terça-feira, agosto 25, 2026

⚡️🔥 Ucrânia atingiu vários centros logísticos da «Ozon» no sul da rússia e no Cáucaso

Os drones da Ucrânia não param por sequer um dia, na sua lógica de destruição do potencial logístico e energético do ocupante russo. Nos dias 23 e 25 de agosto, as unidades não tripuladas ucranianas, atingiram vários locais no sul da rússia e no Cáucaso.

1. Cidade de Krasnodar – instalação de armazém “TsMM-K”, área de aproximadamente 9.000 m². Provavelmente quase completamente destruído, em parte devido à interferência dos meios da guerra electrónica russa.


ATUALIZAÇÃO: Os habitantes locais relatam que está a arder o armazém «Ozon» local. Possivelmente, “TsMM-K” partilhava a sua instalação com da «Ozon».


Localização: 45.069882, 38.920367

2. Vila de Enem, república da Adigeia – centro logístico da «Ozon», área de aproximadamente 91.200 m². De acordo com imagens de satélite quase completamente destruído.

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A instalação é um dos importantes centros logísticos da «Ozon» na região e é utilizada para receber, classificar, armazenar e distribuir encomendas. Através dela, as mercadorias são enviadas para os pontos de entrega e outras instalações logísticas da «Ozon» na região de Krasnodar, na Adigeia e noutras regiões do Cáucaso do Norte e do sul da rússia.

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Localização: 44.950409, 38.896699 

3. Cidade de Adygeysk, república da Adigeia – centro logístico da «Ozon», área de aproximadamente 108.000 m². Os moradores relataram explosões nas proximidades, mas, por enquanto, não foram registados danos significativos no complexo. 

Localização: 44.873147, 39.176783 

4. Nevinnomyssk na região de Stavropol – o centro logístico da «Ozon», área de aproximadamente 93.500 m². O ataque, por enquanto, não resultou em danos significativos. 

Localização: 44.696610, 41.910693 

5. Localidade de Tyube, Daguestão – centro logístico da «Ozon» no parque industrial de Tyube, área de aproximadamente 130.000 m². De acordo com as imagens de satélite aramzém foi completamente destruído.

 

Um incêndio de grandes proporções deflagrou na área do centro após o ataque. A instalação é de grande importância logística para a «Ozon» no Norte do Cáucaso: foi concebida para processar volumes significativos de mercadorias e encomendas e é um dos nós-chave da rede logística da empresa na região.

As instalações após o ataque ucraniano




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Localização: 43.046933, 47.270178 

23 de agosto de 2026 

Na cidade de Oremburgo, o armazém da «Ozon» foi atacado. Segundo os moradores locais, pelo menos um drone ucraniano FP-1 atingiu os armazéns da «Ozon»:

Armazém da «Ozon» em Oremburgo antes do impacto



Segundo antes e segundo após o impacto

 

Localização: 51.864376, 55.173626 

Nos arredores de Kursk, no distrito de Medvensky, as FAU atingiram a subestação de gás natural de 330 kV «Kursk», pertencente à «Gazprom Transgaz Moscow», uma instalação do principal sistema de transporte de gás.

Um armazém ardeu em Akulovo, nos arredores de Moscovo/ou:

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Ardeu, por algum motivo, um enorme complexo de armazéns em Kolpino, nos arredores de São Petersburgo, na zona industrial de Izhorsk. A área total é de 82 mil m².


Em 24 de agosto de 2026, as FAU atacaram, com sucesso, a Central de Processamento de Gás de Astracã (AGPP). Em particular, foram atingidas as unidades de separação de gás 1.U-272 e 2.U-272.

Vista de satélite após o ataque

A destruição bem-sucedida destas duas instalações provocará a paragem de aproximadamente 25% da capacidade de produção da empresa. Isto é especialmente crítico para a rússia devido à redução da produção de enxofre, que apresenta actualmente um défice significativo. Actualmente, a rússia já importa enxofre para as suas próprias necessidades, embora há alguns anos fosse uma das principais exportadoras. E o enxofre é um elemento fundamental para a produção de pólvora negra, enquanto que sem ácido sulfúrico, a síntese de explosivos (TNT, hexogénio, octogénio) é impossível.

Vila de Afipsky, região de Krasnodar. Os habitantes locais relatam explosões e um ataque à refinaria de petróleo de Afipsky:


Ucrânia celebra o 35º aniversário de restautração da Independência

Trinta e cinco anos de reestabelecimento da independência da Ucrânia. Trinta e cinco anos desde a adoção da Lei de Proclamação da Independência da Ucrânia. Os ucranianos preservaram a independência do seu Estado. Sem dúvida alguma, independência da Ucrânia será protegeda. Ucrânia será sempre independente. 

Os ucranianos não serão pedras debaixo dos pés dos czares e dos chefões. Os ucranianos não serão moeda de troca nas disputas entre capitais mundiais. Os ucranianos não se submeterão àquilo em que não acreditam e, definitivamente, não abandonarão o seu sonho – o sonho de viver, o sonho de viver de forma independente, escreveu o presidente Volodymyr Zelenskiy. 

Durante anos, temos observamos como aqueles que profetizaram a morte da Ucrânia, ou prometeram destruí-la, desaparecem, perecem, morrem um a um.

Enquanto Ucrânia vive e viverá.

Feliz Dia da Independência!

Ucrânia celebrou o 35º aniversário da Independência com o primeiro desfile militar do mundo composto inteiramente por sistemas não tripulados. Nas primeiras horas do dia, dezenas dos VTNT, como os «Termit» e «Rys PRO» desfilaram pela avenida Khreshchatyke e Maydan (praça de Independência), em Kyiv. Pelo rio Dnipro, navegaram drones navais «Magura», «Sea Baby» e «Sargan». No céu, sobrevoaram VANT / drones de reconhecimento, ataque e interceptação, junto com alguns caças tripulados.

O evento, não anunciado previamente e sem público, por fazões de segurança, ocorreu ao amanhecer, no centro de Kyiv e o vídeo foi exibido mais tarde durante as cerimónias oficiais com o presidente Zelensky. Ucrânia foi o primeiro país a criar um ramo militar dedicado exclusivamente a sistemas não tripulados.

Neste dia, é especialmente importante recordar graças a quem a independência da Ucrânia é possível.

O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) divulgou um vídeo exclusivo da troca de prisioneiros no dia 24 de agosto.

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A troca de foi um resultado do trabalho do Centro Conjunto de Coordenação da Busca e Libertação de Prisioneiros de Guerra, do Quartel-General de Coordenação para o Tratamento de Prisioneiros de Guerra e de outras estruturas autorizadas, que conseguiram a libertação dos 10 militares ucranianos, que até a data eram tidos como MIA.

A vida de cada ucraniano é o valor supremo!

Hoje, como parte de uma etapa especial da troca, estamos a repatriar 10 dos nossos militares – através da Belarus. Militares das Forças Armadas e da Guarda Nacional da Ucrânia. Defenderam o país na direção de Donetsk. Todos eles eram considerados desaparecidos. E é muito importante que tenhamos conseguido trazê-los de volta, escreveu o presidente Volodymyr Zelenskiy.

Hoje, no dia em que a Ucrânia celebra o 35º aniversário da sua independência, o Reino Unido anunciou novas medidas para apoiar a produção de mísseis de cruzeiro Storm Shadow/SCALP na Ucrânia. O anúncio foi feito pelo Secretário de Aquisições de Defesa do Reino Unido, Luke Pollard. 

Segundo o próprio, trata-se do míssil franco-britânico SCALP, cujo equivalente britânico é o Storm Shadow. As novas medidas deverão permitir à Ucrânia estabelecer a produção nacional de componentes para mísseis Storm Shadow/SCALP, utilizando a tecnologia franco-britânica transferida.

Ucrânia captura um POW exótico na região de Sumy

Um prisioneiro de guerra exótico reabasteceu o fundo de troca dos POW, na região ucraniana de Sumy os militares da 119ª Brigada da Defesa Territorial da Ucrânia, capturaram o cidadão hondurenho Wilson Noel Quintero Guzman.

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Depois de achar um anúncio na Facebook e conversar com um recrutador latino, recebendo a promessa de trabalho «muito bom/legal e altamente remunerado», naturalmente «numa posição segura e bem longe da linha da frente», o cidadão hondurenho, ex-militar do exército, Wilson Noel Quintero Guzman (promovido à paternte de Subtenente de Engenharia, ao Alferes, em 1 de janeiro de 2020) acabou por entrar nas fileiras do exército russo.

A realidade, naturalmente, revelou-se bem diferente: uma formação absolutamente básica e extremamente rápida, falta de todos os tipos de apoio e uma atitude extremamente condescendente do comando russo em relação aos estrangeiros. 

Por isso, o nosso hondurenho, juntamente com alguns dos seus camaradas, decidiu render-se voluntariamente aos ucranianos. Em contacto com oficiais do 14º Corpo de Exército, o prisioneiro relatou como funciona o esquema de recrutamento para as fileiras do exército russo na América Central e do Sul.

Renda-se e salve a sua vida: t.me/kak_sdatsya_bot

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

Ligue para +38 044 350 89 17 e 688 (somente de números ucranianos)

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domingo, agosto 23, 2026

🔥Ucrânia atinge sistema S-400 «Triumph», aviões e vários radares russos

Os drones ucranianos «caçaram» três aeronaves russas: Su-33, MiG-29 e drone de ataque e reconhecimento «Orion», além de uma vasta gama de elementos de defesa antiaérea russa: 8 complexos de radar, uma divisão de S-400 e dois sistemas de defesa aérea «Tor» e «Pantsir». 

Onze dos 14 alvos foram atingidos, com sucesso, nas regiões temporariamente russas de Rostov e Krasnodar, os outros três na Crimeia ocupada. O vídeo que se segue mostra os alvos russos, destruídos e atingidos, entre 1 à 23 de agosto de 2026:


Diversidade de alvos russos atingidos entre 1 à 23 de agosto de 2026:

  • Caça Su-33, aeródromo de Vityazevo, região russa de Krasnodar, por 1º Centro de USBS;
  • Caça MiG-29, aeródromo de Vityazevo, região de Krasnodar, 1º Centro de USBS;
  • UAV Orion, aeródromo de Vityazevo, região de Krasnodar, 1º Centro de USBS;
  • Sistema TOR, aeródromo de Pudovy, região russa de Rostov, 1º Centro USBS;
  • Radar «Nebo-U», aeródromo de Dolotinka, Rostov, 1º Centro de USBS;
  • Radar «Nebo-U», Sebastopol, Crimeia ocupada, por 9º Batalhão «Kairos», 414ª Brigada de USBS «Pássaros de Magyar»;
  • Radar «Kasta 2E2», aeródromo de Latonovo, Rostov, 1º Centro de USBS;
  • Radar «Podlyot», aldeia de Prigibsky, Krasnodar, 1º Centro de USBS;
  • Radar «36D6M», aldeia de Uyutne, Crimeia ocupada, 20ª Brigada de USBS «K-2»;
  • Radar «Kasta 2E2», aldeia de Shabelskoye, Krasnodar, 1º Centro de USBS;
  • Sistema «Pantsir-S1», aldeia de Yeisk, Krasnodar, 1º Centro de USBS;
  • Sistema S-400 «Triumph», cidade de Gelendzhik, Krasnodar, 413ª Brigada de USBS «Raid»;
  • Radar «ST-68», cidade de Yevpatoria, Crimeia ocupada, 1º Centro de USBS;
  • Radar «Podlyot», aldeia de Holovatovka, região de Rostov, 1º Centro de USBS. 

Ver o contador online «PIDRAHUYKA»: https://sbs-group.army/en

Na localidade de Kolpino, nos arredores de de São Petersburgo, estão arder os armazéns, atingidos por drones ucranianos em 23 de agosto de 2026. O incêndio devastador atingiu armazém da empresa “Responsible Storage of Logister”. A área das instalações é de aproximadamente 79.200 m².



sábado, agosto 22, 2026

⚡️ Ucrânia atinge os alvos estratégicos russos em Yeysk e na região de Samara

Os drones ucranianos efetuaram vários ataques noturnos/matinais aos alvos estratégicos e energéticos russos na região de Krasnodar e de Samara. Foi atingido o primeiro centro logístico de empresa russa «Ozon», a concorrente direta da «Wildberries». 

Na cidade de Yeysk, na região russa de Krasnodar – registaram-se os danos no porto comercial. 


O porto comercial de Yeysk à arder
 

Na localidade de Chapayevsk, na região de Samara – os drones ucranianos atingiram, em pleno, o centro logístico «Ozon», a concorrente direto da «Wildberries», com uma área de cerca de 75.000 m². De acordo com as imagens disponíveis, o fogo atingiu uma parte significativa do complexo. Este é o primeiro caso registado de danos nas instalações da «Ozon».

 




Na localidade de Novokuybyshevsk, na região de Samara – as Forças da Defesa da Ucrânia atingiram a refinaria de Novokuybyshevsk, com uma capacidade projetada de mais de 8,8 milhões de toneladas de petróleo por ano.



A propaganda radiofónica do 3º Reich: uso das rádios pseudo-clandestinas

«Liquidação do analfabetismo via rádio». Pormenor de uma estatueta soviética da década de 1920.

Nas vésperas da II G.M., a propaganda do 3º Reich começa criar várias estações de rádio pseudo-clandestinas, destinadas ao público-alvo dos países adversários: a «New BBC» (Grã-Bretanha), «Za Rossiju» (URSS) ou projeto de uma «rádio astrológica-ocultista» destinada aos Estados Unidos, escreve a Rádio «Liberdade».

Em abril de 1938, o Ministro da Propaganda da Alemanha nazi, Josef Goebbels, escreveu no seu diário: «A nossa estação secreta, que transmite da Prússia Oriental para a rússia, está a atrair uma enorme atenção. Fala 'em nome de Trotsky' e está a causar consideráveis ​​problemas ao Estaline. Os vermelhos procuram desesperadamente a fonte de transmissão. Mas não a encontrarão». 

Relatório da Abwehr de França sobre a emissão de rádio «Velha Guarda de Lenine».
Novembro de 1941. Fonte: Bundesarchiv Berlin.

Era a chamada estação de rádio «negra» (Geheimsender). Os ouvintes deveriam acreditar que ela operava em território soviético em nome de organizações clandestinas anti-estalinistas. Como na realidade se situava na Prússia Oriental, era particularmente bem ouvida em Riga, Vilnius e Varsóvia. Mas, em certos dias, podia ser recebida até em Paris. O primeiro relato que se consegue encontrar sobre o assunto em jornais de emigração russa data do início de abril, portanto, o projeto deve ter começado em março de 1938. Ao longo da primavera e do verão de 1938, a imprensa de emigração russa, principalmente o jornal parisiense «Vozrojdénie», combinou transcrições de transmissões, rumores (que se espalharam como fogo em palha na emigração) e as suas próprias conjeturas para criar uma série completa e repleta de ação dedicada a essa estação de rádio. Se as conceções dos jornalistas eram inteiramente altruístas, isso requer uma investigação mais aprofundada. 

A 6 de maio de 1938, o «Vozrojdénie» publicou um relato bastante detalhado sobre a estação de rádio secreta. Chamava-se «União para a Libertação da Pátria» e a melódia do «Internacional» era tocada antes e depois da emissão. Um locutor misterioso ameaçava vingar-se de Estaline «pelas mortes de Tukhachevsky, Bukharin e Zinoviev». No final de abril, chegou a ser lida a sentença de morte do «tribunal secreto da União dos Libertadores da rússia». Este tribunal condenou Estaline à morte por «falsificar o testamento de Lenine, tomar o poder pelo terror, trair a revolução comunista e executar os melhores generais do exército vermelho em conluio com uma potência estrangeira», estando a execução marcada para 1 de maio na Praça Vermelha de Moscovo. 

Excerto de um artigo de Ivan Tkhorzhevsky sobre a estação de rádio anti-Estaline
no jornal parisiense «Vozhrojdénie». Maio de 1938. Fonte: Gallica.

O dia 1 de maio chegou rápido, mas os misteriosos ativistas da resistência, claro, tinham uma explicação lógica para a sobrevivência do ditador: um sósia de Estaline estava presente na Praça Vermelha no dia 1 de maio, tornando a execução planeada inútil.

Além disso, as emissões continham ocasionalmente mensagens encriptadas aparentemente incoerentes (números, sílabas, letras) alegadamente para camaradas expalhados por várias regiões da União Soviética. Na mesma edição, um dos principais publicistas do «Vozrojdénie», Ivan Thorzhevsky, publicou um editorial no qual elogiava os heróicos combatentes da resistência e relatava que Yezhov se tinha desdobrado na busca de um transmissor secreto. 

Duas semanas depois, a reportagem do «Vozrojdénie» foi recebida por nada mais nada menos que Ivan Solonevich, o conhecido monarquista e antisemita russo assumido, que por esta altura tinha acabado de se mudar para a Alemanha após a tentativa do seu assassinato, por parte de NKVD em Sófia, no qual a sua mulher foi morta. Neste caso, não precisamos de especular se os seus equívocos sobre a estação de rádio eram altruístas, pois foi precisamente no final de abril e início de maio de 1938 que Goebbels escreveu no seu diário: «Solonevich... Causou uma boa impressão. Quer dinheiro para o seu trabalho antibolchevique. Não tenho nada contra; pessoas assim podem ser-nos úteis...»

Assim, aos 18 de maio de 1938, Ivan Solonevich publicou um artigo no jornal nazi «Angriff», intitulado «Sinal de SOS de um Transmissor de Rádio Negro». Depois de analisar cuidadosamente as emissões enviadas pelos ouvintes em Vilnius, Riga e Helsínquia, Solonevich promove a conclusão de que a «oposição de direita» estava por detrás do transmissor secreto e que este tinha sido organizado por um grupo de conspiradores militares. De seguida, desmentiu os rumores sobre o trotskismo da estação de rádio (contradizendo audaciosamente, como vemos, até o seu patrocinador, o Dr. Goebbels, para quem todos os opositores soviéticos eram iguais e, por isso, chamados trotskistas). Solonevich afirma categoricamente que, na URSS moderna, «o caso trotsquista é um caso encerrado». Solonevich apresenta o surgimento do transmissor «secreto» como um claro símbolo da decadência do aparelho governamental soviético, usando a sua metáfora favorita: escorpiões num frasco, picando-se uns aos outros.

Antevisão do artigo de Solonevich sobre a estação de rádio anti-Estaline
em «Der Angriff». Maio de 1938. Fonte: Bayerische Staatsbibliothek

Posteriormente, sem a participação de Solonevich, a série continua com histórias de como os NKVDistas invadiram a estação de rádio secreta, primeiro perto de Minsk e depois em Bila Tserkva, na Ucrânia, onde supostamente ocorreu uma brutal batalha de vários dias entre a guarnição local e os chekistas, durante a qual a estação de rádio secreta também foi descoberta e destruída. O facto de ela ter voltado ao ar alguns dias depois foi apresentado como um sinal do poder da resistência anti-soviética, que possuía vários transmissores secretos e, por isso, sobreviveu facilmente à perda de um deles. 

A imprensa soviética também fez alusões vagas à existência de estações de rádio secretas, que (de facto) se encontravam fora das fronteiras da URSS. No entanto, segundo a propaganda soviética, os seus rastos conduziam à Itália, e não à Alemanha. Mas, então, a guerra técnica substituiu a luta ideológica, e a estação começou a ser activamente bloqueada por interferências induzidas, de tal modo que, a partir do Outono de 1938, os raros relatos nos jornais de emigrados russos sobre as emissões em curso eram dominados pela estática: «Tudo está afogado num ruído infernal. A emissão está interrompida». Contudo, pelo que se pode avaliar, a estação continuou a operar até à assinatura do Pacto Molotov-Ribbentrop, após o qual, por razões óbvias, as suas operações foram cessadas, retomando apenas após o ataque da Alemanha à União Soviética em junho de 1941. 

Embora Eberhard Taubert, advogado e propagandista antisemita, o chefe do Departamento Oriental do Ministério da Propaganda do Reich, já tivesse à sua disposição a «Anti-Comintern» — uma organização que se dedicava ativamente à propaganda anticomunista desde 1933, principalmente através da publicação de livros e revistas — segundo o seu próprio relato, surgiu a necessidade de criar um segundo aparelho de propaganda. As transmissões radiofónicas nas línguas europeus do centro-leste mais importantes — isto é, não só o russo, mas também o ucraniano, o belaruso, o estónio e o letão — deveriam ser iniciadas imediatamente nos primeiros dias da guerra. Estações de rádio secretas também deveriam ser reestabelecidas. Ao atravessar a fronteira, as tropas deveriam transportar cartazes, panfletos, gravações para altifalantes, filmes dobrados em russo, e assim por diante. 

Assim começou a história da fundação da «Vineta». Formalmente, a «Vineta» não era uma divisão do Ministério da Propaganda do Reich, mas uma organização sem fins lucrativos registada, com até o seu próprio estatuto, embora todo o financiamento fosse, naturalmente, canalizado pelo departamento de Goebbels.

Estatuto da Fundação Vineta, redação de 1944. Fonte: Bundesarchiv Berlin.

As primeiras emissões de rádio da «Vineta» começaram logo às 10h da manhã do dia 22 de junho. Foram transmitidos o discurso de Rosenberg e o pronunciamento de Goebbels, que delineava a conhecida teoria de um ataque preventivo alemão contra a URSS. As mensagens de propaganda, complementadas por relatos da linha da frente, foram inicialmente transmitidas em seis línguas (estónio/ano, lituano, letão, belaruso, ucraniano e russo) através de transmissores na Alemanha e em Varsóvia e, à medida que avançavam para leste, por estações nas cidades ocupadas: Lviv, Minsk e Baranovichi. O primeiro diretor da «Vineta» recordou após a guerra:

«Entre outras coisas, a população foi instada a dificultar ao máximo o avanço do exército vermelho... Ao longo de agosto de 1941, os apelos à deserção foram intensificados. Por exemplo, diziam algo como: «Parem com a sangrenta batalha, larguem as armas e voltem para casa. Caso contrário, não chegarão a tempo para a divisão dos terrenos. Os kolkhozes estão a ser desmanteladas agora»... Além disso, era transmitida propaganda direta aos pilotos e tripulantes de tanques soviéticos nas frequências de rádio das aeronaves e tanques do RKKA. As transmissões eram feitas no período da manhã, uma vez que, com base na experiência, os carros de combate e as aeronaves na linha da frente estavam prontos para o combate a essa hora e, por isso, tinham uma grande probabilidade de ouvir as transmissões. 

Ademais, a «Vineta» supervisionava estações de rádio secretas, que foram reativadas após o início da guerra e até mesmo ampliadas. Vamos citar novamente o diário de Goebbels: 

30 de junho de 1941: «Estamos a trabalhar para a rússia com três estações de rádio secretas. As emissoras são: a primeira é trotskista, a segunda é separatista e a terceira é nacionalista russa. Todas se opõem veementemente ao regime estalinista. Aqui, lançamos todas as bombas possíveis e empregamos os truques que se revelaram eficazes durante a campanha no Ocidente».

12 de outubro de 1941: «Nos interesses da guerra, somos obrigados a exortar o êxodo [populacional] em massa de Moscovo e Leninegrado. Por ora, estamos a utilizar para isso estações de rádio secretas, a fim de não nos expormos».

A estação, anteriormente conhecida como «União para a Libertação da Rússia», passou a chamar-se «Velha Guarda de Lenine». Era chefiada por Karl Albrecht, um homem cuja biografia merece um texto à parte. Crê-se que era um comunista que (como muitos outros comunistas) fugiu da Alemanha de Weimar para a URSS no início da década de 1920. O seu volumoso dossier nos arquivos do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão permite corrigir um pouco os factos.

Karl Löw-Albrecht. Fotografia do pós-guerra. Fonte: Wikipédia.

Karl Matthäus Löw (o seu nome verdadeiro) foi condenado a dois anos e meio de prisão na Alemanha, em 1923, por corrupção de menores. Como veterano da Primeira Guerra Mundial, recebeu quatro meses de licença por motivos de saúde. Dirigiu-se para Berlim e embarcou num navio soviético, fazendo-se passar por comunista fugitivo e adotando o nome de Albrecht. Na URSS, Karl Albrecht, fez uma carreira fenomenal, ascendendo em menos de dez anos de estrangeiro praticamente inútil, que não falava russo ao chefe do departamento florestal da Inspecção Operária e Camponesa, autor de livros e participante em reuniões no Kremlin. Subindo muito alto, provavelmente suscitou muita inveja de alguns camaradas, acabando por ser preso, primeiro ao abrigo do Artigo 58º (atividade contrarrevolucionária e espionagem), depois o caso foi reclassificado ao Artigo 152º (mais uma vez, corrupção de menores). Foi-lhe oferecido um perdão após ter cumprido mais de um ano de prisão, sob a condição de se declarar culpado. Foi obrigado a aceitar, acreditando que não suportaria mais tempo na prisão soviética.

Após a sua libertação, Albrecht, com o apoio da embaixada alemã, regressou de imediato à Alemanha, onde o aguardava na prisão por casa do delito cometido dez anos antes. Mas, rapidamente tornado-se um informador da Gestapo, Albrecht provou, que uma pessoa talentosa pode fazer carreira em qualquer regime. Escreveu um livro sobre as suas desventuras na União Soviética, intitulado «A Traição do Socialismo». Foi publicado pela própria Anti-Comintern, sob a supervisão de Eberhard Taubert, do Ministério da Propaganda do Reich. O livro (claro, com apoio publicitário estatal) tornou-se um best-seller, foi traduzido para outras línguas e enriqueceu o autor. Após a invasão da URSS, chegou a abrir a sua própria livraria em Berlim, instalada no antigo escritório da agência de turismo soviética.

Capa do livro «Der verratene Sozialismus» de Karl Albrecht, edição de 1943.
Fonte: vitber.com

Poucos dias antes do início da guerra nazi-soviética, Albrecht foi convocado ao serviço militar e já estava a caminho de um comboio em direção a Leste para se juntar a um dos exércitos da Wehrmacht como tradutor. Mas, no último momento, conseguiu emprego no Ministério da Propaganda e chefiar uma estação de rádio secreta. Nas suas memórias após a guerra, recordou: 

«Como estava convencido da culpa de Estaline em condenar os povos e as nações do Leste à terrível escravatura e em trair os fundamentos do marxismo e os ensinamentos de Lenine, cujos fiéis seguidores foram perseguidos e mortos, aproveitei a oportunidade para atacar o homem que odiava. Acreditava que o trabalho que levaria à queda de Estaline e do seu Politburo, bem como à proclamação de um novo governo soviético leninista, era totalmente coerente com as minhas convicções socialistas». 

Os editores de programação de rádios pseudo-clendestinas alemãs tinham à sua disposição uma vasta quantidade de material analítico: relatórios secretos da linha da frente, registos de interrogatórios de prisioneiros e desertores e transcrições de emissões de rádio soviéticas. As transmissões estavam proibidas de atacar a liderança nazi ou de incitar diretamente à resistência à Wehrmacht. Pelo contrário, eram incentivados excertos sobre a necessidade de uma paz separada e sobre a forma como a guerra entre a Alemanha e a URSS beneficiava apenas os «plutocratas ocidentais». 

Por razões óbvias, uma parte significativa da equipa da «Vineta», contratada logo após o início da guerra, era composta por emigrados russos monárquicos — simplesmente não havia outro grupo de pessoas na Alemanha que falasse russo. Eram, naturalmente, hostis à propaganda das ideias leninistas, mesmo que as fictícias. Um deles era Aleksandr Albow, um veterano da guerra civil russa, que se juntou à «Vineta» em setembro de 1941 e que mais tarde se tornou o Chefe do Departamento de Propaganda do Quartel-General da Força Aérea da ROA.

Devemos, naturalmente, esclarecer que grande parte da atmosfera da «Velha Guarda de Lenine» não foi inventada por Albrecht. Já existia em 1938. Tal como naquela época, as transmissões eram iniciadas e concluídas com a Internacional. Ainda assim, houve apelos a alegados grupos clandestinos em várias partes da URSS, relatos de resistência anti-soviética, real ou inventada, repressões contra activistas da resistência, mensagens pseudo-encriptados e assim por diante.

Descrição da estação de rádio «Velha Guarda de Lenine» em documentos internos do Ministério da Propaganda do 3º Reich. Julho de 1942. Fonte: Arquivo Federal de Berlim

De salientar que a intensa actividade das estações de rádio nazis pseudo-clandestinas não passou despercebida aos Aliados. A partir de maio de 1941, os britânicos, por sua vez, começaram a transmitir para a Alemanha em nome de uma secreta «oposição patriótica» alemã (Estação de Rádio Gustav Siegfried). No Verão de 1941, foi transmitido um programa de rádio soviético, «Soldado de Assalto Hans Weber», no qual um soldado de assalto, supostamente desiludido com o nazismo, se dirigia, à partir da Alemanha aos seus antigos camaradas. Outros programas produzidos na URSS sob o nome de «Estação de Rádio do Povo Alemão» (Deutscher Volkssender) serviam os mesmos propósitos de desinformação e engano, criando a impressão de que existia uma vasta rede de resistência anti-nazi na Alemanha, controlada por um transmissor soviético secreto. 

As técnicas utilizadas pelo lado soviético eram semelhantes às dos alemães: por exemplo, apelos aos seus agentes fictícios atrás das linhas alemãs utilizando pontos de referência geográficos («Atenção, amigos em Dessau!») ou criptográficos («Atenção, [agente] QR6!»). Mas também foram usados truques originais: os transmissores soviéticos sintonizavam a frequência das estações de rádio alemãs e inseriam-se em pausas ou «sobrepondo» directamente a programação alemã com comentários anti-Hitler. Como a voz do falso locutor parecia vir de longe, recebeu a alcunha de «voz fantasma» (Geisterstimme). Estes tipos de sabotagem incomodavam tanto os nazis que, por vezes, até começaram a interferir nas suas próprias transmissões de rádio. 

Referência à estação de rádio fictícia «Soldado de assalto Hans Weber» na
imprensa soviética. Agosto de 1941. Fonte: Yandex.Periodica

Um documento de julho de 1942 foi preservado nos arquivos do Ministério da Propaganda do 3º Reich, enumerando/listando estações de rádio pseudo-clandestinas, agrupadas sob o nome de «Concordia» (outros emissores ditos negros também existiam sob esta designação, como uma suposta estação separatista escocesa e uma estação «Índia Livre». Chegou a ser considerada a criação de uma «estação de rádio astrológica-ocultista» destinada a atingir os Estados Unidos). 

Nos arquivos alemães podem ser encontradas as referências de três estações raiofónicas russas pseudo-clandestinas: a já conhecida «Velha Guarda de Lenine» (nome alemão «Concordia V», a emitir desde 29 de junho de 1941, com programas diários de meia em meia hora e uma única repetição). 

A segunda estação chamava-se «Za Rossiju» (literalmente «Pela Rússia», nome interino alemão «Concordia Y», que tinha 20 minutos de duração, seguindo-se uma única repetição, tendo como tema musical o Prelúdio em Dó sustenido menor de Rachmaninov, sendo transmitidas desde 30 de junho de 1941. 

Esta estação era especializada em propaganda nacionalista russa e a sua equipa era composta principalmente por membros da União Nacional-Popular da Nova Geração (NTS). Surgiu, portanto, uma situação paradoxal: o papel dos nacionalistas russos fictícios era desempenhado por nacionalistas russos reais. Até o nome da emissora coincidia com o nome do jornal do NTS do período pré-guerra. O líder do grupo, Dmitry Brunst, recordou após a guerra: «As transmissões em russo eram realizadas em nome de uma organização clandestina fictícia, supostamente existente em território soviético... As transmissões continham apelos para o fim da guerra, para virar as baionetas contra o governo, e transmitiam relatos descaradamente fabricados 'do campo de batalha' de várias cidades da União Soviética, factos fictícios, acontecimentos fictícios e informações sobre a luta contra o poder soviético». 

Brunst foi preso pelo MGB após o fim da II G.M., sobreviveu o GULAG e escreveu memórias após a sua libertação, ficando refém na URSS, portanto o seu texto, carrega, naturalmente uma inclinação ideológica soviética: «relatórios descaradamente fabricados». 

Graças a uma feliz coincidência, alguns deles sobreviveram: em particular, foram publicados em 1942 pelo jornal em língua russa «Odesskaya Gazeta», publicado em Odesa, ocupada pela Romênia. Na verdade, os propagandistas nazis procuravam uma diversificação de conteúdos bastante precisa, em termos actuais: cada público-alvo recebia o seu próprio enfoque de propaganda, pelo que as mensagens subversivas para a retaguarda soviética não tinham lugar nos jornais do território ocupado (note-se que a propaganda soviética empregava uma táctica diferente: os jornais centrais faziam referência directa ao já referido emissor de rádio fictício do «Soldado de assalto Hans Weber»).

Reportagens da estação de rádio «Pela Rússia», publicadas no
«Jornal de Odessa». Maio de 1942. Fonte: libraria.ua

Mas Odesa estava sob controlo romeno, a censura militar era obviamente menos rigorosa ali, e as notícias recebidas pela rádio chegavam aos jornais, talvez até eram aceites como verdadeiras. Os relatos publicados confirmam a descrição de Brunst, relatando continuamente acidentes ferroviários, levantamentos locais, provocações, conflitos internos na retaguarda soviética e assim por diante. Ocasionalmente, as notícias eram intercaladas com apelos diretos:  

«Os comunistas levaram o país a um ponto em que agora, para o salvar da ruína, só há um caminho: concluir uma paz imediata. Mas o nosso governo não está a pensar nisso. Este governo começou a guerra sem preparar o país para ela, com um comando militar composto por ignorantes. O governo está a agir contra os interesses do país e do povo. Exigimos o fim da guerra; estamos à espera que uma nova geração do povo russo chegue ao poder, conclua a paz e salve o país da catástrofe». 

É desnecessário dizer que estes eram slogans puramente propagandísticos: o governo nazi da época não tinha qualquer intenção de uma paz separada, muito menos de reconhecer qualquer «novo governo russo». 

Finalmente, o terceiro transmissor, a «Rádio da União de Combate dos nacionalistas do povo russo», transmitia durante 30 minutos diários, sem repetição. O nome em alemão era «Concordia Z». A música não estava especificada e a transmissão terminava com o grito «Viva a rússia livre!» Possivelmente essa última rádio estava de alguma forma ligado ao centro Zeppelin, organização criada pelas SS para treinar e mobilizar sabotadores, uma vez que o novo nome da estação soava semelhante ao de uma das estruturas colaboracionistas russas controladas por Zeppelin. 

A audiência das emissões radiofónicas pseudo-clandestinas foi efémero. A 1 de julho de 1942, Goebbels escreveu no seu diário: 

«Estou a discutir a questão das estações de rádio secretas. Na minha opinião, os métodos de transmissão de rádio secreta estão ultrapassados. Uma estação de rádio secreta pode ter impacto se for utilizada de forma breve, ou seja, em situações críticas. As estações de rádio clandestinas, que operam há dois anos e demonstram pouco potencial, devem ser desactivadas... Algumas estações de rádio clandestinas que operam contra a URSS também não têm tido grande sucesso, dado que são praticamente desconhecidas». 

A emissora nacionalista russa «Za Rossiju» foi uma das primeiras vítimas, pois, segundo os auditores alemães, «o seu sucesso não era grande». As suas emissões cessaram a 1 de agosto de 1942. A propaganda nacionalista foi transferida para a «Concordia Z». O conteúdo das emissões da «Rádio da União de Combate dos nacionalistas do povo russo», que descrevia sabotagens e distúrbios reais ou imaginários na retaguarda soviética, seguia integralmente as tradições da estação de rádio «Za Rossiju».

Decisão de Goebbels de encerrar a estação de rádio «Pela Rússia».
Julho de 1942. Fonte: Bundesarchiv Berlin

Os auditores alemães apresentaram uma caracterização significativamente melhor da «Velha Guarda de Lenine»: «A emissora apoiava a antipatia dos membros do partido [comunista] em relação ao Estaline, apontando o exemplo de Lenine, que, ao contrário de Estaline, seguiu uma política oportunista de paz [referência ao Tratado de Brest]. A eficácia deste transmissor é confirmada pelo facto de que a propaganda soviética ter refutado detalhadamente os seus relatórios, e o jornal «Pravda» ter sido obrigado a contestar a alegação de que os seus relatórios eram distribuídos em fábricas, caminhos-de-ferro e mercados».

Contudo, no verão de 1942, Karl Albrecht foi demitido da «Vineta». Na sua caracterização posterior, Taubert observou a sua falta de disciplina e «esforços de propaganda mais do que duvidosos que roçavam a traição». 

Apesar disso, a própria estação de «rádio leninista» manteve-se no ar até, pelo menos, dezembro de 1943, quando os jornais suecos noticiaram inesperadamente o seu facto, alegando que o emissor de rádio de «Velha guarda do Lenine» estava, na realidade, localizado na Alemanha, e que os alegados «leninistas» que atendiam ao microfone trabalhavam para o Ministério da Propaganda alemão (ambas as afirmações eram verdadeiras). Segundo Taubert, a informação foi transmitida à Suécia pelos serviços de informação soviéticos. Taubert propôs a Goebbels esforços de propaganda em três formatos diferentes: para a imprensa alemã, para transmissões regulares de rádio russas a partir da Alemanha e, finalmente, para... os tais comunistas soviéticos da «velha guarda de Lenine». Em particular, esta última deveria responder tardiamente (uma vez que as notícias chegam lentamente à retaguarda soviética), declarando: «Estaline, incapaz de destruir o movimento leninista, tenta retratar os seus membros como agentes fascistas, como já fez com os trotskistas, Zinoviev, Bukharin e outros. Para nós, esta é mais uma prova de que Estaline está a começar a temer o nosso movimento». 

A reação de Goebbels a esta proposta não está conhecida, mas a estação de rádio exposta foi aparentemente encerrada pouco depois. Segundo um dos funcionários de «Vineta», a notícia de que propaganda pseudo-leninista tinha sido transmitida secretamente a partir de território alemão durante dois anos e meio causou algum descontentamento entre os figurões nazis que não tinham conhecimento prévio deste segredo. 

Avaliar o sucesso de qualquer propaganda é muitas vezes um esforço subjetivo. Os relatos dos sucessos da «Velha Guarda de Lenine», reflectidos em documentos sobreviventes do Ministério da Propaganda do 3º Reich, parecem hoje mais tentativas de auto-reabilitação por parte dos oficiais nazis que outrora decidiram lançá-la e depois defendiam a eficâcia das suas próprias posições. Na realidade, foi uma operação extremamente impressionante, mas de eficâcia bastante reduzida. As estações de rádio «negras» de «Vineta» tiveram pouco sucesso em desmoralizar a população soviética. Por conseguinte, na luta pela «decadência moral da retaguarda soviética», prevaleceu um paradigma ideológico diferente no final de 1942: a propaganda à favor do «Movimento de Libertação russo», do general soviético Andrey Vlasov, POW dos alemães, que, na verdade, surgiu inicialmente unicamente como um projeto de propaganda.

sexta-feira, agosto 21, 2026

Ataque e crime de guerra russo contra um centro comercial em Kryvyi Rih

Os ocupantes russos atacaram um centro comercial comum em Kryvyi Rih num ataque absolutamente cínico e desprezível. Os drones de ataque foram lançados em duas vagas: meia hora depois do primeiro ataque e do incêndio, houve um segundo ataque contra os serviços de resgate. UPD: até agora são conhecidas 14 vítimas mortais.

Até ao momento, são conhecidos cinco civis que morreram. Os meus pêsames às suas famílias e entes queridos. Outras 52 pessoas ficaram feridas, incluindo seis crianças. Todos os feridos estão a receber os cuidados médicos necessários. Tais ataques são simplesmente actos de terrorismo. O mundo precisa de lhes responder em conformidade – com pressão real sobre o agressor. Para que haja paz, a rússia precisa de assumir a responsabilidade de facto, escreveu o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelenskiy.





O exército russo atacou um centro comercial cheio/lotado em Kryvyi Rih em plena luz do dia. Muitos civis foram mortos e feridos. Terrorismo russo na sua forma mais pura. Um crime de guerra deliberado e planeado.





...e a resposta ucraniana. 

A cidade russa de Perm, empresa petrolífera do gigante russo «LUKOIL-Permnefteorgsintez» após a visita de drones long-range ucranianos: 

A fábrica russa «VNIIR-Progress» na cidade de Cheboksary, em Chuvachia, imagem do 20 de agosto, após o ataque com mísseis ucranianos:

A fábrica militar russa «VNIIR-Progress» em Cheboksary, 20.08.2026

A empresa dedica-se à produção de sistemas de navegação por satélite, em particular os módulos de antena «Comet» utilizados nos drones de ataque russos.

A unidade ucraniana SIGNUM corta a logística ferroviária russa!

A eficácia do qualquer exército depende diretamente da logística. Se os recursos, equipamento e munições não chegarem onde são necessários, torna-se muito mais difícil para o inimigo combater.

Consequências do ataque ucraniano à base naval russa de Novorossiysk

Consequências do ataque combinado ucraniano à base naval russa de Novorossiysk, ocorrida em 12 de agosto de 2026. A frota russa do Mar Negro perdeu os dois navios portadores de mísseis «Kalibr».

A fragata «da guarda» número do registo 11356R «Almirante Makarov» (navio-almirante da frota russa do Mar Negro) e a fragata número 11356R «Almirante Essen» sofreram danos críticos durante o ataque à base naval de Novorossiysk, a 12 de agosto de 2026. Os navios perderam completamente o seu potencial de ataque e capacidade de controlo de combate.

Ambas serão descomissionadas durante pelo menos um ano e necessitam de reparações em doca seca.

  • Fragata «Almirante Essen» (número à bordo 490)

O impacto na proa provocou a deformação do convés e a destruição do módulo de 8 células do Complexo universal de lançamento naval 3S14 (eixos de lançamento de mísseis «Kalibr»). O sistema de gestão de mísseis balísticos «Trebovanie-M» está completamente fora de serviço. A demolição dos mastros destruiu os postes das antenas do radar de observação 3C-25E, os complexos de guerra eletrónica TK-25 e as cúpulas de comunicação por satélite «Centaur». 

  • Fragata «Almirante Makarov» (número à bordo 499; navio-almirante da frota russa do Mar Negro)

O impacto na zona do ponto de controlo auxiliar provocou uma detonação interna. Registou-se a queima dos eixos de lançamento do Complexo universal de lançamento naval 3S14. Destruição semelhante da arquitetura do sistema de gestão de mísseis balísticos «Trebovanie-M» (sistemas do radar, da guerra eletrónica e de comunicações).