Porque cada obra do artista tem a sua própria característica especial, que só pode ser percebida ao reexaminar a imagem. Para sua atenção, algumas obras do artista que revelam a sua visão sobre o que está a acontecer.
Visite o Instagram do artista.
Porque cada obra do artista tem a sua própria característica especial, que só pode ser percebida ao reexaminar a imagem. Para sua atenção, algumas obras do artista que revelam a sua visão sobre o que está a acontecer.
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Espera-se que as vozes das ucranianas que aparecem no filme se tornem uma arma contra o inimigo — que soem cada vez mais alto e influenciem a forma como a sua caminhada para a justiça será trilhada. Que as mulheres que sobreviveram à violência sexual resultante da agressão russa deixem de ser vistas apenas como vítimas — e que sejam reconhecidas como aquelas que lutam, resistem e transformam a realidade à sua volta. Que o aumento da atenção internacional aos crimes de guerra de violência sexual relacionada com conflitos (VSRC) cometidos pelos ocupantes russos na Ucrânia será um catalisador para a acção e a mudança no mundo.
Este é um resultado incrível de uma longa jornada de transformação do silêncio em muitas vozes na luta por reconhecimento e justiça. A viagem começou em 2016, quando a realizadora ucraniana Alisa Kovalenko revelou, pela primeira vez, a violência que ela própria sofreu em cativeiro na Donbas, em 2014, no início da agressão russa. Em 2019, graças a Iryna Dovhan, surgiu a comunidade SEMA Ucrânia – sororidade, missão e a luta comum. Em 2023, apareceu uma equipa de filmagens incrível: Olha Bregman, Marysia Nikitiuk, Natalia Libet, Nikon Romanchenko e Mariia Nesterenko. Esta equipa cresceu, novas pessoas, parceiros e instituições juntaram-se a elas, gratas a todas e todos não só pelo apoio, mas também pela imensa solidariedade.
Obrigada a todos os que estiveram e continuam nesta caminhada!
Ler mais: Violência Sexual Relacionada com Conflitos: o que os jornalistas precisam de saber (em ucraniano, com a lista de contactos úteis na Ucrânia): https://nsju.org/wp-content/uploads/2024/04/snpk-elektronna-versiya_.pdf
No 35º aniversário do golpe de agosto de 1991, recordamos o desenho animado «Putsch» (2 min), produzido no estúdio moscovita «Pilot» em quatro dias, logo após os acontecimentos. O final apresenta a «Canção Patriótica» de Glinka, então o hino nacional russo.
Em 1991 a democracia russa derrotou o neo-estalinismo, abrindo o caminho do país à democracia. No entanto, uma série de acontecimentos, ditou, o retorno da rússia ao autoritarismo, que 35 anos depois caminha, aos passos largos à um novo império, uma mistrura entre URSS comunista e o velha monarquia russa imperial.
«Moscovo 2042»
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| Edição espanhóla «Moscovo 2042» |
O romance distópico «Moscovo 2042» do escritor russo Vladimir Voynovich descreve a rússia no ano de 2042, quando no país se estabelece uma nova ordem – é proclamado um único e eterno czar, nas escolas alunos passam à estudar apenas a teologia, o dicionário clássico da língua russa e as obras de um escritor anticomunista (alusão ao Soljenítsin). Os “voadorkas” (aviões) são proibidos – somente transporte puxado por cavalos pode ser desenvolvido, todos devem ir à igreja, todas as mulheres devem usar roupas longas e cobrir o cabelo, e todos os homens devem usar barba. Na rússia começam as execuções em massa e as repressões, semelhantes às dos comunistas, mas em nome de uma outra coisa...
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| Iosif Vaisbalt, da série «Prisão», 1963 |
Entre os executados encontravam-se proeminentes escritores e intelectuais judeus, vários deles naturais da Ucrânia: poeta e tradutor Leib Kvitko, poeta e dramaturgo Peretz Markish, poeta Itzik Feffer, poeta e tradutor Dovid Hofshteyn, escritor e dramaturgo David Bergelson. No total, inúmeros judeus em toda a URSS foram presos e processados judicialmente em conexão com o caso, sob acusações de espionagem e «atividades nacionalistas anti-soviéticas».
Entre os presos, que conseguiu sobreviver estava o artista judaico-ucraniano Iosif Weissblat (1898-1979), filho do rabino-chefe de Kyiv.
