domingo, abril 19, 2015

O 1º aniversário do batalhão “Dnipro-1”

No dia 17 de abril, na cidade de Dnipropetrovsk, celebra-se o 1º aniversário da criação do batalhão / regimento voluntário da polícia ucraniana Dnipro-1, criado e comandado pelo deputado Yuri Bereza.
Na festa, organizada no local do novo aquartelamento da unidade, na rua conhecida como “Liashko-Poppel” (sem relação com Oleh Liashko, chamada assim em homenagem ao médico ucraniano Leshko-Poppel, 1860—1903), estava presente o assessor do Ministro do Interior da Ucrânia, Anton Gerashchenko.

Durante o meio ano, às custas, em primeiro lugar, dos voluntários e empresários de Dnipropetrovsk, as ruínas de uma base militar foram transformadas em uma base moderna, que permite o aquartelamento permanente de 400 pessoas. A base possui o local para estacionamento das suas viaturas de combate: as modernizadas MTLB, BRDM, jeeps e camiões.
Na festa estava presente o líder do grupo VV, Oleh Skrypka, que cantou para os militares e as suas famílias, incluindo os familiares dos voluntários caídos nos diversos combates em que participou a unidade.
Os 21 heróis mortos foram homenageados com um minuto de silêncio. Eles perderam a vida em combate pela libertação de Mariupol, batalhas de Ilovaysk, Pisky e Avdiivka. Outros seis militares estão desaparecidos desde o cerco de Ilovaysk, mas a sua morte não foi confirmada e como tal (havendo a esperança), os seus companheiros não colocaram os nomes deles no martirólogo dos heróis caídos.

Todos os que tombaram, foram defender Ucrânia voluntariamente, fora de mobilização oficial, em abril-maio de 2014, quando muitas das estruturas das FAU, Guarda Nacional, polícia e SBU estavam paralisadas e não conseguiam defender plenamente os interesses do país. Muitos deles estavam nos primeiros postos de controlo, criados em redor de Dnipropetrovsk já nos meados de abril de 2014, outros libertaram Mariupol em 6-8 de maio e 13 de junho do ano passado.
Um dos voluntários da unidade, judeu ortodoxo Asher Joseph Cherkassky
Eles deram as suas vidas para parar a ofensiva do Putin contra Ucrânia, para libertar a sua terra. Morreram para que Ucrânia seja um país independente, baseado na primazia da lei e da justiça. A nossa obrigação sagrada é fazer tudo para que o seu sacrifício não seja inútil.

Glória eterna à todos os voluntários caídos do batalhão “Dnipro-1”.
Ninguém é esquecido e nada é esquecido!
Glória aos Heróis!

A saída do DUK PS (Corpo Voluntário Ucraniano “Setor da Direita”) da aldeia de Pisky, após 9 meses da defesa desta localidade, em rotação com a unidade do exército ucraniano.
https://www.youtube.com/watch?v=6Ac3GABnw2Y
Lenine continua goodbay
Na noite desta sexta-feira para sábado, na cidade de Kharkiv, foram derrubadas mais duas estátuas do Lenine, ambas nos recintos universitários. O Instituto da memória nacional da Ucrânia informa que em 2014 no país foram desmontados mais de 500 monumentos do Lenine (FONTE).

sábado, abril 18, 2015

Militares americanos finalmente na Ucrânia

Com um certo atraso, os militares da 173ª Brigada do exército dos EUA, finalmente chegaram à Ucrânia, com a missão de treinar as unidades da Guarda Nacional da Ucrânia  

A notícia foi confirmada no twitter do embaixador dos EUA na Ucrânia, Geoffrey Pyatt:
Os paraquedistas da 173ª brigada dos EUA chegaram à Ucrânia para treinar os militares ucranianos.
Os treinos, com o código “Fearless Guardian” (Guarda Destemida), se destinam à formação da Guarda Nacional da Ucrânia, ao abrigo do recentemente aprovado, pelo Congresso norte-americano, Fundo de Contingência da Segurança Global. Ao abrigo do qual, os EUA irão treinar seis batalhões da GNU, durante o período de seis meses.

Os 290 paraquedistas americanos chegaram com espírito de querer passar os seus conhecimentos, mas de também de aprender com a experiência ucraniana de combater o exército regular russo e as suas unidades semi-regulares.
“Nós não só iremos ensinar aos nossos colegas ucranianos o que sabemos, mas também vamos tentar aprender com eles, tanto quanto pudermos”, – disse o capitão Matthew Carpenter, comandante da unidade B, citado pelo Army.mil
Os treinos irão começar no dia 20 de abril no Centro especializado de Yavoriv, na província de Lviv, na Ucrânia Ocidental, informa a televisão Hromadske TV.

Fotos @army.mil
Lenine finalmente goodbay em Kramatorsk (17.04.2015)
No espírito de descomunização do espaço público ucraniano, na cidade de Kramatorsk, na região de Donetsk, os ativistas locais desmontaram o monumento do Lenine, líder bolchevique, responsável direto da guerra de ocupação contra a 1ª República ucraniana (1917-1919).
Os ativistas já tentavam derrubar o monumento por diversas vezes, mas, por razões várias, isso não foi possível até agora. Anteriormente, o monumento foi pintado às cores nacionais da Ucrânia.
Como é possível notar no vídeo, a desmontagem aconteceu rapidamente, na atmosfera festiva e sem nenhum incidente. Tal, como se escreve na Internet ucraniana, o território onde os monumentos do ídolo bolchevique foram derrubados, definitivamente se tornam os territórios mentalmente ucranianos, deixando no passado a mentalidade soviética e pós-soviética.
Foto @Andriy Romanenko 

quinta-feira, abril 16, 2015

A “queima de arquivos” anti-Maydan

No dia 16 de abril, por volta das 13h00, no pátio do seu prédio em Kyiv foi abatido à tiro o famoso anti-ucraniano, o ex-jornalista e ex-escritor escandaloso Oles Buzina. O malogrado foi alvo de pelo menos dois tiros da pistola TT de calibre 7.62 que o atingiram na cabeça e no peito. 

A polícia ucraniana informa que possui 5 testemunhas do sucedido, a viatura da fuga foi apanhada nos objetivos da câmara CCTV do prédio. Sabe-se que os atacantes eram pelo menos duas pessoas mascaradas, que se puseram em fuga imediatamente após a sua ação, escreve Kyiv Press. 

Sabe-se também que o local foi varrido pela equipa de polícia de investigação criminal e que o Presidente ucraniano, Petró Proroshenko, pediu o mais rápido esclarecimento do caso.
http://www.unian.net/politics/1068033-foto-s-mesta-ubiystva-olesya-buzinyi-18.html
No início dos anos 1990, Buzina era um jornalista cultural de um diário de Kyiv que se notabilizou em prosa erótica. Nos meados da mesma década foi falado por causa das suas biografias dos famosos escritores ucranianos dos séculos XIX-XX. Nos textos procurava explorar os elementos picantes ou perversos, reais ou imaginários, das suas vidas. Atacou a Revolução Laranja e Revolução de Dignidade (Maydan) já à partir das posições completamente pró-russas. Tentou concorrer ao parlamento ucraniano em 2012, não chegando ao 1% dos votos. 

Abate do chefe dos titushky

Um dia antes, em 15 de abril, também em Kyiv, foi abatido com quatro tiros à queima-roupa um outro ativista anti-Maydan, o ex-deputado do Partido das Regiões, Oleg Kalashnikov. O ex-deputado foi morto no prédio onde morava, quando se preparava para abrir o seu apartamento.
Entre as versões do sucedido, verificadas pela polícia ucraniana estão as suas atividades políticas, incluindo organização do anti-Maydan e titushky (jovens marginais pagos que atacavam os manifestantes pró-democracia), questões financeiras ou até mesmo um assalto.

Kalashnikov ficou famoso em 2012, quando organizou o ataque dos titushky contra os jornalistas e ativistas no decorrer do processo contra Yulia Tymoshenko. Durante Euromaydan o malogrado organizava os comícios pró-Yanukovych e foi um dos organizadores dos titushky e anti-Maydan no Parque Mariinsky. Em 2015, a Procuradoria-geral da Ucrânia e SBU receberam o pedido oficial de uma deputada do parlamento, para verificar as ações do Kalashnikov na organização dos titushky e das ações em apoio do separatismo, escreve Glavred.info.

Como informa o assessor do Ministro do Interior, Anton Gerashchenko, a polícia ucraniana abriu o processo-crime sob artigo 115º do CP da Ucrânia, “assassinato premeditado”. Polícia investigará cinco versões do sucedido: atividade política (incluindo organização, financiamento e moderação do anti-Maydan e dos titushky); as questões financeiras (suas dívidas, os seus empréstimos); relações pessoais; assassinato em resultado do assalto; entre outros.

Sem dúvida, o malogrado sabia muita coisa sobre quem e como financiava anti-Maydan que custava ao Yanukovych e Cº alguns milhões de UAH por dia. Este segredo ele levará consigo para a cova. Mas Kalashnikov não era único que sabia quem e como financiava anti-Maydan. Como se diz, os manuscritos não ardem!”, escreveu Anton Gerashenko na sua página de Facebook.
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1572177283055093&set=a.1469223880017101.1073741826.100007885095373
O ex-número dois do “Setor da Direita”, Borislav Bereza, escreveu no seu FB que pela informação das fontes ligadas aos serviços especiais da Ucrânia, Kalashnikov mostrou a vontade de colaborar com os órgãos ucranianos competentes, denunciando os organizadores dos titushky. [...] Provavelmente, isso assustou os ex-patrões do Kalashnikov. Como se diz “não há corpo, não há caso”, e Kalashnikov foi eliminado fisicamente. Uma parte da informação ele levou consigo para a cova. Uma parte ficou nos meios eletrónicos. 

Anteriormente, no dia 28 de fevereiro se suicidou o ex-deputado regional Mykhaylo Chechetov e no dia 12 de março se suicidou o ex-governador da província de Zaporizhnia, Oleksandr Peklushko.

Quem é responsável?

Os assassinatos e suicídios dos ex-regionais favorecem, em primeiro lugar, os seus ex-camaradas do movimento anti-Maydan. Diversas pessoas que financiavam titushky e “Berkut”, hoje querem voltar ao poder, se livrando dos comparsas e das testemunhas dos seus crimes cometidos em 2013-14.

Na linha direta de perguntas e respostas entre Putin e os cidadãos russos, Putin falou sobre o assassinato do Oles Buzina cerca de 9 (Sic!) minutos após as agências informativas informarem sobre o caso, afirmando que  se tratava de um “o assassinato político” e que “a investigação ucraniana não fazia nada”...

Criança 44: o filme proibido na Rússia

http://en.wikipedia.org/wiki/Child_44_(film)
Como escrevemos na nossa última postagem, o culto da “Vitória na Grande Guerra Patriótica”, se torna na Rússia numa verdadeira fé paralela à ortodoxia, com os seus santos, dogmas e tabus. Último destes tabus é história soviética durante a era estalinista. A última vítima é o filme americano-britânico Child 44 (Criança 44 / A Criança Nº 44). 

Um dia antes da sua estreia na Rússia, o filme foi retirado do cartaz, alegadamente, pela decisão soberana da empresa detentora dos direitos de exibição do filme no país. No entanto, o comunicado divulgado pelo Ministério da Cultura da Rússia, não deixa nenhuma margem para as dúvidas, o filme foi banido por razões estritamente ideológicas, acusado de “distorção dos factos históricos e das interpretações peculiares dos acontecimentos; antes, durante e depois da Grande Guerra Patriótica, bem como imagens e personagens de cidadãos soviéticos daquela época histórica.
A decisão do ministério russo foi mais que clara: “a demonstração de filmes semelhantes nas vésperas do 70º aniversário da Vitória é inadmissível (FONTE). 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Child_44
O filme, estrelado por Tom Hardy, Gary Oldman, Noomi Rapace, Joel Kinnaman, Paddy Considine e Vincent Cassel, se baseia no romance Child 44 do britânico Tom Rob Smith e narra as peripécies do oficial do MGB Lev Demidov (Tom Hardy), ao investigar uma série de horríveis assassinatos de crianças na União Soviética um ano antes da morte de Estaline.

E já que estamos falar sobre a cultura, eis uma peça teatral do autor desconhecido…

Amor fraternal à moscovita

Ucrânia está na cozinha, bebe chá. Toca a campainha, Ucrânia abre a porta, na entrada está um tártaro bêbado.
Tártaro: Olá, pequena Rússia!!!
Ucrânia: O que??
Tártaro: Não venha com essa de “o que”, deves dizer “que”. Entendestes?
Ucrânia: Quem é você e o que quer aqui?
Tártaro: O que significa “quem eu sou” – sou o teu irmão mais velho, Moscovo. Vamos, se prepare.
Ucrânia: Não tenho nenhuns irmãos, pode ir embora.
Tártaro: Que significa “não tenho”?? São os polacos do 42º apartamento te contaram isso?? Estou te dizer, eu sou Moscovo, o teu irmão mais velho, aqui são os documentos.
Tártaro mostra à Ucrânia uns papeis.
Ucrânia (lê): Certificado de... de fraternidade? Onde que foi emitido?
Tártaro: Que significa “onde foi emitido”, o levei no nosso apartamento.
Ucrânia: No nosso apartamento?
Tártaro: Não no “vosso”, mas no nosso. Neste ai, no nosso apartamento, tu é que esquecestes, vivemos aqui desde crianças.
Ucrânia: Nós?
Tártaro: Sim, eu com os meus pais. Tu fostes encontrado na rua, quando eu tive 10 anos, esquecestes disso?
Ucrânia: Você confunde algo. Neste apartamento já vive a 23ª geração da minha família.
Tártaro: Mas que censurado “23ª geração”, que conversa é essa, não entendo patavina censurado. Tu, que car@lho, não reconheces o teu irmão? Veja, sou eu, Moscovo, o teu irmão mais velho!
Ucrânia: Bem, você é parecido com alguém, claro, mas...
Tártaro: Nenhuns “mas”! Reconheceu então. Finalmente. Começa preparar-te.
Ucrânia: Para onde?
Tártaro: Não faz perguntas, pá! Vais viver na minha despensa.
Ucrânia: Será? E aqui quem vai viver? Você?
Tártaro: É, pá, tu me crescestes um espertinho, meu russo pequerrucho. Aqui vou viver eu com a minha família. Apartamento é nosso, pátrio. Isso, é, o nosso, contando contigo.
Ucrânia: Vá, mas é, para car@lho! (fecha as portas)
Tártaro (atrás das portas): É pá, nacionalista, fascista! Odeio os ucranianos!!!
Ucrânia (atrás das portas): Já agora, me chamo Ucrânia.
Tártaro (atrás das portas): Não con@, pequena Rússia fodid@!!! Não faz mal, vamos vós tirar de cá, lacaios da OTAN. Vocês vão pagar por tudo!!
Ucrânia tira uma lata de spray contra baratas e abre as portas.
Tártaro (recuando): É, pá, que ´tas à fazer?! Cabrão, vais atirar nas minhas costas!! Fascista!!!
foge....

Autoria @Internet; Tradução @Ucrânia em África

terça-feira, abril 14, 2015

A chegada do “mundo russo” (2)

Em Moscovo foi aberta uma exposição propagandística “Provas Documentais. Donbass. 365 dias”. Estrategicamente, aconteceu no pavilhão da “Ucrânia” na “Exposição das Realizações da Economia Popular” (VDNH), a joia expositória da economia socialista soviética.
A expo usa fotografias, objetos, manequins, efeitos de maquiagem e instalações artísticas, mostrando inequivocamente o que acontece com um país ou território, quando lá chega e se implemente o dito “mundo russo”: destruição, degradação, saques, refugiados e mortes.
Exposição moscovita usa os meios de segurança absolutamente fora de comum: há presença permanente de um autocarro de polícia, os visitantes são inspecionados detalhadamente na entrada, passam através dos detectores de metais, semelhantes aos usados nos aeroportos.
A “estrela” da exposição é a estela “Debaltsevo”, a propriedade municipal da cidade ucraniana de Debaltseve, roubada e levada ilegalmente (!) para Moscovo. Os organizadores nem sequer compreendem que a exibição pública do material saqueado e roubado os coloca na mira de Haia. E informam com orgulho: Para desmantelar a inscrição e traduze-la ao Moscovo, foram envolvidas dezenas de pessoas e máquinas especiais”.
Outro fruto de roubo é mini autocarro “Gazel”, alegadamente também “achado” nas ruas de Debaltseve e trazido para Moscovo sem o conhecimento e consentimento dos seus proprietários legais. Os organizadores afirmam que pretendem levar a exposição “para a Europa”, escreve o blogueiro russo Zyalt.
Não se sabe que Europa será essa e qual é a razão de se preocupar tanto com a “Europa dominada pelos gays pedófilos”. Mas caso isso acontecer, haverá a possibilidade de processar os organizadores pelo roubo da propriedade, com a possibilidade destes serem condenados no seu local mais (in)desejável, a temível “Gayroupa”.

Gagarin crucificado
Na cidade russa de Perm, o artista local, Aleksandr Zhunev, foi levado à polícia, com a possibilidade de ser acusado formalmente ao nível criminal ou administrativo por causa de uma imagem da sua autoria (material: cartolina e cola), colocado para apreciação do público. 
O próprio artista explica o sucedido:
Em 12 de abril de 2015 coincidem logo dois grandes feriados: o Dia da Cosmonáutica e a Páscoa (ortodoxa). Eu acho que essa confluência de circunstâncias do calendário é muito simbólica, porque a ciência e a religião durante muito tempo estavam nos lados opostos das barricadas, tentando ganhar a sua quota de influência sobre as mentes. O trabalho “Gagarin. Crucificação” é a minha tentativa de falar sobre o tema de confronto secular na linguagem de arte contemporânea” (FONTE).
Outro artista local, Tim Yefimov, propõe usar a mesma imagem para levar as autoridade municipais à fazerem o seu trabalho. Basta colar a imagem “incendiária” no local mais porco das suas vizinhanças (prédio, elevador, murro, estrada, pátio, etc,), e indignar-se publicamente do sucedido. Seguramente, as autoridades municipais russas mostrarão as maravilhas de velocidade furiosa na liquidação de toda e qualquer “libertinagem” nas redondezas. Ninguém, na Rússia atual, se arrisca à ser considerado como “nacional-traidor”.

Surgimento de uma nova religião russa
Atualmente, a Rússia vive o surgimento e afirmação de uma nova religião, que combina o populismo local e aceitação frenética do poder estatal. A religião se chama “Vitória sobre o fascismo alemão (Sic!) na Grande Guerra Patriótica”.
Os seus adoradores levam a nova religião à todos os cantos e domínios da sociedade russa, desde os bares de striptease, passando pela produção das bebidas alcoólicas até os concursos de culturismo feminino (FONTE).
 
Ou como dizem os seus adeptos: “Gagarin voo! Realmente voo!

segunda-feira, abril 13, 2015

A guerra ucraniana inacabada: 1945-2015

A guerra de libertação nacional inacabada. Não é por acaso que os veteranos do Exército Insurgente Ucraniano (UPA), receberam o reconhecimento do estado ucraniano só agora, na auge da guerra com a Rússia.
O país finalmente entendeu que a guerra atual é apenas uma continuação daquela guerra. Ucrânia entendeu que sem o sacrifício deles é impossível vencer essa. Que o país não tem o direito de adiar o reconhecimento daqueles que lutaram e morreram pela Ucrânia “até as melhores oportunidades”, caso contrário será passada às gerações vindouras não apenas a questão histórica não resolvida, mas a estafeta da guerra inacabada. Agora, é possível colocar um ponto final nessa questão nacional (FONTE).
A canção Insurgente é o trabalho conjunto do grupo do rock gótico Komu Vnyz e do Arseniy Bilodub, o vocalista do grupo neo-pagão Sokyra Peruna (Machado do Perun).  
https://www.youtube.com/watch?v=rpOnd7U4cRU
Texto “Insurgente”

Eu foi insurgente na luta cossaca
do Bohdan glorioso na guerra de libertação.
Mesmo para a morte caminhei com coragem
Foi insurgente, pela liberdade derramava a sangue.
Eu foi centurião do Zalizniak
Com os haidamacos temperava a mão,
Pela blindagem de fogo novamente íamos à batalha:
Foi insurgente, derramava a sangue pela Verdade.
Foi Corvo Negro, semelhante à sombra,
Em Chorniy Yar na última hora.
Quem se rendeu ao inimigo, quem se rendeu ao medo
Vem um insurgente e derramará o seu sangue!
Foi Irmão de Floresta na Volyn,
Até o fim resisti à avalanche vermelha...
De raiva impotente se enfurecia o carrasco
Sou insurgente!
Em 20 de fevereiro na Maydan...
Contra os atiradores, "Berkut" e policiais!
Tão bem napalm ardeu na armadura!
Insurgi-me pela liberdade derramei o meu sangue.
Ficarei insurgente até minha morte,
Não me expulsarão do meu País!
Para bastardos traidores ao inferno descerem
Eu luto no leste  ferve meu sangue.
Sim, sou insurgente e ferve meu sangue.
Levantei-me pela liberdade
Flui meu sangue.
Tradução @Ucrânia em África

sábado, abril 11, 2015

Páscoa Ortodoxa e Ucrânia

Chegou a Páscoa ortodoxa. Ucrânia, pela primeira vez em 70 anos, celebra esta festa no ambiente da guerra, em que uma parcela do seu território nacional é ocupada pelos terroristas e invasores.
Ucrânia está à sofrer, tal como Cristo sofreu na cruz e tal como Cristo irá ressuscitar para garantir a paz e a estabilidade aos seus cidadãos e todos aqueles que estão no país por bem.

Cristo Ressuscitou! Ucrânia Ressuscitará!
Neste dia especial pedimos a paz para Ucrânia, pedimos que Deus protege o país milenar contra o Lucífero que vem do Leste que quer na sua ansia de destuir já por várias vezes orquestrou os ataques e as provocações militares nas vésperas e durante os feriados religiosos.
O símbolo do Páscoa deste ano poderá ser pysanka (pêssanka) patriótica, dedicada aos militares ucranianos que defendem o país no frente leste.