Na noite de 11 de setembro, as Forças de Defesa da Ucrânia atingiram, com sucesso, a empresa «Volgogradpromproekt» na cidade de Volgogrado, usando os mísseis de cruzeiro FP-5 Flamingo.
Os mísseis atingiram o alvo, provocando um incêndio.
O míssil de cruzeiro ucraniano FP-5 Flamingo à voar nos ceus de Tartaristão, neste caso o vídeo é meramente ilustativo:
A «Volgogradpromproekt» está sob sanções dos EUA, trabalhando para o complexo militar-industrial russo. A empresa produz catalisadores de combustão,
contendo ferroceno, e desenvolve tecnologias para a fabricação de produtos químicos.
As sanções ucranianas, como sempre, revelaram-se as mais eficazes.
A Rádio Liberdade mostra nas imagens de satélite (a 6ª e última imagem mais abaixo), antes e depois, as consequências do ataque noturno dos drones ucranianos de SSO-SOU ao centro logístico de «Ozon»,
em Saratov. A área do centro logístico é de 100 mil m², e o armazém ficou quase completamente destruído pelo fogo.
Imagem de satélite mostra a instalação ELOU-AVT-6 da refinaria de petróleo de Saratov após a intervenção das Forças de Defesa da Ucrânia,
que aplicaram as sanções de longo alcance:
Um incêndio de grandes proporções foi registado no local, estando ainda presentes nas instalações vestígios do combate às chamas.
Na manhã de 11 de Setembro, os drones ucranianos voltaram a atacar a empresa «Metafrax Chemicals», situada em Gubakha, na região de Perm.
A empresa é de grande importância para o complexo industrial-militar russo. A Metafrax produz metanol, urotropina, ureia, pentaeritritol e outros produtos químicos. Alguns
destes produtos são utilizados como matérias-primas e componentes na produção de explosivos, munições e outros materiais militares. Em particular, a urotropina e o pentaeritritol são
utilizados na indústria química relacionada com a produção de explosivos. É por isso que a empresa é considerada um elemento da cadeia industrial de defesa russa.
A «Metafrax Chemicals» é também uma das maiores produtoras de metanol na rússia e na Europa. Em 2024, a empresa vendeu cerca de 750 mil toneladas de metanol.
Assim, os danos e a paragem da empresa irão afetar não só a indústria química russa, mas também o fornecimento de matérias-primas químicas
que são utilizadas na produção de explosivos e produtos militares.
Na manhã de 11 de setembro, os drones ucranianos atingiram a fábrica/usina «Azot», pertencente à «Uralkhim» na
cidade de Berezniki, na região de Perm. Os moradores locais relataram várias explosões na zona industrial da fábrica, que foi atingida pelos drones ucranianos, operados pelas unidades de SSO-SOU.
«Azot» é um grande complexo de produção química localizado numa área de cerca de 140 hectares, que inclui cerca de 90 edifícios de produção.
A empresa é especializada na produção de amoníaco, ácido nítrico, nitrato de amónio, ureia, sais de nitrito-nitrato e outros produtos químicos azotados.
A empresa tem uma importância direta para a componente química do complexo industrial-militar russo. Em particular, o ácido nítrico concentrado produzido pela «Uralkhim»
é utilizado na produção de explosivos, e o amoníaco e o ácido nítrico são produtos básicos para a produção de uma vasta gama de produtos químicos
azotados.
Localização: 59.399784, 56.740779
Um helicóptero e um avião russos atingidos em Krasnodar
Durante o ataque ucraniano de 9 de setembro de 2026, na região de Krasnodar, foram atingidos duas aeronaves russas (os resutados do ataque confirmados pelos blogueiros militaristas russos):
- O helicóptero Mi-8AMTSh (número de série: 84) foi destruído, atingido pelo drone junto ao heliporto de Chemburka, em Anapa. O helicóptero pertencia à
318ª unidade do regimento misto de aviação independente.
- A aeronave Su-30 (número de série: 41) sofreu danos significativos, atingida por dois drones junto ao aeródromo de Vityazevo.