quinta-feira, setembro 17, 2026

Ucrânia atinge e destrói 5 aeronaves russas em Rostov-on-Don

Na noite de 17 de setembro, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) realizou uma operação especial no aeródromo militar «Rostov-Central», na cidade russa Rostov-on-Don, na qual atingiu, com sucesso, vários alvos aéreos russos e as infraestruturas da base militar.

 


Momentos do impacto (1º vídeo) e da detonação secundária (restantes três) no território do aeródromo militar de Rostov-on-Don após o ataque do Centro CSO «A» do SBU:

Localização: 47°16'24.52"N 39°37'56.20"E

POV: 47°15'33.80"N 39°38'33.20"E

Os drones de longo alcance do Centro de Operações Especiais «A» do SBU atingiram: 

  • Uma aeronave de transporte militar An-12;
  • Duas aeronaves de transporte militar An-26;
  • Três helicópteros. 

Um incêndio de grandes proporções deflagrou no parque de estacionamento de aeronaves e helicópteros, com uma detonação secundária. 

Os blogueiros patrioteiros russos confirmaram as mortes de dois
aviadores russos: piloto e navegador de um dos helicópteros atingidos 

Drones ucranianos atingiram a refinaria em Yaroslavl, na rússia. Um incêndio de grandes proporções deflagrou no recinto da empresa. 

A refinaria de petróleo «Slavneft-YANOS» é a maior unidade petrolífera do norte da rússia e uma das líderes do país em termos de refinação primária de petróleo. Processa cerca de 15 milhões de toneladas de petróleo por ano e está envolvida no fornecimento de mantimentos às forças armadas russas.

Este foi pelo menos o quinto ataque sofrido pela refinaria em 2026. 

Cidade de Yaroslavl, arde a petrolífera local e a zona industrial subjacente

Um vídeo de cinco minutos mostra um passeio pelas estradas nos Teritórios Temporariamente Ocupados (TOT) da Ucrânia, no qual os operadores russos gentilmente filmaram os resultados do trabalho dos drones de ataque de médio alcance das Forças de Defesa da Ucrânia. 

As FAU continuam a atacar a logística russa, apesar da contra-ofensiva dos ocupantes. Este verão revelou-se muito intenso graças ao programa «Desmantelamento Logístico», o programa militar que o Ministério da Defesa da Ucrânia, juntamente com o Estado-Maior das Forças Armadas, lançou em maio de 2026.

O número de civis ucranianos mortos nos ataques russos aumenta anualmente

Ao longo de mais de 4 anos de guerra em grande escala, a rússia transformou o seu terror contra civis ucranianos numa estratégia deliberada — e a sua intensidade continua a crescer, de acordo com dados da ONU.

Cidade de Kyiv, setembro 15, 2026, os ocupantes russos atacaram, usando o drone, a cooperativa de oficinas mecânicas. Vários carros civis estão em chamas:

Julho de 2026 tornou-se um dos meses mais mortíferos para os civis ucranianos desde o início da guerra em grande escala. Comparativamente a julho de 2025 — mais 70% de vítimas. Comparativamente a junho de 2026 — mais 30%.

Ataque russo contra o mini-autocarro, 5 civis mortos, Nikopol, região de Dnipropetrovsk, 15.09.2026

Isto não é «dano colateral da guerra». Esta é uma tática deliberada da rússia. Edifícios residenciais, comboios/trens de passageiros, postos de abastecimento de combustível, mercados, campos, escolas. Civis, cidades distantes da linha da frente e infraestruturas civis — sob a mira da rússia todos os dias. 

O ataque de drone reativo russo contra os combóios/trem na fronteira polaco-ucraniana, setembro de 2026. Os alvos são civis ucranianos:

Junte-se à Sky Defense. Ajude a travar o crescimento destes números, por detrás de cada um deles estão vidas humanas.

Vítimas civis na Ucrânia desde 2022

• O ACNUDH verificou que 15.172 civis (7.777 homens, 4.762 mulheres, 411 rapazes, 328 raparigas, para além de 1.867 adultos e 27 crianças, cujo sexo ainda não foi determinado) foram mortos e 41.378 civis (17.900 homens, 13.464 mulheres, 1.279 rapazes, 976 raparigas, além de 7.474 adultos e 285 crianças, cujo sexo ainda não foi determinado) ficaram feridos. 

