sexta-feira, outubro 16, 2026

Ucrânia chega ao marco histórico de 200 aviões russos abatidos

O grupo OSINT Oryx assinala um marco histórico, alcançado pela Ucrânia na atual guerra russo-ucraniana. Desde 24.02.2022 e até 1.10.2026, as forças ucranianas abateram 200 aviões e 185 helicópteros russos, contabilizando somente abates com a confirmação absolutamente positiva com suporte em fotos e/ou vídeos. As perdas russas reais são infinitamente maiores. 

Assim, a rússia perdeu 200 aviões, das quais 169 foram destruídos e 31 danificados, incluíndo:

  • 12 bombardeiros estratégicos Tu-22M3;
  • 12 bombardeiros estratégicos Tu-95MS. 

A rússia também perdeu 185 helicópteros, dos quais 145 foram destruídos, 38 danificados e 2 capturados, incluíndo:

  • 10 helicópteros de ataque Mi-35M;
  • 69 helicópteros de ataque Ka-52 «Alligator».

No mesmo período, a rússia perdeu 25 drones pesados da classe estratégica (excluindo largos milhares de drones leves, FPV, etc), dos quais 21 foram destruídos, 1 danificado e 3 capturados, incluíno:

  • 3 «Mohajer-6»;
  • 1 Sukhoi S-70 «Okhotnik-B». 

O mês de setembro de 2026, foi bastante pesado para as contas da força aérea russa, foram perdidos 8 aviões e 6 helicópteros.

O custo financeiro das perdas russas em aviação pode chegar aos 8.8 bilhões de USD

Antecipando as curiosidades, podemos rever as baixas ucranianas. Segundo a mesma Oryx, desde 24.02.2022 e até 1.10.2026 Ucrânia perdeu 122 aviões, das quais 117 destruídos, 4 danificados e 1 capturado, incluíndo:

  • 5 caças F-16;
  • 1 Mirage 2000-5F. 

A Força Aérea da Ucrânia também perdeu 58 helicópteros, dos quais 52 destruídos, 3 danificados e 3 capturados, incluíndo:

  • 1 helicóptero de transporte Airbus H225;
  • 1 «Westland Sea King». 

No mesmo período, país perdeu 29 drones pesados da classe estratégica (excluindo drones leves, FPV, etc), dos quais 28 destruídos e 1 capturado, incluíndo:

  • 26 Bayraktar TB2. 

Em setembro de 2026, Ucrânia perdeu 1 avião e nenhum helicóptero. 

Bónus 

Os drones ucranianos atingiram a central petrolífera da Gazprom na cidade russa de Surgut, que fica no Distrito Autónomo de Khanty-Mansiysk, a cerca de 2.500 km da fronteira com Ucrânia:

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A central da Gazprom processa condensado de gás e produz combustível para motores de veículos terrestres e de aviação. A sua capacidade de produção é de 12 milhões de toneladas de matéria-prima por ano.

💀 Malambahe Sabtar Sabanal: 3º mercenário filipino liquidado na Ucrânia

A secreta militar ucraniana GUR MOU identificou mais um mercenário estrangeiro morto ao serviço do exército de ocupação russo — o cidadão filipino, Malambahe Sabtar Sabanal, nascido a 25 de outubro de 1986, natural do município de Labason, na ilha de Mindanao. 

O mercenário filipino assinou o contrato com o exército russo em 16 de junho de 2026 em Ryazan. O tenente russo V. Romanov foi o seu acompanhante oficioso. A duração do contrato era de um ano — o prazo típico para os estrangeiros “descartáveis” do exército russo.

Declaração que confirma que Malambahe Sabtar Sabanal está ao serviço do exército russo


Após a assinatura dos documentos, Malambahe foi enviado para um centro de treinos. Aí, passou apenas uma semana e meia a tentar aprimorar as suas habilidades de combate. 

No início de julho de 2026, o filipino foi enviado aos territórios ucranianos temporariamente ocupados. No final do mesmo mês, Malambahe foi eliminado durante operações de assalto perto de Kostyantynivka, na região de Donetsk.

As circunstâncias da permanência de Malambahe na frente de batalha são comprovadas por correspondência registada junto de um outro mercenário das forças de ocupação russas, presumivelmente também cidadão filipino.

