sexta-feira, fevereiro 13, 2026

A enciclopédia ilustrada dos horrores e abominações do GULAG soviético

A fazendeira e escritora Eufrósínia Kersnovskaya passou 12 anos da sua vida aprisionada no GULAG soviético. Produziu centenas de pinturas, que com a precisão fotográfica mostram os horrores e abominações dos campos de concentração comunistas da União Soviética. 

Eufrósínia Kersnovskaya

Há uma verdadeira enciclopédia nessas imagens. Elas contêm um material tão informativo que nenhum memorialista consciencioso ou coleção de documentos poderia fornecer. O olhar perspicaz da artista captura situações que jamais poderiam ser registradas por fotografia e cinema (fotógrafos e cinegrafistas eram simplesmente proibidos no GULAG): a vida em confinamento solitário e celas compartilhadas, os horrores dos embarques, as etapas, a vida nos campos de Estaline, o trabalho dos prisioneiros em hospitais e serrarias, em necrotérios e nas minas, escreve blogue Antisovetsky

Chegada de uma nova etapa ao «campo corretivo-laboral» do GULAG
Kersnovskaya se lembra de tudo — como eram as parashas (latrinas), como os prisioneiros se vestiam, como aconteciam os interrogatórios, os shmons (rusgas), as lutas corporais, a lavagem nos banhos públicos e as rotinas de necessidades fisiológicas, os enterros dos mortos, os amores e romances.

«Descanso curto ao caminho da cova»

Com uma lapidação precisa, ela retrata seus anos de GULAG e nos trabalhos forçados, seus camaradas na desgraça e seus carrascos. Todos os tipos de personagens existem nesses desenhos: guardas prisionais, urkas (criminosos), professores doutores, delatores, presos especiais, menores, dokhodyagi (quase-mortos), camponeses, zhuchkas ((1) jovem prostitutas; 2) ladras; 3) concubina fieis)), brigadeiros laborais, koblas (lésbicas ativas), padrinhos (oficiais do NKVD encarregados da segurança interna dos campos), prostitutas. E tudo isso foi capturado por Kersnovskaya com precisão cinematográfica. Quase não há estática – tudo se move, age, vive, nas suas imagens. A carga psicológica e emocional das imagens está no limite! 

«Dúzia dos quase-mortos são levados aos trabalhos» 

Eufrósínia nasceu em em 1908 no sul da Ucrânia, em Odessa. Sua mãe era professora de inglês e francês. Seu pai era advogado e criminologista. Eufrósínia recebeu uma excelente educação e falava nove idiomas, no entanto optou por se formar em veterinária. 

Fugindo dos horrores do comunismo e do terror vermelho, após a queda da República Popular da Ucrânia (UNR), família conseguiu fugir à Romênia. Lá, na região de Bessarábia, perto da cidade de Soroki, na vila de Tsepilovo, ficava uma propriedade da família. No final da década de 1930, seu pai faleceu. A filha e a mãe teriam continuado morando em sua casa até que em agosto de 1939, a Alemanha nazi e URSS comunista assinaram um pacto de não agressão, que dividia as suas «esferas de influência» na Europa Oriental. O Exército Vermelho veio do oeste, e as pessoas da sua «esfera de influência» foram enviadas para a Sibéria em vagões de gado. Kersnovskaya também foi deportada, por ser «uma proprietária» e representante de uma «família rica». Ficou presa de 1942 a 1952, período durante o qual lavava roupas de cama de hospitais, passou pelo localidade de Zlobino, como ela chamava de «mercado de escravos de Norilsk». 

Uma lição de «economia» socialista 

«Aqui, crianças estão espalhadas em fila ao longo de um campo de trigo não colhido, a professora está explicando algo... Finalmente, entendi: essas crianças magras e famintas estão queimando o trigo...»

