quarta-feira, janeiro 14, 2026

A bandeira ucraniana foi hasteada no centro de Kupyansk

A bandeira ucraniana foi hasteada sobre a Câmara Municipal / Prefeitura de Kupyansk. Naquele edifício os ocupantes russos ocupavam 12 caves. A Brigada «Khartia» com ajuda dos voluntários brasileiros fez a limpeza da área. 

A Brigada «Khartia» assumiu o controlo do edifício da Câmara Municipal de Kupyansk. O grupo de busca e ataque «Khartia» e o grupo tático «Kupyansk» estão a concluir a limpeza da cidade, que foi desobstruída com sucesso durante uma operação liderada pelo comando do 2º Corpo da Brigada. 

Militares do Grupo de Reconhecimento e Ataque (GRA) do 4º Batalhão da Brigada hastearam a bandeira nacional da Ucrânia sobre o edifício da câmara municipal no centro de Kupyansk. 

“A operação em Kupyansk prova que, graças ao planeamento, à experiência dos comandantes e dos quartéis-generais e ao treino de alta qualidade das unidades – tudo o que chamamos de método «Khartia» – o inimigo pode ser detido e destruído com sucesso”, comenta o Coronel Igor Obolensky, comandante do 2º Corpo da Brigada.

Ver mais fotos da brigada «Khartia»

Veja imagens exclusivas da tomada da prefeitura de Kupyansk – vídeo GoPro dos combatentes do 4º Batalhão «Khartia».

Glória à Ucrânia! 

Os crimes russos na Ucrânia 

A vila ucraniana de Orikhiv é uma cidade situada na região (oblast) de Zaporizhia. Tem apenas 10 km² de área e sua população em 2020 foi estimada em 14.278 habitantes. Assim a vila está devido aos constantes ataques de ocupantes russos, que alvejam a localidade com drones e artilharia. 






Fonte: TG canal @kazansky2017

domingo, janeiro 11, 2026

Yuriy Kosach: sobrinho da Lesya Ukrainka e agente do KGB nos EUA

Yuriy Kosach foi um talentoso escritor ucraniano, que vivia nos EUA e também um agente do KGB. Sobrinho da poetisa ucraniana Lesya Ukrainka, um emigrante, um homem que passou por mudanças ideológicas notáveis ​​– de nacionalista à amigo da URSS na Diáspora, escreve o historiador ucraniano Eduard Andrusenko

Yuriy Kosach com esposa Daria e filho Yuriy nos EUA

Todos os que se interessam por Kosach, em princípio, supõem que terá colaborado com os serviços secretos soviéticos. No entanto, não foi possível encontrar nada específico nos ficheiros. No entanto, em 2025, o brilhante investigador ucraniano Roman Skakun (autor do livro sobre a liderança da Igreja Ortodoxa Russa ao serviço do MGB-KGB) encontrou um documento interessante num dos processos. Os KGBistas mencionam que o seu agente «Pasechnyk» (Apicultor), publicava uma revista chamada «Além do Oceano Azul».

«Além do Oceano Azul». 1º número, Set. 1959

Acontece que a revista literária pró-soviética «Além do Oceano Azul» era publicada em Nova Iorque por Yuriy Kosach. Portanto, ele era o agente «Pasechnyk». Recrutado em 1959 pelo residente do KGB em Nova Iorque, coronel Valentin Tsurkan, que desenvolvia as suas atividades nos EUA sob a cobertura legal do membro da delegação oficial da Ucrânia soviética na ONU. Acontece que o processo do agente ainda se encontra nos arquivos da secreta ucraniana externa, SZRU.

Yiri Kosach propõe ao KGB «combater a OUN-R de uma forma implacável»

KGB considera ataques aos outros grupos da emigração ucraniana, nomeadamente o
Conselho Supremo da Libertação da Ucrânia (UHVR) e aos católicos sejam «contraproducentes».



21.10.1960. Informe do KGB sobre agente «Pasechnik»

KGB produziu vários relatórios secretos e absolutamente secretos sobre Yuri Kosach e sobre a sua revista (agente «Pasechnik» recebia o dinheiro, em numerário, das mãos do Valentin Tsurkan).

 

A folha do KGB que regista a alocação dos fundos ao agente «Pasechnik».
A maior parte dos pagamentos em 1960-62 e apenas dois, em rublos, em 1971

Nos arquivos do SZRU podemos encontrar um relatório sobre o interrogatório de Kosach pelo FBI, fotos do agente tiradas nos EUA e na Ucrânia (incluíndo as chamadas «fotos operacionais», tiradas pelos agentes do KGB às escondidads de Kyiv), um CV de agente, uma lista de pagamentos em dinheiro, um recibo dos fundos recebidos, uma nota para o chefe do KGB da URSS, Shelepin.

Pedido ao chefe do KGB, camarada Shelepin, de atribuição de um
financiamento de 600 dólares mensais para a publicação da revista.

Foto do Yuriy Kosach na imprensa soviética

O historiador, jornalista e militar ucraniano no ativo, Vakhtang Kipiani, escreveu: “O homem com o pão na foto poderia tornar-se o herói de uma série televisiva. Trata-se de Yuriy Kosach, um escritor talentoso, sobrinho de Lesya Ukrainka. Na sua juventude, foi nacionalista; na década de 1940, já nos campos de refugiados na Alemanha, foi membro do “Movimento Artístico Ucraniano”. No início da década de 1950, algo mudou nele nos Estados Unidos, e foi praticamente o único daquela geração a tornar-se... um sovietófilo. Tinha recursos para publicar a revista “Além do Oceano Azul”. Os seus livros foram publicados na Ucrânia soviética. Era mimado [pelo regime comunista] com honorários generosos e grande destaque na imprensa [soviética]. O jornal «Visti z Ukrainy» (Notícias da Ucrânia), controlado diretamente pelo KGB e que cobria as relações com os compatriotas no estrangeiro, publicou a seguinte frase do escritor: “Estando na emigração e com uma família para sustentar, durante mais de 30 anos fui forçado a viver com o pão duro de um exilado”. Mas nunca regressou definitivamente à pátria. Dá para imaginar porquê».


Yuriy Kosach em Kyiv em 1971, fotos do KGB

Enquanto espiavam Yuriy Kosach em Kyiv em 1971 (ser um agente do KGB não significa estar livre da vigilância constante do KGB; nos seus relatórios foi lhe atribuído o nome do código «Ksash»), as câmaras de KGBistas apanharam a linguista ucraniana Zynoviia Franko (detida em 1972 e quebrada psicologicamente, pelo KGB, tornando-se a agente/informadora «Zina») e o tradutor ucraniano Mykola Lukash.

Zinovia Franko e Mykola Lukash, foto do KGB

Em geral, até os dias de hoje sobreviveram pouquíssimas «fotos operacionais» (fotos tiradas pelos agentes do KGB com uma câmara escondida) de ucranianos proeminentes, por isso cada descoberta deste tipo é única.

Confirmação da recepção dos 2.400 dólares em abril de 1961, cerca de 26.000 em 2026

Fontes documentais: Arquivo Estatal do SZRU; pesquisa: Eduard Andrusenko

Blogueiro: não se sabe, por enquanto, o que ditou o seu afastamento do KGB, no entanto, desde 1962-63 ele deixou de receber o subsídio soviético para publicação da sua revista. As suas publicações literárias na Ucrânia soviética eram muito raras e foram publicadas com tiragens limitadas. O escritor morreu, na relativa pobresa, no seu segundo casamento nos EUA no dia 11 de janeiro de 1990.

A invasão russa da Ucrânia vs guerra nazi-soviética

11 de janeiro de 2026 se dá o acontecimento verdadeiramente extraordinário: a duração da guerra russa de grande escala que Kremlin iniciou a 22 de fevereiro de 2022, ultrapassou a duração da guerra entre a URSS e a Alemanha nazi, a dita «grande guerra patriótica», de longos 1418 dias, escreve o blogueiro ucraniano Gennadiy Kurochka.

Nas últimas décadas, a propaganda do Kremlin tem vindo a «instalar» no ADN do russo médio a tese de que não existe no mundo outra nação tão heróica de vencedores – descendentes diretos de generalíssimos invencíveis e de marinheiros sacrificados. Nenhum outro país do mundo será capaz de lhes resistir.

No entanto, os ucranianos, simplesmente reescreveram a supra narrativa sagrada do Mordor. Ultrapassándo a duração da dita «grande guerra patriótica», reduzida, na atual historiografia russa ao sacrifício absoluto do «povo russo».

Claro, que o nosso «sábio» povo russo não se culpará por isso, o seu olhar em busca do culpado recairá invariavelmente sobre aquele que experimentou a túnica verde-acastanhada de Estaline durante um quarto de século e errou – sobre putin. À partir de amanhã, ele será o único responsável pelo fracasso absoluto de uso de «táticas gloriosas» do marechal Zhukov, aplicadas em pleno século XXI. Enquanto Estaline, à custa de dezenas de milhões, ainda ganhou a guerra de quatro anos, putin, no mínimo não ganhou a guerra e, numa perspectiva mais distante, mas visível, conseguiu o completamente impensável, a perder.

  • Porque razão Trump conseguiu com Maduro em 42 minutos, e você não consegue em 4 anos?!
  • Porque razão os petroleiros russos estão sendo capturados em águas neutras à frente dos navios de guerra russos, e não há sequer uma resposta mínima para isso?!
  • Porque razão os aliados «multipolares» estão abandonar a rússia – da Arménia e Síria ao Irão e à Venezuela?!
  • Porque razaõ o Mar Negro se tornou o túmulo da frota russa do Mar Negro?!
  • Onde andam a aviação estratégica russa e o seu potencial energético?!
  • Porque razão os russos já se habituaram ao som dos drones e dos mísseis ucranianos a chegarem aos seus alvos além dos Montes Urais?!

E muitos outros «porquês» semelhantes... 

Depois surgerá a questão principal:

Talvez mandar para o c@ralho, a tal SVO? (a «operação militar especial», o termo obrigatório da novalíngua russa). 

«Camarada Estaline, aconteceu um erro horrível!»

Como escreveu Rudyard Kipling no seu «Livro da Selva» «Akela falhou?!» Por isso, e segundo a lei da selva, praticada na rússia, ele deverá pagar com poder e com a sua própria vida. 

Em 1418 dias da guerra nazi-soviética, ou como é conhecida na rússia «grande guerra patriótica», o Exército Vermelho passou de Brest ao Moscovo e de Moscovo ao Berlim, içando a bandeira vermelha soviética sobre a capital vergada do 3º Reich. 

Em 1418 dias da guerra russo-ucraniana, o exército russo estava nos arredores de Kyiv e agora está lutando para capturar as vilas de Kupyansk e Pokrovsk...

sábado, janeiro 10, 2026

A cidade ucraniana de Kostyantynivka: o alvo dos crimes do «mundo russo»

Kostyantynivka na região de Donetsk vive sob ataques ininterruptos de aviação, artilharia e drones FPV russos, que caçam o transporte civil. Milhares de residentes permanecem na cidade: cozinham nas ruas e os que morrem nos bombardeamentos são enterrados nos seus próprios quintais.









A evacuação dos civis é a única hipótese de salvação. A saída dos civis permitirá aos militares da 24ª Brigada Independente «ReiDanylo» de defender mais eficazmente a área de Chasiv Yar e conter o avanço dos ocupantes russos em direção à cidade.

Glória à Ucrânia!

Fotos: Forças Terrestres da Ucrânia

Blogueiro: as primeiras fotos foram tiradas em Kostyantynivka no outono de 2025. Já em dezembro de 2025 a cidade (com a poulação de 78.179 no início de 2022 e cerca de 5.000 em fevereiro de 2025) tinha um aspeto muito mais sombrio:







«Projet Niños»: as crianças espanhóis vítimas do comunismo e da guerra fria

Foi publicado na Espanha o livro «Projet Niños» da jornalista Carol Diaz, que conta o difícil destino de crianças e adolescentes espanhóis evacuados para a URSS em 1937-1938, durante a Guerra Civil Espanhola. Embora devessem retornar para casa após o fim das hostilidades, sua saída da União Soviética foi proibida por quase duas décadas. Somente a intervenção dos Estados Unidos, que tinham um interesse especial, ajudou a resolver o problema, escreve DW.

«Projet Niños» também é o nome que a CIA deu à operação especial realizada na Espanha no final da década de 1950, com foco nas 'Crianças da Guerra'. Entre 1956 e 1960, 2.400 dos 3.000 adultos, que em crianças foram enviadas para a União Soviética duas décadas antes, foram repatriadas para a Espanha. Ao retornarem, foram submetidas aos interrogatórios pela Agência de Inteligência dos Estados Unidos. A CIA lançou a 'Operação Projet Niños' em Madrid. Os arquivos dessa operação, que permaneceram secretos por 30 anos, foram desclassificados em setembro de 1995 e formam a base da série documental do canal televisivo DMAX España.

Quantas crianças espanholas foram parar na URSS?

Durante a Guerra Civil, o governo da Frente Popular, que lutava contra o general Francisco Franco, evacuou cerca de 37.500 crianças fora do país. Segundo Maria Ángeles Ramírez, professora de história da Universidade de Madrid, a maioria dos jovens espanhóis foi levada para países da Europa Ocidental e para o México. 2.895 crianças (5.000 crianças e adolescentes pelos dados da CIA) foram levadas para a União Soviética. Em 1939, após o fim das hostilidades na Espanha, quase todas as crianças puderam retornar – com exceção daquelas que acabaram na URSS.

Faça clik para ver o vídeo na Facebook

As crianças não foram libertadas pela decisão das autoridades soviéticas e liderança do partido comunista espanhol, que havia se instalado em Moscovo/ou, continuou Ramirez. Isso apesar dos apelos dos pais para que voltassem para casa. No entanto, os apelos ao governo soviético, à comunidade internacional, à imprensa e à Cruz Vermelha não surtiram efeito. Os motivos da detenção, ou seja, do sequestro das crianças, segundo ela, não foram ocultados na URSS. Declararam que elas deveriam ser criadas como uma «força de ataque» na luta pelo «futuro brilhante» da Espanha.

Criando futuros combatentes

As crianças separadas de seus pais, como se depreende de suas numerosas memórias, coletadas na época pela autora deste artigo, foram criadas de acordo com os padrões soviéticos. Eles foram aceitos como jovens pioneiros [a organização comunista para as crianças] e, nas aulas, falavam sobre as vitórias do socialismo e os vícios do capitalismo, da Igreja e de outros «inimigos do proletariado mundial». As crianças aprendiam canções patrióticas soviéticas, marchavam em formação com uma bandeira ao som de tambores. Quando cresciam, recebiam passaportes soviéticos (cerca de 35% do número geral, de acordo com a CIA).

Enquanto isso, essas crianças tiveram que suportar todas as dificuldades da Segunda Guerra Mundial, assim como todos os habitantes da União Soviética. Os mais velhos foram para a frente de batalha ou trabalharam na retaguarda. Os mais novos, que viviam em orfanatos, sofriam com a fome e as doenças. Alguns roubavam, principalmente comida, para sobreviver e acabaram no GULAG. No total, durante os anos de guerra, quase 200 menores espanhóis foram condenados a penas de cinco a oito anos por delitos menores.

A ajuda veio dos americanos e do degelo soviético

Mais tarde, a partir de meados da década de 1950, a União Soviética pareceu deixar de se opor ao retorno dos espanhóis: o «degelo» de Khrushchev entrou em vigor. Mas as autoridades espanholas, como observa Karol Díaz em seu livro, não ficaram satisfeitas com isso. O líder espanhól Franco, que saiu vitorioso da guerra civil, temia que os repatriados se juntassem às fileiras da oposição de esquerda – trazendo para a Espanha, como ele dizia «o contágio bolchevique».

Aqui os americanos intervieram na história. Naquela época, eles tinham forte influência sobre Franco. Os americanos falaram sobre direito humanitário e pressionaram o ditador para permitir o retorno dos espanhóis. Enquanto isso, o interesse dos EUA no problema, como observado no «Projet Niños», não se explicava por considerações humanitárias.

Em 1957, um acordo foi assinado entre os governos soviético e espanhol sobre o retorno de crianças deportadas anteriormente à sua pátria. Naquele mesmo ano e nos dois anos seguintes, cerca de metade (entre 1956 e 1960, 2.400 crianças, das 3.000 enviadas para a União Soviética duas décadas antes, foram repatriadas para a Espanha) dos espanhóis retornou à Espanha. A outra metade permaneceu na URSS. Primeiro, a situação política da Espanha não era particularmente atraente para eles. Segundo, muitos já tinham empregos na URSS ou haviam constituído família nessa época.

Citando fontes espanholas e americanas, Karol Diaz afirma que todas as pessoas que retornaram à Espanha foram interrogadas – frequentemente várias vezes – por representantes dos serviços secretos espanhóis, em conjunto com a CIA. Durante esses interrogatórios, que duraram quatro anos, os americanos obtiveram mais de 2.000 gravações. Um documento secreto baseado nelas foi compilado em 1963 pelo analista sênior da CIA, Lawrence E. Rogers. Esse documento foi desclassificado em setembro de 1995.

O que interessava à CIA

A autora de «Projet Niños» afirma que os espanhóis que retornaram da URSS eram de grande interesse para a CIA. Muitos deles, tendo recebido educação superior, trabalhavam em diferentes cidades e em vários setores da economia, incluindo na indústria de defesa. Além disso, eles podiam saber a localização de unidades militares e tinham informações sobre a situação e o clima social na União Soviética.

Os resultados práticos da operação

Quanto aos serviços de inteligência espanhóis, eles estavam interessados no grau de confiabilidade dos recém-chegados, bem como em informações sobre aqueles que não haviam retornado. Em Madrid, as autoridades chegaram a criar um Departamento para Repatriados da URSS sob a liderança do Major Teodoro Palacios. Tanto os espanhóis, quanto os americanos, em particular, buscavam obter informações sobre espanhóis que serviam na inteligência soviética. Aparentemente eram vários. Os mais famosos eram a coronel do NKVD-KGB Africa de las Eras, que se infiltrou na América Latina, e Ramon Mercader, o assassino de Lev Trotsky.

Vítimas de políticos

Carol Díaz chama os heróis de sua história de «vítimas da época e da política insensata». Nem às esperanças dos comunistas, nem os temores de Franco se concretizaram: os filhos que cresceram e voltaram para casa não se tornaram disseminadores do contágio bolchevique na Espanha. A tragédia de muitos deles era que se sentiam «como estrangeiros tanto na URSS, quanto em sua terra natal», onde eram submetidos a interrogatórios e exigências para denunciar seus compatriotas emigrantes.

A historiadora María Ángeles Ramírez classificou a prática de «sequestrar e manter crianças à força como imoral, devastadora e completamente desesperançosa». Ela lembrou que uma «prática vergonhosa» semelhante ainda existe em alguns países africanos, onde crianças sequestradas são usadas como soldados, e na própria rússia, no decorrer da agressão contra Ucrânia.

Agentes do KGB entre os retornados

O canal televisivo espanhol, DMAX España, produziu uma série documental, dedicada ao ‘Projet Niños’.

Faça click para ver o vídeo na Facebook

Num dos depoimentos, transmitidos pelo canal, o coronel reformado do KGB, Oleg Nechiporenko, responsável pelo controlo/e dos estrangeiros na URSS (era o agente do KGB que teve contactos diretos com Lee Harwey Oswald, o presumivel assassino do John Kennedy), relata na série as operações secretas da KGB, explicando como soviéticos infiltraram os seus agentes entre os espanhóis que retornaram da URSS. «Entre os espanhóis também estavam nossos agentes, aqueles que cooperavam com o KGB», revelou ele.

Agentes do GRU entre os descendentes de espanóis 

Os dois passaportes do agente do GRU russo González-Rubtsov

Não podemos se esquecer do caso do agente russo do GRU, González-Rubtsov, que nasceu em Moscovo em 1982 numa família de imigrantes espanhóis. O seu avô, Andres González Yagüe, foi levado à URSS ainda criança, salvando-se da guerra civil espanhóla. A filha de Andres, María Elena González, casou com o cientista soviético Alexei Rubtsov; chamaram o seu filho de Pavel. “Estas famílias sempre estiveram no campo de visão da inteligência soviética e russa, eram seguidas”, explica a investigadora de inteligência e editora-chefe adjunta da página russa Agentura.ru Irina Borogan. “Porque eles, pela sua origem, falam línguas e têm parentes no estrangeiro e, por isso, são perfeitos para o recrutamento.”

Calendário militar ucraniano «Nascidos para Vencer» 2026

O Ano Novo Velho está chegando. Encomende presentes e anime-se! Calendário de 2026 do projeto paramilitar ucraniano «Born to Win»: 32x45 cm, 13 páginas, papel grosso, impressão em um lado. 












Preço: 750 UAH (17.44 USD) + portes de envio.

Encomendar: escreva ao Messenger ou nos comentários da publicação