domingo, abril 26, 2026

A família Khodemchuk: vidas ceifadas pelo Chornobyl e pela rússia

Valery Khodemchuk. Foto: divulgação
Valery Khodemchuk foi a primeira vítima do acidente nuclear de Chornobyl. Nascido em 24 de março de 1951, começou a trabalhar na estação/usina nuclear em 1973. Na noite de 26 de abril de 1986 estava na sala de máquinas durante a explosão do reator. O seu corpo nunca foi encontrado.

Ele era operador de caldeira, operador sênior de caldeira do departamento de comunicações térmicas e subterrâneas, operador do grupo 6 e operador sênior do grupo 7 da bomba de circulação principal da unidade de energia. Na noite de 26 de abril de 1986, estava na sala de máquinas durante a explosão do reator. Após a explosão foi soterrado por destroços e seu corpo nunca foi encontrado. Tinha 35 anos na época de morte.

Natalia Khodymchuk. Foto: Facebook

Em 14 de novembro de 2025, um drone russo-iraniano Shahed-136, atingiu um prédio residencial em Kyiv, na rua Balzac, onde morava Nataliya Khodymchuk, viúva de Valery Khodemchuk. Ela sofreu ferimentos graves, incluindo queimaduras significativas, superiores aos 45% do corpo e foi hospitalizada. No dia seguinte, Nataliya Khodymchuk faleceu no hospital em decorrência dos ferimentos. Tinha 73 anos de idade.

Prédio na rua Balzac em Kyiv, atingido pelo drone russo em 14 de novembro de 2025.
Foto: Thomas Peter / Reuters / Scanpix / LETA

Devido a um erro do funcionário responsável pela emissão dos ID, os passaportes internos ucranianos, os apelidos/sobrenomes de Natalya e Valery diferiam por uma letra: ele é Khodemchuk, ela é Khodymchuk.

Natalya levava uma vida ativa e era muito sociável – por exemplo, reunia em sua casa mulheres que tricotavam meias e cintos de lã para os militares ucranianos. O novo lote foi entregue justamente na véspera do ataque russo. Naquele dia, ela queria visitar a sua casa do campo, mas mudou de ideia.

Nataliya conheceu Valery em Pripyat. Ele trabalhava em Chornobyl, ela – numa cantina local. Casaram-se e, em 1975, receberam um apartamento espaçoso onde criaram dois filhos. Natalya recordou o último encontro deles: Valery estava se preparando para o turno da noite, eu assistia na TV um filme sobre casamento arranjado. O abracei e perguntei se ele havia se casado comigo por amor. Ele sorriu e respondeu: «Claro que sim, por amor!»

Foto: Ilya Prokopenko

A famosa artista ucraniana, a pintora naive Maria Prymachenko, era a tia de Valery. Ela lhe dedicou um quadro de um pássaro azul com as asas abertas, como se tentasse cobrir o seu sobrinho falecido. A pintura traz a seguinte legenda: «Este pássaro está voando, procurando seu homem. Ele não está em lugar nenhum. Seu corpo foi espalhado por toda a Ucrânia».

A junta maliana aliada do Kremlin sofre uma derrota grave no Mali

As forças tuaregues, juntamente com os militantes do JNIM, lançaram operações ofensivas em larga escala contra as autoridades do Mali e mercenários russos da «Afrika Korps» (ex-Wagner). Foi abatido um helicóptero russo e eliminado o Ministro da Defesa maliano.

 
Abate do heli e a morte dos ocupantes é confirmada
pelos blogueiros militares russos, afiliados ao MinDefesa

O helicóptero russo que transportava mercenários da «Afrika Korps» (ex-Wagner) foi abatido no Mali. Tripulação e mercenários morreram. Os rebeldes tuaregues também eliminaram o ministro da Defesa maliano, amigo da rússia, Sadio Camara, e recapturaram um território significativo ao governo pró-russo. Os mercenários russos do «Afrika Korps» (ex-Wagner), enviados para apoiar o governo maliano, fugiram, em várias localidades, praticamente sem oferecer a resistência.

Fontes: TG @kazansky2017; ButusovPlus; Exilenova_plus

Bónus

As forças ucranianas atingiram, com sucesso, a fábrica de processamento petrolífero de Iaroslavl (IANOS):




O dia em que a URSS abateu um Boeing sul-coreano sobre a Carélia

Em 20 de abril de 1978 o Boeing 707 sul-coreano, voo KAL 902, que voava de Paris para Seul com 97 passageiros e 13 tripulantes à bordo foi abatido pelas defesa anti-aérea soviética sobre a região da Carélia. Apenas o sangue frio e uma ótima preparação militar do piloto sul-coreano permitiram evitar a tragédia maior.

O piloto Kim Chang-Kyu, de 45 anos, coronel reformado/aposentado da Força Aérea e veterano da Guerra da Coreia, tentava escapar da floresta e pousar o avião no gelo do Lago Korpiyarvi, na Carélia, com um pedaço de três metros de comprimento da asa esquerda arrancado e um buraco na fuselagem. Ele conseguiu chegar a uma ilha para evitar que o avião caísse no gelo e pousasse de nariz. Das 110 pessoas a bordo, 108 sobreviveram (2 pessoas morreram e 13 foram feridas pelos estilhaços do míssil soviético).

Dano de fuselagem, causado pelo míssil soviético R-8

O voo 902 da Korean Air Lines (KAL-902) decolou do Aeroporto de Orly em 20 de abril de 1978, com 30 minutos de atraso. A rota Paris-Seul foi planeada para contornar o território soviético pelo Mar da Noruega e pelo Polo Norte, com uma paragem/parada para reabastecimento em Anchorage, no Alasca, e uma aterragem final em Tóquio. Enquanto sobrevoava a Groenlândia, o Boeing repentinamente virou bruscamente para o sul. As defesas aéreas soviéticas, ainda sobre águas neutras, detectaram um alvo desconhecido se aproximando ao território soviético.

Um caça-bombardeiro Su-15TM, pilotado por Alexander Bosov, do 431º Regimento de Aviação de Caça, decolou do aeródromo militar de Afrikanda, nos arredores de Murmansk. Na época, a Ordem nº 0040 do Ministro da Defesa e as instruções do serviço de caças de combate da Defesa Aérea Soviética estavam em vigor, estipulando que aeronaves de transporte militar e de passageiros que violassem o espaço aéreo soviético não deveriam ser alvejadas, mas sim forçadas a pousar ou serem expulsas. O piloto Bosov aproximou-se o máximo que pode, fazendo a sinalização com as asas e nariz do seu Su. O piloto soviético não usou a rádio, pois o seu aparelho não possuia as frequências usadas na aviação comercial ocidental. O comando militar soviético, no espírito da Guerra Fria fez-se à acreditar que o avião sul-coreano estivesse sobrevoando território soviético no intuíto de espiar os exercícios militares que estavam em andamento em Murmansk.

Su-15TM soviético, semelhante ao pilotado pelo Bosov

O piloto Bosov recebia ordens contraditórias, em que o comando do exército exigia o abate do aparelho, enquanto os comandantes de corpo argumentavam que abate seria contra as normas. O piloto não sabia a quem dar ouvidos; estava simplesmente farto da constante enxurrada de ordens para abatê-los e depois para não abatê-los. Em algum momento piloto gritou: «Digam-me o que fazer, por favor». Bosov voou ao lado do Boeing e não tinha mais dúvidas de que se tratava de um avião de passageiros. As pessoas sentadas na cabine da direita acenavam alegremente e tiravam fotos.

Dentro de seis minutos, o Boeing entraria no espaço aéreo da Finlândia, o que significava que o comandante do 21º Corpo, Tsarkov, o comandante do exército, Dmitriev, e o General Ozersky poderiam ser acusados de «deixar escapar o inimigo». Assim o Major-General Vladimir Tsarkov ordenou ao piloto Bosov que abatesse o alvo. 

O míssil R-8, guiado por calor explodiu perto do motor do Boeing, estilhaços arrancaram um pedaço de três metros de comprimento aquém do motor, quebrando uma janela e abrindo buracos na fuselagem. Permanece um mistério o motivo pelo qual o míssil não atingiu o motor e não destruiu o Boeing. O avião continuou voando, mas a despressurização da cabine ameaçou a vida dos passageiros.

O interior do Boeing após a sua aterragem. Foto do arquivo do Valeriy Volynets

A uma altitude de 9.500 metros, o comandante da aeronave iniciou um mergulho de 45 graus. Os passageiros pensaram que estavam caindo, gritando e rezando, mas a um quilómetro de altitude, o piloto estabeleceu/equalizou a pressão e anunciou que iria pousar. A menos de um quilómetro de altitude, com um pedaço da asa faltando e um buraco na lateral, Kim Chang-Kyu procurou um local para pousar em um terreno completamente desconhecido. No feixe de luz dos faróis, o piloto viu/avistou um comboio/trem e, descendo ainda mais, viu uma floresta e, além dela, uma ilha cercada de branco. Ele percebeu que era um lago e decidiu pousar. Temendo que houvesse placas de gelo, pousou com rodas/trem de pouso semiaberto, como se estivesse esquiando.

Tendo se aproximado da ilha, o avião já estava voando às cegas devido à neve e, usando os instrumentos de navegação, parecia estar com o nariz apontado para a ilha. Começou a incrível manobra do piloto sul-coreano que pilotou um caça numa guerra aérea real. Ele pousou o avião com precisão, baixando o nariz na margem, de modo que apenas rodas/trem de pouso atravessaram o gelo. Por cerca de duas horas, os passageiros esperaram por ajuda no lago congelado, enquanto caças soviéticas continuavam a procurá-los no ar.

Enquanto os passageiros permaneciam sentados no gelo e depois seguiam para Poduzhemye, o exército soviético forneceu camas de campanha, cobertores e os próprios soldados, esvaziaram o auditório do Clube de Oficiais local. O Clube dos Oficiais pareceu, às autoriudades soviéticas, o melhor e único local minimalmente digno para alojar os estrangeiros. Ao se encontrarem no antigo auditório, os coreanos, japoneses, alemães e franceses olharam com uma expressão de incredibilidade para as fileiras de camas de ferro, colchões listrados e lençóis com estampas cinza. Mas, devido ao frio, finalmente levaram/pegaram os cobertores militares e começaram a se enrolar. Os «hóspedes» locais chegaram a encontrar até o papel higiênico para os passageiros, já que não podiam lhes dar o jornal «Pravda» recortado, bastante usado na URSS na época. 

