Assim, em 5 de abril de 1969, o 1º Departamento do Ministério do Interior da Polónia (Inteligência externa) produziu um informe secreto sobre às atividades dos grupos ocidentais na Checoslováquia, já após o esmagamento da Primavera de Praga pelas forças militares do Pacto de Varsóvia.
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| As ruas de Praga em agosto de 1968 |
O documento defendia que os alegados «centros de sabotagem ocidentais» estavam a enviar «os grupos especiais de formação» (Sic!) para a Checoslováquia, com a tarefa de familiarizar os estudantes checoslovacos com «os métodos de organização de manifestações e combates de rua».
Como exemplo da atuação destes grupos, os polacos citam a «exibição de um filme de 45 minutos no dia 2 de abril deste ano, às 18h00, na Faculdade de Filosofia da Universidade Carolina em Praga, dedicado a manifestações estudantis em França, na República Federal da Alemanha e no Japão».
Curiosa a composição do grupo, que incluia o ativista franco-polaco Charles Urjewicz, atualmente um professor emérito da história russa e do Cáucaso, na altura o militante da organização francesa «trotskista-sionista» [assim no documento] Juventude Comunista Revolucionária (JCR), Jean-Paul Sidi, membro da mesma organização e Sibylle Plogstedt, a ativista da União Socialista dos Estudantes Alemães (Sozialistischer Deutscher Studentenbund — SDS) de Berlim Ocidental (alemã Sibylle Plogstedt, que mais tarde se tornou jornalista e publicitária, na década de 1960 era militante ativa do Grupo de Marxistas Internacionalistas, liderado por um proeminente socialista e sindicalista Jakob Moneta).
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| O blindado soviético esmaga um autocarro civil nas ruas de Praga, agosto de 1968 |
O 1º Departamento alertava os governantes polacos, que Urjewicz visitou a Polónia por diversas vezes, em 1962, 1963, 1964, 1966 e 1967, colaborando com os Komandosi, um proeminente grupo dissidente de estudantes de esquerda na Polónia comunista durante o final da década de 1960 e início da década de 1970, com figuras-chave como Adam Michnik, Jan Lityński e Seweryn Blumsztajn. O grupo foi perseguido e parcialmente desmantelado pelos serviços secretos polacos na sequência dos protestos estudantis pró-democracia em março-agosto de 1968. O documento polaco também alega, que o líder do grupo alemão SDS, Eric Nohara (1928-1990), era, alegadamente, um «agente dos serviços secretos britânico e americano».
























































