Em outubro de 2026, a aviação militar russa sofreu as suas maiores perdas desde junho de 2025, quando o SBU realizou a famosa operação «Teias de Aranha».
De acordo com os dados confirmados, a rússia perdeu pelo menos 11 aviões e dois helicópteros num mês. Quais as aeronaves que a rússia perdeu?
Segundo o portal ucraniano «Military», a destruição ou perda de aeronaves foi confirmada por imagens de satélite e materiais fotográficos e de vídeo de aeródromos
russos. Entre eles, sete caça-bombardeiros Su-34, dois caças Su-30SM, um Su-35 e um Su-57. Outros dois Su-34 e um Su-30SM2 ficaram danificados.
Além dos aviões, a rússia perdeu dois helicópteros de transporte militar Mi-8. Um deles, segundo informações disponíveis, foi abatido por um
caça russo Su-35 enquanto repelia um ataque de drones ucranianos. O segundo foi destruído pelas forças armadas ucranianas com recurso a drones de ataque Hornet na parte ocupada da região de Luhansk.
As maiores perdas foram sofridas pelos bombardeiros Su-34, que a rússia utiliza para ataques com bombas aéreas guiadas com módulos UMPK.
Como as FAU atacaram os alvos da aviação russa?
Um dos ataques mais eficazes foram os ataques a aeródromos russos. Na noite de 4 de outubro, drones do Centro CSO «A» do SBU atacaram o aeródromo de Khanskaya, em
Adiguésia. Aí, destruíram Su-34 e Su-35.
A 15 de outubro, a Marinha da guerra da Ucrânia lançou um ataque com mísseis «Neptuno» contra o aeródromo de Borisoglebsk, na região de Voronezh.
Imagens de satélite confirmaram a destruição de pelo menos quatro Su-34. Outros dois bombardeiros foram danificados.
A 21 de outubro, a rússia perdeu dois Su-30SM: um caiu durante um voo na região de Kaliningrado e o segundo ficou danificado. Ambas as tripulações ficaram feridas
e os pilotos da primeira aeronave morreram.
Na noite de 29 de outubro, a Marinha ucraniana atacou o aeródromo de Marinovka, na região de Volgogrado, com mísseis «Neptuno-D» (conhecido como «Neptuno
longo»). A destruição de dois Su-34 foi confirmada por imagens de satélite. No mesmo dia, um caça Su-57 ardeu/pegou fogo no aeródromo de Akhtubinsk.
Segundo os analistas, a real extensão do esgotamento da aviação russa pode ser maior. Não se trata apenas de equipamento destruído. Devido à operação
intensiva, as aeronaves esgotam gradualmente a sua vida útil e necessitam de grandes reparações ou substituição. Isto também reduz o número de aeronaves que a rússia
pode utilizar em missões de combate.
Ucrânia não se esquece dos pilotos russos)
No dia 6 de novembro corrente, na cidade russa de
Tambov, foi baleado um piloto militar russo. Tenente Artyom Snezhkov, de 28 anos, foi encontrado abandonado na rua, com dois ferimentos (a informação foi confirmada pelo seu irmão). Atualmente, está na UTI da cidade no estado crítico.
Ucrânia começou à usar terminais HiSKY SmartLITE
As FAU começaram a utilizar terminais da empresa israelita HiSKY SmartLITE (SmartLight) para lançar ataques de drones na profundidade do território russo.
HiSKY não é um análogo direto do Starlink, uma vez que o terminal oferece uma taxa de transferência significativamente mais baixa e não foi concebido para
fornecer um canal de controlo de banda larga completo com transmissão de vídeo em tempo real. No entanto, as suas capacidades são suficientes para a troca de telemetria e transmissão de comandos
de controlo remoto, incluindo alterações de rota e ajustes de missão de voo.
A principal vantagem destes terminais em relação ao Starlink americano é que a rede opera legalmente em todo o território russo)
A HiSKY não possui nenhuma rede própria de satélites, mas simplesmente negoceia o acesso com parceiros. Essencialmente, a antena SmartLight liga-se a satélites
disponíveis em órbita de vários países e empresas com os quais a HiSKY tem acordos e que possuem o equipamento necessário.
Ucrânia ataca Saratov e Oryol
Na madrugada de 7 de novembro, os drones ucranianos das SSO-SOU atingiram a refinaria de petróleo de Saratov, na região de Saratov.
A capacidade projetada é de cerca de 7 milhões de toneladas de petróleo por ano, o que representa aproximadamente 2 a 3% da capacidade total de refinação
de petróleo da rússia. A refinaria tem uma grande importância militar e económica, pois é responsável pelo abastecimento do exército russo com combustível e lubrificantes.
A produção de gasóleo, essencial para o abastecimento de veículos militares e blindados, desempenha um papel fundamental.
A empresa produz gasolina automóvel, em particular AI-92 e AI-95, gasóleo, combustível marítimo, betume para pavimentação e telhados, enxofre técnico
e outros produtos petrolíferos.
Imagens de controlo objetivo do alvo registaram vários focos de incêndio no território da refinaria. A extensão dos danos está sendo apurada.
Na cidade russa de Oryol, está sendo atingida, por mísseis de cruzeiro «Neptuno», a fábrica militar «Proton». Um incêndio deflagrou na zona
do edifício nº 48 da fábrica.
Localização: 52.984779° 36.056301°
Fonte Osint: DniproOfficial