Malambahe (à direita) com um outro mercenário filipino

Numa mensagem datada de 28 de julho, poucos dias antes da sua morte, Malambahe queixava-se dos constantes ataques de drones ucranianos e da morte de um colega. As fotografias disponíveis mostram outros mercenários juntamente com Malambahe, que são provavelmente também cidadãos filipinos. 

Apesar dos avisos do governo filipino e das exigências da legislação local, o Malambahe foi tentado pela oportunidade de ganhar o dinheiro fácil, decidindo juntar-se ao exército de ocupação russo. No final, a participação na guerra neocolonial e criminosa russa custou-lhe a vida. 

Recordamos que, no dia 12 de agosto de 2026, o GUR reportou a identificação de um outro mercenário filipino liquidado na Ucrânia: Jeric Jumadil Undol, nascido a 5 de março de 1989, natural de Panamao, liquidado na Ucrânia em maio de 2026, apenas 27 dias após assinar o contrato com o exército russo.

Jeric Jumadil Undol mercenário filipino, liquidado na Donbas

De acordo com o projeto “Quero Viver”, cerca de 14 cidadãos filipinos assinaram os contratos com o exército de ocupação russo; pelo menos três deles morreram e um é POW: Raymon Santos Gumangan, natural de Alcala, província de Pangasinan. Em setembro de 2025, ele foi capurado pelas Forças Armadas da Ucrânia (FAU) na região ucraniana de Sumy. Raymon continua no campo ucraniano dos prisioneiros russos, as autoridades russas não tem nenhum interesse de o incluir nas listas de trocas dos POW. 

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O GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia recorda que cada estrangeiro nas fileiras do exército de ocupação russo ainda pode salvar a sua própria vida — rendendo-se às FAU através do bot do projecto «Quero Viver».

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quinta-feira, outubro 15, 2026

Ucrânia atinge 6 caças-bombardeiros Su-34M e dois helicópteros russos

Na noite de 15 de outubro, a Marinha da Guerra da Ucrânia, utilizou os mísseis costeiros «Neptune Longo» para atingir o aeródromo militar «Borisoglebsk», na região russa de Voronezh. Ataque resultou em 4 Su-34 (Fullback) destruídos e outros 2 sofrendo danos significativos.

Todos 6 aparelhos eram caças-bombardeiros Su-34M de primeira linha, utilizados ativamente como lançadores de bombas guiadas contra as posições ucranianas e contra os alvos civis na Ucrânia. Calcula-se que o ataque, afetará, positivamente, as capacidades e a intensidade dos ataques russos na linha da frente e nas cidades situadas juntas à área de combates.

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As testemunhas relataram várias explosões e um incêndio na zona do aeródromo de Borisoglebsk. A vista de satélite das pistas do aeroporto no dia 13 de outubro e a mesma área no dia 15 de outubro, pela AviVector:

Aeródromo de «Borisoglebsk» no dia 13 de outubro de 2026

Aeródromo de «Borisoglebsk» no dia 15 de outubro de 2026

Abate de um Mi-28 russo, efetuado pelos operadores de drones da 115ª Brigada de Fuzileiros Motorizados da Ucrânia:

No final do vídeo, aparece o momento do abate de um Mi-8 russo extra, que, segundo o grupo OSINT ukr_informant, está relacionado com um outro caso de uso, efetivo, dos drones ucranianos de ataque. 

Perdas russas documentadas em setembro de 2026: 8 aviões e 6 helicópteros

Imagens raras do drone de ataque ucraniano «Sichen» (literalmente Janeiro), voando em missão de combate. O seu alcance de voo declarado é de 1400 km:

O uso de drones middle-strike pelos operadores ucranianos das SSO-SOU nas estradas dos territórios ucranianos temporariamente ocupados. Nenhum motorista pode ou deve esquecer, que o ato de atravessar, ilegalmente, a fronteira estatal da Ucrânia, é um crime punível, atualmente, com até a pena da morte.

