A BBC identificou a primeira morte conhecida de um estudante russo, que foi para a guerra neocolonial, alvo da nova campanha de recrutamento dos estudantes universitários, à servirem
nas unidades de drones. Desde o início da guerra de larga escala, pelo menos 920 militares russos — operadores de drones — foram liquidados.
Valery Averin, jovem de 23 anos, órfão e natural da Buriátia, assinou o contrato com o Ministério da Defesa russo aos 3 de janeiro de 2026, concluiu a formação
como operador de drone e morreu em 6 de abril perto de Luhansk, na Ucrânia ocupada — apenas três meses após o início do seu serviço militar.
Averin era estudante da Faculdade de Construção e Tecnologia Industrial da República da Buriátia e tinha previsão de se formar em 2027. No entanto, sob o
pretexto de recrutamento para as unidades de drones, o MinDefesa russo lançou uma campanha para recrutar estudantes de universidades russas para a frente de batalha.
Anteriormente, Averin tenha sido rejeitado pelo serviço militar russo, devido ao seu desiquilíbrio mental, mas hoje em dia foram levantadas as restrições ao recrutamento
para o exército russo, e assim, ele foi rapidamente contratado. A mãe adotiva de Valery relatou o sucedido aos jornalistas da BBC.
Contratos para as unidades de drones é um novo esquema enganador, utilizado pelo MinDefesa russo para encher as unidades de infantaria. Desta vez, estão a recrutar estudantes
russos com promessas de altos salários e bónus de assinatura do contrato, garantindo (Sic!) aos jovens o serviço na retaguarda e não a participação em missões de assalto.
Na realidade, na rússia não existem contratos especiais unicamente para as unidades de drones. Existem contratos tipificados do Ministério da Defesa para o serviço
militar. Ao assiná-lo, a pessoa deixa de ser cidadão e passa a ser uma unidade na folha de pagamentos. Depois disso, o comando militar decide onde e como essa pessoa irá servir, sendo o comando do exército
russo ser bem conhecido pela produção, em excesso, de cadáveres de soldados russos.
Valery Averin é apenas o início. Em breve, mais obituários de estudantes dizimados em missões de assalto tornar-se-ão parte integrante das conversas militares
e das investigações jornalísticas.
Taxa de mortalidade semelhante à da artilharia
Todos os meios de propaganda militar russa garantem aos seus jovens condições especiais de serviço nas forças de sistemas não tripuladas e tentam convencê-los
de que os operadores de drones estão bem seguros e têm um bom retorno financeiro garantido. Na realidade, ser operador russo de drone não é uma profissão que garante a sobrevivência nesta guerra
neocolonial.
Atualmente, os operadores de drones estão a ser ativamente caçados por grupos especiais, que tentam identificá-los e eliminar num ataque preventivo:
Desde o início da guerra russa em larga escala, pelo menos 920 militares russos — operadores de drones — foram mortos. Estes dados foram obtidos com base numa lista de nomes de militares russos mortos em combate, mantida pelo serviço russo da BBC em conjunto com a publicação Mediazona e uma equipa de voluntários, utilizando as fontes OSINT.
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