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sábado, outubro 10, 2026

O coronel «Catana»: comandante do batalhão sul-americano na Ucrânia

O coronel Jose David Chaparro, venezuelano de 59 anos, com o nome de código «Katana», que escapou do regime «bolivariano», comanda na Ucrânia o batalhão «Bolívar» composto por 250 combatentes, a maioria colombianos. Hoje a unidade faz parte de sistemas não tripulados do Centro de Operações Especiais «A» do SBU. 

Além dos colombianos, também lá servem os venezuelanos, os chilenos, os italianos, os alemães e os portugueses, escreve o The Kyiv Independent.

Chaparro nasceu na Venezuela, mas veio para Kyiv em 1989 para fazer uma pós-graduação em Direito. Depois, regressou a casa, trabalhou em agências governamentais e, de 2001 a 2005, foi cônsul interino da Venezuela em Moscovo/ou.

Em 2013, Chaparro juntou-se aos protestos contra Maduro e foi forçado a ir para a Ucrânia com a sua família por causa da sua oposição ao regime chavista.

Esteve no Maydan de Kyiv em 2014. Acredita que a Venezuela e a Ucrânia têm um inimigo em comum — a rússia, que apoiou os regimes de Chávez e Maduro.

Faça click para seguir a unidade na X
Após o início da guerra em grande escala, Chaparro juntou-se à unidade dea Desfesa Territorial (TrO). Em 2023, fundou o batalhão «Bolívar» e, em 2025, a unidade foi integrada no SBU.

O batalhão opera com drones FPV e drones de reconhecimento nas regiões de Donetsk, Kherson e Zaporízhia. Em 15 meses de trabalho com drones, a unidade não perdeu, em combate, um único elemento seu.

Chaparro critica a forma como Ucrânia está actualmente a expandir o recrutamento de estrangeiros para às FAU: “O problema reside no seu treino: alguns dos recém-chegados da América do Sul exageram a sua experiência militar e vêm por dinheiro ou oportunidades. Primeiro, formação, depois um contrato e só depois disso — trabalho de combate.”

sexta-feira, janeiro 16, 2026

O retorno dos mercenários cubanos da Venezuela e da Ucrânia

No momento em que Cuba celebra pomposamente o retorno de 32 mercenários cubanos que serviram de segurança ao ditador venezuelano Nicolás Maduro, ninguém se lembrou dos 54 mercenários cubanos que morreram na guerra contra Ucrânia ao serviço do exército russo. 

Este vídeo mostra a cerimónia de entrega dos restos mortais de 32 mercenários cubanos que serviram de segurança ao ditador venezuelano Nicolás Maduro. Todos morreram durante a operação norte-americana para capturar Maduro. As autoridades cubanas decretaram duas semanas (!) de luto nacional. 

O projeto ucraniano «Quero Viver» publica a lista de 54 mercenários cubanos que morreram na guerra contra Ucrânia enquanto serviam no exército russo. Não é uma lista exaustiva das perdas de mercenários cubanos, mas apenas daqueles cujas mortes são confirmadas.

Morreram de armas em punho a dez mil quilómetros de casa. Os seus nomes são conhecidos tanto em Moscovo/ou como em Havana, mas não há homenagens, luto ou qualquer menção pública a estes homens. Não há discursos grandiosos, memoriais erguidos e não se escreve nenhum artigo nos «pravdas» cubanos sobre eles. 

Muito provavelmente, os seus restos mortais nunca regressarão à sua ilha natal e permanecerão, como adubo, nas florestas ucranianas de Donbas. Havana, oficialmente, não reconhece os seus mercenários recrutados pela rússia por dinheiro — nem os que morreram, nem os que talvez ainda estejam vivos, cujas listas foram publicadas anteriormente. Cuba também não se recorda dos seus cidadãos capturados pela Ucrânia.

Há nisto uma certa ironia cruel: depois, destas cubanos morrerem no esquecimento, os seus nomes são preservados precisamente por ucranianos, somente por aqueles que eles vieram matar por dinheiro...