Em Odesa, o drone russo-iraniano «Shahed» atingiu o topo do edifício residencial e não explodiu. A sorte dos moradores. Setembro de 2026:

• Civis foram mortos e feridos em 26 das 27 regiões administrativas da Ucrânia. A grande maioria das vítimas (87%) ocorreu em território controlado pelas autoridades ucranianas.

• Minas e vestígios explosivos de guerra mataram 483 civis (384 homens, 53 mulheres, 27 rapazes, 5 raparigas, além de 12 adultos e 2 crianças, cujo sexo ainda não foi identificado) e feriram 1.196 (870 homens, 125 mulheres, 106 rapazes, 25 raparigas, além de 53 adultos e 17 crianças, cujo sexo ainda não foi identificado). 

Vítimas civis na Ucrânia em 2025

• Em 2025, a violência relacionada com conflitos matou pelo menos 2.526 civis (1.542 homens, 892 mulheres, 54 rapazes, 38 raparigas) e feriu 12.162 (6.517 homens, 4.991 mulheres, 366 rapazes, 288 raparigas) — mais 31% do que em 2024 e mais 70% do que em 2023.

• Em 2025, as mulheres vítimas civis aumentaram 27% em relação a 2024, passando de 4.618 (810 mortos e 3.808 feridos) para 5.883 (892 mortos e 4.991 feridos).

A utilização de armas de longo alcance (mísseis e munições de ataque de precisão) aumentou significativamente em 2025, causando 35% das baixas civis na Ucrânia (686 mortos e 4.451 feridos), um aumento de 66% de mortos e feridos em comparação com 2024 (531 mortos e 2.569 feridos).

Os ocupantes russos russos atacaram, com uso de drone, uma mercearia em Zvyagel, na região de Zhytomyr. Mataram civis comuns, aleatoriamente.

• Sessenta e três por cento (9.272) de todas as baixas em 2025 ocorreram em áreas da linha da frente. As baixas civis causadas por drones de curto alcance nas áreas da linha da frente aumentaram 121% em 2025, resultando em 580 civis mortos e 3.295 feridos, em comparação com 226 mortos e 1.528 feridos em 2024.

• Embora as pessoas com mais de 60 anos representem apenas 25% da população em geral, os idosos foram responsáveis ​​por quase metade das mortes de civis e mais de um terço dos feridos nas comunidades da linha da frente em 2025. 

Ver e ler mais: relatório da HRMMU em inglês, PDF, referente ao ano de 2025

Human Right Watch: https://www.hrw.org/world-report/2026/country-chapters/ukraine

quarta-feira, setembro 16, 2026

Ucrânia liquida dois generais russos no decorrer de duas semanas

Em cerca de duas semanas, as forças ucranianas liquidaram dois generais russos: o comandante do 51º Exército do Distrito Militar do Sul, Tenente-General Sergei Milchakov e Major-General Anton Grunis, que comandava a 4ª Brigada Independente de Fuzileiros Motorizados. 

Os meios de comunicação russos confirmaram a morte do comandante do 51º Exército do Distrito Militar do Sul, Tenente-General Sergei Milchakov, liquidado no ataque ao quartel-general do 51º Exército.

General russo Sergey Milchakov

O apelido/sobrenome Milchakov criou uma certa confusão, efetivamente, morreu um general e não Alexey «Fritz» / «Serb» Milchakov, conhecido neo-nazi russo, membro da unidade neo-nazi «dshrg russich» do exército russo. 

Os meios de comunicação russos também confirmaram a morte de outro general russo – Anton Grunis «Grozny», que comandava a 4ª Brigada Independente de Fuzileiros Motorizados. 

A brigada participou nas batalhas de Bakhmut, Chasiv Yar e Kostyantynivka. A propaganda russa começou à transformar Grunis em um herói especial, ao ponto do seu nome for publicamente mencionado pelo presidente putin num dos seus discursos: «uma pessoa com apelido/sobrenome lituano, que nasceu em Kazan e que combate, combate de forma brilhante», o condecorrando com o título de Herói da rússia.

