domingo, agosto 09, 2026

O Grande Terror soviético na Ucrânia que visou o renascimento literário

Na década de 1920, enquanto o mundo lia as obras de F. Scott Fitzgerald, Virginia Woolf e Erich Maria Remarque, os escritores ucranianos estavam a construir o seu próprio renascimento literário. Em 1938, a maioria deles já tinha sido detida, encarcerada ou morta.

5 de agosto de 1937. Neste dia, entrou em vigor a portaria n.º 00447 do NKVD. Esta autorizava a detenção e a execução de «elementos antissoviéticos». No espaço de dois anos, causou a morte de aproximadamente 700 000 pessoas em toda a União Soviética.

O terror chegou à Ucrânia, já devastada pela fome de 1932–33, e atingiu com maior severidade os camponeses, o clero e os dirigentes do partido. Mas um alvo destacou-se pelo que simbolizava: os escritores, artistas e académicos que tinham construído a cultura ucraniana durante o breve período de liberalização da década de 1920.

Muitos deles tinham vivido sob o mesmo teto. O edifício dos escritores «Slovo», em Kharkiv, foi concluído em 1929 para acolher a elite literária da república. Dos seus 66 apartamentos, 40 foram afetados pelo terror. Trinta e três residentes foram executados.

A 3 de novembro de 1937, numa clareira da floresta na Carélia, o NKVD fuzilou, numa única noite, pelo menos doze dos mais célebres escritores e artistas da Ucrânia.

A floresta de Sandarmokh, onde muitas das vítimas estão enterradas, é agora alvo de uma campanha de desinformação do Estado russo.

Os meios de comunicação estatais russos afirmam que os túmulos contêm prisioneiros de guerra soviéticos mortos pelas forças finlandesas, e não vítimas do NKVD de Estaline.

Na década de 1920, Moscovo permitiu, por um breve período, que os tártaros da Crimeia construíssem as suas próprias escolas, teatros e jornais. Essa liberdade produziu uma geração de professores, escritores e académicos.

A 17 de abril de 1938, em Akmesdzhyt (Simferopol), um tribunal militar soviético condenou 36 deles à morte numa única sessão.

Seis anos mais tarde, Estaline deportou da península toda a nação tártara da Crimeia. Os historiadores consideram as execuções de 1938 como o seu preâmbulo.

O Grande Terror estendeu-se muito para além da Ucrânia. Um balanço parcial do seu número de vítimas:

sábado, agosto 08, 2026

🔥🚢 Ucrânia continua à realizar várias operações bem-sucedidas na rússia

Na noite de 8 de agosto de 2026, operadores do Departamento de Ações Ativas e de Sistemas Não Tripulados da GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia, no âmbito da operação de ataques profundas à rússia, atingiram a refinaria de petróleo de Ilsk, na região de Krasnodar.

Como resultado do ataque à refinaria, que fornece recursos à guerra neocolonial russa contra Ucrânia, deflagrou um incêndio.

À noite de 8 de agosto, os drones ucranianos voltaram a atingir a refinaria de Syzran, na região russa de Samara, os residentes relataram os impactos próximos das instalações primárias de refinação de petróleo (AVT) e nos tanques de petróleo. Podemos observar, no mínimo, três focos de incêndio na refinaria, que já foi atingida, mais que uma vez pelos drones das forças especiais da Ucrânia, SSO-SOU. O incêndio está à consumir os equipamentos que sobreviveram nos ataques anteriores.


A cidade portuária de Gelendzhik, na região russa de Krasnodar. Explosão no aquartelamento da unidade militar Nº 2156 e no campo de treino militar adjacente, sob a jurisdição do Serviço de Guarda-fronteiras do FSB russo. Os drones ucranianos atingiram o radar e o sistema antiaéreo:

A embarcação (bulker) russo à fumegar na baía de Gelinzhik 

A baía de Gelinzhik

Localização: 44°34'18.67"N 37°59'21.41"E

ROV: 44°33'05.77"N 38°02'54.56"E

A operação ucraniana «Molochka», conduzida pela USBS: três mísseis do sistema russo da defesa aérea «Pantsir-S1», falharam miseravelmente e não conseguiram derrubar o drone ucraniano FP-2, que atinge os seus alvos:


+12 embarcações da frota-sombra russa foram imobilizadas pela USBS nos Mar Negro e de Azov.

Durante toda a operação “Molochka” (de 6 de junho à 8 de setembro de 2026) os drones de USBS , atingiram, com sucesso 218 embarcações, das quais 134 no Mar de Azov e 84 do Mar Negro. 

Uma embarcação russa foi atingida perto de Novorossiysk:

O navio-patrulha do FSB «Nadezhda» após o encontro com o drone ucraniano

Navio russo a fumegar em Novorossiysk

Fontes: risk_dept; DIUkraine; kazansky2017

Ajuda polaca à Ucrânia. Factos nús e um diagnóstico amargo

A assistência altruísta dos polacos aos ucranianos tornou-se a principal conquista das relações polaco-ucranianas. Agora, essa assistência está a ser transformada num jogo político.
Na foto: cidade de Przemyśl, 2022. Fonte: Pakkin Leung/Wikicommon

A Fundação polaca «im. Stefana Batorego» publicou uma análise detalhada da ajuda polaca/polonesa à Ucrânia, incluindo neste relatório também os contextos políticos e o contributo dos ucranianos para a economia polaca. Os resultados surpreenderão muitos, e alguns na Polónia ficarão indignados. 

por: Marek Ziółkowski, Fundacja im. Stefana Batorego

Ajudar outros países – o que de mais maravilhoso se pode imaginar em política externa. Ajudar as pessoas, sobretudo noutros países, é a forma mais bela de conduzir a política externa. Seria este um sentimentalismo excessivo e ingénuo? 

Algumas teses do relatório:

— A ajuda polaca à Ucrânia foi considerável, mas os políticos polacos, manipulando as estatísticas, exageraram o seu volume em cerca do dobro do valor real;

— Ao contrário de outros países que ajudaram a Ucrânia, a Polónia, e apenas a Polónia, rapidamente começou a exigir «gratidão» à Ucrânia sob a forma de concessões económicas e políticas, incluindo no domínio da memória histórica;

— A «tendência polaca para exagerar a escala da ajuda e emitir facturas quase diariamente, combinada com uma onda de expectativas de gratidão ucraniana», criou artificialmente entre os polacos a ilusão de uma «ingratidão ucraniana» crónica e minou a sua confiança na política de assistência à Ucrânia;

— Como resultado, embora do lado ucraniano as expressões de gratidão «se tenham tornado uma rotina de correcção política em relação à Polónia», Ucrânia conta cada vez menos com a ajuda polaca («pois a gratidão não é uma coleira);

— No entanto, paralelamente à ajuda, a Polónia lucrou e continua a lucrar muito com esta guerra, em particular, com um aumento das exportações de armas;

— Além disso, a contribuição dos refugiados ucranianos para o PIB da Polónia em 2022-2024 é praticamente igual ao volume da ajuda polaca à Ucrânia nesse período — por outras palavras, os refugiados ucranianos já retribuíram toda a ajuda prestada à Ucrânia pela Polónia (!);

— O contributo significativo dos refugiados ucranianos para a economia polaca, a balança comercial positiva da Polónia com a Ucrânia, as exportações recorde de armas polacas e a insignificante ajuda polaca à Ucrânia — tudo isto indica que, na verdade, foi a Ucrânia que deu um contributo significativo para o bem-estar e a economia da Polónia. 

É tempo de perguntar: afinal, quem deve estar grato a quem?

Embora, na realidade, a ajuda não devesse tornar-se uma moeda de troca política.

Contudo, para uma parte (considerável?) dos políticos e da sociedade polaca, isso já aconteceu. 

O texto integral do relatório em polaco e a sua tradução no site ucraniano Sestry (texto em ucraniano e infografia em polaco).

sexta-feira, agosto 07, 2026

🎥 Ucrânia ataca alvos russos em Ialta, Bryansk, Yaroslavl e Ekaterimburgo

No dia 7 de agosto de 2026, nas vésperas do Dia da cidade de Ialta, na Crimeia ocupada, os operadores da unidade especial “Grupo 13”, da GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia, realizaram um desfile local de drones navais «Magura». 

Desta forma, as forças especiais ucranianas resgataram uma antiga tradição festiva, que surgiu e se enraizou na Ialta na época da Ucrânia livre: a saída dos navios de guerra e das embarcações ucranianas para a orla da baía da cidade. O desfile em Ialta, realizado pelos comandos do “Grupo 13”, é mais um lembrete aos ocupantes russos de que a Crimeia pertence à Ucrânia. 

A luta armada continua!

Glória à Ucrânia!

Na cidade russa de Bryansk há um incêndio na zona dos armazéns da alfândega de Bryansk:


Localização: 53.2267041736, 34.40590630802 

Visão, por satélite da refinaria de petróleo de Yaroslavl, que foi atacada, com sucesso, pelas Forças de Defesa da Ucrânia na noite de 6 à 7 de agosto:

Foram registados numerosos danos nas plataformas técnicas, no parque de tanques da unidade VT-6, na unidade AVT-3 (provavelmente um dano anterior) e nas unidades de bombas de combustível. Além disso, um hangar de tipo desconhecido foi completamente destruído pelo fogo.


«Wildberries» de Ekaterimburgo

A refinaria de Yaroslavl está sujeita às visitas regulares dos drones de SSO-SOU, pelo que não é possível falar sobre o seu pleno funcionamento neste momento. 

«Wildberries» de Ekaterimburgo

Os drones ucranianos An-196 «Lyuty» aproximam-se ao armazém da Wildberries em Ekaterimburgo, um após o outro. O «camaraman» russo afirma que os drones estão a ser lançados a partir de uma aldeia vizinha (Sic!)

 

Controlo objetivo do local do centro logístico da Wildberries na cidade de Aleksin, na região de Tula, após a operação das FAU no dia 5 de agosto:

Fontes: Exilenova_plus;

Uso de «armadilha de mel» russa nas tentativas de assassinato de militares ucranianos

O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) alerta: os ocupantes russos começaram a utilizar mais ativamente o esquema chamado de «armadilha de mel» nas tentativas de assassinato de militares ucranianos. Como tal, se pede a atenção redobrada aos voluntários brasileiros.

O serviço de contra-informação militar do SBU regista um aumento significativo da actividade dos serviços secretos russos nas tentativas de matar os militares ucranianos utilizando o chamado método da «armadilha de mel». Trata-se de tentativas de assassinato de militares das FAU através de encontros online e falsos encontros com mulheres. 

Somente desde o início de 2026, o SBU impediu mais de 50 casos deste tipo. 

Para atrair os militares para uma «armadilha de mel», os ocupantes russos utilizam principalmente sites de encontros e chats temáticos nas aplicações de mensagens. Estas plataformas são utilizadas por agentes russos que oferecem relações íntimas aos militares através de perfis falsos.

De seguida, os serviços especiais russos marcam um encontro para os homens, convidando-os para locais previamente combinados para o assassinato.

Na maioria das vezes, para atacar os defensores ucranianos, os terroristas russos utilizam bombas artesanais que são colocadas no local de um ataque terrorista planeado. Os agentes russos também usam venenos sintetizados a partir de narcóticos, psicotrópicos e outras substâncias químicas.

Assim, em março de 2025, foi detida uma agente do FSB na região de Kharkiv, que, sob o pretexto de prestar auxílio “voluntário”, entregou medicamentos e alimentos aos militares ucranianos, nos quais adicionou veneno.

Uma outra agente russa enviou a um militar ucraniano uma garrafa de bebida, à qual acrescentou uma dose letal de metadona. De seguida, agente sugeriu ao militar, que este provasse o seu “presente” durante duma reunião online por videoconferência.

Os operativos do SBU agiram com antecedência e intercetaram o pacote com a bebida em tempo útil. A análise química confirmou a presença de substâncias venenosas na garrafa, que poderiam ter levado a consequências fatais.

Também em janeiro de 2026, a contra-espionagem militar do SBU, numa operação de “perseguição imediata”, deteve um agente assassino do FSB que pretendia esfaquear um militar das FAU em Zaporízhia.

De acordo com os autos do processo, os serviços secretos russos atraíram o defensor ucraniano para a zona industrial da cidade sob o pretexto de um encontro com uma rapariga de um site de encontros. No entanto, em vez dela, apareceu um assassino encapuçado que atacou o soldado pelas costas e o esfaqueou seis vezes no pescoço, peito, abdómen e perna direita.

Os operativos do FSB detiveram o agressor e identificaram uma mulher que, a mando do FSB, comunicou com a vítima através de um perfil falso e o atraiu para o local do ataque.

Estão actualmente em curso investigações sobre estes e outros factos, com base em diversos artigos do Código Penal da Ucrânia: 

  • Art.º 111º (alta traição);
  • Art.º 115.º (homicídio doloso);
  • Art.º 258º (ato terrorista). 

Os autores destes crimes podem ser condenados a prisão perpétua e ao confisco dos seus bens. 

O SBU alerta os ucranianos, incluindo os membros das Forças Armadas, para que estejam vigilantes e reitera o alerta: caso sejam abordados com «ofertas» semelhantes, tenham visto objetos e pessoas suspeitas ou recebido informações sobre as atividades dos serviços secretos russos, páginas na internet e redes sociais que utilizam para recrutamento, denunciem ao SBU: 

Chatbot «Queime o FSBista»: http://t.me/spaly_fsb_bot

e-mail: callcenter@ssu.gov.ua

quinta-feira, agosto 06, 2026

A “Operação alemã” do NKVD: da procura de espiões ao terror total

Em 25 de julho de 1937, o chefe do NKVD, Nikolai Yezhov, assinou a ordem operacional secreta nº 00439. Assim começou a primeira de uma série de purgas em massa, dirigidas às minorias nacionais da era do Grande Terror soviético – a chamada “Operação alemã” da NKVD.

Da indústria da defesa ao terror total

O pretexto oficial era o combate à “espionagem e sabotagem alemãs”. Inicialmente, os chekistas deveriam identificar todos os cidadãos alemães nas fábricas militares e nos caminhos-de-ferro soviéticos. Foram concedidos 3 dias para a compilação das listas e 5 para a realização das detenções. No entanto, a procura por “inimigos” transformou-se instantaneamente numa espécie da linha de produção contínua.

A ordem obrigava à realização de um inventário completo de todos os alemães étnicos: camponeses, funcionários públicos, ex-cidadãos alemães e refugiados políticos.

A história de uma família: o caso de Heinrich Jacob

O arquivo do SBU contém a história de uma família dos elemães étnicos, que os soviéticos destruíram por completo. 

Heinrich Jacob era um membro da juventude comunista Komsomol, de 25 anos, chefe do departamento de correspondentes do jornal ucraniano em língua alemã, publicado em Kyiv: «Die Wahrheit» (A Verdade, 1936-37). Foi preso a 14 de junho de 1937 — na realidade, a «caça aos alemães» do NKVD já se iniciou muito antes da emissão da ordem oficial. 

Os motivos da acusação eram absurdos. NKVD alegava que, numa edição especial do jornal «Jung Sturm», teria colocado clichés de retratos de Estaline e Kuibyshev «de forma distorcida» e também «distorcido deliberadamente a tradução» do projecto de estatuto do Komsomol.

A detenção de Heinrich marcou o início da liquidação de toda a sua família:

— a sua mãe, Maria Zacher, foi detida 12 dias depois. Pena – 10 anos de prisão.

— o padrasto, Gustav Zacher, foi preso em setembro de 1937. Fuzilado em outubro do mesmo ano.

— a irmã, Ilse, foi presa no início de 1938. A “troika” condenou a jovem à morte por “espionagem”.

O próprio jovem jornalista recebeu inicialmente uma pena de 7 anos em campos de concentração. Em 1940, o Supremo Tribunal da URSS anulou a sentença e devolveu o caso para novas investigações. No entanto, nunca foi libertado.

Com o início da guerra germano-soviética de 1941, Heinrich Jakob foi fuzilado sob a justificação de “em consequências da situação de guerra”.

O caso de Heinrich Jakob e de milhares de outros alemães étnicos demonstra como o regime comunista soviético destruiu famílias inteiras somente para cumprir os planos fabricados para expor “agentes estrangeiros”.

Hoje, os documentos dos serviços secretos soviéticos estão disponíveis ao público. Pode obter mais informações sobre os familiares vítimas das repressões soviéticas, veja o procedimento para aceder aos materiais do arquivo de SBU.

Fonte: Arquivo Estatal do Serviço de Segurança da Ucrânia, fundo 6, descrição. 1, processo 60472-fp; fundo 9, processo. 1, ficheiro 81-SP.

Mistério dos generais russos mortos em Moscovo em agosto

No dia 1 de agosto de 2026, num dos restaurantes mais chiques de Moscovo, Balzi Rossi, ocorreu uma explosão, no decorrer da celebração do 55º eniversário do comandante-chefe das forças aeroespaciais russas, general Alexander Chaiko. O responsável direto dos bombardeamentos aéreos da Ucrânia.

Grinalda fúnebre em nome de Igor Yerusalimov

TG canal russo que confirma a morte do gen. Yerusalimov

Na festa estavam presentes vários militares russos de alta patente, por isso a segurança do evento estava ao cargo do Serviço Federal de Proteção (FSO), a entidade estatal russa, que zela pela segurança física dos altos representantes do regime. A bomba, trazida por uma menina-estafeta funcionou, matando 5 pessoas, incluíndo um agente do FSO, a própria estafeta e o genro do general, empresário russo Daniil Peredriy (27). A filha do general, Maria Perderiy e algumas outras pessoas, foram feridas. O general Chaiko aparentemente não sofreu os danos. Todos os pormenores do caso estão sendo ocultados pelo Estado russo.

General Valery Plokhotnyuk

UPD: aparentemente, em consequência da explosão de 1 de agosto, foi morto o major-general Valery Plokhotnyuk, que em 2022 era o vice-comandante do 49.º exército das forças armadas russas.


No dia 4 de agosto, decorreu em Moscovo uma cerimónia fúnebre do tenente-general russo Igor Yerusalimov, de 53 anos, afeto ao Ministério da Defesa. No dia seguinte, ou seja, em 5 de agosto, um outro funeral, realizou-se no Cemitério de Troyekurovskoye. Segundo uma versão, lá foi sepultado um amigo do general Chaiko, que morreu na explosão da festa do aniverário.

Os agentes do FSO estavam de serviço no Cemitério de Troyekurovskoye desde o início da manhã do dia 5 de agosto, e vários autocarros que transportavam tropas da RosGuardiya (Guarda russa) foram levados para o local. O estacionamento foi proibido perto do cemitério, e os veículos que entravam eram inspecionados pela polícia de trânsito e por agentes à paisana. Os condutores e peões foram autorizados a entrar pelos postos de controlo de segurança. Uma guarda de honra com a bandeira da força aeroespacial russa acompanhou o cortejo, mas uma bandeira das forças terrestres estava hasteada no túmulo preparado. Segundo testemunhas, o funeral era de um major-general «relativamente jovem». Corre o rumor de que era amigo de Chaiko (um antigo oficial das Forças Terrestres) e que tinha chegado ao mesmo restaurante para celebrar o seu aniversário precisamente quando ocorreu a explosão. No entanto, não há uma confirmação definitiva desta informação.


A morte de Daniil Peredriy, genro do general Alexander Chaiko, foi oficialmente confirmada. Uma anotação apareceu nas bases de dados estatais indicando que a sua empresa privada foi encerrada devido ao seu falecimento. A data de entrada é 5 de agosto. A data da morte é 1 de agosto.

Os TG canais russos publicaram uma foto de duas sepulturas a serem cavadas no Cemitério de Troekurovskoye, na secção reservada às forças de segurança. 
A informação oficial de atribuição do patente do
tenente-general ao Igor Yerusalimov

A possível confusão pode ser originada pelo facto que não se saber o patente certo do general Igor Yerusalimov. Em algumas publicações ele é chamado de major-general e Chefe da Direção de Operações - Primeiro Vice-Chefe do Estado-Maior do Distrito Militar de Moscovo. Enquanto nos documentos das fontes abertas somente é possível achar a sua promoção ao tenente-general das forças armadas russas.
Oficiais russos mortos na guerra neocolonial russa na Ucrânia


quarta-feira, agosto 05, 2026

«Ronaldo» iemenita é capturado na Ucrânia pelas FAU

Os cidadãos estrangeiros recrutados pela rússia para a sua guerra neocolonial contra Ucrânia continuam a render-se em massa. As Forças Aerotransportadas ucranianas capturaram cidadãos do Iémen, Burundi e Bangladesh. 

POW iemenita Osama Al-Garadi «Ronaldo»

Osama Al-Garadi «Ronaldo», é um iemenita de 21 anos, assinou o contrato com o exército russo juntamente com o seu pai. Os recrutadores prometeram-lhes altos pagamentos e salários elevados. Após um curto período de treino, Osama foi enviado para Dobropillia, onde assistiu à morte de soldados russos em massa durante mais de um mês. O seu pai também morreu, e Osama recebeu apenas cerca de 400 dólares do dinheiro prometido.

Islam Imri Tugidu «Shugak», é um cidadão do Bangladesh de 24 anos, veio para Moscovo estudar, mas foi detido pela polícia devido a problemas com a documentação. Em vez de ser deportado, foi levado para um campo de treino militar, «formado» em uma semana e enviado para a frente de batalha. Durante a sua primeira missão de combate, rendeu-se sem resistência aos combatentes da 82ª Brigada Aerotransportada das FAU. Também nunca recebeu os pagamentos prometidos.

Nduviman Elashima «Dogo», é um burundês de 20 anos, veio à rússia alegadamente para trabalhar na construção de estradas. Ao chegar à rússia, os seus documentos foram confiscados e foi-lhe dito que agora iria lutar contra Ucrânia. Durante a primeira missão de combate, parte do grupo foi morto, e o próprio Nduviman rendeu-se após vários dias a vaguear sem rumo. 

É revelador que todos os soldados da unidade de assalto tenham sido tatuados com números pessoais, tal como os nazis faziam nos campos de concentração. No sistema russo, não são pessoas, mas sim peças descartáveis, cujo único propósito é realizar os ataques em massa. São tratados como tal. 

Se lhe oferecerem um contrato com o Ministério da Defesa russo, lembre-se: para o comando russo, os estrangeiros são descartáveis. A melhor forma de salvar a sua vida é não assinar o contrato. Se já se encontra na linha da frente, pode render-se com segurança através do projeto «Quero Viver». 

Renda-se e salve a sua vida: t.me/kak_sdatsya_bot

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

Ligue para +38 044 350 89 17 e 688 (somente de números ucranianos)

Escreva ao Telegram ou WhatsApp:

  • +38 095 688 68 88
  • +38 093 688 68 88
  • +38 097 688 66 88

Ataque russo à cidade e à região de Kyiv mata 17 civis ucranianos

Na noite de 5 da agosto os ocupantes russos bombardearam alvos civis em Kyiv e na região circundante, usando munição de fragmentação e matando 17 e ferindo 44 civis. Oito destas pessoas morreram na estação ferroviária de Kvitneva, onde simplesmente esperavam por um comboio/trem. 



A rússia matou deliberadamente passageiros comuns, escolhidos aleatoriamente. Isto não tem nada a ver com ações militares na frente de batalha. Estão simplesmente a tentar matar o máximo de pessoas possível com o objetivo de aterrorizar. Francamente, não há mais nada a discutir. A rússia é um Estado aberrante. Um Estado terrorista. 

A rússia lançou 24 mísseis balísticos, 4 mísseis Zircon/Oniks e 115 drones, muitos deles de propulsão a jato. Os principais alvos foram empresas civis, incluindo armazéns, uma fábrica de cerveja, instalações logísticas, infraestruturas e uma estação ferroviária. O ataque russo provocou 17 mortose 44 feridos.

É assim que as vitórias russas se parecem hoje. Passageiros assassinados jazem na estação ferroviária de Kvitneva. Pessoas comuns, mortas deliberadamente por ações da máquina de guerra russa. 

Fotos +18, estação Kvitneva

A rússia orgulha-se imensamente disso.

Na noite passada, a rússia atacou a cidade de Kyiv com um míssil carregado de munições de fragmentação. 

Isto não pode ser explicado por qualquer necessidade militar. Munições de fragmentação estão a ser disparadas contra uma cidade de 3 milhões de habitantes com um único propósito: matar o máximo de civis possível enquanto fogem para se protegerem. 

e a resposta ucraniana... 

Vladimir Tkachuk, o diretor da fábrica privada «Uraldronzavod», que produz drones «Upyr», foi visado numa explosão na região de Sverdlovsk, na rússia. Está na UCI em estado grave.

O prerfil de Tkachuk é um pacote completo de um patriota russo: distribuição de pornografia infantil, militância nazi, a propaganda de guerra e de assassinatos em massa.

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Depois essas mesmas pessoas propagam, constantemente o antifascismo, a espiritualidade e os valores familiares, na verdade, apenas vilões caricatos e pervertidos. 
Mercedes do Tkachuk após o acidente

O controlo objetivo, à partir do terreno, como os bravos grupos móveis russos respondem, de forma eficaz e eficiente à um ataque de drones ucranianos aos camiões-cisterna russos na região de Zaporizhia.


Ação do 3º Bat da 414 OBr «Pássaros do Magyar»

 


Voluntários japoneses do Corpo de Voluntários da Ásia (ADK)

Voluntários japoneses do Corpo de Voluntários da Ásia (ADK), a unidade da GUR MOU, que combate ao lado da Ucrânia, posam com uma bandeira japonesa assinada, algures na linha da frente. 

ADK é uma unidade das Forças Armadas da Ucrânia, que reúnde os voluntários de toda a Ásia, todos unidos por um compromisso comum com a defesa da liberdade e da justiça. 

Bónus

O legionário brasileiro Quadzilla da Legião Internacional fala sobre o seu percurso até à Ucrânia, os seus primeiros meses de serviço e os desafios que os novos recrutas podem enfrentar. Partilha também a sua motivação pessoal e conselhos sobre como se preparar melhor para o serviço militar na Legião.

Unidade: @DIU_Legion

Ofertas do 5º Centro de Operações Especiais da GUR MOU