quinta-feira, junho 11, 2026

A guerra neocolonial russa de «3-4 dias» já dura tanto, quando a I G.M.

A guerra neocolonial russa, que era anunciada pela propaganda moscovita como uma «operação militar» de curtíssima duração, já dura tanto, quando durou a Primeira Guerra Mundial. Os russos ainda não tomaram a aldeia de Mala Tokmachka... 

A corte e a remoção de logística russa, pela unidade de drones de ataque K2 nas zonas temporariamente ocupadas de Donbas, nos arredores de Horlivka e Yenakieve: 

É característico que os próprios ocupantes russos demonstrem alegria ao verem que os drones ucranianos atingiram uma viatura da polícia militar russa, a entidade que persegue constantemente os militares russos, procurando suas violações de normas, reais ou imaginários. 

A fábrica/depósito de petróleo de Ust-Labinsk, um grande número de tanques e infraestruturas foram destruídos após o ataque de drones ucranianos. O local ardeu durante 4 dias consecutivos, e os moradores locais estimaram a dimensão da «movimentaça» do putin: 


Análise do ataque de mísseis FP-5 «Flamingo» à fábrica em Cheboksary 

Uma visualização aproximada do voo dos mísseis FP-5 «Flamingo» em direção à fábrica russa VNIIR-Progress em Cheboksary, na Chuváchia. A visualização é baseada em dados de código aberto processados ​​pelo sistema de IA ucraniano OCHI AI. 

De facto, o míssil, tanto por radares, como por vizualisação dos habitantes locais, foi detectado sobretudo no início da sua trajectória e nos momentos de aproximação ao alvo. Isto indica que foram utilizadas rotas alternativas, contornando grandes cidades e áreas de cobertura de radares russos. 

De acordo com os dados disponíveis de fontes abertas, pode-se confirmar que foram lançados aproximadamente 5 mísseis, em que 2 foram abatidos na aproximação à região da Chuváchia e um nas imediações de Cheboksary. Portanto, presume-se que outros dois mísseis atingiram o alvo pretendido. Absolutamente fabuloso, tendo em conta as disparidades reais entre as capacidades da indústria de mísseis da Ucrânia e as supostas ou esperadas capacidades russas no domínio da sua defesa anti-aérea. 

As Forças de Defesa da Ucrânia estão a operar na região ocupada de Skadovsk em Kherson. As medidas de estabilização e os drones de ataque estão em funcionamento. As FAU continuam a corte sistémica da logística russa, atacando, nomeadamente, o fornecimento de combustível aos territórios ocupados. 

Fontes: Exilenova_plus; Exilenova_plus; k_2army

Rússia ruma à reintrodução da censura estatal prévia na área da arte e cultura

12 de junho de 1990: o fim oficial da censura soviética: «Censura é abolida!»

O ator, deputado, obscurantista e propagandista russo, Dmitry Pevtsov, publicou uma espécie de manifesto, onde exige a alteração da Constituição russa e a reintrodução da censura oficial do Estado, que será realizada por comissões especiais com a participação do FSB.

Como acontece neste tipo de iniciativas supostamente «populares», o Kremlin usa os representantes da intelligentsia cultural russa totalmente servil, para testar os limites da «nova normalidade» do seu regime neofascista. Se a reação da sociedade russa for mais ou menos silenciosa, a censura estatal avançará e muito rapidamente, já se a reação for bastante negativa e ruidosa, Kremlin dirá que era apenas uma proposta particular de um artista que por sua livre a expontânea..., enfim, discursos do costume.

Eis alguns trechos daquela apresentação (ortografia e pontuação preservadas do original):

«Este é um exemplo perfeito da censura soviética, que operava, antes de mais, dentro da estrutura do programa ideológico da URSS, um programa que foi implementado no país de forma sistemática e planeada, a partir dos primeiros anos da escola secundária. 

O «Código dos Construtores do Comunismo» [uma espécie da livro sagrado semi-oficial em vigor na União Soviética], com pequenas correcções, baseava-se nos mandamentos de Moisés (a partir do 5º mandamento). Esta ideologia é um corredor conceptual completamente específico, «saltando» fora do qual qualquer artista, realizador, escritor, etc. (representante de qualquer profissão criativa) ficava sem nada para fazer, ficava sem os espectadores, sem os direitos de autor, sem as perspectivas criativas, etc.

