Mostrar mensagens com a etiqueta Brasil. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Brasil. Mostrar todas as mensagens

sábado, outubro 27, 2018

A obrigação moral das pessoas decentes de votarem em Jair Bolsonaro

Nesta eleição brasileira, onde a vitória de um e a derrota do outro significará a escolha existencial entre democracia e comunismo, ninguém pode ou se deve dar ao luxo de ficar “neutro”, lavando as mãos, ao estilo de Pilatos.

“Intelectual estalinista” 

Apesar de uma considerável parte da imprensa internacional retrarar Fernando Haddad como “intelectual” (por exemplo, o jornal português “Público”), sabemos que o fa(c)to de alguém saber ler e escrever, não torna essa pessoa um intelectual. O candidato do PT/PC do B, Fernando Haddad, é uma pessoa que defende o legado e figura do Estaline/Stalin, dizendo que “Stalin fuzilava, mas lia os livros”.
Não nos parece que a capacidade de pintar, ler, interpretar e mesmo escrever os textos, fará possível considerar os crimes do Hitler e do nazismo como “mais aceitáveis”. Seria um absurdo. A mesma lógica deveria se aplicar aos crimes do Stalin e do comunismo, muito maiores e muito menos conhecidos, principalmente fora do espaço da ex-URSS, onda a maior parte das atrocidades comunistas soviéticas teve o lugar. Infelizmente, essa lógica bastante simples e linear é completamente esquecida pela imprensa internacional, que considera à si própria como guardião do humanismo e do dito “progressismo”.

Diversos líderes comunistas, de Lenine ao Ceaușescu eram as pessoas razoavelmente letradas e até escreviam (em alguns casos apenas assinavam) diversos textos mais ou menos extensos. Nada disso os impedia de cometer os crimes mais horríveis, as vezes contra a humanidade, outras vezes “apenas” contra os seus próprios concidadãos. Naturalmente, uma pessoa que defende o legado ideológico destes monstros não deve ser considerada nem intelectual, nem uma pessoa digna de confiança. Muito menos a confiança para dirigir um país como Brasil, num período tão complicado da sua história contemporânea.

A procura do socialismo que “ainda pode funcionar”

Mais uma vez, desde a URSS à Cuba e desde Venezuela à Tanzânia, o socialismo e comunismo mostraram a sua mais completa falência, levando à miséria e à morte, nos respetivos países, de milhões de cidadãos.

A esquerda brasileira naturalmente promete aos concidadãos a criação do “socialismo com a face/cara brasileiro/a”, alegando que desta vez a teoria marxista irá dar certo e que é desta vez, em vez de criar GULAG e Holodomor, o socialismo brasileiro, irá criar, e ainda hoje, a quase perfeita sociedade das “amanhas cantantes”.
Realidade dos factos e experiências de todas as nações que já passaram pelo “socialismo científico”, provam que socialismo realmente pode dar certo, mas apenas no curto período de tempo em que o mesmo gasta o dinheiro alheio. Depois dessa curta “fartazana socialista”, inevitavelmente chegam fomes, privações e mortes, nada naturais. Que, entre outros, muitas vezes, ceifam as vidas dos paladinos que defendiam tanto a ideia de que a teoria profundamente irrealista e utópica ainda pode funcionar algures.

O que nos leva à questão essencial, estarão dispostos os brasileiros de abdicar de uma parte considerável dos seus amigos, familiares e entes queridos, em prol destas mesmas “amanhas cantantes”? Pois um dos pilares de qualquer regime comunista é o trabalho praticamente escravo dos inúmeros prisioneiros políticos (e claro, comuns), que trabalham, inseridos no sistema de campos de concentração por 12-14 horas diárias, em diversas obras faraónicas do regime, que o mesmo, usa como cartão postal e como a “prova provada” do seu alegado sucesso.

Os propagandistas da esquerda, desde um simples professor da história no liceu, até os seus líderes de opinião, quase sempre minimizam o número de vítimas dos regimes comunistas, as apresentando ou como “meros acidentes do percurso” ou como “sacrifício necessário”. Ignorando o fa(c)to de que o “Holocausto revolucionário” (na expressão do Karl Marx) é uma hidra sempre ávida de novas e novas vítimas, alias, pouco à pouco, toda a sociedade se transforme num simbiose de vítimas e carrascos. Onde os carrascos de ontem se tornam as vítimas de amanha, e onde os heróis de ontem se tornam os “inimigos do povo” de hoje.     

Brasil, quo vadis?

Jair Bolsonaro não é um messias (fora do seu nome), é um ser humano de carne e osso, que naturalmente comete os erros e certamente já teve algum excesso da linguagem. No entanto, e apesar do enorme esforço da demonização, por uma grande parte de imprensa / da mídia brasileira e internacional, é claramente uma pessoa de bem e de princípios éticos sólidos.

A sua eleição seguramente oferecerá aos brasileiros uma rara oportunidade de mudar o seu próprio país para melhor, diminuir o tamanho absolutamente gigantesco do aparelho do estado e tornar a vida dos cidadãos mais simples, mais segura e mais próspera.
No caso da incapacidade, francamente improvável, do candidato de efetuar as reformas desejadas e necessárias, numa próxima eleição, os brasileiros poderão fazer uma nova escolha. Já no caso hipotético da derrota do Jair Bolsonaro, a própria possibilidade de mudança desaparecerá para sempre. Brasil nunca mais terá quaisquer eleições livres e país será transformado em mais uma nação, onde várias gerações de brasileiros pagarão com as suas vidas e com o seu bem-estar social para provar empiricamente uma velha máxima: socialismo não funciona, nunca deu certo, nem poderá dar certo em nenhum lugar do mundo.

Caro eleitor brasileiro, pense nisso, fazendo a sua escolha amanha.
Texto @Ucrânia em África

sexta-feira, outubro 12, 2018

Brasil: Bolsonaro – sim! comunismo – não!

A história dessa foto, tirada em 3 de março de 2018, no Aeroporto Internacional de Dubai nos Emirados Árabes Unidos.

Estava retornando de viagem da Tailândia para Brasil – partindo de Bangkok [Banguecoque] para São Paulo com conexão em Dubai, quando minha esposa me chama atenção que um homem sentado no chão do aeroporto parecia com o Bolsonaro, olhei e falei pra minha esposa é o Bolsonaro sim, achei incrível encontrar o Bolsonaro em Dubai, mais incrível ainda sentado no chão do aeroporto, me dirigi a ele e falei brincando, “cara que vc esta fazendo em Dubai sentado no chão?”
Ele de forma muito simples e simpática disse que estava fazendo conexão também de uma viagem à Ásia para conhecer experiências nesses países para aplicar no Brasil, perguntei a ele se estava viajando sozinho, disse que com seu filho Eduardo, perguntei só vcs dois ele disse sim, achei incrível, como vai conseguir ser eleito Presidente dessa forma, sem nenhum assessor, com essa simplicidade toda, conversei com Bolsonaro por 20 minutos sentado com ele no chão do aeroporto, íamos embarcar no mesmo voo da Emirates para São Paulo, me despedi de Bolsonaro e fui embarcar um voo de 14 horas.

Estou no meu assento, na classe econômica, e olho para o lado e vejo Bolsonaro sentado 5 poltronas [em frente] do meu assento junto com seu filho, falei comigo mesmo, inacreditável um candidato à presidência do Brasil, sentado no chão do aeroporto, conversar comigo por 20 minutos e vir na classe econômica num voo de 14 horas, tomara que seja eleito Presidente do Brasil.

“O Brasil acima de tudo e
Deus acima de todos”.

Publicado em Goias é Bolsonaro, preservado no seu original, em termos do léxico e da ortografia.

Folha de São Paulo visita “mansão” de Jair Bolsonaro em Angra dos Reis:

quarta-feira, outubro 03, 2018

IstoÉ: Como Lula montou um QG de campanha na cadeia

A revista brasileira IstoÉ desta quarta feira explica como Lula montou um quartel-general de campanha dentro da cadeia. As negociações envolvem até repasse de dinheiro por jatinhos.
Faça click para ver em tamanho maior

sexta-feira, setembro 07, 2018

O caso Lusvarghi: detenção até 19 de outubro de 2018

O caso do brasileiro Rafael Lusvarghi continua ser apreciado pelo sistema judicial ucraniano, a última audiência decorreu no dia 21 de agosto e os juízes deliberaram a prorrogação da sua detenção, no decorrer do julgamento, por mais 60 dias, até 19 de outubro de 2018.

Os coletivo dos juízes que continua à apreciar o caso do Lusvarghi, deliberou no último dia 21 de agosto:
  
Pessoa_4, Lusvarghi, acusada de cometer infracções penais, estipulados na Parte 1 do art. 258-3 [a criação de um grupo terrorista ou de uma organização terrorista], na parte 2 do art. 260 [a criação de unidades armadas não previstas na lei ou participação nas suas atividades] do Código Penal da Ucrânia, prorrogar a medida preventiva sob a forma de detenção por um período de 60 dias, ou seja, até às 21h00 do dia 19 de outubro de 2018.

Uma cópia da ordem judicial deve ser entregue ao acusado, ao seu defensor, ao procurador/promotor.

A decisão não é possível de apelação.

quarta-feira, setembro 05, 2018

A queda do rial iraniano. As lições ao real e ao rublo

O câmbio do rial iraniano (IRR) caiu quase até 150.000 riais por 1 dólar americano. Em maio de 2018 um dólar ainda valia 60.000. O mercado cambial iraniano reage às sanções americanas e à fuga dos investidores estrangeiros. É o preço à pagar pelas três guerras que o regime iraniano mantém no exterior, usando a guarda revolucionária e os proxies xiitas.

A queda ainda não é igual a da Venezuela, mas a tendência é a mesma. A economia do país produtor do petróleo não está aguentar as ambições políticas das suas elites reinantes.    

No país vizinho, o Banco Central russo já informou que as taxas diretoras aumentarão e as intervenções cambiais serão reduzidas. As razões dos problemas russos são as mesmas – as guerras na Ucrânia e na Síria em que Putin entrou sem perspectivas claras, além de uma política interna bastante insana. O atual aumento draconiano de impostos e a aumento da idade de reformas são a última reserva. Em resultado, a base tributária russa será mais reduzida, a produção industrial está próxima do coma, o aumento dos impostos e das taxas darão cada vez menos receita. Não há milagres na economia.

São lições muito úteis ao Brasil, se o país não eleger Bolsonaro (e de preferência ainda no 1º turno), infelizmente será o próximo ponto da desgraça...

FSB vs grupo de “maça ilegal”

A Direcção do Rosselkhoznadzor (organismo estatal russo, que zela pela qualidade dos produtos agrícolas) da região russa de Sverdlovsk, com apoio operacional do departamento regional de FSB, realizou uma operação especial, em que apreendeu e destruiu 77 (setenta e sete) kg de maçãs, escreve a página russa Znak.com
As maçãs foram apreendidas num dos armazéns de vegetais em Ecaterimburgo. O nome do armazém não é divulgado, uma vez que esta é uma informação operativa do FSB. Rosselkhoznadzor explicou que “durante a ação em um dos armazéns foi achada a produção proibida à importação à federação russa – seis caixas de maçãs frescas de origem desconhecida”.

As maçãs foram retiradas da venda e levadas, de urgência, à uma distância de 70 quilómetros da cidade e destruídos: primeiro foram esmagadas por uma escavadora frontal, depois pisadas por suas rodas e por fim, cobertos de terra:
Note-se que essa operação especial foi realizada extritamente de acordo com o decreto do presidente russo de 29 de julho de 2015 № 391: “Sobre as certas medidas económicas especiais, aplicadas para garantir a segurança da federação russa” e do Decreto do governo russo de 31 de julho de 2015 № 774 “Sobre aprovação das regras da destruição de produtos agrícolas, matérias-primas e alimentos incluídos na lista de produtos agrícolas, matérias-primas e alimentos, originários dos Estados Unidos, da União Europeia, Canada, Austrália, Noruega, Ucrânia, Albânia, Montenegro, Islândia e Principado do Liechtenstein”.

As normas russas foram introduzidas em resposta às sanções internacionais dos EUA, da UE e de alguns outros países, em resposta da comunidade internacional pela ocupação e anexação russa da península ucraniana da Crimeia em 2014.

quinta-feira, julho 26, 2018

O terrorista brasileiro Rodolfo Cunha Cordeiro: as confissões do impostor

O terrorista brasileiro Rodolfo Cunha Cordeiro concedeu uma entrevista ao serviço brasileiro da BBC, contradizendo, em vários pontos, o seu discurso anterior e preparando, eventualmente, o terreno para o regresso ao Brasil.
Mais uma impostura do “Magaiver”, agora se apresenta como Rodolfo Raed
É sobremaneira interessante comparar o discurso do Rodolfo Cordeiro (29.09.1987), conhecido entre os terroristas como “Rodolfo Magaiver” (ou Rodrigo Magaiver), nas entrevistas de maio de 2015 e de julho de 2018.

Mentira № 1
Por exemplo, em maio de 2015, na reportagem do repórter brasileiro Yan Boehat, Rodolfo Cordeiro foi apresentado como “ex-cabo do exército brasileiro”, nomeadamente: “Rodolfo, ex-cabo do exército, de 27 anos, que trabalhava como segurança em Presidente Prudente (SP) [...] não nega que, desde a época do quartel, sonhava participar de combates reais”.
Já em julho de 2018, Cordeiro conta à BBC que não serviu o Exército brasileiro (Sic!), mas chegou a trabalhar como segurança particular, após frequentar cursos privados de “segurança VIP”, “segurança de carros fortes” e “escolta armada”.

Mentira № 2

“Mas, por que na Ucrânia?”, pergunta a BBC Brasil em 2018 e terrorista responde:
Rodolfo na companhia da conhecida terrorista e neonazi Yulia "Nórdica" Cilinskaya-Harlamova
“Se eu pudesse pegar em armas para lutar pelo que acredito no Brasil, eu pegaria [...] Pensava [...] ser polícia civil ou federal [...] Ao mesmo tempo para ajudar as pessoas, mas também pela aventura, a adrenalina, o desafio. Eu queria sentir”.
Aventura que saiu caro: os joelhos do terrorista brasileiro
Em maio de 2015 a resposta era totalmente diferente: o terrorista dizia que veio do Brasil até Ucrânia “para lutar contra o imperialismo americano”.

Mentira № 3

Na entrevista à BBC Brasil o terrorista brasileiro afirma: “Não sou mercenário” e diz ter atuado por quase três anos como voluntário das guerrilhas locais, sem qualquer salário. Mas apenas algumas linhas abaixo entrega todo o jogo: “Meu salário deve ser menos de 800 reais”.
Rodolfo ainda segurança no Brasil na periferia onde mora
No entanto, a lei brasileira é clara em considerar Rodolfo Cunha Cordeiro de terrorista, tal como atesta o Decreto da Presidência da República do Brasil № 5.938, de 19 de outubro de 2006 que promulgou o Tratado de Extradição entre a República Federativa do Brasil e Ucrânia, celebrado em Brasília, em 21 de outubro de 2003, e que estabelece a seguinte definição do terrorismo: “o atentado contra pessoas ou bens cometidos mediante o emprego de bombas, granadas, foguetes, minas, armas de fogo, explosivos ou dispositivos similares” (artigo № 3, alínea 5, ponto c) III).

Esperteza à custa do Lusvarghi
Lusvarghi: na Donbas nos chamavam de macacos
É de notar que o caso Lusvarghi ensinou os terroristas brasileiros à ficar de “bico calado” sobre as suas façanhas na Ucrânia ocupada. Perguntado pela BBC Brasil quantos homens matou durante a guerra, “Magaiver” responde: “É complicado dizer isso. É uma pergunta difícil. Há um regulamento ético que diz que, mesmo se eu tiver ou não tiver feito isso, eu não posso comentar”.

Ideologia política do terrorista

À BBC Brasil Cordeiro conta que sempre fui fascinado pela história da União Soviética, pelo Estaline, Lenine, elogiando a história e a “bravura” dos antigos exércitos  soviéticos (Sic!). Mas emenda apressadamente: “Não faço parte de nenhum grupo comunista”. E acrescenta, como se fosse só por dizer: “Escuto o pessoal falar que tem o Bolsonaro, que ele vai liberar porte de arma, essas coisas, mas não tenho muito conhecimento. [...] estou totalmente desinformado”.
As "medalhas" fake do "Magaiver", em cima, com as cores de arco-íris foi lhe dada pelos terroristas
do bando ilegal armado "todo-poderoso exército do Don e do exército cossaco"
Ou seja, o terrorista não fala nem no PT, nem no Lula, percebendo que estes já não o ajudarão em nada. Não evoca nenhuma luta “contra o imperialismo americano”. Fala do Bolsonaro, possivelmente pensando para com os seus botões: “mas se eu falar bem do Jair Bolsonaro, quando este for presidente, seguramente Brasil não me processará por ser um mercenário terrorista na Ucrânia...”

A responsabilidade moral dos pais do terrorista
Os pais do terrorista: Sandra Regina da Cunha Cordeiro e Edson dos Reis Cordeiro
A enfermeira Sandra Regina da Cunha Cordeiro e o motorista Edson dos Reis Cordeiro dizem que tentaram demover o filho de ir para a Ucrânia [para se tornar um terrorista], mas dizem eles, que foi sem sucesso. A mãe diz que que “apoiou a decisão [de ir à Ucrânia para matar os ucranianos] ao perceber que não conseguiria fazê-lo mudar de ideia: “Então, a gente deu força e ajudou como pode [...] Eu e o pai dele temos muito orgulho do Rodolfo [...] bom trabalhador, honesto, luta pelo que quer”.
O "bom trabalhador, honesto, luta pelo que quer" (no canto direito, em cima de pneu com a cara descoberta),
usando as táticas puramente terroristas, junto ao canhão "Rapira" (M-12) de 100 mm,
colocada no quintal do prédio habitacional 
Espera-se, muito sinceramente, que caso Rodolfo Cordeiro for abatido ou capturado pelas forças ucranianas, a mesma enfermeira e o mesmo motorista não venham incomodar a embaixada da Ucrânia no Brasil com as reclamações infundadas e (já habituais dos criminosos brasileiros e das suas famílias) do que nada sabiam das atividades do seu filho na Ucrânia e que este é um pobre coitado “trabalhador honesto” e inocente...  
Mais uma mentira do "Magaiver" na sua "caderneta militar" da dita "dnr", o terrorista declara que tem
a "formação jurídica superior", enquanto na realidade abandonou os estudos e se formou em nada.
Bónus
A reação dos “terroristas nutella” à divulgação deste artigo na rede Facebook: “sou um terrível e destemido berserker!, mas as suas palavras machucam...” ;-)

sexta-feira, julho 13, 2018

Contra os nazis, marchar, marchar!

imagem @facebook.com/aleshastupin
Num país com os índices de leitura mais baixos da Europa, num país de invencíveis analfabetos, alguns doutorados, de repente, mil e um especialistas em história da Europa Central brotaram do chão.

por: Bruno Vieira Amaral, Observador.pt

Esta manhã, enquanto preparava o pequeno-almoço, recebi uma mensagem alarmante:

Cabrões dos nazis! Allez les bleues [sic]!”

Como demoro sempre a entrar no ritmo, continuei a fazer o café, as torradas e o sumo de bagas colhidas minutos atrás nos arbustos defronte da minha casa. O remetente da mensagem, pessoa que nunca me dera motivos para desconfiar da sua sanidade mental, insistiu:

Que nojo de país! Detesto a história dos gajos! Vão ser goleados.

Neste momento, fiquei um pouco perturbado, mas aprecio tanto o ritual do meu café pela manhã que nenhum lunático, mesmo que recentemente assumido, é capaz de mo estragar. A meio da manhã, terceira mensagem:

Vais torcer por quem? Pelos nazis?

Ontem, ao final da noite, quando me fui deitar depois de ver o jogo e escrever a crónica, tinha deixado o mundo entretido com um Mundial. De manhã, estávamos de volta à Segunda Guerra Mundial, com hordas de internautas a apontar o dedo à Croácia e aos jogadores croatas, como se nas últimas quatro semanas Modrić, Rebić, Mandzukić e os outros tivessem aproveitado os intervalos entre jogos e treinos para conduzir judeus para as câmaras de gás, como se festejassem os golos brandindo exemplares d’A Minha Luta, como se tivessem suásticas tatuadas no meio da testa.

Num país com os índices de leitura mais baixos da Europa, num país de invencíveis analfabetos, alguns deles doutorados, de repente, mil e um especialistas em história da Europa Central brotaram do chão. Ontem, a Croácia adormeceu eufórica. Hoje, pelo menos aqui para os nossos lados, acordou anatemizada, considerada indigna de pertencer ao concerto das nações por causa do que aconteceu durante a Segunda Guerra (coisas terríveis, fascistamente terríveis, até a resistência croata aos nazis tinha qualquer coisa de nazi). Da Croácia disse-se hoje o que o Irão não disse dos Estados Unidos – o Grande Satã – quando as selecções dos dois países se enfrentaram no Mundial de França.

Ah, os franceses! Claro. Parece que temos o dever multicultural de torcer pela França porque a diversidade da seleção vai inspirar todos os cidadãos e os filhos dos imigrantes sentir-se-ão de imediato membros de pleno direito da República. Não haverá mais atentados, nem motins, nem caixotes do lixo incendidados. Não foi esse, afinal, o efeito da vitória de 1998? Se for a Croácia a ganhar, adivinham-se tempos negros para a Europa.

O fascismo alastrará por todo o continente já não de botas cardadas, mas de chuteiras. Já não de uniforme cinzento, mas envergando as enganadoramente simpáticas camisolas axadrezadas. Felizmente para o mundo, um conjunto de heróicos resistentes, comandados por um punhado de irredutíveis portugueses [e já agora brasileiros], impedirá a consumação da tragédia e rechaçará com galhardia e pundonor a ofensiva croata, obrigando-os a regressar à sua condição clandestina de nazis nos clubes europeus em que se movimentam, condição essa mui oportunamente denunciada graças à perspicácia e à intuição lusas [e naturalmente brasileiras] de alguns dos nossos mais brilhantes compatriotas, que, como os áugures liam o futuro no voo das aves, conseguiram decifrar o código insidiosamente inscrito nos passes fascistas de Modrić, nas defesas totalitárias de Subasić, na pérfida disposição da equipa num 4-2-3-1 riefenstahliano.

Por mim, está decidido. Vou torcer pela França. E também pela Croácia. E que fique registado que, ganhe quem ganhar, ofereço-me desde já para colaborar activamente com as autoridades do país vencedor no dia a seguir à final. Como disse um imperador bem conhecido dos gauleses: “Veni! Vidi! Vichy!”

Blogueiro: a brilhante crónica do Bruno Vieira Amaral aplica-se, por inteiro, quer à Ucrânia (onde até a resistência ucraniana aos nazis é vista pela esquerda caviar como a coisa faxista), quer à esquerda Ballantines brasileira, que também, e muito repentinamente produziu mil e um especialistas em história da Ucrânia e da Europa Central.
Ler a resposta ucraniana
Ler a resposta da Embaixada da Ucrânia no Brasil à um destes “especialistas”.

segunda-feira, julho 02, 2018

31 textos sobre o comunismo que Manuela d’Ávila não conseguiu explicar

A Gazeta do Povo (Paraná – Brasil) reuniu artigos que mostram os lados do socialismo e do comunismo que a esquerda contemprânea ignora [ou apenas pretende ignorar].
As diversas tentativas de implantação do comunismo fracassaram economicamente e politicamente. Mas essa ideologia foi bem-sucedida na cultura em vários países, e ainda avança pelo mundo através de filtros politicamente corretos. Em entrevista ao programa Roda Viva, da brasileira TV Cultura, a comunista Manuela D’Ávila não conseguiu explicar os efeitos deletérios dos regimes e ditaduras que colocaram em práticas essas ideias.
Povo derruba o monumento do Estaline em Budapeste, primavera de 1956

sábado, junho 30, 2018

A Cuba e terror brasileiro: a morte do Mário Kozel Filho

No dia 26 de junho de 1968, o grupo terrorista brasileiro VPR atacou o QG do II Exército, o atual Comando Militar do Sudeste, na cidade de São Paulo. Em resultado do ataque perdeu a vida o soldado Mário Kozel Filho (18) e outros 6 militares brasileiros foram feridos.
Sargento (à título póstumo) Mário Kozel Filho, 18 anos para sempre
Ler mais
O livro 1964: O elo perdido traz ao público a lista de terroristas brasileiros que viajaram para Cuba via Praga na “Ação Manuel” (operação de transporte clandestino para treino em terrorismo urbano). Um dos nomes da lista foi acusado do atentado que ceifou a vida do jovem soldado e marcou para sempre os restantes militares envolvidos.
Therezinha e Mário Kozel seguram foto do filho Mário Kozel Filho, soldado morto em atentado em 1968,
foto: 26.jun.1970 - Folhapress/26.jun.1970 - Folhapress
Militares e civis prestam homenagem a Mário Kozel Filho, no cemitério do Araçá, dois anos após a sua morte,
foto: 26.jun.1970 - Folhapress/26.jun.1970 - Folhapress
Ler mais
Homenagem do General Villas Boas, 27/06/2018

quarta-feira, junho 27, 2018

O terrorista brasileiro Rafael Lusvarghi é abandonado pelo seu advogado

O Tribunal Interdistrital da região ucraniana de Dnipropetrovsk, atendendo o pedido da Procuradoria (MP), extendeu, por mais dois meses, a detenção do terrorista brasileiro Rafael Lusvarghi, nomeadamente até o dia 24 de agosto de 2018, informa a dio Svoboda.

Além disso, no dia 26 de junho, às 14h30, o mesmo tribunal, na presença de três juízes, efetuou a secção ordinária em que o terrorista brasileiro é acusado ao abrigo 1ª parte do Art. 258-3 e da 2ª parte do Art. 260 do Código Penal da Ucrânia – “participação nas formações ilegais armadas e nas organizações terroristas”.

É de notar que o advogado do terrorista, Valentim Rybin, não apareceu no tribunal, alegando que “tem coisas muito importantes em Kyiv, incluindo os processos judiciais”. Na ausência do advogado, que está engajado em vários processos, sempre em defesa dos terroristas russos ou separatistas locais, a seção do dia 26 decorreu na presença do advogado oficioso, apontado pelo estado ucraniano. O que significa que Lusvarghi concordou com essa mudança e com a sua defesa pelo advogado oficioso.
Lusvarghi explica que é um nazi(sta) e "desde pivete"
A próxima secção do tribunal foi marcada para o dia 21 de agosto de 2018 às 13h00.

segunda-feira, junho 11, 2018

Serviço secreto soviético considerou “causar guerra civil no Brasil” em 1961

Pesquisa inédita em arquivos da antiga Checoslováquia mostra atuação da secreta checoslovaca StB no Brasil entre 1952 à 1971. StB montou no país uma rede de 30 agentes e cerca de 100 “figurantes” — potenciais agentes que colaboraram com o serviço de inteligência sem o saber.

por: R. B., El Pais (Brasil)

Jânio Quadros ainda não tinha sido eleito presidente do Brasil quando, em visita a Moscovo, em 1959, fez uma promessa ao tradutor que o acompanhava na viagem pela União Soviética: “Quando eu chegar ao poder, e chegarei com 100% de certeza, você será o primeiro a receber o visto”. O presidente eleito no ano seguinte nunca saberia, mas Alexander Ivanovich Alexeyev (1913-2001), que atuava como seu tradutor, era um agente da KGB, a agência de inteligência soviética. Parte dessa história, que culminaria na retomada das relações do Brasil com a União Soviética em 1961, é contada no livro “1964 – O elo perdido” (Vide Editorial, 2017), publicado no início deste ano. A obra é fruto da primeira investigação brasileira nos arquivos do serviço de inteligência da antiga Checoslováquia, o StB (Státní bezpečnost em checo e Štátna bezpečnosť em eslovaco, a “Segurança Estatal”), feita pelo paranaense Mauro Kraenski em parceria com o checo Vladimír Petrilák. Submissa ao KGB, a StB atuou na América Latina durante a Guerra Fria e seus arquivos servem como aperitivo das ações soviéticas no continente, já que os documentos de Moscovo seguem restritos.

“Não há praticamente nada de pesquisa sobre a União Soviética nesse período”, comenta o professor Carlos Fico, do departamento de história da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele diz que não há muito interesse sobre o assunto, e cogita que seja por conta da pouca interferência soviética no país. Kraenski chegou aos arquivos checos por acaso. Trabalhava como guia no Memorial e Museu Auschwitz-Bikernau, o antigo campo de concentração nazi na Polônia, e se interessou pela história do país. Ao topar com a circulação de informações erradas sobre os soviéticos no contexto polaco/polonês, decidiu buscar informações em relação ao Brasil. Procurou na Polónia, mas foi encontrar material mesmo na República Checa.


Para conseguir adequar o polonês que ele fala ao tcheco dos documentos, o pesquisador se associou ao tradutor Vladimír Petrilák. Os dois montaram um site para divulgar o resultado das pesquisas e receber contribuições, já que não encontraram nenhuma instituição governamental ou acadêmica disposta a patrocinar a investigação. E qual foi a grande descoberta dos arquivos pela perspectiva dos pesquisadores? “Talvez seja o facto de saber pela primeira vez sobre a atuação de espiões de serviços de inteligência do bloco soviético no Brasil. Ou descobrir que houve brasileiros que, segundo os documentos, colaboraram — de forma consciente ou não, depende do caso — com esse serviço de espionagem estrangeiro”, responde Kraenski, que ressalva algumas vezes ao longo do livro: todas as informações dos arquivos secretos devem ser consideradas com cuidado. Muitas delas não têm fontes alternativas para confirmação, mas, mesmo assim, ele argumenta, são fonte relevante sobre o período.

Serviço de inteligência
A residentura da StB no Brasil da década de 1960
Os autores do livro se concentraram na pesquisa dos documentos do 1º Departamento da StB, responsável pelo serviço de inteligência no exterior, onde descobriram que uma rede de 30 agentes e cerca de 100 “figurantes” — potenciais agentes que colaboraram com o serviço de inteligência sem saber — atuou no Brasil de 1952 a 1971. “O serviço de inteligência checoslovaco determinava objetos ou alvos de interesse, com o objetivo de entrar, infiltrar ou penetrar operacionalmente através de sua rede de agentes para aquisição de informações ou materiais relacionados com determinadas tarefas”, diz Kraenski. Entre os principais alvos estavam o Itamaraty (Ministério de Negócios Estrangeiros / das Relações Exteriores), o Governo federal e o parlamento, além de instituições como a Petrobras, o Exército e o BNDES. Os soviéticos buscavam brasileiros de perfil nacionalista e antiamericano, mas que não tivessem laços tão evidentes com o Partido Comunista Brasileiro, e usavam desde o argumento ideológico e o oferecimento de presentes até o pagamento de honorários e estratégias de chantagem baseadas em informações constrangedoras.

Entre as operações mais ousadas do serviço de inteligência checoslovaco, os autores incluem a intermediação de armamentos para o Brasil, a falsificação de documentos para implicar os Estados Unidos no golpe de 1964 e o financiamento de ao menos um jornal, como parte de um projeto — maior e não finalizado — que tinha como meta criar uma emissora de TV e uma rádio de alcance continental. O envio de 20.000 sub-metralhadoras de produção checa para o Brasil acabaria acontecendo sem a interferência direta da StB e chegou a virar assunto no parlamento brasileiro à época. Os documentos também expõem como os checos, sempre interessados em disputar com os Estados Unidos a influência na região, atuaram no Brasil para melhorar a imagem do regime cubano pós-revolução e até criaram uma operação para reagir, em 1961, a um possível golpe de Estado.

“O camarada ministro confirmou a operação ativa I-V de criptônimo LUTA, cujo objetivo é causar demonstrações e tumultos antiamericanos e — em caso de seus surgimentos — causar uma guerra civil no Brasil. Um dos objetivos desta operação ativa é fazer com que representantes nacionalistas tomem o poder no Brasil”, diz documento de 23 de outubro de 1961 exposto no livro. A operação, que envolveu contatos com o então governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola e as Ligas Camponesas lideradas por Francisco Julião, durou apenas seis meses, de novembro de 1961 à abril de 1962, e provavelmente foi encerrada quando os responsáveis perceberam a dificuldade de executá-la.

O golpe
Trecho do relatório do serviço de inteligência checoslovaco sobre o golpe de 1964.
créditos: brasil.elpais.com
A pesquisa de Kraenski e Petrilák mostra ainda que os checoslovacos foram surpreendidos quando os militares tomaram o poder na virada de março para abril de 1964. A falha do serviço de inteligência em antecipar a derrubada do presidente João Goulart foi atribuída posteriormente à falta de contatos entre a direita brasileira. Nos relatórios internos, os agentes destacaram a “hesitação típica de Goulart e a sua incapacidade de levar as coisas até o fim” como motivo de uma queda sem reação. “Não se podia sequer falar em derrota, pois a derrota pressupõe uma luta, e no Brasil houve somente uma tomada pacífica de poder pela direita”, diz um trecho do mesmo documento, um relato sobre o golpe de Estado destinado apenas à elite do partido comunista checoslovaco.

A blogueira brasileira Tate Anna Sca conta um pouco da história real por trás do chamado “golpe” militar, desvendada no livro “1964 – O Elo Perdido”:

As atividades soviéticas no Brasil sofreram um grande abalo após a tomada de poder pelos militares. Os agentes checoslovacos, que contavam entre seus contatos com jornalistas, funcionários públicos e até um deputado federal, tiveram de se retrair. Vários de seus “figurantes” se refugiaram em embaixadas estrangeiras e no exterior ou perderam os cargos que lhes garantiam relevância. O serviço seguiu por pelo menos mais sete anos, contudo, e seus registros ajudam a entender o clima de desconfiança e medo que levou o país a passar 20 anos sob o jugo de um regime militar. E esse é apenas o início da história do lado soviético. Kraenski diz que ainda há material para ser pesquisado no arquivos e, assim como ocorre no Brasil, desconfia-se que os documentos que os checoslovacos registram como destruídos possam estar guardados em algum lugar.

OS BRASILEIROS “SÃO PESSOAS PREGUIÇOSAS E BEM LEVIANAS”

Os arquivos checoslovacos se prestam também à crítica de costumes. Desde a chegada ao Brasil, em 1952, os agentes registraram suas impressões em relatórios que seriam repassados aos colegas que os substituiriam no futuro. Atuar no Brasil não era exatamente uma prioridade, mas era considerado muito mais seguro do que atuar nos Estados Unidos ou no Reino Unido. Em meio a reclamações sobre o calor que fazia no Rio de Janeiro e a falta d'água por uma semana no apartamento de Copacabana onde o primeiro chefe da residentura (base do serviço de inteligência) checoslovaca no Brasil se instalou, encontram-se análises sociológicas. “Todo o povo é educado em um espírito de desprezo para com o trabalho, o que pode se observar, por exemplo, quando as empregadas de limpeza/faxineiras se recusam a limpar janelas e assoalhos, o que obriga a contratação de mais faxineiras especialmente para isso”, registra o agente Jiří Kadlec (nascido em 1925, entrou na StB aos 27 anos; usava os nomes de código “Honza” e depois “Treml”).

Segundo o primeiro agente da StB no Brasil, “homens e mulheres têm unhas tratadas, todos querem a qualquer preço causar a impressão de que não precisam trabalhar fisicamente”. Em outro trecho, ele relata violência e assassinatos, um deles cometido aos 20 passos da embaixada checoslovaca: “Em plena luz do dia, um homem cortou a garganta da esposa porque a mesma não queria partir com ele para outra região do país em busca de uma vida melhor”. Em outro relatório, registra-se que “os brasileiros reconhecem como cozinha típica somente a cozinha baiana” e que ela “pode levar à enfermidade”. A cervejas são boas, independente das marcas, mas os cigarros são ruins.
Václav “Bakalár” Bubenícek (28.11.1926)
O trecho mais impiedoso sobre os brasileiros reproduzido pelos pesquisadores no livro “1964 – O elo perdido” coube ao capitão Václav Bubenícek (nascido em 28.11.1926; pertencente ao 1º Diretorado; o nome de código “Bakalár”, residente no Rio de Janeiro entre 1965 e 1967): “Um brasileiro, ao contatar com um estrangeiro, possui uma tendência em fazer uma grande quantidade de promessas, já supondo que não cumprirá nenhuma delas”. Referindo-se à classe média urbana, ele diz que “são pessoas preguiçosas e bem levianas, com as quais não se pode contar. [...] Os brasileiros de classe média frequentemente surpreendem um europeu com uma longa lista de faculdades e cursos que terminaram; mas, na verdade, o conhecimento adquirido por eles é muito superficial, o que significa que no Brasil, por regra, encontramos pessoas ignorantes, que, mesmo com numerosos títulos científicos, não chegam aos pés da nossa gente com formação primária”, finaliza.

Bónus:
A invasão soviética da Checoslováquia | Praga em agosto de 1968