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terça-feira, julho 14, 2026

A delegação da Santa Sé visitou um campo de POW russos na Ucrânia

Uma delegação da Santa Sé, liderada pelo Cardeal Matteo Zuppi, visitou um campo de prisioneiros de guerra russos na Ucrânia, onde tomou conhecimento das condições em que os POW russos estão a ser mantidos.

Durante a visita, o cardeal encontrou-se com prisioneiros de diversas nacionalidades e transmitiu uma mensagem do Papa Leão XIV: «O Papa Leão XIV transmitiu que reza pela paz e pelo regresso de todos os prisioneiros a casa o mais rapidamente possível».

A questão do recrutamento de cidadãos estrangeiros pela rússia para combater na guerra contra a Ucrânia foi discutida separadamente durante o encontro. Representantes do Quartel-General de Coordenação para o Tratamento de Reclusos chamaram a atenção da delegação da Santa Sé para as actividades dos recrutadores russos em diversos países, incluindo em África.

Visita ao local de trabalho dos POW que produzem as mobílias

Durante as conversações com a delegação do Vaticano, os representantes do Quartel-General de Coordenação sublinharam que o tratamento humano dos prisioneiros não é apenas de importância legal, mas também prática. Cada militar russo mantido em cativeiro na Ucrânia faz parte do fundo de troca, aumentando assim as hipóteses de os defensores ucranianos regressarem a casa das prisões russas.

O lado ucraniano apelou ainda aos representantes de organizações internacionais e instituições religiosas para que procurassem ter acesso aos locais onde os soldados e civis ucranianos estão detidos na rússia e nos territórios temporariamente ocupados, de forma a avaliar as suas condições.

Ao concluir a sua visita, o Cardeal Matteo Zuppi rezou pelo fim rápido da guerra e pelo regresso de todos os prisioneiros a casa.

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domingo, março 10, 2024

O Papa que não se importa com a morte dos ucranianos

O Sumo Sacerdote, que sai com um apelo para levantar a «bandeira branca», SABENDO que no caso ucraniano é um caminho direto para a destruição - simplesmente fica do lado do inimigo. 

por: Andrij Bondar (texto adotado)


Ele se torna uma engrenagem no sistema de propaganda inimiga, um de seus cutelos. Sim, Francisco I é o cutelo de Putin. O comportamento podre do Papa poderia afastar as formas do habitual quietismo católico (isto é a apatia deles, se alguém não sabe), como costumam fazer em momentos de crise no mundo. Com o ruído cinzento do moralismo condominial e dos apelos vazios à paz. Mas hoje em dia tudo está longe disso. O Papa sublinha regularmente que está ao lado do inimigo da Ucrânia, exortando os ucranianos a submeter-se ao mal, dizendo diretamente que ceder ao mal é uma virtude. Se é situacional ou estacionário é outra questão. 










O resultado final é que o ser que, depois de Bucha e Mariupol, se oferece para se render, lidera o catolicismo mundial. Isso não sobe à sua cabeça, mas você tem que aceitar isso. Quantas divisões o Papa tem, vocês perguntam? Ele próprio é uma divisão. Divisão das forças de (des)informação do Kremlin. Seria preferível ter um Papa psicótico senil. 

Bónus

O Ministro dos Negócios Estrangeiros / das Relações Exteriores da Polónia propós ao Papa que apelasse a Putin para retirar o exército da Ucrânia.

“A paz virá imediatamente e sem necessidade de negociações”, Radoslav Sykorsky escreveu na sua página na rede social X.

terça-feira, agosto 29, 2023

O Papa de putler

O Vaticano está a tentar remediar a indignação geral após a última declaração do Papa Francisco, insistindo que este nunca pretendeu encorajar a moderna agressão russa na Ucrânia, informa a Rádio Liberdade.

O secretário de imprensa do Vaticano, Matteo Bruni, disse que Francisco simplesmente queria elogiar os aspetos positivos da história espiritual e cultural da rússia quando elogiou os imperadores russos Pedro I e Catarina II.

Num discurso em vídeo aos jovens católicos russos, divulgado em 25 de agosto, o Papa Francisco disse literalmente o seguinte: “Nunca se esqueça da sua herança. Vocês são os descendentes da grande rússia: a grande rússia dos santos, governantes, a grande rússia de Pedro I, da Catarina II, aquele império - grande, educado, (país) de grande cultura e grande humanidade. Nunca desistam desta herança. Vocês são descendentes da grande mãe rússia, avancem com ela. E obrigado – obrigado pelo seu jeito de ser, pelo seu jeito de ser russo.”

