domingo, junho 14, 2026

Ucrânia atinge as reservas estratégicas russas de petróleo em Yaroslavl

Os drones ucranianos de ataque, An-196 «Lyutiy», atingiram, com bastante sucesso, os alvos estratégicos russos nas regiões de Tula e Yaroslavl. Os alvos foram a indústria petroquímica e as reservas estratégicas russas de petróleo. 
O drone ucraniano An-196 «Lyutiy»


As autoridades locais estão a confirmar, ainda que de forma hesitante, o ataque à fábrica química «Azot» da cidade de Novomoskovsk, na região russa de Tula. «Azot» fabrica os produtos petroquímicos, usados, na indústria russa de defesa. Os habitantes locais relataram múltiplos ataques às instalações da fábrica. 
Aparentemente, na cidade russa de Rybinsk, na região de Yaroslavl, foi atacada a refinaria local e a Instituição Estatal Federal «Temp», pertencente à Agência Federal de Reserva (Rosrezerv), organismo estatal russo responsável de guarnecer as reservas estratégicas de petróleo e de produtos petrolíferos. A instituição já tinha sido atacada anteriormente.






Fonte OSINT: https://t.me/worldmilitaresExilenova_plus

«Lustige Blätter» – a propaganda visual política do 3º Reich

«Acho que devemos avançar juntos, uma vez que estás do nosso lado», diz Churchill, agarrando-se a Estaline enquanto uma estrela vermelha cai do céu. Edição publicada imediatamente a seguir a 22 de junho de 1941, o início da guerra nazi-soviética. Edição nº 31/1941.

«Lustige Blätter» (Páginas Cómicas) era a revista satírica do 2º, e depois do 3º Reich, publicada na Alemanha de 1852 à 1944. Durante todo este período, nunca publicou uma única caricatura dos dirigentes alemães, mesmo os retratando de forma positiva.

De 1939 à 1944 um dos seus alvos preferidos era Sir Winston Churchill, o primeiro-ministro britânico. Em menor plano, a revista também caricaturava o presidente dos EUA, Franklin D. Roosevelt e o ditador soviético Estaline. É de notar, que alguns temas e até as narrativas, textuais e visuais, criadas pela revista, hoje são reaproveitados pela propaganda gráfica russa, tendo como alvo o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

«Resultados da Ofensiva de Inverno. Ele mordeu o aço». Os alemães sofreram as primeiras derrotas na Frente Leste na batalha de Moscovo no inverno de 1941. Os propagandistas tentam transformar a derrota em vitória. Edição nº 22/1942.

«A nossa proposta». A assinatura no monumento: general Lynch. «Um monumento aos
negros deveria ser erigido nos Estados Unidos; provavelmente se parecerá com isso».
A propaganda alemã tenta jogar a cartada racial. Edição nº 45/1943.

«Informações dos EUA». Quando o Tio Sam fala, a verdade está de pernas para o ar.
Edição nº 45/1943.

«Ele parece não está gostar deste cocktail». Winston Churchill acaba de servir o leão britânico, agora bastante magro, uma mistura de sangue e lágrimas (suor e trabalho árduo omitidos). Uma referência ao primeiro discurso de Churchill como Primeiro-Ministro: «Não tenho nada para vos oferecer além de sangue, trabalho árduo, lágrimas e suor». Edição nº 17/1942.

«Sou amigo de todos os países pequenos». Churchill retira a máscara.
A caricatura insinua que os britânicos usam outros países para lutar. Muito parecido com
as constantes acusações russas ao Boris Johnson e outros Primeiros-Ministros britânicos.
Edição nº 31/1941.

«Singapura. A Fortaleza Mais Forte do Mundo». A revista celebra os sucessos japoneses;
em 15 de fevereiro de 1942, a Singapura britânica foi ocupada pelo Japão. Edição nº 7/1942.

Winston Churchill tenta manter a Inglaterra unida com tábuas etiquetadas como «promessas».
Fá-lo com pregos de um cesto etiquetado como «Mentiras». Edição nº 23/1942.

«Acredite nele, Grã-Bretanha. Ele só quer protegê-la», diz Churchill.
A crítica nazi da aliança entre a Grã-Bretanha e a URSS. Edição nº 18/1942.

«Gigantomania Americana». Legenda: «Não é maravilhoso? O motor é tão potente que
voa sozinho, deixando o avião e a tripulação ilesos». Os nazis tentam descridibilizar a aviação americana. Edição nº 23/1942.

«A Espada do Samurai. Rasgará a Boca a Qualquer Um». A reação alemã ao ataque japonês a Pearl Harbor, a 7 de dezembro de 1941. A Alemanha e a Itália declararam guerra aos Estados Unidos a 11 de dezembro, e Roosevelt tornou-se imediatamente alvo de cartoons. Edição nº 2/1942.

«O que escondes atrás das costas, Franklin?», pergunta a América do Sul.
«As nossas alianças de casamento». Os nazis acusam os Estados Unidos de tentarem
subjugar a América do Sul. Edição nº 6/1942.

«Uma Criança Ambiciosa» Uma mãe para um padre: «Reverendo, não é um doce?
Quer ser um comissário soviético inglês quando crescer». Uma acusação de que os britânicos,
se tornariam em breve bolcheviques. Edição nº 7/1944.

«Torpedo ou Bomba? Nenhum dos dois — uma tempestade!»
Janeiro de 1943, a derrota das tropas alemãs em Estalinegrado.
As únicas boas notícias desse período eram dadas pela Kriegsmarine. Edição nº 5/1943.

«Abrigo Antibombas contra os Navios em Afundamento». A caricatura retrata as criaturas
do mar, que procuram abrigo dos navios aliados, afundados pelos submarinos alemães.
Na primavera de 1943 começaram bombardeamentos intensos anglo-americanos da Alemanha.
Fonte: Edição nº 18/1943.

«O Polvo» Os tentáculos do compló judeu controlam a Inglaterra, URSS,
Estados Unidos e China. Edição nº 27/1943.

«O Candelabro Americano». Outra dose de anti-semitismo. Edição nº 27, 1942.

Título da caricatura: «A transfusão de sangue». Edição nº 35, 1944.

«O Seu Caminho para 'Libertar' a Europa». A guerra está quase perdida e a
propaganda alemã traça retratos cada vez mais sombrios do inimigo. Edição nº 37, 1944.

Fonte: Lustige-Blatter 3º Reich

sábado, junho 13, 2026

A crise petrolífera russa sem precedentes: defice à sovietica

Os comerciantes da Crimeia e de Donbas ocupadas invadem a região russa de Rostov, onde tentam comprar a gasolina aos galões para a revender ao dobro do preço em Donetsk ou em Simferopol. Há roubos de gasolina e em várias regiões russas combustível vende-se somente através do sistema de talões. 


As estações sem o combustível A92; A95 e A100

As estações de venda de combustível fornecem apenas 20 litros de gasolina ou 40 litros de gasóleo por carro particular. As organizações ou pessoas jurídicas porem obter até 200 l de gasóleo. Sem «borlas» na gasolina. Os russos até ontem «apolíticos» interrogam-se: «O que está a acontecer?»




A falta de combustível, de uma ou de outra forma, é sentida nas regiões russas tão distantes como Ulianovsk, Arkhangelsk, Khabarovsk, Rostov, Kazan, Vologda, Voronezh, Kursk, Volgogrado, São Petersburgo e até Moscovo.




Os drones ucranianos FP-1 à atacar a refinaria/usina petrolífera russa de Nizhnekamsk, na região de Tartaristão, distância aproximada à Ucrânia é de 1.400 km: 

Mas que cú total. Estão a f..der por todos os lados. Vamos bazar da fábrica rapidamente. Tem lá outro drone. Estão a f...der a fábrica. Que c...ralho. 

A Donetsk ocupada, as filas intermináveis ​​nos postos de abastecimento. Não há gasolina:

Voltando às «boas práticas» russas da década bastante criminal de 1990, o roubo de gasolina voltou sendo praticado na calada de noite nas ruas e pátios dos bairros russos:


Nas regiões russas mais afetadas a compra e abastecimento de gasolina em galões/jerrycans foi proibida, mas a corrupção é um factor crucial para elevar a moral dos russos, pelo que estes ainda enchem os galões mediante o pagamento de uma «taxa extra».

As filas para abstecimento de combustílvel algures ao longo da autoestrada Moscovo - São Petersburgo:

Como resultado, também não há gasolina em Rostov. Os moradores da cidade estão furiosos, gritando que «os marvados dos ucrainos estão a levar tudo». Em síntese, a guerra russa está a decorrer conforme o plano-mestre original. 

Fonte: kazansky2017; Exilenova_plus

sexta-feira, junho 12, 2026

❗️🔸 Zaporizhia: uma mulher ucraniana ferida em ataque de drone russo

O ataque russo com drones danificou em Zaporizhia o terminal da «Nova Poshta», uma empresa ucraniana de logística. Um incêndio começou numa casa particular noutra morada. Informações sobre o número de vítimas estão a ser apuradas. 





As equipas de resgate extinguiram o incêndio, informa o Serviço Estatal das Situações de Emergência da Ucrânia (DSNS). 

...e a resposta da Ucrânia

Após uma resposta maciça de drones de ataque das Forças de Defesa da Ucrânia, em Togliatti, na região russa de Samara, foram registados vários focos de incêndio na zona industrial da fábrica química de «Togliattikauchuk», a produtora de borracha industrial. 


Na cidade russa de Nizhnekamsk, a unidade de separação de petróleo AVT-8 da fábrica/uzina de «Nizhnekamskneftekhim», está em chamas:


Fonte: Exilenova_plus

O sonho colonial polaco nos cartazes do período entre as duas guerras: 1918-39

«Queremos as colónias para Polónia»
Liga Marítima e Colonial. Dias Coloniais, 7-13.IV.1938

A 2ª república polaca (1918-1939), era um país bastante agressivo, sobretudo para dentro, às suas minorias nacionais, mas também para fora, principalmente à partir da segunda metade da década de 1930, quando a sociedade polaca sonhava em se transformar na detentora de colónias africanas. 

«Fora prussiano! Repetiremos [a batalha de] Grunwald!!

«Não estamos aqui desde ontem. Seguiremos bem longe para Oeste»

«Não deixaremos de nós separar do Báltico!»
25.VI-2.VII. Dias do Mar. Liga Marítima e Colonial. Autor: Antoni Wajwód

É de recordar que em resultdo da guerra polaco-soviética de 1919-21, a Polónia passou a ocupar toda a Ucrânia Ocidental, mais a região de Volyn, a Belarus Ocidental e uma parte considerável da Lituânia, incluíndo a sua capital atual e histórica, cidade de Vilnius.

Mês da Pomerânia. União da Defesa das Fronteiras Ocidentais. 16.XI-16.XII. 1930
«Defenderemos a Pomerânia contra a invasão teutónica».  

«Polónia seguindo o caminho do Józef Piłsudski». 1914.6.VIII.1939

«Empréstimo de defesa antiaérea»

Em 1930, na Polónia foi formada a nova «Liga Marítima e Colonial», a organização polaca, criada na base na Liga Naval e Fluvial. Não se tratava simplesmente de uma mudança de nome, mas de uma mudança de rumo e atitude — o programa da organização incluía pontos sobre a necessidade de lutar pela aquisição de colónias por parte da Polónia. A organização era liderada pelo General Mariusz Zaruski. 

A implementação prática do programa da organização consistiu na aquisição de territórios ultramarinos para uso dos colonos polacos (por exemplo, no Brasil, Peru, Libéria). Em 1934, a organização comprou terras na província brasileira do Paraná e aí fundou um colonato/uma colónia chamada Morska Wola. 

«Da nossa colónia "Morska Wola" no Paraná»

Em outubro de 1938, na sequência do Acordo de Munique, Polónia apoiou Alemanha nazi nas suas reivindicações territoriais para com a Checoslováquia, anexando e ocupando os territórios checos e eslovacos, nomeadamente a região de Cieszyn Silesia e a cidade de Český Těšín, os territórios de Orava e Spiš. Faltava menos de um ano até a assinatura do Pacto Molotov-Ribbentrop.


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A invasão da Checoslováquia foi celebrada, com um aperto das mãos, dado em público, entre o marechal polaco Edward Rydz-Śmigły e o adido militar alemão, coronel Bogislav von Studnitz (1888-1943) durante a parada do «Dia de Independência» em Varsóvia aos 11 de novembro de 1938. A própria parada polaca era especialmente ligada à captura dos territórios checos e eslovacos. 

No entanto, apenas um ano depois, no final de setembro de 1939, Hitler agradeceu publicamente à liderança da República Eslovaca pela ajuda dada ao Wehrmacht na campanha da invasão da Polónia. Em 21 de setembro, os antigos territórios poloneses de Spis e Orava, com uma área de mais de 700 km², foram transferidos para a soberania da Eslováquia. 

«O protesto do Embaixador da Eslováquia»

Todavia, alguns diplomatas eslovacos discordaram publicamente do colaboracionismo do seu país com o 3º Reich. Por exemplo, no primeiro dia da invasão nazi alemã da Polónia, o embaixador eslovaco na Polónia, Dr. Ladislav Szathmáry se encontrou com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros/ das Relações Exteriores da Polónia, Jan Szembek, a quem entregou uma carta dirigida ao ministro dos Negócios Estrangeiros/das Relações Exteriores da Polónia, Józef Beck, que dizia o seguinte: “Em nome do povo eslovaco e de seus representantes,que são forçados a permanecer calados sob a pressão do Terceiro Reich, eu protesto como representante do estado eslovaco na Polónia contra o uso da Eslováquia como base para o Terceiro Reichpara condução dos combates contra a Polónia”. 

CartazesFonte