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| Zinovy Tolkachev, “Tałeskoten”, da série Majdanek. Imagem: Instituto Histórico Judaico Emanuel Ringelblum em Varsóvia |
Aproximadamente 130.000 pessoas passaram por naquele campo nazi, 80.000 deles morreram em Majdanek.
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| A capa da 1ª edição polaca de 1945 |
O conceituado artista judaico ucraniano Zinovy Tolkachev-Schenderovich (1903-1977), enquanto militar soviético, participou na libertação de prisioneiros nos campos de Majdanek e de Auschwitz. Criou, então, as BD/quadrinhos gráficos «Majdanek» (1944-45) e «Flores de Auschwitz» (1945), publicados apenas na Polónia.
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| “Guarda Feminina”. Portfolio com reproduções das obras de “Majdanek”. Coleção do Instituto Histórico Judáico Emanuel Ringelblum em Varsóvia |
Na União Soviética, estas obras não apenas não foram publicadas, como provocaram perseguições ao artista nas décadas de 1950-60, durante a campanha antisemita estatal soviética dirigida contra os «cosmopolitas», eufemismo soviético aplicado aos judeus.
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| «Libertação», 1945. Museu virtual Yad Vashem |
Apesar do uso de narrativas perfeitamente alinhadas com a ideologia dominante soviética (por exemplo, a presença da bandeira vermelha no quadro «Libertação»), a sua obra foi perseguida e censurada na URSS. Em 1949, o jornal oficial do PC da Ucrânia soviética, «Pravda Ukrayiny», acusou Tolkachev de promover obras de «conteúdo sionista-religioso», chamou o seu trabalho «profundamente perverso» e definiu os seus álbuns gráficos como uma manifestação de «nacionalismo burguês» e de «cosmopolitismo sem raízes».
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| “Lugar do não retorno”, 1945. Portfolio com reproduções das obras de “Majdanek” Coleção: Instituto Histórico Judaico Emanuel Ringelblum em Varsóvia. |
Após a morte do artista em 1977 em Kyiv, o seu espólio criativo foi oferecido, pela família, à fundação israelita Yad Vashem.
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