domingo, junho 21, 2026

Ucrânia atinge vários alvos russos na Crimeia e além da península ocupada

Na noite de 21 de junho, as sanções ucranianas de longo alcance foram aplicadas à logística militar, à indústria petrolífera e à defesa aérea dos ocupantes russos. Na operação conjunta participaram as unidades de SBU, USBS, GUR MOU e SSO, atuando à uma distância de cerca de 300 quilómetros da linha da frente. 


Foram atingidas instalações estratégicas russas de ambos os lados da ponte da Crimeia: logística marítima para o transporte de petróleo na região de Krasnodar e um depósito de petróleo na cidade temporariamente ocupada de Kerch. Além disso, a logística militar foi atingida com sucesso, assim como quatro estações de radar dos sistemas S-400 e dois sistemas Pantsir-S1. Os drones ucranianos atingiram os três ferries, que faziam a ligação entre a Crimeia ocupada e rússia continental. A ponte da Crimeia está interdita ao trânsito.

Estou grato a todos os nossos militares pela sua precisão e profissionalismo. A rússia entende somente a [liguagem da] força, e a nossa força de longo alcance está definitivamente a trabalhar pela paz. Glória à Ucrânia!, escreveu o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky no seu TG canal.


Imagens do ataque do drone de ataque An-196 «Lyutiy» à infraestrutura portuária do porto «Kavkaz», na região russa de Krasnodar.


 

sábado, junho 20, 2026

A amizade entre a 2ª República polaca e o 3º Reich: olhar histórico

Józef Piłsudski recebe Ministro da Propaganda do 3º Reich, Joseph Goebbels, em Varsóvia 
Quando hoje em dia a elite política polaca produz as declarações mal-ponderadas sobre o passado histórico comum, e as figuras como o presidente Karol Nawrocki privam o Presidente da Ucrânia de condecorações (ofendendo, assim o povo ucraniano) por causa da chamada «história problemática», surge uma questão lógica: e a história problemática da Polónia? 

Antes de fazerem juízos morais e julgarem os outros, os vizinhos da Ucrãnia deveriam recordar as páginas negras da história polaca, que, por alguma razão, a Varsóvia atual prefere ignorar. Por exemplo, sobre a estreita, cínica e totalmente oficial cooperação entre a Segunda República Polaca e a Alemanha nazi na década de 1930.

A aproximação entre os dois Estados começou em 1934, após a chegado do Hitler ao poder. Depois, a 26 de janeiro, por iniciativa de Józef Piłsudski e Adolf Hitler, foi assinada em Berlim a «Declaração sobre a Não Utilização da Força». Depois disso, os contactos só se intensificaram, em particular, em Junho de 1934, quando Piłsudski recebeu pessoalmente o Ministro da Propaganda do 3º Reich, Joseph Goebbels, em Varsóvia.

«Declaração sobre a Não Utilização da Força» ente 3º Reich e Polónia, janeiro de 1934

Quando Józef Piłsudski morreu, a 12 de Maio de 1935, Adolf Hitler declarou luto nacional na Alemanha. No seu telegrama ao governo polaco, chamou ao marechal «o criador de um novo país» e observou: «Juntamente com o povo polaco, o povo alemão lamenta a morte deste grande patriota, que, através da sua ampla cooperação com os alemães, prestou um grande serviço não só aos nossos países, mas também prestou uma assistência inestimável na pacificação da Europa».

Adolf Hitler na cerimónia especial de luto pelo Józef Piłsudski, Berlin, maio de 1935

Ao mesmo tempo, a publicação nazi mais extremista, o jornal «Völkischer Beobachter» escreveu: «A nova Alemanha inclina as suas bandeiras e estandartes diante do caixão deste grande estadista, que foi o primeiro a ter uma confiança aberta e uma aliança plena com o Reich Nacional Socialista».

O alto dirigente nazi, Hermann Goering esteve pessoalmente presente no funeral de Piłsudski. Alguém já viu fotos de dirigentes do movimento nacional ucraniano, como Yevhen Konovalets ou Stepan Bandera, ou militares do UPA juntamente com os dirigentes nazis? Já a liderança polaca tem um currículo muito rico neste domínio...

O dirigente nazi Hermann Goering no funeral de Piłsudski em Varsóvia, maio de 1935

Por exemplo, durante 1938-1939, figuras-chave do regime nazi vieram à Polónia em visitas oficiais: o chefe da polícia, o general Kurt Daluege, o ministro da Justiça, Hermann Frank, e o líder das SS e chefe da Gestapo, Heinrich Himmler. Em resposta a estas visitas amistosas, o chefe da polícia polaca, General Zamorski, em 1938, a convite dos seus amigos nazis alemães, participou no congresso do NSDAP em Nuremberga.

Os seus planos imperialistas não eram muito diferentes. Durante o infame Acordo de Munique (Setembro-Outubro de 1938), quando a Grã-Bretanha, a França e a Itália cederam ao Hitler os Sudetas, a Polónia não ficou de fora, optando por abocanhar uma parte para si. Uma semana antes da assinatura do acordo de Munique, Varsóvia denunciou o seu acordo com a Checoslováquia sobre as minorias nacionais. Isto favoreceu Hitler na perfeição, dando às suas ações a aparência de uma solução «internacional» para o problema. Logo aos 2 de outubro de 1938, as tropas polacas ocuparam a Silésia de Cieszyn, anexando território checoslovaco com uma população de 230 mil pessoas.

O aperto das mãos entre o marechal polaco Edward Rydz-Śmigły e o adido militar alemão, coronel Bogislav von Studnitz (1888-1943) durante a parada do «Dia de Independência» em Varsóvia aos 11 de novembro de 1938

E os territórios da Ucrânia Ocidental, que os políticos polacos tanto gostam de referir? Os diplomatas polacos da época falavam abertamente dos seus apetites geopolíticos. Por exemplo, em dezembro de 1938, o diplomata polaco Jan Karszo-Sidlowski, numa conversa com um colega alemão, afirmou directamente:

O terror da “pacificação” polaca/polonesa da Ucrânia Ocidental, 1930 | foto: photo-lviv.in.ua

«A perspectiva política para a Europa de Leste é clara. Dentro de alguns anos, a Alemanha estará em guerra com a União Soviética, e a Polónia apoiará a Alemanha nessa guerra... Os interesses territoriais da Polónia no Leste, principalmente à custa da Ucrânia, só podem ser garantidos através de um acordo polaco-alemão previamente alcançado». A história ocorreu numa outra direção, porque dois maiores ditadores, Hitler e Estaline chegaram a um acordo mútuo mais rapidamente e, logo em setembro de 1939, a Alemanha atacou os seus antigos aliados polacos. No entanto, estes factos são um lembrete vívido de que aqueles que fechavam os olhos aos crimes nazis em prol de possibilidade de obter os territórios no leste não devem, definitivamente, dar lições aos ucranianos sobre a sua própria visão «correta» da história comum.

Fonte

Blogueiro

Naturalmente, os políticos da extrema-direita polaca, principalmente partidos PiS, Konfederacja, o presidente Nawrocki, e seus aliados, alguma pequena burguesia polaca ressentida, não representam todo o povo polaco. Ucrânia e ucranianos estão gratos pelo apoio da Polónia, militar e logístico, dado após o início da invasão russa, em 24.02.2022. Mas os polacos precisam de perceber uma coisa, único cominho possível de conviver em paz e respeito mútuo com Ucrânia é a formula «perdoamos e pedimos perdão». Ucrânia nunca criticou a Polónia pela glorificação das suas forças nacionalistas e anti-comunistas da época da II G.M., como AK, BH, e outras, muitos dos quais derramaram o sangue ucraniano e cometeram crimes horríveis contra as populações ucranianas. Do mesmo jeito, Ucrânia espera que Polónia não interfira nos assuntos internos ucranianos e não tenha a fantasia de querer ditar a política da memória nacional da Ucrânia, em relação as formações nacionalistas ucranianas, que na II G.M. lutavam contra a ocupação alemã, soviética e polaca.

