quinta-feira, novembro 05, 2026

Crianças e jovens ucranianos mortos pela rússia em Outubro de 2026

Crianças, jovens e adolescentes ucranianos, mortos, em resultado da guerra ilegal russa de larga escala, lançada contra Ucrânia em 24.02.2022. Os meninos e meninas que morreram somente em outubro de 2026. Vários deles faziam parte das mesmas famílias.

Crianças mortas pelas forças russas de ocupação ou em resultado dos bombardeamentos aéreos russos: 

  • Oleksandr Antipenko – 1 ano, Pryluky
  • Maksym Kyrlo — 1 ano, Pryluky
  • Oleksii Lysovol – 1 ano, Pryluky
  • Maksym Ivanchenko — 8 anos, Pryluky
  • Iryna Ivanchenko — 13 anos, Pryluky
  • Maksym Udovychko — 14 anos, Krolevets
  • Maksym Udovychko — 14 anos, Zaporizhzhia
  • Yelyzaveta Sorochyshyna — 13 anos, Zaporizhzhia
  • Anna Mur-Zak — 13 anos, Zaporizhzhya
  • Polina Foshan — 16 anos, Zaporizhzhia
  • Maksym Voloshyn — 13 anos, Rivne
  • Vladyslava Pershyn — 16 anos, região de Kharkiv
  • Kseniia Pikolova — 13 anos, Kramatorsk
  • Evelina Vahan — 17 anos, Zaporizhzhia
  • Anzhelika Mariukhna — 1 ano, Nova Vodolaha
  • Aryna Koval — 11 anos, Nova Vodolaha
  • Artem Koval — 12 anos, Nova Vodolaha
  • Yana Peshkova — 15 anos, Chernihiv
  • Mariia Mozghova — 15 anos, Chernihiv

Estes são apenas os nomes verificados e oficialmente documentados — uma fração das crianças que sofreram às mãos da guerra neocolonial movida pela rússia.

Há mais dezenas: crianças separadas por explosões, soterradas sob escombros, raptadas ou assassinadas com tanta brutalidade que os seus corpos ficaram irreconhecíveis.

Isto é apenas outubro. Um único mês do 5º ano da guerra da rússia contra Ucrânia.

Segundo a plataforma estatal ucraniana “Crianças da Guerra”, desde início da guerra em 24.02.2022 até 8 de outubro de 2026, pelo menos 770 crianças ucranianas morreram e mais de 3.016 ficaram feridas. Estes números incluem bebés, crianças em idade pré-escolar e adolescentes que não estiveram envolvidos em combates, mas que se tornaram vítimas da guerra.

Ucrânia pós 2ª G.M., vista em 1946 por um jornalista americano

Na primavera de 1946, uma missão da Administração das Nações Unidas para o Auxílio e a Reabilitação (UNRRA) chegou a Kyiv. A principal tarefa da missão era controlar a distribuição da ajuda americana à Ucrânia soviética. Os representantes da missão estiveram em Kyiv, Kharkiv, Poltava, Zaporízhia e outras cidades ucranianas. John Fisher, um jornalista norte-americano (editor do Harper's Magazine (1935-1967)), viajou com os representantes da UNRRA.

A capa da edição de 28 de outubro de 1946

Quando regressou aos Estados Unidos, em outubro de 1946, publicou um artigo intitulado «The Ukraine» na revista LIFE, onde partilhou as suas observações sobre os ucranianos:

«Os ucranianos são os texanos da rússia *. Estão convencidos de que podem lutar, beber, cantar, montar a cavalo e fazer amor melhor do que qualquer outra pessoa no mundo. Acreditam que ganharam a guerra praticamente sozinhos, sem quase nenhuma ajuda do resto da rússia...

É difícil andar um quarteirão em Kyiv ou Kharkiv sem encontrar alguém sem um braço ou uma perna. Qualquer ucraniano, militar ou civil, que não tenha pelo menos uma medalha sente-se quase nu. Muitos têm seis ou sete medalhas e usam-nas sempre. Conheci um rapaz de sete anos que ia todos os dias à escola com duas medalhas na camisa remendada: uma por ajudar os partisanes, a outra por um ferimento de estilhaço que lhe arrancou oito centímetros de pele da cabeça.

