quinta-feira, outubro 10, 2019

Secreta militar russa tem unidade própria para ações de desestabilização na Europa

Chama-se Unidade 29155, está ativa há pelo menos dez anos mas só agora foi descoberta por diversos serviços de informações ocidentais. Unidade russa terá estado envolvida no envenenamento de Skripal.

por: Gonçalo Correia, Observador.pt

As operações secretas em território estrangeiro têm sido muitas, mas os países ocidentais demoraram quase dez anos a descobrir que existe uma unidade dos Serviços Secretos das Forças Armadas Russas (conhecida pela abreviatura GRU) especializada em operações de desestabilização em território europeu. A divisão chama-se Unidade 29155, tem agentes peritos em ações de “subversão, sabotagem e homicídios” e foi responsável pelo envenenamento e tentativa de homicídio do antigo espião russo Sergei Skripal no Reino Unido, em 2018, pela tentativa de homicídio dois anos depois do primeiro-ministro de Montenegro e pelo envenenamento de um comerciante de armas na Bulgária, em 2015. Nenhuma destas operações foi concluída com sucesso.
O comerciante de armas búlgaro Emilian Gebrev sobreviveu a um ataque de envenenamento em 2015.
Crédito Nikolay Doychinov / Agence France-Presse - Getty Images
A revelação é feita pelo The New York Times (NYT). O jornal norte-americano teve acesso a documentos russos e a relatórios de unidades de Serviços Secretos de países ocidentais, recolhendo ainda depoimentos de agentes destas equipas e de um operacional “reformado” dos Serviços Secretos das Forças Armadas Russas.

Esta unidade dos secreta militar russa, agora revelada, contrasta com outras do mesmo país em termos de métodos. Ao invés de optar por ações de desestabilização informática — com recurso a hackers, por exemplo —, a Unidade 29155 realiza operações no terreno. Os seus agentes, alguns dos quais “veteranos de guerra condecorados” por serviços prestados “em alguns dos conflitos mais sangrentos” do exército russo (por exemplo, no Afeganistão, Chechênia e Ucrânia), “deslocam-se de e para países europeus” para operações secretas, aponta o NYT. O secretismo é tanto que a existência da unidade era desconhecida até de outras divisões do mesmo comando, a GRU.

Existem, no entanto, outras unidades russas com métodos similares, como o Serviço de Segurança Federal, que já foi liderado por Vladimir Putin e que chegou a ser acusado pelas autoridades britânicas de ter sido responsável pelo homicídio do antigo espião russo Aleksander V. Litvinenko, em 2006.
O major-general Andrei V. Averyanov, à esquerda, é o comandante da unidade.
O coronel Anatoly V. Chepiga foi indiciado na Grã-Bretanha pelo envenenamento de Skripal. imagem: NYT
Um agente europeu em atividade falou com o The New York Times sob condição de anonimato e afirmou tratar-se de “uma unidade que tem estado ativa ao longo dos últimos anos em território europeu”, admitindo ainda a surpresa perante a perceção de que “os russos, [através de] esta unidade dos serviços secretos, tenham-se sentido livres para sair do país e levar a cabo este tipo de atividades extremamente malignas em países amigáveis [com os quais têm relações diplomáticas]. Foi um choque”.

Os alertas sobre as ações secretas de agentes russos em território europeu têm sido sérios e múltiplos nos últimos anos. O chefe dos Serviços Secretos do Reino Unido (MI6), Alex Younger, já adimtiu que que “quase não há limites” nas operações secretas russas.

Em 2012, uma diretiva do Ministério da Defesa presidido por Vladimir Putin já reconhecia a existência desta unidade, autorizando que se dessem prémios especiais a três unidades secretas por “feitos especiais no serviço militar”. Uma delas era esta equipa agora descoberta pelos países ocidentais. As outras unidades eram a 74455 — que viria a estar envolvida, quatro anos depois, na alegada interferência russa nas eleições presidenciais norte-americanas, que opuseram Donald Trump a Hillary Clinton — e a 99450, cujos membros “terão estados envolvidos na anexação da Península ucraniana da Crimeia em 2014”.

Um dos aspetos que ainda intriga os países ocidentais é o fracasso de todas as operações conhecidas levadas a cabo por esta unidade de Serviços Secretos das Forças Armadas Russas. Não se descarta, para já, a hipótese de que tenham sido levadas a cabo outras operações com sucesso, de que os Serviços Secretos ocidentais não estejam ainda a par.

O jornal norte-americano tentou contactar um porta-voz do presidente russo Vladimir Putin, Dmitri S. Peskov, que “remeteu questões sobre esta unidade [dos serviços secretos] para o Ministério da Defesa da Rússia”. Contudo, o Ministério “não deu resposta aos pedidos de comentário” feitos a propósito desta revelação.

domingo, outubro 06, 2019

Retorno russo à África: estratégias, políticas e perigos

À semelhança das décadas 1960-1980, Kremlin decidiu apostar em África, oferecendo aos países e regimes amigos as soluções tradicionais já testadas durante a guerra fria: venda de armamentos e uso de “assessores” militares.

Porque Rússia escolheu África?

