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domingo, setembro 27, 2026

General Kyrylo Budanov sobre Trump, putin, guerra e acordo de paz

General Kyrylo Budanov, ex-chefe da secreta militar ucraniana GUR e atual chefe da Administração Presidencial da Ucrânia, concedeu uma entrevista à NewsForce, uma importante publicação conservadora online fundada por influenciadores de direita dos EUA e da Europa. 

Entre os nomes conhecidos da plataforma estão Joey Mannarino, um popular comentador político norte-americano com meio milhão de subscritores, apresentador dos seus próprios programas e cofundador do Overton Institute. Ou Jamie Lee Franklin, ex-diretora de correspondentes da Casa Branca durante a administração de Donald Trump e fundadora do veículo de comunicação social conservador The Conservateu, aquela que ficou atrás do avô na assinatura da lei da vacinação e lhe tocou na barriga — alguns trolls escreveram que ela o estava a acordar com choques elétricos. 

Conservadores de direita, republicanos — é precisamente com este público que Ucrânia precisa de trabalhar mais para combater as falsas narrativas do MAGA sobre «biliões atirados para o ár na Ucrânia». 

As principais teses da entrevista:

General Budanov apresenta esta abordagem pragmática desde o primeiro ponto: historicamente, a rússia só respeita a força. Nenhuma outra opção. URSS entrou no Afeganistão, levou um banho em sangue e agora ninguém no seu perfeito juízo quer construir a URSS 2.0 naquelas montanhas. A rússia foi derrotada pelo Japão no início do séc XX. Em 1945, a URSS adiou ao máximo a abertura de uma segunda frente no Extremo Oriente e só atacou o Japão pelas costas depois do bombardeamento nuclear americano de Hiroxima. Uma das tarefas da Ucrânia é puramente utilitária: garantir que, da próxima vez que alguma propagandista russa cantar sobre a vitória rápida «em três ou quatro dias», o seu próprio povo a estrangule por medo primitivo das consequências.

Neste cenário global, os Estados Unidos não podem ser substituídos no processo de paz. Onze grupos de porta-aviões e a capacidade final de incapacitar o Irão a tal ponto que este nem sequer pense em bombardear Israel — é isso que mantém o sistema unido. Os israelitas, de todos os povos, são únicos à resolveram os seus problemas, por enquanto: em vez de um possível ataque nuclear e de uma guerra em grande escala pela sobrevivência, o seu principal adversário está agora simplesmente a sufocar sob um bloqueio.

Kyrylo Budanov explica que Ucrânia está pronta para um cessar-fogo. Mas a rússia não está. Isto é óbvio para qualquer pessoa que tenha ouvido as recentes tolices de putin sobre os ataques aos locais de voto. Devem estar a gostar de ficar nas filas aos postos de gasolina meio vazios em São Petersburgo, uma vez que continuam a persistir. O gasóleo de inverno, aliás, é apenas um acréscimo de querosene à base de verão. Estão com falta de ambos os artigos, e o inverno certamente não facilitará as coisas. Os armazéns do McDonald's, da Aznauri e de produtos farmacêuticos que os russos destróem na Ucrânia não são iguais à um depósito de gasolina. Sem a gasolina a economia russa não se vai mexer.

Do que Ucrânia precisa realmente dos seus parceiros? Defesa antimíssil, tempo de satélite e cobertura alargada do Starlink. As FAU precisam de intercetar os seus mísseis balísticos e de cruzeiro, mas, mais importante, precisam de atingir os seus lançadores na retaguarda russa. Os intercetores antiaéreos estão em falta neste momento, mas o Ocidente ainda tem reservas, bem como uma oportunidade real para aumentar urgentemente a produção. Porque há muito tempo que esta guerra deixou de ser uma guerra local entre Ucrânia e a rússia. Estamos perante um verdadeiro Eixo do Mal. Tropas norte-coreanas na rússia, milhões de projéteis norte-coreanos, ações por procuração do Irão. General Budanov deu um excelente lembrete sobre a difusão de tecnologia — a transferência da produção de drones com a ajuda de Moscovo. Este é o argumento perfeito para os americanos: se a Ásia entrar novamente em erupção e putin continuar a pressionar na Europa, a superpotência poderá simplesmente não ter os recursos ou as reservas de munições para defender Taiwan.

Na sua defesa, Ucrânia tornou-se um dos países líderes do planeta na guerra eletrónica e nos drones. Deu um passo de gigante e construíu um sistema de defesa aérea doméstico completo, como nunca existiu na sua história. Mas paga um preço inaceitavelmente elevado por este avanço tecnológico — as baixas civis nos últimos meses são simplesmente insuportáveis. Pois, infelizmente, a rússia também está a progredir.

Como podem os americanos compreender melhor esta ameaça? De forma elementar. Durante doze anos, Moscovo tem travado uma guerra híbrida contra Ucrânia, levando a situação a um impasse e ameaçando cada vez mais outros países ao longo das suas fronteiras. No século passado, nas duas vezes em que os Estados Unidos tentaram ignorar tais acontecimentos no estrangeiro, o resultado foi o mesmo: jovens americanos regressaram a casa em caixões cobertos com a bandeira americana.

sábado, setembro 19, 2026

Piloto militar soviético, que fugiu ao Ocidente ao bordo do MiG-25P

O piloto militar soviético, ucraniano étnico, Viktor Belenko, fugiu ao Ocidente em 6 de setembro de 1976, ao bordo do caça MiG-25P, que conseguiu escapar até Japão. Teve uma longa e feliz vida nos EUA, trabalhou, durante décadas como piloto, acabando por falecer em setembro de 2023, aos 76 anos de idade.

MiG-25P fotografado no Japão no dia da fuga 

No Japão, o tenente Belenko, pediu o asilo nos Estados Unidos. O asilo foi rapidamente concedido. Na URSS, ele foi condenado à morte à revelia, além disso, usando a sua rede de informadores, o KGB expalhava os boatos do que Belenko, ora «morreu nos EUA no acidente rodoviário» ora «pediu para voltar à URSS e está preso na cadeia soviética». 

A caderneta militar do Viktor Belenko

Após a fuga e para estudar a sua personalidade ao pormenor, 116 pessoas, entre familiares e colegas, foram interrogadas pelo KGB. Foram recolhidos dados sobre a sua saúde, relações com o comando e na família, qualidades morais e políticas, e atitude em relação à realidade soviética, etc. 

A fuga do Viktor Belenko (filme documental):

 

Na realidade, o piloto tive uma longa e feliz vida nos EUA, trabalhou, durante décadas como piloto, acabando por falecer em setembro de 2023, aos 76 anos de idade.

O livro documental sobre Viktor Belenko do John Barron

Ler uma rara entrevista do Viktor Belenko, concedida em 1996, em inglês.

sábado, setembro 05, 2026

O ex-marine norte-americano foi morto na guerra contra Ucrânia

Natural de Arizona, ex-fuzileiro naval, Seth William Baker, foi dispensado do serviço militar americano por ter recusado se vacinar durante a pandemia de COVID-19. De seguida falhou o ingresso na academia de polícia, então converteu-se à ortodoxia, viajando para rússia, onde assinou o contrato com exército russo e morreu algures na Ucrânia. 

As informações sobre a morte de Baker só agora surgiram em grupos russos de Telegram. De acordo com os dados ucranianos, o norte-americano morreu há dois anos – no início de setembro de 2024 – e estava listado como desaparecido em combate desde 27 de setembro de 2024. Apenas três meses se passaram entre a assinatura do contrato com o Ministério da Defesa russo e a sua morte. 

Seth William Baker, nascido a 7 de setembro de 2000, era natural do Arizona. Serviu anteriormente no Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (a Marinha dos EUA confirma que teve nas suas fileiras o cabo Seth William Baker, que servia como «especialista em combustíveis a granel» mas não confirma, se é a mesma pessoa que aparece em algumas filmagens da Internet, vestindo uniforme russo). Segundo Baker, ele foi dispensado do serviço militar por se ter recusado a se vacinar durante a pandemia de COVID-19, que vitimou 1,2 milhões de americanos. Tentou então ingressar na academia de polícia, mas não conseguiu atingir a pontuação necessária.

Sentindo-se perdido, desprezado e abandonado na sua terra natal, Baker converteu-se à fé ortodoxa e partiu para a rússia, onde assinou o contrato com o exército russo aos 2 de junho de 2024. Tinha 23 anos à data do contrato e da sua morte. Enquanto o Kremlin bajula publicamente a Casa Branca, os cidadãos americanos atraídos para a rússia pela propaganda russa estão a ser forçados a participar em ataques sem nenhum sentido ao lado de mercenários de África e da Ásia. 

Os azarados podem ser alvejados pelas costas, como aconteceu com o norte-americano Russell «Texas» Bentley, que foi torturado, estuprado e morto por militares da 5ª Brigada Independente de Fuzileiros Motorizados, e o seu corpo foi atirado ao poço de uma mina. A rússia pode falar o que quiser sobre a sua suposta «amizade» com os americanos, mas, na realidade, um passaporte americano não protege ninguém de um tiro, de um ataque brutal ou de represálias numa guerra neocolonial russa. 

Baker foi enviado para o 1442º Regimento de Fuzileiros Motorizados da 6ª Divisão de Fuzileiros Motorizados. Esta unidade é conhecida pelas suas pesadas baixas e por habitualmente «zerar os efectivos», eufemismo russo para morte propositada e/ou assassinato dos seus próprios militares, como foi repetidamente relatado pelas esposas dos soldados daquele regimento. 

Para Baker, o exército russo tornou-se também o seu último local de serviço. Três meses depois de assinar o seu contrato, morreu, e apenas um canal propagandista russo da rede social Telegram, se recordou da sua morte, e mesmo assim, dois anos depois. 

Renda-se e salve a sua vida: t.me/kak_sdatsya_bot

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

Ligue para +38 044 350 89 17 e 688 (somente de números ucranianos)

Escreva ao Telegram ou WhatsApp:

  • +38 095 688 68 88
  • +38 093 688 68 88
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Blogueiro: o caso do Seth William Baker faz nós lembrar o caso do brasileiro Rafael Lusvarghi. Ambos pertenciam à classe médias dos respetivos países, ambos tiveram uma razoável posição social e uma possibilidade privilegiada de progressão na carreira. Ambos destruíram a sua própria carreira por razões absolutamente fúteis, entrando no espiral de auto-destruição. Em resultado, Baker morreu, de uma forma totalmente inglória, na qualidade do ocupante e agressor. Enquanto Lusvarghi teve mais sorte, ele «apenas» cumpre a pena numa cadeia brasileira, devido ao tráfico de droga e poderá ser libertado algures em 2029...

domingo, agosto 30, 2026

Ucranianos vistos pela Hollywood: máfia, mulheres, borsch, guerra e rússia

Como Hollywood, as produções de TV europeias e de outros países retratam os ucranianos: através da máfia, das mulheres, do borsch, da guerra, da rússia e de raras representações positivas. Embora os fãs ucranianos de cinema têm notado que, ultimamente, as referências à Ucrânia em filmes e séries de TV se tornaram não só mais frequentes, mas também mais positivas. 

Por exemplo, a quinta e mais recente temporada da popular série The Boys (2026) faz uma sátira à política dos EUA em relação à Ucrânia. 

Os vilões ucranianos de Hollywood

Na 22ª temporada de NCIS, um dos enredos gira em torno da ameaça de um potencial conflito nuclear. A equipa do NCIS interceta mensagens encriptadas que sugerem que a Belarus está a preparar um ataque com mísseis contra alvos na Europa. No final, descobre-se que as forças ucranianas já tinham destruído os lançadores móveis de mísseis belarusos antes mesmo de os Estados Unidos poderem lançar um ataque de retaliação. 

Igualmente importante, a resistência da Ucrânia está a mudar a forma como o mundo vê não só a Ucrânia, mas também a rússia. Um exemplo marcante é a série Sweetpea (2025), na qual a protagonista compara a mulher que a atormenta a um tumor cancerígeno, às alterações climáticas e à rússia, apontando que o mundo seria melhor sem qualquer um deles. 

No entanto, durante 30 anos, o cinema mundial tem vindo a criar uma imagem muito diferente da Ucrânia. 

Hollywood cria herói-amante ucraniano

Analisámos o que o cinema mundial sabe sobre Ucrânia desde a independência do país e estivemos à conversa com o cineasta ucraniano Antonio Lukich, mais conhecido pelo seu filme «Luxemburgo, Luxemburgo», sobre como devemos perceber e interpretar tudo isto. 

Ler mais em inglês ou ucraniano. 

A relação entre Ucrânia / ucranianos com a Hollywood não é estática. Por isso, sempre é muito interessante verificar como as coisas mudaram na última década e meio, para isso leia as análises anteriores, de 2011 e 2013.

quarta-feira, julho 29, 2026

A realidade da Ucrânia soviética vista pelo James Abbe

PROIBIDO. Uma fila de compra de roupa e poucas peças para servir a todos. O vosso fotógrafo arriscou mais uma vez a sua fiel câmara, o seu pescoço mortal e a sua alma imortal para registar uma cena proibida. AbbeArchive / https://www.jamesabbe.com

As fotografias do fotógrafo e jornalista norte-americano James Abbe, que colaborou com as publicações americanas e europeias famosas como a Vogue, Vanity Fair, The London Magazine, Vu e Berliner Illustrirte Zeitung. Mas Abbe interessa-nos sobretudo pelas suas fotografias, tiradas durante as suas duas viagens à URSS — em 1927 e 1932. Durante a segunda viagem, visitou Ucrânia, em particular Kharkiv, a região de Donetsk e Dniprobud/DniproHES.

PROIBIDO. Fotografar filas é tabu, especialmente filas de comida.
AbbeArchive / https://www.jamesabbe.com

PROIBIDO. Os engenheiros estrangeiros convidados concordam que as mulheres trabalhadoras são muito mais eficientes e responsáveis ​​do que os homens. Um fotojornalista que já fotografou os encantos dos fatos de banho de Hollywood encontrará aqui pouco apelo, mas muitos músculos.
AbbeArchive / https://www.jamesabbe.com

PROIBIDO. Mais uma foto que levou à detenção do vosso fotógrafo. Por quê? Porque retrata uma cena numa estação ferroviária/ferrovia. Observe os equipamentos modernos… Movimento intenso… Crianças bem comportadas e bem vestidas. AbbeArchive / https://www.jamesabbe.com

Abbe descreveu as suas impressões da viagem no livro de memórias «I Photograph Russia», publicado em Nova Iorque em 1934. Contém muitas desmistificações da propaganda soviética e sarcasmo dirigido à realidade soviética. Afinal, como jornalista atento e vigilante, rapidamente se apercebeu de uma realidade paralela que a União Soviética escondia cuidadosamente dos olhos dos estrangeiros. Essa realidade era a fome, a pobreza, a injustiça e a mentira, em que todos os dias viviam milhões de cidadãos da URSS.

Faça click para ler online e/ou descarregar/baixar gratuitamente

Relatos do Holodomor na Ucrânia

“Ouvi relatos de testemunhas oculares sobre cenas nas ruas de muitas aldeias ucranianas, onde as pessoas jaziam em valas, não eram nem embriagadas, nem à dormir, mas mortas devido a fome. Mas a multidão nas ruas prestava menos atenção aos cadáveres do que daríamos a um hidrante da rua nos Estados Unidos”, escreveu Abbe nas suas memórias.

PROIBIDO. Lar, doce lar… Esta foto mostra as casas dos trabalhadores de Dniprostroy/DniproHES. AbbeArchive / https://www.jamesabbe.com

Construção da Central Hidroelétrica de Dnipro. AbbeArchive / https://www.jamesabbe.com

Enquanto o camponês [ucraniano] passa fome, o seu estimado hóspede estrangeiro vive muito bem... especialmente se assinou uma declaração jurada afirmando que não presenciou a fome em Donbas. AbbeArchive / https://www.jamesabbe.com

Oferecemos-vos uma seleção de fotos da vida na Ucrânia/URSS, captadas pela sua câmara.

Fotos: https://www.jamesabbe.com Todas as legendas são de James Abbe.

Agradecemos o Museu do Holodomor

sexta-feira, julho 24, 2026

MAGA Laura Loomer denuncia os crimes e a hipocrisia estatal russa

A popular blogueira MAGA, Laura Loomer, que anteriormente apoiava a rússia, visitou Ucrânia, esteve em Kyiv e descreveu a hipocrisia estatal russa, que manda bombardear os locais sagrados do cristianismo ucraniano e europeu.

«Putin retrata constantemente a rússia como a defensora do cristianismo, mas atacou o Mosteiro de Kyiv Perchersk com os drones. Podemos dizer que putin atacou Jesus Cristo com um drone». 

Laura Loomer destacou o cinismo de putin, que bombardeia o berço da ortodoxia na Europa Central, enquanto hipocriticamente insiste que está à «proteger os valores tradicionais». 

Laura Loomer é uma blogueira e ativista muito influente do movimento MAGA. Tão influente, aliás, que corre o rumor de que Trump tinha demitido o General Jeffrey Cruz, chefe da Agência de Inteligência de Defesa, por causa de uma dica dela (o próprio Trump negou o caso). 

Laura Loomer ao caminho à Ucrânia

Naturalmente, Loomer era pró-rússia, como a maioria dos apoiantes da MAGA. Considerava putin como um «defensor dos valores tradicionais» e escrevia uma coluna para a corporação propagandista russa RT. Ela acreditava que a rússia lhe concedia, assim, uma liberdade de expressão que os Estados Unidos não lhe davam. 

Tim Pool, outro blogueiro MAGA extremamente anti-Ucrânia também mudou a sua postura...

Foi por isso que Laura Loomer enviou o seu correspondente Andrew Moore à Ucrânia. Laura admitiu que tinha hesitado em enviar um correspondente à Ucrânia, pois temia ser odiada pela sua postura antiucraniana.

O que Laura diz:

«Agora, quando os vejo [os russos] a dizer coisas como: 'Precisamos de desnazificar Ucrânia e precisamos de continuar a nossa guerra brutal contra a Ucrânia', enquanto fingem ser algum tipo de país cristão ortodoxo, enquanto matam milhares, centenas de milhares de jovens cristãos na Ucrânia, e até apoiam neonazis nos EUA, divulgando excertos dos seus podcasts, penso: 'Uau, caímos na propaganda russa. Caí na propaganda russa'.» 

Por isso, quando a Loomer Unleashed teve a oportunidade de enviar um correspondente à Ucrânia para visitar a linha da frente e reunir-se com as autoridades ucranianas — e havia muitos senadores norte-americanos presentes na Conferência de Segurança de Odesa — Andrew [Moore] perguntou-me se eu aprovaria a ida de um correspondente à Ucrânia. 

Pensei a respeito durante um tempo. Hesitei em aceitar porque pensei: «O que é que as pessoas vão pensar de mim?» Fui tão antiucraniana durante tanto tempo, repetindo estas frases, pensando que estava a dizer a coisa certa, sem perceber o quanto eu, como conservadora, apoiante de Trump e cidadã americana, estava a ser manipulada emocionalmente pela propaganda online. 

Por isso, para ser completamente sincera, senti-me um pouco envergonhada por enviar uma correspondente para o estrangeiro, porque pensei: «Bem, as pessoas vão atacar-me, vão chamar-me hipócrita, não vão ficar gratas e não me vão dar a oportunidade de mudar de ideias». 

Laura Loomer pede desculpa por minimizar a guerra na Ucrânia depois de testemunhar o horror: 'Estava enganada' 

Agora, Laura Loomer está a denunciar um dos ideólogos do neofascismo moderno russo Dugin, no seu canal de Telegram e acredita que a rússia não tem o direito de se auto-intitular defensora dos cristãos após o ataque ao Mosteiro de Kyiv Pechersk. 

A entrevista da Laura Loomer com Presidente Zelensky foi endorçada pelo Presidente Trump

Laura, ficamos contentes por teres mudado a sua posição.

Bem-vinda ao lado certo da história! 

Obrigado e via kazansky2017

domingo, julho 12, 2026

RIP o senador norte-americano Lindsey Graham

Lindsey Graham em Kyiv, 10 de julho de 2026. Foto: Efrem Lukatsky/AP 

O senador republicano Lindsey Graham morreu aos 71 anos, após uma «breve e inesperada doença». A informação foi divulgada pelo The Washington Post, citando o gabinete do senador. Não há mais detalhes disponíveis de momento.

Graham foi um dos mais acérrimos críticos do governo russo e apresentou repetidamente projetos de lei que impunham sanções contra a rússia. Em fevereiro de 2024, o serviço federal de Iiformações da rússia (Rosfinmonitoring) adicionou-o à sua «Lista de Extremistas e Terroristas».

O principal aliado do presidente Trump no Senado, o senador Lindsey Graham, com uma «piça» — o drone intercetor ucraniano P1-SUN — numa fábrica de drones na Ucrânia, a foto foi tirada apenas no dia 10 de julho, num local secreto da Ucrânia.

Os americanos estão interessados ​​não só no dispositivo em si, concebido para destruir drones iranianos Shahed, mas também em todo o sistema construído à sua volta: deteção de alvos, guiamento, software, inteligência artificial e a experiência de combate acumulada pelos ucranianos. 

Estes intercetores são muito mais baratos do que os mísseis Patriot e eliminam a necessidade de desperdiçar munições caras em drones relativamente baratos. Para Ucrânia, estes drones são principalmente mísseis Shahed russo-iranianos, enquanto que para os Estados Unidos, oferecem uma potencial defesa contra drones de ataque iranianos e outros amplamente utilizados em futuros conflitos. 

Graham afirmou categoricamente que os Estados Unidos cometeriam um grande erro se abandonassem a cooperação com a Ucrânia em sistemas não tripulados.

sexta-feira, julho 03, 2026

Yaroslav Haivas: o ativista da OUN perseguido pelo KGB por 40 anos

Foto do Yaroslav Haivas e sua filha do arquivo do MGB-KGB

MGB-KGB soviético passou décadas a tentar aproximar-se ao Yaroslav Haivas (1912–2004). Em certa altura, era considerado, pelos soviéticos, como uma das figuras mais perigosas do movimento de libertação nacional da Ucrânia. 

Yaroslav Haias, década de 1950 (?)

No final, em 1982, o seu processo foi arquivado, KGB foi obrigado a admitir que era impossível recrutá-lo. Infelizmente, hoje, o seu nome não está devidamente lembrado, mesmo por aqueles, que se interessam pela história ucraniana. 

Quando jovem, juntou-se ao movimento escuteiro ucraniano, Plast, posteriormente à Organização Militar Ucraniana (UVO) e, em seguida, à OUN. Foi um bancário nas instituições ucranianas de crédito na 2ª república polaca, nos meados da década de 1930. Foi preso e encarcerado pelos polacos, liderou os serviços de informação, foi adjunto de Roman Shukhevych no Comité de Autodefesa, durante a II G.M., chefiou o grupo expedicionário da OUN para o leste da Ucrânia e, durante o período mais difícil de 1944-1945, serviu como líder da OUN-M.

Em documentos do KGB desclassificados, os chekistas escreveram sobre ele:

«Pessoas como ele não podiam ser recrutadas, nem persuadidas a abandonar as suas atividades antissoviéticas.»

Informação confidencial sobre Haivas, processo do KGB, 1952

Em 1944, foi procurado pela Gestapo. Yaroslav escapou-lhes saltando de uma janela. A sua mulher e a sua mãe foram enviadas para um campo de concentração pelos nazis, e duas crianças pequenas tiveram de ser resgatadas secretamente. Alguns meses depois, os ativistas ucranianos conseguiram a libertação das duas mulheres, e a família voltou a reunir-se.

Após o fim da II G.M., a luta ucraniana não terminou. O KGB tentou infiltrar-se no seu círculo íntimo durante décadas. Recrutou agentes, criou operações especiais, tentou usar os seus conhecidos e familiares, escreveu artigos difamatórios e procurou até a mais pequena prova comprometedora.

A sua cunhada, Daria Andrianovych-Sytnytska, era agente do MGB,
«Pravdyva» (Verdadeira), vivia em Lviv, faleceu antes de julho de 1952   

Mas, de cada vez, deparava-se com um problema: Haivas tinha uma vasta experiência em trabalho clandestino, inteligência e contra-informação. Sabia ver o perigo onde outros poderiam não o notar.

Mais tarde, Yaroslav Haivas tornou-se secretário executivo do Comité do Congresso Ucraniano da América (UKKA), editou os jornais ucranianos «Svoboda» e «Shlyakh Peremohy» (Caminho da Vitória), escreveu livros e continuou a trabalhar pela causa ucraniana no mundo.

Memórias do Yaroslav Haivas: «Liberdade não tem preço»,
publicadas nos EUA em 1972, PDF, DjVu, 312 pág, ucraniano

Em 1982, o seu processo no KGB foi encerrado. Após décadas de vigilância, os serviços secretos soviéticos admitiram, efectivamente, a sua derrota. Por vezes, a grandeza de uma pessoa é melhor demonstrada não pelas suas condecorações, mas pelos documentos do inimigo. A história de Yaroslav Haivas é exatamente um desses casos.

Fonte

quarta-feira, junho 24, 2026

Estaline poderia ter iniciado a Terceira Guerra Mundial em 1954

A edição estónia da obra
No seu novo livro «Um Fim Premeditado do Mundo: Como Estaline Preparou a Terceira Guerra Mundial», o historiador Alexander Gogun, radicado em Berlim, revela que o ditador soviético planeou desencadear uma nova guerra na primeira metade da década de 1950, desafiando os Estados Unidos. 

Baseado numa vasta gama de documentos recentemente desclassificados dos arquivos da rússia e de outros países, bem como em fontes publicadas numa dezena de línguas, a obra mostra como as autoridades soviéticas, fria e persistentemente, avançaram durante décadas para um ataque aos Estados Unidos com o objetivo de escravizar a humanidade, ou seja, de completar a revolução comunista global. São referidos casos até então desconhecidos do uso operacional de armas químicas e biológicas de destruição maciça. Por fim, são publicadas informações sobre as proezas de Estaline nos últimos anos da sua vida, quando sincronizou meticulosamente os seus esforços abrangentes para conquistar o planeta. O autor demonstra de forma convincente e persuasiva como a teoria da revolução mundial de Lenine e Trotsky foi meramente modernizada e reinterpretada por Estaline após o advento das armas nucleares, mas de forma alguma esquecida ou descartada. Este estudo histórico é particularmente relevante hoje, dado que a liderança da federação russa retomou as operações militares contra o Ocidente, interrompidas na década de 1990, e, tendo descartado o conceito de coexistência pacífica do governo pós-soviético, regressou a uma sangrenta batalha com o mundo democrático. 

O livro é poderoso na sua análise. Enquanto muitos outros autores que estudam as relações internacionais durante as fases iniciais da Guerra Fria ou o final do estalinismo enumeram frequentemente factos ou simplesmente descrevem acontecimentos ou fenómenos, esta obra explica-os claramente. Por outras palavras, o texto baseia-se numa estrutura de causa e efeito. 

A questão do antiamericanismo russo/soviético/russo 

A opinião pública no império russo, fraca sob o absolutismo ou mais forte no início do século XX, nunca sofreu de americanofobia. Mas os bolcheviques abandonaram completamente esta abordagem. Para eles, os Estados Unidos representavam o centro do capitalismo, o inimigo número um. Estaline enfatizou isto nos seus discursos até cerca de 1927. Depois abandonou esta ideia, ao começar a utilizar os americanos na industrialização e nas suas manobras políticas. No entanto, em correspondências internas do partido, escreveu ao Molotov e ao Kaganovich que os Estados Unidos eram o principal inimigo soviético. 

Depois de 1945, até deixou de o esconder. Os Estados Unidos continuaram a ser o principal inimigo para as autoridades da União Soviética e, mais tarde, para a rússia de putin. Este perdurou essencialmente, com poucas interrupções, durante cerca de 80 anos. 

Estaline utilizou o «método de controlo reflexivo» em relação aos Estados Unidos. O que significa?

Para dispersar as forças americanas pelo mundo, Estaline utilizou duas vagas de manipulação. De 1945 a 1949, orquestrou todo o tipo de provocações no oeste da Ásia, no Médio Oriente e na Europa, atraindo assim forças e recursos americanos, financeiros e materiais, para a região, desviando-os de Mao Tsé-Tung, que lutava pelo poder na China. E quando Mao chegou ao poder graças à ajuda soviética — directa (fornecimento de armas, apoio financeiro) e, principalmente, indirecta — Estaline, com a ajuda de Mao, iniciou uma segunda vaga de manipulação. Desviou forças e recursos americanos da Europa, do oeste da Ásia e do norte de África para a região da Ásia-Pacífico. A Guerra do Vietname começou contra os franceses, que eram apoiados pelos americanos.

Forças nacionalistas e comunistas na guerra civil chinesa


O auge das maquinações de Estaline foi a Guerra da Coreia, quando colocou a China e os Estados Unidos um contra o outro. Truman nunca conseguiu compreender totalmente este complexo jogo. A política de contenção, a famosa «Doutrina Truman», representou uma dispersão, um espalhamento de recursos e uma pressão não sobre a URSS, mas antes atingindo as pontas dos tentáculos do polvo vermelho. Esta política foi vantajosa para Estaline, que estava a reforçar sistematicamente as suas tropas e a preparar-se para uma campanha até Gibraltar e ao Canal da Mancha, seguida da conquista dos Estados Unidos. 

As ideias de Estaline para o desenvolvimento do Extremo Norte soviético/russo. O que tem o Ártico a ver com as ideias de dominação mundial e com a Terceira Guerra Mundial? 

Foi uma das combinações calculadas, porque o próprio Estaline passou um tempo considerável no Extremo Norte, exilado na região de Turukhansk. E como viveu durante a era da revolução científica e tecnológica, provavelmente já considerava a possibilidade de chegar aos Estados Unidos através do Pólo Norte. Nas décadas de 1920, 1930 e posteriormente, contava não só com o que tinha, mas também com o que poderia ser criado em 5 a 10 anos, tendo em conta o desenvolvimento da tecnologia. 

A Bacia Árctica, com as suas vastas extensões desabitadas, oferecia uma boa rota para penetrar no continente norte-americano. Para este efeito, Estaline desenvolveu a Rota Marítima do Norte, desde a URSS europeia até às costas dos Estados Unidos e do Canadá. O Canal do Mar Branco, curiosamente, foi também construído para chegar à América, pois proporcionava à frota um fácil acesso aos oceanos do mundo através do Mar Branco. Os navios construídos nos estaleiros de Gorky (atual Nizhny Novgorod) ou Leninegrado podiam então navegar até às costas dos Estados Unidos, quer através do Atlântico, quer, inversamente, através do Oceano Ártico. 

Mas o auge do avanço no Ártico ocorreu com as expedições aéreas a altas latitudes do final da década de 1940 e início da década de 1950, quando um grande número de aeronaves de combate, transporte e reconhecimento aterraram em gelo flutuante perto do Pólo Norte e realizaram manobras acrobáticas nos céus do Ártico. Essencialmente, preparavam-se para atacar os Estados Unidos pelo norte, se necessário. Os americanos também se aperceberam da ameaça, embora a tenham subestimado um pouco. 

Existem documentos ou provas de que Estaline planeou o início da Terceira Guerra Mundial num ano específico? 

É o discurso de Estaline [publicado primeiro em romeno] aos seus aliados, comunistas romenos, em janeiro de 1951. É uma reunião apocalíptica no Kremlin, onde ele diz: devem criar uma boa força armada dentro de três anos.

Recepção dos camaradas romenos no Kremlin, Moscovo, 1947

Isto leva-nos a 1954. Muitos documentos do último período do regime de Estaline são classificados até hoje, e isto também demonstra eloquentemente que o dia X estava mesmo ali. O decreto do Ministério da Segurança do Estado [NKVD-MGB] de finais de 1952 foi publicado parcialmente pela primeira vez por historiador Nikita Petrov. Contém uma frase sobre a necessidade de os chekistas passarem a atuar em chamada «inteligência ativa». Isto implicava terrorismo, tentativas de assassinato contra inimigos de classe, assassinatos, incêndios e atentados bombistas. Claramente, os líderes da NATO não ficariam de braços cruzados enquanto tentativas de assassinato contra eles — ou seja, contra «inimigos de classe» — começassem no seu próprio território, visando políticos e empresários influentes. Isso significava que Estaline já estava a soltar os travões. 

Para iniciar uma nova guerra mundial seriam necessários recursos colossais — tanto financeiros como humanos. A União Soviética possuía-os? 

A URSS adquiriu um recurso incrível: os recursos humanos. A sua carne para canhão era a República Popular da China, o país mais populoso do mundo. Além disso, Estaline adquiriu recursos adicionais sob a forma dos países da Europa Central, muitas vezes subestimados. Paradoxalmente, contrariando muitas avaliações e previsões dos americanos em 1945, da CIA, do Comité Conjunto de Informações e dos analistas do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a União Soviética foi capaz de renascer como uma fénix das cinzas em 1950. E em 1950, durante o plano quinquenal do pós-guerra, Estaline escreveu ao Mao: «Se a guerra é inevitável, que seja agora».

Agricultura soviética pós-II G.M.: uso extensivo de mão-de-obra semi-escrava

Por outras palavras, já estava preparado para iniciar a guerra em 1950, mas graças à sua manobra em várias frentes na Coreia, obteve melhores oportunidades para a lançar um pouco mais tarde e, felizmente, morreu. 

Obteve esses recursos, antes de mais, através da pilhagem da Europa Central. Para além da pilhagem directa e das reparações, Estaline também roubou países através do comércio desproporcional, roubando propriedade intelectual, todo o tipo de conhecimentos técnicos e patentes. E através do comércio desigual e das empresas mistas, drenou-os economicamente de recursos significativos. Portanto, o que se fala em «libertação» [da Europa] era, na verdade, a libertação de «excedentes» materiais. 

É óbvio que as armas nucleares seriam utilizadas nesta guerra. Estaline não foi dissuadido pelo medo da destruição de vastos territórios e de milhões de pessoas? 

Estaline era um misantropo. Muitas pessoas exploram as suas posições profissionais para garantir um tratamento preferencial e vantagens para os seus filhos. Em particular, o actual governo russo concede sinecuras aos seus filhos para que se possam divertir e viver confortavelmente. Estaline, por outro lado, utilizava os seus filhos para os seus próprios fins políticos, arruinando as suas vidas. Claramente, ele teria facilmente sacrificado a humanidade, ou uma grande parte dela. Para ele, a vida de dezenas de milhões de pessoas não significava nada.

Fonte

A decepção geral do povo [soviético] com os resultados da Segunda Guerra Mundial foi expressa de forma breve e precisa pelo três vezes Herói da União Soviética, o Marechal do Ar Alexander Pokryshkin, na revista «Soldado Soviético» (1985, nº 9, p. 32): “Todos concordavam: a guerra na Europa terminou, mas a fronteira capitalista permaneceu [intacta]”. 

Será que o camarada Estaline poderia ter aceitado isso? Ele não poderia e não aceitou. 

Os resultados da Segunda Guerra Mundial não o satisfizeram. Portanto, imediatamente após o fim da guerra, Estaline começou os preparativos para a Terceira Guerra Mundial. 

Este capítulo da história foi pouco estudado até agora. Ele nos foi apresentado pelo notável historiador militar moderno Alexander Gogun em seu livro «Um Fim Premeditado do Mundo: Como Estaline Preparou a Terceira Guerra Mundial». Recomendo fortemente a leitura.

Viktor Suvorov (Vladimir Rezun), veterano do GRU , no semanário ucraniano Dzerkalo Tyzhnya, 30/08/2025.

Ver: edição estónia; edição russa

domingo, junho 14, 2026

«Lustige Blätter» – a propaganda visual política do 3º Reich

«Acho que devemos avançar juntos, uma vez que estás do nosso lado», diz Churchill, agarrando-se a Estaline enquanto uma estrela vermelha cai do céu. Edição publicada imediatamente a seguir a 22 de junho de 1941, o início da guerra nazi-soviética. Edição nº 31/1941.

«Lustige Blätter» (Páginas Cómicas) era a revista satírica do 2º, e depois do 3º Reich, publicada na Alemanha de 1852 à 1944. Durante todo este período, nunca publicou uma única caricatura dos dirigentes alemães, mesmo os retratando de forma positiva.

De 1939 à 1944 um dos seus alvos preferidos era Sir Winston Churchill, o primeiro-ministro britânico. Em menor plano, a revista também caricaturava o presidente dos EUA, Franklin D. Roosevelt e o ditador soviético Estaline. É de notar, que alguns temas e até as narrativas, textuais e visuais, criadas pela revista, hoje são reaproveitados pela propaganda gráfica russa, tendo como alvo o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

«Resultados da Ofensiva de Inverno. Ele mordeu o aço». Os alemães sofreram as primeiras derrotas na Frente Leste na batalha de Moscovo no inverno de 1941. Os propagandistas tentam transformar a derrota em vitória. Edição nº 22/1942.

«A nossa proposta». A assinatura no monumento: general Lynch. «Um monumento aos
negros deveria ser erigido nos Estados Unidos; provavelmente se parecerá com isso».
A propaganda alemã tenta jogar a cartada racial. Edição nº 45/1943.

«Informações dos EUA». Quando o Tio Sam fala, a verdade está de pernas para o ar.
Edição nº 45/1943.

«Ele parece não está gostar deste cocktail». Winston Churchill acaba de servir o leão britânico, agora bastante magro, uma mistura de sangue e lágrimas (suor e trabalho árduo omitidos). Uma referência ao primeiro discurso de Churchill como Primeiro-Ministro: «Não tenho nada para vos oferecer além de sangue, trabalho árduo, lágrimas e suor». Edição nº 17/1942.

«Sou amigo de todos os países pequenos». Churchill retira a máscara.
A caricatura insinua que os britânicos usam outros países para lutar. Muito parecido com
as constantes acusações russas ao Boris Johnson e outros Primeiros-Ministros britânicos.
Edição nº 31/1941.

«Singapura. A Fortaleza Mais Forte do Mundo». A revista celebra os sucessos japoneses;
em 15 de fevereiro de 1942, a Singapura britânica foi ocupada pelo Japão. Edição nº 7/1942.

Winston Churchill tenta manter a Inglaterra unida com tábuas etiquetadas como «promessas».
Fá-lo com pregos de um cesto etiquetado como «Mentiras». Edição nº 23/1942.

«Acredite nele, Grã-Bretanha. Ele só quer protegê-la», diz Churchill.
A crítica nazi da aliança entre a Grã-Bretanha e a URSS. Edição nº 18/1942.

«Gigantomania Americana». Legenda: «Não é maravilhoso? O motor é tão potente que
voa sozinho, deixando o avião e a tripulação ilesos». Os nazis tentam descridibilizar a aviação americana. Edição nº 23/1942.

«A Espada do Samurai. Rasgará a Boca a Qualquer Um». A reação alemã ao ataque japonês a Pearl Harbor, a 7 de dezembro de 1941. A Alemanha e a Itália declararam guerra aos Estados Unidos a 11 de dezembro, e Roosevelt tornou-se imediatamente alvo de cartoons. Edição nº 2/1942.

«O que escondes atrás das costas, Franklin?», pergunta a América do Sul.
«As nossas alianças de casamento». Os nazis acusam os Estados Unidos de tentarem
subjugar a América do Sul. Edição nº 6/1942.

«Uma Criança Ambiciosa» Uma mãe para um padre: «Reverendo, não é um doce?
Quer ser um comissário soviético inglês quando crescer». Uma acusação de que os britânicos,
se tornariam em breve bolcheviques. Edição nº 7/1944.

«Torpedo ou Bomba? Nenhum dos dois — uma tempestade!»
Janeiro de 1943, a derrota das tropas alemãs em Estalinegrado.
As únicas boas notícias desse período eram dadas pela Kriegsmarine. Edição nº 5/1943.

«Abrigo Antibombas contra os Navios em Afundamento». A caricatura retrata as criaturas
do mar, que procuram abrigo dos navios aliados, afundados pelos submarinos alemães.
Na primavera de 1943 começaram bombardeamentos intensos anglo-americanos da Alemanha.
Fonte: Edição nº 18/1943.

«O Polvo» Os tentáculos do compló judeu controlam a Inglaterra, URSS,
Estados Unidos e China. Edição nº 27/1943.

«O Candelabro Americano». Outra dose de anti-semitismo. Edição nº 27, 1942.

Título da caricatura: «A transfusão de sangue». Edição nº 35, 1944.

«O Seu Caminho para 'Libertar' a Europa». A guerra está quase perdida e a
propaganda alemã traça retratos cada vez mais sombrios do inimigo. Edição nº 37, 1944.

Fonte: Lustige-Blatter 3º Reich