sábado, maio 16, 2026

General Kyrylo Budanov: pode este homem acabar com a guerra?

O jornal britânico The Times publicou recentemente uma longa entrevista com Kyrylo Budanov. O artigo tem um título um bocado sensacionalista: «Pode este homem acabar com a guerra? O pacificador que putin quer matar».

É realçado que general Budanov sobreviveu a mais de uma dezena de tentativas de assassinato (fazendo lembrar o braço decepado do terrorista de 2019 e o envenenamento da sua mulher).

Narrativa: Estamos a mostrar ao Ocidente um novo negociador. Este não é um diplomata de fato, disposto a fazer concessões por uma bela foto. Trata-se de um militar das forças especiais que participou pessoalmente nas operações militares na Crimeia (o The Times escreve sobre isso diretamente), um Herói da Ucrânia com fortes ligações à CIA.

A mensagem ao Kremlin: «Estamos prontos para falar, mas vocês estarão a negociar com o homem que vos matou» — o que faz todo o sentido depois do que o Kremlin fez na Ucrânia. 

Abordagem pragmática às negociações: Budanov afirma categoricamente que não confia em nenhum russo: «Não preciso de confiar em ninguém, preciso de alcançar resultados». 

Narrativa: as negociações estão em curso e são difíceis. Foi anunciado que uma mega-troca de prisioneiros, «1.000 por 1.000», estava planeada para 9 de maio (Dia da Vitória na rússia), mas está parada. Budanov está a utilizar as suas antigas redes de inteligência e canais paralelos para exercer pressão. Não há datas definidas, mas o processo está ativo — a 1ª troca dos 205 por 205 foi o primeiro sinal disso. As trocas de POW são sempre difíceis, porque ambos os lados querem entregar aqueles que foram empenhados pela cooperação e não querem entregar figuras importantes ao inimigo. As linhas vermelhas de Moscovo são económicas.

Não haverá ataque nuclear contra Kyiv. Os britânicos estão a questionar os rumores de um ataque planeado com o míssil Oreshnik ou uma arma nuclear tática no centro de Kyiv (tendo como pano de fundo as passadas evacuações de embaixadas).

Budanov tranquiliza os colegas e parceiros ocidentais: «Sim, a rússia pode atacar a qualquer momento... Mas não vejo qualquer indício de preparação para um ataque nuclear. Se houvesse, eu saberia». Mensagem: Estamos no controlo da situação; não cedam à chantagem nuclear de Putin. Isto é compreensível — na linha da frente, com formações de combate dispersas, um ataque nuclear eliminaria alguns batalhões, e para atingir os «centros de decisão» de um bunker a 90 metros de profundidade, seria necessário destruir a Presidência da República (um edifício imponente e bem protegido na rua Bankova) com vários engenhos nucleares. As puras ameaças representam maiores benefícios para a rússia.

Reviravolta Tecnológica e a Exportação da Guerra. Elon Musk bloqueou os Starlinks russos (desativando os seus terminais), o que ajudou a repelir as forças russas em algumas áreas. Além disso, as baixas russas são estimadas em entre 20.000 à 25.000 soldados por mês, trocados por sucessos tácticos limitados (estimativas da NATO). Por outro lado, Ucrânia está a tornar-se um exportador de tecnologia. Os ataques profundos contra as refinarias de petróleo russas estão a todo o vapor, e Budanov está a oferecer abertamente aos EUA e às monarquias do Golfo (olá, Irão) a experiência da Ucrânia na construção de um sistema de defesa aérea em camadas.

Narrativa: Ucrânia já não é um parente pobre do Ocidente. É um laboratório de guerra moderna, onde drones inteligentes autónomos (dos quais já temos protótipos) permitem resistir a um adversário rico em recursos e ideologicamente motivado. Ocidente, com o vosso dinheiro, os ucranianos podem vós ensinar a abater os Shaheed, ao realmente baixo custo, para que não desperdicem milhões de dólares em mísseis e voos dos F-35.

Caso Yermak. A imprensa ocidental parece estar a deliciar-se com a queda de Andriy Yermak (o ex-chefe da Presidência da República, que se demitiu janeiro e está agora prestes à ser judicialmente investigado sob acusação de branqueamento de capitais, o que está a prejudicar as taxas de aprovação de Volodymyr Zelensky).

Narrativa: Budanov se posiciona como o oposto completo do seu antecessor. Promete «nenhuma gestão personalizada, delegação total de autoridade e total de responsabilidade». Mensagem aos doadores ocidentais: o polvo da corrupção foi dissecado e chegou uma equipa de tecnocratas (juntamente com Fedorov, que substituiu Umerov como Ministro da Defesa), pronta para trabalhar com transparência. Logicamente, ninguém quer ver corrupção depois de milhares de milhões de libras e euros em ajuda.

A mobilização vai continuar. Aqui, Budanov vai direto ao assunto. Não pode haver as ilusões sobre as FAU dependerem apenas de voluntários. Budanov promete combater os excessos dos «alistamentos compulsivos», mas afirma: esta é uma guerra total de sobrevivência. Ou a mobilização continua, ou o país acabará. O que deve ser dito o mais claro possível — todas as ilusões sobre voluntários estrangeiros sentados em painéis de controlo estão a ser destruídas pelos vastos espaços e milhões de pessoas, as pessoas estão se ferrir e morrer, a atingir o limite máximo de idade, saem das FAU por ferimentos, a se esgotar fisicamente e mentalmente, precisam de substitutos e Ucrânia precisa de reservas; a mobilização obrigatória continuará.

Resumo: O artigo é um caso clássico em que um novo «homem forte» da Ucrânia é apresentado ao público Ocidental. Possui a imagem de um pragmático implacável, que negoceia com o Kremlin com uma mão e envia um enxame de drones para incendiar refinarias de petróleo russas, com a outra. Reconhece os graves problemas de mobilização, repudia a corrupção dos seus antecessores e reapresenta Ucrânia ao Ocidente não como uma vítima, mas como uma valiosa startup militar cuja tecnologia, em breve, Ocidente necessitará desesperadamente.

Ler o artigo AQUI (em inglês e apenas aos assinantes).

As virulências da propaganda russa: o caso Krzysztof Flaczek

Um bom e claro exemplo de como, na prática, funciona a propaganda russa, mentindo e desmentindo à si própria, criando e recriando os «fatos», mudando constantemente as narrativas, se enrolando nas suas próprias versões de mentiras. 

Agosto de 2025: «ex-mercenário polaco é voluntário do batalhão russo» 

Em agosto de 2025, a agência estatal russa de notícias «RIA Novosti» noticiou e depois até publicou a entrevista com o cidadão polaco Krzysztof Josef Flaczek (1978). Alegava-se que Flaczek era voluntário polaco que em 2024 se juntou à Legião Internacional das FAU, defendeu Ucrânia na região de Luhansk. Em novembro de 2024 se perdeu e foi capturado pelos militares russos (as versões da sua captura/deserção diferem) ou então, se entregou, voluntariamente, ao exército russo. Após a sua captura, o homem alegadamente se juntou-se à unidade russa «batalhão Maxim Krivonos», uma unidade semi-virtual e puramente propagandista, que alegadamente agrega ex-militares ucranianos que trairam o seu juramento e manifestaram o desejo de lutar contra Ucrânia. 

Oito meses depois, e sem mais nem menos, os separatistas de Luhansk informaram, com a maior normalidade, que Krzysztof Flaczek, é afinal, um «mercenário polaco» e foi condenado em Luhansk ocupada aos há 13 anos de prisão maior.

Abril de 2026: «mercenário é condenado aos 13 anos da cadeia pesada»

Ninguém diz nada nem sobre o alegadamente «heróico» e realmente invisível «batalhão Maxim Krivonos», nem o que foi feito ao Krzysztof Flaczek nestes oito meses, nem qual foi a razão da propaganda russa mudar a narrativa sobre o caso de forma tão dramaticamente oposta. 

Mais um caso que só poderá ser plenamente desevendado após Ucrânia conseguir a libertação do POW. De qualquer maneira, os militares ucranianos e os estrangeiros que defendem Ucrânia são instruídos numa coisa: no caso da sua captura eles são livres de entregar toda a informação e dizer tudo, que é exigido pelos seus captores russos. À semelhança dos exércitos Ocidentias ou de Israel, o objetivo das FAU é a sobrevivência dos seus efetivos. Ninguém pede aos militares das FAU para serem heróis e nenhum militar é castigado posteriormente, por repetir aquilo que os ocupantes russos exigiram de dizer.

Fonte: TG @kazansky2017  

Uma boa alternativa russa


Já os militares russos, indoctrinados pela propaganda russa, sob o medo irracional das «crueldades ucranianas», são encorrajados, quer pela igreja ortodoxa russa IOR, quer pela propaganda estatal, quer pelo seu comando militar à não se entregar às FAU. Como neste vídeo em que um soldado russo, primeiro, aplica um torniquete na perna ferida, mas desiste rapidamente, para logo à seguida, apontar uma espingarda/rifle à sua própria cabeça e realizar o procedimento de autodesnazificação, também conhecido como «o beijo do putin».

Fonte: TG @kazansky2017

sexta-feira, maio 15, 2026

Os cubanos exigem mudanças e entram em confrontos com polícia

Os protestos em Havana continuaram pela quarta noite consecutiva, alimentados por apagões que duraram quase 24 horas e pela deterioração das condições de vida. Moradores de vários municípios, especialmente Guanabacoa, saíram às ruas com barricadas, bloquando as estradas com montes de lixo em chamas, bateram panelas, gritaram slogans antigovernamentais e entoaram os cânticos como: “Acendam as luzes!” e “O povo, unido, invencível!”. Foram registados os confrontos com a polícia, enquanto também foram relatadas interrupções da Internet durante as manifestações. 

Bairros populares de Havana (?)

A crise energética agravou-se depois de a central termoelétrica «Antonio Guiteras» ter deixado de funcionar, aumentando o défice de eletricidade em todo o país. No meio da crescente tensão social, a Embaixada dos EUA alertou sobre a repressão policial, escassez e possíveis apagões prolongados, refletindo uma situação cada vez mais instável na ilha. 

Protestos em Marianao, Havana, após mais de 20 horas sem energia elétrica. / Mário Pentón/Facebook

As pessoas queriam pão, dinheiro, água, transportes e uma noite inteira de sono.
Elas não querem mais desculpas. / Foto: 14ymedio

Os bancos permitem levantar apenas 2.000 pesos por pessoa (cerca de 83,3 dólares), um valor que se evapora rapidamente devido à inflação e ao elevado custo de vida. / Foto: 14ymedio

O centro histórico de Havana. Foto: 14ymedio

A União Elétrica anunciou um défice de 2.200 MW após uma noite turbulenta de protestos em Havana. O sistema esteve offline ao início da manhã do dia 14 de maio, desde Ciego de Ávila até Guantánamo, e a central termoelétrica «Antonio Guiteras» apresentou novas falha, escreve o jornalista cubano Mario Pentón. 

Seguir o Mario Pentón no XFacebook 

Ucrânia atinge a refinaria de Ryazan, os russos atingem as viaturas de ONU

Os drones e possivelmente mísseis ucranianos atingiram a refinaria de petróleo de Ryazan. Os ocupantes russos, atingiram, em Kherson, as viaturas de ONU, gabando-se pelo sucedido nas suas redes sociais. 







As forças ucranianas conseguiram atingir, na cidade russa de Ryazan, vários equipamentos de refinação de petróleo. Um duro golpe para a produção russa de gasólina, gasóleo e outros derivados petrolíferos. 







Os TG canais russos gabaram-se de vídeo, que mostra os operadores de drones russos a usarem os drones FPV para alvejar os veículos da missão da ONU em Kherson.

Os operadores de drones FPV estão ver o alvo, dessa forma os ocupantes russos estão a documentar os seus próprios crimes de guerra. Não há necessidade de os investigar. Depois, essas mesmas pessoas queixam-se da alegada «russofobia ocidental» e que todos odeiam os russos «sem nenhuma razaão».

TG canais militares russos a admitirem o ataque à coluna de ONU

Além de serem publicados nos TG canais abertamente afiliados com os ocupantes russos, além de vídeo original manter o logótipo/logomarca de um grupo russo, vários TG canais russos admitiram o ataque, tentando o justificar com a seguinte explicação descabida: «na zona de combates este tipo de trnsporte automaticamente se torna um alvo». Os ocupantes russos apenas não mencionaram que atacaram os veículos de ONU dentro da cidade de Kherson, onde não há e não deveria haver os combates.

Fontes: exilenova_plus; kazansky2017

🔥Ucrânia atinge e destrói os alvos militares russos em Yeisk e Crimeia ocupada

Os drones ucranianos das Forças de Sistemas Não-Tripuladas (USBS) destruíram alvos militares russos de alto valor monetário e estratégico: aeronave anfíbio Be-200 «Altair», helicóptero Ka-27, em Yeisk, na região russa de Krasnodar e sistemas antiaéreos Pantsir-S1 e Tor-M2 na Crimeia ocupada, um navio cargueiro, uma locomotiva, etc. 

Durante a noite de 15 de maio, os drones do SBS realizaram 55 ataques em 23 alvos e instalações militares na profundidade operacional da retaguarda «segura» russa em Taganrog e Yeisk, e nas regiões temporariamente ocupadas da Crimeia, Donetsk, Zaporizhia, Luhansk, Berdyansk, Melitopol, etc. 

Os alvos russos atingidos, destruídos e danificados:

  • Aeronave Be-200 «Altair», aldeia de Morskoy, rússia (por 1º Centro Separado de USBS)
  • Helicóptero Ka-27, aldeia de Morskoy, rússia (1º CS do USBS)
  • Sistema antiaéreo Tor-M2, aldeia de Goncharovo, região de Luhansk (pela 427ª Brigada de Defesa Aérea «Rarog»)
  • Sistema antiaéreo «Pantsyr-S1», aldeia de Khutorok, Crimeia ocupada (1ª Brigada de Defesa Aérea)
  • Navio cargueiro, porto de Berdyansk, região de Zaporizhia (1ª Brigada de Defesa Aérea)
  • Centro de treino russo, Raihorodka, região de Luhansk (414ª Brigada de Defesa Aérea «Passaros do Magiar», 20ª Brigada de Defesa Aérea «K-2»). 

Pantsir-S1 e Tor-M2 são os 16º e 17º elementos de defesa aérea russa, destruídos pela Brigada de Defesa Aérea entre 1 à 15 de maio. No total, durante a campanha de defesa aérea de dezembro de 2025 até Maio de 2026, o USBS destruiu 153 unidades de defesa aérea russa: 

  • 108 unidades anti-aéreos;
  • 39 unidades de complexos de radar;
  • 6 unidades de complexos de defesa eletrónica. 

Coordenado pelo recém-criado Centro de Destruição Profunda das Forças de Sistemas Não Tripulados foi realizada uma visita de cortesia em massa à Refinaria de Petróleo de Ryazan em conjunto com as unidades de destruição profunda do SSO, GUR MOU, etc. O sistema petrolífero do Kremlin segue a rota do navio militar russo.

 
Aparentemente, o sistema anti-aéreo russo atinge um prédio em Ryazan (vídeo em baixo):

Acompanhe os resultados do USBS em direto: https://sbs-group.army/

Bónus

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Ucrânia consegue a libertação dos 205 POW, 90% dos quais estavam no cativeiro russo por mais de 4 anos. O POW ucraniano mais novo tem 21 e o mais velho 63 anos. Entre os libertados estão 20 homens do OZSP «Azov», 19 dos quais estiveram na defesa de Mariupol.

quinta-feira, maio 14, 2026

⚡️ Operações Especiais da Ucrânia atingem instalações petrolíferas russas no Mar Negro

Os drones das Forças de Operações Especiais (SSO) da Ucrânia atingiram o cais de carregamento do terminal petrolífero «Tamanneftegaz», o terminal petrolífero e operador de transbordo de petróleo e derivados no porto de Taman, na região russa de Krasnodar, na costa do Mar Negro, na noite de 13 de maio. 

O complexo de transbordo, localizado na aldeia de Volna, na Península de Taman, a mais de 300 quilómetros da linha da frente, é um dos principais centros russos de exportações petrolíferas via marítima, após a sobrecarga parcial dos fluxos de Novorossiysk. Taman proporciona aos russos o transbordo e posterior exportação do petróleo através dos mares Negro, Azov e Mediterrâneo. 

Imagem de satélite do local atingido do parque de reservatórios do «Tamanneftegaz»

O terminal petrolífero pode servir em simultâneo até quatro navios. A instalação proporciona um ciclo logístico contínuo, desde o transporte ferroviário ao marítimo. Volumes significativos de petróleo bruto e derivados passam pelo terminal, gerando divisas para a economia e o aparelho militar russos. 

A destruição das infraestruturas marítimas e de petróleo e gás do inimigo reduz a sua capacidade económica e logística para contornar as sanções internacionais, reabastecer o seu orçamento e fazer guerra contra a Ucrânia. 

Forças de Operações Especiais: sempre para lá da fronteira! 

SSO procuram os franco-atiradores de elite 

  • Oferecem: salário estável e digno;
  • Missões de combate reais e uma equipa em que pode confiar;
  • Formação clara e desenvolvimento de competências;
  • Leia os requisitos obrigatórios e apresse-se a preencher a candidatura;
  • O número de vagas é limitado, como sempre;
  • Partilhe com quem possa estar interessado;
  • Inscreva-se no site: sofua.army (https://sofua.mil.gov.ua/en/vacancy/snayper)
  • Ou ligue para: 0800 357 174

Como aldeia Mala Tokmachka se tornou a Cartago de putin

A aldeia Mala Tokmachka na região ucraniana de Zaporizhzhia estará presente em todos os livros de história do mundo. Completamente destruída desde 2025, Mala Tokmachka resiste ao assalto russo por mais de 1500 dias. 

As batalhas por esta «Cartago» decorrem desde 2022. Hoje é marcado o 1.500º dia do ataque russo. Este é um recorde absoluto na história militar mundial: nunca nenhum povoado resistiu durante tanto tempo. 

Comparação entre a duração dos conhecidos cercos históricos

Para comparação, Cartago — uma cidade de 700 mil habitantes, onde cada casa era uma fortaleza — resistiu durante três anos. Aproximadamente 1.100 dias. La Rochelle, um bastião huguenote, resistiu durante 14 meses contra o exército de Richelieu. 427 dias. Jerusalém, em 70 D.C., resistiu durante 150 dias contra as legiões de Tito. Leninegrado resistiu por 872 dias ao cerco parcial nazi, durante a II G.M.

Mala Tokmachka – 1500.

O Ministro da Defesa russo considerou a captura desta aldeia como «um passo sério para alcançar os objectivos da operação militar especial» – sem qualquer traço de sarcasmo. No verão de 2025, o exército russo atacou a aldeia com veículos blindados – uma raridade na atual fase da guerra. No outono de 2025, os russos atacaram a aldeia, usando blindados com a bandeira dos EUA, no meio de negociações de paz. Com território de 8.04 km2 e cerca de 100 habitantes, aldeia foi completamente destruída em 2025. Em fevereiro de 2026, parte da aldeia ardeu e passou para a chamada «zona cinzenta», uma zona fora do controlo efetivo das forças beligerantes. 

A aldeia completamente destruída e desabitada nas margens do rio Konka está agora para sempre gravada nos livros de história militar. Ao lado de Cartago.

O propagandista russo Boris Rozhin, o «perita» do Centro russo do jornalismo político-militar e os seus relatórios sobre a Mala Tokmachka desde maio de 2025:

O tema de Mala Tokmachka até já se transformou em memes. Um deles é a comparação óbvia entre o tema de Malaya Zemlia, um mínusculo episódio da II G.M., que a propaganda soviética, exageradamente transformou no tema fulcral daquela guerra, no decorrer da era Brejnev, somente para agradar o velho e já bastante senil líder soviético, devido a sua participação pessoal nos combates naquela área. 

Meme: Malaya Zemlya do Brejnev vs Mala Tokmachka do putin

Os crimes de guerra russos em Kyiv: atingidos vários bairros populacionais

Os ocupantes russos, que prometeram não atacar a cidade de Kyiv se Moscovo for poupada no dia 9 de maio, atingiram um prédio habitacional, destruíndo uma parte do edifício de vários andares com um míssil. Há muitas pessoas debaixo dos escombros. UPD: dos escombros foram retirados 13 mortos, entre eles 2 crianças. 

Alguns adversários podem ser respeitados. Mas como respeitar neofascistas russos? As suas palavras e as suas promessas são absolutamente vazios no conteúdo. 









Em resultado dos bombardeamentos russos com mísseis e drones, vários bairros da capital ucraniana foram tingidos. 

No distrito de Darnytsya, um edifício residencial de vários andares foi atingido, com derrocadas. Dez pessoas foram resgatadas e estão em curso operações de resgate de emergência para procurar feridos. Noutra morada, houve registo de queda de destroços sobre um posto de abastecimento de combustível. 

No distrito de Solomyanskyi, um carro estacionado pegou fogo.

No distrito de Holosiivskyi, foram encontrados destroços na via pública.

No distrito de Svyatoshyne, houve registo de queda de destroços numa área aberta.

No distrito de Obolon, houve registo de queda de destroços numa zona aberta, num parque de estacionamento de três andares e num centro comercial. Além disso, noutra morada, os destroços danificaram um apartamento num prédio de habitação no 12º andar e atingiram um prédio inacabado de 25 andares, causando feridos.

No bairro de Dnipro, em consequência do ataque russo, um incêndio deflagrou no telhado de um prédio de habitação de cinco andares. Uma vítima foi identificada. Noutra morada, um drone atingiu um prédio de cinco andares. Foram ainda registados danos num edifício residencial privado. Noutro local, em consequência do ataque, várias garagens e um carro estacionado arderam.

A informação sobre as vítimas está a ser apurada, informa o Serviço Ucraniano de Situações de Emergência. 

...e a resposta ucraniana 

Na região de Bashkortostão, na cidade de Ufa, à milhares de quilómetros da Ucrânia, os drones ucranianos atingiram a estação regional de bombeamento/bombagem de petróleo de Nurlino.



Está tudo a arder no local.

Fontes: kazansky2017; kazansky2017; DSNS.GOV.UA 

quarta-feira, maio 13, 2026

Na Ucrânia foi liquidado o primeiro estudante russo — operador de drones

A BBC identificou a primeira morte conhecida de um estudante russo, que foi para a guerra neocolonial, alvo da nova campanha de recrutamento dos estudantes universitários, à servirem nas unidades de drones. Desde o início da guerra de larga escala, pelo menos 920 militares russos — operadores de drones — foram liquidados. 

Valery Averin, jovem de 23 anos, órfão e natural da Buriátia, assinou o contrato com o Ministério da Defesa russo aos 3 de janeiro de 2026, concluiu a formação como operador de drone e morreu em 6 de abril perto de Luhansk, na Ucrânia ocupada — apenas três meses após o início do seu serviço militar. 

Averin era estudante da Faculdade de Construção e Tecnologia Industrial da República da Buriátia e tinha previsão de se formar em 2027. No entanto, sob o pretexto de recrutamento para as unidades de drones, o MinDefesa russo lançou uma campanha para recrutar estudantes de universidades russas para a frente de batalha. 

Anteriormente, Averin tenha sido rejeitado pelo serviço militar russo, devido ao seu desiquilíbrio mental, mas hoje em dia foram levantadas as restrições ao recrutamento para o exército russo, e assim, ele foi rapidamente contratado. A mãe adotiva de Valery relatou o sucedido aos jornalistas da BBC. 

Contratos para as unidades de drones é um novo esquema enganador, utilizado pelo MinDefesa russo para encher as unidades de infantaria. Desta vez, estão a recrutar estudantes russos com promessas de altos salários e bónus de assinatura do contrato, garantindo (Sic!) aos jovens o serviço na retaguarda e não a participação em missões de assalto. 

Na realidade, na rússia não existem contratos especiais unicamente para as unidades de drones. Existem contratos tipificados do Ministério da Defesa para o serviço militar. Ao assiná-lo, a pessoa deixa de ser cidadão e passa a ser uma unidade na folha de pagamentos. Depois disso, o comando militar decide onde e como essa pessoa irá servir, sendo o comando do exército russo ser bem conhecido pela produção, em excesso, de cadáveres de soldados russos. 

Valery Averin é apenas o início. Em breve, mais obituários de estudantes dizimados em missões de assalto tornar-se-ão parte integrante das conversas militares e das investigações jornalísticas. 

Taxa de mortalidade semelhante à da artilharia 

Todos os meios de propaganda militar russa garantem aos seus jovens condições especiais de serviço nas forças de sistemas não tripuladas e tentam convencê-los de que os operadores de drones estão bem seguros e têm um bom retorno financeiro garantido. Na realidade, ser operador russo de drone não é uma profissão que garante a sobrevivência nesta guerra neocolonial. 

O número de militares russos, operadores de drones, mortos na Ucrânia desde 24.02.2022

Atualmente, os operadores de drones estão a ser ativamente caçados por grupos especiais, que tentam identificá-los e eliminar num ataque preventivo:

Desde o início da guerra russa em larga escala, pelo menos 920 militares russos — operadores de drones — foram mortos. Estes dados foram obtidos com base numa lista de nomes de militares russos mortos em combate, mantida pelo serviço russo da BBC em conjunto com a publicação Mediazona e uma equipa de voluntários, utilizando as fontes OSINT. 

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

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domingo, maio 10, 2026

Os «regimentos mortais» de mutilados e fecapocalipse russo

A marcha de «regimento imortal» russo em Augsburg, na Alemanha

A cidade russa de Engels, de onde partem bombardeiros estratégicos russos para atacar Ucrânia, celebrou o 9 de Maio totalmente encharcada em excrementos. A cidade de Almetyevsk na Tartaristão, aceitou o desafio e colocou os mutilados à marchar.

 

A cidade inteira de Engels está a afundar-se em merda há uma semana. Devido à destruição de um sistema de esgotos, as ruas estão cheias de poças de fezes. 

As autoridades municipais, regionais e federeis russos podiam aplicar os fundos existentes num novo sistema de esgotos e ter reparado completamente os serviços públicos da cidade. Em vez disso, dia e noite fabricam os mísseis para matar os ucranianos e destruir os centrais termoelétricas de Kyiv e outras cidades ucranianas. Destruir e estragar a vida civil dos outros é mais importante para os russos do que viver a sua própria vida normal. Depois afogam-se em merda e os seus filhos respiram o esgoto.


Na cidade de Almetyevsk, na região de Tartaristão, foi organizado o desfile alusivo ao dia 9 de maio, no qual participaram os novos mutilados, os homens, na sua maioria jovens, que perderam os braços ou pernas algures nas estepes da Ucrânia. No decorrer da dita «SVO», ou a «operação militar especial». O nome do jargão para a guerra, segundo as regras da «nova normalidade» russa, em vigor naquele país desde 24.02.2022. 

Mais um dia normal na rússia, o país, cujos filhos e filhas nascem e vivem para «transformar Kafka na realidade», como rezava o famoso trocadilho soviético... 

Fontes: kazansky2017; ButusovPlus; kazansky2017