos rápidos provaram estar longe da realidade. 

Alertamos os cidadãos de países estrangeiros: participar na guerra ao lado do exército russo acarreta um elevado risco de morte ou de ferimentos graves. Se está a ser recrutado para combater a Ucrânia ou já se juntou às forças armadas russas, contacte o projeto «Quero Viver». Nós ajudá-lo-emos a salvar a sua vida e a render-se em segurança.

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sexta-feira, junho 05, 2026

A vida ucraniana no olhar da professora Alla Umanska

A mulher forte, bonita e sorridente que se vê na foto é a professora ucraniana reformada, Alla Umanska. Vai fazer 90 anos este mês. A segunda e a última fotos mostram a sua casa e apartamento destruídos por um míssil russo.

Alla foi retirada dos escombros após o primeiro ataque, e mais tarde houve um segundo no mesmo local. O seu apartamento ficava no primeiro piso; acordou desorientada após a explosão, com a sensação de que alguém a tinha atingido na cara. Diz que o seu primeiro pensamento foi como se a noite tivesse acabado dentro do seu rosto.

Profª Alla lecionava a História ucraniana e o Direito. Sobreviveu à Segunda Guerra Mundial. Ela escrevia poemas, que arderam juntamente com o seu apartamento. Após o ataque, conseguiu tirar as chaves do apartamento. Assim, ligou à filha, Toma, e pediu-lhe que entrasse e fechasse a porta do apartamento. Toma, até ao último momento, não soube como dizer à mãe que o seu apartamento simplesmente já não existe.

Hoje, Alla está no hospital. A preparar-se para a reabilitação. O seu estado geral deteriorou-se significativamente devido aos ferimentos sofridos, especialmente a audição. Mas falando com ela, percebe-se que, mesmo depois deste pesadelo que viveu, após perder o seu apartamento, o que mais dói é pensar nos jovens que estão a morrer. Entre eles estão os seus alunos, e ela é professora com P grande. Ela amava todos os seus alunos, e eles amavam-na. Esta é a maior perda para ela.

É uma pessoa de uma força fantástica. A primeira coisa que pediu à filha foram ganchos de cabelo. Para Dra. Alla é importante estar bonita. Porta-se bem e com otimismo, mas tudo está escrito nos seus olhos, sem palavras...

Ajudar a Profªa Alla, a vaquinha ministrada pela sua fila Toma: Monobank.ua

Fonte: texto, imagens: página de Instagram de @libkos (Kostiantyn e Vlada Liberov)

186 ucranianos finalmente livres! 


Na mais recente troca de POW, ocorrida no dia 5 de junho de 2026, os 186 ucranianos regressaram hoje a Ucrânia livre: 185 militares e um civil. A maioria dos libertados estava em cativeiro russo desde 2022, informa Ombudsman da Ucrânia, Dmytro Lubynets.

Outros 185 defensores da Ucrânia ucranianos regressam hoje a casa após anos em cativeiro russo. Um civil também regressa juntamente com os defensores. São guerreiros das Forças Armadas da Ucrânia, da Guarda Nacional e do Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras da Ucrânia – soldados, sargentos e oficiais. Defenderam o nosso país em Mariupol e Azovstal, bem como nos setores de Donetsk, Luhansk, Kharkiv, Kherson, Zaporizhzhia, Sumy, Kyiv e Kursk. Entre eles estão os que regressam após anos em cativeiro russo, onde estavam detidos desde 2022, escreveu o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy.

☠ Ucrânia atinge 5 navios russos de carga numa única noite

Na noite de 5 de junho, os operadores de drones do 1º Centro Independente atingiram cinco navios de carga russos que se encontravam atracadas ilegalmente nos portos de Mariupol e Berdyansk ou navegavam nas águas costeiras dos Territórios Temporariamente Ocupados (TOT).


A lista dos alvos atingidos:

  • um navio de carga junto à cidade de Berdyansk, região de Zaporízhia;
  • dois navios de carga junto à localidade de Ialta, região de Donetsk;
  • dois navios de carga junto à cidade de Mariupol, região de Donetsk. 

Os navios de carga que entram nos portos ucranianos ocupados desempenham um papel importante no apoio logístico das tropas russas. São eles que entregam munições, equipamento militar, combustível, lubrificantes e outros bens ao exército de ocupação. Além disso, as autoridades de ocupação utilizam sistematicamente os portos dos territórios temporariamente ocupados para exportar ilegalmente cereais ucranianos e outros recursos.

Todos os navios que trabalham para a logística militar russa ou participam na exportação ilegal de recursos dos territórios ucranianos ocupados financia, na realidade, a continuação da guerra contra Ucrânia e é um alvo legítimo para destruição. 

