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quinta-feira, agosto 20, 2026

Museu Memorial dos Mártires do Terror Vermelho em Addis Ababa

Póster da propaganda comunista etíope. Fonte: Wikipédia

Tour virtual pelo Museu Memorial dos Mártires do Terror Vermelho em Addis Ababa, na Etiópia. País africano, que apostou na construção do «socialismo africano» durante um longo período, de 1974 a 1991, com o apoio da URSS e da China, enquanto o país era governado pelo brutal ditador Mengistu Haile Mariam.


Intelectuais como primeiras vítimas

Torturas típicas usadas pela junta comunista Derg

Paradas militares, fome e mortes

Presidente de uma junta político-militar marxista-leninista, Haile Mariam, decidiu transformar a Etiópia profundamente agrária num centro africano de indústria e ciência, muito influenciado pelo marxismo militarista de Ceaușescu e Pol Pot, com a sua colectivização forçada e a supressão até mais pequena dissidência política. Durante o seu regime, e no decorrer do Terror Vermelho morreram entre 1,5 e 2 milhões de pessoas, e o país afundou-se na fome e na pobreza absoluta.


As pertenças de vítimas, imagem muito semelhante aos campos de concentração nazis


Restos mortais de inúmeras vítimas

Com o apoio militar soviético, Haile Mariam conseguiu criar o maior exército de África, com milhares dos mais modernos tanques soviéticos e a força aérea mais poderosa do continente. No entanto, este vasto exército de pobretonas revelou-se incapaz de vencer os rebeldes na Eritreia, que não só derrotaram as tropas etíopes através de tácticas de guerrilha, como também apreenderam uma enorme quantidade de equipamentos militares. A perda da Eritreia, juntamente com a perda do acesso ao mar, para além da devastação e da fome, levaram à revolução. O ditador foi deposto e fugiu para o Zimbabué para se juntar ao seu amigo Robert Mugabe, e onde, aparentemente, vive até hoje.

Faces dos etíopes mortos no decorrer do terror vermelho

A famosa foto (à esquerda) do Haile Mariam à atirrar uma garrafa de sangue a multidão. 1.04.1977 

Fotos e texto: Alexander Lapshin

sexta-feira, agosto 14, 2026

Mercenários africanos — vítimas da ganância dos recrutadores russos

Os recrutadores russos, que aliciam os jovens africanos à servirem no exército neocolonial russo, inventaram o sistema de «prestação de serviços», que permite aos recrutadores ficarem com entre 30% à 83% dos valores pagos aos africanos pelo MinDefesa russo. 

O esquema é muito simples. Os jovens são recrutados em países mais pobres com a promessa de não serem usados em combates, mas apenas em tarefas da retaguarda, subordinados ao Ministério da Defesa russo, com salários mensais de 2.000 à 2.500 dólares e um bônus único de 5.000 a 6.000 dólares. No Uganda, os recrutadores russos usam a empresa «Meteorinvestproekt», LLC; apresentada como a provedora dos serviços: pela assistência na assinatura do contrato, pelo custeio da viagem, obtenção do visto, comunicação com a família, etc., o mercenário concorda em pagar até 83% do valor do bônus e até 30% dos seu salário mensal ao recrutador. A cobrança pode variar consoante a ganância do recrutador, por exemplo, uma outra empresa russa de recrutamento cobrou aos mercenários nigerianos apenas a metade do valor do bônus de assinatura do contrato. 

Mercenário nigeriano Chukwuebuka Joseph (25.10.1994), que pagou aos
recrutadores russos 50% do seu bônus do exército russo, morreu na Ucrânia

A «Meteorinvestproekt», LLC é prática e cínica e sabe que pode explorar estrangeiros mensalmente até o dia da sua morte. Inclui uma cláusula nos seus contratos de «prestação de serviços», exigindo que a vítima lhe pague 30% do seu salário mensal. Assim, a empresa russa recebe 1.150 dólares mensais sem fazer absolutamente nada. 

Para os russos, os mercenários africanos ou asiáticos são verdadeiramente descartáveis. O Ministério da Defesa russo utiliza-os para satisfazer a sua necessidade de tropa de ataque, e os recrutadores russos ganham milhões com cada soldado contratado que trazem. Ao soldado recrutado são prometidas apenas algumas migalhas, que provavelmente nunca receberá de qualquer forma, uma vez que morrerá em mais um ataque russo inútil. 

Como foi o caso da esposa do cidadão zimbabweano Wheda Joseph, que gravou a mensagem em vídeo na qual explica que o marido, de 51 anos, foi para a rússia à procura de trabalho remunerado, mas acabou por se ver enviado à guerra. Um recrutador prometeu emprego legal na construção civil, mas, como acontece frequentemente, tratou-se de um golpe clássico contra os estrangeiros. Wheda recebeu um contrato para assinar em russo, sem qualquer tradução, com a garantia de que se tratava de um simples contrato de trabalho. A 8 de junho de 2026, Wheda assinou o documento e, na prática, caiu num regime de servidão mortal nas mãos do Ministério da Defesa russo. Foi então enviado para Ucrânia. O seu último contacto com a família foi em 17 de julho de 2026. Não se sabe o seu destino e desconfia-se que esteja morto algures nas estepes da Ucrânia.

Mais um lembrete para os cidadãos estrangeiros de que as viagens à rússia «em trabalho» terminam, geralmente, em clima da coersão e assinatura do contrato para servirem numa guerra neocolonial e injusta.

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quarta-feira, agosto 05, 2026

«Ronaldo» iemenita é capturado na Ucrânia pelas FAU

Os cidadãos estrangeiros recrutados pela rússia para a sua guerra neocolonial contra Ucrânia continuam a render-se em massa. As Forças Aerotransportadas ucranianas capturaram cidadãos do Iémen, Burundi e Bangladesh. 

POW iemenita Osama Al-Garadi «Ronaldo»

Osama Al-Garadi «Ronaldo», é um iemenita de 21 anos, assinou o contrato com o exército russo juntamente com o seu pai. Os recrutadores prometeram-lhes altos pagamentos e salários elevados. Após um curto período de treino, Osama foi enviado para Dobropillia, onde assistiu à morte de soldados russos em massa durante mais de um mês. O seu pai também morreu, e Osama recebeu apenas cerca de 400 dólares do dinheiro prometido.

Islam Imri Tugidu «Shugak», é um cidadão do Bangladesh de 24 anos, veio para Moscovo estudar, mas foi detido pela polícia devido a problemas com a documentação. Em vez de ser deportado, foi levado para um campo de treino militar, «formado» em uma semana e enviado para a frente de batalha. Durante a sua primeira missão de combate, rendeu-se sem resistência aos combatentes da 82ª Brigada Aerotransportada das FAU. Também nunca recebeu os pagamentos prometidos.

Nduviman Elashima «Dogo», é um burundês de 20 anos, veio à rússia alegadamente para trabalhar na construção de estradas. Ao chegar à rússia, os seus documentos foram confiscados e foi-lhe dito que agora iria lutar contra Ucrânia. Durante a primeira missão de combate, parte do grupo foi morto, e o próprio Nduviman rendeu-se após vários dias a vaguear sem rumo. 

É revelador que todos os soldados da unidade de assalto tenham sido tatuados com números pessoais, tal como os nazis faziam nos campos de concentração. No sistema russo, não são pessoas, mas sim peças descartáveis, cujo único propósito é realizar os ataques em massa. São tratados como tal. 

Se lhe oferecerem um contrato com o Ministério da Defesa russo, lembre-se: para o comando russo, os estrangeiros são descartáveis. A melhor forma de salvar a sua vida é não assinar o contrato. Se já se encontra na linha da frente, pode render-se com segurança através do projeto «Quero Viver». 

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sexta-feira, julho 31, 2026

❗️ Os 69 mercenários sul-africanos ao serviço da guerra neocolonial russa

O projeto ucraniano «Quero Viver» divulga a lista de 69 cidadãos sul-africanos, que assinaram contratos com o exército russo. Dez deles já foram liquidados, se transformando no adubo das estepes da Ucrânia. Um deles, possivelmente, é um brasileiro.

No fim de julho de 2026, o Chefe do Exército sul-africano, tenente-general Lawrence Mbatha, esteve reunido em Moscovo com os líderes militares russos para discutir a expansão da cooperação entre os exércitos dos dois países. O recrutamento ilegal de cidadãos sul-africanos pela rússia para combater na guerra contra Ucrânia foi provavelmente também abordado durante a visita.

Faça click para ver a lista completa

Após as conversações em Moscovo, as partes anunciaram a sua intenção de reforçar a cooperação entre as suas forças terrestres, implementar projectos conjuntos e desenvolver a cooperação militar. O lado russo agradeceu especificamente à liderança sul-africana pela sua posição em relação à rússia.

Por detrás das belas palavras sobre a parceria, esconde-se uma realidade diferente. Há vários anos que os recrutadores russos procuram ativamente cidadãos sul-africanos, oferecendo-lhes «empregos», «contratos de segurança» ou outros serviços «altamente remunerados». Na prática, muitos deles acabam na linha da frente na Ucrânia, onde são utilizados como infantaria regular e sofrem pesadas baixas. Publicámos uma lista de 69 cidadãos sul-africanos que lutaram ou estão a combater no exército russo contra Ucrânia. Pelo menos 10 deles já morreram.

