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quarta-feira, setembro 30, 2026

Mercenário colombiano suplica pela ajuda de escapar da rússia

O mercenário colombiano Duván Alexis Acosta Flores, natural de Caquetá, foi recrutado pelo exército russo e enviado para combater na Ucrânia. Ferido e acamado no hospital de Kazan, ele apelou ao presidente da Colômbia para que o ajudasse a regressar a casa: «não quero voltar à guerra». 

Precisamente na frente de batalha, após o encontro com um drone ucraniano, o colombiano sofreu ferimentos graves nas pernas. Duván está atualmente acamado no Hospital Cirúrgico nº 54, em Kazan. 

Do seu quarto de hospital, com as pernas enfaixadas, gravou uma mensagem para o presidente colombiano a pedir ajuda urgente para regressar a casa. Ele sabe o que temer. Após a alta, será novamente enviado para a linha da frente.

Para o exército russo, os estrangeiros são unidades descartáveis. Enquanto uma pessoa puder lutar, é enviada para a batalha. Se for ferida, recebe tratamento mínimo para que possa regressar rapidamente à linha da frente. 

Duvan já percebeu onde o «bom emprego na rússia» o levou. Agora, só quer uma coisa: sobreviver e voltar para casa. 

O problema é que não há forma de o fazer legalmente, e é improvável que alguém o consiga ajudar. A única opção real para salvar a sua vida e permitir que regresse a casa é entrar em contacto com o projeto ucraniano «Quero Viver». O projeto ajuda tantos russos, como estrangeiros.

No entanto, nem todos os mercenários estrangeiros são tão sortudos, por exemplo, recentemente foi sabido que os militares russos simplesmente executaram, de forma ilegal e extrajudicial, o cidadão bengali Sabit Mohammed.

No verão de 2025, o projeto ucraniano «Quero Viver» escreveu sobre a russa Yulia Sabit, a esposa do cidadão bengali, que foi enganado e recrutado para o exército russo. Yulia tentou tudo para garantir a sua libertação, por isso relatou publicamente o caso, gravando um vídeo-denúncia.

Naturalmente, Mohammed, não foi dispensado do exército russo. Foi colocado no 245º regimento de fuzileiros motorizados da 3ª Divisão de fuzileiros motorizados. Apenas duas semanas depois da divulgação do vídeo, Yulia foi informada do que seu marido tinha alegadamente «desaparecido». Tentando saber algo mais sobre o seu destino, contactou um dos seus colegas, que lhe contou ter testemunhado pessoalmente a execução de Sabit, por ordem do comandante, porque este se recusou a ir ao ataque. A sua unidade o registou/listou-o como desaparecido em ação — e o caso for arquivado. 

A prática de «zeração» (semelhante ao termo brasileiro de queima de arquivo) está muito generalizada no exército russo. Sob a ordem de um comandante, ou mesmo o próprio comandante, pode executar qualquer soldado sob qualquer pretexto. Existem centenas, senão milhares, de casos públicos deste tipo. Cunharam o termo de «zeração» para este tipo de execuções, que se tornou um termo muito comum. 

Qualquer cidadão que assine um contrato com o exército russo deve compreender que os dinheiro que recebe não está a ser pago pela bondade russa. Após assinatura do contrato a sua vide passa à pertencer aos russos e eles podem e vão fazer tudo que quiserem com um pobre estrangeiro por causa desse mesmo dinheiro. O mercenário simplesmente vende aos russos a sua própria vida... 

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segunda-feira, setembro 28, 2026

O primeiro argentino capturado na Ucrânia como POW russo

Em abril de 2026, o argentino Ibrahim Roberto Yamil (37), pai de dois, estava a navegar nas redes sociais quando viu um anúncio de um «emprego bem remunerado». Clicou e candidatou-se, sendo adicionado a um grupo de WhatsApp. Era um grupo de mercenários da América Latina, aliciados para lutar pela rússia contra Ucrânia.

Ibrahim não tinha passaporte, mas um recrutador providenciou-lhe toda a documentação, incluindo visto e bilhetes. Tudo o que ele tinha de fazer era apanhar/pegar um avião e voar para Moscovo, via Roma e Istambul. No dia 11 de abril já estava em Moscovo. Aí, ele e os colombianos recém-chegados foram recebidos por um recrutador russo, que os levou para um campo de treino na região de Voronezh.