Na Ucrânia, os homens são mais altos, as mulheres são mais bonitas, os cavalos e os copos de vodka são maiores e a comida é mais saborosa do que em qualquer outro lugar na rússia. **

O grande chapéu cossaco felpudo é usado na Ucrânia com a mesma frequência que o enorme chapéu Stetson no sudoeste americano. Outra lenda, a da independência ucraniana, está aparentemente ainda suficientemente viva para preocupar o Kremlin, embora não tenha conseguido encontrar qualquer evidência de um movimento separatista sério [a resistência nacionalista ucraniana de OUN-UPA estava ativa, principalmente na Ucrânia ocidental, mas não só, pelo menos até 1954].

Muitas cidades ucranianas poderiam ser imaginadas como tendo sido transportadas a partir da costa do Mediterrâneo. Muitas das suas casas foram construídas durante o grande boom do trigo, no final do século XIX, quando os proprietários e a nobreza se podiam dar ao luxo de contratar arquitectos franceses e italianos da moda. Estes arquitetos preferiam construções de tijolo ou toros esculpidos, rebocados em tons pastel de azul, rosa e amarelo. Mesmo em ruínas, cidades como Poltava e Kremenchuk parecem surpreendentemente brilhantes e soalheiras depois da grandeza decadente de Moscovo.

Aos domingos, os ucranianos assumem a tarefa quase interminável de limpar as ruínas. Cada sindicato, clube desportivo e organização juvenil mobiliza os seus membros para um subbotnik, ou trabalho voluntário [naturalmente este trabalho não era voluntário, mas imposto pelo Estado e, como tal, não pago] num dia de folga, cerca de uma vez por mês. Estes eventos assemelham-se mais a um piquenique do que a uma greve laboral séria. Geralmente, um camião com altifalantes está estacionado no passeio, tocando melodias cossacas e canções estrangeiras populares como “The Atchison, Topeka and Santa Fe” e “Tea for Two”. O ritmo de trabalho ucraniano só pode ser descrito como tranquilo. As pessoas conversam bastante e fazem frequentemente uma pausa para o chá em mesas com guloseimas que as mulheres preparam ali mesmo na calçada. A maioria das famílias traz os seus filhos. Passam o dia a brincar às escondidas entre as vigas de metal retorcidas ou de uma versão local de polícia e ladrão. Aqui, esta brincadeira é designada por “partisanes e fascistas” [onde os «bons» eram da resistência soviética, os partisanes e os fascistas, isso, é, os nazis, naturalmente, eram «maus»]. Parece que todos se estão a divertir muito.

Existem cinco restaurantes de luxo em Kyiv, mas só os membros mais ricos da sociedade — cientistas, engenheiros e técnicos, generais e figuras influentes do partido — se podem dar ao luxo de os frequentar e, mesmo assim, só ocasionalmente. O mais popular deles é o restaurante do Hotel Intourist [após a libertação de Kyiv da ocupação nazi, à partir de 1944, o edifício do ex-hotel «Hermitage» foi entregue ao uso da organização soviética «Intourist», que alojava lá os turistas e as delegações oficiais estrangeiras, a entrada aos cidadãos soviéticos era praticamente vedadaà], um ambiente sombrio com paredes cor de mostarda, onde um casal pode pedir sanduíches de salame e um jarro de cerveja por cerca de oito dólares.

Os jovens elegantes que preferem cortejar raparigas num ambiente mais animado podem levá-las à gelataria na rua principal de Kyiv [aparentemente não na própria avenida Khreschatyk, mas não muito longe dali, atrás do mercado Bessarabsky]. É um pequeno espaço no subsolo com oito mesas, sempre cheio de soldados barulhentos e raparigas a rir. Dezenas de outras pessoas esperam pela sua vez nos degraus do lado de fora.

Se um ucraniano ainda quiser beber, pode comprar um dedal de vodka por um rublo — cerca de dez cêntimos de dólar americano — numa banca de rua na esquina. Estas bancas também vendem vinho doce caucasiano, doces e refrigerante de morango. Meio litro de vodka custará seis dólares numa charcutaria. Uma vez que o salário médio dos trabalhadores industriais na Ucrânia é de cerca de 35 dólares por mês, poucos podem comprar vodka suficiente para uma verdadeira bebedeira. 

O divórcio é difícil de obter. A prostituição pode levar a cinco anos de trabalhos forçados. 

