sexta-feira, junho 23, 2017

Ucrânia usa sistemas “Grad” transportados pelos ferries

As Forças Aerotransportadas da Ucrânia, pela primeira vez desde a Independência do país, efetuaram os exercícios de disparos de sistemas BM-21 “Grad” à partir dos ferrie-boat. No decorrer dos exercícios táticos, a 95ª Brigada aerotransportada das FAU cruzou o rio Dnipro nos arredores de Kyiv, atingindo, com sucesso, as forças inimigas convencionais, permanecendo nos meios flutuantes.
De acordo com o cenário dos exercícios, os artilheiros ucranianos atingiram o inimigo em marcha aos locais predefinidos e garantiu as ações bem-sucedidas de vanguarda das forças ucranianas.
– As tropas aerotransportadas têm em conta as melhores e mais eficazes formas e métodos de condução da guerra – disse o general Mikhaylo Zabrodsky. – Talvez essa experiência pode ser necessária na execução de tarefas na área de operações antiterroristas (OAT) – explicou o comandante-em-chefe das Forças aerotransportadas da Ucrânia.

@Serviço de Imprensa do Comando das Forças Aerotransportadas da Ucrânia.

quinta-feira, junho 22, 2017

Motor Sich fornecerá motores ao K-8G

Como informa o serviço de imprensa da companhia ucraniana Motor Sich, no decorrer da Expo aérea de Le Bourget-2017, foi assinado o contrato de fornecimento de motores AI-25TLK para a montagem no aparelho chinês K-8G, fabricado pela China National Aero-Technology Import & Export Corporation (CATIC).

Motor Sich já trabalha com os clientes chineses por mais de 20 anos. O contrato foi assinado pelo fornecimento das 25 unidades de motores, que devem ser fornecidos em 2018 e início de 2019”, – informou o diretor de Marketing da companhia, Volodymyr Shyrokov, informa a página ucraniana uprom.info.

Rússia perde dois Yak-130

No mesmo dia 21 de junho, a força aérea russa teve dois acidentes, envolvendo os aparelhos de treino Yak-130, o bordo 43 “branco”, número de registo RF-44496 em Borisoglebsk e bordo 55 “vermelho”, número de registo RF-44583 na cidade de Armavir.
O bordo 43 “branco” RF-44496 em Borisoglebsk
O bordo 55 “vermelho” RF-44583 na cidade de Armavir
Em Borisoglebsk na base aérea de formação do Ministério da Defesa russo, o cadete efetuou a aterragem de emergência. Após o voo de treino e antes da aterragem, não funcionou o chassi dianteiro do aparelho. Também neste mesmo dia na região de Krasnodar, perto da cidade de Armavir, em resultado da falha de chassi dianteiro, o cadete e instrutor tiveram que efetuar a aterragem sobre a fuselagem diretamente no campo.

O terrorista sérvio é morto na Síria

Na Síria foi liquidado o mercenário sérvio, Dimitrije Sasha Karan (Јојић), ex-membro de claque de apoio / torcida organizada de hooligans sérvios da extrema-direita “Firma 1989, conhecido pela sua passagem pelos grupos terroristas no leste da Ucrânia.
O terrorista sérvio (no meio) no leste da Ucrânia
Embora os seus apoiantes escrevem que finado estava ligado ao “exército russo”, o mais certo que sérvio de 25 anos estava na Síria nas fileiras de alguma EMP russa, por exemplo dos mercenários do grupo Vagner.

O jornal sérvio Vecernje Novost escreve que o mercenário morreu na explosão de uma mina. Sabe-se que ele deixou a viúva e uma filha menor que crescerá órfã, possivelmente sem nenhum apoio financeiro de nenhum governo.

... e terrorista brasileiro continua preso na Ucrânia
Enquanto isso a apreciação da apelação do terrorista brasileiro Rafael Lusvarghi foi adiado pela 3ª vez para o dia 20 de julho de 2017. O adiamento ocorreu ao pedido do seu advogado Velentin Rybin, ocupado num outro caso.

Advogado contou que “Rafael recebeu a tradução portuguesa dos direitos e deveres do arguido [na Ucrânia]. Após ler o texto, ele escreveu uma queixa de apelação. O mais provável, o tribual concederá ao Ministério Público o novo prazo para a sua contestação”, – explicou o advogado. Ele também contou que Lusvarghi está na cadeia Lukyanivska numa cela solitária e contacta apenas com os guardas deste estabelecimento de isolamento operativo, escreve a página ucraniana Novynarnia.com  
Blogueiro: em princípio, Lusvarghi deveria ficar muito agradecido à Ucrânia e ao SBU, pois em vez de ficar morto e despedaçado algures na Síria, como o seu ex-comparsa sérvio, ele está num local seguro, onde hoje desfrutará de puré de batata e chá fresco.

quarta-feira, junho 21, 2017

Poroshenko, Trump e as novas sanções russas

O Presidente ucraniano Petró Poroshenko se encontrou em Washinton com presidente Trump, os dois presidentes discutiram a situação na Ucrânia e os diversos aspetos de cooperação entre os dois países.

Trump: “É uma honra estar com o presidente da Ucrânia Poroshenko. É aquela região, nos acontecimentos do qual nos todos estamos envolvidos ativamente. E vocês viram isso, e todos lêem sobre isso. Tivemos uma discussão muito, muito boa. E a negociações continuarão durante o dia. Eu não tenho dúvidas de que um progresso significativo será alcançado. É uma grande honra, recebe-lo, Sr. Presidente. Obrigado pela sua visita”.
Poroshenko: “Decorreu uma reunião completa, muito detalhada com o presidente dos EUA Temos recebido forte apoio por parte de Washington, o apoio à soberania, integridade territorial e independência do nosso estado, bem como um apoio inequívoco das nossas reformas. As sanções contra a Rússia vão continuar – nisso eu vejo a posição dos Estados Unidos da América do Norte como um parceiro sólido, confiável e estratégico da Ucrânia. Especialmente eu gostaria de salientar a nossa cooperação no domínio técnico-militar. Discutiremos isso agora com mais detalhes com o ministro da defesa Mattis, mas o presidente (Trump) deu instruções claras para que nós expandirmos a nossa cooperação.
Além disso, imediatamente após a visita aos EUA, Petró Poroshenko voa para Bruxelas, onde irá realizar uma série de reuniões importantes. Entre os temas de discussão – prolongamento das sanções russas, bloqueio do “Nord Stream-2” e a expansão de quotas dos produtos ucranianos no mercado europeu.


As novas sanções russas
O Tesouro dos EUA apresentou nesta terça-feira a nova lista de sanções, dirigida às 38 pessoas e organizações, incluindo os dois funcionários públicos russos e dois dos seus assessores.

Na lista consta o membro do Conselho da Federação (Câmara alta do parlamento russo), representante especial do presidente russo para a cooperação com as organizações de compatriotas no exteriorm Aleksandr Babakov e dois dos seus assessores – Aleksandr Vorob(i)ev e Mikhail Plisyuk.

As novas sanções visam 11 pessoas e organizações da Crimeia, de jure território da Ucrânia. Na lista negra entraram as organizações das ditas “repúblicas populares” de Donetsk e Luhansk (ditas “dnr” e “lnr”), os seus “bancos centrais” e o Banco TSMR russo (“Centro de Compensações Internacionais”), este último usado pelos terroristas das “dnr” e “lnr” para escapar do controlo bancário, financiando as suas atividades nos territórios temporariamente ocupadas da Ucrânia.

A lista de sanções incluiu uma série de subsidiárias da empresa “Transneft”, bem como a empresa de segurança Wolf Holding of Security Structures (incluindo o seu diretor Gennady Nikulov), pertencente ao clube dos motoqueiros “Lobos Noturnos”, muito próximos ao Kremlin e ativos na propagação do dito “mundo russo”.

Além disso, as sanções atingem os mercenários russos da EMP Vagner, com passagem pela Ucrânia e ativos em Síria, e o seu líder Dmitri Utkin.  

terça-feira, junho 20, 2017

Putin e Stone: a propaganda fake em ação

No último filme do Oliver Stone existe o momento em que Putin mostra ao realizador americano um certo vídeo, usando iPhone, e diz: “Este é o trabalho da nossa aviação”.


Na realidade, se trata de um vídeo de 2012, em que helicóptero americano AH-64 «Apache» está alvejando os combatentes do Taliban no Afeganistão. No vídeo mostrado pelo Putin, a imagem do heli americano foi sobreposta pelo som dos pilotos militares ucranianos dos Mi-24 que estavam atacando os terroristas russos (Sic!) no primeiro combate da guerra russo-ucraniana no aeroporto de Donetsk.

O vídeo original do Afeganistão:

O som das conversas dos pilotos ucranianos dos Mi-24 em 26 de maio de 2014 em Donetsk:

Tudo indica que Putin mostrava ao Stone este vídeo fake (publicado em 2016):


Em soma: usando um iPhone americano Putin mostrou ao realizador supostamente progressista americano as imagens de uma operação militar americana com o som de comunicações dos pilotos ucranianos que estavam combater os terroristas russos na Ucrânia!

Via @ibigdan | noodleremover
Os terroristas russos (membros das suas FA no ativo) liquidados pelas forças ucranianas em Donetsk em 25-26/05/2014

segunda-feira, junho 19, 2017

Americano morre após a sua libertação da prisão norte-coreana

O estudante americano Otto Warmbier morreu nos EUA após ser libertado da prisão comunista da Coreia do Norte. A morte aconteceu em 19 de junho, informaram os seus parentes, escreve a agência noticiosa AFP.

Otto Warmbier foi libertado pelas autoridades norte-coreanas em 13 de junho de 2017. Ele foi evacuado da Coreia do Norte já em coma, em que entrou na primavera de 2016. Nos EUA, lhe diagnosticaram a extensa destruição das células cerebrais.

De acordo com as autoridades norte-coreanas, Warmbier contraiu botulismo, e, em seguida, entrou em coma por tomar soníferos. Isso, alegadamente, aconteceu em 2016, após ser condenado aos 15 anos de prisão por roubar um cartaz de propaganda comunista (Sic!)

Blogueiro: naturalmente as autoridades comunistas não explicam onde e como um prisioneiro contraiu o botulismo, porque não foi tratado à tempo e onde arranjou os soníferos numa fechadíssima prisão norte-coreana. Pedido aos esquerdistas ocidentais, se lembrem que o “juche real” é muitíssimo mais sangrento do que o tal odiado por vos “capitalismo selvagem”, bastante imaginário.

Os crimes soviéticos: “Deportação de Junho”

A deportação de junho foi a deportação em massa, executada pelas autoridades comunistas da União Soviética de dezenas de milhares de pessoas dos territórios ocupados em 1940-1941: estados Bálticos, Belarus Ocidental, Moldova e Ucrânia Ocidental.
Vagões de gado sem nenhuma comodidade em que eram transportados os deportados
Letónia, 1941
O crime desumano e monstruoso de larga escala foi cometido, baseado na “Directiva do NKVD de desalojamento dos elementos socialmente estranho das repúblicas Bálticas, Ucrânia Ocidental e Bielorrússia Ocidental e Moldávia”, assinada pelo Comissário do Povo do Administração Interna, Lavrentiy Beria. Nos dias 12-14 de junho de 1941 nos vagões de gado mais de 30.000 pessoas foram deportadas da Lituânia; entre 10.016 à 10.250 de Estónia, 15.424 de Letónia; 22.353 de Belarus, entre 24.360 à 29.839 de Moldova e 11.329 de Ucrânia.
Ao título de exemplo, das 15.424 cidadãos da Letónia ocupada (0,79 % da sua população), os 10.161 foram deportados às regiões nortenhas da Rússia Soviética e 5.263 foram detidas. 46,5 % dos deportados eram mulheres; 15 % crianças menores de 10 anos. A quantidade total dos cidadãos mortos de doenças, acidantes e inanição é de 4.884 (34% do total), destes, 341 foram fuzilados pelas autoridades soviéticas. Na avaliação do historiador russo A. Dyukov 81,27% dos deportados eram letões, 11,70% judeus e 5,29% russos.
O selo solene da Letónia em memória dos deportados (2016)
A deportação foi preparada em segredo e começou quase simultaneamente em países visados. Na noite de 13 a 14 de junho de 1941 os cidadãos dos países Bálticos viram as suas casas invadidas, os oficiais do NKVD lhes liam o decreto da prisão e deportação, e não dando realmente tempo para reunir os haveres, eram levadas às estações ferroviárias. Eram autorizados a levar um número muito limitado de itens e alimentos.
As departações da Belarus, junho de 1941
Numerosas evidências sugerem que as pessoas que eram transportadas em vagões de gado por cerca de dois meses aos lugares de deportação, praticamente não resporavam o ar puro, eram muito limitados em alimentos e  água potável. Os doentes não recebiam praticamente nenhum tratamento médico, diversas crianças e velhos morreram na viagem. Os seus parentes não recebiam a premissão de as sepultar. Os corpos dos mortos pessoas, os guardas do NKVD simplesmente retiravam fora dos vagões, sepultando em valas comuns, sem nenhuma marcação. Muitos dos deportados morreram antes de chegarem ao seu destino. Milhares morreram na chegada, incapazes de suportar as duras condições de vida e o seu primeiro inverno russo.
As deportações da Moldova ocupada, junho de 1941
Durante a ocupação soviética, Lituânia perdeu cerca de 800.000 habitantes, entre 1940 e 1952 aos campos de concentração soviéticos foram enviados mais de 275.000 pessoas, entre elas crianças, mulheres e idosos. Menos de metade conseguiu voltar à Lituânia 15 anos depois, na sequência do desmantelamento parcial do sistema de GULAG, após a morte de Estaline e início da primavera de Khrushov.
O selo solene da Moldova (2011)
Texto @NEWSROOM e @Ucrânia em África; fotos @Internet | Slideshare

Kyiv Gay Pride 2017 (29 fotos)

Neste domingo na capital da Ucrânia, cidade de Kyiv, decorreu amarcha de igualdade, organizada pela comunidade LGBT ucraniana e conhecida como “Kyiv Pride 2017.
Slogan maior: "Olha ao mundo de forma mais ampla"
Cerca de 2.000 participantes, protegidos por 5.000 polícias e membros da Guarda Nacional da Ucrânia marcharam desde Casa dos Professores na rua Volodymyrska até a praça Lev Tolstoy. Os seus oponentes, membros das organizações da direita tentaram por algumas vezes perturbar a marcha, mas em geral o evento decorreu sem grandes sobressaltos (ver a galeria de fotos).
Bíblia (em língua russa)
A marcha começou cerca de 10h10 (hora de Kyiv), na coluna LGBT estavam presentes muitos estrangeiros, dois embaixadores, dos EUA e da Grã-Bretnha e pelo menos dois vice-ministros do governo ucraniano.
"Tudo começou com veganismo"
"As pessoas não são propaganda"
O itinerário da marcha tinha que ser mudado, por causa dos ativistas da direita que bloquearam o parque “Taras Shevchenko” e as ruas anexas, em frente da Universidade Nacional “Taras Shevchenko”. O perímetro do itinerário estava protegido pelas barreiras de segurança e pelos efetivos da Polícia Nacional à cavalo e da Guarda Nacional da Ucrânia.
Aos oponentes da marcha a polícia apreendeu gás pimenta, máscaras e ovos, sete ativistas foram detidos, a polícia os levou até a esquadra para identificação e qualificação legal das suas ações. Durante as tentativas de perturbar a marcha, os ativistas da direita usaram explosivos de sinalização, ninguém foi ferido.
Às 10h50 a marcha acabou. Os ativistas LGBT marcharam cerca de 1,5 km; em 2016 o itinerário percorreu apenas cerca de 800 metros. Os participantes chegaram à estação do metro “Praça Lev Tolstoy”, da onde foram levados até a estação final. Os autocarros especiais também levavam os participantes às distâncias seguras para impedir as possíveis provocações, escreve a página ucraniana Novynarnia.com

Blogueiro: as manifestações e ações de costume são ótimas possibilidades de vender a sua imagem, quer aos gays profissionais, quer aos seus adversários. Além disso, na parada atual, pelo menos duas pessoas empunhavam as slogans abertamente provocatórios, pensados para atingir, de alguma forma, a coesão e segurança nacionais, seguramente plantados lá com os objetivos puramente políticos. Não houve ninguém, nem entre a polícia, nem entre os organizadores, para retirar os slogans, e os quem os empunhava da marcha. O que dá razão aos seus adversários dizer mais uma vez: “então, não avisamos que estes p@ineleiros são todos fdp?!!
foto @UP
Boa coisa é que Ucrânia aprende lidar com as diferenças entre os seus cidadãos e tanto os gays, quanto os seus adversários podem se manifestar livremente, desde que seja de forma pacífica. Os p@ineleiros com os slogans provocatórios é que devem cuidar bem dos seus traseiros, literalmente e em todos os outros sentidos.