O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) alerta: os ocupantes russos começaram a utilizar mais ativamente o esquema chamado de «armadilha de mel» nas
tentativas de assassinato de militares ucranianos. Como tal, se pede a atenção redobrada aos voluntários brasileiros.
O serviço de contra-informação militar do SBU regista um aumento significativo da actividade dos serviços secretos russos nas tentativas de matar os militares ucranianos
utilizando o chamado método da «armadilha de mel». Trata-se de tentativas de assassinato de militares das FAU através de encontros online e falsos encontros com mulheres.
Somente desde o início de 2026, o SBU impediu mais de 50 casos deste tipo.
Para atrair os militares para uma «armadilha de mel», os ocupantes russos utilizam principalmente sites de encontros e chats temáticos nas aplicações de mensagens.
Estas plataformas são utilizadas por agentes russos que oferecem relações íntimas aos militares através de perfis falsos.
De seguida, os serviços especiais russos marcam um encontro para os homens, convidando-os para locais previamente combinados para o assassinato.
Na maioria das vezes, para atacar os defensores ucranianos, os terroristas russos utilizam bombas artesanais que são colocadas no local de um ataque terrorista planeado. Os agentes russos
também usam venenos sintetizados a partir de narcóticos, psicotrópicos e outras substâncias químicas.
Assim, em março de 2025, foi detida uma agente do FSB na região de Kharkiv, que, sob o pretexto de prestar auxílio “voluntário”, entregou medicamentos
e alimentos aos militares ucranianos, nos quais adicionou veneno.
Uma outra agente russa enviou a um militar ucraniano uma garrafa de bebida, à qual acrescentou uma dose letal de metadona. De seguida, agente sugeriu ao militar, que este provasse o
seu “presente” durante duma reunião online por videoconferência.
Os operativos do SBU agiram com antecedência e intercetaram o pacote com a bebida em tempo útil. A análise química confirmou a presença de substâncias
venenosas na garrafa, que poderiam ter levado a consequências fatais.
Também em janeiro de 2026, a contra-espionagem militar do SBU, numa operação de “perseguição imediata”, deteve um agente assassino do FSB que
pretendia esfaquear um militar das FAU em Zaporízhia.
De acordo com os autos do processo, os serviços secretos russos atraíram o defensor ucraniano para a zona industrial da cidade sob o pretexto de um encontro com uma rapariga de
um site de encontros. No entanto, em vez dela, apareceu um assassino encapuçado que atacou o soldado pelas costas e o esfaqueou seis vezes no pescoço, peito, abdómen e perna direita.
Os operativos do FSB detiveram o agressor e identificaram uma mulher que, a mando do FSB, comunicou com a vítima através de um perfil falso e o atraiu para o local do ataque.
Estão actualmente em curso investigações sobre estes e outros factos, com base em diversos artigos do Código Penal da Ucrânia:
- Art.º 111º (alta traição);
- Art.º 115.º (homicídio doloso);
- Art.º 258º (ato terrorista).
Os autores destes crimes podem ser condenados a prisão perpétua e ao confisco dos seus bens.
O SBU alerta os ucranianos, incluindo os membros das Forças Armadas, para que estejam vigilantes e reitera o alerta: caso sejam abordados com «ofertas» semelhantes, tenham
visto objetos e pessoas suspeitas ou recebido informações sobre as atividades dos serviços secretos russos, páginas na internet e redes sociais que utilizam para recrutamento, denunciem ao SBU:
Chatbot «Queime o FSBista»: http://t.me/spaly_fsb_bot
e-mail: callcenter@ssu.gov.ua