Na noite de 19 à 20 de maio as forças ucranianas de USBS atingiram, com sucesso, o centro russo de operadores de drones no território da mina «Udarnik»,
na cidade ucraniana de Snizhne, na região de Donetsk.
Geolocalização do centro russo de drones em Snizhne
Os drones de ataque de médio alcance destruíram um centro russo de formação de pilotos de drones, o número de baixas russas estã sendo apurado.
Coordenadas do centro: 48.017798 38.747165
Na noite de 20 de maio, os drones da Forças de Defesa ucraniana atingiram também a fábrica «Nevinnomyssk Azot», na região russa de Stavropol, uma grande parte da sua produção é usada na fabricação de explosivos. É o 2º ataque ucraniano em 4 dias, o anterior decorreu em 16 de maio de 2026.
Em Kstovo, na região russa de Nizhni Novgorod, os drones ucranianos atingiram o sistema ELOU AVT-6, que está em chamas na refinaria de petróleo de «Lukoil-Nizhegorodnefteorgsintez».
ELOU-AVT-6 é uma central de dessalinização elétrica, tubular atmosférica-vácuo, usada na transformação primária do petróleo
bruto em fração úteis, tais como gasolina, gasóleo, querosene, etc. O número no final indica a capacidade de processamento desta central de 6 milhões de toneladas por ano. No entanto, muitas centrais AVT das fábricas antigas foram modernizadas com um aumento de
produtividade de 2 à 2,5 vezes, pelo que o número no final nem sempre reflete a produtividade real da central.
O coronel da reserva do Exército Brasileiro, Marco Coutinho*, descreve a «Doutrina Budanov» como a redefinição da defesa ucraniana ao substituir ofensivas convencionais
por sistemas autônomos, drones FPV e inteligência operacional integrada; a guerra assimétrica e a autonomia tecnológica, que moldam a resiliência nacional e projetam poder estratégico
num conflito industrial prolongado.
Este artigo examina a reconfiguração da estratégia de defesa ucraniana a partir de 2026, marcada pela ascensão de Kyrylo Budanov ao cargo de Chefe do Gabinete do
Presidente. Analisa-se a transição do modelo convencional conhecido como “Plano para a Vitória” de Zelensky, centrado em blindados pesados e dependência de armamentos ocidentais, para
a chamada “Doutrina Budanov”, caracterizada pela priorização de sistemas autônomos, drones FPV e operações de alcance profundo em território russo. A pesquisa baseia-se
em análise documental, relatórios públicos da inteligência militar ucraniana (GUR) e estudos estratégicos recentes, destacando o impacto da Operação Spider Web como marco da
adoção de uma guerra assimétrica de alta tecnologia. Conclui-se que a integração entre inteligência operacional, autonomia de sistemas e produção industrial descentralizada
constitui o núcleo da resiliência ucraniana para se adaptar e atuar com vantagem em um cenário de guerra prolongada.
1. Introdução
Em janeiro de 2026, a Ucrânia iniciou um processo de reestruturação profunda de sua arquitetura de defesa e governança estatal, visando ampliar a resiliência
nacional diante de um conflito industrial prolongado. A nomeação do tenente-general Kyrylo Budanov, ex-diretor do Diretório Principal de Inteligência (GUR), para o cargo de Chefe do Gabinete do Presidente,
simbolizou a convergência definitiva entre a inteligência operacional, a formulação estratégica e o esforço diplomático.
Essa mudança estrutural decorreu da exaustão do modelo convencional anterior, que se baseava em grandes manobras de blindados pesados, como observado nas ofensivas de Zaporizhzhia
e Kursk, e na dependência de mísseis ocidentais de longo alcance, frequentemente limitados por restrições políticas impostas pelos aliados. Diante da escassez de capital humano e da necessidade
de compensar a superioridade numérica do adversário, a liderança ucraniana articulou uma transição para a denominada “Guerra de Máquinas”.
Nesse contexto, emergiu a “Doutrina Budanov”, uma estratégia centrada no desgaste coercitivo do inimigo por meio de inovações tecnológicas disruptivas,
como a integração de Inteligência Artificial, e o emprego sistemático de operações de profundidade. Esta nova fase prioriza a substituição de pessoal por sistemas autônomos
e o uso de drones FPV e de longo alcance para degradar os centros de gravidade econômicos e militares em território russo, visando forçar um endgame diplomático em posição de força.