USBS: Um passo em frente!

Crianças da Ucrânia vítimas das políticas do Kremlin: de estalinismo à atualidade

«Obrigado ao camarada Estaline pela infância feliz!»
Foto no museu da colónia penal de regime especial nº 1, na aldeia de Sosnovka, Mordóvia, rússia.
Foto: Stanislav Krasilnikov / ITAR-TASS

Aos 4 de junho, Ucrânia homenageia as crianças que morreram em consequência da agressão armada russa. Os métodos criminosos do Kremlin não mudaram ao longo dos séculos. Hoje, a rússia mata crianças ucranianas com mísseis, rapta-as e tenta apagar as suas identidades, tal como fazia o regime totalitário soviético.

Documentos do Arquivo Estatal do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) mostram que, durante os anos do terror estalinista, as autoridades soviéticas perseguiram propositadamente os filhos dos «inimigos do povo». Muitas destas práticas encontram paralelos trágicos na agressão russa moderna contra Ucrânia. 

De acordo com a ordem operacional nº 00486 da NKVD, de 1937, as crianças das vítimas de repressões políticas eram retiradas em massa às suas famílias. Os bebés eram transferidos para campos com as suas mães, e as crianças mais velhas eram colocadas em orfanatos especiais isolados. Irmãos e irmãs eram separados. Os documentos eram confiscados aos pais – estas crianças simplesmente «desapareciam» no sistema.

A ordem operativa Nrº00486 do Comissário Popular do Interior,
Moscovo, 15 de agosto de 1937

Por decreto de 1935 do Comité Executivo Central e do Conselho de Comissários do Povo da URSS, o regime comunista soviético permitiu que crianças à partir das 12 anos fossem julgadas na qualidade de adultos, incluindo na aplicação da pena de morte. Os adolescentes com mais de 15 anos, definidos como “socialmente perigosos”, eram enviados para o GULAG ou aos trabalhos forçados, simplesmente por serem filhos de “inimigos do povo”.

Colocação de filhos dos condenados:
a) «Crianças de 1 - 1,5 aos 3 anos nas creches e jardins de infância».
b) «Crianças dos 3 aos 15 anos nos orfanatos [...] fora de Moscovo,
Leninegrado, Kiev, Tbilissi, Minsk, cidades costeiras e fronteiriças».
c) «Crianças maiores de 15 anos decidir questão de forma individual». 

Os documentos apresentados servem como um lembrete de que a violência contra as crianças sempre foi uma componente da política do regime totalitário soviético. Estas são práticas criminosas que a rússia continua a praticar nos dias de hoje.

21) «Bebês amamentados são enviados, juntamente com as mães condenados,
aos campos [de GULAG] da onde, ao atingir 1 - 1,5 anos são levados aos orfanatos e creches». 

No Dia da Criança, recordamos cada vida interrompida e preservamos a memória daqueles que foram vítimas do regime – tanto no passado como no presente.

Fonte: Arquivo Estatal do Serviço de Segurança da Ucrânia, fundo 9, descrição 1, caso 81-sp. 

quinta-feira, junho 04, 2026

🔥💥 Ucrânia atinge os navios russos em Kronstadt e na Crimeia ocupada

As consequências do ataque ucraniano ao corveta russa «Boykiy», occorido em 1-2 de junho em Kronstadt. No ataque de 4 de junho, os drones ucranianos do USBS atingem a lancha da guarda-fronteira russa (subordinada ao FSB) «Svetlyak», projeto 10410, na Crimeia ocupada.

Aparentemente, no ataque ucraniano foi destruído o mastro integrado com o complexo de radar — essencialmente o principal sistema de guerra eletrónica do navio, os seus olhos e ouvidos. Os ucranianos conheciam perfeitamente o ponto mais fraco do navio.

O momento do ataque de drones de USBS ao PSKR «Svetlyak»:

A unidade ucraniana «RAID» inspeciona as locomotivas russas 

Os drones ucranianos no seu trabalho diário de verificação da documentação de trabalhadores ferroviários russos, que fornecem a logística militar na Crimeia ocupada. Não foi encontrada nenhuma habilitação legal, que desse aos maquinistas o direito de conduzir este tipo de transporte em território ucraniano. Por isso, a companhia operadora recebeu várias multas pesadas.

No total, foram atingidas duas locomotivas.

Aconteceu na parte oriental da Crimeia, perto das povoações de Rozdolne e Vladyslavivka - no ramal ferroviário que vai de Dzhankoy à Kerch e, depois, à Ponte da Crimeia. 

