segunda-feira, junho 29, 2026

Mercenários peruanos arrependidos procuram fugir da guerra neocolonial russa

Entre 600 à 800 peruanos, quase todos sem nenhuma experiência militar, foram atraídos para a guerra neocolonial russa contra Ucrania. Sabe-se que 13 deles ja morreram, 120 outros são desaparecidos / incontactáveis pelos seus familiares por mais de 5 semanas. 

O Ministério Público do Peru abriu uma investigação preliminar após denúncias de familiares de cidadãos peruanos aliciados pela rússia e enviados para lutar na sua guerra neocolonial contra Ucrânia. O anúncio foi feito em 1 de maio de 2026, após reportagens na imprensa/mídia peruana no final de abril sobre centenas de cidadãos que se encontravam nessa situação. A investigação está sendo conduzida por uma unidade especializada em crimes de tráfico de pessoas.

Dados de alguns dos peruanos do exército russo

Um total de aproximadamente 600 peruanos deixaram o Peru rumo à rússia desde outubro de 2025, disse, aos jornalistas, o advogado Percy Salinas, que representa alguns dos cidadãos desaparecidos. Outro advogado, Marcelo Tataje, que assessora as famílias dos que foram para a rússia, afirmou que 135 boletins de ocorrência de pessoas desaparecidas já foram registados e que há informações sobre outros 250 casos possíveis.

Pelo menos 13 cidadãos peruanos morreram, informa o Dr. Salinas. Um deles é Ronald Rojas Alcantra, de 25 anos, que foi para a rússia trabalhar como segurança, morreu após ser ferido em 29 de abril de 2026, sem receber atendimento médico adequado, relatou sua irmã à rádio RPP. Sabe-se que vários peruanos ficaram feridos, incluindo um cozinheiro de 63 anos.

A familiar de um mercenário peruano chora durante uma manifestação em Lima,
em maio de 2026. Foto: Klebher Vasquez/Anadolu/Getty Images

Segundo advogados e familiares, os peruanos foram atraídos para a rússia com promessas de trabalho em diversos setores, incluindo relacionados às forças armadas, mas supostamente longe da linha de frente (por exemplo, foi lhes prometido trabalho como seguranças em bases militares ou em serviços de alimentação do exército). De acordo com o jornal peruano Le República, aos peruanos prometiam empregos de guardas de embaixadas e hospitais, e para trabalhar como engenheiros, cozinheiros e motoristas de táxi. Segundo a publicação, os salários prometidos variavam de US$ 2.600 a US$ 4.000 por mês, além de um bônus de «boas-vindas» de 20.000 dolares, algo que os mercenarios simplesmente nunca receberam. De acordo com um advogado, o recrutamento foi feito por uma organização registada na Colômbia.

Segundo Dr. Salinas, antes de embarcarem para a rússia, os peruanos receberam documentação para assinar em russo. Já na rússia, os seus pasaportes, os telemóveis e até os cartões de identidade foram confiscados. Os russos diziam: “Agora devem-nos 20 mil dólares, porque foi o que custou trazê-los até aquí”. Depois os peruanos são enviados para um curto treino/amento militar e, em seguida, diretamente para a guerra, relata a Le República.

A irmã de um dos mercenarios relatou que ele conseguiu fugir da frente de batalha e tentar procurar ajuda no consulado peruano em Moscovo/ou, mas foi aconselhado, pelos funcionarios do Consulado, a retornar à sua unidade militar russa, tentar rescindir o contrato e solicitar a devolução do passaporte. Mercenario seguiu este conselho e, após isso, perdeu-se quaisquer contato com ele, segundo a RPP.

O Dr. Salinas também mencionou um grupo de 13 peruanos presos numa trincheira sob ação constante de drones, implorando pela sua evacuação. Os advogados também falaram de dez peruanos que se refugiaram na embaixada de Peru em Moscvo/ou. Salinas contou que a missão diplomática teria se recusado a abrigar os cidadãos, recomendando que tentassem deixar a rússia por conta própria. O Ministério dos Negócios Estrangeiros / das Relações Exteriores do Peru negou a recusa de asilo.

Um grupo de familiares de mercenários peruanos realiza uma vigília à luz das velas em frente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lima. Foto: Klebher Vasquez/Anadolu/Getty Images

Familiares de 130 peruanos solicitaram ao Ministério dos NE / das RE do Peru a prestação do auxílio na repatriação de seus parentes. Por sua vez, o Ministério peruano anunciou que convocou o encarregado de negócios da embaixada russa em Lima para uma reunião sobre a situação e solicitou informações às autoridades russas relativamente ao paradeiro e ao estado de saúde dos cidadãos peruanos. O ministério enfatizou que os cidadãos peruanos precisam de autorização governamental para servir nas forças armadas estrangeiras.

A 30 de abril corrente, a embaixada russa no Peru emitiu um comunicado em resposta às preocupações das famílias peruanas em relação aos seus familiares, que assinaram contratos de serviço militar com o exército russo. O comunicado afirmava que, no caso for formalmente solicitada, a embaixada está pronta para fazer tudo o que for necessário para obter informações sobre estes cidadãos.

Nesse mesmo dia, familiares de peruanos envolvidos na guerra realizaram um protesto em frente à embaixada russa em Lima. Uma das manifestantes contou ao jornal La República que o seu pai e outros 25 peruanos foram atraídos para a rússia sob o pretexto de uma viagem turística.

Familiares de mercenários peruanos exigem o seu regresso a casa, mas as autoridades peruanas respondem que retirar alguém de uma zona de guerra não é tarefa fácil.
Foto: Klebher Vasquez/Anadolu/Getty Images

Segundo ela, durante a última comunicação, o seu pai relatou que ele e os seus companheiros estavam a ser preparados para serem enviados para a frente de batalha no dia 15 de maio. Disse ainda que estavam fisicamente exaustos e a viver em condições precárias, por exemplo, nos locais onde recebiam a comida, estavam empilhados os cadáveres dos militares russos mortos.

Em 1 de maio, o projeto russo de direitos humanos “Go by the Forest, que ajuda as pessoas a fugir do alistamento militar russo, relatou o caso de um grupo de peruanos em Lipetsk que estava a ser preparado para ser enviado para a frente de batalha num futuro próximo. Um advogado familiarizado com a situação informou os ativistas de direitos humanos sobre o sucedido através de um amigo no Peru. 

O advogado esclareceu que o grupo incluía o pai de um conhecido, que tinha ido à rússia em meados de abril de 2026 para ganhar dinheiro. Prometeram-lhe trabalhos de limpeza, manutenção de cozinhas e guarda de depósitos do exército russo; o motivo legal da viagem era supostamente assistir um evento desportivo em Moscovo. Após chegar à rússia, foi enviado para Lipetsk, onde recebeu um registo temporário e foi submetido a um exame médico. Em seguida, assinou um contrato de serviço militar e foi enviado para formação.

Em algum momento o homem conseguiu contactar brevemente a sua família no final de abril e pediu para ser socorrido. Segundo os familiares do homem, na noite de 1 de maio, este grupo de peruanos já se encontrava no território ucraniano temporariamente ocupado, na região de Luhansk, escreve a publicação russa Meduza.io.

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domingo, junho 28, 2026

Ucrânia atinge a refinaria de petróleo em Slavyansk-on-Kuban

Ucrânia atinge, com sucesso, a refinaria de petróleo da cidade de Slavyansk-on-Kuban, na região russa de Krasnodar. A refinaria fornece combustível à Crimeia ocupada, além de outras regiões, e, dadas as operações ucranianas em curso na Crimeia, é um alvo estratégico.



