Aos 2 de outubro, na cidade de Novomoskovsk, na região russa de Tula, um carro pertencente ao ex-agente prisional, responsável por torturar prisioneiros de guerra ucranianos foi explodido,
de acordo com o TG canal ucraniano Exilenova+
O estado da viatura após a explosão
Os blogueiros russos confirmam a morte do carrasco
Segundo o TG canal russo VChK-OGPU, a bomba foi colocada debaixo do carro. O nome do condutor era Roman Syromyatnikov. A morte de um homem com este nome foi confirmada pela publicação
regional russa «Novomoskovsk Today».
Na década de 2010, Syromyatnikov era agente do serviço penitenciário federal russo (FSIN) na região de Tula. Em 2023, assinou um contrato com o Ministério
da Defesa russo e, no final de 2024, regressou à região de Tula para o tratamento médico, de acordo com o «Important Stories», citando dados vazados.
A Procuradoria-Geral da Ucrânia formalmente acusou Syromyatnikov de participar ativamente na tortura e espancamento de prisioneiros de guerra ucranianos detidos na Colónia Penal nº 1, na região de Tula, em 2022.
Base de lançamento de drones «Tsimbulova» sob ataque massivo ucraniano. A monitorização por satélite NASA FIRMS regista vários focos de incêndio
desde 01:33 na área de armazenamento, preparação e lançamento:
Um dos depósitos de petróleo, recentemente atingido, pelos drones ucranianos na Crimeia ocupada:
Os ataques de drones ucranianos de alcance médio (middle-strike) continuam à contribuir, de forma massiça para a destruição da logística dos ocupantes
russos. Apesar das tentativas de contra-ataque por parte de grupos móveis russos, os drones ucranianos atingem os seus alvos.
Nos derradeiros anos da existência do império soviético, já em clara agonia, o «psicoterapeuta» ucraniano, Anatoly Kashpirovsky foi escolhido pelos responsáveis
da televisão soviética como a figura perfeita de entreter as pessoas com um novo tipo de espetáculo — o curandeirismo televisivo.
Em 1993 foi publicado em inglês «O Túmulo de Lenine», o primeiro livro do jornalista norte-americano David Remnick, pelo qual ele ganhou o Prémio Pulitzer em 1994.
Enquanto jornalista do The Washington Post, Remnick, que mais tarde se tornou editor-chefe do The New Yorker, passou de 1985 à 1991 na URSS/rússia e documentou o colapso da União Soviética, desde
o 1º Congresso dos Deputados do Povo até ao falhado golpe do Estado comunista de agosto de 1991.
O texto que segue é um resumo livre do capítulo de «O Túmulo de Lenine», dedicado ao extremamente popular curandeiro, isso é, charlatão televisivo
soviético, Anatoly Kashpirovsky.
O show Kashpirovsky
Vestido todo de preto, num programa da TV soviética, chamado «Sessão de Televisão», surgia Kashpirovsky. Tinha o aspecto de um homem sob o efeito de drogas,
com o cabela à Marlon Brando em «Júlio César». Começou a descrever o seu método de ligação com um «computador biológico» no corpo dos seus «pacientes»,
contando em como já tinha curado «centenas de milhares, talvez milhões» de tumores, hérnias e dores cardíacas, utilizando seu método. Falava devagar, em voz baixa, como se estivesse
a ameaçar, como um disco de vinil de 16 rotações. Vangloriava-se de avanços médicos sem paralelo «em toda a história da humanidade», curando com sucesso pessoas de impotência,
frigidez, cegueira, calvície, enfisema, quistos nos ovários, pedras nos rins, psoríase, eczema, varizes, cicatrizes, tuberculose, asma, diabetes, alergias, gaguez, astigmatismo e até «quatro casos
documentados de cura de HIV-SIDA».
Era ao mesmo tempo Deus e Ponce de León: segundo ele, os membros amputados e os dentes extraídos cresciam novamente, os cabelos grisalhos novamente escureciam e ganhavam brilho. Graças a ele, uma
mulher de 70 anos voltou a menstruar e a mãe de Gorbachev ficou curada de artrite. Também existia a dieta de Kashpirovsky: um dos seus pacientes perdeu 158 quilos «sem qualquer flacidez cutânea».
Pelo menos, era o que afirmava o seu médico... afiançado pelo próprio Kashpirovsky.
Depois disso, surgia a banda sonora, uma poderosa onda eletrónica, um barroco sintetizado.
«Liberte a sua mente de tudo», dizia Kashpirovsky, como um ventríloquo. «Liberte-a de aspirações e ambições. Feche os olhos. Deixe os seus
sentimentos fluírem — o que quer que esteja a sentir agora. Terá sensações diferentes. O nosso silêncio é uma pausa, uma pausa sem palavras. As palavras são irrelevantes.
Não há trabalho aqui. É difícil de compreender, porque as pessoas são treinadas para compreender a sua vida inteira. Esqueça tudo... Ouça a música... Não tenha
medo do processo que começa no seu corpo... Se sentir algo a agitar-se por dentro, ignore...»
Parecia que mal conseguia piscar. O seu rosto brilhava. Por vezes, ficava em silêncio durante longos períodos — apenas a olhar fixamente, com um leve sorriso. É isso
que um convidado dominador faz quando vem jantar a sua casa, já meio embriagado: tem a certeza de que está cativado por tudo o que ele diz.
«Alguns de vós estão agora a ver florestas, montanhas. Um... dois... três... Outros estão inundados de recordações muito tristes. Cinco... seis...
Alguns estão a fazer planos para amanhã, a ponderar, a ponderar tudo... Sete...»
Ao contar até dez, Kashpirovsky desaparecia do ecrão. «A sessão terminou», disse.