Fontes Osint: avivector; ukr_informant

quarta-feira, outubro 14, 2026

O golpe palaciano soviético que distituiu Nikita Khrushchev do poder

O famoso discurso do Khruschev na ONU, 12 de outubro de 1960

Aos 14 de outubro de 1964, a URSS viveu o único «golpe palaciano» bem-sucedido da história soviética. Nesse dia, o Plenário do Comité Central do PCUS destituiu oficialmente Nikita Khrushchev de todos os altos cargos governamentais e partidários. O homem que tinha quebrado a espinha dorsal da máquina repressiva de Estaline tornou-se vítima de uma conspiração da nomenklatura do partido.

Até 1964, Khrushchev tinha conseguido antagonizar absolutamente todas as instituições de poder, classes e grupos da sociedade civil soviética.

Os militares não conseguiam perdoá-lo pelo aventureirismo nuclear da Crise dos Mísseis de Cuba e pela redução impiedosa do exército, que resultou no corte e destruição da marinha e forças aérea, na demissão de milhares de oficiais do exército sem direito a uma reforma.

A intelectualidade estava cansada de suas repreensões e intervenções absolutamente analfabetas e imprevisíveis, que Khruschev costumava usar em exposições de belas artes.

Nikita Khrushchev (à esquerda), na exposição de artistas vanguardistas do estúdio «Nova Realidade», no Manege, em Moscovo, 1.12.1962. Reação do Khushev imediata: «umas merd@s... uns p@neleiros!» Foto: Sergey Smirnov/RIA Novosti (após 2022 o fotógrafo foi compulsivamente designdao de «agente estrangeiro» na federação russa)

As pessoas comuns enfrentavam enormes filas para comprar simples pão devido ao fracasso da sua opção absolutamente obsessiva pela plantação de milho, das experiências voluntaristas nas chamadas «terras virgens / nunca tocadas» e ao apoio alimentar que URSS fornecia à Cuba.

Mas o principal gatilho, possivelmente foi o pânico e o medo da elite burocrática. Khrushchev instituiu uma política de rotação regular do pessoal — pela primeira vez, os chefes do partido perderam os seus cargos vitalícios.

A conspiração estava a ser preparada por mais de seis meses. O seu núcleo duro era composto por Leonid Brezhnev, Nikolai Podgorny e o presidente mais jovem do KGB da história soviética, Vladimir Semichastny.

Khrushchev fora avisado; o seu filho, Sergei, soube do complot através de fontes fidedignas e contou ao pai. Mas ele simplesmente descartou-o com um gesto confiante de mão: «Oh, qual é, Breznev? Leonid — ele é um fracote, nem pensar». Este foi um erro fatal.

A 12 de outubro, Khrushchev, que se encontrava de férias na dacha estatal em Pitsunda (em Abecásia, na Geórgia), foi convocado de urgência para Moscovo sob o pretexto de uma reunião de emergência sobre agricultura. Ao chegar ao aeroporto de Vnukovo, apercebeu-se que o seu habitual pessoal de segurança tinha sido substituída pelos homens de KGB, comandados pelo Semichastny.

No dia 13 de outubro, o Presidium do Comité Central iniciou uma reunião às 15h30. Brejnev, Suslov e outros, um após outro, leram uma lista interminável de acusações: colapso económico, grosserias abusivas no trato pessoal, tirania e chamado voluntarismo.

Em primeiro lugar, no «âmbito informativo» tomou a palavra Leonid Brezhnev . Em particular, ele disse que «não há colegialidade no Presidium. Muitas decisões são tomadas sem pensar. Há insultos aos funcionários. O culto da personalidade de Khrushchev está a crescer excessivamente». De seguida, dez membros do Presidium discursaram. Todos eles repreenderam Khrushchev com maior ou menor fervor. Talvez o mais eloquente tenha sido Mikhail Suslov: «Formou-se um grupo de bajuladores em torno de Khrushchev, e ele incentiva-o, gosta disso. A situação real e a situação no partido e no país estão a ser noticiadas incorretamente nos jornais e nos meios de comunicação social».

Trechos da ata do Presídium do Comite Central do PCUS, 13-14 de Outubro de 1964

Khrushchev tentou ripostar furiosamente, gritando, mas ao cair da noite desabou. De todos os presentes, apenas Anastas Mikoyan tentou timidamente apoiá-lo, propondo que Khrushchev se mantivesse, pelo menos, como chefe do governo, mas a assembleia rejeitou a proposta. Cansado, Secretário-Geral, de 70 anos, acenou com a mão e proferiu as suas famosas e amargas palavras, que expressavam o seu maior orgulho histórico: «Reuniram-se aqui e estão me enchovalhar na merda, e eu não fui treinado para contestar... Mas estou feliz: finalmente, o Partido cresceu e pode controlar qualquer pessoa. Quem poderia ter sonhado dizer ao Estaline que não nos serve e ficar vivo depois? A mim estão simplesmente à colocar na reforma. Esse também é o meu mérito».

No dia seguinte, 14 de outubro, no Plenário do Comité Central, tudo decorreu sem problemas – a resolução foi adotada por unanimidade: «exoneração por motivos de idade avançada e saúde debilitada». Os cargos foram divididos: Leonid Brejnev tornou-se Primeiro Secretário do Comité Central do PCUS e Alexei Kosygin, o Presidente do Conselho de Ministros, isso é, o chefe do governo. Khrushchev nem sequer compareceu na reunião.

Tinham-lhe preparado o pior castigo – o esquecimento total; durante próximos 20 anos, o seu nome praticamente desapareceu da imprensa, das enciclopédias e dos manuais escolares. 

Kruschev na reforma compulsiva

Khruschev conservou um apartamento em Moscovo, uma dacha nos arredores de Moscovo em Petrovo-Dalny, um carro e uma reforma pessoal bonificada. Excluído da política mundial, o antigo líder de uma grande potência sofreu severamente de depressão – passava os dias a passear pela sua dacha, a plantar pepinos e tomates, a fotografar aves e... a ouvir a «Voz da América» na rádio de ondas curtas para se manter informado sobre o que se passava no mundo.

As memórias do Khruschev publicadas em inglês em 1970

Mas Khrushchev não desistiu completamente. A partir de 1966, sentado na varanda sob o olhar atento de microfones escondidos do KGB, ditou quatro toneladas de fitas magnéticas com as suas memórias num gravador alemão. Ao saber disto, a direção do PCUS levantou um enorme escândalo, exigindo que entregasse as fitas. Khrushchev chorou, mas o seu filho Sergei mostrou coragem: copiou secretamente as gravações e contrabandeou-as para os Estados Unidos através de jornalistas ocidentais. Em 1970, o livro «Khrushchev Lembra-se» foi publicado no Ocidente, tornando-se uma sensação mundial. Nele, Nikita Sergeyevich reconheceu abertamente muitos erros, arrependeu-se das repressões da era Estaline e reflectiu sobre o facto de o sistema soviético se ter revelado demasiado inflexível.

As memórias do Khruschev publicadas no Brasil em 1991 

Nikita Khrushchev morreu a 11 de setembro de 1971, vítima de um ataque cardíaco, acamado num hospital comum. As autoridades tinham tanto medo dele, mesmo depois de morto, que proibiram o seu enterro junto ao muro do Kremlin — o seu local de descanso final foi o cemitério moscovita «Novodevichy». Mais tarde, o artista plástico e escultor Ernst Neizvestny (que Khrushchev atacava constantemente, estando no poder) criou um monumento único — feito de blocos entrelaçados de mármore branco e negro — como símbolo da era mais contrastante, turbulenta e contraditória da história da URSS.

A tumba do Khruschev no cemitério «Novodevichi» em Moscovo, ao lado da sua esposa, Nina


Terminou a quarta fase da «Operação Vivaldi»: Ucrânia liberta 101 km²

O 3º Corpo de Exército e unidades conexas libertaram mais três aldeias/vilarejos ucranianos — Zelena Dolyna, Lypove e Kolodyazi — informou o Brigadeiro-General Andriy Biletsky. Durante a quarta fase da Operação Vivaldi, os ocupantes russos perderam cerca de 3.000 soldados (8.000 no total) e a Ucrânia recuperou 101 km² do seu território (277 km² no total). 

A operação, que começou com a eliminação da infiltração russa, transformou-se numa ofensiva rápida e de grande envergadura. Os ocupantes russos desorientados começaram a perder o controlo das unidades, e o caos instalou-se. 