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

Ligue para +38 044 350 89 17 e 688 (somente de números ucranianos)

Escreva ao Telegram ou WhatsApp:

  • +38 095 688 68 88
  • +38 093 688 68 88
  • +38 097 688 66 88

sábado, janeiro 03, 2026

O início do fim do narco-regime bolivariano na Venezuela

As forças especiais dos EUA, invadiram, com absoluto sucesso, a Venezuela e capturaram o Nicolas Maduro, o notório narco-traficante e ditador-chefe do estado ilegítimo, que usurpou o poder no seu país.



Apesar da habitual retórica dos regimes autoritários e ditadoriais vindos do mundo em desenvolvimento de «resistir» e de «criar o Armagédono aos americanos», na realidade as forças armadas da Venezuela não ofereceram quase nenhuma resistência à Força «Delta» (um heicóptero foi danificado e alguns militares americanos feridos), que capturou o casal Maduro no sono da sua casa.

O presidente Trump divulga foto do ditador venezuelano Nicolás Maduro
a bordo do USS Iwo Jima, LHD 7, após a captura por forças dos Estados Unidos.

O vídeo mostra os helicópteros americanos de transporte Chinook, bastante pesados e barulhentos, a sobrevoarem os céus de Carácas, sem receberam nenhum tipo de resistência à partir do solo.


Facto curioso, mas entre 2005 e 2008, a Venezuela comprou aproximadamente 4 bilhões de dólares em armamento russo: caças-bombardeiros Su-30, helicópteros de ataque e transporte, armas ligeiras e MANPADS, pagos com seu petróleo. 

Em 2009, Moscovo/ou concedeu um empréstimo adicional de 2,2 bilhões de dólares, que permitiu a Caracas encomendar canhões autopropulsados, sistemas de lançamento múltiplo de foguetes, veículos de combate de infantaria, veículos blindados de transporte de pessoal, sistemas de defesa aérea Buk-M2, vários batalhões de S-300VM e um lote de tanques T-72. 

Donald Trump e o seu staff (Marco Rubio de pé) a assistirem a captura do Maduro em direto

Como é lógico, o valor dos créditos militares russos nunca será reembolsado. Além disso, o armamento russo nem sequer foi usado e não impediu às forças americanas de capturar Maduro, que neste momento, juntamente com a sua esposa Cilia Flores podem ser indiciados no Distrito Sul de Nova York (alternativas possíveis são Flórida ou Miami).

A Procuradora-Geral dos EUA, Pamela Bondi:

«Nicolas Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram indiciados no Distrito Sul de Nova York. Nicolas Maduro é acusado de conspiração para cometer narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de armas automáticas e dispositivos explosivos, e conspiração para possuir armas automáticas e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos. Em breve, eles enfrentarão toda a severidade da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos».

Um paralelo histórico e uma coincidência de datas: em 3 de janeiro de 1990, os Estados Unidos realizaram uma operação para deter o presidente panamenho Manuel Noriega, que havia se rendido às forças americanas durante a Operação «Just Cause» e da invasão americana do Panamá.

Noriega foi acusado de auxiliar o narcotráfico. Ele foi levado aos Estados Unidos, onde foi julgado e condenado a 40 anos de prisão em 1992. Cumpriu aproximadamente 17 anos numa prisão federal americana. Foi extraditado para a França em 2010 por lavagem de dinheiro (condenado a 7 anos de prisão) e, em seguida, retornou ao Panamá em 2011 para cumprir sua pena por homicídio até sua morte em 2017, enquanto estava em prisão domiciliar.

PCP pretende protestar conta a invasão americana na Venezuela. Onde estava a coerência do partido, quando não protestava contra a invasão russa da Ucrânia e declarava que «ambos os lados» tem a culpa na guerra colonial russa.

Em relação à Ucrânia, o regime bolivariano da Venezuela, ainda em 2022, nas palavras do seu Ministro dos Negócios Estrangeiros / Relações Exteriores Carlos Faria e do próprio Maduro, apoiou inequivocamente, a invasão russa da Ucrânia.

«A rússia tem o apoio total da República Bolivariana da Venezuela na luta que está tendo para dissipar as ameaças de Otan e do mundo ocidental», disse Maduro após receber o vice-primeiro-ministro russo, Yuri Borisov, no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas».

Em dezembro de 2023, Nicolas Maduro também fez algumas previsões futuristas quando ao Volodymyr Zelensky, chamando o Presidente da Ucrânia de «palhaço» e prevendo que este será «atirado à uma lixeira como a marioneta inútil dos americanos». Vejamos, apenas três anos depois, quem é agora parece como um «palhaço» e quem será a «marioneta inútil» nas cadeias americanas nas próximas, umas tantas décadas?

