domingo, março 22, 2026

O assassino em série soviético Naum Turbovsky: mais de 2.100 vítimas

Oficial do NKVD, Naum Turbovsky, é conhecido por executar pessoalmente, entre 1920 e 1937, mais de 2.100 pessoas. O seu processo pessoal após 1945 foi colocado em segredo do Estado pela decisão do MGB-KGB e na rússia atual pelo FSB. 

De 1936 a julho de 1938, ele foi comandante e chefe da prisão do NKVD de Dnipropetrovsk (atual Dnipro) e, simultaneamente, o principal executor da pena capital. Pelos seus «serviços» foi condecorrado pela Ordem da Estrela Vermelha. 

Em termos do número de vítimas de repressões políticas durante o assim chamado Grande Terror (1937-1938) — executadas e condenadas — a região de Dnipropetrovsk ocupa na Ucrânia o terceiro lugar, a seguir à Kyiv e da região Estalino (atual Donetsk). De acordo com os registos da NKVD, de 1 de janeiro de 1937 a 1 de julho de 1938, 20.216 pessoas foram condenadas na região de Dnipropetrovsk nos processos tutelados pelo NKVD, das quais 13.573 foram sentenciadas à morte. Estes números não são definitivos, pois, como se sabe, o Grande Terror continuou até os meados de Novembro de 1938. 

Turbovsky é conhecido pelo facto do seu processo pessoal ter sido completamente preservado nos arquivos, e um dos seus documentos de condecoração afirma que executou pessoalmente mais de 2.100 pessoas. O certificado que atesta que Naum Turbovsky executou mais de 2.100 pessoas está datado de 7 de dezembro de 1937. Sabe-se que ele participava em execuções (intermitentemente) desde 1920. À título de comparação, somente em 1937, as 7.162 pessoas foram condenadas à morte na região de Dnipropetrovsk.

Uma entrada interessante no seu registo de serviço na GPU, na secção «Breve Perfil de Desempenho», diz: «...Politicamente é pouco desenvolvido.Um revolucionário veterano, participou em execuções em massa. Disciplinado. Firme, autoconfiante, um especialista em trabalho operacional. Um bom camarada...»

Estava plenamente qualificado para o seu cargo (Comandante da Direcção da NKVD/Chefe do 10º Departamento da Direcção do NKVD da RSS da Ucrânia na região de Dnipropetrovsk). Era merecedor de uma promoção antecipada ao posto especial do «1º tenente».
Naum Turbovsky nasceu em 1896 na cidade de Khodorkiv, na província de Kyiv. Completou três anos de cheder (escola primária judaica). Vinha de uma família numerosa: o seu pai, Tsal Turbovsky, morreu em 1918, e a sua mãe foi morta pelo exército polaco em 1920. Os seus irmãos, Mendel, Nakhim e Moses, emigraram aos Estados Unidos antes de 1917. A sua irmã, Manya, emigrou em 1920. A sua irmã, Basya, permaneceu em Kyiv, em 1941 ela foi fuzilada pelos alemães em Babyn Yar. 

O seu historial de serviço demonstra que era um oficial de segurança leal e diligente. Fazia o que lhe era ordenado e ia para onde lhe mandavam. As suas referências descreviam-no como consciencioso, mas não particularmente proactivo e sem grande visão de futuro. Um homem funcional. Ainda assim, ascendeu ao posto de tenente-coronel de NKVD-MGB e foi condecorado com várias ordens militares e medalhas. Após a II G.M., a mulher de Turbovsky, Natalya, também trabalhou para o MGB, no departamento de controlo de correspondência. Não se sabe nem o destino, nem o ano da morte de Turbovsky. 

A sua vida posterior e o processo pessoal foram colocados em segredo do Estado pela decisão do MGB-KGB após 1945, o FSB da federação russa estendeu o limiar do mesmo segredo por mais algumas décadas... O que leva à pressupor, a validade da hipótese, do que Naum Turbovsky, poderia ser colocado nos EUA (ou num outro país Ocidental, por exemplo, em Israel), como agente ilegal, com, ou sem, o conhecimento da sua família, que já estava radicada nos Estados Unidos desde 1917-20...

sábado, março 21, 2026

As lições de guerra da Ucrânia aos EUA que Washington poderia aprender melhor

Ao longo dos quatro anos de guerra, as defesas antiaéreas ucranianas abateram aproximadamente 140.000 alvos e tornaram-se uma das mais sofisticadas e eficazes do mundo. Ucrânia já enviou 200 conselheiros militares ao Médio Oriente/Oriente Médio para ajudar os aliados dos EUA a repelir ataques de drones e mísseis.

