sábado, março 28, 2026

Uma maternidade em Odessa foi alvo do ataque aéreo russo

Enquanto as FAU visam e destroem alvos militares russos, os criminosos de guerra russos atacam, como habitualmente, as maternidades. Desta vez atacaram uma maternidade em Odessa. Dois civis foram mortos no ataque russo à cidade.

Há poucos dias atrás lançaram um ataque de drones contra uma maternidade em Ivano-Frankivsk, matando duas pessoas. Em maio, os propagandistas russos voltarão a expressar falsamente piedade por Odessa e per separtistas que morreram lá em maio de 2014. 





Fonte: @kazansky2017

Porto russo de Ust-Luga visto por satélite 




A infra-estrutura petrolífera russa que demorou anos a ser construída, e depois, devido às escolhas dos cabecilhas do Kremlin que iniciaram a guerra contra Ucrânia, e agora tudo foi por água abaixo. A guerra russa está a avançar conforme o plano-diretor do «mestre do xadrez» e dentro do cronograma previamente definido. 

Fonte: @kazansky2017

sexta-feira, março 27, 2026

A rússia está «gastando» às pressas a totalidade dos mercenários quenianos

Imagem de um mercenário africano amarrado à uma bomba de fumo
Entre dias 16 e 18 de março, o comando militar russo transferiu, de urgência, os 518 cidadãos quenianos que se encontravam nos campos de treino do exército russo para a zona de combate no território temporariamente ocupado da Ucrânia, na região de Donetsk. 

Após a visita de uma delegação queniana liderada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Dr. Musalia Mudavadi à rússia, e o acordo estabelecido sobre o acesso consular aos cidadãos quenianos, a liderança militar russa está seriamente preocupada com a possibilidade de os quenianos tentarem escapar à guerra e serem repatriados para o seus país de origem, como já aconteceu com cidadãos da Índia, China, Sri Lanka e África do Sul. 

Faça click para consultar a lista completa dos 772 mercenários da Quénia

Dado que os russos consideram os quenianos como um «ativo» em que foram gastos recursos significativos no recrutamento, transporte e treino, o Ministério da Defesa russo não tem nenhuma intenção de os libertar. A decisão tomada foi simples e habitual ao estilo russo: enviar a totalidade dos quenianos para as zonas de combate o mais rapidamente possível. 

No entanto, isto provocou uma reacção negativa: os quenianos começaram a recusar-se a participar nos ataque em massa. Os russos responderam com as repressões habituais, executando pelo menos cinco cidadãos quenianos, para servirem de exemplo aos restantes. Os executados estão sendo oficialmente registados como «mortos em combate».

Os cidadãos quenianos executados pelos militares russos: 

  • Otieno Owaga 05/12/1999
  • Shaban Kalama 29/04/2002
  • Aaron Abduyi Nyongesa 20/11/2001
  • Abednego Mwenga Mwikya 01/03/2002
  • Abel Kipkosgei Tarus 02/03/1995 

O projeto ucraniano «Quero Viver» também está a publicar a lista de 772 cidadãos quenianos que assinaram contratos com exército russo. Entre eles, muito provavelmente estão os tais 518 cidadãos quenianos, que neste momento estão sendo lançados, de urgência, para a morte certa, uma vez que a rússia se recusa a pagar indemnizações aos quenianos mortos e feridos. 

Os mercenários estrangeiros estão a ser utilizados como um recurso descartável ​​pelo lado russo, e qualquer tentativa de escapar da guerra pode custar-lhes a vida. 

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

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quinta-feira, março 26, 2026

🔥Ucrânia sanciona um petroleiro no Mar Negro e atinge as refinarias na região de Leninegrado

A refinaria no porto russo de Ust-Luga, região de Leninegrado
A refinaria de petróleo de Kirishi, na região de Leninegrado, foi atingida hoje. Os resultados, à julgar pelas fotos, são impressionantes. Tanques de combustível e infraestruturas foram danificados. Esta é a maior refinaria de petróleo da rússia. Haverá menos gasolina em São Petersburgo. 

O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), em conjunto com o Serviço de Sistemas não Tripuladas (USBS), o Serviço de Operações Especiais (SSO), a Direção de Inteligência Militar da Ucrânia (GUR) e o Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras (DPSU) da Ucrânia, realizaram com sucesso uma operação especial para destruir as infraestruturas do terminal petrolífero do porto russo de Ust-Luga. 


Este é um dos principais portos marítimos da federação russa no Mar Báltico, através do qual o inimigo exporta petróleo bruto e derivados, utilizando inclusive embarcações da chamada frota sombra. 

“A operação especial de hoje é um ‘presente’ simbólico para o inimigo no Dia do SBU. Mais um lembrete de que não existem regiões seguras na rússia atualmente. Continuaremos a realizar um trabalho a longo prazo para reduzir sistematicamente o potencial militar e económico do inimigo”, afirmou o chefe interino do SBU, Major-GeneralYevhen Khmara.

No Mar Negro, ocorreu uma explosão num petroleiro pertencente à frota clandestina russa. O petroleiro, «Altura», que transportava 140.000 toneladas de crude de Novorossiysk foi atingido por um drone marítimo desconhecido. O petroleiro está sob sanções internacionais. 

Fonte: TG @kazansky2017

quarta-feira, março 25, 2026

Ucrânia afunda um quebra-gelo do FSB e atinge terminal petrolífero em Ust-Luga

O porto russo de Ust-Luga

Um drone ucraniano, atingiu e afundou um quebra-gelo russo pertencente ao FSB, aconteceu no cais do estaleiro russo de Vyborg, distante à mais de 1.000 km da Ucrânia. Os meios ucranianos também atingiram o porto russo de Ust-Luga.

O quebra-gelo «Purga» antes e depois do ataque

 

Quebra-gelo afundado no lodo do cais, visto por um ângulo diferente

Um drone ucraniano, aparentemente, usando uma bomba KAB-250, atingiu e afundou um quebra-gelo russo da classe «Ártica» com casco reforçado e pertencente ao FSB, aconteceu hoje no cais do estaleiro russo de Vyborg, distante à mais de 1.000 km da Ucrânia. Outros meios atingiram o porto russo de Ust-Luga, na região de Leninegrado, que exporta produtos petrolíferos ao estrangeiro. Há um forte incêndio no local. 

O momento exato de ataque


Drone Aeroprakt A-22 com a bomba KAB-250

O navio do Projeto 23550, chamado «Purga», que já estava na sua fase final de construção, inclinou-se para o lado esquerdo e se afundou como resultado do ataque de drones ucranianos. «Purga» deveria ser o primeiro navio de grande tonelagem da classe Arc7 (capacidade de quebrar o gelo com a expessura de até 1,7 metros), operado pela Guarda Costeira do FSB russo. O navio estaria equipado com mísseis «Kalibr». 

O esquema geral do porto russo de Ust-Luga e do seu terminal petrolífero

Vídeo acima mostra o arder da fábrica/usina petrolífera de «Novatek» em Ust-Luga.

Blogueiro: mais uma vez, as forças de ocupação russas atacam, diariamente, os civis e monumentos históricos nas cidades ucranianas, enquanto as unidades ucranianas atingem os alvos militares, energéticos e para-militares, usados no esforço da máquina de guerra russa.

terça-feira, março 24, 2026

Os ocupantes russos atingem o centro histórico de Lviv

Os ocupantes russos estão a lançar ataques de drones contra o centro histórico de Lviv. Monumentos da UNESCO, catedrais medievais e edifícios residenciais estão sob ataque. 


Em Lviv, Vinnytsia e Ivano-Frankivsk, os criminosos de guerra russos estão a utilizar drones para atacar civis aleatoriamente nas ruas e nos edifícios históricos em plena luz do dia. 


A melhor resposta ao terrorismo e à esta barbárie russos é apoiar as Forças Armadas da Ucrânia. 


