quarta-feira, janeiro 15, 2020

Estrela ucraniana de Hollywood: John Hodiak

A foto mostra a recepção da comunidade ucraniana, oferecida à estrela de Hollywood John Hodiak (1914 – 1955) no aeroporto de Chicago em maio de 1947. Apesar de uma vida (42) e carreira cinematográfica (12) relativamente curtas – o ator ucraniano-americano participou em, pelo menos, 38 filmes.

Desde 1932 a sua família vive no estado de Michigan, inserida na numerosa comunidade ucraniana na cidade de Hamtramck. Aqui o seu pai, Walter (Vasyl) Hodiak, participa ativamente na vida social e cultural da comunidade, faz parte do teatro local.
foto: comunidade FB History Ukraine
John (Ivan) também participa nas peças teatrais, chegando receber, em 1930, a bolsa de estudo de artes cénicas, que não conseguiu aproveitar por falta de custos municipais em Hamtramck.

Desde 1933 trabalha no escritório de Chevrolet e participa nas peças radiofónicas (John Ivan teve que mudar a sua pronúncia de inglês para soar mais americano). Em 1938 Hodiak muda para Chicago, trabalhando como ator dramático do estúdio radiofónico WMAQ.

No início da sua carreira recebeu a proposta dos produtores para mudar o seu apelido/sobrenome para mais anglo-americano, algo que recusou.

John Hodiak se casou em 1946 com atriz americana Anne Baxter, em 1953 o casal se separou.
John Hodiak em A Lady Without Passport | Wikipédia
Em um pouco mais de 12 anos de atividade artística, John Hodiak participou em, pelo menos, 38 filmes, morrendo, aos 42 anos de ataque cardíaco, no final das filmagens da película «On the Threshold of Space».

terça-feira, janeiro 14, 2020

Tradições ucranianas: a festa popular Malanka

Nas vésperas do Ano Novo Velho (Dia de São Basílio) no dia 14 de janeiro é celebrada a festa popular ucraniana Malanka. Um dos elementos centrais do rito é uso de máscaras e vestes de animais e outras personagens folclóricas.
todas as fotos (menos a capa) @https://web.facebook.com/youry.bilak
A banda ucraniana Pikkardijska Tercia apresenta o seu novo trabalho – “Malanka” em homenagem à essa festividade:

segunda-feira, janeiro 13, 2020

Crimes do comunismo: um dia de vida de um carrasco de NKVD

No dia 14 de novembro de 1938 o chefe da cadeia de NKVD de Donetsk, garantiu e supervisionou pessoalmente a execução dos 140 cidadãos. A morte deles foi constatada oficialmente, os corpos foram sepultados em valas comuns...
Em 1992 na Rússia foi realizado o filme O Chekista, baseado na novela “Shepka” (literalmente Lasca, de 1923) do escritor russo Vladimir Zazubrin. A personagem principal – chefe do CheKa regional passa os dias à condenar os cidadãos à morte. O filme foi considerado demasiadamente “noir”, muito criticado pelo alegado “exagero” e proibido à exibição da TV pública russa. Os documentos mostram, o filme é absolutamente realista e o regime comunista é absolutamente desumano.
Arquivo do SBU
Recomendamos o filme aos amantes da URSS, do comunismo e das ideias esquerdistas:

sábado, janeiro 11, 2020

Irão admitiu que derrubou o Boeing ucraniano

Irão declarou que os militares iranianos “sem querer” abateram o avião da Ukraine International Airlines perto de Teerão, matando todos os seus 176 passageiros. Isso ocorreu devido a um “erro humano”, afirmaram as autoridades iranianas, citadas pela Associated Press.
Os militares iranianos disseram em comunicado que o avião foi confundido com um “alvo inimigo” depois alegadamente se virar na direcção do “centro militar sensível” da Guarda Revolucionária. Naquela época, dizia o comunicado, o estado de alerta militar aumentava em meio às tensões com os Estados Unidos.

O Irão pediu desculpas pelo acidente e prometeu atualizar seus sistemas para evitar esses “erros” no futuro.
Destroços do avião ucraniano no local da tragédia nos arredores de Teerão
Blogueiro: não é preciso perguntar porque razão a Guarda Revolucionária constrói os seus “centros militares sensíveis” nas proximidades dos aeroportos internacionais, tal como fica no ar a pergunta retórica “como agora ficarão todos aqueles que rasgavam os seus cús para provar a alegada inocência do regime iraniano?”

sexta-feira, janeiro 10, 2020

Vídeo mostrando o momento em que míssil iraniano atinge o vôo PS572D

Novo vídeo alegando mostrar um momento em que um míssil iraniano terra-ar atingiu o voo PS572 da companhia ucraniana nos arredores de Teerão, no Irão. Se este vídeo for preciso, parece um ataque da defesa anti-aérea iraniana.

A comunidade OSINT internacional Bellingcat analisou um novo vídeo aparentemente mostrando uma explosão no ar perto de Teerão. A geolocalização do vídeo indica ser filmado no oeste de Parand, um subúrbio de Teerão, nas coordenadas 35.489414, 50.906917. A câmera está voltada para nordeste – em direção à trajetória de voo de #PS752. Ao medir o tempo que levou a câmera capturar a explosão, foi estimada a distância do evento (círculo vermelho), cruzada com a geolocalização do vídeo e a trajetória de vôo do #PS752 (extraída do FlightRadar24)
Análise do Bellingcat


quinta-feira, janeiro 09, 2020

Boeing 737-800 ucraniano foi abatido pelo sistema iraniano Tor-M1

No local da queda do avião ucraniano alegadamente foi achado a parte frontal do míssil guiado 9M331 (9M330), que faz parte do sistema Tor-M1, em uso da defesa anti-aérea do Teerão e do exército iraniano.
Neste momento essa alegação necessita de confirmação, é de notar que o sistema Tor-M1 foi ativamente usado na guerra de Síria e na fase mais ativa dos combates da guerra russo-ucraniana no leste da Ucrânia em 2014-15.
Alguns peritos sentem reticências em confirmar a data e local da foto, outros apontam semelhanças de geolocalização entre as fotos e o local, nos arredores de Teerão, onde se depenhou o avião ucraniano.
Bloco de alimentação do sistema de mísseis Tor-M1 
A Organização de Aviação Civil de Irão divulgou o relatório preliminar sobre a investigação da queda do Boeing ucraniano. Especialistas iranianos acreditam que ao bordo do Boeing surgiram problemas técnicos.
A segunda foto dos destroços do 9M331 que foram encontrados perto de um local de queda de Boeing ucraniano
O Conselho da Defesa e Segurança Nacional (RNBO) da Ucrânia anunciou como as principais versões do acidente do Boeing em Teerão um ataque de míssil antiaéreo, um ataque terrorista e uma explosão de motores por razões técnicas.
As autoridades iranianas usando as máquinas pesadas no local da queda do avião...

quarta-feira, janeiro 08, 2020

Boeing ucraniano cai ou é abatido nos arredores de Teerão

Em Teerão, um avião ucraniano caiu. Anteriormente, na mesma noite, o Irão lançou um ataque aéreo contra uma base militar dos EUA no Iraque – não se sabe se existe alguma conexão entre esses dois eventos.
O que aconteceu: Boeing 737-800 de Ukrainian International Airlines (UIA) do voo #PS752 caiu na cidade de Parand à cerca de 20 km de Teerão (pela informação da Direcção das Situações de Emergência do Irão, a grande maioria dos passageiros eram iranianos). 
As primeiras fotos que indicam que o avião ucraniano pode ser abatido por um míssil
Pelos dados do Conselho da Defesa e Segurança da Ucrânia (RNBO) ao bordo seguiram 11 ucranianos, 2 passageiros e 9 tripulantes. Pouco antes disso, na mesma noite, o Irão lançou um ataque aéreo contra uma base militar dos EUA no Iraque. Não se sabe se estes dois eventos estão relacionados.
As fotos da tripulação e dos pilotos ucranianos
Havia 167 passageiros e 9 tripulantes a bordo do avião, todos morreram. Como resultado do ataque no Iraque, os cidadãos dos EUA não foram afetados. Existe a hipótese levantada pela media árabe de que o avião ucraniano foi abatido pela defesa anti-aérea do Irão, confundindo o avião de passageiros com o ataque aéreo de retaliação dos EUA.
Ver mais fotos
Mais info sobre o voo #PS752


segunda-feira, janeiro 06, 2020

A ninfeta do Polanski partiu

A historiadora Oksana Boruszenko faleceu. Professora reformada/aposentada da Universidade Federal do Paraná, doutora nota 10 em Munique, cidadã honorária do Canadá e, naturalmente, de Curitiba, ucraniana de berço e brasileira de espírito.


Dois folclores cercam esta mulher que é uma remanescente da Torre de Babel. O primeiro registra que ela falava as línguas mortas, as moribundas e as exóticas de quebra. O segundo folclore que acompanhava Oksana Boruszenko vem de suas origens. Com os pais ucranianos e nascida em Varsóvia (Polónia/Polônia) por mero acidente geográfico (ali estava o hospital mais próximo), diz a lenda que Oksana foi a primeira ninfeta do cineasta Roman Polanski, porque dormiram no mesmo quarto. “É daí que vem o folclore”, explicou essa cidadã do mundo, curitibana de raro bom-humor: “Moramos durante 5 meses com a família Polanski, dividimos apartamento, com fraldas e tudo o mais, minha irmã era recém-nascida. Essa história de dizer que sou a primeira ninfeta do Polanski foi criada pelo jornalista Aramis Millarch. Encontrei Polanski anos mais tarde (1975), em Nova York, numa manifestação de artistas ucranianos. Foi ele, pelo sobrenome, que me reconheceu. Nessa manifestação estavam John Derek, Debbie Reynolds, Kim Novak, todos ucranianos”.

“La Boruszenko” só foi reencontrar Polanski três anos depois, em Paris. Ele esteve no Brasil, num Carnaval, mas eles dessa vez não se encontraram, só falaram por telefone.

A “primeira ninfeta de Polanski” já não lembrava mais quantas vezes atravessou o Atlântico. Mas da primeira vez não tinha como esquecer: “A guerra nos pegou na fronteira com a Checoslováquia, onde meu pai trabalhava na fábrica de porcelanas Rosenthal. Com o fim da guerra, passamos para a zona de ocupação americana para podermos emigrar. Primeiro pensamos na Tunísia. Depois tentamos o Canadá, mas não fomos aceites no exame médico pelas manchas no pulmão de minha irmã Larissa (pianista [ucraniano-brasileira]). Eram restos de pneumonia, não tuberculose. Como o Brasil aceitava toda e qualquer manchinha, cá estamos. Viemos num porão de navio (de nome Campana) depois fomos despejados na Ilha das Flores (Rio de Janeiro), tomamos um trem e desabamos em Marechal Mallet (PR)”.

Conhecer o apartamento de Oksana em Curitiba foi conhecer o mundo de uma mulher confortável e feliz. É uma casa de bonecas (sem qualquer alusão a Ibsen), onde recebia os amigos para o “borscht” (sopa de beterrabas), quando mostrava os objetos, tapetes e quadros ucranianos da decoração, quando desfilava sua coleção de sombrinhas: Oksana as odeia, mas carrega pelo menos meia dúzia a cada viagem, para dar de presente às amigas de Curitiba, esta cidade sua maior paixão.
Oksana Boruszenko com a camisa bordada e condecoração ucraniana Condessa Olga
@Facebook da Oksana Boruszenko
Doutora Oksana Boruszenko já foi menina entre dois mundos, pouco à vontade em qualquer deles. Deixou nosso convívio como cidadã de dois mundos e do universo, com a universalidade que lhe conferiram a rara cultura e um grande coração. Onde cabiam muito mais amigos, pra cá e pra lá do oceano, que os 50 pares de sapatos que gostaria de usar ao mesmo tempo, se possível fosse ser a centopeia da sua fantasia”.

Blogueiro: doi muito, ver partir a gente do calibre da Dra. Oksana Boruszenko, gente que já “não se fabrica”, gente, que se vingou, contra tudo e contra todos, neste novo e maravilhoso mundo novo, que para ela e sua família se tornou o Brasil...