Os trabalhadores enérgicos e diligentes são generosamente recompensados ​​com medalhas, e aqueles que demonstram persistência suficiente para trabalhar no mesmo local durante seis anos ou mais são encorajados com recompensas tangíveis e úteis, como um desconto de quarenta por cento em algumas compras de supermercado [muito possivelmente são algumas das fantasias contados aos estrangeiros pelos propagandistas que os estavam à acompanhar por todo o lado]. Em Zaporízhia, uma grande placa vermelha e branca foi erguida no pátio de um hospital bombardeado, onde trabalhava uma equipa de reparação. Nele se lia: “Trabalhe melhor hoje do que ontem; faça mais amanhã do que hoje”. Quando entrei no pátio com o presidente da câmara e o responsável pela construção da cidade, vi sete trabalhadores confortavelmente reclinados à sombra desta placa. Observavam um oitavo trabalhador a misturar betão tranquilamente. Os trabalhadores olharam para nós com curiosidade casual, mas nem eles nem o responsável pela obra pareciam achar que a nossa presença exigisse que alguém começasse a trabalhar imediatamente. O presidente da Câmara também não pareceu notar nada de anormal nesta cena. Esta letargia geral reflectia tanto o cansaço da guerra como a escassez de artesãos e mestres de obras.

Na Ucrânia, após a guerra, os especuladores tornaram-se quase tão ricos como os empregados bem remunerados, os cientistas e os trabalhadores stakhanovistas. O especulador percorre as aldeias e compra o excedente de ovos, natas azedas, salsichas, pickles, sementes de girassol e galinhas das propriedades rurais que os camponeses têm permissão para cultivar de forma independente, separadas da quinta colectiva. De seguida, leva esses produtos para um dos mercados a céu aberto [o jornalista americano não explica os meios que estes especuladores tinham para «percorreram as aldeias», será que foi à pé? Usando alguma viatura estatal, já que as viaturas privadas eram quase inexistentes].

Em geral, aos domingos, era possível comprar todo o tipo de coisas nos mercados. Eis alguns preços em Kyiv: um relógio suíço de qualidade média — 1.000 rublos; um par de botas de couro — 700; um isqueiro americano — 95; um cigarro americano — 1 rublo; um doce da ração do exército americano — 2 rublos; cuecas de seda artificial feminina — 160; um frango jovem — 50; meio quilo de salsicha — 175 rublos [o salário mínimo, recebido, por uma empregada de limpeza/faxineira era de 600 rublos].

Disseram-me que os preços no mercado livre de bicicletas, roupa de cama, louça, relógios e espelhos caíram cerca de cinquenta por cento quando as «reparações» começaram a chegar da Alemanha e de outros países [europeus] ocupados. 

A moda tornou-se uma ocupação completamente respeitável na Ucrânia. Homens e mulheres esforçam-se agora para ter uma aparência o mais elegante e impecável possível. O traje apropriado para um colaborador em ascensão na carreira é considerado um fato preto ou cinzento formal. As roupas femininas são geralmente tão discretas no corte e na cor como as masculinas e, muitas vezes, mostram sinais de inúmeros remendos. Mas são quase sempre bem cuidadas.

Todos os polícias de trânsito ucranianos que vi eram mulheres. Em Kyiv, nove em cada dez mulheres polícias são loiras e quase todas são bonitas.

Os mestres cabeleireiros, que são aqui chamados [em ucraniano] pelo termo real «fabricantes de perucas», têm muitos clientes. Um corte de cabelo não é considerado completo até que o cliente seja pulverizado com água-de-colónia da cintura para cima.

As mulheres que seguem a moda — estudantes universitárias, tradutoras, jornalistas, médicas — frequentam os salões de beleza regularmente. Estes salões são chamados de «americanas», literalmente «mulheres americanas». A maioria das mulheres usa cosméticos com liberalidade, que reapareceram no mercado. Mas uma dieta rica em amido e a falta de água quente têm um efeito negativo na tez das mulheres russas.

Os ucranianos costumam apanhar resfriados. O principal remédio para as constipações é a aspirina misturada com cafeína. Este medicamento é considerado tão forte que os doentes que o tomam são aconselhados a ir para a cama. O uso de ventosaterapia também um remédio comum para as constipações acompanhadas de doenças pulmonares.

