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sábado, agosto 01, 2026

Terror russo em Kyiv e Odesa; Ucrânia responde, atingindo as refinarias e radares

Até a propaganda russa já admite que os ataques contra Kyiv não têm qualquer propósito militar e são realizados unicamente para aterrorizar civis, não sendo, por isso, necessários mais comentários. 


Cratera deixada por míssil russo num dos pátios de Kyiv

Pelo menos nove pessoas foram mortas na noite de 1 de agosto em Kyiv. Foram alvejadas indiscriminadamente, onde quer que fosse possível – em pátios, prédios de habitação, até mesmo no asfalto das ruas da capital ucraniana. 


Em Odessa, os ocupantes russos atacaram deliberadamente um edifício residencial com o drone de ataque. Uma vez por ano, em 2 de maio, os propagandistas russos demonstram falsa e ostensiva compaixão pelos residentes de Odessa. Nos outros dias do ano, bombardeiam a cidade, a mesma que teimam em chamar de «cidade russa» e matam os civis ucranianos ali residentes.

e a resposta ucraniana... 

O navio porta-contentores russo «Yanina» (ex-Bourda), pertencente à corporação nuclear russa «Rosatom», foi afundado no Mar Negro. Dois drones marítimos do SBU afundaram o porta-contentores à cerca de 180 km da costa de Novorossiysk. O navio navegava sob a bandeira russa e tinha a capacidade de carga de 100 mil toneladas.

Os drones de SBU atingiu três refinarias russas no Bascortostão e quatro estações de radar na região de Krasnodar.

O Serviço de Segurança da Ucrânia realizou na noite de 1 de agosto mais um ataque bem-sucedido contra a infraestrutura de combustíveis e militar da federação russa. Estas operações especiais são realizadas para reduzir o potencial militar russo.

Os drones de longo alcance do SBU atingiram as infraestruturas de três refinarias de petróleo na cidade de Ufa (república do Bascortostão, sob ocupação temporal da rússia), que se situam a 1.600 km da fronteira estatal da Ucrânia. Trata-se das empresas Bashneft-UNPZ, Bashneft-Novoil e Bashneft-Ufanaftokhim, que fazem parte da Bashneft e formam um dos maiores polos de refinação de petróleo da rússia. 

Cidade de Ufa, 1 de agosto de 2026

A capacidade total destas empresas é superior a 23 milhões de toneladas de petróleo por ano. Ufa é um dos principais centros de refinação de petróleo da federação russa, e as refinarias locais fornecem gasolina, gasóleo, querosene de aviação, lubrificantes e outros produtos usados, em particular, para satisfazer as necessidades do exército russo. 

Além disso, os drones do SBU atingiram três estações de radar «Podlyot-K1» e um radar «Kasta-2E2», todos na região de Krasnodar, que foram utilizados pelos ocupantes russos para detetar alvos aéreos. 



A localidade de Nizhnekamsk, no Tartaristão

A localidade de Nizhnekamsk, na república do Tartaristão, um incêndio de grandes proporções deflagrou na zona industrial da empresa «Nizhnekamskneftekhim» após uma explosão, provavelmente provocada por uma sobrecarga do sistema na sequência de uma série de ataques de drones ucranianos à zona industrial. O acidente levou a um incêndio de grandes proporções, que consumiu uma parte significativa da empresa, e uma densa coluna de fumo eleva-se sobre as instalações. 

FontesExilenova_plus; Exilenova_plus; SBU;

quinta-feira, julho 30, 2026

Os crimes russos de guerra em Kyiv, Kryvyi Rih e Lviv

Lviv, prédio habitacional na rua «Ivan Vyhovskiy»

Os ocupantes russos continuam a atacar os civis ucranianos. Na noite de 30 de julho os misseis e drones russos atingiram diversas localidades da Ucrânia. Civis foram mortos e feridos em Kryvyi Rih, Kyiv e Lviv. Um míssil russo atingiu a Polónia. 

Uma família numerosa, incluindo três crianças pequenas, foi morta em Kryvyi Rih. Em Lviv, estão a remover os escombros de uma casa atingida em cheio. Segundo dados atualizados, em Lviv uma pessoa morreu e 30 ficaram feridas na sequência do ataque com mísseis russos, incluindo três crianças, informa o serviço ucraniano de situações de emergências DSNS.