Será de imaginar o Papa Francisco elogiar, em termos semelhantes quaisquer outro império? O britânico, espanhol ou português? Se duvida muito bastante, o mais provável no caso destes impérios serão lembrados somente os seus crimes, reais ou supostos, mas não será crível que Papa se lembrará dos escritores britânicos, pintores espanhóis ou navegadores portugueses no contexto de serem um produto dos seus belos e educados impérios respetivos, que tanta coisa útil e agradável produziram no seu passado histórico.  

Não é a primeiro vez o Papa Francisco à fazer declarações que possam ser interpretadas como pró-rússia. Em particular, em março de 2023, numa entrevista à televisão suíça RSI, o chefe da Igreja Católica repetiu a sua avaliação de que a guerra na Ucrânia é a responsabilidade de uns certos «todos». «Todas as grandes potências estão envolvidas. O campo de batalha é Ucrânia. Todo mundo está lutando lá», disse ele.

Ou seja, a rússia invadiu um estado soberano com todo o poderio das suas forças armadas, mata os ucranianos, civis e militares todos os dias, mas a culpa é de supostos «todos», das vítimas e dos carrascos, dos polícias, de ladrões e dos cidadãos, vítimas do crime. Pois, naturalmente, se a vítima não resistisse o assaltante apenas a iria assaltar, como houve a resistência este «não teve a escolha» senão tentar agredir, estuprar e matar a vítima. Só que a polícias fascista e opressora não deixou, muita injustiça social!

Em Novembro de 2022, o Pontífice disse que os mais brutais no exército russo são “aqueles que... não são da tradição russa, como os chechenos, os buriates e assim por diante”. 

Mais uma vez, os russos arianos não tem nada à ver com os crimes horríveis contra os civis e militares ucranianas, a culpa é sempre do «indígena», daqueles «morenos» pobres coitados, dos habituais untermensch, que servem o império russo, mas não possuem o dom e as qualidade de apreciar a tal herança «do império grande, educado, (país) de grande cultura e grande humanidade». 

O chefe da igreja católica disse que, ao comentar a guerra da rússia contra Ucrânia, não mencionou o presidente russo, vladimir putin, porque o papel deste político “já era conhecido”.

Realmente, por que razão ofender uma pessoa que tanto fez pela reconstrução «do império grande, educado (...) de grande cultura e grande humanidade». E se pelo caminho o mesmo país tenta destruir Ucrânia e exterminar os ucranianos como a nação inteira, então fazer o que? Não se deve ofender, aquele político que já era o tão conhecido...  

Em agosto de 2022, durante uma audiência geral no Dia da Independência da Ucrânia, o papa recordou a morte da filha de um dos ideólogos do “mundo russo” e do neofascismo russo Aleksandr Dugin, Daria Dugina, chamando-a de vítima “inocente” do guerra: «Estou pensando na pobre moça que voou pelos ares em Moscovo/u depois de uma bomba plantada sob o assento de um carro. Os inocentes pagam pela guerra, os inocentes!»

Se Daria era ou não a propagandista ativa do neofascismo russo e seguidora máxima das ideias neofascistas do seu pai, pouco importa. Aleksandr Dugin exortava publicamente, na sua «qualidade de professor universitário» à «matar, matar, matar» os ucranianos, e a sua filha apenas e só, negava os crimes do neofascismo russo cometidos em Bucha e defendia publicamente o linchamento popular dos defensores de Azovstal.

Resumindo. Este Papa se estragou à muito tempo. Por favor, nos tragam o próximo. 

A reação ucraniana da morte do Papa...


terça-feira, maio 05, 2020

O padre ucraniano que salvava os judeus no Holocausto

Metropolita Andrey Sheptytsky em 1921, foto: Wikipedia
Metropolita Andrey Sheptytsky liderou a Igreja Grego-Católica Ucraniana na época da II G.M. O metropolita Sheptytsky alertava o Vaticano sobre as atrocidades nazis contra os judeus, arriscando a sua vida, na tentativa de evitar o Holocausto.

Os arquivos de papa Pius/Pio XII [o líder da igreja católica durante os anos da Segunda Guerra Mundial] no Vaticano, que foram abertos recentemente permitiram aos pesquisadores alemães descobrir mais evidências de que Pio estava muito ciente do genocídio dos judeus e tomou pouca ou nenhuma ação contra ele.

Mas os arquivos também lançaram uma nova luz sobre uma figura menos conhecida, mas crucial na história: Andrey Sheptytsky, que liderava a Igreja Grego-Católica da Ucrânia na mesma época.

Alguns há muito tempo pedem que Sheptytsky se torne um Justo Entre as Nações, o título de Israel para não-judeus que arriscaram suas vidas para salvar judeus do Holocausto. Mas Yad Vashem, memorial do Holocausto de Israel, resistiu a isso. As novas informações sobre Sheptytsky oferecem a seus simpatizantes uma nova chance de honrar seu recorde histórico.

O fundo

Sheptytsky e seu irmão, Klymentiy, que foi reconhecido como justo, abrigaram mais de cem judeus em mosteiros e organizaram grupos que os ajudaram a se esconder, de acordo com vários historiadores, incluindo o historiador de Yale Timothy Snyder. Andrey Sheptytsky também protestou publicamente o assassinato de judeus e denunciou seus próprios congregantes por participarem da violência.

Nascido em uma nobre família polaca/polonesa na Ucrânia em 1865, Andrey Sheptytsky se juntou ao clero, apesar da oposição de seu pai. Klymentiy, quatro anos mais novo que Andrey, seguiu os passos do irmão mais velho. Andrey falava hebraico fluentemente e era doador regular de causas judaicas na área de Lviv, onde morava. [...]

As novas evidências

Nos arquivos do Vaticano, os pesquisadores da Universidade de Munster descobriram que Sheptytsky escreveu ao papa uma carta que falava de 200.000 judeus massacrados na Ucrânia sob a ocupação alemã “diabólica”.

Escrever essa carta, cujo conteúdo completo ainda não foi publicado, constituiu um crime capital sob a ocupação nazi e, portanto, pode ser visto como uma nova evidência de que o Sheptytsky arriscou sua vida para salvar judeus.

O Secretário de Estado do Vaticano, Angelo Dell'Acqua, que mais tarde se tornou cardeal, alertou em um memorando na época para desacreditar um relatório da Agência Judaica sobre o Holocausto porque os judeus “exageram facilmente”. Ele também descartou o relato de Sheptytsky, dizendo que “os orientais não são realmente um exemplo de honestidade”, revelou a pesquisa alemã.[...]

Especialistas estão “monitorando as notícias que saem do Vaticano”, disse um porta-voz do Yad Vashem: “Esperamos que, uma vez terminada a crise da saúde, possamos retomar o trabalho regular e examinar esses documentos em primeira mão”, disse o porta-voz. “Naquela época, os historiadores terão uma melhor compreensão de todas as suas implicações”.

Ler o texto integral em inglês.

quarta-feira, novembro 29, 2017

Papa recordou vítimas ucranianas do genocídio comunista de 1932-33

Imagem @Daniel Ibañez/ACI Prensa
Durante a oração do Ângelus, o Papa Francisco recordou as vítimas do Holodomor na Ucrânia de 1932-33, devido à política impulsionada pelo ditador comunista Estaline na União Soviética, a fim de promover a coletivização forçada, escreve agência ACI.

O Santo Padre saudou a comunidade ucraniana presente na Praça de São Pedro e mencionou “a tragédia do Holodomor, a morte por fome provocada pelo regime estalinista que deixou milhões de vítimas. Rezo pela Ucrânia, para que a força da paz possa curar as feridas do passado e promover caminhos de paz”.

Este dramático acontecimento histórico, que é conhecido como Holodomor ou genocídio ucraniano, começou em 1932, depois que numerosos camponeses ucranianos se recusaram à coletivização e, consequentemente, perderam suas terras, propriedades e gado.

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As autoridades soviéticas, como castigo, iniciaram um processo de requisições, punições, assassinatos e trabalho forçado.

Como consequência das expropriações maciças de gados e colheitas, e dos deslocamentos forçados de comunidades inteiras de camponeses, entre 4 [à 7] milhões de ucranianos morreram.

No sábado, 25 de novembro, foi recordado oficialmente e solenemente este acontecimento na Ucrânia, para exigir o reconhecimento internacional do genocídio ucraniano perpetrado pelas autoridades comunistas soviéticas.

Durante a comemoração também recordaram a atual guerra [russo-ucraniana] que vive o leste ucraniano e que já causou dezenas de milhares de mortes desde 2014, assim como a perda territorial da península da Crimea em favor da Rússia.

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