Mostrar mensagens com a etiqueta Brasil. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Brasil. Mostrar todas as mensagens

domingo, outubro 27, 2019

Irmão do brasileiro condenado na Ucrânia é foragido da justiça no Brasil

Fernando Marques Lusvarghi, diretor jurídico da Unick Forex escapou de ser preso no dia 17/10/2019 durante a ‘Operação Lamanai’ da Polícia Federal (PF), acusado de participação ativa no esquema Ponzi que lesou financeiramente até um milhão de brasileiros.

Além disso, em 2014, Fernando Lusvarghi subsidiou a ida de seu irmão, Rafael Marques Lusvarghi, para Ucrânia, onde entre 2014 e 2015 este participou nas actividades terroristas dos grupos armados ilegais, apoiados pela Rússia.
Rafael Lusvarghi detido pela sociedade civil, Kyiv, maio de 2018
De acordo com uma entrevista de Rafael ao site Operacional, naquela época Fernando Lusvarghi deu lhe US$ 1000 (cerca de R$ 4 mil nos dias de hoje) para o custeio da passagem e mais US$ 200 para ele ‘se virasse’ até chegar ao “batalhão”, escreve Portal do Bitcoin.  

Fernando Lusvarghi procurado pela PF na operação da Unick

Fernando Lusvarghi [neste momento foragido da justiça brasileira e procurado pela PF], junto com o presidente da Unick, Leidimar Lopes, o diretor de marketing, Danter Silva, e mais sete pessoas ligadas à cúpula da empresa, devem permanecer presos até uma decisão da Justiça.

Do alto escalão da Unick, Fernando Lusvarghi era o único sem passagem anterior por outros golpes financeiros. Ainda assim, tinha um papel fundamental na empresa de dar um embelezamento jurídico durante conversa com os investidores.

Formado em direito em 2008 no Centro Universitário Padre Anchieta, Jundiaí, SP, Lusvarghi também é dono da S.A. Capital, uma empresa que supostamente servia para garantir investimentos dos clientes da Unick, mas sem possuir património suficiente.

A operação na Unick

Durante a mega-operação “Lamanai” contra a Unick Forex (com sede em São Leopoldo, Rio Grande do Sul), a PF encontrou e apreendeu 1.500 bitcoin e milhões de reais. Carros e imóveis também entraram na conta. No entanto, de acordo com as declarações do delegado Aldronei Rodrigues e do superintendente do RS, Alexandre Isbarrola, a “Unick não tem património, nem para garantir uma ínfima parte do pagamento aos clientes”.

A Unick operava um esquema de pirâmide financeira que lesou, conforme a apuração da polícia, cerca de um milhão de clientes no Brasil inteiro. O valor arrecadado não está claro ainda, mas segundo o delegado, a empresa comentava dois números: R$ 2,4 biliões e R$ 9 biliões (fonte).

Segundo informações do GaúchaZH, duzentos agentes policiais estão nas ruas para cumprir 10 mandados de prisão e 65 ordens de busca e apreensão. A operação ocorre em Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo, Caxias do Sul, Curitiba, Brasília, Palmas e Bragança Paulista. Nove pessoas já haviam sido presas, mas os nomes ainda não foram divulgados.

Em paralelo, a Polícia Federal também cumpre medidas judiciais cautelares para sequestro de bens, bloqueio de dinheiro em contas bancárias e apreensão de veículos.

De acordo com a reportagem, a PF afirmou que a empresa chegou a captar R$ 40 milhões por dia. Em entrevista à Rádio Gaúcha, superintendente da Polícia Federal do RS, Alexandre Isbarrola, disse que a Unick chegou a movimentar R$ 9 biliões.

“Ela operava em aproximadamente 14 países. É uma organização criminosa muito bem estruturada e de grande porte”, disse.

Como funcionava a Unick Forex (ler mais)

A Unick Forex dizia operar no mercado Forex e de criptomoedas. Através de suas operações, a empresa prometia retornos de até 1,5% ao dia.

Em março de 2018, a empresa sofreu a primeira retaliação por parte da CVM, que a proibiu de ofertar investimentos no Brasil. A empresa continuou a operar normalmente mas, em 2019, tentou mudar o foco do esquema para despistar as autoridades.

Com a troca de nome de Unick Forex para Unick Academy, a empresa começou a focar numa espécie de venda de pacotes educativos, que não passava de fachada para que o esquema de pirâmide financeira continuasse.

Os investidores, por sua vez, começaram a ter problemas em junho deste ano, quando os saques começaram a atrasar. Com novas desculpas a cada semana e informações desencontradas, a Unick tentava ganhar tempo e enrolar os clientes.

Nos meses seguintes, a empresa acumulou milhares de reclamações no “Reclame aqui” além de dezenas de processos judiciais por todo o Brasil.

Para amenizar os problemas, a Unick contratou o escritório Nelson Wilians & Advogados Associados para propor acordo com os clientes. O acordo, no entanto, propõe restituição de apenas 20% do investido (fonte).

sexta-feira, outubro 18, 2019

Filme dedicado aos ucraniano-brasileiros já faz história em festivais do Brasil

O filme da realizadora brasileira Andréia Kaláboa, “Parabéns a Você”, retrata a vida das colónias ucraniano-brasileiras da década de 1980 e será exibido em três festivais do Brasil, entre eles de Santa Maria (RS) e Santos (SP), escreve Tribuna Paraná.  

O curta-metragem é baseado na história real da cineasta e contou com a produção da produtora curitibana GP7 Cinema, a mesma da série Contracapa. A produção foi gravada nas colónias rurais de imigrantes ucranianos de Barra D’Areia, Ponte Nova, Taboãozinho e Manduri no município de Prudentópolis, cidade natal de Andréia e do produtor Guto Pasko, dono da GP7.
Cena do filme 'Parabéns a Você'. Foto: Divulgação/GP7 Cinema
O filme se passa em 1988, época em que o país vivia uma grande crise económica, e conta a história de Yulia, uma menina de sete anos,nascida em uma família humilde de agricultores,que sonha em ganhar uma festa de aniversário, porém, as dificuldades financeiras dos pais podem estragar o desejo da garota:
Parabéns a Você é um fantástico curta-metragem que utiliza o contexto histórico revelando as dificuldades reais de uma classe [e de uma etnia] que enfrentou problemas para crescer economicamente, além de preservar a cultura de um povo que escolheu o Brasil como moradia.

Encanta pela fotografia e cenários bucólicos,que trazem a geografia característica da paisagem paranaense como palco principal. A delicadeza no roteiro e a su(b)til interpretação dos atores também se destacam no filme.
Cena do filme 'Parabéns a Você'. Foto: Divulgação/GP7 Cinema
Ainda sem data de estreia em Curitiba [e no resto do Brasil e Ucrânia], Parabéns a Você se destaca por trazer uma ótima história do povo paranaense.

segunda-feira, agosto 26, 2019

Cristiano Lima completou 6 meses da cadeia russa

Completando 6 meses da cadeia russa, Cristiano Lima recebeu a notícia desencorajadora – o seu pedido de asilo foi, pela 2ª vez consecutiva, oficialmente recusado. Já Rafael Lusvarghi foi definitivamente condenado aos 13 anos de prisão e seguiu para o local da punição numa colónia penal ucraniana. 

O nosso blogue segue de perto as peripécias do estalinista brasileiro Cristiano Lima, preso na Rússia. Detido, desde 24 de março na fronteira com a Finlândia, devido a sua permanência ilegal no país, desde o dia 25 de março ele esta preso no Centro de detenção dos emigrantes ilegais em Gatchino, onde aguarda a deportação compulsiva da Rússia, com a proibição de voltar ao país durante 5 anos.

Na cadeia, Cristiano escreveu uma carta ao presidente russo, pedindo a concessão do asilo, carta que ficou sem qualquer resposta conhecida. O seu advogado está preparando o 3º apelo ao Tribunal Supremo e 2º, no caso da recusa do asilo político. Todos os apelos anteriores foram oficialmente recusados pela justiça russa.    

Morando atualmente na cadeia, Cristiano continua à pagar o aluguer/aluguel do apartamento russo, onde estão os seus parcos pertences. Neste momento, o estalinista brasileiro está economicamente falido, além disso, o seu cartão de crédito foi apreendido pela justiça russa e bloqueado pelo banco.

Dado que os seus simpatizantes russos estão tentar amealhar 50.000 rublos (cerca de 757 dólares), isso indica que após a perca do último recurso, Cristiano será compulsivamente deportado ao Brasil. Algo que ele pretende evitar à todo o custo: devido às alegadas ameaças e devido a dificuldade de suportar a realidade: ser expulso, de forma bastante inglória, de um país que ele venerava tanto.

Evitando, ao todo custo, voltar ao Brasil, Cristiano Alves apresentará ao Tribunal Supremo russo um último recurso que lhe custará, no mínimo, mais 45 dias de cadeia russa.

... o caso Rafael Lusvarghi
No dia 31 de julho de 2019, o Tribunal de Recursos da cidade ucraniana de Dnipro efetuou a audiência sobre o recurso do advogado do Rafael Lusvarghi. Durante a audiência, o cidadão brasileiro interpôs uma ação para recusar o provimento ao recurso e o tribunal encerrou o processo de apelação, informou a Procuradoria (MP) de Kyiv.

Assim, a sentença, aprovada pelo tribunal da instância anterior, transitou em julgado (tornou-se válida). Lusvarghi foi definitivamente condenado aos 13 anos de prisão sob a acusação de envolvimento em atividades de organizações terroristas “ldnr” e grupos armados não previstas na lei ucraniana. A decisão do tribunal de recurso não está sujeita a apelação. Após a audiência, o réu Rafael Lusvarghi segui para o local da punição (uma colónia penal), informa a TV ucraniana TSN.ua

Anteriormente, mo dia 2 de maio de 2019, o Tribunal Interdistrital de Pavlohrad deu como provada a participação do Rafael Lusvarghi em atividades de organizações terroristas e dos grupos armados não previstas na lei e condenou-o aos 13 anos de prisão efetiva com confisco de todos os bens, informou a Rádio Svoboda.

sábado, julho 06, 2019

Estalinista brasileiro pede clemência ao “seu único presidente” Putin

O estalinista brasileiro, Cristiano Lima, detido na Rússia desde 24 de março de 2019 devido à imigração ilegal e condenado à multa e deportação forçada pelo período de 5 anos, pede clemência ao presidente Putin à quem chama de “seu único presidente”.

Cristiano Lima entrou na Rússia em 20/08/2016, sem visto, como um turista, e a partir daquele momento vivia na Rússia ilegalmente. Na sua explicação ao tribunal russo de Vyborg (processo administrativo № 5-386/2019) ele disse que não deixou o território da federação russa atempadamente/à tempo porque “não tinha dinheiro para comprar uma passagem” e também porque “temia que não o deixassem voltar para a Rússia”. Ele tentou obter o asilo político na federação russa, mas foi informado que para isso deveria possuir um visto russo válido, o que não era o seu caso.
Condenação do Cristiano Lima no tribunal de Vyborg, 25/03/2019
Anteriormente, no dia 20 de outubro de 2017, a polícia russa da região de Tver deteve Cristiano devido a sua permanência ilegal na Rússia, sem um visto válido ou sem a permissão da residência. Na altura, Lima reconheceu absolutamente a culpa e declarou que estava à procura de um emprego permanente. O tribunal russo da cidade de Bologov, e após apreciar o processo administrativo № 5-418/2017, tomou a decisão benevolente de multar Cristiano Lima em 2.000 rublos (31,35 dólares) e não o deportar do país.
Condenação do Cristiano Lima no tribunal de Bologov, 20/10/2017
Cerca de 17 meses depois, Cristiano Lima continuava à viver na Rússia ilegalmente, sem receber o pretendido estatuto de asilo político e continuando desempregado. Até que foi identificado e detido em 24/03/2019 às 12h30, no posto de controlo fronteiriço de Svetlogorsk, quanto tencionava deixar a federação russa rumo à Finlândia. Em resultado, e após a detenção, Cristiano Lima foi julgado e condenado à uma nova multa de 2.000 rublos e a sua deportação forçada do território da federação russa. O tribunal da apelação, apreciou o caso e manteve a condenação anterior.
Desde aquele dia Cristiano Lima permanece detido no centro de detenção temporária para imigrantes ilegais em Gatchino, na região russa de Leninegrado (a cidade de Leninegrado se tornou São Petersburgo em 1991, mas a região circunvizinha conservou o nome do ditador comunista soviético).
A atual casa do Cristiano Lima na Rússia
Na explicação do Cristiano, ele gosta da Rússia porque o país «ensina outros a sua grande cultura» e considera Putin como «seu único presidente» porque «é um homem de serviços secretos, inteligente, ouve seus cidadãos, respeita as mulheres». 
Carta do Cristiano Lima ao Putin de 10/05/2019
Um dos apoiantes públicos do Cristiano Alves é brasileiro Rafael Miranda Santos que durante três anos participou, de forma direta, nas atividades terroristas nos territórios da Ucrânia ocupada. Segundo a página russa Riafan.ru hoje Miranda Santos vive em Moscovo, após receber dos separatistas da dita “dnr”, o “passaporte” da sua “república”, ele sonha com a possível obtenção da cidadania russa.   
O perfil do Rafael Miranda Santos na página ucraniana Myrotvorets
Miranda Santos (21.04.1988), conhecido pelas suas teorias de conspiração e declarações anti-semitas acredita que Cristiano Alves “mostrou ao povo brasileiro que a Rússia não é um agressor e quer a paz”.
Cristiano Alves afirma, que sob nenhumas circunstâncias pretende voltar ao Brasil. Se for realmente deportado da Rússia com a proibição de lá voltar durante 5 anos, o estalinista brasileiro pretende fixar a sua residência em algum país da Europa Ocidental.

sexta-feira, maio 31, 2019

Água-de-colónia e outros líquidos técnicos que eram bebidas na União Soviética

Na União Soviética, a água-de-colónia e outros líquidos técnicos eram consumidos, em forma de bebidas alcoólicas, pelas camadas baixas da sua população: gente sem-abrigo, operários de construção civil, alcoólicos/alcoólatras. Basicamente, graças ao seu baixíssimo preço e alto grau de álcool etílico.    

Mais, em 17 de maio de 1985, Mikhail Gorbachev assinou o decreto “Sobre o fortalecimento da luta contra a embriaguez”, apelidado pelo povo da “lei seca”. Bebidas alcoólicas tradicionais tornaram-se escassas e de difícil acesso, a produção de aguardente caseira era proibida por lei (Sic!), razão pela qual as pessoas começaram a inventar maneiras populares de beber algo alcoólico e acessível – as lacas, cola “BF”, todos os tipos de desnaturantes, água-de-colónia e líquios limpadores de tapetes ou de vidros, diversos anticongelantes, entre outros.
Água-de-colónia “Shipr”
O mais popular na URSS, para beber, era água-de-colónia “Troinoy” (literalmente Triplo), chamado pelos seus apreciadores de triplo, troinukha, “licor de limão” e conhaque “três ossos”. Um frasquinho desta água-de-colónia custava apenas 40 copeques (0,67 dólares ao câmbio oficial) e ao mesmo tempo tinha o teor alcoólico de até 64%, que era 1,5 vezes mais forte que a vodca e proporcionava uma alta eficiência alcoólica – apesar de ser terrivelmente desagradável, 3-4 goles bastava para que cidadão do primeiro país socialista do mundo ficar bastante bêbado.

O produto era muito popular nas prisões e penitenciárias soviéticas – os guardas o vendiam aos prisioneiros por 10 rublos cada frasquinho (16,94 dólares).
Perfume feminino “Cravo vermelho” (mais pequeno) e água-de-colónia “Troinoy”
Na foto acima – um frasquinho típico de “Troinoy” do final da década de 1980, como podemos ver, o frasquinho é bastante volumoso, muitas vezes era comprado para duas pessoas. Os frasquinhos menores geralmente eram consumidos por um único “apreciador”.

Outros meios também eram bastante populares – especialmente desodorizantes contendo álcool e loções pós-barba. O principal critério de seleção sempre foi o teor alcoólico, e nestes cosméticos soviéticos o álcool era abundante. Os produtos eram consumidos diluídos ou não.

Nas fábricas e outras empresas com o controlo mais apertado de acesso, eram populares os cosméticos em frascos retangulares – facilmente transportáveis no bolso. A fotografia é contemporânea, mas os frascos são quase em nada diferentes dos soviéticos.

Outras versões modernas russas, até hoje vários consumidores russos compram estas colónias para beber. As descrições nos rótulos sobre o “aroma de fantasia com uma nota cítrica” ​​são realmente parecidas com as descrições de bebidas alcoólicas.
Atualidade. O preço é de 89 rublos, cerca de 1,4 dólares, mais barato que a vodca
"Nossa Crimeia" (rótulo azul) e "Tudo nos conformes" (rótulo vermelho)
Nos anos finais da União Soviética os “apreciadores” bebiam o líquido de limpar pára-brisas. A fábrica belarusa “Barhim” produzia o líquido limpa-vidros chamado “Sekunda” – em tom azulado, semelhante, na sua composição, aos líquidos modernos de lavagem de vidros de carros, que era vendido nos recipientes de plástico de 1 litro. Os bêbados soviéticos consumiam o frasco de “Sekunda” em grupos – apesar da advertência oficial para não fazer isso, estampada no seu rótulo.
Água-de-colónia “Shipr”
Os “conhecedores” e “estetas” consumiam coisas absolutamente exóticas: por exemplo, um coquetel, que era a mistura de cerveja e spray anti-insetos, considerando um chique especial para “polvilhar” a bebida não uma, mas várias vezes.
Desnaturado técnico. Não se pode beber. VENENO!
O vídeo abaixo é um trecho do final do filme soviético “Fontan” (O Fontanário), que mostra como era consumida essa bebida: (“Por que você fez três descargas?”), no filme, ao propósito, é perfeitamente transmitida a atmosfera da época:

Bónus

Anedota da época soviética, dois alcoólicos/alcoólatras entram na loja de perfumes e pedem a vendedora: “Dois frasquinhos de “Troinoy” e um de “Cravo vermelho”.
A vendedora:  – O “Cravo vermelho” é caro, levem três “triplos”!
Alcoólicos/alcoólatras: – Não, estamos com uma senhora!!!

Bónus II

O estalinista afro-brasileiro Cristiano Alves Lima prova o perfume russo “Chipre”:

sexta-feira, maio 03, 2019

Rafael Lusvarghi novamente condenado aos 13 anos da prisão maior

Brasileiro Rafael Lusvarghi foi novamente condenado na Ucrânia aos 13 anos de prisão efetiva com confisco de bens, a mesma condenação à que já foi condenado pelo tribunal de Pachersk em Kyiv em janeiro de 2017, escreve a página ucraniana Novynarnia.com

A decisão foi tomada no dia 2 de maio de 2019 pelo Tribunal Interdistrital de Pavlohrad da região de Dnipropetrovsk. Como explica o procurador do processo, Dr. Ihor Vovk: “desta vez foi efetuada uma investigação pré-julgamento completa, em cada audiência do tribunal estava presente um defensor e o tradutor, Lusvarghi não foi restrito de forma alguma em nenhum direito seu. Da última vez [no julgamento em Kiev, em 2016-2017], a apreciação foi simplificada devido ao fa(c)to de que ele (Lusvarghi) se declarou culpado, o tribunal não investigou as provas”.

Segundo Dr. Vovk, foram ouvidas duas testemunhas de acusação, incluindo um militar das Forças Armadas da Ucrânia, que tinha ouvido, na interceptação de comunicações via rádio das forças russo-terroristas, o nome do código do Lusvarghi – “Rafael” ou “brasileiro”.

Além disso, o tribunal analisou três vídeos nos quais Lusvarghi contava em detalhes os combates nas quais participou.

“Em particular, foi vista a entrevista que ele deu numa cama de hospital, quando foi tratado após a ferida recebida durante os combates perto do aeroporto de Donetsk”, enfatizou o Promotor.
A detenção cívica do Lusvarghi em 4 de maio de 2018 em Kyiv
O tribunal ucraniano também examinou itens apreendidos durante a prisão do Lusvarghi – o cartão militar da dita “dnr”, dados do hospital, que indicavam que ele foi ferido no aeroporto Donetsk, os documentos mencionavam até a unidade ilegal armada para onde brasileiro foi enviado após a sua saída do hospital.

O Tribunal também tinha apreciado a “medalha” atribuída ao Lusvarghi pelo terrorista russo Igor “Strelkov” Girkin e a bênção do Patriarcado de Moscovo/u à guerra na Ucrânia.

A acusação apresentou no tribunal a intercepção de comunicações do Rafael Lusvarghi, nomeadamente a sua correspondência via e-mail em que ele contava sobre a sua participação em combates ao lado das unidades ilegais armadas das ditas “dnr/lnr”.

“Ele também postava nas redes sociais fotografias com pano de fundo dos equipamentos militares da dita “dnr”, usando o fardamento militar dessa organização. A investigação de todas estas evidências, revisão de vídeos e depoimentos de testemunhas foi suficiente para aprovar um novo veredicto, que repetiu a decisão do tribunal de Pechersk”, explicou Ihor Vovk.

Na penúltima sessão do tribunal Pavlohrad, Rafael Lusvarghi se considerou culpado em relação à participação das atividades de grupos armados ilegais – 2ª parte do art. № 260 do Código Penal da Ucrânia, mas não reconheceu a mesma participação nas atividades de organizações terroristas – 1ª parte do artigo № 258-3 do CP da Ucrânia.

Dr. Ihor Vovk observa que Lusvarghi irá cumprir a pena menor que os 13 anos, decididos pelo juiz: “... o tribunal levou em conta o período da sua detenção desde o início da investigação pré-julgamento. Isto são 2 e alguns dias, que se multiplicam por dois – de acordo com a “lei Savchenko”. Assim, considera-se que ele já cumpriu cerca de 4 anos e 130 dias”.

“Ele (Lusvarghi), sem dúvida, irá apelar, porque tem interesse em ficar em custódia por mais tempo, para que cada dia conte por dois”, diz Dr. Vovk.

Rafael Lusvarghi permanecerá na cadeia SIZO № 4 na cidade de Dnipro, numa cela comum. No tribunal em Pavlohrad, tal como em Kyiv, ele se queixou das “ameaças” por parte de outros prisioneiros.
Ler mais sobre a nova casa do Rafael Lusvarghi
A este respeito, o tribunal distrital de bairro Pechersk de Kyiv decidiu mantê-lo em confinamento solitário. Quanto ao Dnipro, o brasileiro não teve este privilégio.

No dia de anúncio do veredicto, bem como em muitas sessões anteriores neste processo, na sala de audiências estavam presentes os ativistas da organização nacionalista “Sich” (na foto em baixo) da cidade de Dnipro, a mesma que efetuou a detenção cívica de Lusvarghi em 4 de maio de 2018 em Kyiv.
Ler sobre a condenação do Lusvarghi em inglês

sexta-feira, abril 12, 2019

Justiça russa confirma a expulsão e mantêm a prisão do estalinista brasileiro

No dia 11 de abril, o tribunal da 2ª instância de região de Leninegrado apreciou o caso do estalinista brasileiro Cristiano Lima e manteve a deliberação anterior: expulsão administrativa da Rússia e permanência do réu no centro da detenção.

Audiência demorou menos de meia hora, o juiz apreciou o caso e deixou a sentença do tribunal da 1ª instância inalterada. Apesar do desejo do réu de estar presente, ele não foi trazido do centro da detenção de Gatchina. Aparentemente, Cristiano Alves ainda tem uma última chance de fazer uma nova apelação, este processo poderá levar mais um mês.

O tribunal da 1ª instância de Vyborg decidiu a expulsão compulsiva do Cristiano Alves da federação russa ainda em 25 de março. Mas o Estado russo não tem pressa para deportá-lo. Segundo os juristas russos, o poder judicial poderá muito bem manter o jovem estalinista detido por um ano, e por uma decisão judicial – acima de um ano.

É de recordar que o cidadão brasileiro Rafael Lusvarghi, detido e julgado na Ucrânia, acusado de participação nas organizações armadas ilegais e terroristas, costumava marcar com o nome de Cristiano Alves os obuses de artilharia (semelhantes aos da foto em baixo), que depois usava para alvejar as Forças Armadas Ucranianas (FAU) e eventualmente os civis, moradores da região de Donbas.

Caso Lusvarghi

Como informa o serviço de imprensa da Procuradoria de Kyiv, o Ministério Público da Ucrânia pediu uma nova punição ao Rafael Lusvarghi, a prisão maior por um período de 14 anos, com confisco de bens e exigência de réu pagar os custos judiciais no valor de cerca de 15.000 UAH (550 dólares).

A porta-voz da Procuradoria de Kyiv, Nadia Maksymets explicou que os 755 dias que Lusvarhi já passou sob custódia, serão subtraídos da sua pena finalÉ de notar, que o réu se deu como culpado na acusação da participação nas atividades de grupos armados ilegais, mas negou a sua participação em organizações terroristas.

Anteriormente, no mesmo tribunal, um militar ucraniano reconheceu Lusvarghi como membro de grupos armados ilegais no decorrer dos combates nos arredores do aeroporto de Donetsk em 2015.
Rafael Lusvarghi no tribunal de Pavlohrad em 24/01/2019
O tribunal interdistrital de Pavlohrad estendeu a detenção do Lusvarghi até o dia 16 de maio de 2019 e programou para o dia 2 de maio de 2019 a data da audiência em que o réu terá o direito à sua última palavra.

sexta-feira, abril 05, 2019

1964 – o Brasil entre armas e livros (ver o filme completo)

Após a recusa da rede Cinemark de exibir “1964 – o Brasil entre armas e livros” nos cinemas (não teve qualquer problema de exibir o filme propagandista sobre Lula), os seus criadores colocaram o filme no domínio público no YouTube. Até agora a película foi vista por mais de 4,014 milhões de pessoas.

O trecho do comunicado da produtora Brasil Paralelo: Tenho o prazer de informar que a empresa Brasil Paralelo, produtora do documentário “1964, o Brasil entre armas e livros”, irá divulgar o filme completo e gratuitamente, no Canal do Brasil Paralelo no YouTube. Tal fato se deve em razão da rede Cinemark ter proibido a exibição do filme em suas salas alegando que não se envolve em questões políticas (apesar de ter exibido o filme do Lula) e da grande mídia ter divulgado diversas vezes que o documentário defende a ditadura militar, sem sequer ter tido acesso ao conteúdo do filme.


Bónus

Programa “Fantástico” da Globo sobre os chamados “justiçamentos”, atentados terroristas dos grupos de esquerda armada contra o governo brasileiro e contra os cidadãos que se opunham à ditadura comunista: 

quinta-feira, abril 04, 2019

Estalinista brasileiro Cristiano Alves é detido na Rússia por imigração ilegal

Cristiano Alves, o ferrenho estalinista do comunismo brasileiro, foi detido na Rússia como imigrante ilegal e se prepara para a sua deportação administrativa forçada ao Brasil.

O jovem estalinista brasileiro foi detido na sua saída da Rússia, por permanecer no país ilegalmente (mais de 90 dias no decorrer dos 180 dias de calendário). Após a sua detenção, o cidadão brasileiro foi colocado no centro de detenção temporária dos emigrantes ilegais detidos no país, situado nos arredores de São Petersburgo. Desde o dia 25 de março ele aguarda a deportação administrativa forçada do território russo, o que significará que durante um longo período de tempo, ele será impedido de entrar na federação russa.
Carta do Cristiano aos camaradas, escrita atrás das grades
Neste momento Cristiano Alves enfrenta duas possibilidades, a decisão do tribunal russo sobre a sua deportação forçada pode ter limites temporários de 10 ou de 90 dias. Tudo indica que jovem brasileiro não possui nenhum dos atenuantes, que poderiam, em teoria, o salvar da deportação administrativa: 1) Não é casado, não têm filhos, nem outros parentes cidadãos na federação russa; 2) não trabalhava na Rússia de forma legal (não tinha patente, permissão ou contrato de trabalho); 3) não é um estudante; 4) não está sendo tratado no sistema de saúde russo; 5) não possuía a permissão de residência na Rússia.  
A nova casa do Cristiano nos arredores de São Petersburgo
O grande fã do Estaline/Stalin, Rússia e do comunismo, Cristiano Alves aderiu à fé ortodoxa, se batizando na Igreja Ortodoxa Russa (IOR) sob o nome de Alexandre. A sua amiga íntima, Yelena Jerdeva, conta, nas redes sociais, que Cristiano costuma receber as propostas do casamento fictício, mas as sempre recusa por se considerar um “cristão ortodoxo”, uma espécie de “testemunha do comunismo estalinista”.

Também é sabido que Cristiano teme voltar ao Brasil, onde, acredita, existe o perigo real de ser perseguido devido as suas “crenças e declarações políticas”. Ele chegou à pedir o exílio político na Rússia, pedido que foi oficialmente recusado.
O engenheiro sul-africano fuzilado pelo NKVD soviético
Blogueiro: nas décadas de 1930-1940, vários prisioneiros soviéticos e os ativistas de esquerda estrangeiros presos pelos OGPU-NKVD, costumavam escrever as cartas rogatórias ao camarada Estaline/Stalin. Geralmente, as cartas começavam assim: “Querido camarada Estaline, se sucedeu um grande equívoco...” Por vezes, as cartas surgiam efeito, em vez de ser fuzilado, o prisioneiro era enviado para trabalhar nas minas de ouro ou de urânio...


Bónus

O mesmo Cristiano Alves defendia, em 2017, a eliminação física de Jair Bolsonaro e a tortura dos seus seguidores, ou seja, cerca de 70 milhões de eleitores em 2018: