sexta-feira, outubro 02, 2026

👌⚡️ Ucrânia atinge o maior nó de oleodutos da Eurásia em Samara

Na noite de 2 outubro, os drones ucranianos FP-1 atingiram a Estação Linear de Produção e Controlo (LPDS) de Samara, uma das maiores estações de bombagem de petróleo da Eurásia, resultando num forte incêndio no local. 

A LPDS de Samara continua em chamas após o ataque noturno, realizado pelas Forças de Defesa da Ucrânia. A instalação é um importante centro de recepção, armazenamento e processamento primário do petróleo proveniente do Tartaristão e da Sibéria Ocidental. A sua capacidade total é superior aos 1,6 milhões de m³ de petróleo, distribuídos por 71 tanques. Quatro oleodutos principais convergem neste local.

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Localização: 52.99314650147499, 50.53411769815576

A importância da LPDS de Samara é difícil de sobrestimar, pois a estação é responsável tanto pelo abastecimento de petróleo às refinarias da região, como pelo início do oleoduto «Druzhba» (assim como do Sistema de Oleodutos do Báltico-2 (BTS-2), a importante rota de oleodutos que liga o sistema de oleodutos «Druzhba» ao porto russo de Ust-Luga, no Mar Báltico), além de abastecer o sul da rússia (ramal para Tikhoretsk). 

Resultados técnicos do ataque ao LPDS de Samara aos 2 de outubro de 2026:

LDPS de Samara, antes de ataque, vista do satélite

  • Atingidas 5 unidades de distribuição de petróleo RVS-20000 (zonas 1 e 2);
  • Atingidas 3 unidades de distribuição de petróleo RVS-50000 (zona 3);
  • Danificados os oleodutos e uma estação elevatória na zona 1.

A área total afetada pelo incêndio é superior aos 15.000 m2.

Os danos em valores monetários:

  • Uma RVS-20000 custa mais de 10 milhões de dólares;
  • Uma RVS-50000 custa cerca de 25 milhões de dólares;
  • Custo de reparação dos tanques – entre 100 a 125 milhões de dólares (dependendo da extensão dos danos)
  • O valor do petróleo nestes tanques – cerca de 200 milhões de dólares (mesmo com o desconto da marca russa «Urals»). 

A primeira utilização em combate do primeiro míssil balístico tático ucraniano FP-7, lançado em 2 de outubro de 2026. O próximo passo é a sua produção em série. Glória à Ucrânia!

Os drones de ataque ucranianos FP-2 destruíram o sistema de mísseis antiaéreos russo «Pantsir-S2», que, em teoria, deveria impedir os drones ucranianos de penetrar profundamente na retaguarda russa. Após uma detonação secundária, o sistema foi totalmente desfeito.

O «Pantsir-S2» é uma versão modernizada, com radar de maior alcance e outras capacidades técnicas melhoradas, que em teoria, lhe permitiria detetar, seguir e destruir, diversos alvos aéreos em simultâneo.

Os blogueiros militares russos confirmam o derrube do helicóptero russo Mi-8 na região de Voronezh, abatido, muito possivelmente, pelo fogo-amigo de um Su-35 russo, que confundiu seu aparelho com um drone ucraniano. Aparentemente, Mi-8 estava fugindo de ataque de drones ucranianos. Três tripulantes morreram na sua queda.

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O número total de baixas russas na Ucrânia pode chegar aos 617.000

O serviço russo da BBC, em conjunto com a Mediazona e uma equipa de voluntários OSINT, identificou as identidades de 266.032 militares russos mortos na invasão da Ucrânia. O número total de perdas russas, contando as unidades separatistas e os mercenários estrangeiros, pode chegar às 616.986 pessoas.

Uma análise dos registos de 10.000 soldados russos cujos corpos foram encontrados pelas equipas de evacuação entre 2025 e 2026 mostrou que, a descoberta dos corpos dos soldados russos mortos ocorreu com um atraso significativo, em média 150 dias após as suas mortes no campo de batalha. A declaração jurídica da morte, na ausência do corpo físico, ocorreu, em média, 236 dias depois. 

Nos últimos 30 dias os nomes de 22.358 soldados russos mortos foram adicionados à base de dados. Este aumento significativo não está diretamente relacionado com a situação na frente de batalha. A maioria dos nomes adicionados recentemente, ou seja, 18.657 indivíduos, são de pessoas que estavam desaparecidas há muito tempo, ou cujos corpos foram encontrados pelas equipas de evacuação em 2025-2026. Alguns destes soldados morreram em combate ainda em 2022, mas a maioria foi morta em 2025. 

Consegue-se confirmar as mortes destes soldados com base em dados abertos de registos estatais russos: especificamente, o registo de óbitos e decisões judiciais publicadas que reconhecem, juridicamente, a morte dos indivíduos como mortos em combate, mesmo na ausência física dos seus corpos. 

Os registos de óbitos militares no registo de inventário dos herdeiros confirma essencialmente o óbito de uma pessoa: documenta os pedidos de herança feitos pelos familiares do falecido. Consequentemente, os militares desaparecidos cujos nomes constam do registo ou já foram encontrados ou foram declarados mortos. A diferença entre as datas em que uma pessoa foi morta e a data em que foi registado o seu óbito demonstra o atual atraso na confirmação do óbito de um militar russo na linha da frente. 

Existem vários motivos para esta tendência: 

Durante os dois primeiros anos da guerra, o número de militares listados como desaparecidos em combate foi relativamente baixo. O aumento acentuado do número de desaparecidos em 2024-2025 deve-se principalmente à natureza mutável das operações de combate. 

A utilização generalizada de drones de reconhecimento e ataque, combinada com fogo de artilharia e colocação de minas, torna praticamente qualquer movimento perto da linha da frente perigoso, incluindo tentativas de evacuar feridos e mortos. 

Os investigadores Jack Watling e Nick Reynolds, do Instituto Real de Serviços Unidos (RUSI) britânico, observam no seu relatório que a evacuação de feridos exige agora frequentemente uma operação separada e cuidadosamente preparada. Isto requer esperar pela escuridão, nevoeiro ou chuva forte. As tentativas de chegar rapidamente aos feridos e mortos podem levar a mais baixas entre aqueles que realizam estas operações. 

Outro motivo são as múltiplas tentativas do lado russo para avançar em «zonas cinzentas». O analista militar norte-americano Michael Kofman observa que, desde 2025, as tropas russas têm tentado avançar cada vez mais em grupos de um ou dois soldados. Nestas condições, os corpos dos mortos permanecem na zona neutra durante muito tempo, fora do controlo de ambos os lados. 

A situação em 2026 

Desde o início de 2026, BBC/Mediazona encontraram os dados sobre a morte de mais de 90.000 militares russos. No entanto, as perdas de 2026 representam menos de 10% desse total, sendo que o restante das perdas confirmadas ocorreu entre 2022 e 2025. 

Até o início de outubro, foram conhecidos os nomes de apenas 7.854 militares russos que morreram em 2026 (alguns outros milhares russos possuem as datas de morte desconhecidas, pelo que ainda não possível atribuir as suas mortes a um ano em concreto). 

Quais são os números reais de baixas russas? 

As perdas reais do lado russo são superiores ao número de mortos cujos nomes podem ser confirmados por fontes abertas. Segundo os especialistas militares, a análise dos cemitérios russos, memoriais de guerra e obituários pode reflectir entre 45% e 55% do número real de mortos. 

Nem todas as mortes são divulgadas publicamente. Além disso, os corpos de um número significativo de militares russos mortos permanecem no campo de batalha. As tentativas de os evacuar representam um sério risco para os sobreviventes, principalmente devido à ameaça de ataques com drones. 

Com base nas estimativas dos especialistas, o número real de mortos de cidadãos russos pode situar-se entre 483.695 e 591.182. 

Uma análise dos obituários e publicações de 2022 sobre os soldados desaparecidos das ditas «repúblicas populares l/dnr» sugere que entre 21.000 e 23.500 separatistas morreram até ao final de 2022. 

Depois de analisar imagens de satélite e fotografias oficiais do novo memorial de guerra construído na Coreia do Norte, o Serviço Coreano da BBC identificou os nomes de 2.304 militares coreanos que combateram ao lado das forças russas e morreram entre 2024 e 2025.

