quarta-feira, junho 17, 2026

Ucrânia atinge a maior refinaria de Moscovo, situada à 15 km do Kremlin

A maior refinaria de Moscovo, situada numa zona altamente protegida por dezenas, talvez centenas, de sistemas de defesa aérea, está em chamas. Numa distância de apenas 15 km do Kremlin. 


A refinaria do bairro moscovita de Kapotnya fornece até 40% de todo o combustível de Moscovo e cerca de 70% da gasolina consumida em Moscovo e na região. A central de dessalinização elétrica AVT-6 também está em chamas. O verdadeiro coração da refinaria. 

Mesnagem ucraniana: «Lavra [de Kyiv] continuará de pé por séculos!
Moscovo cairá! 10º Centro de Sistemas Não Tripuladas»




A capacidade ucraniana de atingir os alvos de longo alcance fez-se sentir desta vez na região de Moscovo. Uma refinaria de petróleo foi atingida a uma distância de cerca de 500 quilómetros da fronteira ucraniana. Agradece-se o esforço dos militares do SBU, USBS, SSO, GUR MOU e do exército de mísseis pelo seu trabalho eficaz. 



A rússia deve ser e será forçada a pôr fim à sua guerra neocolonial contra Ucrânia. As armas de longo alcance ucranianas são um dos componentes importantes desta coação.

Bónus 

As imagens de satélite que mostram os resultados do ataque ucraniano à fábrica «Azot» em Novomoskovsk, na região russa de Tula, do dia 14 de junho. 

  • Foram registados danos severos num dos armazéns, cuja finalidade ainda é desconhecida.
  • Danos menores na fábrica de Amoníaco-4, com uma capacidade de 1,67 milhões de toneladas por ano.
  • Destruição de um tanque no antigo armazém de ácido nítrico não concentrado. 

Coordenadas: 54.084514° 38.181078° 

Fontes OSINT: worldmilitares; Exilenova_plus

terça-feira, junho 16, 2026

Crimes russos da guerra contra a cultura, arte e cristianismo da Ucrânia

Os ocupantes russos atingiram o Mosteiro de Kyiv-Pechersk, incendiando uma das mais antigas igrejas ortodoxas da Ucrânia e um dos locais mais importantes na fé ortodoxa e da arte sacra, santuário cristão protegido pela UNESCO. 










Os restos do drone russo-iraniano Shaheed, recolhidos pelo SBU

Marcação russa «ALB», drone fabricado na fábrica russa de Alabuga





Em Kyiv, os drones russos atingiram não só o Mosteiro, mas também o centro cultural «Mystetskyi Arsenal», um importante hab cultural nas proximidades. O incêndio atingiu o telhado do edifício. 

Os ocupantes russos se comportam, perante arte e cultura ucranianas tal como os talibãs ou o Estado Islâmico, que queimavam os monumentos históricos e locais sagrados deliberadamente.

No total, os ocupantes russos lançaram mais de 60 mísseis só contra a capital da Ucrânia. Foram disparados 70 mísseis e 611 drones contra toda Ucrânia. Até ao momento, 28 pessoas ficaram feridas e quatro morreram em Kyiv. Devido ao ataque russo ao Mosteiro de Kyiv-Pechersk, a Catedral da Assunção foi incendiada – uma igreja cuja história começou no século XI. E este é um dos maiores crimes russos contra a cultura cristã da atualidade. O Serviço de Emergência do Estado já extinguiu o incêndio no telhado da catedral. Em Kharkiv, os russos lançaram um segundo ataque, para atingir os socorristas, que combatiam o incêndio num dos locais. Até à data, sabe-se que, infelizmente, morreram cinco pessoas. Nove pessoas ficaram feridas. Na região do rio Dnipro, a rússia lançou um ataque contra uma estação ferroviária, um colégio e algumas empresas, informa o Serviço Estatal das Emergências da Ucrânia (DSNS). 

Socorristas ucranianos da DSNS, mortos em Kharkiv num ataque russo propositado

Os criminosos de guerra russos atacaram o Museu de Arte de Kharkiv. O edifício pegou fogo, danificando gravemente as obras em exposição. 


Na cidade de Dnipro, os russos também atacaram uma igreja. A sala da música orgánica ficou danificada.







Depois veio o castigo divino. Um bombardeiro estratégico russo Tu-22M3, usado nos ataques de mísseis contra Ucrânia, despenhou-se na região de Irkutsk. Este é o quarto Tu-22M3 que a rússia perde devido a falhas técnicas desde início da guerra. Devido ao uso intensivo, as aeronaves atingem rapidamente o fim da sua vida útil e avariam. Este tipo de aeronaves já não é fabricado na rússia. Portanto, a notícia é simplesmente excelente. 


Moscovo. A refinaria de petróleo de Kapotnya está em chamas. As defesas aéreas melhoradas não conseguiram proteger o local contra «os destroços» ucranianos.

Moscovo, bairro de Kapotnya, 15 de Junho de 2026



Fontes: @kazansky2017DSNS

domingo, junho 14, 2026

Ucrânia atinge as reservas estratégicas russas de petróleo em Yaroslavl

Os drones ucranianos de ataque, An-196 «Lyutiy», atingiram, com bastante sucesso, os alvos estratégicos russos nas regiões de Tula e Yaroslavl. Os alvos foram a indústria petroquímica e as reservas estratégicas russas de petróleo. 
O drone ucraniano An-196 «Lyutiy»


As autoridades locais estão a confirmar, ainda que de forma hesitante, o ataque à fábrica química «Azot» da cidade de Novomoskovsk, na região russa de Tula. «Azot» fabrica os produtos petroquímicos, usados, na indústria russa de defesa. Os habitantes locais relataram múltiplos ataques às instalações da fábrica. 
Aparentemente, na cidade russa de Rybinsk, na região de Yaroslavl, foi atacada a refinaria local e a Instituição Estatal Federal «Temp», pertencente à Agência Federal de Reserva (Rosrezerv), organismo estatal russo responsável de guarnecer as reservas estratégicas de petróleo e de produtos petrolíferos. A instituição já tinha sido atacada anteriormente.






Fonte OSINT: https://t.me/worldmilitaresExilenova_plus

«Lustige Blätter» – a propaganda visual política do 3º Reich

«Acho que devemos avançar juntos, uma vez que estás do nosso lado», diz Churchill, agarrando-se a Estaline enquanto uma estrela vermelha cai do céu. Edição publicada imediatamente a seguir a 22 de junho de 1941, o início da guerra nazi-soviética. Edição nº 31/1941.

«Lustige Blätter» (Páginas Cómicas) era a revista satírica do 2º, e depois do 3º Reich, publicada na Alemanha de 1852 à 1944. Durante todo este período, nunca publicou uma única caricatura dos dirigentes alemães, mesmo os retratando de forma positiva.

De 1939 à 1944 um dos seus alvos preferidos era Sir Winston Churchill, o primeiro-ministro britânico. Em menor plano, a revista também caricaturava o presidente dos EUA, Franklin D. Roosevelt e o ditador soviético Estaline. É de notar, que alguns temas e até as narrativas, textuais e visuais, criadas pela revista, hoje são reaproveitados pela propaganda gráfica russa, tendo como alvo o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

«Resultados da Ofensiva de Inverno. Ele mordeu o aço». Os alemães sofreram as primeiras derrotas na Frente Leste na batalha de Moscovo no inverno de 1941. Os propagandistas tentam transformar a derrota em vitória. Edição nº 22/1942.

«A nossa proposta». A assinatura no monumento: general Lynch. «Um monumento aos
negros deveria ser erigido nos Estados Unidos; provavelmente se parecerá com isso».
A propaganda alemã tenta jogar a cartada racial. Edição nº 45/1943.

«Informações dos EUA». Quando o Tio Sam fala, a verdade está de pernas para o ar.
Edição nº 45/1943.

«Ele parece não está gostar deste cocktail». Winston Churchill acaba de servir o leão britânico, agora bastante magro, uma mistura de sangue e lágrimas (suor e trabalho árduo omitidos). Uma referência ao primeiro discurso de Churchill como Primeiro-Ministro: «Não tenho nada para vos oferecer além de sangue, trabalho árduo, lágrimas e suor». Edição nº 17/1942.

«Sou amigo de todos os países pequenos». Churchill retira a máscara.
A caricatura insinua que os britânicos usam outros países para lutar. Muito parecido com
as constantes acusações russas ao Boris Johnson e outros Primeiros-Ministros britânicos.
Edição nº 31/1941.

«Singapura. A Fortaleza Mais Forte do Mundo». A revista celebra os sucessos japoneses;
em 15 de fevereiro de 1942, a Singapura britânica foi ocupada pelo Japão. Edição nº 7/1942.

Winston Churchill tenta manter a Inglaterra unida com tábuas etiquetadas como «promessas».
Fá-lo com pregos de um cesto etiquetado como «Mentiras». Edição nº 23/1942.

«Acredite nele, Grã-Bretanha. Ele só quer protegê-la», diz Churchill.
A crítica nazi da aliança entre a Grã-Bretanha e a URSS. Edição nº 18/1942.

«Gigantomania Americana». Legenda: «Não é maravilhoso? O motor é tão potente que
voa sozinho, deixando o avião e a tripulação ilesos». Os nazis tentam descridibilizar a aviação americana. Edição nº 23/1942.

«A Espada do Samurai. Rasgará a Boca a Qualquer Um». A reação alemã ao ataque japonês a Pearl Harbor, a 7 de dezembro de 1941. A Alemanha e a Itália declararam guerra aos Estados Unidos a 11 de dezembro, e Roosevelt tornou-se imediatamente alvo de cartoons. Edição nº 2/1942.

«O que escondes atrás das costas, Franklin?», pergunta a América do Sul.
«As nossas alianças de casamento». Os nazis acusam os Estados Unidos de tentarem
subjugar a América do Sul. Edição nº 6/1942.

«Uma Criança Ambiciosa» Uma mãe para um padre: «Reverendo, não é um doce?
Quer ser um comissário soviético inglês quando crescer». Uma acusação de que os britânicos,
se tornariam em breve bolcheviques. Edição nº 7/1944.

«Torpedo ou Bomba? Nenhum dos dois — uma tempestade!»
Janeiro de 1943, a derrota das tropas alemãs em Estalinegrado.
As únicas boas notícias desse período eram dadas pela Kriegsmarine. Edição nº 5/1943.

«Abrigo Antibombas contra os Navios em Afundamento». A caricatura retrata as criaturas
do mar, que procuram abrigo dos navios aliados, afundados pelos submarinos alemães.
Na primavera de 1943 começaram bombardeamentos intensos anglo-americanos da Alemanha.
Fonte: Edição nº 18/1943.

«O Polvo» Os tentáculos do compló judeu controlam a Inglaterra, URSS,
Estados Unidos e China. Edição nº 27/1943.

«O Candelabro Americano». Outra dose de anti-semitismo. Edição nº 27, 1942.

Título da caricatura: «A transfusão de sangue». Edição nº 35, 1944.

«O Seu Caminho para 'Libertar' a Europa». A guerra está quase perdida e a
propaganda alemã traça retratos cada vez mais sombrios do inimigo. Edição nº 37, 1944.

Fonte: Lustige-Blatter 3º Reich