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sexta-feira, setembro 18, 2026

A contraofensiva ucraniana em redor de Lyman, na região de Luhansk

O propagandista patrioteiro russo «Rybar» (blogueiro Mikhail Zvinchuk, muito próximo ao GRU russo), mostra um quadro bastante incrível de perdas russas de territórios ucranianos ocupados. No seu mapa, as tropas ucranianas já atravessaram o rio Zherebets e libertaram várias povoações na região de Luhansk. 

Portanto, as FAU estão prosseguir a sua contraofensiva precisamente no território da dita «república popular» de Luhansk, cuja «libertação» total e absoluta o Ministério da Defesa russo já anunciou por cinco vezes.

«...nas últimas semanas foi perdido tudo, que as FA
russas conquistaram desde início da primavera»

Todo o território ucraniano, que foi conquistado pelos ocupantes russos graças aos ataques constantes e bastante sangrentas de sua infantaria, efetuadas desde o início da primavera de 2026, foi libertado pelas FAU no decorrer de apenas algumas semanas. Os generais russos sacrificaram, mais uma vez, milhares dos seus soldados absolutamente em vão.

As primeiras imagens da «Operação Vivaldi», captadas pelas câmaras GoPro das unidades do Terceiro Corpo de Exército, que consiste em desinformação do inimigo, eliminação de infiltrados em 75 km², desocupação de 10 km² e captura de um porta-bandeira russo:

A operação conjunta conta com a participação da 60ª OMIBr; 66ª OMBr e 125ª OMBr, do BTG da Terceira Brigada de Assalto, do 3º ORB e do 25º OPTB (blindado), bem como da unidade especial «Artan» do GUR do Ministério da Defesa, do 8º Regimentode SSO-SOU e do 10ª MPZ «Dozor» do Serviço Estatal de Guarda-Fronteira da Ucrânia.

Na localidade de Poroshino, na região russa de Bryansk, os drones ucranianos localizaram e destruíram o sistema russo de mísseis S-400 «Triunfo», usado pelos ocupantes russos para atingir as grandes cidades ucranianas, como Sumy ou Chernihiv (no seu limite o sistema poderia ser, teoricamente, usado para alvejar a cidade de Kyiv, dado à distância de 350 km entre Bryansk e Kyiv e raio de ação de S-400 de cerca de 300 km), situados dentro de raio de ação daquele sistema.

Sistema russo S-400 destruído na região russa de Bryansk

Localização: 53.134816065987536, 33.942462527933365 

sábado, setembro 12, 2026

As rússia já perdeu 500.000 militares mortos na sua guerra contra Ucrânia

Segundo informações dos serviços de informação militares britânicos, aproximadamente 500 mil militares russos já morreram na guerra neocolonial russa na Ucrânia. Neste conjunto são conhecidos os nomes e as identides de 248.844 militares russos mortos, que representa cerca de metade de totalidade de baixas russas. 

Segundo informações dos serviços de informação militares britânicos, aproximadamente 500 mil militares russos foram mortos desde o início da invasão em larga escala na Ucrânia, de acordo com a Sky News. As perdas totais do exército russo desde fevereiro de 2022, incluindo os feridos, desaparecidos, POW e desertores, estão estimadas em cerca de 1,5 milhões. 

por: Deborah Haynes, a Editora de Defesa e Segurança @haynesdeborah

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Sir Richard Knighton, chama a atenção para o custo destas perdas: a grande maioria delas ocorreu após janeiro de 2023, período em que a rússia conquistou apenas cerca de 2% do território ucraniano. 

«Estes números demonstram claramente o desperdício insensato e inútil de vidas humanas em prol de um progresso tão insignificante e de um objectivo tão ilegítimo para o presidente putin», afirmou Knighton. 

A Sky News observa que a guerra em grande escala já dura há 1.660 dias — as tropas russas combatem na Ucrânia há mais tempo do que a rússia participou na Primeira e a União Soviética na Segunda Guerra Mundial. 

Apesar das perdas humanas e do crescente custo da guerra para a economia russa, as autoridades ocidentais ainda não viram qualquer sinal de que putin tenha abandonado o seu objectivo de forçar a Ucrânia a regressar à esfera de influência de Moscovo. 

A guerra, segundo Knighton, já levou a uma desaceleração do crescimento económico na rússia, a uma queda da procura dos consumidores e a uma inflação persistentemente elevada. «O custo para a economia russa, o bem-estar da população e as suas perspetivas futuras é enorme», afirmou. 

As baixas russas positivamente identificadas 

O serviço russo da BBC, em conjunto com a Mediazona e uma equipa de voluntários, identificou os nomes de 248.844 soldados russos mortos desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia (somente entre 27 de agosto à 10 de setembro de 2026 foram identificadas 6.097 novos nomes).

A família «feliz» celebra a transformação do filho de 19 anos na assemleia de voto Nº 341

O número real de mortos é mais elevado: a lista da BBC/Mediazona baseia-se exclusivamente em dados disponíveis publicamente. No entanto, nem todas as mortes são divulgadas de forma pública. 

De acordo com os especialistas militares, a análise dos cemitérios russos, memoriais de guerra e obituários pode reflectir entre 45% e 55% do número real de mortos. 

Desde o início de 2025, os chefes de praticamente todas as regiões russas deixaram de divulgar as baixas na Ucrânia. Em dezembro de 2024, Vasily Limarenko, chefe da região de Sacalina, foi um dos últimos a deixar de publicar obituários, tendo anteriormente divulgado os nomes dos mortos semanalmente no seu canal de Telegram. As autoridades locais russas explicaram que deixaram de divulgar os números de vítimas ao pedido do Ministério da Defesa russo. Além disso, o número de militares russos não conta as baixas entre os homens recrutados nos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia: Donetsk, Luhansk, entre outros.

domingo, junho 28, 2026

Ucrânia atinge a refinaria de petróleo em Slavyansk-on-Kuban

Ucrânia atinge, com sucesso, a refinaria de petróleo da cidade de Slavyansk-on-Kuban, na região russa de Krasnodar. A refinaria fornece combustível à Crimeia ocupada, além de outras regiões, e, dadas as operações ucranianas em curso na Crimeia, é um alvo estratégico.



 

Posição geográfica da refinaria: 45.2410986, 38.1423952

A petrolífera localizada na cidade de Sloviansk-na-Kubani, está à mais de 300 km da fronteira estatal da Ucrânia. É especializada na produção de uma vasta gama de produtos petrolíferos: gasolina, fuelóleo e combustível marítimo. É uma empresa especializada chave na região, sendo também um importante exportador através dos portos do Mar Negro. Como resultado do ataque de drones ucranianos, foram registados incêndios na área de um parque de tanques de petróleo, um parque de carga de produtos petrolíferos, bem como numa unidade primária de refinação de petróleo, escreva a secreta ucraniana SBU, confirmando a sua própria participação no ataque bem.sucedido.

 

Além da refinaria de petróleo, o serviço FIRMS da NASA detetou um possível incêndio na unidade de estabilização de petróleo e tratamento de gás de Slavyansk (USNiPG), pertencente à empresa RN-Krasnodarneftegaz LLC.

 

A monitorização objetiva dos resultados do ataque ucraniano à refinaria de petróleo de Slavyansk-on-Kuban à partir de um local próximo. Os especialistas podem avalir a dimensão do ataque.

Bónus I

Além de Slavyansk-on-Kuban, os drones ucranianos também atingiram a refinaria de petróleo de Yaroslavl, ataque que ainda não foi confirmado pelos russos e com menos dados do contrololo objetivo.

Ataque ucraniano à refinaria de Yaroslavl, os danos por apurar

Bónus II



A ponte de Sabivka, região de Luhansk
As imagens da ponte ferroviária, localizada na aldeia de Sabivka, parte temporariamente ocupada da região ucraniana de Luhansk, danificada, em resultado da ação ucraniana de 26 de junho corrente. A ponte desempenhava um papel importante na logística ferroviária entre as áreas temporariamente ocupadas das regiões de Luhansk e Donetsk.

Localização: 48.575458,39.152875

Fontes Osint worldmilitares; Exilenova_plus;

sexta-feira, junho 05, 2026

A vida ucraniana no olhar da professora Alla Umanska

A mulher forte, bonita e sorridente que se vê na foto é a professora ucraniana reformada, Alla Umanska. Vai fazer 90 anos este mês. A segunda e a última fotos mostram a sua casa e apartamento destruídos por um míssil russo.

Alla foi retirada dos escombros após o primeiro ataque, e mais tarde houve um segundo no mesmo local. O seu apartamento ficava no primeiro piso; acordou desorientada após a explosão, com a sensação de que alguém a tinha atingido na cara. Diz que o seu primeiro pensamento foi como se a noite tivesse acabado dentro do seu rosto.

Profª Alla lecionava a História ucraniana e o Direito. Sobreviveu à Segunda Guerra Mundial. Ela escrevia poemas, que arderam juntamente com o seu apartamento. Após o ataque, conseguiu tirar as chaves do apartamento. Assim, ligou à filha, Toma, e pediu-lhe que entrasse e fechasse a porta do apartamento. Toma, até ao último momento, não soube como dizer à mãe que o seu apartamento simplesmente já não existe.

Hoje, Alla está no hospital. A preparar-se para a reabilitação. O seu estado geral deteriorou-se significativamente devido aos ferimentos sofridos, especialmente a audição. Mas falando com ela, percebe-se que, mesmo depois deste pesadelo que viveu, após perder o seu apartamento, o que mais dói é pensar nos jovens que estão a morrer. Entre eles estão os seus alunos, e ela é professora com P grande. Ela amava todos os seus alunos, e eles amavam-na. Esta é a maior perda para ela.

É uma pessoa de uma força fantástica. A primeira coisa que pediu à filha foram ganchos de cabelo. Para Dra. Alla é importante estar bonita. Porta-se bem e com otimismo, mas tudo está escrito nos seus olhos, sem palavras...

Ajudar a Profªa Alla, a vaquinha ministrada pela sua fila Toma: Monobank.ua

Fonte: texto, imagens: página de Instagram de @libkos (Kostiantyn e Vlada Liberov)

186 ucranianos finalmente livres! 


Na mais recente troca de POW, ocorrida no dia 5 de junho de 2026, os 186 ucranianos regressaram hoje a Ucrânia livre: 185 militares e um civil. A maioria dos libertados estava em cativeiro russo desde 2022, informa Ombudsman da Ucrânia, Dmytro Lubynets.

Outros 185 defensores da Ucrânia ucranianos regressam hoje a casa após anos em cativeiro russo. Um civil também regressa juntamente com os defensores. São guerreiros das Forças Armadas da Ucrânia, da Guarda Nacional e do Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras da Ucrânia – soldados, sargentos e oficiais. Defenderam o nosso país em Mariupol e Azovstal, bem como nos setores de Donetsk, Luhansk, Kharkiv, Kherson, Zaporizhzhia, Sumy, Kyiv e Kursk. Entre eles estão os que regressam após anos em cativeiro russo, onde estavam detidos desde 2022, escreveu o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy.

domingo, maio 31, 2026

🔥Ucrânia atinge a refinaria de Saratov e assume o controlo aéreo de toda a Luhansk

Os drones ucranianos atingiram, com sucesso, a refinaria da cidade russa de Saratov e estação de distribuição / de bombagem de petróleo «Lazarevo» na região de Kirov. O 3º Corpo do exército/SSO-SOU estão no controlo aéreo da região de Luhansk. 







Em Saratov, o ataque ucraniano atingiu, provavelmente, a unidade de isomerização da refinaria local. Os moradores locais informam que há mais de dois focos de incêndio. Um destes pontos é a estação/centro de distribuição de petróleo (NPS/LPDS) «Lazarevo», situada na região de Kirov, e criada para o transporte de petróleo siberiano para a região da rússia central e que mais tarde passou também a abastecer o porto de Primorsk, no Mar Báltico, recentemente também visado pela Ucrânia. 




Nota-se que a distância entre a LPDS «Lazarevo» e Ucrânia é de cerca de 1.200 km. 

O 3º Corpo do Exército / SSO-SOU partilharam as imagens da operação de drones de ataque contra a logística russa em toda a região de Luhansk. Uma parte significativa destas filmagens é inédita, pelo que recomendamos a sua visualização. Nota-se que os drones ucranianos chegam até a localidade de Izvaryne, onde se situa o posto de controlo na fronteira estatal ucraniano-russa. Não houve combates naquela área desde 2014... 

Fontes: worldmilitares; Exilenova_plus

sábado, maio 16, 2026

As virulências da propaganda russa: o caso Krzysztof Flaczek

Um bom e claro exemplo de como, na prática, funciona a propaganda russa, mentindo e desmentindo à si própria, criando e recriando os «fatos», mudando constantemente as narrativas, se enrolando nas suas próprias versões de mentiras. 

Agosto de 2025: «ex-mercenário polaco é voluntário do batalhão russo» 

Em agosto de 2025, a agência estatal russa de notícias «RIA Novosti» noticiou e depois até publicou a entrevista com o cidadão polaco Krzysztof Josef Flaczek (1978). Alegava-se que Flaczek era voluntário polaco que em 2024 se juntou à Legião Internacional das FAU, defendeu Ucrânia na região de Luhansk. Em novembro de 2024 se perdeu e foi capturado pelos militares russos (as versões da sua captura/deserção diferem) ou então, se entregou, voluntariamente, ao exército russo. Após a sua captura, o homem alegadamente se juntou-se à unidade russa «batalhão Maxim Krivonos», uma unidade semi-virtual e puramente propagandista, que alegadamente agrega ex-militares ucranianos que trairam o seu juramento e manifestaram o desejo de lutar contra Ucrânia. 

Oito meses depois, e sem mais nem menos, os separatistas de Luhansk informaram, com a maior normalidade, que Krzysztof Flaczek, é afinal, um «mercenário polaco» e foi condenado em Luhansk ocupada aos há 13 anos de prisão maior.

Abril de 2026: «mercenário é condenado aos 13 anos da cadeia pesada»

Ninguém diz nada nem sobre o alegadamente «heróico» e realmente invisível «batalhão Maxim Krivonos», nem o que foi feito ao Krzysztof Flaczek nestes oito meses, nem qual foi a razão da propaganda russa mudar a narrativa sobre o caso de forma tão dramaticamente oposta. 

Mais um caso que só poderá ser plenamente desevendado após Ucrânia conseguir a libertação do POW. De qualquer maneira, os militares ucranianos e os estrangeiros que defendem Ucrânia são instruídos numa coisa: no caso da sua captura eles são livres de entregar toda a informação e dizer tudo, que é exigido pelos seus captores russos. À semelhança dos exércitos Ocidentias ou de Israel, o objetivo das FAU é a sobrevivência dos seus efetivos. Ninguém pede aos militares das FAU para serem heróis e nenhum militar é castigado posteriormente, por repetir aquilo que os ocupantes russos exigiram de dizer.

Fonte: TG @kazansky2017  

Uma boa alternativa russa


Já os militares russos, indoctrinados pela propaganda russa, sob o medo irracional das «crueldades ucranianas», são encorrajados, quer pela igreja ortodoxa russa IOR, quer pela propaganda estatal, quer pelo seu comando militar à não se entregar às FAU. Como neste vídeo em que um soldado russo, primeiro, aplica um torniquete na perna ferida, mas desiste rapidamente, para logo à seguida, apontar uma espingarda/rifle à sua própria cabeça e realizar o procedimento de autodesnazificação, também conhecido como «o beijo do putin».

Fonte: TG @kazansky2017

sexta-feira, maio 15, 2026

🔥Ucrânia atinge e destrói os alvos militares russos em Yeisk e Crimeia ocupada

Os drones ucranianos das Forças de Sistemas Não-Tripuladas (USBS) destruíram alvos militares russos de alto valor monetário e estratégico: aeronave anfíbio Be-200 «Altair», helicóptero Ka-27, em Yeisk, na região russa de Krasnodar e sistemas antiaéreos Pantsir-S1 e Tor-M2 na Crimeia ocupada, um navio cargueiro, uma locomotiva, etc. 

Durante a noite de 15 de maio, os drones do SBS realizaram 55 ataques em 23 alvos e instalações militares na profundidade operacional da retaguarda «segura» russa em Taganrog e Yeisk, e nas regiões temporariamente ocupadas da Crimeia, Donetsk, Zaporizhia, Luhansk, Berdyansk, Melitopol, etc. 

Os alvos russos atingidos, destruídos e danificados:

  • Aeronave Be-200 «Altair», aldeia de Morskoy, rússia (por 1º Centro Separado de USBS)
  • Helicóptero Ka-27, aldeia de Morskoy, rússia (1º CS do USBS)
  • Sistema antiaéreo Tor-M2, aldeia de Goncharovo, região de Luhansk (pela 427ª Brigada de Defesa Aérea «Rarog»)
  • Sistema antiaéreo «Pantsyr-S1», aldeia de Khutorok, Crimeia ocupada (1ª Brigada de Defesa Aérea)
  • Navio cargueiro, porto de Berdyansk, região de Zaporizhia (1ª Brigada de Defesa Aérea)
  • Centro de treino russo, Raihorodka, região de Luhansk (414ª Brigada de Defesa Aérea «Passaros do Magiar», 20ª Brigada de Defesa Aérea «K-2»). 

Pantsir-S1 e Tor-M2 são os 16º e 17º elementos de defesa aérea russa, destruídos pela Brigada de Defesa Aérea entre 1 à 15 de maio. No total, durante a campanha de defesa aérea de dezembro de 2025 até Maio de 2026, o USBS destruiu 153 unidades de defesa aérea russa: 

  • 108 unidades anti-aéreos;
  • 39 unidades de complexos de radar;
  • 6 unidades de complexos de defesa eletrónica. 

Coordenado pelo recém-criado Centro de Destruição Profunda das Forças de Sistemas Não Tripulados foi realizada uma visita de cortesia em massa à Refinaria de Petróleo de Ryazan em conjunto com as unidades de destruição profunda do SSO, GUR MOU, etc. O sistema petrolífero do Kremlin segue a rota do navio militar russo.

 
Aparentemente, o sistema anti-aéreo russo atinge um prédio em Ryazan (vídeo em baixo):

Acompanhe os resultados do USBS em direto: https://sbs-group.army/

Bónus

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Ucrânia consegue a libertação dos 205 POW, 90% dos quais estavam no cativeiro russo por mais de 4 anos. O POW ucraniano mais novo tem 21 e o mais velho 63 anos. Entre os libertados estão 20 homens do OZSP «Azov», 19 dos quais estiveram na defesa de Mariupol.

quarta-feira, maio 13, 2026

Na Ucrânia foi liquidado o primeiro estudante russo — operador de drones

A BBC identificou a primeira morte conhecida de um estudante russo, que foi para a guerra neocolonial, alvo da nova campanha de recrutamento dos estudantes universitários, à servirem nas unidades de drones. Desde o início da guerra de larga escala, pelo menos 920 militares russos — operadores de drones — foram liquidados. 

Valery Averin, jovem de 23 anos, órfão e natural da Buriátia, assinou o contrato com o Ministério da Defesa russo aos 3 de janeiro de 2026, concluiu a formação como operador de drone e morreu em 6 de abril perto de Luhansk, na Ucrânia ocupada — apenas três meses após o início do seu serviço militar. 

Averin era estudante da Faculdade de Construção e Tecnologia Industrial da República da Buriátia e tinha previsão de se formar em 2027. No entanto, sob o pretexto de recrutamento para as unidades de drones, o MinDefesa russo lançou uma campanha para recrutar estudantes de universidades russas para a frente de batalha. 

Anteriormente, Averin tenha sido rejeitado pelo serviço militar russo, devido ao seu desiquilíbrio mental, mas hoje em dia foram levantadas as restrições ao recrutamento para o exército russo, e assim, ele foi rapidamente contratado. A mãe adotiva de Valery relatou o sucedido aos jornalistas da BBC. 

Contratos para as unidades de drones é um novo esquema enganador, utilizado pelo MinDefesa russo para encher as unidades de infantaria. Desta vez, estão a recrutar estudantes russos com promessas de altos salários e bónus de assinatura do contrato, garantindo (Sic!) aos jovens o serviço na retaguarda e não a participação em missões de assalto. 

Na realidade, na rússia não existem contratos especiais unicamente para as unidades de drones. Existem contratos tipificados do Ministério da Defesa para o serviço militar. Ao assiná-lo, a pessoa deixa de ser cidadão e passa a ser uma unidade na folha de pagamentos. Depois disso, o comando militar decide onde e como essa pessoa irá servir, sendo o comando do exército russo ser bem conhecido pela produção, em excesso, de cadáveres de soldados russos. 

Valery Averin é apenas o início. Em breve, mais obituários de estudantes dizimados em missões de assalto tornar-se-ão parte integrante das conversas militares e das investigações jornalísticas. 

Taxa de mortalidade semelhante à da artilharia 

Todos os meios de propaganda militar russa garantem aos seus jovens condições especiais de serviço nas forças de sistemas não tripuladas e tentam convencê-los de que os operadores de drones estão bem seguros e têm um bom retorno financeiro garantido. Na realidade, ser operador russo de drone não é uma profissão que garante a sobrevivência nesta guerra neocolonial. 

O número de militares russos, operadores de drones, mortos na Ucrânia desde 24.02.2022

Atualmente, os operadores de drones estão a ser ativamente caçados por grupos especiais, que tentam identificá-los e eliminar num ataque preventivo:

Desde o início da guerra russa em larga escala, pelo menos 920 militares russos — operadores de drones — foram mortos. Estes dados foram obtidos com base numa lista de nomes de militares russos mortos em combate, mantida pelo serviço russo da BBC em conjunto com a publicação Mediazona e uma equipa de voluntários, utilizando as fontes OSINT. 

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

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sexta-feira, maio 01, 2026

Perdas russas na Ucrânia podem atingir meio-milhão de mortos

O serviço russo da BBC e Mediazona identificaram os nomes de 216.205 militares russos mortos durante a invasão em larga escala da Ucrânia. As perdas russas totais, contando com as baixas dos separatistas das ditas «repúblicas populares» de Donetsk e de Luhansk podem ultrapassar o marco de 500.000 mortos.

Somente as baixas confirmadas de apenas duas regiões russas com o maior número de baixas militares — Bascortostão e Tartaristão — já superam o total de perdas soviéticas durante os 10 anos de guerra no Afeganistão. 

Nas últimas duas semanas, mais de 4.600 nomes foram adicionados à lista. Esse número está acima da taxa média de crescimento em comparação com os dados de 2025. No entanto, a maioria das mortes confirmados no último mês são de militares que estavam desaparecidos em combate desde 2024 e que foram posteriormente oficialmente reconhecidos como mortos pelo lado russo (em alguns casos, os corpos foram encontrados; em outros, a decisão foi tomada por tribunais com base em solicitações de familiares ou unidades militares). 

Tendências Gerais

Nas últimas duas semanas, o Bascortostão ultrapassou 9.500 baixas militares na Ucrânia, enquanto o Tartaristão ultrapassou 8.000. As perdas confirmadas somente nessas duas regiões (18.116) já superam em 20% o total de perdas soviéticas durante os 10 anos de guerra no Afeganistão (os números oficiais soviéticos apontvam cerca de 15.500 mortos). 

O Bascortostão e o Tartaristão lideram há muito tempo todas as regiões russas em número de baixas confirmadas, em parte devido ao trabalho ativo de voluntários locais e organizações públicas que coletam esses dados. 

A rússia continua a sofrer perdas em seu corpo de oficiais. Desde o início da invasão, 7.143 oficiais tiveram suas mortes confirmadas, incluindo 494 tenentes-coronéis, 164 coronéis e 15 generais, entre eles o major-general do Ministério do Interior Andrey Golovatsky, condenado, mas não destituído de sua patente, e o major-general do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) Vladimir Lyapkin, que desertou para a rússia e, segundo documentos públicos, manteve sua patente de general. 

77% de todas as baixas entre oficiais eram comandantes subalternos. Oficiais que variam de tenente a capitão são responsáveis ​​pela execução dos planos operacionais elaborados por seus superiores. Ao mesmo tempo, os próprios comandantes subalternos frequentemente carecem do apoio, dos recursos e da autoridade decisória necessários em um ambiente de rápidas mudanças. Como resultado, eles — juntamente com os soldados e sargentos — são as principais vítimas de problemas sistêmicos não resolvidos no exército russo. 

Qual é a real dimensão das perdas? 

As perdas reais da rússia excedem os dados obtidas de fontes abertas. Especialistas militares estimam que a análise de cemitérios russos, memoriais de guerra e obituários pode subestimar entre 45% e 65% do número real de mortos. 

Um dos motivos é que os corpos de muitos dos mortos nos últimos meses ainda não foram removidos do campo de batalha, já que a atividade de drones dificulta o processo de recuperação. Outro número de mortes permanece sem registro porque as autoridades locais ou familiares optam por não divulgar publicamente os óbitos. 

Com base nessas estimativas, o número real de mortos na rússia pode estar entre 332.600 e 480.500. 

O número total de baixas aumenta significativamente se incluirmos os mortos em unidades das chamadas «repúblicas populares» de Donetsk e de Luhansk. Desde dezembro de 2022, os separatistas de Donetsk deixaram de publicar dados sobre as baixas, enquanto os de Luhansk nunca os divulgaram. 

Com base na análise de obituários e relatórios de busca por combatentes das «l/dnr» que estavam incomunicáveis ​​há muito tempo, estima-se que entre 21.000 e 23.500 pessoas morreram até o final de setembro de 2025. 

Assim, de acordo com os dados coletados, as perdas totais das forças pró-rússia podem variar de 353.600 a 504.000 militares. 

Bónus 

As perdas dos equipamentos militares russos, verificáveis e confirmadas por foto e/ou vídeo, divulgadas pelo grupo OSINT Oryx no mês de março de 2026. É de notar, que em março as forças ucranianas, atingiram e danificaram, no mínimo, 4 helicópteros e 2 submarinos:

Faça click para consultar a lista completa


terça-feira, abril 28, 2026

Tuapse. A retribuição justa pela invasão russa da Ucrânia

Em resultado dos novos ataques ucranianos, pelo menos 4 tanques no território da refinaria de petróleo de Tuapse estão em chamas. Nos ataques anteriores o alvo era a zona de tanques, desta vez o alvo principal é a própria refinaria de Tuapse. 

Pontos de dano confirmados:

  • pelo menos 2 tanques: 44.103117,39.102745
  • 1 tanque: 44.100777,39.096268
  • 1 tanque: 44.103963,39.095760 

Há possibilidade de o fogo se alastrar para tanques vizinhos. 

Mas nada disso teria acontecido se putin e regime russo simplesmente tivessem concordado em estender a trégua da Páscoa, como foi proposto pela Ucrânia. Então, putin literalmente fez tudo isso com a própria Tuapse. 


Os drones ucranianos atingiram também o prédio da administração das forças de ocupação em Markivka, na região de Luhansk.

Foi relatado que uma reunião das forças russas de ocupação estava ocorrendo no local, razão pela qual houve muitos feridos. Três ocupantes gravemente feridas foram evacuados de helicóptero. De acordo com relatos não confirmados, há baixas entre os militares e russos que trabalhavam no prédio. 

Fontes: Exilenova_plus; kazansky2017

domingo, abril 12, 2026

As memórias pascoais da Donbas ucraniana por Alexander Chekmenev

O fotógrafo ucraniano Alexander Chekmenev combina as técnicas de encenação e realismo cru, conseguindo uma mensagem emocional penetrante em cada imagem. Realista, ele evita o brilho e os temas modernos, preferindo observar a prosa da vida quotidiana, a vida das pessoas comuns e os vestígios desbotados do passado à nossa volta. 








A minha primeira memória da Páscoa está ligada a algo proibido e à polícia. Estávamos no final da década de 1970 e, talvez, no início dos anos 1980 na minha cidade natal, Luhansk. Desde a noite anterior à Páscoa que a Igreja de São Pedro e São Paulo, no bairro de Kamianobrydsky, estava cercada por um destacamento policial: formavam um círculo fechado e, por alguma razão, só permitiam que os idosos assistissem à missa, mas também ninguém mais se atrevia a ir. Como me explicaram os meus pais, visitar a igreja significava prejudicar a sua carreira profissional: sem nenhuma razão formal era-se imediatamente denunciado ao seu serviço, nalguma comissão sindical. Era o que eu pensava: um homem embriagava-se — o denunciavam-no no serviço; ia à igreja para se arrepender e confessar — também apresentavam queixa contra ele. Então, para onde podia ir um simples trabalhador?









Lembro-me do meu padrinho me dizer: “Perdoa-me, Sasha, nós não fomos à igreja quando foste batizado: a avó Vera, uma vizinha, pegou-te ao colo e levou-te para a Igreja de São Pedro e São Paulo — é a tua madrinha.”

Em meados da década de 1980, já não havia cordões policiais e os casamentos tornaram-se moda — a Perestroika estava em seu pleno vigor. Nessa altura, oito casais casavam ao mesmo tempo, e o padre confundia os nomes e as alianças, e depois da cerimónia, servia champanhe nas taças de casamentos — ali mesmo na igreja, o que me parecia estranho e pouco natural.








Mas eu sinceramente queria confessar-me e fui à mesma Igreja de São Pedro e São Paulo. Enquanto pensava do que exatamente me deveria confessar e se arrepender, o padre acelerou as coisas perguntando: “Estás a assistir a televisão?” — “Estou, claro”, respondi, sem perceber para onde isso me levava, e ouvi então: “Já és um pecador!” Esse foi o fim do meu confessionário.

Já na década de 1990, as garrafas de vodca e as mesas com comidas nos cemitérios pareciam mais naturais e orgânicas — era o domingo de Páscoa, como era costume na nossa Donbas. Lá podia encontrar aqueles que não via um ano inteiro. Todos estavam a fazer os beijos «cruzados» — dando o beijo triplo e oferecendo comida uns aos outros nos túmulos dos seus parentes e antepassados. Alguns embriagavam-se ao ponto de ficarem semi-mortos, para depois, aparentemente, “ressuscitarem” na manhã seguinte.









Fiquei surpreendido quando, ao chegar a Kyiv, decidi tirar fotografias no cemitério no decorrer da Páscoa, tal como fazia na minha terra natal, foi surpreso pela ausência de pessoas naquele dia e naquele local.

Na década de 2000, os padres já se dirigiam às pessoas na televisão com um apelo para que homenageassem os mortos uma semana depois da Páscoa — no decorrer de assim chamado «Monte Vermelho», assim chamavam à semana memorial. As pessoas os ouviram, mas à sua maneira: começaram a ir aos cemitérios tanto na Páscoa, como aos semana seguinte, chamada também de Hrobký, literalmente «os túmulos». Ali, no cemitério, todos se encontravam e ainda se encontram — enquanto ainda estão nesta vida e, talvez, na outra.

Fotos e texto: Alexander Chekmenev, Luhansk, 1998.