sexta-feira, outubro 30, 2026

🔫 Ucrânia atinge refinaria de Novokuybyshevsk e evacua os civis de Oleshky

Na noite de 30 de outubro os drones ucranianos infligiram cerca de 11 focos de incêndio na refinaria de Novokuybyshevsk, na região russa de Samara. As forças ucranianas aplicaram o esquema de ataque de larga escala, atingindo toda a refinaria, situada à mais de 1300 km de Kyiv.










O geoposicionamento da refinaria de Novokuybishevsk

A instalação, controlada pela gigante Rosneft, tem a capacidade para processar cerca de 8,8 milhões de toneladas de petróleo por ano e produz gasolina, diesel e combustível de aviação. Moradores de Novokuybyshevsk relatam os ataques e vários incêndios consequentes na refinaria local, que foi atacada nesta manhã.

Fonte Osint: worldmilitares

Evacuação dos civis ucranianos de Oleshky, região de Kherson 

A partir de 30 de outubro de 2026, a evacuação de civis ucranianos de Oleshky passou da fase de acordos para a fase prática. A delegação ucraniana chegou à área da operação humanitária, com 25 autocarros/ônibus com a capacidade para 750 lugares, ambulâncias e transporte para pessoas com mobilidade reduzida. Segundo o ocordo preliminar bilateral, os residentes da cidade obtiveram a escolha livre de poderem sair tanto para Ucrânia livre, quanto para a federação russa.

Desde 24 de fevereiro de 2022, a cidade está sob ocupação russa. Em maio de 2026, restavam cerca de 2.000 residentes, e a cidade está à beira de uma catástrofe humanitária, pois sofre com a escassez de alimentos e medicamentos desde janeiro de 2026. A infraestrutura da cidade foi destruída em 2022-2023.

Pela Ucrânia a operação é coordenada pelo Comissário dos Direitos Humanos do Parlamento da Ucrânia (Rada Suprema), Dr. Dmytro Lubinets. Foi seu gabinete que realizou a coordenação prática: regime de silêncio na imprensa e na blogosfera, desminagem, comboio humanitário, listas de pessoas e transporte. Em 27 de outubro, Ucrânia decretou oficialmente um cessar-fogo na área de Oleshky para a condução da operação humanitária, que irá durar até 1 de novembro de 2026.

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Um dos blogueiros militaristas e patrioteiros russos, confirma a escolha real dos ucranianos residentes em Oleshky. 17 autorarros/ônibus se dirigem à Ucrânia (primeiro, via terrestre para a rússia, depois via aérea para Belarus e novamente via terrestre para Ucrânia) e apenas 4 autocarros levarão as pessoas para rússia.

A operação de evacuação ainda não terminou, por isso o nosso blogue divulga apenas os resultados preliminares.

Ucrânia usa mísseis «Neptuno-D» e destrói dois Su-34 russos

Em resultado do ataque realizado na noite de 29 de outubro de mísseis costeiros «Neptuno-D» («Neptuno longo») da marinha ucraniana, foi confirmada a destruição de duas aeronaves Su-34 russas no aeródromo de Marinovka, mais de 600 km da Ucrânia. 

Em consequência dos danos causados ​​pelo impacto, dois caças-bombardeiros Su-34 de linha de frente foram destruídos no território do 11º Regimento de Aviação Mista (vila de Oktyabrsky, na região russa de Volgogrado), pertencentes à 4ª Divisão de Aviação Mista da 4º Exército da Força Aérea e da Defesa Aérea.

As consequências do ataque da Marinha ucraniana ao aeródromo de Marinovka, em 29 de outubro. Dois caças-bombardeiros russos Su-34 foram destruídos.

Fonte OSINT: AviVector

Os blogueiros militaristas russos confirmam a destruição de duas caças, assim como a morte de dois militares russos e os ferimentos em outros dois. 

Os blogueiros patrioteiros confirmam strike ucraniano

O caça-bombardeiro multifuncional Su-34 é o principal meio de lançamento de bombas guiadas. Ele é capaz de transportar até 8 toneladas de carga bélica. O valor de mercado de um Su-34 é de cerca de US$ 50 milhões. 

A destruição de tais aeronaves reduz a capacidade dos ocupantes russos de atacar com bombas guiadas as áreas de fronteira da Ucrânia, a infraestrutura civil e as posições avançadas das FAU, informa o Estado-maior das Forças Armadas da Ucrânia.

Glória à Ucrânia! 

Su-34 como ferramenta do terror aéreo russo: tamanho da frota, produção e vulnerabilidade do agressor

Os caças-bombardeiros Su-34 são um dos principais componentes da força aérea de ataque do estado agressor, a rússia, na sua guerra contra Ucrânia. Seu uso como portadores de bombas aéreas guiadas permitiu ao exército russo expandir as suas capacidades de atingir alvos terrestres, em particular em áreas de combate ativo e assentamentos na linha de frente. 

Apesar das significativas perdas em combate, a rússia continua produzindo e modernizando o Su-34, tentando manter o tamanho da frota de aeronaves e a intensidade dos ataques com mísseis e bombas. Ao mesmo tempo, as possibilidades de aumentar ainda mais esse potencial dependem da capacidade de produção, da disponibilidade de componentes tecnológicos e da capacidade do complexo militar-industrial russo de compensar as perdas. 

NASA FIRMS regista o incêndio no território do aeródromo militar de Marinovka, 29.X.2026

Em outubro de 2026, a forças aeroespacial russa contava com cerca de 140 caças-bombardeiros Su-34 de diversas modificações, incluindo o modernizado Su-34M (Su-34NVO). 

Desde o início da invasão em larga escala, a rússia perdeu 43 aeronaves desse tipo, que foram destruídas, e outras sete foram danificadas. 

Essas perdas são bastante significativas para a frota de aeronaves do agressor, cuja recuperação exige um longo ciclo de produção, recursos financeiros consideráveis ​​e cooperação industrial especializada. Para efeito de comparação: o número de Su-34 destruídos equivale a aproximadamente 2,5 a 3 anos de sua produção, com uma capacidade estimada de 14 a 18 aeronaves por ano. 

Ler mais: informe da GUR MOU, em ucraniano

Bónus

No dia 30 de outubro, na região de Akhtyubinsk, a rússia perdeu um caça-bombardeiro da última geração Su-57. Aparentemente, o aparelho ardeu/pegou o fogo, ficando totalmente destruído, num acidente de mal funcionamento do seu motor principal. O seu valor de mercado é de cerca de US$ 150 milhões. No total, desde 24.02.2022, a rússia já perdeu 4 aparelhos Su-57 (2 deles validados pelo Oryx, sem contar com o aparelho de hoje): dois foram abatidos na Ucrânia e um foi alvo de friendly-fire russo.


Fonte OSINT: AviVector

Bónus

Os guerreiros da 3ª Brigada de Assalto destruíram, com auxílio de um drone de ataque middle-strike, um helicóptero Mi-8 russo, algures na linha da frente.

quinta-feira, outubro 29, 2026

Os crimes de guerra russos em Dnipro e em Kyiv

O ataque russo à uma estação ferroviária, lotada de passageiros civis na cidade de Dnipro é um crime de guerr e um ato de terrorismo. Ataque resultou em 13 civis ucranianos mortos. Não se percebe o tipo de «restauração de relações» que os russos esperam após cometerem todas essas atrocidades.

É difícil encontrar as palavras certas em momentos como este. A melhor e a única coisa a fazer agora é contribuir, com as suas doações para os drones das Forças Armadas da Ucrânia. Para que o máximo possível de neofascistas russos se tornam carga-200.



Mayor do Dnipro Borys Filatov informa sobre civis mortos e
feridos em resultado do ataque russo à uma estação ferroviária

Os neofascistas russos já nem sequer tentam mais disfarçar seus ataques desumanos e brutais contra Kyiv. Eles simplesmente atacam aleatoriamente qualquer espaço público — uma rua movimentada, o campus universitário, uma estação de metro/ô, um supermercado, até mesmo um pátio comum. Contando com um grande número de vítimas civis.






Basta comparar isso com os ataques de mísseis da Ucrânia contra fábricas militares russas nos últimos dias. Cada um dos mísseis ucranianos, caiu precisamente dentro de recinto das unidades fabris, engajadas no esforço russo da guerra. Como no caso da fábrica/usina «Energia» na cidade de Yelets, na região russa de Lipetsk.

Quatro impactos de mísseis de cruzeiro ucranianos que atingiram a fábrica/usina «Enegia» em Yelts

A cidade de Toretsk, região/oblast de Donetsk, sendo «libertada» pelos ocupantes russos desde 2024.

A área de 62 km² e sua população em 2020 foi estimada em 32.027 habitantes. A população registada em 08.01.2025 foi de 126 pessoas (Sic!)

e a resposta ucraniana... 

Cidade russa de Omsk, fábrica de borracha «Omsky Kauchuk». A unidade de separação de gases (unidade D3) incendiou-se e a unidade de produção final de MTBE (D5) ficou danificada (Imagens 1-3). Em resultado do impacto de drones ucranianos na noite de 24 de outubro de 2026.

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Fonte Osint: worldmilitares

De África à Ucrânia: uma investigação entre prisioneiros de guerra africanos

O Instituto Francês de Relações Internacionais (IFRI) publicou um estudo sobre o recrutamento de cidadãos africanos pela rússia. O seu autor, Thierry Vircoulon, conversou diretamente com mercenários africanos capturados, em campos dos POW na Ucrânia. Tomou conhecimento em primeira mão dos detalhes do recrutamento, das atitudes em relação aos estrangeiros no exército russo e do tratamento que recebem em cativeiro na Ucrânia. 

A rússia está a transformar o desejo dos africanos de encontrar trabalho ou obter educação numa ferramenta para recrutar novos membros ao exército russo. Anúncios de emprego falsos, promessas de salários elevados e cidadania russa, engano e coação — os recrutadores russos empregam uma variedade de métodos. As vezes toda essa coação leva ao desfecho rápido — o sucídio do mercenário.

O IFRI concluiu que, apesar das promessas públicas de Moscovo de acabar efectivamente com os raptos e repatriar cidadãos de alguns países africanos, o recrutamento continua. Vircoulon acredita que isto pode ser combatido através da cooperação internacional, da exposição das redes de recrutamento, do reforço da fiscalização e da informação às pessoas sobre os riscos de procurar trabalho na rússia. 

De referir que o documento foi publicado pouco antes da Cimeira rússia-África, que começou no dia 28 de outubro em Moscovo. O autor acredita que a questão do recrutamento de africanos será o «elefante na sala» e será provavelmente levantada por convidados do continente africano nos bastidores das negociações oficiais. 

Recorde-se que, durante a invasão em larga escala da Ucrânia, foram capturados representantes de 18 países africanos. Desde o início da guerra que a rússia não os trocou. Para alterar esta situação, os prisioneiros de guerra africanos apelaram aos participantes da Cimeira rússia-África, solicitando-lhes que facilitassem o seu regresso para casa. 

Ler em francês: De l'Afrique à l'Ukraine: enquête auprès de prisonniers de guerre africains

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quarta-feira, outubro 28, 2026

А caça da Ucrânia às fábricas russas de borracha e a sua utilidade no combustível para os mísseis «Iskander»

Nos últimos dias, os drones ucranianos FP-1 atingiram, em simultâneo, três empresas russas do setor da borracha: Voronezhsintezkauchuk, Omsk Rubber e Togliattikauchuk. Pode parecer estranho questionar a utilidade da borracha neste contexto. Será que Ucrânia decidiu deixar os russos sem pneus para os seus carros? 

Na verdade, a situação é ainda mais complexa: a indústria da borracha produz, em particular, polímeros utilizados no combustível sólido para mísseis. 

Um desses polímeros é o polibutadieno-acrilonitrilo. Aglutina os componentes do combustível de foguete numa única carga forte e, ao mesmo tempo, serve como combustível adicional. Substituir este componente não é tarefa fácil – requer novas formulações e testes. 

É com combustível sólido que funcionam os motores dos mísseis balísticos russos Iskander-M. Os ataques à indústria da borracha representam um golpe para a base química da indústria russa de foguetões. 

A empresa recordista em número de ataques é a Togliattikauchuk, que foi alvo de pelo menos quatro ataques. Segue-se a Central Petroquímica de Sterlitamak, com três ataques. 

No total, existem cerca de 10 grandes empresas do setor da borracha na rússia. Até o dia 25 de outubro, seis delas já tinham sofrido 11 ataques bem-sucedidos. 

A infografia mostra a relação entre a borracha e os motores de foguete, além de indicar quais as empresas que já foram atingidas.

terça-feira, outubro 27, 2026

💔 A cidade ucraniana de Lyman: genocídio e crimes de guerra russos

Hoje, a Lyman praticamente já não existe. Isso pode ser visto nestas fotos tiradas há alguns dias. Há muito tempo que é impossível entrar na cidade. A única forma de chegar às posições é a pé, as rotações duram pelo menos um mês, ou até mais, e qualquer movimento representa um grande perigo.





Os civis que permanecem em Lyman vivem sobretudo em caves, não há comida, nem água há muito tempo, e os militares ucranianos, que recebem mantimentos através de drones, partilham com a população o pouco que têm. Estamos em outubro de 2026. 






A cidade tem 26,21 km² de área e sua população em 2020 foi estimada em 20.768 habitantes. Em janeiro 2023, a população morando em Lyman foi estimada em cerca de 13.000, restando apenas 3,634 em 2025. Possivelmente metade ainda está na cidade em 2026.  

...e a resposta ucraniana 

Mísseis de cruzeiro ucranianos atingem a fábrica «Energia» na cidade russa de Yelets, na região de Lipetsk. A fábrica produz, ou produzia, os componentes para diversos equipamentos militares, assim como fabricava as próprias armas.

Consequências de um ataque com mísseis de cruzeiro à fábrica «Energia» em Yelets. Danos severos e um incêndio de grandes proporções. Um ataque ucraniano muito bem feito.

A cidade russa de Omsk. Em resposta aos ataques terroristas russos contra centros comerciais ucranianos, um grande armazém da OZON foi atingido e ficou em chamas.

A empresa ucraniana Fire Point publica uma breve imagem da ação dos seus drones FP-2. Esperando que os soldados e oficiais russos em chamas também tenham gostado da vibe:


segunda-feira, outubro 26, 2026

Os POW russos capturados pela RDK, a unidade russa das FAU

O Corpo de Voluntários Russos (RDK), a unidade russa das FAU, está a capturar prisioneiros de guerra russos, reabastecendo o fundo de troca da Ucrânia. Os POW russos, continuam a revelar o quotidiano do exército russo da sua guerra colonial na Ucrânia. 

Os soldados ao serviço do Kremlin, capturados pelo RDK no inverno de 2026 na região de Zaporízhia. O cativeiro ucraniano tornou-se a sua salvação da morte. A morte aguardava-os não só por causa do fogo de RDK, mas também por causa do frio e da fome a que o seu próprio comando os condenou.

Infiltração ao cativeiro. Militares do exército russo capturados pela RDK. 1ª Parte, 36'18'':

Um dos prisioneiros pagava o dinheiro aos seus comandantes desde 2022 para evitar ser enviado para a linha da frente. Quando o dinheiro acabou, foi enviado para «se infiltrar» através das posições ucranianas. Outro sonhava com uma carreira como oficial, mas viu-se no meio de ruínas queimadas às temperaturas gélidas, com o rosto queimado, sem comida, nem medicamentos. Lavou os olhos com a sua própria urina para os abrir. Agora, a sua visão sobre uma carreira militar no exército russo mudou.

Infiltração ao cativeiro. Militares do exército russo capturados pela RDK. 2ª Parte, 58'40'':

Estas personagens não são apenas prisioneiros. São um meio prático de libertar os defensores da Ucrânia presos no novo GULAG russo de Putin.

domingo, outubro 25, 2026

Afinal, quantos anos da história tem Ucrânia?

Ultimamente, a propaganda russa, tenta novamente reduzir existência da Ucrânia aos meros 35 anos, desde o dia da reinstalação da sua Independência em 24.08.1991. Mesmo se fosse verdade, que absolutamente não é, isso não daria nenhum poder ao regime neofascista russo de invadir o país, tentando aniquilar a soberania ucraniana. 

Nome do Estado e os povos/tribos que nele habitavam

Os tribos proto-eslavos que havitavam na chamada Rus de Kyiv (os territórios da Ucrânia moderna e do Médio Dnipro):

  • Polianos — a tribo principal, com o seu centro em Kyiv; o núcleo do estado formou-se à sua volta;
  • Drevlíanos — viviam na margem direita do rio Polissia (a principal cidade era Iskorosten);
  • Siverianos — ocupavam as bacias dos rios Desna, Seim e Sula (Chernihiv, Pereyaslav);
  • Volynianos (também conhecidos como buzhany, buliby) — habitavam a bacia do rio Buh Ocidental e da Volyn atual;
  • Tivertsios — viviam ao longo dos rios Dniester e Prut até ao Mar Negro;
  • Ulychi — inicialmente viviam no curso inferior do Dnipro, mais tarde migraram entre o Dniester e o Prut.
  • Croatas Brancos — habitavam as regiões dos Cárpatos e da Transcarpátia.

O nome da Ucrânia

1ª menção conhecida da palavra Ucrânia, ano 1187, Codex Khlebnikov da Crónica Ipatiev

O primeiro registo escrito do termo «Ucrânia» data de 1187, aparece na Crónica de Kyiv (preservada como parte da Lista de Ipatiev, cópia conhecida se chama Codex Khlebnikov). A palavra é mencionada a propósito da morte do Príncipe Volodymyr Glibovych de Pereiaslav, conhecido pela sua luta contra os polovtsianos: «о нем же Оукраина много постона» («por causa [da morte] dele Ucrânia gemeu muito»).

Um excerto do Evangelho de Peresopnytsky (1556)
no qual ocorre a palavra “Ucrânia”.

Língua(s) faladas e escritas

Os habitantes da Rus de Kyiv falavam várias línguas nativas, usando, para a escrita e documentação a antiga língua búlgara (a sua variante macedónia), que mais tarde foi conhecida do eslavo antigo ou eslavo eclesiástico. Em vários grafitties, deixadas nas paredes das igrejas em Kyiv, é possível notar vários ucrainismos, principalmente, na terminação das palavras ou quando os autores usavam, quando não sabiam certas palavras em antigo búlgaro, que era usado, na Europa Oriental, como a língua franca, à semelhança do latim, na Europa Ocidental.

Reprodução gráfica de uma inscrição do livro de Serhiy Vysotsky, “Inscrições da rus´ antiga de Sofia de Kyiv, séculos XI-XIV”. Inscrição: “SENHOR, AJUDA O TEU SERVO PAVLOVY”. A inscrição da oração termina com um nome no caso dativo tipicamente ucraniano “PAVLOVY”. “Na língua ucraniana, desde os monumentos escritos mais antigos até aos séculos XVI-XVII, a terminação do caso dativo (-OVY) era sólida” – historiador da língua, Doutor em Filologia, Viktor Moisienko.

Rurik e Kyiv como capital da Rus de Kyiv

Segundo a historiografia ainda soviética, a cidade de Kyiv foi fundada no ano 482 (século V). O alegado fundador da dinastia, Rurik, é uma personagem mítica, a sua existência real não está confirmada em nenhuma crónica da chamada «historiografia paralela», fora das crónicas da Rus de Kyiv: nem árabes, nem bizantinos, nem da Europa Ocidental.

A data oficial e provável da fundação de Novgorod, uma outra cidade importante de Rus de Kyiv, é considerada 859 (de acordo com as Crónicas de Nikonov e Primeira de Sófia). As camadas culturais reais da cidade e dos povoados no território moderno de Novgorod datam a sua existência da década de 930 (século X). Portanto, a cidade de Kyiv é cerca de 5 séculos mais antiga do que Novgorod, além disso, Novgorod que era um dos mais importantes centros políticos e comerciais da Rus de Kyiv na rota «dos varegues aos gregos», de 1136 a 1478, foi a capital da República Independente de Novgorod (República Boiariana de Novgorod).

O batismo do Volodymyr

O príncipe Volodymyr (que após o batismo adotou o nome de Basílio, em forma do tributo ao imperador bizantino Basílio II Bulgaráctono). Volodymyr realmente foi batizado em Quersoneso, na Crimeia — (uma antiga cidade-estado grega na costa sudoeste da Crimeia), em 988, no mesmo ano em que ele promoveu o batismo de Kyiv, também em 988.

As igrejas de Kyiv

Os mosaicos da Catedral de Santa Sofia, em Kyiv e outras igrejas da Rus de Kyiv, eram realmente executados por mestres gregos bizantinos. Uma prática absolutamente habitual da época, em que os dinastias reinantes convidavam os mestres bizantinos, como mais experientes na arte sacra. A Catedral de Santa Sofia foi construído entre 1017 e 1037 por ordem e às expensas do Príncipe Yaroslav,o Sábio, de Kyiv (George, após o seu batismo).

A dinastia ruríkida que governou Kyiv 

Os historiadores na realidade não sabem como realmente se chamava aquela dinastia, o termo «ruríkida» ou «de Rurik», foi cunhado pelos historiadores russos no século XIX. A existência do próprio fundador da dinastia, o mítico Rurik não está comprovada historicamente. 

Mapa da “Tartária Europeia ou Tartária Menor” do italiano Giacomo Cantelli da Vignola (1688).
A região do rio Dnipro é representada como “Ucrânia ou a terra dos cossacos zaporozhianos”.

Em 1654, o Hetmanato dos Cossacos Bohdan Khmelnytsky e, de-facto, chefe do estado ucraniano chamado Exército de Zaporizhia, jurou lealdade ao czar russo no Conselho de Pereyaslavl. O embaixador em Moscovo, o boiardo Vasily Buturlin, recusou-se terminantemente a jurar em nome do czar. Declarou que «o czar não jura aos seus súbditos» e que a sua palavra real era inviolável. A essência da união era um protectorado e não uma «reunificação»: para Khmelnytsky, o juramento ao czar era o reconhecimento de um protectorado (união político-militar) com a preservação da plena autonomia do Estado ucraniano, dos seus próprios tribunais, finanças, exército e do direito às relações internacionais. O hetman já tinha firmado juramentos e alianças táticas semelhantes com o sultão turco.

Em 1608, em Cracóvia foi publicado o livro «Ukraina od tatar utrapiona, xiązat i panów pogranicznych o ratunek żałosnym lamentem pros» (Ucrânia, atormentada pelos tártaros, pede aos príncipes e aos senhores das terras fronteiriças a salvação com um lamento comovente).
O autor do poema foi Martyn Paszkovski, um nobre da classe média da casa de Zador.

As fronteiras atuais da Ucrânia e as trocas territoriais com rússia 

Após a ocupação da Ucrânia independente (República Popular da Ucrânia, Estado Ucraniano e Diretória, 1917-1921) pela rússia soviética, entre 1919 e 1928, as autoridades da Ucrânia Soviética transferiram vários dos seus territórios para a rússia Soviética (RSFSR):

  • Taganrog e parte do Donbas Oriental (incluindo a cidade de Taganrog e parte dos atuais distritos do Oblast de Rostov) — transferidos por decisão oficial do Presidium do Comité Executivo Central da URSS, em 16 de outubro de 1925.
  • Região de Belgorod — os territórios do norte de Slobozhanshchyna, juntamente com a cidade de Belgorod, que faziam parte da Ucrânia nos primeiros anos do poder soviético, foram transferidos para a RSFSR como resultado da redistribuição das fronteiras entre 1919 e 1928.
  • Região de Starodubschyna (parte da região de Chernihiv) — transferida para a rússia no início da década de 1920.

As atuais fronteiras da Ucrânia na Europa

Os Acordos de Helsínquia (Acto Final de Helsínquia) foram assinados a 1 de Agosto de 1975 em Helsínquia, Finlândia, pelos líderes de 35 Estados (33 países europeus, os Estados Unidos e o Canadá) no âmbito da Conferência sobre Segurança e Cooperação na Europa (CSCE, actualmente OSCE).

Disposições-chave sobre fronteiras no Acto de Helsínquia 

A secção sobre os princípios interestatais (em particular, os parágrafos sobre a inviolabilidade das fronteiras e a integridade territorial) estabeleceu as seguintes disposições-chave:

  • Inviolabilidade das fronteiras: os Estados participantes reconheceram as fronteiras existentes na Europa (formadas após a Segunda Guerra Mundial) como invioláveis ​​e comprometeram-se a abster-se, agora e no futuro, de qualquer violação dessas fronteiras. Declararam que não fariam quaisquer reivindicações territoriais.
  • Integridade territorial: os participantes comprometeram-se a respeitar a integridade territorial de cada Estado participante.
  • Não utilização da força ou ameaça de força: as partes comprometeram-se a abster-se de qualquer acção incompatível com os objectivos da Carta das Nações Unidas contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado.
  • Resolução pacífica de litígios: todos os litígios devem ser resolvidos exclusivamente por meios pacíficos, de modo a não pôr em perigo a paz e a segurança internacionais.