Faça click para ler: Stefan Dąmbski: as memórias de um carrasco
Blogueiro

Todos os presidentes ucranianos vivos, detentores da ordem polaca Águia Branca (Order Orła Białego), renunciaram a ordem, em solidariedade com presidente Volodymyr Zelensky, à quem a ordem foi retirada pela decisão unilateral do presidente Karol Nawrocki. Entre eles, o 2º presidente Leonid Kuchma (foi condecorado em 1997), 3º presidente Viktor Yuschenko e 5º Petró Poroshenko. Além disso, vários estadistas ucranianos, também renunciaram as condecorações polacas civis e militares, casos do chefe da Presidência da República, general Kyrylo Budanov e do Ministro dos Negócios Estrangeiros / das Relações Exteriores, Dr. Andriy Sibiha, entre outros.

🔥Ucrânia atinge a refinaria de Tyumen à uma distância superior de 2.000 km

A refinaria de Moscovo, em Kapotnya, ficou bastante danificada e parou o seu funcionamento. Ucrânia atinge a refinaria de Tyumen, à mais de 2.000 km da linha da frente, e passa alvejar a logística militar russa, travestida de «transporte civil». 

No mínimo duas cisternas ficaram completamente destruídas pelo fogo, uma outra sofreu danos significativos. Existem ainda duas cisternas com marcas visíveis de impactos ou incêndios. A extensão dos danos em vários outros locais não pode ser determinada devido à elevada cobertura de nuvens sobre Kapotnya. 


Além disso, a instalação de produção de betume, especificamente a linha transportadora de carregamento de betume em camiões-cisterna, foi provavelmente parcialmente destruída pelo fogo. Em algumas zonas, as linhas de transporte/passadeiras técnicas ficaram bastante danificadas. Em alguns locais, foram destruídas e necessitarão de reparações significativas. 

Zonas marcadas à vermelho o impacto é total ou muito significativo, à amaerlo é menor ou parcial

A cisterna, da onde saiu a famosa tampa-voadora, lançada ao ar após ser atingida pelo míssil/foguete da defesa antiaérea russa.


Todas as imagem de satélite são de 19 de junho de 2026.

Ucrânia conseguiu atingir a refinaria de Tyumen, na Sibéria, à uma distância de cerca de 2.000 km das fronteiras ucranianas. As testemunhas locais relatam, no mínimo, dois impactos, possívelmente foram usados os mísseis FP-5 Flamingo ou, então, os drones-mísseis de longo alcance.

 

A logística «civil» russa está em chamas 

As forças ucranianas começaram a alvejar os camiões da empresa logística russa Wildberries, e alguns semelhantes, que, violando as regras da guerra, fazer o transporte ilegal de cargas militares. As convenções internacionais sobre a guerra proibem este tipo de transporte, exatamente para minimizar o número de vítimas civis. Mas a federação russa, nas palavras dos seus mais altos dirigentes, afirma constantemente que não pretende seguir as convenções internacionais. Então, Ucrânia lava as mãos e passa impor essas mesmas convenções pela sua deteminação e pela força militar. 

Fontes: Exilenova_plus; Luftwaffe422

sexta-feira, junho 19, 2026

💔 O novo crime de guerra russo na cidade ucraniana de Kramatorsk

Os criminosos de guerra russos lançaram munições de fragmentação às ruas e praças da cidade ucraniana de Kramatorsk. Três civis transeuntes aleatórios foram mortos. Há civis feridos. É a «denazificação» russa em curso.

O crime de guerra russo não faz nenhum sentido — simplesmente é um ataque terrorista. Acabaram de matar precisamente aqueles cidadãos, falantes de língua russa de Donbas, que supostamente pretendem a proteger. Os ocupantes russos chamam tudo isso de «libertação da Ucrânia do fascismo».