O KGB começou a investigar as circunstâncias da «violação da fronteira» pelo Boeing. O navegador testemunhou durante os interrogatórios que o avião saiu da rota porque seu equipamento de navegação falhou sobre o polo magnético da Terra. O piloto automático estava recebendo dados incorretos, causando uma curva para o sul. Afinal, para onde quer que vire a partir do Polo Norte, sempre estará virando ao sul. Devido a um erro do sistema, o seu «sul» indicava o norte soviético. Os agentes de KGB ficaram incrédulos e, após inspecionarem a aeronave, suas suspeitas foram «confirmadas».

No cabine de comandante, o KGB encontrou um rádio de emergência de reserva, as pistolas dos pilotos e uma revista «Newsweek» com um tanque na capa. Tudo isso, de acordo com a KGB, demonstrava «irrefutavelmente» a disposição da tripulação em arriscar a vida dos passageiros para obter segredos militares soviéticos. A versão final foi a seguinte: uma aeronave de reconhecimento, disfarçada de avião comercial civil com cem passageiros a bordo, violou o espaço aéreo soviético com intenções claramente hostis, mas foi forçada a pousar pacificamente no gelo de abril usando um caça Su-15 e um míssil ar-ar. Isso justificou a ordem do comando de aviação para abater a aeronave civil. Os chekistas também ficaram satisfeitos com isso: eles consideraram que «frustraram» um «ato de espionagem». Enquanto isso, o piloto sul-coreano reescreveu as suas notas explicativas por cinco vezes; primeiro, o departamento político as confiscou e, em seguida, o obrigou a reescrevê-las novamente.

Nenhuma aeronave de reconhecimento se comportaria dessa maneira a menos que fosse suicida, especialmente com passageiros a bordo. O Boeing não carregava nenhum equipamento de reconhecimento. Os operativos do KGB vascularam Boeing minuciosamente, mas não encontraram nada além de perfumes e conhaque francês. Esse tipo de aeronave tinha um defeito no seu sistema de navegação. Todas as aeronaves e aeródromos operam um canal internacional de radiogoniometria, que transmite um sinal de SOS em caso de emergência. O «Mayday» nas comunicações por radiotelefonia, e o Boeing enviou esse sinal quando percebeu que havia se desviado da rota oficial.

Os militares soviéticos acabaram por desmontar o interior do Boeing sul-coreano, carregando tudo o que for possível arrancar: principalmente a loiça, refrscos, sumos e bebidas alcoólicas, objetos da loja duty-free. Aparentemente, a bagagem de passageiros ficou salva do saque. Os soviéticos roubaram «apenas» uma câmera de vídeo, que nunca mais foi encontrada.

Em 30 de abril de 1978, os pilotos foram libertados. O jornal «Pravda» escreveu que eles «se arrependeram» e foram perdoados pela liderança soviética. O «New York Times» citou os próprios pilotos dizendo que não se arrependeram de nada, não pediram nenhum perdão e continuaram a afirmar que não fizeram nada de mal e que apenas o sistema de navegação havia falhado.

Logo após o incidente com o Boeing, piloto Alexander Bosov foi transferido para o Extremo Oriente soviético, um procedimento padrão, que, em teoria, deveria garantir ficaria de boca calada e que não falasse «em demasia» sobre aquilo que tinha acontecido. Em setembro de 1983, um outro Boeing coreano se desviou da rota sobre Kamchatka e entrou no espaço aéreo soviético. Ele também estava a caminho de Seul via Anchorage, desta vez vindo de Nova York. Caças de bases aéreas no Extremo Oriente foram acionados para interceptá-lo. Entre os pilotos prontos para receber a ordem de destruir o Boeing estava, então, o capitão Bosov. Ele deveria dar apoio ao piloto líder. Mas o piloto líder conseguiu abater o Boeing primeiro.

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Dessa feita, o Boeing-747 sul-coreano, voo KAL007, que seguia de Nova Iorque ao Seul caiu sobre o Mar de Okhotsk, ao sudoeste da Ilha de Sacalina, todas as 269 pessoas ao bordo (23 tripulantes e 246 passageiros), morreram...

sábado, abril 25, 2026

Um grupo de mercenários quenianos foi liquidado na Ucrânia

Mercenários africanos são apenas meros consumíveis descartáveis, na ótica do comando militar russo: um grupo de cidadãos quenianos foi eliminado em combate na Ucrânia. Tropas russas lançaram novamente um ataque suicida, usando os mercenários estrangeiros — desta vez um grupo de quenianos.  

Entre os mercenários eliminados pelas FAU estava o cidadão queniano Nyambura Eric Mwangi, nascido em 2003. Juntamente com outros três compatriotas — Wanjiro Joseph Kamau, Karithi Joel Ngure e Kibet Ronaldo Kipkurui — ele chegou a cidade russa de Iaroslavl entre 23 e 24 de outubro de 2025.

Carta ao chefe do posto do FSB no aeroporto de Domodedovo em Moscovo,
informando os nomes dos quatro quenianos que passarão de Moscovo rumo ao Iaroslavl,
para celebrar o contrato do serviço militar no exército russo, 24.X.2025

Sensivelmente no mesmo período, chegaram ao Iaroslavl outros dois quenianos, que mais tarde foram liquidados pelo exército ucraniano — Ombwori Denis Bagaku e Wahome Simon Gitittu, tal como o GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia informou em 6 de fevereiro corrente.