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| Iosif Weissbalt no momento da sua detenção, arquivo de MGB, 1951 |
«Da Ordem de Detenção,
8 de março de 1951.
O Responsável especial, 1ºTenente Leleko, do Departamento do Distrito de Krasnogvardeisky do MGB de Moscovo:
O cidadão Weissbalt I.N. durante bastante tempo demonstra uma forte tendência anti-soviética e nacionalista, manifesta a insatisfação com as condições de vida na URSS, venera tudo o que é estrangeiro e difama os dirigentes do partido e do Governo Soviético.
Propõe-se a detenção do cidadão Weissbalt I.N.
Concordo — o tenente-coronel Grishin, Chefe do Departamento do Distrito de Krasnogvardeisky do MGB de Moscovo.
Coronel Serov, Chefe do Departamento do MGB da Região de Moscovo».
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| Iosif Weissbalt, no exílio pós-GULAG, 1954 |
As imagens: o quadro de Iosif Weissblat da série «Prisão» (1963), e as suas fotos na prisão em 1951 e no exílio/degredo em 1954.
«O Diário de Kateryna Savenko» finalmente foi publicado. Ele vivia com o seu amado marido e filha em Mariupol. No primeiro dia da invasão russa em grande escala, começou a descrever os acontecimentos que viveu. Diário possui apenas 34 entradas, depois disso é tragicamente interrompido.
Operária da fábrica metalúrgica de Mariupol, Kateryna Savenko, registou no seu diário como a sua família, vizinhos e outros civis lutavam para sobreviver sob os bombardeamentos russos, procurando água, alimentos e um lugar seguro. Ela anotou as mudanças em Mariupol, os seus próprios medos, as memórias de uma vida pacífica e as ações das pessoas a ajudarem-se mutuamente. Kateryna Savenko faleceu em abril de 2022, 39 dias depois de ter começado a escrever no seu diário. A sua família encontrou e retirou as suas notas de Mariupol, que estava sob ocupação russa.
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| Mãe! Estou ferida no Hospital da Cidade Nrº 1. Todos os médicos se foram. [Tenho] a perna partida e a cara rasgada. Vitaly morreu. Nadia está na cave do hospital. Ajudem! |
É um verdadeiro milagre que a mãe de Kateryna tenha conseguido levar dois cadernos rabiscados para fora da cidade ocupada. A sua filha pediu-lhes que encontrasse este diário e que contasse ao mundo inteiro o que se passou em Mariupol. Frequentemente deparamo-nos com este desejo quase bíblico de «quero que o mundo saiba» nas pessoas que sobreviveram ao inferno criado pelos ocupantes russos.
A publicação do diário foi feita com grande qualidade. Era importante acertar em tudo, por isso os editores não tiveram pressa e consultaram os especialistas e a família da Kateryna.
Não temos distanciamento emocional, por isso ler estes textos é doloroso. Como esta nota para a mãe: os ocupantes russos estão a bombardear o hospital municipal de Mariupol e o edifício começa a arder. A mãe de Kateryna encontrou a sua filha por acaso. Estará deitada debaixo de uma sacola xadrez. Morrerá nos braços da mãe dois dias depois, numa cave.
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| Uma das últimas entradas, em ucraniano, «Estou na casa dos pais...» Imagem: Museu das Vozes Civis da Fundação Rinat Akhmetov |
A filha e a irmã de Kateryna, a quem ela se dirigia frequentemente através das páginas do seu diário, quando as SMS deixaram de passar, estavam presentes na apresentação. Quando as palavras de Kateryna foram lidas, deram as mãos. Da mesma forma que os ucranianos se abraçam uns aos outros nestes anos todos.
Este é um diário bastante assustador, mas tem de ser lido. É muito importante fazer traduções profissionais para diferentes línguas. Porque se trata do direito à verdade. A voz de Kateryna precisa de ser ouvida pelo mundo, como ela desejava.
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| Kateryna Savenko. Crédito: Museu das Vozes Civis/Fundação Rinat Akhmetov |
No seu prefácio ao diário de Kateryna Savenko, o historiador ucraniano Anton Drobovych alertou os leitores para não estarem preparados para enfrentar o mal, a morte e a violência contra a leitura deste livro. Drobovych observou que, na publicação, todos os horrores do cerco de Mariupol pelos russos são apresentados por uma simples civil, sem qualquer distanciamento. A própria autora do diário escreveu a maior parte do seu conteúdo em russo, que era então a língua dominante em Mariupol, mas no final passou a escrever em ucraniano. Drobovych acredita que isto indica «uma rejeição do que é estrangeiro e um regresso a si mesma, ao seu próprio sistema de expressão de pensamentos».
A exposição dedicada ao «Diário de Kateryna Savenko» estará patente até ao final de agosto no Museu de História de Kyiv. Visitem, se estiverem na Ucrânia.
Publicações internacionais sobre o diário de Kateryna Savenko surgiram no tabloide britânico The Sun, e a rádio pública polaca Polskie Radio criou um podcast, dividido em quatro partes, com excertos, lidos em polaco, por uma atriz profissional, escreve a Deutsche Welle.
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| Atores Eugeniusz Bodo e Helena Grossówna, década de 1930 |
Um dos seus filmes mais famosos é a comédia de culto «Piętro wyżej» (o título internacional «Vizinhos», 1937). Está disponível em várias versões no YouTube:
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| Faça click para ler mais |
A famosa comédia soviética «A Ironia do Destino» (1975) usou o mesmo enredo (troca de apartamentos, herói bêbado, uma bela desconhecida, interpretada até por uma atriz polaca), como o elemento principal do seu trama.
Em 1939, após o início da II G.M., Bodo encontrou-se em Lviv, na União Soviética. O conceituado músico Henryk Wars organizou a orquestra Lviv Tea-Jazz, que começou a fazer digressões por toda a União Soviética com grande sucesso. Bodo cantava nesse teatro; existem muitos registos dele a cantar em russo, incluindo a tradução russa da famosa canção polaca «Somente em Lviv».
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| «Tea Jazz-orquestra» de Lviv |
Ao mesmo tempo, Bodo tentou, usando o seu passaporte suíço de viajar para a Suíça. Após o início da guerra nazi-soviética, quando o Exército Vermelho já deixou a cidade de Lviv, mas os alemães ainda não entraram nela, dois homens com uniformes da NKVD abordaram Bodo e disseram que tinham um carro e tentariam romper as linhas inimigas para leste, convidando-o a juntar-se a eles. Percorreram estradas rurais durante vários dias e, quando finalmente chegaram ao quartel-general do Exército Vermelho, disseram-lhe que estava, na verdade, preso e enviaram-no para o NKVD.
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| A sua última foto conhecida, prisioneiro dos soviéticos... |
Já a atriz Helena Grossówna, chegou a participar na Revolta de Varsóvia de 1944 como tenente, usava o nom de guerre / codinome de «Bystra» (Rápida), foi capturada e presa em campos alemães de prisioneiros de guerra, casou com um oficial polaco, que libertou o campo e viveu uma longa vida na Polónia, falecendo em 1994 aos 90 anos.
Blogueiro
A ironia do destino, um polaco-suíço que nada de mal fez à URSS e foi um artista aceite e reconhecido na União Soviética, não sobreviveu o GULAG comunista. Enquanto uma combatente, que lutou contra os alemães, de armas nas mãos, sobreviveu um campo de concentração nazi...
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| 12 de junho de 1990: o fim oficial da censura soviética: «Censura é abolida!» |
Como acontece neste tipo de iniciativas supostamente «populares», o Kremlin usa os representantes da intelligentsia cultural russa totalmente servil, para testar os limites da «nova normalidade» do seu regime neofascista. Se a reação da sociedade russa for mais ou menos silenciosa, a censura estatal avançará e muito rapidamente, já se a reação for bastante negativa e ruidosa, Kremlin dirá que era apenas uma proposta particular de um artista que por sua livre a expontânea..., enfim, discursos do costume.
Eis alguns trechos daquela apresentação (ortografia e pontuação preservadas do original):
«Este é um exemplo perfeito da censura soviética, que operava, antes de mais, dentro da estrutura do programa ideológico da URSS, um programa que foi implementado no país de forma sistemática e planeada, a partir dos primeiros anos da escola secundária.
O «Código dos Construtores do Comunismo» [uma espécie da livro sagrado semi-oficial em vigor na União Soviética], com pequenas correcções, baseava-se nos mandamentos de Moisés (a partir do 5º mandamento). Esta ideologia é um corredor conceptual completamente específico, «saltando» fora do qual qualquer artista, realizador, escritor, etc. (representante de qualquer profissão criativa) ficava sem nada para fazer, ficava sem os espectadores, sem os direitos de autor, sem as perspectivas criativas, etc.
Quanto aos «excessos» da censura soviética, sim, houve muitos exemplos em que os filmes, as peças teatrais foram de facto fechados, «engavetados», proibidos, mas...
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| A censura soviética proibia as obras literárias tão distintas como «Por quem os sinos dobram» de Hemingway (até 1962) à «Lolita» de Nabokov, considerada na URSS de «amoral» e «pornográfica». |
Vejam quantas obras-primas do cinema e do teatro nasceram durante a dura censura soviética. Sem falar da literatura e da música.
Estou profundamente convencido de que a censura só ajudará à nossa cultura, a nossa arte, na promoção contínuo do seu desenvolvimento na direcção correcta.
Enquanto o artigo 13º da Constituição da federação russa falar sobre «pluralismo ideológico» (isto é, sobre a ausência de uma ideologia estatal), nada certo relacionado com a censura funcionará, porque não existem «limites» ideológicos na qual seja possível «inserir», «avaliar» e discutir esta ou aquela obra de arte.
Mas! Penso em criar um órgão especial (comissão ou comité) semelhante em princípios e estrutura ao que existia na União Soviética... Encontrar pessoas que trabalhem por um salário e, ao mesmo tempo, «não por medo, mas por consciência» e de forma profissional.
Graças a Deus, ainda existem figuras normais da cultura e da arte no país: editores, críticos, actores, realizadores, argumentistas e dramaturgos...
Deveria haver lá representantes das lei e ordem, professores, psicólogos infantis e representantes das confissões religiosas oficiais.
Estou convencido que a arte e a cultura, agora durante a [operação militar especial, o termo russo permitido pela, de facto, a censura para designar a guerra russa contra Ucrânia] SVO, são também uma vanguarda, são o nosso «soft power»! O nosso «produto final» também exige o controlo Estatal.
Mas enquanto houver um artigo nos «Fundamentos da legislação da federação russa sobre a cultura» onde esteja escrito à preto-no-branco que «O Estado não tem o direito de interferir na criatividade...», nenhum funcionário público excederá voluntariamente os seus poderes nesta área.
[...] criar uma comissão ou comité, que irá operar em todo o lugar, onde existam instituições de cultura e da arte, dando as instruções claras — o que é permitido e o que não é.
Basta ter medo de alguma coisa — «ah, vamos violar ali qualquer coisa!», «ah, vamos magoar alguém!», «ah, os inocentes vão sofrer!»...
BASTA! Já nós perdemos três ou quatro gerações dos nossos filhos.
CHEGA. ESTÁ NA HORA DE ACABAR COM ISSO!»
Blogueiro
A censura na União Soviética existiu praticamente desde a chegada dos bolcheviques ao poder e até junho de 1990, quando, em resultado das mudanças impostas pela Perestroika, foi abolido, da Constituição soviética de 1977 o artigo 6º, que definia o partido comunista PCUS como «a força orientadora e guia da sociedade soviética, o núcleo do seu sistema político».
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| A crítica soviética da censura soviética, revista satírica «Crocodilo», 1962, era Khruschev. A palavra «amor» é censurada e substituida pelas: «amizade», «respeito», «simpatia» |
A censura soviética abrandou consideravelmente no período entre 1955 à 1964, na época do «degelo» de Khruschev, quando vários escritores, expulsos, presos e até executados, foram readmitidos à oficiosa União dos Escritores soviéticos. Algumas das obras, de alguns destes escritores foram publicados oficialmente.
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| As bandas e cantores ocidentais proibidos de serem tocados nas discotecas soviéticas. Adenda à uma carta de 10 de janeiro de 1985. |
No resto do tempo a censura estatal prévia garantia que nenhuma obra literária, filme, peça do teatro, música (em forma de discos LP, mais tarde K7 e até VHS) ou outra produção artística, poderiam vir ao público sem antes serem aprovadas de acordo com a ideologia comunista vigente.
Até a mencionar a existência da própria censura era proibido e censurado na URSS!
Em 1976 a Direção-Geral da Defesa dos Segredos Estatais (Glavlit) publicou «A lista de dados proibidos à serem publicados na imprensa, na rádio e na televisão». O documento secreto de 176 páginas, que decidia o que podiam e o que não podiam saber os cidadãos, foi preparado pelo Conselho dos Ministros da URSS em colaboração com KGB. Entre várias informações proibidas de publicar, eram as informações «sobre os órgãos do Glavlit da URSS, revelando o caráter, organização e métodos do seu funcionamento».
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| Haya Yosyfivna Rudyakova, a pequena burguesa da cidade de Kaniv, província de Kyiv |
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| Feodosii Sergiyovych Kushch, um camponês da aldeia de Kramatorsk, distrito de Izyum, província de Kharkiv |
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| Ivan Yakymovych Marchenko, um camponês da aldeia de Pogrebyshche, distrito de Berdychiv, província de Kyiv |
As fotos foram disponibilizados por ocasião do 20º aniversário do Dia Internacional de Vyshyvanka, pelo Arquivo Histórico Central Estatal da Ucrânia, em Kyiv, vindas do acervo 2226 “Coleção de Fotografias”.
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| Andriy Pirogov (local de residência não especificado) |
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| Zakhary Frolovych Fevralyov, residente em Odesa, província de Kherson |
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| Yefim Yakovych Mazurov, morador de Kyiv |
Um dos conhecidos propagandistas russos, o vice-chefe da Duma Estatal, Pyotr Tolstoy, em abril de 2025, fez uma declaração provocatória, afirmando que o povo ucraniano foi criado/inventado como se fosse uma espécie da tese de «orientação política», ligando, falsamente, o uso e o surgimento da vyshyvanka à «fronda (protesto) da nobreza russa» em meados do século XIX.
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| Pylyp Lukych Ponomarenko, camponês, aldeia de Mala Smilyanka, distrito de Cherkasy, província de Kyiv |
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| Yosyp Kazimirovych Krychinsky, o pequeno burguês da aldeia de Bartnyky, distrito de Bratslavsky, província de Podolsk |
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| Vitaliy Fedorovych Makhonin (local de residência não especificado) |
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| Ignatiy Trokhymovych Kyziyev, residente na cidade de Kupyansk, província de Kharkiv |
Como podemos ver nas fotos, a vyshyvanka tradicional ucraniana têm as suas raízes na antiguidade e no século XIX-XX essa tradição estava bem enraizada entre os ucranianos, independentemente do seu estatuto social, origem étnica ou local de nascimento.
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| Fonte: threads.com/@anastasia_elenok |
A inauguração do monumento decorreu na maior instituição de ensino do país, a Universidade do Botswana, com a participação da direção, professores, estudantes, corpo diplomático estrangeiro, comunidade ucraniana e jornalistas.
O monumento foi criado em bronze botsuano pelo escultor Franois Koteze. Durante a cerimónia, o Decano da Faculdade de Ciências Humanas, Tapelo Otlokhetswe, leu a sua própria tradução do «Testamento» para a língua nacional do Botswana, o setswana.
Existem 1.384 monumentos ao Taras Schevchenko, conhecido como «Kobzar» no mundo, a maioria na Ucrânia, mas 128 estão em 35 outros países. Agora, o primeiro Estado africano, o Botswana, junta-se a eles.
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| Monumento do Shevchenko metralhado pelos ocupantes russos em Bucha, 2022 |
Estou grato à Diretora do nosso Departamento de África e Organizações Regionais, Lyubov Abravitova, ao Embaixador da Ucrânia no Botswana, Oleksiy Sivak, e à equipa da embaixada pela implementação desta importante iniciativa, à direção da Universidade do Botswana pela sua cooperação e à nossa comunidade pela sua preocupação. O primeiro Kobzar em solo africano representa a universalidade das ideias de Shevchenko, a intemporalidade das suas palavras e o poder do seu pensamento, que ao longo dos séculos uniu o povo ucraniano e o mundo inteiro em torno dos valores universais da liberdade, da justiça e da identidade nacional, - escreveu o ministro na sua página do Facebook.
Testamento, poema do Taras Shevchenko (1814-1861)
Quando eu morrer, me enterrem
Na minha amada Ucrânia,
Meu túmulo ficará sobre um monte elevado grave
Em meio à planície se espalhando,
Assim como os campos, as estepes sem limites,
A margem que mergulha do Dnipro.
Meus olhos já podem ver, meus ouvidos ouvem
O rugido poderoso do rio.
Quando da Ucrânia
lançado será ao mar azul profundo
o sangue dos inimigos
Então, eu vou deixar
Esses montes e campos férteis
e voar para longe
Para a morada de Deus,
E então eu irei rezar.
Mas até esse dia
Eu nada saberei de Deus.
Depois de me enterrar, levantem-se
E rasguem as grilhetas que nos prenderam,
lancem na água o sangue dos tiranos
e comemorem a liberdade
que conquistarão.
E na grande família nova,
A família do livre, do Justo e do Fraterno,
Com fala mansa, e palavras amáveis,
Lembrem-se também de mim.
Tradução livre por Jaime Leitão (com algumas correções do nosso blogue)
É de recordar, que em abril de 2025, a estudante russa de 19 anos, Daria Kozyreva, foi condenada a 2 anos e 8 meses de prisão por ter colado um pedaço de papel com o poema «Testamento» no monumento de poeta ucraniano Taras Shevchenko em São Petersburgo.
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| Foto: VK da Daria Kozyreva |
Mikhail Ruskov, que pertencia aos ultras/torcida organizada «Sofia West» é o segundo ultras/torcedor do clube que morreu defendendo Ucrânia. Sabemos pouco sobre isso, mas, em geral, o movimento dos ultras do «Levski» é um dos poucos na Europa (além disso, fortes ultras pró-Ucrânia pertencem ao Zalgiris Vilnius e Dínamo Zagreb) com uma posição claramente pró-Ucrânia (e isso foi declarado mesmo antes de 2022).
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| Mikhail «Misho» Ruskov |
As circunstâncias da morte do búlgaro não foram especificadas. Também não está claro em que função ele participou dos combates. Os familiares do falecido expressaram respeito à sua memória e o descreveram como um homem que fez uma escolha consciente em defesa de uma causa que considerava justa. Sabe-se que Ruskov morreu em janeiro de 2026.
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| Svetoslav Slavkov (31) |
Este é o segundo torcedor do «blues» a morrer na Ucrânia. A morte de Svetoslav Slavkov (31) foi divulgada no início de 2024. Ele foi morto durante intensos combates por volta do Natal de 2023, perto de Kupyansk.
No total, na defesa da Ucrânia até hoje morreram 4 voluntários búlgaros.
Parece que nunca houve tamanha concentração de trajes folclóricos tão requintados: kersetes, keptariks, zhupanos, plakhtos, saias volumosas, gunis peludos dos Cárpatos, casacos de pele, lenços bordados com detalhes intrincados, chapéus, e mesmo que a borda seja vermelha ou verde, puxados na cintura sobre os casacos modernos, e que tipo de enfeites as mulheres e meninas usam, não há palavras para descrever. Estrelas de Natal se erguem, ressoam, giram sobre suas cabeças, e na coluna que percorre a rua Volodymyrskaya, e depois, ao longo da rua Khmelnytskyi, desce até avenida Khreshchatyk, até chegar à praça Maydan, parece que não se encontram duas estrelas iguais. Este ano, as cadeias de supermercados sentiram a procura por tudo o que se relaciona com presépios. Mas o número de imagens criadas por próprios cidadãos é impressionante. A polifónica kolyadka «Nova Alegria Chegou» desemboca num minuto de silêncio e num hino sob a estela, junto ao campo de bandeiras. Um militar ucraniano com a prótese, à base metálica da qual estão amarrados sinos e fitas coloridas, e os seus camaradas também se juntaram à procissão de Natal.
Claro que a «confirmação da soberania», o bizarro primeiro ponto do chamado plano de paz, nada tem a ver com isto. Mas a nível emocional, sente-se: todos os que vêm aqui, consciente ou inconscientemente, enfatizam desta forma a sua ligação à identidade ucraniana e, portanto, a um Estado independente, escreve a jornalista ucraniana Olga Musafirova.
Natal em Odessa
A rússia odeia essas pessoas a ponto de entrar em histeria simplesmente pelo fato de elas existirem e tenta matá-las todos os dias.
Fotos: Facebook Zoya Yarosh e Olga Musafirova e TG @kazansky2017