Mas, apesar destes resultados, Donald Trump rejeita publicamente a ajuda da Ucrânia. Entretanto, descobre-se que as forças americanas e aliadas estão a gastar milhões de dólares para intercetar drones baratos e a cometer erros que os ucranianos aprenderam a evitar no início da guerra. O que os EUA e os seus aliados já estão a aprender com a Ucrânia é descrito num artigo fascinante do The Times:

...A Força Aérea Ucraniana, que combina as capacidades ar-ar e terra-ar, provou a sua eficácia ao longo de quatro anos de guerra intensa. Abateu aproximadamente 140.000 alvos: mísseis, drones, bombas voadoras e aeronaves inimigas. Mais de 44.000 deles eram drones Shahed, que estão agora a atacar bases americanas no Médio Oriente.

No entanto, o presidente Donald Trump rejeitou a oferta de ajuda de Kyiv. «A última pessoa de quem precisamos de ajuda é Zelenskyy», disse em entrevista à NBC News.

Justin Bronk, investigador sénior de aviação e tecnologia no Royal United Services Institute (RUSI), classificou esta posição como míope: «Ignorar as capacidades profissionais da Ucrânia é míope e estrategicamente errado». A Ucrânia está, sem dúvida, entre os líderes mundiais na organização de comando e controlo e na coordenação dos sistemas de defesa aérea.

Ucrânia possui um dos sistemas de defesa aérea mais sofisticados do mundo. Conseguiu integrar os sistemas soviéticos e da NATO, criando uma arquitetura em camadas que inclui sistemas de guerra eletrónica, aviões de combate, helicópteros, sistemas de mísseis Patriot, drones intercetores e até metralhadoras simples de unidades móveis.

Apesar das declarações públicas de Trump, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) solicitou especialistas ucranianos. De acordo com um oficial superior da Força Aérea Ucraniana, já foram enviados para a região do Golfo Pérsico. Segundo Volodymyr Zelenskyy, aproximadamente 200 conselheiros militares ucranianos estão a trabalhar no Kuwait, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, ajudando a construir defesas contra mísseis e drones.

Os militares ucranianos, no entanto, ficaram surpreendidos com a escala e o custo da utilização dos sistemas americanos. De acordo com o responsável, nos países do Golfo, até oito mísseis Patriot — cada um a custar mais de 3 milhões de dólares — foram disparados contra um único alvo, e até contra drones baratos.

Na Ucrânia, os militares explicam que um no máximo dois mísseis são geralmente suficientes para intercetar mísseis balísticos russos. No entanto, como refere Bronk, a eficácia das intercepções tem variado à medida que a rússia aprimorou as suas tácticas.

Os dados das tripulações ucranianas de Patriot foram partilhados com os aliados. No entanto, de acordo com um responsável ucraniano, os EUA e os seus parceiros aparentemente ignoraram os cálculos complexos que permitiram à Ucrânia melhorar a eficácia da intercepção: «Não compreendo o que têm feito ou o que têm observado durante estes quatro anos enquanto estávamos a combater».

A 1 de março, três caças F-15E norte-americanos foram abatidos pelas defesas aéreas do Kuwait enquanto perseguiam drones — um incidente que chocou os ucranianos. «Em qualquer guerra, há casos de 'fogo amigo', mas aqui estamos a falar de uma clara negligência», afirmou um oficial das Forças Armadas da Ucrânia.

Os analistas acreditam que a diferença nas abordagens se deve às tácticas: nas monarquias do Golfo, as tripulações dos Patriot abrigam-se, programando os sistemas para o modo automático, enquanto os ucranianos continuam a fazer a gestão de fogo de forma manual.

«É extremamente difícil confundir um avião com um drone». Não é nada claro para onde os operadores estavam a olhar. «Os sistemas não estão totalmente automatizados», observou o responsável. «O piloto não voa no vácuo — alguém o dirige, dá comandos e atribui tarefas».

De acordo com Zelensky, nos primeiros quatro dias da guerra com o Irão, os EUA e os seus aliados dispararam mais de 800 mísseis Patriot — aproximadamente mais 200 do que a Ucrânia usou em três anos da guerra. Desde o início da invasão em grande escala, Ucrânia recebeu cerca de mil destes mísseis. Em 2024, a Lockheed Martin produziu 620 mísseis, planeando aumentar a produção para 2.000 nos próximos sete anos.

«Disparavam frequentemente de forma imprudente», disse o responsável ucraniano. «Por exemplo, usaram mísseis SM-6 — excelentes sistemas antimíssil que custam cerca de 6 milhões de dólares — para abater um Shahed de 70 mil dólares».

Os drones iranianos baratos já causaram milhares de milhões de dólares em danos aos EUA e aos seus aliados no Médio Oriente. Um radar de alerta antecipado AN/FPS-132, avaliado em cerca de mil milhões de dólares, foi alegadamente danificado, assim como pelo menos um radar THAAD, avaliado em aproximadamente 300 milhões de dólares. Estes objetos eram facilmente visíveis em imagens de satélite disponíveis ao público.

«Estiveram parados no mesmo local durante dois meses. Depois chegaram os Shahed — três drones por 70 mil dólares cada. E foi isso», disse um responsável ucraniano. Nas guerras de alta intensidade, o custo importa — e proteger os sistemas mais dispendiosos torna-se uma prioridade fundamental.

Os militares ucranianos tornaram-se mestres na camuflagem e na manobra, especialmente no que diz respeito aos sistemas de defesa aérea. Estas competências foram desenvolvidas através de erros graves nos primeiros anos da guerra. Agora, Kyiv está pronta para partilhar essa experiência.

As equipas ucranianas do Patriot também repensaram a utilização destes sistemas, transformando-os de uma ferramenta puramente defensiva numa ofensiva. A 13 de maio de 2023, um oficial de controlo de combate de 35 anos com o indicativo de chamada «Matiory» abateu três aeronaves russas e dois helicópteros sobre a região de Bryansk. «Lançavam bombas planadoras sobre Chernihiv do outro lado da fronteira, e ninguém podia fazer nada. Abater as próprias bombas era irracional — são armas baratas, mais baratas do que um carro usado, e cada míssil custa milhões», disse. A solução racional era destruir os próprios veículos de lançamento — aeronaves caras.

A sua unidade deslocou uma bateria Patriot para mais perto da fronteira e montou uma emboscada numa zona considerada segura pelas aeronaves russas. Os ucranianos aprenderam a implantar e a desmontar o sistema muito mais rapidamente do que as instruções americanas estipulavam — abrindo fogo e recuando antes de serem detetados.

Há outras lições também. Contra os mais recentes mísseis balísticos russos, que alteram a trajetória para mascarar o alvo, as equipas ucranianas são obrigadas a desativar a orientação automática e a operar manualmente — muitas vezes intercetando nos segundos finais, quando o míssil está quase em posição.

Nenhum país se deve permitir ser complacente em matéria de defesa aérea, afirma o Coronel Kyrylo Peretyatko, comandante do grupo táctico de defesa aérea. Aos 33 anos, recebeu o título de Herói da Ucrânia — a mais alta condecoração do Estado — depois de a sua equipa do NASAMS ter abatido 12 mísseis de cruzeiro em dois minutos, protegendo uma instalação de importância estratégica.

«Ninguém cometeu o mínimo erro ou hesitou por um segundo que fosse — porque operar qualquer sistema de defesa aérea é um trabalho de equipa. Ouvi oficiais a gritar pela rádio: 'Comandante, o céu está a arder, estamos a deitar tudo abaixo! '», recorda Peretyatko.

Segundo ele, a experiência da Ucrânia em organizar a defesa contra um vasto leque de ameaças pode ser útil para outros países: «Operações e confrontos como os que estamos a viver atualmente na Ucrânia nunca foram vistos na história mundial. Esta é uma guerra completamente nova — e todos a estão a estudar».

sexta-feira, março 20, 2026

Morre o Metropolita Filaret, o patriarca honorário da Igreja Ortodoxa da Ucrânia

Aos 87 anos de idade morreu o Metropolita Filaret (Mykhailo Denisenko). Nasceu aos 23 de janeiro de 1929 na região de Donetsk. Foi o homem da sua época, enfrentou todas as contradições e cedeu algumas das tentações, que marcaram os conturbados séculos XX e XXI na história da Ucrânia. 

Jovem Mykhaylo em 1947, no Seminário de Odessa

Estudou no Seminário Teológico de Odessa e na Academia Teológica de Moscovo. Em 1950, recebeu a tonsura monástica com o nome de Filaret. A 14 de maio de 1966, foi nomeado Arcebispo de Kyiv e Galícia e Exarca da Ucrânia, e em 1968 foi elevado ao posto de Metropolita. Em julho de 1990, foi eleito Metropolita de Kyiv e de Toda a Ucrânia, Primaz da Igreja Ortodoxa Ucraniana no seio da Igreja Ortodoxa Russa. Como muitos padres e sacerdotes da sua geração, pertencentes à IOR, Patriarca Filaret foi um agente-informador do KGB, sob o nome de código «Antonov». Algo que teve a elevação de confirmar nas estrevistas que deu aos meios de comunicação social, já após a independência da Ucrânia.

Informe do agente «Antonov» ao seu curador do KGB, 4.IV.1958

A 25 de junho de 1992, no Concílio de Unificação em Kyiv, apoiou a decisão de unir a Igreja Ortodoxa Ucraniana (IOU) e da Igreja Ortodoxa Autocefálica Ucraniana (IOAU) numa única Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Kyiv (IOU-KP), e em 1995 foi entronizado como Patriarca de Kyiv e de Toda a Ucrânia-Rus´. Conduzindo, deste modo, o processo de retirada da Igreja Ortodoxa Ucraniana da jurisdição de Moscovo. Em retaliação, a igreja ortodoxa russa destituiu Filaret do sacerdócio.

A 15 de dezembro de 2018, convocou o Conselho Local da UOC-KP, que aprovou o fim da existência separada da UOC-KP e a sua entrada na unificada Igreja Ortodoxa da Ucrânia (PTsU), que recebeu o Tomos (uma confirmação oficial da independência) do Patriarca de Constantinopla; depois disso, e de acordo com o estatuto da Igreja Ortodoxa da Ucrânia (OUC / PTsU), Filaret tornou-se membro permanente do seu Santo Sínodo como Patriarca honorário.

Herói da Ucrânia, condecorado com as Ordens da Liberdade e de Yaroslav, o Sábio.

⚡️🔥⚡️ Ucrânia atinge o avião-radar A-50 e abate helicóptero Ka-52

Um helicóptero de ataque russo Ka-52 foi abatido por um drone FPV nos arredores de Pokrovsk-Nadiivka. A vitória aérea pertence à 59ª Brigada Aerotransportada Independente das FAU. Anteriormente, as FAU atingiram uma fábrica de reparação de aeronaves na região de Novgorod. Foi confirmado o dano no avião-radar de longo alcance A-50. 

A tripulação do helicóptero russo abatido, na impossibilidade da sua captura e perante a recusa objetiva de se render às FAU, foi liquidada por drones FPV. 

Aceitação step-by-step da realidade pelos blogueiros militares russos:
1. Sim, perdemos Ka-52. Tripulação está bem
2. Sim, perdemos Ka-52. Tripulação aparentemente está bem.
3. Sim, perdemos Ka-52...

O resultado prático foi obtido pelos pilotos da unidade «Predadores da Alturas» (Khyzhaky Vysot), apoiados pelos pilotos dos «Pássaros do Magyar», unidade criada pelo lendário Robert «Magyar» Broudi, neste momento o comandante geral da Força dos Sistemas não Trupuladas (SBS) do exército ucraniano.

Controlo visual objetivo: pilotos liquidados

Danos no A-50 foram confirmados

Na noite de 20 de março, as FAU atingiram, com sucesso, diversas instalações-chave dos ocupantes russos. 

Em particular, foram atingidas as instalações da Fábrica Metalúrgica de Alchevsk, na região de Luhansk. A empresa opera no fabrico de projécteis de artilharia (fundição e processamento primário de tarugos de grande calibre), bem como na produção e reparação de aço blindado para equipamento militar do exército de ocupação. Também foi atingida a infraestrutura do campo de treino de Vostochny (Novopetrivka, região de Zaporíjia). A extensão dos danos e as perdas do russos estão a ser apuradas.

