sábado, fevereiro 15, 2020

A ocupação russa da Crimeia no cinema

Os filmes ucranianos, “Crimeia, tal como foi” (Crimeia, as it was) e «Cherkasy» contam, cada um à sua maneira, o decorrer da ocupação e anexação da Crimeia pela Rússia em 2014.

O estúdio ucraniano «Babilon13» colocou a versão integral do seu filme documental, legendado em inglês no domínio público de YouTube (2.06´01´´):

O filme ganhou o Festival Internacional de Cinema de Rivne “Dreams city”, como melhor filme documentário. Foi exibido na Bélgica, Polónia, Israel, Alemanha, Canada, Espanha, Lituânia e Portugal. Na Ucrânia foi exibido nos cinemas em 2016.

Bónus
No dia 27 de fevereiro de 2020 na Ucrânia será estreado o filme «Cherkasy», baseado na história verídica do caça-minas homónimo da armada ucraniana do Mar Negro, cuja tripulação, resistiu, até onde poder, a ocupação russa da península ucraniana da Crimeia:

segunda-feira, fevereiro 10, 2020

Publicidade social da fundação ucraniana na Grã-Bretanha

“Cada vez que você compra produtos russos, você investe no exército sangrento. Beba com responsabilidade”.

quinta-feira, fevereiro 06, 2020

Sobrevivendo os horrores do cativeiro russo-separatista do leste da Ucrânia

A fotógrafa Zoya Shu, registou fotos de ucranianos que foram capturados nos territórios de Donetsk e Luhansk, controlados pela Rússia. Suas fotografias testemunham os horrores infligidos às pessoas comuns pelos grupos terroristas dnr / lnr” controlados pelo Kremlin.
Dmytro Kluger é um judeu ucraniano e ex-morador de Donetsk. Ele era civil quando foi capturado. Em cativeiro, tentou cometer suicídio para evitar denunciar os voluntários ucranianos sob tortura repetida. Foto: Zoya Shu
Shu não apenas tira fotos dessas pessoas, mas também conta suas histórias na sua página WEB, que é constantemente atualizada. A última troca de prisioneiros entre Ucrânia e os separatistas de Donetsk e Luhansk ocorreu em 29 de dezembro de 2019, então a fotógrafa está atualmente negociando sessões de fotos com os prisioneiros que voltaram recentemente para casa.
Volodymyr Zhemchuhov passou um ano em cativeiro separatista antes de ser libertado numa troca de prisioneiros. Ele usa a Ordem da Estrela Dourada na sua jaqueta. Ele perdeu as duas mãos numa explosão de uma mina e foi capturado pelos separatistas apoiados pela Rússia. Foto: Zoya Shu
Entre os heróis do projeto fotográfico chamado Depois do cativeiro, existem vários prisioneiros conhecidos, o artista Serhiy Zakharov, que desenhou caricaturas dos líderes proxy russos e os pendurou nas ruas de Donetsk, e Volodymyr Zhemchuhov, que perdeu sua visão e ambas as mãos quando ele pisou em uma mina terrestre durante uma missão de combate e depois foi capturado por mercenários russos. Além disso, Shu conta as histórias de pessoas comuns que foram mantidas prisioneiras por várias horas ou dias. Essas pessoas não foram oficialmente trocadas, mas muitas vezes foram libertadas graças a uma feliz coincidência, relações interpessoais, pagamento do resgate, etc. Todas elas foram forçadas a lidar sozinhas com as memórias e as provações de seu cativeiro.
Tetiana Borysenko segura a bandeira ucraniana, que secretamente conseguiu esconder dos separatistas liderados pela Rússia durante o seu cativeiro. Carrega as assinaturas de 12 pessoas, com quem ela foi presa. Borysenko foi voluntária médica no Batalhão Aydar e foi capturada em setembro de 2015. Foto: Zoya Shu
Ler mais em inglês
Bohdan, ex-residente civil de Donetsk demonstra uma suástica, feita pelos separatistas nas costas durante seu cativeiro de 10 horas em 24 de maio de 2014, depois que ele foi levado por homens armados de seu local de trabalho. Eles também arrancaram suas duas unhas, que mais tarde cresceram naturalmente. Bohdan recorda os seus atormentadores discutindo que ele não deveria ser deixado vivo após disso, a fim de não deixar que suas ações fossem vistos aos olhos do público. A maioria das pessoas que foi alvo de torturas físicas severas não foi deixada viva após o cativeiro separatista. Foto: Zoya Shu

segunda-feira, fevereiro 03, 2020

Oficiais do FSB são abatidos numa emboscada na Síria

No dia 1 de fevereiro de 2020, nos arredores da cidade de Aleppo, em resultado do fogo de morteiro, os 4 (ou mesmo 5) oficiais do Centro das Operações Especiais (TsSN) do FSB foram mortos num único ataque dos militantes.

Em termos do tempo, a Rússia do Putin já está na Síria metade do tempo que União Soviética esteve no Afeganistão. É verdade que a URSS não compartilhou o controlo/e do Afeganistão com parceiros e ocupou, o seu território principal, em questão de semanas. Também é verdade que URSS chegou a concentrar no Afeganistão até 100.000 militares. Então, o melhor da Síria ainda está por vir.

Os oficiais do FSB não estavam monitorar a situação e tradicionalmente não contatavam o exército. Visitavam uma vila, ocupada pelos mujahideen, e foram alvo de um míssil antitanque lançado pelos militantes. Três oficiais morreram imediatamente, um ainda antes de chegar ao hospital e a quinta morte está por confirmar, escreve o blogueiro militarista russo el-murid.

Numa das publicações da Internet russa se afirma que primeiro, um militante do grupo Tahrir al-Sham explodiu um carro armadilhado junto às posições das forças armadas do regime sírio, logo depois os militantes começaram a bombardear as posições do regime do Damasco com mísseis ATGM e morteiros. Os militares do regime sírio abandonaram as suas posições, deixando por traz os comandos russos. Único morto cuja imagem e nome são conhecidos é o capitão do FSB Dmitry Minov.
No canal do conhecido terrorista russo Igor “Strelkov” Girkin se informa, que os oficiais do FSB levaram um “tiro de controlo” na cara e/ou na nuca, as suas armas, munições e uma parte dos equipamentos desapareceram do local da emboscada.

sábado, janeiro 25, 2020

sexta-feira, janeiro 24, 2020

Presidente Zelensky: um desastre intelectual

Ucrânia é governada por um herói dos seriados que sabe mais sobre comediantes russos do que sobre seu próprio país. Um desastre intelectual, escreve a publicação alemã TAZ.

[...] A escolha de Zelensky para a presidência foi uma espécie de jogo de realidade virtual. Na sátira televisiva “O Servo do Povo”, Zelensky interpretava um professor de história um pouco rude, irritado com a política e que constantemente divulga declarações insultuosas que são secretamente filmadas e postadas no YouTube por seus alunos.

Como resultado, um professor inexperiente, mas honesto, é eleito presidente, que inicia a luta contra a corrupção e contra os oligarcas. [...] E em abril [de 2019], o herói da série foi selecionado como um verdadeiro candidato à presidência. Zelensky e sua equipe desenvolveram com sucesso um mundo ilusório no qual eles próprios acreditam. No entanto, despertar e conhecer a realidade pode desapontar bastante as pessoas. [...]

Zelensky é o presidente dos consumidores que não querem deixar ninguém se aproximar à sua zona de conforto. E o problema nem é que ele entra na arena política como um recém-chegado. Com exceção do aparatchik Leonid Kravchuk, nenhum dos presidentes ucranianos era político profissional. A sociedade ucraniana a este respeito não é convencional. Em vez disso, diz-se que a eleição presidencial demonstrou comportamento do consumidor.

O fato óbvio é que os consumidores estão presentes na maioria, e seus interesses, obviamente, não estão relacionados apenas à publicidade ou salários sólidos, férias regulares, preços baixos de eletricidade, aquecimento e outras coisas.

Os consumidores não querem [saber] de combates, eliminação de traumas individuais e coletivos, não querem lidar com problemas sociais, lidar com agitações sociais, inclusive no futuro, não querem deixar [ninguém] se aproximar à sua zona de conforto.

Olhar de um carneiro

O atual presidente da Ucrânia é uma pessoa com um código sócio-cultural completamente diferente. Tem pouco a ver com os valores culturais dos políticos europeus. Enquanto muitos políticos europeus, ao menos, fazem de conta que compartilham a memória cultural com os intelectuais e artistas de seu país e possam entender a essência do debate sobre valores sociais e culturais, o presidente ucraniano não faz a ideia.

Ele olha para isso com “olhar de um carneiro”. Ele se refere aos atores cómicos russos. Será que alguma vez ele ouviu algo sobre os dissidentes ucranianos Ivan Svitlichny e Nadiya Svitlychna? É um tipo diferente de comunicação e linguagem.

Ler original em alemão ou a tradução ucraniana.

quarta-feira, janeiro 22, 2020

Polónia exige a devolução dos bens culturais pilhados pela União Soviética


Ministério dos Negócios Estrangeiros / das Relações Exteriores da Polónia acusou o Exército Vermelho e o NKVD de saquear bens culturais polacos/poloneses no decorrer da II G.M.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros / das Relações Exteriores da Polónia anunciou enormes perdas sofridas pela cultura do país como resultado das ações da União Soviética. Uma declaração do MNE/MRE no Twitter disse que unidades especiais da NKVD saquearam valiosas obras de arte polaca/polonesa, muitas das quais ainda estão no território da federação russa.


Alega-se também que o Exército Vermelho e o NKVD destruíram e confiscaram repetidamente o que os alemães não podiam pilhar ou queimar. Entre os objetos de arte que a Polónia considera perdidos por culpa da União Soviética estão as pinturas “Madonna de Głogów” de Lucas Cranach; a “Madonna And Child With A Parrot Against The Background Of Landscape”, de um mestre desconhecido do século XVI; “Garota com uma pomba”, de Antoine Pan; “Pátio dos Pássaros” de Daniel Schulz, retrato de Johann von Schwarzwaldt pintado por Hans Holbein Jr., “Forest Landscape” de Jan Brueghel, o Velho; um díptico de um artista holandês desconhecido do século XV, etc.

Esta não é a primeira vez que Polónia reivindica direitos a obras de arte roubadas por estado russo. Em 2013, Varsóvia exigiu da federação russa o retorno de 18 objetos de patrimônio cultural que os alemães levaram para Alemanha durante a II G.M. e que depois apareceram em museus soviéticos. A maioria deles foi identificada graças às reproduções na página do Museu Estatal de Belas Artes “Pushkin”, onde são designadas como “pinturas de origem desconhecida”. Parte das obras roubadas pela Rússia está no Museu de Arte Radishchev, em Saratov. De acordo com a Lei russa de 1998 sobre bens culturais deslocados, Moscovo/u se recusa categoricamente a devolver a “arte do troféu”.

quarta-feira, janeiro 15, 2020

Estrela ucraniana de Hollywood: John Hodiak

A foto mostra a recepção da comunidade ucraniana, oferecida à estrela de Hollywood John Hodiak (1914 – 1955) no aeroporto de Chicago em maio de 1947. Apesar de uma vida (42) e carreira cinematográfica (12) relativamente curtas – o ator ucraniano-americano participou em, pelo menos, 38 filmes.

Desde 1932 a sua família vive no estado de Michigan, inserida na numerosa comunidade ucraniana na cidade de Hamtramck. Aqui o seu pai, Walter (Vasyl) Hodiak, participa ativamente na vida social e cultural da comunidade, faz parte do teatro local.
foto: comunidade FB History Ukraine
John (Ivan) também participa nas peças teatrais, chegando receber, em 1930, a bolsa de estudo de artes cénicas, que não conseguiu aproveitar por falta de custos municipais em Hamtramck.

Desde 1933 trabalha no escritório de Chevrolet e participa nas peças radiofónicas (John Ivan teve que mudar a sua pronúncia de inglês para soar mais americano). Em 1938 Hodiak muda para Chicago, trabalhando como ator dramático do estúdio radiofónico WMAQ.

No início da sua carreira recebeu a proposta dos produtores para mudar o seu apelido/sobrenome para mais anglo-americano, algo que recusou.

John Hodiak se casou em 1946 com atriz americana Anne Baxter, em 1953 o casal se separou.
John Hodiak em A Lady Without Passport | Wikipédia
Em um pouco mais de 12 anos de atividade artística, John Hodiak participou em, pelo menos, 38 filmes, morrendo, aos 42 anos de ataque cardíaco, no final das filmagens da película «On the Threshold of Space».

terça-feira, janeiro 14, 2020

Tradições ucranianas: a festa popular Malanka

Nas vésperas do Ano Novo Velho (Dia de São Basílio) no dia 14 de janeiro é celebrada a festa popular ucraniana Malanka. Um dos elementos centrais do rito é uso de máscaras e vestes de animais e outras personagens folclóricas.
todas as fotos (menos a capa) @https://web.facebook.com/youry.bilak
A banda ucraniana Pikkardijska Tercia apresenta o seu novo trabalho – “Malanka” em homenagem à essa festividade:

segunda-feira, janeiro 13, 2020

Crimes do comunismo: um dia de vida de um carrasco de NKVD

No dia 14 de novembro de 1938 o chefe da cadeia de NKVD de Donetsk, garantiu e supervisionou pessoalmente a execução dos 140 cidadãos. A morte deles foi constatada oficialmente, os corpos foram sepultados em valas comuns...
Em 1992 na Rússia foi realizado o filme O Chekista, baseado na novela “Shepka” (literalmente Lasca, de 1923) do escritor russo Vladimir Zazubrin. A personagem principal – chefe do CheKa regional passa os dias à condenar os cidadãos à morte. O filme foi considerado demasiadamente “noir”, muito criticado pelo alegado “exagero” e proibido à exibição da TV pública russa. Os documentos mostram, o filme é absolutamente realista e o regime comunista é absolutamente desumano.
Arquivo do SBU
Recomendamos o filme aos amantes da URSS, do comunismo e das ideias esquerdistas: