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sexta-feira, julho 31, 2026

Tática russa do terror contínuo contra a população civil ucraniana

No dia 30 de julho um míssil balístico russo atingiu a aldeia de Radushne, perto de Kryvyi Rih, na região de Dnipropetrovsk, matando uma família ucraniana. Os pais, os seus dois filhos, de 11 e 17 anos, a sua filha de seis anos e o seu neto de dezoito meses morreram. Quatro outras crianças que estavam na casa estão desaparecidas debaixo dos escombros. 

O míssil destruiu a casa de Elena e Artem Voronov, onde eles viviam com os seus sete filhos. A casa e parte da rua da aldeia ficaram completamente destruídas. Ambos os pais, os seus dois filhos, de 11 e 17 anos, a sua filha de seis anos e o seu neto de dezoito meses morreram. Quatro outras crianças que estavam na casa estão desaparecidas debaixo dos escombros. De acordo com informações preliminares da investigação, o ataque foi realizado com um míssil balístico de fabrico norte-coreano.

Anton Voronov, o jovem militar ucraniano nos escombros da casa de família, perdeu esposa e filha

Alguns poderão pensar que foi um acidente, que o míssil se desviou da sua trajetória. Não, ataques deste tipo são comuns. Na aldeia de Bohodukhiv, na região de Kharkiv, um drone russo-iraniano do tipo «Shahed» matou a família Krivogub — um pai e três filhos. Em Lviv, um míssil russo matou a família Bazilevych — uma mãe e três filhas. Na aldeia de Hroza, com apenas 300 habitantes, o míssil russo matou 59 pessoas, atingindo, propositadamente, um velório, marcando, para sempre, quase todas as famílias residentes. Durante cada ataque maciço, múltiplos mísseis e drones russos são deliberadamente direcionados contra edifícios residenciais para semear o medo e o pânico entre a população civil ucraniana. 

Incapaz de vencer no campo de batalha, a rússia de putin recorre inteiramente à táctica da terra queimada, tentando destruir a nação ucraniana. Entretanto, os moscovitas são obrigados a pedir os mísseis ao insano regime da Coreia do Norte. 

O que restou da casa dos Voronov

Há cinco anos que a Ucrânia enfrenta um ex-coronel do KGB que subjugou a rússia à sua vontade. Diariamente, a horda de putin semeia a morte em solo ucraniano. Milhares de russos e de nações subjugadas estão ao lado ucraniano na luta contra o regime russo — nas fileiras da Legião da Liberdade da Rússia, do Corpo de Voluntários Russos (RDK), da Companhia Nomad, do Batalhão Siberiano ou do Pelotão Bashkort, bem como entre aqueles que ajudam a Ucrânia dentro da própria rússia.

Cidade de Lviv, 31 de julho de 2026. Foto: Roman Balyuk/Reuters

quarta-feira, julho 29, 2026

A realidade da Ucrânia soviética vista pelo James Abbe

PROIBIDO. Uma fila de compra de roupa e poucas peças para servir a todos. O vosso fotógrafo arriscou mais uma vez a sua fiel câmara, o seu pescoço mortal e a sua alma imortal para registar uma cena proibida. AbbeArchive / https://www.jamesabbe.com

As fotografias do fotógrafo e jornalista norte-americano James Abbe, que colaborou com as publicações americanas e europeias famosas como a Vogue, Vanity Fair, The London Magazine, Vu e Berliner Illustrirte Zeitung. Mas Abbe interessa-nos sobretudo pelas suas fotografias, tiradas durante as suas duas viagens à URSS — em 1927 e 1932. Durante a segunda viagem, visitou Ucrânia, em particular Kharkiv, a região de Donetsk e Dniprobud/DniproHES.

PROIBIDO. Fotografar filas é tabu, especialmente filas de comida.
AbbeArchive / https://www.jamesabbe.com

PROIBIDO. Os engenheiros estrangeiros convidados concordam que as mulheres trabalhadoras são muito mais eficientes e responsáveis ​​do que os homens. Um fotojornalista que já fotografou os encantos dos fatos de banho de Hollywood encontrará aqui pouco apelo, mas muitos músculos.
AbbeArchive / https://www.jamesabbe.com

PROIBIDO. Mais uma foto que levou à detenção do vosso fotógrafo. Por quê? Porque retrata uma cena numa estação ferroviária/ferrovia. Observe os equipamentos modernos… Movimento intenso… Crianças bem comportadas e bem vestidas. AbbeArchive / https://www.jamesabbe.com

Abbe descreveu as suas impressões da viagem no livro de memórias «I Photograph Russia», publicado em Nova Iorque em 1934. Contém muitas desmistificações da propaganda soviética e sarcasmo dirigido à realidade soviética. Afinal, como jornalista atento e vigilante, rapidamente se apercebeu de uma realidade paralela que a União Soviética escondia cuidadosamente dos olhos dos estrangeiros. Essa realidade era a fome, a pobreza, a injustiça e a mentira, em que todos os dias viviam milhões de cidadãos da URSS.

Faça click para ler online e/ou descarregar/baixar gratuitamente

Relatos do Holodomor na Ucrânia

“Ouvi relatos de testemunhas oculares sobre cenas nas ruas de muitas aldeias ucranianas, onde as pessoas jaziam em valas, não eram nem embriagadas, nem à dormir, mas mortas devido a fome. Mas a multidão nas ruas prestava menos atenção aos cadáveres do que daríamos a um hidrante da rua nos Estados Unidos”, escreveu Abbe nas suas memórias.

PROIBIDO. Lar, doce lar… Esta foto mostra as casas dos trabalhadores de Dniprostroy/DniproHES. AbbeArchive / https://www.jamesabbe.com

Construção da Central Hidroelétrica de Dnipro. AbbeArchive / https://www.jamesabbe.com

Enquanto o camponês [ucraniano] passa fome, o seu estimado hóspede estrangeiro vive muito bem... especialmente se assinou uma declaração jurada afirmando que não presenciou a fome em Donbas. AbbeArchive / https://www.jamesabbe.com

Oferecemos-vos uma seleção de fotos da vida na Ucrânia/URSS, captadas pela sua câmara.

Fotos: https://www.jamesabbe.com Todas as legendas são de James Abbe.

Agradecemos o Museu do Holodomor

terça-feira, junho 16, 2026

Crimes russos da guerra contra a cultura, arte e cristianismo da Ucrânia

Os ocupantes russos atingiram o Mosteiro de Kyiv-Pechersk, incendiando uma das mais antigas igrejas ortodoxas da Ucrânia e um dos locais mais importantes na fé ortodoxa e da arte sacra, santuário cristão protegido pela UNESCO. 










Os restos do drone russo-iraniano Shaheed, recolhidos pelo SBU

Marcação russa «ALB», drone fabricado na fábrica russa de Alabuga





Em Kyiv, os drones russos atingiram não só o Mosteiro, mas também o centro cultural «Mystetskyi Arsenal», um importante hab cultural nas proximidades. O incêndio atingiu o telhado do edifício. 

Os ocupantes russos se comportam, perante arte e cultura ucranianas tal como os talibãs ou o Estado Islâmico, que queimavam os monumentos históricos e locais sagrados deliberadamente.

No total, os ocupantes russos lançaram mais de 60 mísseis só contra a capital da Ucrânia. Foram disparados 70 mísseis e 611 drones contra toda Ucrânia. Até ao momento, 28 pessoas ficaram feridas e quatro morreram em Kyiv. Devido ao ataque russo ao Mosteiro de Kyiv-Pechersk, a Catedral da Assunção foi incendiada – uma igreja cuja história começou no século XI. E este é um dos maiores crimes russos contra a cultura cristã da atualidade. O Serviço de Emergência do Estado já extinguiu o incêndio no telhado da catedral. Em Kharkiv, os russos lançaram um segundo ataque, para atingir os socorristas, que combatiam o incêndio num dos locais. Até à data, sabe-se que, infelizmente, morreram cinco pessoas. Nove pessoas ficaram feridas. Na região do rio Dnipro, a rússia lançou um ataque contra uma estação ferroviária, um colégio e algumas empresas, informa o Serviço Estatal das Emergências da Ucrânia (DSNS). 

Socorristas ucranianos da DSNS, mortos em Kharkiv num ataque russo propositado

Os criminosos de guerra russos atacaram o Museu de Arte de Kharkiv. O edifício pegou fogo, danificando gravemente as obras em exposição. 


Na cidade de Dnipro, os russos também atacaram uma igreja. A sala da música orgánica ficou danificada.







Depois veio o castigo divino. Um bombardeiro estratégico russo Tu-22M3, usado nos ataques de mísseis contra Ucrânia, despenhou-se na região de Irkutsk. Este é o quarto Tu-22M3 que a rússia perde devido a falhas técnicas desde início da guerra. Devido ao uso intensivo, as aeronaves atingem rapidamente o fim da sua vida útil e avariam. Este tipo de aeronaves já não é fabricado na rússia. Portanto, a notícia é simplesmente excelente. 


Moscovo. A refinaria de petróleo de Kapotnya está em chamas. As defesas aéreas melhoradas não conseguiram proteger o local contra «os destroços» ucranianos.

Moscovo, bairro de Kapotnya, 15 de Junho de 2026



Fontes: @kazansky2017DSNS

quarta-feira, junho 03, 2026

Os novos crimes de guerra russos: ataque contra Kyiv e Dnipro

Entre 1 à 3 de junho os ocupantes russos lançaram dois ataques aéreos massificados contra a cidade de Kyiv, usando 73 mísseis de diversos tipos e mais de 650 drones. Em Kyiv e Dnipro morreram 22 civis, incluindo duas crianças e mais de 100 civis foram feridos. Foram atingidos vários edifícios residenciais, stands de automóveis e prédios de escritórios.



 

No distrito de Shevchenkiv, em Kyiv, uma mãe com duas crianças corria para um abrigo no momento do ataque russo: ela morreu no local e os seus dois filhos foram hospitalizadas. Uma mulher nascida em 1949 e um homem nascido em 1977 morreram no local. 


Tudo que se consegui salvar...

Os russo de munição de fragmentação contra os alvos civis

É o puro terror russo dirigido contra os civis ucranianos. O mesmo padrão russo usado nos últimos 4 anos, quando tentaram intimidar os civis ou as embaixadas estrangeiras.

Centro policlínico no bairro de Teremky, em Kyiv

«Um alvo militar importante» – atingiram um centro policlínico no bairro de Teremky, em Kyiv... 

Os drones «Shahed» russos atingiram edifícios altos em Dnipro e, por algum motivo, também um concessionário de automóveis chineses «Zeekr» em Kyiv (vídeo acima). Um míssil Zircon atingiu sete edifícios de uma só vez. Os «Shaheds» também atingiram edifícios residenciais em Kharkiv, Zaporizhzhia e na região de Poltava. Houve ataques nas regiões de Chernihiv, Sumy e Kherson e a região de Khmelnytskyi, escreveu o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy.

Cidade de Dnipro: uso russo de munição de fragmentação contra os alvos civis



Cada um destes drones, todos os tipos de mísseis russos, não podem ser produzidos sem componentes importados de outros países. Isto significa que em cada ataque deste tipo há – talvez nem sempre consciente, mas ainda assim real – a cumplicidade daqueles que trabalham para a rússia, que fornecem dinheiro à rússia, que a ajudam a contornar as sanções e encontram não apenas um ou dois, mas milhares de componentes sem os quais a produção militar russa simplesmente pararia.

Cinco mísseis «Kalibr» contêm 145 destes componentes. Trinta e três mísseis «Iskander» contêm 1.122 componentes. Seiscentos e cinquenta drones de ataque de vários tipos contêm mais de 17.000 componentes, sem os quais não poderiam ser produzidos na rússia. Trata-se de esquemas de grande escala concebidos para contornar as sanções. E esta é uma complexidade absolutamente real nas matanças.

Fonte e fotos: @kazansky2017; Yan Dobronosov.