Quanto aos «excessos» da censura soviética, sim, houve muitos exemplos em que os filmes, as peças teatrais foram de facto fechados, «engavetados», proibidos, mas...

A censura soviética proibia as obras literárias tão distintas como «Por quem os sinos dobram» de Hemingway (até 1962) à «Lolita» de Nabokov, considerada na URSS de «amoral» e «pornográfica».

Vejam quantas obras-primas do cinema e do teatro nasceram durante a dura censura soviética. Sem falar da literatura e da música. 

Estou profundamente convencido de que a censura só ajudará à nossa cultura, a nossa arte, na promoção contínuo do seu desenvolvimento na direcção correcta.

Enquanto o artigo 13º da Constituição da federação russa falar sobre «pluralismo ideológico» (isto é, sobre a ausência de uma ideologia estatal), nada certo relacionado com a censura funcionará, porque não existem «limites» ideológicos na qual seja possível «inserir», «avaliar» e discutir esta ou aquela obra de arte. 

Mas! Penso em criar um órgão especial (comissão ou comité) semelhante em princípios e estrutura ao que existia na União Soviética... Encontrar pessoas que trabalhem por um salário e, ao mesmo tempo, «não por medo, mas por consciência» e de forma profissional.

Graças a Deus, ainda existem figuras normais da cultura e da arte no país: editores, críticos, actores, realizadores, argumentistas e dramaturgos...

Deveria haver lá representantes das lei e ordem, professores, psicólogos infantis e representantes das confissões religiosas oficiais.

Estou convencido que a arte e a cultura, agora durante a [operação militar especial, o termo russo permitido pela, de facto, a censura para designar a guerra russa contra Ucrânia] SVO, são também uma vanguarda, são o nosso «soft power»! O nosso «produto final» também exige o controlo Estatal.

Mas enquanto houver um artigo nos «Fundamentos da legislação da federação russa sobre a cultura» onde esteja escrito à preto-no-branco que «O Estado não tem o direito de interferir na criatividade...», nenhum funcionário público excederá voluntariamente os seus poderes nesta área.

[...] criar uma comissão ou comité, que irá operar em todo o lugar, onde existam instituições de cultura e da arte, dando as instruções claras — o que é permitido e o que não é.

Basta ter medo de alguma coisa — «ah, vamos violar ali qualquer coisa!», «ah, vamos magoar alguém!», «ah, os inocentes vão sofrer!»...

BASTA! Já nós perdemos três ou quatro gerações dos nossos filhos.

CHEGA. ESTÁ NA HORA DE ACABAR COM ISSO!»

Blogueiro 

A censura na União Soviética existiu praticamente desde a chegada dos bolcheviques ao poder e até junho de 1990, quando, em resultado das mudanças impostas pela Perestroika, foi abolido, da Constituição soviética de 1977 o artigo 6º, que definia o partido comunista PCUS como «a força orientadora e guia da sociedade soviética, o núcleo do seu sistema político».

A crítica soviética da censura soviética, revista satírica «Crocodilo», 1962, era Khruschev.
A palavra «amor» é censurada e substituida pelas: «amizade», «respeito», «simpatia» 

A censura soviética abrandou consideravelmente no período entre 1955 à 1964, na época do «degelo» de Khruschev, quando vários escritores, expulsos, presos e até executados, foram readmitidos à oficiosa União dos Escritores soviéticos. Algumas das obras, de alguns destes escritores foram publicados oficialmente.

As bandas e cantores ocidentais proibidos de serem tocados nas discotecas soviéticas.
Adenda à uma carta de 10 de janeiro de 1985.

No resto do tempo a censura estatal prévia garantia que nenhuma obra literária, filme, peça do teatro, música (em forma de discos LP, mais tarde K7 e até VHS) ou outra produção artística, poderiam vir ao público sem antes serem aprovadas de acordo com a ideologia comunista vigente.

Até a mencionar a existência da própria censura era proibido e censurado na URSS!

Em 1976 a Direção-Geral da Defesa dos Segredos Estatais (Glavlit) publicou «A lista de dados proibidos à serem publicados na imprensa, na rádio e na televisão». O documento secreto de 176 páginas, que decidia o que podiam e o que não podiam saber os cidadãos, foi preparado pelo Conselho dos Ministros da URSS em colaboração com KGB. Entre várias informações proibidas de publicar, eram as informações «sobre os órgãos do Glavlit da URSS, revelando o caráter, organização e métodos do seu funcionamento».

quarta-feira, junho 10, 2026

Coronel russo responsável da guerra na Ucrânia é liquidado em Moscovo

Em Moscovo foi liquidado Damir Davydov, o chefe da Direção Principal de Mísseis e Artilharia (GRAU) do Ministério da Defesa russo. O ocupante russo constava na base de dados do site Mirotvorets, responsável direto da agressão russa contra Ucrânia.


A informação foi divulgada e confirmada por vários TG canais russos e ucranianos, assim como pelo conselheiro do Ministro da Defesa ucraniano, Serhiy Sternenko. Segundo o jornal russo Kommersant foi usado um engenho explosivo, colocado debaixo de um BMW x3, que tinha uma potência  equivalente a 500 gramas de TNT.

 

Segundo as fontes ucranianas, Davydov tinha 57 anos e cresceu na cidade fechada de Penza-19 (Zarechny). O seu pai, Rafail Davydov, trabalhava na fabricação de mísseis nucleares soviéticos. Já o TG canal russo Shot, próximo das forças russas de repressão, informou que Davydov tinha 62 anos.

Local: 55.82759697567, 37.94286817516 

É de notar que o microdistrito moscovita «Aviadores» é habitado exclusivamente pelos militares russos, no ativo e reformados/aposentados. Construído no território do aeródromo militar desativado, os apartamentos no local não se destinam à venda, mas à distribuição aos militares e funcionários do MinDefesa russo. 

Os mísseis ucranianos FP-5 «Flamingo» foram utilizados para destruir completamente a fábrica militar VNIIR-Progress em Cheboksary, que produz componentes para drones e mísseis. Após o primeiro ataque com os drones, cerca de duas semanas atrás, desta vez os mísseis foram enviados exatamente para onde eram mais necessários. 

Vista frontal à fábrica VNIIR-Progress em Cheboksary

O momento do voo do míssil ucraniano FP-5 Flamingo


Os FP-5 “Flamingo” visitou também a refinaria em Samara: 


A refinaria Kuybishev em Samara

Nos arredores da cidade russa de Novorossiysk, na região de Krasnodar, foi novamente atacada a localidade de Grushovaya Balka, local, onde se situa um dos maiores depósitos de transbordo de petróleo do Cáucaso, parte do complexo industrial «Sheskharis» (AT Chornomortransneft). 


Local: 44°45'01.23"N 37°52'25.65"E

domingo, junho 07, 2026

Ucrânia atinge os alvos petrolíferos e pontes da Crimeia ocupada

Na noite de 8 de junho os drones ucranianos atingiram, com sucesso, o depósito/base de petróleo de Semikolodezyanskaya, situado na aldeia de Lenino, na Crimeia ocupada. Os mísseis ucranianos também atingiram a ponte de Chongar, a ligação rodoviária entre Ucrânia continental e a Crimeia.



A ponte de Chongar atingida pelos mísseis ucranianos

O local da base petrolífera de Semikolodezyanskaya: 46.05505 34.79948

A base foi atacada pela unidade de SSO-SOU, que além de Semikolodezyanskaya, também atingiu o terminal petrolífero marítimo de Feodosia, também na Crimeia ocupada.

As autoridades ilegítimas da ocupação russa da Crimeia precisam de fazer as malas, enquanto ainda é possível sair da península por rede ferroviária/ferrovia e pontes, porque já começaram a aparecer alguns buracos por lá. 

A fábrica/base petrolífera de Ust-Labinsk, continua a arder pelo segundo dia consecutivo, após a imposição das sanções ucranianas. Os russos devem estão muito satisfeitos com o decorrer da «operação militar especial», a chamada SVO do putin.

A fábrica/base petrolífera de Ust-Labinsk

Nos territórios ucranianos temporariamente ocupados, as restrições à circulação de veículos impostas pelas autoridades ilegítimas estão em vigor há vários dias, mas, como podemos ver, os condutores continuam a tentar a sua sorte, e o resultado está à vista no vídeo. Aqui, o drone de ataque atingiu em cheio o local do condutor; as hipóteses de sobreviver a um ataque destes são menos que mínimas...

Fontes: Exile_plus;

A fuga dos pilotos soviéticos para lá da Cortina de Ferro

Piloto Roman Svistunov em 1987

Aos 27 de maio de 1987, na auge de Perestroika, o piloto reformado/aposentado, ucraniano Roman Svistunov, desertou da Letónia soviética para a Suécia, a bordo de um avião agrícola, o An-2P.

Um An-2 típico

Roman Svistunov (nascido em 1963), chamado na imprensa sueca de Svistonov, de acordo com as regras gramaticais suecas, tinha na altura 24 anos. Vivia em Mykolaiv na Ucrânia. Era casado e tinha uma filha e um filho, mas já não vivia com a família. Tinha patente militar de tenente, mas foi dispensado do exército soviético e transferido para a reserva, após disso, ingressou na aviação civil, onde trabalhou como piloto de aviões agrícolas. 

Como Svistunov relatou mais tarde, depois de ter sido dispensado e transferido para a reserva, sentiu injustiçado, começando odiar o regime soviético. A sua mãe, que não gostava do regime soviético, também o pode ter influenciado. Assim, já por volta de 1984, Roman decidiu fugir para Ocidente. 

Algumas semanas antes da sua fuga, ele visitou um ex-colega na Letónia, que também era piloto. É possível que, durante este período, Svistunov, fazendo-se passar por mecânico, tenha conseguido fazer amizade com o pessoal do aeródromo. 

A Fuga 

Na noite de 26 para 27 de maio, Roman Svistunov e o seu amigo, guarda do aeródromo do kolkhoze letão de «Druva», estavam a beber. Quando o guarda ficou embriagado, Roman, sob o pretexto de realizar a manutenção da aeronave, entrou, no aeródromo, guardado por uma cerca semi-caída, onde embarcou num An-2R agrícola desocupado, aparelho número 70501, e ligou o motor. Ao ouvir o barulho, o guarda correu para o exterior, sacou a sua espingarda mas não chegou à disparar. Às 5h10 o voo 70501 descolou em direção ao Mar Báltico.

A distância entre a costa da Letónia e a ilha de Gotland

Svistunov não foi o primeiro a pensar em fugir da URSS para a Suécia num avião agrícola: exactamente quatro anos antes, a 27 de Maio de 1983, o piloto letão Voldemārs «Valdis» Vanags, de Riga, comandante de voo, também usou um An-2 na fuga para Gotland. As autoridades suecas devolveram a aeronave à URSS, mas o piloto recebeu asilo político. No entanto, ficou na Suécia por cerca de um ano e depois voltou à União Soviética em junho de 1984, onde foi preso, cumprindo algum tempo ora na cadeia, ora no hospital psiquátrico de Riga (conhecido popularmente como «hospital na rua Tvaika»), isso é, apesar de promessa de perdão, dada pelas autoridades soviéticas.

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Para evitar tentativas de fuga semelhantes, o Ministério da Aviação Civil emitiu uma instrução de obrigatoriedade de reduzir o nível de combustível das aeronaves durante as operações aéreas. Além disso, a mesma instrução imponha o desligamento da bateria, para impedir o funcionamento do motor. No entanto, Svistunov sabia tudo disso e percebeu que o avião estava com pouco combustível, mas isso não o demoveu. 

O seu voo sobre o Mar Báltico durou mais de duas horas, durante as quais o avião percorreu aproximadamente 350 km. Junto à ilha de Österngarnsholm, o motor do avião começou a falhar, devido à falta de combustível e, de seguida, parou completamente, levando o piloto a decidir amerissar. 

Anteriormente, a força aérea sueca tinha detetado no radar uma pequena aeronave a voar em baixa altitude em direção à Suécia. Dois caças F-17 Kallinge foram enviados do aeródromo de Ronneby para a intercetar. No entanto, quando as aeronaves militares chegaram, o An-2 já tinha caído na água a aproximadamente 100 metros da costa leste da ilha sueca de Gotland, perto da aldeia de Östergarn, e logo afundou a uma profundidade de 4 metros. 

O piloto conseguiu sair da cabine de pilotagem e nadou o resto do percurso. De seguida, achou uma casa na costa, onde levou a roupa seca. Foi ali detido por Lars Flemström, um piloto de helicóptero que chegou depois de pescadores terem reportado a queda do avião perto da costa. Roman foi levado de helicóptero para a esquadra de Visby para interrogatório, onde solicitou asilo político. 

Em depoimento à polícia, Roman Svistunov disse que planeava fugir da URSS há muito tempo, mas inicialmente recusou-se a explicar os seus motivos. Disse ainda que deixou para trás a mulher, Marina, e filhos: Kristina, de três anos, e Denis, de oito meses. Nas entrevistas posteriores Roman contou que a sua família tinha conhecimento dos seus planos de fuga, mas não alinhou, achando demasiadamente arriscado. A polícia sueca informou ainda que Svistunov se queixou de dores no peito, mas que, de resto, estava bem de saúde. 

Primeira publicação soviética sobre o caso: «No dia 27 de maio um
avião An-2 do Aeroflot foi levado à Suécia. Essa ação criminosa...»

Quando a notícia da fuga se espalhou pela URSS, a 28 de maio, Roman Svistunov foi acusado de sequestrar o avião, e a Suécia foi presssionada pelo regime soviético para devolver o piloto e a aeronave. Nesse mesmo dia (28 de maio), a agência soviética TASS publicou informações sobre as acusações contra o piloto, exigindo a sua extradição para a União Soviética. Contudo, no momento da publicação, a embaixada sueca já havia encerrado o expediente, pelo que não houve resposta imediata. Um funcionário da embaixada soviética e um representante do Ministério da Aviação Civil da URSS (proprietário da aeronave) também se deslocaram a Visby para se encontrarem com o fugitivo, mas este recusou terminantemente a oferta. 

Artigo no jornal soviético «Izvestia» sobre o caso Svistunov

Ao mesmo tempo, a propaganda soviética começou a denegrir Svistunov, alegando que, após se ter dispensado da aviação, vivia de rendimentos ilícitos e estava envolvido no chamado «mercado paralelo». No entanto, quando a Suécia questionou os soviéticos sobre o motivo da demissão de Roman da aviação, não foi dada qualquer resposta adequada. 

A Suécia não extraditou Roman Svistunov, mas um tribunal sueco condenou-o a dois anos de prisão suspensa; no dia 4 de setembro, recebeu uma autorização de residência. Roman trabalhou durante dois anos na pizzaria-restaurante Söderports, seguidos de mais um ano noutra pizzaria. Em 1990, deixou Gotland para trabalhar como chef noutros países europeus. Em 1992, Svistunov regressou à Suécia, mas não sozinho, mas sim com a sua família ucraniana de Mykolaiv (a sua mulher e os filhos). 

Alguns anos mais tarde, o An-2 foi içado e entregue a Gotland, onde uma equipa composta por Nils-Åke Stenström, Thor Carlsson e Lars Boström passou dois anos a restaurá-lo. 

An-2P do Svistunov após ser retirado do Mar Máltico

A 28 de maio de 2016, para assinalar o 29º aniversário da fuga, foi inaugurada uma exposição dedicada à história soviética no Museu da Defesa de Gotland, em Visby, tendo o voo número 70501 como uma das principais peças expostas. 

Roman Svistunov em 2016

Um dos convidados da cerimónia de abertura, surpreendentemente, foi o próprio Roman Svistunov, que se destacou da multidão e abraçou Stenström, um dos homens que restaurou a aeronave sequestrada. Quando perguntaram ao ex-sequestrador se alguma vez tinha considerado a possibilidade de uma exposição como aquela enquanto pilotava um pequeno avião sobre o mar, Roman respondeu: «Não estava a pensar em nada. Só queria sobreviver».

A fuga do mecânico Yevgeny Vronsky 

O 1º tenente Yevgeny Vronsky após receber os cuidados médicos na RFA

A 27 de maio de 1973, o mecânico soviético Yevgeny Vronsky realizou, com sucesso, a sua ideia de desertar para o Ocidente ao bordo de um bombardeiro Su-7BM. O seu plano era simples: levantar voo do aeródromo Großenhain, na RDA e voar para Alemanha Ocidental.

Su-7BM com número «52» usado pelo Vronsky

Para contornar o seu problema maior, de não ser um piloto, o 1º tenente Vronsky conseguiu fazer amizade com um instrutor que ensinava pilotos em simuladores especiais e pôde praticar nas horas vagas. Após a sua fuga descobriu-se que Yevgeny, de apenas 23 anos, praticava mais tempo no simulador do que os pilotos soviéticos dos Su-7BM, dominando facilmente as habilidades básicas de pilotagem. É certo que só aprendeu a descolar e a controlar uma aeronave no ar; não sabia como aterrar. Contudo, este aspecto crucial da pilotagem não influenciou a sua decisão de voar para Ocidente. 


Jornal alemão «Braunschweiger Zeitung» com a notícia da queda
do avião soviético no seu capa

Uma vez levantando o voo, Vronsky, subiu a uma altitude de 500 metros e voou a baixa velocidade em direção à Alemanha Ocidental. Ignorou as instruções e não recolheu o trem de aterragem, temendo que a aeronave perdesse o equilíbrio. 

Local da queda do Su-7BM do Vronsky

O comando da Força Aérea Soviética emitiu uma ordem imediata para interceptar o fugitivo, enviando para o tal 32 (!) caças intercetores. No entanto, Vronsky nunca foi detetado, provavelmente devido à sua baixa altitude de voo. Após atravessar a fronteira, piloto simplesmente se ejetou. Aterrou quase ao lado do avião acidentado. Os habitantes locais ofereceram-lhe ajuda.

Os restos do aparelho do Yevgeny Vronsky.
Foto: Rust / ullstein bild / Getty Images

A União Soviética exigiu a sua deportação forçada, o pedido que foi negado. O piloto não fez declarações políticas. Em entrevistas à imprensa, afirmou simplesmente que tinha planeado a sua fuga com antecedência, até aos mais pequenos detalhes. O seu destino posterior é desconhecido.

Fonte 1Fonte 2

sábado, junho 06, 2026

Ucrânia rumo à desmilitarização total da rússia, seus alvos militares e energéticos

Ucrânia continua com a sua campanha de desmilitarização da região de Leninegrado, atingindo novamente o Kronstadt e o aresenal da marinha russa em Velikaya Izora. Em Ust-Labinsk, na região de Krasnodar, foi atingida a fábrica de processamento petrolífero, além do porto de Mariupol, sob ocupação temporária russa. 

Até ao momento, dia 6 de junho, confirmam-se os ataques ucranianos:

  • No 15º arsenal da marinha russa (localidade de Velikaya Izhora, região de Leninegrado) é uma instalação estratégica da marinha russa, responsável pelo armazenamento, reparação, manutenção e eliminação de munições navais, torpedos e mísseis. Atende às necessidades da frota russa do Báltico.

  • No porto militar de Kronstadt, um dos principais bases da frota russa do Báltico.

As consequências estão a ser apuradas, o ataque ainda está em curso. 

Em Ust-Labinsk, na região de Krasnodar, após a visita de drones ucranianos de longo alcance, a fábrica/uzina de processamento de petróleo está arder por mais de 24h. Os moradores locais aperceberam-se que a escassez do combustível e correram à formar filas nos postos de abastecimento daquela vila.




O drone ucraniano FP-1, usado pelas unidades de SSO-SOU, manobra à vontade no céu sobre a região de Leninegrado, desviando-se do fogo frenètico e ineficaz dos grupos móveis russos anti-drone. Podemos ver que estamos perante um ataque bem combinado: vários tipos de drones estão se dirigir-se ao alvo. Aparentemente, além dos FP-1, também são os drones «Bober», a variante ucraniana dos Shaheed iraninaos.

As imagens do porto de Mariupol, sob ocupação temporária russa, que foi atacado esta noite.

Na longínqua região de Tyumen, está em chamas a refinaria Antipinsky, uma das maiores refinarias privadas de petróleo da federação russa. A capacidade projetada ultrapassa os 9 milhões de toneladas de petróleo por ano; a fábrica produz gasolina, gasóleo e outros produtos petrolíferos para o mercado interno russo. Uma das unidades está em chamas. Aparentemente, não se trata de visita dos drones ucranianos, tanto pode ser uma ação de sabotagem, executada pela resistência russa, quando a simples avaria, em resultado de alguma negligência operacional.


Lista de mercenários tanzanianos ao serviço do exército russo

O Fórum Económico Internacional de São Petersburgo está a terminar em São Petersburgo, e uma delegação de drones ucranianos lá compareceu, por duas vezes. Representantes da Ásia Central, África e Médio Oriente também chegaram à cidade. Entre os líderes estrangeiros que participaram no fórum estava a presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan. 

Enquanto as autoridades russas falam aos convidados estrangeiros sobre as perspectivas de cooperação e as naves espaciais que exploram a vastidão do universo, os recrutadores russos do Sul Global estão a comprar homens locais para morrerem na guerra neocolonial russa garantindo a compra de mais um casaco Loro Piana ao putin. 

Publicámos uma lista de cidadãos tanzanianos que assinaram contratos com o Ministério da Defesa russo e foram enviados para a frente de batalha. Samia Suluhu Hassan poderá perguntar aos russos no decorrer do fórum, sobre o seu destino, uma vez que pelo menos dois dos listados já estão desaparecidos em combate. 

O recrutamento de estrangeiros tornou-se uma parte importante da estratégia russa para repor as perdas na frente de batalha. A rússia utilizou pelo menos 28.000 cidadãos estrangeiros de 135 países na sua guerra neocolonial contra Ucrânia. O destino destes mercenários estrangeiros permanece sombrio. Alguns morreram, outros ficaram gravemente feridos e alguns estão em cativeiro ucraniano. Têm algo em comum: as promessas da rússia de dinheiro fácil e ganhos rápidos provaram estar longe da realidade. 

Alertamos os cidadãos de países estrangeiros: participar na guerra ao lado do exército russo acarreta um elevado risco de morte ou de ferimentos graves. Se está a ser recrutado para combater a Ucrânia ou já se juntou às forças armadas russas, contacte o projeto «Quero Viver». Nós ajudá-lo-emos a salvar a sua vida e a render-se em segurança.

Chatbot «Quero Viver»: t.me/kak_sdatsya_bot

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

Ligue para +38 044 350 89 17 e 688 (somente de números ucranianos)

Escreva ao Telegram ou WhatsApp:

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sexta-feira, junho 05, 2026

A vida ucraniana no olhar da professora Alla Umanska

A mulher forte, bonita e sorridente que se vê na foto é a professora ucraniana reformada, Alla Umanska. Vai fazer 90 anos este mês. A segunda e a última fotos mostram a sua casa e apartamento destruídos por um míssil russo.

Alla foi retirada dos escombros após o primeiro ataque, e mais tarde houve um segundo no mesmo local. O seu apartamento ficava no primeiro piso; acordou desorientada após a explosão, com a sensação de que alguém a tinha atingido na cara. Diz que o seu primeiro pensamento foi como se a noite tivesse acabado dentro do seu rosto.

Profª Alla lecionava a História ucraniana e o Direito. Sobreviveu à Segunda Guerra Mundial. Ela escrevia poemas, que arderam juntamente com o seu apartamento. Após o ataque, conseguiu tirar as chaves do apartamento. Assim, ligou à filha, Toma, e pediu-lhe que entrasse e fechasse a porta do apartamento. Toma, até ao último momento, não soube como dizer à mãe que o seu apartamento simplesmente já não existe.

Hoje, Alla está no hospital. A preparar-se para a reabilitação. O seu estado geral deteriorou-se significativamente devido aos ferimentos sofridos, especialmente a audição. Mas falando com ela, percebe-se que, mesmo depois deste pesadelo que viveu, após perder o seu apartamento, o que mais dói é pensar nos jovens que estão a morrer. Entre eles estão os seus alunos, e ela é professora com P grande. Ela amava todos os seus alunos, e eles amavam-na. Esta é a maior perda para ela.

É uma pessoa de uma força fantástica. A primeira coisa que pediu à filha foram ganchos de cabelo. Para Dra. Alla é importante estar bonita. Porta-se bem e com otimismo, mas tudo está escrito nos seus olhos, sem palavras...

Ajudar a Profªa Alla, a vaquinha ministrada pela sua fila Toma: Monobank.ua

Fonte: texto, imagens: página de Instagram de @libkos (Kostiantyn e Vlada Liberov)

186 ucranianos finalmente livres! 


Na mais recente troca de POW, ocorrida no dia 5 de junho de 2026, os 186 ucranianos regressaram hoje a Ucrânia livre: 185 militares e um civil. A maioria dos libertados estava em cativeiro russo desde 2022, informa Ombudsman da Ucrânia, Dmytro Lubynets.

Outros 185 defensores da Ucrânia ucranianos regressam hoje a casa após anos em cativeiro russo. Um civil também regressa juntamente com os defensores. São guerreiros das Forças Armadas da Ucrânia, da Guarda Nacional e do Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras da Ucrânia – soldados, sargentos e oficiais. Defenderam o nosso país em Mariupol e Azovstal, bem como nos setores de Donetsk, Luhansk, Kharkiv, Kherson, Zaporizhzhia, Sumy, Kyiv e Kursk. Entre eles estão os que regressam após anos em cativeiro russo, onde estavam detidos desde 2022, escreveu o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy.

☠ Ucrânia atinge 5 navios russos de carga numa única noite

Na noite de 5 de junho, os operadores de drones do 1º Centro Independente atingiram cinco navios de carga russos que se encontravam atracadas ilegalmente nos portos de Mariupol e Berdyansk ou navegavam nas águas costeiras dos Territórios Temporariamente Ocupados (TOT).


A lista dos alvos atingidos:

  • um navio de carga junto à cidade de Berdyansk, região de Zaporízhia;
  • dois navios de carga junto à localidade de Ialta, região de Donetsk;
  • dois navios de carga junto à cidade de Mariupol, região de Donetsk. 

Os navios de carga que entram nos portos ucranianos ocupados desempenham um papel importante no apoio logístico das tropas russas. São eles que entregam munições, equipamento militar, combustível, lubrificantes e outros bens ao exército de ocupação. Além disso, as autoridades de ocupação utilizam sistematicamente os portos dos territórios temporariamente ocupados para exportar ilegalmente cereais ucranianos e outros recursos.

Todos os navios que trabalham para a logística militar russa ou participam na exportação ilegal de recursos dos territórios ucranianos ocupados financia, na realidade, a continuação da guerra contra Ucrânia e é um alvo legítimo para destruição. 

USBS: Um passo em frente!

Crianças da Ucrânia vítimas das políticas do Kremlin: de estalinismo à atualidade

«Obrigado ao camarada Estaline pela infância feliz!»
Foto no museu da colónia penal de regime especial nº 1, na aldeia de Sosnovka, Mordóvia, rússia.
Foto: Stanislav Krasilnikov / ITAR-TASS

Aos 4 de junho, Ucrânia homenageia as crianças que morreram em consequência da agressão armada russa. Os métodos criminosos do Kremlin não mudaram ao longo dos séculos. Hoje, a rússia mata crianças ucranianas com mísseis, rapta-as e tenta apagar as suas identidades, tal como fazia o regime totalitário soviético.

Documentos do Arquivo Estatal do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) mostram que, durante os anos do terror estalinista, as autoridades soviéticas perseguiram propositadamente os filhos dos «inimigos do povo». Muitas destas práticas encontram paralelos trágicos na agressão russa moderna contra Ucrânia. 

De acordo com a ordem operacional nº 00486 da NKVD, de 1937, as crianças das vítimas de repressões políticas eram retiradas em massa às suas famílias. Os bebés eram transferidos para campos com as suas mães, e as crianças mais velhas eram colocadas em orfanatos especiais isolados. Irmãos e irmãs eram separados. Os documentos eram confiscados aos pais – estas crianças simplesmente «desapareciam» no sistema.

A ordem operativa Nrº00486 do Comissário Popular do Interior,
Moscovo, 15 de agosto de 1937

Por decreto de 1935 do Comité Executivo Central e do Conselho de Comissários do Povo da URSS, o regime comunista soviético permitiu que crianças à partir das 12 anos fossem julgadas na qualidade de adultos, incluindo na aplicação da pena de morte. Os adolescentes com mais de 15 anos, definidos como “socialmente perigosos”, eram enviados para o GULAG ou aos trabalhos forçados, simplesmente por serem filhos de “inimigos do povo”.

Colocação de filhos dos condenados:
a) «Crianças de 1 - 1,5 aos 3 anos nas creches e jardins de infância».
b) «Crianças dos 3 aos 15 anos nos orfanatos [...] fora de Moscovo,
Leninegrado, Kiev, Tbilissi, Minsk, cidades costeiras e fronteiriças».
c) «Crianças maiores de 15 anos decidir questão de forma individual». 

Os documentos apresentados servem como um lembrete de que a violência contra as crianças sempre foi uma componente da política do regime totalitário soviético. Estas são práticas criminosas que a rússia continua a praticar nos dias de hoje.

21) «Bebês amamentados são enviados, juntamente com as mães condenados,
aos campos [de GULAG] da onde, ao atingir 1 - 1,5 anos são levados aos orfanatos e creches». 

No Dia da Criança, recordamos cada vida interrompida e preservamos a memória daqueles que foram vítimas do regime – tanto no passado como no presente.

Fonte: Arquivo Estatal do Serviço de Segurança da Ucrânia, fundo 9, descrição 1, caso 81-sp.