sábado, fevereiro 13, 2016

Os crimes russos da guerra no leste da Ucrânia

O militar ucraniano no cativeiro dos terroristas da "lnr"
A deputada do parlamento polaco, Małgorzata Gosiewska (partido PiS), apresentou publicamente o relatório dedicado aos crimes da guerra russos, cometidos no leste da Ucrânia contra os civis e militares ucranianos. O jornalista polaco Wojciech Pięczak do jornal “Tygodnik Powszechny” conversou sobre a investigação com Adam Nowak (pseudónimo), o investigador do grupo, ex-oficial do Bureau Central de Investigação (CBS) da Polónia.

por: Wojciech Pięczak (versão curta, +16, o texto contém as descrições de tortura)

— Quantas pessoas foram entrevistadas?
— Quase 70. Apenas dois na Polónia, os restantes na Ucrânia. É apenas um fragmento daquela realidade. À partir do momento em que terminou a colheita de informações e começou o seu processamento nós sempre recebemos os dados de outras pessoas que querem dar o seu testemunho. Mas nós já não somos capazes de usá-los, porque, neste caso, o trabalho será adiado por mais um ou dois anos. É claro, se o tribunal de Haia mostrar interesse na matéria (e espero que isso irá acontecer, porque lá já começou um estudo preliminar sobre a situação na Ucrânia, e enviamos o nosso material como parte deste tema em particular), vamos fornecer [ao tribunal de Haia] as informações de contato de outras testemunhas.

— Porque as testemunhas são citadas no relatório de forma anónima?
— Preservação do anonimato é um procedimento padrão em tais investigações. Todas as vítimas aparecem no documento sob os números C-1, C-2, e assim por diante. «C» do inglês «case» – o caso. Se o Tribunal Penal Internacional começará o caso, nós iremos conectar os investigadores com as vítimas. No entanto, um par de pessoas já pode ser identificado, por exemplo, através dos fotografias contidas no relatório. Eles concordaram com isso, eles próprios já falam publicamente, falando abertamente sobre aquilo que lhes aconteceu.

— Você se lembra da sua primeira conversa?
— Era o voluntário do batalhão "Donbas". Ele caiu no cativeiro russo no cerco de Ilovaysk, foi torturado. Ele telefonou para seus companheiros que também passaram pelo cativeiro, estes enviaram-nos aos outros. Nós íamos de pessoa à pessoa. Os contactos úteis foram nós cedidos pela Małgorzata Gosiewska e pelos voluntários ucranianos.

— Todos estavam preparados para falar?
— Alguns não. Nós, infelizmente, não conseguimos documentar o caso de uso de tanta crueldade que foi absolutamente incrível, mesmo no contexto de tudo o que tínhamos ouvido. Uma jovem mulher concordou, mas depois não conseguiu falar.

— O que aconteceu com ela? Onde ela está agora?
— Ela tinha 22 anos. Ela caiu nas mãos dos mercenários chechenos que lutaram ao lado dos russos. Ela foi cativa durante cerca de duas semanas. Provavelmente, não é preciso explicar mais. [De momento ela] está num hospital psiquiátrico. Não se sabe se ela jamais sairá de lá.

— No vosso relatório nada se diz sobre os estupros.
— Não conseguimos obter os testemunhos de mulheres que sofreram a violência. Talvez, se passássemos mais tempo lá, teria sido diferente. Éramos apressados pelo tempo. Às vezes, íamos de uma vítima para outra durante a noite, para ganharmos o tempo. [Małgorzata] Gosiewska dirigia a viatura, nós dormíamos, depois nas manhas nós recolhíamos os depoimentos e ela dormia.

— Como se sabe que houve os estupros?
— Através das pessoas que cuidavam dessas mulheres, ou das testemunhas que viram essas cenas.

[As torturas sofridas pelos ciborgues]
— Por exemplo, o grupo dos ciborgues (militares que defendiam o aeroporto de Donetsk) que caíram no cativeiro [...] eles todos estão numa condição física e mental terrível. Eles eram [torturados] com o derramamento da água fervente, queimados com os ferros de engomar.

— Quais as outras situações que você se lembra mais?
— A conversa com um ciborgue. Eu não posso esquecê-la, embora tento manter uma distância psicológica. Ele caiu no cativeiro ferido, cheio de estilhaços. Ele contou que os russos, em vez de lhe ministrar algum curativo, começaram à torturá-lo. Uma enfermeira russa tentou convencer os seus colegas para que ele seja castrado. Felizmente, isso não aconteceu. Ou uma outra história: o soldado ucraniano contou como ele foi feito prisioneiro pelos chechenos e [estes] perguntaram o que ele preferia: que eles lhe cortaram o coração, os órgãos genitais ou ouvido? Ele escolheu ouvido. E eles o cortaram. Eles mataram o seu colega ferido. Depois veio uma espécie de comandante e proibiu matar os restantes. O homem sobreviveu, eu falei com ele. Sua imagem está no relatório. Ele realmente não tem a orelha.

[O objetivo do relatório]

— Identificar os criminosos e documentar as suas ações na base dos depoimentos de testemunhas e vítimas. [Foram identificados] várias dezenas [de criminosos]. Alguns parcialmente: temos o nome ou uma alcinha, uma descrição. Mas alguns [são identificados] na íntegra: temos apelidos, datas de nascimento, os locais da sua atuação e dos crimes cometidos.

— Faz sentido a publicação das alcunhas?
— Sim, porque o texto do relatório está disponível na Internet, e nós esperamos que este será lido pelas pessoas, que pelas descrições e alcunhas reconhecerão os criminosos, e, depois entrem em contato connosco. Se temos uma descrição de um homem chamado David, cuja vítima disse que antes da guerra, este trabalhou como chefe de subdivisão na polícia de Donetsk, e o relatório será lido por ex-policiais de Donetsk, há uma chance de que alguém o reconhecerá e ganhará a coragem para passar nos a informação. Pelo menos anonimamente, via e-mail.

— Vocês identificavam os criminosos baseando-se nas fontes abertas?
— Sim, nós não tínhamos acesso à qualquer informação classificada. Muito útil foi nós a informação da Internet ucraniana: há páginas [https://psb4ukr.org] locais onde as autoridades e os voluntários publicam diversos dados sobre a situação de Donbas, incluindo sobre o que está acontecendo do outro lado, escrevem quem é quem. No entanto, um monte de pessoas suspeitas por nós de crimes de guerra, não esconde nada. Pelo contrário, eles se gabam nisso na Internet russa, nas redes sociais.

— Pode dar algum exemplo?
— Por exemplo, um homem, que ainda não está presente na lista de criminosos, porque não conseguimos chegar às suas vítimas que sobreviveram. Nós seguimos o princípio de incluir na lista apenas aqueles que aparecem nos depoimentos recebidos. O seu nome é Alexey Milchakov, russo de São Petersburgo. Vinte e poucos anos. É um monstro com as características didáticas de um serial killer. A sua presença nas redes sociais, ele começou fotografado com um cachorrinho, em seguida, cortou sua garganta e comeu, para mostrar que é um verdadeiro homem. Ele se voluntariou no Donbas, tornou-se o comandante da unidade no batalhão “Rusich” – são os nacionalistas russos com a inclinação eslava – fascista. No Facebook, ele publicou as suas fotos com os corpos esfolados. O tipo de psicopata pervertido. Na Rússia, ele é homenageado como um herói, é convidado à TV como um especialista em temas ucranianas. [No nosso relatório] aparece apenas nas notas.

— Vocês não acharam as suas vítimas?
Vivas não. Nós ainda temos apenas as descrições dos assassinatos cometidos por ele.

— Os assassinos que foram identificados, quem são estas pessoas?
— São bem diferentes. O grupo mais horrível são mercenários das repúblicas do Cáucaso. Os chechenos e ossetas, mas também os cossacos do Don da Rússia. Eles se caracterizam pela extrema crueldade. Mas outros grupos divergem deles em muito pouco. Há, por exemplo, uma organização chamada Exército ortodoxo russo – são voluntários da Rússia [composto pelos membros da organização neo-nazi russa RNE]. Eles se distinguem pela agressividade especial contra os “infiéis”, ou seja, aqueles que não pertencem à Igreja ortodoxa russa do Patriarcado de Moscovo. [Eles consideram que] “os infiéis” podem ser mortos. O mais severamente eles perseguem os protestantes ucranianos. Antes da guerra, havia [na Donbas] uma pequena comunidade protestante. Eles mataram vários padres, em alguns casos juntamente com as suas famílias. Outros foram torturados com extrema crueldade. Houve situações em que as suas ações, por exemplo, os ataques contra as igrejas protestantes, eram abençoados pelos padres ortodoxos. Quando eu ouvia os depoimentos sobre este “exército”, tinha a impressão de que são simplesmente os jihadistas ortodoxos. Na Internet encontrei os vídeos deles, por exemplo, com as instruções de como limpar as armas de maneira “ortodoxa”, para durarem mais tempo.

— E havia “bons russos”?
— Havia. Temos o testemunho de um homem que foi torturado durante várias horas, e depois, quando ele voltou à sua cela, alguém, em segredo, lhe trouxe os analgésicos. Então, não é possível dizer que do outro lado estão apenas os psicopatas. No entanto, houve um consenso social sobre a prática de tais atos, que são considerados crimes no direito internacional. Incluindo o consentimento do topo. Temos exemplos de torturas terríveis, eu diria, as torturas profissionais, que eram feitas pelos funcionários da inteligência militar russa – GRU.

— Como se sabe que eram realmente GRU?
— Primeiramente, eles próprios assim se apresentavam. Em segundo lugar, eles torturaram os oficiais profissionais do exército ucraniano, que anteriormente serviram no exército ainda soviético, passaram pela guerra no Afeganistão: eles conhecem este ambiente e os seus métodos.

— Como decorriam estas torturas?
— Por exemplo, com aquecedor de água queimavam a boca, debaixo das unhas eram marteladas as peças finas, com as facas eram perfurados os joelhos, se faziam as incisões musculares, as feridas eram polvilhados com o sal. Para obter informações também foram usadas as substâncias químicas.

Ler o texto integral:
Ler o relatório completo (em inglês, francês e polaco): http://www.donbasswarcrimes.org/report
Consultar os dados na rede Facebook:

quinta-feira, fevereiro 11, 2016

A vida do bestiário terrorista (4)

O comércio da região de Donbas, sob ocupação terrorista, começou comercializar os preservativos, dedicados à liderança terrorista da dita “dnr”. Ou, como escreveu um blogueiro ucraniano: “camisinhas fabricam os preservativos”.

Os preservativos terroristas se chamam “Vitória” e são fabricados em 3 variações:
  • “Ultra resistente e altamente forte preservativo “Subversivo” é a melhor arma do “miliciano” para as operações súbitas na retaguarda e na luta contra as doenças DTS e outras surpresas”. 
  • “Forte como um verdadeiro zakharovista, confiável como o ombro do camarada das armas, o preservativo clássico “Zakharovski” é a melhor arma do “miliciano” na luta contra doenças DTS e a gravidez indesejada. Usar somente segundo a descrição”.
  • “Equipado com os bigodes bacanas, o preservativo “Strelkovsky” é a melhor arma do “miliciano” na luta contra doenças DTS,  a gravidez indesejada e a monotonia sexual”.
A embalagem indica que os preservativos são alegadamente produzidos na Fábrica de galochas de Donetsk (fonte). O genial George Orwell previu todo este bacanal na sua distopia “1984”, apenas errando nas datas e nos produtos.

Ele levou da prateleira uma garrafa de líquido incolor com uma etiqueta branca simples “Gin Vitória”. O cheiro de gim era desagradável, oleoso, como da vodka de arroz chinesa. Winston encheu quase um copo cheio, ganhou a coragem e engoliu, como um remédio.
Seu rosto ficou imediatamente vermelho, e as lágrimas escorreram dos olhos. A bebida parecia um ácido nítrico; mais do que isso, depois de um gole parecia que você levou nas costas com um cassetete de borracha. Mas logo a queimação no estômago acalmou e o mundo começou parecer mais alegre. Ele tirou um cigarro do maço amarrotado com as palavras “Cigarros Vitória”, distraidamente, segurando-a na vertical, como resultado todo o tabaco de cigarro caiu no chão.
George Orwell, “1984

A educação na/da “dnr”
O vice-chefe da Cátedra das Ciências de Computação da Universidade de Donetsk (sob liderança terrorista), Vuktor Tolstykh (57) em aulas particulares com a sua estudante, menor de 17 anos (fonte).

Blogueiro: já imaginamos o seguinte diálogo, algures na “novaróssia”...

Bro Raphael: Oi, bro, que tal passarmos hoje às operações súbitas na retaguarda confiável do camarada das armas, segundo a descrição?
Bro Rodolfo: Bacana, bro, sou contra a gravidez indesejada e a monotonia sexual!

Bónus

À partir de 1 de abril de 2016, autoproclamada Abecásia, o território temporariamente ocupado da Geórgia, promete introduzir os vistos de entrada aos cidadãos de todos os países que não reconheceram a sua independência.
Após a guerra russo-georgiana de 2008 a “independência” da Abecásia foi reconhecida pela Rússia (2008), Nicarágua, Venezuela e mais três ilhas-estados do pacífico, dois deles denunciaram este reconhecimento em 2013 e 2014, respetivamente. Como escreve o blogueiro georgiano mais influente, cyxymu, a decisão irá prejudicar, em primeiro lugar, a numerosa diáspora abecasa radicada na Turquia.  

terça-feira, fevereiro 09, 2016

O brojob da novaróssia

No “exército” da dita “dnr”/rpd rebentou o escândalo sem precedentes, nas fileiras das suas “forças armadas” foram caçados dois representantes de orientação sexual nada tradicional, isso é, aos padrões dos bravos defensores dos valores tradicionalíssimos da “novaróssia”.

O separatista Roman Baraban e a comunidade terrorista “MILÍCIA POPULAR DE STAKHANOV” informam que os sodomitas foram achados no coração da “5ª brigada especial de infantaria ´Oplot´”.
VERGONHA AOS SODOMITAS E PERVERTIDOS!

A coletividade da 5ª brigada especial de infantaria “Oplot”, com muito pesar informa que nas fileiras dos heróicos defensores da república se infiltraram os sodomitas.

Os combatentes Viktor Kolomoytsev e Eduard Polynnikov foram apanhados no local do seu crime vergonhoso pelos companheiros.

Os pervertidos não têm lugar na nossa brigada. Ambos os combatentes serão privados de todos os [seus] patentes e condecorações e com vergonha [serão] expulsos da unidade com a proibição de servir nas outras unidades do exército da dnr.

A república deve conhecer os seus “heróis” na face.
Aqui não é a gayroupa. Sodomia não passará!  

Fontes:

Lembramos, que recentemente “dnr” já viveu uma situação nada tradicional quando em 29 de janeiro de 2015 as forças fieis ao líder separatista Zakharchenko atacaram a base do bando “Troia”, composto, na sua maioria, pelos mercenários de nacionalidade russa.
Dos 108 mercenários presentes na base no momento do ataque, 7 terroristas conseguiram fugir do cerco, 24 foram capturados e o destino dos 92 é “incerto”. Isso é, apesar dos sobreviventes informarem que na noite de 29 à 30 de janeiro dois camiões ZIL levaram diversos corpos, embrulhados nos sacos pretos de lixo, à um destino desconhecido. O “representante da dnr na Rússia”, Yevgeni Shabaev, até escreveu uma carta “oficial” ao Zakharchenko, pedindo esclarecimentos sobre a localização dos 24 capturados e 92 desaparecidos membros da “Troia”. Apelando, vocês vão se rir, ao “direito internacional” (Sic!)

Blogueiro

Estou totalmente em dúvida, a “dnr” afinal faz parte da dita gayroupa ou sempre não, pois nem sei se essa de apelar ao “direito internacional” é coisa do macho. Embora o brojob até pode ser, pois segundo o Dicionário Urbano, ente os amantes do brojob sempre é possível um diálogo deste tipo:

Bro Raphael: Oi, bro, o que foi todo esse brojob da noite passada? Foi uma cena legal?
Bro Rodolfo: Bro, estávamos totalmente f0did0s, está tudo bem...

sábado, fevereiro 06, 2016

Agricultura ucraniana: 1 ano da ausência russa

A zona de comércio livre com a UE, o total embargo russo contra as exportações alimentares ucranianas, bloqueio de trânsito [da Crimeia], sanções recíprocas da Ucrânia [...] levaram o setor agrícola ucraniano à um novo nível de desenvolvimento qualitativo.

Dezenas de empresas ucranianas continuam à receber a certificação da UE, exportando a sua produção à Europa Comunitária. Começou a exportação de laticínios para a China e o número das empresas [ucranianas] que recebem a certificação chinesa aumenta constantemente. As relações económicas entre Ucrânia e os países de Médio Oriente, Ásia Central e África testemunham um renascimento sem precedentes.
   
Em 2015 o complexo agro-industrial ucraniano conseguiu impensável: praticamente a total reorientação do mercado russo aos mercados da Ásia, UE e África. A estatística mostra a veracidade dos factos: em 12 meses de 2015 o mercado agrícola ucraniano movimentou 18,5 biliões de dólares, destes – 14,8 biliões de exportações e 3,7 biliões de importações.

Ásia representou 40% das transações (7,4 biliões de USD), países da EU – 32% (5,9 biliões) e África – 12% (2,2 biliões). O saldo comercial positivo foi de 11 biliões de dólares, 400 milhões à mais do que em 2014.
O top-5 dos países do comércio agrícola com Ucrânia é composto por China – 7,2% (1,3 biliões de USD), Índia – 6,5% (1,2 biliões), Egito – 5,7% (1 bilião), Turquia – 5,3% (993,4 milhões de USD) e Espanha – 5,3% (987,2 milhões).

Os principais produtos que Ucrânia forneceu aos mercados estrangeiros em 2015 tradicionalmente foram os produtos vegetais (13,8 bilhões de dólares): cereais, óleo de girassol, sementes oleaginosos, açúcar, tabaco e derivados. Por sua vez, o agro-negócio nacional exportou em 2015 produtos de origem animal no total de 968 milhões de dólares (carne e derivados, produtos lácteos, produtos de carnes prontos à consumir ou em conservas, etc.).
Ucrânia importou no ano passado essencialmente os produtos vegetais no valor de 3 mil milhões de dólares (frutas, nozes e citrinos, café, chá, especiarias, tabaco e derivados). Os produtos de origem animal foram importados no valor de 730,7 milhões de dólares.

O país terminou ano 2015 com um desempenho que não se esperava – o rápido crescimento das exportações para a Ásia, [aberturade novos mercados, saldo positivo que supera o do ano passado. Estas estatísticas refletem não só as vitórias ucranianas, mas também indicações de perspectivas de desenvolvimento e dos desafios. Se no ano passado Ucrânia apenas “trilhava os caminhos comerciais” aos novos países, comprovava a qualidade dos seus produtos, a sua própria seriedade e confiabilidade, o 2016 é o momento para as negociações de um novo nível – a abertura de novas posições de exportação, o aprofundamento das relações comerciais, as exportações de alto valor agregado. Ucrânia não deve apenas provar, mas brilhantemente assegurar a completa independência agrícola em relação ao vizinho agressor.

E se 2015 foi neste sentido um “ensaio geral”, em 2016, pela primeira vez na história recente, o mercado russo estará ausente no horizonte dos produtores ucranianos. Em 2016 espera-nos um monte de trabalho.

Fonte:
* * *
Texto do Oleksiy Pavlenko, o Ministro da Política Agrária e de Alimentação da Ucrânia.

ZAZ “Tavria”, roubada à Ucrânia

1978, cidade de Yalta, o líder soviético Leonid Brejnev (no meio, de camisa branca), um grande apaixonado pelos carros, olha para a novidade fabricada na cidade ucraniana de Zaporizhia — ZAZ–1102 «Tavria».

Brejnev gostou da viatura e esta deveria ser fabricada em série à partir de 1981. ZAZ “Tavria” seria a pioneira na nova classe automóvel soviética: hatchback de três portas com a tração dianteira.

Mas o caso foi tomado pelos burocratas, a fábrica ucraniana recebeu uma nova tarefa técnica, o engenheiro chefe foi enviado à cidade de Togliatti, onde ele “criou” VAZ-2108 (Lada Samara). O segredo da decisão é simples: no Ministérios dos transportes da URSS trabalhavam diversos ex-funcionários de “AutoVaz” (Lada). A «Tavria» começou ser fabricada na Ucrânia em série apenas em 1988.
Embora parcialmente copiada da “Austin Metro City” e/ou da “Ford Fiesta”, ZAZ–1102 «Tavria» possuía a tração dianteira e uma excelente aerodinâmica, caixa de 5 velocidades; pesava 800 kg e tinha um tanque de combustível de 50 l. Ganhava bem a velocidade e chegava à velocidade de cruzeiro de 90 km/h. Os bancos desdobravam-se de maneira quase ideal para formar a cama. As suas maiores desvantagens: eversão ruim e rodas originais (fonte).

Ucrânia na Eurovisão 2016
A cantora ucraniana Jamala, irá representar Ucrânia no festival Eurovisão 2016 com a composição “1944”, dedicada ao genocídio soviético de deportação dos Tártaros da Crimeia, crime da limpeza étnica que teve o lugar em maio de 1944.
 https://www.youtube.com/watch?v=q92kl9mRVPs&sns=fb

sexta-feira, fevereiro 05, 2016

“Poltava” e aviação civil precisam de voluntários ucranianos


Este ano o grupo folclórico ucraniano-brasileiro Poltava (cidade de Curitiba) completa 35 anos de história e você, que já passou pelo seu palco, vai ficar de fora dessa? O grupo espera por si!!!

Os horários dos departamentos são:

* Dança Adultos – sábados das 18:00 às 21:00 e domingos das 17:00 às 20:00.
* Dança Master – terças e sextas das 19:30 às 21:00.
* Dança Sênior – sábados das 13:30 às 14:30.
* Coral Poltava – sábados das 14:30 às 16:30.
* Orquestra Poltava – sábados das 16:30 às 18:30.
* Escola Poltava – sábados das 14:00 às 18:00.
* Capela de Banduristas Fialka – crianças sábados a tarde e adultos terças e quintas das 19:00 às 20:30.

Curte. Compartilhe. Viva. Poltava.

Futura rota Lisboa – Kyiv
A escola de aviação IFA – Instituto de Formação Aeronáutico se encontra neste momento a recrutar pessoal tripulante de cabine PNC, para cursos à iniciar ainda este mês, com a finalidade de oferecer trabalho numa rota aérea que vai ser efetuada entre LISBOA e KYIV.
PBS AVIATION S.A./RNAVT 5920
e-mail: office@pbsaviation.pt
Escritório: +351218205707 NIPC PBS: 510452043
Sede: R.Bartolomeu de Gusmão 118, Tires 2785-269 S.Domingos Rana

terça-feira, fevereiro 02, 2016

Ajudar aos franco-atiradores ucranianos

São as fotos do Ihor “Bokser” (Pugilista), franco-atirador de uma unidade de elite das SSO (Forças das Operações Especiais). “Bokser” já efetuou várias operações de combate, tive diversos alvos positivamente trabalhados.

“Bokser” é um dos heróis reais do calendário publicado pelos voluntários, um dos franco-atiradores que recebeu a espingarda e os equipamentos, ou cujo fuzil recebeu os acabamentos, feitos pelos voluntários. Assim como as munições, sistemas óticos e de medição, etc.
“Bokser” usa a espingarda H-S Precision do calibre 338, adquirida pela iniciativa civil Combat.ua, também responsável pela publicação do calendário. Todos os fundos conseguidos na venda do calendário vão reverter para equipar um franco-atirador de um dos regimentos das forças especiais do exército ucraniano (fonte). Os pedidos devem ser endereçados através da forma: http://nt.org.ua/snipers
Preço: 400 UAH (15,46 USD), formato А3, às cores.
Opções de compra:
* no escritório da Retaguarda Popular (Narodniy Tyl): Kyiv, rua Zhylianska № 68 (das 10h00 às 19h00, fechado aos domingos);
* receber pelo correio “Nova Poshta” (envio se efetua 1 vez por semana);

Yana Zinkevych na reabilitação
A reabilitação da Yana Zinkevych (unidade médica do DUK PS) decorre ao bom ritmo. Como diz a própria Yana: “mais um pedacinho de experiências incríveis! (Pois) quando passas tudo sozinha e não estudas (apenas) como teoria e prática, há uma diferença incrível (fonte)
Ajudar à unidade médica do DUK PS Hospitallers
WebMoney: Yana Zinkewytch
Conta USD Z276672621974
Conta UAH U143104973936
Conta Euros E171890523855
PayPal: lanabuglak@hotmail.com
Western Union: Yana Zinkewytch
Páginas oficiais dos «Hospitallers»:
Ver os relatórios financeiros da ajuda recebida: https://www.facebook.com/hospitallersphoto
Ver os relatórios fotográficos: https://www.facebook.com/hospitallersphoto/photos_stream

domingo, janeiro 31, 2016

Batalha de Kruty: eles lutaram para nos vencermos!

No dia 29 de janeiro de 1918, na estação ferroviária de Kruty, à 130 km ao nordeste de Kyiv (atual oblast de Chernihiv), ocorreu a batalha sangrenta entre as forças ucranianas, compostas pelos estudantes de Kyiv e pelos cossacos livres (cerca de 400 no total), contra a tropa invasora russa de cerca de 4000 bolcheviques sob o comando do Mikhail Muraviov.

Naquele dia vários estudantes ucranianos morreram na batalha, cerca de 30 outros foram aprisionados, torturados e fuzilados. Hoje, os ucranianos recordam com respeito e orgulho aqueles heróis, heróis que assemelham-se aos atuais, mesmíssimos na sua dignidade, força, coragem e amor à Pátria.
Isto aconteceu em Kruty. O inimigo era poderoso e cruel. Nós éramos algumas centenas, eles eram alguns milhares. Nós não sabíamos o que nos esperava pela frente, mas nós sabíamos que lutávamos pela Ucrânia. E acreditávamos que apenas nossas forças seríam suficientes. Nós fomos para a batalha naquele dia, para que vocês lutem hoje, para que vocês lutem e vençam!


Para honrar o sacrifício dos jovens, o artista ucraniano Andriy Pryymachenko criou a série dos cartazes patrióticos, chamada “Não com as palavras”, que pretende honrar aqueles que não com as palavras, mas com ações defenderam e defendem Ucrânia. E mesmo quamdo caiam na sua defesa, possibilitam às outras gerações prosseguir com a mesma missão: lutar para vencer!

RIP aos voluntários do “Aydar”
Os voluntários do batalhão “Aydar”, Ruslan Y. Boburov “Nimets” (Alemão), natural da cidade de Cherkassy e Vadym V. Zherebylo “DJ”, da cidade de Chernihiv, morreram hoje, quando você lia estas linhas. Pedimos menos palavras e mais ações, procure saber ainda hoje o que você pode fazer de concreto para que Ucrânia ganha essa guerra.

quarta-feira, janeiro 20, 2016

O flash-mob “Ucrânia Unida”

No dia 22 de janeiro, dia da Soberania da Ucrânia, é organizado o flash-mob internacional, chamado “Ucrânia Unida”, ideia que partiu do Congresso Mundial das Organizações Juvenis da Ucrânia (SKUMO) e da ONG ucraniana “Pátria Jovem”.

O que e como fazer (faça um click nessa imagem e a imprima):
– Façam um banner А4 com slogan «Ucrânia Unida» ou «United Ukraine».
– Façam a foto com o banner, foto deve ser horizontal e cada imagem ter apenas 1 pessoa.
– Publiquem a foto na página oficial do evento ou na sua página nas redes sociais, sem esquecer-se de usar o hashtag #UnitedUkraine.
– Mandem a foto de boa qualidade ao e-mail (myroslavh@gmail.com) até o fim do dia 21 de janeiro de 2016.
Pavlo Sadokha, Coimbra, Portugal
No dia 22 de janeiro na praça de Sofia em Kyiv serão mostrados as fotos dos participantes do flash-mob das diversas cidades da Ucrânia e da Diáspora ucraniana. O primeiro participante da ação é o Metropolita da Igreja Ortodoxa da Ucrânia Patriarcado de Kyiv, sua Beatitude Filaret.

Bónus: vídeo da ação semelhante em 2015: https://youtu.be/8Qnkm3nKTo8
Mais informação e contatos dos organizadores:
Sr. Miroslav Hochak,
myroslavh@gmail.com , cel. +381 64 1610432 (WhatsApp)
skype: myroslavh, twitter: @myroslavh

sexta-feira, janeiro 15, 2016

Os figurões do “Occupy Wall Street”

Caleb Maupin com a bandeira norte-coreana nas ruas da Nova Iorque
Após o esgotamento da sua “causa cortante”, os figurões e gurus do movimento “occupy Wall Street” nos EUA não desapareceram, eles continuam à andarem por ai, desdobrando-se entre as aparições na Russia Today (RT) e na iraniana Press TV, ora combatendo a “judiaria maçónica” ora batalhando pela “América Soviética”.

Um destes figurões é Caleb Maupin, na imprensa russa é apresentado como “jornalista e politólogo”, o canal propagandista russo RT o vê e apresenta como “jornalista radical e analista político” que “trabalha para promover a ideologia revolucionária, e apoiar todos aqueles que lutam contra o sistema global do imperialismo capitalista monopolista”.
Caleb promovendo o jornal comunista de inspiração maoista e estalinista em NY
Caleb foi um dos criadores e ideólogos por de traz do movimento contestatário do “occupy Wall Street”, mas o rapaz não para, ora percorre as ruas da Nova Iorque com a bandeira da Correia do Norte, ora exalta a criação da “América Soviética”.

Em geral, analisando as páginas e os fóruns dos ativistas do movimento “occupy”, é possível verificar uma coisa curiosa, desde que a “malta jovem” se esqueceu do seu tema principal, a enorme duvida dos créditos estudantis (“Governo, eu gastei 100.000 USD para estudar a gestão feminista e agora estou desempregado, faça alguma coisa!”), os seus temas principais agora são as teorias de conspiração e a “judiaria maçónica”.

Num dos fóruns está sendo discutido, por exemplo, o tema de momento: “será verdade que Mark Zuckerberg é neto do Rockefeller e o seu nome real é Yakov Greenberg?” Embora não se percebe o problema dos anti-semitas de esquerda: será que lhes faz alguma diferença se Mark é Greenberg ou Zuckerberg?
Membro da "juventude vermelha" nova-iorquina
No fim do dia, este tipo dos ativistas são altamente apreciados quer pela RT, quer pela Press TV. O que faz os à correrem entre estas duas estações, nos intervalos da sua participação nas conferências internacionais da luta anti-semita, digo “anti-sionista”. Talvez porque a luta “anti-sionista” paga-se, mesmo com as viagens “all inclusive” ao Teerão e o esquerdismo habitual, ativismo social e “somos 99%” nem por isso (fonte & fotos). 


Esquerdista inútil do ano
A categoria do idiota esquerdista inútil do ano é sem dúvida foi ganha pelo jovem americano Matthew Todd Miller (1989) que em abril de 2014 veio à Coreia do Norte, onde rasgou o seu visto turístico e exigiu às autoridades comunistas lhe concederem o asilo político, apresentando-se como “o hacker envolvido com a Wikileaks”. Os norte-coreanos fizeram lhe a vontade, o prendendo e condenando aos 6 anos de “trabalhos de reeducação” pela espionagem e “atos hostis”... Após cumprir 8 meses da sua pena, o nosso esquerdista foi libertado e deportado aos EUA, onde eventualmente poderá continuar criando “América soviética” e militar em outras ações de género, afinal é um dos tais “99%” da esquerda Ballantine´s.