Um dos exemplos mais famosos é o “romance” de Albert Einstein e Margarita Konenkova.
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| Margarida Konenkova e Albert Einstein |
Outro exemplo do trabalho de inteligência soviético foi o amante de Eleanor Roosevelt, que se revelou um agente da NKVD e conseguiu se tornar um «forte apoio» para a primeira-dama dos Estados Unidos depois que ela descobriu a traição do marido. Graças às informações dele, um outro agente soviético, Alger Hiss (condenado pela Comissão de Investigação de Atividades Antiamericanas), convenceu Roosevelt a não exigir de Stalin garantias de segurança e eleições democráticas livres para a Polónia e todos os países ocupados pelas tropas soviéticas. Hiss também conseguiu convencer o presidente dos EUA a não forçar Estaline a respeitar os direitos humanos e enfraquecer o regime brutal da União Soviética. Assim, a assistência dos EUA à URSS na luta contra a Alemanha nazi/sta não estava condicionada a quaisquer exigências de democratização e redução da pressão repressiva. De fato, Alger Hiss, como chefe do Escritório de Relações Políticas Especiais, responsável pelo planeamento estratégico, tornou-se o principal negociador americano na Conferência de Yalta, onde o destino da Europa pós-guerra foi decidido. Ele também foi responsável pela criação da ONU de uma forma extremamente benéfica para a URSS. O resultado das atividades de Eleanor Roosevelt e Alger Hiss foi que: os aliados entregaram a Polónia à União Soviética, devolvendo-a literalmente às garras do império russo. Este foi um ato completamente inaceitável, pois a Grã-Bretanha entrou na guerra precisamente por causa da invasão conjunta da Polónia pela Alemanha nazi e pela URSS comunista. Além disso, os pilotos poloneses participaram, ativamente, na defesa aérea da Grã-Bretanha. Centenas de milhares de pessoas que fugiram para o Ocidente da perseguição da NKVD foram deportadas para a União Soviética, onde seu destino era incerto.
Quanto ao próprio Epstein, aqui temos um exemplo vívido de outra suposta agente do FSB, Ghislaine Maxwell. Seu envolvimento com a inteligência russa não foi comprovado formalmente, mas todos os fatos apontam para isso.
Maxwell conheceu Jeffrey Epstein no início da década de 1990 em uma festa em Nova York, e os dois se deram bem imediatamente. Suas conexões, herdadas de seu pai, foram essenciais para Epstein. Ghislaine, por sua vez, teve acesso aos poderosos desse mundo - desde o Príncipe Andrew ao Donald Trump.
Como Maxwell trabalhava:
- Encontrava as jovens vulneráveis (frequentemente de famílias pobres, em spas e escolas);
- Preparava-as para as “massagens” de Epstein;
- Ensinava-lhes pessoalmente práticas sexuais;
- Normalizava a violência com sua presença como uma “mulher mais velha”;
- Geria/enciava a logística de transporte entre várias residências de Epstein;
- Às vezes, participava pessoalmente nos atos de violência;
Tudo isso é muito semelhante ao treino/amento de agentes da KGB, que posteriormente participavam de operações de sedução.
Historicamente, em todos os grandes hotéis soviéticos e não só, sob o controlo do KGB, havia salas especiais com escutas telefônicas e gravações de vídeo. O alvo era gravado nos seus encontros sexuais com homens ou mulheres, depois lhe exibiam o material gravado e a pessoa era forçada a cooperar.
Alguns dos exemplos conhecidos do uso de «armadilha de mel» pelo KGB:
William John Christopher Vassall (1924–1996), um funcionário do Almirantado Britânico.
Vassall, isolado por causa de sua homossexualidade (na época, um crime) e humilhação social na embaixada, tornou-se um alvo fácil. Em 19 de março de 1955, ele foi convidado para uma festa, onde lhe ofereceram bebidas e o fotografaram em posições comprometedoras com vários homens. Sob pressão de chantagem, concordou em cooperar e entregou milhares de documentos secretos sobre tecnologia de radar britânica, torpedos e equipamentos anti-submarino. Após a entrega, foi descartado como lixo pelos soviéticos e, na Grã-Bretanha, recebeu uma pena de 18 anos de prisão, dos quais serviu dez.
Maurice Dejean (1899–1982), embaixador francês na URSS, amigo pessoal de De Gaulle.
A operação envolveu mais de 100 oficiais da KGB sob a liderança de Oleg Gribanov. KGB utilizou a atriz Larisa Kronberg-Sobolevskaya, uma das suas «andorinhas», agente «Lora». Durante o encontro, seu “marido” (um agente da KGB) invadiu o local e bateu o embaixador. Dejan recorreu a um “amigo soviético” em busca de ajuda, também um agente da KGB.
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| Larisa «Lora» Kronberg, atriz e «andorinha» do KGB |
Após se acalmar um pouco, o «marido» ameaçou o embaixador com uma denúncia à polícia. Para evitar um escândalo, Dejan teve que pedir ajuda a seus conhecidos em Moscovo/ou, e eles, é claro, a ajudaram. Naquela mesma noite, Dejan se encontrou com Gribanov, que lhe foi apresentado como conselheiro do presidente do Conselho de Ministros da URSS, Gorbachev. Gorbachev/Gribanov prometeu ajudar. Em troca, Dejan deveria prestar um pequeno favor ao governo soviético. Assim começou a longa cooperação entre o embaixador francês e o KGB.
Graças a informação dos oficiais do KGB que fugiram ao Ocidente, Dejan, foi exposto e perdeu o seu emprego como embaixador. No entanto, ele nunca foi formalmente acusado de nada, e, por exemplo, foi membro do conselho da Associação França-URSS de 1973 até sua morte.
Sargento Clayton J. Lonetree (1961 – ) guarda da Embaixada dos EUA em Moscovo/ou.
A agente do KGB «Violetta Seina» conheceu Lonetree em uma festa dançante do Corpo de Fuzileiros Navais em novembro de 1985, na véspera da cúpula Gorbachev-Reagan, onde Lonetree trabalhava na segurança. O relacionamento amoroso se transformou em ação de recrutamento. Lonetree forneceu plantas de embaixadas americanas em Moscovo/ou e Viena, os nomes e fotos de nove agentes da CIA na URSS e uma lista telefônica secreta.
Sargento foi julgado e condenado aos 15 anos de prisão, efetivamente serviu nove.
John Watkins (1902–1964), embaixador do Canadá na URSS.
Watkins foi fotografado tendo contato homossexual com o agente do KGB «Kamal». KGB exigiu que ele fosse «amigável» aos interesses soviéticos. Watkins relatou o incidente a Ottawa, mas ocultou a natureza sexual do ocorrido. Após ser exposto por oficiais do KGB que se refugiaram no Ocidente, a Polícia Montada Real Canadense (RCMP) o interrogou em Paris e Londres. Em 12 de outubro de 1964, Watkins morreu de um ataque cardíaco enquanto era interrogado em um hotel em Montreal.
James Hudson, Cônsul Geral Adjunto da Grã-Bretanha em Ecaterimburgo.
Béla Kovács, (1960 – ), eurodeputado húngaro (2010–2019).
História que apresenta uma verdadeira veterana em armadilhas amorosas, a russa Svetlana Istoshina — ela foi casada quase simultaneamente com um físico nuclear japonês Omiya Massanori, um criminoso austríaco Mario Schöne e Kovács.
Kovács conheceu Svetlana em Tóquio por volta de 1979–1980. O pai de Kovács confirmou que um oficial da inteligência húngara na embaixada o havia alertado: Svetlana era um «correio» do KGB. Ela viajava pela Europa e Ásia em missões. Após a queda do comunismo, Kovács tornou-se membro do Parlamento Europeu, viajava a Moscovo/ou todos os meses, organizava viagens de líderes do partido Jobbik para a rússia e foi observador no “referendo” ilegal russo de 2014 na Crimeia. Foi condenado, em setembro de 2022, in absentia, por um tribunal húngaro, aos 5 anos de prisão por espionagem. Atualmente vive algures na rússia.
Em 2010, vários políticos oposicionistas russos, casos do Viktor Shenderovich (humorista), Mikhail Fishman (editor da Newsweek), Ilya Yashin, Roman Dobrokhotov, Eduard Limonov, e vários outros, foram apanhados nos vídeos sexuais, com presença da Ekaterina «Mumu» Gerasimova. Agente do FSB, Gerasimova atraiu sistematicamente críticos do Kremlin, convidando-os para um apartamento com câmeras escondidas. Ela ofereceu sexo a três, cocaína e marijuana. O vídeo com Shenderovich foi divulgado dois dias antes do casamento da sua filha. Alega-se que alguns dos visados perceberam a armadilha e escaparam, não temos a certeza disso.
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| Agente do FSB Ekaterina «Mumu» Gerasimova |
A própria agente emigrou, mudou de nome e em 2012 vivia na Espanha.
Agente russa Maria Butina, se apresentava nos EUA como a fundadora da organização “Direito de Portar Armas”. Butina infiltrou-se sistematicamente na NRA e em círculos conservadores americanos, participando de convenções como convidada de honra. Em julho de 2015, ela perguntou publicamente ao Trump sobre as sanções contra a rússia. Ela morava com o agente republicano Paul Erickson — com o dobro de sua idade —, o que, segundo os promotores, era um «aspecto necessário de seu trabalho». Os promotores alegaram inicialmente que ela ofereceu sexo em troca de um cargo (essa alegação foi posteriormente excluída). Condenada em abril de 2019 aos 18 meses por conspiração e por atuar como agente estrangeira não registrada. Deportada para a rússia em outubro de 2019.
David Franklin Slater (63-64), tenente-coronel aposentado do Exército dos EUA, serviu, como contratado civil, no Comando Estratégico dos EUA (USSTRATCOM).
Em agosto de 2021, ele foi abordado por um agente do FSB russo se passando por um «ucraniano». Slater tinha autorização de segurança de nível TOP SECRET e participava de reuniões informativas confidenciais sobre a guerra da rússia contra a Ucrânia. Ele repassou informações secretas sobre alvos militares e capacidades russas por meio de um aplicativo de mensagens de um site de encontros até abril de 2022. Em julho de 2025, declarou-se culpado de conspiração para divulgar informações sobre a defesa nacional. Ele pode ser condenado até 10 anos de prisão e uma multa de 250.000 dólares.
Um grande número de armadilhas amorosas permanece sem solução e ainda está em operação. É importante ressaltar que este é apenas um dos métodos do atual FSB russo — há também chantagem, suborno, assassinato, etc. Esta não é uma situação sem esperança, é um perigo que deve ser reconhecido e combatido metodicamente.








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