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| Fonte: threads.com/@anastasia_elenok |
A inauguração do monumento decorreu na maior instituição de ensino do país, a Universidade do Botswana, com a participação da direção, professores, estudantes, corpo diplomático estrangeiro, comunidade ucraniana e jornalistas.
O monumento foi criado em bronze botsuano pelo escultor Franois Koteze. Durante a cerimónia, o Decano da Faculdade de Ciências Humanas, Tapelo Otlokhetswe, leu a sua própria tradução do «Testamento» para a língua nacional do Botswana, o setswana.
Existem 1.384 monumentos ao Taras Schevchenko, conhecido como «Kobzar» no mundo, a maioria na Ucrânia, mas 128 estão em 35 outros países. Agora, o primeiro Estado africano, o Botswana, junta-se a eles.
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| Monumento do Shevchenko metralhado pelos ocupantes russos em Bucha, 2022 |
Estou grato à Diretora do nosso Departamento de África e Organizações Regionais, Lyubov Abravitova, ao Embaixador da Ucrânia no Botswana, Oleksiy Sivak, e à equipa da embaixada pela implementação desta importante iniciativa, à direção da Universidade do Botswana pela sua cooperação e à nossa comunidade pela sua preocupação. O primeiro Kobzar em solo africano representa a universalidade das ideias de Shevchenko, a intemporalidade das suas palavras e o poder do seu pensamento, que ao longo dos séculos uniu o povo ucraniano e o mundo inteiro em torno dos valores universais da liberdade, da justiça e da identidade nacional, - escreveu o ministro na sua página do Facebook.
Testamento, poema do Taras Shevchenko (1814-1861)
Quando eu morrer, me enterrem
Na minha amada Ucrânia,
Meu túmulo ficará sobre um monte elevado grave
Em meio à planície se espalhando,
Assim como os campos, as estepes sem limites,
A margem que mergulha do Dnipro.
Meus olhos já podem ver, meus ouvidos ouvem
O rugido poderoso do rio.
Quando da Ucrânia
lançado será ao mar azul profundo
o sangue dos inimigos
Então, eu vou deixar
Esses montes e campos férteis
e voar para longe
Para a morada de Deus,
E então eu irei rezar.
Mas até esse dia
Eu nada saberei de Deus.
Depois de me enterrar, levantem-se
E rasguem as grilhetas que nos prenderam,
lancem na água o sangue dos tiranos
e comemorem a liberdade
que conquistarão.
E na grande família nova,
A família do livre, do Justo e do Fraterno,
Com fala mansa, e palavras amáveis,
Lembrem-se também de mim.
Tradução livre por Jaime Leitão (com algumas correções do nosso blogue)
É de recordar, que em abril de 2025, a estudante russa de 19 anos, Daria Kozyreva, foi condenada a 2 anos e 8 meses de prisão por ter colado um pedaço de papel com o poema «Testamento» no monumento de poeta ucraniano Taras Shevchenko em São Petersburgo.
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| Foto: VK da Daria Kozyreva |






















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