Ano 2018 se caraterizou pela «pausa» da estratégia internacional da federação russa, quando o modelo anterior já não funciona e o modelo novo ainda não foi criado. A tentativa russa de fazer aos países europeus esquecer a «questão ucraniana» não foi bem sucedida.

A política das sanções, criada para conter o comportamento agressivo do Kremlin foi alargada, principalmente após o “caso Salisbury”, quando os oficiais do GRU russo envenenaram a família Skripal no solo britânico. As tentativas russas de «descongelar» as relações com os EUA, via amizade Putin-Trump, receberam uma reação negativa do congresso americano.
A chegada dos equipamentos russos em Moçambique, setembro de 2019
Os negócios russos com a China também diminuíram. Na 1ª metade de 2018 os investidores chineses retiraram da Rússia os investimentos no valor de cerca de 1 bilião de dólares, ou seja, 25% do total dos seus investimentos no país. Nas outras regiões do globo o investimento chinês, em média, cresceu em 2018 em cerca de 14%.

Por sua vez, diversos países da África mostram o crescimento sustentável do seu PIB, se transformando num campo de batalha económica das potências mundiais, quer pelo controlo dos mercados, quer pelos seus recursos minerais. Actualmente, as importações africanas chegam aos 500 biliões de dólares, cerca de 13% são canalizados para a compra de alimentos.

Interesse russo «triplo»: votos na ONU, armamentos e recursos minerais

Em dezembro de 2018 a questão de cooperação russa com África foi debatida no âmbito da discussão «Retorno da Rússia à África: interesses, desafios, perspetivas».

O retorno russo à África é descrito na Rússia como algo que os próprios africanos necessitam mais do que os russos: «Na situação da presença ativa da China e da Índia, os colegas africanos precisam diversificar a interação. É necessário ter aqui um equilíbrio, porque os países africanos entendem que a posição predominante de um único país, especialmente com uma poderosa instituição de financiamento, será semelhante ao passado colonial. A Rússia [...] pode mudar essa situação».

No entanto, os propagandistas russos, por exemplo, do canal televisivo “Tsargrad TV” absolutamente não escondem a essência do interesse russo em África: “A Rússia precisa da África não menos do que a África precisa da Rússia. Antes de tudo, precisamos de criar as condições sob as quais nossos oponentes geopolíticos não possam fortalecer suas posições e jogar contra a Rússia no campo africano às custas dos países africanos...”
A chegada dos equipamentos russos em Moçambique, setembro de 2019
Neste momento a Rússia está criando a estratégia de relacionamento com África, intitulada “Rússia-África: uma visão geral em 2030”. Antes de tudo, será um guia pensado para evitar os erros comuns cometidos pelas empresas russas em África (até 90% de negócios russos na África se revelaram um fracasso). Cerca de 30 especialistas russos preparam um documento que inclui análises macroeconómicas, dos sistemas políticos e económicos dos países africanos e avaliação de riscos. Com base nos dados apresentados, uma equipa de especialistas desenvolve previsões e recomendações sobre o desenvolvimento das relações russo-africanas até 2030. Com base nessa análise, serão tiradas conclusões sobre as possibilidades da Rússia ocupar nichos específicos em África.

Até o momento, as relações Rússia-Africa se baseiam no “interesse triplo».

Países africanos possuem 54 votos na AG de ONU, que Moscovo pretende usar como apoio das suas posições internacionais (a guerra contra Ucrânia, anexação da Crimeia, reconhecimento internacional dos territórios ocupados da Geórgia, etc.).

Rússia tenta aprofundar a cooperação técnico-militar com África, dado que vários países africanos possuem, nas suas FA, os armamentos soviéticos e mostram interesse de receber os novos tipos de armamentos russo (casos de Sudão, Angola, DR Congo, RCA). Na imprensa internacional circulam os rumores de que Rússia planeia abrir as suas bases militares em África (Egito, Líbia Ocidental, Sudão, RCA). Na RCA são ativos os “assessores” e muito possivelmente os mercenários russos ligados à EMP russa Grupo Vagner.

Rússia também pretende explorar os recursos minerais africanos. Em geral, a Rússia e a África possuem aproximadamente 50-52% do potencial total de recursos da Terra. Mas a nomenclatura de minerais na África e na Rússia é diferente.

Segundo especialistas, os países africanos representam cerca de 30% das reservas minerais do mundo, incluindo 83% da mineração mundial de platina, 45% de diamantes, 40% de ouro, 47% de cobalto, 43% de paládio, 42% de cromo, etc.

Num futuro previsível, a Rússia pode experimentar um déficit em vários minerais extraídos em África. Isso a está pressionando a estabelecer controlo sobre as minas, jazigos ou campos de petróleo e gás que interessam aos seus oligarcas. Estes realmente gostam da África, porque devido às peculiaridades dos depósitos minerais e à mão-de-obra barata, a rentabilidade dos investimentos na indústria de mineração é significativamente maior do que em outras regiões do mundo, e o custo dos produtos extraídos é notavelmente, geralmente de 20 à 30% menor do que em outros lugares.

