terça-feira, Setembro 16, 2014

Os não tripulados

Eles usam as balaclavas, para não se trair. Mesmo na zona dos combates são protegidos dos olhares alheios, disfarçados dos trabalhadores locais, indo à frente às escondidas. Os especialistas como eles – são pouquíssimos. Embora a sua profissão rara até existe no classificador oficial: o operador de funcionamento das maquinas voadoras não tripuladas.  

Num aeródromo não revelado nos arredores de Kyiv eles participam na última aula prática. E em breve estarão lá, onda a sua capacidade, de usando o telecomando, dirigir as pequenas e estranhas “zumbideiras”, salvará a vida das pessoas.

Fonte e vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=hJZiX2WAb3Q

Tetiana e “Zhuzha” (Zumbidinha)

O nosso blogue já escreveu sobre a ativista Tetiana Rychkova, engajada no apoio popular à OAT. Após perder o marido, Vadym Rychkov, tombado em combate na luta contra o terrorismo russo no leste da Ucrânia, Tetiana prometeu:

Petró Oleksiyivych (Poroshenko) [...] prometeu vingar todos os mortos. E eu acredito nele. Pois caso contrário eu vou me alistar nas nossas forças armadas! E vou vingar!

Neste momento Tetiana está na zona da OAT, onde se deixou fotografar na companhia de “Zhuzha”, um DRONE não letal que diariamente salva a vida dos militares ucranianos...

O blindado chamado “Iruska” (Irininha)

Escreve o blogueiro Maxim Zalizniyak, engajado em apoio à 72ª Brigada de blindados:

O major, psicólogo das FAU, aproxima-se à tripulação do blindado T-72, que está preparando as suas coisas.

– Olá, combatentes, como vocês chamaram o vosso tanque? Não é suposto entrar em combates sem ter o nome.
O comandante da tripulação (desajeitadamente): o chamamos de “Iruska”...
Major: por que “Iruska”? É preciso ter algo de combate, militante.
O comandante com as suas mãos calejadas puxa do bolso um pedaço de papel e desdobra-o. No papel está a imagem infantil de um blindado, no blindado se vê a bandeira nacional e uma florzinha. Em baixo do desenho está escrito com as letras de criança: “Iruska, 7 anos”.

A foto em baixo é do “Iruska”.

domingo, Setembro 14, 2014

Judeus religiosos apoiam Ucrânia e OAT

Embora a propaganda anti-ucraniana tenta promover o conceito do que Maydan e a revolução ucraniana são da extrema-direita, os israelitas, assim como os judeus religiosos ou laicos não concordam. Mais de 30.000 judeus religiosos são esperados em 2014 na cidade ucraniana de Uman para a celebração do Rosh Hashaná (ler sobre as celebrações passadas AQUI e AQUI).

Apesar da guerra, os judeus chassídicos viajam para Ucrânia, neste ano, a cidade de Uman espera receber mais de 30.000 peregrinos. Por sua vez, os judeus religiosos de todo o mundo pretendem não apenas celebrar o ano novo judaico, Rosh Hashaná, mas também visitar o túmulo do seu líder espiritual, o rabino Israel Ben Eliezer e ajudar financeiramente à Operação Anti-terrorista (OAT).

As caixas de doações já foram colocadas em diversos pontos da cidade de Uman, os peregrinos velhos e novos doam o seu dinheiro para apoiar as forças ucranianas na batalha contra o mal terrorista. Durante o pico das festividades o número de caixas será aumentado.

Os judeus chassídicos apoiam claramente a paz na Ucrânia e a eliminação da ameaça terrorista: “Salvar uma pessoa é como salvar o mundo, especialmente alguém que defende o seu país”, dizem eles. Pois como ninguém conhecem os perigos do terrorismo.

– Apoiamos o exército ucraniano na guerra contra o terrorismo, – explica Shimon Buskila, o chefe da Fundação de Caridade “Rebbe Nachman” de Uman. – Porque nós entendemos o que é o terrorismo. Infelizmente, entendemos muito bem. Vivemos aqui na Ucrânia, alguns de nós até mesmo consideram a Ucrânia como a sua segunda casa, devemos apoiar o exército ucraniano, as autoridades ucranianas e, mais importante – o povo ucraniano.

Aos que receiam a guerra, Shimon Buskila explica que: “as cidades de Uman e Luhansk distam entre si mais do que Telavive e a Síria”, informa a TV ucraniana, ICTV.

Texto e vídeo:

A morte súbita da “junta de Kiev”


Desde o dia 4 de setembro, o termo “junta (de Kiev)” desapareceu por completo das notícias de todos os canais principais da Rússia (Primeiro Canal, Rossija, NTV, TVC, REN, 5º canal), como se pode ver neste gráfico da “Medialogia”. O que faz refletir sobre os métodos, meios e esquemas da criação da histeria anti-ucraniana na imprensa televisiva e escrita russa...

Os voluntários estrangeiros do batalhão “Azov”

Embora a propaganda anti-ucraniana costuma referir-se aos “milhares de polacos e americanos”, os voluntários estrangeiros nos batalhões da auto-defesa ucranianos são pouco numerosos.
  
Um deles era Mark Gregory “Franko” Paslawsky (1959 – 19.08.2014), na foto em cima, americano de origem ucraniana, milionário (!), militar de carreira formado em West Point (USMA), que escrevia no twitter sob pseudónimo BSpringnote e que adquiriu a cidadania ucraniana, especialmente para libertar a pátria dos seus antepassados da invasão terrorista russa (ler mais). Morreu em combate na defesa de Ilovaisk nas fileiras do batalhão “Donbas.

Outro voluntário do Azov é sueco Mikael Skillt, a sua especialidade é franco-atirador (recon sniper), ou seja a elite militar. Mikael apaixonou-se pela Ucrânia após o Euro-2012 e se voluntariou à defender o país. É auto-suficiente e não recebe pelo seu esforço da guerra.


Mikael era um simples voluntário na Maydan, vivia numa tenda... Quando a guerra estourou, ele se ofereceu para defender Ucrânia, no batalhão “Azov”, embora não recebe e não terá nenhum estatuto social do participante na OAT.

Ele tinha um amigo sérvio, combatente muito experiente, também franco-atirador e nacionalista. Quando começou a guerra, o sérvio ligou para perguntar como vão as coisas e se era possível vir, ele estava pronto para entrar em combates. O sérvio também queria ser voluntário do “Azov”, ajudar ao Skillt. Mas depois soube que no “Azov” servem dois voluntários da Croácia. Com os croatas não poderia servir – eles falam a mesma língua, mas os dois povos fraternos travaram uma guerra demasiadamente cruel entre si... Além disso, no “Azov” não pagam, é impossível ganhar o dinheiro.

E ai, em 3 de setembro, inesperadamente, o sérvio escreveu ao Mikael: “Eu estou em Bezimenne, perto de Mariupol, vejo te na mira”. Como se percebeu, o sérvio, através de uma empresa russa, veio ao Donbas para combater nas fileiras do destacamento de mercenários sérvios ao serviço da “rp de Donetsk”. Michael estava em Shirokino – as suas posições realmente eram opostas. Claramente, ele não podia ser visto na mira. Mas o que fazer? Como atirar, se esta pessoa, não um estranho para ele, estaria sob a sua própria mira? Eles não tiveram o tempo para falar disso...

No dia 5 de setembro, nos arredores de Shirokino, o destacamento terrorista da “rp de Donetsk”, avançando contra Mariupol, foi aniquilado em uma emboscada por um pelotão do “Azov”. Durante a limpeza, num camião KAMAZ à arder, entre os corpos crivados de munições de 23º calibre, Mikael viu o corpo do seu amigo, que não tive tempo para se tornar o seu inimigo... Não foi Mikael que puxou o gatilho desta guerra...

Isso não é um filme. É a guerra na Ucrânia. A edição on-line “Censor.Net” prepara uma entrevista com Mikael Skillt...

Bónus

O lendário blindado do batalhão “Azov”, conhecido como “Prianyk” (pão de gengibre); no primeiro plano o seu condutor que inesperadamente para um fascista ucraniano” mostra-se, no plano linguístico, um adepto da língua russa, não é que isso ajuda aos terroristas...:
https://www.youtube.com/watch?v=UqhBCv0J7Sw&feature=youtu.be

RIP Andriy Eremenko
Esta é uma guerra de honra contra a desonra, de verdade – contra as mentiras”, – disse pouco antes de sua morte o voluntário de Kyiv, Andriy Eremenko. Um cientista pesquisador morreu como operador da peça anti-aérea (FONTE)...

sábado, Setembro 13, 2014

Rússia persegue os objetores de consciência da era soviética

A Rússia decidiu processar os cidadãs da Lituânia que se recusaram à servir nas forças armadas soviéticas em 1990-1991 (!) E exige a sua extradição para Rússia (!)

A Rússia achou um novo pretexto para piorar as suas relações com a Lituânia. Desta vez por causa dos jovens que 25 anos atrás se recusaram de servir no exército soviético. A Procuradoria-Geral da Lituânia recebeu o pedido da Rússia exigindo a extradição de três cidadãos lituanos à federação russa, informa a agência BNS. Ministério Público lituano já informou não irá proceder nenhuma extradição, porque a recusa de servir no exército soviético não é considerada na Lituânia como um crime.

“Recebemos esse pedido de assistência jurídica. À medida que as atividades que a Rússia lista entre os actos criminosos não são criminalizados na Lituânia, o pedido de assistência jurídica não será processado​”, explicou Vilma Mažonė, do Gabinete do Procurador-Geral, na entrevista a agência BNS. O Gabinete do Procurador-Geral se recusou a revelar mais detalhes sobre o caso.

A Rússia apresenta ou poderá apresentar as acusações criminais contra os cidadãos da Lituânia, que deixaram o exército soviético ou se recusaram a servir lá após a Lituânia declarar a sua independência em 11 de março de 1990.

Alguns dos jovens foram raptados e transportados às unidades do exército soviético pela força, outros foram enviados para a prisão, alguns morreram durante a perseguição por oficiais do exército soviético, enquanto outros retornam às unidades militares soviéticas com o medo pela sua própria segurança ou da sua família, alguns escaparam do exército soviético, escondendo-se.

De acordo com dados fornecidos pelo Ministério da Defesa Nacional da Lituânia, 1.562 jovens se recusaram ao serviço forçado no exército soviético depois de 11 de março de 1990. Destes, 67 foram levados para as unidades militares soviéticas pela força; por exemplo, na noite de 27 de março de 1990, 21 deles foram raptados e levados à província russa de Magadão; 46 foram “capturados” individualmente e levados à outras unidades do exército soviético; 20 jovens foram condenados às penas de prisão; três enfrentaram as acusações criminais e três outros morreram.

Outros 1.465 jovens foram forçados a se esconder, mudar o seu local de residência e deixar as famílias para evitar o serviço forçado ou repressões do exército soviético ou das autoridades soviéticas.

Aconselhados a não viajar para fora da União Europeia e da NATO

O Departamento de Segurança do Estado lituano recomendou fortemente aos cidadãos que se recusaram a servir no exército soviético em 1990-1991 à não viajar para a Rússia, Belarus e outros países fora da União Europeia (UE) e da NATO, por enquanto.

“O Departamento de Segurança do Estado exorta os cidadãos da República da Lituânia que seguiram os apelos do governo da Lituânia e se recusaram à servir no exército soviético que se abstenham de viagens para a Rússia, Belarus e outros países que não são membros da União Europeia ou da NATO. Na atual situação internacional viajar para esses países pode comprometer a segurança pessoal dos cidadãos”, foi dito no comunicado de imprensa, emitido na segunda-feira.

Fonte:

As falsificações da propaganda estatal russa

O canal televisivo russo NTV mostra a alemã Margaret Seidler no filme, alegadamente documental, «Outros 17 amigos da junta» e diz que é uma «jornalista alemã». A mesma mulher participa no programa diário «Anatomia do Dia», do mesmo canal, onde Seidler já é apresentada como uma «freira alemã». Na realidade, a rapariga colabora no departamento da propaganda do “exército” da organização terrorista “rp de Donetsk”. Possivelmente é uma personagem criada pelo e ligada ao FSB russo...

A morte de um mau invasor

O 1º tenente, fuzileiro naval russo, Evgeny Myasin, se recusou a participar da guerra russo-​​ucraniana e “de repente” foi atropelado por um camião...


Evgeni é nativo de Omsk. Quis servir na marinha. Tornou-se um fuzileiro naval em Murmansk. Subiu ao posto de 1º tenente na unidade militar № 38643 (“Sputnik”). Neste verão foi enviado para participar nos exercícios militares na região russa de Rostov. E, depois, de repente, Evgeny já estava na Ucrânia, em Luhansk, à lutar contra o exército fraterno ucraniano. Os primeiros feridos, os primeiros mortos. Ele percebeu que aquilo não era a “sua guerra”. E que era melhor sair do exército do que ficar enxovalhado naquela “merda”. Oficial informou os seus superiores de Rostov que estava retornando ao Murmansk e que pretendia escrever a carta de demissão do exército.

No dia 2 de setembro ele ligou para casa e disse que já pediu a demissão e que logo estará de volta. No dia 3 ligou novamente e disse que em breve chegará. Poucas horas depois Evgeny Myasin foi encontrado nas imediações da (sua) unidade militar, na estrada. Todo o seu corpo estava desfigurado. Testemunhas disseram que o militar foi derrubado por um camião que apareceu inesperadamente, o atingiu e lhe pisou o corpo e a cabeça.

Agora o corpo de oficial morto está no necrotério da aldeia Pechenega (região de Murmansk). As autoridades militares russas não têm planos de auxiliar a família do oficial, nem mesmo transportar o corpo (o que sobrou dele), para junto da sua família (FONTE).

A página do Evgeny Myasin na rede social VK: http://vk.com/id9505505 (perfil fechado).

As páginas dos amigos e amigas que mencionam a sua morte (pode ser que irão desaparecer em breve ou simplesmente deixarão de mencionar o amigo morto):

Konstantin Efremov: http://vk.com/efremow8888 (perfil fechado);
Daniil Sokolov: http://vk.com/id14903092 (escreve que amigo morreu no dia 03.09.2014, vítima do atropelamento);
Vladimir Vladimirov: http://vk.com/1voldemar (escreve que a unidade militar justifica a demora no envio do corpo pela “falta do dinheiro” e informa também que foi criada uma página em memória do 1º tenente Myasin: http://vk.com/club76710375);
Ekaterina Zabuga: http://vk.com/kzabuga (perfil fechado);
Lyudmila Somova: http://vk.com/id242467689 (aparece a foto do Evgeny Myasin).

As razões da raiva russa

Escreve Nash Kiev: por vezes fazemos a pergunta retórica: “Porque razão o povo russo enlouqueceu?” A resposta pode ser essa: e você não ficaria enraivecido se a sua livraria teria essa aparência? (FONTE).

Alguns títulos e sub-títulos: “Como incitar Ucrânia contra Rússia?”, “Quem destruiu Ucrânia?”, “Sangue do Donbass”, “Renunciando o nome russo”, etc.
Palavras chave: caos, nazismo independentista, país frustrado, ruína permanente, divisão do país, da democracia à ditadura. 

Os nacional-traidores
Apesar dessa raiva cega, alguns russos, batizados pelo presidente Putin de nacional-traidores (o termo cunhado pelo Hitler), continuam à teimar, mostrando o seu pacifismo e respeito pela Ucrânia. Assim, um cidadão invisual russo, se colocou de joelhos diante da embaixada da Ucrânia em Moscovo, pedindo perdão ao povo ucraniano pelo comportamento do seu país natal (FONTE).

quinta-feira, Setembro 11, 2014

Traídos: as perdas militares russas na Ucrânia

As perdas do exército russo na Ucrânia totalizam cerca de 2 mil pessoas mortas e 8.000 feridos, pertencentes às 18 unidades diferentes e provenientes das 10 regiões russas, informa o porta-voz do Centro de Informações do Conselho Nacional da Defesa e Segurança da Ucrânia, tenente-coronel Andriy Lysenko. As forças da OAT continuam a registar os factos da presença militar russa na Ucrânia, escreve Newsru.ua

A guerra ilegal russa e as suas perdas militares até mereceram o destaque na edição da revista “Newsweek Europa”, que lhes dedicou o artigo intitulado: “Os soldados russos revelam a verdade por trás da guerra secreta de Putin” (Russian Soldiers Reveal the Truth Behind Putin's Secret War). Os trechos mais reveladores do artigo publicamos aqui.

por: Anna Nemtsova / 10 de setembro de 2014

A voz de Lyudmila Malinina tremeu quando ela descreveu o funeral secreto que ela testemunhou numa noite recente na sua pequena vila de Sudislavl na região de Kostroma da Rússia central. Por volta das 20h00, um camião estacionou no cemitério à poucos metros de sua casa. Os faróis do camião ficaram ligados para iluminar o terreno, onde vários homens cavaram a sepultura, “como se fossem os ladrões escondendo alguma coisa”, diz Lyudmila.

Mais vizinhos espreitaram fora de suas janelas e portas para assistir e discutir a estranha cena, perguntando por que alguém iria enterrar um o parente, à esta hora. Além disso, aquela parte do cemitério foi reservada aos mortos na guerra, como alguém reparou.

Enquanto a NATO se reuniu em cimeira para decidir o que fazer com a guerra na Ucrânia, e Vladimir Putin negociou um acordo de cessar-fogo com (as autoridades de) Kyiv, a sociedade russa se encolheu depois de relatórios sobre funerais secretos de soldados mortos na Ucrânia: filhos desaparecidos, chamadas de maridos, pedindo as suas esposas para salvá-los do campo de batalha; os corpos com membros amputados que chegam em caixões aos Nizhny Novgorod, Orenburg, Pskov, Murmansk, Daguestão e outras regiões da Rússia. O número de soldados russos mortos saltou para mais de 200 em poucos dias, entre 12 de agosto e 2 de setembro, em uma guerra que oficialmente, não está à acontecer.

As esposas do exército russo têm um termo especial para os soldados mortos que voltam para casa das linhas de frente em caixões de zinco: eles são chamados de “carga 200” – uma frase que ecoou como uma maldição para um ouvido russo desde os dias em que uma onda de caixões de zinco veio do Afeganistão durante a guerra soviética da década de 1980. O segredo em torno de “colocações” dos seus maridos foi “como uma armadilha criada por um esquizofrénico”, disse a esposa de um pára-quedista russo de Kostroma.

Um dos soldados sob contrato, que serviu na Ucrânia, descreveu “o agosto mais longo” de sua vida na frente, em uma entrevista por telefone ao Newsweek. Qual foi a pior parte? Amigos feridos, morrendo nos hospitais de Rostov; os homens de zinco, as “cargas 200” que estão sendo enviados para casa, e um alto risco de se tornar um. “Quando estávamos no comboio para Rostov, no mês passado, eu não fazia ideia do que estávamos indo para a Ucrânia; todos nós acreditamos que fomos levados à uma base para os exercícios de rotina habituais. Se eu soubesse que era para a guerra, eu teria ido de volta em Kostroma, pois tenho duas crianças pequenas em casa”, conta o pára-quedista do 331º regimento da 98ª Divisão aero-transportada da guarda.
/.../

Quem foi o principal inimigo da Rússia? A resposta apareceu imediatamente pronta: “América”. Em poucos dias, na linha de frente sob fogo constante, o pára-quedista de Kostroma “secou até os ossos”, não por falta de alimentos, mas do medo constante da morte que nunca tinha experimentado antes, explica ele.

Mais cedo naquele dia, o seu regimento foi trazido de volta para a base na região de Rostov, para se lavar no banya, ou banho de vapor russo, e ter uma noite de sono sólido. Os soldados tiveram a sua primeira oportunidade para uma pausa de batalha, para um rápido bate-papo com as famílias, uma vez que cruzaram a fronteira com a Ucrânia em 18 de agosto. Então, para não ser identificados como forças regulares russas, os comandantes ordenaram que os pára-quedistas mudem aos fardamentos camuflados ocidentais do deserto, que as suas esposas tinham que lhes comprar, usando o seu próprio dinheiro.

Ninguém pediu aos militares para assinar quaisquer documentos adicionais, embora os contratos atuais não prevêem o seu uso no estrangeiro. “Eu nunca me ofereci para isso; mas todas as tentativas sair seriam inúteis – eles estão nos enviando de volta para o moedor de carne amanhã; se alguém me dissesse anteriormente a verdade, nenhum de nós teria se inscrito por 1.000 dólares mensais para ser frito vivo na Ucrânia”, diz oficial na casa dos trinta, que pediu que sua identidade seja ocultada. /.../

Enquanto os líderes russos estão presos às suas negações, as salas de bate-papo de telefonia móvel e fóruns de redes sociais encheram-se com imagens de artilharia e lançadores de mísseis Grad (russos), à serem lançados através da fronteira ucraniana. Usuários de Internet russos em todo o país assistiram vídeos de mães e esposas dos militares que cobrem as suas faces molhadas com as lágrimas com ambas as mãos, implorando Putin para libertar os seus entes queridos “em nome de Deus”, bem como as entrevistas em vídeo dos soldados (russos) capturados por forças ucranianas.


Cedo pela manhã, as esposas dos pára-quedistas se aglomeram na rua Nikitskaya, fora da Divisão aero-transportada, à espera de ouvir explicações mais oficiais sobre os seus maridos à “participarem em exercícios militares em Rostov”.

As mulheres falaram com os seus maridos ao telefone e sabem a verdade. “O meu filho me pediu para ir à igreja e acender uma vela pela sua sobrevivência, quando eles foram novamente enviados à Ucrânia", disse Veronika Tsiruyeva, uma das esposas aterrorizadas.
/.../

A invasão da Ucrânia tem estado à acontecer em câmara lenta desde a Primavera. Na tarde do dia 16 abril, a milícia de aparência profissional, em uniformes verdes, cercou o perímetro do edifício (estatal) na Praça da Revolução de Outubro na Sloviansk, uma cidade no leste da Ucrânia. /.../ Alguns dias depois, os rebeldes ocuparam mais uma cidade ucraniana, Horlivka. /.../

Não demorou muito antes de o primeiro caminhão, com um grande número "200", escrito de maneira torta, se fez à caminho para a Rússia, já em 2 de junho, trazendo de volta 31 corpos de soldados “voluntários” russos, na maioria nos seus 30 – 40 anos. Em seguida, o pessoal da imprensa viu os médicos e rebeldes sussurrando sobre os caixões de madeira no pátio da morgue do Hospital Kirovsky em Donetsk: “Deixem-os recebê-los do outro lado e decidir para onde enviar o camião-refrigerador”, murmuraram, sem pistas sobre o destino final (da “carga-200”).

Nenhum canal estatal russo mencionou os 31 caixões vermelhos fazendo o seu caminho para casa através dos campos de girassol; levou dias para que as famílias dos “voluntários” romperem a parede de segredo e encontrarem os corpos congelados de seus homens.
/.../

Enquanto isso, de volta à vila de Sudislavl, as notícias sobre o enterro secreto espalharam-se rapidamente, de porta à porta até que todo o bairro falou a verdade: “O homem morto na sepultura é Dmitry Kustov, um soldado alistado, servindo no exército desde o ano passado”, diz Lyudmila. Por algum motivo totalmente desconhecido à sua família, Dima acabou participando numa guerra em um país estrangeiro, na Ucrânia, no final de julho. “Ele não tinha vivido o suficiente”, dizem moradores sobre o soldado de 20 anos enterrado discretamente ao crepúsculo.

Fonte:
http://www.newsweek.com/2014/09/19/russian-soldiers-reveal-truth-behind-putins-secret-war-269227.html

Mariupol firmemente ucraniana

O último dia 9 foi o mais calmo desde a assinatura do acordo do cessar-fogo de 5 de setembro. A linha da frente se estabilizou, embora os terroristas despendem as provocações aqui e acolá, que já custaram à vida aos 5 militares ucranianos. Mas a avalanche da invasão russa com o uso em massa de tropas aero-transportadas e blindados cessou.

Informa o estado-geral da defesa da Mariupol:

Na noite de 8 à 9 de setembro os ocupantes russos, violando o cessar-fogo, tentaram atacar a cidade de Mariupol, avançando em três frentes: de Novoazovsk, Sartany e aldeia de Kominternovo. Na ofensiva foram usados os tanques e artilharia, incluindo morteiros e mísseis “GRAD”, blindados ligeiros de infantaria. O ataque foi repelido com sucesso pelas forças ucranianas que não tiveram baixas.

As autoridades municipais, o comando da OAT, controlam totalmente a situação, prontos para se defender contra qualquer provocação do inimigo. Todos os serviços municipais funcional em regime geral. Haverão os informes regulares sobre as mudanças da situação (FONTE). O endereço eletrónico do estado-maior da “Defesa de Mariupol”: oboronamariupolarrobagmail.com  

Fuga dos terroristas

Aproveitando o fim temporal dos combates, alguns terroristas abandonam a zona da OAT, informou o secretário de imprensa do Conselho Nacional da Defesa e Segurança da Ucrânia (RNBO), Andriy Lysenko. O tenente-coronel Lysenko cita o caso em que nos arredores de Mariupol, ao longo da auto-estrada Talakovka – Kominternovo, os terroristas abandonaram uma metralhadora pesada NSV, montada numa viatura ligeira “Tavria”. E metralhadora foi entregue à guarda-fronteira da Ucrânia, informa Mariupol Oborona.

O blogueiro Хуёвый Київ @tombreadley escreve sobre a vitória mais recente do batalhão “Azov”. Os voluntários liquidaram 20 e capturaram 11 terroristas, todos eles cidadãos da federação russa. O batalhão “Azov” não tive baixas (FONTE).




E como sempre, o olhar atento do fotógrafo russo Sergei Loiko repara na beleza do quotidiano ucraniano...

O dia-a-dia da guerra de Independência da Ucrânia. A cena do posto de combustível. Todos se reabastecem e vão ao emprego, para casa, à namorar, à pesca, ao jardim, buscar ou levar as crianças...
E os rapazes reabasteceram e foram para a guerra. E o seu comandante é tão jovem (no segundo plano aparece o comandante do batalhão de “Azov”, Andriy Beletskiy, com os companheiros: FONTE).