sábado, março 14, 2026

Os ocupantes russos bombardearam Kyiv e a região de Kyiv

Na noite de 13 de março, os criminosos de guerra russos, como de costume, bombardearam e mataram civis em Kyiv e na região de Kyiv. Em Brovary, uma estação de correios e edifícios residenciais foram incendiados. Quatro civis foram mortos e vãrios feridos.







Em Obukhiv, na região de Kyiv, os ocupantes russos lançaram um ataque com mísseis contra um «alvo militar crucial» — um edifício residencial inacabado.


Em resposta, Ucrânia ataca os alvos militares de costume. Por exemplo, as Forças de Operações Especiais (SSO) da Ucrânia, atingiram e destruiram o sistema russo de mésseis «Iskander», estacionado na aldeia de Vyshneve, na Crimeia ocupada, que estava prestes a ser usado para atacar Ucrânia continental.

Fonte: TG @kazansky2017

Cuba: o regime comunista à desmoronar-se diante dos nossos olhos

Imagem: 14medio
Cuba mergulhou na total escuridão. O país está sob o domínio de uma crise gravíssima e de um apagão elétrico. Os cubanos estão a atacar as lojas e escritórios do partido comunista, no poder, desde 1959. 

O governo cubano, já declarou, na prática, a sua disponibilidade para ceder às exigências dos EUA. Mais um regime pró-russo está a desmoronar-se diante dos nossos olhos. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, anunciou que os representantes cubanos iniciaram negociações com as autoridades norte-americanas. O anúncio foi feito numa conferência de imprensa televisiva, conforme noticiado pelo The Wall Street Journal a 13 de março. Segundo o presidente, as autoridades cubanas realizaram conversações «para encontrar, através do diálogo, uma possível solução para as diferenças bilaterais existentes entre os nossos países». 


“Liberdade!” Foi este o grito que ecoou pelas ruas de Morón, na província de Ciego de Ávila, na noite de sexta-feira, quando dezenas de moradores saíram à rua para protestar contra os apagões que paralisam a Cuba. A marcha percorreu diferentes pontos da cidade ao ritmo de panelas e frigideiras, chegou a uma esquadra de polícia e terminou em frente à sede do partido comunista de Cuba (PCC), onde os manifestantes invadiram o edifício, atiraram móveis e faixas para a rua e acenderam uma fogueira no meio da estrada, escreve a publicação cubana 14ymedio. 


Poucas horas antes do discurso do presidente, o Ministério dos Negócios Estrangeiros / das Relações Internacionais de Cuba anunciou que o governo iria libertar 51 prisioneiros com a mediação do Vaticano. Não foi especificado se seriam prisioneiros comuns ou prisioneiros políticos. 

Ao contrário do Irão, os cidadãos cubanos não esperaram pelos bombardeamentos americanos e começaram a destruir tudo o que pertencia aos comunistas. 

Os protestos são alimentados pela pobreza generalizada, incluindo a falta de aquecimento, electricidade e água. O próprio Trump garantiu antecipadamente as condições propícias a um golpe ao impor sanções.

Blogueiro: veremos se o regime consegue aguentar, possivelmente, a maior pressão desde 1959. Ainda mais que neste momento o regime está sozinho: a rússia, naturalmente, o trocou pela amizade do Trump, Venezuela levou um KO e toda a esquerda latino-americana recebeu o aviso muito claro da atual administração dos EUA não se meter no assunto ou sifrer as consequências. Como acontece nestes casos, a esquerda decidiu, estrategicamente, que «cada um por si e somente o Deus é por todos».

Vídeos: TG @nevzorovtv

sexta-feira, março 13, 2026

Cartazes de Guerra Ucraniana: 2022–2025. O Caminho da Resistência

Foto: Charlotte Bristol

A exposição na Galeria Clifford da Universidade de Colgate, em Hamilton, Nova Iorque, nos EUA, intitulada «Cartazes de Guerra Ucraniana: 2022–2025. O Caminho da Resistência». 





A notícia saiu na edição americana da revista Forbes, a exposição foi organizada pelos incansáveis ​​Olena Speranska e Gennady Kozub, com a participação do artista ucraniano, Maksym Palenko.

quinta-feira, março 12, 2026

Os crimes russos da guerra: destruição de Bakhmut e ataques ao Kramatorsk

A cidade ucraniana de Bakhmut, imagens aéreas captadas por um drone. Somente a EMP Wagner perdeu aqui 22.000 mortos e cerca de 44.000 feridos, mais baixas mortais do que a URSS teve na sua guerra colonial no Afeganistão.









Mais uma cidade ucraniana que deixou de existir devido à invasão russa. Na II G.M. a região leste da Ucrânia sofreu pesadamente da invasão nazi(sta) e agora sofre a invasão ruscista…

Fotos: TG @kazansky2017

A cidade ucraniana de Kramatorsk. Os ocupantes russos bombardeiam, diariamente e deliberadamente, os edifícios residenciais. Atacam o centro da cidade com mísseis e bombas aéreas, atingindo as zonas mais densamente povoadas. Matam civis da mesmo Donbas, que exigem que lhes seja entregue.



Fotos: TG @kazansky2017

A cidade de Slavyansk se defende, como pode, dos ataques russos, colocando a coberta de redes antidrone para a proteger os civis do terror militar russo. 


Fotos: TG @kazansky2017

...e a resposta ucraniana

 

No dia 11 de março, os mísseis ucranianos atingiram um terminal petrolífero russo em Tikhoretsk, na região de Krasnodar. 

Vídeos: TG @kazansky2017

quarta-feira, março 11, 2026

A janela de oportunidades para 2ª frente russa contra os países da NATO e da UE

Ler o relatório em lituano, PDF
A rússia está a expandir as suas unidades militares na fronteira da NATO, proporcionando-lhes experiência de combate na Ucrânia, afirma a inteligência lituana na sua avaliação anual das ameaças à segurança em 2026.

Ao longo de toda a fronteira da NATO, estão a ser expandidas brigadas até o nível de divisões e estão a ser criadas novas unidades militares. De acordo com os serviços de informação, a maioria das unidades recém-formadas das forças armadas russas não estão totalmente equipadas e estão a ser criadas por etapas, devido à escassez de pessoal, equipamentos militares e infraestruturas. As unidades recém-formadas e os equipamentos que lhes estão atribuídos não permanecem nas suas áreas de implantação permanentes, mas estão a ser enviados para participar em operações de combate contra Ucrânia.

Anteriormente, os relatórios dos serviços de informação da Lituânia e da Estónia afirmavam que a rússia não pretendia iniciar operações militares na região do Báltico em 2026, e possivelmente em 2027, e que serão necessários cerca de seis anos para reconstruir totalmente o exército e prepará-lo para um conflito com a NATO. Depois disso, o exército russo, possivelmente, será de 30 à 50% mais forte e mais moderno. Mas isto refere-se a um conflito em grande escala com toda a NATO. Pois a rússia não precisa cumprir todos estes prazos para aterrorizar os países vizinhos com drones do tipo Shahed-136 ou organizar os separatismos locais do tipo de criação das «repúblicas populares».

Recentemente, na Estónia, a propaganda russa tenta promover a criação da uma «república popular de Narva» separatista, por enquanto nas redes sociais. No último mês, têm circulado este tipo da propaganda russs, nos canais de Telegram, VK e TikTok, espalhando ideias sobre a separação das cidades de Narva e Ida-Virumaa da Estónia e a criação de uma suposta «república popular». As descrições dos canais são muito diretas: «Esperando pela rússia».

O Ministério da Defesa russo elaborou um projeto de lei que autoriza a «utilização extraterritorial de unidades das forças armadas russas para proteger os cidadãos da federação russa». O documento, segundo a agência de notícias russa Interfax, citando uma fonte, foi aprovado por uma comissão governamental para ser submetido à Duma Estatal.

Esta é a notícia mais importante. Permitam-me recordar que exatamente isto já aconteceu duas vezes antes. A primeira vez foi a 1 de março de 2014, quando o conselho da federação (Cãmara alta do parlamento russo) autorizou o uso de tropas russas na Crimeia. A segunda vez foi a 22 de fevereiro de 2022, quando foi aprovado o uso das forças armadas russas no estrangeiro. Apenas dois dias depois, começou a invasão russa de larga escala da Ucrânia.

Neste momento, os ataques maciços contra Ucrânia praticamente cessaram, tanto nas principais cidades como ao longo da linha da frente. Nota-se uma diminuição significativa do uso de drones russo-iranianos «Shahed-136»/«Geran». Enquanto até mais recente eram usados sem parar, agora os ucranianos dormem mais descansados.

Isto pode indicar indirectamente que a rússia está a acumular recursos para um ataque noutro teatro de guerra.

Conclusão. Aparentemente, putin vê a 3ª Guerra do Golfo como uma janela de oportunidade que se abriu subitamente. O mundo inteiro está agora atento ao Irão, não há excedentes de armas, Trump não tem tempo para isso e os preços do petróleo estão novamente a subir. Uma dádiva divina.

A análise do jornalista russo, Arkady Babchenko, neste momento residente na Estónia e engajado na ajuda técnica às FAU, é bastente pessimista: Na minha opinião, a decisão de atacar os Países Bálticos já foi tomada em princípio, e a utilização extraterritorial das forçasarmadas russas para proteger os cidadãos russos é uma prova directa disso. A Duma Estatal russa nunca produz projetos de lei por iniciativa própria, a menos que a decisão já fosse tomada.E muito menos se o MinDefesa russo for o iniciador. Agora — neste preciso momento — os russos estão sentados a decidir se o momento de ataque já chegou ou ainda não.

terça-feira, março 10, 2026

O primeiro Taras Shevchenko em África

Ocorreu um acontecimento histórico na República do Botswana: naquele país foi erguido o primeiro monumento ao poeta-mor da Ucrânia, Taras Shevchenko, no continente africano, informou o ministro dos NE/RI da Ucrânia, Dr. Andrij Sybiha. 

Fonte: threads.com/@anastasia_elenok

A inauguração do monumento decorreu na maior instituição de ensino do país, a Universidade do Botswana, com a participação da direção, professores, estudantes, corpo diplomático estrangeiro, comunidade ucraniana e jornalistas. 

O monumento foi criado em bronze botsuano pelo escultor Franois Koteze. Durante a cerimónia, o Decano da Faculdade de Ciências Humanas, Tapelo Otlokhetswe, leu a sua própria tradução do «Testamento» para a língua nacional do Botswana, o setswana. 

Existem 1.384 monumentos ao Taras Schevchenko, conhecido como «Kobzar» no mundo, a maioria na Ucrânia, mas 128 estão em 35 outros países. Agora, o primeiro Estado africano, o Botswana, junta-se a eles.

Monumento do Shevchenko metralhado pelos ocupantes russos em Bucha, 2022

Estou grato à Diretora do nosso Departamento de África e Organizações Regionais, Lyubov Abravitova, ao Embaixador da Ucrânia no Botswana, Oleksiy Sivak, e à equipa da embaixada pela implementação desta importante iniciativa, à direção da Universidade do Botswana pela sua cooperação e à nossa comunidade pela sua preocupação. O primeiro Kobzar em solo africano representa a universalidade das ideias de Shevchenko, a intemporalidade das suas palavras e o poder do seu pensamento, que ao longo dos séculos uniu o povo ucraniano e o mundo inteiro em torno dos valores universais da liberdade, da justiça e da identidade nacional, - escreveu o ministro na sua página do Facebook.

Testamento, poema do Taras Shevchenko (1814-1861) 

Quando eu morrer, me enterrem

Na minha amada Ucrânia,

Meu túmulo ficará sobre um monte elevado grave

Em meio à planície se espalhando,

Assim como os campos, as estepes sem limites,

A margem que mergulha do Dnipro.

Meus olhos já podem ver, meus ouvidos ouvem

O rugido poderoso do rio.

 

Quando da Ucrânia

lançado será ao mar azul profundo

o sangue dos inimigos

Então, eu vou deixar

Esses montes e campos férteis

e voar para longe

Para a morada de Deus,

E então eu irei rezar.

Mas até esse dia

Eu nada saberei de Deus.

 

Depois de me enterrar, levantem-se

E rasguem as grilhetas que nos prenderam,

lancem na água o sangue dos tiranos

e comemorem a liberdade

que conquistarão.

E na grande família nova,

A família do livre, do Justo e do Fraterno,

Com fala mansa, e palavras amáveis,

Lembrem-se também de mim.

Tradução livre por Jaime Leitão (com algumas correções do nosso blogue)

É de recordar, que em abril de 2025, a estudante russa de 19 anos, Daria Kozyreva, foi condenada a 2 anos e 8 meses de prisão por ter colado um pedaço de papel com o poema «Testamento» no monumento de poeta ucraniano Taras Shevchenko em São Petersburgo.

Foto: VK da Daria Kozyreva


O surgimento do regime teocrático do Irão em preto no branco

Manifestação a favor da principal figura da oposição, o aiatolá Kazem Shariatmadari. Tabriz, Irão,1980. © Gilles Peress | Fotos de Magnum

As fotografias do lendário fotógrafo Gilles Peress, tiradas no Irão em 1979. Estas imagens são completamente diferentes de tudo o que já viu, mostrando as condições em que este regime teocrático surgiu há 47 anos. 

Manifestação num estádio. Tabriz, Irão. 1979. © Gilles Peress | Magnum

Ruas do Azerbaijão iraniano. 1979. © Gilles Peress | Fotos de Magnum

Apoiantes da oposição, aiatolá Kazem Shariatmadari. Azerbaijão iraniano. 1979.
© Gilles Peress | Fotos de Magnum

Em 1979, ocorreu a revolução islâmica no Irão. O Xá Mohammad Reza Pahlavi foi forçado à abandonar o país, um governo provisório assumiu o poder e, posteriormente, foi proclamada uma república islâmica. Em novembro do mesmo ano, os «estudantes» iranianos afiliados ao novo regime invadiram a embaixada dos EUA em Teerão e fizeram reféns americanos. 

Agentes do serviço secreto real, Savak, em julgamento na prisão de Evin.
Teerão, Irão. 1979. © Gilles Peress | Fotos de Magnum

Mãe e filho. Qom, Irão. 1979. © Gilles Peress | Fotos de Magnum

Mercado de armas. Curdistão iraniano, 1979. © Gilles Peress | Magnum

Foi então que o fotógrafo francês Gilles Peress chegou ao Irão. Nas suas fotografias para o livro «Telex Iran: In the Name of Revolution», captou o momento e as condições em que o atual regime islâmico estava a emergir. Peress trabalhou durante cinco semanas, e as suas fotografias não contam uma história específica, nem analisam as causas da revolução. Em vez disso, transmitem a atmosfera geral de tensão e violência que pairava no ar.

Viciados no bairro de Gumruch. Teerão, Irão, 1979. © Gilles Peress | Magnum

O clero apresenta queixas ao governo do novo regime.
Azerbaijão iraniano. 1979. © Gilles Peress | Fotos de Magnum

Não é claro se o Irão sobreviverá à atual Guerra do Golfo, que eclodiu no final de fevereiro de 2026. O futuro da república islâmica está em jogo — por isso publicamos as fotografias de Peress. Para mostrar as condições em que este regime teocrático surgiu há 47 anos.

Mais fotos do Gilles Peress

domingo, março 08, 2026

A guerra de memes chegou nos EUA aos drones ucranianos

Os utilizadores de redes sociais nos Estados Unidos começaram a criar ativamente os memes após o surgimento da notícia do interesse americano em drones intercetores, desenvolvidos pela Ucrânia, informa o grupo OSINT ucraniano InformNapalm Espanol/Português.







Os drones ucranianos P1Sun (cujo nome também pode ser traduzido como pica, o que, por sua vez, deu à origem aos vários outros memes, desta vez na Ucrânia), concebidos para destruir drones russos, têm-se revelado uma solução muito mais barata e eficaz contra ataques massivos com drones, algo que já atraiu a atenção de vários países.