Propaganda russa chamava Grunis de «futuro marechal da vitória» ainda em janeiro de 2025

A propaganda russa ainda no início de 2025 começou forçar a ideia do que general Grunis poderia ser o «futuro marechal da vitória russa», opção, que seguramente tinha a ver, em grande parte, com a sua origem étnica, pois quaisquer império adora elevar ao patamar de heróis, aqueles, que renegaram as suas origens étnicas e se transformaram nas personagens da montra imperial. 

Após a sua liquidação, a conhecida propagandista russa Anastasia Kashevarova deu a entender que a localização de Grunis foi entregue à Ucrânia pelos informadores internos e que o seu quartel-general foi alvo de um ataque ucraniano de mísseis e drones após essa denúncia. 

É significativo que o antecessor de Grunis, o anterior comandante da 4ª Brigada Independente de Fuzileiros Motorizados, Vyacheslav Makarov, também tenha sido morto num ataque de precisão contra o seu posto de comando em 2024. 

O comandante ucraniano Robert «Magyar» Broudi, divulgou o vídeo do momento em que o general russo Grunis foi morto no dia 12 de setembro de 2026:

Além disso, continuam a surgir os obituários dos militares russos liquidados no ataque ucraniano ao posto de comando em Donetsk, no dia 26 de agosto.

Faça click para ver e ler mais

Entre os mortos está Viktor Basenko (46 anos, patente militar desconhecida), o Chefe do Estado-Maior de Logística e Apoio do 25º Exército do exército russo.

domingo, setembro 13, 2026

RIP Pavlo Sadokha, chefe da União dos Ucranianos em Portugal

Hoje, a comunidade ucraniana em Portugal ficou órfã. Pavló Sadokha, chefe da União dos Ucranianos em Portugal, vice-presidente do Congresso Mundial dos Ucranianos na região da Europa Ocidental, figura pública ucraniana de renome, grande patriota, homem de honra e filho fiel da Ucrânia, faleceu.

Pavló era para aqueles para quem a Ucrânia não era apenas uma pátria – era a obra da sua vida.

Durante muitos anos, uniu incansavelmente os ucranianos em Portugal e na Europa, defendeu os direitos dos ucranianos no estrangeiro, defendeu os interesses ucranianos, preservou a nossa identidade nacional e opôs-se resolutamente à propaganda russa.

Especialmente após o início da guerra em grande escala, Pavló dedicou todas as suas forças a ajudar a Ucrânia. Serviu-a com a sua palavra, o seu trabalho, a sua autoridade e luta diária, longe da sua terra natal.

Viveu pela Ucrânia.

Ele acreditava nela. Ele acreditava na nossa vitória. Ele acreditava no povo.

Hoje é extremamente difícil acreditar que Pavló já não está entre nós. É ainda mais difícil encontrar palavras que possam expressar a dor desta perda.

Neste momento terrível, expressamos as nossas mais profundas e sinceras condolências à sua esposa Teresa, aos pais de Pavló, à sua irmã Kateryna e a toda a sua família. Partilhamos a vossa dor indescritível e lamentamos convosco.

Inclinamos as nossas cabeças em solidariedade com todos os familiares, entes queridos, amigos de Pavló e toda a comunidade ucraniana.

Que a tua memória seja brilhante e eterna, Pavló.

A tua devoção à Ucrânia, a tua luta e tudo o que fizeste pelos ucranianos em Portugal e muito para além das nossas fronteiras permanecerão connosco.

Obrigado pela Ucrânia, que carregaste no teu coração até ao fim.

Memória eterna. 

Blogueiro 

Aparentemente, Pavló Sadokha faleceu de causas naturais. No entanto, é preciso recordar que durante longos anos, mas principalmente desde o início da invasão russa em larga escala em 24.02.2022, Pavló Sadokha foi alvo de inúmeras chamadas, mensagens e intimidações por parte de simpatizantes pró-russos devido à sua posição pública em defesa da Ucrânia e denúncias de redes de propaganda russa na Europa.

Fernando Bulhões da Câmara — ex-militar português de 77 anos e número dois da lista da coligação Partido Comunista Português (PCP)/PEV à Câmara de Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, Açores foi a julgamento, acusado de crimes de perseguição e tentativa de coação por telefonar e enviar mensagens de ódio e ameaçar de morte ao Pavlá Sadokha para que este abandonasse Portugal ou cessasse as suas atividades públicas.

