Em abril de 2026, o argentino Ibrahim Roberto Yamil (37), pai de dois, estava a navegar nas redes sociais quando viu um anúncio de um «emprego bem remunerado». Clicou e candidatou-se,
sendo adicionado a um grupo de WhatsApp. Era um grupo de mercenários da América Latina, aliciados para lutar pela rússia contra Ucrânia.
Ibrahim não tinha passaporte, mas um recrutador providenciou-lhe toda a documentação, incluindo visto e bilhetes. Tudo o que ele tinha de fazer era apanhar/pegar um avião
e voar para Moscovo, via Roma e Istambul. No dia 11 de abril já estava em Moscovo. Aí, ele e os colombianos recém-chegados foram recebidos por um recrutador russo, que os levou para um campo de treino
na região de Voronezh.
O treino dos futuros soldados era, para dizer o mínimo, precário – em maio, Ibrahim viu-se na direção de Lyman como soldado raso no 272º regimento de
fuzileiros motorizados. Não adquiriu muita experiência em combate: a 6 de julho, quase morreu depois de ter sido ferido, sendo depois enviado para um hospital para recuperar durante três semanas.
Depois disso, o argentino parcialmente recuperado foi transferido ao «pelotão dos aleijados» do 347º regimento de fuzileiros motorizados e, em meados de agosto, foi
capturado pelas FAU.
No geral, Ibrahim teve muita sorte. Os mercenários estrangeiros são usados como carne para canhão / boi-de-piranha no exército russo, e as perdas são
altíssimas. Agora viverá num campo de prisioneiros juntamente com centenas de estrangeiros de 55 países, esperando que os russos se lembrem deles. Spoiler: os russos querem lá saber dos estrangeiros.
Valeram os 10.000 dólares que lhe pagaram para assinar o contrato?
O papel do jornalista, escritor, tradutor, propagandista soviético e seguramente agente secreto de NKVD, judeu ucraniano nascido em Kyiv, Ilya Ehrenburg, na comunicação entre a Espanha republicana e a mais alta liderança soviética.
A 10 de setembro de 1936, o correspondente especial do jornal soviético «Izvestia», Ilya Ehrenburg, enviou uma carta pessoal de Madrid ao Estaline. Nela, descreveu a situação
crítica nas frentes republicanas: a falta de uma frente única e de um exército regular, a escassez de pessoal de comando e a fragilidade da força aérea e da artilharia. Ehrenburg dedicou
a sua atenção especial aos anarquistas: segundo as suas informações, os dirigentes da central sindical Confederación Nacional del Trabajo (CNT), Buenaventura Durruti e Juan García Oliver,
estavam inclinados a reconhecer um comando republicano centralizado e, por isso, propôs cessar as críticas aos mesmos na imprensa soviética. Além disso, na carta, Ehrenburg propôs acelerar os fornecimentos
soviéticos de aeronaves e artilharia antiaérea, envio de contingente militar, suavizando a linha dura do Kremlin em relação aos anarquistas.
Como se sabe, no final de setembro de 1936, o Bureau Político do PCUS tinha aprovado um plano para enviar os primeiros tanques e bombardeiros para Espanha. Mas o governo soviético
não conseguiu ou simplesmente não considerou oportuno criar «amizade» com os anarquistas — após a morte de Durruti em novembro de 1936 e os confrontos em Barcelona em Maio de 1937, a política
da URSS em relação aos anarquistas tornou-se mais severa ainda.
General Kyrylo Budanov, ex-chefe da secreta militar ucraniana GUR e atual chefe da Administração Presidencial da Ucrânia, concedeu uma entrevista à NewsForce, uma
importante publicação conservadora online fundada por influenciadores de direita dos EUA e da Europa.
Entre os nomes conhecidos da plataforma estão Joey Mannarino, um popular comentador político norte-americano com meio milhão de subscritores, apresentador dos seus próprios
programas e cofundador do Overton Institute. Ou Jamie Lee Franklin, ex-diretora de correspondentes da Casa Branca durante a administração de Donald Trump e fundadora do veículo de comunicação
social conservador The Conservateu, aquela que ficou atrás do avô na assinatura da lei da vacinação e lhe tocou na barriga — alguns trolls escreveram que ela o estava a acordar com choques elétricos.
Conservadores de direita, republicanos — é precisamente com este público que Ucrânia precisa de trabalhar mais para combater as falsas narrativas do MAGA sobre «biliões
atirados para o ár na Ucrânia».
General Budanov apresenta esta abordagem pragmática desde o primeiro ponto: historicamente, a rússia só respeita a força. Nenhuma outra opção. URSS
entrou no Afeganistão, levou um banho em sangue e agora ninguém no seu perfeito juízo quer construir a URSS 2.0 naquelas montanhas. A rússia foi derrotada pelo Japão no início do
séc XX. Em 1945, a URSS adiou ao máximo a abertura de uma segunda frente no Extremo Oriente e só atacou o Japão pelas costas depois do bombardeamento nuclear americano de Hiroxima. Uma das tarefas
da Ucrânia é puramente utilitária: garantir que, da próxima vez que alguma propagandista russa cantar sobre a vitória rápida «em três ou quatro dias», o seu próprio
povo a estrangule por medo primitivo das consequências.
Neste cenário global, os Estados Unidos não podem ser substituídos no processo de paz. Onze grupos de porta-aviões e a capacidade final de incapacitar o Irão
a tal ponto que este nem sequer pense em bombardear Israel — é isso que mantém o sistema unido. Os israelitas, de todos os povos, são únicos à resolveram os seus problemas, por enquanto:
em vez de um possível ataque nuclear e de uma guerra em grande escala pela sobrevivência, o seu principal adversário está agora simplesmente a sufocar sob um bloqueio.
Kyrylo Budanov explica que Ucrânia está pronta para um cessar-fogo. Mas a rússia não está. Isto é óbvio para qualquer pessoa que tenha ouvido
as recentes tolices de putin sobre os ataques aos locais de voto. Devem estar a gostar de ficar nas filas aos postos de gasolina meio vazios em São Petersburgo, uma vez que continuam a persistir. O gasóleo de
inverno, aliás, é apenas um acréscimo de querosene à base de verão. Estão com falta de ambos os artigos, e o inverno certamente não facilitará as coisas. Os armazéns
do McDonald's, da Aznauri e de produtos farmacêuticos que os russos destróem na Ucrânia não são iguais à um depósito de gasolina. Sem a gasolina a economia russa não
se vai mexer.
Do que Ucrânia precisa realmente dos seus parceiros? Defesa antimíssil, tempo de satélite e cobertura alargada do Starlink. As FAU precisam de intercetar os seus mísseis
balísticos e de cruzeiro, mas, mais importante, precisam de atingir os seus lançadores na retaguarda russa. Os intercetores antiaéreos estão em falta neste momento, mas o Ocidente ainda tem reservas,
bem como uma oportunidade real para aumentar urgentemente a produção. Porque há muito tempo que esta guerra deixou de ser uma guerra local entre Ucrânia e a rússia. Estamos perante um verdadeiro
Eixo do Mal. Tropas norte-coreanas na rússia, milhões de projéteis norte-coreanos, ações por procuração do Irão. General Budanov deu um excelente lembrete sobre a difusão
de tecnologia — a transferência da produção de drones com a ajuda de Moscovo. Este é o argumento perfeito para os americanos: se a Ásia entrar novamente em erupção e putin
continuar a pressionar na Europa, a superpotência poderá simplesmente não ter os recursos ou as reservas de munições para defender Taiwan.
Na sua defesa, Ucrânia tornou-se um dos países líderes do planeta na guerra eletrónica e nos drones. Deu um passo de gigante e construíu um sistema de defesa
aérea doméstico completo, como nunca existiu na sua história. Mas paga um preço inaceitavelmente elevado por este avanço tecnológico — as baixas civis nos últimos meses
são simplesmente insuportáveis. Pois, infelizmente, a rússia também está a progredir.
Como podem os americanos compreender melhor esta ameaça? De forma elementar. Durante doze anos, Moscovo tem travado uma guerra híbrida contra Ucrânia, levando a situação
a um impasse e ameaçando cada vez mais outros países ao longo das suas fronteiras. No século passado, nas duas vezes em que os Estados Unidos tentaram ignorar tais acontecimentos no estrangeiro, o resultado
foi o mesmo: jovens americanos regressaram a casa em caixões cobertos com a bandeira americana.
Na noite de 26 de setembro, as Forças de Defesa da Ucrânia, atingiram, com sucesso, a refinaria Ilsky, na região russa de Krasnodar. As suas operações foram suspensas. Na cidade de Azov foi atingida a Fábrica
Óptico-Mecânica de Azov.
A refinaria de Ilsky, possui a capacidade superior aos 6,6 milhões de toneladas de petróleo por ano. Como resultado do ataque, usando os drones FP-1, foram atingidas três
unidades primárias de processamento de petróleo e um parque de tanques.
Especula-se que as forças ucranianas usaram no ataque quer os drones, quer os mísseis de cruzeiro.
Como resultado do ataque ucraniano de 26 de setembro de 2026, 3 das 6 unidades primárias de processamento de petróleo (AT-4, AT-5 e AT-6 - responsáveis por
99% do processamento primário da refinaria) e o parque de tanques foram danificados. O processo de produção foi interrompido.
O governador russo da região de Krasnodar confirmou os incêndios em duas empresas após o ataque ucraniano. Além da refinaria de Ilsky (imagens de satélite à seguir mostram o antes e depois daquela refinaria), possivelmente foi atingida
a refinaria de Afipsky, também na região de Krasnodar.
O governador da região de Rostov confirmou o ataque ucraniano à cidade de Azov. Os habitantes locais relataram o ataque à Fábrica Óptico-Mecânica de
Azov, que produz artigos para a indústria de defesa. O serviço de vigilância por satélite, a NASA FIRMS registou uma fonte de incêndio junto à fábrica. No ataque ao Azov, foram
utilizados drones ou mísseis de cruzeiro.
O Centro de Operações Especiais CSO «A» do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), juntamente com a Marinha Ucraniana, atingiram a Fábrica Óptico-Mecânica
de Azov, na região de Rostov, informa a SBU. Segundo as informações preliminares, foram danificadas as instalações de produção óptica e de fundição,
a secção de montagem, a oficina de galvanoplastia e a oficina de fabrico de placas de circuito impresso. Durante o ataque à fábrica foram utilizados mísseis de cruzeiro ucranianos «Neptune»,
bem como drones à jato «Ruta», «Palyanytsia» e «Bars».
Esta empresa é uma das principais unidades óptico-electrónicas da corporação russa «Armamento de Mísseis Tácticos». A fábrica
produz cabeças de radar e de guiamento por infravermelhos para mísseis guiados, dispositivos de imagem térmica e sistemas eletrónicos para artilharia de alta precisão.
No ataque ucraniano anterior, na noite de 25 de setembro, os drones atingiram a refinaria de Perm «LUKOIL-Permnefteorgsintez».
Em particular, foram registados danos num edifício de função desconhecida, identificado nos mapas russos como «TIT-310», em viadutos tecnológicos próximos
da unidade de processamento primário AVT-5, bem como noutros viadutos tecnológicos e num outro edifício não identificado. Além disso, as imagens de satélite mostram possíveis vestígios de um incêndio na zona da unidade de processamento primário AVT-4.
Na noite de 24 à 25 de setembro, as Forças de Defesa da Ucrânia atingiram, com suecesso, vários alvos estratégicos russos, entre eles a fábrica responsável
pela produção de componentes de combustível para os mísseis «Iskander» e sistemas «Pantsir-S1».
As seguintes instalações russas foram atacadas nesta noite:
«Fábrica Iskra» é especializada na produção de componentes eletrónicos: transístores bipolares e de efeito de campo de alta potência,
díodos e módulos de díodos, optoacopladores, módulos IGBT, módulos de micro-ondas, microconjuntos híbridos e cerâmicas LTCC.
A empresa faz parte do grupo russo «Almaz-Antey» e possui um ciclo de produção praticamente completo - desde o desenvolvimento de dispositivos semicondutores até
à sua produção em série. Produz componentes de telemetria, usados na produção de mísseis guiados «Kinzhal» Kh-59M2/M2A» e no sistema de mísseis antiaéreos,
usados pelo sistema russo «Pantsir-S1».
Os drones ucranianos An-196 «Lyuty» atingiram a refinaria de petróleo «Lukoyl-Permnaftoorgsintez» (PNOS) em Perm, à cerca de 1.500 km da Ucrânia, a sua instalação
primária AVT-5 está em chamas.
É difícil encontrar um único operário russo no vídeo.
A geolocalização da torre de sintese primária AVT-5
A fábrica foi atingida pelos drones ucranianos FP-1, a empresa produz borracha sintética e outras matérias-primas químicas,
utilizadas, em particular, na produção de combustível sólido para mísseis «Iskander».
Um em cada dez prisioneiros de guerra russos, capturados na Ucrânia, não é cidadão russo. Em setembro de 2026, estrangeiros de 55 países estavam entre os prisioneiros de
guerra, membros do exército russo, capturados pelas Forças Armadas da Ucrânia.
Enquanto a propaganda russa lança os fakes sobre «mercenários da NATO/OTAN» e dos «soldados das FAU que falam polaco / romeno», a rússia recruta
mercenários de todo o 3º mundo.
Ucrânia conhece os nomes de quase 29.000 estrangeiros que assinaram contratos com o exército russo desde 2022. O Ministério da Defesa russo planeava recrutar 18.500 estrangeiros
em 2026.
Moscovo visa sobretudo as camadas mais pobres da população, aquelas que são mais facilmente aliciadas com promessas de salários elevados e de uma vida melhor. Na
realidade, são enviadas para operações militares suicidas e utilizadas nas zonas mais perigosas.
A lista de mercenários brasileiros que passaram pelo exército russo
Após pressão diplomática, escândalos e oposição de outros governos, a rússia suspendeu o recrutamento em 39 países. Entre eles, a China,
a Índia, o Egito, o Quénia, o Paquistão, o Gana e vários outros países de África e da Ásia.
Mas Moscovo simplesmente mudou o foco e está a intensificar o recrutamento na América do Sul, na Ásia Central e em outros países de África. Isto já
é evidente não só pelos dados de inteligência, mas também no número e na localização geográfica dos prisioneiros de guerra estrangeiros.
Mercenário africano desconhecido no encontro com drone ucraniano
Por exemplo, nos primeiros nove meses de 2026, as FA da Ucrânia capturaram mais estrangeiros do que em todo o ano de 2025.
Entre eles, encontram-se cidadãos da Argentina, Panamá, Paraguai, Peru, Honduras, Vietname, Mongólia e muitos outros países distantes.
O Kremlin tenta assustar e intimidar a população russa com as narrativas do mundo inteiro em luta contra a rússia. Entretanto, está a recrutar pessoas de todo o
mundo para as enviar à morte, atendendo ao desejo de putin de bombardear cidades ucranianas.
No decorrer do Grande Terror soviético de 1937-38, vários órgãos extrajudiciais foram criados e operaram na URSS, realizando julgamentos de forma formal e acelerada.
Eram conhecidos como «troicas», «dvoicas» e «troicas especiais».
Quase todos estão familiarizados com o termo «troika» — este órgão repressivo soviético foi «legitimado» pela ordem operacional nº
00447 da NKVD durante a operação dita «Kulakiana». Mas também existiram outros órgãos criados especificamente para realizar repressões no decorrer das «operações
nacionais» — isto é, ordens que sujeitavam à prisão não apenas pessoas de certos grupos étnicos — polacos, letões, alemães, coreanos e outros — mas também
qualquer pessoa com laços reais ou imaginários com países estrangeiros, mesmo que, no momento da prisão, os únicos laços fossem o seu local de nascimento nos territórios da
Polónia, Finlândia, Letónia, outrora pertencentes ao império russo, etc.
25 de julho de 1937 – “operação alemã”, foram condenadas 55.005 pessoas, das quais 41.898 foram fuziladas;
11 de agosto de 1937 – “operação polaca/polonesa”, condenadas 139.815 pessoas, das quais 111.071 fuziladas;
17 de agosto de 1937 – “operação romena”, condenadas 8.292 pessoas, das quais 5.439 foram fuziladas;
20 de setembro de 1937 – “operação de Harbin” (chinesa), condenadas mais de 31.000 pessoas, das quais 19 mil fuziladas;
30 de novembro de 1937 – “operação letã”, condenadas 21.300 pessoas, das quais 16.575 fuziladas;
11 de dezembro de 1937 – “operação grega”, cerca de 15.000 detidos, cerca de 50% foram fuziladas ou morreram no GULAG;
14 de dezembro de 1937 – a diretiva do NKVD sobre a extensão da repressão no âmbito da “linha letã” contra estónios, lituanos, finlandeses
e búlgaros. 9.735 pessoas foram condenadas no âmbito da “operação estônia”, incluindo 7.998 pessoas condenadas à morte, 11.066 pessoas foram condenadas no âmbito da “operação finlandesa”, 9.078 foram condenadas à morte;
29 de janeiro de 1938 – “operação iraniana”, condenadas 13.297 pessoas, das quais 2.046 à morte.
1 de fevereiro de 1938 – “operações nacionais” contra búlgaros e macedônios;
16 de fevereiro de 1938 – “operação afegã”, 1.557 pessoas foram condenadas, 366 à morte.
O primeiro destes órgãos era coloquialmente conhecido por «dvoica»: os cidadãos eram «julgados» por apenas duas pessoas — o chefe do departamento local da NKVD e o procurador regional. Estas duas personagens determinavam a punição a aplicar aos indivíduos — a execução por fuzilamento ou pena de prisão em campo de concentração
de GULAG de 5 a 10 anos. Compilavam as suas decisões sob a forma de listas que lembravam álbuns. Uma folha horizontal continha um perfil do indivíduo, descrevendo brevemente a natureza da sua investigação
e a punição proposta. Estes «álbuns» eram enviados ao Comissário do NKVD Nikolai Yezhov e ao Procurador da URSS Andrei Vyshinsky em Moscovo para aprovação e depois eram
devolvidos às regiões para execução.
Este procedimento manteve-se em vigor até ao Outono de 1938, quando se tornou claro que Moscovo e as regiões não conseguiam lidar com o fluxo de indivíduos detidos.
No verão de 1938, Moscovo tinha acumulado «álbuns» para mais de 100.000 pessoas. Aos 15 de setembro, decidiu-se abolir o «procedimento de álbum» para as sentenças, que foi
substituído pelas «troikas especiais» da NKVD. Estas foram criadas pela Ordem nº 00606 de 17 de Setembro especificamente para rever os casos dos presos antes de 1 de Agosto de 1938, em várias
«operações nacionais». As «troicas especiais» receberam vários «álbuns» e começaram a «reexaminar» os casos — também com recurso
a um procedimento simplificado, mesmo sem recorrer aos processos individuais de investigação. Uma diferença fundamental em relação às «dvoikas» era que a sentença
de morte deveria ser executada imediatamente.
Analisando entre 50 e 800 casos de cada vez, as «troikas especiais» emitiram 108.000 veredictos em menos de dois meses. Tendo recebido, ao contrário dos seus antecessores,
o direito de arquivar processos, libertaram 137 indivíduos. O trabalho das «troikas especiais» foi suspenso num único dia — 15 de novembro de 1938, dois dias antes do fim «oficial»
do Grande Terror soviético.
Ler o texto da Ordem nº 00606 publicado na coleção de documentos históricos «Do CheKa ao FSB».
Depois de os ocupantes russos terem bombardeado o templo ortodoxo «Alexander Nevsky» da Igreja Ortodoxa Ucraniana (Patriarcado de Moscovo) em Kramatorsk, no dia 12 de agosto,
no dia 23 de setembro os russos destruíram a Igreja da Natividade de São João Batista, também em Kramatorsk.
A igreja fica no centro da cidade, rodeada de edifícios residenciais com murais que promovem a paz. Há muito que não faz sentido analisar tais ataques – não
servem qualquer propósito militar. O exército russo está simplesmente a arrasar as cidades de Donbas.
Também não faz sentido apontar mais uma vez o regime neofascista russo, contra o qual Ucrânia luta e resiste. Os ocupantes russos continuam à benzer-se em frente
às câmaras da TV, a autoproclamar-se defensores dos valores tradicionais e do povo de Donbas, e, no entanto, destroem tudo o que encontram pela frente. A distopia sobre a qual lemos nos livros há muito
que se tornou realidade.
Vamos simplesmente documentar mais um crime de guerra sem sentido cometido pelo exército russo na Ucrânia.
Tudo isso, no entanto, não significa que os ocupantes russos lutam somente contra os locais de culto, os seus alvos são vários outros locais puramente civis em todo o território da Ucrânia.
Na cidade de Kyiv, no dia 23 de setembro os ocupantes russos, atingiram, com drones, um bazar próximo da estação ferroviária central. O ataque visava apenas alvos civis.
Na cidade ocupada de Mariupol os ocupantes russos e os colaborantes locais estão a deitar fora os bens dos proprietários dos apartamentos ocupados, que os órgãos russos de ocupação declararam «abandonados».
Assim decorre a «libertação» russa do leste da Ucrânia.
Na cidade de Slovyansk os ocupantes russos destruíram mais um monumento arquitectónico local – o hospital público, construído em 1901, que sobreviveu as duas guerras mundiais, mas não
sobreviveu à «ajuda russa aos povos de Donbas».
As Forças de Defesa da Ucrânia atingiram, com sucesso, a refinaria de petróleo de Kuibyshev, em Samara, utilizando drones FP-1. Nas vésperas, os drones ucranianos
atingiram a refinaria de Kapotnya em Moscovo e a refinaria de Ufa.
A refinaria de petróleo de Kuibyshev pertence à «Rosneft» e tem uma capacidade de processamento projetada de cerca de 7 milhões de toneladas de petróleo
por ano. A unidade produz gasolina, gasóleo, fuelóleo e outros derivados de petróleo. Anteriormente, as unidades primárias de processamento de petróleo AVT-4 e AVT-5 foram atingidas. Um incêndio
de grandes proporções deflagrou nas instalações da empresa.
O geoposiciaamento do impacto de drones sobre a refinaria de Kuybishev
A unidade primária de processamento de petróleo AVT-5 em chamas na refinaria de Kuibyshev, em Samara.
O Estado-Maior das FA da Ucrânia confirmou o ataque de 21 de setembro à refinaria de Ufa. Assim, nos últimos três dias, foram atacadas três maiores refinarias
de petróleo da rússia.
As Forças de Defesa da Ucrânia «desativaram» a refinaria de Kapotnya, em Moscovo. A capacidade da refinaria é de cerca de 12,15 milhões de toneladas de
petróleo por ano.
Tendo isto em conta, nos primeiros 20 dias de Setembro, cerca de 14% da capacidade de refinação de petróleo da Rússia foi paralisada.
21 de setembro, refinaria em Ufa
A refinaria de Ufa após a visita de drones ucranianos
22 de setembro, refinaria de Kuibyshev em Samara
Lançamento de mísseis FP-5 «Flamingo» durante o ataque noturno ao Moscovo:
Ataques ucranianos contra os alvos de FSB na região de Kherson, nomeadamente na faixa litoral de Arabat, na fronteira entre a região de Kherson e a Crimeia ocupada. Na vila de Strilkovo, quatro instalações onde se encontravam agentes do FSB foram atingidas em simultâneo. Segundo os canais de monitorização,
15 agentes do FSB foram mortos e cerca de 30 ficaram feridas.
Coordenadas:
00:05 45.918845,34.875704
00:11 45.903356,34.874888
00:35 45.903356,34.874880
Momento da eliminação de um elemento do grupo russo de fogo por um drone do Serviço de Operações Especiais (SSO-SOU) da Ucrânia.
A rússia não para de lançar ataques de grande escala contra Ucrânia com mísseis balísticos, outros tipos de mísseis e drones — infraestrutura
civil foi atingida em oito regiões. Infraestruturas energéticas foram atacadas nas regiões de Sumy e Odesa, enquanto edifícios residenciais foram atingidos em Kyiv e Odesa. Mais de 10 pessoas, incluindo
crianças, ficaram feridas, tendo algumas sido hospitalizadas.
É por isso que sanções fortes contra a rússia são tão importantes. Podem aumentar a pressão necessária para pôr fim à guerra
e criar condições para que os esforços diplomáticos de paz produzam resultados. A rússia tem de pôr fim à sua agressão.
Pinturas do ilustrador israelita Noma Bar, dedicadas à guerra na Ucrânia. A sua exposição continuará no Museu de Arte de Tel Aviv até 16 de janeiro
de 2027. Noma chamou à exposição das suas obras simplesmente «Look Again».
Porque cada obra do artista tem a sua própria característica especial, que só pode ser percebida ao reexaminar a imagem. Para sua atenção, algumas obras do
artista que revelam a sua visão sobre o que está a acontecer.