domingo, fevereiro 08, 2026

Escândalo sexual soviético: o bordel da elite comunista

Imagem AI ilustrativa

1955, URSS. Graças à uma denúncia anónima foi descoberto um bordel usado por mais alta nomenklatura comunista soviética. A clientela era composta pelo Ministro da Cultura em funções, membros da Academia de Ciências, escritores, filósofos e professores do marxismo-leninismo. 

Krivoshein (?) de fato escuro. Foto: Kommersant

Na sua dacha (casa de campo) em Valentinovka, nos arredorres de Moscovo/ou, e no seu apartamento no centro de Moscovo/ou, o dramaturgo e poeta russo Konstantin Krivoshein — «Epstein de orçamento limitado» — organizou um bordel para a mais alta nomenklatura soviética. Estudantes de teatro e das escolas de balé eram atraídas com promessas de carreiras no Teatro Bolshoi e cunhas junto ao Ministério da Cultura. A clientela era composta pela nata da elite soviética: o Ministro da Cultura da URSS em funções, o Acadêmico Georgiy Alexandrov (que tinha uma chave pessoal do dito apartamento), membros destacados da Academia de Ciências da URSS, escritores, filósofos e professores.

Académico e ministro Georgiy Alexandrov

Todos usavam os códigos de disfarce: «dissertação» (a tese académica) significava uma moça/garota, «defender a dissertação» significava seduzi-la e «escrever uma resenha» significava revender os seus serviços aos terceiros. Um traço interessante, pois tem a total semelhança com os códigos próprios usados pelo bando, não tenho outro nome, do Jeffrey Epstein. Onde os termos como «pizza», «Creme Soda» ou «comida chinesa», significavam, por exemplo, diversos tipologias raciais/étnicas de mulheres / moças usadas e abusadas pelo grupo.

A revelação começou com uma carta anónima de uma mãe indignada ao Khrushchev. Numa reunião do Comité do partido comunista de Moscovo/ou, Nikita Khrushchev passou um longo tempo gritando com os culpados, para depois se dirigir ao crítico literário e diretor do Instituto de Literatura Mundial da Academia de Ciências da URSS, Alexander Egolin:

Alexander Egolin, morreu aos 62 anos

«Aleksandrov é um jovem, eu entendo. Mas por que você está se envolvendo nisso com a sua idade?» 

A resposta entrou para a história:

«Mas eu não fiz nada, eu somente estava acariciando...» Egolin disse isso em russo: «ya tolko gladil». O povo «maldoso» criou a piada baseada no trocadilho entre o verbo russo e o gládio romano, assim nasceu o nome popular do escândalo — «o caso dos gladiadores». 

Perseguição das testemunhas 

Já após o início das averiguações, no arquivo da Procuradoria de Moscovo foi «descoberta» uma outra denúncia, da autoria de Zinaida Lobzikova, a instrutora de cultura do Conselho Municipal de um dos bairros de Moscovo/ou. Ela implorava pelo resgate de sua filha, Alina, estudante de balé, do covil clandestino do Krivoshein. A jovem sofria de um colapso nervoso e foi mantida à força e contra a sua vontade na dacha do predador. Zinaida Lobzikova foi posteriormente atacada por «desconhecidos» e morreu no hospitalalgumas semanas depois. 

Crime e «punição» 

Tal como no caso Epstein, a justiça comunista soviética foi bastante selectiva, no momento de punir os culpados. 

Dramaturgo Krivoshein foi condenado à prisão, mas não por auxílio à prostituição e gestão de um bordel clandestino, mas por especulação e comércio ilegal de pinturas antigas. A condenação acabou, definitivamente, com a sua carreira literária. Ao ponto de Wikipédia russa não saber nem a data, nem o local, nem as circinstâncias da sua morte. 

Ministro da cultura Georgy Alexandrov perdeu o seu posto e foi «exilado» para Minsk, onde continuou seus estudos em filosofia marxista-leninista. 

Académico Alexander Egolin foi rebaixado do seu posto na Academia de Ciências e foi lembrado, na história, pela sua perseguição implacável aos escritores soviéticos, por menor traço de qualquer dissidência. Após sua morte, o genial escritor da literatura infanti, ucraniano Korney Chukovsky escreveu no seu diário: «Egolin morreu — um completo canalha, um bajulador e — ao mesmo tempo — um tolo sem talento». 

Vladimir Kruzhkov, membro da Academia de Ciências da URSS e membro da Comissão de Revisão do Comitê Central do PCUS, foi exilado à região de Ural, como editor-chefe do jornal regional de Sverdlovsk «Uralsky Rabochiy». No entanto, ele recuperou, dentro de um tempo relativamente curto a influência perdida e de 1961 a 1973 foi o Diretor do Instituto de História da Arte do Ministério da Cultura da URSS. 

O vice-diretor do Instituto de Literatura Mundial de Moscovo, professor Sergei Petrov escapou da estória sem nenhuma perda de posição ou estatuto e já em 1957 defendeu a sua sua tese de doutoramento. Tal como Sergey Kaftanov, que manteve a sua posição do Primeiro Vice-Ministro da Cultura da URSS. Chegou à exercer as funções de Ministro da Cultura interino da URSS.

sábado, fevereiro 07, 2026

Os defensores da Ucrânia: antes e depois de 24.02.2022

“Quase não me recordo de mim antes da guerra…”, escreveu o militar ucraniano @vitsikkkk numa postagem no Threads, publicando fotos suas antes e durante o serviço militar. Ele foi seguido por outros defensores da Ucrânia, que começaram publicar as suas próprias fotos «antes» e «depois».









Fonte: vitsikkkk | Threads

sexta-feira, fevereiro 06, 2026

Primeiro vice-chefe do GRU é baleado em Moscovo: as lutas enternas russas

Em Moscovo foi baleado o primeiro vice-chefe do GRU, o tenente-general Alekseev, que em estado grave deu entrada no hospital. Estamos perante as lutas internas pelo poder no seio do MinDefesa russo, que opõe a secreta GRU ao grupo do ex-ministro Shoigu e o estrategista militar Gerasimov. 

Desde 2014, Alekseev era o curador da empresa militar privada (EMP) «Wagner». O terrorista russo Igor «Strelkov» Girkin, o primeiro «ministro da defesa» da dita «dnr» afirmou, numa entrevista que foi Alekseev quem deu as ordens para liquidar os «comandantes de campo» das ditas «l/dnr», em particular, Alexei Mozgovoi, e a EMP «Wagner» executou essa e outras ordens semelhantes. Girkin também conta que Alexeev era o fundador de «Wagner» e curador de várias outras EMP russas, criadas com ajuda e participação direta e indireta do estado russo.


O general Alekseev supervisionava a unidade militar russa «Espanola», composta pelos adeptos da ideologia neo-fascista, que foi recentemente acusada, na rússia, de tráfico de drogas, roubo e inúmeros outros crimes, sendo oficialmente dissolvida em outubro de 2025. Seu comandante Stanislav Orlov «Ispanets», foi recentemente executado na Crimeia ocupada por operativos do FSB (na versão semi-oficial: resistiu à tentativa da sua prisão). 

Negociações entre Prigozhin (no meio) e Alekseev (último à direita) durante a rebelião de «Wagner»

Em 2023, quando ocorreu a rebelião da EMP «Wagner», Alekseev fez um apelo emotivo em vídeo, no qual pedia ao Prigozhin que parasse a sua marcha contra o Moscovo: 

A morte do Alekseev não parece ser uma ação dos serviços secretos da Ucrânia, mas um ajuste direto entre os russos, possivelmente um ato de vingança pela morte do Prigozhin e Dmitri «Wagner» Utkin, o comandante militar do grupo «Wagner». 

Por fim, o comandante do «Azov», Denis Prokopenko, recordou que o general Alekseev esteve em Mariupol em 2022 e prometeu, na qualidade do oficial russo mais graduado, por escrito, que após a rendição, os POW ucranianos seriam tratados com dignidade e de acordo com as normas da Convenção de Genebra. Mas, no fim, a palavra do general, nascido na Ucrânia, não valeu absolutamente nada. Mais de cinquenta militares do Azov foram executados em Elenivka, e a sua tortura e os assassinatos continuam nas prisões russas.

Mais um pequeno lembrete de que os militares russos não têm palavra.

Fonte: TG @kazansky2017

☠️ Mais mercenários quenianos mortos no Leste da Ucrânia

Do Quênia à “zona de morte” de Donbas: uma breve história dos mercenários quenianos recrutados pela rússia para a sua guerra neocolonial contra Ucrânia. Correndo atrás do «dinheiro fácil» os jovens queniados acabam de perder as suas vidas em vão. 

O Serviço de Inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia (GUR MOU) informa que, na área da cidade de Lyman, na região de Donetsk, foram descobertos os corpos de mais dois cidadãos quenianos motos, recrutados pelos ocupantes russos para travar uma guerra neocolonial e criminosa contra Ucrânia. 

Último à direita, Clinton Mogesa

Trata-se de Ombwori Denis Bagaka e Wahome Simon Gititu, cujos restos mortais foram encontrados perto do corpo de outro mercenário queniano morto, Clinton Nyapara Mogesa. A publicação do nosso blogue, baseado na informação da GUR MOU sobre os detalhes de sua morte teve uma grande repercussão.

Ombwori Denis Bagaka passou, na rússia, uma procuração em nome de um terceiro.
Agora a sua família não irá receber nada, o dinheiro «de caixão», se houver, será
levantado e apropriado por uma intermediário.

Os três quenianos – Bagaku, Gititu e Mogesa – foram atraídos para a guerra russa contra Ucrânia através do Catar, onde os três trabalhavam em empresas de segurança com um bom salário e garantias sociáis aliciantes, mas acabaram por perder as suas vidas, correndo atrás das promessas moscovitas do dinheiro fácil. 

O GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia alerta os cidadãos estrangeiros contra viagens à federação russa e aceitação de qualquer trabalho no território do estado agressor. Uma viagem à rússia é uma chance real de acabar numa unidade suicida descartável, acabando de se tornar simples adubo às terras negras da Ucrânia. 

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

Ligue para +38 044 350 89 17 e 688 (somente de números ucranianos)

Escreva ao Telegram ou WhatsApp:

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quinta-feira, fevereiro 05, 2026

Homenagem ao ultras búlgaro do «Levski» (Sófia) que morreu pela Ucrânia

Os ultras/torcida do «Levski» (Sófia) homenageiam a memória do representante do seu movimento, Mikhail Ruskov, que tombou na defesa da Ucrânia.

Mikhail Ruskov, que pertencia aos ultras/torcida organizada «Sofia West» é o segundo ultras/torcedor do clube que morreu defendendo Ucrânia. Sabemos pouco sobre isso, mas, em geral, o movimento dos ultras do «Levski» é um dos poucos na Europa (além disso, fortes ultras pró-Ucrânia pertencem ao Zalgiris Vilnius e Dínamo Zagreb) com uma posição claramente pró-Ucrânia (e isso foi declarado mesmo antes de 2022). 

Mikhail «Misho» Ruskov

As circunstâncias da morte do búlgaro não foram especificadas. Também não está claro em que função ele participou dos combates. Os familiares do falecido expressaram respeito à sua memória e o descreveram como um homem que fez uma escolha consciente em defesa de uma causa que considerava justa. Sabe-se que Ruskov morreu em janeiro de 2026. 

Svetoslav Slavkov (31)

Este é o segundo torcedor do «blues» a morrer na Ucrânia. A morte de Svetoslav Slavkov (31) foi divulgada no início de 2024. Ele foi morto durante intensos combates por volta do Natal de 2023, perto de Kupyansk. 

No total, na defesa da Ucrânia até hoje morreram 4 voluntários búlgaros.

A breve história da técnica soviética e russa de «armadilhas de mel»

A “armadilha de mel” é uma técnica de chantagem e recrutamento, muito usada pela inteligência soviética desde a época da NKVD. Sabe-se com certeza que, durante a era da KGB, essa técnica era empregue pela PGU (Primeira Diretoria Principal do KGB). KGB chamava as agentes de «andorinhas» e no ocidente eram conhecidas como «Mozhno-girls» ou «mozhnos». 

Um dos exemplos mais famosos é o “romance” de Albert Einstein e Margarita Konenkova.

Margarida Konenkova e Albert Einstein

Quando se conheceram em 1935, Einstein tinha 56 anos e Konenkova, 39. Ela era esposa do escultor soviético Sergei Konenkov, que foi escolhido, “ao acaso”, para fazer uma escultura de Einstein. Desde o primeiro dia em que se conheceram, a moça não se afastava do cientista, e o “romance” entre eles floresceu instantaneamente. Graças ao seu charme natural, Margarita inspirava Einstein com as ideias pró-soviéticas, do amor pela cultura russa e até o persuadiu a se encontrar com o cônsul soviético. Albert foi milagrosamente salvo de se tornar um informante por Estaline, que acreditava que, no papel de um simples «idiota útil», o cientista seria mais útil à União Soviética, do que como um agente do NKVD. Em 1945, Konenkova e sua família foram repatriados para a URSS e nunca mais viram Einstein. A qualidade do seu trabalho da oficial de inteligência pode ser comprovada pelo facto de Einstein ter escrito, secretamente mais de uma dúzia de poemas de amor para ela. 

Outro exemplo do trabalho de inteligência soviético foi o amante de Eleanor Roosevelt, que se revelou um agente da NKVD e conseguiu se tornar um «forte apoio» para a primeira-dama dos Estados Unidos depois que ela descobriu a traição do marido. Graças às informações dele, um outro agente soviético, Alger Hiss (condenado pela Comissão de Investigação de Atividades Antiamericanas), convenceu Roosevelt a não exigir de Stalin garantias de segurança e eleições democráticas livres para a Polónia e todos os países ocupados pelas tropas soviéticas. Hiss também conseguiu convencer o presidente dos EUA a não forçar Estaline a respeitar os direitos humanos e enfraquecer o regime brutal da União Soviética. Assim, a assistência dos EUA à URSS na luta contra a Alemanha nazi/sta não estava condicionada a quaisquer exigências de democratização e redução da pressão repressiva. De fato, Alger Hiss, como chefe do Escritório de Relações Políticas Especiais, responsável pelo planeamento estratégico, tornou-se o principal negociador americano na Conferência de Yalta, onde o destino da Europa pós-guerra foi decidido. Ele também foi responsável pela criação da ONU de uma forma extremamente benéfica para a URSS. O resultado das atividades de Eleanor Roosevelt e Alger Hiss foi que: os aliados entregaram a Polónia à União Soviética, devolvendo-a literalmente às garras do império russo. Este foi um ato completamente inaceitável, pois a Grã-Bretanha entrou na guerra precisamente por causa da invasão conjunta da Polónia pela Alemanha nazi e pela URSS comunista. Além disso, os pilotos poloneses participaram, ativamente, na defesa aérea da Grã-Bretanha. Centenas de milhares de pessoas que fugiram para o Ocidente da perseguição da NKVD foram deportadas para a União Soviética, onde seu destino era incerto.

Nos tempos modernos, um exemplo extremamente bem-sucedido de armadilha amorosa foi a sogra do oligarca Roman Abramovich, Elena Zhukova, que se casou com o magnata da mídia Rupert Murdoch. O império desse bilionário inclui os maiores veículos de comunicação, como o Wall Street Journal, a Fox News e o The New York Times.

Quanto ao próprio Epstein, aqui temos um exemplo vívido de outra suposta agente do FSB, Ghislaine Maxwell. Seu envolvimento com a inteligência russa não foi comprovado formalmente, mas todos os fatos apontam para isso.

Ghislaine é a filha do político e magnata britânico Robert Maxwell (nascido na atual Ucrânia no seio de uma família judaica ortodoxa), que durante a guerra fria era conhecido pela sua proximidade aos vários ditadores de regimes comunistas. Ela foi presa pelo FBI dos EUA em julho de 2020 e acusada de aliciar e traficar menores para fins sexuais. Em dezembro de 2021, foi considerada culpada de cinco das seis acusações, incluindo tráfico humano. Em junho de 2022, foi condenada a 20 anos de prisão.

Maxwell conheceu Jeffrey Epstein no início da década de 1990 em uma festa em Nova York, e os dois se deram bem imediatamente. Suas conexões, herdadas de seu pai, foram essenciais para Epstein. Ghislaine, por sua vez, teve acesso aos poderosos desse mundo - desde o Príncipe Andrew ao Donald Trump. 

Como Maxwell trabalhava:

  • Encontrava as jovens vulneráveis ​​(frequentemente de famílias pobres, em spas e escolas);
  • Preparava-as para as “massagens” de Epstein;
  • Ensinava-lhes pessoalmente práticas sexuais;
  • Normalizava a violência com sua presença como uma “mulher mais velha”;
  • Geria/enciava a logística de transporte entre várias residências de Epstein;
  • Às vezes, participava pessoalmente nos atos de violência;

Tudo isso é muito semelhante ao treino/amento de agentes da KGB, que posteriormente participavam de operações de sedução. 

Historicamente, em todos os grandes hotéis soviéticos e não só, sob o controlo do KGB, havia salas especiais com escutas telefônicas e gravações de vídeo. O alvo era gravado nos seus encontros sexuais com homens ou mulheres, depois lhe exibiam o material gravado e a pessoa era forçada a cooperar. 

Alguns dos exemplos conhecidos do uso de «armadilha de mel» pelo KGB: 

William John Christopher Vassall (1924–1996), um funcionário do Almirantado Britânico.

Vassall, isolado por causa de sua homossexualidade (na época, um crime) e humilhação social na embaixada, tornou-se um alvo fácil. Em 19 de março de 1955, ele foi convidado para uma festa, onde lhe ofereceram bebidas e o fotografaram em posições comprometedoras com vários homens. Sob pressão de chantagem, concordou em cooperar e entregou milhares de documentos secretos sobre tecnologia de radar britânica, torpedos e equipamentos anti-submarino. Após a entrega, foi descartado como lixo pelos soviéticos e, na Grã-Bretanha, recebeu uma pena de 18 anos de prisão, dos quais serviu dez. 

Maurice Dejean (1899–1982), embaixador francês na URSS, amigo pessoal de De Gaulle.

A operação envolveu mais de 100 oficiais da KGB sob a liderança de Oleg Gribanov. KGB utilizou a atriz Larisa Kronberg-Sobolevskaya, uma das  suas «andorinhas», agente «Lora». Durante o encontro, seu “marido” (um agente da KGB) invadiu o local e bateu o embaixador. Dejan recorreu a um “amigo soviético” em busca de ajuda, também um agente da KGB.

Larisa «Lora» Kronberg, atriz e «andorinha» do KGB

Após se acalmar um pouco, o «marido» ameaçou o embaixador com uma denúncia à polícia. Para evitar um escândalo, Dejan teve que pedir ajuda a seus conhecidos em Moscovo/ou, e eles, é claro, a ajudaram. Naquela mesma noite, Dejan se encontrou com Gribanov, que lhe foi apresentado como conselheiro do presidente do Conselho de Ministros da URSS, Gorbachev. Gorbachev/Gribanov prometeu ajudar. Em troca, Dejan deveria prestar um pequeno favor ao governo soviético. Assim começou a longa cooperação entre o embaixador francês e o KGB.

Graças a informação dos oficiais do KGB que fugiram ao Ocidente, Dejan, foi exposto e perdeu o seu emprego como embaixador. No entanto, ele nunca foi formalmente acusado de nada, e, por exemplo, foi membro do conselho da Associação França-URSS de 1973 até sua morte. 

Sargento Clayton J. Lonetree (1961 – ) guarda da Embaixada dos EUA em Moscovo/ou.

Quantico, Virgínia: O sargento da Marinha Clayton Lonetree é escoltado para fora do prédio onde seu julgamento militar está sendo realizado. Lonetree é acusado de espionagem no escândalo de sexo em troca de segredos na embaixada dos Estados Unidos em Moscovo/ou.

A agente do KGB «Violetta Seina» conheceu Lonetree em uma festa dançante do Corpo de Fuzileiros Navais em novembro de 1985, na véspera da cúpula Gorbachev-Reagan, onde Lonetree trabalhava na segurança. O relacionamento amoroso se transformou em ação de recrutamento. Lonetree forneceu plantas de embaixadas americanas em Moscovo/ou e Viena, os nomes e fotos de nove agentes da CIA na URSS e uma lista telefônica secreta.

Sargento foi julgado e condenado aos 15 anos de prisão, efetivamente serviu nove. 

John Watkins (1902–1964), embaixador do Canadá na URSS. 

Watkins foi fotografado tendo contato homossexual com o agente do KGB «Kamal». KGB exigiu que ele fosse «amigável» aos interesses soviéticos. Watkins relatou o incidente a Ottawa, mas ocultou a natureza sexual do ocorrido. Após ser exposto por oficiais do KGB que se refugiaram no Ocidente, a Polícia Montada Real Canadense (RCMP) o interrogou em Paris e Londres. Em 12 de outubro de 1964, Watkins morreu de um ataque cardíaco enquanto era interrogado em um hotel em Montreal. 

James Hudson, Cônsul Geral Adjunto da Grã-Bretanha em Ecaterimburgo.

Em 2009 um vídeo de 4 minutos e 18 segundos intitulado “As Aventuras do Sr. Hudson na Rússia” apareceu numa página web russa. As imagens mostravam Hudson em um quarto de hotel com duas mulheres, champanhe e sexo. O site insinuava a existência de material adicional sobre jogos de azar e “drogas leves”. O diplomata britânico, de 37 anos, na altura, pediu a demissão. 

Béla Kovács, (1960 – ), eurodeputado húngaro (2010–2019). 

História que apresenta uma verdadeira veterana em armadilhas amorosas, a russa Svetlana Istoshina — ela foi casada quase simultaneamente com um físico nuclear japonês Omiya Massanori, um criminoso austríaco Mario Schöne e Kovács.

Kovács conheceu Svetlana em Tóquio por volta de 1979–1980. O pai de Kovács confirmou que um oficial da inteligência húngara na embaixada o havia alertado: Svetlana era um «correio» do KGB. Ela viajava pela Europa e Ásia em missões. Após a queda do comunismo, Kovács tornou-se membro do Parlamento Europeu, viajava a Moscovo/ou todos os meses, organizava viagens de líderes do partido Jobbik para a rússia e foi observador no “referendo” ilegal russo de 2014 na Crimeia. Foi condenado, em setembro de 2022, in absentia, por um tribunal húngaro, aos 5 anos de prisão por espionagem. Atualmente vive algures na rússia. 

Em 2010, vários políticos oposicionistas russos, casos do Viktor Shenderovich (humorista), Mikhail Fishman (editor da Newsweek), Ilya Yashin, Roman Dobrokhotov, Eduard Limonov, e vários outros, foram apanhados nos vídeos sexuais, com presença da Ekaterina «Mumu» Gerasimova. Agente do FSB, Gerasimova atraiu sistematicamente críticos do Kremlin, convidando-os para um apartamento com câmeras escondidas. Ela ofereceu sexo a três, cocaína e marijuana. O vídeo com Shenderovich foi divulgado dois dias antes do casamento da sua filha. Alega-se que alguns dos visados perceberam a armadilha e escaparam, não temos a certeza disso.

Agente do FSB Ekaterina «Mumu» Gerasimova

A própria agente emigrou, mudou de nome e em 2012 vivia na Espanha.

Agente russa Maria Butina, se apresentava nos EUA como a fundadora da organização “Direito de Portar Armas”. Butina infiltrou-se sistematicamente na NRA e em círculos conservadores americanos, participando de convenções como convidada de honra. Em julho de 2015, ela perguntou publicamente ao Trump sobre as sanções contra a rússia. Ela morava com o agente republicano Paul Erickson — com o dobro de sua idade —, o que, segundo os promotores, era um «aspecto necessário de seu trabalho». Os promotores alegaram inicialmente que ela ofereceu sexo em troca de um cargo (essa alegação foi posteriormente excluída). Condenada em abril de 2019 aos 18 meses por conspiração e por atuar como agente estrangeira não registrada. Deportada para a rússia em outubro de 2019. 

David Franklin Slater (63-64), tenente-coronel aposentado do Exército dos EUA, serviu, como contratado civil, no Comando Estratégico dos EUA (USSTRATCOM).

Em agosto de 2021, ele foi abordado por um agente do FSB russo se passando por um «ucraniano». Slater tinha autorização de segurança de nível TOP SECRET e participava de reuniões informativas confidenciais sobre a guerra da rússia contra a Ucrânia. Ele repassou informações secretas sobre alvos militares e capacidades russas por meio de um aplicativo de mensagens de um site de encontros até abril de 2022. Em julho de 2025, declarou-se culpado de conspiração para divulgar informações sobre a defesa nacional. Ele pode ser condenado até 10 anos de prisão e uma multa de 250.000 dólares.

Um grande número de armadilhas amorosas permanece sem solução e ainda está em operação. É importante ressaltar que este é apenas um dos métodos do atual FSB russo — há também chantagem, suborno, assassinato, etc. Esta não é uma situação sem esperança, é um perigo que deve ser reconhecido e combatido metodicamente. 

Fonte: Denys Shtilierman @DenShtilierman

terça-feira, fevereiro 03, 2026

Ocorreu um novo ataque russo em grande escala contra alvos civis da Ucrânia

Na noite de 2 à 3 de fevereiro, ocorreu um novo ataque russo em grande escala, visando os edifícios residenciais e infraestruturas energéticas em toda a Ucrânia. Os ataques russos tiveram como alvo as regiões de Sumy, Kharkiv, Kyiv, Dnipro, Odesa e Vinnytsia. Pelo menos nove pessoas ficaram feridas



Em Kyiv, ataques com drones danificaram um jardim de infância e causaram incêndios em prédios residenciais. A rússia utilizou um número significativo de mísseis balísticos e de outros tipo – mais de 70 mísseis e 450 drones de ataque no total.

Aproveitar os dias mais frios do inverno para aterrorizar civis é mais importante para a rússia do que a diplomacia. Isso demonstra claramente o que a Ucrânia mais precisa dos seus parceiros: entregas oportunas de mísseis de defesa aérea e pressão máxima sobre a rússia.

segunda-feira, fevereiro 02, 2026

Albert Einstein: comunismo, estalinismo e a propaganda soviética

Ao longo de décadas, o regime soviético manifestava, o seu inenterrupto, ora amor, ora ódio ao Albert Einstein. Como mostra um pequeno texto da revista ilustrada soviética «Ogonyok» de 1929. O texto chama-se «Visitando o Professor Einstein». 

Texto: «O leitor fica surpreendido ao verificar que as divisões onde o Professor Einstein, criador da teoria da relatividade, vive e trabalha, bastante pouco se assemelham à nossa ideia habitual da casa de um filósofo. Não vemos aqui grandes estantes de livros, nem um laboratório com frascos, retortas e microscópios. O Professor Einstein e a sua mulher vivem em divisões mobiladas com móveis elegantes, belos vasos, espelhos e tapetes aconchegantes». 

Então, aqui temos o casal Einstein, que, aos padrões soviéticos da época «ocupa uma quantidade excessiva de espaço». Aparentemente, o cientista deveria criar as suas «invenções burgueses» algures na dispensa ou na cozinha num «apartamento comunal», compartilhado com o demais proletariado. O texto de «Ogonyok» foi um ataque mesquinho a um professor que, na verdade, nem sequer possui os grandes luxos. Basta consultar a imagem.

No entanto, no texto sobressai, definitivamente, a questão ideoloógica. Aparentemente, Einstein produzia, na época, várias opiniões bastante desfavoráveis aos bolcheviques e à URSS: 

«Nunca aprovei o comunismo»: o cientista realçou que era contra qualquer governo «que escraviza o indivíduo através do terror e da violência, quer se manifestem sob a bandeira do fascismo ou do comunismo». 

1929: Einstein ficou ainda mais desiludido com os bolcheviques. Numa entrevista a um jornal comentou: «A experiência bolchevique pode valer a pena tentar. Mas penso que a rússia erra gravemente na execução do seu ideal». [George Sylvester Viereck, “What Life Means to Einstein: An Interview by George Sylvester Viereck,” The Saturday Evening Post, 26 de outubro de 1929]. 

A aversão de Einstein à violência bolchevique é provavelmente um produto do facto de ser, nas suas próprias palavras, um «pacifista convicto». [«Não tive outra alternativa senão agir como agi, embora sempre tenha sido um pacifista convicto», Alice Calaprice e Albert Einstein, The New Quotable Einstein (Princeton University Press, 2005), 160]. 

Em 1930, Einstein assinou uma petição para permitir ao Lev Trotsky emigrar para a Alemanha. Nesse mesmo ano, também apoiou uma carta contra os julgamentos estalinistas de fachada. No entanto, em 1931, Einstein retirou as suas críticas e, em 1937, defendeu publicamente os julgamentos de Moscovo. [David Renton, “O socialismo de Albert Einstein”, Rethinking Marxism 13.2 (2001): 143.] 

1932: «No topo, parece haver uma luta pessoal em curso, na qual os meios mais sujos são usados ​​por indivíduos sedentos de poder, agindo unicamente por motivos egoístas. Abaixo, parece haver uma completa supressão do indivíduo e da liberdade de expressão. Só podemos imaginar o valor da vida nestas condições». [Albert Einstein, carta a Henri Barbusse, 6 de junho de 1932, in David E. Rowe e Robert J. Schulmann, eds., Einstein on Politics: His Private Thoughts and Public Stands on Nationalism, Zionism, War, Peace, and the Bomb (Princeton: Princeton University Press, 2007), 424.] 

1936: «Na minha opinião, tanto Estaline como Trotsky são gangsters políticos» [Arthur J. Klinghoffer and Judith A. Kinghoffer, International Citizens’ Tribunals: Mobilizing Public Opinion to Advance Human Rights (New York: Springer, 2002), 74.] 

A URSS não cedeu a tentação de atrair Einstein. As autoridades soviéticas planearam até estabelecer uma Academia de Ciências da República Autónoma dos Alemães do Volga, onde toda a burocracia seria feita em alemão, fazendo de Einstein o seu presidente com um bom salário e permitindo que o físico vivesse e trabalhasse em Saratov.

Mas, preparando-se para partir para América, em Setembro de 1933, Einstein deu uma entrevista à Evelyn Seeley, jornalista da The New York World Telegram na qual sublinhou: «Sou um democrata convicto, e é precisamente por isso que não vou à rússia, embora tenha recebido um convite muito caloroso. A minha visita a Moscovo seria certamente utilizada para fins políticos pelos governantes soviéticos». [citado em Journal of the Washington Academy of Sciences; Vol. 69, No. 3 (Setembro de 1979), pp. 101-108.]

Na década de 1950, Einstein novamente se pronunciou sobre os julgamentos estalinistas da década de 1930. Num artigo do Star Ledger de 22 de janeiro de 1953, intitulado «Einstein junta-se à condenação dos expurgos vermelhos», Einstein foi citado dizendo o seguinte:

«A perversão da justiça que se manifesta em todos os julgamentos oficiais realizados pelo governo russo, não só o de Praga, mas também os anteriores, desde a segunda metade da década de 1930, merece condenação incondicional...» [Albert Einstein, citado em Fred Jerome, The Einstein File: J. Edgar Hoover's Secret War Against the World's Most Famous Scientist (Macmillan, 2003), p. 313.] 

Fontes: Fonte 1Fonte 2

domingo, fevereiro 01, 2026

A presença da Ucrânia nos ficheiros Epstein

Digitando a palavra “Ukraine” na Libraria Epstein, divulgada pela Justiça americana, podemos achar os dados de algumas ucranianas — embora não em grande número. Também podemos perceber o interesse do clã Rothschild e do próprio Epstein pela Ucrânia.

A faixa etária das mulheres ucranianas presentes nos ficheiros Epstein está entre 20 à 25 anos. Não há, entre elas nenhuma menor de idade — todas são adultas, escreve o deputado ucraniano Maryan Zablotskiy.

Além de histórias pessoais, Epstein também se interessou e discutiu um pouco sobre a política ucraniana. Ele pensou em investir na Ucrânia, mas parece que nada foi impementado no terreno. Ao mesmo tempo, ele comprou um apartamento em Lviv para a sua namorada ucraniana.

Pelo tom e teor de comunicação, assim através de certas dicas — pode se chegar ao conclusão do que ele estava envolvido em algum tipo recrutamento político e, provavelmente, estava documentar os eventos por si organizados. Embora isso é apenas uma interpretação possível.

Em geral, cria-se a impressão do que Epstein trabalhava, principalmente, nos interesses da rússia. Talvez por isso, agora o escândalo em torno dos seus arquivos está sendo usado para pressionar políticos americanos a obter concessões em relação à Ucrânia. Isso é indicado, em particular, pelo fato de que os dois maiores propagandistas americanos abertamente pró-rússia — Tucker Carlson e Alex Jones — estão simultaneamente explorando ativamente esse tópico.

O tema da Ucrânia aparece, por exemplo, na troca de e-mails entre Epstein e A[riane] de Rothschild (a banqueira francesa Ariane de Rothschild aparece em 27 documentos, principalmente como um contato de Jeffrey Epstein mencionado nos e-mails entre Epstein e Ghislaine Maxwell. Ela é citada em discussões comerciais sobre fundos de investimento em infraestrutura e compromissos sociais).



No e-mail datado de 18 de março de 2014, Ariane diz que gostaria de se encontrar com Epstein na noite de 19 de março e falar sobre Ucrânia.

Epstein responde: «A turbulência na Ucrânia deve proporcionar muitas oportunidades!»

Naturalmente, aqui podemos estar perante várias tipos de «oportunidades», embora tendo em conta que o e-mails foram trocados em março de 2014 (já após o início da ocupação russa da Crimeia, mas antes do início da guerra híbrida russa no leste da Ucrânia), o mais realista será de supor que eram meros oportunidades comerciais e/ou de investimento. Embora mais uma vez, isso é apenas uma interpretação possível.

Ao mesmo tempo, aparentemente, ao presidente Donald Trump realmente não há nada a apontar. Se houvesse algo mesmo sério nos ficheiros apresentados, estes: a) não seriam publicados; b) os pontos já seriam vistos e divulgados por alguém interessado.

Porque dissemos que Epstein trabalhou para rússia? Basta ver o seu visto russo, com a duração de três anos e com a permanência autorizada de 6 meses consecutivos, dobro do máximo permitido por lei russa. Este tipo de estadia necessita de uma permissão especial do Ministério do Interior, obtido através de uma carta-convite do Ministério dos Negócios Estrangeiros / das Relações Exteriores da rússia (ou então dos serviços secretos, como GRU, FSB ou SVR).

Maria Bucher (apelido de solteira Drokova) na abaixo no centro da sauna. Ela se juntou ao movimento juvenil putlerista «Nashi» (Nossos) aos 15 anos e foi a sua porta-voz. Em 2009 se tornou famosa por beijar putin publicamente (ver o filme documental putin´s kiss / O beijo do putin):

Mais tarde, Drokova se mudou para os Estados Unidos, onde criou um fundo de investimento em TI e trabalhou como assessora de imprensa para a rede de relações públicas de Jeffrey Epstein, nos ficheiros do Epstein Masha foi mencionada mais de 1.600 vezes (Sic!)

Segunda foto é da Wikipédia russa, Bucher-Drokova à esquerda, de casaco branco

No passado recente, os democratas não usaram o tema dos ficheiros Epstein na luta política interna, muito possivelmente porquê vários membros e simpatizantes influentes, ligados ao partido são mencionados nos documentos: Bill Clinton, Bill Gates, Noam Chomsky, etc. No entanto, nos mesmos ficheiros também são mencionados notáveis membros e influenciadores republicanos, casos do Peter Thiel, Steve Bannon ou Elon Musk.

Blogueiro: alguns dos ensinamentos, que os ficheiros Epstein nós podem elucitar são os seguintes: sim, realmente existem as elites mundiais poderosas e absolutamente inéticas, que adoram cometer os crimes mais hediondas, apenas pelo desporto ou hedonismo, priciplamente quando se sentem completamente impunes. Estas elites não tem alinhamento partidãrio, os seus membros tanto podem ser de esquerda ou da direita. No entanto, é o capitalismo liberal que garante, com todas as imperfeições, a existência de impensa livre, que pode expor todos os podres da nossa sociedade. Nas ditaduras de esquerda ou da teocracia religiosa, o mesmo já não acontece. Os ditadores, de Mau ao Ceaușescu e de Gaddafi aos Castro, matavam, estupravam e exterminavam os povos sob o seu domínio, sem que alguém impedisse os seus crimes. Realmente, tinha razão Winston Churchill, quando afirmou em 1947: «De fato, já se disse que a democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as outras que foram experimentadas ao longo do tempo...»

As forças ucranianas liquidam os mercenários da Quénia e das Filipinas

Na região de Donetsk, as forças ucranianas, afetas ao GUR MOU, descobriram os corpos de mercenário queniano Clinton Nyapar Mogesa (29) e do John Patrick, cidadão da República das Filipinas. Ambos foram abandonados pelos seus camaradas russos e morreram devido aos ferimentos curáveis.

Na região de Donetsk, as forças ucranianas, afetas ao GUR MOU, descobriram o corpo de Clinton Nyapar Mogesa (29), cidadão da República do Quênia, nascido em 1997. O queniano estava trabalhava numa agência de segurança no Qatar, tendo posteriormente assinado um contrato com o exército russo, sendo enviado, de seguida, à uma das unidades de assalto das forças russas de ocupação.

Mogesa morreu num dos inúmeros ataques russos, chamados de «trituradora de carne» na região de Donetsk. Os russos não removeram o corpo do queniano morto, e a sua família não obteve quaisquer pagamento, nem mesmo explicções por parte dos russos.

O mercenário abatido portava os passaportes de outros dois cidadãos quenianos aparentemente, o mesmo tipo de vítimas recrutadas, que a rússia pretende usar e abandonar num próximo ataque suicída.

Clinton Mogesi poderia viver e trabalhar em segurança no Qatar. Em vez disso tornou-se a prova definitiva de que, para o exército russo, os estrangeiros não passam de um recurso absolutamente descartável, sinónimo de uma sentença de morte.

Num outro episódio semelhante, os oficiais da GUR MOU descobriram o corpo de John Patrick, cidadão da República das Filipinas, que serviu na 9ª companhia de assalto do 3º batalhão do 283º regimento da 144ª divisão de fuzileiros motorizados do 20 exército de armas combinadas das forças armadas russas.

Como muitos outros mercenários estrangeiros, Patrick morreu durante um ataque «trituradora de carne» perto do assentamento de Novoselivka, distrito de Kramatorsk, na região de Donetsk.

O mercenário portava apenas arma, munição e um pedaço de papel com o número da unidade, número de telefone e nome do comandante. Ele não falava russo. De acordo com dados dos dispositivos eletrônicos apreendidos do filipino morto, o seu treino/amento básico durou apenas uma semana, após a qual ele foi imediatamente enviado para a linha de frente. No decorrer do combate mercenário foi ferido, não recebeu nenhuma ajuda médica e morreu lentamente, abandonado pelos russos na zona florestal. 

A Direção Principal do Ministério da Defesa da Ucrânia (GUR MOU) aconselha os cidadãos estrangeiros de se abster das viagens para a federação russa, sob pretexto de realizarem qualquer trabalho no seu território, especialmente o trabalho ilegal. Uma viagem à rússia é uma chance real de acabar na unidade de assalto, sem nenhuma preparação, e uma boa chance de não sobreviver.

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