sábado, novembro 07, 2026

🔥⚡️🎃 As maiores perdas da aviação militar russa desde operação «Teias de Aranha»

Em outubro de 2026, a aviação militar russa sofreu as suas maiores perdas desde junho de 2025, quando o SBU realizou a famosa operação «Teias de Aranha». De acordo com os dados confirmados, a rússia perdeu pelo menos 11 aviões e dois helicópteros num mês.

Quais as aeronaves que a rússia perdeu? 

Segundo o portal ucraniano «Military», a destruição ou perda de aeronaves foi confirmada por imagens de satélite e materiais fotográficos e de vídeo de aeródromos russos. Entre eles, sete caça-bombardeiros Su-34, dois caças Su-30SM, um Su-35 e um Su-57. Outros dois Su-34 e um Su-30SM2 ficaram danificados.

Além dos aviões, a rússia perdeu dois helicópteros de transporte militar Mi-8. Um deles, segundo informações disponíveis, foi abatido por um caça russo Su-35 enquanto repelia um ataque de drones ucranianos. O segundo foi destruído pelas forças armadas ucranianas com recurso a drones de ataque Hornet na parte ocupada da região de Luhansk. 

As maiores perdas foram sofridas pelos bombardeiros Su-34, que a rússia utiliza para ataques com bombas aéreas guiadas com módulos UMPK. 

Como as FAU atacaram os alvos da aviação russa? 

Um dos ataques mais eficazes foram os ataques a aeródromos russos. Na noite de 4 de outubro, drones do Centro CSO «A» do SBU atacaram o aeródromo de Khanskaya, em Adiguésia. Aí, destruíram Su-34 e Su-35. 

A 15 de outubro, a Marinha da guerra da Ucrânia lançou um ataque com mísseis «Neptuno» contra o aeródromo de Borisoglebsk, na região de Voronezh. Imagens de satélite confirmaram a destruição de pelo menos quatro Su-34. Outros dois bombardeiros foram danificados. 

A 21 de outubro, a rússia perdeu dois Su-30SM: um caiu durante um voo na região de Kaliningrado e o segundo ficou danificado. Ambas as tripulações ficaram feridas e os pilotos da primeira aeronave morreram. 

Na noite de 29 de outubro, a Marinha ucraniana atacou o aeródromo de Marinovka, na região de Volgogrado, com mísseis «Neptuno-D» (conhecido como «Neptuno longo»). A destruição de dois Su-34 foi confirmada por imagens de satélite. No mesmo dia, um caça Su-57 ardeu/pegou fogo no aeródromo de Akhtubinsk. 

Segundo os analistas, a real extensão do esgotamento da aviação russa pode ser maior. Não se trata apenas de equipamento destruído. Devido à operação intensiva, as aeronaves esgotam gradualmente a sua vida útil e necessitam de grandes reparações ou substituição. Isto também reduz o número de aeronaves que a rússia pode utilizar em missões de combate. 

Ucrânia não se esquece dos pilotos russos)

A imprensa russa confirma o baleamento do piloto

No dia 6 de novembro corrente, na cidade russa de Tambov, foi baleado um piloto militar russo. Tenente Artyom Snezhkov, de 28 anos, foi encontrado abandonado na rua, com dois ferimentos (a informação foi confirmada pelo seu irmão). Atualmente, está na UTI da cidade no estado crítico.

Ucrânia começou à usar terminais HiSKY SmartLITE 

As FAU começaram a utilizar terminais da empresa israelita HiSKY SmartLITE (SmartLight) para lançar ataques de drones na profundidade do território russo.

Os blogueiros patrioteiros russos reportam a «traição» israelita

HiSKY não é um análogo direto do Starlink, uma vez que o terminal oferece uma taxa de transferência significativamente mais baixa e não foi concebido para fornecer um canal de controlo de banda larga completo com transmissão de vídeo em tempo real. No entanto, as suas capacidades são suficientes para a troca de telemetria e transmissão de comandos de controlo remoto, incluindo alterações de rota e ajustes de missão de voo.

A principal vantagem destes terminais em relação ao Starlink americano é que a rede opera legalmente em todo o território russo)

A HiSKY não possui nenhuma rede própria de satélites, mas simplesmente negoceia o acesso com parceiros. Essencialmente, a antena SmartLight liga-se a satélites disponíveis em órbita de vários países e empresas com os quais a HiSKY tem acordos e que possuem o equipamento necessário.

Ucrânia ataca Saratov e Oryol 

Na madrugada de 7 de novembro, os drones ucranianos das SSO-SOU atingiram a refinaria de petróleo de Saratov, na região de Saratov.


A capacidade projetada é de cerca de 7 milhões de toneladas de petróleo por ano, o que representa aproximadamente 2 a 3% da capacidade total de refinação de petróleo da rússia. A refinaria tem uma grande importância militar e económica, pois é responsável pelo abastecimento do exército russo com combustível e lubrificantes. A produção de gasóleo, essencial para o abastecimento de veículos militares e blindados, desempenha um papel fundamental. 


Geoposicionamento da refinaria de Saratov

A empresa produz gasolina automóvel, em particular AI-92 e AI-95, gasóleo, combustível marítimo, betume para pavimentação e telhados, enxofre técnico e outros produtos petrolíferos.

Imagens de controlo objetivo do alvo registaram vários focos de incêndio no território da refinaria. A extensão dos danos está sendo apurada.

Na cidade russa de Oryol, está sendo atingida, por mísseis de cruzeiro «Neptuno», a fábrica militar «Proton». Um incêndio deflagrou na zona do edifício nº 48 da fábrica.

Localização: 52.984779° 36.056301°

Geoposicionamento da fábrica «Proton» em Oryol

Fonte Osint: DniproOfficial

sexta-feira, novembro 06, 2026

ONU: 438 ucranianos morreram em cativeiro russo

A ONU publicou um relatório da autoria de Mariana Katsarova, Relatora Especial sobre a situação dos direitos humanos na federação russa. Desde o início da invasão 24.02.2022, os 438 ucranianos — entre POW e reféns civis — morreram sob custódia russa.

O documento centra-se no tratamento dado aos prisioneiros de guerra e aos reféns civis ucranianos. Nota a violência sexual e do género, tortura e maus-tratos dos ucranianos e impunidade para os responsáveis ​​por estes crimes. 

A autora do relatório sublinha que a tortura e os maus-tratos a prisioneiros são generalizados e sistemáticos, fazendo parte da estratégia de repressão interna e de agressão externa do Estado. Por outras palavras, a ONU confirmou que a rússia é um Estado gulagiano. 

A ONU solicitou também uma investigação independente sobre os crimes contra prisioneiros de guerra e reféns civis ucranianos. Desde o início da invasão, 438 ucranianos — entre POW e reféns civis — morreram sob custódia russa. Este número não inclui os militares ucranianos, feitos prisioneiros e executados pelas tropas russas no campo de batalha após serem capturados. 

Milhares de ucranianos estão detidos ilegalmente em prisões russas. Entre eles, prisioneiros de guerra, julgados por participação em hostilidades em violação das Convenções de Genebra, e civis sequestrados pelos ocupantes. Estão detidos há anos sem acusação formal ou direito a defesa, simplesmente por serem ucranianos. 

A comunidade internacional dispõe de inúmeros mecanismos para influenciar a federação russa nesta matéria. Ucrânia espera que os seus parceiros tomem medidas diplomáticas decisivas que visem o fim imediato do uso de tortura contra os ucranianos sob custódia russa e o fornecimento de informações completas sobre todos os civis ucranianos e prisioneiros de guerra nas prisões russas. O objetivo continua a ser o mesmo: o regresso de todos os ucranianos a casa. 

Foi morta pela rússia

Uma professora de Kharkiv, que tinha ido visitar os pais à Crimeia ocupada, morreu/foi assassinada num centro de detenção preventiva na Crimeia, informação divulgada nas redes sociais pela escola de línguas «Profissional», co-fundada por Oleksandra Kazarovytska (Kolesnikova).

RIP Oleksandra Kazarovytska

«Foi morta pela rússia», informa a escola na sua página de Facebook. A publicação explica que, no verão de 2026, Kazarovytska foi a Sebastopol para ajudar os seus pais a vender o apartamento e a mudar-se para a Turquia, onde ela própria vivia com o marido.

A professora foi detida pelas autoridades de ocupação, acusada de manter correspondência com um voluntário civil, correspondência que vinha ocorrendo «desde o início da invasão russa em larga escala». O seu destino foi, então, determinado pela política neofascista de putin.

Kazarovytska passou três meses em regime de solitária à aguardar julgamento. As autoridades russas alegam, que a causa da morte da professora foi suicídio. Fontes da Crimeia afirmam que ela foi torturada para forçá-la à «confessar a culpa». De uma ou de outra forma, as autoridades russas têm a culpa direta na morte da jovem professora. Também, é mais um exemplo prático, de como uma «simples» visita a rússia pode equivaler ao suicídio. Apesar de ter origens étnicas russas, a professora foi encarrada pelos ocupantes russos como uma inimiga, por ser cidadã da Ucrânia. A sua provável recusa de «confessar» o crime inexistente ditou o seu destino. Oleksandra Kazarovytska foi mais uma cidadã ucraniana, morta/assassinada pelo regime russo de ocupação.

Até quando? Não temos a resposta...

Jaime Lannister passa uma noite no metro de Kyiv

Ator Nikolaj Coster-Waldau abrigou-se no metro de Kyiv, juntamente com os habitantes de capital ucraniana, na noite de 28 de outubro, enquanto a cidade enfrentava a ameaça de ataques de mísseis e drones russos. Jaime Lannister na «A Guerra dos Tronos» montou um catre dobrável numa plataforma do metro. Na manhã seguinte escreveu no seu Instagram: «Passei a noite no metro de Kyiv. Noite bastante difícil».

É Embaixador da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento desde 2016 e disse que iniciou a viagem para manter a atenção internacional sobre Ucrânia. Queria que as pessoas se lembrassem de que o país precisa da ajuda da comunidade internacional, especialmente agora com a chegada do inverno.

Fonte

As estações de metro profundas de Kyiv serviram como abrigos antibombas durante toda a guerra em grande escala, com os residentes a permanecerem regularmente no subsolo durante os alertas de ataque aéreo. Coster-Waldau enfatizou que o viveu durante uma noite, enquanto milhares de ucranianos dependem de abrigos para segurança durante os bombardeamentos. «Precisamos de continuar a ajudar os civis e a cumprir as regras com as quais todos concordamos», escreveu no seu Instagram.

Faça click para ver mais fotos

O músico country americano, Brad Paisley conta que a sua música pró-Ucrânia «Same Here» caiu de 98% percepção positiva para 90% negativa depois de contas que se fizeram passar por americanos terem começado a atacá-la. Um exemplo prático da atividade dos bots russos online:


A luta bolchevique contra a liberdade de imprensa na URSS

A 4 de novembro de 1917, aproximadamente dez dias após os bolcheviques terem tomado o poder, quatro comissários do povo do primeiro governo soviético demitiram-se simultaneamente. Os comissários alertavam sobre os perigos do «terror político». 

Defenderam a criação de um «governo socialista homogéneo» com a participação de todos os partidos representados nos Sovietes (conselhos populares) e criticaram duramente as restrições à liberdade de imprensa. 

Um dos gatilhos para o conflito foi o Decreto sobre a Imprensa, adoptado pelo Conselho de Comissários do Povo aos 27 de Outubro. O documento estipulava que apenas as publicações que incitassem à resistência aberta, à desobediência ao novo governo ou a crimes seriam encerradas. Enfatizava o carácter temporário da medida: assim que a «nova ordem se consolidasse», as restrições administrativas seriam levantadas e a imprensa gozaria de completa liberdade — mas com responsabilidade legal. Na prática, vários jornais da oposição («Rech», «Den», «Russkoye Slovo» e outros) foram encerrados em Petrogrado quase imediatamente.

Aos 4 de Novembro, a questão foi debatida numa reunião do Comité Executivo Central de Toda a Rússia (VTsIK), o órgão máximo do poder soviético entre os congressos. Os Socialistas Revolucionários de esquerda (SR) e alguns bolcheviques opuseram-se ao decreto. O bolchevique Yuri Larin apresentou uma resolução revogando o documento; os Socialistas Revolucionários de Esquerda apoiaram-na. No entanto, o VTsIK acabou por adotar a resolução da fação bolchevique por maioria de votos. O documento aprovado justificava o encerramento dos jornais como necessário para privar os capitalistas — proprietários de gráficas e de papel — da capacidade de moldar unilateralmente a opinião pública. 

Nesse mesmo dia, o Comissário do Povo para o Comércio e a Indústria, Viktor Nogin; o Comissário do Povo para o Interior (o futuro primeiro-ministro da rússia soviética e da União Soviética de 1924 a 1929 e de 1924 a 1930, respectivamente), Alexei Rykov; o Comissário do Povo para a Agricultura, Vladimir Milyutin e o Comissário do Povo para a Alimentação, Ivan Teodorovich, anunciaram as suas demissões ao governo. Na sua declaração, escreveram que consideravam necessário formar um governo composto por todos os partidos soviéticos. Os comissários alertaram que, se tal não acontecesse, persistiria o rumo para um «governo puramente bolchevique», que, na sua opinião, só poderia ser mantido «através do terror político».

Mais tarde, alguns deles reconheceram os seus «erros» e regressaram ao serviço público. Mas não foram perdoados. Ivan Teodorovich e Vladimir Milyutin foram executados em 1937, Alexei Rykov em 1938. Viktor Nogin morreu de causas naturais em 1924; em 1930, à cidade de russa de Bogorodsk foi atribuido o novo nome, Noginsk (o mesmo nome ainda ostentava uma praça e uma estação de metro de Moscovo/ou).

quinta-feira, novembro 05, 2026

Crianças e jovens ucranianos mortos pela rússia em Outubro de 2026

Crianças, jovens e adolescentes ucranianos, mortos, em resultado da guerra ilegal russa de larga escala, lançada contra Ucrânia em 24.02.2022. Os meninos e meninas que morreram somente em outubro de 2026. Vários deles faziam parte das mesmas famílias.

Crianças mortas pelas forças russas de ocupação ou em resultado dos bombardeamentos aéreos russos: 

  • Oleksandr Antipenko – 1 ano, Pryluky
  • Maksym Kyrlo — 1 ano, Pryluky
  • Oleksii Lysovol – 1 ano, Pryluky
  • Maksym Ivanchenko — 8 anos, Pryluky
  • Iryna Ivanchenko — 13 anos, Pryluky
  • Maksym Udovychko — 14 anos, Krolevets
  • Maksym Udovychko — 14 anos, Zaporizhzhia
  • Yelyzaveta Sorochyshyna — 13 anos, Zaporizhzhia
  • Anna Mur-Zak — 13 anos, Zaporizhzhya
  • Polina Foshan — 16 anos, Zaporizhzhia
  • Maksym Voloshyn — 13 anos, Rivne
  • Vladyslava Pershyn — 16 anos, região de Kharkiv
  • Kseniia Pikolova — 13 anos, Kramatorsk
  • Evelina Vahan — 17 anos, Zaporizhzhia
  • Anzhelika Mariukhna — 1 ano, Nova Vodolaha
  • Aryna Koval — 11 anos, Nova Vodolaha
  • Artem Koval — 12 anos, Nova Vodolaha
  • Yana Peshkova — 15 anos, Chernihiv
  • Mariia Mozghova — 15 anos, Chernihiv

Estes são apenas os nomes verificados e oficialmente documentados — uma fração das crianças que sofreram às mãos da guerra neocolonial movida pela rússia.

Há mais dezenas: crianças separadas por explosões, soterradas sob escombros, raptadas ou assassinadas com tanta brutalidade que os seus corpos ficaram irreconhecíveis.

Isto é apenas outubro. Um único mês do 5º ano da guerra da rússia contra Ucrânia.

Segundo a plataforma estatal ucraniana “Crianças da Guerra”, desde início da guerra em 24.02.2022 até 8 de outubro de 2026, pelo menos 770 crianças ucranianas morreram e mais de 3.016 ficaram feridas. Estes números incluem bebés, crianças em idade pré-escolar e adolescentes que não estiveram envolvidos em combates, mas que se tornaram vítimas da guerra.

Ucrânia pós 2ª G.M., vista em 1946 por um jornalista americano

Na primavera de 1946, uma missão da Administração das Nações Unidas para o Auxílio e a Reabilitação (UNRRA) chegou a Kyiv. A principal tarefa da missão era controlar a distribuição da ajuda americana à Ucrânia soviética. Os representantes da missão estiveram em Kyiv, Kharkiv, Poltava, Zaporízhia e outras cidades ucranianas. John Fisher, um jornalista norte-americano (editor do Harper's Magazine (1935-1967)), viajou com os representantes da UNRRA.

A capa da edição de 28 de outubro de 1946

Quando regressou aos Estados Unidos, em outubro de 1946, publicou um artigo intitulado «The Ukraine» na revista LIFE, onde partilhou as suas observações sobre os ucranianos:

«Os ucranianos são os texanos da rússia *. Estão convencidos de que podem lutar, beber, cantar, montar a cavalo e fazer amor melhor do que qualquer outra pessoa no mundo. Acreditam que ganharam a guerra praticamente sozinhos, sem quase nenhuma ajuda do resto da rússia...

É difícil andar um quarteirão em Kyiv ou Kharkiv sem encontrar alguém sem um braço ou uma perna. Qualquer ucraniano, militar ou civil, que não tenha pelo menos uma medalha sente-se quase nu. Muitos têm seis ou sete medalhas e usam-nas sempre. Conheci um rapaz de sete anos que ia todos os dias à escola com duas medalhas na camisa remendada: uma por ajudar os partisanes, a outra por um ferimento de estilhaço que lhe arrancou oito centímetros de pele da cabeça.

Na Ucrânia, os homens são mais altos, as mulheres são mais bonitas, os cavalos e os copos de vodka são maiores e a comida é mais saborosa do que em qualquer outro lugar na rússia. **

O grande chapéu cossaco felpudo é usado na Ucrânia com a mesma frequência que o enorme chapéu Stetson no sudoeste americano. Outra lenda, a da independência ucraniana, está aparentemente ainda suficientemente viva para preocupar o Kremlin, embora não tenha conseguido encontrar qualquer evidência de um movimento separatista sério [a resistência nacionalista ucraniana de OUN-UPA estava ativa, principalmente na Ucrânia ocidental, mas não só, pelo menos até 1954].

Muitas cidades ucranianas poderiam ser imaginadas como tendo sido transportadas a partir da costa do Mediterrâneo. Muitas das suas casas foram construídas durante o grande boom do trigo, no final do século XIX, quando os proprietários e a nobreza se podiam dar ao luxo de contratar arquitectos franceses e italianos da moda. Estes arquitetos preferiam construções de tijolo ou toros esculpidos, rebocados em tons pastel de azul, rosa e amarelo. Mesmo em ruínas, cidades como Poltava e Kremenchuk parecem surpreendentemente brilhantes e soalheiras depois da grandeza decadente de Moscovo.

Aos domingos, os ucranianos assumem a tarefa quase interminável de limpar as ruínas. Cada sindicato, clube desportivo e organização juvenil mobiliza os seus membros para um subbotnik, ou trabalho voluntário [naturalmente este trabalho não era voluntário, mas imposto pelo Estado e, como tal, não pago] num dia de folga, cerca de uma vez por mês. Estes eventos assemelham-se mais a um piquenique do que a uma greve laboral séria. Geralmente, um camião com altifalantes está estacionado no passeio, tocando melodias cossacas e canções estrangeiras populares como “The Atchison, Topeka and Santa Fe” e “Tea for Two”. O ritmo de trabalho ucraniano só pode ser descrito como tranquilo. As pessoas conversam bastante e fazem frequentemente uma pausa para o chá em mesas com guloseimas que as mulheres preparam ali mesmo na calçada. A maioria das famílias traz os seus filhos. Passam o dia a brincar às escondidas entre as vigas de metal retorcidas ou de uma versão local de polícia e ladrão. Aqui, esta brincadeira é designada por “partisanes e fascistas” [onde os «bons» eram da resistência soviética, os partisanes e os fascistas, isso, é, os nazis, naturalmente, eram «maus»]. Parece que todos se estão a divertir muito.

Existem cinco restaurantes de luxo em Kyiv, mas só os membros mais ricos da sociedade — cientistas, engenheiros e técnicos, generais e figuras influentes do partido — se podem dar ao luxo de os frequentar e, mesmo assim, só ocasionalmente. O mais popular deles é o restaurante do Hotel Intourist [após a libertação de Kyiv da ocupação nazi, à partir de 1944, o edifício do ex-hotel «Hermitage» foi entregue ao uso da organização soviética «Intourist», que alojava lá os turistas e as delegações oficiais estrangeiras, a entrada aos cidadãos soviéticos era praticamente vedadaà], um ambiente sombrio com paredes cor de mostarda, onde um casal pode pedir sanduíches de salame e um jarro de cerveja por cerca de oito dólares.

Os jovens elegantes que preferem cortejar raparigas num ambiente mais animado podem levá-las à gelataria na rua principal de Kyiv [aparentemente não na própria avenida Khreschatyk, mas não muito longe dali, atrás do mercado Bessarabsky]. É um pequeno espaço no subsolo com oito mesas, sempre cheio de soldados barulhentos e raparigas a rir. Dezenas de outras pessoas esperam pela sua vez nos degraus do lado de fora.

Se um ucraniano ainda quiser beber, pode comprar um dedal de vodka por um rublo — cerca de dez cêntimos de dólar americano — numa banca de rua na esquina. Estas bancas também vendem vinho doce caucasiano, doces e refrigerante de morango. Meio litro de vodka custará seis dólares numa charcutaria. Uma vez que o salário médio dos trabalhadores industriais na Ucrânia é de cerca de 35 dólares por mês, poucos podem comprar vodka suficiente para uma verdadeira bebedeira. 

O divórcio é difícil de obter. A prostituição pode levar a cinco anos de trabalhos forçados. 

Os trabalhadores enérgicos e diligentes são generosamente recompensados ​​com medalhas, e aqueles que demonstram persistência suficiente para trabalhar no mesmo local durante seis anos ou mais são encorajados com recompensas tangíveis e úteis, como um desconto de quarenta por cento em algumas compras de supermercado [muito possivelmente são algumas das fantasias contados aos estrangeiros pelos propagandistas que os estavam à acompanhar por todo o lado]. Em Zaporízhia, uma grande placa vermelha e branca foi erguida no pátio de um hospital bombardeado, onde trabalhava uma equipa de reparação. Nele se lia: “Trabalhe melhor hoje do que ontem; faça mais amanhã do que hoje”. Quando entrei no pátio com o presidente da câmara e o responsável pela construção da cidade, vi sete trabalhadores confortavelmente reclinados à sombra desta placa. Observavam um oitavo trabalhador a misturar betão tranquilamente. Os trabalhadores olharam para nós com curiosidade casual, mas nem eles nem o responsável pela obra pareciam achar que a nossa presença exigisse que alguém começasse a trabalhar imediatamente. O presidente da Câmara também não pareceu notar nada de anormal nesta cena. Esta letargia geral reflectia tanto o cansaço da guerra como a escassez de artesãos e mestres de obras.

Na Ucrânia, após a guerra, os especuladores tornaram-se quase tão ricos como os empregados bem remunerados, os cientistas e os trabalhadores stakhanovistas. O especulador percorre as aldeias e compra o excedente de ovos, natas azedas, salsichas, pickles, sementes de girassol e galinhas das propriedades rurais que os camponeses têm permissão para cultivar de forma independente, separadas da quinta colectiva. De seguida, leva esses produtos para um dos mercados a céu aberto [o jornalista americano não explica os meios que estes especuladores tinham para «percorreram as aldeias», será que foi à pé? Usando alguma viatura estatal, já que as viaturas privadas eram quase inexistentes].

Em geral, aos domingos, era possível comprar todo o tipo de coisas nos mercados. Eis alguns preços em Kyiv: um relógio suíço de qualidade média — 1.000 rublos; um par de botas de couro — 700; um isqueiro americano — 95; um cigarro americano — 1 rublo; um doce da ração do exército americano — 2 rublos; cuecas de seda artificial feminina — 160; um frango jovem — 50; meio quilo de salsicha — 175 rublos [o salário mínimo, recebido, por uma empregada de limpeza/faxineira era de 600 rublos].

Disseram-me que os preços no mercado livre de bicicletas, roupa de cama, louça, relógios e espelhos caíram cerca de cinquenta por cento quando as «reparações» começaram a chegar da Alemanha e de outros países [europeus] ocupados. 

A moda tornou-se uma ocupação completamente respeitável na Ucrânia. Homens e mulheres esforçam-se agora para ter uma aparência o mais elegante e impecável possível. O traje apropriado para um colaborador em ascensão na carreira é considerado um fato preto ou cinzento formal. As roupas femininas são geralmente tão discretas no corte e na cor como as masculinas e, muitas vezes, mostram sinais de inúmeros remendos. Mas são quase sempre bem cuidadas.

Todos os polícias de trânsito ucranianos que vi eram mulheres. Em Kyiv, nove em cada dez mulheres polícias são loiras e quase todas são bonitas.

Os mestres cabeleireiros, que são aqui chamados [em ucraniano] pelo termo real «fabricantes de perucas», têm muitos clientes. Um corte de cabelo não é considerado completo até que o cliente seja pulverizado com água-de-colónia da cintura para cima.

As mulheres que seguem a moda — estudantes universitárias, tradutoras, jornalistas, médicas — frequentam os salões de beleza regularmente. Estes salões são chamados de «americanas», literalmente «mulheres americanas». A maioria das mulheres usa cosméticos com liberalidade, que reapareceram no mercado. Mas uma dieta rica em amido e a falta de água quente têm um efeito negativo na tez das mulheres russas.

Os ucranianos costumam apanhar resfriados. O principal remédio para as constipações é a aspirina misturada com cafeína. Este medicamento é considerado tão forte que os doentes que o tomam são aconselhados a ir para a cama. O uso de ventosaterapia também um remédio comum para as constipações acompanhadas de doenças pulmonares.

Em nenhum lugar do mundo as crianças recebem mais amor e cuidados do que entre os ucranianos. Quase todas são rechonchudas, vivazes e bem-dispostas. Raramente ouvi alguma delas chorar. Não é incomum uma mãe amamentar o seu filho até ao segundo ano de vida. Se uma mulher trabalha, o que é quase sempre o caso, recebe pausas para poder visitar a creche local enquanto amamenta [uma inverdade absoluta, impossível de acontecer até pelas distâncias que a mulher ucraniana teria que percorrer entre o seu serviço e a creche]. Depois de amamentar o seu próprio filho, a mãe geralmente ganha um dinheiro extra trabalhando como ama de leite para outro bebé. As fraldas ucranianas são cerca de três vezes maiores que as americanas. O bebé é enrolado do pescoço para baixo e amarrado de forma tão apertada que não consegue mexer os braços. Vários obstetras explicaram-me, com toda a seriedade, que isto se faz porque uma criança muito pequena pode assustar-se com os seus próprios braços se estes forem agitados em frente ao seu rosto, e isso pode traumatizar permanentemente o seu sistema nervoso. Às seis horas da manhã, o sistema de som de Kyiv acorda a população com um toque de despertar composto pelas primeiras nove notas da «Internacional». Os cidadãos obedientes levantam-se sonolentos das suas camas e cantam ao som da melodia: «Levantai-vos, famintos e escravizados!» 

Livro da autoria do Longyn Tsehelsky (1875–1950), uma figura pública e política da Galiza
ucraniana, advogado, jornalista, diplomata e um dos estadistas do Estado ucraniano
nos períodos da UNR e da ZUNR. Participou na proclamação do Ato de União em 1919. Posteriormente, emigrou para os EUA, onde faleceu.

* Bom americano, John Fisher, representa o pensamento mainstream americano da época. Por um lado, ele não faz distinção entre a União Soviética e a rússia, por outro lado, descreve as diferenças, perfeitamente visíveis, entre Ucrânia e rússia. A URSS ainda é um aliado dos EUA, e os jornalistas americanos, recebem as claraas orientações da administração americana de não hostilizar os soviéticos.

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** «Na Ucrânia, os homens são mais altos, as mulheres são mais bonitas, os cavalos e os copos de vodka são maiores, e a comida é mais saborosa do que em qualquer outro lugar da rússia...»

Esta citação pertence ao famoso viajante, explorador e escritor inglês Edward Daniel Clarke. Deixou esta nota nas suas memórias durante uma viagem ao sul da Ucrânia (em particular, à Crimeia e às terras cossacas) na viragem do século XVIII para o século XIX (por volta de 1800).

quarta-feira, novembro 04, 2026

Um mercenário do Botswana morto expôs a rede de recrutadores russos

Mercenário do Botswana, Pako Namogang (25), foi para a guerra contra Ucrânia voluntariamente. Foi recrutado através de WhatsApp, passou por uma rede russa de recrutamento na África do Sul, o recrutador russo disse-lhe  abertamente que procurava pessoas para servir no exército russo, e Pako candidatou-se prontamente.

A julgar pelas mensagens encontradas no seu telemóvel, a Missão Comercial russa na África do Sul ajudou-o com a documentação e a transferência (em violação da lei russa). Os intermediários que organizaram directamente o recrutamento do tswana e de outros africanos foram Elizaveta Sergeevna Savinovskikh e Mikhail Sergeevich Petrushenko. 

Em julho de 2026, Namogang voou do Aeroporto de Joanesburgo para Moscovo, onde assinou um contrato no já lendário Ponto Único de Seleção para serviço militar loluntário, sob contrato, na rua Yablochkova. O chefe interino do ponto de seleção, o tenente sénior A.V. Levykin, tratou da documentação. 

Em seguida, o mercenário africano e outros foram alocados às instalações do Centro Russo de Vanguarda para a Educação Militar-Patriótica da Juventude. Os instrutores do centro deram-lhes formação — uma violação direta do direito internacional humanitário, que proíbe a utilização de infraestruturas civis como base militar. 

Por volta de agosto, Paco foi enviado numa missão de combate à Ucrânia, onde foi rapidamente morto durante os combates perto de Novolyubovka, na região de Luhansk. Posteriormente, os seus documentos e número de telefone foram parar à posse da inteligência ucraniana. 

Como é sabido, cidadãos do Botswana estiveram envolvidos no caso da exposição de uma rede de recrutamento russa na África do Sul. A filha do antigo presidente sul-africano Duduzile Zuma foi implicada na sua criação, tendo enganado 17 pessoas, incluindo cidadãos do Botswana, para que as enviassem para a Rússia. Como podemos ver, as autoridades sul-africanas ainda não conseguiram interromper completamente as actividades dos mercadores da morte russos. 

Os outros africanos capturados pelas FAU gravaram os apelos dramáticos às suas autoridades nacionais pedindo para serem libertados do cativeiro ucraniano. Isto porque, assim que são enviados para uma missão de combate, a rússia já não precisa deles – desde o início da guerra que a rússia não trocou nenhum africano (vivo ou morto). 

Recordamos que o melhor desfecho para qualquer estrangeiro que tenha sido enganado ou se tenha juntado voluntariamente ao exército de ocupação russo é o cativeiro na Ucrânia. O projeto ucraniano «Quero Viver» aceita inscrições de todos, independentemente da nacionalidade, cor da pele ou religião.

Renda-se e salve a sua vida: t.me/kak_sdatsya_bot

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

Ligue para +38 044 350 89 17 e 688 (somente de números ucranianos)

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Ucrânia atinge alvos russos estratégicos e de comunicação

Na noite de 4 de novembro, os drones ucranianos atingiram os armazéns do retalista russo «Ozon», situaos na cidade de Adygeysk, na república de Adiguésia. «Ozon» continua a arder após o ataque noturno. 

Em Donetsk ocupada, as forças ucranianas atingiram as data center da operadora móvel «Phoenix», que opera com equipamentos expropriados roubados à operadora ucraniana Kyivstar. Ucrânia não mexia no equipamento até o momento em que a federação russa começou a atacar os centros de dados na Ucrânia. Há relatos de pelo menos três ataques e interrupções nas comunicações.


As imagens épicas dos últimos segundos do voo do drone ucraniano FP-2 e das tentativas falhadas dos russos para o intercetar. Um ótimo vídeo que foi encontrado pelos analistas de OSINT da Exilenova+


Imagens e vídeos antigos partilhados agora

O vídeo que está sendo partilhado publicamente como sendo do ataque ao aeródromo militar de Gvardeyskoye, na Crimeia ocupada, foi publicado pela unidade especial «A» do SBU ainda em fevereiro de 2026:

As imagens de um depósito de petróleo em chamas, publicadas pelas Forças de Operações Especiais (SSO-SOU), são relativas ao ataque ucraniano de 17 de outubro de 2025, quando os drones das SSO-SOU atingiram o depósito de petróleo e as unidades de armazenamento de combustível da central de Gvardiyskoye, na Crimeia ocupada.

Bónus

Segundo dados preliminares, a fervorosa republicana MAGA, Victoria Spartz, perdeu a corrida à reeleição para a Câmara dos Representantes dos EUA. A congressista nascida na Ucrânia, visiou Kyiv, chegando tirar as fotos com o presidente ucraniano, no entanto, votou contra a ajuda de 61 mil milhões de dólares para Ucrânia e, posteriormente, afirmou que Ucrânia não conseguiria retomar todo o território ocupado.


terça-feira, novembro 03, 2026

Crimes de guerra russos em Dnipro e massacre de Komyshuvakha

A força aérea russa atacou os edifícios residenciais em Dnipro com mísseis. Há muitos civis ucranianos debaixo dos escombros. Há vários mortos e feridos. Foi atingido um hospis, pacientes idosos e doenças terminais ficaram ali enterradas.


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Foi atingido um hospis em Dnipro. Pessoas idosas e com doenças terminais estão ali enterradas. A rússia também não as poupou; atacou-as com um míssil. Existe algum limite para os crimes de guerra russos? Infelizmente não existe.


Hospis com doentes terminais em Dnipro atingido pelas bombas russas

O número de mortos em Kamyshevakha chegou aos 30. Dezenas de outros estão listados como desaparecidos, provavelmente também mortos.

Os habitantes locais reuniram-se na escola local, onde receberam ajuda humanitária. A escola tinha um abrigo subterrâneo, mas as forças russas lançaram vários ataques aéreos sobre a mesma, e o abrigo não resistiu.

Mais um horrível ataque terrorista russo. O assassinato deliberado de dezenas de civis. Isto só pode ser comparado ao massacre dos habitantes da aldeia de Groza, na região de Kharkiv.

Aliás, as autoridades russas declararam os residentes da região de Zaporizhzhia como «cidadãos russos» e Kamyshevakha como «território russo». Agora essas pessoas estão a ser mortas com particular ferocidade.



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Canais de TG russos publicaram vídeos do ataque aéreo russo a uma escola em Kamyshevakha, onde um total de cerca de 70 civis foram mortos. Cerca de 40 pessoas ainda estão desaparecidas, mas é evidente que não tinham qualquer hipótese de sobreviver a um ataque como este.

As pessoas estavam abrigadas, mas o exército russo lançou uma bomba de três toneladas sobre a escola, e o abrigo não ofereceu qualquer proteção.

Um ataque terrorista monstruoso e demonstrativo. E o lado russo não só não nega o seu envolvimento, como publica orgulhosamente um vídeo deste massacre.

e a resposta ucraniana... 

Com poucas palavras: 30.10-2.11

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  • Refinaria de Novokuybyshevsk
  • LUKOIL-Nizhegorodnefteorgsintez
  • Slavneft-YANOS

A Estação Linear de Produção e Expedição (LPDS) de petróleo e gás «Samara», na manhã de 3 de novembro de 2026:


Uganda: 27 nacionais mortos e desaparecidos na agressão russa contra Ucrânia

Imagem ilustrativa: mercenários africanos de nacionalidade desconhecida

As autoridades ugandesas confirmam que 27 cidadãos ugandeses, dos que assinaram contratos com o exército russo, foram mortos ou estão desaparecidos na guerra neocolonial russa na Ucrânia. 

De acordo com uma carta da Embaixada do Uganda em Moscovo para o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Kampala, foram confirmadas os nomes dos 11 mortes e de outros 16 cidadãos, cujos corpos não foram encontrados. Segundo a Reuters, a Embaixada do Uganda afirmou que esta informação foi fornecida numa nota verbal do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo. A Embaixada da rússia em Kampala, por sua vez, não respondeu aos pedidos de comentários dos jornalistas. 

Esta notícia é muito reveladora, tendo em conta o contexto da cimeira rússia-África realizada em Moscovo, onde Vladimir Putin discursou sobre o seu apreço e respeito pelos seus «queridos parceiros africanos». Na realidade, o Kremlin sempre viu e continua a ver o continente africano apenas como um apêndice de matérias-primas e, agora, também como uma fonte de mão-de-obra barata e de «carne para canhão» para continuar a sua guerra sem sentido contra Ucrânia. 

O vídeo sensível, mostra um mercenário africano anónimo, totalmente nú e visivelmente desesperado, exibindo a mensagem de socorro, capturada pelo drone ucraniano: «Please, help me!», pode-se ler na cartolina, segurada pelo homem. O seu destino posterior é desconhecido...

É de notar, que nos primeiros nove meses de 2026, a rússia recrutou mais estrangeiros do que em todo o ano de 2025. Um total de 45.959 estrangeiros de 151 países estão a combater ou já combateram no exército russo até 1 de outubro. São conhecidas as identidades de pelo menos 5.451 mercenários de 43 países africanos, incluindo pelo menos 111 cidadãos ugandeses. Três ugandeses conseguiram salvar as suas vidas, rendendo-se às FAU. 

Renda-se e salve a sua vida: t.me/kak_sdatsya_bot

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

Ligue para +38 044 350 89 17 e 688 (somente de números ucranianos)

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