sexta-feira, junho 12, 2026

❗️🔸 Zaporizhia: uma mulher ucraniana ferida em ataque de drone russo

O ataque russo com drones danificou em Zaporizhia o terminal da «Nova Poshta», uma empresa ucraniana de logística. Um incêndio começou numa casa particular noutra morada. Informações sobre o número de vítimas estão a ser apuradas. 





As equipas de resgate extinguiram o incêndio, informa o Serviço Estatal das Situações de Emergência da Ucrânia (DSNS). 

...e a resposta da Ucrânia

Após uma resposta maciça de drones de ataque das Forças de Defesa da Ucrânia, em Togliatti, na região russa de Samara, foram registados vários focos de incêndio na zona industrial da fábrica química de «Togliattikauchuk», a produtora de borracha industrial. 


Na cidade russa de Nizhnekamsk, a unidade de separação de petróleo AVT-8 da fábrica/uzina de «Nizhnekamskneftekhim», está em chamas:


Fonte: Exilenova_plus

O sonho colonial polaco nos cartazes do período entre as duas guerras: 1918-39

«Queremos as colónias para Polónia»
Liga Marítima e Colonial. Dias Coloniais, 7-13.IV.1938

A 2ª república polaca (1918-1939), era um país bastante agressivo, sobretudo para dentro, às suas minorias nacionais, mas também para fora, principalmente à partir da segunda metade da década de 1930, quando a sociedade polaca sonhava em se transformar na detentora de colónias africanas. 

«Fora prussiano! Repetiremos [a batalha de] Grunwald!!

«Não estamos aqui desde ontem. Seguiremos bem longe para Oeste»

«Não deixaremos de nós separar do Báltico!»
25.VI-2.VII. Dias do Mar. Liga Marítima e Colonial. Autor: Antoni Wajwód

É de recordar que em resultdo da guerra polaco-soviética de 1919-21, a Polónia passou a ocupar toda a Ucrânia Ocidental, mais a região de Volyn, a Belarus Ocidental e uma parte considerável da Lituânia, incluíndo a sua capital atual e histórica, cidade de Vilnius.

Mês da Pomerânia. União da Defesa das Fronteiras Ocidentais. 16.XI-16.XII. 1930
«Defenderemos a Pomerânia contra a invasão teutónica».  

«Polónia seguindo o caminho do Józef Piłsudski». 1914.6.VIII.1939

«Empréstimo de defesa antiaérea»

Em 1930, na Polónia foi formada a nova «Liga Marítima e Colonial», a organização polaca, criada na base na Liga Naval e Fluvial. Não se tratava simplesmente de uma mudança de nome, mas de uma mudança de rumo e atitude — o programa da organização incluía pontos sobre a necessidade de lutar pela aquisição de colónias por parte da Polónia. A organização era liderada pelo General Mariusz Zaruski. 

A implementação prática do programa da organização consistiu na aquisição de territórios ultramarinos para uso dos colonos polacos (por exemplo, no Brasil, Peru, Libéria). Em 1934, a organização comprou terras na província brasileira do Paraná e aí fundou um colonato/uma colónia chamada Morska Wola. 

«Da nossa colónia "Morska Wola" no Paraná»

Em outubro de 1938, na sequência do Acordo de Munique, Polónia apoiou Alemanha nazi nas suas reivindicações territoriais para com a Checoslováquia, anexando e ocupando os territórios checos e eslovacos, nomeadamente a região de Cieszyn Silesia e a cidade de Český Těšín, os territórios de Orava e Spiš. Faltava menos de um ano até a assinatura do Pacto Molotov-Ribbentrop.


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A invasão da Checoslováquia foi celebrada, com um aperto das mãos, dado em público, entre o marechal polaco Edward Rydz-Śmigły e o adido militar alemão, coronel Bogislav von Studnitz (1888-1943) durante a parada do «Dia de Independência» em Varsóvia aos 11 de novembro de 1938. A própria parada polaca era especialmente ligada à captura dos territórios checos e eslovacos. 

No entanto, apenas um ano depois, no final de setembro de 1939, Hitler agradeceu publicamente à liderança da República Eslovaca pela ajuda dada ao Wehrmacht na campanha da invasão da Polónia. Em 21 de setembro, os antigos territórios poloneses de Spis e Orava, com uma área de mais de 700 km², foram transferidos para a soberania da Eslováquia. 

