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| A cerimónia fúnebre de Charles Waithaka Wangari, morto na guerra colonial russa contra Ucrânia e cujo corpo nunca foi recuperado, 5 de fevereiro de 2026. Foto: AP Photo/Andrew Kasuku |
De acordo com a organização de defesa dos direitos humanos Vocal Africa, os padres da IOR estão a encorajar os jovens quenianos a irem «trabalhar» para a rússia, oferecendo-se para pagar as suas viagens até Moscovo/ou.
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| Os familiares de mercenários quenianos mortos e despararecidos reclamam o retorno dos seus entes queridos, vivos ou mortos. Nairobi, 16 de fevereiro de 2026. Foto: AP/Andrew Kasuku |
Depois dissso, os cidadãos quenianos são levados para a rússia com vistos de turista. Prometem-lhes salários desorbitantes, equivalentes aos 3.000 dólares. Na realidade, os jovens africanos nunca recebem o dinheiro prometido. Após chegarem à rússia, os seus passaportes são confiscados, eles recebem umas cadernetas militares provisórias [símples folhas A4 com foto e carimbo], são abertas as contas bancárias em seus nomes, mas totalmente controladas por seus comandantes militares, e depois estes jovens são enviados para a frente de batalha. Da onde, muitas das vezes não voltam vivos, servindo de «abre-latas», alvos usados pelos russos apenas para tentar localizar as linhas da resistência ucraniana.
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| O africano francófono Francis, à servir de «abre-lata» descartável aos ocupantes russos |
Por exemplo, um dos quenianos mortos na guerra colonial russa, Charles Waithaka Wangari, um jogador de futebol de 31 anos, viajou para a rússia, por intermédio da IOR, em outubro de 2025, oficialmente para trabalhar como «operador de máquinas pesadas numa fábrica», com promessas de posteriormente poder jogar num clube na Suécia, mas foi imediatamente levado à força ao exército russo e enviado para a linha da frente pouco depois da sua chegada. Foi morto numa explosão na linha da frente, apenas dois meses depois de ter chegado à rússia. A sua família recebeu a notícia da sua morte no dia de Natal e foi informada de que os seus restos mortais não poderiam ser recuperados devido aos intensos combates naquela área. O que significa também, que, muito provavelmente, a sua família nunca irá receber quaisquer compensação pela morte do Charles.
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| Charles Wangari, mercenário à força, morto e abandonado pelos russos. Foto: X |
Um representante da IOR em Nairobi, sob anonimato, declarou à Religion News Service que os quenianos estão a ser enviados para a rússia não para combater, mas para «estudar num seminário», embora alertados para a «possibilidade» de recrutamento militar. Garante que nenhum dos jovens, recrutados pela IOR — «nunca se alistou no exército russo».
O serviço secreto do Quénia anunciou que mais de mil quenianos foram recrutados para o exército russo para combater na guerra contra Ucrânia (contando com mortos e despararecidos, caputrados pelas forças ucranianas, feridos que voltaram ao Quénia e os que ainda estão na linha da drente e nos campos de treino). Segundo as estimativas do NIS, 89 cidadãos quenianos ainda estavam a servir na linha da frente no início de 2026.
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| Os quenianos Clinton Mogesa e Ombwori Bagaka (?) / Wahome Gititu (?), já mortos |
No final de fevereiro de 2026, a página «Important Stories» noticiou que as autoridades russas elaboraram uma lista de cerca de 40 países onde o recrutamento de mercenários para a guerra contra a Ucrânia é proibido por agora. Entre eles: China, Índia, Brasil, África do Sul, Turquia, Cuba, Afeganistão, Irão, Venezuela, Argentina, Iraque, Iémen, Camarões, Colômbia, Líbia, Somália, Quénia, que é «uma importante fonte de mercenários para o exército russo».





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