Para a federação russa, que está sob sanções internacionais, o comércio com os países africanos é muito importante como compensador. Além dos recursos minerais, a Rússia está interessada no fornecimento de produtos agrícolas tropicais (café, cacau, frutas cítricas), além de um aumento no fornecimento de frutas e legumes, que deve substituir os produtos da Europa sujeitos às “auto-sanções” russas.

Em termos de exportação, Rússia vende aos países africanos fertilizantes, máquinas, grãos, bem como a exportação de serviços e tecnologias de engenharia, incluindo construção de estações/usinas nucleares, hidrelétricas, fábricas de processamento, oleodutos e caminhos-de-ferro/ferrovias.

Segundo dados de 2017, o volume de comércio entre a federação russa e os países africanos, em comparação com 2016, aumentou 26,1% e alcançou 17,4 biliões de dólares, principalmente exportações russas (14,8 biliões de dólares), que aumentaram um terço (29,8%). As importações de bens africanos para a Rússia cresceram 8,3% e somaram 2,6 biliões de dólares, e os investimentos russos acumulados na África de 2003 a 2017 totalizaram 17 biliões de dólares.

A Rússia, privada do potencial financeiro de seus principais rivais – os EUA e a China – ocupa seu nicho na África, ajudando governantes autoritários em estados instáveis, mas potencialmente ricos, propensos aos uso dos equipamentos militares russos.

A EMP russa “Grupo Vagner” trabalha de acordo com o esquema: “o fornecimento de assistência militar e outras, em troca de licenças para a extração mineira”. Este esquema é usado na República Democrática do Congo, Sudão, Líbia, Angola, Guiné, Guiné-Bissau, Moçambique, Zimbábue, República Centro-Africana e Madagascar. Putin, comparou as actividades do alegado dono do “Grupo Vagner” Prigozhin, as com George Soros, um filantropo americano e financiador bilionário que o Kremlin há muito tempo acusa de derrubar governos autoritários ao mando de Washington.
A chegada dos equipamentos russos em Moçambique, setembro de 2019
Mas ao contrário dos EUA, que buscam popularizar e introduzir os padrões de democracia aos países parceiros, Moscovo segue os passos da China, que está pronta para cooperar sem condições políticas preliminares. No âmbito da ideologia expansionista do espaço vital do “mundo russo” e construindo as bases de influência do “império eurasiano”, para Kremlin é perfeitamente aceitável cooperar com qualquer ditadura em África.

Até o final do século XXI, pode haver mais de uma dúzia de países em África que iriam superar a população da Rússia, tendo em vista que o número dos seus habitantes cairá para o nível de 50 milhões de pessoas. Não se pode excluir que a liderança russa já esteja considerando a opção de atrair migrantes africanos para minimizar as perdas demográficas, talvez essa seja talvez a única maneira de evitar a completa dissolução da Rússia pelos chineses.

Fonte: secção «Delta» do grupo Resistência Informativa

quarta-feira, outubro 02, 2019

Projeto MARIA dedicado ao Holodomor será exibido em Paris

A artista ucraniano-canadense Lesia Maruschak, criadora da instalação de arte multimédia MARIA, dedicada ao Holodmomor, exibirá seu trabalho em outubro em Paris, na França, como parte da ParisArtistes e da prestigiada exposição fotográfica Objectif FEMMES.

O Projeto MARIA é um tributo às vítimas do Holodomor de 1932-33 – genocídio da fome na Ucrânia soviética, onde milhões de pessoas morreram. Político e intencional, Holodomor foi um ataque patrocinado pelo Estado soviético contra um único grupo étnico como parte do novo modelo socio-económico da União Soviética que exigia a subjugação da população ucraniana cuja consciência nacional estava no caminho da nova ordem. No centro, está uma única imagem vernacular de uma jovem, Maria F., que sobreviveu e atualmente reside no Canadá.

Lesia Maruschak estará entre 70 artistas franceses e internacionais contemporâneos, emergentes e estabelecidos, que exibirão seu trabalho em diversos meios em 7 locais parceiros em Paris durante o fim de semana de 4 a 6 de outubro de 2019.

Do grupo de artistas participantes do ParisArtistes, Lesia Maruschak foi escolhida como um dos cinco fotógrafos a serem exibidos na exposição de fotos Objectif FEMMES - um evento anual que mostra o trabalho de talentosas fotógrafas. Lesia exibirá MARIA, um Mobile Memorial Space que recorda o Holodomor, genocídio do povo ucraniano, inspirado na história de um sobrevivente do Holodomor que vive atualmente no Canadá. A instalação inclui escultura, filme, livros e arte.

A exposição fotográfica da Objectif FEMMES será exibida de 1 a 8 de outubro de 2019, nas salas requintadas da Prefeitura do 9º distrito de Paris, com o apoio do prefeito Delphine Bürkli.

“O Congresso Mundial Ucraniano felicita Lesia Maruschak por essa conquista notável e convida todos os amigos da Ucrânia em Paris e arredores a visitar essas exposições”, disse o vice-presidente do CMU/UWC e presidente do Comité Internacional de Consciência e Reconhecimento de Holodomor do CMU/UWC, Stefan Romaniw. “É obrigação de todas as comunidades afetadas pelo genocídio incentivar o diálogo e a arte é uma ferramenta muito poderosa com a qual a conversa é ativada e as pontes são construídas.”

