quarta-feira, maio 27, 2026

Cidadãos de 48 países que lutaram pela rússia estão presos na Ucrânia

Centenas de cidadãos estrangeiros, provenientes de 48 países, recrutados pela rússia para combater na sua guerra neocolonial, estão presos na Ucrânia. Cerca de 5.149 deles já morreram, destino de outros 3.080 é desconhecido. Mostramos apenas alguns deles, detidos no campo ucraniano de POW «Zahid-1». 

Não é porque a vida é tão boa que o «segundo maior exército do mundo» é obrigado a engrossar as suas fileiras com dezenas de milhares de estrangeiros através do engano, da coação e das promessas falsas. Trabalhadores migrantes da Ásia Central, desempregados da América do Sul, os segmentos mais pobres de África — a rússia não descarta ninguém. O projeto ucraniano «Quero Viver» já identificou mais de 28.000 estrangeiros que assinaram os contratos com o exército russo. Pelo menos 5.149 deles já morreram — apenas os que já foram identificados e/ou retirados do campo de batalha. Outros 3.080 estrangeiros estão no «limbo», os seus contratos com exército russo terminaram, sem serem prorrogados e sem serem dispensados do exército de ocupação. Ou seja, estes estrangeiros são MIA (desaparecidos em combate, mais provavelmente mortos, com corpos não recolhidos) ou SOCh (desertores, também mais provavelmente mortos, também, com corpos algures nos estepes da Ucrânia). 

Os estrangeiros no vídeo tiveram sorte em sobreviver e serem capturados pelas FAU. Ucrânia os trata com todos os direitos dos demais prisioneiros de guerra – nos mesmos campos de POW que os cidadãos russos. Recebem a mesma comida, podem trabalhar, praticar desporto, escrever e receber cartas e encomendas. Recebem também visitas de representantes do Comité Internacional da Cruz Vermelha e de organizações de defesa dos direitos humanos. 

Para a rússia, eles são o material descartável: o Ministério da Defesa russo simplesmente irá «adquirir» mais soldados estrangeiros. Por enquanto, a rússia está apenas a aumentar a escala do seu recrutamento no estrangeiro. Enquanto a rússia recrutou 8.200 pessoas em 2024, em 2025, foram quase 14.000 estrangeiros à assinar os contratos com o exército russo. O MoD russo planeia recrutar outros 18.500 cidadãos estrangeiros até o fim de 2026. 

Enquanto Kremlin produz os discursos sobre o «mundo multipolar» ou a «luta contra o neocolonialismo ocidental», na prática, a rússia desrespeita a soberania dos países africanos e asiáticos, recrutando ilegalmente os seus cidadãos e enviando-os para uma guerra neocolonial.

O Kremlin teme que as suas ações sejam expostas e os seus crimes revelados ao mundo. Por conseguinte, o Quartel-General de Coordenação para o Tratamento de Prisioneiros de Guerra, em conjunto com o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, está a lançar o recurso informativo http://stoprussianrecruiters.org A página publica informações sobre os principais esquemas, a geografia e a escala do recrutamento russo, bem como sobre os próprios recrutadores em vários países que trabalham para a rússia, enviando as pessoas para a morte certa em troca do dinheiro russo.

Faça click para ver mais (página com dificuldades de acesso de momento)

Este recurso foi criado para expor o sistema de recrutamento russo, alertar as potenciais vítimas e responsabilizar aqueles que, por dinheiro, enviam cidadãos de outros países para morrerem na guerra neocolonial russa, ao serviço do Kremlin.

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Corpo «Azov» patrulha a zona fronteiriça em redor de Mariupol

Os operadores de drones do 1º Corpo «Azov» da Guarda Nacional da Ucrânia (NGU) estão a realizar missões para destruição dos alvos russos na zona da fronteira estatal ucraniano-russa. O vídeo mostra operações de combate nas autoestradas Mariupol-Taganrog e Mariupol-Volnovakha.

Faça click para ver o vídeo no TG do 1º Corpo do Azov
O território da Ucrânia deve estar livre das tropas russas. A forma mais segura de o fazer é alargar a «zona sanitária» dirigida à corte para a logística inimiga para mais perto da própria Federação Russa e da Crimeia ocupada.

A reião do Mar de Azov não será mais segura para os ocupantes russos.

Bónus: vídeo +18: autoestrada Luhansk-Alchevsk-Debaltseve. Um ataque de drones ucranianos contra um comboio militar russo destruiu camiões, e um deles detonou a carga de munições. Infelizmente, um civil que conduzia nas proximidades também morreu na explosão.

Aparentemente, a logística militar russa está em frangalhos.

Participar na campanha de angariação de fundos/vaquinha para apoiar os drones do AZOV: https://azov.one/en/fundraisers/easternbarrier

segunda-feira, maio 25, 2026

Os crimes de guerra russos, ataques aos civis em Kyiv e Bila Tserkva

Na noite de 23 à 24 de maio os ocupantes russos atacaram a cidade de Kyiv, atingindo vários alvos civis: o mercado, o centro comercial, o museu, a ópera e vários prédios residenciais. Há mortos e feridos. A vila de Bila Tserkva foi atingida com o míssil balísticos de médio alcance RS-26 Rubezh («Oreshnik») sem a componente nuclear. 

Assim ficou o centro comercial «Kvadrat», situado no distrito de Shevchenkivskyi, em Kyiv. No mesmo distrito, um prédio de habitação ficou em chamas devido aos bombardeamentos russos. 




















Quando há um maior impasse na frente de batalha, os ocupantes russos optam pelo terror contra os civis ucranianos, assassinato de pessoas no meio do sono, destruíndo as bancas de mercado, numerosos monumentos arquitetónicos e o Museu de Chornobyl em Kyiv. 

Os ocupantes russos costumam proclamar as suas ações criminosas de «desnazificação», embora, por alguma razão secreta, comportam-se igual ou as vezes até pior ao aquilo que os nazis faziam na Ucrânia ocupada. 

A rússia voltou a atacar os diplomatas estrangeiros: atingiu, pela terceira (Sic!) vez em menos de um ano a embaixada do Azerbaijão em Kyiv, danificou a residência do embaixador da Albânia. 

A embaixada do Azerbaijão em Kyiv

Há uma enorme fila no café HOGO, que inaugurou apenas dois dias antees do ataque e foi atingido por criminosos de guerra russos. Uma multidão de moradores de Kyiv compareceu para apoiar os proprietários daquele café.

Míssil balístico de médio alcance RS-26 Rubezh («Oreshnik»), atingiu a cidade de Bila Tserkva, à cerca de 80 km ao oeste de Kyiv. Com as consequências bastante graves para as garagens de uma cooperativa de oficinas mecânicas local, que foram destruídas. Nenhum outro alvo foi atingido naquela cidade. Não se percebe para onde os russos estavam à apontar. Talvez o aeródromo local, talvez a Presidência da República em Kyiv. Quem consegue compreender a lógica das armas russas de alta precisão...?

As garagens da Bila Tserkva após o impacto do míssil nuclear russo RS-26 «Rubezh»

Os TG canais militaristas e patrioteiros russos calcularam o custo do ataque ao Kyiv. Para incendiar um mercado, um centro comercial e o museu de Chornobyl, os russos desperdiçaram cerca de 700 milhões de dólares. Com esse dinheiro todo, poderiam ter construído ou renovado dezenas de escolas e hospitais, substituído os serviços públicos, que viviam com infiltrações e tubagens rotas, transformado Kapustin Yar, a localidade da onde é lançado o míssil RS-26 numa cidade modelo, colorida, bonita e encantadora...