Em Iaroslavl, todos estes mercenários africanos assinaram os contratos com MinDefesa russo e foram enviados para um centro de treino/amento, onde foram treinados por apenas uma semana e meia. Depois disso, Mwangi foi promovido ao operador de rádio e enviado para a frente de batalha.

No entanto, Mwangi não chegou à servir na sua especialidade — foi mandado para uma unidade de assalto. No início do ano, ele participou de operações de assalto na área do assentamento de Borova, na região de Kharkiv. Morreu atingido por um morteiro ucraniano, enquanto ainda tentava se aproximar a linha da frente.

Apesar dos acordos firmados pelo Kremlin com países africanos para interromper o recrutamento de seus cidadãos, esse processo não parou e até continua acelerado — recentemente Ucrânia consegui obter os dados pessoais de 2.965 cidadãos de países africanos que assinaram contrato com as forças armadas russas.

Neste momento os «top 10» dos dez países africanos, que fornecem o maior número de mercenários é composto por: Quênia, Egito, Camarões, Gana, Nigéria, Uganda, Argélia, Mali, Sudão do Sul e República da África do Sul. Até agosto de 2025, a morte de pelo menos 316 mercenários africanos já havia sido confirmada. As perdas reais são bastante maiores.

O Ministério da Defesa da Ucrânia alerta os cidadãos estrangeiros contra o perigo das viagens à federação russa e aceitação do qualquer tipo de trabalho/emprego no território daquele estado agressor. Uma viagem à rússia é uma chance real de se transformar em um «homem-bomba» e, simplesmente apodrecer em solo ucraniano.

Francis, o homem-bomba aos serviço dos russos com o destino desconhecido...

Enquanto isso, na Índia, as famílias daqueles que foram enganadas com as promessas falsas e viajaram para a rússia para participar, de fato, na guerra neocolonial russa, entraramcom uma ação coletiva no Tribunal Supremo / Suprema Corte.

Vinte e seis famílias, cujos filhos e maridos foram para a rússia em busca de emprego, mas foram enganados e forçados a participar da guerra russa contra Ucrânia, uniram-se e, por meio do Tribunal, estão tentando obter respostas sobre o destino de seus entes queridos. As famílias estão tentando descobrir a situação atual dessas pessoas, ao mínimo saber se os seus familiares estão vivos ou mortos. As famílias não sabem nada sobre seus parentes, já que ligações telefônicas são proibidas aos indianos dentro do exército russo. Por esse motivo, as famílias exigem que o embaixador indiano na rússia forneça informações atualizadas sobre toda a situação.

Até hoje um total de 26 famílias aderiram ao processo, porém, segundo os advogados, eles tem o conhecimento de mais de 100 casos semelhantes. 

O problema aqui, está na total incompreensão dos indianos sobre o que estavam enfrentando diante do regime russo. Os recrutadores do Ministério da Defesa da rússia sabiam perfeitamente para onde estes indianos seriam enviados. Os mercenários indianos foram recrutados para que, após um treino curtíssimo, pudessem ser enviados às unidades de assalto, sem se importar se sobreviveriam ou não. Agora que desapareceram, seus comandantes russos lavam as mãos e não se importam com o destino dos estrangeiros. 

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sexta-feira, abril 24, 2026

Integração ucraniana de An-28 e drones interceptores FPV

Os drones FPV ucranianos «P1-Sun» e/ou «Merops AS» são instalados sob a asa da aeronave Antonov An-28. No 5º ano da guerra russa de grande escala contra Ucrânia, as forças ucranianas criam (unidade AeroTeam) novos meios e modelos inovadores para vencer os ocupantes russos.

Esta tática aumentou significativamente a eficácia no combate aos drones russos de ataque e reconhecimento: a tripulação do An-28 consegue detetar alvos rapidamente e destruí-los a curta distância. 

A primeira utilização em combate do An-28 nesta função foi registada em março de 2026, na região de Zaporízhia. Posteriormente, aeronaves deste tipo foram também utilizadas para repelir ataques aéreos russos nas regiões de Odesa e Mykolaiv.

Video: TG canal Exilenova plus

Ucrânia liberta 193 POW

Ucrânia conduziu uma nova troca dos POW, sob a fórmula de 193 x 193. Foram libertados os soldados e oficiais das Forças Armadas da Ucrânia, da Guarda Nacional da Ucrânia, do Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras da Ucrânia, da Polícia Nacional da Ucrânia e do Serviço Estatal de Transporte Especial, escreve a Novynarnia. 

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O Quartel-General de Coordenação para o Tratamento de Prisioneiros de Guerra acrescentou que a particularidade da actual troca é que foi possível libertar das masmorras russas os jovens nascidos na década de 2000, bem como defensores feridos. A maioria dos ucranianos libertados estava detida ilegalmente nas masmorras semi-clandestinas na Chechénia. O líder daquela região, Ramzan Kadyrov, ameaçava constantemente de usar os POW ucranianos como escudos humanos, tentando se esconder, dessa forma, de drones e mísseis ucranianos. Também foram fabricados os processos criminais contra alguns deles, o que constitui uma violação grave das Convenções de Genebra. 