No início deste ano, em maio, o livro de arte de Lesia Maruschak, MARIA, ganhou o prémio mais alto no Festival Internacional do Arsenal de Livros em Kyiv e foi colocado na lista curta do Festival de Photobook de Atenas e no prestigiado Prix du livre, Recontres d'Arles.

Saber mais sobre ParisArtistes# http://www.parisartistes.com

Saber mais sobre a Objectif FEMMES:
https://www.objectif-femmes.art/page/objectif-femmes-2019

segunda-feira, setembro 30, 2019

Casa Branca divulgou conversa telefónica entre Trump e Zelensky

Uma transcrição do telefonema entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky foi divulgada pela Casa Branca. No decorrer da conversa, Trump pediu para que Joe Biden e o filho fossem investigados. Leia aqui toda a transcrição em português.

O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, pediu ao Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para que abrisse uma investigação por suspeitas de corrupção ao antigo vice-presidente dos EUA e seu possível rival às próximas eleições, Joe Biden, e o seu filho, segundo a transcrição de uma chamada telefónica divulgada pela Casa Branca e citada pelo New York Times.

Leia aqui a transcrição completa, traduzida para português:

Trump: Parabéns pela vitória. Estivemos a acompanhar tudo nos Estados Unidos e fez um trabalho formidável. A forma como apareceu do nada, alguém a que não tinha sido dada grande hipótese e acabou a ganhar facilmente. Foi uma conquista fantástica. Parabéns.

Zelensky: Está absolutamente certo, Sr. Presidente. Ganhámos em grande e trabalhámos arduamente por isto. Trabalhámos muito, mas gostaria de lhe confessar que tive a oportunidade de aprender consigo. Usámos algumas das suas competências e conhecimentos e fomos capazes de usar isso como um exemplo para as nossas eleições e, sim, é verdade que estas foram umas eleições únicas. Estivemos numa situação única da qual fomos capazes de atingir um sucesso único. Posso dizer-lhe o seguinte. Na primeira vez, ligou-me para me dar os parabéns quando ganhei as eleições presidenciais e, na segunda vez, está agora a ligar-me quando o meu partido ganhou as eleições legislativas. Acho que devia candidatar-me mais vezes, para me ligar mais vezes e para falarmos mais vezes ao telefone.

Trump: [risos] Isso é uma ideia muito boa. Acho que o seu país está muito contente por isto.

Zelensky: Bom…sim. Para lhe dizer a verdade, estamos a tentar trabalhar arduamente porque queremos esvaziar o pântano aqui no nosso país. Nós trouxemos muitas, muitas pessoas novas. Não os velhos políticos, não os típicos políticos, porque queremos ter um novo formato e um novo tipo de governo. Você é um professor fantástico para nós, para isso.

Trump: Bom…é muito agradável da sua parte dizer isso. Tenho de lhe dizer que nós fazemos muito pela Ucrânia. Investimos muito esforço e muito tempo. Muito mais do que os países europeus o fazem e eles deviam estar a ajudar-vos mais do que ajudam. A Alemanha não faz praticamente nada por vocês. E fazem a conversa deles e acho que é algo sobre o qual deviam mesmo questioná-los. Quando estive a falar com Angela Merkel, ela fala da Ucrânia, mas não faz nada. Muitos dos países europeus agem da mesma maneira portanto acho que é algo que deviam ver, mas os Estados Unidos têm sido muito, muito bons para a Ucrânia. Não diria que é necessariamente recíproco porque há coisas a acontecer que não são boas, mas os Estados Unidos têm sido muito, muito bons para a Ucrânia.

Zelensky: Sim, está absolutamente certo. Não a 100% mas a 1000% e posso dizer-lhe o seguinte. Eu falei com Angela Merkel e encontrei-me com ela. Também me encontrei e falei com Macron e disse-lhes que eles não estão a fazer tanto como deviam estar a fazer, em relação às sanções. Eles não estão a cumprir as sanções. Não estão a trabalhar tanto quanto deviam pela Ucrânia. Acontece que, apesar de logicamente os países europeus devessem ser o nosso maior parceiro, tecnicamente os Estados Unidos são um maior parceiro do que a União Europeia e estou-lhe grato por isso porque os Estados Unidos estão a fazer bastante pela Ucrânia. Muito mais do que a União Europeia, especialmente quando estamos a falar de sanções contra a Federação Russa. Queria também agradecer-lhe pelo grande apoio na área da defesa. Estamos prontos para continuar a cooperar para os próximos passos, mais especificamente, estamos quase prontos para comprar mais Javelins [míssil antitanque] aos Estados Unidos, para fins de defesa.

Trump: Gostava que nos fizesse um favor, no entanto, porque o nosso país já passou por muito e a Ucrânia sabe muito sobre isso. Gostaria que descobrisse o que se está a passar com toda esta situação com a Ucrânia, com a Crowdstrike [a empresa contratada pelo Partido Democrata para investigar o acesso ao seu sistema informático, durante as eleições presidenciais, em 2016]. Acho que vocês têm uma das vossas pessoas ricas…o servidor, dizem que a Ucrânia o tem. Houve muitas coisas que acontecer, a situação toda. Acho que você está rodeado por algumas dessas mesmas pessoas. Gostaria que o Procurador-Geral lhe ligasse ou a essas pessoas e que pudesse chegar ao fim deste problema. Como viu ontem, todo este disparate acabou com uma intervenção fraquíssima de um homem chamado Robert Mueller, uma intervenção incompetente, mas dizem que muito disto começou com a Ucrânia. Seja o que for que possam fazer, é muito importante que o façam se possível.