«O protesto do Embaixador da Eslováquia»

Todavia, alguns diplomatas eslovacos discordaram publicamente do colaboracionismo do seu país com o 3º Reich. Por exemplo, no primeiro dia da invasão nazi alemã da Polónia, o embaixador eslovaco na Polónia, Dr. Ladislav Szathmáry se encontrou com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros/ das Relações Exteriores da Polónia, Jan Szembek, a quem entregou uma carta dirigida ao ministro dos Negócios Estrangeiros/das Relações Exteriores da Polónia, Józef Beck, que dizia o seguinte: “Em nome do povo eslovaco e de seus representantes,que são forçados a permanecer calados sob a pressão do Terceiro Reich, eu protesto como representante do estado eslovaco na Polónia contra o uso da Eslováquia como base para o Terceiro Reichpara condução dos combates contra a Polónia”. 

CartazesFonte

quinta-feira, junho 11, 2026

Ucrânia atinge todos os pontes entre Crimeia ocupada e continente

No decorrer de uma operação conjunta do 1º OShP, 475º OShP e do Centro de Operações Especiais CSO «A» do SBU, Ucrânia atingiu/destruiu a ponte em Armyansk e queimou vários camiões russos de transporte de combustível e da munição. Não restam pontes intactas para a logística russa proveniente da Crimeia ocupada.

Uma série de ataques bem direcionados foi realizada na noite de 11 de junho. Cerca de 50 camiões foram concentrados na zona de destruição junto à ponte em Armyansk, prontos para serem enviados na direção de Gulyaipilya. A própria ponte foi inutilizada através de ataques com mísseis balísticos FP-5 Flamingo e não requer destruição adicional — uma importante rota logística russa foi completamente paralisada. 

Esta operação é o resultado do trabalho sistémico do centro multidomínio conjunto «Phalanga» do 1º OShP «Dmytro Kotsiubaylo», do 475º OShP «Code 9.2» e do Centro de Operações Especiais CSO «A» do SBU. Os ataques visam enfraquecer as 37ª e 64ª brigadas russas de fuzileiros motorizados, estacionadas naquela área operativa. 

Ucrânia está à recuperar territórios não à custa de vidas, mas através de um trabalho abrangente. 

Bónus 

Recentemente, a propaganda russa espalhou activamente a notícia de que Ucrânia estará a bombardear autocarros civis. Um ocupante russo revelou o interior do centro de controlo móvel de drones, localizado dentro de um autocarro/ônibus civil. De fora, um autocarro/ônibus destes é indistinguível de um transporte civil. Mas o seu objetivo é matar ucranianos, militares e civis.

Automaticamente, estes autocarros são um alvo militar legítimo. Os seus operadores também. 

Bónus II 

O propagandista e blogueiro militar russo Romanov informa que a autoestrada/rodovia Donetsk-Mariupol está a ser gradualmente encerrada à logística militar russa e partilha um vídeo de um camião/nhão militar russo em chamas. 


Fontes: kazansky2017; ButusovPlus

A guerra neocolonial russa de «3-4 dias» já dura tanto, quando a I G.M.

A guerra neocolonial russa, que era anunciada pela propaganda moscovita como uma «operação militar» de curtíssima duração, já dura tanto, quando durou a Primeira Guerra Mundial. Os russos ainda não tomaram a aldeia de Mala Tokmachka... 

A corte e a remoção de logística russa, pela unidade de drones de ataque K2 nas zonas temporariamente ocupadas de Donbas, nos arredores de Horlivka e Yenakieve: 

É característico que os próprios ocupantes russos demonstrem alegria ao verem que os drones ucranianos atingiram uma viatura da polícia militar russa, a entidade que persegue constantemente os militares russos, procurando suas violações de normas, reais ou imaginários. 

A fábrica/depósito de petróleo de Ust-Labinsk, um grande número de tanques e infraestruturas foram destruídos após o ataque de drones ucranianos. O local ardeu durante 4 dias consecutivos, e os moradores locais estimaram a dimensão da «movimentaça» do putin: 


Análise do ataque de mísseis FP-5 «Flamingo» à fábrica em Cheboksary 

Uma visualização aproximada do voo dos mísseis FP-5 «Flamingo» em direção à fábrica russa VNIIR-Progress em Cheboksary, na Chuváchia. A visualização é baseada em dados de código aberto processados ​​pelo sistema de IA ucraniano OCHI AI. 

De facto, o míssil, tanto por radares, como por vizualisação dos habitantes locais, foi detectado sobretudo no início da sua trajectória e nos momentos de aproximação ao alvo. Isto indica que foram utilizadas rotas alternativas, contornando grandes cidades e áreas de cobertura de radares russos. 

De acordo com os dados disponíveis de fontes abertas, pode-se confirmar que foram lançados aproximadamente 5 mísseis, em que 2 foram abatidos na aproximação à região da Chuváchia e um nas imediações de Cheboksary. Portanto, presume-se que outros dois mísseis atingiram o alvo pretendido. Absolutamente fabuloso, tendo em conta as disparidades reais entre as capacidades da indústria de mísseis da Ucrânia e as supostas ou esperadas capacidades russas no domínio da sua defesa anti-aérea. 

As Forças de Defesa da Ucrânia estão a operar na região ocupada de Skadovsk em Kherson. As medidas de estabilização e os drones de ataque estão em funcionamento. As FAU continuam a corte sistémica da logística russa, atacando, nomeadamente, o fornecimento de combustível aos territórios ocupados. 

Fontes: Exilenova_plus; Exilenova_plus; k_2army

Rússia ruma à reintrodução da censura estatal prévia na área da arte e cultura

12 de junho de 1990: o fim oficial da censura soviética: «Censura é abolida!»

O ator, deputado, obscurantista e propagandista russo, Dmitry Pevtsov, publicou uma espécie de manifesto, onde exige a alteração da Constituição russa e a reintrodução da censura oficial do Estado, que será realizada por comissões especiais com a participação do FSB.

Como acontece neste tipo de iniciativas supostamente «populares», o Kremlin usa os representantes da intelligentsia cultural russa totalmente servil, para testar os limites da «nova normalidade» do seu regime neofascista. Se a reação da sociedade russa for mais ou menos silenciosa, a censura estatal avançará e muito rapidamente, já se a reação for bastante negativa e ruidosa, Kremlin dirá que era apenas uma proposta particular de um artista que por sua livre a expontânea..., enfim, discursos do costume.

Eis alguns trechos daquela apresentação (ortografia e pontuação preservadas do original):

«Este é um exemplo perfeito da censura soviética, que operava, antes de mais, dentro da estrutura do programa ideológico da URSS, um programa que foi implementado no país de forma sistemática e planeada, a partir dos primeiros anos da escola secundária. 

O «Código dos Construtores do Comunismo» [uma espécie da livro sagrado semi-oficial em vigor na União Soviética], com pequenas correcções, baseava-se nos mandamentos de Moisés (a partir do 5º mandamento). Esta ideologia é um corredor conceptual completamente específico, «saltando» fora do qual qualquer artista, realizador, escritor, etc. (representante de qualquer profissão criativa) ficava sem nada para fazer, ficava sem os espectadores, sem os direitos de autor, sem as perspectivas criativas, etc.

Quanto aos «excessos» da censura soviética, sim, houve muitos exemplos em que os filmes, as peças teatrais foram de facto fechados, «engavetados», proibidos, mas...

A censura soviética proibia as obras literárias tão distintas como «Por quem os sinos dobram» de Hemingway (até 1962) à «Lolita» de Nabokov, considerada na URSS de «amoral» e «pornográfica».

Vejam quantas obras-primas do cinema e do teatro nasceram durante a dura censura soviética. Sem falar da literatura e da música. 

Estou profundamente convencido de que a censura só ajudará à nossa cultura, a nossa arte, na promoção contínuo do seu desenvolvimento na direcção correcta.

Enquanto o artigo 13º da Constituição da federação russa falar sobre «pluralismo ideológico» (isto é, sobre a ausência de uma ideologia estatal), nada certo relacionado com a censura funcionará, porque não existem «limites» ideológicos na qual seja possível «inserir», «avaliar» e discutir esta ou aquela obra de arte. 

Mas! Penso em criar um órgão especial (comissão ou comité) semelhante em princípios e estrutura ao que existia na União Soviética... Encontrar pessoas que trabalhem por um salário e, ao mesmo tempo, «não por medo, mas por consciência» e de forma profissional.

Graças a Deus, ainda existem figuras normais da cultura e da arte no país: editores, críticos, actores, realizadores, argumentistas e dramaturgos...

Deveria haver lá representantes das lei e ordem, professores, psicólogos infantis e representantes das confissões religiosas oficiais.

Estou convencido que a arte e a cultura, agora durante a [operação militar especial, o termo russo permitido pela, de facto, a censura para designar a guerra russa contra Ucrânia] SVO, são também uma vanguarda, são o nosso «soft power»! O nosso «produto final» também exige o controlo Estatal.

Mas enquanto houver um artigo nos «Fundamentos da legislação da federação russa sobre a cultura» onde esteja escrito à preto-no-branco que «O Estado não tem o direito de interferir na criatividade...», nenhum funcionário público excederá voluntariamente os seus poderes nesta área.

[...] criar uma comissão ou comité, que irá operar em todo o lugar, onde existam instituições de cultura e da arte, dando as instruções claras — o que é permitido e o que não é.

Basta ter medo de alguma coisa — «ah, vamos violar ali qualquer coisa!», «ah, vamos magoar alguém!», «ah, os inocentes vão sofrer!»...

BASTA! Já nós perdemos três ou quatro gerações dos nossos filhos.

CHEGA. ESTÁ NA HORA DE ACABAR COM ISSO!»

Blogueiro 

A censura na União Soviética existiu praticamente desde a chegada dos bolcheviques ao poder e até junho de 1990, quando, em resultado das mudanças impostas pela Perestroika, foi abolido, da Constituição soviética de 1977 o artigo 6º, que definia o partido comunista PCUS como «a força orientadora e guia da sociedade soviética, o núcleo do seu sistema político».

A crítica soviética da censura soviética, revista satírica «Crocodilo», 1962, era Khruschev.
A palavra «amor» é censurada e substituida pelas: «amizade», «respeito», «simpatia» 

A censura soviética abrandou consideravelmente no período entre 1955 à 1964, na época do «degelo» de Khruschev, quando vários escritores, expulsos, presos e até executados, foram readmitidos à oficiosa União dos Escritores soviéticos. Algumas das obras, de alguns destes escritores foram publicados oficialmente.

As bandas e cantores ocidentais proibidos de serem tocados nas discotecas soviéticas.
Adenda à uma carta de 10 de janeiro de 1985.

No resto do tempo a censura estatal prévia garantia que nenhuma obra literária, filme, peça do teatro, música (em forma de discos LP, mais tarde K7 e até VHS) ou outra produção artística, poderiam vir ao público sem antes serem aprovadas de acordo com a ideologia comunista vigente.

Até a mencionar a existência da própria censura era proibido e censurado na URSS!

Em 1976 a Direção-Geral da Defesa dos Segredos Estatais (Glavlit) publicou «A lista de dados proibidos à serem publicados na imprensa, na rádio e na televisão». O documento secreto de 176 páginas, que decidia o que podiam e o que não podiam saber os cidadãos, foi preparado pelo Conselho dos Ministros da URSS em colaboração com KGB. Entre várias informações proibidas de publicar, eram as informações «sobre os órgãos do Glavlit da URSS, revelando o caráter, organização e métodos do seu funcionamento».

quarta-feira, junho 10, 2026

Coronel russo responsável da guerra na Ucrânia é liquidado em Moscovo

Em Moscovo foi liquidado Damir Davydov, o chefe da Direção Principal de Mísseis e Artilharia (GRAU) do Ministério da Defesa russo. O ocupante russo constava na base de dados do site Mirotvorets, responsável direto da agressão russa contra Ucrânia.


A informação foi divulgada e confirmada por vários TG canais russos e ucranianos, assim como pelo conselheiro do Ministro da Defesa ucraniano, Serhiy Sternenko. Segundo o jornal russo Kommersant foi usado um engenho explosivo, colocado debaixo de um BMW x3, que tinha uma potência  equivalente a 500 gramas de TNT.

 

Segundo as fontes ucranianas, Davydov tinha 57 anos e cresceu na cidade fechada de Penza-19 (Zarechny). O seu pai, Rafail Davydov, trabalhava na fabricação de mísseis nucleares soviéticos. Já o TG canal russo Shot, próximo das forças russas de repressão, informou que Davydov tinha 62 anos.

Local: 55.82759697567, 37.94286817516 

É de notar que o microdistrito moscovita «Aviadores» é habitado exclusivamente pelos militares russos, no ativo e reformados/aposentados. Construído no território do aeródromo militar desativado, os apartamentos no local não se destinam à venda, mas à distribuição aos militares e funcionários do MinDefesa russo. 

Os mísseis ucranianos FP-5 «Flamingo» foram utilizados para destruir completamente a fábrica militar VNIIR-Progress em Cheboksary, que produz componentes para drones e mísseis. Após o primeiro ataque com os drones, cerca de duas semanas atrás, desta vez os mísseis foram enviados exatamente para onde eram mais necessários. 

Vista frontal à fábrica VNIIR-Progress em Cheboksary

O momento do voo do míssil ucraniano FP-5 Flamingo


Os FP-5 “Flamingo” visitou também a refinaria em Samara: 


A refinaria Kuybishev em Samara

Nos arredores da cidade russa de Novorossiysk, na região de Krasnodar, foi novamente atacada a localidade de Grushovaya Balka, local, onde se situa um dos maiores depósitos de transbordo de petróleo do Cáucaso, parte do complexo industrial «Sheskharis» (AT Chornomortransneft). 


Local: 44°45'01.23"N 37°52'25.65"E

domingo, junho 07, 2026

Ucrânia atinge os alvos petrolíferos e pontes da Crimeia ocupada

Na noite de 8 de junho os drones ucranianos atingiram, com sucesso, o depósito/base de petróleo de Semikolodezyanskaya, situado na aldeia de Lenino, na Crimeia ocupada. Os mísseis ucranianos também atingiram a ponte de Chongar, a ligação rodoviária entre Ucrânia continental e a Crimeia.



A ponte de Chongar atingida pelos mísseis ucranianos

O local da base petrolífera de Semikolodezyanskaya: 46.05505 34.79948

A base foi atacada pela unidade de SSO-SOU, que além de Semikolodezyanskaya, também atingiu o terminal petrolífero marítimo de Feodosia, também na Crimeia ocupada.

As autoridades ilegítimas da ocupação russa da Crimeia precisam de fazer as malas, enquanto ainda é possível sair da península por rede ferroviária/ferrovia e pontes, porque já começaram a aparecer alguns buracos por lá. 

A fábrica/base petrolífera de Ust-Labinsk, continua a arder pelo segundo dia consecutivo, após a imposição das sanções ucranianas. Os russos devem estão muito satisfeitos com o decorrer da «operação militar especial», a chamada SVO do putin.

A fábrica/base petrolífera de Ust-Labinsk

Nos territórios ucranianos temporariamente ocupados, as restrições à circulação de veículos impostas pelas autoridades ilegítimas estão em vigor há vários dias, mas, como podemos ver, os condutores continuam a tentar a sua sorte, e o resultado está à vista no vídeo. Aqui, o drone de ataque atingiu em cheio o local do condutor; as hipóteses de sobreviver a um ataque destes são menos que mínimas...

Fontes: Exile_plus;

A fuga dos pilotos soviéticos para lá da Cortina de Ferro

Piloto Roman Svistunov em 1987

Aos 27 de maio de 1987, na auge de Perestroika, o piloto reformado/aposentado, ucraniano Roman Svistunov, desertou da Letónia soviética para a Suécia, a bordo de um avião agrícola, o An-2P.

Um An-2 típico

Roman Svistunov (nascido em 1963), chamado na imprensa sueca de Svistonov, de acordo com as regras gramaticais suecas, tinha na altura 24 anos. Vivia em Mykolaiv na Ucrânia. Era casado e tinha uma filha e um filho, mas já não vivia com a família. Tinha patente militar de tenente, mas foi dispensado do exército soviético e transferido para a reserva, após disso, ingressou na aviação civil, onde trabalhou como piloto de aviões agrícolas. 

Como Svistunov relatou mais tarde, depois de ter sido dispensado e transferido para a reserva, sentiu injustiçado, começando odiar o regime soviético. A sua mãe, que não gostava do regime soviético, também o pode ter influenciado. Assim, já por volta de 1984, Roman decidiu fugir para Ocidente. 

Algumas semanas antes da sua fuga, ele visitou um ex-colega na Letónia, que também era piloto. É possível que, durante este período, Svistunov, fazendo-se passar por mecânico, tenha conseguido fazer amizade com o pessoal do aeródromo. 

A Fuga 

Na noite de 26 para 27 de maio, Roman Svistunov e o seu amigo, guarda do aeródromo do kolkhoze letão de «Druva», estavam a beber. Quando o guarda ficou embriagado, Roman, sob o pretexto de realizar a manutenção da aeronave, entrou, no aeródromo, guardado por uma cerca semi-caída, onde embarcou num An-2R agrícola desocupado, aparelho número 70501, e ligou o motor. Ao ouvir o barulho, o guarda correu para o exterior, sacou a sua espingarda mas não chegou à disparar. Às 5h10 o voo 70501 descolou em direção ao Mar Báltico.

A distância entre a costa da Letónia e a ilha de Gotland

Svistunov não foi o primeiro a pensar em fugir da URSS para a Suécia num avião agrícola: exactamente quatro anos antes, a 27 de Maio de 1983, o piloto letão Voldemārs «Valdis» Vanags, de Riga, comandante de voo, também usou um An-2 na fuga para Gotland. As autoridades suecas devolveram a aeronave à URSS, mas o piloto recebeu asilo político. No entanto, ficou na Suécia por cerca de um ano e depois voltou à União Soviética em junho de 1984, onde foi preso, cumprindo algum tempo ora na cadeia, ora no hospital psiquátrico de Riga (conhecido popularmente como «hospital na rua Tvaika»), isso é, apesar de promessa de perdão, dada pelas autoridades soviéticas.

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Para evitar tentativas de fuga semelhantes, o Ministério da Aviação Civil emitiu uma instrução de obrigatoriedade de reduzir o nível de combustível das aeronaves durante as operações aéreas. Além disso, a mesma instrução imponha o desligamento da bateria, para impedir o funcionamento do motor. No entanto, Svistunov sabia tudo disso e percebeu que o avião estava com pouco combustível, mas isso não o demoveu. 

O seu voo sobre o Mar Báltico durou mais de duas horas, durante as quais o avião percorreu aproximadamente 350 km. Junto à ilha de Österngarnsholm, o motor do avião começou a falhar, devido à falta de combustível e, de seguida, parou completamente, levando o piloto a decidir amerissar. 

Anteriormente, a força aérea sueca tinha detetado no radar uma pequena aeronave a voar em baixa altitude em direção à Suécia. Dois caças F-17 Kallinge foram enviados do aeródromo de Ronneby para a intercetar. No entanto, quando as aeronaves militares chegaram, o An-2 já tinha caído na água a aproximadamente 100 metros da costa leste da ilha sueca de Gotland, perto da aldeia de Östergarn, e logo afundou a uma profundidade de 4 metros. 

O piloto conseguiu sair da cabine de pilotagem e nadou o resto do percurso. De seguida, achou uma casa na costa, onde levou a roupa seca. Foi ali detido por Lars Flemström, um piloto de helicóptero que chegou depois de pescadores terem reportado a queda do avião perto da costa. Roman foi levado de helicóptero para a esquadra de Visby para interrogatório, onde solicitou asilo político. 

Em depoimento à polícia, Roman Svistunov disse que planeava fugir da URSS há muito tempo, mas inicialmente recusou-se a explicar os seus motivos. Disse ainda que deixou para trás a mulher, Marina, e filhos: Kristina, de três anos, e Denis, de oito meses. Nas entrevistas posteriores Roman contou que a sua família tinha conhecimento dos seus planos de fuga, mas não alinhou, achando demasiadamente arriscado. A polícia sueca informou ainda que Svistunov se queixou de dores no peito, mas que, de resto, estava bem de saúde. 

Primeira publicação soviética sobre o caso: «No dia 27 de maio um
avião An-2 do Aeroflot foi levado à Suécia. Essa ação criminosa...»

Quando a notícia da fuga se espalhou pela URSS, a 28 de maio, Roman Svistunov foi acusado de sequestrar o avião, e a Suécia foi presssionada pelo regime soviético para devolver o piloto e a aeronave. Nesse mesmo dia (28 de maio), a agência soviética TASS publicou informações sobre as acusações contra o piloto, exigindo a sua extradição para a União Soviética. Contudo, no momento da publicação, a embaixada sueca já havia encerrado o expediente, pelo que não houve resposta imediata. Um funcionário da embaixada soviética e um representante do Ministério da Aviação Civil da URSS (proprietário da aeronave) também se deslocaram a Visby para se encontrarem com o fugitivo, mas este recusou terminantemente a oferta. 