Um avião-radar AWACS A-50, imagem ilustrativa

Foram melhor apurados os resultados do ataque de 17 de março de 2016 às instalações da 123ª fábrica de reparação de aeronaves na cidade de Staraya Russa (região russa de Novgorod). Foi confirmado o dano no avião-radar de longo alcance A-50. Encontrava-se no território da empresa para manutenção e, possivelmente, aguardava a sua modernização, informa o Estado-maior das FA da Ucrânia.

quinta-feira, março 19, 2026

A rússia está a recrutar mercenários no Iémen, mergulhado na guerra civil

Foto: anónimo via Wagdy Essalemi

O Iémen é o país mais pobre da Península Arábica. Não tem petróleo, a água é escassa e está rodeado de desertos e montanhas. Há mais de uma década que o país está mergulhado numa guerra civil, na qual o regime iraniano está ativamente envolvido, fornecendo armas e munições. Neste local da pobreza, devastação e fome, onde as pessoas estão dispostas a tudo para sobreviver, aparece a rússia. Claro, não para ajudar. 

Faça click para consultar a lista completa

Tal como acontece noutros países pobres de África e da Ásia, a rússia está a aproveitar a situação para recrutar homens locais para combater. Pode parecer que o Iémen e a rússia são duas coisas completamente diferentes. O que sabem os iemenitas sobre a rússia? Mas para os recrutadores russos, isto até é conveniente. 

O recrutamento no Iémen não difere muito do de outros países da região. Os russos empregam os recrutadores locais que recebem por cada homem que assina um contrato com o Ministério da Defesa russo. É utilizado um esquema simples para aliciar as pessoas: são atraídas para a guerra com promessas de salários comparáveis ​​aos de um professor na Bélgica. Muitas são simplesmente enganadas com promessas falsas de empregos nas empresas de segurança ou na construção civil. 

Atualmente, são conhecidos os dados pessoais dos menos 331 cidadãos iemenitas que a rússia enviou para combater na Ucrânia. Os 33 deles, ou seja, 10%, já morreram. Alguns outros iemenitas estão atualmente detidos na Ucrânia como prisioneiros de guerra. Tal como acontece com outros estrangeiros, a rússia não demonstra qualquer interesse em devolvê-los numa troca de POW.

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

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O patriarca ortodoxo, um ex-agente do KGB, Ilia, morre na Geórgia

Na Geórgia, faleceu o Patriarca Ilia (nascido Irakli (Erekle) Gudushauri-Shiolashvili), o patriarca da igreja ortodoxa georgiana e grande amigo do Kremlin, da IOR, da rússia e do putin.


Foi o chefe da Igreja Ortodoxa Georgiana durante quase 50 anos. Desde os tempos do socialismo científico até à luta pela independência sob a liderança de Zviad Gamsakhurdia, a guerra civil, duas guerras perdidas contra a rússia, as reformas de Mikheil Saakashvili e a contra-reforma de Bidzina Ivanishvili.

Ficha do agente do KGB, recrutado em 10.I.1962

Foi verdadeiramente um ícone nacional, uma autoridade pública indiscutível. Nem mesmo a revelação, no início da década de 1990, de que era um agente do KGB sob o pseudónimo de «Iverieli» mudou alguma coisa. Batizou pessoalmente dezenas de milhares de crianças, e estes afilhados e as suas famílias tornaram-se os seus guardiões. Mas permaneceu um homem sovietizado, incapaz de romper com Moscovo. Não permitiu que a igreja georgiana reconhecesse nem a Igreja Ortodoxa da Ucrânia - Patriarcado de Kyiv, nem a nova Igreja Ortodoxa da Ucrânia. O seu sentimento anti-ocidental, o ultraconservadorismo da igreja tornaram-se a base da viragem anti-ocidental, levada a cabo nos últimos anos em prol dos interesses da rússia. Com completo silêncio, ou seja, a aprovação tácita do patriarca.

Para ele, o suposto liberalismo da Europa imaginária revelou-se mais terrível do que a ocupação russa real e a subjugação efectiva do Estado e da igreja georgianos aos interesses do Kremlin. Toda a sua vida viveu apenas em cenários russos. Mesmo sendo georgiano, porque como agente do KGB escolheu ser «Iverieli».

terça-feira, março 17, 2026

A portuguesa Anita, combatente da liberdade na Ucrânia

Foto: SIC Portugal
Na Ucrânia, há portugueses que combatem no exército ucraniano e uma delas é Anita, natural de Santa Maria da Feira, que trocou um mestrado em Marketing pela linha da frente. A SIC voltou a encontrar a soldado que agora é mãe na Donbas, a cerca de 15 quilómetros da frente de combate. 

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Desde a última vez que falou com a SIC, há cerca de um ano, a vida de Anita mudou profundamente. Foi mãe, mas continua no exército ucraniano, a tentar conciliar a maternidade com a guerra.

Anita tem 27 anos, é de Santa Maria da Feira e falou com a SIC a partir de um local secreto na Donbas, no posto de comando do Batalhão Internacional, da qual faz parte. Está na Ucrânia há quatro anos. Quando chegou não tinha qualquer ligação ao país, não conhecia a língua, nem a cultura, mas dizia que queria estar do lado certo da história.

Foto: SIC Portugal

Colocou em pausa o mestrado em Marketing — que terminou mais tarde à distância — , pegou numa mochila e foi para lá e nem sequer contou aos pais. Hoje, tem uma posição firme no exército ucraniano. Vive com saudades de Portugal, mas com uma nova missão: a maternidade.

domingo, março 15, 2026

O regime comunista cubano liberta os dissidentes e os prisioneiros comuns

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Até este domingo, a ONG Prisoners Defenders registou apenas 19 prisioneiros políticos e de consciência entre os 51 libertados e anunciados pelo regime comunista cubano na passada quinta-feira. 

Juntamente com Ibrahín Ariel González Hodelin, Ariel Pérez Montesino, Juan Pablo Martínez Monterrey, Ronald García Sánchez e Adael Jesús Leivas Díaz, que já tinha identificado na sexta-feira, acrescentou mais 14 à sua lista, com base em informações das suas famílias:

  • Oscar Bárbaro Bravo Cruzata, 27 anos, condenado a 13 anos (prisão de trabalhos forçados de La Lima, Guanabacoa).
  • José Luis Sánchez Tito, 34 anos, condenado a 16 anos (Prisão de segurança máxima Combinado del Este, Havana).
  • Roberto Ferrer Gener, 52 anos, condenado a 15 anos (Combinado del Este).
  • Deyvis Javier Torres Acosta, 33 anos, condenado a 10 anos (prisão de Valle Grande, Havana).
  • Yussuan Villalba Sierra, 35 anos, condenado a 10 anos (Prisão Combinado del Este para trabalhos forçados). 
  • Eduardo Álvarez Rigal, 36 anos, condenado a 13 anos (La Lima).
  • Wilmer Moreno Suárez, 37 anos, condenado a 18 anos (Prisão de Trabalhos Forçados Combinado del Este, Zona 0).
  • Frank Aldama Rodríguez, 33 anos, condenado a 16 anos (Combinado del Este).
  • Miguel Enrique Girón Velázquez, 29 anos, condenado a 11 anos (Prisão Juvenil de La Aguada, Holguín).
  • Jorge Vallejo Venegas, 39 anos, condenado a 15 anos (La Lima, Guanabacoa).
  • Luís Esteffani Hernández Valdés, 34 anos, condenado a 6 anos (Prisão de Trabalhos Forçados de Ho Chi Minh, Bainoa, Jaruco). 
  • Franklin Reymundo Fernández Rodríguez, 25 anos, condenado a 9 anos na Penitenciária Provincial de Holguín.
  • Carlos Pérez Cosme, 38 anos, condenado a 10 anos (Prisão de Trabalho Forçado Toledo 2, Marianao, Havana).
  • Felipe Almirall, 65 anos — o mais velho até à data — condenado a 9 anos de prisão (La Lima, Guanabacoa). 

A Polícia cubana reiterou que as penas destes indivíduos se mantêm em vigor e que a sua libertação está sujeita a um regime de liberdade condicional particularmente restritivo. 

Aparentemente, o regime comunista cubano está a imitar a «primavera fria de 1953» na URSS, quando o ministro do interior soviético, Lavrenti Beria, após a morte do ditador comunista Estaline, ordenou a libertação de alguns presos políticos, mistrurados com muitos presos violentos comuns. Uma das explicações possíveis daquele plano, era facilitar e promover um aumento abrupto da criminalidade no país, culpando, pelo mesmo, os presos políticos, os ditos «inimigos do povo».

Cubanos que procuram a vida melhor, entram no exército russo e morrem na Ucrânia

É de recordar, que neste momento, há em Cuba 1214 prisioneiros políticos, epenas em fevereiro de 2026 as autoridades comunistas prenderam 28 novos presos políticos e de consciência — 23 homens e 5 mulheres. Um dos dissidentes cubanos que foi removido da lista dos prisioneors de consciênciao foi Luis Miguel Oña Jiménez, devido à sua morte por tortura e negligência médica numa prisão cubana.

sábado, março 14, 2026

Os ocupantes russos bombardearam Kyiv e a região de Kyiv

Na noite de 13 de março, os criminosos de guerra russos, como de costume, bombardearam e mataram civis em Kyiv e na região de Kyiv. Em Brovary, uma estação de correios e edifícios residenciais foram incendiados. Quatro civis foram mortos e vãrios feridos.







Em Obukhiv, na região de Kyiv, os ocupantes russos lançaram um ataque com mísseis contra um «alvo militar crucial» — um edifício residencial inacabado.


Em resposta, Ucrânia ataca os alvos militares de costume. Por exemplo, as Forças de Operações Especiais (SSO) da Ucrânia, atingiram e destruiram o sistema russo de mésseis «Iskander», estacionado na aldeia de Vyshneve, na Crimeia ocupada, que estava prestes a ser usado para atacar Ucrânia continental.

Fonte: TG @kazansky2017

Cuba: o regime comunista à desmoronar-se diante dos nossos olhos

Imagem: 14medio
Cuba mergulhou na total escuridão. O país está sob o domínio de uma crise gravíssima e de um apagão elétrico. Os cubanos estão a atacar as lojas e escritórios do partido comunista, no poder, desde 1959. 

O governo cubano, já declarou, na prática, a sua disponibilidade para ceder às exigências dos EUA. Mais um regime pró-russo está a desmoronar-se diante dos nossos olhos. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, anunciou que os representantes cubanos iniciaram negociações com as autoridades norte-americanas. O anúncio foi feito numa conferência de imprensa televisiva, conforme noticiado pelo The Wall Street Journal a 13 de março. Segundo o presidente, as autoridades cubanas realizaram conversações «para encontrar, através do diálogo, uma possível solução para as diferenças bilaterais existentes entre os nossos países». 


“Liberdade!” Foi este o grito que ecoou pelas ruas de Morón, na província de Ciego de Ávila, na noite de sexta-feira, quando dezenas de moradores saíram à rua para protestar contra os apagões que paralisam a Cuba. A marcha percorreu diferentes pontos da cidade ao ritmo de panelas e frigideiras, chegou a uma esquadra de polícia e terminou em frente à sede do partido comunista de Cuba (PCC), onde os manifestantes invadiram o edifício, atiraram móveis e faixas para a rua e acenderam uma fogueira no meio da estrada, escreve a publicação cubana 14ymedio. 


Poucas horas antes do discurso do presidente, o Ministério dos Negócios Estrangeiros / das Relações Internacionais de Cuba anunciou que o governo iria libertar 51 prisioneiros com a mediação do Vaticano. Não foi especificado se seriam prisioneiros comuns ou prisioneiros políticos. 

Ao contrário do Irão, os cidadãos cubanos não esperaram pelos bombardeamentos americanos e começaram a destruir tudo o que pertencia aos comunistas. 

Os protestos são alimentados pela pobreza generalizada, incluindo a falta de aquecimento, electricidade e água. O próprio Trump garantiu antecipadamente as condições propícias a um golpe ao impor sanções.

Blogueiro: veremos se o regime consegue aguentar, possivelmente, a maior pressão desde 1959. Ainda mais que neste momento o regime está sozinho: a rússia, naturalmente, o trocou pela amizade do Trump, Venezuela levou um KO e toda a esquerda latino-americana recebeu o aviso muito claro da atual administração dos EUA não se meter no assunto ou sifrer as consequências. Como acontece nestes casos, a esquerda decidiu, estrategicamente, que «cada um por si e somente o Deus é por todos».

Vídeos: TG @nevzorovtv