Zelensky: Sim, é muito importante para mim e tudo o que mencionou há pouco. Para mim, enquanto presidente, é muito importante e estamos abertos a qualquer cooperação futura. Estamos prontos a abrir uma nova página nas relações de cooperação entre os Estados Unidos e a Ucrânia. Para que isso seja possível, acabei de retirar o nosso embaixador nos Estados Unidos e será substituído por um embaixador muito competente e com muita experiência, que irá esforçar-se para garantir que as nossas duas nações se aproximem. Também gostaria e espero vê-lo a conquistar a sua confiança e a ter uma relação pessoal consigo para que, assim, possamos cooperar ainda mais. Um dos meus assistentes falou recentemente com o Sr. Giuliani e esperamos que o Sr. Giuliani possa viajar até à Ucrânia para nos podermos encontrar assim que ele vier cá. Queria assegurar-lhe mais uma vez que nós não temos ninguém senão amigos à nossa volta. Irei garantir que vou rodear-me das melhores pessoas e das pessoas mais experientes. Também lhe queria dizer que somos amigos. Somos grandes amigos e você, Sr. Presidente, tem amigos no seu país para que continuemos a nossa parceria estratégica. Também planeio rodear-me de grandes pessoas e, além da investigação, garanto-lhe que, enquanto Presidente da Ucrânia, todas as investigações serão feitas de forma transparente e honesta. Isso posso garantir-lhe.

Trump: Boa, porque ouvi dizer que tem um procurador que era muito bom e que foi afastado e isso é muito injusto. Muitas pessoas estão a falar sobre isso, da forma como afastaram o seu procurador que era muito bom e você tem algumas pessoas más envolvidas. O Sr. Giuliani é um homem muito respeitado. Ele foi o presidente da Câmara de Nova Iorque, um grande presidente, e eu gostaria que ele o pudesse telefonar. Eu vou pedir-lhe para lhe ligar, em conjunto com o Procurador Geral. Rudy [Giuliani] sabe o que está a acontecer e é uma pessoa muito capaz. Se pudesse falar com ele, seria fantástico. A antiga embaixadora dos Estados Unidos, a mulher, não era coisa boa e as pessoas com quem ela lidava na Ucrânia também não era coisa boa, por isso, só quero que saiba isso. Outra coisa. Fala-se muito sobre o filho de Biden, que Biden travou a acusação, e muitas pessoas querem descobrir isso. Portanto, o que quer que possa fazer com o Procurador Geral seria fantástico. Biden andou aí a gabar-se que travou a acusação por isso se puder olhar para isso. Parece-me horrível para mim.

Zelensky: Quero dizer-lhe uma coisa sobre o Procurador. Primeiro que tudo, compreendo e estou ciente da situação. Uma vez que conquistámos a maioria absoluta no nosso Parlamento, o próximo Procurador-geral será meu a 100%, o meu candidato, que será aprovado pelo Parlamento e irá iniciar funções como novo procurador em Setembro. Ele ou ela irão olhar para esta situação, especificamente para a empresa que você mencionou. O problema com a investigação deste caso é atualmente o problema em assegurar que a integridade é restabelecida, para que consigamos tratar disso e iremos trabalhar na investigação do caso. Acima disso, ia pedir-lhe que, se tiver alguma informação adicional que nos pudesse dar, iria ajudar muito à investigação de forma a garantir que aplicamos a justiça no nosso país em relação ao embaixador ucraniano nos Estados Unidos. Foi fantástico que você tivesse sido o primeiro a dizer-me que ela era uma má embaixadora porque eu concordo consigo a 100%. A atitude dela em relação a mim estava longe de ser a melhor, pois ela admirava o presidente anterior e estava do lado dele. Ela não me aceitaria como um novo presidente suficientemente bem.

Trump: Bom, ela vai passar por algumas coisas. Giuliani irá telefonar-lhe e também vou pedir que o Procurador-geral Barr que lhe ligue e vamos chegar ao fundo do problema. Tenho certeza que irá entender. Ouvi dizer que o procurador foi muito mal tratado e que ele era um procurador muito justo por isso boa sorte com tudo. Consigo prever que a sua economia vai ficar cada vez melhor. Você tem muito património. É um ótimo país. Tenho muitos amigos ucranianos, são pessoas incríveis.

Zelensky: Também gostaria de lhe dizer que tenho alguns amigos ucranianos que vivem nos Estados Unidos. Na verdade, e última vez que viajei até aos Estados Unidos, fiquei em Nova Iorque, perto do Central Park, e fiquei na Trump Tower. Vou falar com eles e espero vê-los novamente no futuro. Também quero agradecer-lhe pelo convite de visitar os Estados Unidos, especificamente Washington DC. Por outro lado, também quero assegurar-lhe que seremos muitos sérios acerca deste caso e iremos trabalhar na investigação. Em relação à economia, há muito potencial para os nossos países e uma das questões que é muito importante para a Ucrânia é a independência energética. Acredito que podemos ter muito sucesso e cooperar com os Estados no que diz respeito à independência energética. Nós já estamos a trabalhar numa cooperação. Estamos a comprar petróleo americano, mas estou esperançoso por uma futuro encontro. Teremos mais tempo e mais oportunidades para discutir estas oportunidades e nos conhecermos. Queria agradecer-lhe muito pelo apoio.

Trump: Boa. Bem, obrigado e fico contente por isso. Vou dizer a Rudy e ao Procurador-geral Barr para ligarem. Obrigado. Sempre que quiser vir à Casa Branca, sinta-se à vontade para ligar. Dê-nos uma data e trataremos disso. Fico à espera de o ver.

Zelensky: Muito obrigado. Ficaria muito feliz por ir aí e gostaria de o conhecer pessoalmente para o poder conhecer melhor. Fico à espera desse encontro e também queria convidá-lo a visitar a Ucrânia e vir à cidade de Kyiv, que é uma bonita cidade. Temos um país muito bonito que o iria receber. Por outro lado, acredito em no dia 1 de setembro iremos à Polónia e podemos conhecer-nos lá, à partida. Depois disso, será uma ótima ideia vir à Ucrânia. Podemos ir no meu avião ou no seu, que é provavelmente melhor que o meu.

Trump: Ok, podemos pensar nisso. Fico à espera de o ver em Washington e talvez na Polónia porque acho que vamos estar lá ao mesmo tempo.

Zelensky: Muito obrigado, Sr. Presidente.

Trump: Parabéns pelo trabalho fantástico que tem feito. O mundo inteiro está a vê-lo. Não tenho a certeza se foi um incómodo assim tão grande, mas parabéns.

Zelensky: Muito obrigado, Sr. Presidente.

Blogueiro: a visita aos EUA se tornou um fiasco completo do Zelensky como presidente. Donald Trump exige começar a investigação formal contra Biden e Zelensky promete que sim. Caso contrário os EUA não darão nenhum dinheiro (“que o dinheiro seja dado pela Alemanha”, diz Trump), nem ajudarão conter o expansionismo russo (“se reúnem com o Putin e resolvam os problemas”, é a segunda tese do Trump).

Zelensky não pode começar a investigação pois isso significaria a interferência na política interna dos EUA. Também não pode não começar — ele já tinha prometido que sim. Dai a sua histeria no decorrer da entrevista colectiva com o Trump. Respondendo à uma questão de jornalista ucraniana Zelensky gritou a sua frase preferida: “eu não devo nada à ninguém!”

Do ponto de vista psicológico, presidente Zelensky mostrou que a sua idea do dever de um Estadista é bastante criativa...

domingo, setembro 29, 2019

Desafio cervejeiro: Leopard 2A4 vs T-64 ucraniano de 2017

Os armeiros ucranianos de Lviv mostraram as capacidades do seu novo sistema de estabilização do canhão do blindado modernizado ucraniano T-64 (variação de 2017), produção dos quais começou recentemente na sua fábrica.
Desafio consiste em colocar uma caneca de cerveja sobre o canhão do blindado e que este não escorregar e a cerveja não se entornar no decorrer dos movimentos complexos do blindado.

O primeiro desafio do género foi realizado pelos alemães em 1986, usando o seu blindado Leopard 2A4. O vídeo foi divulgado ao público em geral no canal oficial do Bundeswehr YouTube em 2015.

Como podemos ver, o sistema ucraniano não fica atrás das caraterísticas técnicas do seu análogo alemão.

A Fábrica de Blindados de Lviv (LBTZ), parte da corporação «UkrOboronProm», começou em 2019 a modernização em série dos blindados T-64 (variação de 2017), equipados com termovisores, GPS, sistema analógico de comunicações e um novo sistema dinâmico da defesa anti-míssil.

Oito blindados da nova série foram entregues às FAU em junho de 2019, juntamente com a Fábrica de Blindados de Kharkiv (KhBTZ), os armeiros ucranianos já entregaram ao exército ucraniano mais de 150 blindados dessa série.

terça-feira, setembro 24, 2019

Vídeo UKRAINE IS MY HOME

Ucraniano Nazarii Doroshkevych publicou no YouTube o vídeo das belezas da Ucrânia filmado em mais de 15 regiões diferentes do país que mostra as suas vastas extensões, florestas dos Cárpatos, sol brilhante e mar azul, luzes das grandes cidades e tranquilidade das estepes.
Neste vídeo, quero apelar a todos que podem ver a beleza, que estão em busca de novos sentimentos, emoções inesquecíveis e paras, aqueles que estão em busca de lugares maravilhosos e fabulosamente bonitos.

Estou envolvido nessa busca há muito tempo, mas só agora percebi que a busca pela beleza não está na capacidade de viajar para longe e de forma cara.

Ucrânia é um mundo à parte que tem tudo no seu interior! Densas florestas centenárias, cordilheiras sábias e monumentais, desfiladeiros misteriosos, vales espaçosos, rios amplos e barulhentos, além de lagos cristalinos.

Eu só quero dizer: “Venha para Ucrânia, desfrute de nossa hospitalidade, paisagens, clima maravilhoso e crie para si uma das aventuras mais memoráveis da sua vida!” #Ukraineismyhome

Seguir Nazarii:
No Instagram parceiro: https://www.instagram.com/volo.agency

No Facebook parceiro: https://facebook.com/voloadrenaline

sábado, setembro 21, 2019

A invasão da Polónia apoiada pela URSS e pela Eslováquia

A 2ª República Polaca/Polonesa foi atacada pela Alemanha nazi em setembro de 1939 com apoio militar, logístico e ideológico da União Soviética e da Eslováquia.
 
A revista satírica soviética Krocodil (Crocodilo), de 1939, sobre a ocupação conjunta nazi-soviética da Polónia:
«Nisso, crianças, nos terminamos o estudo da história do estado polaco/polonês».
A Pequena Enciclopédia Soviética (MSE) descreveu a partilha da Polónia entre URSS e 3º Reich em seguintes termos: “No outono de 1939, os azarentos líderes da Polónia senhorial, ao mando dos imperialistas anglo-franceses, começaram a guerra contra a Alemanha”. 
Pequena Enciclopédia Soviética; volume 10, página 997, 2ª edição de 1936-1941.
No final de setembro de 1939, Hitler agradeceu publicamente à liderança da República Eslovaca pela ajuda na campanha polaca/polonesa. Em 21 de setembro, os antigos territórios poloneses de Spis e Orava, com uma área de mais de 700 km², foram transferidos para a soberania da Eslováquia.

No entanto, alguns diplomatas eslovacos discordaram publicamente do colaboracionismo do seu país com o 3º Reich. Por exemplo, no primeiro dia da invasão nazi alemã da Polónia, o embaixador eslovaco na Polónia, Dr. Ladislav Szathmáry se encontrou com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros/ das Relações Exteriores da Polónia, Jan Szembek, a quem entregou uma carta dirigida ao ministro dos Negócios Estrangeiros/das Relações Exteriores da Polónia, Józef Beck, que dizia o seguinte:
Em nome do povo eslovaco e de seus representantes, que são forçados a permanecer calados sob a pressão do Terceiro Reich, eu protesto como representante do estado eslovaco na Polónia contra o uso da Eslováquia como base para o Terceiro Reich para condução dos combates contra a Polónia”.

A declaração de Dr. Szathmáry foi publicada no jornal polaco/polonês “Express Poranny” em 2 de setembro de 1939. O diplomata também fez uma declaração semelhante na rádio polaca/polonesa, após disso, o seu caminho para casa foi definitivamente barrado. Mais tarde, com ajuda do governo polaco/polonês, ele conseguiu emigrar para a França e sobreviveu a II G.M. O embaixador da República Eslovaca no Reino Unido, Milan Harminc (não confundir com Milan Michal Harminc, o arquiteta), também criticou fortemente a participação da Eslováquia na II G.M. ao lado do regime nazi.

Após o fim da II G. M., a fronteira entre a Polónia e a Checoslováquia foi traçada pela linha anterior, igual ao de 1920-1938.

As imagens: MSE; jornal “Express Poranny” de 2 de setembro de 1939, com a declaração de Ladislav Szathmáry; a condecoração dos soldados eslovacos após a capitulação da Polónia, no final de setembro de 1939.
@arquivo (a imagem é censurada de acordo com as exigências do FB e do blogger.com)
Em 1939 na URSS não houve nenhum diplomata que ousasse protestar contra os crimes do comunismo soviético, embora havia outros casos de coragem, anteriores e posteriores, ao de início da II G.M.

Os brinquedos ucranianos Cubika ecológicos e absolutamente fantásticos

O fabricante de brinquedos Levenya é uma empresa jovem e 100% ucraniana, a sua produção ocorre no coração dos Cárpatos ucranianos, com materiais domésticos. Todos os brinquedos são feitos de álamo e faia ecológicos.

A variedade deste fabricante é projetada para crianças e o seu principal objetivo é contribuir para o rápido desenvolvimento das habilidades básicas da criança. As principais categorias de brinquedos são peças para sortear e montar, carros, comboios/trêm. Os brinquedos são embalados de acordo com os padrões modernos, têm uma aparência muito bonita e são ideais para um presente de aniversário. Todos os produtos são fabricados em equipamentos importados e usam a pintura com tinta à base de água, fabricada com a mais recente tecnologia alemã.
Os brinquedos de madeira contribuirão para o desenvolvimento de habilidades motoras finas das mãos e da percepção sensorial das crianças. Graças aos brinquedos de madeira, podem ser aprendidas formas e cores, elas não têm muitas funções, em comparação com os brinquedos de plástico modernos, o que deixa lugar para a criatividade e a imaginação da criança. A madeira oferece uma energia “quente”. Os brinquedos são muito resistentes ao desgaste e, se necessário, fáceis de limpar, e nos jogos com amigos e pais, as crianças desenvolvem importantes funções sociais. O número de brinquedos exclusivos do Cubika chega às centenas. Cada peça é pensada nos mínimos detalhes, a fim de desenvolver uma criança e dar-lhe muita alegria.

