sábado, agosto 15, 2026

A tragédia da intelligentsia judaica na Noite dos Poetas Assassinados

Iosif Vaisbalt, da série «Prisão», 1963

Aos 12 de agosto de 1952, por ordem direta de Estaline, foram executados em Moscovo treze intelectuais e ativistas judaicos, condenadas no processo do Comité Judaico Antifascista soviético. Váras vítimas daquela Noite dos Poetas Assassinados eram naturais da Ucrânia. 

Entre os executados encontravam-se proeminentes escritores e intelectuais judeus, vários deles naturais da Ucrânia: poeta e tradutor Leib Kvitko, poeta e dramaturgo Peretz Markish, poeta Itzik Feffer, poeta e tradutor Dovid Hofshteyn, escritor e dramaturgo David Bergelson. No total, inúmeros judeus em toda a URSS foram presos e processados judicialmente ​​em conexão com o caso, sob acusações de espionagem e «atividades nacionalistas anti-soviéticas». 

Entre os presos, que conseguiu sobreviver estava o artista judaico-ucraniano Iosif Weissblat (1898-1979), filho do rabino-chefe de Kyiv.

Iosif Weissbalt no momento da sua detenção, arquivo de MGB, 1951

«Da Ordem de Detenção,

8 de março de 1951.

O Responsável especial, 1ºTenente Leleko, do Departamento do Distrito de Krasnogvardeisky do MGB de Moscovo:

O cidadão Weissbalt I.N. durante bastante tempo demonstra uma forte tendência anti-soviética e nacionalista, manifesta a insatisfação com as condições de vida na URSS, venera tudo o que é estrangeiro e difama os dirigentes do partido e do Governo Soviético.

Propõe-se a detenção do cidadão Weissbalt I.N.

Concordo — o tenente-coronel Grishin, Chefe do Departamento do Distrito de Krasnogvardeisky do MGB de Moscovo.

Coronel Serov, Chefe do Departamento do MGB da Região de Moscovo».

Iosif Weissbalt, no exílio pós-GULAG, 1954

As imagens: o quadro de Iosif Weissblat da série «Prisão» (1963), e as suas fotos na prisão em 1951 e no exílio/degredo em 1954.

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