sexta-feira, fevereiro 06, 2026

Primeiro vice-chefe do GRU é baleado em Moscovo: as lutas enternas russas

Em Moscovo foi baleado o primeiro vice-chefe do GRU, o tenente-general Alekseev, que em estado grave deu entrada no hospital. Estamos perante as lutas internas pelo poder no seio do MinDefesa russo, que opõe a secreta GRU ao grupo do ex-ministro Shoigu e o estrategista militar Gerasimov. 

Desde 2014, Alekseev era o curador da empresa militar privada (EMP) «Wagner». O terrorista russo Igor «Strelkov» Girkin, o primeiro «ministro da defesa» da dita «dnr» afirmou, numa entrevista que foi Alekseev quem deu as ordens para liquidar os «comandantes de campo» das ditas «l/dnr», em particular, Alexei Mozgovoi, e a EMP «Wagner» executou essa e outras ordens semelhantes. Girkin também conta que Alexeev era o fundador de «Wagner» e curador de várias outras EMP russas, criadas com ajuda e participação direta e indireta do estado russo.


O general Alekseev supervisionava a unidade militar russa «Espanola», composta pelos adeptos da ideologia neo-fascista, que foi recentemente acusada, na rússia, de tráfico de drogas, roubo e inúmeros outros crimes, sendo oficialmente dissolvida em outubro de 2025. Seu comandante Stanislav Orlov «Ispanets», foi recentemente executado na Crimeia ocupada por operativos do FSB (na versão semi-oficial: resistiu à tentativa da sua prisão). 

Negociações entre Prigozhin (no meio) e Alekseev (último à direita) durante a rebelião de «Wagner»

Em 2023, quando ocorreu a rebelião da EMP «Wagner», Alekseev fez um apelo emotivo em vídeo, no qual pedia ao Prigozhin que parasse a sua marcha contra o Moscovo: 

A morte do Alekseev não parece ser uma ação dos serviços secretos da Ucrânia, mas um ajuste direto entre os russos, possivelmente um ato de vingança pela morte do Prigozhin e Dmitri «Wagner» Utkin, o comandante militar do grupo «Wagner». 

Por fim, o comandante do «Azov», Denis Prokopenko, recordou que o general Alekseev esteve em Mariupol em 2022 e prometeu, na qualidade do oficial russo mais graduado, por escrito, que após a rendição, os POW ucranianos seriam tratados com dignidade e de acordo com as normas da Convenção de Genebra. Mas, no fim, a palavra do general, nascido na Ucrânia, não valeu absolutamente nada. Mais de cinquenta militares do Azov foram executados em Elenivka, e a sua tortura e os assassinatos continuam nas prisões russas.

Mais um pequeno lembrete de que os militares russos não têm palavra.

Fonte: TG @kazansky2017

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