Uma pequena parte de tumbas dos norte-coreanos mortos em Kursk em 2024-25

Assim, com base nos dados recolhidos, o total de baixas das forças russas pode variar entre 506.999 e 616.986 militares.

Fedor Butenko: o não-retornado soviético entre o bolchevismo e o fascismo

A deserção de um diplomata soviético de alto nível em 1938 tornou-se um grande escândalo internacional. Os segredos deste caso permanecem por resolver até hoje, porque os arquivos soviéticos/russos continuam inacessíveis aos investigadores imparciais.

Fedor Butenko era uma personagem incrivelmente talentosa e cínica, o que lhe pode ter salvo a vida. A maior parte do que se sabe sobre ele foi contada pelo próprio e é muito provavelmente total ou parcialmente inventado. Isso não impediu Butenko de fazer uma carreira brilhante na URSS: primeiro na área da censura e redação na editora Khudozhestvennaya Literatura e depois no Comissariado do Povo para os Negócios Estrangeiros / Assuntos Exteriores. É também muito provável que fosse um agente do OGPU-NKVD — caso contrário, seria impossível explicar algumas das reviravoltas inesperadas que a sua carreira sofreu. 

Em 1937, transformou-se de estudioso de literatura em diplomata soviético. Isto coincidiu com a purga total dos quadros de Maxim Litvinov no Comissariado do Povo dos Negócios Estrangeiros / Assuntos Exteriores, que foi substituído por estalinista de linha dura, Vyacheslav Molotov. O próprio Litvinov sobreviveu, embora tenha esperado muito tempo pela sua prisão. Durante estas purgas, 35% dos diplomatas soviéticos de alto nível sobreviveram, 20% foram executados e outros 11% foram enviados ao GULAG. Os cerca de 23% perderam o emprego, morreram ou suicidaram-se. O destino de aproximadamente 14% é desconhecido. 

1,5% dos diplomatas de alto nível fugiram ao Ocidente. Butenko estava entre esses 1,5%. 

Em apenas dois meses, passou de conselheiro a encarregado de negócios, ou seja, o homem mais importante da embaixada soviética na Romênia — o embaixador foi chamado de volta a Moscovo e aí executado. Então Butenko percebeu que será o próximo e decidiu fugir da URSS, o que era muito mais fácil no estrangeiro do que em Moscovo. Foi enviado para trabalhar na Roménia sem a mulher e a filha pequena, que permaneceram em Leninegrado: uma prática comum na URSS, que sempre gostou de fazer reféns. Isso não demoveu Butenko, embora ele soubesse certamente o que acontecia às famílias dos inimigos do povo. Talvez tenha concluído que a sua família sofreria de qualquer maneira. Sabe-se que a sua esposa, Vera Kravchenko e o irmão dela, seu cunhado Mykhaylo, foram vítimas das repressões políticas soviéticas em Dnepropetrovsk em 1941, e a sua filha Lea terá provavelmente morrido durante o cerco nazi de Leninegrado. 

Não podia permanecer na Roménia, que procurava desesperadamente a boas relações com a União Soviética. Além disso, circulavam rumores de que outro fugitivo famoso, o agente ilegal de OGPU-NKVD na Turquia, Georges Agabekov, tinha sido rastreado e assassinado por agentes de NKVD.

A edição inglesa do livro de Agabekov sobre o terror soviéttico

Fedor Butenko presumiu que os seus antigos colegas o encontrariam em qualquer país democrático, pelo que só tinha uma opção: esconder-se na Alemanha nazi ou na Itália fascista. Butenko falava francês fluentemente e estava a aprender romeno, o que lhe dava esperança de dominar rapidamente o italiano. Além disso, a Itália estava muito mais próxima, politicamente, de Bucareste do que a Alemanha. Por isso, o diplomata escolheu o regime do Mussolini. 

Após a deserção do diplomata, a URSS acusou imediatamente a Roménia de assassinar ou raptar Butenko, algo que a Roménia temia terrivelmente, pois poderia ter desencadeado uma guerra. Por isso, após a sua fuga, Fedor Butenko ficou no país por apenas quatro dias, durante os quais ele elaborou, para a Siguranța as suas revelações sobre os espiões soviéticos reais e imaginários na Roménia.

Mais tarde, Butenko afirmou que pessoas próximas do Rei da Roménia o ajudaram a escapar e lhe forneceram um passaporte legal de algum pobre coitado falecido. Nenhuma prova disso foi encontrada até à data. Existem sérias dúvidas sobre o seu relato: em dois meses de trabalho em Bucareste, simplesmente não teria tido tempo para fazer tais contactos. No entanto, Butenko conseguiu não só atravessar em segurança pelo menos duas fronteiras nacionais, como também chegar ao centro de Milão. 

Em Itália, o ex-militante comunista, que tinha denunciado inimigos do povo em reuniões do partido (era conhecido pela sua perseguição aos trotsquistas), declarou imediatamente a sua forte simpatia pelo fascismo. Disse que trabalhava como tradutor na Exposição Internacional de Paris e visitava constantemente o pavilhão italiano para admirar a felicidade que o Duce trazia ao seu povo. Mais uma vez, afirmação duvidosa, pois tais ações teriam despertado suspeitas imediatas dentro da delegação soviética.

Fedor Butenko, amaldiçoava o comunismo e abraçou imediatamente um outro regime totalitário e militarizado que nada tinha em comum com a democracia ou a liberdade.

O próprio Lev Trotsky observou esta história do longínquo México e emitiu algumas conclusões. Em primeiro lugar, considerou Butenko um canalha sem princípios, um chekista pronto a servir qualquer mestre. Também manifestou a confiança de que eram precisamente pessoas como Butenko que formavam a espinha dorsal dos órgãos repressívos soviéticos. Em segundo lugar, Trotsky presumiu que, dentro da elite soviética, existia um certo número de pessoas com visões fascistas ou protofascistas. Ambas as conclusões, estavam parcialmente corretas. A revista Time considerou Butenko como um modelo dos «novos bolcheviques», que substituíram os «velhos bolcheviques» tão ativamente expurgados por Estaline. Os «novos bolcheviques» eram completamente desprovidos de idealismo comunista; tinha como objetivo a prosperidade e a segurança pessoal. O que, também estava muito próximo da verdade.

Durante algum tempo, na Itália os principais jornais publicaram entrevistas com Butenko, e este começou então a escrever artigos e livros por conta própria.

1ª edição, a editora Firenzi, Le Monnier, 1939

A versão italiana do livro é constituída por quatro capítulos principais:

1. “Socialismo o schiavitù?” (“Socialismo ou Escravatura?”) — o autor descreve pormenorizadamente a tragédia da sua Ucrânia natal, a fome artificial na Ucrânia [Holodomor] e na Kuban, as repressões que destruíram a prosperidade de uma terra florescente.

2. “La costituzione di Stalin” (“A Constituição de Estaline”) — uma desmistificação do processo eleitoral soviético. Butenko sublinhou que as listas de candidatos eram aprovadas exclusivamente em Moscovo e que apenas as pessoas leais a Estaline podiam ser eleitas.

3. “Il tiranno di Mosca agonizzante” (“O Tirano Agonizante de Moscovo”) — uma crítica à ditadura pessoal de Estaline, à atmosfera de total terror nas fileiras da nomenklatura e da NKVD.

4. “Il mio viaggio in Europa” (“A Minha Viagem à Europa”) é uma descrição de uma fuga e das impressões de uma estadia no Ocidente.

Nos anos seguintes, os italianos esconderam Butenko da vingança soviética, mudando-lhe o nome e escondendo-o nos locais mais remotos. Claramente não sabiam o que fazer com ele. Uma fonte afirma que o próprio Mussolini terá ordenado que Butenko recebesse um salário, mas que não se envolvesse em nada de importante. Butenko pediu para ser enviado para a Frente Leste para ajudar os militares italianos, mas não lhe foi permitido. Candidatou-se para aderir ao Partido Fascista, mas a sua candidatura permaneceu sem resposta. Ucraniano étnico, nascido na Ucrânia, Fedor Butenko tentou se aproximar à emigração ucraniana, mas não foi bem acolhido, acabando por ser rejeitado.

Temendo uma tentativa de assassinato por parte de NKVD, Butenko viveu na Sicília de 1939 a 1942 em profundo segredo sob o nome de Alberto Rossi. Foi então transferido para a Albânia, onde serviu como censor militar.

