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sexta-feira, outubro 02, 2026

O número total de baixas russas na Ucrânia pode chegar aos 617.000

O serviço russo da BBC, em conjunto com a Mediazona e uma equipa de voluntários OSINT, identificou as identidades de 266.032 militares russos mortos na invasão da Ucrânia. O número total de perdas russas, contando as unidades separatistas e os mercenários estrangeiros, pode chegar às 616.986 pessoas.

Uma análise dos registos de 10.000 soldados russos cujos corpos foram encontrados pelas equipas de evacuação entre 2025 e 2026 mostrou que, a descoberta dos corpos dos soldados russos mortos ocorreu com um atraso significativo, em média 150 dias após as suas mortes no campo de batalha. A declaração jurídica da morte, na ausência do corpo físico, ocorreu, em média, 236 dias depois. 

Nos últimos 30 dias os nomes de 22.358 soldados russos mortos foram adicionados à base de dados. Este aumento significativo não está diretamente relacionado com a situação na frente de batalha. A maioria dos nomes adicionados recentemente, ou seja, 18.657 indivíduos, são de pessoas que estavam desaparecidas há muito tempo, ou cujos corpos foram encontrados pelas equipas de evacuação em 2025-2026. Alguns destes soldados morreram em combate ainda em 2022, mas a maioria foi morta em 2025. 

Consegue-se confirmar as mortes destes soldados com base em dados abertos de registos estatais russos: especificamente, o registo de óbitos e decisões judiciais publicadas que reconhecem, juridicamente, a morte dos indivíduos como mortos em combate, mesmo na ausência física dos seus corpos. 

Os registos de óbitos militares no registo de inventário dos herdeiros confirma essencialmente o óbito de uma pessoa: documenta os pedidos de herança feitos pelos familiares do falecido. Consequentemente, os militares desaparecidos cujos nomes constam do registo ou já foram encontrados ou foram declarados mortos. A diferença entre as datas em que uma pessoa foi morta e a data em que foi registado o seu óbito demonstra o atual atraso na confirmação do óbito de um militar russo na linha da frente. 

Existem vários motivos para esta tendência: 

Durante os dois primeiros anos da guerra, o número de militares listados como desaparecidos em combate foi relativamente baixo. O aumento acentuado do número de desaparecidos em 2024-2025 deve-se principalmente à natureza mutável das operações de combate. 

A utilização generalizada de drones de reconhecimento e ataque, combinada com fogo de artilharia e colocação de minas, torna praticamente qualquer movimento perto da linha da frente perigoso, incluindo tentativas de evacuar feridos e mortos. 

Os investigadores Jack Watling e Nick Reynolds, do Instituto Real de Serviços Unidos (RUSI) britânico, observam no seu relatório que a evacuação de feridos exige agora frequentemente uma operação separada e cuidadosamente preparada. Isto requer esperar pela escuridão, nevoeiro ou chuva forte. As tentativas de chegar rapidamente aos feridos e mortos podem levar a mais baixas entre aqueles que realizam estas operações. 

Outro motivo são as múltiplas tentativas do lado russo para avançar em «zonas cinzentas». O analista militar norte-americano Michael Kofman observa que, desde 2025, as tropas russas têm tentado avançar cada vez mais em grupos de um ou dois soldados. Nestas condições, os corpos dos mortos permanecem na zona neutra durante muito tempo, fora do controlo de ambos os lados. 

A situação em 2026 

Desde o início de 2026, BBC/Mediazona encontraram os dados sobre a morte de mais de 90.000 militares russos. No entanto, as perdas de 2026 representam menos de 10% desse total, sendo que o restante das perdas confirmadas ocorreu entre 2022 e 2025. 

Até o início de outubro, foram conhecidos os nomes de apenas 7.854 militares russos que morreram em 2026 (alguns outros milhares russos possuem as datas de morte desconhecidas, pelo que ainda não possível atribuir as suas mortes a um ano em concreto). 

Quais são os números reais de baixas russas? 

As perdas reais do lado russo são superiores ao número de mortos cujos nomes podem ser confirmados por fontes abertas. Segundo os especialistas militares, a análise dos cemitérios russos, memoriais de guerra e obituários pode reflectir entre 45% e 55% do número real de mortos. 

Nem todas as mortes são divulgadas publicamente. Além disso, os corpos de um número significativo de militares russos mortos permanecem no campo de batalha. As tentativas de os evacuar representam um sério risco para os sobreviventes, principalmente devido à ameaça de ataques com drones. 

Com base nas estimativas dos especialistas, o número real de mortos de cidadãos russos pode situar-se entre 483.695 e 591.182. 

Uma análise dos obituários e publicações de 2022 sobre os soldados desaparecidos das ditas «repúblicas populares l/dnr» sugere que entre 21.000 e 23.500 separatistas morreram até ao final de 2022. 

Depois de analisar imagens de satélite e fotografias oficiais do novo memorial de guerra construído na Coreia do Norte, o Serviço Coreano da BBC identificou os nomes de 2.304 militares coreanos que combateram ao lado das forças russas e morreram entre 2024 e 2025.

Uma pequena parte de tumbas dos norte-coreanos mortos em Kursk em 2024-25

Assim, com base nos dados recolhidos, o total de baixas das forças russas pode variar entre 506.999 e 616.986 militares.

quarta-feira, setembro 30, 2026

Terminou a 3ª fase da operação ucraniana «Vivaldi» no norte da região de Donetsk

94 POW russos, soldados e oficiais
No decorrer da 3ª fase da operação «Vivaldi», o 3º Corpo de Exército da Ucrânia libertou as localidades de Nove, Ridkodub e Katerynivka e retomou o controlo sobre Karpivka, Novomykhailivka e Lypove, segundo DeepState. Perdas russas: cerca de 2.000 militares KIA e WIA e cerca de 250 POW. 

General Andriy Biletsky: «O inimigo foi enganado e perdeu a direção do avanço principal». Enquando os russos esperavam um ataque ucraniano na direção de Shandrygolove — Zelena Dolyna, o ataque/golpe principal caiu sobre a vila de Nove. A vila se situa sobre as colinas, por isso o seu controlo garante o domínio de fogo sobre as áreas circundantes.

Na 3ª fase as FAU recuperaram 51 km² e desde o início da ofensiva, 176 km².

Testemunham os 94 soldados e oficiais russos, incluíndo dois mercenários africanos, que se renderam ao 3º Corpo de Exército das FAU em resultado da 3ª fase da ofensiva ucraniana «Vivaldi» na zona de Lyman, no norte da região de Donetsk. Alguns dos POW, aguardando a sua captura, tiveram de comer urtigas e beber a sua própria urina. O oficial à apresentar o informe é o POW da patente mais alta, o capitão do mar-e-guerra do 3º grau Alexander Manakov, a sua patente é correspondente ao major do exército russo.

Um dos pontos mais inovadores da operação «Vivaldi» foi o uso dos blindados ligeiros soviéticos, da série «BTR-60», transformados nos drones kamikaze. O vídeo mostra como um drone do 3º Corpo de Exército colide com uma fortaleza russa no norte da Nove.

Geolocalização do uso do BTR-60 como um drone terrestre

O momento do imacto do BTR-60 contra as posições russas


As perdas totais dos ocupantes russos nas três fases da operação «Vivaldi» são cerca de 5.000 militares (KIA e WIA). 

O bombardeiro estratégico russo Tu-95MS à arder no interior da rússia

Na rússia, na região de Amur, à cerca de 50 km da base aérea «Ukrayinka», caiu o bombardeiro estratégico Tu-95MS, habitualmente usado para ataques de mísseis contra Ucrânia. Os blogueiros militares russos confiormam a queda do aparelho e a morte dos 6 tripulantes dos 7 presentes à bordo.



As razões da queda são desconhecidos, tendo falhando os três motores do aparelho. Este é o 14º Tu-95MS (a confirmação OSINT da perda dos 11 aparelhos), que a rússia perde desde início da guerra na Ucrânia de 24.02.2022. É de notar, que a sua fabricação em sérei terminou em 1991.

terça-feira, setembro 29, 2026

A rússia ataca um hospital civil e Academia de Ciências no centro de Kyiv

Os ocupantes russos atacaram o edifício histórico da Academia Nacional de Ciências, no centro de Kyiv, com um drone. Um incêndio deflagrou e as pessoas foram saltar das janelas para não morrerem queimadas vivas.






Edifício da Academia Nacional de Ciências em Kyiv











Kyiv, fotos Kostiantyn Liberov

O Académico da Academia Nacional de Ciências, Dr. Volodymyr Horbulin, de 87 anos, ficou ferido no ataque à Academia Nacional de Ciências. A sua assistente morreu.

Dr. Volodymyr Horbulin

Aos 87 anos, ir trabalhar e sobreviver a um golpe destes – isto demonstra definitivamente uma força de vontáde incrível.

Menos de uma hora após o ataque à Academia das Ciências, a rússia atingiu o hospital privado «Dobrobut», no centro de Kyiv. Um terrível incêndio deflagrou. Há feridos. Bombeiros estão combater o incêndio, que deflagrou após o impacto.






Faça click para saber mais. Fotos: Kostiantyn Liberov

A cidade de Kyiv. O regime neofascista russo atingiu, com um drone um jardim de infância.

O edifício histórico da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia foi construído em Kyiv em 1852, segundo o projeto do arquiteto Alexander Beretti, com dinheiro do Estado e doações públicas, albergou uma escola para meninas pobres e órfãs de todas as classes sociais. 

A escola foi fundada em 1834 pela Condessa Levashova e financiada pela Sociedade de Assistência aos Pobres, a que presidia. Um pouco mais tarde, a escola tornou-se um internato do Ginásio Fundukleiv, que ficava a um quarteirão de distância. No início da década de 1890, foi acrescentado um terceiro piso, uma vez que o número de alunas, e consequentemente de estudantes do internato, estava a crescer constantemente. 

Edifício no início do século XX

Em março de 1917, a Rada Central da Ucrânia, o governo ucraniano na altura, ficou alojada no edifício do Museu Pedagógico – em frente ao internato – e as estudantes viram-se no centro dos acontecimentos: realizaram-se manifestações e comícios nas ruas, e foram proferidos discursos pelo chefe da UCR, Mykhailo Hrushevsky, e pelo secretário-geral dos assuntos militares, Symon Petliura. 

Durante o verão de 1917, o Comité Militar Geral Ucraniano instalou-se nas instalações do internato, seguidos de cientistas ucranianos respeitados, que trabalharam na elaboração de um projeto de lei para a criação da Academia Ucraniana de Ciências, assinado em novembro de 1918, pelo Hetman da Ucrânia, Pavlo Skoropadsky.

Em 1919, após a ascensão do poder bolchevique, o edifício foi definitivamente entregue à Academia de Ciências, e desde então o seu Presidium está aqui localizado. 

O edifício tinha sobrevivido todos estes acontecimentos históricos, assim como aos combates ferrozes pelo controlo de Kyiv em 1941 (durante 72 dias) e em 1944, entre o Exército Vermelho (RKKA) e o Wehrmacht. Logo, em 2026, o edifício foi gravemente atingido pelo poder bélico dos rascistas, o regime neofascista da rússia atual. 

Fotos atuais Kostiantyn Liberov: Fotos 1; Fotos 2; Fotos 3

O impacto da invasão russa nas comunidades religiosas da Ucrânia

Uma das formas de tentar forçar Ucrânia a capitular na sua resistência contra a guerra russa é através do terror. Este é precisamente o único método que resta ao putin, pois as suas forças estão a perder nas linhas da frente e a economia russa está em ruínas.

Desde 2022, as forças armadas russas destruíram ou danificaram pelo menos 742 igrejas e outros edifícios religiosos em toda Ucrânia. O vídeo mostra a Igreja Ortodoxa ucraniana em Kramatorsk, atingida recentemente.

O autocrata russo demonstrou, desde o massacre de Bucha até ao presente, nenhuma preocupação com a vida de inocentes e nenhuma preocupação com a vida do seu próprio povo, todos peões no seu jogo de representar o papel de Pedro, o Grande, e regressar a rússia aos seus dias como um grande império global. Uma forma de minar a força dos ucranianos tem sido danificar ou destruir os seus edifícios mais sagrados – os seus templos, igrejas e mosteiros. O efeito geral, na sua maior parte, não foi a diminuição da vontade ucraniana de lutar pela sua autonomia – a liberdade do jugo russo – mas a intensificação da determinação ucraniana. 

Igreja Ortodoxa Ucraniana destruída pelas forças russas em Kramatorsk

Leia mais The impact of the russian invasion on faith-based communities in Ukraine (PDF, inglês)

Bónus

O 3º Corpo do Exército da Ucrânia mostrou os soldados e oficiais russos capturados durante a «Operação Vivaldi», na região norte de Donetsk. As forças ucranaianas capturaram cerca de 250 militares russos no total. Uma boa contribuição para o fundo de troca.


Faça click para saber mais


segunda-feira, setembro 28, 2026

O primeiro argentino capturado na Ucrânia como POW russo

Em abril de 2026, o argentino Ibrahim Roberto Yamil (37), pai de dois, estava a navegar nas redes sociais quando viu um anúncio de um «emprego bem remunerado». Clicou e candidatou-se, sendo adicionado a um grupo de WhatsApp. Era um grupo de mercenários da América Latina, aliciados para lutar pela rússia contra Ucrânia.

Ibrahim não tinha passaporte, mas um recrutador providenciou-lhe toda a documentação, incluindo visto e bilhetes. Tudo o que ele tinha de fazer era apanhar/pegar um avião e voar para Moscovo, via Roma e Istambul. No dia 11 de abril já estava em Moscovo. Aí, ele e os colombianos recém-chegados foram recebidos por um recrutador russo, que os levou para um campo de treino na região de Voronezh.

O treino dos futuros soldados era, para dizer o mínimo, precário – em maio, Ibrahim viu-se na direção de Lyman como soldado raso no 272º regimento de fuzileiros motorizados. Não adquiriu muita experiência em combate: a 6 de julho, quase morreu depois de ter sido ferido, sendo depois enviado para um hospital para recuperar durante três semanas.

Depois disso, o argentino parcialmente recuperado foi transferido ao «pelotão dos aleijados» do 347º regimento de fuzileiros motorizados e, em meados de agosto, foi capturado pelas FAU.

No geral, Ibrahim teve muita sorte. Os mercenários estrangeiros são usados ​​como carne para canhão / boi-de-piranha no exército russo, e as perdas são altíssimas. Agora viverá num campo de prisioneiros juntamente com centenas de estrangeiros de 55 países, esperando que os russos se lembrem deles. Spoiler: os russos querem lá saber dos estrangeiros.

Valeram os 10.000 dólares que lhe pagaram para assinar o contrato?

Agora Ibrahim tem a certeza de que não. 

Renda-se e salve a sua vida: t.me/kak_sdatsya_bot

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

Ligue para +38 044 350 89 17 e 688 (somente de números ucranianos)

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domingo, setembro 27, 2026

General Kyrylo Budanov sobre Trump, putin, guerra e acordo de paz

General Kyrylo Budanov, ex-chefe da secreta militar ucraniana GUR e atual chefe da Administração Presidencial da Ucrânia, concedeu uma entrevista à NewsForce, uma importante publicação conservadora online fundada por influenciadores de direita dos EUA e da Europa. 

Entre os nomes conhecidos da plataforma estão Joey Mannarino, um popular comentador político norte-americano com meio milhão de subscritores, apresentador dos seus próprios programas e cofundador do Overton Institute. Ou Jamie Lee Franklin, ex-diretora de correspondentes da Casa Branca durante a administração de Donald Trump e fundadora do veículo de comunicação social conservador The Conservateu, aquela que ficou atrás do avô na assinatura da lei da vacinação e lhe tocou na barriga — alguns trolls escreveram que ela o estava a acordar com choques elétricos. 

Conservadores de direita, republicanos — é precisamente com este público que Ucrânia precisa de trabalhar mais para combater as falsas narrativas do MAGA sobre «biliões atirados para o ár na Ucrânia». 

As principais teses da entrevista:

General Budanov apresenta esta abordagem pragmática desde o primeiro ponto: historicamente, a rússia só respeita a força. Nenhuma outra opção. URSS entrou no Afeganistão, levou um banho em sangue e agora ninguém no seu perfeito juízo quer construir a URSS 2.0 naquelas montanhas. A rússia foi derrotada pelo Japão no início do séc XX. Em 1945, a URSS adiou ao máximo a abertura de uma segunda frente no Extremo Oriente e só atacou o Japão pelas costas depois do bombardeamento nuclear americano de Hiroxima. Uma das tarefas da Ucrânia é puramente utilitária: garantir que, da próxima vez que alguma propagandista russa cantar sobre a vitória rápida «em três ou quatro dias», o seu próprio povo a estrangule por medo primitivo das consequências.

Neste cenário global, os Estados Unidos não podem ser substituídos no processo de paz. Onze grupos de porta-aviões e a capacidade final de incapacitar o Irão a tal ponto que este nem sequer pense em bombardear Israel — é isso que mantém o sistema unido. Os israelitas, de todos os povos, são únicos à resolveram os seus problemas, por enquanto: em vez de um possível ataque nuclear e de uma guerra em grande escala pela sobrevivência, o seu principal adversário está agora simplesmente a sufocar sob um bloqueio.

Kyrylo Budanov explica que Ucrânia está pronta para um cessar-fogo. Mas a rússia não está. Isto é óbvio para qualquer pessoa que tenha ouvido as recentes tolices de putin sobre os ataques aos locais de voto. Devem estar a gostar de ficar nas filas aos postos de gasolina meio vazios em São Petersburgo, uma vez que continuam a persistir. O gasóleo de inverno, aliás, é apenas um acréscimo de querosene à base de verão. Estão com falta de ambos os artigos, e o inverno certamente não facilitará as coisas. Os armazéns do McDonald's, da Aznauri e de produtos farmacêuticos que os russos destróem na Ucrânia não são iguais à um depósito de gasolina. Sem a gasolina a economia russa não se vai mexer.

Do que Ucrânia precisa realmente dos seus parceiros? Defesa antimíssil, tempo de satélite e cobertura alargada do Starlink. As FAU precisam de intercetar os seus mísseis balísticos e de cruzeiro, mas, mais importante, precisam de atingir os seus lançadores na retaguarda russa. Os intercetores antiaéreos estão em falta neste momento, mas o Ocidente ainda tem reservas, bem como uma oportunidade real para aumentar urgentemente a produção. Porque há muito tempo que esta guerra deixou de ser uma guerra local entre Ucrânia e a rússia. Estamos perante um verdadeiro Eixo do Mal. Tropas norte-coreanas na rússia, milhões de projéteis norte-coreanos, ações por procuração do Irão. General Budanov deu um excelente lembrete sobre a difusão de tecnologia — a transferência da produção de drones com a ajuda de Moscovo. Este é o argumento perfeito para os americanos: se a Ásia entrar novamente em erupção e putin continuar a pressionar na Europa, a superpotência poderá simplesmente não ter os recursos ou as reservas de munições para defender Taiwan.

Na sua defesa, Ucrânia tornou-se um dos países líderes do planeta na guerra eletrónica e nos drones. Deu um passo de gigante e construíu um sistema de defesa aérea doméstico completo, como nunca existiu na sua história. Mas paga um preço inaceitavelmente elevado por este avanço tecnológico — as baixas civis nos últimos meses são simplesmente insuportáveis. Pois, infelizmente, a rússia também está a progredir.

Como podem os americanos compreender melhor esta ameaça? De forma elementar. Durante doze anos, Moscovo tem travado uma guerra híbrida contra Ucrânia, levando a situação a um impasse e ameaçando cada vez mais outros países ao longo das suas fronteiras. No século passado, nas duas vezes em que os Estados Unidos tentaram ignorar tais acontecimentos no estrangeiro, o resultado foi o mesmo: jovens americanos regressaram a casa em caixões cobertos com a bandeira americana.

sábado, setembro 26, 2026

⚡️ Ucrânia atinge fábrica russa em Azov e duas refinarias na região de Krasnodar

Na noite de 26 de setembro, as Forças de Defesa da Ucrânia, atingiram, com sucesso, a refinaria Ilsky, na região russa de Krasnodar. As suas operações foram suspensas. Na cidade de Azov foi atingida a Fábrica Óptico-Mecânica de Azov. 

A refinaria de Ilsky, possui a capacidade superior aos 6,6 milhões de toneladas de petróleo por ano. Como resultado do ataque, usando os drones FP-1, foram atingidas três unidades primárias de processamento de petróleo e um parque de tanques. 


Especula-se que as forças ucranianas usaram no ataque quer os drones, quer os mísseis de cruzeiro.

Como resultado do ataque ucraniano de 26 de setembro de 2026, 3 das 6 unidades primárias de processamento de petróleo (AT-4, AT-5 e AT-6 - responsáveis ​​por 99% do processamento primário da refinaria) e o parque de tanques foram danificados. O processo de produção foi interrompido.

 

O governador russo da região de Krasnodar confirmou os incêndios em duas empresas após o ataque ucraniano. Além da refinaria de Ilsky (imagens de satélite à seguir mostram o antes e depois daquela refinaria), possivelmente foi atingida a refinaria de Afipsky, também na região de Krasnodar.

O governador da região de Rostov confirmou o ataque ucraniano à cidade de Azov. Os habitantes locais relataram o ataque à Fábrica Óptico-Mecânica de Azov, que produz artigos para a indústria de defesa. O serviço de vigilância por satélite, a NASA FIRMS registou uma fonte de incêndio junto à fábrica. No ataque ao Azov, foram utilizados drones ou mísseis de cruzeiro.

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O Centro de Operações Especiais CSO «A» do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), juntamente com a Marinha Ucraniana, atingiram a Fábrica Óptico-Mecânica de Azov, na região de Rostov, informa a SBU. Segundo as informações preliminares, foram danificadas as instalações de produção óptica e de fundição, a secção de montagem, a oficina de galvanoplastia e a oficina de fabrico de placas de circuito impresso. Durante o ataque à fábrica foram utilizados mísseis de cruzeiro ucranianos «Neptune», bem como drones à jato «Ruta», «Palyanytsia» e «Bars».

Esta empresa é uma das principais unidades óptico-electrónicas da corporação russa «Armamento de Mísseis Tácticos». A fábrica produz cabeças de radar e de guiamento por infravermelhos para mísseis guiados, dispositivos de imagem térmica e sistemas eletrónicos para artilharia de alta precisão. 

No ataque ucraniano anterior, na noite de 25 de setembro, os drones atingiram a refinaria de Perm «LUKOIL-Permnefteorgsintez».

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Em particular, foram registados danos num edifício de função desconhecida, identificado nos mapas russos como «TIT-310», em viadutos tecnológicos próximos da unidade de processamento primário AVT-5, bem como noutros viadutos tecnológicos e num outro edifício não identificado. Além disso, as imagens de satélite mostram possíveis vestígios de um incêndio na zona da unidade de processamento primário AVT-4.

sexta-feira, setembro 25, 2026

💥⚡️ Ucrânia atinge alvos estratégicos russos em Perm, Voronezh e Ulyanovsk

Na noite de 24 à 25 de setembro, as Forças de Defesa da Ucrânia atingiram, com suecesso, vários alvos estratégicos russos, entre eles a fábrica responsável pela produção de componentes de combustível para os mísseis «Iskander» e sistemas «Pantsir-S1». 

As seguintes instalações russas foram atacadas nesta noite:

Refinaria de petróleo de Novoshakhtinsk

Empresa Científica «Fábrica Iskra» em Ulyanovsk

O momento do impacto na parte frontal da empresa


Geolocalização da fábrica e dos impactos

«Fábrica Iskra» é especializada na produção de componentes eletrónicos: transístores bipolares e de efeito de campo de alta potência, díodos e módulos de díodos, optoacopladores, módulos IGBT, módulos de micro-ondas, microconjuntos híbridos e cerâmicas LTCC.


A empresa faz parte do grupo russo «Almaz-Antey» e possui um ciclo de produção praticamente completo - desde o desenvolvimento de dispositivos semicondutores até à sua produção em série. Produz componentes de telemetria, usados na produção de mísseis guiados «Kinzhal» Kh-59M2/M2A» e no sistema de mísseis antiaéreos, usados pelo sistema russo «Pantsir-S1».

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Foram registados mais de dez impactos nas instalações da empresa.

Localização: 54.353407° 48.357139°

Os drones ucranianos An-196 «Lyuty» atingiram a refinaria de petróleo «Lukoyl-Permnaftoorgsintez» (PNOS) em Perm, à cerca de 1.500 km da Ucrânia, a sua instalação primária AVT-5 está em chamas.






É difícil encontrar um único operário russo no vídeo.

A geolocalização da torre de sintese primária AVT-5






A petrolífera de Perm em chamas, faça click para saber mais

A fábrica «Voronezhsintezkauchuk» em Voronezh

A fábrica foi atingida pelos drones ucranianos FP-1, a empresa produz borracha sintética e outras matérias-primas químicas, utilizadas, em particular, na produção de combustível sólido para mísseis «Iskander».

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Um incêndio foi registado nas instalações da empresa após o ataque.

Fonte Osint: https://t.me/worldmilitares;