O coronel Jose David Chaparro, venezuelano de 59 anos, com o nome de código «Katana», que escapou do regime «bolivariano», comanda na Ucrânia o batalhão
«Bolívar» composto por 250 combatentes, a maioria colombianos. Hoje a unidade faz parte de sistemas não tripulados do Centro de Operações Especiais «A» do SBU.
Além dos colombianos, também lá servem os venezuelanos, os chilenos, os italianos, os alemães e os portugueses, escreve o The Kyiv Independent.
Chaparro nasceu na Venezuela, mas veio para Kyiv em 1989 para fazer uma pós-graduação em Direito. Depois, regressou a casa, trabalhou em agências governamentais e,
de 2001 a 2005, foi cônsul interino da Venezuela em Moscovo/ou.
Em 2013, Chaparro juntou-se aos protestos contra Maduro e foi forçado a ir para a Ucrânia com a sua família por causa da sua oposição ao regime chavista.
Esteve no Maydan de Kyiv em 2014. Acredita que a Venezuela e a Ucrânia têm um inimigo em comum — a rússia, que apoiou os regimes de Chávez e Maduro.
Após o início da guerra em grande escala, Chaparro juntou-se à unidade dea Desfesa Territorial (TrO). Em 2023, fundou o batalhão «Bolívar» e,
em 2025, a unidade foi integrada no SBU.
O batalhão opera com drones FPV e drones de reconhecimento nas regiões de Donetsk, Kherson e Zaporízhia. Em 15 meses de trabalho com drones, a unidade não perdeu,
em combate, um único elemento seu.
Chaparro critica a forma como Ucrânia está actualmente a expandir o recrutamento de estrangeiros para às FAU: “O problema reside no seu treino: alguns dos recém-chegados
da América do Sul exageram a sua experiência militar e vêm por dinheiro ou oportunidades. Primeiro, formação, depois um contrato e só depois disso — trabalho de combate.”
No momento em que Cuba celebra pomposamente o retorno de 32 mercenários cubanos que serviram de segurança ao ditador venezuelano Nicolás Maduro, ninguém se lembrou dos 54 mercenários cubanos que morreram na guerra contra Ucrânia ao serviço do exército russo.
Este vídeo mostra a cerimónia de entrega dos restos mortais de 32 mercenários cubanos que serviram de segurança ao ditador venezuelano Nicolás Maduro. Todos
morreram durante a operação norte-americana para capturar Maduro. As autoridades cubanas decretaram duas semanas (!) de luto nacional.
O projeto ucraniano «Quero Viver» publica a lista de 54 mercenários cubanos que morreram na guerra contra Ucrânia enquanto serviam no exército russo. Não
é uma lista exaustiva das perdas de mercenários cubanos, mas apenas daqueles cujas mortes são confirmadas.
Morreram de armas em punho a dez mil quilómetros de casa. Os seus nomes são conhecidos tanto em Moscovo/ou como em Havana, mas não há homenagens, luto ou qualquer
menção pública a estes homens. Não há discursos grandiosos, memoriais erguidos e não se escreve nenhum artigo nos «pravdas» cubanos sobre eles.
Muito provavelmente, os seus restos mortais nunca regressarão à sua ilha natal e permanecerão, como adubo, nas florestas ucranianas de Donbas. Havana, oficialmente, não reconhece
os seus mercenários recrutados pela rússia por dinheiro — nem os que morreram, nem os que talvez ainda estejam vivos, cujas listas foram publicadas anteriormente. Cuba também
não se recorda dos seus cidadãos capturados pela Ucrânia.
Há nisto uma certa ironia cruel: depois, destas cubanos morrerem no esquecimento, os seus nomes são preservados precisamente por ucranianos, somente por aqueles que eles vieram matar por dinheiro...
As forças especiais dos EUA, invadiram, com absoluto sucesso, a Venezuela e capturaram o Nicolas Maduro, o notório narco-traficante e ditador-chefe do estado ilegítimo, que usurpou
o poder no seu país.
Apesar da habitual retórica dos regimes autoritários e ditadoriais vindos do mundo em desenvolvimento de «resistir» e de «criar o Armagédono aos americanos»,
na realidade as forças armadas da Venezuela não ofereceram quase nenhuma resistência à Força «Delta» (um heicóptero foi danificado e alguns militares americanos feridos),
que capturou o casal Maduro no sono da sua casa.
O presidente Trump divulga foto do ditador venezuelano Nicolás Maduro a bordo do USS Iwo Jima, LHD 7, após a captura por forças dos Estados Unidos.
O vídeo mostra os helicópteros americanos de transporte Chinook, bastante pesados e barulhentos, a sobrevoarem os céus de Carácas, sem receberam nenhum tipo de resistência à partir do solo.
Facto curioso, mas entre 2005 e 2008, a Venezuela comprou aproximadamente 4 bilhões de dólares em armamento russo: caças-bombardeiros Su-30, helicópteros
de ataque e transporte, armas ligeiras e MANPADS, pagos com seu petróleo.
Em 2009, Moscovo/ou concedeu um empréstimo adicional de 2,2 bilhões de dólares, que permitiu a Caracas encomendar canhões autopropulsados, sistemas de lançamento
múltiplo de foguetes, veículos de combate de infantaria, veículos blindados de transporte de pessoal, sistemas de defesa aérea Buk-M2, vários batalhões de S-300VM e um lote de tanques
T-72.
Donald Trump e o seu staff (Marco Rubio de pé) a assistirem a captura do Maduro em direto
Como é lógico, o valor dos créditos militares russos nunca será reembolsado. Além disso, o armamento russo nem sequer foi usado e não impediu às forças americanas
de capturar Maduro, que neste momento, juntamente com a sua esposa Cilia Flores podem ser indiciados no Distrito Sul de Nova York (alternativas possíveis são Flórida ou Miami).
A Procuradora-Geral dos EUA, Pamela Bondi:
«Nicolas Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram indiciados no Distrito Sul de Nova York. Nicolas Maduro é acusado de conspiração para cometer narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de armas automáticas e dispositivos
explosivos, e conspiração para possuir armas automáticas e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos. Em breve, eles enfrentarão toda a severidade da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos».
Um paralelo histórico e uma coincidência de datas: em 3 de janeiro de 1990, os Estados Unidos realizaram uma operação para deter o presidente panamenho Manuel Noriega,
que havia se rendido às forças americanas durante a Operação «Just Cause» e da invasão americana do Panamá.
Noriega foi acusado de auxiliar o narcotráfico. Ele foi levado aos Estados Unidos, onde foi julgado e condenado a 40 anos de prisão em 1992. Cumpriu aproximadamente 17 anos numa
prisão federal americana. Foi extraditado para a França em 2010 por lavagem de dinheiro (condenado a 7 anos de prisão) e, em seguida, retornou ao Panamá em 2011 para cumprir sua pena por homicídio
até sua morte em 2017, enquanto estava em prisão domiciliar.
PCP pretende protestar conta a invasão americana na Venezuela. Onde estava a coerência do partido, quando não protestava contra a invasão russa da Ucrânia e declarava que «ambos os lados» tem a culpa na guerra colonial russa.
Em relação à Ucrânia, o regime bolivariano da Venezuela, ainda em 2022, nas palavras do seu Ministro dos Negócios Estrangeiros / Relações Exteriores Carlos Faria e do próprio Maduro, apoiou inequivocamente, a invasão
russa da Ucrânia.
Em dezembro de 2023, Nicolas Maduro também fez algumas previsões futuristas quando ao Volodymyr Zelensky, chamando o Presidente da Ucrânia de «palhaço» e prevendo que este será «atirado à uma lixeira como a marioneta inútil dos americanos». Vejamos, apenas três anos depois, quem é agora parece como um «palhaço» e quem será a «marioneta inútil» nas cadeias americanas nas próximas, umas tantas décadas?
Por fim, é de recordar que Ucrânia não reconhece o regime do Nicolas Maduro e considera este como fruto de uma usurpação do poder, por meios não democráticos.
Por isso não é de estranhar que o Presidente Zelensky se pronunciou sobre a captura de Nicolas Maduro pelos EUA, e instou os norte-americanos a fazerem o mesmo com putin.