As últimas informações sobre a estadia de Butenko — por alguma razão em Veneza, onde não existiam estruturas sérias que pudessem aproveitar os seus talentos — surgiram apenas algumas semanas antes da detenção de Mussolini em Roma. O seu destino subsequente ao 1943 está desconhecido. O ex-diplomata soviético, que até foi reabilitado politicamente na URSS/rússia, uma personagem profundamente cínica, com uma experiência incrível em camuflagem e sobrevivência, simplesmente desapareceu, sem deixar qualquer rasto posterior.

quarta-feira, setembro 30, 2026

Terminou a 3ª fase da operação ucraniana «Vivaldi» no norte da região de Donetsk

94 POW russos, soldados e oficiais
No decorrer da 3ª fase da operação «Vivaldi», o 3º Corpo de Exército da Ucrânia libertou as localidades de Nove, Ridkodub e Katerynivka e retomou o controlo sobre Karpivka, Novomykhailivka e Lypove, segundo DeepState. Perdas russas: cerca de 2.000 militares KIA e WIA e cerca de 250 POW. 

General Andriy Biletsky: «O inimigo foi enganado e perdeu a direção do avanço principal». Enquando os russos esperavam um ataque ucraniano na direção de Shandrygolove — Zelena Dolyna, o ataque/golpe principal caiu sobre a vila de Nove. A vila se situa sobre as colinas, por isso o seu controlo garante o domínio de fogo sobre as áreas circundantes.

Na 3ª fase as FAU recuperaram 51 km² e desde o início da ofensiva, 176 km².

Testemunham os 94 soldados e oficiais russos, incluíndo dois mercenários africanos, que se renderam ao 3º Corpo de Exército das FAU em resultado da 3ª fase da ofensiva ucraniana «Vivaldi» na zona de Lyman, no norte da região de Donetsk. Alguns dos POW, aguardando a sua captura, tiveram de comer urtigas e beber a sua própria urina. O oficial à apresentar o informe é o POW da patente mais alta, o capitão do mar-e-guerra do 3º grau Alexander Manakov, a sua patente é correspondente ao major do exército russo.

Um dos pontos mais inovadores da operação «Vivaldi» foi o uso dos blindados ligeiros soviéticos, da série «BTR-60», transformados nos drones kamikaze. O vídeo mostra como um drone do 3º Corpo de Exército colide com uma fortaleza russa no norte da Nove.

Geolocalização do uso do BTR-60 como um drone terrestre

O momento do imacto do BTR-60 contra as posições russas


As perdas totais dos ocupantes russos nas três fases da operação «Vivaldi» são cerca de 5.000 militares (KIA e WIA). 

O bombardeiro estratégico russo Tu-95MS à arder no interior da rússia

Na rússia, na região de Amur, à cerca de 50 km da base aérea «Ukrayinka», caiu o bombardeiro estratégico Tu-95MS, habitualmente usado para ataques de mísseis contra Ucrânia. Os blogueiros militares russos confiormam a queda do aparelho e a morte dos 6 tripulantes dos 7 presentes à bordo.



As razões da queda são desconhecidos, tendo falhando os três motores do aparelho. Este é o 14º Tu-95MS (a confirmação OSINT da perda dos 11 aparelhos), que a rússia perde desde início da guerra na Ucrânia de 24.02.2022. É de notar, que a sua fabricação em sérei terminou em 1991.

Mercenário colombiano suplica pela ajuda de escapar da rússia

O mercenário colombiano Duván Alexis Acosta Flores, natural de Caquetá, foi recrutado pelo exército russo e enviado para combater na Ucrânia. Ferido e acamado no hospital de Kazan, ele apelou ao presidente da Colômbia para que o ajudasse a regressar a casa: «não quero voltar à guerra». 

Precisamente na frente de batalha, após o encontro com um drone ucraniano, o colombiano sofreu ferimentos graves nas pernas. Duván está atualmente acamado no Hospital Cirúrgico nº 54, em Kazan. 

Do seu quarto de hospital, com as pernas enfaixadas, gravou uma mensagem para o presidente colombiano a pedir ajuda urgente para regressar a casa. Ele sabe o que temer. Após a alta, será novamente enviado para a linha da frente.

Para o exército russo, os estrangeiros são unidades descartáveis. Enquanto uma pessoa puder lutar, é enviada para a batalha. Se for ferida, recebe tratamento mínimo para que possa regressar rapidamente à linha da frente. 

Duvan já percebeu onde o «bom emprego na rússia» o levou. Agora, só quer uma coisa: sobreviver e voltar para casa. 

O problema é que não há forma de o fazer legalmente, e é improvável que alguém o consiga ajudar. A única opção real para salvar a sua vida e permitir que regresse a casa é entrar em contacto com o projeto ucraniano «Quero Viver». O projeto ajuda tantos russos, como estrangeiros.

No entanto, nem todos os mercenários estrangeiros são tão sortudos, por exemplo, recentemente foi sabido que os militares russos simplesmente executaram, de forma ilegal e extrajudicial, o cidadão bengali Sabit Mohammed.

No verão de 2025, o projeto ucraniano «Quero Viver» escreveu sobre a russa Yulia Sabit, a esposa do cidadão bengali, que foi enganado e recrutado para o exército russo. Yulia tentou tudo para garantir a sua libertação, por isso relatou publicamente o caso, gravando um vídeo-denúncia.

Naturalmente, Mohammed, não foi dispensado do exército russo. Foi colocado no 245º regimento de fuzileiros motorizados da 3ª Divisão de fuzileiros motorizados. Apenas duas semanas depois da divulgação do vídeo, Yulia foi informada do que seu marido tinha alegadamente «desaparecido». Tentando saber algo mais sobre o seu destino, contactou um dos seus colegas, que lhe contou ter testemunhado pessoalmente a execução de Sabit, por ordem do comandante, porque este se recusou a ir ao ataque. A sua unidade o registou/listou-o como desaparecido em ação — e o caso for arquivado. 

A prática de «zeração» (semelhante ao termo brasileiro de queima de arquivo) está muito generalizada no exército russo. Sob a ordem de um comandante, ou mesmo o próprio comandante, pode executar qualquer soldado sob qualquer pretexto. Existem centenas, senão milhares, de casos públicos deste tipo. Cunharam o termo de «zeração» para este tipo de execuções, que se tornou um termo muito comum. 

Qualquer cidadão que assine um contrato com o exército russo deve compreender que os dinheiro que recebe não está a ser pago pela bondade russa. Após assinatura do contrato a sua vide passa à pertencer aos russos e eles podem e vão fazer tudo que quiserem com um pobre estrangeiro por causa desse mesmo dinheiro. O mercenário simplesmente vende aos russos a sua própria vida... 

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terça-feira, setembro 29, 2026

A rússia ataca um hospital civil e Academia de Ciências no centro de Kyiv

Os ocupantes russos atacaram o edifício histórico da Academia Nacional de Ciências, no centro de Kyiv, com um drone. Um incêndio deflagrou e as pessoas foram saltar das janelas para não morrerem queimadas vivas.






Edifício da Academia Nacional de Ciências em Kyiv











Kyiv, fotos Kostiantyn Liberov

O Académico da Academia Nacional de Ciências, Dr. Volodymyr Horbulin, de 87 anos, ficou ferido no ataque à Academia Nacional de Ciências. A sua assistente morreu.

Dr. Volodymyr Horbulin

Aos 87 anos, ir trabalhar e sobreviver a um golpe destes – isto demonstra definitivamente uma força de vontáde incrível.

Menos de uma hora após o ataque à Academia das Ciências, a rússia atingiu o hospital privado «Dobrobut», no centro de Kyiv. Um terrível incêndio deflagrou. Há feridos. Bombeiros estão combater o incêndio, que deflagrou após o impacto.






Faça click para saber mais. Fotos: Kostiantyn Liberov

A cidade de Kyiv. O regime neofascista russo atingiu, com um drone um jardim de infância.

O edifício histórico da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia foi construído em Kyiv em 1852, segundo o projeto do arquiteto Alexander Beretti, com dinheiro do Estado e doações públicas, albergou uma escola para meninas pobres e órfãs de todas as classes sociais. 

A escola foi fundada em 1834 pela Condessa Levashova e financiada pela Sociedade de Assistência aos Pobres, a que presidia. Um pouco mais tarde, a escola tornou-se um internato do Ginásio Fundukleiv, que ficava a um quarteirão de distância. No início da década de 1890, foi acrescentado um terceiro piso, uma vez que o número de alunas, e consequentemente de estudantes do internato, estava a crescer constantemente. 

Edifício no início do século XX

Em março de 1917, a Rada Central da Ucrânia, o governo ucraniano na altura, ficou alojada no edifício do Museu Pedagógico – em frente ao internato – e as estudantes viram-se no centro dos acontecimentos: realizaram-se manifestações e comícios nas ruas, e foram proferidos discursos pelo chefe da UCR, Mykhailo Hrushevsky, e pelo secretário-geral dos assuntos militares, Symon Petliura. 

Durante o verão de 1917, o Comité Militar Geral Ucraniano instalou-se nas instalações do internato, seguidos de cientistas ucranianos respeitados, que trabalharam na elaboração de um projeto de lei para a criação da Academia Ucraniana de Ciências, assinado em novembro de 1918, pelo Hetman da Ucrânia, Pavlo Skoropadsky.

Em 1919, após a ascensão do poder bolchevique, o edifício foi definitivamente entregue à Academia de Ciências, e desde então o seu Presidium está aqui localizado. 

O edifício tinha sobrevivido todos estes acontecimentos históricos, assim como aos combates ferrozes pelo controlo de Kyiv em 1941 (durante 72 dias) e em 1944, entre o Exército Vermelho (RKKA) e o Wehrmacht. Logo, em 2026, o edifício foi gravemente atingido pelo poder bélico dos rascistas, o regime neofascista da rússia atual. 

Fotos atuais Kostiantyn Liberov: Fotos 1; Fotos 2; Fotos 3

O impacto da invasão russa nas comunidades religiosas da Ucrânia

Uma das formas de tentar forçar Ucrânia a capitular na sua resistência contra a guerra russa é através do terror. Este é precisamente o único método que resta ao putin, pois as suas forças estão a perder nas linhas da frente e a economia russa está em ruínas.

Desde 2022, as forças armadas russas destruíram ou danificaram pelo menos 742 igrejas e outros edifícios religiosos em toda Ucrânia. O vídeo mostra a Igreja Ortodoxa ucraniana em Kramatorsk, atingida recentemente.

O autocrata russo demonstrou, desde o massacre de Bucha até ao presente, nenhuma preocupação com a vida de inocentes e nenhuma preocupação com a vida do seu próprio povo, todos peões no seu jogo de representar o papel de Pedro, o Grande, e regressar a rússia aos seus dias como um grande império global. Uma forma de minar a força dos ucranianos tem sido danificar ou destruir os seus edifícios mais sagrados – os seus templos, igrejas e mosteiros. O efeito geral, na sua maior parte, não foi a diminuição da vontade ucraniana de lutar pela sua autonomia – a liberdade do jugo russo – mas a intensificação da determinação ucraniana. 

Igreja Ortodoxa Ucraniana destruída pelas forças russas em Kramatorsk

Leia mais The impact of the russian invasion on faith-based communities in Ukraine (PDF, inglês)

Bónus

O 3º Corpo do Exército da Ucrânia mostrou os soldados e oficiais russos capturados durante a «Operação Vivaldi», na região norte de Donetsk. As forças ucranaianas capturaram cerca de 250 militares russos no total. Uma boa contribuição para o fundo de troca.


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Os drones FP-1 e FP-2: nos bastidores dos ataques ucranianos profundos

Os bastidores do funcionamento do 1º Centro Independente de Sistemas Não Tripulados, a unidade ucraniana responsável para devolver, todas as noites, a guerra ao território dos ocupantes russos.

Na reportagem da United24, podemos ver o que acontece por detrás dos lançamentos: desde a montagem e o transporte dos drones FP-1 até ao planeamento de rotas, evitando as defesas aéreas russas, e aos próprios ataques.


Os jornalistas do «The Guardian» visitaram o 413º Regimento «Raid» durante operações de combate e mostraram a preparação e o lançamento dos drones FP-2 contra alvos russos na região temporariamente ocupada de Luhansk.

Lançamento do míssil de cruzeiro ucraniano FP-5 Flamingo

Ao longo do último ano, a escala de utilização dos sistemas ucranianos de longo alcance aumentou significativamente. Os drones ucranianos FP-1 e o FP-2 tornaram-se ferramentas que permitem o trabalho sistémico contra instalações logísticas, militares e industriais russas, muito além da linha da frente, na antiga «retaguarda segura» russa. 

segunda-feira, setembro 28, 2026

O primeiro argentino capturado na Ucrânia como POW russo

Em abril de 2026, o argentino Ibrahim Roberto Yamil (37), pai de dois, estava a navegar nas redes sociais quando viu um anúncio de um «emprego bem remunerado». Clicou e candidatou-se, sendo adicionado a um grupo de WhatsApp. Era um grupo de mercenários da América Latina, aliciados para lutar pela rússia contra Ucrânia.

Ibrahim não tinha passaporte, mas um recrutador providenciou-lhe toda a documentação, incluindo visto e bilhetes. Tudo o que ele tinha de fazer era apanhar/pegar um avião e voar para Moscovo, via Roma e Istambul. No dia 11 de abril já estava em Moscovo. Aí, ele e os colombianos recém-chegados foram recebidos por um recrutador russo, que os levou para um campo de treino na região de Voronezh.

O treino dos futuros soldados era, para dizer o mínimo, precário – em maio, Ibrahim viu-se na direção de Lyman como soldado raso no 272º regimento de fuzileiros motorizados. Não adquiriu muita experiência em combate: a 6 de julho, quase morreu depois de ter sido ferido, sendo depois enviado para um hospital para recuperar durante três semanas.

Depois disso, o argentino parcialmente recuperado foi transferido ao «pelotão dos aleijados» do 347º regimento de fuzileiros motorizados e, em meados de agosto, foi capturado pelas FAU.

No geral, Ibrahim teve muita sorte. Os mercenários estrangeiros são usados ​​como carne para canhão / boi-de-piranha no exército russo, e as perdas são altíssimas. Agora viverá num campo de prisioneiros juntamente com centenas de estrangeiros de 55 países, esperando que os russos se lembrem deles. Spoiler: os russos querem lá saber dos estrangeiros.

Valeram os 10.000 dólares que lhe pagaram para assinar o contrato?

Agora Ibrahim tem a certeza de que não. 

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Ilya Ehrenburg: o «advogado» do anarquismo espanhol perante Kremlin

Ilya Ehrenburg na Espanha, à civil com o cachimbo
O papel do jornalista, escritor, tradutor, propagandista soviético e seguramente agente secreto de NKVD, judeu ucraniano nascido em Kyiv, Ilya Ehrenburg, na comunicação entre a Espanha republicana e a mais alta liderança soviética.

A 10 de setembro de 1936, o correspondente especial do jornal soviético «Izvestia», Ilya Ehrenburg, enviou uma carta pessoal de Madrid ao Estaline. Nela, descreveu a situação crítica nas frentes republicanas: a falta de uma frente única e de um exército regular, a escassez de pessoal de comando e a fragilidade da força aérea e da artilharia. Ehrenburg dedicou a sua atenção especial aos anarquistas: segundo as suas informações, os dirigentes da central sindical Confederación Nacional del Trabajo (CNT), Buenaventura Durruti e Juan García Oliver, estavam inclinados a reconhecer um comando republicano centralizado e, por isso, propôs cessar as críticas aos mesmos na imprensa soviética. Além disso, na carta, Ehrenburg propôs acelerar os fornecimentos soviéticos de aeronaves e artilharia antiaérea, envio de contingente militar, suavizando a linha dura do Kremlin em relação aos anarquistas.

Como se sabe, no final de setembro de 1936, o Bureau Político do PCUS tinha aprovado um plano para enviar os primeiros tanques e bombardeiros para Espanha. Mas o governo soviético não conseguiu ou simplesmente não considerou oportuno criar «amizade» com os anarquistas — após a morte de Durruti em novembro de 1936 e os confrontos em Barcelona em Maio de 1937, a política da URSS em relação aos anarquistas tornou-se mais severa ainda.