2. O Declínio do Modelo Convencional
Comparativo entre o modelo de guerra convencional (2023-2025) e a transição para a Doutrina Budanov, destacando o pivô para a assimetria tecnológica e autonomia de sistemas (Adaptado de Parish, 2026 e Özdemir, 2026).
A estratégia ucraniana até meados de 2025 fundamentava-se no “Plano para a Vitória” então defendido pelo presidente Zelensky, uma abordagem que privilegiava
ofensivas mecanizadas de alta intensidade e a expectativa de um suporte tecnológico ocidental de longo alcance que, em grande parte, foi restrito por hesitações políticas dos aliados. Este modelo
convencional enfrentou limites severos durante as ofensivas de 2023 e 2024 nas regiões de Zaporizhzhia e Kursk, evidenciando que manobras baseadas em blindados pesados e caros tornaram-se vulneráveis diante da
densidade de vigilância por drones e sistemas de ataque de precisão russos.
* Marco Antonio de Freitas Coutinho é coronel da reserva do Exército Brasileiro. Participou em missões da ONU, em diplomacia de defesa e estudos estratégicos. Editor
do GRU. O Vice-Presidente do Instituto de Altos Estudos de Geopolítica, Segurança e Conflitos (GSEC).
Na cidade russa de Ryazan os drones ucranianos atingiram a fábrica «Krasnoye Znamya», parte do complexo militar-industrial russo. Nos arredores da cidade de Yaroslavl foi atingida a estação
de bombeamento de petróleo «Yaroslavl-3».
Na era soviética a fábrica «Krasnoye Znamya» (literalmente Bandeira Vermelha) produzia equipamentos para sistemas de defesa aérea, incluindo os sistemas S-200
e S-300. A sua especialização inclui eletrónica, placas de circuito impresso e equipamentos especializados. A fábrica colabora com a indústria espacial russa e com o consórcio de defesa aérea Almaz-Antey. As subsidiárias da fábrica também produzem as encomendas do Ministério da Defesa russo e fabricam produtos de finalidade dupla: «militar e civil».
A localização exata da fábrica: 54.649970, 39.674014
As forças de operações especiais SSO da Ucrânia atingiram uma estação de bombeamento de petróleo na aldeia de Semibratovo, na região de Yaroslavl. Localizada a mais de 800 quilómetros da fronteira com a Ucrânia, a estação de bombagem de petróleo Yaroslavl-3 é um importante ponto de ligação
do oleoduto Surgut-Polotsk, que transporta petróleo da Sibéria e do norte da rússia para os portos bálticos de Primorsk, Ust-Luga e também à Belarus, informa Censor.net.
Friendly fire russo
Vários TG canais militaristas e patrioteiros russos confirmam o abate, por fpgo-amigo, do seu próprio helicóptero Mi-8, possivelmente durante a perseguição de drones ucranianos,
tripulação — carga-200.
Um dos TG canais russos confirma a perda do aparelho e exige a punição dos responsáveis, dado que as perdas russas por fogo-amigo são constantes
O 1º centro independente do USBS mostra imagens de ataque inédito ucraniano, usando, possivelmente, pela primeira vez, os mísseis não guiados, disparados à partir de um drone FP-1/2 contra alvos das posições da frota
russa do Mar Negro na Crimeia ocupada.
As forças ucranianas atacaram e atingiram, o Centro de Comunicação Estratégica Militar Encriptada, situado na aldeia de Myrniy, cerca de 146 km da linha da frente. O Centro é usado para as comunicações encriptadas da marinha russa de guerra. Após esgotar os seus mísseis, o drone FP-1/2 entra no modo kamikaze, atingindo o alvo pretendido:
Os drones aéreos ucranianos também atingiram, na costa de Kaspiysk, em Daguestão, o navio do projeto 10410, pertencente à guarda costeira russa no Mar Cáspio. É de notar que a Guarda-fronteira
russa fez para do FSB, segundo a tradição soviética, onde o serviço de Guarda-fronteira era subordinado ao KGB:
O mercenário iemenita Al-Shatami Ayman Abdullah Aji, envia as saudações à cidade ucraniana de Bila Tserkva. O mercenário foi capturado pelos militares do 10º Batalhão
de Apoio de Operações Especiais (OSB) do 59º OSB da SBS, unidade das FAU que continuam a resgatar as ovelhas perdidas e a dar-lhes uma segunda oportunidade de vida:
Aos 10 de maio, o Memorial do Holocausto de Paris inaugurou
uma exposição fotográfica, que recorda, solenemente, o 85º aniversário da primeira detenção e deportação em massa de judeus em Paris.
Todas as 98 fotografias tiradas pelo fotógrafo de guerra alemão Harry Croner durante essa detenção, a 14 de maio de 1941 — a primeira grande prisão em massa de judeus em
França — estão a ser exibidas publicamente pela primeira vez. Os negativos desta sessão fotográfica foram descobertos acidentalmente em 2020 por dois colecionadores amadores de fotografia
numa feira de antiguidades na Normandia e posteriormente doados ao Memorial. Estas fotografias foram parcialmente expostas no Memorial em 2021 e estão agora em exposição completa até 31 de dezembro.
A detenção de judeus em Paris, a 14 de maio, foi apelidada de «Operação do Bilhete Verde» (Rafle du billet vert). A polícia francesa, agindo sob ordens das autoridades de ocupação
alemãs, enviou 6.694 intimações verdes a judeus estrangeiros (principalmente polacos, mas também checos, austríacos e alemães). Homens entre os 18 e os 40 anos foram convocados para
«verificação de documentos» nas câmaras municipais, escolas secundárias e quartéis. Muitos compareceram acompanhados pelas suas esposas ou familiares, acreditando tratar-se de
uma mera formalidade burocrática.
No total, cerca de 3.800 homens compareceram à «verificação» nesse dia. Os familiares (principalmente esposas) foram imediatamente enviados para casa para recolher
os seus pertences, enquanto os homens eram trancados no Ginásio Polidesportivo de Japy, no 11º bairro. Quando as esposas dos prisioneiros regressaram com os seus pertences, não lhes foi permitido
ver os seus maridos; apenas algumas conseguiram ter uma breve conversa. Ninguém sabia que aquele seria o seu último encontro. Os homens foram colocados em autocarros/ônibus e levados para a estação
de Austerlitz, e daí, de comboio, para os campos de Pithiviers e Beaune-la-Rolande, a 90 km a sul de Paris. Permaneceram ali durante quase um ano, após o qual foram deportados para Auschwitz, onde quase todos
foram exterminados em câmaras de gás.
A operação foi organizada em conjunto pelos alemães (particularmente Theodor Dannecker, da Gestapo, responsável pelos assuntos judaicos) e pelas autoridades francesas
(o chefe da polícia de Paris, almirante François Bart). Os franceses controlavam completamente a polícia; os alemães tentaram permanecer nas sombras.
Esta foi a primeira detenção em massa de judeus pela administração de Vichy em Paris. Seguiram-se outras, incluindo a trágica Vel d'Hiv (16 e 17 de julho
de 1942, com mais de 13.000 pessoas). As próprias autoridades francesas tomaram a iniciativa, detendo especificamente mulheres e crianças. De 22 de Julho até ao final de Setembro de 1942, partiram de França
mais de 10 transportes de pessoas presas na detenção da Vel d'Hiv. Quase todos foram enviados para Auschwitz. Dos 13.152 reclusos, menos de 800 sobreviveram. Quase todas as crianças foram assassinadas
de várias formas imediatamente após a chegada a Auschwitz.
O fotógrafo de guerra alemão Harry Croner (1902-1992), que tirou fotografias a 14 de maio de 1941, foi posteriormente dispensado do exército e enviado para um campo de
concentração depois de se ter descoberto que o seu pai era judeu.
A letra latina «V» no uniforme do Theodor Dannecker, escolhida, em 2022 pelas forças russas como símbolo da sua invasão da Ucrânia
No total, aproximadamente 76.000 judeus foram deportados de França para campos de extermínio nazis durante a Segunda Guerra Mundial. Os transportes de Paris continuaram até
literalmente aos últimos dias antes da chegada das tropas aliadas. Dos judeus deportados de França, apenas 3 à 4% sobreviveram.
Quase nenhum dos altos funcionários do regime de Vichy que participaram no Holocausto foi punido pela sua participação após a guerra. O secretário-geral da
polícia de Vichy, René Bousquet, o organizador directo das maiores rusgas policiais, incluindo o Velódromo de Inverno (Vel d'Hiv), foi simbolicamente condenado em 1949 apenas por «traição
contra a França» e quase imediatamente amnistiado. Só no início da década de 1990 é que os franceses começaram a perseguir aqueles que participaram no Holocausto, mas Bousquet
não viveu para ver o seu julgamento — foi assassinado por um psicopata em 1993. Os funcionários de nível médio e os polícias envolvidos nas operações escaparam completamente
ao castigo.
Na noite de 17 de maio, drones ucranianos atacaram a cidade e a área metropolitana de Moscovo, no maior ataque desde o início da guerra. Duas instalações da indústria
petrolífera russa foram atingidas, com sucesso, a refinaria de petróleo de Moscovo em Kapotnya e a estação de carregamento de petróleo Solnechnogorskaya na aldeia de Durykino.
Aeroporto de Sheremetyevo, cerca de 200 voos foram atrasados, cancelados ou transferidos
«Transneft» em Durykino
Os drones ucranianos também atingiram vários alvos menores nas diversas localidades de área metropolitana de Moscovo: Mytyshi; Naro-Fominsk; Krasnogorsk; Khimki; Dubna
(o Gabinete de Projectos «Raduga»), Zelenograd (o parque tecnológico «Elma»), aeroporto de Sheremetyevo, informa a punlicação russa Meduza.
Em Dubna o alvo foi o Gabinete de Projectos «Raduga», especializado no desenvolvimento de mísseis de cruzeiro e outros sistemas de mísseis.
Gabinete «Raduga» em Dubna, a casa russa de mísseis
Embora as autoridades municipais russos reportaram o abate de 120 drones ucranianos nas últimas 24 horas, vários fotos e vídeos, publicados pelos moscovitas, confirmam,
que vários alvos foram atingidos. Algumas dos locais de impacto também foram visados pelos mísseis anti-aéreos russos, ou pelos drones desviados pelas medidas russas da guerra eletrónica.
O jornal britânico The Times publicou recentemente uma longa entrevista com Kyrylo Budanov. O artigo tem um título um bocado sensacionalista: «Pode este homem acabar com a guerra? O pacificador
que putin quer matar».
É realçado que general Budanov sobreviveu a mais de uma dezena de tentativas de assassinato (fazendo lembrar o braço decepado do terrorista de 2019 e o envenenamento da
sua mulher).
Narrativa: Estamos a mostrar ao Ocidente um novo negociador. Este não é um diplomata de fato, disposto a fazer concessões por uma bela foto. Trata-se de um militar das
forças especiais que participou pessoalmente nas operações militares na Crimeia (o The Times escreve sobre isso diretamente), um Herói da Ucrânia com fortes ligações à
CIA.
A mensagem ao Kremlin: «Estamos prontos para falar, mas vocês estarão a negociar com o homem que vos matou» — o que faz todo o sentido depois do que o Kremlin
fez na Ucrânia.
Abordagem pragmática às negociações: Budanov afirma categoricamente que não confia em nenhum russo: «Não preciso de confiar em ninguém,
preciso de alcançar resultados».
Narrativa: as negociações estão em curso e são difíceis. Foi anunciado que uma mega-troca de prisioneiros, «1.000 por 1.000», estava planeada
para 9 de maio (Dia da Vitória na rússia), mas está parada. Budanov está a utilizar as suas antigas redes de inteligência e canais paralelos para exercer pressão. Não há
datas definidas, mas o processo está ativo — a 1ª troca dos 205 por 205 foi o primeiro sinal disso. As trocas de POW são sempre difíceis, porque ambos os lados querem entregar aqueles que foram
empenhados pela cooperação e não querem entregar figuras importantes ao inimigo. As linhas vermelhas de Moscovo são económicas.
Não haverá ataque nuclear contra Kyiv. Os britânicos estão a questionar os rumores de um ataque planeado com o míssil Oreshnik ou uma arma nuclear tática
no centro de Kyiv (tendo como pano de fundo as passadas evacuações de embaixadas).
Budanov tranquiliza os colegas e parceiros ocidentais: «Sim, a rússia pode atacar a qualquer momento... Mas não vejo qualquer indício de preparação
para um ataque nuclear. Se houvesse, eu saberia». Mensagem: Estamos no controlo da situação; não cedam à chantagem nuclear de Putin. Isto é compreensível — na linha da
frente, com formações de combate dispersas, um ataque nuclear eliminaria alguns batalhões, e para atingir os «centros de decisão» de um bunker a 90 metros de profundidade, seria necessário
destruir a Presidência da República (um edifício imponente e bem protegido na rua Bankova) com vários engenhos nucleares. As puras ameaças representam maiores benefícios para a rússia.