Em fevereiro de 2026, o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa saudou oficialmente o regresso a casa dos sul-africanos que foram enganados e levados para a guerra entre a rússia e Ucrânia.

A rússia discute abertamente a cooperação militar e a «parceria igualitária» com os estados africanos, mas, simultaneamente, vê os cidadãos destes países como uma fonte de «MOD barata para os ataques suicídas».

Os cidadãos da África do Sul e de outros países africanos devem lembrar-se: qualquer oferta de emprego na rússia pode resultar no seu envio para a frente de batalha na Ucrânia. 

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Blogueiro

O mercenário sob o número 9º da lista sul-africana chamou o nosso interesse especial. Trata-se de De Jesus Macedo Lucas (possivelmente Lucas Macedo de Jesus), nascido aos 23.05.2002, e que assinou o contrato com exército russo em 14.02.2025.

Aparentemente, o mesmo De Jesus Macedo Lucas, foi o réu num processo administrativo N.º 05-0741/368/2026 em Moscovo, julgado por um juiz magistrado ao abrigo do artigo 20.10 do Código de Contraordenações Administrativas da federação russa (A violação das normas para a produção, venda, armazenamento, transporte ou utilização de produtos pirotécnicos). A decisão no caso entrou em vigor aos 23 de maio de 2026.

Agradecemos os nossos amigos brasileiros quaisquer dados adicionais sobre este mercenário, que, muito possivelmente seja um cidadão brasileiro, residente / estudante na África do Sul.

quinta-feira, julho 30, 2026

Denúncia pública dos recrutadores ilegais do exército neocolonial russo

A página StopRussianRecruiters.org é dedicada à prática criminosa da rússia de recrutar estrangeiros para a guerra contra Ucrânia, está a começar a publicar perfis de indivíduos que recrutam cidadãos de países terceiros para o exército russo de ocupação. 

A secção Recrutadores publica perfis de agentes e intermediários cuja informação de domínio público indica ligações ao recrutamento de mercenários para servir nas forças armadas russas. Especificamente, estes perfis abrangem casos em que indivíduos são atraídos para a rússia sob o pretexto de emprego civil, enganados sobre as verdadeiras condições de serviço ou sujeitos a esquemas de recrutamento fraudulentos. Mesmo aqueles que concordam conscientemente em servir são muitas vezes vítimas de engano: não recebem os pagamentos prometidos ou são extorquidos pelos recrutadores. As vítimas destes esquemas são pessoas de países pobres de todo o mundo, incluindo África. 

Segundo dados ucranianos, as perdas de mercenários estrangeiros no exército russo já ultrapassam os 5.000. Centenas de estrangeiros conseguiram sobreviver e foram capturados – cidadãos de 48 países. O maior número de prisioneiros de guerra são cidadãos do Tajiquistão, Uzbequistão e Belarus. 

A comunidade internacional e os meios de comunicação social de todo o mundo estão cada vez mais atentos ao problema do recrutamento de «carne para canhão» pelos russos para o seu exército. Alguns países conseguiram mesmo interromper ou reduzir significativamente a utilização dos seus cidadãos em guerras no estrangeiro. 

StopRussianRecruiters.org recolhe, sistematiza e publica informação já disponível publicamente para alertar potenciais vítimas, chamar a atenção da comunidade internacional para este problema e tornar essa informação mais acessível. O projeto incentiva as vítimas, familiares e testemunhas a denunciarem casos de recrutamento. Todas as denúncias são tratadas de forma confidencial. 

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domingo, julho 26, 2026

💀☠️ Como Kremlin sacrificou e abandonou os militares da junta militar do Mali

A EMP russa “Afrika Korps”, sob o controlo do MinDefesa russo, sofre perdas no Mali — no início de julho de 2026, grupos rebeldes locais emboscaram os russos e as forças da junta militar local, que se deslocavam em coluna perto da povoação de Tabrishat, na região de Gao, no nordeste do país.

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Em pleno ataque, quando a coluna começou a sofrer graves perdas em veículos blindados e efetivos devido ao fogo dos rebeldes, os russos recuaram, abandonando o pessoal maliano à sua sorte. Os moscovitas não prestaram qualquer apoio terrestre ou aéreo aos seus “aliados”, embora o “Afrika Korps” possui, sob o seu controlo os drones Orion e helicópteros Mi-24 e Mi-8.

Segundo os dados preliminares, no confronto, os rebeldes eliminaram pelo menos 60 soldados malianos e capturaram pelo menos 30. Dezenas de outros ficaram feridos.

O episódio demonstrou mais uma vez que a rússia está a utilizar o pessoal da junta militar do Mali como «carne para canhão» para atingir os seus próprios objectivos económicos no país. O estado russo também pratica esta abordagem durante a guerra criminosa contra a Ucrânia, quando envia mercenários estrangeiros para a morte em inúmeras ataques frontais às linhas defensivas ucranianas.

Os líderes do «Afrika Korps» no Mali comportam-se como senhores e donos de escravos – os soldados do exército do regime local servem como escravos aos russos: fazem todo o trabalho braçal, trabalham como carregadores e limpam os quartéis após a saída dos moscovitas. Entre os comandantes das tropas da junta militar do Mali, os russos estão a formar redes de corrupção – em particular, vendem armas, sobretudo armas ligeiras, que eram anteriormente fornecidas como parte da chamada «assistência militar».

O único objetivo da rússia no Mali é estabelecer o controlo/e sobre os recursos naturais do país, principalmente os depósitos de ouro e urânio, e expandir a sua influência para uma futura expansão no continente africano. 

Primeiro mercenário mauriciano eliminado na Ucrânia

O Ministério da Defesa da Ucrânia identificou mais um mercenário estrangeiro, morto pelo exército de ocupação russo — o cidadão da República das Maurícias, Stephen Boakye Prakash, nascido a 16 de abril de 1995.

Em junho de 2025, Prakash chegou a São Petersburgo, como turista, planeando regressar a África já em julho. No entanto, parece que os seus planos mudaram — ele decidiu permanecer em território russo.

O passaporte do mercenário

Em agosto de 2025, as polícia russa deteve Prakash, lhe aplicando a multa por permanência ilegal na rússia — 7.000 rublos (cerca de 88,7 dólares americanos na altura). Depois, tal como centenas de outros estrangeiros que se encontravam na rússia sem dinheiro e sem emprego, Prakash recebeu a proposta «irrecusável»: assinar um contrato “de curta duração” com o exército de ocupação russo. Aceitou.

Após uma semana de treino, o mauriciano foi enviado para a linha da frente / front da guerra neocolonial russa na Ucrânia, integrando à uma unidade de assalto. Prakash foi eliminado, por seus camaradas russos, em dezembro de 2025, na tentativa de atravessar ilegalmente a fronteira estatal da Ucrânia, na região de Sumy.

Mercenário estrangeiro & irmão africano, pfr, não seja como Prakash! 

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sexta-feira, julho 17, 2026

Dois jovens mercenários africanos são liquidados na Ucrânia

Dois jovens mercenários africanos do exército russo foram liquidados na Ucrânia. A inteligência militar ucraniana GUR MOU identificou dois camaroneses, mortos num ataque de «bucha de canhão» na guerra neocolonial russa sem sentido. 

Ngoulure Ibrahim Nkite, de 23 anos, natural da cidade de Dualá, assinou um contrato com exército russo em 4 de abril de 2026, na cidade de Oryol. Apenas um mês depois, tornou-se «carga-200» – foi morto no início de mês de maio perto de Lyman, na região de Donetsk. 

Tapindjeu Namekong Loique, de 25 anos, também de Dualá, era estudante na Universidade Agrícola de Michurinsk na altura do seu recrutamento. A 25 de março, assinou um contrato em Vologda e morreu menos de um mês depois, perto de Huliaypole, a capital histórica do anarquismo ucraniano. 

Antes das suas mortes, ambos os africanos passaram por algumas semanas de treino em campos de treino. Mas, como podemos ver, isso apenas adiou brevemente as suas mortes. A permanência efetiva na zona de combate durou pouco tempo – seguindo a tradição do exército russo. Aí, os «soldados descartáveis» geralmente permanecem apenas o tempo necessário para que os seus comandantes fiquem com os seus cartões de crédito e os respetivos códigos PIN. 

De acordo com os dados ucranianos, no mínimo 500 africanos (entre eles 106 camaroneses), recrutados pelos russos já morreram na guerra contra Ucrânia. Mais de cem camaroneses estão entre eles, e este número, infelizmente, continua a crescer. 

Recordamos que o melhor resultado para qualquer mercenário estrangeiro no exército de ocupação russo é ser capturado pela Ucrânia. O projeto «QueroViver» aceita inscrições de todos, independentemente da nacionalidade, cor da pele ou religião.

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sábado, julho 11, 2026

Mercenários africanos: continuam a morrer na guerra neocolonial russa na Ucrânia

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O Ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, continua a viajar para países africanos, cujos cidadãos servem como mercenários no exército russo de ocupação. O ministro visitou o Níger, onde se reuniu com a liderança do país, bem como com os ministros dos Negócios Estrangeiros do Burkina Faso e do Mali. 

Não sabemos se os homólogos africanos de Lavrov levantaram a questão do recrutamento dos seus cidadãos para combater numa guerra neocolonial, mas sabe-se que nigerinos, burquinenses e malianos assinaram contratos com o exército russo. Além disso, Ucrânia conhece os nomes de alguns deles e estamos a divulgá-los. 

É de realçar que o número de mercenários africanos destes países ultrapassa largamente as 101 pessoas. O número de mortes entre eles também ultrapassa as 16 que são confirmados. Literalmente no mesmo dia da publicação da lista de cidadãos etíopes recrutados, os familiares dos étiopes desaparecidos na guerra começaram a escrever ao projeto ucraniano «Quero Viver», perguntando sobre os seus entes queridos. 

Apesar da crescente pressão de muitos países que doam mercenários, o Kremlin não demonstra qualquer intenção de travar a sua prática criminosa de recrutar pessoas pobres de todo o mundo para combater na Ucrânia. A escassez de tropas de assalto precisa de ser suprida, e os estrangeiros são baratos e descartáveis. Recrutá-los custa à rússia meros cêntimos, são facilmente enganados e ninguém será responsabilizado pelas suas mortes. 

Alertam-se os cidadãos de todos os países: participar na guerra ao lado do exército russo acarreta um elevado risco de morte ou de ferimentos graves. Se está a ser recrutado para combater na guerra neocolonial russa na Ucrânia ou já se juntou às forças armadas russas, contacte o projeto «Quero Viver». O projeto o ajudará a salvar a sua vida e a render-se em segurança às FAU. 

Um exemplo claro do que espera um mercenário estrangeiro que assina um contrato com o exército russo e acaba na linha da frente na Ucrânia. Um exemplo claro do que NÃO se deve fazer. 

Para os militares ucranianos, qualquer pessoa que invade Ucrânia com as armas nas mãos é um alvo legítimo, sujeito a eliminação. Não importa a cor da pele ou o formato dos olhos. A única exceção é para aqueles que levantam as mãos e decidem render-se. Por isso, pense duas vezes e leia as notícias antes de ir para a rússia «à trabalhar», o que termina quase sempre com o envio para a guerra neocolonial russa. Onde não há nada a esperar para além de um encontro com um drone ucraniano...

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domingo, julho 05, 2026

Mali: os guerrilheiros tuaregues abatem helicóptero russo Mi-24

No Mali, nos arredores da cidade de Anefis, começou claramente uma guerra de duas frentes. Os guerrilheiros tuaregues abatem o helicóptero russo Mi-24, usado pelos mercenários russos da «Afrika Corps» (ex-Wagner), ao serviço da junta militar pró-Kremlin. 

Os rebeldes da frente AZAWAD também conseguiram algumas vitórias táticas, derrotando, emboscando e capturando as tropas governamentais e os mercenários russos de EMP «Afrika Korps» (ex-Wagner), capturando a cidade de Anefis e estão a ter sucessos contínuos nos combates pela captura da cidade de Gao.

Há informações, por verificar, da fuga dos mercenários russos da Anefis (vídeo abaixo): 

Fonte: Exilenova_plus; OperativnoZSU;

sábado, julho 04, 2026

Uganda confirma o recrutamento ilegal dos ugandeses ao exército russo

O governo da Uganda confirmou, o facto de que os recrutadores russos estão a recrutar cidadãos ugandeses para participar, de forma ilegal, na guerra neocolonial russa contra Ucrânia. 

O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Uganda, Vincent Bagiire, reuniu-se com familiares dos homens que foram parar ao exército russo. Contaram-lhe que o recrutamento ilegal está a ser levado a cabo por um homem russo chamado Dimitry, com a ajuda de duas mulheres, Esther e Anna. Além disso, segundo eles, a missão diplomática ugandesa na rússia, em resposta aos pedidos de ajuda dos cidadãos recrutados, está a entregar os seus dados às autoridades russas. 

Ugandês Kamujira Godfrey, de 26 anos, caiu na clássica «armadilha de mel» russa e em vez de passar «bons momentos» amorosos com uma menina russa, conheceu alguns meninos russos, bem musculosos, que o obrigaram à assinar o contrato com o exército russo. Agora Godfrey é prisioneiro da guerra num campo dos POW na Ucrânia: 

Bagiire instruiu o embaixador do Uganda na Rússia, Moses Kizige, para conduzir uma investigação interna e auxiliar os ugandeses que desejam regressar a casa. O embaixador, por sua vez, confirmou o recrutamento de cidadãos ugandeses por russos, mas negou o envolvimento da embaixada: «É verdade que estão lá. O Governo ugandês e a embaixada não estão de forma alguma envolvidos no seu recrutamento. Têm contratos válidos para servir no exército russo, pelos quais foram pagos para assinar». 

O depoimento de um outro mercanário ugandês, Richard Kantoran, capturado pelas FAU:

A pressão dos familiares dos recrutados e a indignação pública são meios importantes e eficazes de influenciar o lado russo. Protestos e manifestações exigindo que as autoridades auxiliem no regresso dos homens a casa desencadeiam uma série de pressões diplomáticas sobre Moscovo. Como resultado, o Ministério da Defesa russo já cessou ou reduziu significativamente o recrutamento em 14 países africanos. 

Relembramos aos cidadãos de todos os países: a participação na guerra neocolonial ao lado do exército russo acarreta um elevado risco de morte ou de ferimentos graves. Se está a ser recrutado para combater na Ucrânia ou já se alistou no exército russo, contacte o projeto «Quero Viver». Receberá ajuda e salvará a sua vida, rendendo-se às FAU em segurança.

A lista (incompleta) dos mercenários ugandenses mortos 

Segundo os dados ucranianos, três cidadãos da Uganda já morreram, de forma confirmada, na guerra neocolonial russa ao serviço do exército russo na Ucrânia.

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sexta-feira, junho 26, 2026

❗️☝️ Mercenários africanos que morreram na guerra russa na Ucrânia

Nos últimos quatro anos pelo menos 485 cidadãos africanos morreram ao serviço do exército russo na sua guerra neocolonial contra Ucrânia. Mas é apenas a ponte do iceberg, o número real de africanos mortos e desaparecidos é significativamente mais elevado. 

É importante esclarecer que este é o número mínimo de baixas com base nos dados pessoais que inteligência ucraniana possuí de mercenários estrangeiros no exército russo. O número real de mortos e desaparecidos é significativamente mais elevado. No total, Ucrânia conhece os dados pessoais de 2.984 africanos de 40 países africanos que assinaram contratos com exército russo, dos quais quase um em Ecada seis já morreu.

O maior número de baixas conhecidas é entre cidadãos dos Camarões, Gana, Egipto e Quénia, o que também se coaduna com a escala de recrutamento nestes países nos anos anteriores.

  • África do Sul — 10;
  • Argelia — 14;
  • Benim — 2;
  • Botswana — 2;
  • Burundi — 7;
  • Camarões — 104;
  • Chade — 1.
  • Congo (República) — 3;
  • Costa do Marfim — 5;
  • Egipto — 81;
  • Etiópia — 3;
  • Gabão — 1;
  • Gambia — 22;
  • Gana — 85;
  • Guiné (República) — 3;
  • Mali — 15;
  • Marrocos — 4;
  • Nigéria — 24;
  • Rep. CA — 2;
  • Senegal — 8;
  • Serra Leoa — 5;
  • Sudão — 7;
  • Tanzânia — 2;
  • Togo — 3;
  • Tunísia — 2;
  • Quénia — 59;
  • Uganda — 3;
  • Zimbabwe — 6;

Os africanos do exército russo são os soldados de patente mais baixa, tratados, pelos seus camaradas e superiores, com despreso absoluto. Por não falarem russo, o que limita significativamente a sua eficácia no campo de batalha, os africanos são frequentemente utilizados em ataques frontais, onde as suas hipóteses de sobrevivência são mínimas. As suas mortes não criam problemas ao Estado russo, nem causam nenhum impacto público. São geralmente tidos como desaparecidos em combate, sem qualquer tentativa para recuperar os seus corpos e os levar fora do campo de batalha. Aqueles, cujos corpos são evacuados são cremados ou enterrados algures na rússia — a procura de familiares e o repatriamento dos corpos aos países de origem não são uma preocupação para as autoridades russas. 

Como resultado, os residentes de países africanos cujos entes queridos desapareceram na rússia contactam regularmente o projecto «Quero Encontrar». Além disso, em vários países africanos, os familiares dos desaparecidos e falecidos realizam protestos e manifestações regularmente, exigindo que as autoridades auxiliem no regresso dos seusentes queridos.

De acordo com os dados ucranianos, devido à indignação pública e à pressão diplomática sobre a rússia, o Ministério da Defesa russo cessou ou reduziu significativamente o recrutamento em 14 países africanos.

É importante que os familiares dos falecidos exijam que as autoridades russas não só vão buscar os desaparecidos e repatriem os seus corpos para o sepultamento na sua terra natal, como também paguem a indemnização devida. O Ministério da Defesa russo engana constantemente os cidadãos estrangeiros e não paga indemnizações às famílias dos falecidos, principalmente aos africanos e asiáticos.

Mesmo que um africano seja jogador de futebol e receba uma proposta «milionária» de um clube russo, a pessoa acabará num ataque frontal suicída das posições ucranianas. Por isso a melhor e a única forma segura de evitar tais consequências é não ir para a rússia e não se tornar um mercenário ao serviço do neocolonialismo russo. 
Africano desconhecido alguns instantes antes de ser atingido por um drone FPV ucraniano...

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terça-feira, junho 23, 2026

Ministro queniano é acusado de recrutamento dos mercenários para exército russo

Moses Muyela and Josephine Ngoya hold photos of their son, who reportedly died in Ukraine
© Brian ONGORO / AFP

O Ministro do Trabalho e da Protecção Social da Quénia, Alfred Mutua, é acusado no seu país de estar envolvido no recrutamento e envio de mercenários quenianos para combater na guerra neolocolonial russa na Ucrânia. 

Os familiares dos quenianos mortos viraram-se contra o ministro – muitos dos homens foram parar à rússia graças a um programa estatal de emprego, o que levantou várias questões, incluindo por parte das autoridades policiais, segundo a AFP, citada pela France24. 

Mutua dirige este programa desde agosto de 2024. Ajudou aproximadamente 400 mil quenianos a emigrar. Até há pouco tempo, a rússia era um destino popular para a migração laboral. Por exemplo, o ministro chegou a publicar fotos nas suas redes sociais de pessoas que o Estado tinha enviado para trabalhar naquele país distante. Os activistas locais de direitos humanos estimam que a maioria destas pessoas morreu há muito tempo nos campos de batalha da Ucrânia. 

O envolvimento do Ministro Mutua no esquema criminoso para enviar compatriotas a uma morte certa é confirmado por dados do Serviço Nacional de Informações do Quénia (NIS). Fontes da AFP nas agências de segurança do país confirmam que o envolvimento do responsável foi para além de «simplesmente político». Alfred Mutua ainda não foi formalmente acusado, mas o caso gerou repercussões significativas. 

Recorde-se que as autoridades quenianas já tinham conseguido que a Rússia interrompesse o recrutamento dos seus cidadãos. Posteriormente, foi noticiado que o comando russo transferiu, com urgência, 518 cidadãos quenianos, anteriormente mantidos em campos de treino do exército russo, para a linha da frente, a fim de os «zerar», ou seja, sacrificar e encobrir a sua presença, camuflando as suas mortes como baixas habituais da guerra. De acordo com as estimativas dos serviços de informação quenianos, o número de cidadãos quenianos que se juntaram ao exército russo pode ultrapassar os 1.000. 

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sexta-feira, junho 12, 2026

O sonho colonial polaco nos cartazes do período entre as duas guerras: 1918-39

«Queremos as colónias para Polónia»
Liga Marítima e Colonial. Dias Coloniais, 7-13.IV.1938

A 2ª república polaca (1918-1939), era um país bastante agressivo, sobretudo para dentro, às suas minorias nacionais, mas também para fora, principalmente à partir da segunda metade da década de 1930, quando a sociedade polaca sonhava em se transformar na detentora de colónias africanas. 

«Fora prussiano! Repetiremos [a batalha de] Grunwald!!

«Não estamos aqui desde ontem. Seguiremos bem longe para Oeste»

«Não deixaremos de nós separar do Báltico!»
25.VI-2.VII. Dias do Mar. Liga Marítima e Colonial. Autor: Antoni Wajwód

É de recordar que em resultdo da guerra polaco-soviética de 1919-21, a Polónia passou a ocupar toda a Ucrânia Ocidental, mais a região de Volyn, a Belarus Ocidental e uma parte considerável da Lituânia, incluíndo a sua capital atual e histórica, cidade de Vilnius.

Mês da Pomerânia. União da Defesa das Fronteiras Ocidentais. 16.XI-16.XII. 1930
«Defenderemos a Pomerânia contra a invasão teutónica».  

«Polónia seguindo o caminho do Józef Piłsudski». 1914.6.VIII.1939

«Empréstimo de defesa antiaérea»

Em 1930, na Polónia foi formada a nova «Liga Marítima e Colonial», a organização polaca, criada na base na Liga Naval e Fluvial. Não se tratava simplesmente de uma mudança de nome, mas de uma mudança de rumo e atitude — o programa da organização incluía pontos sobre a necessidade de lutar pela aquisição de colónias por parte da Polónia. A organização era liderada pelo General Mariusz Zaruski. 

A implementação prática do programa da organização consistiu na aquisição de territórios ultramarinos para uso dos colonos polacos (por exemplo, no Brasil, Peru, Libéria). Em 1934, a organização comprou terras na província brasileira do Paraná e aí fundou um colonato/uma colónia chamada Morska Wola. 

«Da nossa colónia "Morska Wola" no Paraná»

Em outubro de 1938, na sequência do Acordo de Munique, Polónia apoiou Alemanha nazi nas suas reivindicações territoriais para com a Checoslováquia, anexando e ocupando os territórios checos e eslovacos, nomeadamente a região de Cieszyn Silesia e a cidade de Český Těšín, os territórios de Orava e Spiš. Faltava menos de um ano até a assinatura do Pacto Molotov-Ribbentrop.


Faça click para ler mais

A invasão da Checoslováquia foi celebrada, com um aperto das mãos, dado em público, entre o marechal polaco Edward Rydz-Śmigły e o adido militar alemão, coronel Bogislav von Studnitz (1888-1943) durante a parada do «Dia de Independência» em Varsóvia aos 11 de novembro de 1938. A própria parada polaca era especialmente ligada à captura dos territórios checos e eslovacos. 

No entanto, apenas um ano depois, no final de setembro de 1939, Hitler agradeceu publicamente à liderança da República Eslovaca pela ajuda dada ao Wehrmacht na campanha da invasão da Polónia. Em 21 de setembro, os antigos territórios poloneses de Spis e Orava, com uma área de mais de 700 km², foram transferidos para a soberania da Eslováquia. 

«O protesto do Embaixador da Eslováquia»

Todavia, alguns diplomatas eslovacos discordaram publicamente do colaboracionismo do seu país com o 3º Reich. Por exemplo, no primeiro dia da invasão nazi alemã da Polónia, o embaixador eslovaco na Polónia, Dr. Ladislav Szathmáry se encontrou com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros/ das Relações Exteriores da Polónia, Jan Szembek, a quem entregou uma carta dirigida ao ministro dos Negócios Estrangeiros/das Relações Exteriores da Polónia, Józef Beck, que dizia o seguinte: “Em nome do povo eslovaco e de seus representantes,que são forçados a permanecer calados sob a pressão do Terceiro Reich, eu protesto como representante do estado eslovaco na Polónia contra o uso da Eslováquia como base para o Terceiro Reichpara condução dos combates contra a Polónia”. 

Cartazes: Fonte

sábado, junho 06, 2026

Lista de mercenários tanzanianos ao serviço do exército russo

O Fórum Económico Internacional de São Petersburgo está a terminar em São Petersburgo, e uma delegação de drones ucranianos lá compareceu, por duas vezes. Representantes da Ásia Central, África e Médio Oriente também chegaram à cidade. Entre os líderes estrangeiros que participaram no fórum estava a presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan. 

Enquanto as autoridades russas falam aos convidados estrangeiros sobre as perspectivas de cooperação e as naves espaciais que exploram a vastidão do universo, os recrutadores russos do Sul Global estão a comprar homens locais para morrerem na guerra neocolonial russa garantindo a compra de mais um casaco Loro Piana ao putin. 

Publicámos uma lista de cidadãos tanzanianos que assinaram contratos com o Ministério da Defesa russo e foram enviados para a frente de batalha. Samia Suluhu Hassan poderá perguntar aos russos no decorrer do fórum, sobre o seu destino, uma vez que pelo menos dois dos listados já estão desaparecidos em combate. 

O recrutamento de estrangeiros tornou-se uma parte importante da estratégia russa para repor as perdas na frente de batalha. A rússia utilizou pelo menos 28.000 cidadãos estrangeiros de 135 países na sua guerra neocolonial contra Ucrânia. O destino destes mercenários estrangeiros permanece sombrio. Alguns morreram, outros ficaram gravemente feridos e alguns estão em cativeiro ucraniano. Têm algo em comum: as promessas da rússia de dinheiro fácil e ganhos rápidos provaram estar longe da realidade. 

Alertamos os cidadãos de países estrangeiros: participar na guerra ao lado do exército russo acarreta um elevado risco de morte ou de ferimentos graves. Se está a ser recrutado para combater a Ucrânia ou já se juntou às forças armadas russas, contacte o projeto «Quero Viver». Nós ajudá-lo-emos a salvar a sua vida e a render-se em segurança.

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