Por fim, é de recordar que Ucrânia não reconhece o regime do Nicolas Maduro e considera este como fruto de uma usurpação do poder, por meios não democráticos. Por isso não é de estranhar que o Presidente Zelensky se pronunciou sobre a captura de Nicolas Maduro pelos EUA, e instou os norte-americanos a fazerem o mesmo com putin.

Blogueiro: podemos ver, nas últimas horas as pessoas que lamentam as ações unilaterais dos EUA, afirmando que a ordem internacional traçada em Yalta em 1945 está morta. Lamentamos de informar, mas a ordem do direito internacional foi destruída pela rússia na madrugada de 24 de fevereiro de 2022, quando exército russo atacou, de forma deliberada e sem nenhuma razão valida, toda a extenção terriorial, o mar e os céus da Ucrânia. Desde aquela data o nosso blogue várias vezes se referiu à este acontecimento, mas muita gente se recusava à ouvir a verdade inconveniente.   

Bónus

Um ocupante russo faz a reportagem em direto de uma brilhante operação logística russa na região de Donetsk. Praticamnte a cópia fidedigna da operação americana em Venezuela: «Dois impactos diretos. Um quadricóptero está em chamas, outro quadricóptero está em chamas. 10 [russos] carga-200».

Fonte: TG @kazansky2017

domingo, novembro 23, 2025

‼ General russo lidera missão de treino militar na Venezuela — Kirillo Budanov

A rússia continua a manter seu contingente militar na América Latina e está expandindo a cooperação com o regime de Nicolás Maduro. A informação foi divulgada pelo chefe do GUR do Ministério da Defesa da Ucrânia, Tenente-General Kirillo Budanov, em um comentário ao The War Zone. 

▪ Segundo ele, um contingente russo de mais de 120 militares está atualmente na Venezuela. 

Eles são liderados pelo Coronel-General Oleg Makarevich, comandante do chamado grupo operacional “Equator” (Equador) do Ministério da Defesa da federação russa. É ele quem dirige o treino/amento das forças de segurança venezuelanas. 

“Eles desempenham o papel de conselheiros e instrutores militares. Isso inclui o treinamento de infantaria, forças especiais, operadores de drones, além de trabalho com inteligência e comunicações”, disse Kirillo Budanov. 

O chefe da inteligência ucraniana enfatizou que a rotação de forças russas na Venezuela ocorre há muitos anos e não é uma resposta ao fortalecimento da presença militar americana na região. 

O comandante do grupo, Makarevich, e cerca de 90 russos estão baseados em Caracas; o restante está em instalações em Maracaibo, La Guaira e Ilha de Avedes. 

“As unidades russas provavelmente permanecerão na Venezuela, mesmo que os EUA decidam sobre um cenário de força. A Rússia tentará dialogar diretamente com Washington, sob o pretexto da presença de suas forças militares no país”, enfatizou Kirillo Budanov. 

O comandante do contingente russo na Venezuela, Makarevich, comandou o grupo de tropas de Dnipro durante a invasão em grande escala da Ucrânia. Foi Makarevich quem organizou a explosão da usina hidrelétrica de Kakhovka em junho de 2023 – um crime que causou danos humanitários, ambientais e econômicos significativos à Ucrânia. 

Ler mais em inglês.

quinta-feira, abril 17, 2025

A revista ilustrada «Pu-Gu» e carnaval ucraniano de Carácas

«Pu-Gu» foi uma revista semanal ilustrada, publicada pela Diáspora ucraniana em Augsburgo, na Alemanha Federal de 1947 à 1949, passando, em 1954 à ter periodicidade mensal. Foi a primeira tentativa na Diáspora ucraniana de oferecer aos seus leitores uma revista ilustrada de entretenimento. 

Jornal «Nova Ucrânia», Kharkiv, 1942: sentados: a partir da esquerda — Arkady Lyubchenko, Sofia Tsarynnyk (Shchadkivska), Petro Sahaidachny, Vsevolod Tsarynnyk (editor-chefe).