O cálculo do gasto russo em mísseis e drones num único ataque à Ucrânia:
de 320-400 à 700-900 milhões de dólares, que foram gastos para matar e destruir.

Fotos: Yan Dobronosov; vídeos: TG kazansky2017

sábado, maio 23, 2026

Ucrânia atinge dois terminais petrolíferos russos em Novorossiysk no Mar Negro

Unidades de ataque profundo das Forças de Operações Especiais (SSO) atacaram, com sucesso, o terminal petrolífero «Sheskharis» e o complexo de transbordo «Grushovaya» no maior porto marítimo da rússia, Novorossiysk, na região de Krasnodar. Foi uma operação conjunta das SSO e do exército ucraniano.

O terminal, fundamental para o sul da rússia, é um importante centro de exportação de petróleo, onde convergem os oleodutos da empresa estatal russa «Transneft». Até sete petroleiros podiam ser carregados aqui em simultâneo. Anteriormente, as SSO já tinham atacado o terminal «Sheskharis», por duas vezes em 2026, no início de março e no início de abril. 

A geolocalização do terminal «Grushovaya»

A estação intermédia de bombagem de petróleo de «Grushovaya», com a sua infraestrutura neste sistema de transbordo, possui tanques automatizados com capacidade para 1,3 milhões de metros cúbicos e permite o processamento de mais de 500 a 600 vagões-cisterna por dia. 

O terminal «Grushovaya», pertencente à «Chernomortransneft», uma subsidiária da «Transneft», é a maior instalação de armazenamento de petróleo da região Cáucaso. O depósito é constituído por tanques subterrâneos e acima do solo com uma capacidade total de aproximadamente 1,2 milhões de toneladas de produtos petrolíferos. Cinquenta tanques ZhBR-10000 para petróleo e derivados, com uma capacidade total de 500.000 m³, e 14 tanques RVSpk-50000 para petróleo, com uma capacidade total de 700.000 m³. A sua principal função em tempo de paz é servir de enterposto/coletor à servir o porto petrolífero de Novorossiysk. 

Ver a geolocalização do terminal petrolífero de Grushovaya: 44.6929982099313, 37.76897663383929

Fonte OSINT: TG worldmilitares

Na localidade russa de Gubakha (região de Perm, cerca de 1700 km da Ucrânia), os drones ucranianos atingiram o complexo químico da empresa russa «Metafrax». A empresa é especializada na produção de amoníaco, ureia e melamina. A capacidade de produção do complexo é de aproximadamente 900 toneladas de amoníaco e mais de 1.600 toneladas de ureia por 24h.


A técnicas da propaganda goebbelsiana russa

A propaganda russa falsificou e publicou, numa conta da rede social X, as supostas primeiras páginas de quatro jornais europeus e um israelita, com a data de 12 de maio de 2026, todas elas contendo imagem negativa do Volodymyr Zelensky e uma clara narrativa russa em relação à Ucrânia.

Uma das capas falsas exibidas na TV estatal russa
As capas do «Público», falsa à esquerda e verdadeira à direita

As capas falsas foram do «Bild», da Alemanha; «Liverpool Echo», da Inglaterra; «Ouest France», de França; «Público» de Portugal e «Jerusalem Post», de Israel. Todas as capas foram alteradas digitalmente e se referiam às acusações mais ou menos vagas da ex-porta-voz do Zelensky, Iulia Mendel, que trabalhou na presidência da Ucrânia em 2019-21. Recentemente, Mendel deu uma entrevista ao propagandista americano pró-Kremlin Carson Tucker, projetada para ofuscar a imagem do presidente ucraniano. No entanto, a própria Mendel é lembrada no seu papel da porta-voz como uma menina pit bull, pessoa de lealdade exagerada ao Presidente Zelensky, chegando quase se lançar fisicamente aos jornalistas, para os impedir de fazer as perguntas, que em teoria, poderiam incomodar o seu chefe. Mendel também foi a autora de um livro extremamente complimentar e acrítico em relação ao presidente ucraniano real, chamado «Todos nós somos presidentes».
Não sendo as capas reais, existindo apenas virtualmente, que utilidade prática poderiam ter? Aqui a propaganda russa mais uma vez, está copiando as técnicas do nazismo alemão, desenvolvidas pelo Joseph Goebbels, famoso por criar os jornais e rádios falsos, soviéticos ou aliados, dirigidos ao público soviético ou europeu. 81 anos depois, a propaganda russa se dirige ao seu público doméstico, tentando «vender» as capas falsas como o seu exemplo do seu próprio sucesso externo. Os propagandistas estatais russos, exibindo as supostas capas nos progrmas da propaganda televisiva seguem a narrativa do pseudo-sucesso absurdo: «mas quem diria, ehm-ehm, ainda alguns anos atrás que os jornais europeus sejam tão abertamente críticos ao Zelensky?!», perguntam retoricamente eles, se dirigindo aos telespetadores.

A propaganda russa vive abertamente, tal como vivia a propaganda nazi em abril de 1945, num mundo paralelo, onde o 3º Reich conseguia várias vitórias milagreiras e o 22º exército alemão, comandado pelo general Walther Wenck, libertaria Berlim e rompesse o cerco soviético...

sexta-feira, maio 22, 2026

Corredor terrestre da Crimeia ocupada está sob controlo de fogo da Ucrânia

As FAU estão a cortar a autoestrada Simferopol-Rostov-on-Don, uma das principais vias logísticas do exército russo de e para Ucrânia ocupada. As Forças de Operações Especiais (SSO) intensificam os seus ataques de profundidade contra a logística russa numa distância de 100 à 150 km da linha da frente.

Ataques ucranianos, bem sucedidos, ao longo da autoestrada R-280

 

Ucrânia está a desenvolver ativamente o segmento dos drones de ataque de médio alcance para cortar a logística russa entre o leste da Ucrânia e a Crimeia ocupada. O Ministério da Defesa da Ucrânia encomendou em 2026 um número recorde de drones para operação às profundidades superiores aos 50 km da linha da frente.

 

A corte parcial da autoestrada R-280 pela decisão do gauleiter Saldo da Kherson ocupada

Um dos troços da recém-construída autoestrada R-280 Simferopol - Rostov-on-Don foi parcialmente encerrado, pelo gauleiter Saldo, o «governador» colaboracionista da Kherson ocupada: «há relatos de dezenas de camiões-cisterna e camiões de gasolina incendiados por drones ucranianos». A restrição não se aplica às «cargas militares, especiais, farmacéuticas, gasolina, gasóleo e outros tipos de combustível, determinados produtos alimentares», etc.


Podemos recordar, que o principal ganho real de Moscovo no decurso da sangrenta e prolongada guerra de 2022-2026 poderia ser considerado a criação de um corredor terrestre entre o leste da Ucrânia temporariamente ocupada e a Crimeia ocupada em 2014.

 

As principais surpresas ucranianas ainda estão por vir, mas já há um resultado: os ocupantes russos estão a bloquear a artéria logística de importância crítica para a Crimeia ocupada, proibindo a circulação de camiões civis através do posto de controlo de Dzhankoy na saída/entrada da Crimeia. Embora os ataques ucranianos, ao luz do dia, já se sucedem dentro da Melitopol ocupada (vídeo em baixo).

Para breve se espera que os ocupantes russos fechem imediatamente os restantes postos de controlo entre a Crimeia ocupada e Ucrânia continental. O exército ucraniano isola sistematicamente os russos nos territórios ocupados, e isso permitirá, com o tempo, que as FAU tomem completamente a iniciativa na frente de batalha naquela área. 

TG canais militaristas russos: «A passagem continua ser livre para os camiões TIR
com medicamentos, alimentos, combustível e coisas militares»

TG canais patrioteiros russos: «faz sentido, os camiões-cisterna, quer civis
e (muito mais militares) dissimular de camiões civis» 

De momento, os novos drones FPV ucranianos voam à mais de 50 km de profundidade, tendo sido registado recentemente voos de mais de 100 km. Um rude golpe para a logística russa na sua retaguarda, até recentemente tida como segura.

Fontes: exilenova_plus; Ihor Lutsenkol; Serhiy Sternenko

Os regimentos de mutilados russos em marcha rumo ao abismo (+18)

No atual exército russo, um ferimento, uma mutilação, uma doença grave ou a ausência de membros ou órgãos não vitais já não são motivos suficientes para recusar à participar em combates. 

O número de parvos está a diminuir e o Ministério da Defesa russo não consegue recrutar novos «voluntários». Neste contexto, as perdas do exército russo na «zona de morte» apenas aumentam. Por isso, os comandantes russos continuam com a prática de utilizar «regimentos de mutilados», enviando soldados feridos e em recuperação precária para os ataques frontais. As vezes são mandados mesmo os militares que usam muletas ou bengalas. Obviamente, a taxa de sobrevivência entre estes soldados é mínima. 

Ucrânia recorda que a forma mais fiável e comprovada de sobreviver essa guerra neocolonial é entrar em contacto com o projeto ucraniano «Quero Viver». Depois disso, o soldado russo não será mais sujeito à morrer num destes «regimentos de mutilados», ataques frontais, comandantes carniceiros, escravatura perpétua, dor e sofrimento. Um prisioneiro de guerra russo poderá decidir por si próprio, e sem nenhuma pressão, se deseja permanecer em cativeiro ucraniano até ao fim da guerra ou se deseja regressar a casa através de uma troca dos POW.

Já os ocupantes russos que não se entregarem às FAU, terão a sorte daqueles, que podemos ver no vídeo abaixo, filmado na direção de Navopavlivka, na região de Dnipropetrovsk, em que os ocupantes são liquidados, com uso de drones FPV, pelos paraquedistas da 46ª Brigada Aeromóvel Podilska das Forças Armadas da Ucrânia.


Fonte do vídeo: TG canal Voyna18

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quinta-feira, maio 21, 2026

Vyshyvanka ucraniana no império russo: entre 1871 e 1917

Haya Yosyfivna Rudyakova, a pequena burguesa da cidade de Kaniv, província de Kyiv

A cultura ucraniana, proibida e perseguida no império russo, se manifestava de diversas maneiras, uma delas era o uso de vyshyvanka, a camisa bordada ucraniana. As fotos mostram ucranianos e ucranianas que foram investigados pela gendarmaria e polícia política czarista nas províncias de Kyiv, Kharkiv, Poltava, Odessa e Podolsk, entre os anos de 1871 e 1917. 

Feodosii Sergiyovych Kushch, um camponês da aldeia de Kramatorsk, distrito de Izyum, província de Kharkiv

Ivan Yakymovych Marchenko, um camponês da aldeia de Pogrebyshche, distrito de Berdychiv, província de Kyiv

As fotos foram disponibilizados por ocasião do 20º aniversário do Dia Internacional de Vyshyvanka, pelo Arquivo Histórico Central Estatal da Ucrânia, em Kyiv, vindas do acervo 2226 “Coleção de Fotografias”. 

Andriy Pirogov (local de residência não especificado)

Zakhary Frolovych Fevralyov, residente em Odesa, província de Kherson

Yefim Yakovych Mazurov, morador de Kyiv

Um dos conhecidos propagandistas russos, o vice-chefe da Duma Estatal, Pyotr Tolstoy, em abril de 2025, fez uma declaração provocatória, afirmando que o povo ucraniano foi criado/inventado como se fosse uma espécie da tese de «orientação política», ligando, falsamente, o uso e o surgimento da vyshyvanka à «fronda (protesto) da nobreza russa» em meados do século XIX. 

Pylyp Lukych Ponomarenko, camponês, aldeia de Mala Smilyanka, distrito de Cherkasy,
província de Kyiv

Yosyp Kazimirovych Krychinsky, o pequeno burguês da aldeia de Bartnyky, distrito de Bratslavsky, província de Podolsk

Vitaliy Fedorovych Makhonin (local de residência não especificado)

Ignatiy Trokhymovych Kyziyev, residente na cidade de Kupyansk,
província de Kharkiv

Como podemos ver nas fotos, a vyshyvanka tradicional ucraniana têm as suas raízes na antiguidade e no século XIX-XX essa tradição estava bem enraizada entre os ucranianos, independentemente do seu estatuto social, origem étnica ou local de nascimento.

As responsabilidades dos russos comuns pela guerra agressiva russa na Ucrânia

O comandante do corpo dos voluntários russos (RDK) das FAU, Denis «WhiteRex» Kapustin, gravou uma declaração tendo como pano de fundo um edifício residencial em Kyiv, destruído no dia 14 de maio de 2026 por um míssil russo Kh-101. 

Faça clik para ver o vídeo

Bem atrás de mim está a prova clara desta agressão. O míssil atingiu um edifício residencial comum no distrito de Darnytskyi (bairro Kharkivskiy), em Kyiv. 

Não havia aqui instalações militares, fábricas de montagem de drones ou um hotel com mercenários polacos, como a propaganda russa adora à afirmar. 

Um edifício residencial comum numa área residencial comum da capital ucraniana. Ainda assim, a rússia escolheu este edifício como alvo, e o míssil caiu aqui. Mulheres e crianças foram mortas. 

Alguns dias depois, centenas de drones foram lançados do território ucraniano em direção à rússia. Muitos deles atingiram os seus alvos, e os residentes da região da capital ficaram indignados com o facto de a guerra lhes ter agora chegado no conforto dos seus apartamentos em Moscovo.

Infelizmente, só podemos esperar uma escalada deste conflito. Por cada ataque realizado pela rússia contra cidades ucranianas pacíficas, serão lançados drones e mísseis a partir do território ucraniano em resposta.

Infelizmente, estas são as leis da guerra de agressão, que foi iniciada pela federação russa e por vladimir putin pessoalmente.

Blogueiro 

Desde o início da guerra russa contra Ucrânia, híbrida e não-declarada desde 2014 e depois, aberta e de larga escala em 24.02.2022 existem as discussões sobre as responsabilidades do povo russo no sucedido. Os liberais russos e alguma propaganda pró-russa no Ocidente defendem a posição do que os horrores de uma «guerra do putin» não são do «bom povo russo», que não tem nem a culpa, nem as responsabilidades. Os ucranianos e vários intelectuais ocidentais defendem a posição óbvia, do que o povo russo tem a sua parte de responsabilidade nos crimes cometidos em seu nome. As pessoas votam em putin e nos partidos putinistas pró-guerra, pagam impostos, e contribuem, de diversas outras maneiras pela existência e fortalecimento do regime neofascista russo.

Hamburgo, distrito municipal Eilbek, 1943, resultado da Operação Gomorra. Wikipédia

Olhando para a história, podemos recordar a Operação Gomorra de 1943, quando a aviação anglo-americana bombardeou a cidade alemã de Hamburgo. Os bombardeamentos resultaram em entre 34.000 à 40.000 mortos e cerca de 180.000 feridos entre os civis alemães. Eles também, não estavam participar no Holocausto diretamente, nem invadiram a metade da Europa. Mas eram co-responsáveis pelos crimes cometidos em seu nome pelo regime nazi do 3º Reich. 

O mesmo acontece hoje em dia com os cidadãos russos que vivem, trabalham, estudam, pagam impostos e fazem as compras na rússia....