Blogueiro: podemos ver, nas últimas horas as pessoas que lamentam as ações unilaterais dos EUA, afirmando que a ordem internacional traçada em Yalta em 1945 está morta. Lamentamos de informar, mas a ordem do direito internacional foi destruída pela rússia na madrugada de 24 de fevereiro de 2022, quando exército russo atacou, de forma deliberada e sem nenhuma razão valida, toda a extenção terriorial, o mar e os céus da Ucrânia. Desde aquela data o nosso blogue várias vezes se referiu à este acontecimento, mas muita gente se recusava à ouvir a verdade inconveniente.
Bónus
Um ocupante russo faz a reportagem em direto de uma brilhante operação logística russa na região de Donetsk. Praticamnte a cópia fidedigna da operação
americana em Venezuela: «Dois impactos diretos. Um quadricóptero está em chamas, outro quadricóptero está em chamas. 10 [russos] carga-200».
A rússia continua a manter seu contingente militar na América Latina e está expandindo a cooperação com o regime de Nicolás Maduro.
A informação foi divulgada pelo chefe do GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia, Tenente-General Kirillo Budanov, em um comentário ao The War Zone.
▪ Segundo ele, um contingente russo de mais de 120 militares está atualmente na Venezuela.
Eles são liderados pelo Coronel-General Oleg Makarevich, comandante do chamado grupo operacional “Equator” (Equador) do Ministério da Defesa da federação
russa. É ele quem dirige o treino/amento das forças de segurança venezuelanas.
“Eles desempenham o papel de conselheiros e instrutores militares. Isso inclui o treinamento de infantaria, forças especiais, operadores de drones, além de trabalho com
inteligência e comunicações”, disse Kirillo Budanov.
O chefe da inteligência ucraniana enfatizou que a rotação de forças russas na Venezuela ocorre há muitos anos e não é uma resposta ao fortalecimento
da presença militar americana na região.
O comandante do grupo, Makarevich, e cerca de 90 russos estão baseados em Caracas; o restante está em instalações em Maracaibo, La Guaira e Ilha de Avedes.
“As unidades russas provavelmente permanecerão na Venezuela, mesmo que os EUA decidam sobre um cenário de força. A Rússia tentará dialogar diretamente
com Washington, sob o pretexto da presença de suas forças militares no país”, enfatizou Kirillo Budanov.
O comandante do contingente russo na Venezuela, Makarevich, comandou o grupo de tropas de Dnipro durante a invasão em grande escala da Ucrânia. Foi Makarevich quem organizou a
explosão da usina hidrelétrica de Kakhovka em junho de 2023 – um crime que causou danos humanitários, ambientais e econômicos significativos à Ucrânia.
«Pu-Gu» foi uma revista semanal ilustrada, publicada pela Diáspora ucraniana em Augsburgo, na Alemanha Federal de 1947 à 1949, passando, em 1954 à ter periodicidade mensal. Foi a primeira tentativa na Diáspora ucraniana de oferecer aos seus leitores uma revista ilustrada de entretenimento.
No Brasil a revista «Pu-Gu» teve um representante especial, o padre greco-católico ucraniano Wasyl Petruk, residente em São Paulo. O editor e chefe da redação da «Pu-Gu» era Vsevolod Tsarynnyk (Charnetsky), membro sénior da OUN(M). É de notar, que apesar de
alguns dos seus quadros dirigentes terem a filiação na ala histórica da Organização dos Nacionalistas Ucranianos, a OUN(M), a revista mantinha a linha editorial independente, tentando ser
um orgão apartidário, informativo e ilustado, dirigido à toda Diáspora ucraniana, residente em vários países e continentes.
Na sua edição de janeiro-março de 1955, aparentemente a última, antes do fecho, a revista publicou o texto sobre a rainha ucraniana do Carnaval de Carácas,
em Venezuela.
Naquele ano a rainha ucraniana do carnaval foi eleita Oxana Evtukhiv, filha dos emigrantes ucranianos*, sob o nome de Oxana I. Nas fotos podemos ver a rainha sentada no caro alegórico,
decorrado com tapetes e cercada pelos «súbditos» vestidos de trajas nacionais.
Três bravos «cossacos» com bigodes bastante fartos, embora obviamente postiços, estavam acompanhar
a procissão.
A rainha ucraniana foi recebida com a pompa e circunstância na Casa da Ucrânia de Caracas, a escola ucraniana mereceu o destaque na TV local. O autor da reportagem menciona que o projeto do carnaval ucraniano, que chamou tanta atenção da sociedade venezuelana, recebeu os apoios do Venedikt Vasyuk (engenheiro agrícola, Ministro da Agricultura na República Ucraniana dos Cárpatos em 1939),
na década de 1950, o líder da Comunidade Ucraniana de Venezuela. Além disso, outros dois nomes merecem destaque na reportagem, como pessoas que fizeram bastante em prol dos ucranianos de Venezuela: metropolita Leonid Lototsky e Yuri Waschenko.
* EVTUKHIV Oleksandr (15.02.1898, Kamianets-Podilskyi, região de Khmelnytskyi – 07.06.1966, Caracas, Venezuela). Chefe do Estado-Maior do 1º Regimento Operário dos Cossacos
Livres de Kyiv, chefe da guarnição militar de Vinnytsia, o comandante militar da província de Podilsk, chefe militar do 1º destacamento insurgente do Corpo Separado de Choque do Exército da
República Popular da Ucrânia (1919), engenheiro, tradutor.
Até mais recentemente viviam na Venezuela cerca de 9.400 ucranianos.
As transportadoras oficiais estão preocupadas com o crescimento nos mares internacionais da chamada frota de petroleiros sombra, cujos navios transportam petróleo e derivados,
principalmente do Irã, Venezuela e rússia.
Em primeiro lugar, a dimensão ecológica está ameaçada. Em primeiro lugar, a maioria dos tais petroleiros são extremamente obsoletos, ou seja, estão
à beira do desastre. Em segundo lugar, a maioria dos petroleiros-sombra não tem seguro adequado fornecido por seguradoras internacionais confiáveis. Terceiro, a maioria dos petroleiros-sombra é
de propriedade de empresas offshore cuja propriedade é opaca. Portanto, no caso de um acidente envolvendo tal embarcação, não está claro quem é o proprietário e quem deve ser
responsável por ela;
As atividades da frota paralela também colocaram em risco a dimensão da segurança. Sim, é comum que petroleiros-sombra desativem os sistemas de posicionamento de
navios, o que é uma violação grave das regras da Organização Marítima Internacional (OMI), pois representa uma ameaça a outras embarcações. A ausência de
uma resposta adequada a tais práticas, de facto, destrói o sistema de segurança marítima internacional;
OMI no final de 2023 adotou uma resolução solicitando aos estados-membros que tomem medidas mais rigorosas contra o registro fraudulento de navios e fortaleçam as inspeções
de petroleiros nos portos. Contudo, na prática isso não funciona;
Parece que a Organização Marítima Internacional, sendo uma agência especializada da ONU, de fato «fez vista grossa» aos problemas acima mencionados;
De acordo com previsões de vários operadores marítimos, o tamanho significativo da frota paralela e suas atividades fora das regras da OMI levarão inevitavelmente
a um acidente grave com um vazamento de óleo em mar aberto, o que terá consequências catastróficas para o meio ambiente. Além dos danos ambientais, empresas de transporte e logística
cumpridoras da lei e honestas também sofrem perdas significativas devido à suspensão do tráfego em áreas contaminadas;
Além da inação da OMI, vale ressaltar a falta de atenção a esse problema por parte dos governos dos estados-membros da União Europeia, Reino Unido,
Noruega e Islândia. Como resultado de suas políticas, operadores falsos e companhias de seguros inescrupulosas obtêm lucros extraordinários, enquanto as principais empresas armadoras que se recusam
a transportar petróleo iraniano, venezuelano e russo sofrem sérias perdas. Por sua vez, os três estados autoritários acima mencionados conseguem contornar com sucesso as sanções internacionais;
É necessário não apenas reforçar as sanções contra Estados que violam o direito internacional, mas também neutralizar qualquer tentativa de
contornar as mesmas. Os esforços internacionais relevantes devem ser consistentes e persistentes;
Muitos observadores há muito chamam a atenção para o fato de que a Dinamarca, com seus estreitos entre os Mares do Norte e Báltico, é perfeitamente capaz
de controlar completamente a passagem de qualquer embarcação, incluindo petroleiros, por eles;
Além disso, o controlo/e de embarcações no Canal da Mancha deve ser reforçado pelas autoridades relevantes da Grã-Bretanha e da França. As inspecções
dos Estados listados e de outros Estados europeus devem inspeccionar minuciosamente e, se forem detetadas violações, deter os petroleiros que atravessem as suas costas sem o seguro adequado;
Vale a pena apelar à OMI para que tome medidas adicionais para reforçar o controlo sobre a segurança do transporte marítimo global, de modo a que os proprietários,
operadores e tripulações de navios que arvoram a chamada bandeira de conveniência percebam claramente que, por cada violação da sua parte, haverá seja uma punição real
e rápida.
