De acordo com o direito internacional humanitário, Kumar era um combatente do exército russo, razão pela qual o seu corpo foi entregue à federação russa. Para que o corpo regresse ao Sri Lanka, as autoridades cingalesas precisam agora de fazer um pedido formal à rússia. Pois ao contrário, e tal como acontece por padrão, as autoridades russas cremam ou enterram mercenários estrangeiros, mortos na guerra, dentro da rússia, sem se preocuparem em repatriar os seus corpos para os países de origem.
No início de 2026, o projeto ucraniano «Quero Viver» já conhecía os nomes e as identidades de mais de 5.000 estrangeiros mortos, que passaram pelo exército russo. Todos eles, de uma forma ou de outra, não sobreviveram ao confronto com a bastante desumana realidade russa: ou morreram na guerra ou, então, foram eliminados pelos seus «companheiros» russos. Claramente, para Moscovo, reconhecer a morte de milhares de cidadãos de outros países seria admitir, mais uma vez, que o «2º maior exército do mundo» é incapaz de vencer Ucrânia sozinho, o que criaria tensões ainda maiores nas relações com alguns países «doadores» destes mesmos mercenários.
Mas não se pode esconder uma agulha num palheiro, e mais cedo ou mais tarde a liderança russa será forçada a repatriar os recrutados. Os vivos e os mortos. Ucrânia apela aos governos de todos os países cujos cidadãos a rússia recruta para o seu exército, bem como a toda a comunidade internacional, para que aumentem a pressão sobre o Kremlin no sentido de acelerar este processo e, principalmente, impedir que os estrangeiros se juntem a uma guerra injusta e neocolonial.
Enquanto isso, a obsessão russa por se suicidar no campo de batalha em qualquer situação incerta começou a espalhar-se entre os mercenários estrangeiros.
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| A famosa imagem do «Francis, o descartável», mercenário africano amarrado à uma bomba de fumaça |
Mais uma vez apelamos aos estrangeiros que se juntaram ao exército russo: não precisam de se matar só porque os vossos «mestres» russos assim mandam. É melhor escolher a vida e o seguro cativeiro ucraniano, onde vão viver bem e de acordo com as regras do direito internacional humanitário.
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