quarta-feira, abril 01, 2026

A mobilização forçada russa – dos estudantes e trabalhadores menos qualificados

As autoridades russas continuam a juntar os recursos humanos cada vez mais escassos na tentativa de evitar um nova mobilização geral – o Kremlin decidiu enviar para a sua guerra neocolonial os estudantes e os trabalhadores menos qualificados. 

Segundo os meios de comunicação, o Ministro da Ciência e Ensino Superior da rússoa, Valery Falkov, emitiu uma directiva aos reitores das maiores universidades do país para que pelo menos 2% dos estudantes assinem contratos com o Ministério da Defesa. 

Isto implica que os estudantes russos receberão a licença académica de um ano e um ano de serviço militar sob contrato. Naturalmente, as autoridades russas não mencionam o facto de que os «voluntários» não poderão regressar a casa ao fim de um ano. A motivação estudantil é simples: promessas de benefícios e pagamentos adicionais, além da possibilidade de transferência para um programa financiado pelo Estado, ou ameaça de expulsão devido ao fraco desempenho estudantil. 

Os jornalistas calcularam que, se as universidades conseguirem cumprir o plano estabelecido, o exército russo será reforçado com cerca de 44 mil soldados (ou 76 mil, se incluir as escolas técnicas). As autoridades russas prometem enviar jovens principalmente para a recém-criada força dos meios não-tripulados. Mas se sabe perfeitamente como é curto e rápido o caminho para a infantaria de assalto no exército russo. 

As autoridades russas estão a esforçar-se por encontrar formas de reabastecer as suas tropas, no meio da crescente tensão nas linhas da frente – as baixas mensais no exército russo ultrapassam o número de recrutas contratados. Por isso, Kremlin tenta transferir as responsabilidades de encontrar «carne de canhão» aos empregadores, incluindo as empresas privadas. 

A primeira a tomar esta medida foi a região russa de Ryazan – o governador Pavel Malkov emitiu uma ordem exigindo que todas as empresas da região, independentemente das formas de propriedade, selecionem os candidatos para o serviço militar no exército russo. O documento correspondente foi descoberto pelos analistas da Conflict Intelligence Team no site oficial de informação jurídica russa. 

Fonte: TG canal «Quero Viver»

De acordo com a ordem de Malkov, as empresas com 150 à 300 funcionários deverão enviar duas pessoas para a guerra entre 20 de março e 20 de setembro. As que têm 300 à 500 funcionários devem enviar três pessoas, e as que têm mais de 500 funcionários devem enviar cinco pessoas. Para justificar a decisão, as autoridades regionais de Ryazan citam os decretos presidenciais nº 756 e nº 757 de vladimir putin, de 19 de outubro de 2022, que autorizam os líderes regionais a «implementar medidas para satisfazer as necessidades» das forças armadas russas. No entanto, não é especificado se isto se aplica apenas a funcionários de empresas ou se qualquer pessoa se pode tornar o candidato, ou seja, se ao modo medieval, as empresas poderão «comprar» os candidatos no mercado livre. 

De salientar que esta prática já ocorreu anteriormente em diversas regiões russas. Contudo, esta é a primeira vez que ela vem à tona oficialmente. Há muito tempo, as autoridades russas transformaram o recrutamento militar num negócio lucrativo, praticamente esclavagista, para todo o tipo de intermediários obscuros, introduzindo o programa «tragam um amigo para a guerra», criando um bónus financeiro para os «caçadores de talentos». 

Embora não seja claro se haverá alguma penalização para quem não cumprir o plano estipulado, e que os empregadores estão provavelmente a ser utilizados como forma de intimidação, estamos confiantes de que muitos líderes de empresas e organizações aplaudirão este decreto. Este recrutamento terceirizado pode permitir o adiamento de uma nova mobilização geral (algo que o Kremlin está muito relutante em fazer), mas não passará disso — cada vez há menos pessoas dispostas a morrer pelo «movimentamento», neologismo usado pelo putin para desrever a sua guerra neocolonial russa. 

A vida e a morte de um der sturmer russo 

O russo Mikhail G., de 56 anos, possivelmente um liberal no seu passado recente (marinheiro de água doce, um dia ele navegou até Islândia), decidiu participar na agressão militar russa contra Ucrânia.

O corpo do nosso der sturmer ficou algures na zona cinzenta.
Por enquanto está registado como MIA, desaparecido em combate

Engenheiro de profissão, Misha era cérebro em drones, recebendo a «promessa de ferro» de que assinando o contrato militar será destacado à uma unidade de drones. Assinou o contrato e foi imediatamente colocado, pelos pais-comandantes, na infantaria de ataque. O nosso der sturmer, como era de prever, não durou mais do que alguns poucos ataques. Um drone ucraniano deu lhe o golpe da misericórdia.

Aconteceu, tal-e-qual como num verso anónimo:

O filhão ia matar os ucranianos, mas até que foi morto.

Porque razão aconteceu a tal desgraça cruel e injusta?

Porquis pá, porquis?!!

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Ocupantes russos perdem um Su-34 e um An-26 com tropas

Num único dia rússia perdeu um caça-bombardeiro Su-34 e num outro caso separado o avião de transporte An-26, à transportar 26 militares, algures sobre a Crimeia ocupada, possivelmente vítima do fogo-amigo. 

«An-26 transportava o pessoal. Cerca de 30 pessoas»

Os dois casos já foram confirmados pelos blogueiros militares russos, nos seus canais TG, que em princípio, deverão ficar calados no dia 1 de abril de 2026, fruto à imposição do regulador russo. 

rússia reconhece a perda do An-26, oficialmente foi um mero «acidente»

Fonte: TG @kazansky2017

Massacre de Praga: crime de guerra russo na Polónia

«Massacre de Praga». Artista Alexander Orlowski, 1810

A propaganda russa e soviética elaborou cuidadosamente a imagem heróica do marechal russo Suvorov. Assim o filme homónimo retrata a cena das tropas a encontrarem o seu comandante após a 2ª batalha pela Varsóvia, na Polónia, em 1794.


A legenda / os créditos dizem «após a batalha nos arredores de Varsóvia», não explicando do que se trata nesta cena. Explicam, no entanto, que em Novembro de 1794, as tropas sob o comando de Suvorov reprimiram brutalmente a revolta nacional polaca, derrotando as forças polacas em Praga, um subúrbio de Varsóvia. Após a derrota da guarnição polaca em Praga, o inferno instalou-se — as tropas russas levaram a cabo um sangrento massacre de civis, no qual, segundo várias estimativas, morreram até 20 mil pessoas, incluindo mulheres e crianças. 

Lev Engelhardt, o fidalgo e oficial russo, um dos participantes na tomada de Praga, escreveu sobre isto: «Ao longo de todo o caminho até ao Vístula, corpos de todas as classessociais eram visíveis a cada passo, e nas suas margens acumulavam-se montes de corpos de mortos e moribundos: soldados, moradores, monges, mulheres e crianças. A visão de tudo isto faz o coraçãoafundar e o olhar torna-se nauseabundo perante tal espectáculo... os habitantes massacrados eram incontáveis». 

Conta-se que Suvorov, que abandonará Praga à mercê dos seus «heróis milagreiros», ao ver o que estes tinham feito, ordenou que a ponte sobre o Vístula que conduzia a Varsóvia fosse incendiada, para que a sangrenta atrocidade não se propagasse ainda mais. 

Por suprimir a revolta e destruir Praga, Suvorov foi promovido a marechal de campo pela imperatriz russa, enquanto por toda a Europa o comandante russo ficou conhecido como «demónio sedento de sangue». Dizia-se que Suvorov ordenou a amputação das mãos de 6.000 nobres polacos. Na Polónia, os acontecimentos desse dia terrível são conhecidos como o «Massacre de Praga» (Rzeź Pragi).

domingo, março 29, 2026

🎥 Mercenários africanos e árabes na guerra neocolonial russa na Ucrânia

A procura de um futuro melhor, com um emprego bem remunerado ou acesso à educação, leva alguns residentes do Médio Oriente ou do Norte de África à rússia. Mas apenas os mais sortudos, acabam por ser capturados pelas forças ucranianas.

Não imaginam até que ponto um estudante egípcio ou um trabalhador migrante iemenita possam ser facilmente pressionados a assinar um contrato com exército russo com a promessa de montanhas de dinheiro, cidadania russa e uma trabalho facil na retaguarda. Aqueles que se recusam a cooperar são acusados ​​de infringir a lei e ameaçados com longas penas de prisão. Há sempre apenas uma alternativa, mas os mercenários só aprendem as realidades da guerra depois de se encontrarem na linha da frente.

Sem conhecimento da língua ou da região, tornam-se descartáveis ​​para os comandantes russos. Apenas alguns, sobretudo os mais sortudos, acabam por ser capturados pelas forças ucranianas e começam a ponderar as consequências das suas decisões.

Veja o filme sobre cinco «aventureiros» – mercenários do Egito, Iémen e Somália – no YouTube. Todos eles afirmam que foram para a rússia para ganhar dinheiro, mas acabaram na linha da frente:  

Faça click para ver o vídeo no YouTube

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sábado, março 28, 2026

Uma maternidade em Odessa foi alvo do ataque aéreo russo

Enquanto as FAU visam e destroem alvos militares russos, os criminosos de guerra russos atacam, como habitualmente, as maternidades. Desta vez atacaram uma maternidade em Odessa. Dois civis foram mortos no ataque russo à cidade.

Há poucos dias atrás lançaram um ataque de drones contra uma maternidade em Ivano-Frankivsk, matando duas pessoas. Em maio, os propagandistas russos voltarão a expressar falsamente piedade por Odessa e per separtistas que morreram lá em maio de 2014. 





Fonte: @kazansky2017

Porto russo de Ust-Luga visto por satélite 




A infra-estrutura petrolífera russa que demorou anos a ser construída, e depois, devido às escolhas dos cabecilhas do Kremlin que iniciaram a guerra contra Ucrânia, e agora tudo foi por água abaixo. A guerra russa está a avançar conforme o plano-diretor do «mestre do xadrez» e dentro do cronograma previamente definido. 

Fonte: @kazansky2017

sexta-feira, março 27, 2026

A rússia está «gastando» às pressas a totalidade dos mercenários quenianos

Imagem de um mercenário africano amarrado à uma bomba de fumo
Entre dias 16 e 18 de março, o comando militar russo transferiu, de urgência, os 518 cidadãos quenianos que se encontravam nos campos de treino do exército russo para a zona de combate no território temporariamente ocupado da Ucrânia, na região de Donetsk. 

Após a visita de uma delegação queniana liderada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Dr. Musalia Mudavadi à rússia, e o acordo estabelecido sobre o acesso consular aos cidadãos quenianos, a liderança militar russa está seriamente preocupada com a possibilidade de os quenianos tentarem escapar à guerra e serem repatriados para o seus país de origem, como já aconteceu com cidadãos da Índia, China, Sri Lanka e África do Sul. 

Faça click para consultar a lista completa dos 772 mercenários da Quénia

Dado que os russos consideram os quenianos como um «ativo» em que foram gastos recursos significativos no recrutamento, transporte e treino, o Ministério da Defesa russo não tem nenhuma intenção de os libertar. A decisão tomada foi simples e habitual ao estilo russo: enviar a totalidade dos quenianos para as zonas de combate o mais rapidamente possível. 

No entanto, isto provocou uma reacção negativa: os quenianos começaram a recusar-se a participar nos ataque em massa. Os russos responderam com as repressões habituais, executando pelo menos cinco cidadãos quenianos, para servirem de exemplo aos restantes. Os executados estão sendo oficialmente registados como «mortos em combate».

Os cidadãos quenianos executados pelos militares russos: 

  • Otieno Owaga 05/12/1999
  • Shaban Kalama 29/04/2002
  • Aaron Abduyi Nyongesa 20/11/2001
  • Abednego Mwenga Mwikya 01/03/2002
  • Abel Kipkosgei Tarus 02/03/1995 

O projeto ucraniano «Quero Viver» também está a publicar a lista de 772 cidadãos quenianos que assinaram contratos com exército russo. Entre eles, muito provavelmente estão os tais 518 cidadãos quenianos, que neste momento estão sendo lançados, de urgência, para a morte certa, uma vez que a rússia se recusa a pagar indemnizações aos quenianos mortos e feridos. 

Os mercenários estrangeiros estão a ser utilizados como um recurso descartável ​​pelo lado russo, e qualquer tentativa de escapar da guerra pode custar-lhes a vida. 

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quinta-feira, março 26, 2026

🔥Ucrânia sanciona um petroleiro no Mar Negro e atinge as refinarias na região de Leninegrado

A refinaria no porto russo de Ust-Luga, região de Leninegrado
A refinaria de petróleo de Kirishi, na região de Leninegrado, foi atingida hoje. Os resultados, à julgar pelas fotos, são impressionantes. Tanques de combustível e infraestruturas foram danificados. Esta é a maior refinaria de petróleo da rússia. Haverá menos gasolina em São Petersburgo. 

O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), em conjunto com o Serviço de Sistemas não Tripuladas (USBS), o Serviço de Operações Especiais (SSO), a Direção de Inteligência Militar da Ucrânia (GUR) e o Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras (DPSU) da Ucrânia, realizaram com sucesso uma operação especial para destruir as infraestruturas do terminal petrolífero do porto russo de Ust-Luga. 


Este é um dos principais portos marítimos da federação russa no Mar Báltico, através do qual o inimigo exporta petróleo bruto e derivados, utilizando inclusive embarcações da chamada frota sombra. 

“A operação especial de hoje é um ‘presente’ simbólico para o inimigo no Dia do SBU. Mais um lembrete de que não existem regiões seguras na rússia atualmente. Continuaremos a realizar um trabalho a longo prazo para reduzir sistematicamente o potencial militar e económico do inimigo”, afirmou o chefe interino do SBU, Major-GeneralYevhen Khmara.

No Mar Negro, ocorreu uma explosão num petroleiro pertencente à frota clandestina russa. O petroleiro, «Altura», que transportava 140.000 toneladas de crude de Novorossiysk foi atingido por um drone marítimo desconhecido. O petroleiro está sob sanções internacionais. 

Fonte: TG @kazansky2017

quarta-feira, março 25, 2026

Ucrânia afunda um quebra-gelo do FSB e atinge terminal petrolífero em Ust-Luga

O porto russo de Ust-Luga

Um drone ucraniano, atingiu e afundou um quebra-gelo russo pertencente ao FSB, aconteceu no cais do estaleiro russo de Vyborg, distante à mais de 1.000 km da Ucrânia. Os meios ucranianos também atingiram o porto russo de Ust-Luga.

O quebra-gelo «Purga» antes e depois do ataque

 

Quebra-gelo afundado no lodo do cais, visto por um ângulo diferente

Um drone ucraniano, aparentemente, usando uma bomba KAB-250, atingiu e afundou um quebra-gelo russo da classe «Ártica» com casco reforçado e pertencente ao FSB, aconteceu hoje no cais do estaleiro russo de Vyborg, distante à mais de 1.000 km da Ucrânia. Outros meios atingiram o porto russo de Ust-Luga, na região de Leninegrado, que exporta produtos petrolíferos ao estrangeiro. Há um forte incêndio no local. 

O momento exato de ataque


Drone Aeroprakt A-22 com a bomba KAB-250

O navio do Projeto 23550, chamado «Purga», que já estava na sua fase final de construção, inclinou-se para o lado esquerdo e se afundou como resultado do ataque de drones ucranianos. «Purga» deveria ser o primeiro navio de grande tonelagem da classe Arc7 (capacidade de quebrar o gelo com a expessura de até 1,7 metros), operado pela Guarda Costeira do FSB russo. O navio estaria equipado com mísseis «Kalibr». 

O esquema geral do porto russo de Ust-Luga e do seu terminal petrolífero

Vídeo acima mostra o arder da fábrica/usina petrolífera de «Novatek» em Ust-Luga.

Blogueiro: mais uma vez, as forças de ocupação russas atacam, diariamente, os civis e monumentos históricos nas cidades ucranianas, enquanto as unidades ucranianas atingem os alvos militares, energéticos e para-militares, usados no esforço da máquina de guerra russa.

terça-feira, março 24, 2026

Os ocupantes russos atingem o centro histórico de Lviv

Os ocupantes russos estão a lançar ataques de drones contra o centro histórico de Lviv. Monumentos da UNESCO, catedrais medievais e edifícios residenciais estão sob ataque. 


Em Lviv, Vinnytsia e Ivano-Frankivsk, os criminosos de guerra russos estão a utilizar drones para atacar civis aleatoriamente nas ruas e nos edifícios históricos em plena luz do dia. 


A melhor resposta ao terrorismo e à esta barbárie russos é apoiar as Forças Armadas da Ucrânia. 


Os ocupantes russos são bárbaros e malditos terroristas. Piores que o Daesh. 

Vídeos e fotos: TG @kazansky2017 

...e a resposta da Ucrânia

Os operadores da inteligência militar da Ucrânia (GUR MOU) destruíram, em Furmanivka, na Crimeia ocupada, um lançador de mísseis hipersónicos «Zircon» com um drone. Aparentemente é a primeira vez que «Zircon» foi atingido pelas forças da Ucrânia.

Fonte: @kazansky2017

domingo, março 22, 2026

O assassino em série soviético Naum Turbovsky: mais de 2.100 vítimas

Oficial do NKVD, Naum Turbovsky, é conhecido por executar pessoalmente, entre 1920 e 1937, mais de 2.100 pessoas. O seu processo pessoal após 1945 foi colocado em segredo do Estado pela decisão do MGB-KGB e na rússia atual pelo FSB. 

De 1936 a julho de 1938, ele foi comandante e chefe da prisão do NKVD de Dnipropetrovsk (atual Dnipro) e, simultaneamente, o principal executor da pena capital. Pelos seus «serviços» foi condecorrado pela Ordem da Estrela Vermelha. 

Em termos do número de vítimas de repressões políticas durante o assim chamado Grande Terror (1937-1938) — executadas e condenadas — a região de Dnipropetrovsk ocupa na Ucrânia o terceiro lugar, a seguir à Kyiv e da região Estalino (atual Donetsk). De acordo com os registos da NKVD, de 1 de janeiro de 1937 a 1 de julho de 1938, 20.216 pessoas foram condenadas na região de Dnipropetrovsk nos processos tutelados pelo NKVD, das quais 13.573 foram sentenciadas à morte. Estes números não são definitivos, pois, como se sabe, o Grande Terror continuou até os meados de Novembro de 1938. 

Turbovsky é conhecido pelo facto do seu processo pessoal ter sido completamente preservado nos arquivos, e um dos seus documentos de condecoração afirma que executou pessoalmente mais de 2.100 pessoas. O certificado que atesta que Naum Turbovsky executou mais de 2.100 pessoas está datado de 7 de dezembro de 1937. Sabe-se que ele participava em execuções (intermitentemente) desde 1920. À título de comparação, somente em 1937, as 7.162 pessoas foram condenadas à morte na região de Dnipropetrovsk.

Uma entrada interessante no seu registo de serviço na GPU, na secção «Breve Perfil de Desempenho», diz: «...Politicamente é pouco desenvolvido.Um revolucionário veterano, participou em execuções em massa. Disciplinado. Firme, autoconfiante, um especialista em trabalho operacional. Um bom camarada...»

Estava plenamente qualificado para o seu cargo (Comandante da Direcção da NKVD/Chefe do 10º Departamento da Direcção do NKVD da RSS da Ucrânia na região de Dnipropetrovsk). Era merecedor de uma promoção antecipada ao posto especial do «1º tenente».
Naum Turbovsky nasceu em 1896 na cidade de Khodorkiv, na província de Kyiv. Completou três anos de cheder (escola primária judaica). Vinha de uma família numerosa: o seu pai, Tsal Turbovsky, morreu em 1918, e a sua mãe foi morta pelo exército polaco em 1920. Os seus irmãos, Mendel, Nakhim e Moses, emigraram aos Estados Unidos antes de 1917. A sua irmã, Manya, emigrou em 1920. A sua irmã, Basya, permaneceu em Kyiv, em 1941 ela foi fuzilada pelos alemães em Babyn Yar. 

O seu historial de serviço demonstra que era um oficial de segurança leal e diligente. Fazia o que lhe era ordenado e ia para onde lhe mandavam. As suas referências descreviam-no como consciencioso, mas não particularmente proactivo e sem grande visão de futuro. Um homem funcional. Ainda assim, ascendeu ao posto de tenente-coronel de NKVD-MGB e foi condecorado com várias ordens militares e medalhas. Após a II G.M., a mulher de Turbovsky, Natalya, também trabalhou para o MGB, no departamento de controlo de correspondência. Não se sabe nem o destino, nem o ano da morte de Turbovsky. 

A sua vida posterior e o processo pessoal foram colocados em segredo do Estado pela decisão do MGB-KGB após 1945, o FSB da federação russa estendeu o limiar do mesmo segredo por mais algumas décadas... O que leva à pressupor, a validade da hipótese, do que Naum Turbovsky, poderia ser colocado nos EUA (ou num outro país Ocidental, por exemplo, em Israel), como agente ilegal, com, ou sem, o conhecimento da sua família, que já estava radicada nos Estados Unidos desde 1917-20...