Os ocupantes russos são bárbaros e malditos terroristas. Piores que o Daesh. 

Vídeos e fotos: TG @kazansky2017 

...e a resposta da Ucrânia

Os operadores da inteligência militar da Ucrânia (GUR MOU) destruíram, em Furmanivka, na Crimeia ocupada, um lançador de mísseis hipersónicos «Zircon» com um drone. Aparentemente é a primeira vez que «Zircon» foi atingido pelas forças da Ucrânia.

Fonte: @kazansky2017

domingo, março 22, 2026

O assassino em série soviético Naum Turbovsky: mais de 2.100 vítimas

Oficial do NKVD, Naum Turbovsky, é conhecido por executar pessoalmente, entre 1920 e 1937, mais de 2.100 pessoas. O seu processo pessoal após 1945 foi colocado em segredo do Estado pela decisão do MGB-KGB e na rússia atual pelo FSB. 

De 1936 a julho de 1938, ele foi comandante e chefe da prisão do NKVD de Dnipropetrovsk (atual Dnipro) e, simultaneamente, o principal executor da pena capital. Pelos seus «serviços» foi condecorrado pela Ordem da Estrela Vermelha. 

Em termos do número de vítimas de repressões políticas durante o assim chamado Grande Terror (1937-1938) — executadas e condenadas — a região de Dnipropetrovsk ocupa na Ucrânia o terceiro lugar, a seguir à Kyiv e da região Estalino (atual Donetsk). De acordo com os registos da NKVD, de 1 de janeiro de 1937 a 1 de julho de 1938, 20.216 pessoas foram condenadas na região de Dnipropetrovsk nos processos tutelados pelo NKVD, das quais 13.573 foram sentenciadas à morte. Estes números não são definitivos, pois, como se sabe, o Grande Terror continuou até os meados de Novembro de 1938. 

Turbovsky é conhecido pelo facto do seu processo pessoal ter sido completamente preservado nos arquivos, e um dos seus documentos de condecoração afirma que executou pessoalmente mais de 2.100 pessoas. O certificado que atesta que Naum Turbovsky executou mais de 2.100 pessoas está datado de 7 de dezembro de 1937. Sabe-se que ele participava em execuções (intermitentemente) desde 1920. À título de comparação, somente em 1937, as 7.162 pessoas foram condenadas à morte na região de Dnipropetrovsk.

Uma entrada interessante no seu registo de serviço na GPU, na secção «Breve Perfil de Desempenho», diz: «...Politicamente é pouco desenvolvido.Um revolucionário veterano, participou em execuções em massa. Disciplinado. Firme, autoconfiante, um especialista em trabalho operacional. Um bom camarada...»

Estava plenamente qualificado para o seu cargo (Comandante da Direcção da NKVD/Chefe do 10º Departamento da Direcção do NKVD da RSS da Ucrânia na região de Dnipropetrovsk). Era merecedor de uma promoção antecipada ao posto especial do «1º tenente».
Naum Turbovsky nasceu em 1896 na cidade de Khodorkiv, na província de Kyiv. Completou três anos de cheder (escola primária judaica). Vinha de uma família numerosa: o seu pai, Tsal Turbovsky, morreu em 1918, e a sua mãe foi morta pelo exército polaco em 1920. Os seus irmãos, Mendel, Nakhim e Moses, emigraram aos Estados Unidos antes de 1917. A sua irmã, Manya, emigrou em 1920. A sua irmã, Basya, permaneceu em Kyiv, em 1941 ela foi fuzilada pelos alemães em Babyn Yar. 

O seu historial de serviço demonstra que era um oficial de segurança leal e diligente. Fazia o que lhe era ordenado e ia para onde lhe mandavam. As suas referências descreviam-no como consciencioso, mas não particularmente proactivo e sem grande visão de futuro. Um homem funcional. Ainda assim, ascendeu ao posto de tenente-coronel de NKVD-MGB e foi condecorado com várias ordens militares e medalhas. Após a II G.M., a mulher de Turbovsky, Natalya, também trabalhou para o MGB, no departamento de controlo de correspondência. Não se sabe nem o destino, nem o ano da morte de Turbovsky. 

A sua vida posterior e o processo pessoal foram colocados em segredo do Estado pela decisão do MGB-KGB após 1945, o FSB da federação russa estendeu o limiar do mesmo segredo por mais algumas décadas... O que leva à pressupor, a validade da hipótese, do que Naum Turbovsky, poderia ser colocado nos EUA (ou num outro país Ocidental, por exemplo, em Israel), como agente ilegal, com, ou sem, o conhecimento da sua família, que já estava radicada nos Estados Unidos desde 1917-20...

sábado, março 21, 2026

As lições de guerra da Ucrânia aos EUA que Washington poderia aprender melhor

Ao longo dos quatro anos de guerra, as defesas antiaéreas ucranianas abateram aproximadamente 140.000 alvos e tornaram-se uma das mais sofisticadas e eficazes do mundo. Ucrânia já enviou 200 conselheiros militares ao Médio Oriente/Oriente Médio para ajudar os aliados dos EUA a repelir ataques de drones e mísseis.

Mas, apesar destes resultados, Donald Trump rejeita publicamente a ajuda da Ucrânia. Entretanto, descobre-se que as forças americanas e aliadas estão a gastar milhões de dólares para intercetar drones baratos e a cometer erros que os ucranianos aprenderam a evitar no início da guerra. O que os EUA e os seus aliados já estão a aprender com a Ucrânia é descrito num artigo fascinante do The Times:

...A Força Aérea Ucraniana, que combina as capacidades ar-ar e terra-ar, provou a sua eficácia ao longo de quatro anos de guerra intensa. Abateu aproximadamente 140.000 alvos: mísseis, drones, bombas voadoras e aeronaves inimigas. Mais de 44.000 deles eram drones Shahed, que estão agora a atacar bases americanas no Médio Oriente.

No entanto, o presidente Donald Trump rejeitou a oferta de ajuda de Kyiv. «A última pessoa de quem precisamos de ajuda é Zelenskyy», disse em entrevista à NBC News.

Justin Bronk, investigador sénior de aviação e tecnologia no Royal United Services Institute (RUSI), classificou esta posição como míope: «Ignorar as capacidades profissionais da Ucrânia é míope e estrategicamente errado». A Ucrânia está, sem dúvida, entre os líderes mundiais na organização de comando e controlo e na coordenação dos sistemas de defesa aérea.

Ucrânia possui um dos sistemas de defesa aérea mais sofisticados do mundo. Conseguiu integrar os sistemas soviéticos e da NATO, criando uma arquitetura em camadas que inclui sistemas de guerra eletrónica, aviões de combate, helicópteros, sistemas de mísseis Patriot, drones intercetores e até metralhadoras simples de unidades móveis.

Apesar das declarações públicas de Trump, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) solicitou especialistas ucranianos. De acordo com um oficial superior da Força Aérea Ucraniana, já foram enviados para a região do Golfo Pérsico. Segundo Volodymyr Zelenskyy, aproximadamente 200 conselheiros militares ucranianos estão a trabalhar no Kuwait, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, ajudando a construir defesas contra mísseis e drones.

Os militares ucranianos, no entanto, ficaram surpreendidos com a escala e o custo da utilização dos sistemas americanos. De acordo com o responsável, nos países do Golfo, até oito mísseis Patriot — cada um a custar mais de 3 milhões de dólares — foram disparados contra um único alvo, e até contra drones baratos.

Na Ucrânia, os militares explicam que um no máximo dois mísseis são geralmente suficientes para intercetar mísseis balísticos russos. No entanto, como refere Bronk, a eficácia das intercepções tem variado à medida que a rússia aprimorou as suas tácticas.

Os dados das tripulações ucranianas de Patriot foram partilhados com os aliados. No entanto, de acordo com um responsável ucraniano, os EUA e os seus parceiros aparentemente ignoraram os cálculos complexos que permitiram à Ucrânia melhorar a eficácia da intercepção: «Não compreendo o que têm feito ou o que têm observado durante estes quatro anos enquanto estávamos a combater».

