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| Alexander Uspensky na nota soviética de procura dos criminosos. Wikipédia |
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| O bilhete deixado pelo Uspensky |
Deixou um bilhete manuscrito no seu gabinete oficial do NKVD:
«...Adeus, bons camaradas!
Procurem o meu corpo, se necessário, no [rio] Dnipro. É mais seguro disparar sobre mim próprio e depois atirar-me para a água... sem falhas.
Nunca fui um Lyushkov!
Uspensky ...»
Com isto, distraiu temporariamente os oficiais da NKVD. Viveu, na clandestinidade, em várias cidades da rússia soviética, com identidades falsas, previamente elaboradas, na maioria das vezes sob o nome do operário Ivan Lavrentyevich Shmashkovsky. A ordem de procura veio pessoalmente de Estaline para Béria: «capturar este canalha». O ditador soviético estava furioso, Uspensky era o 3º alto patente do NKVD, que abandonou os seus deveres na polícia secreta soviética, fugindo, em apenas cinco meses. Foi imediatamente colocado na lista de procurados de toda a União Soviética e em breve, foi encontrado. Preso, foi executado em 27 de janeiro de 1940.
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| Capa do processo do NKVD sobre a fuga/desaparecimento do Uspensky. Arquivo Estatal do SBU, Kyiv |
O seu local de enterro é o «túmulo de cinzas não reclamadas» nº 1 do crematório do Cemitério de Donskoye, nos arredores de Moscovo. Comissário do NKVD do 3º grau (equivalente ao general do exército), nunca reabilitado judicialmente à título póstumo, Uspensky é um exemplo perfeito de como, na URSS, a mesma pessoa poderia ser perpetuador e a vítima do regime repressivo soviético.
No mesmo ano de 1940, a sua mulher, Anna Uspenskaya, foi executada pelo NKVD, sob a acusação de «traição, conspiração para fugir para o estrangeiro com o seu marido, o Comissário do Povo para os Assuntos Internos da Ucrânia, a não-denúncia [do marido ao NKVD]». O destino do filho do casal, um adolescente na altura, é desconhecido.
Genrikh Lyushkov, que Uspensky mencionou na nota, serviu como chefe da Direção da NKVD para o Território do Extremo Oriente russo em 1937-38. Antecipando a sua eminente prisão, em 13 de junho de 1938 fugiu para a Manchúria e rendeu-se aos japoneses. Testemunhou contra o regime soviético, denunciou as repressões comunistas, dos quais fazia uma parte mais que ativa.
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| Lyushkov na conferência de imprensa em Tóquio. No Japão viveu sob o nome do Yamagochi Tosikadzu |
Foi morto pelos japoneses em agosto de 1945. As circunstância exatas da sua morte são desconhecidas. Embora existe a versão, não confirmada por evidências verificáveis, do que Lyushkov não foi morto, mas se mudou aos Estados Unidos, onde trabalhou para a CIA. No entanto, em 1979, o seu curador dos serviços secretos japoneses, Yutaka Takeoka, declarou publicamente, que foi o responsável pela morte do agente, após a ordem superior de o executar e a recusa do próprio Lyushkov de cometer o suicídio honroso.
A sua esposa, Nina Pismenna, foi presa aos 15 de junho de 1938 e, a 19 de janeiro de 1939, condenada, na qualidade do «membro da família de um traidor à pátria», a oito anos num campo de trabalhos forçados. No entanto, o seu caso foi revisto em fevereiro de 1940, numa Conferência Especial da NKVD, a pena foi comutada aos cinco anos de degredo forçado. Após a reabilitação judicial em 1962, encontrou a sua filha, Lyudmila Pismenna (enteada de Lyushkov), em Jurmala, Letónia, onde viveu o resto da sua vida e morreu aos 90 anos em 1999. A enteada do Lyushkov, Lyudmila Pismenna, nascida a 5 de maio de 1927 em Kharkiv, na Ucrânia, após a II G.M., mudou-se com a família para a Letónia soviética, onde se tornou professora na Academia de Música da Letónia e na Academia de Pedagogia e Gestão Educacional de Riga. Doutorada em História da Arte, Artista Homenageada da Letónia. Faleceu em fevereiro de 2010.
















