«... Galopando pelo campo... Não sei quem era. Aquele cavaleiro parecia mais um oprichnik! Só que na sela não havia uma cabeça de cachorro ou uma vassoura, mas um monte de mochilas. O que está acontecendo? O que aquelas crianças magras e as velhas fizeram de errado enquanto colhiam espigas de milho? Elas me explicaram na aldeia: 'Não recebes nada por um dia de trabalho. Quando você colhe espigas de milho, pode levar/pegar até 10 quilos... 

Mas as espigas de milho vão se perder de qualquer jeito! – 'Vão se perder mesmo. Mas se você permitir que colham as espigas de milho, ninguém vai trabalhar? Ou talvez elas deixarão as espigas [no campo] de propósito.'» 

Uma lição de alfabetização política 

Quando Kersnovskaya estava numa prisão na região de Altai, ela aprofundou os seus conhecimentos políticos. Ela escreve: «Uma jovem que saiu para passear conosco foi presa por não denunciar um homem que, usando quinze fósforos, formou o número «fatal» 666, depois a palavra «serpente» e, finalmente, «Lenine». Para mim, com minhas «limitações europeias», parecia que [cidadão] só se podia ser responsabilizado por seus próprios atos. Comecei a perceber, com dificuldade, que aqui, neste país, até mesmo palavras ditas são consideradas um crime. Mas ser mandada para a prisão por algo que se ouviu — não! Isso supera qualquer coisa que um louco possa imaginar em meio ao delírio!»

Uma lição de ateísmo

«Às vezes, um grupo [de mulheres] se reunia na pocilga... Uma vez, Irma Melman trouxe uma coleção de poemas antirreligiosos. É difícil dizer qual desses poemas era o mais estúpido e vulgar». 

«Qual a minha opinião sobre essa 'poesia'?», você pergunta. 

«Bem, uma pocilga é o lugar mais apropriado para ler tais poemas. Uma lixeira serviria igualmente bem...» Dei de ombros, respondendo às perguntas de Irma Melman, e fui alimentar os leitões. Longe de pensar que isso selava meu destino... Fui acusada de agitação antissoviética e atividade subversiva em uma granja de porcos, e também de ódio ao 'orgulho da poesia soviética — Maiakovski'." 

Sob essa acusação Eufrósínia Kersnovskaya foi enviada para Norillag.

Uma lição de «racionalização» soviética (a experiência de Norillag

Antes da II G.M., os prisioneiros eram enterrados em caixões rudimentares; durante a guerra, o número de cadáveres aumentou tanto que inventaram o chamado carro funerário — uma caixa sobre rodas onde os cadáveres nus eram colocados, em forma sobreposta. Ironicamente, o inventor desse «carro funerário» morreu subitamente e estava em uma das primeiras viagens. Em 1947, começaram a transportar prisioneiros em caixões novamente dos quais, aliás, eram lançados/jogados às valas comuns. 

«No momento da chamada todos devem estar presentes, Mesmo os mortos» 

Uma lição de humanismo socialista 

Enquanto trabalhava no hospital central do campo de prisioneiros de Norilsk, sua primeira morte ocorreu em serviço. «Um tártaro, originário da Crimeia, estava morrendo. Reunindo suas últimas forças, ele se sentou, me chamou e disse: 'Irmã! Aqui está o endereço da minha esposa... Escreva para ela.' Eu fiz o que ele pediu. Me meti em encrenca por isso! Mal sabia eu que um prisioneiro moribundo não tem o direito de se despedir — nem mesmo por carta — de sua família? Se eu ousar relatar outra morte, eles me mandarão para um campo penal para cavar areia». 

Uma lição sobre a verdade comunista

Em 1960, sete anos após a morte do Estaline e em pleno «degelo» de Khruschev, Eufrósínia Kersnovskaya, uma operária de explosivos da mina 13/15, escreveu uma carta ao jornal da cidade «Zapolyarnaya Pravda» sobre violações de normas de segurança no trabalho. Uma prestigiosa comissão, a pedido da redação, verificou os fatos e concluiu que a denúncia era uma calúnia contra cidadãos soviéticos.

No texto publicado em resposta, Eufrósínia foi acusada de «maldade», de ser proveniente de uma família rica e que os seus pais «fugiram para o exterior». O texto a acusava de «malícia contra tudo o que é soviético, herdada de seus pais», dizia que ela «apoia abertamente os nazistas» (?) e que «mesmo depois de cumprir sua pena, continua seu trabalho sujo» (?). Em resumo, os mineiros soviéticos estão lutando pelo título de uma mina de trabalho comunista, e Eufrósínia «ainda tem veneno nos lábios» (artigo se chamava «Uma Mosca Não Pode Eclipsar o Sol»). 

Houve então uma reunião no local de trabalho de Eufrósínia Kersnovskaya, mas as autoridades soviéticas sofreram uma derrota esmagadora: os mineiros saíram em sua defesa. Disseram que Kersnovskaya era uma excelente técnica de explosivos, uma camarada confiável e uma pessoa bondosa. A tentativa de prisão da investigadora fracassou... Então ela foi «aconselhada» a deixar Norilsk. Pediu para trabalhar por mais um ano e quatro meses até completar o tempo que lhe permitiria se reformar/aposentar mais cedo. O pedido foi negado. Assim, ela deixou para sempre a odiada Norilsk em 1959.

Um selo postal da Moldova, dedicado à Eufrósínia Kersnovskaya

Eufrósínia Kersnovskaya morreu em 8 de março de 1994 na cidade russa de Yesentuki. Autora de um livro de memórias (2.200 páginas manuscritas), acompanhado por 700 desenhos, sobre sua infância em Odesa e na Bessarábia, sua deportação e a sua prisão no GULAG. O texto completo das memórias de Evfrosinia Kersnovskaya, em seis volumes, foipublicado somente em 2001–2002.

Ler o livro de suas memórias «Quanto custa uma pessoa», +18, em russo


⚡️✊A vida e o treino da Kraken — a unidade ativa da GUR MOU

O treino é a chave para uma missão bem-sucedida, garantindo as vidas salvas. Os homens de Kraken dedicam todo o seu tempo livre a aperfeiçoar as suas capacidades para serem ainda mais eficazes no campo de batalha, prevendo as movimentações dos ocupantes russos. 








Aderir à unidade (faça click na ligação ativa), atenção: destinado apenas aos civis.

Bónus 

Imagens exclusivas da operação no Mar Negro do Departamento de Operações Ativas do GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia (GUR MOU), realizada em agosto de 2025: as equipas das forças especiais de inteligência militar ucraniana foram ao mar e atacaram, com sucesso, os alvos militares de forças de ocupação russas. 

Como resultado do ataque ucraniano, com uso de drones FPV e outros drones de combate, as unidades da GUR destruíram os seguintes alvos russos:

  • Embarcação do tipo BL-680;
  • Radar «Harpoon-B»;
  • Sistema de guerra eletrónica «Groza».

quinta-feira, fevereiro 12, 2026

☠️❗️ Forças ucranianas liquidam dois mercenários da Nigéria

No leste da Ucrânia cresce sigificativamente o número de mercenários africanos abatidos. Os africanos recebem o «treino» ultra-mínimo e são usados, propositadamente, em ataque frontais, somente para os ocupantes russos tentarem detectar a posição das linhas defensivas ucranianas. 

Na região de Luhansk, oficiais da inteligência militar ucraniana GUR MOU descobriram os corpos de dois cidadãos da República Federal da Nigéria — Hamzat Kazeen Kolawole (nascido em 03/04/1983) e Mbah Stephen Udoka (nascido em 07/01/1988).

Declaração do Mbah Stephen Udoka
em substituição da sua caderneta militar

Ambos serviram no 423º regimento de fuzileiros motorizados da guarda (unidade militar Nr. 91701) da 4ª divisão de tanques da divisão «Kantemirov», outrora uma unidade da elite do exército soviético e depois russo. 

Ambos assinaram contratos de 1 ano com o exército russo no segundo semestre de 2025: Kolawole em 29 de agosto e Udoka em 28 de setembro. Udoka, na verdade, não teve nenhum treino/amento — apenas cinco dias depois, em 3 de outubro de 2025, foi colocado numa unidade russa e no mesmo dia enviado aos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia.

Recibo do Hamzat Kazeen Kolawole: «no caso da recusa de assinar o contrato, você será levado à polícia e depois irá esperar, em cârcer, durante muitos meses a deportação e será interdito de visitar a federação russa para sempre. Você também terá que pagar o custo do seu bilhete de ida e volta».

Os documentos sobre o treino/amento de Kalawole não são disponíveis, mas, muito provavelmente ele também não passou por nenhum treino/amento militar. Homem deixou a esposa e três filhos órfãos na Nigéria.

Ambos os nigerianos morreram no final de novembro de 2025 numa tentativa de atacar as posições ucranianas na região de Luhansk. Nem sequer entram em combate — os mercenários foram eliminados por drones ucranianos.

O Ministério da Defesa da Ucrânia alerta cidadãos estrangeiros contra viagens à federação russa e aceitação de qualquer trabalho/emprego no território da rússia. Uma viagem à rússia é uma chance real de acabar num destacamento de ataque kamikaze, para no fim, apodrecer algures no solo ucraniano.

Blogueiro: nota-se uma certa mudança nas táticas e atitudes russas em relação aos mercenários estrangeiros. A falta do pessoal fez com que os tempos já curtos de preparação militar foram encurtados aos absolutamente mínimos. Como neste caso, em que entre assinatura do contrato e colocação no terreno se passaram apenas 5 dias. Os mercenários estrangeiros começaram a receber para assinar algum documento em inglês, para evitar a possibilidade deste mesmo mercenário alegar que não sabia o que assinava, pois não sabe ler russo. Os mercenários estrangeiros já nem sequer recebem as cadernetas militares, em vez disso, uma simples folha A4 com sua foto e carimbo. Por fim, os papeis que os mercenários assinam, mencionam que o seu contrato é de 1 ano, só que ninguém lhes explica que o contrato pode ser prorrogado pela simples decisão do comandante, por tempo indefinido, até o fim da «operação militar especial», ou seja, até o fim da guerra colonial russa na Ucrânia.

Propaganda russa dirigida aos zimbabweanos

O exemplo da propaganda/publicidade russa de um dos centenas de recrutadores russos em África dirigida ao público de Zimbabwe. O objetivo são os países mais pobres do continente africano, onde são construídas as redes de recrutamento. Nas redes sociais são publicados anúncios prometendo muito dinheiro para trabalhar na rússia. Em alguns casos, anunciam diretamente o serviço militar, mas, com mais frequência, oferecem o «treino»/«treinamento» (por exemplo, na fabricação de drones em Alabuga) ou outros empregos civis, por exemplo, na construção civil, com salários que, na rússia, na realidade só são pagos aos informáticos ou aos mercenários da guerra colonial russa. 

O recrutamento russo dos zimbabweanos

As redes de recrutamento são construídas com base no princípio do marketing multinível: indique um amigo e ganhe uma comissão. Quanto mais você recruta, mais dinheiro ganha. Os recrutadores costumam prometer de 500 a 700 dólares por cada recrutado. Naturalmente, omitem o fa(c)to de que os recrutados se tornarão tropas de ataque após 5-15 dias de preparação. Os recrutadores russos costumam prometer que os recrutados serão «assistentes militares» sem necessidade de participar em combates. O principal conseguir a assinatura do contrato. Depois disso não há voltas à dar, os que recusam a combater, ou são maltratados nas cadeias ilegais russos ou, então, podem tentar escapar, se entragando às forças ucranianas. 

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JO 2026: a lembrança não é uma violação!

Os militares das Forças Armadas da Ucrânia (FAU) apoiam os atletas e membros da equipa/e olímpica ucraniana, que recordam ao mundo dos desportistas ucranianos mortos por ocupantes russos. 
Olena Smaha, competidora ucraniana de luge




Particularmente, os militares apoiaram o atleta ucraniano Vladyslav Heraskevych, que compete no skeleton e usa um capacete com as imagens dos 31 atletas ucranianos de alta competição que foram mortos pelos ocupantes russos desde 24.02.2022. Desde início dos JO, Vladyslav está em luta constante e desigual luta contra a burocracia do COI, que usa todos os meios para tentar-lhe proibir a mostrar as imagens dos desportistas ucranianos mortos. 




O Art. 50º do estatuto do COI proibe a exibição das declarações políticas, de descriminação racial, etc. Nada disso acontece neste caso, ou como dizem as imagens «a lembrança não é uma violação!»

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

O putlerista polaco foi brutalmente morto no cativeiro russo por ser um polaco

A pedagógica história do cidadão polaco/polonês Krzysztof Galos, brutalmente torturado e assassinado em cativeiro russo. Ironicamente, ele veio à Ucrânia para confirmar se «realmente havia uma guerra». Não estão totalmente claro como ele caiu nas mãos dos ocupantes russos, mas a sua morte um fa(c)to. 

«Meu tio não conhecia ninguém na Ucrânia. Ele negava constantemente que houvesse uma guerra de verdade acontecendo lá e dizia que era uma invenção da propaganda ucraniana», explicou a sobrinha do polaco/polonês, citada pelo jornal polaco/polonês Gazeta Wyborcza

Os POW ucranianos libertados que estavam no centro de detenção preventiva (SIZO Nr. 2) de Taganrog na época em que Galos foi levado para lá (verão de 2023) contaram a jornalistas que os executores russos ficaram eufóricos ao perceberem que haviam capturado um «polaco/polonês de verdade». Como psicopatas, eles literalmente começaram a competir em torturá-lo. Krzysztof era espancado todos os dias. Eles o espancaram com particular ferocidade simplesmente por ele só saber falar polaco/polonês e não dominar o russo. Durante os abusos, os guardas russos o insultavam, promentendo invadir a Polónia: «Vocês são os próximos — não fiquem relaxados, vocês perderam o medo, lá na sua Europa. Não relaxem! Nós vamos vós pegar!» 

Galos nunca recebia os cuidados médicos adequados, uma vez ele foi espancado no preciso momento em que um paramédico colocava a ligadura / enfaixava a sua cabeça! Naturalmente, nessas condições, o homem de 55 anos estava condenado e não durou nem um mês sob custódia russa. Após mais uma surra desferida pelos russos com marretas de madeira, Krzysztof sentiu-se mal, perdeu a consciência e foi retirado de sua cela, já à beira da morte. Seus companheiros de cela foram então forçados a assinar as declarações afirmando [não sendo médicos] que a morte do polaco/polonês se deu devido às «causas naturais». 

É revelador também que, quando, mais de dois anos depois, as autoridades polacas/polonesas souberam da morte de Galos, o lado russo ignorou todos os pedidos da Varsóvia. O corpo de Krzysztof ainda (Sic!) não foi devolvido, e sua família nunca recebeu qualquer confirmação oficial da sua morte. Este comportamento característico russo, tanto no tratamento dos POW/reféns civis vivos, quanto dos mortos tornou-se uma marca registrada da rússia moderna. O novo Gulag russo triturou mais uma pessoa e, claramente, obteve uma satisfação sádica adicional pelo fato de vítima ser um «membro da NATO/OTAN». 

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RSF: mais de 175 jornalistas vítimas de ocupação russa da Ucrânia

Organização internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF) documentou mais de 175 casos de abuso contra jornalistas que configuram crimes de guerra, cometidos pela rússia desde o início da invasão russa em larga escala em 24.02.2022. 

Desde 2022, as forças russas mataram 16 jornalistas: 15 em território ucraniano e uma jornalista, Viktoriya Roshchina, na rússia, enquanto estava sob custódia russa numa prisão russa. 

Em 2025, três profissionais da mídia foram mortos em ataques de drones FPV russos – o fotojornalista francês Antoni Lallican e dois jornalistas do canal FreeDom TV – Alyona Gramova e Yevgeny Karmazin. 

Pelo menos 53 jornalistas ucranianos e estrangeiros ficaram feridos no exercício de suas funções profissionais. 26 profissionais da mídia ucranianos ainda estão em cativeiro russo, onde são submetidos a pressão física e psicológica. 

Em 2025, três jornalistas foram libertados do cativeiro russo: Vladyslav Yesypenko, Dmytro Khylyuk e Mark Kaliush. 

A RSF também registrou 25 ataques a torres de televisão com o objetivo de interromper a disseminação de informações confiáveis ​​de fontes locais e independentes. Em 2025, documentou dois novos ataques – a torres de televisão em Dnipro e Chernihiv. 

Ler e ver mais: https://rsf.org/en/175-journalists-victims-abuse-ukraine

terça-feira, fevereiro 10, 2026

Ucrânia elimina o líder da criminalidade étnica «batalhão ArBat»

As forças ucranianas liquidaram mais um criminoso de guerra, Ayk «Abrek» Gasparyan, comandante do bando armado «batalhão ArBat», composto, parcialmente, por arménios étnicos. Gasparyan era ex-mercenário da EMP Wagner, que Prigozhin recrutou de uma prisão russa para a guerra contra Ucrânia, informa a página ucraniana Militarnyi.com 

No passado, Gasparyan foi pessoalmente condecorrado por putin com a medalha «Pela Coragem» pelo assassinato de ucranianos, agora ele próprio está morto. O bando armado «batalhão Arbat», que ele comandava, foi criado por Armen «Gorlovsky» Sarkisyan, um chefão do crime organizado de Horlivka, que foi abatido, juntamentoe com o seu guarda-costas em Moscovo/ou em 2025.


A liquidação do terrorista «Abrek» foi anunciada pelo autoproclamado «prefeito» da cidade ocupada de Horlivka, na comunicação, os separatistas afirmam que «Abrek» morreu em combate.

Ayk «Abrek» e «Priggy» Prigozhin

Ayk Gasparyan era natural de Alto/Nagorno-Karabakh e ex-combatente do Grupo Wagner. Participou das batalhas de Soledar e Bakhmut. Gasparyan foi recrutado para a guerra contra a Ucrânia de uma prisão russa de alta segurança, onde cumpria pena de 7 anos e 3 meses por roubo à mão armada.

Gasparyan, Sarkisyan e líder da igreja arménia de Moscovo, 2023

Em setembro de 2024, o Comité de Investigação da Armênia declarou que o bando «ArBat» estava recrutando cidadãos arménios, preparando um golpe de Estado em Yerevan, e o próprio batalhão anunciou posteriormente o recrutamento de “voluntários” da Indonésia.

Operação do KGB no Reino Unido: «Naked Spy»

Na década de 1950, vivia em Londres um osteopata chamado Stephen Ward. Ele criou uma agência de acompanhantes para clientes de alto escalão da sociedade britânica. Na realidade agência foi criada e gerida pelo KGB. Ward era apenas uma fachada e um mero executante.

Ele praticava a terapia manual. Certamente a praticava com um alto padrão profissional. Ward também tinha um hobby: era retratista e, por algum motivo, sonhava em ir a Moscovo/ou e desenhar ou pintar retratos de membros do Politburo. Por volta de 1960, Ward conheceu e fez amizade com um oficial da inteligência militar soviética (GRU), designado para a embaixada soviética em Londres, o Capitão de 1ª Classe Yevgeny Ivanov (morreu na pobreza em Moscovo/ou em 1994).

Naquele mesmo ano, Ward fundou uma agência de acompanhantes / «garotas de programa» para clientes de alto escalão da sociedade britânica. Com o tempo, a agência ganhou outro nome: o Clube das Quintas-feiras. Representantes masculinos de alto escalão da sociedade inglesa se reuniam na casa de Ward às quintas-feiras para conhecer as meninas/garotas que ele trazia, com tudo o que se seguia.

Ivanov manteve um caso com a socialité e dançarina exótica britânica Christine Keeler, que por sua vez se envolveu, muito possivelmente através da «sugestão» do KGB com John Profumo, o Secretário de Estado da Guerra britânico. O caso extraconjugal subsequente de Profumo com Keeler ocorreu em um momento em que ela também estava tendo relações sexuais com Ivanov.

Christine Keller fotografada por Lewis Morley, 1963

Em 1963, o escândalo conhecido como Caso Profumo eclodiu, envolvendo os dois ministros da guerra implicados no escândalo e levando à sua renúncia. A contraespionagem britânica, MI5, provou, então que Ward trabalhava para KGB e produzia/coletava fotografias incriminatórias de todos os altos funcionários que haviam utilizado os seus serviços. A lista era longa e impressionante. Como resultado, o governo conservador de Harold Macmillan renunciou. Foi substituído pelo governo trabalhista de Harold Wilson, que era o preferido da liderança soviética.

Em 30 de julho de 1963, Ward foi preso e encontrado morto (oficialmente dado como suicídio por envenenamento por barbitúricos) na sua sua cela já em 3 de agosto. Ele tinha apenas 50 anos. O capitão Ivanov, juntamente com seu coautor Gennady Sokolov, publicou, na rússia em 1992, um livro sobre o caso, intitulado «O Espião Nu». No mesmo 1992, o livro também foi publicado no Reino Unido sob o título «The Naked Spy». No livro, os autores revelaram que o escritório de Ward foi criado pelo KGB. Ward era apenas uma fachada e um mero executante.

Assim, após o projeto bem-sucedido de Ivanov e Ward, o KGB repetiu a mesma operação em maior escala nos Estados Unidos, realizada por Ghislaine Maxwell e Jeffrey Epstein...

domingo, fevereiro 08, 2026

Escândalo sexual soviético: o bordel da elite comunista

Imagem AI ilustrativa

1955, URSS. Graças à uma denúncia anónima foi descoberto um bordel usado por mais alta nomenklatura comunista soviética. A clientela era composta pelo Ministro da Cultura em funções, membros da Academia de Ciências, escritores, filósofos e professores do marxismo-leninismo. 

Krivoshein (?) de fato escuro. Foto: Kommersant

Na sua dacha (casa de campo) em Valentinovka, nos arredorres de Moscovo/ou, e no seu apartamento no centro de Moscovo/ou, o dramaturgo e poeta russo Konstantin Krivoshein — «Epstein de orçamento limitado» — organizou um bordel para a mais alta nomenklatura soviética. Estudantes de teatro e das escolas de balé eram atraídas com promessas de carreiras no Teatro Bolshoi e cunhas junto ao Ministério da Cultura. A clientela era composta pela nata da elite soviética: o Ministro da Cultura da URSS em funções, o Acadêmico Georgiy Alexandrov (que tinha uma chave pessoal do dito apartamento), membros destacados da Academia de Ciências da URSS, escritores, filósofos e professores.

Académico e ministro Georgiy Alexandrov

Todos usavam os códigos de disfarce: «dissertação» (a tese académica) significava uma moça/garota, «defender a dissertação» significava seduzi-la e «escrever uma resenha» significava revender os seus serviços aos terceiros. Um traço interessante, pois tem a total semelhança com os códigos próprios usados pelo bando, não tenho outro nome, do Jeffrey Epstein. Onde os termos como «pizza», «Creme Soda» ou «comida chinesa», significavam, por exemplo, diversos tipologias raciais/étnicas de mulheres / moças usadas e abusadas pelo grupo.

A revelação começou com uma carta anónima de uma mãe indignada ao Khrushchev. Numa reunião do Comité do partido comunista de Moscovo/ou, Nikita Khrushchev passou um longo tempo gritando com os culpados, para depois se dirigir ao crítico literário e diretor do Instituto de Literatura Mundial da Academia de Ciências da URSS, Alexander Egolin:

Alexander Egolin, morreu aos 62 anos

«Aleksandrov é um jovem, eu entendo. Mas por que você está se envolvendo nisso com a sua idade?» 

A resposta entrou para a história:

«Mas eu não fiz nada, eu somente estava acariciando...» Egolin disse isso em russo: «ya tolko gladil». O povo «maldoso» criou a piada baseada no trocadilho entre o verbo russo e o gládio romano, assim nasceu o nome popular do escândalo — «o caso dos gladiadores». 

Perseguição das testemunhas 

Já após o início das averiguações, no arquivo da Procuradoria de Moscovo foi «descoberta» uma outra denúncia, da autoria de Zinaida Lobzikova, a instrutora de cultura do Conselho Municipal de um dos bairros de Moscovo/ou. Ela implorava pelo resgate de sua filha, Alina, estudante de balé, do covil clandestino do Krivoshein. A jovem sofria de um colapso nervoso e foi mantida à força e contra a sua vontade na dacha do predador. Zinaida Lobzikova foi posteriormente atacada por «desconhecidos» e morreu no hospitalalgumas semanas depois. 

Crime e «punição» 

Tal como no caso Epstein, a justiça comunista soviética foi bastante selectiva, no momento de punir os culpados. 

Dramaturgo Krivoshein foi condenado à prisão, mas não por auxílio à prostituição e gestão de um bordel clandestino, mas por especulação e comércio ilegal de pinturas antigas. A condenação acabou, definitivamente, com a sua carreira literária. Ao ponto de Wikipédia russa não saber nem a data, nem o local, nem as circinstâncias da sua morte. 

Ministro da cultura Georgy Alexandrov perdeu o seu posto e foi «exilado» para Minsk, onde continuou seus estudos em filosofia marxista-leninista. 

Académico Alexander Egolin foi rebaixado do seu posto na Academia de Ciências e foi lembrado, na história, pela sua perseguição implacável aos escritores soviéticos, por menor traço de qualquer dissidência. Após sua morte, o genial escritor da literatura infanti, ucraniano Korney Chukovsky escreveu no seu diário: «Egolin morreu — um completo canalha, um bajulador e — ao mesmo tempo — um tolo sem talento». 

Vladimir Kruzhkov, membro da Academia de Ciências da URSS e membro da Comissão de Revisão do Comitê Central do PCUS, foi exilado à região de Ural, como editor-chefe do jornal regional de Sverdlovsk «Uralsky Rabochiy». No entanto, ele recuperou, dentro de um tempo relativamente curto a influência perdida e de 1961 a 1973 foi o Diretor do Instituto de História da Arte do Ministério da Cultura da URSS. 

O vice-diretor do Instituto de Literatura Mundial de Moscovo, professor Sergei Petrov escapou da estória sem nenhuma perda de posição ou estatuto e já em 1957 defendeu a sua sua tese de doutoramento. Tal como Sergey Kaftanov, que manteve a sua posição do Primeiro Vice-Ministro da Cultura da URSS. Chegou à exercer as funções de Ministro da Cultura interino da URSS.

sábado, fevereiro 07, 2026

Os defensores da Ucrânia: antes e depois de 24.02.2022

“Quase não me recordo de mim antes da guerra…”, escreveu o militar ucraniano @vitsikkkk numa postagem no Threads, publicando fotos suas antes e durante o serviço militar. Ele foi seguido por outros defensores da Ucrânia, que começaram publicar as suas próprias fotos «antes» e «depois».









Fonte: vitsikkkk | Threads