sexta-feira, julho 17, 2026

Massacre de civis ucranianos pelas forças armadas da Polónia comunista

O massacre de Goraytsi (Gorajec) foi a destruição física de uma aldeia ucraniana, perpetuada pelas forças comunistas polacas. Tudo o que restou da memória dos ucranianos é o cemitério, mas reparem nestas lápides – foram erguidas após o massacre e antes da deportação massiça dos ucranianos da Polónia em 1947.

Os ucranianos conseguiram preservar a memória. Indicam a causa da morte. Por exemplo, a família ucraniana Kurij enterrou aqui três gerações de mulheres de uma só vez – Eva (1895), Maria (1919) e Anna (1943), a menina Anna só tinha dois anos: «aqui descançam servas do Deus Eva, Maria e Ana Kurij, mortas pelos polacos aos 6 de Abril de 1945 em Goraytsi». A palavra «polacos», neste e em vários outros túmulos, está parcialmente apagada, arrasada. Os atuais moradores da aldeia não gostam de recordar dessas coisas, percebem? 

«Eva, Maria e Ana Kurij, mortas pelos polacos aos
6 de Abril de 1945 em Goraytsi»

Eis o que escreve a Wikipédia polaca sobre massacre de Gorajec:

No dia 5 de abril [de 1945], às 21h00, o 2º batalhão operacional independente do Corpo de Segurança Interna (KBW), juntamente com a milícia sob o comando do Tenente-Coronel Stanisław Shopinski, saiu do quartel em Lyubachów. No dia seguinte, às 4h50, o batalhão, dividido em quatro grupos, assumiu posições de combate. Os Gorajec e os seus povoados foram cercados. Às 5h, a ofensiva começou. Iniciou-se com um bombardeamento de morteiros, seguido de um ataque de infantaria. Às 6h10, a aldeia foi ocupada. O exército permaneceu em Gorajec até às 10h00, matando civis por todo o povoado. Cerca de 60 pessoas foram fuziladas numa das quintas. A aldeia foi incendiada e muitas outras pessoas que se escondiam dos assassinatos foram queimadas vivas nos edifícios. As ações do exército foram acompanhadas pelas ações de civis polacos. Os bens dos moradores foram confiscados à favor do exército. Durante a operação morreram 174 pessoas [ucranianas]: 32 mulheres, 35 crianças e 19 pessoas com mais de 60 anos.

O objetivo da operação era (supostamente) destruir o quartel-general do Exército Insurgente Ucraniano (UPA). No entanto, naquele momento, nenhuma unidade do UPA estava estacionada na aldeia. A única força armada na aldeia era um pequeno destacamento da autodefesa ucraniana. A verdadeira tarefa das unidades polacas era intimidar os residentes para os obrigar a abandonar o território polaco.

Aqui repousam Teodor Vorobel, que viveu 53 anos, e Yuriy Vorobel, que viveu 48 anos.
Mortos às mãos dos polacos. Em 06/04/1945 (a inscrição está parcialmente destruída)

Os restantes residentes de Gorajec — quase mil pessoas — foram deportadas [no decorrer da operação Wisla]. Há muitas aldeias como esta. Presidente Nawrocki devia consultar a Wikipédia. Ou talvez já a tenha lido... Entre 1944 e 1947, mataram e deportaram todos os ucranianos do seu próprio território.

Foto e texto de Artur Mielnik

Bónus

No entanto, a Polónia atual não pode ser vista unicamente através dos crimes do passado ou através das ações criminosas e retórica violenta da extrema-direita polaca.

A livraria polaca/polonesa «Toniebajka. Księgarnia dla wszystkich», em Bydgoszcz, colocou uma placa à entrada com palavras de apoio aos ucranianos.

Diz a placa que, se na Polónia esperem pedidos de desculpas dos indivíduos pelas ações dos seus familiares ou por acontecimentos históricos, então a própria livraria quer pedir desculpa aos ucranianos pelos ataques que hoje sofrem por parte dos extremistas polacos, e questiona também porque é que ninguém espera um pedido de desculpas de putin.

«Se Michnik tem de pedir desculpa pelo irmão, Tusk pelo avô e Sofia, de 12 anos, por Volyn, então Toniebajka pede desculpa pelos ataques dos polacos contra ucranianos. (e pergunta: porque é que ninguém espera um pedido de desculpas de putin?»)

