sábado, março 07, 2026

Mais um crime de guerra russo em Kharkiv: míssil russo atinge os civis

Em Kharkiv, os ocupantes russos atacaram um prédio residencial de cinco andares com um míssil. Vários apartamentos foram destruídos e 11 civis ucranianos morreram, incluindo uma criança. Muitas outras estão soterradas nos escombros.


 

Os ocupantes e neofascistas russos que costumam chamar Kharkiv de «uma cidade russa», agora está matando deliberadamente seus moradores enquanto na calada da noite. Porque não lhes resta nada — a frente de batalha está estagnada e sua tentativa de infligir mais um genocídio, usando o frio de inverno fracassou.

Por que razaão os russos estão bombardeando Kharkiv com mísseis de cruzeiro? Por que apostam em mais um massacre sem sentido de civis, desprovido de qualquer explicação militar?

Não existe uma explicação racional. Apenas uma explicação «espiritual e mística».

Os ocupantes russos bombardeiam as cidades ucranianas simplesmente porque auto-consideram uma «raça superior», um «povo de Deus», na definição do Dostoevsky, que odeia muito sinceramente seus vizinhos por estes ousarem à se rebelar e não quererem fazer parte de seu império. Simplesmente porque os neofascistas russos sentem um prazer especial em matar os civis indefesos e adormecidos.

... e a resposta ucraniana

Um centro de preparação e lançamento de mísseis russo-iranianos Shaheed foi destruído perto do aeroporto de Donetsk, informou o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia. As instalações russas foram atingidas por mísseis ATACMS e SCALP. Após o ataque, foram registrados um incêndio de grandes proporções e uma detonação secundária.

sexta-feira, março 06, 2026

A invasão e ocupação anglo-soviética do Irão: operação «Countenance»

Blindado T-26 soviético nas ruas de Tabriz. Foto: Wikipédia

Em agosto de 1941, a URSS e a Grã-Bretanha ocuparam conjuntamente o Irão. Os objectivos declarados da Operação «Coutenance» era garantir o fornecimento do programa Lend-Lease à URSS e impedir que o Irão caísse sob a influência da Alemanha nazi. O próprio país não foi consultado. 

Exército soviético nas ruas do Irão, agosto-setembro de 1941. Foto: Wikipédia

Após o início da guerra nazi-soviêtica (a Operação Barbarossa, junho de 1941), a União Soviética necessitava urgentemente de fornecimentos de armas, equipamento e alimentos, providenciados pelos Aliados ocidentais. Os EUA começaram a fornecer mantimentos no âmbito do programa Lend-Lease. O «corredor persa» tornou-se a rota principal e mais fiável.

O mapa da invasão. Imagem: Wikipédia

A 25 de agosto de 1941, as tropas soviéticas invadiram o Irão pelo norte (pela Transcaucásia e pela Ásia Central) e as britânicas pelo sul (pelo Iraque e Golfo Pérsico). O exército iraniano ofereceu uma resistência limitada. Segundo os dados oficiais, na operação morreram entre 40 à 50 militares soviéticos, mais, cerca de 1.000 ficaram feridos e doentes; as forças britânicas tiveram 64 mortos e feridos, também morreram cerca de 800 iranianos. Em meados de setembro, a operação estava concluída. 

Blindado soviético T-26 e blindado ligeiro Ba-10 no Irão,
Setembro de 1941. Foto: Wikipédia

Reza Shah Pahlavi foi obrigado a abdicar ao trono. O seu filho, Mohammad Reza Pahlavi, assumiu o poder. O país manteve formalmente a sua independência, mas, na prática, encontrava-se sob o controlo dos Aliados.

Em janeiro de 1942, foi assinado um tratado trilateral (URSS–Grã-Bretanha–Irão), que confirmou a integridade territorial do Irão e prometeu a retirada das tropas após a guerra.