Em nenhum lugar do mundo as crianças recebem mais amor e cuidados do que entre os ucranianos. Quase todas são rechonchudas, vivazes e bem-dispostas. Raramente ouvi alguma delas chorar. Não é incomum uma mãe amamentar o seu filho até ao segundo ano de vida. Se uma mulher trabalha, o que é quase sempre o caso, recebe pausas para poder visitar a creche local enquanto amamenta [uma inverdade absoluta, impossível de acontecer até pelas distâncias que a mulher ucraniana teria que percorrer entre o seu serviço e a creche]. Depois de amamentar o seu próprio filho, a mãe geralmente ganha um dinheiro extra trabalhando como ama de leite para outro bebé. As fraldas ucranianas são cerca de três vezes maiores que as americanas. O bebé é enrolado do pescoço para baixo e amarrado de forma tão apertada que não consegue mexer os braços. Vários obstetras explicaram-me, com toda a seriedade, que isto se faz porque uma criança muito pequena pode assustar-se com os seus próprios braços se estes forem agitados em frente ao seu rosto, e isso pode traumatizar permanentemente o seu sistema nervoso. Às seis horas da manhã, o sistema de som de Kyiv acorda a população com um toque de despertar composto pelas primeiras nove notas da «Internacional». Os cidadãos obedientes levantam-se sonolentos das suas camas e cantam ao som da melodia: «Levantai-vos, famintos e escravizados!» 

Livro da autoria do Longyn Tsehelsky (1875–1950), uma figura pública e política da Galiza
ucraniana, advogado, jornalista, diplomata e um dos estadistas do Estado ucraniano
nos períodos da UNR e da ZUNR. Participou na proclamação do Ato de União em 1919. Posteriormente, emigrou para os EUA, onde faleceu.

* Bom americano, John Fisher, representa o pensamento mainstream americano da época. Por um lado, ele não faz distinção entre a União Soviética e a rússia, por outro lado, descreve as diferenças, perfeitamente visíveis, entre Ucrânia e rússia. A URSS ainda é um aliado dos EUA, e os jornalistas americanos, recebem as claraas orientações da administração americana de não hostilizar os soviéticos.

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** «Na Ucrânia, os homens são mais altos, as mulheres são mais bonitas, os cavalos e os copos de vodka são maiores, e a comida é mais saborosa do que em qualquer outro lugar da rússia...»

Esta citação pertence ao famoso viajante, explorador e escritor inglês Edward Daniel Clarke. Deixou esta nota nas suas memórias durante uma viagem ao sul da Ucrânia (em particular, à Crimeia e às terras cossacas) na viragem do século XVIII para o século XIX (por volta de 1800).

quarta-feira, novembro 04, 2026

Um mercenário do Botswana morto expôs a rede de recrutadores russos

Mercenário do Botswana, Pako Namogang (25), foi para a guerra contra Ucrânia voluntariamente. Foi recrutado através de WhatsApp, passou por uma rede russa de recrutamento na África do Sul, o recrutador russo disse-lhe  abertamente que procurava pessoas para servir no exército russo, e Pako candidatou-se prontamente.

A julgar pelas mensagens encontradas no seu telemóvel, a Missão Comercial russa na África do Sul ajudou-o com a documentação e a transferência (em violação da lei russa). Os intermediários que organizaram directamente o recrutamento do tswana e de outros africanos foram Elizaveta Sergeevna Savinovskikh e Mikhail Sergeevich Petrushenko. 

Em julho de 2026, Namogang voou do Aeroporto de Joanesburgo para Moscovo, onde assinou um contrato no já lendário Ponto Único de Seleção para serviço militar loluntário, sob contrato, na rua Yablochkova. O chefe interino do ponto de seleção, o tenente sénior A.V. Levykin, tratou da documentação. 

Em seguida, o mercenário africano e outros foram alocados às instalações do Centro Russo de Vanguarda para a Educação Militar-Patriótica da Juventude. Os instrutores do centro deram-lhes formação — uma violação direta do direito internacional humanitário, que proíbe a utilização de infraestruturas civis como base militar. 

Por volta de agosto, Paco foi enviado numa missão de combate à Ucrânia, onde foi rapidamente morto durante os combates perto de Novolyubovka, na região de Luhansk. Posteriormente, os seus documentos e número de telefone foram parar à posse da inteligência ucraniana. 

Como é sabido, cidadãos do Botswana estiveram envolvidos no caso da exposição de uma rede de recrutamento russa na África do Sul. A filha do antigo presidente sul-africano Duduzile Zuma foi implicada na sua criação, tendo enganado 17 pessoas, incluindo cidadãos do Botswana, para que as enviassem para a Rússia. Como podemos ver, as autoridades sul-africanas ainda não conseguiram interromper completamente as actividades dos mercadores da morte russos. 