Deveríamos estar curados.
* * *
Após as suas primeiras sessões, Kashpirovsky ganhou uma popularidade incrível; um culto começou a formar-se. Todos conheciam o seu nome e consideravam-no um génio
ou então um vigarista. Contou que o seu arquivo continha mais de um milhão de telegramas e cartas — a maioria de telepacientes agradecidos. Os estudantes e os reformados deixavam claro que estavam dispostos a tudo para
estar perto dele, estudar com ele, dormir com ele. Senhoras idosas contavam que agora tinham um retrato de Kashpirovsky naquele cantinho de casa, em que outrora colocavam o retrato de Lenine. Nas províncias, os vendedores
ambulantes vendiam postais do czar Nicolau II, John Lennon, Jesus Cristo e Anatoly Kashpirovsky. Era provavelmente a única pessoa em Kyiv com três carros na garagem e uma conta bancária bem grossa. Os jornais
que criticavam Kashpirovsky corriam um sério risco. Quando o semanário russo «Literaturnaya Gazeta» publicou um artigo a chamar Kashpirovsky de perigoso charlatão, foi inundado por uma avalanche
de cartas indignadas, ao ponto de o editor ter cancelado a reportagem seguinte.
Alguns acreditavam que Kashpirovsky estava a curar não só as estrias e os lipomas, mas a União Soviética como um todo. Ele relutava em negá-lo. «Se
eu me tornasse presidente, as pessoas beijariam as minhas pegadas após a minha morte: eu iria ao encontro do povo e agiria em seu benefício», dizia. A dimensão do seu eleitorado permanecia incerta,
mas Kashpirovsky insistia que era significativo: «Ucrânia é demasiado pequena para mim».
Os primeiras seis programas televisivos de Kashpirovsky foram transmitidas para todo o território soviético no fim de 1989. Com o surgimento de movimentos políticos independentes,
muitos deles anti-comunistas, e o surgimento de primeiras greves de operários e mineiros, a Perestroika começou a sair do controlo de Gorbachev. O sistema de saúde estava devastado: as próprias
autoridades admitiam que apenas 30% dos medicamentos essenciais estavam disponíveis, e até a aspirina e a penicilina estavam indisponíveis. Havia relatos constantes de hospitais onde o fornecimento de
água tinha sido cortado e eram realizadas cirurgias à luz das velas. A ascensão de Kashpirovsky ocorreu precisamente numa época em que as pessoas estavam perdidas e confusas, procurando orientação
espiritual. Como acontecia frequentemente na história do império russo, a desestabilização levou a um crescente interesse pela magia, profecias e bruxaria. A busca de Deus levava as pessoas não
só a igrejas, mesquitas e sinagogas, mas também a impostores como Kashpirovsky.
Quer no império russo, quer na URSS, os curandeiros e os espiritualistas estiveram sempre presentes. Um Leonid Brejnev já bastante senil convidou secretamente a famosa vidente
Eugenia «Dzhuna» Davitashvili ao Kremlin. Na era de Perestroika, quando muitos dos tabús caíram, estas pessoas podiam agir abertamente. Na era Gorbachev, as idosas vendiam pulseiras de cobre nos parques da cidade, jurando que funcionavam como
vacina contra a HIV-SIDA. Os horóscopos eram publicados em jornais do PC. A agência de notícias estatal TASS noticiou que um «objeto em forma de banana» que transportava «humanoides gigantes»
e um robô anão tinha aterrado em Voronezh. Testemunhas oculares descreviam a nave espacial como uma «enorme esfera brilhante» contendo «um, dois ou três extraterrestres/alienígenas
com três a quatro metros de altura, mas com cabeças muito pequenas».
Em Moscovo, um outro curandeiro charlatão e concorrente direto do Kashpirovsky, Allan Chumak lançou o seu próprio programa de TV. Chumak fazia gestos com as mãos, como se estivesse a acariciar um gato invisível, e «carregava/energizava» copos e frascos de água e todo o tipo de
cremes e champós que as pessoas colocavam em frente dos seus aparelhos da TV.
«Estou em contacto com outro mundo», dizia Chumak. Ao abrir um saco de lixo, tirava um dos incontáveis telegramas: «SOU SINCERAMENTE GRATO. PNT. TINHA TAQUICARDIA CRÓNICA
E GASTRITE. PNT. OS MÉDICOS NÃO CONSEGUIRAM CURAR-ME. PNT. AGORA, GRAÇAS A SI, VIVO SEM MEDICAMENTOS. PNT. OBRIGADO, SERGEY NOVOCHERKASSK».
À cada duas semanas Chumak aparecia no pátio do prédio, onde vivia e trabalhava, para curar as centenas de pessoas ali reunidas. Uma grande multidão aguardava-o.
Alguns transportavam fotografias de crianças ou parentes doentes: esperavam que o curandeiro transmitisse a sua energia através da fotografia. Chumak ficava na varanda e convidava todos para sentirem a sua aura.
Mas avisava-os de antemão: não podia curar os antigos chefões comunistas.
«As suas almas endureceram completamente», explicava.
* * *
Kashpirovsky, considerava Chumak como um vigarista; ele próprio que não era um curandeiro comum. Era um supermédico, um sacerdote secular da alma e do corpo. «Eu não
curo. Eu implemento a Grande Ideia. Mas não promovo a religião. De que serve Jesus ter andado sobre as águas há dois mil anos? Como é que isso ajuda estas pessoas?» Coçava o
queixo e refletia sobre a origem do seu extraordinário dom. «O poder espiritual que guiou Jesus Cristo provavelmente também vive em mim», dizia. «Daqui a 50 anos, penso que serei venerado como
um santo».
Kashpirovsky formou-se em psicoterapia em Vinnytsya, uma cidade do interior da Ucrânia. Também trabalhou lá durante 28 anos num hospital psiquiátrico. O seu salário
era modesto: para ganhar cem rublos extra por mês, carregava sacos de cimento e troncos de madeira em camiões basculantes à noite. Durante algum tempo, foi um halterofilista e pugilista/boxeador. Já com mais
de 50 anos, orgulhava-se da sua boa forma física e afirmava: «Posso vencer qualquer campeão do mundo». Kashpirovsky contava que em 1975 sofreu um ataque agudo de pancreatite e quase morreu. Alegadamente esteve
um ano num hospital na Ucrânia e depois foi para Sacalina, onde percorreu a ilha de uma ponta à outra, comendo, como contava, apenas um biscoito por dia. «Graças ao jejum, recuperei», afirmava.
Kashpirovsky começou a fazer experiências com hipnose e cura em massa em 1988. Realizou cinco sessões televisionadas em Kyiv e, segundo ele, curou milhares de crianças
de enurese noturna. O método de tratamento era bastante obscuro: a cura verbal, que de alguma forma restabelecia o equilíbrio natural do corpo. «As experiências de felicidade e tristeza têm
uma certa base material, bioquímica. Quando estou com medo, liberto muita adrenalina. Quando estou deprimido, ainda mais», explicava Kashpirovsky. «Abrem-se portões dentro de si, e você percebe
informação. Como esses portões se abrem, não sabe — este é o meu método. A informação entra em si, mas como não sabe como, permanece dentro de si. Penetro
mais fundo do que a consciência, na própria essência do organismo, e curo o corpo. A minha marca permanece lá».
Em 1989, Mikhail Nenashev, um cinzento aparatchik do PCUS e o dirigente máximo da TV estatal soviética, dizia aos seus assistentes que o principal objetivo da televisão
era «acalmar e tranquilizar» as massas irrequietas. Em Kashpirovsky, Nenashev encontrou esta voz tranquilizadora. Autorizou as sessões espíritas de Kashpirovsky, que em 1989 eram transmitidas na TV
não só na União Soviética, mas também na Bulgária, Polónia, Israel, Checoslováquia e países nórdicos. «Num país onde não se encontra
sequer aspirina, é impossível não ter esperança num milagre», observava a jornalista moscovita Elena Chekalova. «Depois aparece alguém e oferece uma solução fácil,
um milagre. Este fenómeno é bem conhecido nos países pobres e miseráveis». O conceituado pivó da televisão soviética/russa Leonid Parfenov acrescentava: «O papel
de Kashpirovsky era o mesmo de Gorbachev em 1985-86. Até os gestos eram semelhantes. Os seus discursos estão repletos de absurdidades, mas mesmo assim cativavam o público e inspiravam a confiança».
Kashpirovsky realizou o seu maior feito televisivo durante uma teleconferência entre Kyiv e Tbilissi. Uma mulher chamada Lesya Yurshova, hospitalizada em Tbilisi, precisava de uma grande
cirurgia abdominal. Recusou a anestesia geral e permitiu que Kashpirovsky, que se encontrava em Kyiv, a hipnotizasse através da televisão. O resultado foi uma fantasmagoria dividida entre duas capitais.
«Feche os olhos e cante 'Álamos, álamos!'", ordenou Kashpirovsky à pobre mulher. Ela até conseguiu trautear algumas notas dissonantes.
«Feche os olhos! Feche-os! Flutue!», dizia Kashpirovsky. «O seu estômago está dormente até à coluna! Os seus olhos estão fechados! Sentirá
o instrumento, mas não a dor. Depois, faremos com que a cicatriz desapareça. Se um dos especialistas me perguntar se está a dormir ou não, o que responderá?»
«Não, não estou a dormir», respondeu a mulher timidamente. «Como posso dormir se sinto tudo?»
No final da operação, Kashpirovsky disse à plateia: «Agora, todos os que me assistiram podem ir ao dentista e extrair um dente. Não vai doer, garanto-vos».
Kashpirovsky declarou que o programa tinha feito um marco histórico na medicina — «não, na história espiritual!» Mas a doente rebelou-se. Mais tarde
Lesya Yurshova contou aos jornalistas que, na verdade, sentiu uma «dor monstruosa» durante a operação, mas suportou-a porque «não queria desiludir Kashpirovsky».
O presidente da Associação Independente de Psiquiatria, médico ucraniano Yuri Savenko afirmou que a conivência do Ministério da Saúde da URSS com as sessões televisivas de Kashpirovsky era ultrajante. Considerou que se tratava de uma campanha secreta do PCUS para oferecer «pão
e circo» às pessoas. Não era o único a acreditar que o PC precisava de tais programas para distrair as pessoas dos problemas e sofrimentos quotidianos. «O cristianismo é uma fina camada
de verniz para os russos», dizia. «Mas, essencialmente, são pagãos. Observam os rituais sem compreender o seu significado. Na atual conjuntura política, o misticismo está a popularizar-se
e, com um nível cultural tão baixo, assume formas escandalosas». Segundo Savenko, um dos seus colegas possuía «dados precisos» que comprovavam que as sessões de Kashpirovsky não
só não curavam as pessoas, como, pelo contrário, levavam algumas à psicose. Nenhuma investigação foi conduzida. Não foi fácil para os jornalistas e médicos expor
uma figura tão popular: em 1990, Kashpirovsky foi eleito Personalidade do Ano na URSS e tinha mais fãs do que qualquer político ou estrela de cinema.