“Não permitimos que o inimigo contornasse a aglomeração de Slavyansk-Kramatorsk pelos flancos e a cercasse, e também protegemos a autoestrada Kharkiv-Slovyansk. O inimigo russo não conseguiu cortar a principal artéria logística do nosso grupo na Donbas. Interrompemos a ofensiva do grupo [russo] «Zapad» e forçámo-lo a transferir parte das unidades do 1º Exército de Tanques, o que aliviou a pressão sobre Kupyansk-Vuzlovy”, explica general Biletsky. 

Durante toda a operação, Ucrânia retomou o controlo total de 16 povoações e libertou 277 km². As perdas do inimigo totalizaram 8.000 soldados russos.

Tudo isto foi realizado pelas forças dos combatentes da 3ª Brigada de Assalto, da 60ª OMBr, da 125ª OVMBr, da 3ª ORB, da 25ª OPTB e da 21ª OPBpS «KRAKEN», bem como pelas unidades anexas: a 66ª OMBr, o 3º Destacamentode Guarda-Fronteira, o 10º Destacamento Móvel de Guarda-Fronteira «Dozor» e os grupos táticos do 8º Regimento de SSO, «Grupo Lasar» da Guarda Nacional (NGU) e unidade de drones K2 da USBS e unidades não tripuladas do Centro CSO «A» do SBU. 

Entrega de medalhas aos militares da 3ª Brigada de Assalto

As quatro temporadas de «Vivaldi» terminaram.

Mas a música continua a tocar. Fiquem atentos!

terça-feira, outubro 13, 2026

A nova região onde Moscovo intensifica esforços de recrutamento de mercenários

O Sudeste Asiático está a tornar-se a nova região onde Moscovo intensifica os seus esforços de recrutamento de mercenários. Sinais disso mesmo vêm da Indonésia, Vietname, Camboja, Filipinas, Malásia e Myanmar, em particular, cujos cidadãos começaram a aparecer nas fileiras do exército de ocupação russo, escreve South China Morning Post. 

A indignação pública e a oposição dos governos doadores estão a forçar a rússia a expandir o recrutamento de «carne para canhão» / «boi de piranha» para a sua guerra contra Ucrânia.

O método para recrutar residentes da região para combater na guerra é conhecido: os recrutadores visam grupos economicamente vulneráveis, prometendo «empregos bem remunerados» na rússia ou, então, bolsas de estudo. As vítimas caem nos anúncios nas redes sociais e, ao chegarem à rússia, vêem-se numa armadilha mortal. São enganados ou coagidos a assinar contratos com o Ministério da Defesa, após o que os seus documentos e telemóveis são confiscados e mercenários são enviados para a linha da frente. 

Considerando a experiência de países que combateram com sucesso as práticas criminosas da rússia, a ONU apela aos governos dos países que doam mercenários para que intensifiquem as campanhas de educação pública, alertando os cidadãos para os perigos representados pelas redes de recrutamento russas. 

«Os Estados são responsáveis ​​por identificar estas redes e definir claramente, nos seus quadros legais, disposições que criminalizem este fenómeno e garantam que os envolvidos são responsabilizados», afirmou Jovana Jezdimirovic Ranito, membro do Grupo de Trabalho da ONU sobre o Uso de Mercenários. 

A Amnistia Internacional publicou uma declaração sobre a guerra na Ucrânia contra o tráfico de pessoas, e este apelo é mais do que pertinente. As ações flagrantemente criminosas do Kremlin devem ser interrompidas de forma adequada. 

Alertamos os cidadãos de todos os países: participar na guerra neocolonial ao lado do exército russo acarreta um elevado risco de morte ou de ferimentos graves. Se está a ser recrutado para combater na Ucrânia ou já se alistou no exército russo, contacte o projeto «Quero Viver». O projeto ajudará a salvar a sua vida e a render-se em segurança. 

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GUR neutraliza dois grupos de forças especiais russas afetos ao GRU

Os operativos da “Unidade Especial Timur” do GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia realizaram uma operação especial de contra-sabotagem, bem-sucedida, resultando na neutralização de dois grupos de militares da 10ª Brigada Especial Separada da Guarda da GRU das forças armadas da federação russa. 

Graças a um trabalho de inteligência bem-sucedido, em particular às informações recebidas do ambiente inimigo, bem como à utilização de equipamentos técnicos de reconhecimento, os batedores militares ucranianos estabeleceram a composição dos grupos inimigos e as suas rotas de movimento. 

Com base nos dados de inteligência recebidos, os combatentes da “Unidade Especial Timur” organizaram uma emboscada para intercetar as forças especiais russas.

Após detetar o inimigo, os batedores infligiram danos de fogo e limparam a área. Um militar das forças especiais russas foi capturado. Como resultado da operação, dois grupos das forças especiais russas da GRU foram neutralizados.

A 10ª Brigada Separada de Forças Especiais da Guarda do Estado-Maior das forças armadas da federação russa é uma unidade de pessoal da inteligência militar russa, cujos militares participaram nas guerras contra Geórgia e Ucrânia, bem como na campanha militar russa na Síria.

A presença de elementos desta brigada nos territórios ocupados da Ucrânia foi documentada em 2014-2015.

No total, durante a operação na direção de Zaporizhzhia, os combatentes da “Unidade de Forças Especiais Timur” do Estado-Maior do Ministério da Defesa da Ucrânia infligiram perdas irreparáveis ​​ao inimigo, totalizando 448 pessoas mortas, e capturaram 85 militares russos. 

Na era dos drones e da inteligência artificial, eventos como este estão a tornar-se surpreendentemente raros, o que os torna ainda mais impressionantes. Uma verdadeira luta de homens à queima-roupa, um confronto brutal e mortífero entre profissionais, onde tudo é decidido em segundos e o mais forte ganha. 

O grupo de forças especiais ucraniano da «Unidade Timur» de GUR MO derrotou, em combate, as forças especiais de elite russas, conhecidas pelas suas operações na Geórgia e na Síria. 

Desta vez, não houve truques tecnológicos – apenas uma preparação minuciosa, habilidade, força de espírito e vontade de vencer. Glória aos soldados ucranianos!, escreveu o general Kyrylo Budanov, ex-chefe do GUR MOU e atual chefe da Administração Presidencial da Ucrânia.

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segunda-feira, outubro 12, 2026

A tendência «Hoje sou ucraniano/a» ganha popularidade no Threads 💙💛

A tendência global «Today I’m Ukrainian» (Hoje sou ucraniano/a) está a ganhar popularidade no Threads. Os estrangeiros estão a publicar mensagens com palavras de solidariedade com Ucrânia, a usar roupas com símbolos ucranianos e a partilhar fotos temáticas.





«O mundo vê-te» — as redes sociais estão inundadas de publicações de cidadãos estrangeiros, absoluta maioria dos quais não possui as origens ucranianas, de apoio à Ucrânia.





Ao mesmo tempo, e após os impactos ucranianos nos centros de dados da corporação russa «Yandex», nas diversas redes sociais notou-se uma clara diminuição do postagens anti-Ucrânia e/ou à favor das «causas», partidos ou personalidades/grupos pró-russos: de AfD na Alemanha; na Polónia diminuiram drasticamente as postagens anti-ucranianas, etc.

Os centros de dados de Yandex atingidos até agora

domingo, outubro 11, 2026

Os crimes de guerra russos na cidade ucraniana de Zaporizhzhia

No dia 10 de outubro, na cidade ucraniana de Zaporizhzhia, um ataque aéreo russo matou 20 civis ucranianos, incluindo 4 crianças, e feriu outros 14. Duas das pessoas feridas encontram-se em estado crítico. Outras 12 pessoas poderão estar desaparecidas, enquanto prosseguem as operações de busca e salvamento.






Cinco bombas aéreas guiadas atingiram edifícios residenciais.

Na região de Dnipropropetrovsk, as forças russas voltaram a atacar equipas de emergência enquanto estas combatiam um incêndio.

Na região de Zhytomyr, uma pessoa ficou ferida na sequência de um ataque russo contra infraestruturas de transportes públicos.

No total, 13 regiões da Ucrânia foram atacadas durante a noite.

A rússia continua a interpretar qualquer alívio da pressão como um sinal de que pode prosseguir a guerra impunemente e bombardear cidades ucranianas. A resposta deve ser o reforço da pressão, não concessões. A rússia tem de sentir as consequências da sua agressão.

No dia 11 de outubro foi declarado dia de luto em Zaporizhzhia pelas vítimas do bombardeamento russo de ontem. As forças russas lançaram bombas aéreas sobre edifícios de habitação, matando 20 civis, incluindo quatro crianças.


A fotografia mostra três gerações de uma família ucraniana, morta no ataque russo: Vera Sigayeva (nascida em 1953), a sua filha Natalia Foschan (nascida em 1978) e a sua neta Polina Foschan (nascida em 2010). Natália trabalhava como paramédica, Polina era aluna do 11º ano. Três vidas, interrompidas por uma única bomba russa.

⚡️⚠️ Desintoxicação digital ucraniana imposta à economia russa

As Forças de Defesa da Ucrânia, usando drones FP-1, atingiram mais um centro de dados do gigante russo de TI «Yandex» — desta vez na cidade de Vladimir. Em consequências do ataque, foram reportadas falhas em larga escala no funcionamento dos serviços da «Yandex». A maioria deles está atualmente indisponível. 

A infraestrutura de TI e de AI «mais avançada da rússia» ficou completamente desprotegida contra os ataques de drones ucranianos. Três centros de dados e todos os três supercomputadores da «Yandex» foram desativados após ataques de drones ucranianos entre os dias 8 à 11 de outubro. 

«É impossível repor a operação dos supercomputadores a partir deste nível. Nem sequer se trata de dinheiro. O principal problema nem são as sanções, mas sim a escassez de chips e outros componentes, para os quais existe uma enorme lista de espera em todo o mundo», afirma um especialista em supercomputadores entrevistado pela T-invariant.

A instalação de «Yandex» em Vladimir tem uma capacidade de 50 MW e foi concebida para 2.880 bastidores de TI, o que realça a escala da infraestrutura da empresa.

Localização: 56.09925264522458, 40.20122433277296

A geolocalização do centro «Yandex» em Vladimir

Estão a ocorrer graves interrupções de serviços «Yandex»: Yandex Home, Yandex Music, Telemost e toda a infraestrutura do Yandex Cloud estão em baixo. O Yandex Taxi está em baixo não só na rússia, mas também em Belarus, Cazaquistão e noutros países.


Vários serviços russos interrompidos e/ou com dificuldades técnicas

As falhas de sistema não se registam apenas no Yandex. Os seus data centers servem diversas empresas russas que utilizam estas capacidades. O maior risco é para milhares de empresas que não têm infraestrutura própria e mantêm websites, bases de dados, pagamentos ou back-end na «Yandex Cloud». Muitas delas podem ser pouco conhecidas, pelo que ainda não existe uma lista pública completa.

É de salientar que um dos três supercomputadores do Yandex, o «Galushkin», estava localizado em Vladimir. São essenciais para o treino dos modelos de AI da empresa. Os outros dois estavam em Sasovo, «Chervonenkis» e «Lyapunov». Após o ataque ucraniano de 8 de outubro, o data center ficou completamente desligado. Todos os três supercomputadores ficaram inacessíveis.

O centro de Yandex em Sasovo na região de Ryazan, 08/10/2026

No dia 9 de outubro as Forças de Defesa da Ucrânia utilizaram drones FP-1 para atingir o centro de dados da «Yandex» na cidade de Kaluga, localizado no parque industrial de Grabtsevo, na região de Kaluga. Como resultado dos ataques, vários módulos do data center foram completamente desativados.

A capacidade projetada da instalação é de 63 MW, o que a torna o maior data center da empresa. Em 2026, a «Yandex» detinha cinco grandes centros de dados, dois dos quais já tinham sido atacados pelas Forças de Defesa da Ucrânia.

O sarcasmo do MinDefesa russo após atingir o setor digital ucraniano

Após os ataques russos aos centros de dados ucranianos, no início de outubro, o MinDefesa russo publicou posts sarcásticos sobre a «imposição forçosa da desintoxicação digital». Como já é de costume, os russos receberam, em troca, a desintoxicação digital equiparada. O serviço de Internet está em baixo em várias regiões da rússia, quando o terceiro centro de dados da «Yandex» foi atingido por ataques de drones e mísseis ucranianos.  

“Os nazis entraram nesta guerra [a II G.M.] com a ilusão bastante infantil de que bombardeariam todos os outros e ninguém os bombardearia”, disse Sir Arthur «Bomber» Harris, comandante do Comando Aéreo Estratégico Britânico de 1942 à 1945. 

Fonte Osint: worldmilitares