O treino dos futuros soldados era, para dizer o mínimo, precário – em maio, Ibrahim viu-se na direção de Lyman como soldado raso no 272º regimento de fuzileiros motorizados. Não adquiriu muita experiência em combate: a 6 de julho, quase morreu depois de ter sido ferido, sendo depois enviado para um hospital para recuperar durante três semanas.

Depois disso, o argentino parcialmente recuperado foi transferido ao «pelotão dos aleijados» do 347º regimento de fuzileiros motorizados e, em meados de agosto, foi capturado pelas FAU.

No geral, Ibrahim teve muita sorte. Os mercenários estrangeiros são usados ​​como carne para canhão / boi-de-piranha no exército russo, e as perdas são altíssimas. Agora viverá num campo de prisioneiros juntamente com centenas de estrangeiros de 55 países, esperando que os russos se lembrem deles. Spoiler: os russos querem lá saber dos estrangeiros.

Valeram os 10.000 dólares que lhe pagaram para assinar o contrato?

Agora Ibrahim tem a certeza de que não. 

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domingo, setembro 27, 2026

General Kyrylo Budanov sobre Trump, putin, guerra e acordo de paz

General Kyrylo Budanov, ex-chefe da secreta militar ucraniana GUR e atual chefe da Administração Presidencial da Ucrânia, concedeu uma entrevista à NewsForce, uma importante publicação conservadora online fundada por influenciadores de direita dos EUA e da Europa. 

Entre os nomes conhecidos da plataforma estão Joey Mannarino, um popular comentador político norte-americano com meio milhão de subscritores, apresentador dos seus próprios programas e cofundador do Overton Institute. Ou Jamie Lee Franklin, ex-diretora de correspondentes da Casa Branca durante a administração de Donald Trump e fundadora do veículo de comunicação social conservador The Conservateu, aquela que ficou atrás do avô na assinatura da lei da vacinação e lhe tocou na barriga — alguns trolls escreveram que ela o estava a acordar com choques elétricos. 

Conservadores de direita, republicanos — é precisamente com este público que Ucrânia precisa de trabalhar mais para combater as falsas narrativas do MAGA sobre «biliões atirados para o ár na Ucrânia». 

As principais teses da entrevista:

General Budanov apresenta esta abordagem pragmática desde o primeiro ponto: historicamente, a rússia só respeita a força. Nenhuma outra opção. URSS entrou no Afeganistão, levou um banho em sangue e agora ninguém no seu perfeito juízo quer construir a URSS 2.0 naquelas montanhas. A rússia foi derrotada pelo Japão no início do séc XX. Em 1945, a URSS adiou ao máximo a abertura de uma segunda frente no Extremo Oriente e só atacou o Japão pelas costas depois do bombardeamento nuclear americano de Hiroxima. Uma das tarefas da Ucrânia é puramente utilitária: garantir que, da próxima vez que alguma propagandista russa cantar sobre a vitória rápida «em três ou quatro dias», o seu próprio povo a estrangule por medo primitivo das consequências.

Neste cenário global, os Estados Unidos não podem ser substituídos no processo de paz. Onze grupos de porta-aviões e a capacidade final de incapacitar o Irão a tal ponto que este nem sequer pense em bombardear Israel — é isso que mantém o sistema unido. Os israelitas, de todos os povos, são únicos à resolveram os seus problemas, por enquanto: em vez de um possível ataque nuclear e de uma guerra em grande escala pela sobrevivência, o seu principal adversário está agora simplesmente a sufocar sob um bloqueio.

Kyrylo Budanov explica que Ucrânia está pronta para um cessar-fogo. Mas a rússia não está. Isto é óbvio para qualquer pessoa que tenha ouvido as recentes tolices de putin sobre os ataques aos locais de voto. Devem estar a gostar de ficar nas filas aos postos de gasolina meio vazios em São Petersburgo, uma vez que continuam a persistir. O gasóleo de inverno, aliás, é apenas um acréscimo de querosene à base de verão. Estão com falta de ambos os artigos, e o inverno certamente não facilitará as coisas. Os armazéns do McDonald's, da Aznauri e de produtos farmacêuticos que os russos destróem na Ucrânia não são iguais à um depósito de gasolina. Sem a gasolina a economia russa não se vai mexer.

Do que Ucrânia precisa realmente dos seus parceiros? Defesa antimíssil, tempo de satélite e cobertura alargada do Starlink. As FAU precisam de intercetar os seus mísseis balísticos e de cruzeiro, mas, mais importante, precisam de atingir os seus lançadores na retaguarda russa. Os intercetores antiaéreos estão em falta neste momento, mas o Ocidente ainda tem reservas, bem como uma oportunidade real para aumentar urgentemente a produção. Porque há muito tempo que esta guerra deixou de ser uma guerra local entre Ucrânia e a rússia. Estamos perante um verdadeiro Eixo do Mal. Tropas norte-coreanas na rússia, milhões de projéteis norte-coreanos, ações por procuração do Irão. General Budanov deu um excelente lembrete sobre a difusão de tecnologia — a transferência da produção de drones com a ajuda de Moscovo. Este é o argumento perfeito para os americanos: se a Ásia entrar novamente em erupção e putin continuar a pressionar na Europa, a superpotência poderá simplesmente não ter os recursos ou as reservas de munições para defender Taiwan.

Na sua defesa, Ucrânia tornou-se um dos países líderes do planeta na guerra eletrónica e nos drones. Deu um passo de gigante e construíu um sistema de defesa aérea doméstico completo, como nunca existiu na sua história. Mas paga um preço inaceitavelmente elevado por este avanço tecnológico — as baixas civis nos últimos meses são simplesmente insuportáveis. Pois, infelizmente, a rússia também está a progredir.

Como podem os americanos compreender melhor esta ameaça? De forma elementar. Durante doze anos, Moscovo tem travado uma guerra híbrida contra Ucrânia, levando a situação a um impasse e ameaçando cada vez mais outros países ao longo das suas fronteiras. No século passado, nas duas vezes em que os Estados Unidos tentaram ignorar tais acontecimentos no estrangeiro, o resultado foi o mesmo: jovens americanos regressaram a casa em caixões cobertos com a bandeira americana.

sexta-feira, setembro 25, 2026

💥⚡️ Ucrânia atinge alvos estratégicos russos em Perm, Voronezh e Ulyanovsk

Na noite de 24 à 25 de setembro, as Forças de Defesa da Ucrânia atingiram, com suecesso, vários alvos estratégicos russos, entre eles a fábrica responsável pela produção de componentes de combustível para os mísseis «Iskander» e sistemas «Pantsir-S1». 

As seguintes instalações russas foram atacadas nesta noite:

Refinaria de petróleo de Novoshakhtinsk

Empresa Científica «Fábrica Iskra» em Ulyanovsk

O momento do impacto na parte frontal da empresa


Geolocalização da fábrica e dos impactos

«Fábrica Iskra» é especializada na produção de componentes eletrónicos: transístores bipolares e de efeito de campo de alta potência, díodos e módulos de díodos, optoacopladores, módulos IGBT, módulos de micro-ondas, microconjuntos híbridos e cerâmicas LTCC.


A empresa faz parte do grupo russo «Almaz-Antey» e possui um ciclo de produção praticamente completo - desde o desenvolvimento de dispositivos semicondutores até à sua produção em série. Produz componentes de telemetria, usados na produção de mísseis guiados «Kinzhal» Kh-59M2/M2A» e no sistema de mísseis antiaéreos, usados pelo sistema russo «Pantsir-S1».

Faça click para saber mais

Foram registados mais de dez impactos nas instalações da empresa.

Localização: 54.353407° 48.357139°

Os drones ucranianos An-196 «Lyuty» atingiram a refinaria de petróleo «Lukoyl-Permnaftoorgsintez» (PNOS) em Perm, à cerca de 1.500 km da Ucrânia, a sua instalação primária AVT-5 está em chamas.






É difícil encontrar um único operário russo no vídeo.

A geolocalização da torre de sintese primária AVT-5






A petrolífera de Perm em chamas, faça click para saber mais

A fábrica «Voronezhsintezkauchuk» em Voronezh

A fábrica foi atingida pelos drones ucranianos FP-1, a empresa produz borracha sintética e outras matérias-primas químicas, utilizadas, em particular, na produção de combustível sólido para mísseis «Iskander».

Faça click para saber mais

Um incêndio foi registado nas instalações da empresa após o ataque.

Fonte Osint: https://t.me/worldmilitares;

⚡️ 10% de todos os POW russos capturados na Ucrânia são estrangeiros

Um em cada dez prisioneiros de guerra russos, capturados na Ucrânia, não é cidadão russo. Em setembro de 2026, estrangeiros de 55 países estavam entre os prisioneiros de guerra, membros do exército russo, capturados pelas Forças Armadas da Ucrânia.

Enquanto a propaganda russa lança os fakes sobre «mercenários da NATO/OTAN» e dos «soldados das FAU que falam polaco / romeno», a rússia recruta mercenários de todo o 3º mundo.

Mercenário brasileiro Pedro Henrique Antunes Pantoja capturado na Ucrânia

Ucrânia conhece os nomes de quase 29.000 estrangeiros que assinaram contratos com o exército russo desde 2022. O Ministério da Defesa russo planeava recrutar 18.500 estrangeiros em 2026. 

Moscovo visa sobretudo as camadas mais pobres da população, aquelas que são mais facilmente aliciadas com promessas de salários elevados e de uma vida melhor. Na realidade, são enviadas para operações militares suicidas e utilizadas nas zonas mais perigosas. 

A lista de mercenários brasileiros que passaram pelo exército russo

Após pressão diplomática, escândalos e oposição de outros governos, a rússia suspendeu o recrutamento em 39 países. Entre eles, a China, a Índia, o Egito, o Quénia, o Paquistão, o Gana e vários outros países de África e da Ásia. 

Mas Moscovo simplesmente mudou o foco e está a intensificar o recrutamento na América do Sul, na Ásia Central e em outros países de África. Isto já é evidente não só pelos dados de inteligência, mas também no número e na localização geográfica dos prisioneiros de guerra estrangeiros.

Mercenário africano desconhecido no encontro com drone ucraniano

Por exemplo, nos primeiros nove meses de 2026, as FA da Ucrânia capturaram mais estrangeiros do que em todo o ano de 2025. 

Entre eles, encontram-se cidadãos da Argentina, Panamá, Paraguai, Peru, Honduras, Vietname, Mongólia e muitos outros países distantes. 

O Kremlin tenta assustar e intimidar a população russa com as narrativas do mundo inteiro em luta contra a rússia. Entretanto, está a recrutar pessoas de todo o mundo para as enviar à morte, atendendo ao desejo de putin de bombardear cidades ucranianas. 

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domingo, setembro 20, 2026

🔥⚡️ Ucrânia atinge, com sucesso, alvos russos na cidade e na região de Moscovo

Na noite de 20 de setembro, as Forças de Defesa da Ucrânia atingiram, com sucesso, a refinaria de petróleo de Kapotnya, em Moscovo. Segundo a avaliação OSINT, ambas as unidades de processamento primário da refinaria foram danificadas. 



O primeiro ponto atingido foi a unidade ELOU-AVT-6 (55.644523,37.805698; atingida várias vezes) e o segundo, a unidade complexa de processamento de petróleo (KUPN, que sofreu danos consideráveis), do complexo Euro+.

Petrilífera de Kapotnya vista de satélite


 


A capacidade da empresa é superior a 12 milhões de toneladas de petróleo por ano. A refinaria produz gasolina, gasóleo e combustível de aviação e é responsável pelo abastecimento do exército russo, garantindo cerca de 40% do gasolina consumida em Moscovo e 70% na região de Moscovo. 





O arder da petrolífera de Kapotnya

Na ataque ao Moscovo participaram os operadores do 1º Centro Separado de Operações Especiais, da 412ª Brigada Separada «NEMESIS», do 413º Regimento Separado Aerotransportado de Ataque «Raide» e da 414ª Brigada Separada de Sistemas Não Tripulados «Pássaros deMagyar», juntamente com outras unidades das Forças de Operações Especiais, SSO-SOU. No ataque ucraniano foram utilizados os sistemas FP-1, RZ-100, MICH-2000, «Palyanytsya», «Vendetta», «Lyutiy», «Bars», FP-5 «Flamingo», «Sichen» e, pela primeira vez, o FP-7 «Pelican». 

Foram confirmados os danos em três polos tecnológicos: 

  • Unidade primária de refinação de petróleo AVT-6;
  • Unidade complexa de refinação de petróleo;
  • Unidade de isomerização. 

As nossas respostas de longo alcance funcionaram de forma muito notável na região de Moscovo esta noite. Uma das principais empresas da indústria petrolífera russa e o centro de logística do agressor foram atingidos. Trata-se de milhares de milhões de dólares que sustentam a máquina de guerra russa. Agradecemos a precisão dos nossos militares: o SBU, juntamente com o USBS, SSO-SOU, GUR MOU e SZRU. Foram também aplicadas sanções a uma empresa na região de Voronezh, escreveu o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. 

Um drone de ataque das Forças de Defesa da Ucrânia rompeu as densas defesas aéreas de Moscovo (podemos ver alguns lançamentos de mísseis antiaéreos, que falharam, juntamente com bastante fogo de metralhadoras pesadas) e causou danos na refinaria. 

Há uma grande probabilidade de os mísseis FP-5 «Flamingo» terem atingido Moscovo. Por enquanto não se sabe quais as instalações que deveriam atingir. Espera-se pela informação adicional do Estado-Maior General do Exército da Ucrânia.

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Momento em que o sistema de defesa aérea russo usa dois mísseis contra os drones ucranianos, um dos mísseis atinge um edifício residencial, causando o fogo no prédio atingido:

O armazém logístico da empresa «Modern Warehouse Technologies», em Sof'ino foi atingido no ataque ucraniano. As instalações arderam por completo. Dados OSINT fornecidos pelo Garbuz:





sexta-feira, setembro 18, 2026

A contraofensiva ucraniana em redor de Lyman, na região de Luhansk

O propagandista patrioteiro russo «Rybar» (blogueiro Mikhail Zvinchuk, muito próximo ao GRU russo), mostra um quadro bastante incrível de perdas russas de territórios ucranianos ocupados. No seu mapa, as tropas ucranianas já atravessaram o rio Zherebets e libertaram várias povoações na região de Luhansk. 

Portanto, as FAU estão prosseguir a sua contraofensiva precisamente no território da dita «república popular» de Luhansk, cuja «libertação» total e absoluta o Ministério da Defesa russo já anunciou por cinco vezes.

«...nas últimas semanas foi perdido tudo, que as FA
russas conquistaram desde início da primavera»

Todo o território ucraniano, que foi conquistado pelos ocupantes russos graças aos ataques constantes e bastante sangrentas de sua infantaria, efetuadas desde o início da primavera de 2026, foi libertado pelas FAU no decorrer de apenas algumas semanas. Os generais russos sacrificaram, mais uma vez, milhares dos seus soldados absolutamente em vão.

As primeiras imagens da «Operação Vivaldi», captadas pelas câmaras GoPro das unidades do Terceiro Corpo de Exército, que consiste em desinformação do inimigo, eliminação de infiltrados em 75 km², desocupação de 10 km² e captura de um porta-bandeira russo:

A operação conjunta conta com a participação da 60ª OMIBr; 66ª OMBr e 125ª OMBr, do BTG da Terceira Brigada de Assalto, do 3º ORB e do 25º OPTB (blindado), bem como da unidade especial «Artan» do GUR do Ministério da Defesa, do 8º Regimentode SSO-SOU e do 10ª MPZ «Dozor» do Serviço Estatal de Guarda-Fronteira da Ucrânia.

Na localidade de Poroshino, na região russa de Bryansk, os drones ucranianos localizaram e destruíram o sistema russo de mísseis S-400 «Triunfo», usado pelos ocupantes russos para atingir as grandes cidades ucranianas, como Sumy ou Chernihiv (no seu limite o sistema poderia ser, teoricamente, usado para alvejar a cidade de Kyiv, dado à distância de 350 km entre Bryansk e Kyiv e raio de ação de S-400 de cerca de 300 km), situados dentro de raio de ação daquele sistema.

Sistema russo S-400 destruído na região russa de Bryansk

Localização: 53.134816065987536, 33.942462527933365 

quarta-feira, setembro 16, 2026

Ucrânia liquida dois generais russos no decorrer de duas semanas

Em cerca de duas semanas, as forças ucranianas liquidaram dois generais russos: o comandante do 51º Exército do Distrito Militar do Sul, Tenente-General Sergei Milchakov e Major-General Anton Grunis, que comandava a 4ª Brigada Independente de Fuzileiros Motorizados. 

Os meios de comunicação russos confirmaram a morte do comandante do 51º Exército do Distrito Militar do Sul, Tenente-General Sergei Milchakov, liquidado no ataque ao quartel-general do 51º Exército.

General russo Sergey Milchakov

O apelido/sobrenome Milchakov criou uma certa confusão, efetivamente, morreu um general e não Alexey «Fritz» / «Serb» Milchakov, conhecido neo-nazi russo, membro da unidade neo-nazi «dshrg russich» do exército russo. 

Os meios de comunicação russos também confirmaram a morte de outro general russo – Anton Grunis «Grozny», que comandava a 4ª Brigada Independente de Fuzileiros Motorizados. 

A brigada participou nas batalhas de Bakhmut, Chasiv Yar e Kostyantynivka. A propaganda russa começou à transformar Grunis em um herói especial, ao ponto do seu nome for publicamente mencionado pelo presidente putin num dos seus discursos: «uma pessoa com apelido/sobrenome lituano, que nasceu em Kazan e que combate, combate de forma brilhante», o condecorrando com o título de Herói da rússia.

Propaganda russa chamava Grunis de «futuro marechal da vitória» ainda em janeiro de 2025

A propaganda russa ainda no início de 2025 começou forçar a ideia do que general Grunis poderia ser o «futuro marechal da vitória russa», opção, que seguramente tinha a ver, em grande parte, com a sua origem étnica, pois quaisquer império adora elevar ao patamar de heróis, aqueles, que renegaram as suas origens étnicas e se transformaram nas personagens da montra imperial. 

Após a sua liquidação, a conhecida propagandista russa Anastasia Kashevarova deu a entender que a localização de Grunis foi entregue à Ucrânia pelos informadores internos e que o seu quartel-general foi alvo de um ataque ucraniano de mísseis e drones após essa denúncia. 

É significativo que o antecessor de Grunis, o anterior comandante da 4ª Brigada Independente de Fuzileiros Motorizados, Vyacheslav Makarov, também tenha sido morto num ataque de precisão contra o seu posto de comando em 2024. 

O comandante ucraniano Robert «Magyar» Broudi, divulgou o vídeo do momento em que o general russo Grunis foi morto no dia 12 de setembro de 2026:

Além disso, continuam a surgir os obituários dos militares russos liquidados no ataque ucraniano ao posto de comando em Donetsk, no dia 26 de agosto.

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Entre os mortos está Viktor Basenko (46 anos, patente militar desconhecida), o Chefe do Estado-Maior de Logística e Apoio do 25º Exército do exército russo.

domingo, setembro 13, 2026

A vida e a morte dos mercenários latino e centro-americanos no exército russo

A história de dois prisioneiros da guerra, que acreditaram nas histórias dos recrutadores russos e vieram da Colômbia e do Panamá. Como foram sujeitos à fome e desidratação, como os comandantes russos matavam aqueles que não queriam ou não conseguiam continuar a cumprir as ordens. 

Apesar de existirem provas abundantes do tratamento cruelmente abominável dado aos estrangeiros no exército russo, mas os casos do ex-polícia panamenho Jesus Eulogio Chanis Gil e estafeta colombiano Carlos Andrés Barrios Quintana, que acreditaram nas histórias fantasiosas dos recrutadores russos e vieram à rússia da Colômbia e do Panamá, superam tudo o que já ouvimos.

O seu relato sobre o trabalho no túnel: como foram sujeitos à fome, como morreram de desidratação, como os comandantes russos matavam aqueles que se recusavam ou não conseguiam continuar a trabalhar. 

Carlos Andrés Barrios Quintana escapou recentemente ao exército russo e se entregou às tropas ucranianas. O antigo motorista de entregas viajou para a Ucrânia depois de assinar um contrato com a federação russa com a intenção de sustentar a sua família, mas acabou na linha da frente. Após sofrer ferimentos graves, relatou ter sido abandonado pelos russos em condições deploráveis ​​— sem comida, água ou assistência médica nas trincheiras — o que o levou a entregar-se ao Exército da Ucrânia para salvar a sua vida.

Embaixada russa em Bogotá nega todas as responsabilidades 

O jornal «Noticias Caracol» refere que centenas de famílias colombianas estão à procura de notícias dos seus filhos, maridos e irmãos recrutados para a guerra neocolonial russa. No dia 14 de agosto último, um grupo delas reuniu-se em frente à embaixada russa em Bogotá exigindo respostas; a embaixada respondeu negando qualquer responsabilidade pelo recrutamento e encaminhando as famílias para o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Colômbia. 

Os familiares dos mercenários colombianos à protestarem frente da embaixada russa em Bogotá

Em comunicado ao jornal, a embaixada afirmou que «nunca realizou e não realiza qualquer tipo de processo relacionado com o serviço militar de estrangeiros nas fileiras das forças armadas da rússia». Uma familiar disse ao «Noticias Caracol» que nenhum organismo governamental – nem o Ministério dos Negócios Estrangeiros, nem a Defensoria Pública, nem a Procuradoria-Geral da República – lhe tinha respondido: «Não queremos que mais jovens sejam enviados para o estrangeiro como está a acontecer com os nossos filhos». O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Colômbia informou a comunicação social colombiana que até mais recentemente recebeu 721 pedidos de assistência consular de cidadãos colombianos recrutadas pela rússia.

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sábado, setembro 12, 2026

⚓️ O primeiro combate naval entre dois drones foi ganho pela Ucrânia

O primeiro combate naval conhecido da história entre dois drones foi ganho pela Ucrânia. O drone ucraniano «Sargan 3000», comandado pela Marinha da Guerra ucraniana, em cooperação com a GUR MOU, foi vencedor de uma operação bem-sucedida no Mar Negro, destruíndo um drone marítimo russo.

O alvo foi detetado e identificado pelas unidades da GUR. O drone «Sargan 3000» da Marinha ucraniana, equipado com uma torreta automática RWS “Protector”, composto por uma metralhadora pesada de 12,7 mm, destruiu o alvo russo com sucesso. 

Num outro episódio separado, os drones kamikaze ucranianos FP-2 atingiram, com sucesso, o petroleiro russo «ARMADA LEADER» no Mar Negro, na costa de Sochi, informou Robert «Magyar» Broudi.

O petroleiro contava com a proteção de helicópteros da força aérea russa, que tentaram abater os drones ucranianos, mas falharam miseravelmente, não conseguindo proteger o alvo, naquilo que até mais recentemente, era a sua «retaguarda segura». 

Além disso, na noite de 11 à 12 de setembro, em Kaspiysk, os drones ucranianos atingiram o navio russo «Tatarstan», do projeto 11661K «Gepard» — porta-bandeira da Flotilha do Cáspio, armado com o sistema de mísseis antinavio «Uran» e o sistema de defesa aérea «Osa-MA».

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Glória à Ucrânia!

quinta-feira, setembro 10, 2026

Ucrânia ataca os portos militares russos de Novorossiysk, Makhachkala e Sochi

Na noite de 9 à 10 de setembro, as Forças de Defesa da Ucrânia lançaram um complexo ataque composto de mísseis e drones marítimos contra os portos russos de Novorossiysk, Makhachkala e Sochi. Vários navios de guerra russos sofreram danos confirmados por meios do controlo objetivo. 

Foram atingidos o porto, os navios e a infraestrutura militar de Novorossiysk: 

Foi atingido o navio «Buyan-M» (Projecto 21631) – um pequeno navio russo multifuncional de mísseis e artilharia (MRS) de 3ª classe, lançador de mísseis de cruzeiro «Kalibr» e «Onyx».

«Buyan-M», 9-10 de setembro de 2026

A fragata russa «Almirante Essen» foi atingida na sua superestrutura. Como resultado do impacto nos convés, deflagrou um incêndio, confirmado pela GUR (secreta militar da Ucrânia). Provavelmente o navio foi atingido por míssil ucraniano «Neptun». 

Fragata porta-bandeira «Almirante Essen», 9-10 de setembro de 2026


A fragata russa «Almirante Makarov» foi novamente atingida, desta vez na sua superestrutura.

Fragata «Alimirante Makarov», 9-10 de setembro de 2026

A infraestrutura portuária também foi atingida:


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As consequências de outros impactos estão sendo apurados.

A zona portuária da cidade russa de Sochi foi alvo de ataque de drones marítimos ucranianos. As testemunhas relatam fortes explosões na zona portuária.





Cidade russa de Borisoglebsk, onde se situa um importante aeroporto militar, região de Voronezh, foram ouvidas explosões. Um drone foi abatido pela defesa aérea russa sobre uma casa particular em Borisoglebsk.
Cidade de Makhachkala, região de Daguestão. Os moradores relatam explosões e fumo na zona portuária, bem como danos na cidade. Desde 2017 a cidade se tornou o porto principal da flotilha russa do Mar Cáspio.



quarta-feira, setembro 09, 2026

Mercenário peruando torturado pelos russos: batalha pelo acesso à conta bancária

O peruano Óscar Alberto Huallpa Maquera, de 26 anos, assinou um contrato com exército russo e lutou contra Ucrânia. Quando foi ferido ao pisar uma mina, foi severamente torturado pelo seu comandante, de nome de código «Angel», que exigiu-lhe o pagamento, que Óscar tinha recebido pelos ferimentos.

O peruano recusou e assim foi sujeito à tortura: foi espancado, teve o polegar direito cortado pelo próprio comandante e a sua morte foi planeada, sendo simulada como um desaparecimento em combate. Tudo para que entregasse o acesso ao seu cartão bancário e o seu comandante pudesse levantar dinheiro da sua conta. 

Óscar ficou marcado para sempre pelos seus torturadores russos

Óscar relatou ainda que outros mercenários estrangeiros sucumbiram à tortura dos russos, entregando as senhas das suas contas bancárias aos comandantes, morrendo, de seguida, «em combates».

Tortura e extorsão são práticas muito comuns do exército russo. Assim, os comandantes russos extorquem dinheiro não só aos mercenários estrangeiros, mas também aos soldados russos. O problema atingiu proporções tão graves que alguns comandantes estão a ser processados. Têm centenas de vítimas. Caso semelhante foi do russo Pavel Gudochkin e do seu 272º Regimento de Fuzileiros Motorizados, onde, segundo informações disponíveis, foi estabelecido um grupo de crime organizado, que extorquia dinheiro aos russos e, posteriormente, matava os soldados e zerava as suas contas bancárias. 

Em contacto com o Projeto Sota, Óscar confirmou a informação e afirmou que permanece em Luhansk a aguardar repatriamento ao Peru, tendo enviado os seus documentos à família, que apresentou queixa ao Ministério dos Negócios Estrangeiros do Peru. Enviou também um vídeo mostrando a ausência do polegar da mão direita. 

O exército russo está a recrutar activamente estrangeiros para combater na guerra contra Ucrânia, prometendo-lhes muito dinheiro e cidadania russa. Mas, uma vez assinando o contrato com o exército russo, o mercenário enfrenta sozinho o seu próprio comando militar, que controla a sua vida, saúde e até o seu dinheiro. 

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Ucrânia atinge alvos russos à uma distância superior aos 3.000 km

Na noite de 9 de setembro, os drones ucranianos atingiram a Central de Preparação de Condensados ​​de Novy Urengoy, no Distrito Autónomo de Yamalo-Nenets, mais de 2.800 km da Ucrânia (em linha reta), ou seja, os drones ucranianos voaram cerca de 3.200 km. 

A empresa é uma das principais instalações da infraestrutura de condensados ​​de gás da região. A capacidade projetada da Central é de cerca de 19,5 milhões de toneladas de matéria-prima por ano. 

Novy Urengoy em «manutenção rotineira»

As forças especiais da Ucrânia SSO-SOU informam sobre a destruição de duas fábricas de condensado de gás no Distrito Autónomo de Yamalo-Nenets, em Novorengoysky e Purovsky. As explicações russas são as de costume: «estão a aliviar a pressão no sistema, manutenção rotineira».

A região de Khanty-Mansiysk recebeu hoje os drones de ataque FP-1, que foram dirigidos pelos operadores de SSO-SOU até os alvos:


A cidade russa de Novorossiysk após um ataque noturno. Os residentes relatam um grande número de drones durante a noite; a infraestrutura portuária foi destruída.

Imagem de satélite da base naval russa de Novorossiysk hoje. A base foi atingida pelos mísseis ucranianos «Neptuno». GUR reportou danos na superestrutura do convés do navio porte-bandeira da frota russa, “Almirante Essen”, que resultaram num incêndio.

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No dia 2 de setembro, sucedeu um incêndio na ampresa russa «Proton-PM», nos arredores de Perm. Registou-se um incêndio num dos principais edifícios de produção, com uma área de aproximadamente 3.000 m². 

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A fábrica «Proton-PM» é um dos principais fabricantes de motores RD-191 para a família de veículos de lançamento espaciais «Angara». Em 2025, foi inaugurada uma nova linha de produção destes motores na unidade de Novye Lyady. 

Aos 6 de setembro, a refinaria de Ryazan foi atingida pelas Forças de Defesa da Ucrânia. Outrora praticamente impenetrável, a 3ª maior refinaria da rússia, com uma capacidade projectada de cerca de 18,8 milhões de toneladas de petróleo por ano, está agora em constante reparação. 

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A reparação das instalações, incluindo as torres AVT-3 e AVT-4, ainda está em curso após ataques anteriores. 

  • Cor púrpura: provavelmente danos anteriores;
  • Cores vermelha e amarela: provavelmente danos mais recentes.

Para além das torres AVT-3 e AVT-4, podemos ver as torres AT-6 e AVT-1 bastante danificadas.

Petrolífera de Ryazan, imagem 1

Ou seja, quase todos as AVT de uma das maiores refinarias da rússia estão fora de serviço ou muito danificadas em consequência das sanções impostas pela Ucrânia. 

Petrolífera de Ryazan, imagem 2

  • AVT-1 (imagem 1) — ~2,0 milhões de toneladas/ano
  • AVT-2 — ~2,0 milhões de toneladas/ano
  • AVT-3 — ~3,0 milhões de toneladas/ano
  • AVT-4 — ~4,0 milhões de toneladas/ano
  • AT-6 (imagem 2) — ~8,1 milhões de toneladas/ano