* * *
Em digressão pela URSS, Kashpirovsky enchia salas de concerto, armazéns industriais e até estádios de futebol. As cassetes de vídeo das suas apresentações
circulavam de mão em mão, à semelhança dos livros aoutrora proibidos de antigos dissidentes. Nas províncias, as salões de vídeo e os cinemas organizavam «noites de Kashpirovsky»,
exibindo as aparições do artista na televisão. Como homem de negócios, Kashpirovsky incomodava-se com a distribuição pirata destas gravações. No início de uma
fita, pruduzida nos EUA, o aviso padrão do FBI sobre a ilegalidade da cópia pirata da fita, era seguido por uma mensagem do próprio Kashpirovsky: «Atenção! Caso for copiada, esta fita
perderá as suas propriedades curativas!»
As digressões internacionais do Kashpirovsky eram uma mistura de New Age e Beatlemania. Ele até reconhecia que havia um «culto de Kashpirovsky», mas assegurava que
«não vou ordenar que rebentem com uma central nuclear. Não há necessidade de se preocupar em tornar-se um novo Estaline ou algo do género».
Mas o mundo, todo o universo, não estava preparado para o seu dom. «A humanidade ainda não está madura para a salvação», dizia. «As capacidades
técnicas ainda não existem. Imagine: todos estão saudáveis, ninguém está a morrer, as pessoas continuam a reproduzir-se. Para onde irão? Outros planetas ainda estão desabitados.
É assim que funcionam as coisas».
No fim dos show, quando tudo terminava, Kashpirovsky ficava à beira do palco. Avós, mães e crianças apressavam-se a apertar-lhe a mão e a captar o seu olhar
curador. Algumas tentavam falar com ele em privado — para lhes contar sobre os seus cancros, enxaquecas ou tumores. «Eu não sou um médico comum!», protestava Kashpirovsky, irritado. «Não
me falem em doenças específicas!» No entanto, Kashpirovsky dava ocasionalmente conselhos aos pacientes que se queixavam dos seus problemas.
«Tome, então, seus comprimidos», dizia.
Blogueiro
O fenómeno de Kashpirovsky não podia estar ausente do imaginário quotidiano da minha própria família. Um dos meus familiares, nasceu naquela mesma época,
com a hernia hereditária. Os seus avós, casal de professores escolares, com idades superores aos 60 anos (ele, à lecionar na área de física e qúimica e ela, na área de matemática:
algebra e geometria), ambos com a formação superior completa, ficaram absolutamente entusiasmados com a possibilidade de rápida e eficiente cura televisiva. O menino foi colocado em frente do televisor,
com as penas abertas ao ár e a sua piloca e a hérnia ao leu.
— Veja, exclamaram, no fim do programa, a hérnia já não está visível, o menino está curado!
Eu, um adolescente de apenas 13 anos, não estava nada convencido da manifestação daquele milagre, embora a vontade não me falatava de ver o menino querido completamente
curado. Como era de prever, a hérnia reapareceu no mesmo lugar, onde estava desde sempre. A minha confiança no curandeiroismo televisivo desapareceu para sempre. Mais tarde, pelo mesmo caminho foi a minha confiança
na educação fundamental soviética, como quase sempre, «a melhor do mundo».
Na noite de 2 outubro, os drones ucranianos FP-1 atingiram a Estação Linear de Produção e Controlo (LPDS) de Samara, uma das maiores estações de bombagem de petróleo
da Eurásia, resultando num forte incêndio no local.
A LPDS de Samara continua em chamas após o ataque noturno, realizado pelas Forças de Defesa da Ucrânia. A instalação é um importante centro de recepção,
armazenamento e processamento primário do petróleo proveniente do Tartaristão e da Sibéria Ocidental. A sua capacidade total é superior aos 1,6 milhões de m³ de petróleo,
distribuídos por 71 tanques. Quatro oleodutos principais convergem neste local.
A importância da LPDS de Samara é difícil de sobrestimar, pois a estação é responsável tanto pelo abastecimento de petróleo às
refinarias da região, como pelo início do oleoduto «Druzhba» (assim como do Sistema de Oleodutos do Báltico-2 (BTS-2), a importante rota de oleodutos que liga o sistema de oleodutos «Druzhba»
ao porto russo de Ust-Luga, no Mar Báltico), além de abastecer o sul da rússia (ramal para Tikhoretsk).
Resultados técnicos do ataque ao LPDS de Samara aos 2 de outubro de 2026:
Atingidas 5 unidades de distribuição de petróleo RVS-20000 (zonas 1 e 2);
Atingidas 3 unidades de distribuição de petróleo RVS-50000 (zona 3);
Danificados os oleodutos e uma estação elevatória na zona 1.
A área total afetada pelo incêndio é superior aos 15.000 m2.
Os danos em valores monetários:
Uma RVS-20000 custa mais de 10 milhões de dólares;
Uma RVS-50000 custa cerca de 25 milhões de dólares;
Custo de reparação dos tanques – entre 100 a 125 milhões de dólares (dependendo da extensão dos danos)
O valor do petróleo nestes tanques – cerca de 200 milhões de dólares (mesmo com o desconto da marca russa «Urals»).
A primeira utilização em combate do primeiro míssil balístico tático ucraniano FP-7, lançado em 2 de outubro de 2026. O próximo passo é a sua produção em série.
Glória à Ucrânia!
Os drones de ataque ucranianos FP-2 destruíram o sistema de mísseis antiaéreos russo «Pantsir-S2», que, em teoria, deveria impedir os drones ucranianos de penetrar
profundamente na retaguarda russa. Após uma detonação secundária, o sistema foi totalmente desfeito.
O «Pantsir-S2» é uma versão modernizada, com radar de maior alcance e outras capacidades técnicas melhoradas, que em teoria, lhe permitiria detetar, seguir e destruir, diversos alvos aéreos em simultâneo.