O militar ucraniano mais novo tem 24 anos e foi capturado na direção de Donetsk em 2023. O defensor libertado mais velho tem 60 anos.

quinta-feira, abril 23, 2026

Cidade russa de Tuapse, em 2022 e em 2026 e os liberais russos

O porto e a base petrolífera da cidade russa de Tuapse continuam à arder. Vários dias o alvo estratégico da máquina de guerra russa está sendo alvejado por drones e mísseis ucranianos. Um pouco à semelhança dos bombardeamentos aliados da Alemanha nazi em 1942-45. 






Os moradores da cidade russa não estão nada contentes, situação que contrasta muito bastante com a sua atitude e o seu comportamento em março de 2022, quando mais de 100 automóveis locais formaram a coluna festiva para celebrar o início da agressão militar e guerra russa de larga escala contra Ucrânia: 





Os moradores de Tuapse celebram invasao e a guerra russa contra Ucrânia.
Março de 2022, imagens da TV regional russa Tuapse24

Os russos também costumam se indignar, nas diversas redes sociais proibidos no seu país (WhatsApp, Threads, Facebook) da reação dos ucranianos: «mas como podem estes ucranianos se alegrar da nossa desgraça russa»; «mas por que razão os ucranianos celebram o arder dos nossos alvos russos»? Por alguma razão estes mesmos russos «se esqueceram» como muito recentemente celebravam publicamente a guerra russa e a dor, as lágrimas e as perdas dos ucranianos, que diariamente são feridos e mortos devido aos bombardeamentos de drones e mísseis russos, dirigidos contra as cidades e a infraestrutura civil ucraniana. 

Os ucranianos costumam à responder assim:

A alma se alegra ao ver imagens como essas. A guerra está gradualmente retornando às suas origens. O terrorista [russo] certamente sentirá as consequências com mais dor. Há alguns anos, nem sequer imaginávamos que isso fosse possível. Mas é possível. 

Obrigada, Forças de Defesa [da Ucrânia]! 

A posição dos liberais russos anti-guerra, pró-paz e anti-putin 

Uma certa liberal russa, ecologista anti-putinista Natalia Novoseleva, que fugiu das alegadas perseguições na rússia, recebendo asilo na União Europeia, está mais que desolada, se dirigindo aos ucranianos, presentes nas redes sociais: «É isso que vocês têm, um tempero tão elegante para o terrorismo ecológico e industrial que a Ucrânia está praticando em território russo? Ou seja, não apenas atingir, não apenas cometer ecocídio, mas também para gozar/zombar ao mesmo tempo?»

Ou seja, a nossa Natalia está mais que indignada com atitude dos cidadãos e cidadãs ucranianos que sentem óbvio alívio, quando as FAU atingem alvos estratégicos russos, usados, ao máximo no esforço da guerra neocolonial russa contra Ucrânia. 

A Natália não se cala: «Ucrânia está atacando territórios russos [...] Puro terror. [...] Apesar de "Ucrânia ter o direito de fazer isso", como isso é visto na rússia e até mesmo entre os emigrantes russos? Eles [ucranianos] são vistos simplesmente como punidores. Não temos perspectivas de chegar a um acordo com vocês [ucranianos] sobre uma luta conjunta contra o regime [putinista russo]. 

Em resumo: Ucrânia é cada vez mais vista como PUNIDORA, executando punições coletivas em todo o território do agressor. [...] Ucrânia é vista não como uma aliada, mas sim como uma inimiga cínica daqueles que estão tentando lutar e se opor ao regime de Putin.» 

Blogueiro 

Ou seja, uma liberal russa, comodamente à residir na Europa, acusa as FAU de cometer «crimes ambientais» e diz que a emigração liberal russa não vê Ucrânia e os ucranianos como «aliados». As pessoas sentados nos seus sofás em Praga e Berlim, acusam os ucranianos de serem punidores dos russos, que apoiam o seu regime neofascista, quer pagando os impostos, quer servindo nas suas forças armadas/polícia/FSB/GRU, quer ativamente mostrando este mesmo apoio no espaço público. 

Será que alguém pode imaginar a resistência anti-nazi alemã, a reclamar dos bombardeamentos anglo-americanos das cidades alemãs em 1942-45? Aqueles bombardeamentos que também não eram amigos do meio-ambiente e que matavam os civis alemães «executando punições coletivas em todo o território do agressor»? 

Infelizmente, a morte do putin não mudará a rússia per si só. Apenas a derrota militar poderá mudar a mentalidade daquele país, apenas passando pela deputinização e derusificação profunda, a rússia, ou melhor, uma federação de povos, poderá se tornar um país seguro de conviver com os seus vizinhos.

quarta-feira, abril 22, 2026

Os POW estrangeiros do exército russo, capturados pelas FAU

Desde o início da invasão e da guerra russa de grande escala contra Ucrânia, ocorrida em 24.02.2022, centenas de cidadãos estrangeiros de 47 países renderam-se ou foram capturados pelas FAU. 

Os mercenários estrangeiros são um elemento básico da propaganda russa. Os porta-vozes das forças armadas russas contam regularmente sobre «milhares de mercenários britânicos» que morrem «num só dia», os russos ouvem as conversas «em polaco/polonês» nas rádios e as «forças especiais francesas» estão em todos os edifícios civis a destruir mísseis russos nas cidades ucranianas.

POW do Brasil: Pedro Enrique Antunes Pantoja (1992)

É uma técnica russa chamada de «espelhamento» — atribuir as próprias ações, intenções e crimes ao inimigo. A rússia começou a recrutar estrangeiros em 2022, a par do recrutamento de reclusos nas prisões russas . Inicialmente, este plano era realizado pelo Grupo «Wagner», uma fachada civil da secreta militar russa GRU. Após a decisão russa de assassinar Prigozhin e Dmitry «Wagner» Utkin (a real liderança militar da EMP «Wagner»), o recrutamento de prisioneiros e de estrangeiros passou ao controlo total do Ministério da Defesa russo. 

POW da Nigéria Kehinde Oluvagbemileke, capturado pela unidade russa das FAU, a RDK 

Dentro da própria rússia, o principal alvo passaram a ser os migrantes operários não qualificados da Ásia Central, a quem ora prometido dinheiro e cidadania russa, ora é oferecida a «escolha» entre a prisão, a deportação ou de assinatura de um contrato militar.

Fora do espaço ex-soviético, os principais alvos de recrutadores russos passaram a ser as regiões mais pobres nos países do chamado Sul Global. A rússia recruta descaradamente pessoas destes países que a sua propaganda retrata como países-amigos. O recrutamento tem sido exponencial. Em 2022, o número de estrangeiros no exército russo chegava às dezenas. Em 2023, o número de estrangeiros que assinaram contratos foi de, pelo menos, 3.808 (apenas aqueles cujos dados pessoais são conhecidos pela Ucrânia). Em 2024, a Rússia conseguiu recrutar 8.265 pessoas e, em 2025, 13.997. De acordo com os dados disponíveis, o plano para 2026 é de 18.500 cidadãos estrangeiros.

POW da Uganda, Richard Akantoran:

Os primeiros prisioneiros de guerra estrangeiros começaram a chegar à Ucrânia já no outono de 2023. Eram nepaleses recrutados com promessas de obtenção da cidadania russa e dos salários elevadíssimos. Em 2026, quase todas as semanas, entre as dezenas de militares russos que se rendiam, dois ou três eram cidadãos de países terceiros, cuja geografia está em constante expansão.

Ao contrário da rússia, Ucrânia cumpre a Convenção de Genebra. Apesar de, de facto, serem mercenários estrangeiros, todos estão detidos na Ucrânia como prisioneiros de guerra e não são processados ​​como mercenários.

POW do Togo Kemechon Coffi Victor

Ucrânia não se opõe à sua participação em trocas dos POW, mas o lado russo está relutante em libertar até os seus próprios cidadãos – quanto mais estrangeiros. Os propagandistas russos não escrevem sobre eles, as TV´s não fazem as reportagens. Nenhum deputado da Duma Estatal russo gasta o seu esforço pelo seu regresso, tal como fazem pelos «Kadyrov boys». Para a rússia, estes estrangeiros é um mero material descartável, e não são pessoas pelas quais Moscovo ou seu MinDefesa sinta a mínima consideração ou a responsabilidade. 

O propagandista militar russo Mikhail Zvinchuk («Rybar»), pertencente ao circúito do propagandista-mor russo Vladimir Solovyov (o mesmo que recentemente insultou Giorgia Meloni) produziu uma peça informativa, contando que os cidadãos de países africanos recebem promessas de empregos bem remunerados na rússia. Quando chegam a Moscovo, os seus passaportes são confiscados, dias depois eles são informados de que não há vagas e os seus vistos foram cancelados.

Sem dinheiro para regressar à África, é-lhes oferecida uma «escolha» entre a deportação forçada com todas as suas dívidas ou a assinatura de um contrato com exército russo, cujo texto os africanos não comprendem, pois é feito em russo. 

Naturalmente, que no fim «Rybar» (conhecido pelas suas ligações diretas ao MinDefesa russo) faz uma conclusão simples: não existem estruturas russas oficiais que fazem o recrutamento em África; tudo é feito pelas agências turísticas nos capitais africanos, em Accra ou em Nairobi; as autoridades africanos fecham olhos à este tipo de atividade ilegal. 

Estamos perante uma situação bem característica ao neocolonialismo russo: em qualquer situação menos favorável, rússia simplesmente irá trair os seus mercenários africanos, declarando o seu desconhecimento total e lavando as mãos de toda essa situação. 

Aqueles africanos que morrerem na Ucrânia só poderão voltar à África caso os seus corpos serão descobertos pelas FAU, os que estão presos nos campos dos POW poderão regressar à casa somente no fim da guerra. Os russos não os querem trocar e Ucrânia não tem nenhum problema de os libertar, mas somente em troca dos POW e civis ucranianos, detidos nas masmorras russas. 

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domingo, abril 19, 2026

O catálogo dos traidores e das traidoras da Ucrânia

O projeto ucraniano Hochu k Svoim é uma plataforma inédita, que permite a troca dos colaboracionistas presos na Ucrânia, pela sua entrega à rússia, na condição de libertação reríproca dos civis ucranianos, detidos nos cativeiros e nas masmorras russas. 

Neste momento a base de dados já conta com 404 perfis de colaboracionistas condenados judicialmente na Ucrânia, que manifestaram, formalmente e por escrito, o seu desejo de serem entregues à rússia numa troca recíproca dos civis entre os dois países. Os perfis dos visados possuem um cronómetro que mostra o tempo que colaboracionista espera para ser trocado e ir para a rússia. 

Neste momento, Rita Kuksa é a que está à espera há menos tempo - 2 meses e 20 dias. Ela forneceu aos ocupantes russos as informações sobre a movimentação, deslocação e localização das tropas ucranianas na cidade de Selidove, na região de Donetsk. Nesta lista Hlib Manakov é um recordista, condenado por transmitir informações aos ocupantes russos sobre a localização de unidades das Forças Armadas da Ucrânia em Lysychansk, ele aguarda para ser deportado para a federação russa já 20 meses e 7 dias. 

As autoridades russas estão perfeitamente cientes do desejo de cada um destes colaboracionistas de ir à rússia. Mas Moscovo não tem pressa em trocar os seus agentes. Agora, descobertos e presos, interessam à rússia meramente como material descartável de propaganda. 

No entanto, este processo não está totalmente parado, até os meados de abril de 2026, os 70 colaboracionistas foram abrangidos pelo programa e foram trocadas com a rússia, no decorrer das habituais trocas dos POW, sob a condição de os civis ucranianos serem libertados do cativeiro russo. Os perfis curtos dos 34 traidores estão disponíveis no site do projeto. 

As culpas dos colaboracionistas obviamente não são iguais. Muitos deles foram detidos pela contrinteligência da secreta ucraniana SBU no decorrer de preparação ou de transporte de explosivos improvisados ou de tentativas, de fogo posto. Outros conseguiram cometer os seus crimes e foram descobertos posteriormente, outros ainda cometeram algum delito menor e se preparavam para algo mais sinistro, algo que envolvia os crimes de sangue. 

Do outro lado estão os ucranianos, que estando na Ucrânia resistiram aos ocupantes russos. Em muitos casos essa resistência era meramente pacífica: colocação de pafletos ou a mera vigilância. Muitos foram mortos nessa atividade, quase todos passaram pelas torturas, humilhações, todos o tipo de tratamento cruel e desumano. Nenhum ucraniano ou ucraniana estivaram presos na rússia ou nos territórios ocupados em condições dignas, iguais aos oferecidas pela Ucrânia, ao abrigo do senso comum e das convenções internacionais. No entanto, Ucrânia faz a questão de cumprir com as suas obrigações, também na esperança de poder salvar ao máximo, daqueles, que arriscaram tudo, para lutar pela Ucrânia livre, nos territórios sob ocupação russa.

Outro elemento importante e também inovador do programa, é a possibilidade, oferecida pela plataforma literalmente chamada «Quero me juntar aos Meus» de aderir à iniciativa no qualquer estágio do seu envolvimento na traição da Ucrânia. 

Por exemplo, uma pessoa está colaborar com serviços secretos russo, mas percebe, pelo meio, que é um caminho ao abismo e que após ser descoberto passará longos períodos da sua vida nas cadeias ucranianas. Pode e deve comunicar AQUI.

O mesmo se aplica aos cidadãos do bem, que não sendo colaboracionistas, simplesmente desconfiam ou sabem de alguém próximo que está a colaborar com o inimigo. Podem e devem escrever AQUI

Mesmo aqueles que não trairam Ucrânia efetivamente, mas que simplesmente não se sentem bem no país, que não possuem as afinidades suficientes com Ucrânia e que sonham de se mover à federação russa também podem aderir ao programa, se mudando para a rússia sem a necessidade de fazer a paragem obrigatória nas cadeias ucranianas. Basta escreverem AQUI. 

Caso contrário, ver-se-ao atrás das grades, condenados pelos demais ucranianos e abandonados pelos seus mentores e curadores russos, que lhes prometem as «montanhas de ouro» pela atividades que objetivamente prejudicam Ucrânia e colocam em perigo as vidas dos ucranianos. 

Visitando os colaboracionistas em casa 

A jornalista ucraniano-afegã, Ramina Eshakzai, visitou a colónia penal ucraniana, onde cumprem as suas pena as colaboracionistas que, no âmbito do projeto «Quero me juntar aos Meus», manifestaram o desejo de regressar à rússia, na condição de combinar com o regresso de cidadãos ucranianos mantidos em masmorras russas. 

Faça click para ver a reportagem no YouTube

A reportagem descreve as condições em que as colaboracionistas cumprem as suas penas, a sua rotina diária, a alimentação e o lazer. A jornalista falou com algumas destas reclusas. 

Quando o mal vence, mesmo que momentaneamente... 

Naturalmente, SBU e GUR MOU não são omnipresentes. O inimigo russo é cruel e engenhoso, os serviços secretos russos, geralmente a GRU, usa não apenas os seus agentes mais ou menos ideologicamente motivados, mas todo o tipo de pessoas vulneráveis: desempregados, toxicodependentes, ludómanos, aqueles que procuram o dinheiro rápido e fácil... 

No dia 18 de abril aconteceu um tirroteio nas ruas de Kyiv. O agressor abriu fogo sobre os transeuntes e, de seguida, entrincheirou-se num supermercado. Seis pessoas morreram e outras 15 ficaram feridas. Entre os feridos está uma criança de 12 anos. O pai e a tia da criança ferida morreram. A sua mãe, inicialmente dada como morta, está viva. Na tarde de 19 de abril, oito vítimas, incluindo uma criança, permaneciam hospitalizadas. As autoridades ucranianas, nomeadamente a secreta SBU, está a investigar o ataque na presunção de se tratar de um atentado terrorista.

Aparentemente o estado da saúde mental do suspeito era claramente instável. Foi relatado que, antes de iniciar o atentado, ele incendiou o seu próprio apartamento.

O terroristo liquidado pela unidade especial KORD


 A arma do terrorista, uma carabina KelTec SUB2000, legal

Após cerca de 40 minutos de negociação, o atirador foi liquidado pela unidade KORD, as forças especiais da polícia nacional da Ucrânia. Os seus motivos ainda são desconhecidos, no decorrer das negociações o terrorista não fez nenhuma exigência. A Procuradoria-Geral da Ucrânia afirmou que o ataque foi cometido por um homem de 58 anos, natural de Moscovo. Segundo apurado pelos meios de comunicação social, o seu nome era Dmitri Vasilchenkov, nasceu em Moscovo, era cidadão da Ucrânia, antes de se mudar para Kyiv, viveu na cidade de Bakhmut, na região de Donetsk.

Neste momento estão sendo apuradas as informações sobre a verdadeira identidade do terrorista abatido. No enntanto os vizinhos dizem que este costumava seguir a retórica pró-russa e evitava comunicar com os moradores do prédio, onde vivia. Sabe-se que atirador mudou-se para Kyiv após o início da guerra na Donbas em 2014. O comportamento que coincide com o perfil de assim chamados agentes/células adormecidos, usados pelos serviços secretos russos desde os tempos da guerra fria. 

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

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sábado, abril 18, 2026

SBU atingiu três navios e outros equipamentes militares russos na Crimeia ocupada

Foto ilustrativa do BDK «Iamal»

Militares do Centro de Operações Especiais CSO «A» do SBU conduziram uma complexa operação nas águas territoriais da Crimeia ocupada, durante a qual foram atingidos simultaneamente três navios de guerra, radares e equipamentos logísticos russos:

  • Navio de desembarque de grande porte «Iamal», projeto 775
  • Navio de desembarque de grande porte «Nikolay Filchenkov», projeto 1171
  • Navio militar de tipo desconhecido. 

Há também informações sobre os prováveis ​​danos na embarcação antissabotagem do projeto 21980 «Grachonok». Além disso, os drones do SBU danificaram o bloco de antenas do sistema de comunicação «Delfin», o radar MR-10M1 «Mys-M1» e tanques de combustível no depósito de petróleo «Iugtorsan». 

SBU destrói sistemáticamente vários alvos de ocupantes russos ao longo de toda a linha da frente, incluindo na Crimeia temporariamente ocupada. Os operativos do SBU reduzem a capacidade de combate da frota russa, minam propositadamente a logística e impedem os ocupantes russos de utilizar plenamente a península ocupada como a sua base militar. Cada caso de destruição de navios e de infra-estruturas críticas tem um efeito cumulativo e afecta directamente a capacidade da rússia para conduzir a guerra. Este trabalho não cessará: a intensidade e a profundidade das operações do SBU só aumentarão até que os ocupantes percam a capacidade de operar no território ucraniano. 

Nas vésperas, o SBU, juntamente com o Serviço de Sistemas Não-Tripulados (SBS) das FAU, destruíram comboio/trêm russo, que transportava o combustível perto de Luhansk:

Faça click para ver o vídeo


Os operativos da Direcção Principal do SBU nas regiões de Donetsk e Luhansk, juntamente com os seus colegas do 1º Centro Independente de Forças de Sistemas Não Tripulados das Forças Armadas da Ucrânia, continuam a destruir sistematicamente os recursos logísticos e militares dos ocupantes russos. 

Em geral, somente na noite de 17 à 18 de abril, foram atingidos, com sucesso os seguintes alvos russos: o porto de Vysotsk, na região de Leninegrado; a refinaria de petróleo de Syzran (no vídeo em cima), na região de Samara; o depósito de petróleo em Tikhoretsk, na região de Krasnodar; e o terminal de combustíveis em Sebastopol. Continua à arder o porto petrolífero russo de Tuapse, no vídeo em baixo:

A imagem via satélite que mostra o incêndio na fábrica/usina petrolífera russa de Syzran:

A foto de satélite do incêndio na refinaria de Syzran

Fontes: TG SBU; Exilenova

sexta-feira, abril 17, 2026

Ucrânia assume o controlo aéreo na cidade e na região de Donetsk

O 1º Corpo da Guarda Nacional da Ucrânia (NGU) «Azov» controla a logística dos ocupantes russos na região de Donetsk. Os drones de ataque caçam a logística russa na retaguarda operacional distante. Os ucranianos passaram à controlar as rotas logísticas na cidade e em redor de Donetsk.

Faça click para ver o vídeo

Zugres, Andriyivka, Starobeshevo, Horlivka, Lysychansk, estrada Circular de Donetsk – a atuação dos drones ucranianos nestas rotas demonstra a eficácia do sistema de controlo do espaço aéreo da região. 

Muito recentemente os ocupantes russos sentiam-se ali completamente seguros. À partir de agora, todos os alvos militares que se deslocam pelas estradas em redor de Donetsk estão sendo atacados e destruídos. Não existe retaguarda segura para os ocupantes russos. É impossível esconder-se em Donetsk e nos arredores.

Bónus

Brigada do NGU «Bureviy» aceita os novoso recrutas: 

Ligue para: +38 073 033 3027

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