É de recordar, que foi em Kramatorsk, em 8 ву abril de 2022, os ocupantes russos, usaram o míssil «Tochka-U», para atingir a estação ferroviária local. Em resultado morreг 61 civiд ucraniano. Os zenerais portugueses, a soldo do Kremlin juravam, de pés juntos, que a) rússia não possui sistemas «Tochka-U» no seu aresenal; b) possui, mas não os usa na Donbas; c) possui e usa, mas não usou naquele dia particular. Isso é, apesar do míssil vir do lado russo e ostentar uma inscrição cínica, «pelas crianças», escrita em russo. 

O ataque com um míssil tático russo «Tochka-U» contra a estação ferroviária de Kramatorsk ocorreu na manhã de 8 de abril de 2022, sendo um dos crimes de guerra mais sangrentos cometidos pela rússia durante a invasão em grande escala. Nessa altura, cerca de 4.000 civis estavam na estação à espera de comboios de evacuação devido à ameaça de um ataque das tropas russas. Consequências e vítimas do ataque: 61 pessoas morreram na sequência do ataque terrorista, incluindo 7 crianças. Feridos: 121 pessoas sofreram ferimentos de gravidade variável. No momento do bombardeamento: 38 pessoas morreram instantaneamente no local, as restantes faleceram posteriormente em hospitais devido aos ferimentos graves. 

Fotos e vídeo: Yan Dobonosov; outras fontes: kazansky2017

Bónus

Os grupos móveis russos anti-drone, munidos de MANPAD «Igla» e absolutamente despreparados, tentam abater os drones ucranianos. O resultado está à vista, o famoso «disco voador», na verdade a tempa de uma cisterna de combustível, à voar, de forma espetacular, atigida por im míssil disparado do sistema russo «Pantsyr-S1», filmagem feita pelos turistas chineses)

Os militares russos são apoiados pelos fãs/torcida organizada dos trabalhadores, oriundos da Ásia Central:


Vyr, vyr! Marshallah! Allahu Akbar! Vyr!, gritam os torcedores moscovitas...

quinta-feira, junho 18, 2026

O bisneto de Leonid Brejnev foi capturado na Ucrânia

O bisneto do líder comunista soviético Leonid Brejnev, Anton Milaev, foi capturado na linha da frente pelas FAU. O ocupante russo, Milaev, participava ativamente na agressão militar russa contra Ucrânia.

Anton Milaev é neto adotivo de Galina Brezhneva, filha do Secretário-Geral do Comité Central do PCUS, que o educou como se fosse o seu próprio filho. Segundo o TG canal russo Baza, o homem de 45 anos ingressou no Distrito Militar do Norte no outono de 2025 como sapador e perdeu o contacto com a família já em novembro. Tal como contou a sua mãe, Irina Kuznetsova, a notícia chegou alguns meses mais tarde: o seu filho se tornou o POW da Ucrânia, capturado pelas FAU na região de Kherson. 

Oficialmente, Ucrânia ainda não confirmou a possível captura do Milaev, no entanto, o seu perfil pode ser encontrado na base de dados Myrotvorets, onde o bisneto do Brejnev é acusado de «Atentado contra a soberania e a integridade territorial da Ucrânia. Cúmplice dos crimes da rússia contra a Ucrânia e os seus cidadãos». 

O triplo beijo do Brejnev, faça click para ler mais

Galina Brezhneva, filha do Leonid Brezhnev, era conhecida pelo seu comportamento excêntrico, vivendo luxuosamente como bem entendia, entre festas, bebidas e negócios obscuros, bem longe das orientações do «homem soviético», como ditava o partido. 

Galina Brejneva, em cima da mesa no ambiente informal, década de 1980

Durante a sua vida, Galina foi casada, oficialmente, por três vezes. O seu primeiro marido, foi um simples artista de circo, Yevgeny Milayev. Aos 22 anos, apaixonada por um acrobata de 41 anos e pai de dois filhos (Alexander, posteriormente pai do Anton e Natalia), casou com ele sem hesitações, preferindo a interminável deslocação entre as cidades e os palcos, trabalhando como figurinista, à vida despreocupada que o pai lhe prometia. 

