Na noite de 8 de junho os drones ucranianos atingiram, com sucesso, o depósito/base de petróleo de Semikolodezyanskaya, situado na aldeia de Lenino, na Crimeia ocupada. Os mísseis ucranianos
também atingiram a ponte de Chongar, a ligação rodoviária entre Ucrânia continental e a Crimeia.
A ponte de Chongar atingida pelos mísseis ucranianos
O local da base petrolífera de Semikolodezyanskaya: 46.05505 34.79948
A base foi atacada pela unidade de SSO-SOU, que além de Semikolodezyanskaya, também atingiu o terminal petrolífero marítimo de Feodosia, também na Crimeia
ocupada.
As autoridades ilegítimas da ocupação russa da Crimeia precisam de fazer as malas, enquanto ainda é possível sair da península por rede ferroviária/ferrovia
e pontes, porque já começaram a aparecer alguns buracos por lá.
A fábrica/base petrolífera de Ust-Labinsk, continua a arder pelo segundo dia consecutivo, após a imposição das sanções ucranianas. Os russos
devem estão muito satisfeitos com o decorrer da «operação militar especial», a chamada SVO do putin.
A fábrica/base petrolífera de Ust-Labinsk
Nos territórios ucranianos temporariamente ocupados, as restrições à circulação de veículos impostas pelas autoridades ilegítimas estão
em vigor há vários dias, mas, como podemos ver, os condutores continuam a tentar a sua sorte, e o resultado está à vista no vídeo. Aqui, o drone de ataque atingiu em cheio o local do condutor;
as hipóteses de sobreviver a um ataque destes são menos que mínimas...
Aos 27 de maio de 1987, na auge de Perestroika, o piloto reformado/aposentado, ucraniano Roman Svistunov, desertou da Letónia soviética para a Suécia, a bordo de um avião agrícola,
o An-2P.
Um An-2 típico
Roman Svistunov (nascido em 1963), chamado na imprensa sueca de Svistonov, de acordo com as regras gramaticais suecas, tinha na altura 24 anos. Vivia em Mykolaiv na Ucrânia. Era casado e tinha uma filha e um filho, mas já não
vivia com a família. Tinha patente militar de tenente, mas foi dispensado do exército soviético e transferido para a reserva, após disso, ingressou na aviação
civil, onde trabalhou como piloto de aviões agrícolas.
Como Svistunov relatou mais tarde, depois de ter sido dispensado e transferido para a reserva, sentiu injustiçado, começando odiar o regime soviético. A sua mãe,
que não gostava do regime soviético, também o pode ter influenciado. Assim, já por volta de 1984, Roman decidiu fugir para Ocidente.
Algumas semanas antes da sua fuga, ele visitou um ex-colega na Letónia, que também era piloto. É possível que, durante este período, Svistunov, fazendo-se
passar por mecânico, tenha conseguido fazer amizade com o pessoal do aeródromo.
Na noite de 26 para 27 de maio, Roman Svistunov e o seu amigo, guarda do aeródromo do kolkhoze letão de «Druva», estavam a beber. Quando o guarda ficou embriagado,
Roman, sob o pretexto de realizar a manutenção da aeronave, entrou, no aeródromo, guardado por uma cerca semi-caída, onde embarcou num An-2R agrícola desocupado, aparelho número 70501,
e ligou o motor. Ao ouvir o barulho, o guarda correu para o exterior, sacou a sua espingarda mas não chegou à disparar. Às 5h10 o voo 70501 descolou em direção ao Mar Báltico.
A distância entre a costa da Letónia e a ilha de Gotland
Svistunov não foi o primeiro a pensar em fugir da URSS para a Suécia num avião agrícola: exactamente quatro anos antes, a 27 de Maio de 1983, o piloto letão
Voldemārs «Valdis» Vanags, de Riga, comandante de voo, também usou um An-2 na fuga para Gotland. As autoridades suecas devolveram a aeronave à URSS, mas o piloto recebeu asilo político.
No entanto, ficou na Suécia por cerca de um ano e depois voltou à União Soviética em junho de 1984, onde foi preso, cumprindo algum tempo ora na cadeia, ora no hospital psiquátrico de Riga (conhecido popularmente como «hospital na rua Tvaika»), isso é, apesar de promessa de perdão, dada pelas autoridades soviéticas.
Para evitar tentativas de fuga semelhantes, o Ministério da Aviação Civil emitiu uma instrução de obrigatoriedade de reduzir o nível de combustível
das aeronaves durante as operações aéreas. Além disso, a mesma instrução imponha o desligamento da bateria, para impedir o funcionamento do motor. No entanto, Svistunov sabia tudo
disso e percebeu que o avião estava com pouco combustível, mas isso não o demoveu.
O seu voo sobre o Mar Báltico durou mais de duas horas, durante as quais o avião percorreu aproximadamente 350 km. Junto à ilha de Österngarnsholm, o motor do avião
começou a falhar, devido à falta de combustível e, de seguida, parou completamente, levando o piloto a decidir amerissar.
Anteriormente, a força aérea sueca tinha detetado no radar uma pequena aeronave a voar em baixa altitude em direção à Suécia. Dois caças F-17
Kallinge foram enviados do aeródromo de Ronneby para a intercetar. No entanto, quando as aeronaves militares chegaram, o An-2 já tinha caído na água a aproximadamente 100 metros da costa leste da
ilha sueca de Gotland, perto da aldeia de Östergarn, e logo afundou a uma profundidade de 4 metros.
O piloto conseguiu sair da cabine de pilotagem e nadou o resto do percurso. De seguida, achou uma casa na costa, onde levou a roupa seca. Foi ali detido por Lars Flemström, um piloto de
helicóptero que chegou depois de pescadores terem reportado a queda do avião perto da costa. Roman foi levado de helicóptero para a esquadra de Visby para interrogatório, onde solicitou asilo político.
Em depoimento à polícia, Roman Svistunov disse que planeava fugir da URSS há muito tempo, mas inicialmente recusou-se a explicar os seus motivos. Disse ainda que deixou
para trás a mulher, Marina, e filhos: Kristina, de três anos, e Denis, de oito meses. Nas entrevistas posteriores Roman contou que a sua família tinha conhecimento dos seus planos de fuga, mas não
alinhou, achando demasiadamente arriscado. A polícia sueca informou ainda que Svistunov se queixou de dores no peito, mas que, de resto, estava bem de saúde.
Primeira publicação soviética sobre o caso: «No dia 27 de maio um avião An-2 do Aeroflot foi levado à Suécia. Essa ação criminosa...»
Quando a notícia da fuga se espalhou pela URSS, a 28 de maio, Roman Svistunov foi acusado de sequestrar o avião, e a Suécia foi presssionada pelo regime soviético
para devolver o piloto e a aeronave. Nesse mesmo dia (28 de maio), a agência soviética TASS publicou informações sobre as acusações contra o piloto, exigindo a sua extradição
para a União Soviética. Contudo, no momento da publicação, a embaixada sueca já havia encerrado o expediente, pelo que não houve resposta imediata. Um funcionário da embaixada
soviética e um representante do Ministério da Aviação Civil da URSS (proprietário da aeronave) também se deslocaram a Visby para se encontrarem com o fugitivo, mas este recusou terminantemente
a oferta.
Artigo no jornal soviético «Izvestia» sobre o caso Svistunov
Ao mesmo tempo, a propaganda soviética começou a denegrir Svistunov, alegando que, após se ter dispensado da aviação, vivia de rendimentos ilícitos
e estava envolvido no chamado «mercado paralelo». No entanto, quando a Suécia questionou os soviéticos sobre o motivo da demissão de Roman da aviação, não foi dada qualquer
resposta adequada.
A Suécia não extraditou Roman Svistunov, mas um tribunal sueco condenou-o a dois anos de prisão suspensa; no dia 4 de setembro, recebeu uma autorização de
residência. Roman trabalhou durante dois anos na pizzaria-restaurante Söderports, seguidos de mais um ano noutra pizzaria. Em 1990, deixou Gotland para trabalhar como chef noutros países europeus. Em 1992,
Svistunov regressou à Suécia, mas não sozinho, mas sim com a sua família ucraniana de Mykolaiv (a sua mulher e os filhos).
Alguns anos mais tarde, o An-2 foi içado e entregue a Gotland, onde uma equipa composta por Nils-Åke Stenström, Thor Carlsson e Lars Boström passou dois anos a restaurá-lo.
An-2P do Svistunov após ser retirado do Mar Máltico
A 28 de maio de 2016, para assinalar o 29º aniversário da fuga, foi inaugurada uma exposição dedicada à história soviética no Museu da Defesa
de Gotland, em Visby, tendo o voo número 70501 como uma das principais peças expostas.
Roman Svistunov em 2016
Um dos convidados da cerimónia de abertura, surpreendentemente, foi o próprio Roman Svistunov, que se destacou da multidão e abraçou Stenström, um dos homens
que restaurou a aeronave sequestrada. Quando perguntaram ao ex-sequestrador se alguma vez tinha considerado a possibilidade de uma exposição como aquela enquanto pilotava um pequeno avião sobre o mar,
Roman respondeu: «Não estava a pensar em nada. Só queria sobreviver».
A 27 de maio de 1973, o mecânico soviético Yevgeny Vronsky realizou, com sucesso, a sua ideia de desertar para o Ocidente ao bordo de um bombardeiro Su-7BM. O seu plano era simples: levantar
voo do aeródromo Großenhain, na RDA e voar para Alemanha Ocidental.
Su-7BM com número «52» usado pelo Vronsky
Para contornar o seu problema maior, de não ser um piloto, o 1º tenente Vronsky conseguiu fazer amizade com um instrutor que ensinava pilotos em simuladores especiais e pôde praticar nas horas vagas. Após a sua fuga descobriu-se que Yevgeny, de apenas
23 anos, praticava mais tempo no simulador do que os pilotos soviéticos dos Su-7BM, dominando facilmente as habilidades básicas de pilotagem. É certo que só aprendeu a descolar e a controlar uma aeronave no ar; não sabia como aterrar. Contudo, este aspecto crucial da pilotagem
não influenciou a sua decisão de voar para Ocidente.
Uma vez levantando o voo, Vronsky, subiu a uma altitude de 500 metros e voou a baixa velocidade em direção à Alemanha Ocidental. Ignorou as instruções e não
recolheu o trem de aterragem, temendo que a aeronave perdesse o equilíbrio.
Local da queda do Su-7BM do Vronsky
O comando da Força Aérea Soviética emitiu uma ordem imediata para interceptar o fugitivo, enviando para o tal 32 (!) caças intercetores. No entanto, Vronsky nunca
foi detetado, provavelmente devido à sua baixa altitude de voo. Após atravessar a fronteira, piloto simplesmente se ejetou. Aterrou quase ao lado do avião acidentado. Os habitantes locais ofereceram-lhe
ajuda.
A União Soviética exigiu a sua deportação forçada, o pedido que foi negado. O piloto não fez declarações políticas. Em entrevistas
à imprensa, afirmou simplesmente que tinha planeado a sua fuga com antecedência, até aos mais pequenos detalhes. O seu destino posterior é desconhecido.
Ucrânia continua com a sua campanha de desmilitarização da região de Leninegrado, atingindo novamente o Kronstadt e o aresenal da marinha russa em Velikaya Izora. Em
Ust-Labinsk, na região de Krasnodar, foi atingida a fábrica de processamento petrolífero, além do porto de Mariupol, sob ocupação temporária russa.
Até ao momento, dia 6 de junho, confirmam-se os ataques ucranianos:
No 15º arsenal da marinha russa (localidade de Velikaya Izhora, região de Leninegrado) é uma instalação estratégica da marinha russa, responsável
pelo armazenamento, reparação, manutenção e eliminação de munições navais, torpedos e mísseis. Atende às necessidades da frota russa do Báltico.
No porto militar de Kronstadt, um dos principais bases da frota russa do Báltico.
As consequências estão a ser apuradas, o ataque ainda está em curso.
Em Ust-Labinsk, na região de Krasnodar, após a visita de drones ucranianos de longo alcance, a fábrica/uzina de processamento de petróleo está arder por mais de 24h.
Os moradores locais aperceberam-se que a escassez do combustível e correram à formar filas nos postos de abastecimento daquela vila.
O drone ucraniano FP-1, usado pelas unidades de SSO-SOU, manobra à vontade no céu sobre a região de Leninegrado, desviando-se do fogo frenètico e ineficaz dos grupos móveis russos anti-drone. Podemos ver que estamos perante um ataque bem combinado: vários tipos de drones estão se dirigir-se ao alvo. Aparentemente, além dos FP-1, também são os drones «Bober», a variante ucraniana
dos Shaheed iraninaos.
As imagens do porto de Mariupol, sob ocupação temporária russa, que foi atacado esta noite.
Na longínqua região de Tyumen, está em chamas a refinaria Antipinsky, uma das maiores refinarias privadas de petróleo da federação russa. A capacidade projetada
ultrapassa os 9 milhões de toneladas de petróleo por ano; a fábrica produz gasolina, gasóleo e outros produtos petrolíferos para o mercado interno russo. Uma das unidades está em chamas.
Aparentemente, não se trata de visita dos drones ucranianos, tanto pode ser uma ação de sabotagem, executada pela resistência russa, quando a simples avaria, em resultado de alguma negligência operacional.
O Fórum Económico Internacional de São Petersburgo está a terminar em São Petersburgo, e uma delegação de drones ucranianos lá compareceu, por duas vezes.
Representantes da Ásia Central, África e Médio Oriente também chegaram à cidade. Entre os líderes estrangeiros que participaram no fórum estava a presidente da Tanzânia,
Samia Suluhu Hassan.
Enquanto as autoridades russas falam aos convidados estrangeiros sobre as perspectivas de cooperação e as naves espaciais que exploram a vastidão do universo, os recrutadores
russos do Sul Global estão a comprar homens locais para morrerem na guerra neocolonial russa garantindo a compra de mais um casaco Loro Piana ao putin.
Publicámos uma lista de cidadãos tanzanianos que assinaram contratos com o Ministério da Defesa russo e foram enviados para a frente de batalha. Samia Suluhu Hassan poderá
perguntar aos russos no decorrer do fórum, sobre o seu destino, uma vez que pelo menos dois dos listados já estão desaparecidos em combate.
O recrutamento de estrangeiros tornou-se uma parte importante da estratégia russa para repor as perdas na frente de batalha. A rússia utilizou pelo menos 28.000 cidadãos
estrangeiros de 135 países na sua guerra neocolonial contra Ucrânia. O destino destes mercenários estrangeiros permanece sombrio. Alguns morreram, outros ficaram gravemente feridos e alguns estão
em cativeiro ucraniano. Têm algo em comum: as promessas da rússia de dinheiro fácil e ganhos rápidos provaram estar longe da realidade.
Alertamos os cidadãos de países estrangeiros: participar na guerra ao lado do exército russo acarreta um elevado risco de morte ou de ferimentos graves. Se está
a ser recrutado para combater a Ucrânia ou já se juntou às forças armadas russas, contacte o projeto «Quero Viver». Nós ajudá-lo-emos a salvar a sua vida e a render-se em
segurança.
A mulher forte, bonita e sorridente que se vê na foto é a professora ucraniana reformada, Alla Umanska. Vai fazer 90 anos este mês. A segunda e a última fotos mostram
a sua casa e apartamento destruídos por um míssil russo.
Alla foi retirada dos escombros após o primeiro ataque, e mais tarde houve um segundo no mesmo local. O seu apartamento ficava no primeiro piso; acordou desorientada após a explosão,
com a sensação de que alguém a tinha atingido na cara. Diz que o seu primeiro pensamento foi como se a noite tivesse acabado dentro do seu rosto.
Profª Alla lecionava a História ucraniana e o Direito. Sobreviveu à Segunda Guerra Mundial. Ela escrevia poemas, que arderam juntamente com o seu apartamento. Após
o ataque, conseguiu tirar as chaves do apartamento. Assim, ligou à filha, Toma, e pediu-lhe que entrasse e fechasse a porta do apartamento. Toma, até ao último momento, não soube como dizer à
mãe que o seu apartamento simplesmente já não existe.
Hoje, Alla está no hospital. A preparar-se para a reabilitação. O seu estado geral deteriorou-se significativamente devido aos ferimentos sofridos, especialmente a audição.
Mas falando com ela, percebe-se que, mesmo depois deste pesadelo que viveu, após perder o seu apartamento, o que mais dói é pensar nos jovens que estão a morrer. Entre eles estão os seus
alunos, e ela é professora com P grande. Ela amava todos os seus alunos, e eles amavam-na. Esta é a maior perda para ela.
É uma pessoa de uma força fantástica. A primeira coisa que pediu à filha foram ganchos de cabelo. Para Dra. Alla é importante estar bonita. Porta-se bem e
com otimismo, mas tudo está escrito nos seus olhos, sem palavras...
Ajudar a Profªa Alla, a vaquinha ministrada pela sua fila Toma: Monobank.ua
Fonte: texto, imagens: página de Instagram de @libkos (Kostiantyn e Vlada Liberov)
186 ucranianos finalmente livres!
Na mais recente troca de POW, ocorrida no dia 5 de junho de 2026, os 186 ucranianos regressaram hoje a Ucrânia livre: 185 militares e um civil. A maioria dos libertados estava em cativeiro russo desde 2022, informa Ombudsman da Ucrânia, Dmytro Lubynets.
Outros 185 defensores da Ucrânia ucranianos regressam hoje a casa após anos em cativeiro russo. Um civil também regressa juntamente com os defensores. São guerreiros
das Forças Armadas da Ucrânia, da Guarda Nacional e do Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras da Ucrânia – soldados, sargentos e oficiais. Defenderam o nosso país em Mariupol e Azovstal,
bem como nos setores de Donetsk, Luhansk, Kharkiv, Kherson, Zaporizhzhia, Sumy, Kyiv e Kursk. Entre eles estão os que regressam após anos em cativeiro russo, onde estavam detidos desde 2022, escreveu o presidente
ucraniano Volodymyr Zelenskyy.
Na noite de 5 de junho, os operadores de drones do 1º Centro Independente atingiram cinco navios de carga russos que se encontravam atracadas ilegalmente
nos portos de Mariupol e Berdyansk ou navegavam nas águas costeiras dos Territórios Temporariamente Ocupados (TOT).
A lista dos alvos atingidos:
um navio de carga junto à cidade de Berdyansk, região de Zaporízhia;
dois navios de carga junto à localidade de Ialta, região de Donetsk;
dois navios de carga junto à cidade de Mariupol, região de Donetsk.
Os navios de carga que entram nos portos ucranianos ocupados desempenham um papel importante no apoio logístico das tropas russas. São eles que entregam munições,
equipamento militar, combustível, lubrificantes e outros bens ao exército de ocupação. Além disso, as autoridades de ocupação utilizam sistematicamente os portos dos territórios
temporariamente ocupados para exportar ilegalmente cereais ucranianos e outros recursos.
Todos os navios que trabalham para a logística militar russa ou participam na exportação ilegal de recursos dos territórios ucranianos ocupados financia, na realidade,
a continuação da guerra contra Ucrânia e é um alvo legítimo para destruição.
Aos 4 de junho, Ucrânia homenageia as crianças que morreram em consequência da agressão armada russa. Os métodos criminosos do Kremlin não mudaram ao longo
dos séculos. Hoje, a rússia mata crianças ucranianas com mísseis, rapta-as e tenta apagar as suas identidades, tal como fazia o regime totalitário soviético.
Documentos do Arquivo Estatal do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) mostram que, durante os anos do terror estalinista, as autoridades soviéticas perseguiram propositadamente
os filhos dos «inimigos do povo». Muitas destas práticas encontram paralelos trágicos na agressão russa moderna contra Ucrânia.
De acordo com a ordem operacional nº 00486 da NKVD, de 1937, as crianças das vítimas de repressões políticas eram retiradas em massa às suas famílias.
Os bebés eram transferidos para campos com as suas mães, e as crianças mais velhas eram colocadas em orfanatos especiais isolados. Irmãos e irmãs eram separados. Os documentos eram confiscados
aos pais – estas crianças simplesmente «desapareciam» no sistema.
Por decreto de 1935 do Comité Executivo Central e do Conselho de Comissários do Povo da URSS, o regime comunista soviético permitiu que crianças à partir das 12 anos fossem julgadas na qualidade de adultos,
incluindo na aplicação da pena de morte. Os adolescentes com mais de 15 anos, definidos como “socialmente perigosos”, eram enviados para o GULAG ou aos trabalhos forçados, simplesmente por
serem filhos de “inimigos do povo”.
Os documentos apresentados servem como um lembrete de que a violência contra as crianças sempre foi uma componente da política do regime totalitário soviético. Estas são
práticas criminosas que a rússia continua a praticar nos dias de hoje.
As consequências do ataque ucraniano ao corveta russa «Boykiy», occorido em 1-2 de junho em Kronstadt. No ataque de 4 de junho, os drones ucranianos do USBS atingem a lancha
da guarda-fronteira russa (subordinada ao FSB) «Svetlyak», projeto 10410, na Crimeia ocupada.
Aparentemente, no ataque ucraniano foi destruído o mastro integrado com o complexo de radar — essencialmente o principal sistema de guerra eletrónica do navio, os seus
olhos e ouvidos. Os ucranianos conheciam perfeitamente o ponto mais fraco do navio.
O momento do ataque de drones de USBS ao PSKR «Svetlyak»:
A unidade ucraniana «RAID» inspeciona as locomotivas russas
Os drones ucranianos no seu trabalho diário de verificação da documentação de trabalhadores ferroviários russos, que fornecem a logística militar
na Crimeia ocupada. Não foi encontrada nenhuma habilitação legal, que desse aos maquinistas o direito de conduzir este tipo de transporte em território ucraniano. Por isso, a companhia operadora
recebeu várias multas pesadas.
No total, foram atingidas duas locomotivas.
Aconteceu na parte oriental da Crimeia, perto das povoações de Rozdolne e Vladyslavivka - no ramal ferroviário que vai de Dzhankoy à Kerch e, depois, à Ponte
da Crimeia.
Os drones ucranianos de longo alcance atingiram, com sucesso, o terminal petrolífero de São Petersburgo, que fica à mais de 1.100 kms da Ucrânia. O ataque ocorreu
no dia «0» do Fórum Económico de São Petersburgo, onde deveria discursar o presidente russo. Os ucranianos também atingiram a base naval russa de Kronstadt e paiol de ocupantes russos
na região ocupada de Donetsk.
Em Kronstadt, na base naval da frota russa do Báltico, situada nos arredores de São Petersburgo, as forças ucranianas atingiram a corveta russa «Boykiy», o
porta-mísseis de cruzeiro que escoltava navios da frota petrolífera russa paralela no Canal da Mancha em 2025:
O reconhecimento adicional via satélite da refinaria russa de Saratov, que tem sido alvo de repetidos ataques por parte das Forças de Defesa da Ucrânia:
Com base nos indícios visuais disponíveis, confirma-se que a unidade primária de processamento de petróleo ELOU-AVT-6, a secção de visbreaking, vários
tanques e plataformas tecnológicas foram danificados. A ELOU-AVT-6 é uma unidade chave da refinaria, onde se realiza a dessalinização, a desidratação e a destilação primária
do petróleo nas suas principais frações.
A unidade de visbreaking foi concebida para o processamento térmico de resíduos de petróleo pesado (alcatrão) para a obtenção de produtos adicionais
de petróleo leve e a redução do volume de fuelóleo pesado.
As FAU, usando os drones de ataque, atingiram, com sucesso, o paiol russo na região ocupada de Donetsk:
Entre 1 à 3 de junho os ocupantes russos lançaram dois ataques aéreos massificados contra a cidade de Kyiv, usando 73 mísseis de diversos tipos e mais de 650 drones. Em Kyiv e Dnipro morreram 22
civis, incluindo duas crianças e mais de 100 civis foram feridos. Foram atingidos vários edifícios residenciais, stands de automóveis e prédios de escritórios.
No distrito de Shevchenkiv, em Kyiv, uma mãe com duas crianças corria para um abrigo no momento do ataque russo: ela morreu no local e os seus dois filhos foram hospitalizadas.
Uma mulher nascida em 1949 e um homem nascido em 1977 morreram no local.
Tudo que se consegui salvar...
Os russo de munição de fragmentação contra os alvos civis
É o puro terror russo dirigido contra os civis ucranianos. O mesmo padrão russo usado nos últimos 4 anos, quando tentaram intimidar os civis ou as embaixadas estrangeiras.
Centro policlínico no bairro de Teremky, em Kyiv
«Um alvo militar importante» – atingiram um centro policlínico no bairro de Teremky, em Kyiv...
Os drones «Shahed» russos atingiram edifícios altos em Dnipro e, por algum motivo, também um concessionário de automóveis chineses «Zeekr» em Kyiv (vídeo acima).
Um míssil Zircon atingiu sete edifícios de uma só vez. Os «Shaheds» também atingiram edifícios residenciais em Kharkiv, Zaporizhzhia e na região de Poltava. Houve ataques
nas regiões de Chernihiv, Sumy e Kherson e a região de Khmelnytskyi, escreveu o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy.
Cidade de Dnipro: uso russo de munição de fragmentação contra os alvos civis
Cada um destes drones, todos os tipos de mísseis russos, não podem ser produzidos sem componentes importados de outros países. Isto significa que em cada ataque deste tipo
há – talvez nem sempre consciente, mas ainda assim real – a cumplicidade daqueles que trabalham para a rússia, que fornecem dinheiro à rússia, que a ajudam a contornar as sanções
e encontram não apenas um ou dois, mas milhares de componentes sem os quais a produção militar russa simplesmente pararia.
Cinco mísseis «Kalibr» contêm 145 destes componentes. Trinta e três mísseis «Iskander» contêm 1.122 componentes. Seiscentos e cinquenta
drones de ataque de vários tipos contêm mais de 17.000 componentes, sem os quais não poderiam ser produzidos na rússia. Trata-se de esquemas de grande escala concebidos para contornar as sanções.
E esta é uma complexidade absolutamente real nas matanças.