sexta-feira, maio 22, 2026

Corredor terrestre da Crimeia ocupada está sob controlo de fogo da Ucrânia

As FAU estão a cortar a autoestrada Simferopol-Rostov-on-Don, uma das principais vias logísticas do exército russo de e para Ucrânia ocupada. As Forças de Operações Especiais (SSO) intensificam os seus ataques de profundidade contra a logística russa numa distância de 100 à 150 km da linha da frente.

Ataques ucranianos, bem sucedidos, ao longo da autoestrada R-280

 

Ucrânia está a desenvolver ativamente o segmento dos drones de ataque de médio alcance para cortar a logística russa entre o leste da Ucrânia e a Crimeia ocupada. O Ministério da Defesa da Ucrânia encomendou em 2026 um número recorde de drones para operação às profundidades superiores aos 50 km da linha da frente.

 

A corte parcial da autoestrada R-280 pela decisão do gauleiter Saldo da Kherson ocupada

Um dos troços da recém-construída autoestrada R-280 Simferopol - Rostov-on-Don foi parcialmente encerrado, pelo gauleiter Saldo, o «governador» colaboracionista da Kherson ocupada: «há relatos de dezenas de camiões-cisterna e camiões de gasolina incendiados por drones ucranianos». A restrição não se aplica às «cargas militares, especiais, farmacéuticas, gasolina, gasóleo e outros tipos de combustível, determinados produtos alimentares», etc.


Podemos recordar, que o principal ganho real de Moscovo no decurso da sangrenta e prolongada guerra de 2022-2026 poderia ser considerado a criação de um corredor terrestre entre o leste da Ucrânia temporariamente ocupada e a Crimeia ocupada em 2014.

 

As principais surpresas ucranianas ainda estão por vir, mas já há um resultado: os ocupantes russos estão a bloquear a artéria logística de importância crítica para a Crimeia ocupada, proibindo a circulação de camiões civis através do posto de controlo de Dzhankoy na saída/entrada da Crimeia. Embora os ataques ucranianos, ao luz do dia, já se sucedem dentro da Melitopol ocupada (vídeo em baixo).

Para breve se espera que os ocupantes russos fechem imediatamente os restantes postos de controlo entre a Crimeia ocupada e Ucrânia continental. O exército ucraniano isola sistematicamente os russos nos territórios ocupados, e isso permitirá, com o tempo, que as FAU tomem completamente a iniciativa na frente de batalha naquela área. 

TG canais militaristas russos: «A passagem continua ser livre para os camiões TIR
com medicamentos, alimentos, combustível e coisas militares»

TG canais patrioteiros russos: «faz sentido, os camiões-cisterna, quer civis
e (muito mais militares) dissimular de camiões civis» 

De momento, os novos drones FPV ucranianos voam à mais de 50 km de profundidade, tendo sido registado recentemente voos de mais de 100 km. Um rude golpe para a logística russa na sua retaguarda, até recentemente tida como segura.

Fontes: exilenova_plus; Ihor Lutsenkol; Serhiy Sternenko

Os regimentos de mutilados russos em marcha rumo ao abismo (+18)

No atual exército russo, um ferimento, uma mutilação, uma doença grave ou a ausência de membros ou órgãos não vitais já não são motivos suficientes para recusar à participar em combates. 

O número de parvos está a diminuir e o Ministério da Defesa russo não consegue recrutar novos «voluntários». Neste contexto, as perdas do exército russo na «zona de morte» apenas aumentam. Por isso, os comandantes russos continuam com a prática de utilizar «regimentos de mutilados», enviando soldados feridos e em recuperação precária para os ataques frontais. As vezes são mandados mesmo os militares que usam muletas ou bengalas. Obviamente, a taxa de sobrevivência entre estes soldados é mínima. 

Ucrânia recorda que a forma mais fiável e comprovada de sobreviver essa guerra neocolonial é entrar em contacto com o projeto ucraniano «Quero Viver». Depois disso, o soldado russo não será mais sujeito à morrer num destes «regimentos de mutilados», ataques frontais, comandantes carniceiros, escravatura perpétua, dor e sofrimento. Um prisioneiro de guerra russo poderá decidir por si próprio, e sem nenhuma pressão, se deseja permanecer em cativeiro ucraniano até ao fim da guerra ou se deseja regressar a casa através de uma troca dos POW.

Já os ocupantes russos que não se entregarem às FAU, terão a sorte daqueles, que podemos ver no vídeo abaixo, filmado na direção de Navopavlivka, na região de Dnipropetrovsk, em que os ocupantes são liquidados, com uso de drones FPV, pelos paraquedistas da 46ª Brigada Aeromóvel Podilska das Forças Armadas da Ucrânia.


Fonte do vídeo: TG canal Voyna18

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

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quinta-feira, maio 21, 2026

Vyshyvanka ucraniana no império russo: entre 1871 e 1917

Haya Yosyfivna Rudyakova, a pequena burguesa da cidade de Kaniv, província de Kyiv

A cultura ucraniana, proibida e perseguida no império russo, se manifestava de diversas maneiras, uma delas era o uso de vyshyvanka, a camisa bordada ucraniana. As fotos mostram ucranianos e ucranianas que foram investigados pela gendarmaria e polícia política czarista nas províncias de Kyiv, Kharkiv, Poltava, Odessa e Podolsk, entre os anos de 1871 e 1917. 

Feodosii Sergiyovych Kushch, um camponês da aldeia de Kramatorsk, distrito de Izyum, província de Kharkiv

Ivan Yakymovych Marchenko, um camponês da aldeia de Pogrebyshche, distrito de Berdychiv, província de Kyiv

As fotos foram disponibilizados por ocasião do 20º aniversário do Dia Internacional de Vyshyvanka, pelo Arquivo Histórico Central Estatal da Ucrânia, em Kyiv, vindas do acervo 2226 “Coleção de Fotografias”. 

Andriy Pirogov (local de residência não especificado)

Zakhary Frolovych Fevralyov, residente em Odesa, província de Kherson

Yefim Yakovych Mazurov, morador de Kyiv

Um dos conhecidos propagandistas russos, o vice-chefe da Duma Estatal, Pyotr Tolstoy, em abril de 2025, fez uma declaração provocatória, afirmando que o povo ucraniano foi criado/inventado como se fosse uma espécie da tese de «orientação política», ligando, falsamente, o uso e o surgimento da vyshyvanka à «fronda (protesto) da nobreza russa» em meados do século XIX. 

Pylyp Lukych Ponomarenko, camponês, aldeia de Mala Smilyanka, distrito de Cherkasy,
província de Kyiv

Yosyp Kazimirovych Krychinsky, o pequeno burguês da aldeia de Bartnyky, distrito de Bratslavsky, província de Podolsk

Vitaliy Fedorovych Makhonin (local de residência não especificado)

Ignatiy Trokhymovych Kyziyev, residente na cidade de Kupyansk,
província de Kharkiv

Como podemos ver nas fotos, a vyshyvanka tradicional ucraniana têm as suas raízes na antiguidade e no século XIX-XX essa tradição estava bem enraizada entre os ucranianos, independentemente do seu estatuto social, origem étnica ou local de nascimento.

As responsabilidades dos russos comuns pela guerra agressiva russa na Ucrânia

O comandante do corpo dos voluntários russos (RDK) das FAU, Denis «WhiteRex» Kapustin, gravou uma declaração tendo como pano de fundo um edifício residencial em Kyiv, destruído no dia 14 de maio de 2026 por um míssil russo Kh-101. 

Faça clik para ver o vídeo

Bem atrás de mim está a prova clara desta agressão. O míssil atingiu um edifício residencial comum no distrito de Darnytskyi (bairro Kharkivskiy), em Kyiv. 

Não havia aqui instalações militares, fábricas de montagem de drones ou um hotel com mercenários polacos, como a propaganda russa adora à afirmar. 

Um edifício residencial comum numa área residencial comum da capital ucraniana. Ainda assim, a rússia escolheu este edifício como alvo, e o míssil caiu aqui. Mulheres e crianças foram mortas. 

Alguns dias depois, centenas de drones foram lançados do território ucraniano em direção à rússia. Muitos deles atingiram os seus alvos, e os residentes da região da capital ficaram indignados com o facto de a guerra lhes ter agora chegado no conforto dos seus apartamentos em Moscovo.

Infelizmente, só podemos esperar uma escalada deste conflito. Por cada ataque realizado pela rússia contra cidades ucranianas pacíficas, serão lançados drones e mísseis a partir do território ucraniano em resposta.

Infelizmente, estas são as leis da guerra de agressão, que foi iniciada pela federação russa e por vladimir putin pessoalmente.

Blogueiro 

Desde o início da guerra russa contra Ucrânia, híbrida e não-declarada desde 2014 e depois, aberta e de larga escala em 24.02.2022 existem as discussões sobre as responsabilidades do povo russo no sucedido. Os liberais russos e alguma propaganda pró-russa no Ocidente defendem a posição do que os horrores de uma «guerra do putin» não são do «bom povo russo», que não tem nem a culpa, nem as responsabilidades. Os ucranianos e vários intelectuais ocidentais defendem a posição óbvia, do que o povo russo tem a sua parte de responsabilidade nos crimes cometidos em seu nome. As pessoas votam em putin e nos partidos putinistas pró-guerra, pagam impostos, e contribuem, de diversas outras maneiras pela existência e fortalecimento do regime neofascista russo.

Hamburgo, distrito municipal Eilbek, 1943, resultado da Operação Gomorra. Wikipédia

Olhando para a história, podemos recordar a Operação Gomorra de 1943, quando a aviação anglo-americana bombardeou a cidade alemã de Hamburgo. Os bombardeamentos resultaram em entre 34.000 à 40.000 mortos e cerca de 180.000 feridos entre os civis alemães. Eles também, não estavam participar no Holocausto diretamente, nem invadiram a metade da Europa. Mas eram co-responsáveis pelos crimes cometidos em seu nome pelo regime nazi do 3º Reich. 

O mesmo acontece hoje em dia com os cidadãos russos que vivem, trabalham, estudam, pagam impostos e fazem as compras na rússia....

quarta-feira, maio 20, 2026

Ucrânia atinge as militares russos na Donbas e alvos energéticos em Stavropol e Kstovo

Na noite de 19 à 20 de maio as forças ucranianas de USBS atingiram, com sucesso, o centro russo de operadores de drones no território da mina «Udarnik», na cidade ucraniana de Snizhne, na região de Donetsk. 



Geolocalização do centro russo de drones em Snizhne

Os drones de USBS destruíram o centro de treino de pilotos inimigos e 65 cadetes das forças especiais do 78º regimento de forças especiais «Akhmat Norte», gerido pela academia russa de ciências de mísseis a artilharia. O número de cadetes mortos pode chegar aos 65, contando com o chefe do centro, conhecido pelo nom de guerre «Bury». O número de baixas sanitárias está sendo apurado.


Coordenadas do centro: 48.017798 38.747165 

Na noite de 20 de maio, os drones da Forças de Defesa ucraniana atingiram também a fábrica «Nevinnomyssk Azot», na região russa de Stavropol, uma grande parte da sua produção é usada na fabricação de explosivos. É o 2º ataque ucraniano em 4 dias, o anterior decorreu em 16 de maio de 2026.




Em Kstovo, na região russa de Nizhni Novgorod, os drones ucranianos atingiram o sistema ELOU AVT-6, que está em chamas na refinaria de petróleo de «Lukoil-Nizhegorodnefteorgsintez». 

ELOU-AVT-6 é uma central de dessalinização elétrica, tubular atmosférica-vácuo, usada na transformação primária do petróleo bruto em fração úteis, tais como gasolina, gasóleo, querosene, etc. O número no final indica a capacidade de processamento desta central de 6 milhões de toneladas por ano. No entanto, muitas centrais AVT das fábricas antigas foram modernizadas com um aumento de produtividade de 2 à 2,5 vezes, pelo que o número no final nem sempre reflete a produtividade real da central. 

Fontes: worldmilitares; kazansky2017; exilenova_plus

Doutrina Budanov: Ascensão da Estratégia de Desgaste Ucraniana e a Transição para a Guerra de Drones

O coronel da reserva do Exército Brasileiro, Marco Coutinho*, descreve a «Doutrina Budanov» como a redefinição da defesa ucraniana ao substituir ofensivas convencionais por sistemas autônomos, drones FPV e inteligência operacional integrada; a guerra assimétrica e a autonomia tecnológica, que moldam a resiliência nacional e projetam poder estratégico num conflito industrial prolongado. 

Este artigo examina a reconfiguração da estratégia de defesa ucraniana a partir de 2026, marcada pela ascensão de Kyrylo Budanov ao cargo de Chefe do Gabinete do Presidente. Analisa-se a transição do modelo convencional conhecido como “Plano para a Vitória” de Zelensky, centrado em blindados pesados e dependência de armamentos ocidentais, para a chamada “Doutrina Budanov”, caracterizada pela priorização de sistemas autônomos, drones FPV e operações de alcance profundo em território russo. A pesquisa baseia-se em análise documental, relatórios públicos da inteligência militar ucraniana (GUR) e estudos estratégicos recentes, destacando o impacto da Operação Spider Web como marco da adoção de uma guerra assimétrica de alta tecnologia. Conclui-se que a integração entre inteligência operacional, autonomia de sistemas e produção industrial descentralizada constitui o núcleo da resiliência ucraniana para se adaptar e atuar com vantagem em um cenário de guerra prolongada. 

1. Introdução

Em janeiro de 2026, a Ucrânia iniciou um processo de reestruturação profunda de sua arquitetura de defesa e governança estatal, visando ampliar a resiliência nacional diante de um conflito industrial prolongado. A nomeação do tenente-general Kyrylo Budanov, ex-diretor do Diretório Principal de Inteligência (GUR), para o cargo de Chefe do Gabinete do Presidente, simbolizou a convergência definitiva entre a inteligência operacional, a formulação estratégica e o esforço diplomático. 

Essa mudança estrutural decorreu da exaustão do modelo convencional anterior, que se baseava em grandes manobras de blindados pesados, como observado nas ofensivas de Zaporizhzhia e Kursk, e na dependência de mísseis ocidentais de longo alcance, frequentemente limitados por restrições políticas impostas pelos aliados. Diante da escassez de capital humano e da necessidade de compensar a superioridade numérica do adversário, a liderança ucraniana articulou uma transição para a denominada “Guerra de Máquinas”. 

Nesse contexto, emergiu a “Doutrina Budanov”, uma estratégia centrada no desgaste coercitivo do inimigo por meio de inovações tecnológicas disruptivas, como a integração de Inteligência Artificial, e o emprego sistemático de operações de profundidade. Esta nova fase prioriza a substituição de pessoal por sistemas autônomos e o uso de drones FPV e de longo alcance para degradar os centros de gravidade econômicos e militares em território russo, visando forçar um endgame diplomático em posição de força. 

2. O Declínio do Modelo Convencional

Comparativo entre o modelo de guerra convencional (2023-2025) e a transição para a Doutrina Budanov, destacando o pivô para a assimetria tecnológica e autonomia de sistemas (Adaptado de Parish, 2026 e Özdemir, 2026).

A estratégia ucraniana até meados de 2025 fundamentava-se no “Plano para a Vitória” então defendido pelo presidente Zelensky, uma abordagem que privilegiava ofensivas mecanizadas de alta intensidade e a expectativa de um suporte tecnológico ocidental de longo alcance que, em grande parte, foi restrito por hesitações políticas dos aliados. Este modelo convencional enfrentou limites severos durante as ofensivas de 2023 e 2024 nas regiões de Zaporizhzhia e Kursk, evidenciando que manobras baseadas em blindados pesados e caros tornaram-se vulneráveis diante da densidade de vigilância por drones e sistemas de ataque de precisão russos. 

Ler o texto integral em português ou em inglês.

* Marco Antonio de Freitas Coutinho é coronel da reserva do Exército Brasileiro. Participou em missões da ONU, em diplomacia de defesa e estudos estratégicos. Editor do GRU. O Vice-Presidente do Instituto de Altos Estudos de Geopolítica, Segurança e Conflitos (GSEC).

terça-feira, maio 19, 2026

Ucrânia atinge os alvos estratégicos russos em Ryazan e Yaroslavl

Fábrica «Krasnoye Znamya» em Ryazan
Na cidade russa de Ryazan os drones ucranianos atingiram a fábrica «Krasnoye Znamya», parte do complexo militar-industrial russo. Nos arredores da cidade de Yaroslavl foi atingida a estação de bombeamento de petróleo «Yaroslavl-3». 

Na era soviética a fábrica «Krasnoye Znamya» (literalmente Bandeira Vermelha) produzia equipamentos para sistemas de defesa aérea, incluindo os sistemas S-200 e S-300. A sua especialização inclui eletrónica, placas de circuito impresso e equipamentos especializados. A fábrica colabora com a indústria espacial russa e com o consórcio de defesa aérea Almaz-Antey. As subsidiárias da fábrica também produzem as encomendas do Ministério da Defesa russo e fabricam produtos de finalidade dupla: «militar e civil». 

A localização exata da fábrica: 54.649970, 39.674014

As forças de operações especiais SSO da Ucrânia atingiram uma estação de bombeamento de petróleo na aldeia de Semibratovo, na região de Yaroslavl. Localizada a mais de 800 quilómetros da fronteira com a Ucrânia, a estação de bombagem de petróleo Yaroslavl-3 é um importante ponto de ligação do oleoduto Surgut-Polotsk, que transporta petróleo da Sibéria e do norte da rússia para os portos bálticos de Primorsk, Ust-Luga e também à Belarus, informa Censor.net.

Friendly fire russo 

Vários TG canais militaristas e patrioteiros russos confirmam o abate, por fpgo-amigo, do seu próprio helicóptero Mi-8, possivelmente durante a perseguição de drones ucranianos, tripulação — carga-200.

Um dos TG canais russos confirma a perda do aparelho e exige a punição
dos responsáveis, dado que as perdas russas por fogo-amigo são constantes

segunda-feira, maio 18, 2026

Ucrânia atinge os alvos militares russos no Mar Negro e no Mar Cáspio

O 1º centro independente do USBS mostra imagens de ataque inédito ucraniano, usando, possivelmente, pela primeira vez, os mísseis não guiados, disparados à partir de um drone FP-1/2 contra alvos das posições da frota russa do Mar Negro na Crimeia ocupada. 

As forças ucranianas atacaram e atingiram, o Centro de Comunicação Estratégica Militar Encriptada, situado na aldeia de Myrniy, cerca de 146 km da linha da frente. O Centro é usado para as comunicações encriptadas da marinha russa de guerra. Após esgotar os seus mísseis, o drone FP-1/2 entra no modo kamikaze, atingindo o alvo pretendido:

Os drones aéreos ucranianos também atingiram, na costa de Kaspiysk, em Daguestão, o navio do projeto 10410, pertencente à guarda costeira russa no Mar Cáspio. É de notar que a Guarda-fronteira russa fez para do FSB, segundo a tradição soviética, onde o serviço de Guarda-fronteira era subordinado ao KGB:

Fontes dos vídeos: TG army_1usc

Bónus 

O mercenário iemenita Al-Shatami Ayman Abdullah Aji, envia as saudações à cidade ucraniana de Bila Tserkva. O mercenário foi capturado pelos militares do 10º Batalhão de Apoio de Operações Especiais (OSB) do 59º OSB da SBS, unidade das FAU que continuam a resgatar as ovelhas perdidas e a dar-lhes uma segunda oportunidade de vida:


domingo, maio 17, 2026

Holocausto na França: a «Operação do Bilhete Verde»

«O último beijo», Foto: Harry Croner
Aos 10 de maio, o Memorial do Holocausto de Paris inaugurou uma exposição fotográfica, que recorda, solenemente, o 85º aniversário da primeira detenção e deportação em massa de judeus em Paris.



Todas as 98 fotografias tiradas pelo fotógrafo de guerra alemão Harry Croner durante essa detenção, a 14 de maio de 1941 — a primeira grande prisão em massa de judeus em França — estão a ser exibidas publicamente pela primeira vez. Os negativos desta sessão fotográfica foram descobertos acidentalmente em 2020 por dois colecionadores amadores de fotografia numa feira de antiguidades na Normandia e posteriormente doados ao Memorial. Estas fotografias foram parcialmente expostas no Memorial em 2021 e estão agora em exposição completa até 31 de dezembro. A detenção de judeus em Paris, a 14 de maio, foi apelidada de «Operação do Bilhete Verde» (Rafle du billet vert). A polícia francesa, agindo sob ordens das autoridades de ocupação alemãs, enviou 6.694 intimações verdes a judeus estrangeiros (principalmente polacos, mas também checos, austríacos e alemães). Homens entre os 18 e os 40 anos foram convocados para «verificação de documentos» nas câmaras municipais, escolas secundárias e quartéis. Muitos compareceram acompanhados pelas suas esposas ou familiares, acreditando tratar-se de uma mera formalidade burocrática.



No total, cerca de 3.800 homens compareceram à «verificação» nesse dia. Os familiares (principalmente esposas) foram imediatamente enviados para casa para recolher os seus pertences, enquanto os homens eram trancados no Ginásio Polidesportivo de Japy, no 11º bairro. Quando as esposas dos prisioneiros regressaram com os seus pertences, não lhes foi permitido ver os seus maridos; apenas algumas conseguiram ter uma breve conversa. Ninguém sabia que aquele seria o seu último encontro. Os homens foram colocados em autocarros/ônibus e levados para a estação de Austerlitz, e daí, de comboio, para os campos de Pithiviers e Beaune-la-Rolande, a 90 km a sul de Paris. Permaneceram ali durante quase um ano, após o qual foram deportados para Auschwitz, onde quase todos foram exterminados em câmaras de gás.

A operação foi organizada em conjunto pelos alemães (particularmente Theodor Dannecker, da Gestapo, responsável pelos assuntos judaicos) e pelas autoridades francesas (o chefe da polícia de Paris, almirante François Bart). Os franceses controlavam completamente a polícia; os alemães tentaram permanecer nas sombras.


Esta foi a primeira detenção em massa de judeus pela administração de Vichy em Paris. Seguiram-se outras, incluindo a trágica Vel d'Hiv (16 e 17 de julho de 1942, com mais de 13.000 pessoas). As próprias autoridades francesas tomaram a iniciativa, detendo especificamente mulheres e crianças. De 22 de Julho até ao final de Setembro de 1942, partiram de França mais de 10 transportes de pessoas presas na detenção da Vel d'Hiv. Quase todos foram enviados para Auschwitz. Dos 13.152 reclusos, menos de 800 sobreviveram. Quase todas as crianças foram assassinadas de várias formas imediatamente após a chegada a Auschwitz.

O fotógrafo de guerra alemão Harry Croner (1902-1992), que tirou fotografias a 14 de maio de 1941, foi posteriormente dispensado do exército e enviado para um campo de concentração depois de se ter descoberto que o seu pai era judeu.

A letra latina «V» no uniforme do Theodor Dannecker, escolhida,
em 2022 pelas forças russas como símbolo da sua invasão da Ucrânia 

No total, aproximadamente 76.000 judeus foram deportados de França para campos de extermínio nazis durante a Segunda Guerra Mundial. Os transportes de Paris continuaram até literalmente aos últimos dias antes da chegada das tropas aliadas. Dos judeus deportados de França, apenas 3 à 4% sobreviveram. 

Quase nenhum dos altos funcionários do regime de Vichy que participaram no Holocausto foi punido pela sua participação após a guerra. O secretário-geral da polícia de Vichy, René Bousquet, o organizador directo das maiores rusgas policiais, incluindo o Velódromo de Inverno (Vel d'Hiv), foi simbolicamente condenado em 1949 apenas por «traição contra a França» e quase imediatamente amnistiado. Só no início da década de 1990 é que os franceses começaram a perseguir aqueles que participaram no Holocausto, mas Bousquet não viveu para ver o seu julgamento — foi assassinado por um psicopata em 1993. Os funcionários de nível médio e os polícias envolvidos nas operações escaparam completamente ao castigo.

Ucrânia atinge Moscovo, visando as instalações da indústria petrolífera russa

«Transneft» em Zelenograd

Na noite de 17 de maio, drones ucranianos atacaram a cidade e a área metropolitana de Moscovo, no maior ataque desde o início da guerra. Duas instalações da indústria petrolífera russa foram atingidas, com sucesso, a refinaria de petróleo de Moscovo em Kapotnya e a estação de carregamento de petróleo Solnechnogorskaya na aldeia de Durykino. 

Aeroporto de Sheremetyevo, cerca de 200 voos foram
atrasados, cancelados ou transferidos

«Transneft» em Durykino


Os drones ucranianos também atingiram vários alvos menores nas diversas localidades de área metropolitana de Moscovo: Mytyshi; Naro-Fominsk; Krasnogorsk; Khimki; Dubna (o Gabinete de Projectos «Raduga»), Zelenograd (o parque tecnológico «Elma»), aeroporto de Sheremetyevo, informa a punlicação russa Meduza.

 

Em Dubna o alvo foi o Gabinete de Projectos «Raduga», especializado no desenvolvimento de mísseis de cruzeiro e outros sistemas de mísseis.

Gabinete «Raduga» em Dubna, a casa russa de mísseis 

Embora as autoridades municipais russos reportaram o abate de 120 drones ucranianos nas últimas 24 horas, vários fotos e vídeos, publicados pelos moscovitas, confirmam, que vários alvos foram atingidos. Algumas dos locais de impacto também foram visados pelos mísseis anti-aéreos russos, ou pelos drones desviados pelas medidas russas da guerra eletrónica.


Instalações de «Transneft» em Zelenograd