segunda-feira, fevereiro 16, 2026

CSO «Alfa» do SBU destruiu metade dos sistemas russos de defesa aérea «Pantsir S-1»

O Centro de Operações Especiais «Alfa» da secreta civil ucraniana Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) destruiu, a metade dos sistemas russos de defesa aérea «Pantsir S-1». O vídeo, disponibilizado pelo SBU mostra 22 unidades destruídos e/ou danificados.

A unidade das forças especiais do Centro de Operações Especiais «Alfa» reduziu, em 2025, pela metade, o número de sistema russo de artilharia e mísseis antiaéreos «Pantsyr S-1, utilizando, para o efeito, os drones de longo alcance. 

O «Pantsyr S-1» é um dos sistemas de defesa aérea relativamente modernos e essenciais do exército russo. O seu custo varia de 15 a 20 milhões de dólares americanos. Esses sistemas de defesa aérea são, em teoria, eficazes no combate a drones ucranianos de longo alcance. 

Por isso, a destruição sistemática dos «Pantsyr» tem um objetivo estratégico: romper as defesas aéreas russas e criar corredores para atingir alvos em sua retaguarda. Isso permite que as Forças de Defesa da Ucrânia atuem com eficácia, contra as bases militares, depósitos, aeródromos e outras instalações dos ocupantes russos. 

Lembre-se que o custo total de todos os sistemas de defesa aérea russos destruídos pelo «Alfa» do SBU somente em 2025 é estimado em aproximadamente 4 bilhões de dólares.

Bónus 

O grupo internacional OSINT Oryx, confirmou, a destruição, em janeiro de 2026, pelas forças ucranianas, de 7 aviões e 2 helicópteros russos. Um número acima do habitual, de 3-4 aparelos russos abatidos mensalmente. Da acordo com o mesmo grupo, Ucrânia perdeu no mesmo período, 1 avião e 1 helicóptero: 

Faça click para consultar os dados


domingo, fevereiro 15, 2026

As ucranianas que trocaram a prisão pela vida digna de linha da frente

Anna “X”, e outras mulheres anteriormente encarceradas se dirigem a um campo de treino na região de Donetsk, em 2 de dezembro de 2025. Foto: Nadiia Karpova/Frontliner

As ucranianas que já estiveram presas se alistam nas FAU e agora servem na frente de Zaporizhzhia. Elas operam drones de ataque, mesmo tendo cumprido pena há poucos meses e trabalhado numa oficina de costura dentro da prisão. A Frontliner acompanhou a jornada delas desde a cadeia / o presídio até sua primeira missão de combate e explorou por que elas veem o exército ucraniano como sua segunda chance. 

por: Diana Deliurman, Frontliner (versão curta)

Três pessoas com roupas táticas, carregando pastas, caminham pelo pátio da prisão. Atrás das grandes janelas gradeadas da oficina de costura, os rostos de algumas mulheres podem ser vistos, observando os recém-chegadas com curiosidade. Quando os militares entram, uma multidão já aguarda na porta. As mulheres vestem roupas de estilos variados: algumas com sapatilhas/tênis, outras com sapatos de borracha ou botas de feltro. Suas cabeças estão cobertas com lenços coloridos. 

Um homem grisalho e em boa forma, usando óculos retangulares, começa a falar com as mulheres. Este é “Jazz”, o vice-comandante do Primeiro Regimento de Assalto, responsável pelo Apoio Psicológico. Ele visitou dezenas de penitenciárias na Ucrânia, recrutando muitos combatentes de assalto capacitados desde que uma lei foi aprovada permitindo a mobilização de reclusos. Hoje, a sua sua tarefa é diferente: convidar mulheres para se juntarem a uma companhia experimental feminina de operadoras de drones.

Comandante «Jazz». Foto: Diana Delurman

«Queremos acolher pessoas confiáveis ​​que queiram mudar algo em suas vidas», diz «Jazz».

Para ele, essas não são apenas palavras vazias. Ele acredita que o exército pode realmente oferecer uma segunda chance – algo que raramente acontece para aqueles com antecedentes criminais. «Jazz» aponta na direção a Oleksandra, uma jovem de uniforme militar que chegou à penitenciária com ele. No final do verão de 2024, ela recebeu liberdade condicional antecipada e ingressou no exército. Rapidamente conquistou a confiança do comando. Agora, como sargento, ela mesma recruta voluntárias para o batalhão.

Cinco de quarenta

Após o discurso, várias dezenas de mulheres se inscrevem para entrevistas, que são realizadas dentro da própria penitenciária. Algumas falam abertamente: decidiram seguir o exemplo de Oleksandra porque a conheceram pessoalmente. Mas um rigoroso processo de seleção as aguarda. O 1º Regimento de Assalto busca voluntárias sem dependência de drogas ou álcool. Os comandantes estão convencidos de que esses problemas «reduzem» o efetivo mais rapidamente do que os ataques inimigos. Outros requisitos incluem estar livre de doenças infecciosas graves, como tuberculose ou HIV-SIDA. 