Pelo Irão passaram cerca de 4 à 5 milhões de toneladas de carga: milhares de tanques, aviões, automóveis, alimentos e materiais estratégicos. O «corredor persa» tornou-se uma artéria vital para a frente soviética, especialmente em 1942–1943.

A guerra na Europa terminou em maio de 1945. A Grã-Bretanha começou a retirar as suas tropas. A URSS, naturalmente, não honrou o seu compromisso assumido.

No norte do Irão (Azerbaijão e Curdistão), foram criadas as duas «repúblicas populares», instigadas, financiadas e apoiadas pela União Soviética: a república democrática do Azerbaijão (Azerbaijão do Sul com a capital em Tabriz) e a República de Mahabad (territórios curdos).

O governo iraniano foi impedido de enviar as tropas à região, porque o exército vermelho estava estacionado naquela zona. As potências ocidentais interpretaram isto como uma tentativa da URSS de ganhar influência no Médio Oriente e obter o controlo do petróleo iraniano.

O Irão apelou à recém-criada ONU, e os EUA adoptaram uma postura firme. O Presidente Truman deixou claro que um avanço soviético adicional para sul poderia causar um conflito sério. Foi um dos primeiros casos em que a questão foi levada ao nível da ONU como uma crise internacional.

BD / quadrinhos «A Glória Recuperada» (publicado em 1974, ilustrado por Dino Attanasio)
 relata a versão oficial da história do Irão pós-II G.M. até ao início da década de 1970.
A página dedicada à invasão anglo-soviética do Irão.

Na primavera de 1946, a URSS finalmente aceitou retirar as suas tropas. O governo iraniano enviou o exército para as províncias do norte. As ditas «repúblicas populares» foram liquidadas. O líder do «Azerbaijão democrático» Ja´far Pishevari fugiu para a URSS e foi liquidado pelo NKVD, num «acidente de viação», já o líder de Mahabad, Qazi Muhammad e alguns dos seus familiares / apoiantes foram executados, acusadas de traição, pelas autoridades iranianas.

Bónus

Os usos e costumes da sociedade iraniana antes da instalação da ditadura teocrática de 1979...




O centro de treino «K!llhouse Academy»: a guerra do século XXI

O centro de treino «K!llhouse Academy» opera em Kyiv desde 2023, onde são ensinados o controlo de drones militares e táticos. Está localizado num hangar de uma fábrica antiga. Com o domínio dos drones na guerra entre Ucrânia e a rússia, as linhas da frente rígidas dão lugar as vastas «zonas de morte». 






Os alunos — tanto militares como voluntários civis — aprendem a controlar os drones FPV, os princípios básicos da sua montagem e ajuste, bem como a guerra eletrónica e a radiocomunicação, num curso de seis a nove dias. Existem também centros educativos semelhantes noutras grandes cidades da Ucrânia.





Um homem pratica a utilização de um drone FPV no centro de treino de drones «Killhouse Academy», em março de 2026, em Kyiv, na Ucrânia. Após quatro anos de guerra em grande escala da rússia contra Ucrânia, a batalha inicial de artilharia, colunas mecanizadas e trincheiras defensivas deu lugar à guerra de drones contra drones, obliterando as noções convencionais de linhas da frente e criando vastas «zonas de morte» que expõem soldados, médicos e civis ao fogo inimigo.





Fotos de Chris McGrath/Getty Images

Os alvos económicos russos sob ataques no Mediterrâneo e no Mar Negro

As imagens do navio-tanque russo de transporte do GNL «Arctic Metagaz» em chamas desviaram momentaneamente a atenção da imprensa internacional / dos media mundiais dos acontecimentos no Médio Oriente para a realidade da guerra russo-ucraniana.

Já tínhamos assistido os ataques aos petroleiros, a chamada frota paralela, mas ontem foi a primeira vez que uma embarcação especializada no transporte de gás natural liquefeito foi atacada mesmo no meio do Mar Mediterrâneo, entre Malta e a Líbia, a caminho de Murmansk via o Canal do Suez.

Ao contrário das centenas de petroleiros, existem apenas entre 10 à 15 navios-tanque russos de GNL, embora a frota esteja a aumentar. Especificamente, o «Arctic Metagaz», contruído na Coreia do Sul, está nas listas de sanções dos EUA e do Reino Unido desde 2024 por transportar gás para a China, o que, claro, não o impediu de fazer viagens regularmente e passar por Gibraltar.

Este navio-tanque de GNL tem 277 metros de comprimento e pode transportar 77.500 toneladas de gás liquefeito. De acordo com estimativas aproximadas, o custo do navio, incluindo a carga, pode chegar aos 200 milhões de dólares.

Os russos estão a culpar Ucrânia pelo ataque, embora Ucrânia nem confirma, e nem desmente oficialmente o sucedido.

Bónus 

A Marinha da Ucrânia divulgou o vídeo da destruição do helicóptero antissubmarino russo Ka-27 numa plataforma no Mar Negro.


Fonte: TG canal @kazansky2017

sexta-feira, fevereiro 27, 2026

Igreja russa recruta os quenianos para a guerra neocolonial russa na Ucrânia

A cerimónia fúnebre de Charles Waithaka Wangari, morto na guerra colonial russa contra Ucrânia e cujo corpo nunca foi recuperado, 5 de fevereiro de 2026. Foto: AP Photo/Andrew Kasuku

O Exarcado da Igreja Ortodoxa Russa (IOR) em África está a participar num esquema para recrutar cidadãos quenianos à guerra neocolonial russa contra Ucrânia. A informação foi divulgada pela publicação internacional Religion News Service. 

De acordo com a organização de defesa dos direitos humanos Vocal Africa, os padres da IOR estão a encorajar os jovens quenianos a irem «trabalhar» para a rússia, oferecendo-se para pagar as suas viagens até Moscovo/ou. 

Os familiares de mercenários quenianos mortos e despararecidos reclamam o retorno dos seus entes queridos, vivos ou mortos. Nairobi, 16 de fevereiro de 2026. Foto: AP/Andrew Kasuku

Depois dissso, os cidadãos quenianos são levados para a rússia com vistos de turista. Prometem-lhes salários desorbitantes, equivalentes aos 3.000 dólares. Na realidade, os jovens africanos nunca recebem o dinheiro prometido. Após chegarem à rússia, os seus passaportes são confiscados, eles recebem umas cadernetas militares provisórias [símples folhas A4 com foto e carimbo], são abertas as contas bancárias em seus nomes, mas totalmente controladas por seus comandantes militares, e depois estes jovens são enviados para a frente de batalha. Da onde, muitas das vezes não voltam vivos, servindo de «abre-latas», alvos usados pelos russos apenas para tentar localizar as linhas da resistência ucraniana. 

O africano francófono Francis, à servir de «abre-lata» descartável aos ocupantes russos

Por exemplo, um dos quenianos mortos na guerra colonial russa, Charles Waithaka Wangari, um jogador de futebol de 31 anos, viajou para a rússia, por intermédio da IOR, em outubro de 2025, oficialmente para trabalhar como «operador de máquinas pesadas numa fábrica», com promessas de posteriormente poder jogar num clube na Suécia, mas foi imediatamente levado à força ao exército russo e enviado para a linha da frente pouco depois da sua chegada. Foi morto numa explosão na linha da frente, apenas dois meses depois de ter chegado à rússia. A sua família recebeu a notícia da sua morte no dia de Natal e foi informada de que os seus restos mortais não poderiam ser recuperados devido aos intensos combates naquela área. O que significa também, que, muito provavelmente, a sua família nunca irá receber quaisquer compensação pela morte do Charles.

Charles Wangari, mercenário à força, morto e abandonado pelos russos. Foto: X

Um representante da IOR em Nairobi, sob anonimato, declarou à Religion News Service que os quenianos estão a ser enviados para a rússia não para combater, mas para «estudar num seminário», embora alertados para a «possibilidade» de recrutamento militar. Garante que nenhum dos jovens, recrutados pela IOR — «nunca se alistou no exército russo». 

O serviço secreto do Quénia anunciou que mais de mil quenianos foram recrutados para o exército russo para combater na guerra contra Ucrânia (contando com mortos e despararecidos, caputrados pelas forças ucranianas, feridos que voltaram ao Quénia e os que ainda estão na linha da drente e nos campos de treino). Segundo as estimativas do NIS, 89 cidadãos quenianos ainda estavam a servir na linha da frente no início de 2026. 

Os quenianos Clinton Mogesa e Ombwori Bagaka (?) / Wahome Gititu (?),
já mortos

No final de fevereiro de 2026, a página «Important Stories» noticiou que as autoridades russas elaboraram uma lista de cerca de 40 países onde o recrutamento de mercenários para a guerra contra a Ucrânia é proibido por agora. Entre eles: China, Índia, Brasil, África do Sul, Turquia, Cuba, Afeganistão, Irão, Venezuela, Argentina, Iraque, Iémen, Camarões, Colômbia, Líbia, Somália, Quénia, que é «uma importante fonte de mercenários para o exército russo».

A Missa conjunta pela Paz na Ucrânia em Moçambique

No domingo de 22 de fevereiro de 2026, a Embaixada da Ucrânia, liderada pelo Embaixador Rostyslav Tronenko, juntou-se à Comunidade ucraniana, aos Embaixadores e altos representantes do Corpo Diplomático, aos Amigos da Ucrânia e aos paroquianos na Igreja Ortodoxa Grega dos Santos Arcanjos Miguel e Gabriel, em Maputo, para uma Missa conjunta pela Paz na Ucrânia.


A Missa foi realizada no contexto do Dia Nacional de Oração na Ucrânia para assinalar 4 anos desde o início da agressão em grande escala da rússia contra Ucrânia e também 12 anos de ocupação ilegal da Crimeia e da cidade de Sebastopol — uma violação contínua do direito internacional e da Carta da Organização das Nações Unidas.

Rezou-se pelos heróis que deram as suas vidas pela liberdade e soberania da Ucrânia, pelas vítimas inocentes desta guerra e por uma Paz justa, abrangente e duradoura.


Durante a Missa, foram também expostos ícones da Santíssima Virgem Maria, apresentados em Moçambique pela primeira vez.

As obras de iconógrafos ucranianos Sonya Atlantova, Oleksandr e Herman Klymenko, desenhados sobre fragmentos de caixas de munições trazidas da linha da frente, constituem testemunhos silenciosos da guerra e, ao mesmo tempo, símbolos da vitória da vida sobre a morte.

Expressamos a nossa sincera gratidão ao Padre Silvio, aos Embaixadores e altos representantes do Corpo Diplomático, à Comunidade Ucraniana, aos Amigos da Ucrânia e a todos paroquianos da Igreja Ortodoxa Grega pela sua solidariedade, apoio e orações pela Ucrânia e pelo povo Ucraniano. 

Bónus 

Parabéns pelo seu 75º Aniversário ao grande amigo da Ucrânia, Cônsul Honorário da Ucrânia em Maputo, Dr. Abílio de Lobão Soeiro.


quinta-feira, fevereiro 26, 2026

Mais de 200 mil militares russos confirmados mortos na Ucrânia

Os jornalistas russos da Mediazona e da BBC publicaram os nomes e as fotos de mais de 200 mil militares russos mortos na Ucrânia. Dado que as baixas confirmadas representam entre 45% e 65% do número real de mortos, as perdas totais das forças russas podem situar-se no intervalo entre 329.000 e 468.500 pessoas. 

A base de dados contém um total de 200.186 nomes de militares russos mortes, que tiveram as suas mortes confirmadas. Ao longo de 2025 foram adicionados mais de 100 mil novos registos à lista. Além disso, a funcionalidade da lista foi alargada com um mapa e a possibilidade de pesquisa por cidade, vila e aldeia. No mapa, é possível escolher entre o total de baixas e as baixas por ramo das forças armadas, bem como verificar a origem dos militares mortos. 

Recorde-se que esta lista inclui apenas os nomes de militares russos mortos cujos nomes foram confirmados em fontes públicas: reportagens dos meios de comunicação social, informação dada pelas autoridades locais, obituários nas redes sociais, etc. Segundo os autores do estudo, 2025 será o ano mais sangrento para o exército russo: foram confirmados os nomes de 49.935 militares mortos em 2025. Tendo em conta que as perdas das ditas repúblicas populares «ldnr» não são divulgados, assim como é ocultado o número de mercenários estrangeiros mortos, estes números e o total podem ser significativamente superiores. 

Foi confirmada a morte de mais de 6.800 oficiais do exército russo e de outras forças de segurança. Até à data, foram oficialmente confirmadas as mortes de 13 generais russos: quatro tenentes-generais, sete majores-generais e dois generais na reserva. Três generaias foram liquidados em Moscovo, longe de linha da frente. 

Quais são os números reais de baixas russas? 

As perdas reais do lado russo são superiores às que podemos determinar a partir de fontes abertas. De acordo com os analistas militares, as estimativas baseadas em cemitérios, memoriais e obituários abrangem entre 45% e 65% do número real de mortos. 

Isto porque uma parte significativa dos corpos de militares mortos nos últimos meses pode ainda estar no campo de batalha: a sua evacuação representa riscos para os sobreviventes, principalmente devido aos ataques com drones. 

Considerando a estimativa acima, o número real de mortos do lado russo pode situar-se entre os 308.000 e os 445.000. 

O número final aumenta significativamente se incluirmos os sapartistas das ditas «repúblicas populares» de Donetsk e Luhansk. Uma análise dos obituários e dos registos de pesquisa de combatentes das «ldnr», que não publicam os dados praticamente desde 2022, sugere que entre 21.000 e 23.500 separatistas morreram durante o primeiro ano da invasão russa. Os que morreram posteriormente são contabilizados como «cidadãos estrangeiros» nas baixas da rússia, dado que as unidades separatistas foram oficialmente incorporadas no exército russo. 

Como resultado, as perdas totais das forças russas podem situar-se no intervalo de 329.000 a 468.500 pessoas. 

Fonte: em inglês (dados também disponíveis em françês, espanhól e alemão). 

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

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quarta-feira, fevereiro 25, 2026

A cidade de Kyiv em fevereiro - março de 2022

Os primeiros dias da invasão russa. A capital da Ucrânia se prepara para a inevitável batalha urbana. A queda de Kyiv foi absolutamente possível nos primeiros 14 dias da guerra russa de larga escala, explica o general Budanov (ex-GUR MOU).





Kyiv, rua Valeriy Lobanovsky






O rosto ensanguentado e a cabeça enfaixada às pressas de Olena Kurylo, professora na cidade de Chuhuiv, região de Kharkiv, que foi ferida na manhã de 24 de fevereiro de 2022. O fotógrafo registou a imagem de Olena assim que esta foi retirada da casa onde vivia, destruída pelos ocupantes russos. E apesar da situação, da dor e da confusão, ela tentou sorrir… 

A foto, que se espalhou instantaneamente pelo mundo e apareceu nas capas de muitos dos jornais e revistas mais populares da época, comoveu profundamente o artista americano de raízes ucranianas, Zhenya Gershman, que em poucos dias pintaria um retrato de Olena Kurylo a partir da sua foto e chamar-lhe-ia «O Primeiro Rosto da Guerra».