Aos 10 de maio, o Memorial do Holocausto de Paris inaugurou
uma exposição fotográfica, que recorda, solenemente, o 85º aniversário da primeira detenção e deportação em massa de judeus em Paris.
Todas as 98 fotografias tiradas pelo fotógrafo de guerra alemão Harry Croner durante essa detenção, a 14 de maio de 1941 — a primeira grande prisão em massa de judeus em
França — estão a ser exibidas publicamente pela primeira vez. Os negativos desta sessão fotográfica foram descobertos acidentalmente em 2020 por dois colecionadores amadores de fotografia
numa feira de antiguidades na Normandia e posteriormente doados ao Memorial. Estas fotografias foram parcialmente expostas no Memorial em 2021 e estão agora em exposição completa até 31 de dezembro.
A detenção de judeus em Paris, a 14 de maio, foi apelidada de «Operação do Bilhete Verde» (Rafle du billet vert). A polícia francesa, agindo sob ordens das autoridades de ocupação
alemãs, enviou 6.694 intimações verdes a judeus estrangeiros (principalmente polacos, mas também checos, austríacos e alemães). Homens entre os 18 e os 40 anos foram convocados para
«verificação de documentos» nas câmaras municipais, escolas secundárias e quartéis. Muitos compareceram acompanhados pelas suas esposas ou familiares, acreditando tratar-se de
uma mera formalidade burocrática.
No total, cerca de 3.800 homens compareceram à «verificação» nesse dia. Os familiares (principalmente esposas) foram imediatamente enviados para casa para recolher
os seus pertences, enquanto os homens eram trancados no Ginásio Polidesportivo de Japy, no 11º bairro. Quando as esposas dos prisioneiros regressaram com os seus pertences, não lhes foi permitido
ver os seus maridos; apenas algumas conseguiram ter uma breve conversa. Ninguém sabia que aquele seria o seu último encontro. Os homens foram colocados em autocarros/ônibus e levados para a estação
de Austerlitz, e daí, de comboio, para os campos de Pithiviers e Beaune-la-Rolande, a 90 km a sul de Paris. Permaneceram ali durante quase um ano, após o qual foram deportados para Auschwitz, onde quase todos
foram exterminados em câmaras de gás.
A operação foi organizada em conjunto pelos alemães (particularmente Theodor Dannecker, da Gestapo, responsável pelos assuntos judaicos) e pelas autoridades francesas
(o chefe da polícia de Paris, almirante François Bart). Os franceses controlavam completamente a polícia; os alemães tentaram permanecer nas sombras.
Esta foi a primeira detenção em massa de judeus pela administração de Vichy em Paris. Seguiram-se outras, incluindo a trágica Vel d'Hiv (16 e 17 de julho
de 1942, com mais de 13.000 pessoas). As próprias autoridades francesas tomaram a iniciativa, detendo especificamente mulheres e crianças. De 22 de Julho até ao final de Setembro de 1942, partiram de França
mais de 10 transportes de pessoas presas na detenção da Vel d'Hiv. Quase todos foram enviados para Auschwitz. Dos 13.152 reclusos, menos de 800 sobreviveram. Quase todas as crianças foram assassinadas
de várias formas imediatamente após a chegada a Auschwitz.
O fotógrafo de guerra alemão Harry Croner (1902-1992), que tirou fotografias a 14 de maio de 1941, foi posteriormente dispensado do exército e enviado para um campo de
concentração depois de se ter descoberto que o seu pai era judeu.
A letra latina «V» no uniforme do Theodor Dannecker, escolhida, em 2022 pelas forças russas como símbolo da sua invasão da Ucrânia
No total, aproximadamente 76.000 judeus foram deportados de França para campos de extermínio nazis durante a Segunda Guerra Mundial. Os transportes de Paris continuaram até
literalmente aos últimos dias antes da chegada das tropas aliadas. Dos judeus deportados de França, apenas 3 à 4% sobreviveram.
Quase nenhum dos altos funcionários do regime de Vichy que participaram no Holocausto foi punido pela sua participação após a guerra. O secretário-geral da
polícia de Vichy, René Bousquet, o organizador directo das maiores rusgas policiais, incluindo o Velódromo de Inverno (Vel d'Hiv), foi simbolicamente condenado em 1949 apenas por «traição
contra a França» e quase imediatamente amnistiado. Só no início da década de 1990 é que os franceses começaram a perseguir aqueles que participaram no Holocausto, mas Bousquet
não viveu para ver o seu julgamento — foi assassinado por um psicopata em 1993. Os funcionários de nível médio e os polícias envolvidos nas operações escaparam completamente
ao castigo.
Na noite de 17 de maio, drones ucranianos atacaram a cidade e a área metropolitana de Moscovo, no maior ataque desde o início da guerra. Duas instalações da indústria
petrolífera russa foram atingidas, com sucesso, a refinaria de petróleo de Moscovo em Kapotnya e a estação de carregamento de petróleo Solnechnogorskaya na aldeia de Durykino.
Aeroporto de Sheremetyevo, cerca de 200 voos foram atrasados, cancelados ou transferidos
«Transneft» em Durykino
Os drones ucranianos também atingiram vários alvos menores nas diversas localidades de área metropolitana de Moscovo: Mytyshi; Naro-Fominsk; Krasnogorsk; Khimki; Dubna
(o Gabinete de Projectos «Raduga»), Zelenograd (o parque tecnológico «Elma»), aeroporto de Sheremetyevo, informa a punlicação russa Meduza.
Em Dubna o alvo foi o Gabinete de Projectos «Raduga», especializado no desenvolvimento de mísseis de cruzeiro e outros sistemas de mísseis.
Gabinete «Raduga» em Dubna, a casa russa de mísseis
Embora as autoridades municipais russos reportaram o abate de 120 drones ucranianos nas últimas 24 horas, vários fotos e vídeos, publicados pelos moscovitas, confirmam,
que vários alvos foram atingidos. Algumas dos locais de impacto também foram visados pelos mísseis anti-aéreos russos, ou pelos drones desviados pelas medidas russas da guerra eletrónica.
O jornal britânico The Times publicou recentemente uma longa entrevista com Kyrylo Budanov. O artigo tem um título um bocado sensacionalista: «Pode este homem acabar com a guerra? O pacificador
que putin quer matar».
É realçado que general Budanov sobreviveu a mais de uma dezena de tentativas de assassinato (fazendo lembrar o braço decepado do terrorista de 2019 e o envenenamento da
sua mulher).
Narrativa: Estamos a mostrar ao Ocidente um novo negociador. Este não é um diplomata de fato, disposto a fazer concessões por uma bela foto. Trata-se de um militar das
forças especiais que participou pessoalmente nas operações militares na Crimeia (o The Times escreve sobre isso diretamente), um Herói da Ucrânia com fortes ligações à
CIA.
A mensagem ao Kremlin: «Estamos prontos para falar, mas vocês estarão a negociar com o homem que vos matou» — o que faz todo o sentido depois do que o Kremlin
fez na Ucrânia.
Abordagem pragmática às negociações: Budanov afirma categoricamente que não confia em nenhum russo: «Não preciso de confiar em ninguém,
preciso de alcançar resultados».
Narrativa: as negociações estão em curso e são difíceis. Foi anunciado que uma mega-troca de prisioneiros, «1.000 por 1.000», estava planeada
para 9 de maio (Dia da Vitória na rússia), mas está parada. Budanov está a utilizar as suas antigas redes de inteligência e canais paralelos para exercer pressão. Não há
datas definidas, mas o processo está ativo — a 1ª troca dos 205 por 205 foi o primeiro sinal disso. As trocas de POW são sempre difíceis, porque ambos os lados querem entregar aqueles que foram
empenhados pela cooperação e não querem entregar figuras importantes ao inimigo. As linhas vermelhas de Moscovo são económicas.
Não haverá ataque nuclear contra Kyiv. Os britânicos estão a questionar os rumores de um ataque planeado com o míssil Oreshnik ou uma arma nuclear tática
no centro de Kyiv (tendo como pano de fundo as passadas evacuações de embaixadas).
Budanov tranquiliza os colegas e parceiros ocidentais: «Sim, a rússia pode atacar a qualquer momento... Mas não vejo qualquer indício de preparação
para um ataque nuclear. Se houvesse, eu saberia». Mensagem: Estamos no controlo da situação; não cedam à chantagem nuclear de Putin. Isto é compreensível — na linha da
frente, com formações de combate dispersas, um ataque nuclear eliminaria alguns batalhões, e para atingir os «centros de decisão» de um bunker a 90 metros de profundidade, seria necessário
destruir a Presidência da República (um edifício imponente e bem protegido na rua Bankova) com vários engenhos nucleares. As puras ameaças representam maiores benefícios para a rússia.
Reviravolta Tecnológica e a Exportação da Guerra. Elon Musk bloqueou os Starlinks russos (desativando os seus terminais), o que ajudou a repelir as forças russas
em algumas áreas. Além disso, as baixas russas são estimadas em entre 20.000 à 25.000 soldados por mês, trocados por sucessos tácticos limitados (estimativas da NATO). Por outro lado,
Ucrânia está a tornar-se um exportador de tecnologia. Os ataques profundos contra as refinarias de petróleo russas estão a todo o vapor, e Budanov está a oferecer abertamente aos EUA e às
monarquias do Golfo (olá, Irão) a experiência da Ucrânia na construção de um sistema de defesa aérea em camadas.
Narrativa: Ucrânia já não é um parente pobre do Ocidente. É um laboratório de guerra moderna, onde drones inteligentes autónomos (dos quais já
temos protótipos) permitem resistir a um adversário rico em recursos e ideologicamente motivado. Ocidente, com o vosso dinheiro, os ucranianos podem vós ensinar a abater os Shaheed, ao realmente baixo
custo, para que não desperdicem milhões de dólares em mísseis e voos dos F-35.
Caso Yermak. A imprensa ocidental parece estar a deliciar-se com a queda de Andriy Yermak (o ex-chefe da Presidência da República, que se demitiu janeiro e está agora prestes
à ser judicialmente investigado sob acusação de branqueamento de capitais, o que está a prejudicar as taxas de aprovação de Volodymyr Zelensky).
Narrativa: Budanov se posiciona como o oposto completo do seu antecessor. Promete «nenhuma gestão personalizada, delegação total de autoridade e total de responsabilidade».
Mensagem aos doadores ocidentais: o polvo da corrupção foi dissecado e chegou uma equipa de tecnocratas (juntamente com Fedorov, que substituiu Umerov como Ministro da Defesa), pronta para trabalhar com transparência.
Logicamente, ninguém quer ver corrupção depois de milhares de milhões de libras e euros em ajuda.
A mobilização vai continuar. Aqui, Budanov vai direto ao assunto. Não pode haver as ilusões sobre as FAU dependerem apenas de voluntários. Budanov promete
combater os excessos dos «alistamentos compulsivos», mas afirma: esta é uma guerra total de sobrevivência. Ou a mobilização continua, ou o país acabará. O que deve ser dito
o mais claro possível — todas as ilusões sobre voluntários estrangeiros sentados em painéis de controlo estão a ser destruídas pelos vastos espaços e milhões de
pessoas, as pessoas estão se ferrir e morrer, a atingir o limite máximo de idade, saem das FAU por ferimentos, a se esgotar fisicamente e mentalmente, precisam de substitutos e Ucrânia precisa de reservas;
a mobilização obrigatória continuará.
Resumo: O artigo é um caso clássico em que um novo «homem forte» da Ucrânia é apresentado ao público Ocidental. Possui a imagem de um pragmático
implacável, que negoceia com o Kremlin com uma mão e envia um enxame de drones para incendiar refinarias de petróleo russas, com a outra. Reconhece os graves problemas de mobilização, repudia
a corrupção dos seus antecessores e reapresenta Ucrânia ao Ocidente não como uma vítima, mas como uma valiosa startup militar cuja tecnologia, em breve, Ocidente necessitará desesperadamente.
Ler o artigo AQUI (em inglês e apenas aos assinantes).
Um bom e claro exemplo de como, na prática, funciona a propaganda russa, mentindo e desmentindo à si própria, criando e recriando os «fatos», mudando constantemente as narrativas, se enrolando
nas suas próprias versões de mentiras.
Em agosto de 2025, a agência estatal russa de notícias «RIA Novosti» noticiou e depois até publicou a entrevista com o cidadão
polaco Krzysztof Josef Flaczek (1978). Alegava-se que Flaczek era voluntário polaco que em 2024 se juntou à Legião Internacional das FAU, defendeu Ucrânia na região de Luhansk. Em novembro
de 2024 se perdeu e foi capturado pelos militares russos (as versões da sua captura/deserção diferem) ou então, se entregou, voluntariamente, ao exército russo. Após a sua captura, o homem alegadamente
se juntou-se à unidade russa «batalhão Maxim Krivonos», uma unidade semi-virtual e puramente propagandista, que alegadamente agrega ex-militares ucranianos que trairam o seu juramento e manifestaram
o desejo de lutar contra Ucrânia.
Oito meses depois, e sem mais nem menos, os separatistas de Luhansk informaram, com a maior normalidade, que Krzysztof Flaczek, é afinal, um «mercenário polaco»
e foi condenado em Luhansk ocupada aos há 13 anos de prisão maior.
Ninguém diz nada nem sobre o alegadamente «heróico» e realmente invisível «batalhão Maxim Krivonos», nem o que foi feito ao Krzysztof Flaczek nestes oito meses,
nem qual foi a razão da propaganda russa mudar a narrativa sobre o caso de forma tão dramaticamente oposta.
Mais um caso que só poderá ser plenamente desevendado após Ucrânia conseguir a libertação do POW. De qualquer maneira, os militares ucranianos e os
estrangeiros que defendem Ucrânia são instruídos numa coisa: no caso da sua captura eles são livres de entregar toda a informação e dizer tudo, que é exigido pelos seus captores
russos. À semelhança dos exércitos Ocidentias ou de Israel, o objetivo das FAU é a sobrevivência dos seus efetivos. Ninguém pede aos militares das FAU para serem heróis e nenhum
militar é castigado posteriormente, por repetir aquilo que os ocupantes russos exigiram de dizer.
Já os militares russos, indoctrinados pela propaganda russa, sob o medo irracional das «crueldades ucranianas», são encorrajados, quer pela igreja ortodoxa russa IOR, quer pela propaganda estatal,
quer pelo seu comando militar à não se entregar às FAU. Como neste vídeo em que um soldado russo, primeiro, aplica um torniquete na perna ferida, mas desiste rapidamente, para logo à seguida,
apontar uma espingarda/rifle à sua própria cabeça e realizar o procedimento de autodesnazificação, também conhecido como «o beijo do putin».
Os protestos em Havana continuaram pela quarta noite consecutiva, alimentados por apagões que duraram quase 24 horas e pela deterioração das condições de
vida. Moradores de vários municípios, especialmente Guanabacoa, saíram às ruas com barricadas, bloquando as estradas com montes de lixo em chamas, bateram panelas, gritaram slogans antigovernamentais
e entoaram os cânticos como: “Acendam as luzes!” e “O povo, unido, invencível!”. Foram registados os confrontos com a polícia, enquanto também foram relatadas interrupções
da Internet durante as manifestações.
A crise energética agravou-se depois de a central termoelétrica «Antonio Guiteras» ter deixado de funcionar, aumentando o défice de eletricidade em todo o país.
No meio da crescente tensão social, a Embaixada dos EUA alertou sobre a repressão policial, escassez e possíveis apagões prolongados, refletindo uma situação cada vez mais instável
na ilha.
As pessoas queriam pão, dinheiro, água, transportes e uma noite inteira de sono. Elas não querem mais desculpas. / Foto: 14ymedio
Os bancos permitem levantar apenas 2.000 pesos por pessoa (cerca de 83,3 dólares), um valor que se evapora rapidamente devido à inflação e ao elevado custo de vida. / Foto: 14ymedio
O centro histórico de Havana. Foto: 14ymedio
A União Elétrica anunciou um défice de 2.200 MW após uma noite turbulenta de protestos em Havana. O sistema esteve offline ao início da manhã do dia
14 de maio, desde Ciego de Ávila até Guantánamo, e a central termoelétrica «Antonio Guiteras» apresentou novas falha, escreve o jornalista cubano Mario Pentón.
Os drones e possivelmente mísseis ucranianos atingiram a refinaria de petróleo de Ryazan. Os ocupantes russos, atingiram, em Kherson, as viaturas de ONU, gabando-se pelo sucedido
nas suas redes sociais.
As forças ucranianas conseguiram atingir, na cidade russa de Ryazan, vários equipamentos de refinação de petróleo. Um duro golpe para a produção
russa de gasólina, gasóleo e outros derivados petrolíferos.
Os TG canais russos gabaram-se de vídeo, que mostra os operadores de drones russos a usarem os drones FPV para alvejar os veículos da missão da ONU em Kherson.
Os operadores de drones FPV estão ver o alvo, dessa forma os ocupantes russos estão a documentar os seus próprios crimes de guerra. Não há necessidade de
os investigar. Depois, essas mesmas pessoas queixam-se da alegada «russofobia ocidental» e que todos odeiam os russos «sem nenhuma razaão».
TG canais militares russos a admitirem o ataque à coluna de ONU
Além de serem publicados nos TG canais abertamente afiliados com os ocupantes russos, além de vídeo original manter o logótipo/logomarca de um grupo russo, vários TG canais russos admitiram
o ataque, tentando o justificar com a seguinte explicação descabida: «na zona de combates este tipo de trnsporte automaticamente se torna um alvo». Os ocupantes russos apenas não mencionaram que atacaram os veículos de ONU dentro da cidade de Kherson, onde não há e não deveria haver os combates.
Os drones ucranianos das Forças de Sistemas Não-Tripuladas (USBS) destruíram alvos militares russos de alto valor monetário e estratégico: aeronave anfíbio Be-200
«Altair», helicóptero Ka-27, em Yeisk, na região russa de Krasnodar e sistemas antiaéreos Pantsir-S1 e Tor-M2 na Crimeia ocupada, um navio cargueiro, uma locomotiva, etc.
Durante a noite de 15 de maio, os drones do SBS realizaram 55 ataques em 23 alvos e instalações militares na profundidade operacional da retaguarda «segura» russa em Taganrog e Yeisk, e nas regiões temporariamente ocupadas da Crimeia, Donetsk, Zaporizhia, Luhansk, Berdyansk, Melitopol, etc.
Aeronave Be-200 «Altair», aldeia de Morskoy, rússia (por 1º Centro Separado de USBS)
Helicóptero Ka-27, aldeia de Morskoy, rússia (1º CS do USBS)
Sistema antiaéreo Tor-M2, aldeia de Goncharovo, região de Luhansk (pela 427ª Brigada de Defesa Aérea «Rarog»)
Sistema antiaéreo «Pantsyr-S1», aldeia de Khutorok, Crimeia ocupada (1ª Brigada de Defesa Aérea)
Navio cargueiro, porto de Berdyansk, região de Zaporizhia (1ª Brigada de Defesa Aérea)
Centro de treino russo, Raihorodka, região de Luhansk (414ª Brigada de Defesa Aérea «Passaros do Magiar», 20ª Brigada de Defesa Aérea «K-2»).
Pantsir-S1 e Tor-M2 são os 16º e 17º elementos de defesa aérea russa, destruídos pela Brigada de Defesa Aérea entre 1 à 15 de maio. No total, durante
a campanha de defesa aérea de dezembro de 2025 até Maio de 2026, o USBS destruiu 153 unidades de defesa aérea russa:
108 unidades anti-aéreos;
39 unidades de complexos de radar;
6 unidades de complexos de defesa eletrónica.
Coordenado pelo recém-criado Centro de Destruição Profunda das Forças de Sistemas Não Tripulados foi realizada uma visita de cortesia em massa à Refinaria
de Petróleo de Ryazan em conjunto com as unidades de destruição profunda do SSO, GUR MOU, etc. O sistema petrolífero do Kremlin segue a rota do navio militar russo.
Aparentemente, o sistema anti-aéreo russo atinge um prédio em Ryazan (vídeo em baixo):Acompanhe os resultados do USBS em direto: https://sbs-group.army/
Ucrânia consegue a libertação dos 205 POW, 90% dos quais estavam no cativeiro russo por mais de 4 anos. O POW ucraniano mais novo tem 21 e o mais velho 63 anos. Entre os libertados estão 20 homens do OZSP «Azov»,
19 dos quais estiveram na defesa de Mariupol.
Os drones das Forças de Operações Especiais (SSO) da Ucrânia atingiram o cais de carregamento do terminal petrolífero «Tamanneftegaz», o terminal petrolífero
e operador de transbordo de petróleo e derivados no porto de Taman, na região russa de Krasnodar, na costa do Mar Negro, na noite de 13 de maio.
O complexo de transbordo, localizado na aldeia de Volna, na Península de Taman, a mais de 300 quilómetros da linha da frente, é um dos principais centros russos de exportações
petrolíferas via marítima, após a sobrecarga parcial dos fluxos de Novorossiysk. Taman proporciona aos russos o transbordo e posterior exportação do petróleo através dos mares
Negro, Azov e Mediterrâneo.
O terminal petrolífero pode servir em simultâneo até quatro navios. A instalação proporciona um ciclo logístico contínuo, desde o transporte
ferroviário ao marítimo. Volumes significativos de petróleo bruto e derivados passam pelo terminal, gerando divisas para a economia e o aparelho militar russos.
A destruição das infraestruturas marítimas e de petróleo e gás do inimigo reduz a sua capacidade económica e logística para contornar as sanções
internacionais, reabastecer o seu orçamento e fazer guerra contra a Ucrânia.
Forças de Operações Especiais: sempre para lá da fronteira!
A aldeia Mala Tokmachka na região ucraniana de Zaporizhzhia estará presente em todos os livros de história do mundo. Completamente destruída desde 2025, Mala
Tokmachka resiste ao assalto russo por mais de 1500 dias.
As batalhas por esta «Cartago» decorrem desde 2022. Hoje é marcado o 1.500º dia do ataque russo. Este é um recorde absoluto na história militar mundial:
nunca nenhum povoado resistiu durante tanto tempo.
Comparação entre a duração dos conhecidos cercos históricos
Para comparação, Cartago — uma cidade de 700 mil habitantes, onde cada casa era uma fortaleza — resistiu durante três anos. Aproximadamente 1.100 dias. La Rochelle,
um bastião huguenote, resistiu durante 14 meses contra o exército de Richelieu. 427 dias. Jerusalém, em 70 D.C., resistiu durante 150 dias contra as legiões de Tito. Leninegrado resistiu por 872 dias ao cerco parcial nazi, durante a II G.M.
Mala Tokmachka – 1500.
O Ministro da Defesa russo considerou a captura desta aldeia como «um passo sério para alcançar os objectivos da operação militar especial» – sem
qualquer traço de sarcasmo. No verão de 2025, o exército russo atacou a aldeia com veículos blindados – uma raridade na atual fase da guerra. No outono de 2025, os russos atacaram a aldeia,
usando blindados com a bandeira dos EUA, no meio de negociações de paz. Com território de 8.04 km2 e cerca de 100 habitantes, aldeia foi completamente destruída em 2025. Em fevereiro de 2026, parte da aldeia ardeu e passou para a chamada «zona cinzenta», uma
zona fora do controlo efetivo das forças beligerantes.
A aldeia completamente destruída e desabitada nas margens do rio Konka está agora para sempre gravada nos livros de história militar. Ao lado de Cartago.
O propagandista russo Boris Rozhin, o «perita» do Centro russo do jornalismo político-militar e os seus relatórios sobre a Mala Tokmachka desde maio de 2025:
O tema de Mala Tokmachka até já se transformou em memes. Um deles é a comparação óbvia entre o tema de Malaya Zemlia, um mínusculo episódio da II
G.M., que a propaganda soviética, exageradamente transformou no tema fulcral daquela guerra, no decorrer da era Brejnev, somente para agradar o velho e já bastante senil líder soviético, devido a sua participação
pessoal nos combates naquela área.
Meme: Malaya Zemlya do Brejnev vs Mala Tokmachka do putin