Os blogueiros militares russos confirmam o derrube do helicóptero russo Mi-8 na região de Voronezh, abatido, muito possivelmente, pelo fogo-amigo de um Su-35 russo, que confundiu seu aparelho com um drone ucraniano. Aparentemente, Mi-8 estava fugindo de ataque de drones ucranianos. Três tripulantes morreram na sua queda.
O serviço russo da BBC, em conjunto com a Mediazona e uma equipa de voluntários OSINT, identificou as identidades de 266.032 militares russos mortos na invasão da Ucrânia.
O número total de perdas russas, contando as unidades separatistas e os mercenários estrangeiros, pode chegar às 616.986 pessoas.
Uma análise dos registos de 10.000 soldados russos cujos corpos foram encontrados pelas equipas de evacuação entre 2025 e 2026 mostrou que, a descoberta dos corpos dos
soldados russos mortos ocorreu com um atraso significativo, em média 150 dias após as suas mortes no campo de batalha. A declaração jurídica da morte, na ausência do corpo físico,
ocorreu, em média, 236 dias depois.
Nos últimos 30 dias os nomes de 22.358 soldados russos mortos foram adicionados à base de dados. Este aumento significativo não está diretamente relacionado com
a situação na frente de batalha. A maioria dos nomes adicionados recentemente, ou seja, 18.657 indivíduos, são de pessoas que estavam desaparecidas há muito tempo, ou cujos corpos foram encontrados
pelas equipas de evacuação em 2025-2026. Alguns destes soldados morreram em combate ainda em 2022, mas a maioria foi morta em 2025.
Consegue-se confirmar as mortes destes soldados com base em dados abertos de registos estatais russos: especificamente, o registo de óbitos e decisões judiciais publicadas que
reconhecem, juridicamente, a morte dos indivíduos como mortos em combate, mesmo na ausência física dos seus corpos.
Os registos de óbitos militares no registo de inventário dos herdeiros confirma essencialmente o óbito de uma pessoa: documenta os pedidos de herança feitos pelos
familiares do falecido. Consequentemente, os militares desaparecidos cujos nomes constam do registo ou já foram encontrados ou foram declarados mortos. A diferença entre as datas em que uma pessoa foi morta e
a data em que foi registado o seu óbito demonstra o atual atraso na confirmação do óbito de um militar russo na linha da frente.
Existem vários motivos para esta tendência:
Durante os dois primeiros anos da guerra, o número de militares listados como desaparecidos em combate foi relativamente baixo. O aumento acentuado do número de desaparecidos
em 2024-2025 deve-se principalmente à natureza mutável das operações de combate.
A utilização generalizada de drones de reconhecimento e ataque, combinada com fogo de artilharia e colocação de minas, torna praticamente qualquer movimento perto
da linha da frente perigoso, incluindo tentativas de evacuar feridos e mortos.
Os investigadores Jack Watling e Nick Reynolds, do Instituto Real de Serviços Unidos (RUSI) britânico, observam no seu relatório que a evacuação de feridos
exige agora frequentemente uma operação separada e cuidadosamente preparada. Isto requer esperar pela escuridão, nevoeiro ou chuva forte. As tentativas de chegar rapidamente aos feridos e mortos podem
levar a mais baixas entre aqueles que realizam estas operações.
Outro motivo são as múltiplas tentativas do lado russo para avançar em «zonas cinzentas». O analista militar norte-americano Michael Kofman observa que, desde
2025, as tropas russas têm tentado avançar cada vez mais em grupos de um ou dois soldados. Nestas condições, os corpos dos mortos permanecem na zona neutra durante muito tempo, fora do controlo de
ambos os lados.
A situação em 2026
Desde o início de 2026, BBC/Mediazona encontraram os dados sobre a morte de mais de 90.000 militares russos. No entanto, as perdas de 2026 representam menos de 10% desse total, sendo
que o restante das perdas confirmadas ocorreu entre 2022 e 2025.
Até o início de outubro, foram conhecidos os nomes de apenas 7.854 militares russos que morreram em 2026 (alguns outros milhares russos possuem as datas de morte desconhecidas,
pelo que ainda não possível atribuir as suas mortes a um ano em concreto).
Quais são os números reais de baixas russas?
As perdas reais do lado russo são superiores ao número de mortos cujos nomes podem ser confirmados por fontes abertas. Segundo os especialistas militares, a análise dos
cemitérios russos, memoriais de guerra e obituários pode reflectir entre 45% e 55% do número real de mortos.
Nem todas as mortes são divulgadas publicamente. Além disso, os corpos de um número significativo de militares russos mortos permanecem no campo de batalha. As tentativas
de os evacuar representam um sério risco para os sobreviventes, principalmente devido à ameaça de ataques com drones.
Com base nas estimativas dos especialistas, o número real de mortos de cidadãos russos pode situar-se entre 483.695 e 591.182.
Uma análise dos obituários e publicações de 2022 sobre os soldados desaparecidos das ditas «repúblicas populares l/dnr» sugere que entre 21.000
e 23.500 separatistas morreram até ao final de 2022.
Depois de analisar imagens de satélite e fotografias oficiais do novo memorial de guerra construído na Coreia do Norte, o Serviço Coreano da BBC identificou os nomes de
2.304 militares coreanos que combateram ao lado das forças russas e morreram entre 2024 e 2025.
A deserção de um diplomata soviético de alto nível em 1938 tornou-se um grande escândalo internacional. Os segredos deste caso permanecem por resolver até
hoje, porque os arquivos soviéticos/russos continuam inacessíveis aos investigadores imparciais.