 

Posição geográfica da refinaria: 45.2410986, 38.1423952

A petrolífera localizada na cidade de Sloviansk-na-Kubani, está à mais de 300 km da fronteira estatal da Ucrânia. É especializada na produção de uma vasta gama de produtos petrolíferos: gasolina, fuelóleo e combustível marítimo. É uma empresa especializada chave na região, sendo também um importante exportador através dos portos do Mar Negro. Como resultado do ataque de drones ucranianos, foram registados incêndios na área de um parque de tanques de petróleo, um parque de carga de produtos petrolíferos, bem como numa unidade primária de refinação de petróleo, escreva a secreta ucraniana SBU, confirmando a sua própria participação no ataque bem.sucedido.

 

Além da refinaria de petróleo, o serviço FIRMS da NASA detetou um possível incêndio na unidade de estabilização de petróleo e tratamento de gás de Slavyansk (USNiPG), pertencente à empresa RN-Krasnodarneftegaz LLC.

 

A monitorização objetiva dos resultados do ataque ucraniano à refinaria de petróleo de Slavyansk-on-Kuban à partir de um local próximo. Os especialistas podem avalir a dimensão do ataque.

Bónus I

Além de Slavyansk-on-Kuban, os drones ucranianos também atingiram a refinaria de petróleo de Yaroslavl, ataque que ainda não foi confirmado pelos russos e com menos dados do contrololo objetivo.

Ataque ucraniano à refinaria de Yaroslavl, os danos por apurar

Bónus II



A ponte de Sabivka, região de Luhansk
As imagens da ponte ferroviária, localizada na aldeia de Sabivka, parte temporariamente ocupada da região ucraniana de Luhansk, danificada, em resultado da ação ucraniana de 26 de junho corrente. A ponte desempenhava um papel importante na logística ferroviária entre as áreas temporariamente ocupadas das regiões de Luhansk e Donetsk.

Localização: 48.575458,39.152875

Fontes Osint worldmilitares; Exilenova_plus;

sábado, junho 27, 2026

Instituto Polaco da Memória Nacional na tentativa de demonizar a OUN

Há alguns dias que o Instituto Polaco da Memória Nacional (IPN) tem vindo a conduzir uma campanha de informação que tenta demonizar os «pais-fundadores» do nacionalismo ucraniano. Nas redes sociais são publicadas ilustrações com textos que visam comprovar a natureza supostamente «genocida» das ações da UPA. No entanto, tudo é feito de uma forma surpreendentemente primitiva, escreve o historiador ucraniano Volodymyr Viatrovych.

Estão a tentar encontrar as raízes do «genocídio» na obra de Dmytro Dontsov, mas não encontraram nele uma única citação anti-polaca. Porque, na verdade, não existe nenhuma. Dontsov era um polonófilo, trabalhou e publicou a sua obra legalmente na Polónia nas décadas de 1920 e 1930, e a sua principal obra, «Nacionalismo», foi publicada na Polónia em 1926, numa editora religiosa «Missioner», em Zhovkva [na atual região ucraniana de Lviv].

A citação de Stepan Bandera também não resultou. Eis o que lemos no site polaco do IPN: “A nossa ideia, tal como a entendemos, é tão grandiosa que, quando se trata da sua implementação, para a alcançar, é necessário sacrificar não centenas, mas milhões de vítimas”, disse um dos líderes nacionalistas ucranianos, Stepan Bandera, perante o tribunal em Lviv, em 1936. Estas palavras foram um aviso sombrio do genocídio cometido pelos seus apoiantes apenas sete anos depois”.

Na verdade, Bandera falava sobre a disponibilidade dos ucranianos para sacrificar as suas próprias vidas em nome da liberdade. Referia-se aos seus companheiros da OUN, que foram presos e executados pelas autoridades polacas. A citação completa é a seguinte: “As pessoas que estão constantemente conscientes, no seu trabalho, de que podem perder a vida a qualquer minuto, estaspessoas, mais do que ninguém, sabem valorizar a vida. Conhecem o seu valor. A OUN valoriza muito a vida dos seus membros, mas a nossa ideia é tão grandiosa na nossa compreensão que, quando se tratada sua implementação, não algumas, não centenas, mas milhões de vítimas devem ser sacrificadas para a concretizar.”

Quando a história é substituída por propaganda primitiva, conduzida por uma instituição estatal, e a memória das vítimas é substituída por um culto pseudo-religioso, a sociedade perde a capacidade de avaliar criticamente não só o passado, mas também o presente. Já vimos isso no exemplo dos nossos vizinhos de leste, escreveu Dr. Viatrovych.

Ucrânia usa mísseis FP-5 Flamingo e atinge a fábrica militar russa em Volgogrado

Os mísseis ucranianos FP-5 Flamingo atingem, com sucesso, a fábrica militar russa «Titan-Barricady», em Volgogrado, especializada na produção de tecnologia de mísseis, em particular lançadores para sistemas «Iskander». 

A empresa «Titan-Barikady» é uma das principais fábricas do complexo militar-industrial russo em Volgogrado. Empresa é a desenvolvedora e fabricante do lançador autopropulsado 9R78 e de outras unidades terrestres do complexo «Iskander». Produz lançadores, sistemas de artilharia e componentes para sistemas de mísseis, em particular o «Iskander-M», os lançadores para os sistemas de mísseis estratégicos «Yars» e «Topol-M». Após 2022, está sujeita a sanções internacionais devido à produção de armamento para o exército russo. 

Visão de satélite da fábrica russa «Titan-Barricady» após os impsctos

No momento de ataque dos FP-5 «Flamingo», a defesa antiaérea russa praticamente não oferece resistência, nos vídeos é possível ouvir apenas os disparos de armas ligeiras, cuja eficência num ataque dessa envergadura se aproxima ao zero.

Unidade fabril nº 38 do complexo militar-industrial «Titan-Barrikady» após o impacto


O momento inédito do lançamento dos mesmos FP-5 «Flamingo» à partir da Ucrânia:

Bónus

Os resultados práticos da campanha ucraniana que visa a estrutura petrolífera russa. A cidade russa de Chita, na região de Transbaical, à cerca de 7.000 km da Ucrânia.

Os drones ucranianos de SSO atingem o veículo, que transportava o chamado «grupo móvel de fogo», composto por militares russos, que deveriam, por sua vez, proteger os camiões-cisterna, contra os ataques das forças ucranianas. Algures na Crimeia ocupada.

Fontes: kazansky2017; worldmilitares; Denis Shtilierman

sexta-feira, junho 26, 2026

Começam as corridas de carruagens funerárias do Kremlin

Um importante camarada e burocrata da era putin, o ex-ministro da Defesa russo, Serguei Ivanov, que foi considerado como possível sucessor de putin em 2007, faleceu. Tal como putin, o «dinosáurio do Kremlin» tinha 73 anos. 

O fim da Era da Estagnação soviética, a derradeira final da era zastoy (1980-85), é muitas vezes chamada, ironicamente, de “era/plano quinquenal de funerais magníficos”, “corridas de carruagens funerárias”, “plano quinquenal de três caixões”, etc. Mais de quarenta anos depois, neste momento histórico, um grande número dos aliados e camaradas do putin, assim como próprio presidente russo, já ultrapassaram o marco de 70 anos. Para colmatar a situação, a rússia está investindo em programas estatais semi-secretos de grande escala para combater o envelhecimento e prolongar a vida, com um financiamento estimado em 26 mil milhões de dólares. O projecto está a ser implementado no âmbito do projecto russo «Novas Tecnologias de Preservaçãoda Saúde» e é supervisionado pessoalmente pela cúpula do governo russo, incluindo o círculo íntimo do presidente putin.

Já Sergei Ivanov era um dos mais influentes funcionários ​​russos das últimas décadas. Ao longo dos anos, desempenhou as funções de Vice-Primeiro-Ministro e Primeiro Vice-Primeiro-Ministro, Ministro da Defesa, Secretário do Conselho de Segurança e Chefe de Gabinete da Administração Presidencial.

Ivanov na década de 1970 no seu uniforme do KGB

Ivanov, um outro ex-quadro do KGB, só não ocupou a presidência russa em 2007, devido ao medo do putin, que no fim da sua cadência poderia simplesmente não aceitar a devolução do poder. Por isso putin escolheu pessoalmente como o seu sucessor o jurista obscuro Dmitri Medvedev, o eterno «bêbado baixote», exatamente por este ser uma pessoa totalmente inofensiva e sem nenhuma probabilidade de «usurpar» o poder do novo czar russo.

Perdendo gradualmente a sua influência à partir do início da década de 2010, de 2016 a fevereiro de 2026, Ivanov foi claramente despromovido ao cargo do representante especial do presidente russo para a Proteção Ambiental, Ecologia e Transportes. Uma espécie de degredo, equivalente à prática soviética de designar os perdedores das lutas pelo poder como embaixadores da URSS em Mongólia. Mesmo assim, até recentemente, ele conservou o seu lugar de membro do conselho de segurança da federação russa.

Bónus

No dia 26 de junho um novo grupo de 160 militares ucranioanos voltou para casa, libertados do cativeiro russo. Quase todos estavam presos nas masmorras russas desde 2022.


Faça click para ver mais fotos

Entre os defensores libertados hoje estão militares das Forças Armadas da Ucrânia, do Serviço Estatal de Transportes Especiais, da Guarda Nacional e da Guarda-Fronteira. Defenderam a Ucrânia em Mariupol e Azovstal, nas regiões de Donetsk, Luhansk, Kharkiv, Zaporízhi, Kyiv, Chernihiv e Sumy, escreveu o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy

Bónus II 

Estado-Maior da FAU: no decorrer da análise dos dados, foram confirmados os resultados do ataque de 22 junho de 2026 pelas Forças de Defesa da Ucrânia ao Centro de Comunicações Espaciais (CCE) «Vladimir» nos arredores de Gus-Khrustalny, na região de Vladimir, na federação russa. 

  • Assim, foi danificada, de forma crítica, a antena principal do complexo (antena parabólica de 25 metros) e a antena do Complexo Principal de Hardware e Software. 
  • Danificado, de forma considerável, a parte central do complexo principal de hardware e software, onde estão situadas as salas de modems e multiplexadores de satélite, bem como a unidade central de comutação, onde convergem as linhas de fibra ótica de ligação com outros centros espaciais. 
  • Também, foi denificado, de forma crítica, o Edifício de Hardware e Técnico nº 1, onde estão instalados os complexos de recepção e transmissão de dados, a comutação central de cabos de antena do Centro e os equipamentos para arrefecimento das transmissões e a parte eletrónica da antena principal do complexo. 

Fontes: kazansky2017; Exilenova_plus

❗️☝️ Mercenários africanos que morreram na guerra russa na Ucrânia

Nos últimos quatro anos pelo menos 485 cidadãos africanos morreram ao serviço do exército russo na sua guerra neocolonial contra Ucrânia. Mas é apenas a ponte do iceberg, o número real de africanos mortos e desaparecidos é significativamente mais elevado. 

É importante esclarecer que este é o número mínimo de baixas com base nos dados pessoais que inteligência ucraniana possuí de mercenários estrangeiros no exército russo. O número real de mortos e desaparecidos é significativamente mais elevado. No total, Ucrânia conhece os dados pessoais de 2.984 africanos de 40 países africanos que assinaram contratos com exército russo, dos quais quase um em Ecada seis já morreu.

O maior número de baixas conhecidas é entre cidadãos dos Camarões, Gana, Egipto e Quénia, o que também se coaduna com a escala de recrutamento nestes países nos anos anteriores.

  • África do Sul — 10;
  • Argelia — 14;
  • Benim — 2;
  • Botswana — 2;
  • Burundi — 7;
  • Camarões — 104;
  • Chade — 1.
  • Congo (República) — 3;
  • Costa do Marfim — 5;
  • Egipto — 81;
  • Etiópia — 3;
  • Gabão — 1;
  • Gambia — 22;
  • Gana — 85;
  • Guiné (República) — 3;
  • Mali — 15;
  • Marrocos — 4;
  • Nigéria — 24;
  • Rep. CA — 2;
  • Senegal — 8;
  • Serra Leoa — 5;
  • Sudão — 7;
  • Tanzânia — 2;
  • Togo — 3;
  • Tunísia — 2;
  • Quénia — 59;
  • Uganda — 3;
  • Zimbabwe — 6;

Os africanos do exército russo são os soldados de patente mais baixa, tratados, pelos seus camaradas e superiores, com despreso absoluto. Por não falarem russo, o que limita significativamente a sua eficácia no campo de batalha, os africanos são frequentemente utilizados em ataques frontais, onde as suas hipóteses de sobrevivência são mínimas. As suas mortes não criam problemas ao Estado russo, nem causam nenhum impacto público. São geralmente tidos como desaparecidos em combate, sem qualquer tentativa para recuperar os seus corpos e os levar fora do campo de batalha. Aqueles, cujos corpos são evacuados são cremados ou enterrados algures na rússia — a procura de familiares e o repatriamento dos corpos aos países de origem não são uma preocupação para as autoridades russas. 

Como resultado, os residentes de países africanos cujos entes queridos desapareceram na rússia contactam regularmente o projecto «Quero Encontrar». Além disso, em vários países africanos, os familiares dos desaparecidos e falecidos realizam protestos e manifestações regularmente, exigindo que as autoridades auxiliem no regresso dos seusentes queridos.

De acordo com os dados ucranianos, devido à indignação pública e à pressão diplomática sobre a rússia, o Ministério da Defesa russo cessou ou reduziu significativamente o recrutamento em 14 países africanos.

É importante que os familiares dos falecidos exijam que as autoridades russas não só vão buscar os desaparecidos e repatriem os seus corpos para o sepultamento na sua terra natal, como também paguem a indemnização devida. O Ministério da Defesa russo engana constantemente os cidadãos estrangeiros e não paga indemnizações às famílias dos falecidos, principalmente aos africanos e asiáticos.

Mesmo que um africano seja jogador de futebol e receba uma proposta «milionária» de um clube russo, a pessoa acabará num ataque frontal suicída das posições ucranianas. Por isso a melhor e a única forma segura de evitar tais consequências é não ir para a rússia e não se tornar um mercenário ao serviço do neocolonialismo russo. 
Africano desconhecido alguns instantes antes de ser atingido por um drone FPV ucraniano...

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quinta-feira, junho 25, 2026

Ucrânia liberta e as FAU hasteiam a bandeira ucraniana em Kinburn

De acordo com o comunicado oficial do Exército da Ucrânia, as unidades das FAU-Sul expulsaram os ocupantes russos do Pontal de Kinburn, na região de Mykolaiv, tomando as suas linhas defensivas previamente estabelecidas.

As informações e imagens relevantes do local foram divulgadas pelo Grupo Operacional-Tático «Odesa» das FAU.

«Como resultado dos intensos danos causados ​​pelo fogo, as Forças de Defesa do Sul forçaram os ocupantes russos a recuar das suas posições ocupadas, o pessoal sobrevivente está a ser evacuado e os ocupantes estão a abandonar as suas linhas de defesa», refere o resumo do Grupo Operacional-Tático «Odesa».

Bónus

Provavelmente as melhores imagens do voo do drone An-196 «Lyutiy» sobre Moscovo.



Imagens do arquivo, junho de 2026.

Bónus II

A base petrolífera «Poltavskaya» foi atingida e está a arder na região russa de Krasnodar. Não haverá gasolina. A piada sobre a rússia como «gasolineira louca» se torna uma piada dentro da outra piada. De momento apenas a loucura fica, enquanto a gasolina se vá)

O nome ucraniano da base é derivado do facto, de a região russa de Krasnodar contar com a importante Diáspora ucraniana, fruto da emigração do século 18, infelizmente, hoje pouca gente possui quaisquer ligação afetiva com Ucrânia, mas o marco civilizacional ficou em nomes geográficos, apelidos/sobrenomes e até a fala ucraniana, chamada pelos locais de «balachka», que ainda sobrevive nas zonas rurais da região. 


Fontes: kazansky2017; ButusovPlus

200 mil soldados russos estão desaparecidos na Ucrânia desde 2024

Desde o seu lançamento, em janeiro de 2024, o projeto ucraniano «Quero Encontrar», recebeu 200.084 pedidos de informação sobre militares desaparecidos do exército russo. Ao mesmo tempo, o número real dos que foram para a guerra como parte do exército russo e desapareceram é muito superior: nem todos os familiares conhecem o projecto e registam os pedidos de busca. 

Durante este período, foi possível localizar 3.939 militares russos entre os prisioneiros de guerra. Até 1 de junho de 2026, 2.519 delas foram repatriadas para a rússia em operações de troca de POW. Em média, durante as últimas trocas de prisioneiros de guerra, mais de metade dos retornados foram encontrados pelos seus familiares através do projecto «Quero Encontrar». A confirmação através do projeto permitiu que milhares de famílias russas obtivessem o estatuto de prisioneiro de guerra e a inclusão dos seus familiares nas listas de repatriamento.

O maior número de buscas por pessoas desaparecidas foi registado no distrito de Pokrovsky, na região de Donetsk — 28.514 pedidos. Em segundo lugar, está o distrito de Bakhmut, também na região de Donetsk, com 12.553 pedidos. 

Entre as unidades mais «mortíferas» do exército russo, onde se perdeu o maior número de militares, lidera a 15ª Brigada da infantaria motorizada, a unidade militar Nrº 90600, da região de Samara, com 3.883 pedidos. O projeto «Quero devolver» contém dados sobre os 6.533 militares mortos e 1.020 feridos da brigada. Assim, as perdas totais na unidade já ultrapassaram os 10.000 militares. São apenas os dados conhecidos.

Em números absolutos, o maior número de pessoas desaparecidas procuradas pelo projeto «Quero Encontrar» é da República do Bascortostão — 6.163 pedidos. Os moscovitas procuram um número semelhante — 6.101 pedidos. No entanto, se recalcularmos o número de pessoas desaparecidas por 100.000 habitantes em cada região, o cenário altera-se completamente. 

Os residentes do Bascortostão procuram 153 pessoas por cada 100.000 habitantes, enquanto os moscovitas procuram apenas 46. 

Esta distribuição desigual é também confirmada por dados de outras regiões remotas da rússia. As 5 regiões da federação russa com o maior número de desaparecidos por 100.000 habitantes:

  • Região de Transbaikal — 291
  • Região Autónoma Judaica — 226
  • República de Tuva — 198
  • Região de Amur — 180
  • Região de Irkutsk — 179 

Menor número de desaparecidos por 100.000 habitantes:

  • Região de Leninegrado — 58
  • Região de Moscovo — 52
  • Cidade de São Petersburgo — 47
  • Cidade de Moscovo — 46
  • Chechénia — 22 

Existem várias razões pelas quais mais pessoas desaparecem e morrem, vindas das regiões remotas dos confins da rússia. Por um lado, a principal motivação para assinar contratos e entrar na guerra neocolonial contra Ucrânia é o dinheiro. As regiões periféricas russas, durante décadas entregam toda a sua riqueza ao Moscovo, e é difícil ganhar a vida no interior da rússia. Além disso, as forças russas de segurança de Moscovo ou São Petersburgo, ao menos, fingem cumprir a lei e raramente usam a violência para obrigar as pessoas a assinar contratos com o Ministério da Defesa. 

Para solicitar informações sobre a busca de um militar russo desaparecido na Ucrânia, utilize o bot do Telegram do projeto «Quero Encontrar».

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Bloqueiro: a questão principal que pode surgir, é simples, à onde estão todos estes desaparecidos? Como vemos, alguns foram encontrados no cativeiro ucraniano e já foram trocados. Outros possivelmente poderiam ser achados nos hospitais russos e nas prisões ilegais russos, vulgo «burracos», onde acabam todos aqueles militares russos que tenham quaisquer tipo de conflito com os seus superiores. Mas a absoluta maioria dos restantres, simplesmente estão mortos, seus corpos estão espalhados pelas estepes e florestas do leste da Ucrânia, onde muitas vezes servem de alimento aos animais selvagens (lobos, raposas, cães e até gatos), e onde simplesmente se transformam no adubo natural às famosas terras negras da Ucrânia...

Destruição da logística russa na região de Kherson e na Crimeia ocupada

Os drones ucranianos continuam à atacar a logística militar e paramilitar russa nos terrotórios temporariamente ocupados de Donbas e na Crimeia ocupada. Na rússia, surgem as primeiras lutas, corpo-a-corpo, pelo posse de combustível. 

A destruição de logística russa (camiões e infantaria) por drones do Regimento Especial de Assalto — 475º OShP «CODE 9.2» A unidade usa principalmente os drones de ataque de médio alcance «DARTS».

Diversos alvos russos em apenas uma semana de junho, alguns de bastante valor, como os sistemas de foguetes/mísseis não guiados BM-27 «Uragan» e «Buk», foram atingidos. 

No total, em apenas uma semana de junho as perdas russas, somente da ação da unidade «CODE 9.2» foram: equipamentos militares russos pesados destruídos ou danificados: 124 unidades; pessoal — 42 militares (liquidados); sistema BM-27 — 1 unidade; sistema de mísseis antiaéreos «Buk» — 1 unidade; radares — 3 unidades. 

Uma viatura russa em chamas, algures na região de Kherson, que transportava os drones FPV e os seus acessórios: 

Na rússia, já surgem as lutas corpo-a-corpo, pela posse de combustível. Outros russos, alinhados em filas para abastecer, empurram os seus carros até aos postos de abastecimento para não desperdiçar combustível enquanto esperam. 


Fontes: kazansky2017; Exilenova_plus; 

quarta-feira, junho 24, 2026

Ucrânia atinge alvos de logística russa no interior da Crimeia ocupada

Unidades ucranianas do grupo Middle Strike das SSO, com apoio da resistência ucraniana na Crimeia, destruíram a ponte ferroviária sobre o Canal da Crimeia do Norte, perto de Rozdolne, na Crimeia ocupada. 

Na noite de 22 de junho, drones das SSO destruíram os carris e um dos vãos da ponte. Após a chegada do combóio/trem de reparação russo, na noite de 23 de junho, as SSO voltaram a atacar a ponte e ainda atingiram o próprio comboio/trem de reparação. 

O comandante do USBS, Robert «Magyar» Broudi, publicou as imagens de ataques nocturnos na Crimeia e nas regiões temporariamente ocupadas de Donbas (alvos entre 1 à 23 de junho de 2026).

Nestes ataques os drones ucranianos atingiram vários drones de ataque russos «Orion» (custo por unidade 5 milhões de USD), sistemas Pantsir-S1 e S-300, radares, depósitos de combustível e diversos equipamentos logísticos russos. 

Imagens de ataque recentente à cidade de Kerch, na Crimeia ocupada, onde os drones ucranianos atingiram o porto comercial e a base petrolífera local, situada a poucos dezenas de metros da ponte da Crimeia.

As imagens de satélite mostram as consequências do incêndio no depósito de petróleo/da base petrolífera em Kerch e dos danos nos ferries que foram levados para o estaleiro de reparação naval de Kerch.

Os ferries danificados, levados para o estaleiro naval de Kerch

Base petrolífera de Kerch após o impacto de drones ucranianos