quinta-feira, fevereiro 19, 2026

Cubanos que procuram a vida melhor, entram no exército russo e morrem na Ucrânia

Desde 2023 a rússia tem vindo a recrutar ativamente cubanos para a sua guerra neocolonial na Ucrânia. Uns vão voluntariamente em busca de dinheiro e das promessas de obtenção da cidadania russa, enquanto outros são enganados com promessas de «bom trabalho» e «salários altos». Segundo algumas estimativas, entre 1.000 e 20.000 cubanos combatem ao lado russo. 

O cidadão cubano Yoan Viondi Mendoza, como muitos outros, vindos nos países mais pobres de todo o mundo, caiu na lábia dos recrutadores russos, atraído pela promessa de «salários altos» e pela perspetiva de ter uma vida melhor. Tal como muitos outros estrangeiros em busca da «boa vida na rússia», não teve sorte – Yoan morreu na guerra neocolonial russa na Ucrânia como mais um mercenário do exército russo de ocupação. 

«Yoan recebeu a promessa de um contrato de um ano para reconstruir as casas e edifícios destruídos pela guerra. Garantiram-lhe que não se envolveria em combates, no máximo poderia cavar as trincheiras». 

Os jornalistas do Vot Tak localizaram o seu irmão, Michael Duro, que anteriormente já tinha feito um apelo comovente:

«Não precisamos de dinheiro. Não precisamos de nada. Precisamos dos nossos entes queridos. Ou pelo menos dos corpos dos nossos entes queridos». 

O irmão do mercenário afirma ainda que pelo menos 600 cubanos já desapareceram na Ucrânia, daqueles que foram à rússia em busca de uma vida melhor. Amaldiçoa as autoridades cubanas, que «deviam exigir o regresso destas pessoas, mas não se importam» e amaldiçoa vladimir putin pessoalmente: «O outro governo responsável por tudo isto é o governo de putin. Todos sabemos que o seu apelido lhe assenta na perfeição, que é um verdadeiro filho da puta». 

Os jornalistas também foram investigar o que levou Viondi Mendoza a ir para a rússia e a assinar um contrato com o Ministério da Defesa russo, e como se desenrolou o seu processo de recrutamento. 

Segundo Michael, o exército russo não recebeu o seu irmão com grande hospitalidade. Ao chegar ao campo de treino, Yoan tentou fugir e, de seguida, pediu ajuda repetidamente para sair da rússia. O cubano foi destacado ao 57º regimento de fuzileiros motorizados da guarda, da 20ª divisão de fuzileiros motorizados da guarda. A unidade está sendo assolada pelo caos típico do «segundo maior exército do mundo»: havia muita droga e os militares russos e estrangeiros escolhiam o que quisessem. Mercenário cubano não recebeu o salário prometido. Não admira que, a certa altura, o jovem tenha simplesmente deixado de comunicar com a família e, então, apareceu na lista de mercenários mortos. 

As coisas poderiam ter terminado de forma diferente para Yoan se ele contactasse o projeto «Quero Viver». Ele teria todas as hipóteses de ser evacuado em segurança pelo exército ucraniano. Como mostra a experiência de milhares de estrangeiros que morreram nesta guerra, para eles, o cativeiro ucraniano é a única hipótese de sobrevivência. 

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