Reviravolta Tecnológica e a Exportação da Guerra. Elon Musk bloqueou os Starlinks russos (desativando os seus terminais), o que ajudou a repelir as forças russas
em algumas áreas. Além disso, as baixas russas são estimadas em entre 20.000 à 25.000 soldados por mês, trocados por sucessos tácticos limitados (estimativas da NATO). Por outro lado,
Ucrânia está a tornar-se um exportador de tecnologia. Os ataques profundos contra as refinarias de petróleo russas estão a todo o vapor, e Budanov está a oferecer abertamente aos EUA e às
monarquias do Golfo (olá, Irão) a experiência da Ucrânia na construção de um sistema de defesa aérea em camadas.
Narrativa: Ucrânia já não é um parente pobre do Ocidente. É um laboratório de guerra moderna, onde drones inteligentes autónomos (dos quais já
temos protótipos) permitem resistir a um adversário rico em recursos e ideologicamente motivado. Ocidente, com o vosso dinheiro, os ucranianos podem vós ensinar a abater os Shaheed, ao realmente baixo
custo, para que não desperdicem milhões de dólares em mísseis e voos dos F-35.
Caso Yermak. A imprensa ocidental parece estar a deliciar-se com a queda de Andriy Yermak (o ex-chefe da Presidência da República, que se demitiu janeiro e está agora prestes
à ser judicialmente investigado sob acusação de branqueamento de capitais, o que está a prejudicar as taxas de aprovação de Volodymyr Zelensky).
Narrativa: Budanov se posiciona como o oposto completo do seu antecessor. Promete «nenhuma gestão personalizada, delegação total de autoridade e total de responsabilidade».
Mensagem aos doadores ocidentais: o polvo da corrupção foi dissecado e chegou uma equipa de tecnocratas (juntamente com Fedorov, que substituiu Umerov como Ministro da Defesa), pronta para trabalhar com transparência.
Logicamente, ninguém quer ver corrupção depois de milhares de milhões de libras e euros em ajuda.
A mobilização vai continuar. Aqui, Budanov vai direto ao assunto. Não pode haver as ilusões sobre as FAU dependerem apenas de voluntários. Budanov promete
combater os excessos dos «alistamentos compulsivos», mas afirma: esta é uma guerra total de sobrevivência. Ou a mobilização continua, ou o país acabará. O que deve ser dito
o mais claro possível — todas as ilusões sobre voluntários estrangeiros sentados em painéis de controlo estão a ser destruídas pelos vastos espaços e milhões de
pessoas, as pessoas estão se ferrir e morrer, a atingir o limite máximo de idade, saem das FAU por ferimentos, a se esgotar fisicamente e mentalmente, precisam de substitutos e Ucrânia precisa de reservas;
a mobilização obrigatória continuará.
Resumo: O artigo é um caso clássico em que um novo «homem forte» da Ucrânia é apresentado ao público Ocidental. Possui a imagem de um pragmático
implacável, que negoceia com o Kremlin com uma mão e envia um enxame de drones para incendiar refinarias de petróleo russas, com a outra. Reconhece os graves problemas de mobilização, repudia
a corrupção dos seus antecessores e reapresenta Ucrânia ao Ocidente não como uma vítima, mas como uma valiosa startup militar cuja tecnologia, em breve, Ocidente necessitará desesperadamente.
Ler o artigo AQUI (em inglês e apenas aos assinantes).
Um bom e claro exemplo de como, na prática, funciona a propaganda russa, mentindo e desmentindo à si própria, criando e recriando os «fatos», mudando constantemente as narrativas, se enrolando
nas suas próprias versões de mentiras.
Em agosto de 2025, a agência estatal russa de notícias «RIA Novosti» noticiou e depois até publicou a entrevista com o cidadão
polaco Krzysztof Josef Flaczek (1978). Alegava-se que Flaczek era voluntário polaco que em 2024 se juntou à Legião Internacional das FAU, defendeu Ucrânia na região de Luhansk. Em novembro
de 2024 se perdeu e foi capturado pelos militares russos (as versões da sua captura/deserção diferem) ou então, se entregou, voluntariamente, ao exército russo. Após a sua captura, o homem alegadamente
se juntou-se à unidade russa «batalhão Maxim Krivonos», uma unidade semi-virtual e puramente propagandista, que alegadamente agrega ex-militares ucranianos que trairam o seu juramento e manifestaram
o desejo de lutar contra Ucrânia.
Oito meses depois, e sem mais nem menos, os separatistas de Luhansk informaram, com a maior normalidade, que Krzysztof Flaczek, é afinal, um «mercenário polaco»
e foi condenado em Luhansk ocupada aos há 13 anos de prisão maior.
Ninguém diz nada nem sobre o alegadamente «heróico» e realmente invisível «batalhão Maxim Krivonos», nem o que foi feito ao Krzysztof Flaczek nestes oito meses,
nem qual foi a razão da propaganda russa mudar a narrativa sobre o caso de forma tão dramaticamente oposta.
Mais um caso que só poderá ser plenamente desevendado após Ucrânia conseguir a libertação do POW. De qualquer maneira, os militares ucranianos e os
estrangeiros que defendem Ucrânia são instruídos numa coisa: no caso da sua captura eles são livres de entregar toda a informação e dizer tudo, que é exigido pelos seus captores
russos. À semelhança dos exércitos Ocidentias ou de Israel, o objetivo das FAU é a sobrevivência dos seus efetivos. Ninguém pede aos militares das FAU para serem heróis e nenhum
militar é castigado posteriormente, por repetir aquilo que os ocupantes russos exigiram de dizer.
Já os militares russos, indoctrinados pela propaganda russa, sob o medo irracional das «crueldades ucranianas», são encorrajados, quer pela igreja ortodoxa russa IOR, quer pela propaganda estatal,
quer pelo seu comando militar à não se entregar às FAU. Como neste vídeo em que um soldado russo, primeiro, aplica um torniquete na perna ferida, mas desiste rapidamente, para logo à seguida,
apontar uma espingarda/rifle à sua própria cabeça e realizar o procedimento de autodesnazificação, também conhecido como «o beijo do putin».
Os protestos em Havana continuaram pela quarta noite consecutiva, alimentados por apagões que duraram quase 24 horas e pela deterioração das condições de
vida. Moradores de vários municípios, especialmente Guanabacoa, saíram às ruas com barricadas, bloquando as estradas com montes de lixo em chamas, bateram panelas, gritaram slogans antigovernamentais
e entoaram os cânticos como: “Acendam as luzes!” e “O povo, unido, invencível!”. Foram registados os confrontos com a polícia, enquanto também foram relatadas interrupções
da Internet durante as manifestações.
A crise energética agravou-se depois de a central termoelétrica «Antonio Guiteras» ter deixado de funcionar, aumentando o défice de eletricidade em todo o país.
No meio da crescente tensão social, a Embaixada dos EUA alertou sobre a repressão policial, escassez e possíveis apagões prolongados, refletindo uma situação cada vez mais instável
na ilha.
As pessoas queriam pão, dinheiro, água, transportes e uma noite inteira de sono. Elas não querem mais desculpas. / Foto: 14ymedio
Os bancos permitem levantar apenas 2.000 pesos por pessoa (cerca de 83,3 dólares), um valor que se evapora rapidamente devido à inflação e ao elevado custo de vida. / Foto: 14ymedio
O centro histórico de Havana. Foto: 14ymedio
A União Elétrica anunciou um défice de 2.200 MW após uma noite turbulenta de protestos em Havana. O sistema esteve offline ao início da manhã do dia
14 de maio, desde Ciego de Ávila até Guantánamo, e a central termoelétrica «Antonio Guiteras» apresentou novas falha, escreve o jornalista cubano Mario Pentón.
Os drones e possivelmente mísseis ucranianos atingiram a refinaria de petróleo de Ryazan. Os ocupantes russos, atingiram, em Kherson, as viaturas de ONU, gabando-se pelo sucedido
nas suas redes sociais.
As forças ucranianas conseguiram atingir, na cidade russa de Ryazan, vários equipamentos de refinação de petróleo. Um duro golpe para a produção
russa de gasólina, gasóleo e outros derivados petrolíferos.
Os TG canais russos gabaram-se de vídeo, que mostra os operadores de drones russos a usarem os drones FPV para alvejar os veículos da missão da ONU em Kherson.
Os operadores de drones FPV estão ver o alvo, dessa forma os ocupantes russos estão a documentar os seus próprios crimes de guerra. Não há necessidade de
os investigar. Depois, essas mesmas pessoas queixam-se da alegada «russofobia ocidental» e que todos odeiam os russos «sem nenhuma razaão».
TG canais militares russos a admitirem o ataque à coluna de ONU
Além de serem publicados nos TG canais abertamente afiliados com os ocupantes russos, além de vídeo original manter o logótipo/logomarca de um grupo russo, vários TG canais russos admitiram
o ataque, tentando o justificar com a seguinte explicação descabida: «na zona de combates este tipo de trnsporte automaticamente se torna um alvo». Os ocupantes russos apenas não mencionaram que atacaram os veículos de ONU dentro da cidade de Kherson, onde não há e não deveria haver os combates.