Os outros africanos capturados pelas FAU gravaram os apelos dramáticos às suas autoridades nacionais pedindo para serem libertados do cativeiro ucraniano. Isto porque, assim que são enviados para uma missão de combate, a rússia já não precisa deles – desde o início da guerra que a rússia não trocou nenhum africano (vivo ou morto). 

Recordamos que o melhor desfecho para qualquer estrangeiro que tenha sido enganado ou se tenha juntado voluntariamente ao exército de ocupação russo é o cativeiro na Ucrânia. O projeto ucraniano «Quero Viver» aceita inscrições de todos, independentemente da nacionalidade, cor da pele ou religião.

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Ucrânia atinge alvos russos estratégicos e de comunicação

Na noite de 4 de novembro, os drones ucranianos atingiram os armazéns do retalista russo «Ozon», situaos na cidade de Adygeysk, na república de Adiguésia. «Ozon» continua a arder após o ataque noturno. 

Em Donetsk ocupada, as forças ucranianas atingiram as data center da operadora móvel «Phoenix», que opera com equipamentos expropriados roubados à operadora ucraniana Kyivstar. Ucrânia não mexia no equipamento até o momento em que a federação russa começou a atacar os centros de dados na Ucrânia. Há relatos de pelo menos três ataques e interrupções nas comunicações.


As imagens épicas dos últimos segundos do voo do drone ucraniano FP-2 e das tentativas falhadas dos russos para o intercetar. Um ótimo vídeo que foi encontrado pelos analistas de OSINT da Exilenova+


Imagens e vídeos antigos partilhados agora

O vídeo que está sendo partilhado publicamente como sendo do ataque ao aeródromo militar de Gvardeyskoye, na Crimeia ocupada, foi publicado pela unidade especial «A» do SBU ainda em fevereiro de 2026:

As imagens de um depósito de petróleo em chamas, publicadas pelas Forças de Operações Especiais (SSO-SOU), são relativas ao ataque ucraniano de 17 de outubro de 2025, quando os drones das SSO-SOU atingiram o depósito de petróleo e as unidades de armazenamento de combustível da central de Gvardiyskoye, na Crimeia ocupada.

Bónus

Segundo dados preliminares, a fervorosa republicana MAGA, Victoria Spartz, perdeu a corrida à reeleição para a Câmara dos Representantes dos EUA. A congressista nascida na Ucrânia, visiou Kyiv, chegando tirar as fotos com o presidente ucraniano, no entanto, votou contra a ajuda de 61 mil milhões de dólares para Ucrânia e, posteriormente, afirmou que Ucrânia não conseguiria retomar todo o território ocupado.


terça-feira, novembro 03, 2026

Crimes de guerra russos em Dnipro e massacre de Komyshuvakha

A força aérea russa atacou os edifícios residenciais em Dnipro com mísseis. Há muitos civis ucranianos debaixo dos escombros. Há vários mortos e feridos. Foi atingido um hospis, pacientes idosos e doenças terminais ficaram ali enterradas.


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Foi atingido um hospis em Dnipro. Pessoas idosas e com doenças terminais estão ali enterradas. A rússia também não as poupou; atacou-as com um míssil. Existe algum limite para os crimes de guerra russos? Infelizmente não existe.


Hospis com doentes terminais em Dnipro atingido pelas bombas russas

O número de mortos em Kamyshevakha chegou aos 30. Dezenas de outros estão listados como desaparecidos, provavelmente também mortos.

Os habitantes locais reuniram-se na escola local, onde receberam ajuda humanitária. A escola tinha um abrigo subterrâneo, mas as forças russas lançaram vários ataques aéreos sobre a mesma, e o abrigo não resistiu.

Mais um horrível ataque terrorista russo. O assassinato deliberado de dezenas de civis. Isto só pode ser comparado ao massacre dos habitantes da aldeia de Groza, na região de Kharkiv.

Aliás, as autoridades russas declararam os residentes da região de Zaporizhzhia como «cidadãos russos» e Kamyshevakha como «território russo». Agora essas pessoas estão a ser mortas com particular ferocidade.



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Canais de TG russos publicaram vídeos do ataque aéreo russo a uma escola em Kamyshevakha, onde um total de cerca de 70 civis foram mortos. Cerca de 40 pessoas ainda estão desaparecidas, mas é evidente que não tinham qualquer hipótese de sobreviver a um ataque como este.