O nosso blogue nunca esquecerá o amigo Pavló, que efetivamente, dedicou toda a sua vida à causa ucraniana. Ele viveu pela Ucrânia e faleceu por ela.

Glória à Ucrânia!

Glória aos Heróis! 

A vida e a morte dos mercenários latino e centro-americanos no exército russo

A história de dois prisioneiros da guerra, que acreditaram nas histórias dos recrutadores russos e vieram da Colômbia e do Panamá. Como foram sujeitos à fome e desidratação, como os comandantes russos matavam aqueles que não queriam ou não conseguiam continuar a cumprir as ordens. 

Apesar de existirem provas abundantes do tratamento cruelmente abominável dado aos estrangeiros no exército russo, mas os casos do ex-polícia panamenho Jesus Eulogio Chanis Gil e estafeta colombiano Carlos Andrés Barrios Quintana, que acreditaram nas histórias fantasiosas dos recrutadores russos e vieram à rússia da Colômbia e do Panamá, superam tudo o que já ouvimos.

O seu relato sobre o trabalho no túnel: como foram sujeitos à fome, como morreram de desidratação, como os comandantes russos matavam aqueles que se recusavam ou não conseguiam continuar a trabalhar. 

Carlos Andrés Barrios Quintana escapou recentemente ao exército russo e se entregou às tropas ucranianas. O antigo motorista de entregas viajou para a Ucrânia depois de assinar um contrato com a federação russa com a intenção de sustentar a sua família, mas acabou na linha da frente. Após sofrer ferimentos graves, relatou ter sido abandonado pelos russos em condições deploráveis ​​— sem comida, água ou assistência médica nas trincheiras — o que o levou a entregar-se ao Exército da Ucrânia para salvar a sua vida.

Embaixada russa em Bogotá que nega as responsabilidade 

O jornal «Noticias Caracol» refere que centenas de famílias colombianas estão à procura de notícias dos seus filhos, maridos e irmãos recrutados para a guerra neocolonial russa. No dia 14 de agosto último, um grupo delas reuniu-se em frente à embaixada russa em Bogotá exigindo respostas; a embaixada respondeu negando qualquer responsabilidade pelo recrutamento e encaminhando as famílias para o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Colômbia. 

Os familiares dos mercenários colombianos à protestarem frente da embaixada russa em Bogotá

Em comunicado ao jornal, a embaixada afirmou que «nunca realizou e não realiza qualquer tipo de processo relacionado com o serviço militar de estrangeiros nas fileiras das forças armadas da rússia». Uma familiar disse ao «Noticias Caracol» que nenhum organismo governamental – nem o Ministério dos Negócios Estrangeiros, nem a Defensoria Pública, nem a Procuradoria-Geral da República – lhe tinha respondido: «Não queremos que mais jovens sejam enviados para o estrangeiro como está a acontecer com os nossos filhos». O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Colômbia informou a comunicação social colombiana que até mais recentemente recebeu 721 pedidos de assistência consular de cidadãos colombianos recrutadas pela rússia.

Renda-se e salve a sua vida: t.me/kak_sdatsya_bot

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

Ligue para +38 044 350 89 17 e 688 (somente de números ucranianos)

Escreva ao Telegram ou WhatsApp:

  • +38 095 688 68 88
  • +38 093 688 68 88
  • +38 097 688 66 88

sábado, setembro 12, 2026

⚓️ O primeiro combate naval entre dois drones foi ganho pela Ucrânia

O primeiro combate naval conhecido da história entre dois drones foi ganho pela Ucrânia. O drone ucraniano «Sargan 3000», comandado pela Marinha da Guerra ucraniana, em cooperação com a GUR MOU, foi vencedor de uma operação bem-sucedida no Mar Negro, destruíndo um drone marítimo russo.

O alvo foi detetado e identificado pelas unidades da GUR. O drone «Sargan 3000» da Marinha ucraniana, equipado com uma torreta automática RWS “Protector”, composto por uma metralhadora pesada de 12,7 mm, destruiu o alvo russo com sucesso. 

Num outro episódio separado, os drones kamikaze ucranianos FP-2 atingiram, com sucesso, o petroleiro russo «ARMADA LEADER» no Mar Negro, na costa de Sochi, informou Robert «Magyar» Broudi.

O petroleiro contava com a proteção de helicópteros da força aérea russa, que tentaram abater os drones ucranianos, mas falharam miseravelmente, não conseguindo proteger o alvo, naquilo que até mais recentemente, era a sua «retaguarda segura». 

Além disso, na noite de 11 à 12 de setembro, em Kaspiysk, os drones ucranianos atingiram o navio russo «Tatarstan», do projeto 11661K «Gepard» — porta-bandeira da Flotilha do Cáspio, armado com o sistema de mísseis antinavio «Uran» e o sistema de defesa aérea «Osa-MA».

Faça click para ver mais

Glória à Ucrânia!

As rússia já perdeu 500.000 militares mortos na sua guerra contra Ucrânia

Segundo informações dos serviços de informação militares britânicos, aproximadamente 500 mil militares russos já morreram na guerra neocolonial russa na Ucrânia. Neste conjunto são conhecidos os nomes e as identides de 248.844 militares russos mortos, que representa cerca de metade de totalidade de baixas russas. 

Segundo informações dos serviços de informação militares britânicos, aproximadamente 500 mil militares russos foram mortos desde o início da invasão em larga escala na Ucrânia, de acordo com a Sky News. As perdas totais do exército russo desde fevereiro de 2022, incluindo os feridos, desaparecidos, POW e desertores, estão estimadas em cerca de 1,5 milhões. 

por: Deborah Haynes, a Editora de Defesa e Segurança @haynesdeborah

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Sir Richard Knighton, chama a atenção para o custo destas perdas: a grande maioria delas ocorreu após janeiro de 2023, período em que a rússia conquistou apenas cerca de 2% do território ucraniano. 

«Estes números demonstram claramente o desperdício insensato e inútil de vidas humanas em prol de um progresso tão insignificante e de um objectivo tão ilegítimo para o presidente putin», afirmou Knighton. 

A Sky News observa que a guerra em grande escala já dura há 1.660 dias — as tropas russas combatem na Ucrânia há mais tempo do que a rússia participou na Primeira e a União Soviética na Segunda Guerra Mundial. 

Apesar das perdas humanas e do crescente custo da guerra para a economia russa, as autoridades ocidentais ainda não viram qualquer sinal de que putin tenha abandonado o seu objectivo de forçar a Ucrânia a regressar à esfera de influência de Moscovo. 

A guerra, segundo Knighton, já levou a uma desaceleração do crescimento económico na rússia, a uma queda da procura dos consumidores e a uma inflação persistentemente elevada. «O custo para a economia russa, o bem-estar da população e as suas perspetivas futuras é enorme», afirmou. 

As baixas russas positivamente identificadas 

O serviço russo da BBC, em conjunto com a Mediazona e uma equipa de voluntários, identificou os nomes de 248.844 soldados russos mortos desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia (somente entre 27 de agosto à 10 de setembro de 2026 foram identificadas 6.097 novos nomes).

A família «feliz» celebra a transformação do filho de 19 anos na assemleia de voto Nº 341

O número real de mortos é mais elevado: a lista da BBC/Mediazona baseia-se exclusivamente em dados disponíveis publicamente. No entanto, nem todas as mortes são divulgadas de forma pública. 

De acordo com os especialistas militares, a análise dos cemitérios russos, memoriais de guerra e obituários pode reflectir entre 45% e 55% do número real de mortos. 

Desde o início de 2025, os chefes de praticamente todas as regiões russas deixaram de divulgar as baixas na Ucrânia. Em dezembro de 2024, Vasily Limarenko, chefe da região de Sacalina, foi um dos últimos a deixar de publicar obituários, tendo anteriormente divulgado os nomes dos mortos semanalmente no seu canal de Telegram. As autoridades locais russas explicaram que deixaram de divulgar os números de vítimas ao pedido do Ministério da Defesa russo. Além disso, o número de militares russos não conta as baixas entre os homens recrutados nos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia: Donetsk, Luhansk, entre outros.

sexta-feira, setembro 11, 2026

💥 Ucrânia atinge alvos estratégicos e militares russos em Volgogrado, Perm e Saratov

Na noite de 11 de setembro, as Forças de Defesa da Ucrânia atingiram, com sucesso, a empresa «Volgogradpromproekt» na cidade de Volgogrado, usando os mísseis de cruzeiro FP-5 Flamingo. Os mísseis atingiram o alvo, provocando um incêndio.

O míssil de cruzeiro ucraniano FP-5 Flamingo à voar nos ceus de Tartaristão, neste caso o vídeo é meramente ilustativo:


A «Volgogradpromproekt» está sob sanções dos EUA, trabalhando para o complexo militar-industrial russo. A empresa produz catalisadores de combustão, contendo ferroceno, e desenvolve tecnologias para a fabricação de produtos químicos.

As sanções ucranianas, como sempre, revelaram-se as mais eficazes. 

A Rádio Liberdade mostra nas imagens de satélite (a 6ª e última imagem mais abaixo), antes e depois, as consequências do ataque noturno dos drones ucranianos de SSO-SOU ao centro logístico de «Ozon», em Saratov. A área do centro logístico é de 100 mil m², e o armazém ficou quase completamente destruído pelo fogo.





Faça click para ver mais


Imagem de satélite mostra a instalação ELOU-AVT-6 da refinaria de petróleo de Saratov após a intervenção das Forças de Defesa da Ucrânia, que aplicaram as sanções de longo alcance:

Faça click para ler e ver mais

Um incêndio de grandes proporções foi registado no local, estando ainda presentes nas instalações vestígios do combate às chamas. 

Na manhã de 11 de Setembro, os drones ucranianos voltaram a atacar a empresa «Metafrax Chemicals», situada em Gubakha, na região de Perm. 

A empresa é de grande importância para o complexo industrial-militar russo. A Metafrax produz metanol, urotropina, ureia, pentaeritritol e outros produtos químicos. Alguns destes produtos são utilizados como matérias-primas e componentes na produção de explosivos, munições e outros materiais militares. Em particular, a urotropina e o pentaeritritol são utilizados na indústria química relacionada com a produção de explosivos. É por isso que a empresa é considerada um elemento da cadeia industrial de defesa russa. 

A «Metafrax Chemicals» é também uma das maiores produtoras de metanol na rússia e na Europa. Em 2024, a empresa vendeu cerca de 750 mil toneladas de metanol. 

A geolocalização da «Metafrax Chemicals»

Assim, os danos e a paragem da empresa irão afetar não só a indústria química russa, mas também o fornecimento de matérias-primas químicas que são utilizadas na produção de explosivos e produtos militares. 

Na manhã de 11 de setembro, os drones ucranianos atingiram a fábrica/usina «Azot», pertencente à «Uralkhim» na cidade de Berezniki, na região de Perm. Os moradores locais relataram várias explosões na zona industrial da fábrica, que foi atingida pelos drones ucranianos, operados pelas unidades de SSO-SOU.

Geolocalização da fábrica «Azot» em Berezniki


«Azot» é um grande complexo de produção química localizado numa área de cerca de 140 hectares, que inclui cerca de 90 edifícios de produção. A empresa é especializada na produção de amoníaco, ácido nítrico, nitrato de amónio, ureia, sais de nitrito-nitrato e outros produtos químicos azotados. 

A empresa tem uma importância direta para a componente química do complexo industrial-militar russo. Em particular, o ácido nítrico concentrado produzido pela «Uralkhim» é utilizado na produção de explosivos, e o amoníaco e o ácido nítrico são produtos básicos para a produção de uma vasta gama de produtos químicos azotados. 

Localização: 59.399784, 56.740779

Um helicóptero e um avião russos atingidos em Krasnodar

Durante o ataque ucraniano de 9 de setembro de 2026, na região de Krasnodar, foram atingidos duas aeronaves russas (os resutados do ataque confirmados pelos blogueiros militaristas russos):

  • O helicóptero Mi-8AMTSh (número de série: 84) foi destruído, atingido pelo drone junto ao heliporto de Chemburka, em Anapa. O helicóptero pertencia à 318ª unidade do regimento misto de aviação independente.
  • A aeronave Su-30 (número de série: 41) sofreu danos significativos, atingida por dois drones junto ao aeródromo de Vityazevo.
Perdas militares russas, totais e em agosto de 2026: +2 avioes e +3 navios


Os crimes russos em Kyiv e Pavlohrad: mortos e feridos entre os civis ucranianos

Na manhã de 9 de setembro, um drone russo atingiu um edifício residencial multipisos em Kyiv, ferindo quatro civis ucranianos. Os ocupantes russos atingiram o centro de Pavlograd, 5 civis ucranianos morreram e cerca de 67 ficaram feridos.


