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sábado, outubro 10, 2026

Oficiais russos liquidados no quartel-general do 41º exército russo em Donetsk

A publicação russa «Mediazona» apurou os nomes e identidades de 20 oficiais russos, que morreram no ataque ao quartel-general do 41º Exército russo, ocorrido aos 26 de agosto de 2026 na cidade ocupada de Donetsk. 
As forças ucranianas usaram os mísseis no ataque cirúrgico contra a cidade de Donetsk, ocorrido em 26 de agosto de 2026. Vários blogueiros patrioteiros militares russos, notaram a precisão do ataque, lamentando a «evidente traição interna», de alguém, ou até de várias fontes, que passaram as informações sigilosas e de grande valor às Forças da Defesa da Ucrânia.

A «Mediazona» escreve que 18 oficiais morreram no dia do ataque, e outros dois morreram posteriormente na sequência dos ferimentos. Serviam no quartel-general do Distrito Militar Central e no 41º Exército de Armas Combinadas. Até a data esta é a maior morte em massa conhecida de oficiais do exército russo na atual guerra russo-ucraniana.

Denis Pushilin, o chefe da administração russa de ocupação, relatou no seu canal de Telegram que o alvo era o centro comercial Donetsk City, ferindo oito pessoas — «mulheres, crianças e homens civis». Acrescentou que no ataque foram utilizados mísseis Storm Shadow/SCALP-EG. 

O TG canal Exile+ afirmou que um dos ataques atingiu um edifício no número 97 da Avenida Ilyich, que antes de 2014 albergava um instituto de investigação científica. O canal TG ucraniano CiberBoroshno, acrescentou que um dos alvos era o parque de estacionamento subterrâneo com 600 lugares sob um complexo residencial inacabado, local atingido por, pelo menos, seis mísseis. 

Os projetos ucranianos de OSINT noticiaram que ambas as instalações eram utilizadas como postos de comando do exército russo de ocupação. De acordo com o Exilenova+, no total 27 pessoas morreram e 58 ficaram feridas nos ataques, incluindo dois generais entre os feridos graves. 

A «Mediazona» possui listas de pessoal do quartel-general do Distrito Militar Central (unidade militar Nº 33303, composta por 856 militares) e do quartel-general do 41º Exército de Armas Combinadas (unidade militar Nº 44424, 206 militares). Os dados constantes destas listas estão atualizados até julho de 2025. Além dos nomes, também incluem patentes, cargos e outras informações. 

Depois de cruzar estas listas com o registo de testamentos e outros registos estatais russos, também revendo os obituários de oficiais de alta patente publicados no último mês, a «Mediazona» concluiu que pelo menos 20 pessoas foram mortas no ataque aéreo de 26 de agosto em Donetsk — 18 morreram nesse dia e duas morreram posteriormente em consequência dos ferimentos.

Além disso, a «Mediazona» identificou mais dois casos de mortes em massa de oficiais russos do quartel-general do 41º Exército de Armas Combinadas. Oito militares morreram aos 4 de agosto de 2026 e quatro aos 8 de setembro de 2025. 

Rubrica «ONE SHOT» 

A sequela ucraniana da «Velocidade Furiosa». O strike certeiro do 5º Batalhão de «Pássaros de Magyar».

Olhos e Ferroada — terror de minhocas!

quarta-feira, setembro 30, 2026

Terminou a 3ª fase da operação ucraniana «Vivaldi» no norte da região de Donetsk

94 POW russos, soldados e oficiais
No decorrer da 3ª fase da operação «Vivaldi», o 3º Corpo de Exército da Ucrânia libertou as localidades de Nove, Ridkodub e Katerynivka e retomou o controlo sobre Karpivka, Novomykhailivka e Lypove, segundo DeepState. Perdas russas: cerca de 2.000 militares KIA e WIA e cerca de 250 POW. 

General Andriy Biletsky: «O inimigo foi enganado e perdeu a direção do avanço principal». Enquando os russos esperavam um ataque ucraniano na direção de Shandrygolove — Zelena Dolyna, o ataque/golpe principal caiu sobre a vila de Nove. A vila se situa sobre as colinas, por isso o seu controlo garante o domínio de fogo sobre as áreas circundantes.

Na 3ª fase as FAU recuperaram 51 km² e desde o início da ofensiva, 176 km².

Testemunham os 94 soldados e oficiais russos, incluíndo dois mercenários africanos, que se renderam ao 3º Corpo de Exército das FAU em resultado da 3ª fase da ofensiva ucraniana «Vivaldi» na zona de Lyman, no norte da região de Donetsk. Alguns dos POW, aguardando a sua captura, tiveram de comer urtigas e beber a sua própria urina. O oficial à apresentar o informe é o POW da patente mais alta, o capitão do mar-e-guerra do 3º grau Alexander Manakov, a sua patente é correspondente ao major do exército russo.

Um dos pontos mais inovadores da operação «Vivaldi» foi o uso dos blindados ligeiros soviéticos, da série «BTR-60», transformados nos drones kamikaze. O vídeo mostra como um drone do 3º Corpo de Exército colide com uma fortaleza russa no norte da Nove.

Geolocalização do uso do BTR-60 como um drone terrestre

O momento do imacto do BTR-60 contra as posições russas


As perdas totais dos ocupantes russos nas três fases da operação «Vivaldi» são cerca de 5.000 militares (KIA e WIA). 

O bombardeiro estratégico russo Tu-95MS à arder no interior da rússia

Na rússia, na região de Amur, à cerca de 50 km da base aérea «Ukrayinka», caiu o bombardeiro estratégico Tu-95MS, habitualmente usado para ataques de mísseis contra Ucrânia. Os blogueiros militares russos confiormam a queda do aparelho e a morte dos 6 tripulantes dos 7 presentes à bordo.



As razões da queda são desconhecidos, tendo falhando os três motores do aparelho. Este é o 14º Tu-95MS (a confirmação OSINT da perda dos 11 aparelhos), que a rússia perde desde início da guerra na Ucrânia de 24.02.2022. É de notar, que a sua fabricação em sérei terminou em 1991.

terça-feira, setembro 29, 2026

O impacto da invasão russa nas comunidades religiosas da Ucrânia

Uma das formas de tentar forçar Ucrânia a capitular na sua resistência contra a guerra russa é através do terror. Este é precisamente o único método que resta ao putin, pois as suas forças estão a perder nas linhas da frente e a economia russa está em ruínas.

Desde 2022, as forças armadas russas destruíram ou danificaram pelo menos 742 igrejas e outros edifícios religiosos em toda Ucrânia. O vídeo mostra a Igreja Ortodoxa ucraniana em Kramatorsk, atingida recentemente.

O autocrata russo demonstrou, desde o massacre de Bucha até ao presente, nenhuma preocupação com a vida de inocentes e nenhuma preocupação com a vida do seu próprio povo, todos peões no seu jogo de representar o papel de Pedro, o Grande, e regressar a rússia aos seus dias como um grande império global. Uma forma de minar a força dos ucranianos tem sido danificar ou destruir os seus edifícios mais sagrados – os seus templos, igrejas e mosteiros. O efeito geral, na sua maior parte, não foi a diminuição da vontade ucraniana de lutar pela sua autonomia – a liberdade do jugo russo – mas a intensificação da determinação ucraniana. 

Igreja Ortodoxa Ucraniana destruída pelas forças russas em Kramatorsk

Leia mais The impact of the russian invasion on faith-based communities in Ukraine (PDF, inglês)

Bónus

O 3º Corpo do Exército da Ucrânia mostrou os soldados e oficiais russos capturados durante a «Operação Vivaldi», na região norte de Donetsk. As forças ucranaianas capturaram cerca de 250 militares russos no total. Uma boa contribuição para o fundo de troca.


Faça click para saber mais


quarta-feira, setembro 16, 2026

Ucrânia liquida dois generais russos no decorrer de duas semanas

Em cerca de duas semanas, as forças ucranianas liquidaram dois generais russos: o comandante do 51º Exército do Distrito Militar do Sul, Tenente-General Sergei Milchakov e Major-General Anton Grunis, que comandava a 4ª Brigada Independente de Fuzileiros Motorizados. 

Os meios de comunicação russos confirmaram a morte do comandante do 51º Exército do Distrito Militar do Sul, Tenente-General Sergei Milchakov, liquidado no ataque ao quartel-general do 51º Exército.

General russo Sergey Milchakov

O apelido/sobrenome Milchakov criou uma certa confusão, efetivamente, morreu um general e não Alexey «Fritz» / «Serb» Milchakov, conhecido neo-nazi russo, membro da unidade neo-nazi «dshrg russich» do exército russo. 

Os meios de comunicação russos também confirmaram a morte de outro general russo – Anton Grunis «Grozny», que comandava a 4ª Brigada Independente de Fuzileiros Motorizados. 

A brigada participou nas batalhas de Bakhmut, Chasiv Yar e Kostyantynivka. A propaganda russa começou à transformar Grunis em um herói especial, ao ponto do seu nome for publicamente mencionado pelo presidente putin num dos seus discursos: «uma pessoa com apelido/sobrenome lituano, que nasceu em Kazan e que combate, combate de forma brilhante», o condecorrando com o título de Herói da rússia.

Propaganda russa chamava Grunis de «futuro marechal da vitória» ainda em janeiro de 2025

A propaganda russa ainda no início de 2025 começou forçar a ideia do que general Grunis poderia ser o «futuro marechal da vitória russa», opção, que seguramente tinha a ver, em grande parte, com a sua origem étnica, pois quaisquer império adora elevar ao patamar de heróis, aqueles, que renegaram as suas origens étnicas e se transformaram nas personagens da montra imperial. 

Após a sua liquidação, a conhecida propagandista russa Anastasia Kashevarova deu a entender que a localização de Grunis foi entregue à Ucrânia pelos informadores internos e que o seu quartel-general foi alvo de um ataque ucraniano de mísseis e drones após essa denúncia. 

É significativo que o antecessor de Grunis, o anterior comandante da 4ª Brigada Independente de Fuzileiros Motorizados, Vyacheslav Makarov, também tenha sido morto num ataque de precisão contra o seu posto de comando em 2024. 

O comandante ucraniano Robert «Magyar» Broudi, divulgou o vídeo do momento em que o general russo Grunis foi morto no dia 12 de setembro de 2026:

Além disso, continuam a surgir os obituários dos militares russos liquidados no ataque ucraniano ao posto de comando em Donetsk, no dia 26 de agosto.

Faça click para ver e ler mais

Entre os mortos está Viktor Basenko (46 anos, patente militar desconhecida), o Chefe do Estado-Maior de Logística e Apoio do 25º Exército do exército russo.

sábado, setembro 12, 2026

As rússia já perdeu 500.000 militares mortos na sua guerra contra Ucrânia

Segundo informações dos serviços de informação militares britânicos, aproximadamente 500 mil militares russos já morreram na guerra neocolonial russa na Ucrânia. Neste conjunto são conhecidos os nomes e as identides de 248.844 militares russos mortos, que representa cerca de metade de totalidade de baixas russas. 

Segundo informações dos serviços de informação militares britânicos, aproximadamente 500 mil militares russos foram mortos desde o início da invasão em larga escala na Ucrânia, de acordo com a Sky News. As perdas totais do exército russo desde fevereiro de 2022, incluindo os feridos, desaparecidos, POW e desertores, estão estimadas em cerca de 1,5 milhões. 

por: Deborah Haynes, a Editora de Defesa e Segurança @haynesdeborah

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Sir Richard Knighton, chama a atenção para o custo destas perdas: a grande maioria delas ocorreu após janeiro de 2023, período em que a rússia conquistou apenas cerca de 2% do território ucraniano. 

«Estes números demonstram claramente o desperdício insensato e inútil de vidas humanas em prol de um progresso tão insignificante e de um objectivo tão ilegítimo para o presidente putin», afirmou Knighton. 

A Sky News observa que a guerra em grande escala já dura há 1.660 dias — as tropas russas combatem na Ucrânia há mais tempo do que a rússia participou na Primeira e a União Soviética na Segunda Guerra Mundial. 

Apesar das perdas humanas e do crescente custo da guerra para a economia russa, as autoridades ocidentais ainda não viram qualquer sinal de que putin tenha abandonado o seu objectivo de forçar a Ucrânia a regressar à esfera de influência de Moscovo. 

A guerra, segundo Knighton, já levou a uma desaceleração do crescimento económico na rússia, a uma queda da procura dos consumidores e a uma inflação persistentemente elevada. «O custo para a economia russa, o bem-estar da população e as suas perspetivas futuras é enorme», afirmou. 

As baixas russas positivamente identificadas 

O serviço russo da BBC, em conjunto com a Mediazona e uma equipa de voluntários, identificou os nomes de 248.844 soldados russos mortos desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia (somente entre 27 de agosto à 10 de setembro de 2026 foram identificadas 6.097 novos nomes).

A família «feliz» celebra a transformação do filho de 19 anos na assemleia de voto Nº 341

O número real de mortos é mais elevado: a lista da BBC/Mediazona baseia-se exclusivamente em dados disponíveis publicamente. No entanto, nem todas as mortes são divulgadas de forma pública. 

De acordo com os especialistas militares, a análise dos cemitérios russos, memoriais de guerra e obituários pode reflectir entre 45% e 55% do número real de mortos. 

Desde o início de 2025, os chefes de praticamente todas as regiões russas deixaram de divulgar as baixas na Ucrânia. Em dezembro de 2024, Vasily Limarenko, chefe da região de Sacalina, foi um dos últimos a deixar de publicar obituários, tendo anteriormente divulgado os nomes dos mortos semanalmente no seu canal de Telegram. As autoridades locais russas explicaram que deixaram de divulgar os números de vítimas ao pedido do Ministério da Defesa russo. Além disso, o número de militares russos não conta as baixas entre os homens recrutados nos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia: Donetsk, Luhansk, entre outros.

terça-feira, setembro 01, 2026

Dentro do novo GULAG russo: as tormentas das civis e das POW ucranianas

«Valentyna Zayarna no cativeiro [russo] desde 08.040.23»

Desde 2014 — e sobretudo desde 2022 — a rússia prendeu e mantém em cativeiro pelo menos 1.878 civis ucranianos. Estes são apenas os casos confirmados; o número real pode chegar aos 10.000 pessoas. Pelo menos 223 dos detidos conhecidos são as mulheres.

Natalia Vlasova (44) foi detida pelos russos em Donetsk, em 2019. Na cadeia de «Izolyatsia», foi despida, amarrada com fita adesiva, encharcada com água e sujeita a choques elétricos. Se ela não gritasse alto o suficiente, o choque elétrico era intensificado. Os seus dentes foram cerrados com uma lima de metal, os seus mamilos foram torcidos e tentaram inserir uma garrafa na sua vagina. Um médico reanimou-a com amoníaco quando ela desmaiou. 

Natalia Vlasova no cativeiro russo

A Natália pediu para ser fuzilada. Disseram-lhe que ela deveria sofrer.

Após uma das torturas, Natalia foi acorrentada durante toda a noite numa cela estreita onde só podia estar de pé com os braços levantados. Numa outra ocasião, foi levada para o duche e informada de que 15 soldados a iriam violar. Viram que ela estava menstruada e mudaram de ideias.

A cela típica da cadeia / centro de tortura russa de «Izolyatsia» em Donetsk

O telefone militar da época da II G.M:, conhecido como «tapik» usado na tortura de ucranianos

Os russos mantêm-na presa há mais de sete anos. Atualmente, encontra-se numa colónia penal na Sibéria. Foi condenada a 18 anos de prisão. A revista americana The NewYorker escreve sobre as mulheres ucranianas da mesma cela prisional em Rostov. Antes disso, muitas delas foram torturadas pelos russos em Donetsk.

Os russos capturaram a médica do batalhão «Aydar», Liliya Prutian, perto de Petrivske. No mesmo dia, um dos soldados russos violou-a.

POW ucraniana Liliya Prutian

Três homens aproximaram-se de Liliya. Um deles disse: “Preciso que entendas. Estivemos na linha da frente / front durante três meses”. Liliya chorou e implorou para que fosse somente um deles... 

As cozinheiras do «Aydar» também estavam em Donetsk. Os ocupantes russos julgaram-as como membros de uma “organização terrorista”. 

Após a ocupação de Mariupol pelo exército russo, Marina Tekin foi por conta própria ao centro de triagem russo. Prometeram-lhe que seria libertada e regressaria a casa. Depois, ameaçaram cortar-lhe os dedos se ela não «confessar» de ser «uma fascista». 

Depois de passar por várias prisões, Marina foi levada para uma prisão em Donetsk. Ela, juntamente com outras mulheres do batalhão «Azov» foram obrigadas a rastejar pelo chão de betão até à cave. Já lá estavam mais de dez mulheres ucranianas. Havia seis camas no total e alguns colchões sujos.

As mulheres eram obrigadas a cantar o hino russo. Se cometessem um erro, eram espancadas com bastões de borracha com metal no interior. Os guardas percorriam o corredor todos os dias e espancavam as prisioneiras aleatoriamente. Certa manhã, a Marina ouviu um guarda dizer: «Eu me cansei pr´o ca..lho de bater nelas».

Na cela ao lado, os russos estavam a espancar um soldado ucraniano. Gemia de dor, e os seus companheiros de cela pediram um médico. «Avisam quando ele morrer», respondeu o guarda russo. No dia seguinte, o corpo foi retirado da cela. 

Não havia água, nem lavatório na cave. Em vez de uma sanita, havia um cano de esgoto no chão. As ucranianas deixavam um pouco do líquido de sopa para podessem lavar o esgoto.

Elas faziam pensos higiênicos/absorventes com as suas t-shirts. Partilhavam o sabonete entre si. Quase nunca tinham autorização para tomar banho. Ao fim de uma semana, muitas tinham as mãos e os pés infetados. 

A cozinheira do «Azov», Iryna Mogitych, diz que estavam a apodrecer vivas. Quando ela pediu um médico, a enfermeira respondeu: “Não são previstos médicos num campo de concentração”.

Uma das guardas costumava sufocar as ucranianas com saco plástico na cabeça e ameaçava-as com fuzilamento. Durante os interrogatórios, os guardas espancavam-as por qualquer movimento na cadeira.

Iryna Navalny, de 26 anos, foi levada para uma cela com um saco na cabeça. As suas costas e nádegas estavam cobertas de hematomas roxos. Os russos acusaram-na de preparar uma explosão em Mariupol e gravaram a sua “confissão” em vídeo.

Antes disso, foi espancada e torturada com um choque elétrico, ameaçavam fazer o mesmo à sua mãe e a avó. A avó de Iryna trazia, por vezes, chupa-chupas. As ucranianas partiam um chupa-chupa com uma pedra e dividiram-no entre todas.

Valentyna Zayarna, professora de inglês, de 66 anos, deu guarida a um homem que conhecia por Dima. Ela não sabia que ele era o tenente-coronel das FAU Denys Storozhuk, que tinha fugido de «Azovstal» antes da rendição do contingente ucraniano.

Ucraniana civil, Valentyna Zayarna, no tribunal russo

Valentyna foi buscar um pacote para ele a Donetsk. Aí, foi detida pelo FSB. Os russos espancaram o seu filho e ameaçaram enviá-lo para um hospital psiquiátrico se Valentyna não assinasse uma confissão. Ela concordou e, de seguida, engoliu um punhado de comprimidos. Valentyna sobreviveu. Foi condenada a 12 anos de prisão.

Iryna Kulish, da região de Zaporizhzhia, vendia legumes no mercado antes da ocupação russa. Alguém avisou os russos que ela apoiava Ucrânia. Os russos detiveram-na e acusaram-na de preparar uma explosão. A Iryna tem Parkinson. Na prisão, as mãos começaram a tremer tanto que não conseguia dormir descansada. Os russos transferiram-na por mais de 20 prisões e centros de detenção preventiva (as famosas cadeias SIZO).

Kateryna Korovina, de 29 anos, de Starobilsk, foi condenada a 10 anos de prisão por uma doação equivalente aos 12 dólares americanos, destinados às ONG´s ucranianas. Kateryna explicava que ajudou os civis. O FSB disse que o dinheiro era para os militares ucranianos e acusou-a de «financiar o terrorismo».

Após 14 meses numa cave em Donetsk, algumas das mulheres foram transferidas para a cidade russa de Rostov.

Chegaram exaustas e todas machucadas. O subdiretor da cadeia SIZO entrou para gritar com elas. Viu as mulheres machucadas e calou-se. Ordenou um banho quente, comida adequada e cigarros para as fumadoras.

Em Rostov, havia água e uma casa de banho. As mulheres liam, escreviam cartas, cantavam, dançavam, aprendiam inglês, inventavam guiões de filmes e conversavam sobre crianças e famílias.

Nos aniversários, faziam um bolo de bolachas e leite condensado. Em setembro de 2024, várias mulheres foram levadas para um centro médico. Foram despidas, ficando apenas de roupa interior, e revistadas em busca de hematomas no corpo. Se encontrassem alguma, eram obrigadas a assinar uma declaração em como não tinham queixas sobre a detenção.

Poucas horas depois, os guardas leram a lista da troca. As mulheres de «Azov» e «Aydar» foram levadas para a troca. Os civis permaneceram em cativeiro russo.

Natalia Vlasova mantinha um saco com roupa lavada na sua cela, caso fosse trocada. O seu nome não foi mencionado novamente. 

Na primavera de 2026, ela foi transferida para uma colónia penal em Kemerovo, na Sibéria. Quando Natalia foi detida, a sua filha tinha quatro anos. Agora ela tem onze.

Ler mais: New Yorker (ler ou escutar, somente assinantes); Meduza (inglês, versão curta); Ucraniano

Ninguém foi ou será esquecido...

Na noite de 29 de agosto, Dmitry Neyolov, o vice-chefe do centro penal de Olenivka, onde foram mantidos os POW ucranianos, explodiu dentro do seu carro, algures no território ocupado da região de Donetsk, confirmou a sua esposa.

Neyolov em 2022, juntamente com os propagandistas russos em Olenivka


No início da invasão russa de grande escala, Neyolov era o primeiro vice-chefe da cadeia/centro penal de Olenivka. Após a explosão na noite de 29 de julho de 2022, que matou pelo menos 53 POW ucranianos, ele assumiu o comando daquele centro.

Neyolov é um ex-polícia ucraniano de Donetsk. Em 2014, traiu o seu juramento e passou para o lado russo. Neyolova não respondeu diretamente à pergunta sobre se o seu marido tinha morrido. 

quinta-feira, agosto 27, 2026

Ucrânia atinge instalações das forças de ocupação russas em Donetsk

No dia 26 de agosto, a cidade ocupada de Donetsk foi alvo de um ataque maciço e muito pontual de mísseis, drones e possivelmente bombas KAB (cerca de 13 impactos), contra instalações das forças de ocupação russas, nomeadamente o quartel-general do 51º exército russo. 

Informação preliminar que mostra os locais dos impactos 

Apesar das tentativas dos ocupantes russos de ocultar as suas infraestruturas militares e as apresentar como instalações civis, dois alvos principais foram confirmados como atingidos: 

1. Zona industrial, que outrora abrigava as instituições de investigação e industriais, incluindo o UkrDerzhNIIplastmas e o Instituto de Equipamento Elétrico à Prova de Explosão e de Mineração com Produção Experimental, centro situado no número 97 da Avenida Ilitch. Atualmente a instalação era utilizada como ponto de apoio para o destacamento de pessoal e quartéis-generais de unidades russas. Como resultado do ataque, os russos sofreram perdas significativas em número de efetivos.



No momento do ataque, o edifício estava em estado de abandono. Após o ataque, testemunhas relataram gritos vindos do local. Atualmente, não se sabe quem estava exatamente dentro do «edifício abandonado» e a quem pertenciam os gritos. Informações sobre as consequências do ataque estão a ser apuradas. 



Instalações após os impactos

Localização: 48.001976, 37.847244

2. Estacionamento subterrâneo de um complexo residencial inacabado, que outrora pertencia à família Yanukovych. O complexo de dois andares era utilizado como abrigo para lançadores de mísseis e veículos blindados. A instalação foi atingida por pelo menos 6 mísseis.



Localização: 48.001966, 37.847305

De acordo com os dados operacionais, a cidade está a registar uma evacuação em massa de feridos e recolha urgente de sangue para as unidades do exército russo.

Os locais atingidos pelos impactos

Em Donetsk, os habitantes locais encontram destroços após as explosões de hoje. Os especialistas questionam se no ataque foram utilizadas bombas planadoras KAB, de fabrico ucraniano.


sábado, junho 13, 2026

A crise petrolífera russa sem precedentes: defice à sovietica

Os comerciantes da Crimeia e de Donbas ocupadas invadem a região russa de Rostov, onde tentam comprar a gasolina aos galões para a revender ao dobro do preço em Donetsk ou em Simferopol. Há roubos de gasolina e em várias regiões russas combustível vende-se somente através do sistema de talões. 


As estações sem o combustível A92; A95 e A100

As estações de venda de combustível fornecem apenas 20 litros de gasolina ou 40 litros de gasóleo por carro particular. As organizações ou pessoas jurídicas porem obter até 200 l de gasóleo. Sem «borlas» na gasolina. Os russos até ontem «apolíticos» interrogam-se: «O que está a acontecer?»




A falta de combustível, de uma ou de outra forma, é sentida nas regiões russas tão distantes como Ulianovsk, Arkhangelsk, Khabarovsk, Rostov, Kazan, Vologda, Voronezh, Kursk, Volgogrado, São Petersburgo e até Moscovo.




Os drones ucranianos FP-1 à atacar a refinaria/usina petrolífera russa de Nizhnekamsk, na região de Tartaristão, distância aproximada à Ucrânia é de 1.400 km: 

— Mas que cú total. Estão a f..der por todos os lados. Vamos bazar da fábrica rapidamente. Tem lá outro drone. Estão a f...der a fábrica. Que c...ralho. 

A Donetsk ocupada, as filas intermináveis ​​nos postos de abastecimento. Não há gasolina:

Voltando às «boas práticas» russas da década bastante criminal de 1990, o roubo de gasolina voltou sendo praticado na calada de noite nas ruas e pátios dos bairros russos:


Nas regiões russas mais afetadas a compra e abastecimento de gasolina em galões/jerrycans foi proibida, mas a corrupção é um factor crucial para elevar a moral dos russos, pelo que estes ainda enchem os galões mediante o pagamento de uma «taxa extra».

As filas para abstecimento de combustílvel algures ao longo da autoestrada Moscovo - São Petersburgo:

Como resultado, também não há gasolina em Rostov. Os moradores da cidade estão furiosos, gritando que «os marvados dos ucrainos estão a levar tudo». Em síntese, a guerra russa está a decorrer conforme o plano-mestre original. 

Fonte: kazansky2017; Exilenova_plus

quinta-feira, junho 11, 2026

Ucrânia atinge todos os pontes entre Crimeia ocupada e continente

No decorrer de uma operação conjunta do 1º OShP, 475º OShP e do Centro de Operações Especiais CSO «A» do SBU, Ucrânia atingiu/destruiu a ponte em Armyansk e queimou vários camiões russos de transporte de combustível e da munição. Não restam pontes intactas para a logística russa proveniente da Crimeia ocupada.

Uma série de ataques bem direcionados foi realizada na noite de 11 de junho. Cerca de 50 camiões foram concentrados na zona de destruição junto à ponte em Armyansk, prontos para serem enviados na direção de Gulyaipilya. A própria ponte foi inutilizada através de ataques com mísseis balísticos FP-5 Flamingo e não requer destruição adicional — uma importante rota logística russa foi completamente paralisada. 

Esta operação é o resultado do trabalho sistémico do centro multidomínio conjunto «Phalanga» do 1º OShP «Dmytro Kotsiubaylo», do 475º OShP «Code 9.2» e do Centro de Operações Especiais CSO «A» do SBU. Os ataques visam enfraquecer as 37ª e 64ª brigadas russas de fuzileiros motorizados, estacionadas naquela área operativa. 

Ucrânia está à recuperar territórios não à custa de vidas, mas através de um trabalho abrangente. 

Bónus 

Recentemente, a propaganda russa espalhou activamente a notícia de que Ucrânia estará a bombardear autocarros civis. Um ocupante russo revelou o interior do centro de controlo móvel de drones, localizado dentro de um autocarro/ônibus civil. De fora, um autocarro/ônibus destes é indistinguível de um transporte civil. Mas o seu objetivo é matar ucranianos, militares e civis.

Automaticamente, estes autocarros são um alvo militar legítimo. Os seus operadores também. 

Bónus II 

O propagandista e blogueiro militar russo Romanov informa que a autoestrada/rodovia Donetsk-Mariupol está a ser gradualmente encerrada à logística militar russa e partilha um vídeo de um camião/nhão militar russo em chamas. 


Fontes: kazansky2017; ButusovPlus

sexta-feira, junho 05, 2026

A vida ucraniana no olhar da professora Alla Umanska

A mulher forte, bonita e sorridente que se vê na foto é a professora ucraniana reformada, Alla Umanska. Vai fazer 90 anos este mês. A segunda e a última fotos mostram a sua casa e apartamento destruídos por um míssil russo.

Alla foi retirada dos escombros após o primeiro ataque, e mais tarde houve um segundo no mesmo local. O seu apartamento ficava no primeiro piso; acordou desorientada após a explosão, com a sensação de que alguém a tinha atingido na cara. Diz que o seu primeiro pensamento foi como se a noite tivesse acabado dentro do seu rosto.

Profª Alla lecionava a História ucraniana e o Direito. Sobreviveu à Segunda Guerra Mundial. Ela escrevia poemas, que arderam juntamente com o seu apartamento. Após o ataque, conseguiu tirar as chaves do apartamento. Assim, ligou à filha, Toma, e pediu-lhe que entrasse e fechasse a porta do apartamento. Toma, até ao último momento, não soube como dizer à mãe que o seu apartamento simplesmente já não existe.

Hoje, Alla está no hospital. A preparar-se para a reabilitação. O seu estado geral deteriorou-se significativamente devido aos ferimentos sofridos, especialmente a audição. Mas falando com ela, percebe-se que, mesmo depois deste pesadelo que viveu, após perder o seu apartamento, o que mais dói é pensar nos jovens que estão a morrer. Entre eles estão os seus alunos, e ela é professora com P grande. Ela amava todos os seus alunos, e eles amavam-na. Esta é a maior perda para ela.

É uma pessoa de uma força fantástica. A primeira coisa que pediu à filha foram ganchos de cabelo. Para Dra. Alla é importante estar bonita. Porta-se bem e com otimismo, mas tudo está escrito nos seus olhos, sem palavras...

Ajudar a Profªa Alla, a vaquinha ministrada pela sua fila Toma: Monobank.ua

Fonte: texto, imagens: página de Instagram de @libkos (Kostiantyn e Vlada Liberov)

186 ucranianos finalmente livres! 


Na mais recente troca de POW, ocorrida no dia 5 de junho de 2026, os 186 ucranianos regressaram hoje a Ucrânia livre: 185 militares e um civil. A maioria dos libertados estava em cativeiro russo desde 2022, informa Ombudsman da Ucrânia, Dmytro Lubynets.

Outros 185 defensores da Ucrânia ucranianos regressam hoje a casa após anos em cativeiro russo. Um civil também regressa juntamente com os defensores. São guerreiros das Forças Armadas da Ucrânia, da Guarda Nacional e do Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras da Ucrânia – soldados, sargentos e oficiais. Defenderam o nosso país em Mariupol e Azovstal, bem como nos setores de Donetsk, Luhansk, Kharkiv, Kherson, Zaporizhzhia, Sumy, Kyiv e Kursk. Entre eles estão os que regressam após anos em cativeiro russo, onde estavam detidos desde 2022, escreveu o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy.

☠ Ucrânia atinge 5 navios russos de carga numa única noite

Na noite de 5 de junho, os operadores de drones do 1º Centro Independente atingiram cinco navios de carga russos que se encontravam atracadas ilegalmente nos portos de Mariupol e Berdyansk ou navegavam nas águas costeiras dos Territórios Temporariamente Ocupados (TOT).


A lista dos alvos atingidos:

  • um navio de carga junto à cidade de Berdyansk, região de Zaporízhia;
  • dois navios de carga junto à localidade de Ialta, região de Donetsk;
  • dois navios de carga junto à cidade de Mariupol, região de Donetsk. 

Os navios de carga que entram nos portos ucranianos ocupados desempenham um papel importante no apoio logístico das tropas russas. São eles que entregam munições, equipamento militar, combustível, lubrificantes e outros bens ao exército de ocupação. Além disso, as autoridades de ocupação utilizam sistematicamente os portos dos territórios temporariamente ocupados para exportar ilegalmente cereais ucranianos e outros recursos.

Todos os navios que trabalham para a logística militar russa ou participam na exportação ilegal de recursos dos territórios ucranianos ocupados financia, na realidade, a continuação da guerra contra Ucrânia e é um alvo legítimo para destruição. 

USBS: Um passo em frente!