As pessoas estavam abrigadas, mas o exército russo lançou uma bomba de três toneladas sobre a escola, e o abrigo não ofereceu qualquer proteção.

Um ataque terrorista monstruoso e demonstrativo. E o lado russo não só não nega o seu envolvimento, como publica orgulhosamente um vídeo deste massacre.

e a resposta ucraniana... 

Com poucas palavras: 30.10-2.11

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  • Refinaria de Novokuybyshevsk
  • LUKOIL-Nizhegorodnefteorgsintez
  • Slavneft-YANOS

A Estação Linear de Produção e Expedição (LPDS) de petróleo e gás «Samara», na manhã de 3 de novembro de 2026:


Uganda: 27 nacionais mortos e desaparecidos na agressão russa contra Ucrânia

Imagem ilustrativa: mercenários africanos de nacionalidade desconhecida

As autoridades ugandesas confirmam que 27 cidadãos ugandeses, dos que assinaram contratos com o exército russo, foram mortos ou estão desaparecidos na guerra neocolonial russa na Ucrânia. 

De acordo com uma carta da Embaixada do Uganda em Moscovo para o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Kampala, foram confirmadas os nomes dos 11 mortes e de outros 16 cidadãos, cujos corpos não foram encontrados. Segundo a Reuters, a Embaixada do Uganda afirmou que esta informação foi fornecida numa nota verbal do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo. A Embaixada da rússia em Kampala, por sua vez, não respondeu aos pedidos de comentários dos jornalistas. 

Esta notícia é muito reveladora, tendo em conta o contexto da cimeira rússia-África realizada em Moscovo, onde Vladimir Putin discursou sobre o seu apreço e respeito pelos seus «queridos parceiros africanos». Na realidade, o Kremlin sempre viu e continua a ver o continente africano apenas como um apêndice de matérias-primas e, agora, também como uma fonte de mão-de-obra barata e de «carne para canhão» para continuar a sua guerra sem sentido contra Ucrânia. 

O vídeo sensível, mostra um mercenário africano anónimo, totalmente nú e visivelmente desesperado, exibindo a mensagem de socorro, capturada pelo drone ucraniano: «Please, help me!», pode-se ler na cartolina, segurada pelo homem. O seu destino posterior é desconhecido...

É de notar, que nos primeiros nove meses de 2026, a rússia recrutou mais estrangeiros do que em todo o ano de 2025. Um total de 45.959 estrangeiros de 151 países estão a combater ou já combateram no exército russo até 1 de outubro. São conhecidas as identidades de pelo menos 5.451 mercenários de 43 países africanos, incluindo pelo menos 111 cidadãos ugandeses. Três ugandeses conseguiram salvar as suas vidas, rendendo-se às FAU. 

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Crime de guerra russo em Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia

No mínimo 26 pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas em resultado do ataque aéreo russo contra a vila de Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia, sudeste na Ucrânia. No ataque secudário, efetuado para atingir os socorristas, rússia matou 2 socorristas e 4 polícias ucranianos.

As forças russas atacaram repetidamente uma escola onde os habitantes locais recebiam regularmente ajuda humanitária. Após o ataque inicial, a rússia efetuou o seu já clássico ataque secundário, dirigido especialmente contra os socorristas, lançando mais nove bombas aéreas sobre o abrigo onde as pessoas se tinham refugiado. Morreram dois socorristas do Serviço Estatal de Situações de Emergências (DSNS), comandante Denys Konovalenko e motorista Oleksiy Suschevskiy, e quatro polícias ucranianos. 27 civis ucranianos são desaparecidos.





As equipas de socorro continuam a procurar pessoas no local.

A rússia sabia que os civis se tinham reunido naquele local para receber ajuda humanitária. Ainda assim, atacou tanto o edifício como o abrigo onde as pessoas tinham procurado proteção.



Estes assassínios demonstram o desprezo da rússia pela vida dos civis. A resposta internacional deve incluir uma maior pressão sobre a rússia e a continuidade do apoio à Ucrânia.

e a resposta ucraniana... 

Em Prosvet, na região russa de Samara, os drones ucranianos atacaram, com sucesso, a Estação Linear de Produção e Expedição (LPDS) de petróleo e gás «Samara», pela 5ª vez nos últimos tempos.

Uma instalação estratégica da infraestrutura de oleodutos russa, com um enorme parque de tanques. Após um ataque noturno com drones de longo alcance, um incêndio de grandes proporções deflagrou no território da instalação.


Ataques anteriores aconteceram em 2, 7, 10 e 11 de outubro.

Os drones ucranianos conseguiram danificar e provocar incêndio no 5º RVS-20000* na estação de mistura (zona 1) e o 1º RVS-20000 na estação Samara-1 (zona 2), na imagem abaixo.

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* RVS é um tanque cilíndrico vertical em aço com capacidade nominal de 20.000 m³, concebido para receber, armazenar e distribuir petróleo, produtos petrolíferos (gasolina, gasóleo, fuelóleo), óleos, água e outros líquidos.

domingo, novembro 01, 2026

⚡️⚡️⚡️ Indonésia: a vítima mais recente das redes de recrutadores russos

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Desde verão de 2025, a rússia ficou a intensificar o recrutamento de mercenários nos países do Sudeste Asiático. Isto é confirmado pelas listas, em poder da GUR MOU, de estrangeiros que servem no exército russo.

A Indonésia tornou-se a mais recente vítima dos recrutadores russos. Nos últimos meses, registou-se um aumento aparentemente exponencial do número de cidadãos indonésios que assinaram contratos com o exército russo. Só nos primeiros nove meses de 2026, pelo menos 283 indonésios aderiram à guerra contra Ucrânia. Em comparação, nos três anos anteriores, não havia mais de uma dezena. 

Publicámos uma lista de 292 cidadãos da República da Indonésia recrutados para a guerra colonial russa contra Ucrânia. Este número está longe de ser completo e é claramente muito superior – a rússia não dá sinais de que vá parar.

Arief Basalamah, Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República da Indonésia na Ucrânia, já se manifestou sobre esta tendência alarmante. O diplomata reuniu-se com o Brigadeiro-General Dmytro Usov, Secretário do Quartel-General de Coordenação para o Tratamento dos Prisioneiros de Guerra. 

Dr. Basalamah assegurou que o governo indonésio dará atenção a esta questão e manifestou a esperança de que a Indonésia se junte à lista de países que conseguiram impedir o recrutamento ilegal russo. 

O caso triste de um taxista indonésio

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Taufiq Muhammad, de 48 anos, natural de Sorong, trabalhava como taxista em Jacarta e também como gerente numa empresa agrícola. Tinha experiência de trabalho nos Estados Unidos e falava inglês. O motivo que o levou a procurar emprego na Rússia permanece incerto. 

Sabe-se que os recrutadores russos encontraram o currículo de Taufiq e ofereceram-lhe um emprego «muito bem remunerado». A 19 de abril de 2026, o indonésio assinou um contrato com o Ministério da Defesa russo em Korolev, perto de Moscovo. Muhammad foi destacado como operador de metralhadora e enviado para um campo de treino, onde permaneceu apenas uma semana e meia. No início de maio, a sua unidade foi transferida para a frente de batalha. 

Como acontece frequentemente com os mercenários, Taufiq morreu no seu primeiro combate perto da aldeia de Zelena Dolyna, na região de Donetsk. O destino do indonésio só foi revelado depois de os seus documentos e bens pessoais serem recuperados pelos serviços de informação ucranianos. 

O exército russo não se preocupa particularmente em preservar o seu pessoal estrangeiro. Os não russos são considerados de «peças descartáveis», as vezes enviados para o combate mesmo sem armas. No início de 2026, o projeto ucraniano «Quero Viver» conhecia os nomes de mais de 5.000 estrangeiros que morreram ao serviço no exército russo na Ucrânia. O seu número real é muito maior. 

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sábado, outubro 31, 2026

Confirma-se a morte de 9.000 oficiais do exército russo de ocupação na Ucrânia

O projeto «Oficiais Russos Mortos na Ucrânia» confirma a morte de 9.000 oficiais das forças armadas russas em consequência da guerra neocolonial russa na Ucrânia. O projeto observa que, nos 1708 dias da invasão russa, em média, são confirmadas cinco mortes de oficiais russos por dia.

Entre eles, contam-se cinco tenentes-generais, nove majores-generais, 127 coronéis, 383 tenentes-coronéis, 804 majores, 1.328 capitães, 2.210 1ºs tenentes, 1.990 tenentes e 949 2ºs tenentes. Fazem parte da lista apenas os casos positivamente confirmados pela pesquisa OSINT.