Numa outra publicação, o proprietário da livraria, Piotr, escreveu que estava envergonhado pela onda de sentimentos antiucranianos na Polónia, pela redução da ajuda aos refugiados e pelos recentes ataques [por enquando sem derramamento de sangue], às crianças ucranianas. Disse ainda que queria pedir desculpas pessoalmente aos ucranianos que lutam contra os russos, trabalham na Polónia ou procuram refúgio no país.

Dois jovens mercenários africanos são liquidados na Ucrânia

Dois jovens mercenários africanos do exército russo foram liquidados na Ucrânia. A inteligência militar ucraniana GUR MOU identificou dois camaroneses, mortos num ataque de «bucha de canhão» na guerra neocolonial russa sem sentido. 

Ngoulure Ibrahim Nkite, de 23 anos, natural da cidade de Dualá, assinou um contrato com exército russo em 4 de abril de 2026, na cidade de Oryol. Apenas um mês depois, tornou-se «carga-200» – foi morto no início de mês de maio perto de Lyman, na região de Donetsk. 

Tapindjeu Namekong Loique, de 25 anos, também de Dualá, era estudante na Universidade Agrícola de Michurinsk na altura do seu recrutamento. A 25 de março, assinou um contrato em Vologda e morreu menos de um mês depois, perto de Huliaypole, a capital histórica do anarquismo ucraniano. 

Antes das suas mortes, ambos os africanos passaram por algumas semanas de treino em campos de treino. Mas, como podemos ver, isso apenas adiou brevemente as suas mortes. A permanência efetiva na zona de combate durou pouco tempo – seguindo a tradição do exército russo. Aí, os «soldados descartáveis» geralmente permanecem apenas o tempo necessário para que os seus comandantes fiquem com os seus cartões de crédito e os respetivos códigos PIN. 

De acordo com os dados ucranianos, no mínimo 500 africanos (entre eles 106 camaroneses), recrutados pelos russos já morreram na guerra contra Ucrânia. Mais de cem camaroneses estão entre eles, e este número, infelizmente, continua a crescer. 

Recordamos que o melhor resultado para qualquer mercenário estrangeiro no exército de ocupação russo é ser capturado pela Ucrânia. O projeto «QueroViver» aceita inscrições de todos, independentemente da nacionalidade, cor da pele ou religião.

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Ucrânia ataca dois aeródromos militares e dois petroleiros russos

Os drones ucranianos atingiram os aeródromos militares russos «Engels-2» na região de Saratov e o de Saki na Crimeia ocupada, além de sancionar dois petroleiros da frota-sombra russa «Louise 1» e «Banda» no Mar Negro.



A geolocalização do vídeo com os ataques de drones «Bober» mostra que estes ocorreram no território do aeródromo militar Engels-2, da onde costumam sair os bombardeiros estratégicos russos, que alvejam Ucrânia.

Ataque preliminar à base aérea de Engels-2:

51°28'40.56"N 46°12'07.35"E

POV: 51°29'19.66"N 46°07'35.81"E

Um caça-bombardeiro russo Su-24M foi destruído&danificado no aeródromo militar de Saki, na Crimeia temporariamente ocupada:

Os drones navais «Mamai» do SBU, em cooperação com a marinha ucraniana, sancionaram os dois petroleiros frota clandestina russa, «Louise 1» e «Banda» no Mar Negro. 

Ambos os navios transportavam petróleo russo, contornando as sanções internacionais. Só o petroleiro «Louise 1» transportou, durante o ano de 2026, quase 3 milhões de toneladas de petróleo da marca «Urais», desativando regularmente o seu sistema de identificação automática. Durante o ataque, as aeronaves russas tentaram destruir os drones navais ucranianos, mas sem nenhum sucesso. 

Fonte Osint: worldmilitares; Exilenova_plus; Pivnenko_NGU;

quinta-feira, julho 16, 2026

⚓️🔥A marinha ucraniana destruiu o navio de patrulha costeira do FSB «Izumrud»

Marinha ucraniana afundou o navio de patrulha costeira «Izumrud», pertencente ao FSB, usando no ataque o drone naval não tripulado «Sargan-3000», perto de Novorossiysk. Entre os tripulantes, há mortos e feridos. 

O «Izumrud» participou no ataque aos navios da marinha ucraniana no Estreito de Kerch, aos 25 de novembro de 2018. 8 anos depois chegou a sua justiça... 

«Izymrud» semi-afundado nos cais de Novorossiysk

O navio de patrulha costeira «Izumrud» foi lançado ao mar em 2014. O navio estava equipado com um heliporto. Comprimento: 62,5 m. Deslocamento: cerca de 630-750 toneladas. Velocidade máxima: até 27 nós. 

Imagem de satélite confirma a destruição do navio de patrulha costeira russo «Izumrud» junto aos cais de Novorossiysk. Ucrânia continua a reduzir o potencial do agressor russo no mar. 

Foi assim que o agora afundado «Izumrud», colidia, propositadamente, com o rebocador ucraniano desarmado «Yana Kapu» em novembro de 2018:

Esmaga-os, puta! — gritava o capitão russo...

Então, quem destruiu à quem no final das contas?!

Bónus

Na noite de 14 de julho, +11 navios (e 116 embarcações no total) foram atingidas pelos drones ucranianos do USBS no Mar Azov no âmbito da Operação «MoLoChKa»: 5 petroleiros, 5 cargueiros e 1 rebocador.

A frota clandestina russa está anoréctica, mas precisa de desaparecer, como a espécie.

Controlo objectivo do navio cargueiro «Chelsea-6», da frota clandestina russa, atacado no Mar Azov aos 9 de Julho. Magyar já tinha escrito sobre este cargueiro:


terça-feira, julho 14, 2026

Ucrânia ataca no Mar Azov e as diversas refinarias russas

Os drones ucranianos atingiram, com sucesso, a refinaria russa na cidade de Salavat, em Bashkortostão. Os petroleiros russos em chamas após mais um ataque no Mar Azov. Lutas corporais, pela posse de gasolina, em Penza.

A refinaria na cidade de salavat, na região de Bashkortostão: 

Imagem de um dos ataques de drones ucranianos ao porto de Azov, na região de Rostov. Petroleiros da frota clandestina russa em chamas no Mar Azov após uma série de ataques de drones ucranianos em cumprimento das sanções.



A refinaria de Mikhailovsk, na região de de Stavropol, continuava em chamas mesmo ao meio-dia:


 

Na região russa de Penza, as armas brancas já são utilizadas na disputa pelo combustível, e o número de participantes nos combates aumentou significativamente. Antes, apenas ocorriam confrontos isolados. Muitas coisas interessantes ainda estão por vir. Aproveitem.



A delegação da Santa Sé visitou um campo de POW russos na Ucrânia

Uma delegação da Santa Sé, liderada pelo Cardeal Matteo Zuppi, visitou um campo de prisioneiros de guerra russos na Ucrânia, onde tomou conhecimento das condições em que os POW russos estão a ser mantidos.

Durante a visita, o cardeal encontrou-se com prisioneiros de diversas nacionalidades e transmitiu uma mensagem do Papa Leão XIV: «O Papa Leão XIV transmitiu que reza pela paz e pelo regresso de todos os prisioneiros a casa o mais rapidamente possível».

A questão do recrutamento de cidadãos estrangeiros pela rússia para combater na guerra contra a Ucrânia foi discutida separadamente durante o encontro. Representantes do Quartel-General de Coordenação para o Tratamento de Reclusos chamaram a atenção da delegação da Santa Sé para as actividades dos recrutadores russos em diversos países, incluindo em África.

Visita ao local de trabalho dos POW que produzem as mobílias

Durante as conversações com a delegação do Vaticano, os representantes do Quartel-General de Coordenação sublinharam que o tratamento humano dos prisioneiros não é apenas de importância legal, mas também prática. Cada militar russo mantido em cativeiro na Ucrânia faz parte do fundo de troca, aumentando assim as hipóteses de os defensores ucranianos regressarem a casa das prisões russas.

O lado ucraniano apelou ainda aos representantes de organizações internacionais e instituições religiosas para que procurassem ter acesso aos locais onde os soldados e civis ucranianos estão detidos na rússia e nos territórios temporariamente ocupados, de forma a avaliar as suas condições.

Ao concluir a sua visita, o Cardeal Matteo Zuppi rezou pelo fim rápido da guerra e pelo regresso de todos os prisioneiros a casa.

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domingo, julho 12, 2026

Ucrânia atinge a refinaria de Syzran à 900 km da sua fronteira

No dia 12 de julho, usando os drones FP-1, Ucrania atingiu, com sucesso, a refinaria de petróleo de Syzran, situada à mais de 900 km da fronteira ucraniana. Os preços do petróleo, sobem em flecha, pondo à prova o belicismo militarista dos consumidores russos.

 

Os fotos e vídeos oferecem uma ideia do nível de destruição das instalações principais na fábrica (indicadas a vermelho na imagem):


AVT-5 — é uma unidade de processamento primário com a capacidade anual de 2,6 milhões de toneladas de petróleo (30% da capacidade de processamento primário). Localização: 53.085610,48.397238 

AVT-6 — é uma unidade de processamento primário com a capacidade anual de 6,3 milhões de toneladas de petróleo (70% da capacidade primária de refinação). Localização: 53.085023,48.394442 

LCh-35/11-600 — a unidade de reformação catalítica para frações de gasolina, que produz componentes importantes da gasolina. Sem ela, a fábrica produzirá gasolina de qualidade inferior ou será obrigada a importar componentes semelhantes do exterior, o que afetará o preço do produto final. No entanto, como foi atingida 100% da capacidade de processamento primário, não haverá nenhuma produção. Localização: 53.084569,48.390395 

Curiosamente, o vídeo mostra claramente que a unidade LCh-35/11-600 foi atingida acidentalmente. No caminho do drone, surgiu subitamente o chaminé da instalação em questão, o que levou à detonação aérea da ogiva do drone acima da instalação e à sua destruição por uma nuvem de fragmentos da ogiva (marcados a amarelo na imagem). Isto teve um efeito positivo na escala dos danos causados. Vídeos subsequentes mostram que a instalação ardeu/pegou fogo.

Faça click para ver mais

Em síntese, o resultado do ataque foi o dano a 100% da capacidade de processamento primário, com uma capacidade total de 8,9 milhões de toneladas de petróleo por ano. Em termos de capacidade afetada, este é talvez o maior resultado dos últimos tempos — ainda maior do que os danos no AVT-11 na Refinaria de Petróleo de Omsk, cuja capacidade à data do ataque estava estimada em 8,4 milhões de toneladas de petróleo por ano.

 

Os vídeos mostram os drones ucranianos a manobrar ativamente antes de se aproximarem do alvo, provavelmente dificultando a interceção por parte dos sistemas de defesa aérea russos. O ataque foi massivo, causando danos significativos nas principais instalações de produção da refinaria.

Em Voronezh, no meio da escassez de combustível e do arder das refinarias russas, os preços da gasolina estão a aproximar-se rapidamente dos 200 rublos (2.61 USD) por litro. Na Crimeia ocupada, os preços dos combustíveis sobem quase diariamente, o custo do litro já atingiu os 279 rublos (3.64 USD) e, em alguns postos de abastecimento, chegou aos 350 rublos (4.57 USD) por litro. 

Cidade de Voronezh, a gasolina A-100 já custa 200 rublos ao litro (2.61 USD)

Mas as defesas antiaéreas, um dos grupos do fogo móvel (MOG) russo está completamente pronto para enfrentar os drones ucranianos!

Fontes: https://t.me/exilenova_plus/25160;

RIP o senador norte-americano Lindsey Graham

Lindsey Graham em Kyiv, 10 de julho de 2026. Foto: Efrem Lukatsky/AP 

O senador republicano Lindsey Graham morreu aos 71 anos, após uma «breve e inesperada doença». A informação foi divulgada pelo The Washington Post, citando o gabinete do senador. Não há mais detalhes disponíveis de momento.

Graham foi um dos mais acérrimos críticos do governo russo e apresentou repetidamente projetos de lei que impunham sanções contra a rússia. Em fevereiro de 2024, o serviço federal de Iiformações da rússia (Rosfinmonitoring) adicionou-o à sua «Lista de Extremistas e Terroristas».

O principal aliado do presidente Trump no Senado, o senador Lindsey Graham, com uma «piça» — o drone intercetor ucraniano P1-SUN — numa fábrica de drones na Ucrânia, a foto foi tirada apenas no dia 10 de julho, num local secreto da Ucrânia.

Os americanos estão interessados ​​não só no dispositivo em si, concebido para destruir drones iranianos Shahed, mas também em todo o sistema construído à sua volta: deteção de alvos, guiamento, software, inteligência artificial e a experiência de combate acumulada pelos ucranianos. 

Estes intercetores são muito mais baratos do que os mísseis Patriot e eliminam a necessidade de desperdiçar munições caras em drones relativamente baratos. Para Ucrânia, estes drones são principalmente mísseis Shahed russo-iranianos, enquanto que para os Estados Unidos, oferecem uma potencial defesa contra drones de ataque iranianos e outros amplamente utilizados em futuros conflitos. 

Graham afirmou categoricamente que os Estados Unidos cometeriam um grande erro se abandonassem a cooperação com a Ucrânia em sistemas não tripulados.

sábado, julho 11, 2026

Os crimes de guerra russos em Kyiv, Sumy e Kramatorsk

Cidade de Kyiv, míssil russo atingiu a estrada vazia, 11 de julho de 2026

Os ocupantes russos alvejaram, com mísseis e drones, as cidades ucranianas de Kyiv, Kramatorsk e Sumy. Os alvos foram espaços públicos e bairros residenciais, há civis mortos e feridos, incluindo as crianças.

Em Sumy, em resultado dos bombardeamentos russos, 5 civis foram mortos, incluindo uma criança.

Os criminosos de guerra russos voltaram a atacar as zonas residenciais de Kyiv. Desta vez, atingiram uma simples estrada (na primeira foto). Gastaram sete mísseis (pelas contas «por alto», foram cerca de 21 milhões de dólares) a destruir o asfalto de uma área residencial.

O exército russo bombardeou a cidade de Kramatorsk, onde matou duas crianças. Os ocupantes russos chamam isso de «desnazificação». Putin exige que Kramatorsk lhe seja entregue, chamando de «russos» seus residentes. No entanto, o seu exército está a matar crianças nesta mesma cidade. Nenhum propagandista russo dará conta da morte das crianças. Não haverá nenhuma ordem para as lamentar. Portanto, não haverá histórias, nem lágrimas fingidas. Quem se importará?

Duas crianças ucranianas mortas em Kramatorsk, 11 de julho de 2026 

A rússia suspendeu a navegação pelo estreito de Kerch — Reuters. Aconteceu após a destruição em massa, no Mar Azov, de petroleiros russos pertencentes à sua frota-sombra. 

O quotidiano da rússia. Os «Jogos Vorazes» pela posse da gasolina. A «operação militar especial» volta, de uma forma muito especial, às cidades russas. Onde a falta da gasolina é uma invenção ocidental e uma operação psy-war ucraniana)


Fontes: kazansky2017

Mercenários africanos: continuam a morrer na guerra neocolonial russa na Ucrânia

Faça click para ver a lista completa

O Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, continua a viajar para países africanos, cujos cidadãos servem como mercenários no exército russo de ocupação. O ministro visitou o Níger, onde se reuniu com a liderança do país, bem como com os ministros dos Negócios Estrangeiros do Burkina Faso e do Mali. 

Não sabemos se os homólogos africanos de Lavrov levantaram a questão do recrutamento dos seus cidadãos para combater numa guerra neocolonial, mas sabe-se que nigerinos, burquinenses e malianos assinaram contratos com o exército russo. Além disso, Ucrânia conhece os nomes de alguns deles e estamos a divulgá-los. 

É de realçar que o número de mercenários africanos destes países ultrapassa largamente as 101 pessoas. O número de mortes entre eles também ultrapassa as 16 que são confirmados. Literalmente no mesmo dia da publicação da lista de cidadãos etíopes recrutados, os familiares dos étiopes desaparecidos na guerra começaram a escrever ao projeto ucraniano «Quero Viver», perguntando sobre os seus entes queridos. 

Apesar da crescente pressão de muitos países que doam mercenários, o Kremlin não demonstra qualquer intenção de travar a sua prática criminosa de recrutar pessoas pobres de todo o mundo para combater na Ucrânia. A escassez de tropas de assalto precisa de ser suprida, e os estrangeiros são baratos e descartáveis. Recrutá-los custa à rússia meros cêntimos, são facilmente enganados e ninguém será responsabilizado pelas suas mortes. 

Alertam-se os cidadãos de todos os países: participar na guerra ao lado do exército russo acarreta um elevado risco de morte ou de ferimentos graves. Se está a ser recrutado para combater na guerra neocolonial russa na Ucrânia ou já se juntou às forças armadas russas, contacte o projeto «Quero Viver». O projeto o ajudará a salvar a sua vida e a render-se em segurança às FAU. 

Um exemplo claro do que espera um mercenário estrangeiro que assina um contrato com o exército russo e acaba na linha da frente na Ucrânia. Um exemplo claro do que NÃO se deve fazer. 

Para os militares ucranianos, qualquer pessoa que invade Ucrânia com as armas nas mãos é um alvo legítimo, sujeito a eliminação. Não importa a cor da pele ou o formato dos olhos. A única exceção é para aqueles que levantam as mãos e decidem render-se. Por isso, pense duas vezes e leia as notícias antes de ir para a rússia «à trabalhar», o que termina quase sempre com o envio para a guerra neocolonial russa. Onde não há nada a esperar para além de um encontro com um drone ucraniano...

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