Hoje, a Cubika ocupa uma fatia bastante elevada do mercado ucraniano e começa se projectar no mercado de brinquedos de madeira para crianças nos países da Europa Central e Ocidental.
Os produtos da marca atendem aos mais altos padrões de qualidade e possuem certificação europeia. Podemos dizer que, se você procura um brinquedo de madeira brilhante e ecológico para uma criança de 1,5 a 4 anos, os produtos Cubika são ideais para você.

Catalógo

sexta-feira, setembro 20, 2019

Israelitas fazem o primeiro filme em hebraico sobre Holodomor ucraniano

“Com este filme, quero quebrar o silêncio em Israel sobre Holodomor”, disse o ator, diretor e produtor israelita/israelense Dim Amor numa entrevista ao Ukrainian Jewish Encounter.

por: Shimon Briman (em Israel)

O filme está sendo filmado às custas próprias da “Academia de Artes Cénicas” – uma escola particular de Dim Amor de preparação de atores. Os seis principais atores (Alina Rubin, Tanya Tal Makhin, Ruslan Vilnitsky e outros) são cidadãos israelitas/israelenses, alguns dos quais nasceram na Ucrânia. O hebraico será o idioma do filme, também serão produzidas as legendas de outros idiomas. O guião também foi escrito em hebraico.

As filmagens de inverno ocorrerão em dezembro de 2019 na vila de Dukhanivka, no distrito de Konotop, na região de Sumy – no local foram encontradas casas autênticas com telhados de palha. Uma empresa ucraniana parceira fornecerá adereços e automóveis da década de 1930, além de artistas locais como extras.

A área de Sumy é a região nativa do criador deste filme, Dmytro Shatokhin. Dmytro, que foi chamado de “Dim-Dim” na sua família, nasceu em Konotop em 1984, estudou numa escola ucraniana local e se repatriou ao Israel aos dezassete anos. Em 2003-2006, ele serviu nas Forças de Defesa de Israel (IDF) na divisão de combate Givati. Após o serviço militar, o jovem estudou nas escolas de arte cénica de Yoram Levinstein e de Yuval Karmi. Ele adotou o pseudónimo Dim Amor, no qual seu sobrenome profissional escolhido é “Roma”, a sua cidade preferida, soletrada de trás para frente.

Em 2016-2019, um grupo de jovens artistas israelitas/israelenses da “Academia de Artes Cénicas” de Dima Amor passou por ensaios de teatro em Kyiv. Uma nova viagem que oferece um estágio profissional para israelitas/israelenses na Universidade Nacional de Cultura e Artes de Kyiv ocorrerá em fevereiro de 2020.
Jovens artistas israelitas/israelenses durante o ensaio de teatro em Kyiv
O filme será chamado de “Fome”. O enredo contará a história de uma família – a mãe com seis filhos e os horrores da fome que caem sobre eles.

É interessante notar que imediatamente após o anúncio do início das filmagens o diretor recebeu mensagens dos institutos de teatro de Moscovo e de São Petersburgo sobre o fim de todo tipo de cooperação com a sua Academia. Muitas figuras teatrais russas o removeram dos seus amigos na rede social do Facebook.
A jornalista judia que alertou o mundo do Holodomor na Ucrânia
Dim Amor espera que o filme seja exibido em 2020, e não apenas nos cinemas israelitas/israelenses e no festivais de cinema. O jovem diretor enfatizou: “Eu realmente quero que o filme seja exibido no Knesset. Espero que nosso filme seja capaz de influenciar a posição dos parlamentares israelitas/israelenses na questão de reconhecer Holodomor [ucraniano] como genocídio”.

Ler mais em inglês ou ucraniano.

sábado, setembro 07, 2019

Oleg Sentsov é libertado e está na Ucrânia!

O realizador Oleg Sentsov, POW ucraniano, falsamente condenado aos 20 anos de prisão na Rússia, retornou à Ucrânia como parte de uma troca de prisioneiros entre Ucrânia e Moscovo.

A transmissão ao vivo do aeroporto de Boryspil, onde os prisioneiros ucranianos são recebidos pelo presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, é realizada pelo canal de televisão Hromadske.



Falando no aeroporto, Zelensky disse que procuraria libertação adicional de todos os prisioneiros ucranianos em poder russo.

A troca em 7 de setembro ocorreu de acordo com o esquema “35 por 35”. Como parte do acordo Ucrânia libertou o editor-chefe da delegação ucraniana da agência noticiosa russa RIA Novosti Kirill Vyshinsky e Volodymyr Tsemakh – a testemunha chave no caso do abate russo do Boeing da Malásia no verão de 2014.
Comandos ucranianos capturam separatista envolvido na tragédia do Boeing MN17
É de notar que em julho de 2019 os comandos ucranianos capturaram Volodymyr Tsemakh (o chefe da “defesa antiaérea” das forças russo-separatistas da cidade de Snizhne) na retaguarda segura dos separatistas e o trouxeram para Ucrânia livre para ser julgado devido a sua participação direta no abate do Boeing-777 do voo MH-17, ocorrido em 17 de julho de 2014.