Galina e Yevgeny Milaev, início da década de 1950

Dez anos depois, quando a relação do casal começou a deteriorar-se, fruto da infedelidade de ambos, a impulsiva Galina, usando as suas ligações privilegiadas, divorciou-se de Milaev em apenas um dia e casou com outro homem circense. O imponente ilusionista Igor Kio, 15 anos mais novo do que ela. No entanto, sob pressão do próprio Brejnev, que via essa união como uma grave humilhação pessoal (por genro ser um circence e um judeu), o casamento oficial foi desfeito ao décimo dia. Os encontros secretos continuaram por mais três ou quatro anos, até que Galina deixou o amante para evitar que o KGB lhe arruinasse a vida e impedisse o seu desenvolvimento artístico.

Igor Kio na década de 1980. Foto: Internet
O terceiro casamento aconteceu em 1971. O marido seguinte de Galina foi o carreirista militar, oficial das tropas do Ministério do Interior, major Yuri Churbanov, que não se mostrava incomodado com o facto de a sua noiva ser sete anos mais velha do que ele, nem com o facto de ser oficialmente casado. Tendo rompido abruptamente com a sua primeira mulher, Churbanov tornou-se genro do Secretário-Geral do PCUS, com todos os privilégios inerentes à função. Rapidamente Churbanov tornou-se o vice-ministro do Interior, o candidado ao membro do Bureau Político do PCUS. Depois de viver com ele durante 20 anos, repetia incansavelmente: «O apelido do meu marido combina perfeitamente com a sua personalidade» (a palavra russa churban, próxima do toco, tem a perfeita correspondência portuguesa de calhau, com todas as conotações inerentes).

Galina Brejneva no casamento com Yuri Churbanov

Para além dos seus casamentos instáveis, Galina chocava os cidadãos soviéticos, falsos conservadores nos seus valores familiares, por ter um grande número de amantes. A história não preservou todos os seus nomes, mas entre os mais famosos estavam os jornalistas Oleg Shirokov e Alexander Avdeyenko, o bailarino letão Maris Liepa e o ator Boris Buryatse, o primo do teatro cigano soviético «Romen». Cada um dos seus favoritos se aproveitava da bondade e generosidade de Galina, recebendo bens materiais, artigos de luxo, joias e uma ascensão meteórica na carreira. O espírito aventureiro de Galina não se contentava com o que o destino lhe oferecia de bandeja, e por isso via-se frequentemente no centro de vários escândalos, o mais notório dos quais envolvia o comêrcio ilegal de diamantes. Munida de informações sobre quando os preços das jóias preciosas iriam subir, Brezhneva e as suas confidentes compravam-nas à pressa e revendiam-nas ao novo preço, obtendo um lucro considerável. Além disso, Galina comprava e vendia os diamantes roubados, fruto de assaltos às residências de elite soviética endinheirada. Não fosse a sua condição da filha do Secretário-Geral do PCUS, teria acabado na prisão. 

O bailarino letão Maris Liepa no meio. Foto: Internet

Os maiores desafios de Galina Brejneva surgiram após a morte do pai em 1982: viu-se praticamente em prisão domiciliária na sua dacha nos arredores de Moscovo. Desesperada e deprimida, recorreu cada vez mais ao álcool. Além disso, o seu marido caiu em desgraça: primeiro, Churbanov foi despromovido, depois demitido por tempo de serviço e, em 1988, na auge da Perestroika, condenado a 12 anos de prisão por acusações de corrupção. Galina não esperou pelo marido ser libertado da prisão; ainda em 1990, pediu o divórcio. 

Galina Brejneva com o pai, Leonid Brejnev. Foto: Vladimir Masuelyan

Galina, aos 50 anos, com ar de bêbeda, perdera completamente o interesse pela vida, encontrando a sua única alegria nos encontros com a turba desleixada que constantemente visitava o seu apartamento com garrafas de bebidas alcoólicas. Eventualmente, os vizinhos cansaram-se desta situação e recorreram a familiares para remediar o problema. Galina recusou-se a viver com a sua filha Viktoria, pelo que esta a internou num hospital psiquiátrico, onde Galina faleceu em junho de 1998.

A neta do Estaline Chrese Evans, nascida nos EUA como Olga Peters

Fonte: Galina Brezhneva: as mais escandalosas travessuras da filha do líder da URSS.

O dia em que a guerra neocolonial russa voltou ao Moscovo

A foto parece tão surreal, só que é vedadeira)

No dia 18 de Junho as sanções ucranianas de longo alcance voltaram a atingir a região de Moscovo: pela 2ª vez numa semana e 3ª nos últimos 30 dias, a Refinaria de Petróleo de Kapotnya foi atingida. Um alvo legítimo russo à apenas 15 km do Kremlin.







Também foram atingidos vários alvos na região de Rostov e nos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia. Uma resposta absolutamente justa e adequada aos ataques russos contra as cidades e comunidades ucranianas e mais um importante resultado do trabalho dos militares ycranianos contra as diversas instalações que prestam apoio à máquina da guerra russa. 


O dia moscovita que se tornou noite

Imagem de satélite da petrolífera da Kapotnya após o ataque de 17 de junho corrente

Agradecem-se às Forças de Defesa e Segurança da Ucrânia pelo trabalho conjunto. No ataque ao Moscovo participaram as unidades de drones do 1º Comando Operacional do USBS, do 9º Batalhão «Kairos», do 414º «Pássaros do Magyar», do 413º SBS «Raide» e do 412º SBS «Nemesis», juntamente com SSO, SBU e GUR, pela terceira vez em 30 dias, infligiram danos maciços à Refinaria de Petróleo de Moscovo em Kapotnya. 



Além disso, como resultado do uso de contramedidas russas de guerra eletrónica/defesa aérea, foi atingido e ardeu o mercado moscovita «Sadovod». Um dos maiores mercados de Moscovo, incluindo lojas de eletrónica. Um alvo perfeitamente justificável, tendo em conta os constantes ataques russos aos centros lógísticos e de distribuição postal.

 

Nos vídeos nota-se uma grande quantidade dos mísseis, disparados pelos sistemas «Pantsyr-1S», que miseravelmente falham os seus alvos: drones ucranianos An-196 «Lyutiy», bastante lentos e de fácil alcance. Há pelo menos três vídeos em que o míssil russo atinge o drone, mas mesmo assim, o drone continua o seu objetivo e atinge os alvos russos. Pegunta que não se cala: como os russos planearam lutar contra os EUA e a NATO, se a cidade de Moscovo não se consegue proteger dos drones ucranianos? O que rússia irá fazer, quando em vez de centenas de drones vão receber a chuva de mísseis ucranianos?




quarta-feira, junho 17, 2026

🔥Ucrânia cria o prémio monetário por cada militar russo capturado

Os militares ucranianos passam à receber agora 100.000 UAH (1.925 euros) por cada militar russo capturado. Enquanto o comando russo ordena aos seus soldados que não façam prisioneiros ucranianos e executem prisioneiros de guerra, Ucrânia incentiva o reabastecimento do fundo de troca. 

O regresso dos defensores ucranianos e dos reféns civis mantidos em cativeiro russo é uma prioridade absoluta para Ucrânia. Por conseguinte, a captura de prisioneiros de guerra russos vivos para posterior troca é uma tarefa importante para as Forças de Defesa da Ucrânia. 

Os militares ucranianos arriscam a vida regularmente para resgatar prisioneiros de guerra russos vivos na linha da frente, pois entendem que cada um deles ajudará a trazer ucranianos de volta para casa, libertados do cativeiro russo. Como resultado, desde junho de 2023, os militares russos têm-se encontrado em cativeiro ucraniano com mais frequência do que os soldados ucranianos em cativeiro russo. 