Outros 1.195 oficiais foram classificados como «outras patentes» — nos casos em que o posto do oficial não pode ser determinado com precisão ou quando um oficial reformado regressou ao exército, mas recebeu um posto inferior ao seu posto formal. O projeto observou ainda que, em média, são confirmadas cinco mortes de oficiais russos por dia. 

As baixas russas gerais até 30.X.2026

O serviço russo da BBC, em conjunto com a Mediazona e uma equipa de voluntários, identificou os nomes de 285.023 soldados russos mortos (nas últimas duas semanas, de 16 à 30 de outubro, a lista foi acrescantada com 3.270 novos nomes) durante a invasão em larga escala da Ucrânia. De todas as unidades do exército russo, segundo a lista, as brigadas de infantaria motorizada sofreram as maiores perdas.

Quais são os números reais de baixas russas? 

As perdas reais do lado russo são superiores ao número de mortos cujos nomes podem ser confirmados por fontes abertas. De acordo com os especialistas militares, análise dos cemitérios russos, memoriais de guerra e obituários pode reflectir entre 45% e 55% do número real de mortos. 

Com base nas estimativas dos especialistas, o número real de mortos do lado russo pode situar-se entre 518.224 e 633.384. 

O total torna-se significativamente maior se incluirmos os separatistas que lutaram contra a Ucrânia como parte das autoproclamadas «l/dnr» de Donetsk e Luhansk, bem como as perdas das unidades norte-coreanas que lutaram na região de Kursk, na rússia. Uma análise dos obituários e publicações de 2022 sobre os desaparecidos da «l/dnr» sugere que entre 21.000 e 23.500 morreram até ao final de 2022. 

Depois de estudar imagens de satélite e fotografias oficiais do novo memorial de guerra construído na RPDC, o Serviço Coreano da BBC identificou os nomes de 2.304 soldados coreanos que lutaram ao lado das forças russas e morreram entre 2024 e 2025. 

Assim, de acordo com os dados recolhidos, as perdas totais das forças pró-rússia podem variar entre 541.528 aos 659.188 militares. 

As baixas ucranianas 

Uma lista de baixas ucranianas baseada em fontes OSINT é mantida pelo site anónimo UkraineLosses; atualmente, contém 115.952 nomes de militares mortos. O UkraineLosses indica ainda que, tendo em conta as publicações sobre pessoas desaparecidas, o número total de militares mortos do lado ucraniano pode chegar às 234.573 pessoas. 

É de notar que Ucrânia, embora não fornece as estatísticas gerais das suas baixas, não esconde as mortes dos militares. Pelo contrário, os seus funerais se tornam acontecimentos públicos, com a forte participação da sociedade civil ucraniana. Como tal é possível supor, que no caso ucraniano as perdas conhecidas (KIA/MIA) podem representar até 95-98% das suas baixas totais. Tendo em conta que o número de voluntários estrangeiros mortos ao serviço das FAU é de 2.045 pessoas, mais 37 voluntários estrangeiros estão desaparecidos em combate, o seu destino é desconhecido ou eles se tornaram prisioneiros das forças russas de ocupação. 

Cinco Nações que mais deram vidas em defesa da Ucrânia

  • Colômbia 907
  • Brasil 147
  • EUA 131
  • Geórgia 107
  • Belarus 82

🎥 As comunicações de ocupantes russos sob ataques constantes dos “Fantasmas” da GUR

O sistema de comunicações dos ocupantes russos está sob constantes ataques da unidade “Primary” (Fantasmas) da GUR MOU, que continua a desativar a infraestrutura radioeletrónica do exército russo. 
Na guerra moderna, não só os armamentos são decisivas, mas também a capacidade de ver, transmitir informações e coordenar ações. Os «Fantasmas» continuam a atingir os meios técnicos dos quais os invasores russos dependem. 
Entre os objetos russos atingidos:

  • complexos de comunicação por antenas;
  • relés MESH de UAV;
  • meios de guerra eletrónica (EW);
  • estações de supressão Starlink;
  • subestações elétricas. 

Quilómetros de cabos, eletrónica complexa e antenas potentes não garantem a fiabilidade do sistema quando os seus elementos-chave estão sob ataque. Onde deveria existir um sinal estável, a interferência é cada vez mais comum. E está longe de ser acidental. 

Mais uma seleção dos resultados do trabalho dos “Faraós” — a unidade da GUR partilha imagens de uma série de ataques a instalações de infraestruturas de comunicação e energia do exército de ocupação russo. 

A luta armada continua!

Glória à Ucrânia!