A destruição causada pelo bombardeamento russo em Lviv

Recordemos que em Kyiv, na noite de 30 de Julho, os bombardeamentos russos provocaram incêndios e destruição nos distritos de Obolon e Svyatoshyne – num mercado, numa cooperativa de oficinas mecânicas e num edifício não residencial de cinco andares. De momento, na capital ucraniana os trabalhos foram concluídos em todas as moradas onde foram encontrados vestígios do ataque aéreo russo.

Impacto do míssil russo na Polónia
 

A rússia atingiu o território da Polónia com um míssil Kh-101. Deixou um enorme buraco no meio de um campo agrícola. Mais uma provocação e exigência direcionada que ampliará a janela de Overton. Kremlin ataca regularmente a Roménia com drones. Agora, ataca o território de um país da NATO com um míssil. 

...e a resposta ucraniana

Em Penza, os drones ucranianos atingiram o centro de triagem da Wildberries, com espaço de 90.000 m². Um incêndio de grandes proporções deflagrou no local. 




Armazém de «Wildberries» em Penza

Localização: 53.267317, 44.791081

Coninua a arder o armazém de «Wildberries» de 75.000 m² em Sarapul, na Udmurtiya.

 
Sarapul, Udmurtiya

Fonte Osint: DniproOfficial; Exilenova_plus;

domingo, julho 26, 2026

Testemunho do Holocausto proibido e silenciado pela censura soviética

Zinovy ​​​​​​Tolkachev, “Tałeskoten”, da série Majdanek.
Imagem: Instituto Histórico Judaico Emanuel Ringelblum em Varsóvia
Aos 23 de julho de 1944, foram libertados aproximadamente mil prisioneiros da «fábrica da morte» — do campo de concentração nazi de Majdanek, na Polónia, perto de Lublin. Um dos libertadores era o militar e artista ucraniano Zinovy ​​​​Tolkachev.

Aproximadamente 130.000 pessoas passaram por naquele campo nazi, 80.000 deles morreram em Majdanek.

A capa da 1ª edição polaca de 1945

O conceituado artista judaico ucraniano Zinovy ​​​​Tolkachev-Schenderovich (1903-1977), enquanto militar soviético, participou na libertação de prisioneiros nos campos de Majdanek e de Auschwitz. Criou, então, as BD/quadrinhos gráficos «Majdanek» (1944-45) e «Flores de Auschwitz» (1945), publicados apenas na Polónia.

“Guarda Feminina”. Portfolio com reproduções das obras de “Majdanek”.
Coleção do Instituto Histórico Judáico Emanuel Ringelblum em Varsóvia

Na União Soviética, estas obras não apenas não foram publicadas, como provocaram perseguições ao artista nas décadas de 1950-60, durante a campanha antisemita estatal soviética dirigida contra os «cosmopolitas», eufemismo soviético aplicado aos judeus. 

«Libertação», 1945. Museu virtual Yad Vashem

Apesar do uso de narrativas perfeitamente alinhadas com a ideologia dominante soviética (por exemplo, a presença da bandeira vermelha no quadro «Libertação»), a sua obra foi perseguida e censurada na URSS. Em 1949, o jornal oficial do PC da Ucrânia soviética, «Pravda Ukrayiny», acusou Tolkachev de promover obras de «conteúdo sionista-religioso», chamou o seu trabalho «profundamente perverso» e definiu os seus álbuns gráficos como uma manifestação de «nacionalismo burguês» e de «cosmopolitismo sem raízes».

“Lugar do não retorno”, 1945. Portfolio com reproduções das obras de “Majdanek”
Coleção: Instituto Histórico Judaico Emanuel Ringelblum em Varsóvia.

Após a morte do artista em 1977 em Kyiv, o seu espólio criativo foi oferecido, pela família, à fundação israelita Yad Vashem.

Faça click para ler mais sobre o padre Omelián Kovch 

No campo de concentração de Majdanek, em março de 1944, foi assassinado, pelos nazis, o Padre Omelián Kovch, o sacerdote greco-católico ucraniano, que salvava os judeus e foi conhecido como “o pároco de Majdanek”.

sexta-feira, julho 24, 2026

MAGA Laura Loomer denuncia os crimes e a hipocrisia estatal russa

A popular blogueira MAGA, Laura Loomer, que anteriormente apoiava a rússia, visitou Ucrânia, esteve em Kyiv e descreveu a hipocrisia estatal russa, que manda bombardear os locais sagrados do cristianismo ucraniano e europeu.

«Putin retrata constantemente a rússia como a defensora do cristianismo, mas atacou o Mosteiro de Kyiv Perchersk com os drones. Podemos dizer que putin atacou Jesus Cristo com um drone». 

Laura Loomer destacou o cinismo de putin, que bombardeia o berço da ortodoxia na Europa Central, enquanto hipocriticamente insiste que está à «proteger os valores tradicionais». 

Laura Loomer é uma blogueira e ativista muito influente do movimento MAGA. Tão influente, aliás, que corre o rumor de que Trump tinha demitido o General Jeffrey Cruz, chefe da Agência de Inteligência de Defesa, por causa de uma dica dela (o próprio Trump negou o caso). 

Laura Loomer ao caminho à Ucrânia

Naturalmente, Loomer era pró-rússia, como a maioria dos apoiantes da MAGA. Considerava putin como um «defensor dos valores tradicionais» e escrevia uma coluna para a corporação propagandista russa RT. Ela acreditava que a rússia lhe concedia, assim, uma liberdade de expressão que os Estados Unidos não lhe davam. 

Tim Pool, outro blogueiro MAGA extremamente anti-Ucrânia também mudou a sua postura...

Foi por isso que Laura Loomer enviou o seu correspondente Andrew Moore à Ucrânia. Laura admitiu que tinha hesitado em enviar um correspondente à Ucrânia, pois temia ser odiada pela sua postura antiucraniana.

O que Laura diz:

«Agora, quando os vejo [os russos] a dizer coisas como: 'Precisamos de desnazificar Ucrânia e precisamos de continuar a nossa guerra brutal contra a Ucrânia', enquanto fingem ser algum tipo de país cristão ortodoxo, enquanto matam milhares, centenas de milhares de jovens cristãos na Ucrânia, e até apoiam neonazis nos EUA, divulgando excertos dos seus podcasts, penso: 'Uau, caímos na propaganda russa. Caí na propaganda russa'.» 

Por isso, quando a Loomer Unleashed teve a oportunidade de enviar um correspondente à Ucrânia para visitar a linha da frente e reunir-se com as autoridades ucranianas — e havia muitos senadores norte-americanos presentes na Conferência de Segurança de Odesa — Andrew [Moore] perguntou-me se eu aprovaria a ida de um correspondente à Ucrânia. 

Pensei a respeito durante um tempo. Hesitei em aceitar porque pensei: «O que é que as pessoas vão pensar de mim?» Fui tão antiucraniana durante tanto tempo, repetindo estas frases, pensando que estava a dizer a coisa certa, sem perceber o quanto eu, como conservadora, apoiante de Trump e cidadã americana, estava a ser manipulada emocionalmente pela propaganda online. 

Por isso, para ser completamente sincera, senti-me um pouco envergonhada por enviar uma correspondente para o estrangeiro, porque pensei: «Bem, as pessoas vão atacar-me, vão chamar-me hipócrita, não vão ficar gratas e não me vão dar a oportunidade de mudar de ideias». 

Laura Loomer pede desculpa por minimizar a guerra na Ucrânia depois de testemunhar o horror: 'Estava enganada' 

Agora, Laura Loomer está a denunciar um dos ideólogos do neofascismo moderno russo Dugin, no seu canal de Telegram e acredita que a rússia não tem o direito de se auto-intitular defensora dos cristãos após o ataque ao Mosteiro de Kyiv Pechersk. 

A entrevista da Laura Loomer com Presidente Zelensky foi endorçada pelo Presidente Trump

Laura, ficamos contentes por teres mudado a sua posição.

Bem-vinda ao lado certo da história! 

Obrigado e via kazansky2017

domingo, julho 19, 2026

Crimes de guerra russos em Kyiv, Odesa, Sumy e Zaporizhia

Durante a noite de 19 de julho, a rússia realizou um dos seus maiores ataques aéreos contra a cidade de Kyiv. Os ocupantes russos lançaram mais de 40 mísseis de vários tipos e mais de 120 drones de ataque. Foram atacados também as cidades de Odessa, Sumy e Zaporizhia.


Até ao momento, uma pessoa foi dada como morta em Kyiv e na região, e outras 16 ficaram feridas. Todos os afetados estão a receber os cuidados médicos necessários. Os esforços de resposta a emergências continuam em três locais, com quase 600 socorristas envolvidos. Os serviços relevantes também estão a trabalhar na região de Odessa.






O cinema «Kyivska Rus», em Kyiv, construído em 1982. Arquitetos V. Taenchuk e M. Bosenko.

O cinema «Kyivska Rus» em 19 de julho de 2026

No total, ao longo desta semana, a rússia utilizou cerca de 1.450 drones de ataque, mais de 1.640 bombas aéreas guiadas e 99 mísseis de vários tipos contra Ucrânia. Pessoas ficaram feridas na região de Odessa e em Zaporízhia, tendo havido danos nas regiões de Sumy e Chernihiv. Esta semana, as regiões de Vinnytsia, Dnipro, Donetsk, Zhytomyr, Kirovohrad, Mykolaiv, Poltava, Kharkiv, Kherson e Cherkasy também sofreram ataques russos. 


A proteção contra mísseis balísticos é a nossa prioridade constante e máxima neste momento. Precisamos de intercetores todos os dias, e estou grato a todos os que levam os nossos acordos a sério e garantem o fornecimento de capacidades antibalísticas. Neste momento, estes equipamentos estão literalmente a salvar vidas durante cada ataque russo em grande escala. É também essencial que a pressão sobre a rússia continue, juntamente com o nosso trabalho em capacidades antibalísticas. O atraso na adopção de novas decisões dá a Moscovo a oportunidade de planear não só novos ataques contra a nossa população, mas também formas de contornar novas sanções. Agradeço a todos os que estão a ajudar, escreveu na sua págiana de Facebook, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy.

Região de Kherson
Socorro dos civis feridos em Sumy

Socorro dos civis feridos em Zaporizhia

Nos arredores de Kyiv, os ocupantes russos voltaram a bombardear armazéns de empresas comerciais e terminais logísticos. Armazéns pertencentes à grande empresa «Amtel» foram destruídos. Carga civil, incluindo medicamentos, estava lá armazenada. Após isto, o destino das russas «Wildberries» e da «Ozon» ficou decidido. 



Armazém «Amtel» nos arredores de Kyiv. Antes e depois.

A resposta ucraniana 

As imagens de satélite mostram o bombardeiro estratégico Tu-95MS destruído no aeródromo militar de Engels-2 na noite de 16 de julho. Esta aeronave realizou ataques de mísseis contra Ucrânia. Enquanto o regime neofascista russos bombardeia civis ucranianos por frustração, a secreta ucraniana SBU destrói sistematicamente alvos militares russos importantes. 

No Mar Negro, na costa de Novorossiysk, o drone do SBU atacou, com sucesso, o petroleiro «Avero», pertencente à frota-sombra russa:


sábado, julho 11, 2026

Os crimes de guerra russos em Kyiv, Sumy e Kramatorsk

Cidade de Kyiv, míssil russo atingiu a estrada vazia, 11 de julho de 2026

Os ocupantes russos alvejaram, com mísseis e drones, as cidades ucranianas de Kyiv, Kramatorsk e Sumy. Os alvos foram espaços públicos e bairros residenciais, há civis mortos e feridos, incluindo as crianças.

Em Sumy, em resultado dos bombardeamentos russos, 5 civis foram mortos, incluindo uma criança.

Os criminosos de guerra russos voltaram a atacar as zonas residenciais de Kyiv. Desta vez, atingiram uma simples estrada (na primeira foto). Gastaram sete mísseis (pelas contas «por alto», foram cerca de 21 milhões de dólares) a destruir o asfalto de uma área residencial.

O exército russo bombardeou a cidade de Kramatorsk, onde matou duas crianças. Os ocupantes russos chamam isso de «desnazificação». Putin exige que Kramatorsk lhe seja entregue, chamando de «russos» seus residentes. No entanto, o seu exército está a matar crianças nesta mesma cidade. Nenhum propagandista russo dará conta da morte das crianças. Não haverá nenhuma ordem para as lamentar. Portanto, não haverá histórias, nem lágrimas fingidas. Quem se importará?

Duas crianças ucranianas mortas em Kramatorsk, 11 de julho de 2026 

A rússia suspendeu a navegação pelo estreito de Kerch — Reuters. Aconteceu após a destruição em massa, no Mar Azov, de petroleiros russos pertencentes à sua frota-sombra. 

O quotidiano da rússia. Os «Jogos Vorazes» pela posse da gasolina. A «operação militar especial» volta, de uma forma muito especial, às cidades russas. Onde a falta da gasolina é uma invenção ocidental e uma operação psy-war ucraniana)


Fontes: kazansky2017

terça-feira, julho 07, 2026

Crimes de guerra russos em Kyiv: ataques aéreos que matam os civis ucranianos

Em dois ataques russos de drones e mísseis, de 2 e de 6 de julho de 2026, a rússia já matou 42 civis ucranianos, outros 162 civis foram feridos na capital ucraniana, cidade de Kyiv. Ucrânia respondeu, de forma adequada e proporcional, atingindo o petróleo russo em Omsk.



No ataque de 6 de julho 11 pessoas morreram, cerca de 60 ficaram feridas e edifícios residenciais por toda a cidade foram danificados. As operações de busca e salvamento ainda estão em curso.

Durante a noite, Ucrânia intercetou muitos drones e mísseis de cruzeiro. Mas os mísseis balísticos russos causaram danos e destruição em Kyiv, porque Ucrânia não despõe mísseis intercetores em número suficiente. Atrasos no fornecimento de meios de defesa aérea, incluindo mísseis «Patriot», custa vidas. Embora quer, a os EUA, quer a Europa dispõem dos meios necessários para ajudar a pôr fim ao terror aéreo russo.



Foi um dos ataques mais brutais, com dezenas de mísseis balísticos. Uma terrível sucessão de explosões violentas, uma após outra. Os terroristas russos atacaram civis enquanto dormiam, atingindo edifícios residenciais de vários andares para maximizar o número de vítimas.

Num dos bairros, uma família inteira foi retirada sem vida dos escombros: mãe, pai e filho. As operações de busca e salvamento continuam e, infelizmente, é provável que o número de vítimas aumente.

Já não é tempo para medidas tímidas. Essas apenas encorajarão Moscovo a prosseguir e a alargar o terror para além da Ucrânia. O resultado mais significativo da Cimeira de Ancara seria reforçar as capacidades da Ucrânia para proteger as nossas crianças do terror balístico russo. Ucrânia precisa de decisões concretas.



Os mísseis PAC-3 foram concebidos precisamente para proteger vidas humanas desta barbárie. Existem milhares destes mísseis armazenados em todo o mundo, reservados para potenciais ameaças.

Na Ucrânia, porém, a ameaça não é potencial. Os mísseis russos matam pessoas todas as semanas.

Atualmente, a Ucrânia é o único país do mundo sujeito a ataques balísticos semana após semana. Os meios para proteger a população deste terror têm de estar aqui.

Precisamos de todas as decisões relativas ao reforço da defesa aérea agora, e não mais tarde. Para nós, o tempo mede-se em vidas humanas», sublinhouo Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha: «A Ucrânia solicita uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU na sequência dos ataques massivos da Rússia.

Cada míssil russo lançado contra a Ucrânia transmite uma mensagem que vai muito além das nossas fronteiras. Pretende convencer o mundo de que a violência pode substituir a lei, de que o medo é mais forte do que a solidariedade e de que a crueldade pode permanecer impune.

Mensagem da Ucrânia à Cimeira da NATO/OTAN de Ancara

Apelamos à presidência da República Democrática do Congo e aos membros do Conselho para que apoiem o pedido da Ucrânia.

A demora ou uma resposta fraca não são capazes de travar o terror. Apenas ações firmes, baseadas em princípios e tomadas atempadamente o podem fazer.

A comunidade internacional deve unir-se para conter o agressor e continuar a promover uma paz abrangente, justa e duradoura, em conformidade com a Carta das Nações Unidas», disse Dr. Andrii Sybiha.

e a resposta proporcional e adequada da Ucrânia... 

As imagens históricas do dia 6 de julho de 2026, quando os drones ucranianos de ataque atingiram a refinaria de petróleo de Omsk, uma das apenas duas refinarias russas, situadas além dos Montes Urais, à mais de 3.000 km da ronteira da Ucrânia.

A imagem de satelite após os impactos mais recentes na refinaria de petróleo de Omsk


Um dos vídeos mostra as manobras do drone ucraniano FP-1, antes de se aproximar ao alvo numa das maiores refinarias da rússia. Outro vídeo mostra os resultados do assim chamado «controlo objetivo do alvo» a partir do local, filmado pelos moradores locais. Uma das vozes explica que dos 12 drones que se dirigiam ao alvo, houve 11 impactos e apenas 1 drone foi interceptado, possivelmente desviado.

Também em Belgorod, o aeroporto local foi atingido por um míssil. Após o impacto, deflagrou um incêndio nas instalações.