A 1 de março, três caças F-15E norte-americanos foram abatidos pelas defesas aéreas do Kuwait enquanto perseguiam drones — um incidente que chocou os ucranianos. «Em qualquer guerra, há casos de 'fogo amigo', mas aqui estamos a falar de uma clara negligência», afirmou um oficial das Forças Armadas da Ucrânia.

Os analistas acreditam que a diferença nas abordagens se deve às tácticas: nas monarquias do Golfo, as tripulações dos Patriot abrigam-se, programando os sistemas para o modo automático, enquanto os ucranianos continuam a fazer a gestão de fogo de forma manual.

«É extremamente difícil confundir um avião com um drone». Não é nada claro para onde os operadores estavam a olhar. «Os sistemas não estão totalmente automatizados», observou o responsável. «O piloto não voa no vácuo — alguém o dirige, dá comandos e atribui tarefas».

De acordo com Zelensky, nos primeiros quatro dias da guerra com o Irão, os EUA e os seus aliados dispararam mais de 800 mísseis Patriot — aproximadamente mais 200 do que a Ucrânia usou em três anos da guerra. Desde o início da invasão em grande escala, Ucrânia recebeu cerca de mil destes mísseis. Em 2024, a Lockheed Martin produziu 620 mísseis, planeando aumentar a produção para 2.000 nos próximos sete anos.

«Disparavam frequentemente de forma imprudente», disse o responsável ucraniano. «Por exemplo, usaram mísseis SM-6 — excelentes sistemas antimíssil que custam cerca de 6 milhões de dólares — para abater um Shahed de 70 mil dólares».

Os drones iranianos baratos já causaram milhares de milhões de dólares em danos aos EUA e aos seus aliados no Médio Oriente. Um radar de alerta antecipado AN/FPS-132, avaliado em cerca de mil milhões de dólares, foi alegadamente danificado, assim como pelo menos um radar THAAD, avaliado em aproximadamente 300 milhões de dólares. Estes objetos eram facilmente visíveis em imagens de satélite disponíveis ao público.

«Estiveram parados no mesmo local durante dois meses. Depois chegaram os Shahed — três drones por 70 mil dólares cada. E foi isso», disse um responsável ucraniano. Nas guerras de alta intensidade, o custo importa — e proteger os sistemas mais dispendiosos torna-se uma prioridade fundamental.

Os militares ucranianos tornaram-se mestres na camuflagem e na manobra, especialmente no que diz respeito aos sistemas de defesa aérea. Estas competências foram desenvolvidas através de erros graves nos primeiros anos da guerra. Agora, Kyiv está pronta para partilhar essa experiência.

As equipas ucranianas do Patriot também repensaram a utilização destes sistemas, transformando-os de uma ferramenta puramente defensiva numa ofensiva. A 13 de maio de 2023, um oficial de controlo de combate de 35 anos com o indicativo de chamada «Matiory» abateu três aeronaves russas e dois helicópteros sobre a região de Bryansk. «Lançavam bombas planadoras sobre Chernihiv do outro lado da fronteira, e ninguém podia fazer nada. Abater as próprias bombas era irracional — são armas baratas, mais baratas do que um carro usado, e cada míssil custa milhões», disse. A solução racional era destruir os próprios veículos de lançamento — aeronaves caras.

A sua unidade deslocou uma bateria Patriot para mais perto da fronteira e montou uma emboscada numa zona considerada segura pelas aeronaves russas. Os ucranianos aprenderam a implantar e a desmontar o sistema muito mais rapidamente do que as instruções americanas estipulavam — abrindo fogo e recuando antes de serem detetados.

Há outras lições também. Contra os mais recentes mísseis balísticos russos, que alteram a trajetória para mascarar o alvo, as equipas ucranianas são obrigadas a desativar a orientação automática e a operar manualmente — muitas vezes intercetando nos segundos finais, quando o míssil está quase em posição.

Nenhum país se deve permitir ser complacente em matéria de defesa aérea, afirma o Coronel Kyrylo Peretyatko, comandante do grupo táctico de defesa aérea. Aos 33 anos, recebeu o título de Herói da Ucrânia — a mais alta condecoração do Estado — depois de a sua equipa do NASAMS ter abatido 12 mísseis de cruzeiro em dois minutos, protegendo uma instalação de importância estratégica.

«Ninguém cometeu o mínimo erro ou hesitou por um segundo que fosse — porque operar qualquer sistema de defesa aérea é um trabalho de equipa. Ouvi oficiais a gritar pela rádio: 'Comandante, o céu está a arder, estamos a deitar tudo abaixo! '», recorda Peretyatko.

Segundo ele, a experiência da Ucrânia em organizar a defesa contra um vasto leque de ameaças pode ser útil para outros países: «Operações e confrontos como os que estamos a viver atualmente na Ucrânia nunca foram vistos na história mundial. Esta é uma guerra completamente nova — e todos a estão a estudar».

sexta-feira, março 20, 2026

Morre o Metropolita Filaret, o patriarca honorário da Igreja Ortodoxa da Ucrânia

Aos 87 anos de idade morreu o Metropolita Filaret (Mykhailo Denisenko). Nasceu aos 23 de janeiro de 1929 na região de Donetsk. Foi o homem da sua época, enfrentou todas as contradições e cedeu algumas das tentações, que marcaram os conturbados séculos XX e XXI na história da Ucrânia. 

Jovem Mykhaylo em 1947, no Seminário de Odessa

Estudou no Seminário Teológico de Odessa e na Academia Teológica de Moscovo. Em 1950, recebeu a tonsura monástica com o nome de Filaret. A 14 de maio de 1966, foi nomeado Arcebispo de Kyiv e Galícia e Exarca da Ucrânia, e em 1968 foi elevado ao posto de Metropolita. Em julho de 1990, foi eleito Metropolita de Kyiv e de Toda a Ucrânia, Primaz da Igreja Ortodoxa Ucraniana no seio da Igreja Ortodoxa Russa. Como muitos padres e sacerdotes da sua geração, pertencentes à IOR, Patriarca Filaret foi um agente-informador do KGB, sob o nome de código «Antonov». Algo que teve a elevação de confirmar nas estrevistas que deu aos meios de comunicação social, já após a independência da Ucrânia.

Informe do agente «Antonov» ao seu curador do KGB, 4.IV.1958

A 25 de junho de 1992, no Concílio de Unificação em Kyiv, apoiou a decisão de unir a Igreja Ortodoxa Ucraniana (IOU) e da Igreja Ortodoxa Autocefálica Ucraniana (IOAU) numa única Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Kyiv (IOU-KP), e em 1995 foi entronizado como Patriarca de Kyiv e de Toda a Ucrânia-Rus´. Conduzindo, deste modo, o processo de retirada da Igreja Ortodoxa Ucraniana da jurisdição de Moscovo. Em retaliação, a igreja ortodoxa russa destituiu Filaret do sacerdócio.

A 15 de dezembro de 2018, convocou o Conselho Local da UOC-KP, que aprovou o fim da existência separada da UOC-KP e a sua entrada na unificada Igreja Ortodoxa da Ucrânia (PTsU), que recebeu o Tomos (uma confirmação oficial da independência) do Patriarca de Constantinopla; depois disso, e de acordo com o estatuto da Igreja Ortodoxa da Ucrânia (OUC / PTsU), Filaret tornou-se membro permanente do seu Santo Sínodo como Patriarca honorário.

Herói da Ucrânia, condecorado com as Ordens da Liberdade e de Yaroslav, o Sábio.

⚡️🔥⚡️ Ucrânia atinge o avião-radar A-50 e abate helicóptero Ka-52

Um helicóptero de ataque russo Ka-52 foi abatido por um drone FPV nos arredores de Pokrovsk-Nadiivka. A vitória aérea pertence à 59ª Brigada Aerotransportada Independente das FAU. Anteriormente, as FAU atingiram uma fábrica de reparação de aeronaves na região de Novgorod. Foi confirmado o dano no avião-radar de longo alcance A-50. 

A tripulação do helicóptero russo abatido, na impossibilidade da sua captura e perante a recusa objetiva de se render às FAU, foi liquidada por drones FPV. 

Aceitação step-by-step da realidade pelos blogueiros militares russos:
1. Sim, perdemos Ka-52. Tripulação está bem
2. Sim, perdemos Ka-52. Tripulação aparentemente está bem.
3. Sim, perdemos Ka-52...

O resultado prático foi obtido pelos pilotos da unidade «Predadores da Alturas» (Khyzhaky Vysot), apoiados pelos pilotos dos «Pássaros do Magyar», unidade criada pelo lendário Robert «Magyar» Broudi, neste momento o comandante geral da Força dos Sistemas não Trupuladas (SBS) do exército ucraniano.

Controlo visual objetivo: pilotos liquidados

Danos no A-50 foram confirmados

Na noite de 20 de março, as FAU atingiram, com sucesso, diversas instalações-chave dos ocupantes russos. 

Em particular, foram atingidas as instalações da Fábrica Metalúrgica de Alchevsk, na região de Luhansk. A empresa opera no fabrico de projécteis de artilharia (fundição e processamento primário de tarugos de grande calibre), bem como na produção e reparação de aço blindado para equipamento militar do exército de ocupação. Também foi atingida a infraestrutura do campo de treino de Vostochny (Novopetrivka, região de Zaporíjia). A extensão dos danos e as perdas do russos estão a ser apuradas.

Um avião-radar AWACS A-50, imagem ilustrativa

Foram melhor apurados os resultados do ataque de 17 de março de 2016 às instalações da 123ª fábrica de reparação de aeronaves na cidade de Staraya Russa (região russa de Novgorod). Foi confirmado o dano no avião-radar de longo alcance A-50. Encontrava-se no território da empresa para manutenção e, possivelmente, aguardava a sua modernização, informa o Estado-maior das FA da Ucrânia.

quinta-feira, março 19, 2026

A rússia está a recrutar mercenários no Iémen, mergulhado na guerra civil

Foto: anónimo via Wagdy Essalemi

O Iémen é o país mais pobre da Península Arábica. Não tem petróleo, a água é escassa e está rodeado de desertos e montanhas. Há mais de uma década que o país está mergulhado numa guerra civil, na qual o regime iraniano está ativamente envolvido, fornecendo armas e munições. Neste local da pobreza, devastação e fome, onde as pessoas estão dispostas a tudo para sobreviver, aparece a rússia. Claro, não para ajudar. 

Faça click para consultar a lista completa

Tal como acontece noutros países pobres de África e da Ásia, a rússia está a aproveitar a situação para recrutar homens locais para combater. Pode parecer que o Iémen e a rússia são duas coisas completamente diferentes. O que sabem os iemenitas sobre a rússia? Mas para os recrutadores russos, isto até é conveniente. 

O recrutamento no Iémen não difere muito do de outros países da região. Os russos empregam os recrutadores locais que recebem por cada homem que assina um contrato com o Ministério da Defesa russo. É utilizado um esquema simples para aliciar as pessoas: são atraídas para a guerra com promessas de salários comparáveis ​​aos de um professor na Bélgica. Muitas são simplesmente enganadas com promessas falsas de empregos nas empresas de segurança ou na construção civil. 

Atualmente, são conhecidos os dados pessoais dos menos 331 cidadãos iemenitas que a rússia enviou para combater na Ucrânia. Os 33 deles, ou seja, 10%, já morreram. Alguns outros iemenitas estão atualmente detidos na Ucrânia como prisioneiros de guerra. Tal como acontece com outros estrangeiros, a rússia não demonstra qualquer interesse em devolvê-los numa troca de POW.

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