domingo, maio 10, 2026

Os «regimentos mortais» de mutilados e fecapocalipse russo

A marcha de «regimento imortal» russo em Augsburg, na Alemanha

A cidade russa de Engels, de onde partem bombardeiros estratégicos russos para atacar Ucrânia, celebrou o 9 de Maio totalmente encharcada em excrementos. A cidade de Almetyevsk na Tartaristão, aceitou o desafio e colocou os mutilados à marchar.

 

A cidade inteira de Engels está a afundar-se em merda há uma semana. Devido à destruição de um sistema de esgotos, as ruas estão cheias de poças de fezes. 

As autoridades municipais, regionais e federeis russos podiam aplicar os fundos existentes num novo sistema de esgotos e ter reparado completamente os serviços públicos da cidade. Em vez disso, dia e noite fabricam os mísseis para matar os ucranianos e destruir os centrais termoelétricas de Kyiv e outras cidades ucranianas. Destruir e estragar a vida civil dos outros é mais importante para os russos do que viver a sua própria vida normal. Depois afogam-se em merda e os seus filhos respiram o esgoto.


Na cidade de Almetyevsk, na região de Tartaristão, foi organizado o desfile alusivo ao dia 9 de maio, no qual participaram os novos mutilados, os homens, na sua maioria jovens, que perderam os braços ou pernas algures nas estepes da Ucrânia. No decorrer da dita «SVO», ou a «operação militar especial». O nome do jargão para a guerra, segundo as regras da «nova normalidade» russa, em vigor naquele país desde 24.02.2022. 

Mais um dia normal na rússia, o país, cujos filhos e filhas nascem e vivem para «transformar Kafka na realidade», como rezava o famoso trocadilho soviético... 

Fontes: kazansky2017; ButusovPlus; kazansky2017

Universidade pública russa treina hackers e sabotadores para a secreta militar GRU

[M] DER SPIEGEL; Fotos: Galina Savina / depositphotos / IMAGO; DER SPIEGEL; FBI (2);
Hans Christian Plambeck / laif
A Universidade Técnica Estatal «Bauman» de Moscovo (BMSTU) forma os hackers e ensina técnicas de desinformação. Alguns graduados já estão afetos à unidade militar Nrº 74455 do GRU, responsável pelos ataques às infraestruturas civis na Ucrânia e na Geórgia (o que constitui um crime de guerra). 

Uma investigação conjunta dos The Insider, The Guardian, Le Monde, Der Spiegel, Frontstory e VSquare revelou que o centro de treino militar da Universidade Técnica Estatal «Bauman» de Moscovo (BMSTU) possui um departamento secreto que forma hackers e sabotadores para a secreta militar russa GRU. Os jornalistas analisaram mais de dois mil documentos internos do departamento, incluindo currículos, contratos, cartazes de propaganda e listas de alunos, graduados e professores. Na sua investigação, as publicações detalham como os estudantes promissores são preparados para carreiras na GRU — secreta militar russa responsável por hackear as páginas oficiais de governos ocidentais, envenenar figuras da oposição russa e interferir em eleições na Europa e nos Estados Unidos. A publicação russa Meduza resume as principais descobertas da investigação. 

O Departamento nº 4 do Centro de Formação Militar de Universidade Bauman forma os alunos sob a supervisão de oficiais do GRU. Este departamento não é mencionado na página/no site da universidade na secção que descreve a estrutura do centro de formação — aí, o Departamento nº 5 segue o Departamento nº 3.

Um dos cursos do Departamento nº 4 chama-se «Neutralização da Inteligência Técnica» e abrange toda a gama de ferramentas modernas de hackers. Durante as aulas práticas, os alunos realizam «testes de intrusão» utilizando um vírus informático e, para a avaliação final, devem desenvolver o seu próprio vírus.

O departamento também ensina «propaganda, agitação, manipulação e persuasão» (assim se chama uma das palestras), e os alunos são encarregados de criar um «vídeo social sobre qualquer tópico de interesse» usando «manipulação», «pressão» e «propaganda oculta». Os alunos aprendem também os princípios de funcionamento da CIA, do FBI e da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA, e os seus trabalhos de fim de curso centram-se nas redes de computadores seguros do Pentágono. Outra secção do currículo é dedicada às tecnologias militares: os alunos estudam a experiência de combate das unidades das forças de operações especiais russas, bem como o design de vários tipos de drones ocidentais — americanos, britânicos e alemães.

O esquema que enumera os assim chamados «canais técnicos de fuga de informação»

O vice-chefe do departamento é o tenente-coronel Kirill Stupakov, que leciona um curso especial sobre tecnologias de espionagem, incluindo técnicas de escuta telefónica e vigilância. Diz aos estudantes que a a invasão russa da Ucrânia (a «operação militar especial», a SVO, no jargão patrioteiro russo), era «inevitável» porque Ucrânia era alegadamente governada por supostos «nacionalistas e neonazis», mas na correspondência privada, Stupakov refere-se a Dmitry Medvedev como «Dimon» (Dimão), Putin como «velharia» e o chefe do Estado-Maior General Valery Gerasimov como um «alcoólico todo fodido».

Todos os anos, 10 a 15 alunos do departamento são admitidos nas unidades do GRU. Alguns graduados servem na unidade militar Nrº 74455, interligada ao grupo de hackers Sandworm, que orquestrou vários grandes ataques cibernéticos nos últimos anos. Os graduados são também enviados para o Fancy Bear, um outro grupo de hackers russos igualmente notório, implicado em inúmeros grandes ciberataques.

Em abril de 2025, vladimir putin visitou Universidade Bauman, reunindo-se com estudantes e percorrendo o novo edifício e a exposição de desenvolvimento da universidade, onde lhe foi apresentado um novo drone. O presidente russo não fez qualquer menção ao 4º Departamento durante esta visita.

sábado, maio 09, 2026

🔥Ucrânia combina os deep strikes e ataques de alcance médio na linha da frente

Um drone ucraniano Lyutiy leva a mensagem de felicitação ao presidente russo

A incrível intensidade dos ataques ucranianos de longo alcance nos dias 7 e 8 de maio, ofuscou, ligeiramente, a «movimentaça» diária na zona central da linha da frente. Apresentação que segue engloba apenas os alvos russos eliminados/atingidos pelas unidades de USBS do Robert «Magiar» Broudi. Sem contar ação das outras unidades das FAU. 

Na noite de 7 de maio:

  • 2 × SAM «Buk-M3» — na região de Donetsk
  • Sistema anti-aéreo SAM «Strela-10» — na região de Zaporizhia
  • Tanques de combustível, armazém e armazenamento subterrâneo de combustível — na região de Luhansk
  • Pontos de controlo de UAV — na região de Zaporizhia
  • Armazém de mísseis balísticos, equipamento e pessoal — na região de Luhansk

Na noite de 8 de maio:

  • SAM «Tor-M2» — Mykhailivka, região de Zaporizhia
  • SAM «Tunguska» — Zhigalki, região russa de Bryansk
  • Depósito de petróleo, tanques de combustível e infraestruturas de gás — Luhansk
  • Pontos de deslocamento temporários — Troitske, na região de Luhansk
  • Torres e nós de comunicação — regiões de Zaporizhia e Donetsk

Bónus 

Na noite de 8 à 9 de maio os drones ucranianos visitaram a cidade de Kaspiysk, na região do Daguestão. A Kaspiysk alberga uma das principais bases da flotilha militar russa do Mar Cáspio...

sexta-feira, maio 08, 2026

⚡️💥🔥Ucrânia atinge os alvos russos em Grozny, Ecaterimburgo, Nizhni Novgorod, Rostov, Perm

A cidade russa de Perm novamente à arder

A destruição do arsenal russo do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Kedrovka e de duas fábricas de explosivos e bombas de alto poder destrutivo foi confirmada. Continua em andamento os esforço ucraniano para reduzir as capacidades russas de realizar uma agressão armada contra a Ucrânia.

Ucranianos felicitam os moradores de cidade russa Perm pelo seu Dia de Vitória

Cidade de Perm continua à arder

Foi confirmada a destruição dos edifícios de produção da Fábrica «Sverdlov» em Dzerzhinsk (região de Nizhny Novgorod) em 30 de abril de 2026. A Fábrica «Sverdlov» é um dos maiores fabricantes russos de explosivos. A empresa produz quase todos os tipos de munição - projéteis de aviação e artilharia, ogivas para mísseis guiados antitanque, munição para tropas de engenharia, etc. Entre outras coisas, a fábrica produz bombas de alto poder destrutivo (HABs), que o inimigo utiliza para criar bombas aéreas guiadas (KABs). 

A cidade russa de Rostov é atingida pelos mísseis ucranianos disparados de locais diferentes, apenas mais logo se saberá a extinção de danos e possivelmente será efetuado o novo fogo corretivo:


O 70º arsenal do GRAU em Kedrovka, perto de Ecaterimburgo, foi atingido por drones ucranianos em 25 de abril. Isso aconteceu em paralelo com a destruição de aeronaves no aeródromo de Chelyabinsk, que se tornou outro recorde de distância para os drones ucranianos. 

Parte do arsenal russo em Kedrovka na região de Ekatiremburgo

Explodiram as instalações de um dos principais depósitos de retaguarda do exército russo, onde munição de artilharia, mísseis e outros meios de destruição eram armazenados para fornecer apoio à frente de batalha. O 70º arsenal do GRAU em Kedrovka, perto de Ecaterimburgo, foi atingido por drones ucranianos ainda no dia 25 de abril. 

Alvos russos na Chechênia

Um dos drones ucranianos atingiu o aquartelamento da 42ª Divisão de Fuzileiros Motorizados da Guarda e um outro caiu próximo (provavelmente de curto alcance) à Diretoria do FSB na República da Chechênia.


Fontes: exilenova_pluskazansky2017

Relatos do Inferno: os POW ucranianos que voltaram vivos das masmorras russas

O jornal alemão Die Zeit (impresso e online) publicou um longo ensaio + entrevista com militares ucranianos que passaram, durante três anos, por cativeiro russo e voltaram daquele inferno para contar as suas experiências além da tortura. 

«Aqueles que foram torturados continuam torturados», escreveu o escritor judeu-austríaco e sobrevivente do Holocausto Jean Améry. 

Penso nisso enquanto como um borscht cremoso e de cor vermelho-escuro.

O capitão também está a comer borscht. Apenas meia dose. Um homem tão grande — e está a comer com uma colher pequena. Muito lentamente, quase com cautela. Ele mostra-me uma foto no seu telemóvel. Foi tirada logo após a sua captura. Perdeu cinquenta quilos lá, diz.

Tem olhos azuis claros e um sorriso quase impercetível. A sua esposa está a cuidar dele agora. Em casa, tem pensão completa.

O capitão Ruslan Odaiskyi trabalhou no mar durante toda a sua vida, quase vinte anos em Sebastopol. Em 2014, após a anexação da Crimeia, mudou-se com a família para Kyiv. Sabia que a guerra estava a caminho. Quando a guerra começou, Odaiskyi levou a sua família para um lugar seguro e foi para a frente de batalha. Alguns meses depois, foi feito prisioneiro; após uma explosão, acordou amarrado. 

Durante dois anos e meio de cativeiro, foi transferido entre três centros russos de detenção diferentes. A cada transferência, pensava que finalmente seria libertado numa troca de prisioneiros. Para os russos, era um jogo: torturar, dar esperança, voltar a tirá-la. Em 2025, passados ​​quatro anos, foi libertado. Mas o que significa realmente «libertado»?

***

Por vezes, eram autorizados a escrever cartas. Nenhuma é enviada. Certa noite, um homem queixou-se de dores no coração; um guarda o tinha espancado. Quando o médico chegou de manhã, o homem já estava morto. Não havia analgésicos. Dizem que não se morre de dor. A tortura faz parte do quotidiano. Durante os interrogatórios [os russos] trazem uma pasta. Dentro dela, um telefone de campanha soviético, um dínamo manual. Ao rodar a manivela, a eletricidade flui. Os fios são colocados no corpo — na orelha, no dedo. Então [pessoas] se torcem todoas.

A pior tortura é a fome. O pão é distribuído de forma desigual. Quem tem um pedaço maior é odiado — e todos se envergonham disso.

Sobreviver não é tudo.

«Pode-se tirar tudo a uma pessoa, exceto a última liberdade: a de escolher como reagir às circunstâncias», escreveu o psiquiatra austríaco-judeu e ex-prisioneiro de um campo de concentração Viktor Frankl.

Pergunto ao capitão como sobreviveu. Como os outros sobreviveram.

«É preciso manter-se unido, com os seus camaradas. Havia rituais. Quando alguém recebia uma carta, todos a liam; tornava-se uma fonte de apoio para toda a cela." Certa vez, recebeu também uma carta, da sua mulher: "Estamos vivos, o nosso filho começou a universidade." Não escreveu mais nada, porque a carta não estava selada — a esposa sabia que os russos a iriam ler.

Eles conversavam. Por vezes, alguém falava sobre o trabalho com detalhes minuciosos durante todo o dia. Antes de dormir, alguém da cela dizia sempre: "Boa noite. E agora vamos pensar nas nossas famílias.»

«Nos aniversários, dávamos o nosso pão a quem quer que fosse. Sente-se muita fome; não se consegue imaginar essa fome, mas sente-se na mesma». A humanidade pode ser preservada mesmo em condições desumanas. Foi assim que sobreviveram. Juntos.

Mas sobreviver não é tudo. Primo Levi escreveu num livro que escreveu quarenta anos depois da sua experiência em Auschwitz: «Aconteceu e, consequentemente, pode voltar a acontecer: esta é a essência do que temos para dizer».

«Aqueles que sobreviveram precisam de falar. O mal que um dia se tornou possível não desaparece para sempre. Mas como continuar a viver quando se tem de falar de uma ferida ainda recente? Será que é mesmo necessário? O capitão acha que sim. "Como sou livre, preciso de falar. É difícil. Tenho perturbação de stress pós-traumático, flashbacks constantes. Não faço terapia, mas tenho a minha mulher e um padre. Isso mantém-me vivo.»

“Todos sonhávamos com a troca. Por vezes, davam-nos lâminas de barbear — talvez um sinal. Pensávamos que provavelmente nos levariam para outra prisão. Colocaram-nos numa carrinha de transporte de prisioneiros. Cinco ou seis horas sem parar. Um guarda disse: ‘Se não fizerem asneiras, estarão em casa dentro de uma hora.’ Ninguém acreditou nele.”

“Só quando nos meteram num avião é que surgiu a esperança. Aterrámos na Belarus, em Homel. Tiraram-nos as vendas, verificaram os nossos nomes e levaram-nos até à fronteira de autocarro. Então, alguém entrou no autocarro e disse: ‘Glória à Ucrânia.’ Eu só pensei: não mereço isto, esta felicidade. E depois, aquele corredor de familiares. Mostram fotografias, perguntam: Viste o meu? Sabes alguma coisa? Ele está vivo?”

***

Juan Leyva-García é meio ucraniano, meio cubano, estudou nos EUA, mas voltou para defender o seu país.

Foi feito prisioneiro na primavera de 2022, defendendo a fábrica de aço Azovstal em Mariupol, que os russos acabaram por destruir. Após a ordem ucraniana para terminar a defesa e abandonar a central, foi detido na rússia. Juan ficou detido em quatro locais diferentes. Primeiro, foi levado para um campo em Olenivka, na região de Donetsk, ocupada pelos russos. O caos reinava ali: nenhuma higiene, fome, desordem total. Depois, a colónia penal na região de Luhansk, em Dovshansk – durante um ano e meio. De seguida, o centro de detenção provisória em Taganrog, no sul da Rússia – nove meses. Depois, mais um ano numa colónia penal na região de Perm.

Havia algum guarda prisional humano entre os russos? Juan sorri ironicamente.

Uma vez, um deu-lhe um cigarro. Outro quase nunca lhe batia. Duas pessoas em três anos. Os outros espancavam-no e abusavam dele. “Na prisão, obrigavam-nos a ler livros russos. Livros sobre a Segunda Guerra Mundial. Um deles fazia-nos decorar poemas de Pushkin. Se alguém recitasse algo errado, era brutalmente espancado.”

Havia também mulheres na colónia penal. Na região de Perm, diz, a situação era particularmente má. Frio. Fome. As pessoas eram obrigadas a estar de pé durante quase o dia inteiro. Uma mulher, jornalista, morreu de fome e de exaustão.

Juan escondia-se nos seus sonhos, que ninguém lhe podia tirar: estavam fechados como um armário, cuja chave só ele e a sua noiva tinham. Durante três anos, ela manteve-o a salvo. Mesmo sem saber se ainda estava vivo. Agora estão juntos. 

O capitão volta a viver em Kyiv com a mulher e o filho. O filho estuda alemão e quer ser filólogo; o pai diz que tem orgulho nele. Ele próprio continua a ser um prisioneiro de guerra.

Muitos órgãos de comunicação recusaram a publicação porque o tema é difícil e sombrio. Após um mês de edição, conversas com editores e corte do quase metade do tamanho original, o texto foi publicado num veículo de grande influência — o equivalente ao New York Times para os leitres de língua alemã.

«Tentei escrever de uma forma que incluísse muitas alusões à experiência, literatura e cultura alemãs. Para que o texto chegasse ao coração e ao código cultural. Para que as pessoas não o idealizassem e percebessem com o que estavam a lidar. Com um grande e banal mal ao qual não se pode ceder», — explica a jornalista ucraniana Iryna Fingerova.

Enquanto escrevia, lia Varlam Shalamov, parte de “Arquipélago Gulag”, Viktor Frankl e Primo Levi.

Esta é uma entrevista muito honesta e muito difícil.

Esta é também uma tentativa de análise, por que isto não é apenas a “guerra de Putin” — uma ideia muito popular na Alemanha [e no resto da Europa também]. Porque existe responsabilidade coletiva e como viver com ela?

Não sei como aconteceu. Nem sei se tinha o direito de escrever sobre o assunto. Mas escrevi-o porque precisa de ser discutido, sem rodeios e em pormenor.

quinta-feira, maio 07, 2026

As operações da secreta externa russa SVR na América Latina

Agente da secreta externa russa SVR Dmitri Novikov
Argentina deteve e expulsou do país o responsável de rede de desinformação do SVR na América Latina. Trata-se de Dmitri Novikov, cidadão russo de 26 anos, suspeito de liderar uma rede de desinformação russa na América Latina, informa a secreta argentina SIDE.

Comunicado da secreta aregentina SIDE

Segundo informações da secreta argentina, Novikov entrou no país disfarçado de turista, mas poderá estar envolvido em operações de influência e desestabilização. Novikov foi detido por fornecer informações falsas à entrada no país. De acordo com os meios de comunicação argentinas, a detenção aconteceu num dos subúrbio de Buenos Aires. 

A ministra da Segurança Nacional, Alejandra Monteoliva, chamou o agente russo de “líder de uma rede de desinformação russa” que chegou para atacar instituições estatais. Segundo os investigadores argentinos, Novikov está associado à estrutura Kompaniya, que anteriormente estava ligada ao Yevgeny Prigozhin e, após a eliminação deste pelo estado russo, ao Serviço de Informações Estrangeiras (SVR, secreta civil russa que atua no estrangeiro, desempanhando as funções do antigo 5º Departamento do KGB) da Rússia. A rede operava em operações de desinformação em países da América Latina.

Em setembro de 2025, Novikov já tinha sido detido por um motivo semelhante na República Dominicana, onde provavelmente residia nos últimos anos. Segundo informações dos serviços de informação argentinos, Novikov foi deportado da República Dominicana pela sua participação em atividades de desinformação relacionadas com interferências nos assuntos de vários países. 

Biografia: Dmitry Novikov, de 26 anos, nasceu na cidade russa de Petropalovsk-Kamchatsky. No entanto, obteve os seus dois passaportes para as viagens ao estrangeiro na região de Moscovo (em 2019 e em 2022, ambos emitidos na região de Moscovo). 

De acordo com o El Periódico, nos últimos dois anos, Novikov visitou repetidamente diversos países da América Latina, incluindo o Chile, a República Dominicana, a Colômbia, o Panamá e o Brasil. A última vez que Novikov entrou na Argentina foi a 12 de abril, vindo de Istambul.

Jornalistas do Forbidden Stories relataram que a estrutura participou em campanhas de influência contra o presidente Javier Milley e utilizou a infraestrutura do projeto russo Lakhta, que está ligado a operações da SVR no estrangeiro.

Em 2025, as autoridades argentinas já tinham dado conta da exposição de uma rede de desinformação ligada ao Kremlin na América latina.

Como os estudantes estrangeiros acabam na guerra neocolonial russa

Estudantes da Índia, do Iraque e de outros países do Sul Global chegaram à rússia com os sonhos habituais: estudar, trabalhar e construir um futuro. Mas em vez de estudar, acabaram na linha da frente, envolvidos numa guerra neocolonial russa contra Ucrânia.

Alguns receberam promessas de dinheiro fácil, outros foram pressionados a assinar um «bom» contrato, e outros simplesmente não compreenderam completamente aquilo em que se meteram até ser tarde demais. Não se trata de casos isolados, mas sim de um esquema russo em que cidadãos dos países podres são utilizadas como meros recursos descartáveis.

A rússia recrutou, no mínimo, 27.945 cidadãos estrangeiros para combater na guerra contra Ucrânia. São dados do projeto ucraniano «Quero Viver». Por detrás deste número, estão as histórias reais de pessoas atraídas para a rússia com promessas de formação, trabalho e altos rendimentos legais, e depois — frequentemente através de engano, pressão e tortura — foram enviadas para a frente de batalha. 

Sahil Majoti é natural da cidade de Morbi, no oeste da Índia. Era um bom estudante e após se formar no ensino secundário, decidiu frequentar o ensino superior — e a sua escolha recaiu sobre a rússia. Em janeiro de 2024, Sahil partiu ao São Petersburgo para estudar engenharia no ITMO (Instituto de Mecânica de Precisão e Ótica, que forma especialistas em TI).

Sahil Majoti como homem livre e como POW na Ucrânia

Ao chegar à rússia, o jovem procurou um trabalho em part-time que pudesse conciliar com os estudos. Rapidamente encontrou, na rede social Telegram, um «bom» trabalho de estafeta, fazendo entregas de encomendas comuns — comida e documentos. No terceito dia recebeu o ordem para levar a encomenda de droga, foi apanhado pela polícia e condenado aos sete anos de prisão por tráfico de droga, ao abrigo da 2ª parte do Art. 228º do CP russo «Aquisição, armazenamento, transporte, fabrico ou processamento ilegais de estupefacientes, substâncias psicotrópicas e seus análogos, bem como a aquisição e o armazenamento ilegais de plantas que contenham substâncias estupefacientes». 

“[Os agentes de segurança] disseram-lhe [rindo-se à brava] que, se aceitasse a cidadania russa, receberia um apartamento na rússia, um emprego no governo, a oportunidade de casar com uma russa e de ficar na rússia. Chegaram mesmo a prometer reduzir a sua pena”, relata a sua mãe Khasina. O filho sofria pressões na prisão: “Foi torturado, ameaçado e obrigado a assinar documentos, depois do que acabou no exército russo”. 

“Quando assinei os documentos, perguntaram-me o que queria fazer. Escolhi drones e trabalhar como mecânico, uma vez que estava a estudar para ser engenheiro”, conta Sahil. Naturalmente, na unidade de treino, disseram-lhe que a realidade seria diferente: será enviado à linha da frente. Segundo o próprio, em setembro de 2025, foi enviado para um campo de treino, onde aprendeu a manusear uma espingarda/rifle de assalto e a lançar granadas. O treino durou 16 dias. A 30 de setembro, foi enviado para Ucrânia. 

Num belo dia, Sahil decidiu fugir e, depois de percorrer cerca de dois quilómetros, chegou a um ponto defensivo ucraniano. «Larguei imediatamente a espingarda e disse: 'Não quero lutar, preciso de ajuda'», recorda o homem. Contou que só tinha estado na linha da frente durante três dias e que não tinha matado ninguém. 

Hoje, Sahil pede às autoridades indianas que não o extraditem para a rússia e que o ajudem a regressar à sua terra natal. A sua advogada Deepa Joseph, conseguiu encontrar Sahil pessoalmente quase dois anos depois — em janeiro de 2026, num campo de prisioneiros de guerra na Ucrânia. 

«Sahil estava em condição estável e a receber cuidados médicos básicos. O seu único pedido era regressar à Índia e reencontrar-se com a mãe», explica Dra. Joseph. 

Hoje, o caso de Sahil está sendo analisado em simultâneo em várias instâncias — nos tribunais e através dos canais diplomáticos. Deepa Joseph, juntamente com os seus colegas, apresentou uma petição no Tribunal Superior de Deli exigindo o regresso seguro de Sahil da Ucrânia para a Índia: «Baseia-se no facto de ele ser cidadão indiano e o Estado ter a obrigação de o proteger e facilitar o seu regresso». 

Foi também enviada uma petição separada ao Gabinete do Presidente da Ucrânia, pedindo que seja considerada a possibilidade de repatriamento direto. Os organismos indianos — o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Embaixada em Kyiv — também estão envolvidos no processo. No entanto, a decisão final depende de acordos diplomáticos — principalmente entre a Ucrânia e a Índia. 

Ali Salman, iraquiano, 32 anos 

Só em 2025, centenas de pessoas de países árabes, de África e do Médio Oriente juntaram-se ao exército russo — um total de 1.442, segundo os dados ucranianos. 

Um deles é Ali Salman, um cidadão iraquiano de 32 anos. Durante mais de seis meses, a sua família não tem notícias dele. Como conta Hussein, irmão de Ali, este foi estudar para a rússia, mas acabou por lutar na guerra contra Ucrânia. 

Ali Salman, como homem livre e escravizado nas fileiras do exército russo

«No verão de 2025, Ali encontrou um anúncio num canal de Telegram sobre cursos na rússia. Foi contactado por um intermediário, um sírio chamado Bahjat, que lhe prometeu a oportunidade de estudar e trabalhar como tradutor por 2.500 dólares. Ali falava inglês fluentemente e parecia uma hipótese real de começar uma nova vida», explica o irmão de Ali Salman. 

Em setembro de 2025, Ali voou para Moscovo. Era a sua primeira vez na rússia. Bakhjat encontrou-o no aeroporto — a família tem um vídeo desse encontro. Depois, Ali foi enviado para uma semana de treino e, depois disso, para a frente de batalha, para uma unidade militar de assalto Nr. 54682 na região de Kursk. Ali fez o seu último contacto no final de novembro de 2025. Nessa altura, segundo a sua família, estava na região de Kupyansk, na Ucrânia temporariamente ocupada, uma das zonas mais afetadas pelos combates. Depois disso nunca mais houve quaisquer notícias do Ali. 

Para saber exactamente como são recrutados estrangeiros para a guerra na Rússia, através de promessas falsas e artimanhas crueis, e o que lhes acontece na linha da frente, leia o artigo completo do «Vot Tak». 

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quarta-feira, maio 06, 2026

Mísseis Flamingo ucranianos atingem o complexo militar-industrial russo em Cheboksary

Entrada da fábrica VNII-Progress em Cheboksary
Na noite passada, Ucrânia efetuou vários lançamentos de mísseis de cruzeiro F-5 Flamingo, no âmbito da Operação Deep Strike das FAU, contra vários alvos russos, incluindo instalações do complexo militar-industrial em Cheboksary.


Assim ficou o centro comercial MTV, mesmo ao lado da fábrica militar
 

Os mísseis ucranianos Flamingo percorreram uma distância de mais de 1.500 quilómetros. A fábrica militar afetada produzia sistemas de proteção de relés, automação e equipamentos de baixa tensão. A central fornecia elementos de navegação para a marinha da guerra russa, para a indústria de mísseis, para a aviação e para veículos blindados. Os armamentos que ocupantes russos usam na guerra contra Ucrânia.

A rússia deve terminar a sua guerra e partir para a diplomacia a sério. Ucrânia fez a sua oferta. Glória à Ucrânia!

Foi revelada uma versão muito detalhada da impressionante entrada central da fábrica VNIIR-Progess em Cheboksary (vídeo acima), os danos nas instalações, protegidas pelas redes anti-drone, são mais visíveis.

Os novos crimes de guerra russos em Kramatorsk e Zaporizhia

Os ocupantes russos atacaram as cidades ucranianas de Kramatorsk e Zaporizhia com as bombas planadoras KAB. Cinco civis ucranianos morreram no centro de Kramatorsk, 12 em Zaporizhia. Assim decorre a «ajuda russa» à população de Donbas. 



Ataque russo ao centro de Kramatorsk




Ataque russo ao centro de Zaporizhia

Fontes: kazansky2017 / kazansky2017 

...e a resposta ucraniana 

Na Crimeia ocupada os militares da unidade «Fantasmas» da GUR MOU destruíram o avião anfíbio Be-12 «Chaika» equipado com drones, três lanchas de assalto anfíbio e um navio de abastecimento. Perante estes ​​acontecimentos, o gauleiter Aksenov anunciou o cancelamento do desfile do dia da vitória em homenagem ao dito «regimento imortal»... 

Os TG canais militares e patrioteiros russos também reconheceram a perda de um Mi-8, a tripulação não sobreviveu, os detalhes à apurar:

Os TG patrioteiros russos reconhecem a perda do Mi-8


Mais de 200 arménios morreram na guerra neocolonial russa na Ucrânia

Atualmente, Ucrânia dispõe dos dados pessoais de pelo menos 994 cidadãos arménios que assinaram contratos com exército russo. Arménia está entre os oito principais países em termos de recrutamento dos mercenários estrangeiros. Pelo menos 204 pessoas morreram ou estão desaparecidas. 

Abandonada pela rússia e pela Organização do Tratado de Segurança Colectiva (OTSC), durante a guerra em Nagorno-Karabakh, Arménia apercebeu-se da natureza ilusória dos compromissos de alianças com a rússia. Nos dias 4-5 de maio de 2026, a capital arménia acolhe a cimeira da Comunidade Política Europeia, com a presença dos líderes de 48 países europeus e do Canadá. 

Arménia perdeu na guerra neocolonial russa contra Ucrânia mais do que eram as sua perdas na Terceira Guerra de Karabakh, em 2023. Dois cidadãos arménios e cerca de uma dúzia de arménios étnicos, mas cidadãos russos, estão actualmente detidos nos campos de POW na Ucrânia. O projeto ucraniano «Quero Encontrar», recebeu 621 pedidos de busca por arménios desaparecidos. 

São números bastante altos para um país pequeno. Importante compreender que, sem uma oposição formal e ativa de Yerevan, o Kremlin apenas aumentará o ritmo de recrutamento dos arménios. Enquanto 83 cidadãos arménios assinaram contratos com os russos em 2023, este número subiu para 575 em 2025. Moscovo, dessa forma, tenta repor as perdas das suas forças armadas, mas também tenta criar um factor de desestabilização e de pressão sobre a Arménia, que procura a integração europeia. 

Importante lembrar que o recrutamento russo não é um problema apenas para os vizinhos da rússia e para os países africanos. De acordo com os dados ucranianos, cidadãos de 23 dos 27 países da União Europeia passaram ou continuam pertencer ao exército russo. Dos 48 países participantes na cimeira de Yerevan, 38 têm cidadãos contratados pelo exército russo. 

No total, Ucrânia possui os dados pessoais de mais de 28.000 estrangeiros de 135 países recrutados pela Rússia para a guerra. Centenas deles, cidadãos de 48 países, estão atualmente detidos na Ucrânia como prisioneiros de guerra. 

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terça-feira, maio 05, 2026

🔥Ucrânia atinge a fábrica militar russa em região de Chuvachia

Ucrânia atingiu, possivelmente usando o míssil FP-5 «Flamingo», a fábrica «VNIIR-Progress» na cidade de Cheboksary, na região de Chuvachia, cerca de 1000 km da fronteira ucraniana. A unidade é o fabricante dos módulos de navegação com proteção contra a guerra eletrónica «Kometa», usados pelos drones, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos russos. 





Coordenadas da fábrica: 56.10322456501862, 47.26401251841342 

Os meios de comunicação russos noticiam que, no dia 30 de abril, durante o ataque de drones navais ucranianos à ponte de Crimeia/Kerch, toda a tripulação (oito pessoas) da lancha «Sobol» da classe PSKA-300, de patrulha do serviço fronteiriço do FSB foi morta. Os canais patrioteiros russos divulgaram a lista dos agentes do FSB liquidados. 

A lista dos funcionários do FSB liquidados pela Ucrânia

Pergunta, o que poderia liquidar 8 homens treinados, na proximidade da costa, embora no período noturno? Hipótese: a) a tripulação foi apanhada desprevenida e morreu afogada, possivelmente no interior da embarcação afundada. Hipótese b) houve uma forte explosão à bordo, provocada pelo impacto do drone naval, possivelmente um «Magura» V-5. Ambas as duas hipóteses são válidas) 

Anteriormente, na noite de 3 de maio, um drone ucraniano atingiu um prédio em Moscovo, numa distância de cerca de 7 km da Praça Vermelha e 3 km do edifício do Ministério da Defesa russo...


 

Fontes: exilenova_plus; kazansky2017

domingo, maio 03, 2026

Juraguá, a cidade nuclear da Cuba comunista

Em 1976, a URSS assinou um acordo com Cuba para a construção da Central Nuclear de Juraguá, a 200 km de Havana. Em 1987, 11.000 pessoas trabalhavam na construção da central, mas em 1991 a URSS colapsou e o projeto foi cancelado.

O plano era construir duas unidades de geração de energia com reatores VVER-440, cada uma com uma capacidade de 440 MW. A construção da central começou em 1983. Uma cidade para os trabalhadores da energia nuclear, a Ciudad Nuclear, foi construída nas proximidades, inspirada nas «cidades atómicas» soviéticas. Na primavera de 1987, 11.000 pessoas trabalhavam na construção da central.



«Que o átomo seja operário e não um soldado»

A primeira unidade de geração de energia estava quase pronta, mas em 1991, a URSS entrou em colapso e a construção foi interrompida. Cuba tentou posteriormente obter financiamento, mas em 2000, Fidel Castro cancelou finalmente o projeto. Tudo o que resta são as gigantescas estruturas de betão da central e a cidade dos trabalhadores da energia nuclear, onde ainda vivem pessoas.

O fracasso do projeto Juraguá também levou à demissão do filho do ditador, Castro Díaz-Balart, que estava sendo acusado pelo pai de incompetência, segundo relatos da imprensa à época. Em 2018, «Fidelito» cometeu suicídio após sofrer um quadro de «depressão profunda», segundo a imprensa oficial cubana.




Como podemos ver na última foto, a futura central nuclear está situada na costa do Mar de Caraibas, num local baixo e facilmente alagável, no caso de algum acidente, toda a radiação seria despejada nas águas costeiras, envenenando, para sempre o meio-ambiente local e possivelmente regional.

❗️As novas sanções económicas ucranianas impostas ao setor energético russo

Na noite de 2 à 3 de maio os drones ucranianos atingiram o porto russo de Primorsk (região de Leninegrado), o navio de mísseis «Karakurt», portador de mísseis «Kalibr», bem como uma lancha de patrulha e dois petroleiros da frota clandestina de petróleo russo. 

Ucrânia impôs sanções contra dois petroleiros pertencentes à frota paralela russa perto de cidade de Novorossiysk no Mar Negro. 

Foi divulgado um vídeo do ataque – a avaliar pelas imagens, uma das embarcações recebeu dois impactos na popa, ataques que visavam inutilizar as hélices. O petroleiro não afundará como resultado destes ataques, mas a sua reparação exigirá muito tempo, docagem e a custosa substituição das hélices. São as sanções mais eficazes do mundo. Mais um sucesso para os ucranianos e mais um fracasso para a frota russa do Mar Negro, incapaz de proteger sequer as águas da sua maior base naval. 

A Estação de Produção e Despacho em Linha (LPDS) «Perm», 3 de maio 

Na área da Estação de Produção e Despacho em Linha (LPDS) «Perm», foram destruídos todos os tanques com capacidade de 50.000 m³ cada, o que corresponde a aproximadamente 314 mil barris de petróleo/derivados em cada tanque. 

Uma parte significativa das tubagens industriais foi destruída pelo fogo devido ao derrame de produtos petrolíferos. O processo industrial da estação estará paralisado por um tempo indeterminado. Um outro tanque (provavelmente de 20.000 m³) foi parcialmente destruído pelo fogo, enquanto outros três permaneceram intactos. 

Uma operação da SBU bastante bem-sucedida: aproximadamente 70% de toda a LPDS foi destruída pelo fogo em duas operações. 

A estação petrolífera de Tuapse após a extinção de fogo:



sábado, maio 02, 2026

As pedras salvadoras, atiradas às «traidoras da pátria» soviética

Gertrud Platais presa pelo NKVD. Foto: www.bundesstiftung-aufarbeitung.de

A alemã Gertrud Platais, foi prisioneira do campo de concentração soviético de ALZHIR, na atual Cazaquistão, pela única «culpa» de ser a esposa de um «traidor da pátria», o engenheiro alemão Karl Platais, executado pelo NKVD em abril de 1938. 

Quando Gertrud visitou o Cazaquistão em 1990, ela contou à equipa/e do Museu ALZHIR sobre seu primeiro encontro com os cazaques locais e o tratamento que estes davam às prisioneiras.

Em uma manhã tempestuosa de inverno, enquanto as prisioneiras colhiam juncos na margem do Lago Zhalanash sob forte vigilância do NKVD, para construir barracões, homens idosos e crianças — moradores da vila cazaque vizinha de Zhanashu — emergiram dos juncos. A mando dos mais velhos, as crianças começaram a atirar pedras nas mulheres exaustas (para atingir a cota de 40 feixes de juncos, elas tinham que trabalhar no frio de 17 a 20 horas por dia). Os guardas começaram a rir alto:

«Viram? Não só em Moscvo/ou, mas até aqui na vila, nem as crianças gostam de vocês!»

«Foi muito ofensivo e doloroso, especialmente emocionalmente», conta Sra. Platais. Isso continuou por alguns dias. As prisioneiras insultadas só podiam apelar ao destino, queixando-se da injustiça sofrida às mãos dos cazaques, enganados e amargurados pela propaganda soviética...

Karl Platais, 1907-1938, executado pelo NKVD

Um dia, desviando-se das pedras que voavam em sua direção, a exausta Gertrud tropeçou e caiu numa destas pedras. Ao enterrar o rosto nelas, de repente sentiu o cheiro de queijo fresco e percebeu que aquelas mesmas pedras cheiravam a... queijo e leite! Levou/pegou um pedaço e colocou na boca — parecia delicioso.

Ela recolheu as pedras e as levou de volta ao quartel. Havia também prisioneiras cazaques lá. Elas disseram que era kurt — queijo fresco salgado, seco ao sol.

Gertrud Platais na década de 1990. Foto: httpswww.bundesstiftung-aufarbeitung.de

Acontece que, arriscando a vida de seus próprios filhos, cazaques compassivos, incapazes de encontrar outra maneira senão compartilhar seus últimos pertences — o kurt — com as prisioneiras dessa forma, sem despertar as suspeitas dos guardas, fizeram isso para, de alguma forma, apoiar as mulheres pobres e famintas, tendo elas mesmas experimentado a fome e a privação na década de 1930. Mais tarde e sem que os guardas soubessem, eles deixavam os pedaços de carne cozida, papa/mingau de aveia, kurt (um tipo de pão achatado) e pão sírio para os prisioneiros debaixo dos arbustos.

sexta-feira, maio 01, 2026

Perdas russas na Ucrânia podem atingir meio-milhão de mortos

O serviço russo da BBC e Mediazona identificaram os nomes de 216.205 militares russos mortos durante a invasão em larga escala da Ucrânia. As perdas russas totais, contando com as baixas dos separatistas das ditas «repúblicas populares» de Donetsk e de Luhansk podem ultrapassar o marco de 500.000 mortos.

Somente as baixas confirmadas de apenas duas regiões russas com o maior número de baixas militares — Bascortostão e Tartaristão — já superam o total de perdas soviéticas durante os 10 anos de guerra no Afeganistão. 

Nas últimas duas semanas, mais de 4.600 nomes foram adicionados à lista. Esse número está acima da taxa média de crescimento em comparação com os dados de 2025. No entanto, a maioria das mortes confirmados no último mês são de militares que estavam desaparecidos em combate desde 2024 e que foram posteriormente oficialmente reconhecidos como mortos pelo lado russo (em alguns casos, os corpos foram encontrados; em outros, a decisão foi tomada por tribunais com base em solicitações de familiares ou unidades militares). 

Tendências Gerais

Nas últimas duas semanas, o Bascortostão ultrapassou 9.500 baixas militares na Ucrânia, enquanto o Tartaristão ultrapassou 8.000. As perdas confirmadas somente nessas duas regiões (18.116) já superam em 20% o total de perdas soviéticas durante os 10 anos de guerra no Afeganistão (os números oficiais soviéticos apontvam cerca de 15.500 mortos). 

O Bascortostão e o Tartaristão lideram há muito tempo todas as regiões russas em número de baixas confirmadas, em parte devido ao trabalho ativo de voluntários locais e organizações públicas que coletam esses dados. 

A rússia continua a sofrer perdas em seu corpo de oficiais. Desde o início da invasão, 7.143 oficiais tiveram suas mortes confirmadas, incluindo 494 tenentes-coronéis, 164 coronéis e 15 generais, entre eles o major-general do Ministério do Interior Andrey Golovatsky, condenado, mas não destituído de sua patente, e o major-general do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) Vladimir Lyapkin, que desertou para a rússia e, segundo documentos públicos, manteve sua patente de general. 

77% de todas as baixas entre oficiais eram comandantes subalternos. Oficiais que variam de tenente a capitão são responsáveis ​​pela execução dos planos operacionais elaborados por seus superiores. Ao mesmo tempo, os próprios comandantes subalternos frequentemente carecem do apoio, dos recursos e da autoridade decisória necessários em um ambiente de rápidas mudanças. Como resultado, eles — juntamente com os soldados e sargentos — são as principais vítimas de problemas sistêmicos não resolvidos no exército russo. 

Qual é a real dimensão das perdas? 

As perdas reais da rússia excedem os dados obtidas de fontes abertas. Especialistas militares estimam que a análise de cemitérios russos, memoriais de guerra e obituários pode subestimar entre 45% e 65% do número real de mortos. 

Um dos motivos é que os corpos de muitos dos mortos nos últimos meses ainda não foram removidos do campo de batalha, já que a atividade de drones dificulta o processo de recuperação. Outro número de mortes permanece sem registro porque as autoridades locais ou familiares optam por não divulgar publicamente os óbitos. 

Com base nessas estimativas, o número real de mortos na rússia pode estar entre 332.600 e 480.500. 

O número total de baixas aumenta significativamente se incluirmos os mortos em unidades das chamadas «repúblicas populares» de Donetsk e de Luhansk. Desde dezembro de 2022, os separatistas de Donetsk deixaram de publicar dados sobre as baixas, enquanto os de Luhansk nunca os divulgaram. 

Com base na análise de obituários e relatórios de busca por combatentes das «l/dnr» que estavam incomunicáveis ​​há muito tempo, estima-se que entre 21.000 e 23.500 pessoas morreram até o final de setembro de 2025. 

Assim, de acordo com os dados coletados, as perdas totais das forças pró-rússia podem variar de 353.600 a 504.000 militares. 

Bónus 

As perdas dos equipamentos militares russos, verificáveis e confirmadas por foto e/ou vídeo, divulgadas pelo grupo OSINT Oryx no mês de março de 2026. É de notar, que em março as forças ucranianas, atingiram e danificaram, no mínimo, 4 helicópteros e 2 submarinos:

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