sábado, maio 26, 2018

Daesh/EI mata 23 e captura 5 mercenários russos

No dia 25 de maio foram reportados (por duas fontes independentes) os ataques deliberados contra os militares/mercenários russos na área de al-Mayadin. O ataque também atingiu os mercenários pró-Assad estrangeiros (possivelmente da Liwa Fatemiyoun afegão). Além disso, foi atacada a coluna, também composta por militares/mercenários russos.

Na tradução, as duas mensagens citadas pelo blogueiro militarista russo el-murid, são assim:

“...No oeste da província de Deir ez-Zor, a unidade das “Forças da Defesa Nacional” (NDF) foi emboscada por combatentes do Estado Islâmico. Foi completamente destruída durante o combate. Como resultado do ataque, de acordo com os dados do Estado Islâmico, foram mortos cerca de 23 militares sírios e russos, e 5 deles foram capturados. Foram destruídos 3 camiões/caminhões, 3 tipos diferentes de equipamentos, incluindo uma unidade equipada com a metralhadora pesada e também transportadora de mísseis e [blindado ligeiro] BMP-1/BMP-2. Em geral, a operação foi realizada com sucesso...”

A segunda mensagem:

“ ... Foram destruídos 23 cruzados apóstatas (murtados) e 5 capturados como resultado do ataque dos combatentes do Califado a oeste do al-Mayadin. Ontem, os soldados do Califado atacaram, de surpresa, as colunas do exército dos alavitas e do exército russo dos cruzados, que se baseiam no oeste da cidade de al-Mayadin. Como resultado do ataque, com o uso de vários tipos de armas [foram mortos?] 15 inimigos, entre os quais estavam os soldados russos. Foram destruídos 3 camiões/caminhões, transportador de mísseis e BMP. Outro grupo de mujahideen atacou 3 casernas dos alavitas, como resultando foram mortos 8 deles, 5 foram feridos. Foram destruídos e capturados 3 tipos diferentes de equipamentos, um dos quais estava equipado com uma metralhadora pesada...”
As perdas da EMP "grupo Vagner" em Deir ez-Zor em 07/02/2018
(dados marcados à vermelho necessitam de confirmação)
Tendo em conta os termos usados pelo Daesh/EI, é possível dizer que Daesh/EI reporta a morte de 23 e a captura dos 5 militares russos. Aparentemente, estamos a falar dos mercenários pertencentes à uma EMP russa – em qualquer dos casos, a probabilidade de que eles não pertencem ao exército regular russo é bastante grande. Por isso, não é de esperar pelas confirmações oficiais do Ministério da Defesa russo, como se diz: “eles não estão lá”. E se, de facto, 5 mercenários russos foram capturados, em breve veremos as suas fotos ou vídeos, como já aconteceu em 2017.

Donbas: reportada a libertação da localidade de Petrivske

Os media pró-separatistas informam que no dia 25 de maio a forças ucranianas libertaram a localidade de Petrivske, no distrito de Starobesheve, linha da frente sob a responsabilidade da 92ª Brigada especial mecanizada das FAU.
Se a libertação da localidade se confirmar, então FAU poderão avançar sobre localidade vizinha de Styla, que se situa à uma distância de apenas 5 km de Petrivske. Por sua vez, a possível perda de Styla poderá significar a ameaça das posições russo-separatistas em Dokuchaivske, que cairá num semi-cerco operativo das forças ucranianas.
Para já, tudo decorre segundo as últimas previsões do terrorista russo Igor “Strelkov” Girkin, que avisou muito recentemente que no caso de um avanço sério das forças ucranianas, as defesas terroristas aguentarão apenas por algumas horas.
As colinas industriais de Horlivka
É de notar que a tática das FAU é evitar os combates diretas pelas grandes localidades (para evitar as baixas da população civil), colocando as localidades em cercos operativos, tomando a conta das colinas industriais e naturais próximas (no caso de Horlivka), tornando a sua defesa inútil e forçando a retirada dos ocupantes.

Para já, a 92ª OMBr não confirma o seu possível avanço.

sexta-feira, maio 25, 2018

“Atlantic Resolve” coloca os blindados americanos na Europa Central e Oriental


Duas enormes colunas de veículos de combate americanos, incluindo tanques, estão se movendo através das regiões orientais da Alemanha na direção da Polónia e dos Países Bálticos. A recolocação dos equipamentos militares é realizada no âmbito da operação “Atlantic Resolve” (“Determinação Atlântica”).
No porto de Antuérpia na Bélgica
Exercícios militares “Iron Sword” na Lituânia, dezembro de 2017
O anúncio foi feito em Leipzig, nesta quinta-feira, 24 de maio, pelo Chefe do Estado Maior do Contingente militar dos EUA na Europa, o brigadeiro-general Kai Rohrschneider, relata o serviço russo da DW.com. Cerca de 2.000 tanques, blindados e camiões foram enviados pela NATO/OTAN aos exercícios militares nos Países Bálticos. 
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Ao mesmo tempo, outros 1.400 veículos militares que chegaram recentemente no porto de Antuérpia na Bélgica, estão sendo enviados para Polónia. Reafectação dos equipamentos militares está sendo feita no decorrer da operação “Atlantic Resolve”, através da qual o Exército dos EUA pretende fortalecer os seus aliados na NATO/OTAN na Europa Oriental.

A presidente da Estónia visitou o leste da Ucrânia

Foto: Tarmo Maiberg/ERR
No dia 24 de maio a presidente da Estónia, Kersti Kaljulaid, visitou a cidade ucraniana de Kramatorsk na região de Donetsk, no decorrer da sua visita à Ucrânia. Foi a primeira e única chefe de um estado estrangeiro à visitar a zona de conflito no leste da Ucrânia, escreve agência estónia ERR.
A presidente Kersti Kaljulaid na saída da cidade | 18 fotos
Cidade de Kramatorsk, que tem cerca de 150.000 habitantes, foi um lugar importante na história da recente guerra russo-ucraniana na Donbas.

Kersti Kaljulaid chegou ao Kyiv em 22 de maio com uma visita oficial que inclui as reuniões com o presidente ucraniano, Petró Poroshenko, com o primeiro-ministro Volodymyr Groysman, com a Vice-Primeira-Ministra Ivana Klyampush-Tsintsadze e com o chefe do Parlamento (Verkhovna Rada) Andiy Parubiy. Kaljulaid também abriu um seminário de negócios ucraniano-estoniano em Kyiv e reuniu-se com os empresários locais e representantes da sociedade civil na Ucrânia.
Presidente Kaljulaid recebida segundo a tradição popular ucraniana
Presidente Kaljulaid retornará à Estónia neste domingo.

quinta-feira, maio 24, 2018

Os maravilhosos lifehacks do terrorista russo-osseta Oleg “Mamay” Mamiev

O terrorista russo-osseta Oleg Mamiev “Mamay”, foi liquidado na noite de 17 de maio de 2018, com o disparo de uma série de 4 granadas VOG-17, efetuada pelo voluntário ucraniano “Kipish”, pertencente ao Corpo Voluntário Ucraniano (UDA PS).


A liquidação do chefão do bando ilegal aramado “batalhão Pyatnashka”, ocorreu durante as filmagens da TV russa “Rossija-1” (cujos jornalistas entraram no território da Ucrânia ocupada de forma ilegal, através da fronteira terrestre russa). Os três propagandistas russos, correspondente Alexander Sladkov, seu cameraman e operador de som também foram feridos no incidente, embora sem gravidade, o que permitiu saber todos os detalhes do caso. 

A vida do Mamiev, e principalmente a sua morte são interessantes ao ponto de mereceram a nossa atenção – as circunstâncias de liquidação do terrorista seguramente poderão concorrer ao prémio não oficial Darwin, como uma das mortes mais inusitadas e estúpidas.   
Donbas: liquidação do terrorista russo-osseta Oleg Mamiev do “batalhão Pyatnashka”
Oleg Mamiev nasceu em 12 de dezembro de 1977. Em 2008 se tornou o mercenário russo, participou na invasão russa da Geórgia.

Em 2013, Mamiev celebrou o contrato de hipoteca com a Sociedade russa por ações «AIZhK 2013-1» com objetivo de compra de alojamento, segundo o programa de hipoteca. Mas Mamiev não estava muito virado para pagar a sua própria hipoteca, não tinha qualificações necessárias para ganhar o dinheiro de uma forma honesta.

No dia 15 de julho de 2014, o tribunal do bairro Sovietskiy (Soviético) da cidade russa de Vladikavkaz (Ossétia do Norte), presidido pela juíza Taira Gusova, começou apreciar as alegações da Sociedade «AIZhK 2013-1» contra Mamiev. Este, por sua vez, não pretendia pagar o devido e fugiu para um lugar onde as leis russas não se aplicam, e onde era possível obter o dinheiro de uma forma que Mamiev aprendeu na tropa russa na Geórgia – tornando-se um invasor e roubando as pessoas. Portanto, Mamiev, parte de um grupo dos mercenários, foi facilmente recrutado pelos serviços especiais russos e enviado para a guerra na Donbas. Esta é uma história típica dos defensores do “mundo russo”, FSB e estruturas semelhante, de forma propositada procuram por estes perdedores nos tribunais, prisões, cadeias operativas SIZO, etc.

E quando na Rússia decorria o seu julgamento, Mamiev fazia a carreia de ocupante na Donbas. Aqui ele gostava de viver. Naturalmente, a sua Ossétia do Norte nativa é uma das regiões mais pobres e deprimentes de toda a federação russa e, em Donetsk, com uma sub-metralhadora nas mãos, lutando pelos direitos dos “falantes de língua russa” (mesmo com um sotaque osseta), é possível subir na vida.
Mamiev à subir na vida até o seu último grande sucesso.. 
Em 20 de outubro de 2014, na ausência do Mamiev, o tribunal de Vladikavkaz o condenou ao pagamento de hipoteca no valor de 1.835,698 rublos e 77 copeques. Naturalmente, Mamiev nada pagou, a vida em Donetsk lhe corria muitíssimo melhor do que o retorno à sua pobre terra natal, onde ninguém precisava dele.

Em Donetsk, Mamiev “achou” um alojamento, uma casa – afinal, na dita “dnr” ele não precisa de uma hipoteca, simplesmente podia expulsar os donos de casa ou mesmo matá-los. Começou a viver com uma mulher local. Fez carreira – tornou-se o comandante de um “batalhão especial” do 1º Corpo de Exército das forças armadas russas na Donbas.

As circunstâncias da liquidação de Mamiev atestam muito o seu caráter, e fazem dele um favorito ao recebimento do Prémio Darwin.

O comando militar russo atribui uma grande importância às operações de informação e guerra psicológica. E a chegada ao Donetsk de uma equipa de televisão estatal russa “Rossija-1” foi um evento importante para os mercenários. Mamiev pessoalmente levou a equipa de filmagem para a linha da frente nas proximidades da aldeia de Kruta Balka no distrito de Yasynuvata, próxima de Avdiivka. Mamiev estava se exibir. Ele pessoalmente dirigia a viatura, não usava capacete e, como se viu depois, usou o colete à prova de balas sem placas de blindagem, para poupando no peso, aparecer na TV russa como um herói corajoso. Mamiev sabia perfeitamente que a carreira no seio dos ocupantes era mais fácil de fazer na TV – “Motorola” e “Givi” eram um produto da propaganda televisiva russa, ambos foram inventados por propagandistas russos. E é a mesma glória, superando a dos chefões liquidados, que Mamiev pretendia alcançar.

Para mostrar a batalha noturna, os mercenários russos provocaram uma troca de tiros com uma das unidades ucranianas estacionadas na área. As posições dos mercenários levaram uma “resposta”. Mamiev pretendia mostrar ao Sladkov exatamente isso, como ele é alvo das forças ucranianas. Portanto, assim que várias granadas do morteiro automático AGS-17 explodiram nas trincheiras de terroristas, Mamiev levou os homens da TV russa para lá:
O terrorista Mamiev é carregado numa maca (faça click para ver vídeo)
O cameraman russo ferido, Dmitri Vydrin contou que Mamiev disse: “Vamos, eu vou te mostrar o que AGS fez com as trincheiras. Eram as suas últimas palavras. Eles caminharam três metros e mais nada”. Operador de som ferido, Igor Uklein disse: “Entraram as granadas. Eles rebentaram ao nível das cabeças, todos levaram”:

Ou seja, o caso foi este:

1. Mamiev decidiu se exibir em frente das câmaras.
2. Para demonstrar a sua suposta coragem e pela conveniência, não usou equipamento adequado de proteção pessoal.
3. Para demonstrar um combate aos propagandistas russos, ele deliberadamente levou a equipa de filmagem à zona facilmente atingida pelos morteiros ucranianos. Ou seja, para um local já várias vezes atingido pelo voluntário “Kipish”! No vídeo do correspondente Sladkov se podem ouvir quatro disparos do morteiro AGS, e assim, “Kipish” pagou, antecipadamente, a hipoteca do Mamiev.
4. Mamiev foi atingido com ferimentos penetrantes na cabeça, peito e estômago. Se ele tivesse usado capacete e as placas do seu colete, as chances de sobreviver seriam maiores, mas, por sorte ucraniana, Mamiev não pensava na sua segurança e se tornou um subproduto da seleção natural.
5. A televisão russa veio para fazer a reportagem sobre o herói vivo, e aconteceu o contrário – a reportagem sobre um mercenário morto.

Mas o canal “Rossija-1” não desanimou. Para argumentar que os ucranianos não poderiam liquidar Mamiev, e que isso foi feito por algumas forças sobrenaturais, o correspondente Sladkov disse na TV que em Avdiivka, do lado ucraniano, combatem os “americanos e canadenses”, e estes têm “muito mais perdas”. Assim, o inimigo continua à plantar nas mentes da sua própria população os mitos de que os mercenários russos estão sendo liquidados na Ucrânia, e com sucesso, não pelos ucranianos (que Putin alegadamente pretende “libertar” das mãos da “junta”), mas pelas “tropas da NATO/OTAN”.
O propagandista russo Alexander Sladkov e terrorista Mamiev nas posições, "Mamay" se faz de herói destemido...
E como então explicar ao seu povão por que os russos estão sendo mortos na Donbas, qual é o ponto de tudo isso; mas se a guerra é contra a NATO, então tudo muda de figura! Tal, como “Rossija-1” nada disse sobre a dívida hipotecária do Mamiev no valor de cerca de 30 mil dólares – para não dizer o óbvio. Para a guerra contra Ucrânia, Putin envia principalmente aqueles que estão comprometidos, que não conseguiram se vingar na vida, os perdedores, os que desesperadamente precisam do dinheiro. A reportagem sobre a liquidação de Mamiev mostra que a forma superior de evolução natural do invasor russo é se tornar o adubo às sagradas terras negras da Ucrânia.
A hipoteca do Mamiev, paga antecipadamente
O propagandista russo Alexander Sladkov conta que nas suas trincheiras russo-terroristas há muitos caucasianos, ossetas da ossétia do Sul (Geórgia ocupada) e da Ossétia do Norte (federação russa), etc. Enfim, a típica “guerra civil ucraniana”:

Investigação internacional: MH17 foi abatido por “Buk” das Forças Armadas da Rússia

Hoje, 24 de maio de 2018, a equipa conjunta de investigação internacional (JIT), que investigou o acidente do Boeing-777 do voo MH17, apresentou os resultados preliminares da investigação. JIT anunciou que o avião de passageiros Boeing-777 de “Malaysian Airlines” que sobrevoava o território ocupado de Donbas em 17 de julho em 2014, foi derrubado pelo sistema de mísseis antiaéreos (o míssil guiado) “Buk”, pertencente às Forças Armadas da Rússia.
Os terroristas pró-russos celebram o abate do Boeing-777 do voo MH-17
“JIT tinha concluído que o sistema “Buk” que derrubou o MN17, pertence à 53ª Brigada dos Mísseis da Defesa Aérea de Kursk, parte das Forças Armadas russas”, – disse o chefe do departamento criminal da Polícia Nacional dos Países Baixos – Wilbert Paulissen.

A chefe da Polícia Federal da Austrália, Jennifer Hurst, disse que o avião foi abatido por míssil da série 9M38. Uma parte do míssil, com o seu motor № 9D1318869032, foi encontrado no território da Ucrânia em setembro de 2016.
“Na casca externa foi encontrado um número indicativo do fabricante – a empresa está localizada na região de Moscovo, o ano de produção é 1986, o número de série do míssil também está indicado”, disse ela:

Lembramos que esta versão coincide totalmente com as conclusões e pesquisas realizadas por voluntários da comunidade internacional de inteligência OSINT InformNapalm. Você pode ver todos os materiais da Informnapalm sobre este tema no link: https://informnapalm.org/?s=MH17
Motor № 9D1318869032
Motor № 9D1318869032
A comunidade voluntária internacional InformNapalm criou a maior base interativa de dados de agressão russa contra Ucrânia, Geórgia e Síria. O banco de dados de agressão russa contém mais de 1.700 investigações OSINT que são sistematizadas e estão divididas em dois grupos:

·         Armas russas descobertas na Donbas;
·         As unidades do exército russo, que participaram da agressão contra Ucrânia, Geórgia e Síria.
Terroristas russos à dividirem os pertences das vítimas do voo MH17
A base de dados contém fatos de invasão em larga escala. Mais de 1.300 militares russos de 89 formações das Forças Armadas da Federação Russa e outras estruturas de poder russo, bem como 44 tipos de armamento e equipamentos militares russos que nunca foram fornecidos à Ucrânia e nunca poderiam se tornar troféus, sendo secretamente fornecidos às forças russo-terroristas na Donbas.
autor @Alesha Stupin

General russo dos “exércitos cossacos” é roubado em Moscovo pela call-girl

Em Moscovo foi roubado o general dos “exércitos cossacos” Evgeny Vlasov, que sonhava em tomar Londres (na 1ª foto), mas acabou por se contentar por contratar, através da Internet, os serviços de uma escolta.
Evgeny Vlasov conheceu na Internet uma jovem bonita e convidou-a para passar algum tempo com ela. Após uma noite ardente do amor, decorrida num apartamento alugado, de manhã cedo se descobriu a situação clássica – moça não ficou para o pequeno-almoço/café de manha. Juntamente com 340.000 rublos (cerca de 5.455 dólares), o crachá do major-general dos “exércitos cossacos”, e – atenção – o passaporte do cidadão americano. Em 2010, o general Vlasov se mudou para os Estados Unidos e volta à sua terra natal bastante esporadicamente. Desta vez – sem lá muito sucesso [fonte].

Sim, nas fotos é ele.

Ucrânia: finalmente o voo do Javelin (GIF e vídeo)

Na Ucrânia e pela primeira vez, decorreram os lançamentos do sistema de mísseis Javelin. Graças aos mísseis, as capacidades defensivas de combate das Forças Armadas da Ucrânia aumentaram significativamente.

Finalmente chegou este dia!

Hoje, pela primeira vez na Ucrânia, ocorreu o lançamento do sistema de mísseis Javelin. Devido a eles, as capacidades de combate das Forças Armadas aumentaram significativamente.

Este é um armamento defensivo muito eficaz, que será usado no caso de ofensiva russa sobre as posições das tropas ucranianas [na Donbas].
Faça click para ver vídeo
[Petró Poroshenko]

quarta-feira, maio 23, 2018

Yulia Skripal: as primeiras fotos e declaração após o envenenamento

foto @Dylan Martinez / Reuters / Scanpix / LETA
Em 23 de maio, Yulia Skripal, falou publicamente e pela primeira vez após o envenenamento, concedendo uma entrevista à Reuters. O fotógrafo da agência também tirou algumas fotos da Yulia. Antes disso, ninguém tinha visto pai e filha Skripal desde o seu envenenamento no dia 4 de março de 2018.
foto @Dylan Martinez / Reuters / Scanpix / LETA
Agência Reuters informou que contactou Yulia Skripal através da polícia britânica. Yulia se comunicou com jornalistas à partir de Londres, a sua localização exata não é revelada por razões de segurança. Skripal falava com os jornalistas em russo e fez uma declaração manuscrita em inglês e russo. Ela assinou ambos os documentos após fazer a declaração.
A declaração manuscrita da Yulia Skripal em inglês
O ex-coronel de GRU Sergey Skripal e sua filha Yulia foram achados inconscientes na cidade britânica de Salisbury, na tarde de 4 em março de 2018. O Reino Unido declarou que os Skripal foram envenenados pelo agente nervoso “Novichok”, substância militar de guerra química, criada e produzida na URSS.
Yulia antes do envenenamento
As autoridades britânicas acusaram Rússia de envolvimento deste envenenamento e expulsaram mais de 20 diplomatas russos. Medidas semelhantes foram tomadas por vários outros países Europeus e Ocidentais (incluindo Ucrânia); que expulsaram mais de 150 diplomatas russos.

No final de março de 2018 os médicos britânicos informaram publicamente que Yulia Skripal recuperou a consciência. A melhora da condição de seu pai ficou conhecida em abril. Em 18 de maio, Sergei Skripal recebeu alta do hospital.
foto @Dylan Martinez / Reuters | ver mais fotos
O facto de usar agente nervoso nesta situação é chocante. Minha vida ficou virada de cabeça para baixo. Acordando após 20 dias de coma, descobri que ambos fomos envenenados. Tivemos muita sorte por termos sobrevivido à essa tentativa de assassinato. O processo de recuperação foi lento e muito doloroso. Agora estou tentando me acostumar com as mudanças incríveis na minha vida, tanto físicas quanto emocionais. Eu tento viver um dua de cada vez e pretendo ajudar meu pai antes de sua recuperação completa. No futuro, espero voltar para casa ao meu país.

No fim da declaração em frente das câmaras, Yulia se recusou a responder perguntas adicionais.

“NINGUÉM DEVE E NÃO PODE FALAR POR MIM”

O embaixador russo na Grã-Bretanha, Alexander Yakovenko pediu repetidamente um encontro com Yulia Skripal, que na época do seu envenenamento era uma cidadã russa.

“Sou grata à embaixada russa pela assistência oferecida, mas no momento não estou pronta e não quero usá-la”, – disse Yulia Skripal.
foto @Dylan Martinez / Reuters
Como eu disse na declaração anterior: ninguém deve e não pode falar por mim e pelo meu pai, exceto nós mesmos. Eu não quero entrar em detalhes, só vou dizer que o tratamento foi invasivo, doloroso e profundamente deprimente. 

O pai de Yulia recebeu alta hospitalar no passado dia 18 de maio. Em algum momento, os médicos temiam que ambos os pacientes pudessem sofrer danos cerebrais irreversíveis. A condição de Sergei Skripal não é mais avaliada como crítica, informou o Salisbury Hospital.

Sou grata ao pessoal maravilhoso e gentil do hospital em Salisbury, um lugar que se tornou muito próximo para mim. Também sou muito grata à todas as pessoas que nos ajudaram na rua no dia do ataque”, – informou Yulia.

Tapetes – o símbolo decadente de status social soviético (14 fotos)

A moda de colocar os tapetes nas paredes nasceu exatamente na URSS, tapete era um símbolo de status social dos seus usuários e até servia de utilidade: garantia o melhor isolamento de som e tornava as paredes dos apartamentos soviéticos mais aconchegantes nas épocas frias.

Tapete no passado soviético
Na União Soviética antes da II G.M. os tapetes eram um objeto de luxo bastante raro que só as famílias abastadas podiam ter – nos apartamentos mais simples, as famílias podiam se permitir à tapeçaria barata e de tamanho pequeno. O uso massificado de tapetes se deu na década de 1960 – em parte devido às mudanças maciças dos cidadãos das barracas estalinistas aos novos apartamentos populares, chamadas khrushchevki.

Devido à má qualidade da construção dos novos prédios habitacionais em massa, o isolamento acústico nos khrushchevki deixava muito à desejar, e uma boa maneira de melhorar o isolamento de som e do calor, era pendurar o tapete na parede. Via de regra, o tapete estava pendurado naquela parede do apartamento, que era comum com os vizinhos, mais tarde, os tapetes começavam à ser pendurados em outras paredes.
Na URSS o tapete era considerado e realmente era um objeto de luxo. O salário médio soviético rondava 130-140 rublos (220-237 dólares ao câmbio oficial soviético da época), enquanto o custo de um tapete decente começava à partir de 150-180 rublos (254-308 dólares). Havia casos em que os cidadãos pagavam por uns tapetes especialmente cobiçados (não se trata de obras de arte antigas) os 300, 500 e até 800 rublos (508; 847 e 1.356 dólares). Dá para acreditar nisso?

Em geral, na URSS nas décadas de 1960 e 1970, o tapete era um objeto bastante caro e sua presença na parede do apartamento atestava a prosperidade dos proprietários.

Vida com o tapete ao fundo

Gradualmente, o uso dos tapetes se tornava cada vez mais generalizado, em substituição dos tapetes caros, vindos de Turquemenistão, Quirguistão e do Azerbaijão, vieram as cópias baratas, feitas localmente, nas repúblicas europeias da URSS, muitas vezes, usando materiais sintéticos. Nos meados da década de 1980, praticamente cada segunda família soviética possuía um tapete na parede, surgindo uma série de hábitos quotidianos e as regras associadas ao uso dos tapetes.
Almoço de uma família soviética de uma boa classe média-média
Tapetes eram pendurados na parede de seguinte modo – primeiro, era necessário perfurar a parede de betão, e, em seguida, colocar nos furos as cavilhas de madeira caseiros, e, em seguida, colocar neles os parafusos. Os parafusos na URSS eram feitos de um aço barato e de má qualidade – por causa disso a chave de fenda frequentemente danificava a fenda de cruzeta o que tornava toda essa operação muito mais “divertida” ;-) No próprio tapete eram colocados os ganchos especiais de alumínio, através dos quais este ficava pendurado sobre os parafusos.
Um tapete prestes à ser limpo no Inverno
Uma ou duas vezes por ano, os tapetes eram limpos. No inverno, a operação era geralmente feita sobre a neve (colocando o tapete sobre a neve com a face para baixo), no verão, muitas vezes as tapetes eram limpos nos pátios de prédios habitacionais – no quotidiano soviético era bastante habitual ver um homenzinho à levar o tapete enrolado para o pátio, pendurando-o na barra de exercícios físicos e depois o batendo com uma força tremenda com um batedor de plástico – muitas vezes próprio para a operação, o som produzido se espalhava pelo bairro, parecendo com o de artilharia reativa.

Fim da época do aconchego tapeceiro
Tapetes nas paredes sobreviveram, com sucesso, a década de 1990 e só no início do segundo milénio começaram ser vistos como um objeto fortemente anacrónico. Os tapetes já não eram encarados como a fonte de aconchego, apenas como objetos que atraiam a poeira, e já nem sequer serviam como símbolo de status – na década de 1990 surge uma série de coisas novas (aparelho televisor com VHS, sistemas de som, consolas de jogos), que representavam o símbolo da prosperidade dos seus donos muito mais evidentemente do que um simples tapete.
44 fotos de meninas razoavelmente bonitas em posições razoavelmente sexy
E, no entanto, os tapetes não se apressaram em ceder as suas posições, permanecendo pendurados nas paredes de muitos apartamentos. Nos meados da década de 2000 começou a época da fotografia digital, e Internet ficou repleta de milhares de retratos e auto-retratos tirados com um tapete ao fundo – especialmente engraçado era ver as/os jovens de sub-culturas gótica ou emo, maquiadas “à Hollywood”, quando no fundo dos seus quartos estavam o tapete, o velho aparador de pratos, as poltronas soviéticas de pernas tortas e o televisor “Iunost”, fabricado em 1976.
Jovens gangstas russos
Sexy
Estilo gopnik
Emo
Uma patriota sexy
Quase imediatamente depois disso o tapete se tornou um meme na Internet cirílica – eram ridicularizados retratos realmente ridículos com tapetes no fundo, e o próprio tapete na parede, do símbolo de status e de prosperidade nos anos 1970 se tornou, nos meados da década de 2000, o símbolo de pobreza. Por volta de mesma época os tapetes começaram desaparecer dos apartamentos de uma forma maciça, e agora existem apenas nos apartamentos restaurados ao estilo “velha guarda”, ou (na segunda opção) – em apartamentos de babuchkas ou mantidos neste estilo soviético decadente.
Exemplo de um dos demotivadores, na realidade é Neuschwanstein Castle
Tapetes como fundo dos telemóveis
O jovem patriota russo
Macho com a sua chica
Fotos: faqindecor.com | kp.by | doseng.org | 4tololo.ru | Texto: Maxim Mirovich