quinta-feira, setembro 10, 2026

Ucrânia ataca os portos militares russos de Novorossiysk, Makhachkala e Sochi

Na noite de 9 à 10 de setembro, as Forças de Defesa da Ucrânia lançaram um complexo ataque composto de mísseis e drones marítimos contra os portos russos de Novorossiysk, Makhachkala e Sochi. Vários navios de guerra russos sofreram danos confirmados por meios do controlo objetivo. 

Foram atingidos o porto, os navios e a infraestrutura militar de Novorossiysk: 

Foi atingido o navio «Buyan-M» (Projecto 21631) – um pequeno navio russo multifuncional de mísseis e artilharia (MRS) de 3ª classe, lançador de mísseis de cruzeiro «Kalibr» e «Onyx».

«Buyan-M», 9-10 de setembro de 2026

A fragata russa «Almirante Essen» foi atingida na sua superestrutura. Como resultado do impacto nos convés, deflagrou um incêndio, confirmado pela GUR (secreta militar da Ucrânia). Provavelmente o navio foi atingido por míssil ucraniano «Neptun». 

Fragata porta-bandeira «Almirante Essen», 9-10 de setembro de 2026


A fragata russa «Almirante Makarov» foi novamente atingida, desta vez na sua superestrutura.

Fragata «Alimirante Makarov», 9-10 de setembro de 2026

A infraestrutura portuária também foi atingida:


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As consequências de outros impactos estão sendo apurados.

A zona portuária da cidade russa de Sochi foi alvo de ataque de drones marítimos ucranianos. As testemunhas relatam fortes explosões na zona portuária.





Cidade russa de Borisoglebsk, onde se situa um importante aeroporto militar, região de Voronezh, foram ouvidas explosões. Um drone foi abatido pela defesa aérea russa sobre uma casa particular em Borisoglebsk.
Cidade de Makhachkala, região de Daguestão. Os moradores relatam explosões e fumo na zona portuária, bem como danos na cidade. Desde 2017 a cidade se tornou o porto principal da flotilha russa do Mar Cáspio.



quarta-feira, setembro 09, 2026

Mercenário peruando torturado pelos russos: batalha pelo acesso à conta bancária

O peruano Óscar Alberto Huallpa Maquera, de 26 anos, assinou um contrato com exército russo e lutou contra Ucrânia. Quando foi ferido ao pisar uma mina, foi severamente torturado pelo seu comandante, de nome de código «Angel», que exigiu-lhe o pagamento, que Óscar tinha recebido pelos ferimentos.

O peruano recusou e assim foi sujeito à tortura: foi espancado, teve o polegar direito cortado pelo próprio comandante e a sua morte foi planeada, sendo simulada como um desaparecimento em combate. Tudo para que entregasse o acesso ao seu cartão bancário e o seu comandante pudesse levantar dinheiro da sua conta. 

Óscar ficou marcado para sempre pelos seus torturadores russos

Óscar relatou ainda que outros mercenários estrangeiros sucumbiram à tortura dos russos, entregando as senhas das suas contas bancárias aos comandantes, morrendo, de seguida, «em combates».

Tortura e extorsão são práticas muito comuns do exército russo. Assim, os comandantes russos extorquem dinheiro não só aos mercenários estrangeiros, mas também aos soldados russos. O problema atingiu proporções tão graves que alguns comandantes estão a ser processados. Têm centenas de vítimas. Caso semelhante foi do russo Pavel Gudochkin e do seu 272º Regimento de Fuzileiros Motorizados, onde, segundo informações disponíveis, foi estabelecido um grupo de crime organizado, que extorquia dinheiro aos russos e, posteriormente, matava os soldados e zerava as suas contas bancárias. 

Em contacto com o Projeto Sota, Óscar confirmou a informação e afirmou que permanece em Luhansk a aguardar repatriamento ao Peru, tendo enviado os seus documentos à família, que apresentou queixa ao Ministério dos Negócios Estrangeiros do Peru. Enviou também um vídeo mostrando a ausência do polegar da mão direita. 

O exército russo está a recrutar activamente estrangeiros para combater na guerra contra Ucrânia, prometendo-lhes muito dinheiro e cidadania russa. Mas, uma vez assinando o contrato com o exército russo, o mercenário enfrenta sozinho o seu próprio comando militar, que controla a sua vida, saúde e até o seu dinheiro. 

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Ucrânia atinge alvos russos à uma distância superior aos 3.000 km

Na noite de 9 de setembro, os drones ucranianos atingiram a Central de Preparação de Condensados ​​de Novy Urengoy, no Distrito Autónomo de Yamalo-Nenets, mais de 2.800 km da Ucrânia (em linha reta), ou seja, os drones ucranianos voaram cerca de 3.200 km. 

A empresa é uma das principais instalações da infraestrutura de condensados ​​de gás da região. A capacidade projetada da Central é de cerca de 19,5 milhões de toneladas de matéria-prima por ano. 

Novy Urengoy em «manutenção rotineira»

As forças especiais da Ucrânia SSO-SOU informam sobre a destruição de duas fábricas de condensado de gás no Distrito Autónomo de Yamalo-Nenets, em Novorengoysky e Purovsky. As explicações russas são as de costume: «estão a aliviar a pressão no sistema, manutenção rotineira».

A região de Khanty-Mansiysk recebeu hoje os drones de ataque FP-1, que foram dirigidos pelos operadores de SSO-SOU até os alvos:


A cidade russa de Novorossiysk após um ataque noturno. Os residentes relatam um grande número de drones durante a noite; a infraestrutura portuária foi destruída.

Imagem de satélite da base naval russa de Novorossiysk hoje. A base foi atingida pelos mísseis ucranianos «Neptuno». GUR reportou danos na superestrutura do convés do navio porte-bandeira da frota russa, “Almirante Essen”, que resultaram num incêndio.

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No dia 2 de setembro, sucedeu um incêndio na ampresa russa «Proton-PM», nos arredores de Perm. Registou-se um incêndio num dos principais edifícios de produção, com uma área de aproximadamente 3.000 m². 

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A fábrica «Proton-PM» é um dos principais fabricantes de motores RD-191 para a família de veículos de lançamento espaciais «Angara». Em 2025, foi inaugurada uma nova linha de produção destes motores na unidade de Novye Lyady. 

Aos 6 de setembro, a refinaria de Ryazan foi atingida pelas Forças de Defesa da Ucrânia. Outrora praticamente impenetrável, a 3ª maior refinaria da rússia, com uma capacidade projectada de cerca de 18,8 milhões de toneladas de petróleo por ano, está agora em constante reparação. 

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A reparação das instalações, incluindo as torres AVT-3 e AVT-4, ainda está em curso após ataques anteriores. 

  • Cor púrpura: provavelmente danos anteriores;
  • Cores vermelha e amarela: provavelmente danos mais recentes.

Para além das torres AVT-3 e AVT-4, podemos ver as torres AT-6 e AVT-1 bastante danificadas.

Petrolífera de Ryazan, imagem 1

Ou seja, quase todos as AVT de uma das maiores refinarias da rússia estão fora de serviço ou muito danificadas em consequência das sanções impostas pela Ucrânia. 

Petrolífera de Ryazan, imagem 2

  • AVT-1 (imagem 1) — ~2,0 milhões de toneladas/ano
  • AVT-2 — ~2,0 milhões de toneladas/ano
  • AVT-3 — ~3,0 milhões de toneladas/ano
  • AVT-4 — ~4,0 milhões de toneladas/ano
  • AT-6 (imagem 2) — ~8,1 milhões de toneladas/ano

segunda-feira, setembro 07, 2026

🔥✈️ A rússia perde três aviões militares num único dia

Na noite de 6 para 7 de setembro de 2026, operadores do Departamento de Operações Ativas da GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia atingiram e destruíram um avião russo Su-24 no território da Crimeia temporariamente ocupada.

Não querendo ficar para trás e como gesto de boa vontade, dois caças russos Su-35S colidiram em pleno voo na região de Kursk. Um piloto morreu. O ficou ferido, sobrevivendo por enquanto. O caso foi confirmado pelos blogueiros militares russos. Finalmente, a rússia está mostrar a desmilitarização ao grande estilo!

A colisão é confirmada pelos TG canais russos pró-guerra 

O serviço de imagens de satélite NASA FIRMS regista um incêndio na base militar aérea em Taganrog. Anteriormente, os habitantes locais relataram o ataque de drones contra a base. Aguarda-se pela informação mais detalhada.

Vista de satélite da base e o local do incêndio

O estado em que ficaram os depósitos de petróleo da base petrolífera russa em Adler, na região de Sochi, que ardeu durante dois dias após o ataque ucraniano de 4 de setembro em curso:

Os drones middle-strike ucranianos interagindo com a infantaria russa, algures na linha da frente:


domingo, setembro 06, 2026

🔥✈️ Ucrânia atinge os alvos estratégicos e militares russos em Ryazan e Sochi

Aos 6 de setembro de 2026, os drones da GUR MOU e das Forças Armadas da Ucrânia, atingiram, com sucesso, a refinaria russa de Ryazan. Os helicópteros russos foram destruídos e danificados no aeródromo militar de Sochi. 

Incêndio na refinaria de Sochi

Os operadores do Departamento de Ações Ativas da GUR e do Departamento de Sistemas Não Tripulados das FAU, no âmbito de uma operação conjunta de ataque profundo, atingiram a refinaria russa — a “Companhia de Refinaria de Petróleo de Ryazan”, uma das maiores da rússia, com a capacidade anual de 17 miliões de toneladas de petróleo.

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As imagens de Ryazan, onde a refinaria local está em chamas:

 

Os danos nos equipamentos militares do aeródromo militar da cidade de Sochi. Foram identificados os seguintes helicópteros russos, atingidos em resultado de ataque ucraniano de 4 de setembro:

  • Ka-52 destruído
  • Mi-28 destruído
  • Mi-8 danificado

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A destruição da posição do S-300 no assentamento de Sirius nos arredores de Sochi — dois lançadores e um sistema de defesa aérea Pantsir S-1 (provavelmente) foram destruídos.

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A defesa aérea russa está a operar em Bataysk, na região de Rostov.


O Su-27 ucraniano bombardeou, algures, uma posição russa com as poderosas bombas GBU-62:


sábado, setembro 05, 2026

O ex-marine norte-americano foi morto na guerra contra Ucrânia

Natural de Arizona, ex-fuzileiro naval, Seth William Baker, foi dispensado do serviço militar americano por ter recusado se vacinar durante a pandemia de COVID-19. De seguida falhou o ingresso na academia de polícia, então converteu-se à ortodoxia, viajando para rússia, onde assinou o contrato com exército russo e morreu algures na Ucrânia. 

As informações sobre a morte de Baker só agora surgiram em grupos russos de Telegram. De acordo com os dados ucranianos, o norte-americano morreu há dois anos – no início de setembro de 2024 – e estava listado como desaparecido em combate desde 27 de setembro de 2024. Apenas três meses se passaram entre a assinatura do contrato com o Ministério da Defesa russo e a sua morte. 

Seth William Baker, nascido a 7 de setembro de 2000, era natural do Arizona. Serviu anteriormente no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (a Marinha dos EUA confirma que teve nas suas fileiras o cabo Seth William Baker, que servia como «especialista em combustíveis a granel» mas não confirma, se é a mesma pessoa que aparece em algumas filmagens da Internet, vestindo uniforme russo). Segundo Baker, ele foi dispensado do serviço militar por se ter recusado a se vacinar durante a pandemia de COVID-19, que vitimou 1,2 milhões de americanos. Tentou então ingressar na academia de polícia, mas não conseguiu atingir a pontuação necessária.

Sentindo-se perdido, desprezado e abandonado na sua terra natal, Baker converteu-se à fé ortodoxa e partiu para a rússia, onde assinou o contrato com o exército russo aos 2 de junho de 2024. Tinha 23 anos à data do contrato e da sua morte. Enquanto o Kremlin bajula publicamente a Casa Branca, os cidadãos americanos atraídos para a rússia pela propaganda russa estão a ser forçados a participar em ataques sem nenhum sentido ao lado de mercenários de África e da Ásia. 

Os azarados podem ser alvejados pelas costas, como aconteceu com o norte-americano Russell «Texas» Bentley, que foi torturado, estuprado e morto por militares da 5ª Brigada Independente de Fuzileiros Motorizados, e o seu corpo foi atirado ao poço de uma mina. A rússia pode falar o que quiser sobre a sua suposta «amizade» com os americanos, mas, na realidade, um passaporte americano não protege ninguém de um tiro, de um ataque brutal ou de represálias numa guerra neocolonial russa. 

Baker foi enviado para o 1442º Regimento de Fuzileiros Motorizados da 6ª Divisão de Fuzileiros Motorizados. Esta unidade é conhecida pelas suas pesadas baixas e por habitualmente «zerar os efectivos», eufemismo russo para morte propositada e/ou assassinato dos seus próprios militares, como foi repetidamente relatado pelas esposas dos soldados daquele regimento. 

Para Baker, o exército russo tornou-se também o seu último local de serviço. Três meses depois de assinar o seu contrato, morreu, e apenas um canal propagandista russo da rede social Telegram, se recordou da sua morte, e mesmo assim, dois anos depois. 

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Blogueiro: o caso do Seth William Baker faz nós lembrar o caso do brasileiro Rafael Lusvarghi. Ambos pertenciam à classe médias dos respetivos países, ambos tiveram uma razoável posição social e uma possibilidade privilegiada de progressão na carreira. Ambos destruíram a sua própria carreira por razões absolutamente fúteis, entrando no espiral de auto-destruição. Em resultado, Baker morreu, de uma forma totalmente inglória, na qualidade do ocupante e agressor. Enquanto Lusvarghi teve mais sorte, ele «apenas» cumpre a pena numa cadeia brasileira, devido ao tráfico de droga e poderá ser libertado algures em 2029...

O sistema da escravatura soviética na agricultura entre 1930 à 1974

Há 96 anos na URSS foram introduzidos os «dias-trabalho» — a medida de avaliação, coerção, controlo e pagamento pelo trabalho nas explorações agrícolas coletivas soviéticas entre 1930 e 1966. A base jurídica para a sua introdução foi o «Estatuto Modelo de um Artel Agrícola», aprovado pela resolução do Comité Executivo Central e do Conselho de Comissários do Povo da URSS de 13 de abril de 1930. Posteriormente, a 7 de junho de 1930, foi emitida uma resolução do Centro de Kolkhozes da URSS, que esclareceu como se calculava o dia-trabalho, o dia laboral útil. 

As pessoas chamavam os dias-trabalho de «varas», porque por cada dia de trabalho realizado, um agricultor colectivo recebia um risco no livro do registo — uma «vara» — pelo trabalho realizado. «O trabalho no kolkhoze era pago? Uma vara, assim chama-se dia de trabalho. Fez o seu trabalho diário e atingiu a quota que lhe foi atribuída. Por esse dia de trabalho, talvez no Outono lhe dêem um quilo de algum grão. Há um boletim pendurado na parede, todas as pessoas estão lá listadas. Depois, à noite ou na manhã seguinte, há uma pessoa que aponta no que conseguiu ontem. Se for um dia inteiro de trabalho, então é uma vara, mas se não for inteiro, então já é uma percentagem — oitenta por cento ou algo do género», recorda Polina Tkachuk, de Kyiv, nascida em 1921, cujas memórias foram registadas pelo realizador Serhiy Bukovsky. 

Cada membro do kolkhoze tinha de trabalhar de 60 à 100 dias úteis por ano; crianças com mais de 12 anos tinham a sua própria norma: 50 dias úteis. Um dia trabalhado num kolkhoz não era equivalente a um dia de trabalho. Muitas vezes, para ganhar uma «vara», era necessário trabalhar vários dias. Afinal, os tipos de trabalho foram inicialmente divididos em 5 categorias por complexidade e, desde 1933, em 7 categorias. Por exemplo, para ganhar 1,5 dias de trabalho, era necessário lavrar 6 hectares de terra ou atar 480 feixes. «Trabalha-se, trabalha-se durante uma semana e três dias, e ainda assim não se ganha o suficiente para um dia de trabalho. Por uma «vara», recebíamos uma ração, beterrabas ou batatas», recorda Valentyna Rebik, nascida em 1938, da aldeia de Dmytrivka, distrito de Bakhmat, região de Chernihiv. 

O folclore desse período reagiu amargamente a isto:

A velha senta-se no banco e conta os dias de trabalho:

Ela trabalhou durante quarenta dias –

Passou apenas um dia útil. 

Pagavam os salários depois da colheita (pagamento antecipado) e no final do ano — depois de a quinta coletiva «entregar o planificado». Aquilo o que sobrava era distribuído entre os camponeses de acordo com o número de «dias-trabalho» efetuados. Podiam ser 100, 300 ou 500 gramas de trigo por cada «vara», nos melhores momentos — até um quilo e meio. Ou seja, por 100 dias de trabalho, um camponês soviético poderia receber 10, 30 ou até 50 kg de grãos. Era uma quantia bastante escassa que não permitia à família sobreviver. Por isso, mesmo nos anos «fartos», os camponeses sofriam tradicionalmente de pobreza e eram forçados a sobreviver apenas graças às suas próprias pequenas hortas/roças/machambas. 

A contabilidade kolkhoziana dos «dias-trabalho»: em 1948 «ganhou» 0 rublos e 3 kg de trigo... 

Aqueles que não cumpriam a quota dos «dias-trabalho» eram expulsos do kolkhoze, tinham as suas pequenas hortas/roças confiscadas e podiam até ser enviados para a Sibéria. “A minha mãe trabalhava num kolkhoze, não cumpriu o número mínimo de «dias-trabalho» e foi enviada para a Sibéria por cinco anos”, recorda Nadiya Dobrovolskaya, nascida em 1924, da aldeia de Andriyevo-Ivanivka, distrito de Mykolaiv, região de Odessa. 

A 21 de fevereiro de 1948, o Presidium do Soviete Supremo da URSS aprovou o decreto segundo o qual qualquer pessoa que não cumprisse o número mínimo de «dias-trabalho» poderia ser deportada para fora da Ucrânia. 

Os «dias-trabalho» tornaram-se essencialmente a mais nova forma de servidão ao estilo soviético. Este sistema foi abolido apenas em 1966 (em 1966 também re-começou a emissão dos cartões/bilhetes de identidade aos camponeses, ação que foi completamente terminada apenas em 1974), como consequência de liberalização do sistema social soviético, resultado das reformas do Khruschev. 

Tudo isso, conjugado com o facto, do que os camponeses soviéticos, as pessoas nascidas no campo desde de 1932 deixaram de possuir o cartão/bilhete de identidade. Este simplesmente não era emitido aos naturais do campo. Para efetuar a viagem à cidade, ou fora do seu assentamento, os camponeses recebiam os certificados da curta duração, que os autorizavam à se deslocar à uma determinada localidade por um limitado período do tempo. Era mais um elemento de servidão soviética, sistema criado para «assentar» os camponeses numa determinada área, os coagindo à trabalhar no campo. Os jovens soviéticos tinham apenas duas únicas maneiras viáveis de fugir a toda essa escravatura kolkhoziana. Para os rapazes era o serviço militar obrigatório, que depois de ser cumprido lhes abria a possibilidade de não voltar ao campo, fixando-se nas cidades. Para as mulheres era apenas o casamento, a possibilidade de se casar com alguém vindo da cidade, era o passo legal para sair do kolkhoze e viver uma vida ligeiramente mais livre, do que a escravidão do campo soviético. 

Primeira foto: contabilização de dias úteis no kolkhoze «Foice e Martelo», distrito de Berdyansk, região de Zaporizhia. Foto de Arquivo Estatal CentralAudiovisual e Eletrónico da Ucrânia.

O sistema soviético de passaportes internos

Aos 27 de dezembro de 1932 na URSS foi introduzido o sistema de passaportes (documento equivalente ao Bilhete de Identidade/Cartão do Cidadão). O seu principal objetivo oficial era a declarada vontade governamental de recensear a população das cidades e povoações operárias, combater a criminalidade. Os passaportes eram emitidos apenas para pessoas que viviam nas cidades e vilas. Somente em 21 de outubro de 1953, já após a morte do Estaline, o Conselho de Ministros da URSS aprovou o regulamento «Sobre Passaportes», que especificava as localidades onde os cidadãos eram obrigados a possuir passaportes.

Os passaportes eram concedidos aos residentes de centros distritais, cidades e povoações de tipo urbano, bem como a empregados e trabalhadores que não residiam em zonas rurais, incluindo trabalhadores de explorações agrícolas estatais, os ditos sovkhozes. Os camponeses, de explorações agrícolas coletivas, os ditos kolkhozes, no entanto, não possuíam passaportes e, de 1935 a 1974, não lhes era permitido abandonar as suas quintas colectivas ou mudar-se para uma outra zona de residência. De acordo com diversas fontes, na URSS o número de camponeses de todas as idades em 1970 era de aproximadamente 50 milhões (ou cerca de 20,5% da população total do país). Não lhes era permitido sair da sua aldeia por mais de 5 (e depois por mais de 30 dias) e, para visitar parentes, precisavam de obter uma autorização permissiva, emitida pelo chefe do kolkhoze e/ou pelo conselho da aldeia.

Para sair da aldeia era necessário obter a autorização do chefe do kolkhoze e/ou do chefe do conselho da aldeia — um certificado como este.

Declaração emitida ao camponês ucraniano Mykola Mozhoviy, região de Odesa, 8.04.1963

Ucraniano Mykola Mozhoviy, que trabalhou no kolkhoze (oficialmente a cooperativa agrícola «22º Congresso do PCUS») na região ucraniana de Odesa, teve sorte — foi autorizado a sair. Mas em vários outros casos os presidentes negavam frequentemente essa permissão, principalmente se o kolkhoze estivesse com falta de trabalhadores. A saída não autorizada sem tal declaração/certificado implicava penalizações: multa e, em caso de reincidência, uma pena efetiva de até três anos de prisão. A emissão dos passaportes para os residentes nas zonas rurais terminou somente em 1974, na era Brejnev, o processo arrastou-se por vários anos.

Este documento, publicado na Fecebook pelo neto do Mykola, Ihor Mozhoviy, é uma pequena lembrança familiar da facilidade com que o Estado pode rapidamente restringir os direitos básicos de uma pessoa e quanto tempo leva para restaurar a liberdade de movimento. Este documento antigo faz refletir sobre mais do que apenas o passado. Porque a liberdade parece natural até que precise de pedir autorização para algo que antes considerava garantido.

sexta-feira, setembro 04, 2026

Os alvos estratégicos russos atingidos em Adler, Sochi e Crimeia ocupada

Na noite de 4 de setembro os drones ucranianos atingiram duas bases petrolíferas russas em Sochi e Adler. Em Sochi também foi atingido e destruído um sistema S-400, danificado o radar ORL-A. O complexo de mísseis «Bastion» foi atingido na Crimeia ocupada.






Complexo de combustível e reabastecimento «Bazovy AviaToplyvny Operator».





A petrolífera da cidade de Sochi

Os momento da detonação do sistema da defesa anti-aérea S-400, que em teoria deveria proteger a petrolífera «Lukoil» da cidade de Sochi: 

As imagens mostram o lançamento de um míssil do sistema «Pantsir S-1», mas não está claro se o míssil atingiu algum drone ou simplesmente falhou miseravelmente, como é o costume. Também foi registado o impacto de drone num depósito de petróleo. 

Neste vídeo, o depósito de petróleo da «Lukoil» em Adler está em chamas:


Vista de satélite das instalações de «Lukoyl» em Adler

Na cidade de Sochi os drones ucranianos também atacaram uma instalação de radar.

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Segundo informações preliminares, trata-se das instalações do radar ORL-A (radar de vigilância aeroportuária) do Centro de Controlo de Tráfego Aéreo do Mar Negro, um sistema utilizado para detetar e rastrear aeronaves na zona do aeroporto. Na verdade, este é um dos nós de engenharia de rádio que fornece controlo de tráfego aéreo na área de Sochi.


As Forças de Defesa da Ucrânia continuem a implementar o plano recém-anunciado de bloquear a operação aeroportuárias dos aeroportos russos. 

Na Crimeia ocupada, os drones das unidades da GUR MOU, atingiram o complexo «Bastion» (visível no final do vídeo), responsável pelos lançamentos dos mísseis «Zircon» e «Ónix»:

Os moradores locais relatam o ataque contra a Central Petroquímica de Sterlitamak, em chamas, situada no Bascortostão, à cerca de 1.500 km da fronteira da Ucrânia (1.764,67 km de Kyiv):

Fonte OSINT: worldmilitares;

quinta-feira, setembro 03, 2026

Baleado o major-general russo, responsável do ataque ao centro médico infantil em Kyiv

Na manhã de 3 de setembro foi baleado na rússia o major-general Nikolai Varpakhovich, comandante da 22ª Divisão de Aviação de bombardeiros pesados da força aérea russa, responsável direto por ordenar um ataque de mísseis contra o centro médico infantil de Okhmatdyt, em Kyiv, ocorrido em 8 de julho de 2024.

O ataque contra o Okhmatdyt foi aprovado pela propaganda russa: «não há pessoas do outro lado. Nem uma única pessoa. Os nossos mísseis não matam pessoas. Nem uma única pessoa. Não há lá pessoas».

Sabe-se que o atacante emboscou o major-general perto da sua residência particular na rua Entuziastov, nº 2, na vila de Probuzhdenie, em oblast de Saratov. General russo foi atingido por duas vezes na cabeça e no abdómen por um tiro de pistola. O major-general encontra-se em estado crítico. O executante conseguiu escapar e não foi detido. 

A 22ª divisão é constituída por:

  • 121º Regimento de Aviação de bombardeiros pesados (Engels-2, Tu-160);
  • 184º Regimento de Aviação de bombardeiros pesados (Engels-2, Tu-95MS);
  • 52º Regimento de Aviação de bombardeiros pesados (“Shaykovka”, Tu-22M3). 

A divisão faz parte da tríade nuclear russa e participa constantemente nos ataques maciços contra o território da Ucrânia. No dia 1 de Setembro, Varpakhovychfoi oficialmente notificado, à revelia, de suspeita, nos termos do artigo 438.º, Parte 2, do Código Penal da Ucrânia (crimes de guerra que causaram a morte de pessoas), por ordenar um ataque com mísseis contra o centro médico infantil de Okhmatdyt, em Kyiv, ocorrido em 8 de julho de 2024.

O porto da cidade de Sochi foi atacado pelos drones marítimos. Aparentemente, o principal objetivo era «NEFRIT», o navio de abastecimento MPSV (Multipurpose Supply Vessel / Navio de Abastecimento Multiusos), concebido para garantir operações de petróleo e gás offshore.


A posição do sistema Panstir S-1

Pânico na praia, a guerra russa volta às suas origens


De acordo com dados confidenciais, «NEFRIT» estava a operar na zona de Novorossiysk e do Mar Negro, navegando sob a bandeira russa. 

O navio «NEFRIT» atingido no ataque

A Marinha da Guerra da Ucrânia confirmou o seu papel ativo no ataque ao navio de apoio russo «NEFRIT» no porto de Sochi.

Os resultados do ataque ucraniano, efetuado pelas unidades SSO-SOU, de 1 de setembro de 2026, à petrolífera russa «Novatek LLC» em Ust-Luga, na região de Leninegrado:

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  1. Incêndio de 2 colunas da unidade de hidrocracking;
  2. Incêndio na central primária de processamento de condensado de gás, secção S200;
  3. Incêndio de tubagem na zona da estação de bombagem. 

Possivelmente foi atingida a tubagem de oleodutos entre os tanques, mas não são visíveis na imagem. A petrolífera está parada.