No Brasil a revista «Pu-Gu» teve um representante especial, o padre greco-católico ucraniano Wasyl Petruk, residente em São Paulo. O editor e chefe da redação da «Pu-Gu» era Vsevolod Tsarynnyk (Charnetsky), membro sénior da OUN(M). É de notar, que apesar de alguns dos seus quadros dirigentes terem a filiação na ala histórica da Organização dos Nacionalistas Ucranianos, a OUN(M), a revista mantinha a linha editorial independente, tentando ser um orgão apartidário, informativo e ilustado, dirigido à toda Diáspora ucraniana, residente em vários países e continentes. 

O carnaval ucraniano de Carácas 

Na sua edição de janeiro-março de 1955, aparentemente a última, antes do fecho, a revista publicou o texto sobre a rainha ucraniana do Carnaval de Carácas, em Venezuela. 

Revista ucraniana «Pu-Gu», edição janeiro-março de 1955, I (82)

Naquele ano a rainha ucraniana do carnaval foi eleita Oxana Evtukhiv, filha dos emigrantes ucranianos*, sob o nome de Oxana I. Nas fotos podemos ver a rainha sentada no caro alegórico, decorrado com tapetes e cercada pelos «súbditos» vestidos de trajas nacionais. 

Oxana Evtukhiv, a Oxana I

Três bravos «cossacos» com bigodes bastante fartos, embora obviamente postiços, estavam acompanhar a procissão. 

A rainha ucraniana foi recebida com a pompa e circunstância na Casa da Ucrânia de Caracas, a escola ucraniana mereceu o destaque na TV local. O autor da reportagem menciona que o projeto do carnaval ucraniano, que chamou tanta atenção da sociedade venezuelana, recebeu os apoios do Venedikt Vasyuk (engenheiro agrícola, Ministro da Agricultura na República Ucraniana dos Cárpatos em 1939), na década de 1950, o líder da Comunidade Ucraniana de Venezuela. Além disso, outros dois nomes merecem destaque na reportagem, como pessoas que fizeram bastante em prol dos ucranianos de Venezuela: metropolita Leonid Lototsky e Yuri Waschenko.

* EVTUKHIV Oleksandr (15.02.1898, Kamianets-Podilskyi, região de Khmelnytskyi – 07.06.1966, Caracas, Venezuela). Chefe do Estado-Maior do 1º Regimento Operário dos Cossacos Livres de Kyiv, chefe da guarnição militar de Vinnytsia, o comandante militar da província de Podilsk, chefe militar do 1º destacamento insurgente do Corpo Separado de Choque do Exército da República Popular da Ucrânia (1919), engenheiro, tradutor.

Até mais recentemente viviam na Venezuela cerca de 9.400 ucranianos.

sexta-feira, janeiro 10, 2025

Os perigos internacionais da frota russa de petroleiros-sombra

As transportadoras oficiais estão preocupadas com o crescimento nos mares internacionais da chamada frota de petroleiros sombra, cujos navios transportam petróleo e derivados, principalmente do Irã, Venezuela e rússia.

Em primeiro lugar, a dimensão ecológica está ameaçada. Em primeiro lugar, a maioria dos tais petroleiros são extremamente obsoletos, ou seja, estão à beira do desastre. Em segundo lugar, a maioria dos petroleiros-sombra não tem seguro adequado fornecido por seguradoras internacionais confiáveis. Terceiro, a maioria dos petroleiros-sombra é de propriedade de empresas offshore cuja propriedade é opaca. Portanto, no caso de um acidente envolvendo tal embarcação, não está claro quem é o proprietário e quem deve ser responsável por ela;

As atividades da frota paralela também colocaram em risco a dimensão da segurança. Sim, é comum que petroleiros-sombra desativem os sistemas de posicionamento de navios, o que é uma violação grave das regras da Organização Marítima Internacional (OMI), pois representa uma ameaça a outras embarcações. A ausência de uma resposta adequada a tais práticas, de facto, destrói o sistema de segurança marítima internacional;

OMI no final de 2023 adotou uma resolução solicitando aos estados-membros que tomem medidas mais rigorosas contra o registro fraudulento de navios e fortaleçam as inspeções de petroleiros nos portos. Contudo, na prática isso não funciona;

Parece que a Organização Marítima Internacional, sendo uma agência especializada da ONU, de fato «fez vista grossa» aos problemas acima mencionados;