Fonte: Exilenova_plus; kazansky2017

🔥Ucrânia atinge alvos estratégicos russos em São Petersburgo e Kronstadt

Os drones ucranianos de longo alcance atingiram, com sucesso, o terminal petrolífero de São Petersburgo, que fica à mais de 1.100 kms da Ucrânia. O ataque ocorreu no dia «0» do Fórum Económico de São Petersburgo, onde deveria discursar o presidente russo. Os ucranianos também atingiram a base naval russa de Kronstadt e paiol de ocupantes russos na região ocupada de Donetsk.





 


Em Kronstadt, na base naval da frota russa do Báltico, situada nos arredores de São Petersburgo, as forças ucranianas atingiram a corveta russa «Boykiy», o porta-mísseis de cruzeiro que escoltava navios da frota petrolífera russa paralela no Canal da Mancha em 2025: 

O reconhecimento adicional via satélite da refinaria russa de Saratov, que tem sido alvo de repetidos ataques por parte das Forças de Defesa da Ucrânia:

Com base nos indícios visuais disponíveis, confirma-se que a unidade primária de processamento de petróleo ELOU-AVT-6, a secção de visbreaking, vários tanques e plataformas tecnológicas foram danificados. A ELOU-AVT-6 é uma unidade chave da refinaria, onde se realiza a dessalinização, a desidratação e a destilação primária do petróleo nas suas principais frações. 

A unidade de visbreaking foi concebida para o processamento térmico de resíduos de petróleo pesado (alcatrão) para a obtenção de produtos adicionais de petróleo leve e a redução do volume de fuelóleo pesado. 

As FAU, usando os drones de ataque, atingiram, com sucesso, o paiol russo na região ocupada de Donetsk: 

Fontes: Exilenova_plus; @kazansky2017

quarta-feira, junho 03, 2026

Os novos crimes de guerra russos: ataque contra Kyiv e Dnipro

Entre 1 à 3 de junho os ocupantes russos lançaram dois ataques aéreos massificados contra a cidade de Kyiv, usando 73 mísseis de diversos tipos e mais de 650 drones. Em Kyiv e Dnipro morreram 22 civis, incluindo duas crianças e mais de 100 civis foram feridos. Foram atingidos vários edifícios residenciais, stands de automóveis e prédios de escritórios.



 

No distrito de Shevchenkiv, em Kyiv, uma mãe com duas crianças corria para um abrigo no momento do ataque russo: ela morreu no local e os seus dois filhos foram hospitalizadas. Uma mulher nascida em 1949 e um homem nascido em 1977 morreram no local. 


Tudo que se consegui salvar...

Os russo de munição de fragmentação contra os alvos civis

É o puro terror russo dirigido contra os civis ucranianos. O mesmo padrão russo usado nos últimos 4 anos, quando tentaram intimidar os civis ou as embaixadas estrangeiras.

Centro policlínico no bairro de Teremky, em Kyiv

«Um alvo militar importante» – atingiram um centro policlínico no bairro de Teremky, em Kyiv... 

Os drones «Shahed» russos atingiram edifícios altos em Dnipro e, por algum motivo, também um concessionário de automóveis chineses «Zeekr» em Kyiv (vídeo acima). Um míssil Zircon atingiu sete edifícios de uma só vez. Os «Shaheds» também atingiram edifícios residenciais em Kharkiv, Zaporizhzhia e na região de Poltava. Houve ataques nas regiões de Chernihiv, Sumy e Kherson e a região de Khmelnytskyi, escreveu o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy.

Cidade de Dnipro: uso russo de munição de fragmentação contra os alvos civis



Cada um destes drones, todos os tipos de mísseis russos, não podem ser produzidos sem componentes importados de outros países. Isto significa que em cada ataque deste tipo há – talvez nem sempre consciente, mas ainda assim real – a cumplicidade daqueles que trabalham para a rússia, que fornecem dinheiro à rússia, que a ajudam a contornar as sanções e encontram não apenas um ou dois, mas milhares de componentes sem os quais a produção militar russa simplesmente pararia.

Cinco mísseis «Kalibr» contêm 145 destes componentes. Trinta e três mísseis «Iskander» contêm 1.122 componentes. Seiscentos e cinquenta drones de ataque de vários tipos contêm mais de 17.000 componentes, sem os quais não poderiam ser produzidos na rússia. Trata-se de esquemas de grande escala concebidos para contornar as sanções. E esta é uma complexidade absolutamente real nas matanças.

Fonte e fotos: @kazansky2017; Yan Dobronosov.

domingo, maio 31, 2026

🔥Ucrânia atinge a refinaria de Saratov e assume o controlo aéreo de toda a Luhansk

Os drones ucranianos atingiram, com sucesso, a refinaria da cidade russa de Saratov e estação de distribuição / de bombagem de petróleo «Lazarevo» na região de Kirov. O 3º Corpo do exército/SSO-SOU estão no controlo aéreo da região de Luhansk. 







Em Saratov, o ataque ucraniano atingiu, provavelmente, a unidade de isomerização da refinaria local. Os moradores locais informam que há mais de dois focos de incêndio. Um destes pontos é a estação/centro de distribuição de petróleo (NPS/LPDS) «Lazarevo», situada na região de Kirov, e criada para o transporte de petróleo siberiano para a região da rússia central e que mais tarde passou também a abastecer o porto de Primorsk, no Mar Báltico, recentemente também visado pela Ucrânia. 




Nota-se que a distância entre a LPDS «Lazarevo» e Ucrânia é de cerca de 1.200 km. 

O 3º Corpo do Exército / SSO-SOU partilharam as imagens da operação de drones de ataque contra a logística russa em toda a região de Luhansk. Uma parte significativa destas filmagens é inédita, pelo que recomendamos a sua visualização. Nota-se que os drones ucranianos chegam até a localidade de Izvaryne, onde se situa o posto de controlo na fronteira estatal ucraniano-russa. Não houve combates naquela área desde 2014... 

Fontes: worldmilitares; Exilenova_plus

❗️⚡️ Ucrânia muda radicalmente a natureza da atual guerra aérea

Desde o início de 2026 Ucrânia mudou radicalmente a natureza da guerra aérea. De acordo com o analista de OSINT Clément Molin, os drones ucranianos realizaram mais de 1.000 ataques (são apenas os geolocalizados) na retaguarda russa, a uma profundidade superior à 100 km da linha da frente. 

Já não se trata de ataques episódicos, mas sim de uma campanha sistémica e bem coordenada para destruir a logística russa. 

De acordo com as estatísticas, os alvos dos ocupantes russos foram:

  • 35% dos ataques — armazéns com munições, combustível e equipamentos;
  • 20% — veículos (mais de 150 camiões, cisternas, equipamentos de engenharia);
  • 7% — sistemas de defesa aérea. 

Radares, estações de guerra eletrónica, bases de campanha e centros logísticos também estão a ser ativamente destruídos.

A principal artéria logística russa — a autoestrada Melitopol-Crimeia — está a ser alvo de ataques particularmente intensos. Colunas, depósitos de combustível, camiões-cisterna e camiões de transporte são incendiados regularmente nas proximidades da linha da frente. Mesmo as estradas terciárias e de terra batida recebem a devida atenção dos «pilotos» ucranianos.

Estão a ser utilizados diferentes tipos de drones: grandes drones de asa fixa (tipo FP-1/FP-2), pequenos drones de reconhecimento e ataque (Hornet, Bulava, RAM X) e drones FPV de longo alcance. 

Exemplo de um drone FPV ucraniano dar o golpe de misericórdia ao lançador múltiplo de foguetes «Grad» russo, totalmente carregado; ninguém sabe o destino da sua tripulação:

É importante observar:

O número real de ataques ucranianos ultrapassa significativamente os 1.000 casos, uma vez que nem todos os vídeos são publicados e a geolocalização ocorre apenas em alguns dos casos. 

Mas as consequências já são notórias:

  • a logística russa opera sob grande tensão;
  • a destruição da defesa aérea e da guerra eletrónica na retaguarda abre as «janelas de oportunidade» aos novos ataques.

Em maio de 2026, pela primeira vez desde 2023, os russos começaram a perder território à favor das FAU. Os blogueiros militares russos queixam-se de cada vez maior «terrorismo de drones» na sua retaguarda.

Conclusão:

Mesmo que apenas uma pequena percentagem do equipamentos russos esteja actualmente a ser destruída (1-5% nas áreas-chave), se o ritmo se mantiver, levará a um défice cumulativo de abastecimentos na frente de batalha. Isto cria as condições para os contra-ataques ucranianos no verão de 2026.

Bónus 

Na região de Kherson, os militares ucranianos da 40ª OBrMP, utilizando drones navais «Barracuda», à transportar os drones FPV ao bordo, destruíram as posições dos ocupantes russos. Alguns TG canais patrioteiros russos se apressaram à dizer, que os drones ucranianos foram «totalmente destruídos», mas isso não foi totalmente verdade) 

O drone marítimo ucraniano «Barracuda» com antena içada e um drone FPV à descolar
 

Fontes: l40obrmpExilenova_plus