Algumas mulheres mal chegam ao escritório, e «Jazz» logo percebe que talvez não estejam prontas para o programa. Um olhar para seus rostos costuma ser suficiente para ele reconhecer sinais de dependência. No entanto, ele conversa com a maioria das mulheres para confirmar se o caminho delas se alinha com o regimento. 

Elvira Alieva, nom de guerre «Niam-Niam», 29 anos

É uma órfã e estar cumprindo a pena sob o Artigo 115º do CP da Ucrânia – o homicídio. Diz que agiu em legítima defesa. Já cumpriu dois anos de sua sentença, restando cinco. Completou apenas sete anos de escolaridade e continua seus estudos na cadeia / no presídio.

A candidata Elvira, num centro correcional na região de Kharkiv,
em 24 de outubro de 2025. (Diana Delurman/Frontliner)

Quando Elvira sai da sala, os administradores da prisão aconselham os recrutadores a não aceitá-la no exército, alegando que está psicologicamente instável. Mesmo assim, “Jazz” vê potencial nela. 

“Ela não tem ninguém. Quero dar uma chance a essa menina/garota. Vamos aceitá-la”, diz ele resolutamente. 

Natalia, «Metys», 40 anos 

“Não passa um dia na prisão / no presídio sem que eu sinta culpa”, diz Natalia, que está presa há dois anos. Foi condenada pelo Artigo 185 – furto. Sob a lei marcial, as penas se tornaram mais severas, e Natalia foi condenada aos cinco anos. Seu tempo na prisão se tornou um ponto de virada – ela sentiu que havia chegado ao fundo do poço e estava convencida de que, por causa de seu passado criminoso, não teria futuro.

A recruta Natalia viaja do centro de detenção ao seu local de atuação na região
 de Kharkiv, em 14 de novembro de 2025. Foto: Nadiia Karpova/Frontliner

«Para mim, a mobilização de pessoas condenadas é um passo rumo a uma nova vida. Estou pronta para me dedicar totalmente a essa causa», diz Natalia. 

A voluntária Natalia fuma no intervalo entre as sessões de treino/amento
na região de Donetsk, 2 de dezembro de 2025. Foto: Nadiia Karpova/Frontliner

Logo, Natalia soube da decisão. Após duas entrevistas sem sucesso com outras unidades, ela foi aceita no exército. Ela não fazia ideia de para onde estava indo; as detentas são isoladas do mundo exterior e têm um conhecimento limitado sobre a guerra. Ela não sabia nada sobre o batalhão “Shkval” para o qual estava sendo mobilizada. No entanto, um pensamento lhe trouxe conforto: “Pelos meus filhos, eu não serei uma mãe presidiária, mas uma mãe soldado”, diz Natalia. 

Anna, «X» 

Ela havia sido presa aos 21 anos, cumprindo pena por homicídio, com previsão de libertação / soltura em 2028. Matou o seu agressor em legítima defesa. Até a audiência final, não acreditava que seria condenada à prisão [a atual legislação ucraniana estabelece a não existência de limite máximo de dano que pode ser infligido em legítima defesa]. Ela atribui o resultado à má representação legal.

A voluntária Anna “X”, viaja para o campo de treino/amento na região de Donetsk,
em 2 de dezembro de 2025. Foto: Nadiia Karpova/Frontliner

Antes de sair da prisão, não conseguia dormir. Deitada na cama, ouvia as batidas do próprio coração. Pela manhã, sua ansiedade só aumentava – depois de quatro anos atrás das grades, ela não fazia ideia de como seria a vida lá fora. Mas, no momento em que atravessou os portões da prisão com suas malas e entrou no veículo militar, uma sensação de calma a invadiu. 

“Tínhamos acabado de sair da prisão e eu já me sentia como se nunca tivesse estado lá”, lembra Anna.

Daria, «DShk», 24 anos 

Sua trajetória no exército não tinha sido fácil. Ela se alistou durante a primeira onda de mobilização de detentas, mas problemas disciplinares a levaram a ser transferida de unidade em unidade. Daria serviu na frente de Pokrovsk, preparando refeições para seus camaradas e prestando primeiros socorros. Foi lá que ela aprendeu em primeira mão o que significavam “evacuação médica”, o que significa “carga 300” e “carga 200”. 

[Nota do tradutor: Na terminologia militar ucraniana, “carga 200” ou simplesmente «200» é um código para militares mortos, enquanto “carga 300” ou «300» se refere aos feridos.]

Daria “DShK”, limpa sua arma após treino/amento no campo de tiro,
região de Donetsk, 2 de dezembro de 2025. Foto: Nadiia Karpova/Frontliner

Por fim, ela retornou ao “Shkval” do 1º Regimento de Assalto. Agora, Daria está passando por treino/amento pela segunda vez, junto com as novas recrutas, se requalificando como operadora de drones. 

A ideia de servir surgiu quando começou a mobilização dos detentos do sexo masculino. Ela estava com medo, mas acima de tudo, viu isso como uma chance de sustentar seus dois filhos pequenos, que haviam sido deixados aos cuidados da avó. 

“Esperei pelos recrutadores durante um mês inteiro. Eu adormecia pensando: ‘Por favor, venham’. Todos os dias, eu acordava às seis da manhã e me maquiava”, lembra Daria. 

Daria, cujo nom de guerre / codinome é “DShK”, é uma das integrantes mais otimistas do grupo, sempre animando as pessoas ao seu redor. Junto ao Em “Jazz”, Natalia revela gradualmente sua verdadeira personalidade como uma pessoa organizada e responsável. Ela mantém a casa em ordem e treina diligentemente no campo de tiro. Usou seu primeiro salário para comprar um kit de primeiros socorros tático. Anna, nom de guerre / codinome “X”, era inicialmente reservada, mas logo se entregou ao treino/amento. Elvira, a “Niam-Niam”, também está se abrindo aos poucos, embora seja mais difícil para ela. Ela admite que às vezes se arrepende de sua decisão, sentindo-se deslocada. 

Treino/amento 

“Devemos pegar a munição?”, pergunta Natalia à sargento Oleksandra, a “San Sanych”. 

“Não, vamos atirar com pedrinhas”, responde ela sarcasticamente. 

A recruta Anna aplica maquiagem pela manhã antes do treino,
região de Donetsk, 15.11.2025. Foto: Nadiia Karpova/Frontliner

A sargento “San Sanych”, também conhecida como Sashka, pode ser ríspida, mas as mulheres não se ofendem. Pelo contrário, elas a respeitam e frequentemente expressam sua gratidão a ela e aos comandantes por lhes darem uma segunda chance de provar seu valor. “A equipa/e que temos hoje se formou graças a uma pessoa. Essa pessoa é a Sashka”, diz Natalia.

Anna “X”, treina no campo de tiro na região de Donetsk,
em 2 de dezembro de 2025. Foto: Nadiia Karpova/Frontliner

O SUV deixa as mulheres perto do campo de treino/amento. Elas seguem para a linha de tiro, arrastando as botas na lama. Carregam pesadas caixas de munição. Antes do início dos disparos, as mulheres estão nervosas – ainda não estão acertando o alvo com consistência. Daria, a“DShK”, as anima: “Está tudo bem, meninas, ainda estamos aprendendo. Vamos acabar fo**ndo estes fod***ões.”

Primeiro contato com a guerra real 

Há várias semanas, durante o período mais frio do inverno, as ex-prisioneiras estão estacionadas perto da zona cinzenta na frente de Zaporizhzhia, aguardando suas primeiras missões de combate. Há pouco tempo para reflexão: elas precisam se adaptar à vida em condições extremas, treinar e continuar seus estudos. A perseverança das voluntárias é um alívio para seus instrutores. “Morf”, que os ensina a operar drones, diz: “Vejo que estão se esforçando. Elas têm motivação, então vão conseguir. Nesses três meses, nenhuma deles desistiu de uma missão de combate.”

Natalia “Metys”, após sua primeira missão em posições na linha de frente,
região de Zaporizhzhia, 26 de janeiro de 2026. Foto: Nadiia Karpova/Frontliner

Uma semana depois, Natalia deixou a linha de frente. O rosto ainda está marcado por queimaduras de frio, e seu corpo está coberto de lesões e bolhas causadas pelo frio e pelo estresse. Ela não tem certeza se está pronta para voltar à linha de frente. Mas, quando receber ordens, ela irá. 

“Não posso dizer que gostei de estar nas posições de combate. Mas a porta do ‘acampamento’ se abriu, e ainda tenho algo a fazer. Então, quero fazer o que puder”, diz ela. 

Ela tentou preparar suas amigas para o fato de que a linha de frente não era nada como eles imaginavam. Queria transmitir o que havia aprendido, mesmo sabendo que, na verdade, isso era impossível. A linha de frente é imprevisível. 

Elvira «Niam-Niam» e Maryna «Chuzha» treinam o uso de drones de ataque Mavic,
região de Zaporizhzhia, 13 de janeiro de 2026. Foto: Nadiia Karpova/Frontliner

Depois de Natalia, foi a vez de Anna ser transferida para as posições de linha de frente. Na noite anterior à sua missão, seus camaradas a ajudaram a arrumar as malas: água, comida para dois dias, bebidas energéticas, aquecedores de mãos, munição, roupa térmica extra, dois pares de luvas e cinco pares de meias, que seriam trocadas frequentemente para proteger seus pés do frio intenso. Anna também levou um espelho de bolso e um pouco de base. Suas camaradas brincaram dizendo que parecia que ela estava se preparando para um casamento. 

Anna percorre 15 quilômetros a pé em um dia. Ela atravessa aldeias devastadas, onde não resta ninguém. Ao cair da noite, ela comunica pelo rádio: “Chegamos à posição”. Duas semanas a aguardam, pressionada contra o inimigo, onde a sobrevivência depende de habilidade, força e sorte. 

  • Texto: Diana Deliurman
  • Fotos: Nadiia Karpova, Diana Deliurman
  • Tradução portuguesa: Universo Ucraniano
  • Ler: o original em inglês e ucraniano

sábado, fevereiro 14, 2026

Selver Hrustić: primeiro cidadão da Bósnia capturado pelas forças ucranianas

Selver Hrustić, o 1º POW bósnio na Ucrânia. Foto: Detektor

Selver Hrustić é o primeiro cidadão da Bósnia e Herzegovina a ser capturado pelas forças ucranianas. Sua história é um exemplo trágico do que aguarda aqueles que buscam soluções para seus problemas na rússia e/ou que procuram ajuda do estado russo.


O muçulmano bósnio de 35 anos alistou-se voluntariamente no exército russo em setembro de 2025. Sua principal motivação eram os problemas legais (drogas e crimes violentos) que enfrentava em Bósnia e na Alemanha. Hrustić não havia conseguido obter asilo na Alemanha e esperava que, ao participar da guerra colonial russa contra a Ucrânia, as autoridades russas o ajudassem nessa questão (Sic!) Desnecessário dizer que este «plano infalível» não resultou e os russos não o ajudaram. Também será desnecessário de dizer, que as portas da Alemanhã ficaram, fechadas, definitivamente para Selver. 

Após ingressar no exército russo, Selver ficou chocado com o quanto suas expectativas divergiam da realidade. Os «carrascos da NATO/OTAN» na realidade não passavam de uma «trituradora de carne», gerida por gente sádica e mesquinha. Os russos, vezes sem conta, usavam a mesma tática de tentar vencer, mandando a infantaria mal preparada e sem nenhum apoio tático contra as posições ucranianas, sem mínima tentativa de preservar o pessoal, e os comandantes nem sequer consideram os mercenários estrangeiros como seres humanos: «eles sempre nos mandavam pela mesma rota, onde drones [ucranianos] nos matavam no mesmo lugar. Isso durou três meses. Eles nem pensaram em mudar o seu plano». 

Segundo os dados do Centro Estatal de Prisioneiros de Guerra da Ucrânia, cerca de 200 homens provenientes dos Balcãs nos últimos 4 anos lutaram do lado da rússia. 

Recomendamos, mais uma vez, que todos os estrangeiros com ilusões sobre a rússia e as suas perspectivas naquele país releiam a entrevista de Selver Hrustić: em inglês ou em bósnio.

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sexta-feira, fevereiro 13, 2026

A enciclopédia ilustrada dos horrores e abominações do GULAG soviético

A fazendeira e escritora Eufrósínia Kersnovskaya passou 12 anos da sua vida aprisionada no GULAG soviético. Produziu centenas de pinturas, que com a precisão fotográfica mostram os horrores e abominações dos campos de concentração comunistas da União Soviética. 

Eufrósínia Kersnovskaya

Há uma verdadeira enciclopédia nessas imagens. Elas contêm um material tão informativo que nenhum memorialista consciencioso ou coleção de documentos poderia fornecer. O olhar perspicaz da artista captura situações que jamais poderiam ser registradas por fotografia e cinema (fotógrafos e cinegrafistas eram simplesmente proibidos no GULAG): a vida em confinamento solitário e celas compartilhadas, os horrores dos embarques, as etapas, a vida nos campos de Estaline, o trabalho dos prisioneiros em hospitais e serrarias, em necrotérios e nas minas, escreve blogue Antisovetsky

Chegada de uma nova etapa ao «campo corretivo-laboral» do GULAG
Kersnovskaya se lembra de tudo — como eram as parashas (latrinas), como os prisioneiros se vestiam, como aconteciam os interrogatórios, os shmons (rusgas), as lutas corporais, a lavagem nos banhos públicos e as rotinas de necessidades fisiológicas, os enterros dos mortos, os amores e romances.

«Descanso curto ao caminho da cova»

Com uma lapidação precisa, ela retrata seus anos de GULAG e nos trabalhos forçados, seus camaradas na desgraça e seus carrascos. Todos os tipos de personagens existem nesses desenhos: guardas prisionais, urkas (criminosos), professores doutores, delatores, presos especiais, menores, dokhodyagi (quase-mortos), camponeses, zhuchkas ((1) jovem prostitutas; 2) ladras; 3) concubina fieis)), brigadeiros laborais, koblas (lésbicas ativas), padrinhos (oficiais do NKVD encarregados da segurança interna dos campos), prostitutas. E tudo isso foi capturado por Kersnovskaya com precisão cinematográfica. Quase não há estática – tudo se move, age, vive, nas suas imagens. A carga psicológica e emocional das imagens está no limite! 

«Dúzia dos quase-mortos são levados aos trabalhos» 

Eufrósínia nasceu em em 1908 no sul da Ucrânia, em Odessa. Sua mãe era professora de inglês e francês. Seu pai era advogado e criminologista. Eufrósínia recebeu uma excelente educação e falava nove idiomas, no entanto optou por se formar em veterinária. 

Fugindo dos horrores do comunismo e do terror vermelho, após a queda da República Popular da Ucrânia (UNR), família conseguiu fugir à Romênia. Lá, na região de Bessarábia, perto da cidade de Soroki, na vila de Tsepilovo, ficava uma propriedade da família. No final da década de 1930, seu pai faleceu. A filha e a mãe teriam continuado morando em sua casa até que em agosto de 1939, a Alemanha nazi e URSS comunista assinaram um pacto de não agressão, que dividia as suas «esferas de influência» na Europa Oriental. O Exército Vermelho veio do oeste, e as pessoas da sua «esfera de influência» foram enviadas para a Sibéria em vagões de gado. Kersnovskaya também foi deportada, por ser «uma proprietária» e representante de uma «família rica». Ficou presa de 1942 a 1952, período durante o qual lavava roupas de cama de hospitais, passou pelo localidade de Zlobino, como ela chamava de «mercado de escravos de Norilsk». 

Uma lição de «economia» socialista 

«Aqui, crianças estão espalhadas em fila ao longo de um campo de trigo não colhido, a professora está explicando algo... Finalmente, entendi: essas crianças magras e famintas estão queimando o trigo...»

«... Galopando pelo campo... Não sei quem era. Aquele cavaleiro parecia mais um oprichnik! Só que na sela não havia uma cabeça de cachorro ou uma vassoura, mas um monte de mochilas. O que está acontecendo? O que aquelas crianças magras e as velhas fizeram de errado enquanto colhiam espigas de milho? Elas me explicaram na aldeia: 'Não recebes nada por um dia de trabalho. Quando você colhe espigas de milho, pode levar/pegar até 10 quilos... 

Mas as espigas de milho vão se perder de qualquer jeito! – 'Vão se perder mesmo. Mas se você permitir que colham as espigas de milho, ninguém vai trabalhar? Ou talvez elas deixarão as espigas [no campo] de propósito.'» 

Uma lição de alfabetização política 

Quando Kersnovskaya estava numa prisão na região de Altai, ela aprofundou os seus conhecimentos políticos. Ela escreve: «Uma jovem que saiu para passear conosco foi presa por não denunciar um homem que, usando quinze fósforos, formou o número «fatal» 666, depois a palavra «serpente» e, finalmente, «Lenine». Para mim, com minhas «limitações europeias», parecia que [cidadão] só se podia ser responsabilizado por seus próprios atos. Comecei a perceber, com dificuldade, que aqui, neste país, até mesmo palavras ditas são consideradas um crime. Mas ser mandada para a prisão por algo que se ouviu — não! Isso supera qualquer coisa que um louco possa imaginar em meio ao delírio!»

Uma lição de ateísmo

«Às vezes, um grupo [de mulheres] se reunia na pocilga... Uma vez, Irma Melman trouxe uma coleção de poemas antirreligiosos. É difícil dizer qual desses poemas era o mais estúpido e vulgar». 

«Qual a minha opinião sobre essa 'poesia'?», você pergunta. 

«Bem, uma pocilga é o lugar mais apropriado para ler tais poemas. Uma lixeira serviria igualmente bem...» Dei de ombros, respondendo às perguntas de Irma Melman, e fui alimentar os leitões. Longe de pensar que isso selava meu destino... Fui acusada de agitação antissoviética e atividade subversiva em uma granja de porcos, e também de ódio ao 'orgulho da poesia soviética — Maiakovski'." 

Sob essa acusação Eufrósínia Kersnovskaya foi enviada para Norillag.

Uma lição de «racionalização» soviética (a experiência de Norillag

Antes da II G.M., os prisioneiros eram enterrados em caixões rudimentares; durante a guerra, o número de cadáveres aumentou tanto que inventaram o chamado carro funerário — uma caixa sobre rodas onde os cadáveres nus eram colocados, em forma sobreposta. Ironicamente, o inventor desse «carro funerário» morreu subitamente e estava em uma das primeiras viagens. Em 1947, começaram a transportar prisioneiros em caixões novamente dos quais, aliás, eram lançados/jogados às valas comuns. 

«No momento da chamada todos devem estar presentes, Mesmo os mortos» 

Uma lição de humanismo socialista 

Enquanto trabalhava no hospital central do campo de prisioneiros de Norilsk, sua primeira morte ocorreu em serviço. «Um tártaro, originário da Crimeia, estava morrendo. Reunindo suas últimas forças, ele se sentou, me chamou e disse: 'Irmã! Aqui está o endereço da minha esposa... Escreva para ela.' Eu fiz o que ele pediu. Me meti em encrenca por isso! Mal sabia eu que um prisioneiro moribundo não tem o direito de se despedir — nem mesmo por carta — de sua família? Se eu ousar relatar outra morte, eles me mandarão para um campo penal para cavar areia». 

Uma lição sobre a verdade comunista

Em 1960, sete anos após a morte do Estaline e em pleno «degelo» de Khruschev, Eufrósínia Kersnovskaya, uma operária de explosivos da mina 13/15, escreveu uma carta ao jornal da cidade «Zapolyarnaya Pravda» sobre violações de normas de segurança no trabalho. Uma prestigiosa comissão, a pedido da redação, verificou os fatos e concluiu que a denúncia era uma calúnia contra cidadãos soviéticos.

No texto publicado em resposta, Eufrósínia foi acusada de «maldade», de ser proveniente de uma família rica e que os seus pais «fugiram para o exterior». O texto a acusava de «malícia contra tudo o que é soviético, herdada de seus pais», dizia que ela «apoia abertamente os nazistas» (?) e que «mesmo depois de cumprir sua pena, continua seu trabalho sujo» (?). Em resumo, os mineiros soviéticos estão lutando pelo título de uma mina de trabalho comunista, e Eufrósínia «ainda tem veneno nos lábios» (artigo se chamava «Uma Mosca Não Pode Eclipsar o Sol»). 

Houve então uma reunião no local de trabalho de Eufrósínia Kersnovskaya, mas as autoridades soviéticas sofreram uma derrota esmagadora: os mineiros saíram em sua defesa. Disseram que Kersnovskaya era uma excelente técnica de explosivos, uma camarada confiável e uma pessoa bondosa. A tentativa de prisão da investigadora fracassou... Então ela foi «aconselhada» a deixar Norilsk. Pediu para trabalhar por mais um ano e quatro meses até completar o tempo que lhe permitiria se reformar/aposentar mais cedo. O pedido foi negado. Assim, ela deixou para sempre a odiada Norilsk em 1959.

Um selo postal da Moldova, dedicado à Eufrósínia Kersnovskaya

Eufrósínia Kersnovskaya morreu em 8 de março de 1994 na cidade russa de Yesentuki. Autora de um livro de memórias (2.200 páginas manuscritas), acompanhado por 700 desenhos, sobre sua infância em Odesa e na Bessarábia, sua deportação e a sua prisão no GULAG. O texto completo das memórias de Evfrosinia Kersnovskaya, em seis volumes, foipublicado somente em 2001–2002.

Ler o livro de suas memórias «Quanto custa uma pessoa», +18, em russo


⚡️✊A vida e o treino da Kraken — a unidade ativa da GUR MOU

O treino é a chave para uma missão bem-sucedida, garantindo as vidas salvas. Os homens de Kraken dedicam todo o seu tempo livre a aperfeiçoar as suas capacidades para serem ainda mais eficazes no campo de batalha, prevendo as movimentações dos ocupantes russos. 








Aderir à unidade (faça click na ligação ativa), atenção: destinado apenas aos civis.

Bónus 

Imagens exclusivas da operação no Mar Negro do Departamento de Operações Ativas do GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia (GUR MOU), realizada em agosto de 2025: as equipas das forças especiais de inteligência militar ucraniana foram ao mar e atacaram, com sucesso, os alvos militares de forças de ocupação russas. 

Como resultado do ataque ucraniano, com uso de drones FPV e outros drones de combate, as unidades da GUR destruíram os seguintes alvos russos:

  • Embarcação do tipo BL-680;
  • Radar «Harpoon-B»;
  • Sistema de guerra eletrónica «Groza».

quinta-feira, fevereiro 12, 2026

☠️❗️ Forças ucranianas liquidam dois mercenários da Nigéria

No leste da Ucrânia cresce sigificativamente o número de mercenários africanos abatidos. Os africanos recebem o «treino» ultra-mínimo e são usados, propositadamente, em ataque frontais, somente para os ocupantes russos tentarem detectar a posição das linhas defensivas ucranianas. 

Na região de Luhansk, oficiais da inteligência militar ucraniana GUR MOU descobriram os corpos de dois cidadãos da República Federal da Nigéria — Hamzat Kazeen Kolawole (nascido em 03/04/1983) e Mbah Stephen Udoka (nascido em 07/01/1988).

Declaração do Mbah Stephen Udoka
em substituição da sua caderneta militar

Ambos serviram no 423º regimento de fuzileiros motorizados da guarda (unidade militar Nr. 91701) da 4ª divisão de tanques da divisão «Kantemirov», outrora uma unidade da elite do exército soviético e depois russo. 

Ambos assinaram contratos de 1 ano com o exército russo no segundo semestre de 2025: Kolawole em 29 de agosto e Udoka em 28 de setembro. Udoka, na verdade, não teve nenhum treino/amento — apenas cinco dias depois, em 3 de outubro de 2025, foi colocado numa unidade russa e no mesmo dia enviado aos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia.

Recibo do Hamzat Kazeen Kolawole: «no caso da recusa de assinar o contrato, você será levado à polícia e depois irá esperar, em cârcer, durante muitos meses a deportação e será interdito de visitar a federação russa para sempre. Você também terá que pagar o custo do seu bilhete de ida e volta».

Os documentos sobre o treino/amento de Kalawole não são disponíveis, mas, muito provavelmente ele também não passou por nenhum treino/amento militar. Homem deixou a esposa e três filhos órfãos na Nigéria.

Ambos os nigerianos morreram no final de novembro de 2025 numa tentativa de atacar as posições ucranianas na região de Luhansk. Nem sequer entram em combate — os mercenários foram eliminados por drones ucranianos.

O Ministério da Defesa da Ucrânia alerta cidadãos estrangeiros contra viagens à federação russa e aceitação de qualquer trabalho/emprego no território da rússia. Uma viagem à rússia é uma chance real de acabar num destacamento de ataque kamikaze, para no fim, apodrecer algures no solo ucraniano.

Blogueiro: nota-se uma certa mudança nas táticas e atitudes russas em relação aos mercenários estrangeiros. A falta do pessoal fez com que os tempos já curtos de preparação militar foram encurtados aos absolutamente mínimos. Como neste caso, em que entre assinatura do contrato e colocação no terreno se passaram apenas 5 dias. Os mercenários estrangeiros começaram a receber para assinar algum documento em inglês, para evitar a possibilidade deste mesmo mercenário alegar que não sabia o que assinava, pois não sabe ler russo. Os mercenários estrangeiros já nem sequer recebem as cadernetas militares, em vez disso, uma simples folha A4 com sua foto e carimbo. Por fim, os papeis que os mercenários assinam, mencionam que o seu contrato é de 1 ano, só que ninguém lhes explica que o contrato pode ser prorrogado pela simples decisão do comandante, por tempo indefinido, até o fim da «operação militar especial», ou seja, até o fim da guerra colonial russa na Ucrânia.

Propaganda russa dirigida aos zimbabweanos

O exemplo da propaganda/publicidade russa de um dos centenas de recrutadores russos em África dirigida ao público de Zimbabwe. O objetivo são os países mais pobres do continente africano, onde são construídas as redes de recrutamento. Nas redes sociais são publicados anúncios prometendo muito dinheiro para trabalhar na rússia. Em alguns casos, anunciam diretamente o serviço militar, mas, com mais frequência, oferecem o «treino»/«treinamento» (por exemplo, na fabricação de drones em Alabuga) ou outros empregos civis, por exemplo, na construção civil, com salários que, na rússia, na realidade só são pagos aos informáticos ou aos mercenários da guerra colonial russa. 

O recrutamento russo dos zimbabweanos

As redes de recrutamento são construídas com base no princípio do marketing multinível: indique um amigo e ganhe uma comissão. Quanto mais você recruta, mais dinheiro ganha. Os recrutadores costumam prometer de 500 a 700 dólares por cada recrutado. Naturalmente, omitem o fa(c)to de que os recrutados se tornarão tropas de ataque após 5-15 dias de preparação. Os recrutadores russos costumam prometer que os recrutados serão «assistentes militares» sem necessidade de participar em combates. O principal conseguir a assinatura do contrato. Depois disso não há voltas à dar, os que recusam a combater, ou são maltratados nas cadeias ilegais russos ou, então, podem tentar escapar, se entragando às forças ucranianas. 

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JO 2026: a lembrança não é uma violação!

Os militares das Forças Armadas da Ucrânia (FAU) apoiam os atletas e membros da equipa/e olímpica ucraniana, que recordam ao mundo dos desportistas ucranianos mortos por ocupantes russos. 
Olena Smaha, competidora ucraniana de luge




Particularmente, os militares apoiaram o atleta ucraniano Vladyslav Heraskevych, que compete no skeleton e usa um capacete com as imagens dos 31 atletas ucranianos de alta competição que foram mortos pelos ocupantes russos desde 24.02.2022. Desde início dos JO, Vladyslav está em luta constante e desigual luta contra a burocracia do COI, que usa todos os meios para tentar-lhe proibir a mostrar as imagens dos desportistas ucranianos mortos. 




O Art. 50º do estatuto do COI proibe a exibição das declarações políticas, de descriminação racial, etc. Nada disso acontece neste caso, ou como dizem as imagens «a lembrança não é uma violação!»

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

O putlerista polaco foi brutalmente morto no cativeiro russo por ser um polaco

A pedagógica história do cidadão polaco/polonês Krzysztof Galos, brutalmente torturado e assassinado em cativeiro russo. Ironicamente, ele veio à Ucrânia para confirmar se «realmente havia uma guerra». Não estão totalmente claro como ele caiu nas mãos dos ocupantes russos, mas a sua morte um fa(c)to. 

«Meu tio não conhecia ninguém na Ucrânia. Ele negava constantemente que houvesse uma guerra de verdade acontecendo lá e dizia que era uma invenção da propaganda ucraniana», explicou a sobrinha do polaco/polonês, citada pelo jornal polaco/polonês Gazeta Wyborcza

Os POW ucranianos libertados que estavam no centro de detenção preventiva (SIZO Nr. 2) de Taganrog na época em que Galos foi levado para lá (verão de 2023) contaram a jornalistas que os executores russos ficaram eufóricos ao perceberem que haviam capturado um «polaco/polonês de verdade». Como psicopatas, eles literalmente começaram a competir em torturá-lo. Krzysztof era espancado todos os dias. Eles o espancaram com particular ferocidade simplesmente por ele só saber falar polaco/polonês e não dominar o russo. Durante os abusos, os guardas russos o insultavam, promentendo invadir a Polónia: «Vocês são os próximos — não fiquem relaxados, vocês perderam o medo, lá na sua Europa. Não relaxem! Nós vamos vós pegar!» 

Galos nunca recebia os cuidados médicos adequados, uma vez ele foi espancado no preciso momento em que um paramédico colocava a ligadura / enfaixava a sua cabeça! Naturalmente, nessas condições, o homem de 55 anos estava condenado e não durou nem um mês sob custódia russa. Após mais uma surra desferida pelos russos com marretas de madeira, Krzysztof sentiu-se mal, perdeu a consciência e foi retirado de sua cela, já à beira da morte. Seus companheiros de cela foram então forçados a assinar as declarações afirmando [não sendo médicos] que a morte do polaco/polonês se deu devido às «causas naturais». 

É revelador também que, quando, mais de dois anos depois, as autoridades polacas/polonesas souberam da morte de Galos, o lado russo ignorou todos os pedidos da Varsóvia. O corpo de Krzysztof ainda (Sic!) não foi devolvido, e sua família nunca recebeu qualquer confirmação oficial da sua morte. Este comportamento característico russo, tanto no tratamento dos POW/reféns civis vivos, quanto dos mortos tornou-se uma marca registrada da rússia moderna. O novo Gulag russo triturou mais uma pessoa e, claramente, obteve uma satisfação sádica adicional pelo fato de vítima ser um «membro da NATO/OTAN». 

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RSF: mais de 175 jornalistas vítimas de ocupação russa da Ucrânia

Organização internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF) documentou mais de 175 casos de abuso contra jornalistas que configuram crimes de guerra, cometidos pela rússia desde o início da invasão russa em larga escala em 24.02.2022. 

Desde 2022, as forças russas mataram 16 jornalistas: 15 em território ucraniano e uma jornalista, Viktoriya Roshchina, na rússia, enquanto estava sob custódia russa numa prisão russa. 

Em 2025, três profissionais da mídia foram mortos em ataques de drones FPV russos – o fotojornalista francês Antoni Lallican e dois jornalistas do canal FreeDom TV – Alyona Gramova e Yevgeny Karmazin. 

Pelo menos 53 jornalistas ucranianos e estrangeiros ficaram feridos no exercício de suas funções profissionais. 26 profissionais da mídia ucranianos ainda estão em cativeiro russo, onde são submetidos a pressão física e psicológica. 

Em 2025, três jornalistas foram libertados do cativeiro russo: Vladyslav Yesypenko, Dmytro Khylyuk e Mark Kaliush. 

A RSF também registrou 25 ataques a torres de televisão com o objetivo de interromper a disseminação de informações confiáveis ​​de fontes locais e independentes. Em 2025, documentou dois novos ataques – a torres de televisão em Dnipro e Chernihiv. 

Ler e ver mais: https://rsf.org/en/175-journalists-victims-abuse-ukraine