De acordo com previsões de vários operadores marítimos, o tamanho significativo da frota paralela e suas atividades fora das regras da OMI levarão inevitavelmente a um acidente grave com um vazamento de óleo em mar aberto, o que terá consequências catastróficas para o meio ambiente. Além dos danos ambientais, empresas de transporte e logística cumpridoras da lei e honestas também sofrem perdas significativas devido à suspensão do tráfego em áreas contaminadas;

Além da inação da OMI, vale ressaltar a falta de atenção a esse problema por parte dos governos dos estados-membros da União Europeia, Reino Unido, Noruega e Islândia. Como resultado de suas políticas, operadores falsos e companhias de seguros inescrupulosas obtêm lucros extraordinários, enquanto as principais empresas armadoras que se recusam a transportar petróleo iraniano, venezuelano e russo sofrem sérias perdas. Por sua vez, os três estados autoritários acima mencionados conseguem contornar com sucesso as sanções internacionais;

É necessário não apenas reforçar as sanções contra Estados que violam o direito internacional, mas também neutralizar qualquer tentativa de contornar as mesmas. Os esforços internacionais relevantes devem ser consistentes e persistentes;

Muitos observadores há muito chamam a atenção para o fato de que a Dinamarca, com seus estreitos entre os Mares do Norte e Báltico, é perfeitamente capaz de controlar completamente a passagem de qualquer embarcação, incluindo petroleiros, por eles;

Além disso, o controlo/e de embarcações no Canal da Mancha deve ser reforçado pelas autoridades relevantes da Grã-Bretanha e da França. As inspecções dos Estados listados e de outros Estados europeus devem inspeccionar minuciosamente e, se forem detetadas violações, deter os petroleiros que atravessem as suas costas sem o seguro adequado;

Vale a pena apelar à OMI para que tome medidas adicionais para reforçar o controlo sobre a segurança do transporte marítimo global, de modo a que os proprietários, operadores e tripulações de navios que arvoram a chamada bandeira de conveniência percebam claramente que, por cada violação da sua parte, haverá seja uma punição real e rápida.

domingo, agosto 27, 2023

A unidade «Batallón Bolívar» das Forças Armadas da Ucrânia

Uma nova unidade internacional chamada “Batalhão Bolívar” (Batallón Bolívar), composta principalmente por sul-americanos (Colômbia, Brasil, Venezuela e Bolívia) e outros voluntários de todo o mundo, foi oficialmente constituída na Ucrânia para apoiar o esforço de defesa do mundo livre em homenagem a Simon Bolívar “El Libertador”.

A unidade é comandada pelo José David Chaparro, conhecido como Comandante Chaparro é casado com uma ucraniana, que se tornou um protagonista simbólico da resistência e da luta contra a invasão russa.

Ler mais em espanhol / seguir a unidade no Twitter

domingo, fevereiro 24, 2019

Ler e baixar o livro “Hugo Chávez: o Espectro” de Leonardo Coutinho

Neste livro, o jornalista Leonardo Coutinho revela – com base em milhares de páginas de documentos, muitos deles secretos, e mais de uma centena de entrevistas em dez países – como as digitais de Hugo Chávez estão espalhadas em todo o mundo, desde a explosão da violência na América Central e no México, até o financiamento de organizações terroristas como o grupo Estado Islâmico.

O que levou um país rico, dono das maiores reservas de petróleo do planeta e com uma localização estratégica ao maior colapso financeiro e institucional do Ocidente? A destruição da Venezuela é apenas a face mais evidente de uma intrincada rede de organizações políticas e criminosas que foram criadas ou alimentadas por Hugo Chávez como parte de seu sonho de reengenharia global. Eleito em 1998 com a promessa de tirar a Venezuela da crise e com o compromisso de conduzir os venezuelanos ao desenvolvimento, Hugo Chávez desperdiçou a fortuna arrecadada durante a bonança petroleira para financiar um modelo de mundo que fosse o seu espelho: caótico e subversivo. Apesar de sua morte, em março de 2013, em decorrência de um câncer, Chávez segue presente “assombrando” o mundo com os efeitos destrutivos de sua combinação de tráfico de cocaína, terrorismo e corrupção. Um legado que o presidente Nicolás Maduro soube herdar e manter, conduzindo o país a um colapso económico e institucional sem precedentes.

Bónus

É de reconhecer que para já batalha de entrega da ajuda humanitária (marcada ao dia 23 de fevereiro de 2019) foi ganha pelo regime bolivariano. Agentes da secreta venezuelana, o SEBIN, travestidos de titushki “coletivos”, queimaram camiões de ajuda humanitária em Ureña, na fronteira colombiana. Houve vários feridos entre o povo presente.
Cerca de 23 militares, guardas e polícias venezuelanos abandonam os seus comandantes, alguns pediram o asilo na Colômbia. O major-general Alexis López Ramírez (ex-secretário executivo do Consejo de Defensa de la Nación (Codena) pediu aos colegas para que reconheçam o presidente legítimo Juan Guaidó e deixem de apoiar o regime criminoso de Maduro.
O major-general Alexis López Ramírez, ex-secretário executivo do Codena
Os 13 oficiais venezuelanos que abandonam o regime do Maduro, 23/02/2019
O regime do Maduro mata o seu povo para que este não seja alimentado por “los americanos”, muito semelhante a posição do Estaline em 1932-33 em relação os ucranianos, que morriam de fome no Holodomor, mas estado soviético não aceitava e até rejeitava toda e qualquer ajuda alimentar ocidental...

O ataque das forças leais ao regime socialista bolivariano da Venezuela contra camião/caminhão de ajuda humanitária em Ureña (twitter do presidente Juan Guaidó):



quarta-feira, fevereiro 06, 2019

Ucrânia reconhece Juan Guaidó como chefe da única autoridade legítima na Venezuela

A Ucrânia reconheceu o líder da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, como chefe da única autoridade democraticamente eleita na Venezuela, e acredita que ele será capaz de organizar eleições democráticas no país. Afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Kateryna Zelenko, aos representantes dos meios de comunicação social, de acordo com a declaração do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, escreve o serviço espanhol da agência noticiosa ucraniana UkrInform.

“Ucrânia reconhece Juan Guaidó como o chefe da única autoridade venezuelana democraticamente eleita, que é a Assembleia Nacional, assim como o líder da oposição democrática. Portanto, o retorno à governança democrática no país depende dele e de outros líderes das forças políticas venezuelanas, em particular através de acordos sobre a realização de eleições democráticas e certificadas por observadores eleitorais”, enfatiza Zelenko.

A porta-voz da MNE acrescenta que a Ucrânia pede às autoridades venezuelanas que façam todo o possível para evitar métodos violentos para resolver a crise política e combater a catástrofe económica que já leva a problemas humanitários e ao sofrimento do povo venezuelano.

Conforme relatado, um grupo de 19 países da União Europeia reconheceu o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, como presidente interino do país, reforçando as exigências para que o presidente, Nicolás Maduro, se demitisse. São eles Alemanha, Áustria, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Hungria, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa e Suécia.

Por enquanto, Juan Guaidó, foi reconhecido por 23 países.

Venezuela: problemas com petróleo

Venezuela já armazenou 7 milhões de barris de petróleo nos navios petroleiros, que não consegue vender nos mercados externos. As sanções americanas proíbem às empresas americanas de negociar o petróleo venezuelano e as empresas estrangeiras não compram o petróleo venezuelano devido às sanções secundárias, além disso, o petróleo do país é muito específico, “pesado”, o que obriga os compradores o misturar com as espécies mais leves, que encarece a logística e a sua transformação.
O espaço nos barcos petroleiros deve acabar nessa semana, depois petróleo poderá ser armazenado nas facilidades dentro do país, o que poderá significar mais 10 dias de folga. Após disso, a indústria entrará em colapso, dado que os poços de petróleo não são nada fáceis para serem “conservados”.

... e com combustível

Os EUA deixaram de fornecer à Venezuela o combustível, o que significa que em 3-4 dias, máximo uma semana o país espera um novo colapso, desta vez de gasolina e gasóleo.

... e com ajuda humanitária

Maduro emitiu a ordem para que seu exército impeça a entrada dos camiões e comboios da ajuda humanitária no país. Da mesma forma Hitler decidiu em 1945 inundar o metro de Berlim, o povo alemão, na sua opinião, foi indigno da grande missão que lhe fora confiada e, portanto, tinha que desaparecer...
Os medos de Maduro são certamente compreensíveis – a distribuição da ajuda humanitária precisará de ter coberta das forças armadas estrangeiras simplesmente porque os mais fortes serão tentados roubar essa ajuda aos mais fracos e a vender no mercado – exatamente como aconteceu na Donbas, onde os separatistas e bandidos locais faziam fortunas vendendo essa ajuda internacional. Maduro teme a ajuda internacional, pois ela cria uma ameaça ao seu regime (e exatamente para escapar as acusações internacionais, Ucrânia nunca impediu a entrada ilegal da “ajuda humanitária” russa aos territórios ocupados).

Após os generais, se rebelam os coronéis e capitães, exortando o exército não apenas a reconhecer Juan Guaidó como o presidente legítimo, mas falando diretamente sobre a revolução popular armada contra o regime ditatorial.




Maduro teima em apelar ao Papa para ser intermediário e organizar o diálogo. Não percebendo que o seu tempo está se passar e realmente, no futuro próximo ele poderá seguir o caminho do Ceauşescu.

A Rússia continua persistentemente à chamar o presidente Juan Guaidó de impostor. Uma estranha política para quem investiu tanto na economia venezuelana. O exemplo do presidente Yanukovych não ensinou nada os aventureiros do Kremlin – a sua teimosia em apoiar Maduro poderá levar diretamente à situação em que o futuro governo venezuelano recusará pagar as dívidas do regime bolivariano. Resultando em mais carga fiscal e menos benefícios aos contribuintes russos...

sábado, fevereiro 02, 2019

Como os vizinhos salvaram Guaidó: “Que emoção é ser um grãozinho de areia na História do nosso país!”

Juan Guaidó Presidente interino da Venezuela | foto: Federico Parra AFP/Getty Images
Quando uma força especial da policia entrou na casa do Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, os vizinhos mobilizaram-se para o defender. Uma venezuelana conta como tudo aconteceu: “Que emoção!”

por: João de Almeida Dias, Observador.pt
A manif anti-Maduro e pró-Guaidó de 2/02/2019, Carácas
Esta quinta-feira, enquanto apresentava o seu plano para o país numa sessão previamente agendada, Juan Guaidó soube que as FAES (Força de Ação Especial da Polícia Nacional Bolivariana) tinham entrado na casa dele, numa altura em que estava lá a sua filha de 20 meses e a sogra. Os vizinhos saíram a correr para a porta do prédio, para gritar contra as autoridades e a favor do homem que é, desde 23 de janeiro, o autoproclamado Presidente interino da Venezuela — e assim reconhecido pelos EUA e pelo Parlamento Europeu.
A manif anti-Maduro e pró-Guaidó de 2/02/2019, Carácas
Tudo isto aconteceu na urbanização de Santa Fe Norte, bairro onde nasceu e cresceu Ines Gonçalves, empresária de 45 anos. Ficou a saber de tudo o que se passava pela mãe, uma idosa de 84 anos, e pela empregada que a acompanha. Nas próximas linhas, segue-se o relato na primeira pessoa de Ines Gonçalves, resultado de um depoimento ao Observador:

“Assim que se soube que a polícia tinha subido para ir à casa do Guaidó, os vizinhos juntaram-se todos na porta do prédio para o defenderem até onde desse. Ele estava a fazer uma apresentação do “Plan País” na Universidade Central de Venezuela, em Caracas, quando se soube de tudo. Ele escreveu logo um tweet a dizer que as FAES tinham entrado na casa dele, onde estava a filha de apenas 20 meses com a avó, a sogra de Guaidó, a tomar conta dela.
A manif anti-Maduro e pró-Guaidó de 2/02/2019, Carácas
A notícia espalhou-se num instante, foi incrível. Os vizinhos começaram a gritar nas varandas: ‘As FAES vêm atrás do Guaidó!’. A minha mãe contou-me que toda a gente desceu à rua, todos aos gritos, a dizer ‘Viva Guaidó, fora FAES!’.

A adrenalina que sentimos neste momento na Venezuela leva as pessoas a agir de maneira impensável. Nunca passaria pela cabeça destas pessoas saírem de casa a gritar contra as FAES, até porque eles estão sempre à paisana e agarram qualquer um. Fazem o que querem com quem querem, para eles tanto faz! Mas só de pensar que lhe podiam fazer alguma coisa, ou, pior ainda, à filha dele, as pessoas foram imediatamente para a rua. Se eu lá tivesse estado, tinha ido logo, sem pensar. Não quero que nos tirem esta esperança.
A manif anti-Maduro e pró-Guaidó de 2/02/2019, Carácas
Aquele bairro tem muitas senhoras idosas, como a minha mãe, e digo-lhe já: foram todas para a rua com a roupa que tinham no corpo só para defenderem o Guaidó. É que esta urbanização, que é Salta Fe Norte, que é da classe média, sempre foi muito opositora. É das zonas de Caracas onde há mais manifestações de repúdio ao governo. E calha que o Guaidó vive lá. Por isso as pessoas quiseram ir defendê-lo, porque ele deu-nos esperança. A minha mãe também quis ir, mas ela não pode, não tem saúde para isso. Já tem 84 anos e foi operada ao joelho. Então pôs-se a gritar da janela e mandou a empregada lá para baixo!

Depois até veio uma multidão de jornalistas para a conferência de imprensa do Guaidó. Nunca pensei que houvesse uma coisa destas no bairro onde cresci!
A manif anti-Maduro e pró-Guaidó de 2/02/2019, Carácas
As pessoas ficaram lá duas horas. Não sei bem como foi com as FAES. É até possível que eles tenham saído antes de as pessoas chegarem, não sei. Mas, seja como for, foi bonito as pessoas irem para lá defender o Guaidó. Porque até há uns dias ninguém o conhecia e a verdade é que já ninguém acreditava na oposição. Mas o Guaidó é uma cara nova, não era conhecido. Por isso é que as pessoas foram. Ele agora é um símbolo! Foi uma coisa incrível as pessoas terem tido a coragem de estar ali. Os venezuelanos recuperaram a esperança na luta.
A manif anti-Maduro e pró-Guaidó de 2/02/2019 (?), Austrália
À noite, o Guaidó ligou à associação de condóminos e disse que queria falar aos vizinhos como gesto de agradecimento. E assim foi: juntaram as pessoas num campo de jogos da urbanização e ele agradeceu-lhes por terem saído em defesa da sua família. Falou da importância da esperança, foi muito bonito. Ele é uma pessoa muito corajosa por tudo o que está a fazer. Eu acho que as pessoas que não são da Venezuela não entendem totalmente o risco que ele corre, e também a família dele, por estar a fazer isto. E por isso, contou-me a empregada da minha mãe, as pessoas estavam todas emocionadas. Que emoção enorme é ser um grãozinho de areia na História do nosso país!”

Ver vídeo de Guaidó a agradecer aos vizinhos:





Bónus

O General de Divisão e Diretor de Planeamento Estratégico do Alto Comando Militar da Aviação, Francisco Estéban Yánez Rodríguez, reconheceu Juan Guaidó como Presidente interino da Venezuela, escreve El-Nacional
“Hoje, com orgulho patriótico e democrático, informo que não conheço a autoridade irritante e ditatorial do senhor Nicolás Maduro e reconheço o Deputado Juan Guaidó como presidente da República Bolivariana da Venezuela, pelo qual me coloco dignamente ao seu serviço”, afirmou em vídeo:



Da mesma forma, assegurou que 90% das Forças Armadas não apoiam Nicolás Maduro e que a transição para a democracia é iminente. “90% das Forças Armadas não estão com o ditador, estão com o povo da Venezuela (...) Peço aos companheiros de armas que não reprimam mais”, afirmou general Francisco Estéban Yánez Rodríguez.

Além disso, ele alertou que os colegas da aviação lhe informaram que Maduro tem dois aviões prontos todos os dias, sugerindo que use um deles para sair do país imediatamente.

Yánez foi nomeado Presidente da Junta Permanente de Avaliação do Comando Geral da Aviação Militar Bolivariana em 2015.

Bónus II

Vídeo curto, mas preciso, chamado What's Happening in Venezuela?: Just the Facts, onde a comediante venezuelana Joanna Hausmann explica de forma cristalina (e sentida) o que se passa no seu país (em inglês, mas com legendas em espanhol). Muito bom: