Sexta-feira, Julho 17, 2009

 

Líderes europeus escrevem ao Obama

O jornal polaco Gazeta Wyborcza publica a carta dos intelectuais europeus ao presidente norte – americano Barack Obama. A carta foi assinada pelo Valdas Adamkus, Vaclav Havel, Alexander Kwasniewski, Mart Laar, Vaira Vike-Freiberga, Lech Walesa, entre outros.

Eis um trecho da carta:

E obviamente, fica a questão de como lidar com a Rússia. As nossas esperanças do que o nosso relacionamento com a Rússia possa melhorar, e Moscovo, finalmente irá plenamente reconhecer a nossa soberania e independência, após a nossa entrada no NATO e EU, não se concretizaram. Em vez disso, a Rússia retorna ao papel do Estado, que pretende mudar o status – quo, e tenta praticar a agenda do século XIX com o auxílio das tácticas e métodos do século XXI. Ao nível global, na maioria das questões a Rússia tornou-se na potência do status – quo. Mas ao nível regional e ao nível de relacionamento com as nossas nações, (a Rússia) mais e mais aja como uma potência revisionista. Ela (a Rússia) desafia o nosso conhecimento da nossa própria experiência histórica. Ela afirma que tem a posição privilegiada para determinar as nossas escolhas da segurança. Ela usa as ferramentas abertas e clandestinas na guerra económica, desde o bloqueio energético e os investimentos financeiros politicamente motivados, até os subornos e manipulações nos media para avançar os seus interesses ou desafiar a orientação transatlântica da Europa Central e do Leste.

Assinado (entre outros):

Valdas Adamkus, ex – Presidente da Lituânia
Martin Butora, ex – Embaixador da Eslováquia nos EUA
Emil Constantinescu, ex – Presidente da Roménia
Pavol Demes, ex – Ministro dos Negócios Estrangeiros, Conselheiro do Presidente Eslováquia
Lubos Dobrovsky, ex – Ministro da Defesa da república Checa
Matyas Eorsi, ex- Secretário do Estado da Hungria
Istvan Gyarmati, embaixador, presidente do Centro Internacional das Reformas Democráticas em Budapeste
Vaclav Havel, ex – Presidente da República Checa
Alexander Kwasniewski, ex – Presidente da Polónia
Mart Laar, ex – Primeiro – Ministro da Estónia
Vaira Vike-Freiberga, ex – Presidenta da Letónia
Lech Walensa, ex – presidente da Polónia

Ler o texto integral da carta em inglês:
An_Open_Letter_to_the_Obama_Administration

Quinta-feira, Julho 16, 2009

 

Activista assassinada na Rússia

No dia 15 de Julho, às 8h00, junto ao seu apartamento em Grozny (Chechénia), foi raptada a jornalista e activista dos direitos humanos, colaboradora da sociedade “Memorial” chechena, Sra. Natália Estemirova.

Natália foi atacada por um grupo de desconhecidos, que usaram na fuga a viatura Lada-2107, ela apenas conseguiu gritar que está a ser raptada. O momento do rapto foi testemunhado pelos seus vizinhos.

Natália Estemirova era a última voz incómoda da Chechénia, ela era famosa pela sua crítica do poder local. Nomeadamente, as suas denúncias mais recentes eram sobre a onda de raptos que se iniciou após o decretado fim da “operação antiterrorista” na república. Desde o Janeiro de 2009 na Chechénia foram raptadas cerca de 50 activistas dos direitos humanos.

No mesmo dia, às 16h30 soube-se que Natália Estimirova foi assassinada, o seu corpo baleado foi encontrado nos arredores da aldeia Gazi – Yurt em Ingushétia.

Hoje, dia 16 de Julho no centro de Moscovo no Parque Novo – Pushkin (estação do metro “Pushkinskaya”) das 17h30 às 19h00 será realizado um piquete em memória da activista assassinada.

Natália Estemirova foi a primeira pessoa condecorada com o prémio Anna Politkovskaya (2007), ela também foi vencedora do Prémio do Parlamento da Suécia “Direito à Existência” (2004). Em 2005 foi condecorada pelo Parlamento Europeu com a medalha Robert Schumann.

Fonte:
http://www.eng.kavkaz-uzel.ru/articles/10645

Terça-feira, Julho 14, 2009

 

Igrejas ucranianas no Brasil

No dia 26 de Junho foi lançado na cidade de Curitiba, estado de Paraná (Brasil), no Museu Paranaense, o livro “Igrejas Ucranianas: Arquitectura da Imigração no Paraná”. Na ocasião também foi aberta ao público uma exposição sobre o tema, que depois seguirá para outros museus do Estado (confira a programação abaixo).

ABN (Agência Brasileira de Notícias), 22 Junho de 2009

O livro é fruto de mais de quinze mil quilómetros percorridos em 4 anos pelos pesquisadores do Instituto ArquiBrasil em busca de materiais que colaborassem para a construção de uma visão geral da arquitectura produzida pelos ucranianos e seus descendentes no Paraná. Foram realizadas inúmeras entrevistas com moradores das comunidades ucranianas, além de buscas em arquivos e bibliotecas de todo o Estado. Ao todo, foram seleccionados 25 edifícios para estudo mais aprofundado sob o aspecto tipológico arquitectónico das construções.

Mais informações sobre o projecto:

ArquiBrasil,
Telefone (41) 3353 4273,
e-mail: ucranianos arroba institutoarquibrasil ponto org ponto br

Programação da exposição

Museu do Milénio – Rua Cândido de Abreu s/n – Centro – Prudentópolis – Paraná.
Fone: (42) 3446-3327. De 17 de Julho à 02 de Agosto de 2009, Segunda à Sexta das 8h às 11h30 e das 13h às 17h30. Nos fins-de-semana a visita deverá ser agendada previamente.

Paço da Liberdade – Sesc Paraná – Praça Generoso Marques – Centro – Curitiba.
Fone: (41) 3234-4200. A partir de 14 de Agosto de 2009, de Terça à Sexta-Feira das 9h às 20h e sábados, domingos e feriados das 10h às 18h às 17h30

Fonte:
UKRAINIANS ABROAD: NEWS AND VIEWS #37
Ukrainian Diaspora Studies Initiative, CIUS (e-mail)

Bónus:
Visitem a página do blogueiro ucraniano – brasileiro Dorotéu Burko:
http://dburko.zip.net

Sexta-feira, Julho 10, 2009

 

Ucrânia possui o maior deserto europeu

Na página do Consulado Honorário da Ucrânia em Chile, encontrei um artigo interessante, chamado Las Arenas de Oleshky: un viaje al desierto ucraniano. Artigo (com muitas fotografias) fala sobre a maior área arenosa da Europa (que alguns até chamam do deserto). Não sei se Arreias de Oleshky tem o direito estritamente científico de se chamar assim, mas que são bem parecidos com o deserto, isso são, sem dúvida alguma.

Infelizmente, no tempo da defunta URSS, essa área foi usada como polígono para os exercícios militares, por isso a natureza local sofreu vários danos, alguns se calhar, irreparáveis...

Obrigado ao Bogdano (tem que escrever mais vezes)!

Segunda-feira, Julho 06, 2009

 

Gogol Bordello na Ucrânia

O líder do grupo Gogol Bordello, Eugene Hutz nasceu e cresceu na Ucrânia, mais tarde emigrou com os pais para os EUA, hoje vive em quatro cantos do mundo. O “emigrante eterno”, Hutz participou no festival Stare Misto (cidade de Lviv), onde concedeu essa entrevista ao jornal on-line “Lviv Cultural”.

– O que achou da nossa cidade?
– Quero encontrar algum lugar para montar o bar, pois Lviv é uma cidade mais linda do que Budapeste ou Varsóvia, sobre quais também já pensamos.
– Para que você quer isso (o bar)? Ganhar dinheiro ou algo diferente…
– Dinheiro tenho que basta, isso é para se comunicar com o pessoal.
– Você viveu na Ucrânia, tem alguma família cá?
– Nasci em Kyiv, em 1986 – 1987 vivi em Stryi, também em Svaliava, vivi na província de Luhansk. Os familiares, quase já os não tenho, pois uma parte da minha família pertence à etnia cigana – serva (sub – grupo dos ciganos, que se formou na Ucrânia dos romas que emigraram da Sérvia no início do século XVII). Estes ciganos muitas das vezes escondiam a sua origem étnica por causa da discriminação, pintavam o cabelo em loiro e diziam que são moldovos. Depois eles saíram de Luhansk para vários outros locais: Estónia, Lituânia, Kyiv.

– Você se orgulha de ser ucraniano? Se vê ligado à cultura ucraniana?
– Claro que sim, embora sou de uma família onde tudo é misturado. Além disso, na Ucrânia (actual) praticamente não existe a verdadeira cultura ucraniana. Existe mais cultura (ucraniana) no Brasil, no Canada. Lá vivem os ucranianos da “primeira onda” (da emigração). Lá existe a cultura limpa, verdadeira. Isso me agrada. Mas talvez isso está a voltar… Nós toda a noite passeamos em Lviv, estávamos em locais diferentes e cultura é presente muito mais do que em Kyiv. E isso é agradável. Já aparece a vontade de vir para cá a começar fazer algo.

– Você viaja toda a hora, será que existe uma cidade onde você se sente com em casa ou como o emigrante?
– Talvez isso é o Rio de Janeiro, lá posso viver calmamente durante meio ano e não quero sair para nenhum outro lado. É a cidade única, sobre qual se pode dizer “24 horas por dia”. Lá funciona tudo e à qualquer hora do dia. Como emigrante me sinto na Alemanha, por causa da atmosfera local ou sei lá…

– Você entrou no filme da Madonna Filth and Wisdom”, até que ponto é parecido com a sua personagem naquela história?
– Nem sei, algo da minha “biografia suja” foi aproveitado pela Madonna. Mas eu não encaro isso com a serenidade. Me ligaram, convidaram para filmar. Eu disse: tenho três semanas. Assim combinamos.

– Tem novos planos de fazer mais cinema? Algumas propostas concretas?
– Existem algumas pessoas com quais estou muito interessado em fazer algo em conjunto, com quem já falei sobre isso e quais gostam daquilo que faço. Um dos casos é Jim Jarmusch. Também tenho várias outras propostas, por exemplo fazer papel de um terrorista polaco. Mas não gosto disso. E nem tenho o tempo para o tal.

– Quais foram as perguntas mais estúpidas que lhe fizeram por causa do trabalho com a Madonna?
– Antigamente as perguntas estúpidas me entristeciam, eu achava que são feitas por falta de respeito. Depois eu vi como Madonna responde as perguntas semelhantes. E entendi, isso como a meditação. Simplesmente just do it!

– Para quando a saída do novo álbum?
– Foi terminado agora, em um estúdio californiano, passamos lá três meses. Planeamos a sua saída para o Novembro ou Dezembro. O estilo: punk – rock – samba, coisas que nós influenciaram ultimamente.

Fonte & Foto:
http://kultura.lviv.ua/evgen-gudz-gogol-bordello-lviv-chudove-misto-krasche-nizh-budapesht.-hocha-i-tut-ne-brakue-glamuru.html

Bónus:
Vejam o blogue Kalena – Arte do Sul Trazida da Europa, mandtido pela Suzete Reksidler Kravetz de 58 anos, descendente de polacos e alemães, casada com um ucraniano – brasileiro.

Use o primeiro antivírus inteiramente ucraniano (neste momento, para o uso exclusivo dos ucranianos): http://zillya.com/index.html

Sexta-feira, Julho 03, 2009

 

OSCE compara comunismo ao fascismo

A 18ª sessão da Assembleia Parlamentar da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), a decorrer nestes dias em Vilnius, capital da Lituânia, propôs à apreciação dos estados – membros a resolução “Da reunificação da Europa dividida”, que finalmente coloca, no mesmo plano o nazismo e o comunismo.

A proposta é de autoria da Lituânia e Eslovénia, países que sofreram directamente com os crimes do comunismo e do fascismo. Basta lembrar os anos de ocupação soviética da Lituânia ou os problemas que o regime de Tito causou a Eslovénia.

A resolução propõe acabar com as barreiras divisórias na Europa, eliminando a mitologia soviética à volta da sua vitória sobre o nazismo. O que houve, na realidade, foi uma luta entre dois regimes totalitários sanguinários, desumanos e cruéis: o nazista alemão e o comunista soviético, e o vencedor por acaso foi a URSS, por ventura o mais sanguinário. A metade dos povos da Europa ficou escravizada por mais de 40 anos e só se libertou em consequência das revoluções populares de 1989 – 1991.

Fonte:
http://www.oscepa.org/images/stories/03._Divided_Europe_Reunited_-_Compromise.pdf

Quarta-feira, Julho 01, 2009

 

Encontro em Fátima pela Xaninha

Nestes dias as pessoas que apoiam a ideia do retorno imediato da Alexandra Tsyklauri (Xaninha) a Portugal, estão trabalhar na criação de condições logísticas para realizar o seu encontro em Fátima.

Escreve Miguel Macedo:
Se me permitem a opinião, deveremos manter este encontro como isso mesmo, um encontro. Que servirá para principalmente nos conhecermos enquanto grupo que defende os interesses da Alexandra, e também para falarmos e partilharmos pormenores deste "caso". Tudo indica que a data que vai ser escolhida será o dia 11 de Julho.

Mais pormenores no blogue da Xaninha:
http://xaninhanossa.blogspot.com

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