Fedor Butenko era uma personagem incrivelmente talentosa e cínica, o que lhe pode ter salvo a vida. A maior parte do que se sabe sobre ele foi contada pelo próprio e é
muito provavelmente total ou parcialmente inventado. Isso não impediu Butenko de fazer uma carreira brilhante na URSS: primeiro na área da censura e redação na editora Khudozhestvennaya Literatura e depois no Comissariado do Povo para os Negócios Estrangeiros / Assuntos Exteriores. É também muito provável que fosse um agente do OGPU-NKVD — caso contrário, seria impossível
explicar algumas das reviravoltas inesperadas que a sua carreira sofreu.
Em 1937, transformou-se de estudioso de literatura em diplomata soviético. Isto coincidiu com a purga total dos quadros de Maxim Litvinov no Comissariado do Povo dos Negócios
Estrangeiros / Assuntos Exteriores, que foi substituído por estalinista de linha dura, Vyacheslav Molotov. O próprio Litvinov sobreviveu, embora tenha esperado muito tempo pela sua prisão. Durante estas purgas, 35% dos
diplomatas soviéticos de alto nível sobreviveram, 20% foram executados e outros 11% foram enviados ao GULAG. Os cerca de 23% perderam o emprego, morreram ou suicidaram-se. O destino de aproximadamente 14% é
desconhecido.
1,5% dos diplomatas de alto nível fugiram ao Ocidente. Butenko estava entre esses 1,5%.
Em apenas dois meses, passou de conselheiro a encarregado de negócios, ou seja, o homem mais importante da embaixada soviética na Romênia — o embaixador foi chamado
de volta a Moscovo e aí executado. Então Butenko percebeu que será o próximo e decidiu fugir da URSS, o que era muito mais fácil no estrangeiro do que em Moscovo. Foi enviado para trabalhar
na Roménia sem a mulher e a filha pequena, que permaneceram em Leninegrado: uma prática comum na URSS, que sempre gostou de fazer reféns. Isso não demoveu Butenko, embora ele soubesse certamente
o que acontecia às famílias dos inimigos do povo. Talvez tenha concluído que a sua família sofreria de qualquer maneira. Sabe-se que a sua esposa, Vera Kravchenko e o irmão dela, seu cunhado Mykhaylo, foram vítimas das repressões
políticas soviéticas em Dnepropetrovsk em 1941, e a sua filha Lea terá provavelmente morrido durante o cerco nazi de Leninegrado.
Não podia permanecer na Roménia, que procurava desesperadamente a boas relações com a União Soviética. Além disso, circulavam rumores de que outro fugitivo famoso,
o agente ilegal de OGPU-NKVD na Turquia, Georges Agabekov, tinha sido rastreado e assassinado por agentes de NKVD.
Fedor Butenko presumiu que os seus antigos colegas o encontrariam em qualquer país democrático, pelo que só tinha uma opção: esconder-se na Alemanha nazi
ou na Itália fascista. Butenko falava francês fluentemente e estava a aprender romeno, o que lhe dava esperança de dominar rapidamente o italiano. Além disso, a Itália estava muito mais próxima,
politicamente, de Bucareste do que a Alemanha. Por isso, o diplomata escolheu o regime do Mussolini.
Após a deserção do diplomata, a URSS acusou imediatamente a Roménia de assassinar ou raptar Butenko, algo que a Roménia temia terrivelmente, pois poderia
ter desencadeado uma guerra.Por isso, após a sua fuga, Fedor Butenko ficou no país por apenas quatro dias, durante os quais ele elaborou, para a Siguranța as suas revelações sobre os espiões
soviéticos reais e imaginários na Roménia.
Mais tarde, Butenko afirmou que pessoas próximas do Rei da Roménia o ajudaram a escapar e lhe forneceram um passaporte legal de algum pobre coitado falecido. Nenhuma prova disso
foi encontrada até à data. Existem sérias dúvidas sobre o seu relato: em dois meses de trabalho em Bucareste, simplesmente não teria tido tempo para fazer tais contactos. No entanto, Butenko
conseguiu não só atravessar em segurança pelo menos duas fronteiras nacionais, como também chegar ao centro de Milão.
Em Itália, o ex-militante comunista, que tinha denunciado inimigos do povo em reuniões do partido (era conhecido pela sua perseguição aos trotsquistas), declarou imediatamente a sua
forte simpatia pelo fascismo. Disse que trabalhava como tradutor na Exposição Internacional de Paris e visitava constantemente o pavilhão italiano para admirar a felicidade que o Duce trazia ao seu povo.
Mais uma vez, afirmação duvidosa, pois tais ações teriam despertado suspeitas imediatas dentro da delegação soviética.
Fedor Butenko, amaldiçoava o comunismo e abraçou imediatamente um outro regime totalitário e militarizado que nada tinha em comum com a democracia ou a liberdade.
O próprio Lev Trotsky observou esta história do longínquo México e emitiu algumas conclusões. Em primeiro lugar, considerou Butenko um canalha sem princípios,
um chekista pronto a servir qualquer mestre. Também manifestou a confiança de que eram precisamente pessoas como Butenko que formavam a espinha dorsal dos órgãos repressívos soviéticos.
Em segundo lugar, Trotsky presumiu que, dentro da elite soviética, existia um certo número de pessoas com visões fascistas ou protofascistas. Ambas as conclusões, estavam parcialmente corretas.
A revista Time considerou Butenko como um modelo dos «novos bolcheviques», que substituíram os «velhos bolcheviques» tão ativamente expurgados por Estaline. Os «novos bolcheviques»
eram completamente desprovidos de idealismo comunista; tinha como objetivo a prosperidade e a segurança pessoal. O que, também estava muito próximo da verdade.
Durante algum tempo, na Itália os principais jornais publicaram entrevistas com Butenko, e este começou então a escrever artigos e livros por conta própria.
A versão italiana do livro é constituída por quatro capítulos principais:
1. “Socialismo o schiavitù?” (“Socialismo ou Escravatura?”) — o autor descreve pormenorizadamente a tragédia da sua Ucrânia natal, a fome artificial na Ucrânia [Holodomor] e na Kuban, as repressões que destruíram a prosperidade de uma terra florescente.
2. “La costituzione di Stalin” (“A Constituição de Estaline”) — uma desmistificação do processo eleitoral soviético. Butenko
sublinhou que as listas de candidatos eram aprovadas exclusivamente em Moscovo e que apenas as pessoas leais a Estaline podiam ser eleitas.
3. “Il tiranno di Mosca agonizzante” (“O Tirano Agonizante de Moscovo”) — uma crítica à ditadura pessoal de Estaline, à atmosfera de total
terror nas fileiras da nomenklatura e da NKVD.
4. “Il mio viaggio in Europa” (“A Minha Viagem à Europa”) é uma descrição de uma fuga e das impressões de uma estadia no Ocidente.
Nos anos seguintes, os italianos esconderam Butenko da vingança soviética, mudando-lhe o nome e escondendo-o nos locais mais remotos. Claramente não sabiam o que fazer
com ele. Uma fonte afirma que o próprio Mussolini terá ordenado que Butenko recebesse um salário, mas que não se envolvesse em nada de importante.
Butenko pediu para ser enviado para a Frente Leste para ajudar os militares italianos, mas não lhe foi permitido. Candidatou-se para aderir ao Partido Fascista, mas a sua candidatura permaneceu sem resposta.
Ucraniano étnico, nascido na Ucrânia, Fedor Butenko tentou se aproximar à emigração ucraniana, mas não foi bem acolhido, acabando por ser rejeitado.
Temendo uma tentativa de assassinato por parte de NKVD, Butenko viveu na Sicília de 1939 a 1942 em profundo segredo sob o nome de Alberto Rossi. Foi então transferido para a Albânia,
onde serviu como censor militar.
As últimas informações sobre a estadia de Butenko — por alguma razão em Veneza, onde não existiam estruturas sérias que pudessem aproveitar os
seus talentos — surgiram apenas algumas semanas antes da detenção de Mussolini em Roma. O seu destino subsequente ao 1943 está desconhecido. O ex-diplomata soviético, que até foi reabilitado politicamente na URSS/rússia, uma personagem profundamente
cínica, com uma experiência incrível em camuflagem e sobrevivência, simplesmente desapareceu, sem deixar qualquer rasto posterior.
No decorrer da 3ª fase da operação «Vivaldi», o 3º Corpo de Exército da Ucrânia libertou as localidades de Nove, Ridkodub e Katerynivka e retomou
o controlo sobre Karpivka, Novomykhailivka e Lypove, segundo DeepState. Perdas russas: cerca de 2.000 militares KIA e WIA e cerca de 250 POW.
General Andriy Biletsky: «O inimigo foi enganado e perdeu a direção do avanço principal». Enquando os russos esperavam um ataque ucraniano na direção
de Shandrygolove — Zelena Dolyna, o ataque/golpe principal caiu sobre a vila de Nove. A vila se situa sobre as colinas, por isso o seu controlo garante o domínio de fogo sobre as áreas circundantes.
Na 3ª fase as FAU recuperaram 51 km² e desde o início da ofensiva, 176 km².
Testemunham os 94 soldados e oficiais russos, incluíndo dois mercenários africanos, que se renderam ao 3º Corpo de Exército das FAU em resultado da 3ª fase da ofensiva ucraniana «Vivaldi» na zona de
Lyman, no norte da região de Donetsk. Alguns dos POW, aguardando a sua captura, tiveram de comer urtigas e beber a sua própria urina. O oficial à apresentar o informe é o POW da patente mais alta,
o capitão do mar-e-guerra do 3º grau Alexander Manakov, a sua patente é correspondente ao major do exército russo.
Um dos pontos mais inovadores da operação «Vivaldi» foi o uso dos blindados ligeiros soviéticos, da série «BTR-60», transformados nos drones
kamikaze. O vídeo mostra como um drone do 3º Corpo de Exército colide com uma fortaleza russa no norte da Nove.
Geolocalização do uso do BTR-60 como um drone terrestre
O momento do imacto do BTR-60 contra as posições russas
As perdas totais dos ocupantes russos nas três fases da operação «Vivaldi» são cerca de 5.000 militares (KIA e WIA).
Na rússia, na região de Amur, à cerca de 50 km da base aérea «Ukrayinka», caiu o bombardeiro estratégico Tu-95MS, habitualmente usado para ataques
de mísseis contra Ucrânia. Os blogueiros militares russos confiormam a queda do aparelho e a morte dos 6 tripulantes dos 7 presentes à bordo.
As razões da queda são desconhecidos, tendo falhando os três
motores do aparelho. Este é o 14º Tu-95MS (a confirmação OSINT da perda dos 11 aparelhos), que a rússia perde desde início da guerra na Ucrânia de 24.02.2022. É de notar,
que a sua fabricação em sérei terminou em 1991.
O mercenário colombiano Duván Alexis Acosta Flores, natural de Caquetá, foi recrutado pelo exército russo e enviado para combater na Ucrânia. Ferido e acamado no
hospital de Kazan, ele apelou ao presidente da Colômbia para que o ajudasse a regressar a casa: «não quero voltar à guerra».
Precisamente na frente de batalha, após o encontro com um drone ucraniano, o colombiano sofreu ferimentos graves nas pernas. Duván está atualmente acamado no Hospital Cirúrgico nº 54, em Kazan.
Do seu quarto de hospital, com as pernas enfaixadas, gravou uma mensagem para o presidente colombiano a pedir ajuda urgente para regressar a casa. Ele sabe o que temer. Após a alta,
será novamente enviado para a linha da frente.
Para o exército russo, os estrangeiros são unidades descartáveis. Enquanto uma pessoa puder lutar, é enviada para a batalha. Se for ferida, recebe tratamento mínimo
para que possa regressar rapidamente à linha da frente.
Duvan já percebeu onde o «bom emprego na rússia» o levou. Agora, só quer uma coisa: sobreviver e voltar para casa.
O problema é que não há forma de o fazer legalmente, e é improvável que alguém o consiga ajudar. A única opção real para salvar
a sua vida e permitir que regresse a casa é entrar em contacto com o projeto ucraniano «Quero Viver». O projeto ajuda tantos russos, como estrangeiros.
No entanto, nem todos os mercenários estrangeiros são tão sortudos, por exemplo, recentemente foi sabido que os militares russos simplesmente executaram, de forma ilegal
e extrajudicial, o cidadão bengali Sabit Mohammed.
No verão de 2025, o projeto ucraniano «Quero Viver» escreveu sobre a russa Yulia Sabit, a esposa do cidadão bengali, que foi enganado
e recrutado para o exército russo. Yulia tentou tudo para garantir a sua libertação, por isso relatou publicamente o caso, gravando um vídeo-denúncia.
Naturalmente, Mohammed, não foi dispensado do exército russo. Foi colocado no 245º regimento de fuzileiros motorizados da 3ª Divisão de fuzileiros motorizados.
Apenas duas semanas depois da divulgação do vídeo, Yulia foi informada do que seu marido tinha alegadamente «desaparecido». Tentando saber algo mais sobre o seu destino, contactou um dos seus
colegas, que lhe contou ter testemunhado pessoalmente a execução de Sabit, por ordem do comandante, porque este se recusou a ir ao ataque. A sua unidade o registou/listou-o como desaparecido em ação —
e o caso for arquivado.
A prática de «zeração» (semelhante ao termo brasileiro de queima de arquivo) está muito generalizada no exército russo. Sob a ordem de um comandante, ou mesmo o próprio
comandante, pode executar qualquer soldado sob qualquer pretexto. Existem centenas, senão milhares, de casos públicos deste tipo. Cunharam o termo de «zeração» para este tipo de execuções,
que se tornou um termo muito comum.
Qualquer cidadão que assine um contrato com o exército russo deve compreender que os dinheiro que recebe não está a ser pago pela bondade russa. Após assinatura
do contrato a sua vide passa à pertencer aos russos e eles podem e vão fazer tudo que quiserem com um pobre estrangeiro por causa desse mesmo dinheiro. O mercenário simplesmente vende aos russos a sua própria vida...
Os ocupantes russos atacaram o edifício histórico da Academia Nacional de Ciências, no centro de Kyiv, com um drone. Um incêndio deflagrou e as pessoas foram saltar
das janelas para não morrerem queimadas vivas.
O Académico da Academia Nacional de Ciências, Dr. Volodymyr Horbulin, de 87 anos, ficou ferido no ataque à Academia Nacional de Ciências. A sua assistente morreu.
Aos 87 anos, ir trabalhar e sobreviver a um golpe destes – isto demonstra definitivamente uma força de vontáde incrível.
Menos de uma hora após o ataque à Academia das Ciências, a rússia atingiu o hospital privado «Dobrobut», no centro de Kyiv. Um terrível incêndio
deflagrou. Há feridos. Bombeiros estão combater o incêndio, que deflagrou após o impacto.
A cidade de Kyiv. O regime neofascista russo atingiu, com um drone um jardim de infância.
O edifício histórico da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia foi construído em Kyiv em 1852, segundo o projeto do arquiteto Alexander Beretti, com dinheiro
do Estado e doações públicas, albergou uma escola para meninas pobres e órfãs de todas as classes sociais.
A escola foi fundada em 1834 pela Condessa Levashova e financiada pela Sociedade de Assistência aos Pobres, a que presidia. Um pouco mais tarde, a escola tornou-se um internato do Ginásio
Fundukleiv, que ficava a um quarteirão de distância. No início da década de 1890, foi acrescentado um terceiro piso, uma vez que o número de alunas, e consequentemente de estudantes do internato,
estava a crescer constantemente.
Em março de 1917, a Rada Central da Ucrânia, o governo ucraniano na altura, ficou alojada no edifício do Museu Pedagógico – em frente ao internato – e
as estudantes viram-se no centro dos acontecimentos: realizaram-se manifestações e comícios nas ruas, e foram proferidos discursos pelo chefe da UCR, Mykhailo Hrushevsky, e pelo secretário-geral
dos assuntos militares, Symon Petliura.
Durante o verão de 1917, o Comité Militar Geral Ucraniano instalou-se nas instalações do internato, seguidos de cientistas ucranianos respeitados, que trabalharam
na elaboração de um projeto de lei para a criação da Academia Ucraniana de Ciências, assinado em novembro de 1918, pelo Hetman da Ucrânia, Pavlo Skoropadsky.
Em 1919, após a ascensão do poder bolchevique, o edifício foi definitivamente entregue à Academia de Ciências, e desde então o seu Presidium está
aqui localizado.
O edifício tinha sobrevivido todos estes acontecimentos históricos, assim como aos combates ferrozes pelo controlo de Kyiv em 1941 (durante 72 dias) e em 1944, entre
o Exército Vermelho (RKKA) e o Wehrmacht. Logo, em 2026, o edifício foi gravemente atingido pelo poder bélico dos rascistas, o regime neofascista da rússia atual.