Artigo no jornal soviético «Izvestia» sobre o caso Svistunov

Ao mesmo tempo, a propaganda soviética começou a denegrir Svistunov, alegando que, após se ter dispensado da aviação, vivia de rendimentos ilícitos e estava envolvido no chamado «mercado paralelo». No entanto, quando a Suécia questionou os soviéticos sobre o motivo da demissão de Roman da aviação, não foi dada qualquer resposta adequada. 

A Suécia não extraditou Roman Svistunov, mas um tribunal sueco condenou-o a dois anos de prisão suspensa; no dia 4 de setembro, recebeu uma autorização de residência. Roman trabalhou durante dois anos na pizzaria-restaurante Söderports, seguidos de mais um ano noutra pizzaria. Em 1990, deixou Gotland para trabalhar como chef noutros países europeus. Em 1992, Svistunov regressou à Suécia, mas não sozinho, mas sim com a sua família ucraniana de Mykolaiv (a sua mulher e os filhos). 

Alguns anos mais tarde, o An-2 foi içado e entregue a Gotland, onde uma equipa composta por Nils-Åke Stenström, Thor Carlsson e Lars Boström passou dois anos a restaurá-lo. 

An-2P do Svistunov após ser retirado do Mar Máltico

A 28 de maio de 2016, para assinalar o 29º aniversário da fuga, foi inaugurada uma exposição dedicada à história soviética no Museu da Defesa de Gotland, em Visby, tendo o voo número 70501 como uma das principais peças expostas. 

Roman Svistunov em 2016

Um dos convidados da cerimónia de abertura, surpreendentemente, foi o próprio Roman Svistunov, que se destacou da multidão e abraçou Stenström, um dos homens que restaurou a aeronave sequestrada. Quando perguntaram ao ex-sequestrador se alguma vez tinha considerado a possibilidade de uma exposição como aquela enquanto pilotava um pequeno avião sobre o mar, Roman respondeu: «Não estava a pensar em nada. Só queria sobreviver».

A fuga do mecânico Yevgeny Vronsky 

O 1º tenente Yevgeny Vronsky após receber os cuidados médicos na RFA

A 27 de maio de 1973, o mecânico soviético Yevgeny Vronsky realizou, com sucesso, a sua ideia de desertar para o Ocidente ao bordo de um bombardeiro Su-7BM. O seu plano era simples: levantar voo do aeródromo Großenhain, na RDA e voar para Alemanha Ocidental.

Su-7BM com número «52» usado pelo Vronsky

Para contornar o seu problema maior, de não ser um piloto, o 1º tenente Vronsky conseguiu fazer amizade com um instrutor que ensinava pilotos em simuladores especiais e pôde praticar nas horas vagas. Após a sua fuga descobriu-se que Yevgeny, de apenas 23 anos, praticava mais tempo no simulador do que os pilotos soviéticos dos Su-7BM, dominando facilmente as habilidades básicas de pilotagem. É certo que só aprendeu a descolar e a controlar uma aeronave no ar; não sabia como aterrar. Contudo, este aspecto crucial da pilotagem não influenciou a sua decisão de voar para Ocidente. 


Jornal alemão «Braunschweiger Zeitung» com a notícia da queda
do avião soviético no seu capa

Uma vez levantando o voo, Vronsky, subiu a uma altitude de 500 metros e voou a baixa velocidade em direção à Alemanha Ocidental. Ignorou as instruções e não recolheu o trem de aterragem, temendo que a aeronave perdesse o equilíbrio. 

Local da queda do Su-7BM do Vronsky

O comando da Força Aérea Soviética emitiu uma ordem imediata para interceptar o fugitivo, enviando para o tal 32 (!) caças intercetores. No entanto, Vronsky nunca foi detetado, provavelmente devido à sua baixa altitude de voo. Após atravessar a fronteira, piloto simplesmente se ejetou. Aterrou quase ao lado do avião acidentado. Os habitantes locais ofereceram-lhe ajuda.

Os restos do aparelho do Yevgeny Vronsky.
Foto: Rust / ullstein bild / Getty Images

A União Soviética exigiu a sua deportação forçada, o pedido que foi negado. O piloto não fez declarações políticas. Em entrevistas à imprensa, afirmou simplesmente que tinha planeado a sua fuga com antecedência, até aos mais pequenos detalhes. O seu destino posterior é desconhecido.

Fonte 1Fonte 2