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sexta-feira, junho 12, 2026

O sonho colonial polaco nos cartazes do período entre as duas guerras: 1918-39

«Queremos as colónias para Polónia»
Liga Marítima e Colonial. Dias Coloniais, 7-13.IV.1938

A 2ª república polaca (1918-1939), era um país bastante agressivo, sobretudo para dentro, às suas minorias nacionais, mas também para fora, principalmente à partir da segunda metade da década de 1930, quando a sociedade polaca sonhava em se transformar na detentora de colónias africanas. 

«Fora prussiano! Repetiremos [a batalha de] Grunwald!!

«Não estamos aqui desde ontem. Seguiremos bem longe para Oeste»

«Não deixaremos de nós separar do Báltico!»
25.VI-2.VII. Dias do Mar. Liga Marítima e Colonial. Autor: Antoni Wajwód

É de recordar que em resultdo da guerra polaco-soviética de 1919-21, a Polónia passou a ocupar toda a Ucrânia Ocidental, mais a região de Volyn, a Belarus Ocidental e uma parte considerável da Lituânia, incluíndo a sua capital atual e histórica, cidade de Vilnius.

Mês da Pomerânia. União da Defesa das Fronteiras Ocidentais. 16.XI-16.XII. 1930
«Defenderemos a Pomerânia contra a invasão teutónica».  

«Polónia seguindo o caminho do Józef Piłsudski». 1914.6.VIII.1939

«Empréstimo de defesa antiaérea»

Em 1930, na Polónia foi formada a nova «Liga Marítima e Colonial», a organização polaca, criada na base na Liga Naval e Fluvial. Não se tratava simplesmente de uma mudança de nome, mas de uma mudança de rumo e atitude — o programa da organização incluía pontos sobre a necessidade de lutar pela aquisição de colónias por parte da Polónia. A organização era liderada pelo General Mariusz Zaruski. 

A implementação prática do programa da organização consistiu na aquisição de territórios ultramarinos para uso dos colonos polacos (por exemplo, no Brasil, Peru, Libéria). Em 1934, a organização comprou terras na província brasileira do Paraná e aí fundou um colonato/uma colónia chamada Morska Wola. 

«Da nossa colónia "Morska Wola" no Paraná»

Em outubro de 1938, na sequência do Acordo de Munique, Polónia apoiou Alemanha nazi nas suas reivindicações territoriais para com a Checoslováquia, anexando e ocupando os territórios checos e eslovacos, nomeadamente a região de Cieszyn Silesia e a cidade de Český Těšín, os territórios de Orava e Spiš. Faltava menos de um ano até a assinatura do Pacto Molotov-Ribbentrop.


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A invasão da Checoslováquia foi celebrada, com um aperto das mãos, dado em público, entre o marechal polaco Edward Rydz-Śmigły e o adido militar alemão, coronel Bogislav von Studnitz (1888-1943) durante a parada do «Dia de Independência» em Varsóvia aos 11 de novembro de 1938. A própria parada polaca era especialmente ligada à captura dos territórios checos e eslovacos. 

No entanto, apenas um ano depois, no final de setembro de 1939, Hitler agradeceu publicamente à liderança da República Eslovaca pela ajuda dada ao Wehrmacht na campanha da invasão da Polónia. Em 21 de setembro, os antigos territórios poloneses de Spis e Orava, com uma área de mais de 700 km², foram transferidos para a soberania da Eslováquia. 

«O protesto do Embaixador da Eslováquia»

Todavia, alguns diplomatas eslovacos discordaram publicamente do colaboracionismo do seu país com o 3º Reich. Por exemplo, no primeiro dia da invasão nazi alemã da Polónia, o embaixador eslovaco na Polónia, Dr. Ladislav Szathmáry se encontrou com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros/ das Relações Exteriores da Polónia, Jan Szembek, a quem entregou uma carta dirigida ao ministro dos Negócios Estrangeiros/das Relações Exteriores da Polónia, Józef Beck, que dizia o seguinte: “Em nome do povo eslovaco e de seus representantes,que são forçados a permanecer calados sob a pressão do Terceiro Reich, eu protesto como representante do estado eslovaco na Polónia contra o uso da Eslováquia como base para o Terceiro Reichpara condução dos combates contra a Polónia”. 

CartazesFonte

quinta-feira, fevereiro 19, 2026

Propaganda soviética dirigida especialmente aos emigrantes e ostarbeiters

Após o fim da II G.M., a propaganda soviética produzia diversas publicações que exortavam os emigrantes, principalmente da Argentina e do Brasil e aos antigos ostarbeiters à retornar ao paraíso socialista, caso dos jornais «Pelo Retorno à Pátria», em ucraniano e em belaruso, publicados e distribuídos em 1956-1957. 

Enquanto milhares de ucranianos e belarusos foram enviados aos campos do GULAG e o mundo ocidental se recuperava dos horrores da Segunda Guerra Mundial, a máquina de propaganda soviética trabalhava a todo vapor para atrair emigrantes e «deslocados internos» (DP) à retornar à União Soviética. 

«Pelo retorno à Pátria», março de 1957, edição ucraniana

Os segredos do «gancho» comunista 

As páginas que podemos ver nas imagens, descrevem uma vida na URSS completamente idílica:

«Igual e feliz»: histórias sobre «direitos incríveis» das mulheres, medicamentos gratuitos e cuidados gerais, providenciadas pelo Estado.

«Com felicidade eles voltam para casa» (edição belarusa): fotos encenadas de repatriados felizes, supostamente retornando da Brasil, da Argentina ou dos EUA para um paraíso de kolkhozes, isso é fazendas coletivas «prósperas». 

Temas culturais: artigos sobre novas obras musicais, concertos e «infância feliz». 

Foi uma operação psicológica do KGB, especialmente planeada. Jornais eram distribuídos nos campos de refugiados e deslocados em toda a Europa, colocados nas caixas de correio de emigrantes, tentando explorar a sua possível nostalgia e as situações económicas complicadas de alguns. 

«Pelo retorno à Pátria», junho de 1956, edição belarusa

Onde essas ilusões eram fabricadas? 

A edição belarusa de junho de 1956 conta a história da família numerosa do ucraniano Alexander Satsik (Satsyk), que vivia no Brasil na colónia Mandury (possivelmente Mandurah em Manduritiba no Paraná). Publicação diz que a família se dirige à região de Odesa.

O centro dessa «fábrica de sonhos» não ficava em Kyiv ou Mensk/Minsk, mas na zona de ocupação soviética de Berlim. A redação do comité «Pelo Retorno à Pátria», liderado pelo major-general do KGB Nikolai Mikhailov e seus colaboradores, que serviam os interesses de Moscovo/ou, estava localizada em: Berlin NW 7, Schadowstraße 1b.

Foi daqui que milhões de cópias de mentiras foram espalhadas por todo o mundo, prometendo anistia geral e «montanhas de ouro». Em vez disso, muitos dos que acreditaram e retornaram se viram diante de interrogatórios, campos de filtragem, deportações / exílio ou vida sob a vigilância eterna das autoridades soviéticas.

Oitente anos depois, em nome da cidade ucraniana de Mariupol, ocupada pelos russos, foi criado um canal no YouTube onde são contadas «histórias fascinantes» sobre a reconstrução da cidade e das condições de vida «maravilhosas» sob a ocupação russa. Nada de novo na propaganda estatal russa... 

Fonte: Arquivo da OUN. - Biblioteca. - Jornais. - Inv. nº 71-72 

Blogueiro: é de notar, que os jornais eram impressos no papel de uma qualidade superior, usando uma ótima base poligráfica (uso das imagens artificialmente coloridas), muito melhor do que vários jornais soviéticos das décadas de 1970-80. Os jornais usam como slogan as frases «Glória à grandiosa terra pátria!» (edição ucraniana) e «Glória, à Pátria nossa livre!» (edição belarusa) em vez do unificado «Proletários de todos os países uni-vos!», que praticamente TODOS os jornais soviéticos usavam até fim da URSS em 1991. Estes jornais falam vizivelmente menos do socialismo/comunismo ou de autoridades soviéticas, em vez disso fala-se do «Estado» e muito abundamente dos «cuidados do Estado».

segunda-feira, janeiro 05, 2026

3º aniversário da criação do Corpo de Voluntários Belarusos (BDK)

Há três anos, foi anunciada em Zaporizhzhia, na Ucrânia, a criação do Corpo de Voluntários Belarusos (BDK), como parte da «Unidade Especial Timur» do GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia.

A primeira formação do BDK incluía veteranos da OAT/ATO, soldados experientes e jovens que acabavam de iniciar sua jornada na guerra. 

Desde a sua criação até hoje, nem todos que estiveram presentes no início ou se juntaram ao longo do tempo sobreviveram. Todos deram sua contribuição, imprimindo com seu próprio sangue, suor e lágrimas o orgulho de Nação na história moderna da resistência belarusa.







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A luta continua. Aqueles que viveram/nciaram a experiência da guerra nos últimos anos já a transmitem à nova geração da nobreza belarusa. Carregam com orgulho os nomes dos heróis caídos na guerra e os pronunciarão no Dia da Libertação da Belarus!

sábado, dezembro 13, 2025

‼️ Ditadura belarusa liberta os prisioneiros políticos recebidos na Ucrânia

Hoje, na fronteira entre Ucrânia e Belarus foi realizada a libertação maciça de civis. Graças aos acordos e negociações frutíferas com o lado belaruso, ao pedido e com a assistência de parceiros americanos e o trabalho do Quartel-General de Coordenação para o Tratamento de Prisioneiros de Guerra, 114 civis foram transferidos para Ucrânia, incluindo 5 cidadãos ucranianos que estavam presos em Belarus.



O mais jovem ucraniano libertado tem 25 anos. Ele e outros ucranianos são civis que foram detidos na Belarus, acusados ​​de trabalhar para os serviços especiais ucranianos. Os ucranianos e belarusos libertados foram recebidos pelo general Kyrylo Budanov, chefe da inteligência militar da Ucrânia, GUR MOU. 

Maria Kalesnikova

Os prisioneiros políticos belarusos, que cumpriam longas penas prisionais, também foram transferidos para Ucrânia. Entre eles estão figuras públicas e políticas belarusos conhecidas, em particular Maria Kalesnikova, Viktar Babaryka, Ales Bialiatski (cujo centro de direitos humanos recebeu o Prêmio Nobel de 2022), a jornalista Maryna Zolotova e outros. Os cidadãos bielorrussos libertados, após receberem os cuidados médicos necessários e a seu pedido, serão encaminhados para a Polónia e a Lituânia. O atual evento de repatriação de civis é um exemplo do sucesso do trabalho conjunto entre os EUA e Ucrânia. 
Os cidadãos da Belarus foram perseguidos pelo regime ditadorial e condenados por motivação política após as eleições presidenciais de 2020 e os protestos subsequentes. Trata-se de políticos, ativistas, participantes dos protestos, membros das equipas/es de campanha de candidatos da oposição, blogueiros, jornalistas e cidadãos comuns, acusados ​​de «organizar distúrbios em massa», «incitar ações contra a segurança nacional» e outras acusações semelhantes. 



Ucrânia expressa a sua gratidão aos Estados Unidos da América e ao Presidente Donald Trump pelo trabalho frutífero na repatriação de civis e militares ucranianos do território da Belarus e da federação russa. Ucrânia agradece também a todas as agências governamentais envolvidas pela assistência e trabalho conjunto. 

Os cidadãos ucranianos e estrangeiros libertados receberão toda a assistência médica necessária.

O Quartel-General de Coordenação continua seu trabalho. Estamos trabalhando para o retorno de todos!

Glória à Ucrânia! 

Blogueiro: as notícias indicam que o ditador Lukashenka libertou Maria Kalesnikova e outros prisioneiros, belarusos e ucranianos, em troca do levantamento das sanções internacionais contra a indústria de potássio belarusa. Lukashenka também cuidou de preservar o seu «banco dos reféns», para servirem nas trocas futuras. O filho de Viktor Babariko permanece preso.

sábado, novembro 22, 2025

‼ Ucrânia conseguiu a libertação de 31 civis da Belarus

Como resultado de negociações bem-sucedidas com as autoridades da Belarus, o Quartel-General de Coordenação para o Tratamento de Prisioneiros de Guerra, conseguiu libertar 31 cidadãos ucranianos, que estavam detidos em território da Belarus. 

Faça click para ver o vídeo

Mulheres e homens ucranianos, detidos em território belaruso e condenados às diferentes penas de prisão – de 2 a 11 anos – retornaram à Ucrânia. A ucraniana mais jovem libertada hoje tem 18 anos e a mais velha, 58 anos. Entre os civis libertados, há pacientes com doenças graves, incluindo o câncro/câncer. Todos os ucranianos libertados receberão toda a assistência médica e reabilitação necessárias. 

Ucrânia expressa a sua gratidão aos Estados Unidos da América e ao Presidente Donald Trump pelo trabalho frutífero na repatriação de civis e militares ucranianos do território da Belarus e da federação russa. Ucrânia agradece também a todas as agências governamentais envolvidas pela ajuda e cooperação. 

O Quartel-General de Coordenação continua trabalhando. Estamos empenhados no retorno de todos!

Glória à Ucrânia!

sexta-feira, outubro 17, 2025

A face neofascista do «mundo russo» revelada num comboio da Suíça

A Internet cirílica está divulgando e discutindo o vídeo em que um sujeito russo, Aleksandrs Vabiks (42), muito agressivo, provoca, insulta, ameaça e no fim tenta agredir a família ucraniano-helvética, unicamente por que o casal se comunicava em ucraniano. 
A história é resumidamente é a seguinte: um russo (como ele se auto-apresentou) ameaçou matar passageiros de quem ouviu falar ucraniano. Disse publicamente que sozinho «quebraria» o homem que viajava com a sua esposa ucraniana. Depois prometeu chamar seus «amigos» e que estes «apanhariam» a família ucraniana na estação. Mas a realidade foi diferente. Dez minutos depois, o agressor estava apresantando uma queixa, para a polícia suíça, dizendo que havia sido espancado pelo marido da ucraniana, escreve o blogueiro belaruso Dzmitry Hurnievic.

A história completa. A esposa é ucraniana Olena Dudnik, seu marido Gabriel Sharov, um belaruso com cidadania suíça e seu filho de apenas 1 ano e 10 meses estavam viajando de comboio/trem de Interlaken à Spiez na Suíça. Um homem estava sentado ao seu lado e ficou chocado ouvindo a língua ucraniana. Ele se tornou agressivo, gritou que era russo e que «os russos vão matar vocês todos». Insultou, ameaçou, provocou. Tentaram acalmá-lo, mas ele não reagiu. O trataram por «você», e ele continuou a ameaçar. Gritou que era suíço (mas confundiu as palavras e disse que era «porteiro») e que os refugiados ucranianos eram pagos por seus impostos. A propósito, mais tarde descobriu-se que na realidade o agressor era um russo nascido da Letônia. 

A história terminou quando o «russo», aparentemente sentindo que havia chegado o momento de atacar, levantou-se e arrancou o telefone da mão da senhora ucraniana. O marido empurrou o russo para longe. Mas os russos, como se sabe, não desistem, e o agressor decidiu atacar o marido, fisicamente. Mas tudo aconteceu ao contrário. O belaruso, se defendendo, deu uns murros no agressor russo. Até que polícia helvética chegou. 

O russo tentou se esconder no comboio/trem, mas o arrastaram para fora. O que faz aquele que ia causar «derramamento de sangue» alguns minutos atrás? Ele comeu um «pedaço de merda». Apresentou a queixa à polícia, dizendo que foi vítima. Mas antes disso, tentou chantagear o casal, exigindo-lhes o pagamento de 10.000 francos «pelos danos sofridos», prometendo, que recebendo este valor, não iria apresentar a queixa. O belaruso, como antes, simplesmente permaneceu em silêncio e não reagiu. 

Na Internet os diversos «guerreiros de sofá» criticam o belaruso, dzem que ele era um corno, que presenciou alguém insultando a esposa e não fez nada. Gabriel, como cidadão suíço, conhece as leis do seu país. Se tivesse atacado o passageiro agressivo fisicamente, simplesmente após ouvir as os insultos e palavras muito desagradáveis ​​do pirralho do outro lado, perderia a razão. A polícia e o tribunal teriam bases para aceitar a queixa contra ele. Além disso, lutar na presença de uma criança é a coisa para evitar... Gabriel tentou acalmar a situação até o fim. Quando nada funcionou e o seu espaço físico foi violado, ele deu as tapas devidas (a criança já estava do outro lado da carruagem). Gabriel fez tudo dentro da lei. Afinal, sua esposa e seu filho estavam em perigo, e ele tinha o direito à legítima defesa. Ele sabia que seria fácil de provar o sucedido, já que havia uma gravação de vídeo de uma câmera CCTV no vagão. Contenção, coragem, sabedoria e força. Um gatinho!

Por sua vez, o Serviço de Segurança do Estado da Letônia (VDD) abriu um processo criminal contra o cidadão letão Aleksandrs Vabiks, que atacou verbalmente a família ucraniana no comboio/trem na Suíça. O caso se deu em 13 de outubro de 2025.

O processo foi aberto com base no Artigo 78, parágrafo 3, do Código Penal da Letónia, nomeadamente por «cometer atos que visam incitar a inimizade nacional e étnica e o ódio contra ucranianos, se isso estiver associado a violência e ameaças».

Também existem notícias, que Vabiks, na realidade um símples cozinheiro no aeroporto de Berna (residindo na Suíça com a residência do tipo «B») já foi demitido do seu emprego.

A imprensa/mídia letã encontrou Vabiks no registro de inadimplentes com pensão alimentícia. Ele foi identificado por conhecidos e várias pessoas nas redes sociais, que disseram que ele também os havia atacado após ouvir falar em ucraniano. O agressor tem histórico de agressões às mulheres ucranianas com filhos, ou seja, os alvos mais vulneráveis, informa The Insider.

Mais um caso prático em que um representante do chamado «mundo russo» mostra o comportamento bizarro e a cara feia do neofascismo russo, sem nenhuma razão, para esta postura não civilizada e criminosa numa Europa, que começa, lentamente, perceber o perigo russo.

terça-feira, agosto 12, 2025

Os mercenários estrangeiros presos na rússia: bilhete só de ida

O contrato com o Ministério da Defesa russo é um bilhete só de ida. A rússia decididamente não liberta e não libertará os mercenários estrangeiros cujos contratos expiraram. A sua libertação só acontece em três casos: morte, invalidês ou a sua rendição aos militares da Ucrânia.  

As forças armadas russas russas recrutam, usam e sacrificam os mercenários estrangeiros, provenientes do Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão, Turquemenistão, Tajiquistão, Belarus, Sérvia, Cuba, Síria, Nepal, Índia, Sri Lanka, Brasil, Egito, Gâmbia, Argélia, Camarões, Gana, Nigéria e Marrocos. 

Alguns familiares e amigos destes mesmos mercenários contactam o projeto ucraniano «Quero Viver», tentando descobrir o paradeiro dos seus, dado que muitas delas simplesmente desapareceram. Ninguém sabe, ao certo o paradeiro de cada um dos que constam nas listas ucranianas – muitas vezes, nem o Ministério da Defesa russo sabe do seu paradeiro. O que se sabe com certeza é o que espera todas estas pessoas no futuro. 

Muitos mercenários estrangeiros que assinaram, conscientemente ou não, o contrato com as forças armadas russas estavam convencidos de que estavam a assinar contratos a termo certo de um ano. Mas não é o caso. Tal como no caso dos militares russos contratados ou mobilizados ào exército russo, os comandantes russos possuem o poder administrativo de prolongar os seus contratos até o fim da atual guerra. Naturalmente fazem-no com muito gosto. 

O projeto ucraniano «Quero Viver» possui as listas com os nomes de mais de 3.000 mercenários estrangeiros de 86 países cujos contratos com o exército russo ja expiraram, mas os mesmos foram automaticamente prorrogados. Se estes mercenários esperavam deixar o exército russo legalmente, só o poderiam fazer isso mortos ou então gravemente feridos, perdendo braços ou pernas, ou até ambos... 

Não há nada de surpreendente no facto de a rússia não deixar partir estrangeiros e obrigá-los a lutar até à morte ou invalidez. É assim que os próprios russos lutam, e ainda mais os cidadãos estrangeiros, pagos pelo seu desejo de matar os ucranianos e destruir a sua economia. A única esperança dos cidadãos estrangeiros que caíram na armadilha dos recrutadores russos é que os seus governos nacionais pressionem activamente a rússia. 

No verão de 2024, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, fez um ultimato ao putin: a rússia deveria libertar os cidadãos indianos recrutados, permitir o seu regresso à Índia e parar os recrutamentos futuros. A rússia, efetivamente, obedeceu, recuando e permitindo a saída dos mercenários indianos da frente de combate. 

Este é mais um lembrete para todos aqueles que têm a ilusão de que podem fazer um bom acordo com o diabo... 

Salve a sua vida e renda-se às FAU: t.me/spasisebyabot

Ligue para +38 044 350 89 17 e 688 (somente de números ucranianos) 

Escreva para o Telegram ou WhatsApp:

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Por favor, divulgue essa imagem e o hashtag em todo o lado:

  • #ArrestPutinInAlaska
  • #arrestputininalaska
  • #PrendaPutinNoAlasca

domingo, março 09, 2025

Regimento «Kastus Kalinouski» comemora seu 3º aniversário

Em 9 de março de 2022, na Ucrânia foi formado, por voluntários belarusos, o pelotão, e mais tarde o batalhão «Kastus Kalinouski».

Em maio de 2022, a unidade cresceu até ao regimento. Desde então, a unidade passou pelos pontos mais quentes da guerra russo-ucraniana. Dezenas de militares do Regimento deram suas vidas pela Ucrânia, pela Belarus e pela Europa. Dezenas receberam condecorações ucranianas pela sua bravura.

A luta continua!

Como ingressar no regimento?

A única maneira de se juntar ao regimento é preenchendo o formulário de verificação em chatbot @Rekrut_PKK_bot

  • Não há outras opções para ingressar no regimento.
  • Este método é absolutamente seguro para você, onde quer que esteja.

Bónus

A unidade Nomad, composta por representantes dos povos indígenas da atual federação russa, tornou-se, à partir do dia 3 de março, a parte integrante da Legião Internacional das Forças Armadas da Ucrânia:

«Nomad» oferece:

  • Treino/amento de alta qualidade e instrutores com experiência em combate;
  • Equipamentos e suporte ao mais alto nível;
  • Contrato oficial com o Ministério da Defesa da Ucrânia;
  • Por méritos especiais e se desejado – a oportunidade de solicitar a cidadania da Ucrânia;
  • Respeito pela vida humana e pela honra.

sexta-feira, fevereiro 21, 2025

Regimento belaruso «Kastus Kalinouski» nos combates pelo Pokrovsk

Ombro ao ombro com o exército ucraniano estão os militares belarusos do Regimento «Kastus Kalinouski». Nos arredores de Pokrovsk morreu a heroína belarusa Maria Zaitseva. Em memória dela e de todos os voluntários belarusos que deram a vida pela liberdade da Ucrânia, a bandeira nacional belarusa foi hasteada à entrada da cidade.

A infantaria do Batalhão «Volat» do Regimento «Kalinouski» vai atacar as posições russas. Este vídeo é uma imersão completa na atmosfera de uma batalha real com emoções, sons e drama:

Assista ao vídeo completo no YouTube canal do regimento:

Trabalho explosivo da equipa de drones FPV «Vir» do regimento «Kalinouski»!

Juntamente com as unidades vizinhas, os drones belarusos na direção de Zaporizhia eliminaram um grupo de infantaria russa, uma posição de drones russos, uma antena e vários outros alvos:


segunda-feira, janeiro 13, 2025

Central nuclear bielorrussa: problemas que podem afetar toda a região

Pouco mais de quatro anos se passaram desde o lançamento da central nuclear belarusa, e sua operação já enfrenta inúmeros problemas. No momento, ambos os reatores da usina estão desligados. Um deles está passando por reparos programados, e o outro está parado devido a um acidente - um vazamento no circuito primário, que leva à liberação de substâncias radioativas. 

Conforme relata a página (t)checa «Aktualne Zpravy» em seu site, as declarações oficiais do Ministério da Energia da Belarus, que explicam o acidente pela «atividade de um dos sensores», parecem pouco confiáveis, especialmente no contexto da situação política e da campanha eleitoral. No entanto, a situação está gradualmente se tornando mais clara, e especialistas observam que os desligamentos constantes de reatores e a necessidade de reparos apenas aumentam os riscos à segurança. O equipamento tem um recurso limitado para ciclos de liga e desliga, e desligamentos frequentes aumentam a probabilidade de acidentes graves que podem ter consequências devastadoras não apenas para a Belarus, mas também para os países vizinhos.

Este incidente se tornou uma lição importante para outros países da Europa Central, como a República (T)checa e a Eslováquia, onde a energia nuclear é uma parte importante de seus sistemas energéticos nacionais. A Eslováquia, em particular, tem duas usinas nucleares em operação – Močovce e Bohy, que fornecem uma parcela significativa da eletricidade do país. A Eslováquia também está considerando ativamente expandir sua indústria de energia nuclear: novas unidades de energia estão planejadas para serem construídas em usinas existentes para garantir a estabilidade do fornecimento de energia no futuro.

A piora da situação na usina nuclear bielorrussa coloca em questão a segurança do uso de tecnologias russas na energia nuclear. Diante desses desafios, os governos da Europa Central devem repensar suas estratégias nessa área. A República (T)checa já anunciou sua recusa em permitir que empresas russas, incluindo a Rosatom, participem de licitações para a construção de novas unidades nucleares devido a ameaças à segurança nacional, e a Eslováquia deve levar essa experiência em consideração ao selecionar fornecedores para projetos futuros. Isto é especialmente importante no contexto da agravada situação internacional e tendo como pano de fundo o descrédito da rússia como parceira confiável no campo da energia nuclear devido à sua agressão à Ucrânia.

A experiência da usina nuclear bielorrussa mostra claramente que a cooperação com empresas russas no setor de energia nuclear pode ser perigosa. Vazamentos de materiais radioativos, paradas e reparos frequentes são apenas alguns dos problemas enfrentados por países que escolhem a rússia como parceira na construção e operação de usinas nucleares. Além disso, no contexto da crise econômica na rússia causada pelas sanções por sua agressão à Ucrânia, surgem riscos adicionais quanto à capacidade da rússia de cumprir suas obrigações e garantir a manutenção adequada das instalações nucleares no exterior.

Os aspectos políticos da situação também são de grande importância. O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, está se aproximando ativamente da rússia, fazendo repetidas visitas a Moscou e defendendo abertamente a retomada da cooperação com o Kremlin. Isso, por sua vez, cria riscos políticos adicionais para a Europa, minando a unidade na região. A estratégia europeia comum para a independência e segurança energética pode ser destruída por essa reaproximação, já que os países que restabelecem os laços com a rússia colocam em risco a política comum de diversificação do fornecimento de energia.

Outro aspecto importante é a chantagem do gás, que a Eslováquia tem usado repetidamente contra a Ucrânia, especialmente durante crises energéticas. Precedentes com interrupções no fornecimento de gás pela Eslováquia, quando o país agiu no interesse do Kremlin, são evidências de que as ambições políticas de Fico podem ter consequências de longo alcance não apenas para a segurança energética da Ucrânia, mas também para a unidade europeia como um todo. As disputas de gás entre a Ucrânia e a Eslováquia apenas aumentam as preocupações sobre como potenciais laços políticos com a rússia podem afetar a estabilidade do fornecimento de energia na região.

Isso força os países da Europa Central a avaliar criticamente suas estratégias energéticas. Nos últimos anos, a rússia, devido às suas ações de política externa e dificuldades econômicas, perdeu o status de parceira confiável em muitas áreas estratégicas, em particular na energia nuclear. Portanto, países como a República (T)checa e a Eslováquia devem escolher não apenas tecnologias, mas também fornecedores que possam garantir não apenas alta eficiência, mas também segurança, dados os possíveis riscos da rússia.

A necessidade de diversificar as fontes de energia e reduzir a dependência de tecnologias perigosas e fornecedores estrangeiros está se tornando um desafio importante para o futuro desenvolvimento energético da Europa Central. A Eslováquia, tal como outros países da região, deve seguir o exemplo da República (T)Checa e escolher parceiros fiáveis ​​para garantir a estabilidade e a segurança da sua energia nuclear, sem ser influenciada por ambições e interesses políticos que possam ameaçar a unidade e a independência energética da Europa.

domingo, agosto 11, 2024

Drones desconhecidos tentam atrair Minsk para a guerra, criando atmosfera de medo na Europa

A 9 de agosto de 2024, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Belarus acusou Ucrânia de violar o espaço aéreo belarusso com um grupo de drones. As declarações da Belarus podem ser vistas como lançando as bases para o seu potencial envolvimento na guerra do lado da rússia.

Em resposta a este incidente, Minsk iniciou consultas com os seus aliados e também tomou medidas para reforçar a sua defesa, transferindo equipamento militar para a fronteira com Ucrânia. No entanto, estas medidas levantam sérias preocupações e suspeitas sobre as verdadeiras intenções da Belarus, particularmente no contexto do seu papel ativo na agressão russa contra Ucrânia.

A 10 de agosto de 2024, o Ministro da Defesa da Belarus, Viktor Khrenin, anunciou a colocação de sistemas de mísseis «Polonez» e «Iskander» nas regiões de Gomel e Mozyr, perto da fronteira com Ucrânia. Esta medida foi apresentada como uma reacção às violações levantadas do espaço aéreo belarusso pelos drones supostamente ucranianos. Esta transferência de equipamento militar aumenta significativamente o risco de uma nova escalada e intensifica a situação na fronteira com Ucrânia, levantando sérias preocupações sobre as intenções de Minsk e o seu potencial envolvimento na agressão da rússia contra Ucrânia.

É de notar que, no passado, quando os drones russos atravessaram repetidamente a fronteira entre a Belarus e Ucrânia, Minsk permaneceu em silêncio. A falta de resposta às ações da rússia e a forte condenação da Ucrânia realçam a duplicidade de critérios na política da Belarus e a sua dependência de Moscovo/ou.

As declarações da Belarus sobre “provocações” por parte de forças externas e “ameaças de autodefesa” podem ser vistas como lançando as bases para o seu potencial envolvimento na guerra do lado da rússia. Minsk, que anteriormente afirmava procurar a paz, está a apoiar as intenções agressivas de Moscovo/ou através das suas acções e retórica, duplicando a sua declarada neutralização.

Além disso, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Belarus apelou à Europa, alertando para a possível expansão da guerra e para a ameaça de o conflito se alastrar para o território da UE. Esta declaração visa claramente criar uma atmosfera de medo e desestabilização entre os políticos ocidentais e o seu público. Tais medidas destinam-se a intimidar os países europeus, a semear o pânico e a dividir a União Europeia, enfraquecendo a sua determinação em apoiar a Ucrânia. Estas acções fazem parte de uma estratégia russa mais vasta, concebida para minar a solidariedade europeia, desacreditar as políticas em relação à Ucrânia e desviar a atenção das próprias acções agressivas de Moscovo/ou e da guerra que está a travar contra Ucrânia.

Assim, a Belarus está efectivamente a tornar-se um instrumento nas mãos da rússia, apoiando activamente a sua agressão e desestabilização na região. O desejo declarado de paz e neutralidade de Minsk não resiste ao escrutínio à luz das ações que conduzem a uma nova escalada e ameaçam a segurança europeia.

terça-feira, abril 30, 2024

Revelados os agentes e informadores do KGB da Belarus

Os hactivistas do movimento Cyber ​​Partisans da Belarus hackearam a página oficial do KGB da Belarus, obtendo as informações sobre 8.600 funcionários do serviço secreto belaruso e cópias de milhares de denúncias dos informadores «voluntários». 

Os hacktivistas conseguiram obter as cópias de cerca de 40.000 denúncias, que os delatores «voluntários» de diversos países canalizaram ao KGB bielorrussa nos últimos 9 anos. 

Uma das denúncias contra empresário belaruso residente na Polónia

Juntamente com a base de dados do site da KGB, os “guerrilheiros cibernéticos” também disponibilizaram publicamente as denúncias, enviadas aos KGB através do seu portal oficial entre setembro de 2014 e agosto de 2023. Actualmente, as denúncias dos informantes do KGB estão à disposição do público, bem como as ofertas de cidadãos estrangeiros de cooperação com o serviço secreto do regime repressivo de Lukashenka. 

Na sua maioria as denúncias provém dos cidadãos da Belarus «amigos do regime» contra outros cidadãos da Belarus, apoiantes, reais ou imaginários da oposição. Entre os delatores também aparecem cidadãos de outros países, como Alemanhã, Azerbaijão, Lituânia, Polónia ou Ucrânia. Muitas vezes estas pessoas tentam denunciar os conhecidos que estão ou que pretendem defender Ucrânia ou simplesmente delatores procuram usar o KGB como a ferramenta para as mesquinhas vinganças pessoais, tal como era muito habitual na era soviética. 

Um dos exemplos destes informadores voluntários é belaruso Aleh Buinouski (Oleg Buinovski), no passado recente o medico-estagiário da Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel (arquipélago dos Açores), em 2016 ele contactou KGB da Belarus de forma voluntária, se oferecendo para ser informador da secreta. Naturalmente, aconselha-se a extrema prudência de todos os cidadãos da Belarus e não só, que posssam conhecer Aleh/Oleg, pois quaisquer informação obtida por ele, poderá ser fornecida ao KGB da Belarus e quem sabe, ao FSB/SVR russo.

Os dados mais interessantes estarão colocado online no TG canal @cpartisans_by, conforme prometido pelos Cyber ​​Partisans da Belarus.

quinta-feira, abril 04, 2024

A guerra russa e o seu impacto na saúde física e psicológica das crianças da Ucrânia

A guerra e ocupação russa é um factor traumático para as crianças em todos os cantos da Ucrânia. Os bombardeamentos, a ocupação, a perda dos pais e até a educação online devido às condições de segurança afectam o bem-estar psicológico das crianças. As crianças são a categoria mais vulnerável que sofre com a guerra na Ucrânia. 

Mais de 1.810 crianças ficaram feridas na Ucrânia como resultado da agressão armada em grande escala da federação russa. Entre 22 de fevereiro de 2022 e 30 de março de 2024, de acordo com informações oficiais dos promotores juvenis, 537 crianças foram mortas e mais de 1.273 ficaram feridas em vários graus de gravidade. 

Segundo estatísticas do Ministério da Saúde, mais de 18 mil crianças recorreram a instituições médicas com queixas de ansiedade e distúrbios do sono. Ao mesmo tempo, o acesso a cuidados psicológicos de alta qualidade é complicado, em particular nas regiões da linha da frente, que estão expostas a numerosos bombardeamentos por parte da federação russa. 

De acordo com os resultados do estudo «Future Index», 44% das crianças na Ucrânia apresentam sinais de potencial PSPT/TEPT. Em termos de idade, as crianças mais velhas apresentam uma taxa ligeiramente superior à das mais novas (47% vs. 41%, respetivamente). As crianças do Leste e do Sul, onde existem maiores riscos de guerra, não diferem em termos de TEPT das crianças de outras regiões. 

Além das experiências traumáticas, os psicólogos consideram a falta de comunicação o maior problema das crianças e adolescentes. As crianças nas regiões da linha da frente não vão à escola, aprendem online e não podem reunir-se para passar tempo com os seus pares devido ao perigo constante. 

Na Ucrânia, como resultado da guerra em grande escala com a rússia, uma em cada sete escolas foi danificada. Mais de 3.500 instituições de ensino foram destruídas de uma forma ou de outra, quase 400 foram completamente destruídas. De acordo com as últimas estimativas do Banco Mundial, são necessários quase 14 mil milhões de dólares para restaurar a infra-estrutura educativa. 

A destruição das infra-estruturas educativas conduz à violação do acesso das crianças e dos jovens à educação, afecta a qualidade da educação, a socialização e a integração na sociedade. 

Ameaças físicas e pressão moral e psicológica sobre as crianças nos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia (ausência/restrição de acesso a serviços médicos e educativos de qualidade, bem como a tempos de lazer seguros; ausência/escassez de alimentos e água potável de qualidade, bem como de medicamentos ; pressão linguicida e propagandística, ameaças à integridade sexual, em particular, devido ao envio de migrantes para estes territórios, ameaças de envolvimento de menores em estruturas e organizações criminosas, em particular, de tráfico de seres humanos, prostituição, distribuição de estupefacientes e substâncias psicotrópicas , bem como fraude. 

As crianças ucranianas necessitam urgentemente de reabilitação e apoio psicológico; assistência na organização elementar da vida e do lazer nas cidades destruídas; adaptação na esfera educacional. Esperamos que os governos que apoiam a Ucrânia e as organizações internacionais prestem atenção ao sofrimento das crianças na Ucrânia e façam todos os esforços para finalmente deter a rússia nesta guerra bárbara e sem sentido. 

Deportação forçada de crianças ucranianas

De acordo com a informação oficial do Gabinete Nacional de Informação, desde o início da invasão em grande escala, os agentes russos removeram à força 19.546 crianças ucranianas. A este número devem ser acrescentadas pelo menos uma centena de crianças da Crimeia ocupada, deportadas e adoptadas ilegalmente por cidadãos russos no âmbito do programa “Comboio da Esperança” entre 2014 e 2022. Contudo, as estatísticas oficiais reflectem apenas casos registados de remoção de crianças e os dados reais podem ser muito mais elevados. 

Organizações internacionais e centros analíticos estabeleceram essencialmente canais criminosos semelhantes à máfia para a remoção de crianças da Ucrânia. Esses canais são organizados e apoiados por representantes locais, colaboradores de todos os matizes, bem como pelo comando militar russo e oficiais delegados às “novas regiões”. 

O movimento ocorreu tanto dentro dos territórios ocupados como para a rússia, Belarus e até para a Ossétia do Sul. Os regimes satélites, em particular o regime de Lukashenko, desempenham um papel importante no esquema criminoso transnacional de remoção de crianças ucranianas do país. Pesquisadores da Universidade de Yale disseram que mais de 2.000 crianças ucranianas sequestradas pela rússia foram enviadas para a Belarus. 

Nos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia, os russos estão a abrir os chamados "centros juvenis" com o objectivo de recrutar crianças ucranianas. O objetivo do trabalho de tais centros é destruir a identidade nacional dos ucranianos nos territórios temporariamente ocupados. Os russos estão criando uma série de "centros juvenis" onde recrutam jovens ucranianos. São estes centros e coordenadores importados da federação russa os responsáveis ​​pela política de mudança da autoidentificação dos ucranianos. 

As crianças ucranianas muitas vezes têm os seus apelidos mudados, são entregues a famílias de acolhimento, separadas dos pais, reassentadas em regiões remotas e economicamente atrasadas da federação russa, e tudo é feito para impossibilitar o seu regresso a casa. A rússia procura melhorar a sua situação demográfica removendo à força as crianças ucranianas. 

Os ocupantes russos estão a inventar uma série de razões para retirar o maior número possível de crianças ucranianas: reabilitação, educação cultural, resgate das hostilidades, etc.

segunda-feira, agosto 28, 2023

Ucrânia aposta na União de Defesa do Mar Báltico - Mar Negro

Durante a Cimeira da Plataforma Internacional da Crimeia, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyi, anunciou a sua intenção de criar uma União de Defesa do Mar Báltico - Mar Negro.

Para neutralizar as atuais ameaças russas, é necessário reforçar não só o potencial militar dos países da UE e da sua indústria militar, mas também criar novas uniões que sejam capazes de responder adequadamente aos desafios e ameaças actuais.

As grandes associações e uniões supranacionais da Europa, criadas no século XX, já não satisfazem plenamente as exigências da nossa época e deveriam ser complementadas com formatos de segurança mais flexíveis. Neste momento Ucrânia está a conduzir negociações com os países da NATO, com acesso ao Mar Negro e já sentiram as consequências da transformação, pela rússia, das áreas do Mar Negro e do Mar Azov numa zona de guerra e da instabilidade.

A União de Defesa do Mar Báltico - Mar Negro deve tornar-se fiadora da integridade territorial e segurança da Europa, que será significativamente reforçada após a integração da Ucrânia nas suas estruturas supranacionais.

terça-feira, julho 18, 2023

Belarus sequestrou milhares de crianças ucranianas

Desde setembro de 2022, cerca de 2.150 crianças ucranianas com mais de 6 anos foram deportadas à força para pelo menos 4 campos bielorrussos. Três deles estão localizados na região de Minsk, mais um na região de Gomel, escreve The Telegraph.

Até o outono, o número total de crianças transportadas pode chegar a 3.000.

Segundo o The Telegraph, nesses campos as crianças eram reeducadas à força, espancadas por se recusarem a obedecer e forçadas a renunciar à Ucrânia. Em casos isolados, as crianças foram ensinadas a manusear armas e equipamentos militares.

Campos de crianças ucranianas

A deportação forçada de crianças ucranianas ocorre por ordem de Lukashenka. Certos funcionários bielorrussos também estão envolvidos neste crime. Os jornalistas apresentaram as provas disso ao Tribunal Penal Internacional.

Em um vídeo apresentado ao TPI como prova, as irmãs Gruzdevi, cantoras belarusas, conversam com crianças ucranianas, presumivelmente no campo de Dubrava.

«Para que vivamos com a paz, para que Biden morra, o Senhor me perdoe, para que Zelensky também, e Putin floresça e assuma o controlo/e de toda Ucrânia», dizem as irmãs do palco para dezenas de crianças sentadas no salão.

Anteriormente, o TPI emitiu mandados de prisão de Putin e Lvova-Belova pela deportação ilegal e transferência de crianças ucranianas.

Bónus

O filme documental «Lista 31» conta a história do Yevhen Mezheviy, pai solteiro, e seus três filhos foram separados na estação de filtragem russa em Mariupol. Yevhen foi enviado para a colônia Olenivka e os filhos foram deportados para a região de Moscovo. Eles não sabiam nada um do outro por 45 dias.

Junto com os filhos de Mezheviy, outras crianças foram deportadas para a federação russa. Eles foram retirados como parte de um grupo de 31 crianças, cuja lista foi aprovada pessoalmente pelo líder do grupo terrorista «dnr», Denys Pushylin. Yevhen Mezheviy finalmente conseguiu recuperar seus filhos - apenas na véspera de sua adoção por uma família russa. E agora eles são testemunhas-chave no caso do Tribunal Penal Internacional contra o presidente Vladimir Putin e a ombudsman infantil russa Maria Lvova-Belova em Haia. Algumas das crianças da «Lista 31» na Rússia já foram colocadas em novas famílias. Em particular, Pylyp Holovnya, que foi adotado por Lvova-Belova. 

quinta-feira, julho 13, 2023

A «neutralidade» da Cruz Vermelha da Belarus

O secretário-geral da Cruz Vermelha belarusa, Dmitry Shevtsov, visitou a região ucraniana de Donetsk, sob ocupação russa, usando uniforme paramilitar com a letra Z na divisa. Cruz Vermelha Internacional, nem sequer estamos mais surpresos.

«Para gozar de credibilidade, o movimento não favorece nenhum dos lados durante as hostilidades e nunca intervém em conflitos de natureza política, racial, religiosa ou ideológica

Do estatuto da Sociedade da Cruz Vermelha da Belarus.

domingo, maio 07, 2023

Ação do batalhão belaruso «Teror» em Bakhmut

Voluntários do batalhão belaruso «Teror» limparam as trincheiras dos invasores russos ao longo da «estrada da vida» para Bakhmut, ganhando posição numa linha defensiva estrategicamente importante.
Batalhão «Teror» na região de Kherson

A unidade belarusa tem o seu nome em memória de Dmitry «Teror» Apanasovich, é um destacamento de forças especiais com o nome de um voluntário belaruso que morreu durante a defesa de Irpin. Unidade existe desde 2022. Anteriormente, o batalhão «Teror» fazia parte do regimento «Kalinousky».