Uma nova unidade internacional chamada “Batalhão Bolívar” (Batallón Bolívar), composta principalmente por sul-americanos (Colômbia, Brasil, Venezuela e Bolívia) e outros voluntários de todo o mundo, foi oficialmente constituída na Ucrânia para apoiar o esforço de defesa do mundo livre em homenagem a Simon Bolívar “El Libertador”.
A unidade é comandada pelo José David Chaparro, conhecido como Comandante Chaparro é casado com uma ucraniana, que se tornou um protagonista simbólico da resistência e da luta contra a invasão russa.
Neste
livro, o jornalista Leonardo Coutinho revela – com base em milhares de páginas
de documentos, muitos deles secretos, e mais de uma centena de entrevistas em
dez países – como as digitais de Hugo Chávez estão espalhadas em todo o mundo,
desde a explosão da violência na América Central e no México, até o financiamento de organizações
terroristas como o grupo Estado Islâmico.
O
que levou um país rico, dono das maiores reservas de petróleo do planeta e com
uma localização estratégica ao maior colapso financeiro e institucional do
Ocidente? A destruição da Venezuela é apenas a face mais evidente de uma
intrincada rede de organizações políticas e criminosas que foram criadas ou
alimentadas por Hugo Chávez como parte de seu sonho de reengenharia global. Eleito
em 1998 com a promessa de tirar a Venezuela da crise e com o compromisso de
conduzir os venezuelanos ao desenvolvimento, Hugo Chávez desperdiçou a fortuna
arrecadada durante a bonança petroleira para financiar um modelo de mundo que
fosse o seu espelho: caótico e subversivo. Apesar de sua morte, em março de
2013, em decorrência de um câncer, Chávez segue presente “assombrando” o mundo
com os efeitos destrutivos de sua combinação de tráfico de cocaína, terrorismo
e corrupção. Um legado que o presidente Nicolás Maduro soube herdar e manter,
conduzindo o país a um colapso económico e institucional sem precedentes.
Bónus
É
de reconhecer que para já batalha de entrega da ajuda humanitária (marcada ao dia 23 de
fevereiro de 2019) foi ganha pelo regime bolivariano. Agentes da secreta
venezuelana, o SEBIN, travestidos de titushki “coletivos”, queimaram camiões de
ajuda humanitária em Ureña, na fronteira colombiana. Houve vários feridos entre
o povo presente.
Cerca
de 23 militares, guardas e polícias venezuelanos abandonam os seus comandantes,
alguns pediram o asilo na Colômbia. O major-general Alexis López Ramírez (ex-secretário
executivo doConsejo de Defensa de la Nación (Codena) pediu aos
colegas para que reconheçam o presidente legítimo Juan Guaidó e deixem de apoiar
o regime criminoso de Maduro.
O major-general Alexis López Ramírez, ex-secretário executivo do Codena
O
regime do Maduro mata o seu povo
para que este não seja alimentado por “los americanos”, muito semelhante a posição do Estaline em 1932-33 em
relação os ucranianos, que morriam de fome no Holodomor,
mas estado soviético não aceitava e até rejeitava toda e qualquer ajuda
alimentar ocidental...
O
ataque das forças leais ao regime socialista bolivariano da Venezuela contra camião/caminhão de ajuda humanitária em Ureña (twitter do presidente Juan Guaidó):
El régimen usurpador se vale de los
actos más viles e intenta quemar el camión con ayuda humanitaria que se
encuentra en Ureña. Nuestros valientes voluntarios están
realizando una cadena para salvaguardar la comida y las
medicinas. La avalancha humanitaria es indetenible pic.twitter.com/bU2PPzSGcu
A
Ucrânia reconheceu o líder da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó,
como chefe da única autoridade democraticamente eleita na Venezuela, e acredita
que ele será capaz de organizar eleições democráticas no país. Afirmou a
porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Kateryna Zelenko,
aos representantes dos meios de comunicação social, de acordo com a declaração
do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, escreve o serviço espanhol
da agência noticiosa ucraniana UkrInform.
“Ucrânia
reconhece Juan Guaidó como o chefe da única autoridade venezuelana democraticamente
eleita, que é a Assembleia Nacional, assim como o líder da oposição democrática.
Portanto, o retorno à governança democrática no país depende dele e de outros
líderes das forças políticas venezuelanas, em particular através de acordos
sobre a realização de eleições democráticas e certificadas por observadores
eleitorais”, enfatiza Zelenko.
A
porta-voz da MNE acrescenta que a Ucrânia pede às autoridades venezuelanas que
façam todo o possível para evitar métodos violentos para resolver a crise
política e combater a catástrofe económica que já leva a problemas humanitários
e ao sofrimento do povo venezuelano.
Conforme
relatado, um grupo de 19 países da União Europeia reconheceu o líder da
oposição venezuelana, Juan Guaidó, como presidente interino do país, reforçando
as exigências para que o presidente, Nicolás Maduro, se demitisse. São eles
Alemanha, Áustria, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Espanha, Estónia, Finlândia,
França, Hungria, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Polónia,
Portugal, Reino Unido, República Checa e Suécia.
Por
enquanto, Juan Guaidó, foi reconhecido por 23 países.
Venezuela: problemascompetróleo
Venezuela
já armazenou 7 milhões de barris de petróleo nos navios petroleiros, que não
consegue vender nos mercados externos. As sanções americanas proíbem às
empresas americanas de negociar o petróleo venezuelano e as empresas
estrangeiras não compram o petróleo venezuelano devido às sanções secundárias,
além disso, o petróleo do país é muito específico, “pesado”, o que obriga os
compradores o misturar com as espécies mais leves, que encarece a logística e a
sua transformação.
O
espaço nos barcos petroleiros deve acabar nessa semana, depois petróleo poderá
ser armazenado nas facilidades dentro do país, o que poderá significar mais 10
dias de folga. Após disso, a indústria entrará em colapso, dado que os poços de
petróleo não são nada fáceis para serem “conservados”.
... ecomcombustível
Os
EUA deixaram de fornecer à Venezuela o combustível, o que significa que em 3-4 dias,
máximo uma semana o país espera um novo colapso, desta vez de gasolina e
gasóleo.
...
e com ajuda humanitária
Maduro
emitiu a ordem para que seu exército impeça a entrada dos camiões e comboios da
ajuda humanitária no país. Da mesma forma Hitler decidiu em 1945 inundar
o metro de Berlim, o povo alemão, na sua opinião, foi indigno da grande missão
que lhe fora confiada e, portanto, tinha que desaparecer...
Os
medos de Maduro são certamente compreensíveis – a distribuição da ajuda
humanitária precisará de ter coberta das forças armadas estrangeiras
simplesmente porque os mais fortes serão tentados roubar essa ajuda aos mais fracos
e a vender no mercado – exatamente como aconteceu na Donbas, onde os separatistas
e bandidos locais faziam fortunas vendendo essa ajuda internacional. Maduro
teme a ajuda internacional, pois ela cria uma ameaça ao seu regime (e
exatamente para escapar as acusações internacionais, Ucrânia nunca impediu a
entrada ilegal da “ajuda humanitária” russa aos territórios ocupados).
Após
os generais, se rebelam os coronéis e capitães, exortando o exército não apenas
a reconhecer Juan Guaidó como o presidente legítimo, mas falando diretamente
sobre a revolução popular armada contra o regime ditatorial.
Maduro
teima em apelar ao Papa para ser intermediário e organizar o diálogo. Não percebendo
que o seu tempo está se passar e realmente, no futuro próximo ele poderá seguir
o caminho do Ceauşescu.
A
Rússia continua persistentemente à chamar o presidente Juan Guaidó de impostor. Uma
estranha política para quem investiu tanto na economia venezuelana. O exemplo do
presidente Yanukovych não ensinou nada os aventureiros do Kremlin – a sua
teimosia em apoiar Maduro poderá levar diretamente à situação em que o futuro governo venezuelano
recusará pagar as dívidas do regime bolivariano. Resultandoemmaiscargafiscal e menos benefícios aoscontribuintesrussos...
Quando
uma força especial da policia entrou na casa do Presidente interino da Venezuela, Juan
Guaidó, os vizinhos mobilizaram-se para o defender. Uma venezuelana conta como
tudo aconteceu: “Que emoção!”
A manif anti-Maduro e pró-Guaidó de 2/02/2019, Carácas
Esta
quinta-feira, enquanto apresentava o seu plano para o país numa sessão
previamente agendada, Juan Guaidó soube que as FAES (Força de Ação Especial da
Polícia Nacional Bolivariana) tinham entrado na casa dele, numa altura em que
estava lá a sua filha de 20 meses e a sogra. Os vizinhos saíram a correr para a
porta do prédio, para gritar contra as autoridades e a favor do homem que é,
desde 23 de janeiro, o autoproclamado Presidente interino da Venezuela — e
assim reconhecido pelos EUA e pelo Parlamento Europeu.
A manif anti-Maduro e pró-Guaidó de 2/02/2019, Carácas
Tudo
isto aconteceu na urbanização de Santa Fe Norte, bairro onde nasceu e cresceu
Ines Gonçalves, empresária de 45 anos. Ficou a saber de tudo o que se passava
pela mãe, uma idosa de 84 anos, e pela empregada que a acompanha. Nas próximas
linhas, segue-se o relato na primeira pessoa de Ines Gonçalves, resultado de um
depoimento ao Observador:
“Assim
que se soube que a polícia tinha subido para ir à casa do Guaidó, os vizinhos
juntaram-se todos na porta do prédio para o defenderem até onde desse. Ele
estava a fazer uma apresentação do “Plan País” na Universidade Central de
Venezuela, em Caracas, quando se soube de tudo. Ele escreveu logo um tweet a
dizer que as FAES tinham entrado na casa dele, onde estava a filha de apenas 20
meses com a avó, a sogra de Guaidó, a tomar conta dela.
A manif anti-Maduro e pró-Guaidó de 2/02/2019, Carácas
A
notícia espalhou-se num instante, foi incrível. Os vizinhos começaram a gritar
nas varandas: ‘As FAES vêm atrás do Guaidó!’. A minha mãe contou-me que toda a
gente desceu à rua, todos aos gritos, a dizer ‘Viva Guaidó, fora FAES!’.
A
adrenalina que sentimos neste momento na Venezuela leva as pessoas a agir de
maneira impensável. Nunca passaria pela cabeça destas pessoas saírem de casa a
gritar contra as FAES, até porque eles estão sempre à paisana e agarram qualquer
um. Fazem o que querem com quem querem, para eles tanto faz! Mas só de pensar
que lhe podiam fazer alguma coisa, ou, pior ainda, à filha dele, as pessoas
foram imediatamente para a rua. Se eu lá tivesse estado, tinha ido logo, sem
pensar. Não quero que nos tirem esta esperança.
A manif anti-Maduro e pró-Guaidó de 2/02/2019, Carácas
Aquele
bairro tem muitas senhoras idosas, como a minha mãe, e digo-lhe já: foram todas
para a rua com a roupa que tinham no corpo só para defenderem o Guaidó. É que
esta urbanização, que é Salta Fe Norte, que é da classe média, sempre foi muito
opositora. É das zonas de Caracas onde há mais manifestações de repúdio ao
governo. E calha que o Guaidó vive lá. Por isso as pessoas quiseram ir
defendê-lo, porque ele deu-nos esperança. A minha mãe também quis ir, mas ela
não pode, não tem saúde para isso. Já tem 84 anos e foi operada ao joelho.
Então pôs-se a gritar da janela e mandou a empregada lá para baixo!
Depois
até veio uma multidão de jornalistas para a conferência de imprensa do Guaidó.
Nunca pensei que houvesse uma coisa destas no bairro onde cresci!
A manif anti-Maduro e pró-Guaidó de 2/02/2019, Carácas
As
pessoas ficaram lá duas horas. Não sei bem como foi com as FAES. É até possível
que eles tenham saído antes de as pessoas chegarem, não sei. Mas, seja como
for, foi bonito as pessoas irem para lá defender o Guaidó. Porque até há uns
dias ninguém o conhecia e a verdade é que já ninguém acreditava na oposição.
Mas o Guaidó é uma cara nova, não era conhecido. Por isso é que as pessoas
foram. Ele agora é um símbolo! Foi uma coisa incrível as pessoas terem tido a
coragem de estar ali. Os venezuelanos recuperaram a esperança na luta.
A manif anti-Maduro e pró-Guaidó de 2/02/2019 (?), Austrália
À
noite, o Guaidó ligou à associação de condóminos e disse que queria falar aos
vizinhos como gesto de agradecimento. E assim foi: juntaram as pessoas num
campo de jogos da urbanização e ele agradeceu-lhes por terem saído em defesa da
sua família. Falou da importância da esperança, foi muito bonito. Ele é uma
pessoa muito corajosa por tudo o que está a fazer. Eu acho que as pessoas que
não são da Venezuela não entendem totalmente o risco que ele corre, e também a
família dele, por estar a fazer isto. E por isso, contou-me a empregada da
minha mãe, as pessoas estavam todas emocionadas. Que emoção enorme é ser um
grãozinho de areia na História do nosso país!”
Ver vídeo de Guaidó a agradecer aos vizinhos:
VIDEO (1/4) @jguaido, Venezuela's self proclaimed interim president, gathers his neighbors to thank them for taking to the streets and crowding his apartment building's entrance when they heard special police forces were raiding his house. #Venezuela#JuanGuaidopic.twitter.com/KncLqIUGvS
O
General de Divisão e Diretor de Planeamento Estratégico do Alto Comando Militar
da Aviação, Francisco Estéban Yánez Rodríguez, reconheceu Juan Guaidó como Presidente
interino da Venezuela, escreve El-Nacional
“Hoje,
com orgulho patriótico e democrático, informo que não conheço a autoridade
irritante e ditatorial do senhor Nicolás Maduro e reconheço o Deputado Juan
Guaidó como presidente da República Bolivariana da Venezuela, pelo qual me
coloco dignamente ao seu serviço”, afirmou em vídeo:
ATENCIÓN: General de División
Francisco Estéban Yánez Rodríguez, Director de Planificación Estratégica del
Alto Mando Militar de la Aviación, reconoce a Juan Guaidó como Presidente (E)
de Venezuela. #2Febpic.twitter.com/Uz4fOixsvq
Da
mesma forma, assegurou que 90% das Forças Armadas não apoiam Nicolás Maduro e
que a transição para a democracia é iminente. “90% das Forças Armadas não estão
com o ditador, estão com o povo da Venezuela (...) Peço aos companheiros de
armas que não reprimam mais”, afirmou general Francisco Estéban Yánez Rodríguez.
Além
disso, ele alertou que os colegas da aviação lhe informaram que Maduro tem dois
aviões prontos todos os dias, sugerindo que use um deles para sair do país imediatamente.
Yánez
foi nomeado Presidente da Junta Permanente de Avaliação do Comando Geral da
Aviação Militar Bolivariana em 2015.
Bónus
II
Vídeo
curto, mas preciso, chamado What's Happening in Venezuela?: Just the Facts,
onde a comediante venezuelana Joanna Hausmann explica de forma cristalina (e
sentida) o que se passa no seu país (em inglês, mas com legendas em espanhol).
Muito bom: