quarta-feira, agosto 30, 2023

A cidade de Pskov, visitada pelos drones desconhecidos

O aeroporto russo de Pskov está em chamas neste momento. O local de estacionamento dos cargueiros militares Il-76 foi visitado pelos drones desconhecidos. Decorrem muitas explosões, testemunha-se o fogo de antiaéreas.

É de recordar que nos arredores de Pskov está aquartelada a 76ª Divisão Aerotransportada da Guarda, uma das unidades de elite daquilo que resta do 2º maior exército na Ucrânia. Os propagandistas russos escrevem nos seus TG canais que os drones que visitaram Pskov vieram do território dos Estados Bálticos. Delírio puro, mas vamos assumir que é verdade. 

Canal patrioteiro russo anuncia os danos nos 4 cargueiros Il-76

Os drones desconhecidos voaram mais de 1.000 km (a cidade de Pskov fica à 800 km da Ucrânia em linha reta, caso os drones cruzaram toda a Belarus) decolando da Ucrânia, sobrevoaram a Polónia, para depois atingir rússia através dos Países Bálticos. Se o esquema semelhante de agressão russa funciona à partir do território da Belarus, porque não pode funcionar na direcção oposta? 🤷‍♂️


UPD: surge a informação que também foi atacado o aquartelamento das forças especiais (spetsnaz) da 2ª brigada da GRU (ou então o aquartelamento do 104º regimento de assalto das forças aerotransportadas). 

Danos: 5 aviões destruídos (4 IL-76 e 1 Tu-22), 1 sistema de abastecimento de querosene de aviação; atacada a base Cherehinskaya, o aquartelamento do 104º regimento aerotransportado de assalto

Bónus

Nesta noite os drones desconhecidos também visitaram o aeroporto de Bryansk, ou então, quem sabe, estamos perante os desenrolar da guerra civil russa, onde as forças da República Popular de Bryansk (BNR) atacam as forças da República Popular de Pskov (PNR) e vice-versa ;-)  



terça-feira, agosto 29, 2023

O Papa de putler

O Vaticano está a tentar remediar a indignação geral após a última declaração do Papa Francisco, insistindo que este nunca pretendeu encorajar a moderna agressão russa na Ucrânia, informa a Rádio Liberdade.

O secretário de imprensa do Vaticano, Matteo Bruni, disse que Francisco simplesmente queria elogiar os aspetos positivos da história espiritual e cultural da rússia quando elogiou os imperadores russos Pedro I e Catarina II.

Num discurso em vídeo aos jovens católicos russos, divulgado em 25 de agosto, o Papa Francisco disse literalmente o seguinte: “Nunca se esqueça da sua herança. Vocês são os descendentes da grande rússia: a grande rússia dos santos, governantes, a grande rússia de Pedro I, da Catarina II, aquele império - grande, educado, (país) de grande cultura e grande humanidade. Nunca desistam desta herança. Vocês são descendentes da grande mãe rússia, avancem com ela. E obrigado – obrigado pelo seu jeito de ser, pelo seu jeito de ser russo.”

Será de imaginar o Papa Francisco elogiar, em termos semelhantes quaisquer outro império? O britânico, espanhol ou português? Se duvida muito bastante, o mais provável no caso destes impérios serão lembrados somente os seus crimes, reais ou supostos, mas não será crível que Papa se lembrará dos escritores britânicos, pintores espanhóis ou navegadores portugueses no contexto de serem um produto dos seus belos e educados impérios respetivos, que tanta coisa útil e agradável produziram no seu passado histórico.  

Não é a primeiro vez o Papa Francisco à fazer declarações que possam ser interpretadas como pró-rússia. Em particular, em março de 2023, numa entrevista à televisão suíça RSI, o chefe da Igreja Católica repetiu a sua avaliação de que a guerra na Ucrânia é a responsabilidade de uns certos «todos». «Todas as grandes potências estão envolvidas. O campo de batalha é Ucrânia. Todo mundo está lutando lá», disse ele.

Ou seja, a rússia invadiu um estado soberano com todo o poderio das suas forças armadas, mata os ucranianos, civis e militares todos os dias, mas a culpa é de supostos «todos», das vítimas e dos carrascos, dos polícias, de ladrões e dos cidadãos, vítimas do crime. Pois, naturalmente, se a vítima não resistisse o assaltante apenas a iria assaltar, como houve a resistência este «não teve a escolha» senão tentar agredir, estuprar e matar a vítima. Só que a polícias fascista e opressora não deixou, muita injustiça social!

Em Novembro de 2022, o Pontífice disse que os mais brutais no exército russo são “aqueles que... não são da tradição russa, como os chechenos, os buriates e assim por diante”. 

Mais uma vez, os russos arianos não tem nada à ver com os crimes horríveis contra os civis e militares ucranianas, a culpa é sempre do «indígena», daqueles «morenos» pobres coitados, dos habituais untermensch, que servem o império russo, mas não possuem o dom e as qualidade de apreciar a tal herança «do império grande, educado, (país) de grande cultura e grande humanidade». 

O chefe da igreja católica disse que, ao comentar a guerra da rússia contra Ucrânia, não mencionou o presidente russo, vladimir putin, porque o papel deste político “já era conhecido”.

Realmente, por que razão ofender uma pessoa que tanto fez pela reconstrução «do império grande, educado (...) de grande cultura e grande humanidade». E se pelo caminho o mesmo país tenta destruir Ucrânia e exterminar os ucranianos como a nação inteira, então fazer o que? Não se deve ofender, aquele político que já era o tão conhecido...  

Em agosto de 2022, durante uma audiência geral no Dia da Independência da Ucrânia, o papa recordou a morte da filha de um dos ideólogos do “mundo russo” e do neofascismo russo Aleksandr Dugin, Daria Dugina, chamando-a de vítima “inocente” do guerra: «Estou pensando na pobre moça que voou pelos ares em Moscovo/u depois de uma bomba plantada sob o assento de um carro. Os inocentes pagam pela guerra, os inocentes!»

Se Daria era ou não a propagandista ativa do neofascismo russo e seguidora máxima das ideias neofascistas do seu pai, pouco importa. Aleksandr Dugin exortava publicamente, na sua «qualidade de professor universitário» à «matar, matar, matar» os ucranianos, e a sua filha apenas e só, negava os crimes do neofascismo russo cometidos em Bucha e defendia publicamente o linchamento popular dos defensores de Azovstal.

Resumindo. Este Papa se estragou à muito tempo. Por favor, nos tragam o próximo. 

👥‼️ Kremlin aprova os novos temas da guerra de desinformação contra Ucrânia

Recentemente, Kremlin aprovou as narrativas específicas, criadas para desacreditar  Ucrânia e influenciar os seus aliados ocidentais na guerra de desinformação nos espaços midiáticos, ucraniano e internacional.

Em 25 de agosto de 2023, foi realizada uma reunião na administração do presidente russo sobre a próxima etapa da guerra de desinformação nos espaços midiáticos, ucraniano e internacional. O evento contou com a presença do primeiro vice-chefe da administração de putin, Sergey Kiriyenko (atual responsável do Kremlin pela «política ucraniana»), os tecnólogos políticos (spindoctors) e representantes de recursos de mídia envolvidos em operações na área da desinformação.

O tema principal da reunião: aprovação de narrativas específicas que deveriam desacreditar Ucrânia e influenciar os seus aliados internacionais. Foi determinado que num futuro próximo o sistema de desinformação russo se concentrará na utilização dos seguintes tópicos e narrativas:

1) “Mobilização em massa na Ucrânia”:

● «todos os ucranianos, sem excepção, estarão sujeitos à mobilização, independentemente do género, idade, estado de saúde»;

● «essa mobilização será dirigida aos cidadãos ucranianos menores de idade».

2) “Desânimo dos aliados e parceiros ocidentais com a possibilidade de vitória da Ucrânia”:

● «existência de acordos imaginários em fórmula de “paz em troca de território”»;

● «acordo secreto entre o presidente da Câmara de Kyiv, Vitaliy Klitschko e o representantes do Partido Republicano dos EUA para o apoiar nas próximas eleições presidenciais da Ucrânia».

3) “A contraofensiva ucraniana não teve sucesso”:

● «aumenta o número de enterros de soldados ucranianos, a exemplo dos cemitérios das grandes cidades»;

● «as pesadas perdas na linha da frente», uso da morte real dos defensores da Ucrânia, para o esforço da propaganda virada à audiência doméstica em cada região da Ucrânia;

● a procura das falhas reais ou imaginárias, com o objectivo de culpar e desacreditar os comandantes e oficiais ucranianos.

4) “Corrupção total”:

● “o orçamento militar é roubado/desviado, as compras não são realizadas”;

● «os funcionários corruptos não são punidos».

5) «Vida próspera nos territórios ocupados»:

● «salários altos, preços baixos, fornecimento de tudo o que é necessário pela rússia»;

● “desenvolvimento de infraestruturas, reconstrução de habitações destruídas»;

● «eleições livres num único dia de votação de acordo com a legislação eleitoral russa»;

● “Ucrânia deseja renunciar os territórios ocupados”, com demonstração de documentos fabricados;

● «as autoridades ucranianas querem abandonar a cidade de Kupyansk».

🤝❗️ Diretoria Principal de Inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia (GUR MOU)

Blogueiro

Algumas dessas teses já são usadas pela rede afeta à GRU russa em redor do mundo. Dado que geralmente a sua rede é composta pelas pessoas de baixa escolaridade e nível cultural mediano, é fácil perceber o uso tipificado de deixas pré-criadas. Nestes casos é uma clara indicação de que este ou aquele blogueiro, página ou avatar das redes sociais usa as matérias preparadas em Moscovo. Alias, tal como a esquerda alinhada com a URSS plenamente fazia na época da Guerra Fria. 

Mariupol, a cidade privada da vida pelo «mundo russo»

LEON KLEIN/AGÊNCIA ANADOLU VIA GETTY IMAGES

As pessoas moravam aqui. Eles amavam, estudavam, trabalhavam, criavam os filhos, se alegravam, brigavam e se reconciliavam... Depois vieram os bastardos ocupantes russos que destruíram as suas vidas.

Mariupol, verão de 2023. Não devemos esquecer.

É assim que se parece a cidade de Mariupol «libertada» de uma vida normal, após a chegada do «mundo russo». Onde ficava um prédio de nove andares, resta apenas o poço do elevador...


Hoje, Mariupol se parece com a cidade de Pripyat, onde a natureza invadiu a urbe e a transformou numa espécie de selva urbana. Pripyat ficou assim após mais de 30 anos de inexistência humana na cidade. Mariupol, a cidade ucraniana de Maria ficou assim apenas um ano depois da sua conquista pela força bruta que veio impor o seu «mundo russo» sob a baioneta dos ruscistas, uma espécie dos nazis de hoje. À propósito, durante a ocupação nazi de Mariupol, entre 1941 à 1943 morreram, segundo as estatísticas soviéticas, cerca de 10.000 moradores da cidade. Em 2022, durante o cerco da cidade pelo exército russo, que durou cerca de 3 meses, aqui perderam as suas vidas de 22.000 à 25.000 pessoas. 

segunda-feira, agosto 28, 2023

💥⚡️Ucrânia destrói o mais moderno radar russo «Predel-E»

As FAU destruíram o mais moderno radar russo – a estação costeira de radar móvel além do horizonte «Predel-E», que foi apresentada, pela primeira vez, em junho de 2023 e custa cerca de 200 milhões de dólares. Na mesma ação foi destruída a estação de guerra eletrônica Leer-2 (85IA6).

Bónus

Os canais propagandistas russos escrevem que Ucrânia atacou o campo de aviação russa presumivelmente em Kursk, pela primeira vez usando os drones descartáveis ​​​​de papelão PPDS da empresa australiana «SYPAQ».

Dependendo do modelo, esses drones podem levar de 3 kg à 5 kg de carga útil, voando entre 1 à 3 horas, à uma distância de 40 à 120 km.

Bónus II

Na cidade temporariamente ocupada de Energodar, no dia 28 de agosto, ocorreu outra explosão no «quartel» improvisado da unidade de polícia de choque da Guarda Russa «Akhmat-1». Como resultado da operação do movimento de resistência local, coordenado pela secreta GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia, foi atingido o edifício na rua Budivelnykiv, 46, usada pelos «kadirov boys» para suas necessidades. Antigamente eram as instalações de uma agência de um dos bancos ucranianos.

✔️ Às 09h50 ocorreu uma explosão no endereço especificado. Como resultado, os ocupantes foram mortos e feridos e os seus carros estacionados no pátio danificados. A explosão se seguiu de incêndio. Corpos de bombeiros e ambulâncias chegaram ao local. As informações sobre o número de «kadiristas» mortos e feridos estão sendo apuradas.

Caixão do putin e as relíquias da morte

Na tradição soviética, fortemente enraizada no espírito das despotias medievais, o corpo do líder falecido era habitualmente carregado pelo circuito mais próximo ao poder. À um dos «estivadores da morte» sempre caberia a tarefa de ser o próximo timoneiro e novo «querido líder». 
Morte do Estaline, 1953: Béria e Khrushev

Morte do Brejnev, 1982: Andropov e Chernenko

Morte do Andropov, 1984: jovem Gorbachev e Chernenko
(os dinossáurios do Bureau Político são demasiadamente fracos e apenas acompanham o caixão)  

Morte do Chernenko, 1985: Gorbachev, já bastante firme
(os dinossáurios já nem sequer acompanham, apenas seguem) 

Será muito interessante de ver e analisar quem carregará o caixão do putin...

Ucrânia aposta na União de Defesa do Mar Báltico - Mar Negro

Durante a Cimeira da Plataforma Internacional da Crimeia, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyi, anunciou a sua intenção de criar uma União de Defesa do Mar Báltico - Mar Negro.

Para neutralizar as atuais ameaças russas, é necessário reforçar não só o potencial militar dos países da UE e da sua indústria militar, mas também criar novas uniões que sejam capazes de responder adequadamente aos desafios e ameaças actuais.

As grandes associações e uniões supranacionais da Europa, criadas no século XX, já não satisfazem plenamente as exigências da nossa época e deveriam ser complementadas com formatos de segurança mais flexíveis. Neste momento Ucrânia está a conduzir negociações com os países da NATO, com acesso ao Mar Negro e já sentiram as consequências da transformação, pela rússia, das áreas do Mar Negro e do Mar Azov numa zona de guerra e da instabilidade.

A União de Defesa do Mar Báltico - Mar Negro deve tornar-se fiadora da integridade territorial e segurança da Europa, que será significativamente reforçada após a integração da Ucrânia nas suas estruturas supranacionais.

domingo, agosto 27, 2023

Neonazi e criminoso de guerra russo detido na Finlândia

Na Finlândia foi detido e preventivamente preso o neonazi e criminoso de guerra russo, um dos comandantes do bando DShRG «Rusich», Jan Petrovsky, que notabilizou-se pela tortura sádica e execução dos POW ucranianos. 

Jan Petrovsky (que também usa o nome de Voyslav Torden), nom de guerre «Slavyan», é o amigo e associado mais próximo de um outro conhecido neonazi russo, Alexei Milchakov. Juntos, eles torturaram e mataram os ucranianos na Ucrânia ocupada em 2014-16. Os líderes do bando «Rusich» eram camaradas de armas do brasileiro Rafael Lusvarghi, que se queixava, mais tarde, de ser chamado, juntamente com outros mercenários brasileiros de «macacos».

Milchakov (de capacete) e Petrovsky (de óculos) na Ucrânia ocupada, 2014

Sabe-se que desde 2004 Petrovsky/Torden vivia na Noruega, devido ao casamento da sua mãe. Em 2014-2016 ele participou na agressão militar contra Ucrânia, inserido na unidade neonazi russa «Rusich», afiliada com EMP «Wagner». Em 2022, após os ferimentos do líder do grupo, neonazi Alexey «Fritz» / «Serb» Milchakov, Jan Petrovsky assumiu o comando do unidade. Aparentemente, ele foi expulso da Noruega e detido na Finlândia, quando se preparava para voar à Nice. Após a sua detenção, Petrovsky/Torden tentou pedir, através do seu advogado o «asilo político» na Finlândia. 

Em 5 de setembro de 2014, bando «Rusich» sob o comando de Milchakov e Petrovsky organizou uma emboscada contra a coluna ucraniana de batalhão «Aydar» perto de Luhansk. Os POW ucranianos sobreviventes ao ataque foram torturados e mortos no local, os neonazis russos filmavam e fotografavam as atrocidades praticadas. Os vídeos já foram removidos da Internet, as fotos ainda podem ser encontradas. Milchakov e Petrovsky cortavam as orelhas aos ucranianos feridos, marcavam as suas faces com a imagem de suásticas, executando 6 prisioneiros com tiros na cabeça.

Por exemplo, na imagem do vídeo do canal propagandista russo Lifenews, é possível ver um soldado ucraniano ainda vivo, à quem os nazis russos cortaram na face o emblema do seu bando, a «suástica russa», famoso «kolovrat». Mais tarde, eles executaram este soldado, que se chamava Ivan Isyk.

Fragmento de uma conversa gravada em 2015 com os líderes do grupo neonazi «Rusich» Alexei Milchakov e Jan Petrovsky. Na conversa Petrovsky confessa que matou 6 prisioneiros de guerra ucranianos que foram capturados na batalha perto de Luhansk em 5 de setembro de 2014:

Fotos ainda mais horríveis foram postadas por Petrovsky e Milchakov de Debaltseve em 2015. Lá eles cortavam a pele dos rostos dos militares ucranianos capturados. Todas essas imagens são muito perturbadores, mas precisam de serem divulgadas para que fique muito claro quem exatamente foi preso na Finlândia.

@kazansky2017

Neste momento Ucrânia exige oficialmente a extradição do Jan Petrovsky, pela sua participação ativa nos crimes de guerra, cometidos na Ucrânia conta os cidadãos ucranianos. 

Escritório do PGR da Ucrânia ao Ministério da Justiça da Finlândia

Os próprios membros do bando neonazi já informaram, através do seu TG canal que se recusam de participar na guerra russa até que o seu «camarada» não seja libertado e entregue à rússia. 

Ultimato dos neonazis russos às autoridades russas:
«até que a situação ... não seja resolvida ... (entrega à rússia)
- «Rusich» para a execução de todas as tarefas de combate»

Por sua vez, aparentemente, a propaganda russa recebeu as ordens de se distanciar dos «nazis», afirmando literalmente que «participação nos combates não é uma indulgência ao nazismo» e que os membros do bando «não podem chantagear a pátria».

Propagandista russa 9 anos depois: «Participação nos combates na Donbas
desde 2014 não é indulgência ao nazismo».

Traidor Khodakovsky repara 9 anos depois: «difícil seguir a linha de denazificação
se alguém, nas próprias fileiras, exibe com orgulho a simbologia nazi».

O bando «Rusich» é notável pela ideologia nazi/neonazi dos seus membros. Nas suas páginas nas redes sociais a unidade advoga o extermínio total da Ucrânia e dos ucranianos, independentemente da sua idade ou gênero, incluindo as crianças. 

«matar todos os inimigos (não olhar ao género e idade)»

«Rusich»: «achamos que toda a população da Ucrânia (feminina desde 10 anos,
masculina desde 5 anos) não branca deve ser exterminada fisicamente»... «meninas... sejam entregues aos soldados russos em 2-3 unidades para cada...» 

O bando faz apologias ao estupro das ucranianas e à transformação das meninas ucranianas em escravas de procriação entregues aos «vencedores russos».  

Bónus

Nos arredores da vila de Kakhovka foi atingida a coluna logística dos ocupantes russos, pertencente à 205ª brigada separada de infantaria motorizada do exército russo. A mesma brigada que costuma reclamar o envio dos seus afetivos às ilhas do rio Dnipro, onde a unidade já perdeu bastantes homens e equipamentos.


A unidade «Batallón Bolívar» das Forças Armadas da Ucrânia

Uma nova unidade internacional chamada “Batalhão Bolívar” (Batallón Bolívar), composta principalmente por sul-americanos (Colômbia, Brasil, Venezuela e Bolívia) e outros voluntários de todo o mundo, foi oficialmente constituída na Ucrânia para apoiar o esforço de defesa do mundo livre em homenagem a Simon Bolívar “El Libertador”.

A unidade é comandada pelo José David Chaparro, conhecido como Comandante Chaparro é casado com uma ucraniana, que se tornou um protagonista simbólico da resistência e da luta contra a invasão russa.

Ler mais em espanhol / seguir a unidade no Twitter

sábado, agosto 26, 2023

🤦‍♂️🤣As práticas do neofascismo russo na Ucrânia ocupada

Mensagem eleitoral do gauleiter russo da região de Kherson ocupada, Vladimir Saldo:
«Homossexualismo satanismo ameaça à sociedade! Se (és) contra - vote pela rússia unida!» 

Os cartazes eleitorais contra “satanismo”, “homossexualidade” e “alcoolismo” são usados em todo o território da parte ocupada da região ucraniana de Kherson, onde os ocupantes russos organizam as «eleições». 
«Juntos com liberais democratas (partido do Jirinovsky) contra homossexualismo»

«Homossexualismo alcoolismo ameaça à sociedade!» 

No entender dos politólogos do Kremlin essas são as “ameaças” mais importantes nos territórios ocupados pelo «mundo russo», avassalados pela guerra, vítimas diários da ação dos bandos armados «Z», onde a própria vida humana tem pouco valor e é muito frágil...

Região de Zaporizhia

Os ocupantes russos na região de Zaporizhia praticam a tática de expulsão extrajudicial dos cidadãos ucranianos, que de alguma forma desagradaram os ocupantes, geralmente os seus «delitos» consistem em comentar algo na Internet ou serem delatados pelos vizinhos ou conhecidos.  

O jornalista russo Maxim Katz mostra (o vídeo está legendado em inglês), em pormenor, como os cidadãos ucranianos são expulsos da Ucrânia ocupada, das suas próprias casas, sem as suas coisas, sem pertences, sem documentos. São os horrores diários do mundo russo, imposto aos ucranianos pelas bestas inimagináveis. Um ocupante mascarado, gordo e armado lê o veredicto à uma avó ucraniana e pergunta: você entendeu!? Jovem ocupante que poderia ser o seu filho ou aluno, grita para uma mulher ucraniana: volver à direita!! Correr, correr!!!

sexta-feira, agosto 25, 2023

“Wagner”: a entidade que nunca existiu

O cemitério dos centenas de wagneristas na região de Samara foi terraplanado com um cilindro e deu lugar à uma estrada. O meme ucraniano sobre a recompensa aos ocupantes russos em forma do betão armado se tornou a realidade.

Os blogueiros patrioteiros russos estão indignados, eles descobriram, mais uma vez, que o regime de Kremlin não se importa com eles, nem com as suas vidas e nem com a própria rússia.



Mais uma vez a rússia vive a realidade completamente orweliana: mal arrefeceram os corpos da liderança wagnerista, se descobriu que nunca existiu «Wagner», nunca houve motim de «Wagner», nunca existiram os cadáveres de «Wagner». Não houve nada.

Talvez aconteça o mesmo com o próprio putin mais tarde.

Bónus I

O autoproclamado presidente da Belarus, Alexander Lukashenka, que anteriormente se autopromovia contando publicamente sobre as garantis, por ele dadas ao dono da «Wagner», disse agora que nunca garantiu a segurança do líder da EMP «Wagner», Yevgeny Prigozhin, após a sua tentativa da rebelião na rússia e a marcha wagnerista contra Moscovo.

▪️Respondendo diretamente a esta pergunta: eu nem sequer deveria garantir a segurança do Prigozhin. Primeiramente. Em segundo lugar, a conversa nunca foi nesse sentido.

Bónus II

Quem não dorme são os níveis mais popularuchos da ortodoxia russa. Surgiram as primeiras imagens iconográficas do «hieromártir Eugênio». O Arcanjo Prigozhin em forma de um santo - com a cruz ortodoxa russa e uma marreta nas mãos. Embora sem o chapéu ou a bata de cozinheiro.



A operação especial da GUR MOU «Synytsya»

A GUR MOU publicou novas fotos do helicóptero Mi-8 MTSh, que o piloto russo levou para Ucrânia. O helicóptero pertencia a um regimento baseado no Extremo Oriente russo, no campo de aviação de «Chernihivka», na região (krai) de Primorsky.

A operação especial do GUR para “extrair” o piloto foi chamada de “Synytsya” (Chapim azul). Foi inspirada na operação especial «Brilliant», realizada em 1966 pela «Mossad», que convenceu um piloto iraquiano a desviar o mais moderno MiG-21 soviético daquela época.

Bónus I

Vídeos do desembarque de forças especiais da Ucrânia na costa oeste da Crimeia. A bandeira ucraniana foi devolvida ao seu devido lugar. 



Durante a operação na Crimeia as SSO ucranianos danificaram quatro barcos e liquidaram cerca de 30 homens das forças de segurança russas, - explicou representante do GUR, coronel Yusov.

Bónus II

O exército russo não fica para trás, retira do armazenamento e envia para a frente os tanques soviéticos «Iosif Stalin», desenvolvidos no final da década de 1940.

No vídeo, o MBT IS-8 (também conhecido como T-10), produzido na URSS de 1954 à 1966.

Será que veremos o T-34?

«Superpower»: o documentário de Sean Penn sobre Ucrânia

Foi lançado o primeiro trailer completo do documentário «Superpower» do ator e diretor americano Sean Penn, conhecido por seu apoio ativo à Ucrânia. O filme estará disponível para assistir à partir de 18 de setembro de 2023.

Para fazer o filme, Penn não teve medo de visitar Ucrânia pessoalmente no meio de uma guerra em grande escala. Durante isto, comunicou com o Presidente Volodymyr Zelenskyi, escondeu-se no bunker presidencial durante um ataque aéreo dos ocupantes russos, reuniu-se com ucranianos comuns e documentou pessoalmente a destruição causada pela agressão russa em várias partes do país.

«Os ucranianos vão vencer. A única questão é a que custo», afirmou Penn no final do trailer. 

A estreia do filme “Superpower” aconteceu durante o 73º Festival de Cinema de Berlim, em fevereiro de 2023. Estará disponível ao público em geral a partir de 18 de setembro de 2023 na plataforma Paramount+.

⚡️⚡️ Prigozhin: o cidadão honorário de Zhovti Vody 

Um fato inesperado: o museu histórico de cidade ucraniana de Zhovti Vody ostenta o nome de Yukhym Prigozhyn - o avô do 2º grau do dono da EMP «Wagner», escreve a página ucraniana WAS.

O engenheiro Prigozhyn passou a maior parte de sua vida em Zhovti Vody. Chefiou o Laboratório Central de Pesquisa de Automação. Contribuiu para a criação do referido museu. Faleceu em 1999, é cidadão honorário da cidade.

Em cima: captura de tela da reportagem sobre a celebração de seu centenário.

quinta-feira, agosto 24, 2023

Ataques indiscriminados russos em Dnipro

À noite, criminosos de guerra russos lançaram um ataque com mísseis contra a estação rodoviária da cidade de Dnipro. Uma importante «instalação militar» foi danificada - barracas de shawarma e lanchonetes.

Qual é a razão? Nenhuma. Todos esses ataques acontecem há muito tempo sem qualquer sentido, apenas para causar mais destruição pela destruição. A rússia é governada por canibais maníacos e, aos poucos, isso começou a atingir até os próprios patriotas russos.






@kazansky2017

Bónus

23:59 o militar separatista «Shmyga», natural da Crimeia e membro do partido russo nacional-bolchevique russo manda «olá ao senhor Zelensky, somos a unidade «Kerch»!!!» 

00:01 o mesmo sujeito, Shmyga: «rapazes, malta, é, pá, só tenho 19 anos, quero viver»...


As vitórias ucranianas no Mar Negro e na Crimeia ocupada

Nas proximidades da Ilha Zmiiny as lanchas ucranianas da GUR MOU enfrentaram e atingiram com Stinger um caça russo, que foi forçado a deixar o local imediatamente. Mais tarde, as forças ucranianas destruíram na Crimeia ocupada o sistema russo de mísseis S-400.

No dia 22 de Agosto o Ministério da Defesa da federação russa informou sobre alegada destruição de um barco militar ucraniano no Mar Negro, próximo à Ilha Zmiiniy. O combate entre as lanchas ucranianas e o caça russo, presumivelmente um Su-30SM, decorreu junto à «torre Boyko», unidade petrolífera pertencente ao industrial ucraniano, apoiante da rússia, que as forças russas aprenderam e ocuparam em 2014. A GUR MOU divulgou as imagens, captadas por dois drones ucranianos que mostram que o caça russo não apenas não afundou nenhum único barco ucraniano, mas também foi atingida por um Stinger ucraniano. O caça sofreu os danos e abandonou a área, conseguindo chegar à base.

🔥 O complexo russo S-400 foi destruído na Crimeia ocupada

No dia 23 de agosto de 2023, por volta das 10h, ocorreu um ataque bem-sucedido perto da vila de Olenivka, no cabo Tarkhankut, na Crimeia temporariamente ocupada, que destruiu o sistema de mísseis russo de longo e médio alcance antiaéreos S-400 «Triumph».

Como resultado da explosão, a própria instalação, os mísseis nela instalados e o pessoal técnico, foram completamente destruídos. A perda dos sistema já foi reconhecido e contabilizado pela página OSINT Oryx, este já é o terceiro S-400 perdido pelos ocupantes russos desde início da guerra na Ucrânia de 24.02.2022.

quarta-feira, agosto 23, 2023

«Wagner»: a tarde de facas longas dos mercenários russos

Os TG canais russos informam que além do chefe da EMP «Wagner» Yevgeny Prigozhin no avião abatido em Tver estava o chefe militar e fundador do grupo, Dmitri «Wagner» Utkin e Valeriy Chekalov, o chefe da serviço de segurança interna.
Valeriy Chekalov, o chefe da segurança interna da «Wagner»

Testemunhamos acontecer exatamente aquilo que era supostamente acontecer. O ex-oficial do KGB putin, não perdoou a traição e se vingou ao ex-preso Prigozhin. Do conflito entre o Estado russo, encabeçado pelo aparelho, originário dos serviços secretos soviéticos e os aventureiros zek, naturalmente saíram vitoriosos as forças melhor organizadas, isso é, os serviços secretos. A rússia está repetindo hoje, quase literalmente, os passos do 3º Reich, onde o aparelho do partido nacional-socialista, usou as unidades SS para eliminar os brutamontes dos SA, que estavam à sair do seu controlo.


Andrey «Sedoy» Troshev (aparentemente está vivo) era o chefe do Estado-maior da «Wagner», as notícias pós-golpe do Prigozhin o davam como a pessoa que aceitou liderar a ala de «Wagner» que optou por assinar o contrato com o Ministério da Defesa russo, terminando o seu estatuto indefinido de «piratas independentes», ao serviço do «mundo russo». Neste contexto «Sedoy» poderá ser próximo na decisão do putin de eliminar a liderança da «Wagner», pois na tradição russa «uma vez traidor é sempre traidor». Ou seja, uma vez «Wagner» trair a confiança do czar russo, a organização, no seu todo e toda a sua liderança perdeu a confiança do Kremlin. Dado que «Wagner» foi armada, financiada e acarinhada pelo próprio putin e dada a popularidade do grupo entre o zé povão russo, a decisão não poderia ser diferente. Eliminação física das suas cabecilhas e o desmembramento do resto do seu pessoal. Para que sirvam de exemplo aos outros, para que a ideia de trair o czar não passa pela cabeça dos seus súbditos.   

Naturalmente existe a possibilidade remota e meio-fantasiosa de encenação da morte, para efetuar a fuga e desaparecimento. Mas não cremos que seja o caso, não no mundo atual, tão pequeno e transparente devido às novas tecnologias. 

Um alvo muito possível e bastante próximo é Igor «Strelkov» Girkin. Responsável pelo início da agressão russa na Ucrânia em 2014, um dos co-responsáveis do abate do voo MH17, muito eventualmente ele poderá morrer na cadeia, onde se encontra de momento ou no hospital prisional, vítima de um ataque cardíaco. Assim como poderá morrer, de uma morte completamente natural o don Kadirov Jr. A lógica dos últimos acontecimentos indica que isso poderá acontecer nos tempos muitíssimo próximos.