Recordamos que, mesmo que as forças ucranianas desejem capturar o inimigo vivo, fazê-lo em combate é extremamente difícil e perigoso. Apelamos, por isso, a todos os militares russos para que não arrisquem as suas vidas e se rendam em condições seguras e controladas através do projecto «Quero Viver». 

O projeto já realizou mais de 400 operações de evacuação bem-sucedidas em toda a linha da frente para os militares russos que contactaram o chatbot. Todos os que se renderem voluntariamente através do projecto «Quero Viver» têm o direito de escolher: permanecer em campos de POW ucranianos em segurança até ao fim das hostilidades ou regressar à rússia no âmbito de uma troca de prisioneiros. 

Ucrânia oferece aos POW russos a hipótese de salvar a sua vida e o direito de escolher — algo que os seus próprios comandantes lhes negam. 

Salve a sua vida e renda-se: t.me/kak_sdatsya_bot

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

Ligue para +38 044 350 89 17 e 688 (somente de números ucranianos)

Escreva ao Telegram ou WhatsApp:

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A unidade «Prymary» da GUR MOU no seu esforço diário da corte de logística russa

A Inteligência Militar da Ucrânia, a GUR MOU, partilha as imagens de equipamentos militares e logísticos russos a serem queimados, quer no território russo, quer na Ucrânia temporariamente ocupada.

Imagens exclusivas do trabalho de combate sistémico dos virtuosos da unidade especial «Prymary» (Fantasmas) do GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia contra as artérias logísticas dos invasores russos, realizado em abril e maio de 2026. 

Tudo o que o inimigo está a queimar — combustível, munições, equipamento e outros recursos que não chegarão às unidades russas. Os resultados do trabalho dos «Fantasmas» da GUR são rotas de abastecimento bloqueadas, movimentação de reservas retardada e capacidades reduzidas do grupo de tropas de ocupação. 

Região de Luhansk ocupada:


Fonte: GUR MOU; Exilenova_plus

Ucrânia atinge a maior refinaria de Moscovo, situada à 15 km do Kremlin

A maior refinaria de Moscovo, situada numa zona altamente protegida por dezenas, talvez centenas, de sistemas de defesa aérea, está em chamas. Numa distância de apenas 15 km do Kremlin. 


A refinaria do bairro moscovita de Kapotnya fornece até 40% de todo o combustível de Moscovo e cerca de 70% da gasolina consumida em Moscovo e na região. A central de dessalinização elétrica AVT-6 também está em chamas. O verdadeiro coração da refinaria. 

Mesnagem ucraniana: «Lavra [de Kyiv] continuará de pé por séculos!
Moscovo cairá! 10º Centro de Sistemas Não Tripuladas»




A capacidade ucraniana de atingir os alvos de longo alcance fez-se sentir desta vez na região de Moscovo. Uma refinaria de petróleo foi atingida a uma distância de cerca de 500 quilómetros da fronteira ucraniana. Agradece-se o esforço dos militares do SBU, USBS, SSO, GUR MOU e do exército de mísseis pelo seu trabalho eficaz. 



A rússia deve ser e será forçada a pôr fim à sua guerra neocolonial contra Ucrânia. As armas de longo alcance ucranianas são um dos componentes importantes desta coação.

Bónus 

As imagens de satélite que mostram os resultados do ataque ucraniano à fábrica «Azot» em Novomoskovsk, na região russa de Tula, do dia 14 de junho. 

  • Foram registados danos severos num dos armazéns, cuja finalidade ainda é desconhecida.
  • Danos menores na fábrica de Amoníaco-4, com uma capacidade de 1,67 milhões de toneladas por ano.
  • Destruição de um tanque no antigo armazém de ácido nítrico não concentrado. 

Coordenadas: 54.084514° 38.181078° 

Fontes OSINT: worldmilitares; Exilenova_plus