segunda-feira, agosto 03, 2015

Boris Grebenshikov: do pai do rock russo ao nacional-traidor

Recentemente, o pai e guru do rock russo, Boris Grebenshchikov, após os seus concertos em Kyiv e Tbilissi, visitou a cidade ucraniana de Odessa, onde se reuniu com o líder regional, Mikheil Saakashvili, contando que estava maravilhado com o público ucraniano, falando da Ucrânia, de um modo muito caloroso (FONTE).

Tal como no recente caso da cantora russa Zemfira, este facto suscitou a ira e as reações mais despropositadas da elite reinante russa que se ofendeu, quer pela geografia dos concertos do Grebenshikov, quer pelas personalidades dos seus encontros.

Assim, o deputado da Duma estatal russa, membro do Comité da Defesa Aleksey Zhuravliov disse que Boris Grebenshikov, após o encontro com Mikheil Saakashvili, está “riscado da história da Rússia”. O deputado russo acrescentou: “Eu tenho medo que quer rock-n-roll morreu, e Boris morre para os nossos espectadores”.

Ex-funcionário sénior da Komsomol soviético (juventude comunista), Aleksey Zhuravliov é conhecido pelas suas propostas legislativas homofóbicas e anti-emigração, que costuma apresentar na câmara baixa do parlamento russo.

Estas e outras ações semelhantes dos políticos e legisladores russos lembram vivamente a velha piada soviética sobre a enciclopédia do futuro, onde Leonid Brejnev será descrito como “um político de reduzida importância da época da Alla Pugacheva”...

No dia 27 de setembro, Boris Grebenshikov, atuará em Paris, no clube “New Morning”.
Boris Grebenshikov: Voulez Vous Coucher Avec Moi 

domingo, agosto 02, 2015

Arte visual patriótica – rebranding ucraniano

O famoso pintor e designer ucraniano, Andriy Ermolenko, apresenta uma série de imagens da sua autoria que são as variações modernas dos famosos cartazes patrióticos da época da II G.M., de diversos autores e provenientes dos diversos países (FONTE).

Nadia Savchenko: “Forte nome Nadia”

A editora ucranianaJustinian”, prepara-se para publicar o livro biográfico da piloto-aviadora ucraniana, Nadia Savchenko, capturada pelos terroristas no leste da Ucrânia e mantida, desde julho de 2014, como prisioneira da guerra nas cadeias russas.

O livro chamado “Forte nome Nadia”, escrito pela Nadia Savchenko na cadeia russa, terá cerca de 300 páginas e será publicado em breve, em língua ucraniana, com a primeira tiragem de 10.000 exemplares. O livro tem 13 capítulos, entre eles “Guerra”, “Captividade”, “Rapto”, “Cadeia”, “Maydan”, “Crimeia”, “Início da OAT”, entre outros. As ilustrações, em forma de falcões, são da autoria da sua irmã, Vira Savchenko.


Em julho de 2015, Nadia escreveu a carta para uma amiga, onde explicou as razões de escrever o seu livro:  

Nunca na vida quis escrever um livro! Embora me disseram muitas vezes: se deve escrever um livro sobre a sua vida! Mas eu acho que existem muitas vidas mais interessantes do que a minha. Mas na prisão enlouqueces sem nada para fazer! E advogado Ilya (Novikov) aconselhou-me a escrever.

Eu escrevi-o quando estava em greve de fome e comecei escrever toda a verdade sobre a fome, para que não inventem, fora da cadeia, todo tipo de coisas bobas sobre mim. Escrevi tudo muito rapidamente, em 4 dias o livro estava pronto e, em seguida, novamente não tinha nada à fazer. Ilya obrigou à escrever mais. Então, eu decidi escrever a verdade sobre todos os mitos que sobre mim foram formando-se durante a minha vida, e muitas vezes são exagerados ou falsos, e sobre o tipo de pessoa que eu sou.

Eu escrevi sobre todas as coisas através da minha própria visão e olhando para mim mesma através dos meus olhos. Portanto, esta é apenas a minha opinião e minha verdade. Toda pessoa tem o direito à sua opinião sobre mim, ao nível pessoal também. O livro completo foi escrito em cerca de três semanas. Tinha que recordar toda a minha vida e de que não me lembrei, significa que não é importante. O livro responde à todas as perguntas e mesmo as estúpidas, para que pudessem ler de uma só vez e não perguntassem mais!

O jornal ucraniano de Lviv, “Ratusha”, publicou o capítulo “Iraque”, que foi cedido graciosamente pela editora “Justinian”, com a permissão de Vira Savchenko e com as ilustrações dela. A estilística da autora foi preservada. Atenção: uso de léxico para maiores de 18 anos!

O prefácio do livro foi escrito pelo seu advogado russo, Ilya S. Novikov, que conta como convenceu Nadia à escreve-lo. A editora prometeu publicar a primeira edição antes do fim de julgamento.

Ler o texto do capítulo em ucraniano:

Blogueiro
O advogado principal da Nadia, Mark Feygin, em 30.07.15 no início do julgamento
O processo criminal contra Nadia Savchenko começou na terça-feira última na cidade russa de Donetsk (não confundir com a Donetsk ucraniana, ocupada pelos terroristas russos). No decorrer do julgamento, Nadia se encontrará detida na cadeia de isolamento investigativo (SIZO-3) na cidade de Novocherkassk, todos os dias ela é transportada para o local de julgamento que são 2 horas de ida e mais 2 hora à volta. Quem quiser apoiar Nadia, pode escrever para ela, em qualquer língua do mundo, ao seguinte endereço:

Rússia, Novocherkassk, rua Ukrayinskaya, № 1, SIZO
Россия, СИЗО: Новочеркасск, ул. Украинская д. 1.

Infelizmente, existe a informação credível do que Nadia será condenada à uma pena máxima que pode ir até 25 anos da cadeia efetiva. O que não invalida a possibilidade que mais tarde ou mais cedo ela será libertada de forma extrajudicial, por exemplo, na troca por algum ou alguns terroristas russos, apanhados na Ucrânia.

Realmente, a Nadia (Esperança) é um nome forte e nós nunca esqueceremos e nunca abandonaremos Nadia Savchenko.
Nadia Savchenko no Iraque (2004), inserida no contingente militar ucraniano (arquivo da família Savchenko)
Ler em inglês o artigo do “Washington Post”, dedicado ao julgamento da Nadia  “Female Ukrainian war hero facing 25 years in Russian jail”:

sábado, agosto 01, 2015

24º aniversário do discurso “Frango de Kiev” do George H. W. Bush

George H.W. Bush e Leonid Kravcheuk em Kyiv
O discurso “Frango de Kiev” (Chicken Kiev speech) é o nome não oficial do discurso do presidente americano George H. W. Bush, dado no parlamento da Ucrânia, ainda soviética, em 1 de agosto de 1991, apenas 23 dias antes de proclamação da independência do país e meses antes do referendo, onde 92,26% dos ucranianos confirmaram a escolha política de viver num país independente.

O discurso, escrito pela Condoleezza Rice, em que George H. W. Bush se manifestava contra o “nacionalismo suicida”, ofendeu os patriotas da Ucrânia e foi muito mal recebido nos EUA. O colunista da “New York Times”, William Safire chamou o discurso de “um erro de julgamento colossal”.

Pano de fundo histórico

George H. W. Bush veio ao Moscovo em 30 de julho de 1991 para a cimeira com o autoproclamado presidente soviético, Mikhail Gorbachev. Na conversa informal Bush disse ao Gorbachev que o fim da URSS não será do interesse dos EUA. Ele prometeu ao Gorbachev que falará contra a independência da Ucrânia quando visitar o país em 1 de agosto de 1991.

Na Ucrânia, o chefe do parlamento, futuro 1º presidente do país, Leonid Kravchuk, balanceava entre diversas tendências políticas, defendendo, para já, a maior soberania ucraniana. Nas vésperas da visita do Bush, Kravchuk disse: “Estou convencido de que a Ucrânia deve ser um Estado soberano, de pleno direito e funcional”. Presidente Bush se recusou à reunir com as lideranças que defendiam a independência ucraniana e foi recebido nas ruas de Kyiv com os cartazes que diziam: “Sr. Bush: biliões para URSS é a escravidão para Ucrânia” ou “A Casa Branca lida com os comunistas e ignora o (movimento independentista) Rukh”, o principal e maior movimento pró-Independência da Ucrânia na altura.

O discurso

No discurso, preferido no parlamento da Ucrânia (Verkhovna Rada – Conselho Supremo), Bush defendeu a União Soviética “mais descentralizada”, em que as repúblicas irão “combinar uma maior autonomia com a maior interação voluntária política, social, cultural, económica, em vez de perseguir o curso de isolamento sem esperança”. Bush também defendeu que em vez dos líderes pró-Independência, os ucranianos deveriam conter-se com a figura do Gorbachev que “atingiu coisas espantosas, e as suas políticas de glasnost, perestroika e democratização são os pontos em direção aos objetivos de liberdade, democracia e liberdade económica”.

Bush foi muito claro em apontar quem os EUA pretendiam apoiar na URSS reformada: “Vamos apoiar aqueles, no centro e nas repúblicas, que buscam liberdade, democracia e liberdade económica”. Nesta lista claramente não se encontravam os patriotas que defendiam a independência da Ucrânia.

As reações

O líder do movimento Rukh, escritor, ex-comunista e politico muitíssimo moderado, Ivan Drach, classificou o discurso do Bush de seguinte maneira:
Bush veio aqui como um mensageiro do Gorbachev. De muitas maneiras, ele parecia menos radical do que os nossos próprios políticos comunistas na questão da soberania estatal da Ucrânia. Afinal, eles têm que dirigir coisas aqui, na Ucrânia e ele não.

O governo independente da Geórgia emitiu uma declaração, onde apontava os padrões desiguais dos EUA na questão ucraniana e perguntava ironicamente: “Por que ele não pede ao Kuwait para assinar o Tratado da União com o Iraque?”

Na sua edição de 8 de fevereiro de 1992, a revista “The Economist” chamou o discurso do Bush de “exemplo mais flagrante de falha de outras nações em não reconhecer a inevitabilidade da Ucrânia à tornar-se um Estado independente”. Em 2011 a publicação Americana “Washington Examiner” classificou este discurso de “provavelmente o pior discurso de sempre de um chefe executivo americano”.

O processo russo contra POW ucranianos perde a testemunha-chave

Gennadiy Afanasyev antes de anschluss russo da Crimeia
A testemunha principal do processo-crime inspirado pelo FSB contra os cidadãos ucranianos aprisionados ilegalmente na Rússia perdeu a testemunha-chave que se recusou à testemunhar, explicando que anteriormente foi forçado à prestar os depoimentos falsos sob a coerção dos investigadores.
Gennadiy após um ano da cadeia russa
Neste momento, na cidade Rostov-no-Don, no território da federação russa, decorre o processo contra os cidadãos ucranianos, Oleg Sentsov, Oleksandr Kolchenko, Gennadiy Afanasyev e Oleksiy Chyrniy. Detido pelo FSB em maio de 2014, o cineasta ucraniano Oleg Sentsov é acusado de ser o líder do grupo, alegadamente responsável por incendiar as sedes do partido russo “Rússia Unida” e da organização pró-russa “Russkaia Obshina” (Comunidade russa), ambas em Simferopol. Além disso, Oleg Sentsov é acusado de posse ilegal de armas e de participação nos preparativos para explodir o monumento do Lenine em Simferopol (ver mais).
A acusação exige 20 anos de prisão efetiva para Oleg Sentsov e 10 anos para Oleksandr Kolchenko, ambos negam as acusações contra si. Afanasyev e Chiriy admitiram a sua alegada culpa, recebendo em troca a pena prisional de 7 anos, cada um. Oleksandr Kolchenko, até e momento estava preso na cadeia moscovita de isolamento preventivo (SIZO) de “Lefortovo”, controlada, não oficialmente, pelo FSB.  

Quando o juiz perguntou Gennadiy Afanasyev se ele conhece as pessoas na sala de audiências, colocadas atrás das grades (Sentsov e Kolchenko), Gennadiy disse:
Toda Ucrânia conhece Sentsov, ele é um cineasta famoso. Outra (pessoa) não conheço”.

Depois disso, Afanasyev explicou que todos os depoimentos que prestou anteriormente contra os acusados, fê-lo sob a coerção. Na sequência da sua revelação ele informou o tribunal que se recusa à fornecer qualquer outro testemunho.

A postura do Gennadiy Afanasyev foi absolutamente inesperada para todos, originando as palmas do Oleg Sentsov e Oleksandr Kolchenko. Oleg Sentsov gritou “Glória à Ucrânia!” e “Liberdade para Afanasyev”. Gennadiy respondeu com um “Glória aos Heróis!”
Momento em que Oleg Sentsov e Oleksandr Kolchenko batem as palmas
O representante do Ministério público russo apenas leu os seus depoimentos anteriores, assim como no dia 30 de julho no tribunal foram lidas os depoimentos do Oleksiy Chyrniy.

O processo político, onde estado russo tenta processar os cidadãos ucranianos pelos alegados atos cometidos no território da Ucrânia, temporariamente e ilegalmente ocupado pela federação russa é seguido pelos diplomatas da Áustria, Grã-Bretanha e outros países, informa a Rádio Liberdade através do seu twitter.

O advogado russo do Gennadiy Ayanasyev, Vladimir Samokhin, disse na entrevista à agência ucraniana “Ukrinform” que o seu constituinte precisa de atenção e da proteção dos defensores dos direitos humanos. O advogado foi muito claro, falando sobre a coerção usada contra o seu cliente:
Este caso é claramente criado. Pelo segundo dia, a segunda testemunha se recusa à depor. No entanto, Afanasyev não se recusou simplesmente, mas disse que o depoimento anterior foi dado sob a coerção. A palavra pode significar tanto a pressão psicológica, quando a força física”.

A advogada russa do Oleksandr Kolchenko, Svetlana Sidorkina, também foi muito clara:
A declaração do Afanasyev de hoje foi uma sensação. Ninguém esperava disso. Mas depois deste acto corajoso, Gennady necessita de proteção especial. Nós já tomamos algumas medidas nesse sentido. No entanto, eu, por enquanto, não posso divulga-las publicamente”.

Fonte:

Quem é Oleg Sentsov?
O cineasta ucraniano e natural da Crimeia, Oleg Sentsov, (1976) foi ativista de “AutoMaydan” que durante a invasão russa de março de 2014 ajudou à distribuir os alimentos e suprimentos aos militares ucranianos, bloqueados nas suas bases na Crimeia. Foi preso em 11 de maio de 2014 e acusado pelo FSB de “conspirar no cometimento dos actos terroristas”. Desde 19 de maio está detido na prisão moscovita de “Lefortovo”.

Ucrânia não é Rússia! Mesmo no airsoft.

Os jogadores japoneses de airsoft começaram usar nas suas “batalhas” as réplicas de fardamento, munições e armamento, em uso nas unidades da Guarda Nacional da Ucrânia, as FAU e dos batalhões voluntários. Ucrânia, mais uma vez, se torna um brand global! (FONTE). 

sexta-feira, julho 31, 2015

A nova polícia ucraniana em factos

Há cerca de um mês, as ruas da capital ucraniana são patrulhadas pela nova polícia de patrulha. Durante este período eles já multaram o herói da Maydan (e da OAT) Volodymyr Parasyuk; se tornaram o alvo dos trolls pró-russos e ganharam o direito de receber o café, bolos de pastelaria e até a manicura, tudo gratuitamente, ofertas de alguns estabelecimentos comerciais de Kyiv.

por: Ihor Lyubshyn (Ukrinform)

Mas o mais importante, eles conseguiram a tarefa mais in, estão aprovados e ganharam a confiança dos moradores de Kyiv. O programa de formação de nova polícia de patrulha já começou nas cidades de Uzhhorod e Mukacheve, em breve arrancará em Odessa e Lviv.

A agência noticiosa Ukrinform, (em colaboração com este blogue), preparou a infografia sobre os direitos e obrigações da nova polícia ucraniana. O que podem fazer 200 patrulhas móveis e 100 de pé, que diariamente garantem a segurança pública de Kyiv?
      
Diariamente, o patrulheiro em serviço, usa o novo fardamento, baseado no padrão dos EUA. Ele ou ela, possuem um crachá, um tablet com a base de dados dos condutores, tem uma pistola “Fort” de fabrico ucraniano, gás pimenta, lanterna, equipamento especial “três em um”, algemas, rádio e cassetete. E claro, “levam consigo” ao serviço a boa disposição e os sorrisos.

Eles podem parar a viatura, explicando a razão da sua decisão; podem verificar a identificação pessoal daqueles que lhes parecem suspeitos; podem aplicar a multa ou verificar a permissão de porte de armas de fogo.

Eles são visíveis, quando regulam o trânsito ou quando aparecem no pátio de alguém, chamados para intervir no caso de desavenças familiares. Eles têm o direito à muita coisa, aos padrões de um país livre: limitar os movimentos das viaturas e pessoas; entrar nas moradias ou outros imóveis sem a permissão judicial; tirar as fotos dos locais e das pessoas.

E a sociedade ucraniana permite lhes tudo isso, de antemão. Porque? Pois eles têm, em média, 25 anos? Ou porque entre os 2000 patrulheiros a maioria são as pessoas resolvidas, com a formação superior e empregos anteriores? Ou talvez, porque entre eles apenas 38 pessoas anteriormente trabalharam na polícia ucraniana?

Não se sabe ao certo, pois confiança é uma matéria bastante íntima. Hoje, eles receberam um grande montante da mesma. E o primeiro mês do seu serviço demonstrou: eles estão a devolver com os juros.

Para adquirir essa ou outras infografias, liguem: + 380 44 2449068 ou escrevam para market2@ukrinform.ua

Fonte:

A nova polícia de Uzhhorod e Mukacheve

Como informa o jornalista ucraniano Mustafa Nayyem, no fim do terceiro dia do lançamento do concurso de criação da polícia de patrulha nas cidades de Uzhorod e Mukacheve, foram recebidas 1724 aplicações, o que significa a procura potencial de 7,5 pessoas para cada vaga. A percentagem dos polícias no ativo é de cerca de 9%; os 37,2% dos candidatos são mulheres e 62,8% homens; 61,5% deles possuem a formação superior.

O concurso irá decorrer até o dia 11 de agosto, as aplicações podem ser submetidas on-line na página do Ministério do Interior da Ucrânia – mvs.gov.ua ou pessoalmente, na cidade de Uzhorod, praça Narodna № 4.

O símbolo da nova polícia

A menina se chama Verónica, tem 5 anos e veio ao centro de recrutamento, pois os seus pais quiseram mostrar à filha “como se preparam os nossos novos polícias, dos quais ontem contou o pai”. Verónica foi conhecer as moças administrativas e depois subiu na mesa, pedindo ser fotografada com o banner da nova polícia. Todos os presentes decidiram em unanimidade: Verónica será o símbolo regional da nova polícia ucraniana (FONTE e FOTO).    

quarta-feira, julho 29, 2015

Mensagem da Ucrânia: queremos 1.240 mísseis “Javelin”!

O presidente de um país invadido, Petró Poroshenko, pergunta Ocidente: vocês estão com o bárbaro ou com o mundo livre?

por: Sohrab AHMARI (The Wall Street Journal)

Como é próprio à um chefe de Estado que está gerindo uma guerra, o presidente ucraniano, Petró Poroshenko é contundente na entrevista (dada) na segunda-feira (última) à noite, no edifício da administração presidencial (em Kyiv). Questionado sobre o tipo de armas que as suas forças armadas precisariam para impedir qualquer nova agressão por parte da Rússia e os seus agentes separatistas no leste da Ucrânia, o Sr. Poroshenko foi específico: “Estamos à procura de apenas 1.240 mísseis “Javelin”, e isso é absolutamente justo.”

Ler o texto integral em inglês (só para os assinantes): “Message From Battlefield Ukraine”:

Na entrevista, o presidente da Ucrânia recorda aos “esquecidos” que em 1994, na sequência da proclamação do seu estatuto político pacífico e fora dos blocos militares, o país se desmilitarizou voluntariamente, entregando ao controlo internacional os 1.240 mísseis balísticos nucleares. Duas décadas depois, Ucrânia deseja receber ao menos 1.240 complexos de mísseis anti-tanque “Javelin”, para poder se defender da agressão russa.

O presidente Poroshenko recordou que em 1994, seguindo o Memorando de Budapeste, Ucrânia desmantelou voluntariamente do seu sistema da defesa nuclear, recebendo em troca as garantias dos EUA, da França e da Grã-Bretanha da defesa da sua soberania e integridade territorial. Petró Poroshenko frisou na entrevista: “nós não exigimos que os militares britânicos, americanos ou franceses venham para cá para combater por nós. Fazemos isso com esforço próprio, pagando o preço mais alto – a vida dos nossos soldados. [...] Precisamos é de solidariedade”, – afirmou presidente Poroshenko.

O presidente ucraniano disse também que está convencido, caso seja impossível parar o agressor (russo), isso significará que a segurança global não existe. Ele também chamou à atenção ao facto dos bombardeamentos diários das forças russo-terroristas contra os militares e civis ucranianos, informando que o número dos civis e militares que já morrerem na região de Donbas se aproxima às 9.000 pessoas.

“Ninguém podia imaginar que isso aconteceria no centro da Europa no século XXI”, – disse o presidente ucraniano, citado pela agência ucraniana UNIAN.

Bónus
A página da Facebook Lokalna Istoria (História Local) publica a foto da Maria Mazuryk, natural da vila de Pechenizhyn, da atual região ucraniana de Ivano-Frankivsk. Membro ativa da resistência ucraniana OUN-UPA, ela morreu em abril de 1946, cercada pelas tropas de NKVD, num esconderijo (kryjivka) da resistência, localizado na aldeia de Kryvets, no distrito de Bohorodchany, na mesma região de Ivano-Frankvsk.

Glória aos Heróis!