Durante a noite, um ataque russo atingiu também um posto fronteiriço internacional na região de Odesa, junto à fronteira com a Moldova, causando dois mortos e três feridos. O funcionamento do posto foi suspenso.

O Dia de Luto Municipal em Pavlohrad, 09.11.2026

A rússia atacou também as regiões de Dnipropetrovsk, Mykolaiv, Zaporizhzhia, Kharkiv, Zhytomyr e Kyiv.

Como é de costume, as forças russas desrespeitam as regras de guerra, atacando, deliberadamente,
as unidades de socorro e de emergência, que tentam salvar as pessoas, Zolochiv, região de Kharkiv

Moscovo não pode entrar no inverno acreditando que o seu terror com mísseis e drones ficará sem resposta. Os parceiros da Ucrânia sabem do que o país mais precisa. Ucrânia agradece a todos os que apoiam o país e o seu povo.

Os ocupantes russo atingiram, usando drones Shaheed/Geran à jato, dois postos de abastecimento de combustível em Kyiv. Em plana luz do diz, quando nos locais estavam muitos civis. Há civis mortos e feridos.

Na cidade de Pavlograd, na região de Dnipropetrovsk, os ocupantes russos atacaram deliberadamente o centro da cidade, o local muito movimentado pelos moradores e vizitantes, em resultado do ataque russo 5 civis foram mortos e cerca de 67 ficaram feridos.



Os socoristas ucranianos de DSNS prestando os primeiros socorros em Pavlohrad

Para homenagear as vítimas do ataque russo, a cidade proclamou o dia 11 de setembro de 2026 como o Dia de Luto Municipal.


 

quinta-feira, setembro 10, 2026

Ucrânia ataca os portos militares russos de Novorossiysk, Makhachkala e Sochi

Na noite de 9 à 10 de setembro, as Forças de Defesa da Ucrânia lançaram um complexo ataque composto de mísseis e drones marítimos contra os portos russos de Novorossiysk, Makhachkala e Sochi. Vários navios de guerra russos sofreram danos confirmados por meios do controlo objetivo. 

Foram atingidos o porto, os navios e a infraestrutura militar de Novorossiysk: 

Foi atingido o navio «Buyan-M» (Projecto 21631) – um pequeno navio russo multifuncional de mísseis e artilharia (MRS) de 3ª classe, lançador de mísseis de cruzeiro «Kalibr» e «Onyx».

«Buyan-M», 9-10 de setembro de 2026

A fragata russa «Almirante Essen» foi atingida na sua superestrutura. Como resultado do impacto nos convés, deflagrou um incêndio, confirmado pela GUR (secreta militar da Ucrânia). Provavelmente o navio foi atingido por míssil ucraniano «Neptun». 

Fragata porta-bandeira «Almirante Essen», 9-10 de setembro de 2026


A fragata russa «Almirante Makarov» foi novamente atingida, desta vez na sua superestrutura.

Fragata «Alimirante Makarov», 9-10 de setembro de 2026

A infraestrutura portuária também foi atingida:


Faça click para ver mais

As consequências de outros impactos estão sendo apurados.

A zona portuária da cidade russa de Sochi foi alvo de ataque de drones marítimos ucranianos. As testemunhas relatam fortes explosões na zona portuária.





Cidade russa de Borisoglebsk, onde se situa um importante aeroporto militar, região de Voronezh, foram ouvidas explosões. Um drone foi abatido pela defesa aérea russa sobre uma casa particular em Borisoglebsk.
Cidade de Makhachkala, região de Daguestão. Os moradores relatam explosões e fumo na zona portuária, bem como danos na cidade. Desde 2017 a cidade se tornou o porto principal da flotilha russa do Mar Cáspio.