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quarta-feira, agosto 29, 2018

Orest, o Polaco, que defende Ucrânia na linha da frente na Donbas

Antes de completar os seus 18 anos, o cidadão polaco/polonês Orest se mudou para Ucrânia. Com início da guerra russo-ucraniana na Donbas, ele pediu a nacionalidade ucraniana e se alistou no exército da Ucrânia (FAU), para defender a terra dos seus antepassados, escreve a publicação ucraniana Novynarnia.com

por: Anastasia Fedchenko, região de Donetsk, fotos da autora

Orest tem vergonha de usar o capacete. Diz, com os risos, que as suas orelhas ficam fora dele. Ele tem olhos castanhos, é baixo, magro e muito jovem.
O 1º soldado Orest observa com atenção as posições inimigas num dos pontos ucranianos avançados nos arredores de Avdiivka. A vila é defendida pela sua 92ª Brigada mecanizada das FAU: “dois deles foram para algum lugar, então a atenção deve ser redobrada”, explica Orest.

Ele acordou nesta manhã devido ao fogo de franco-atirador inimigo que alvejava as posições ucranianas. A sua unidade conhece as posições dos terroristas, mas não respondem à provocação [mais um cessar-fogo entrou em vigor desde o dia 29 de agosto]. Os militares ucranianos respondem apenas quando o inimigo dispara durante muito tempo e de forma consistente.

Orest é um polaco/polonês. Sua mãe é ucraniana, o pai é polaco/polonês. O jovem nasceu na Polónia, praticamente não falava ucraniano. Depois quis se mudar para Ucrânia, para a casa da sua avó em Lviv. Conta que primeiro ficou com medo da barreira da língua. Embora sendo duas línguas bastante semelhantes, Orest tinha receio de errar e se envergonhar. Então, começou estudar a língua.

Quando começou a guerra russo-ucraniana, ele quis ir para a linha da frente/front. Era um estrangeiro, só poderia entrar num batalhão voluntário. Mas decidiu esperar até receber a cidadania ucraniana. Levou alguns meses, durante os quais Orest aprendeu bem a língua e as tradições ucranianas – ajudaram os seus amigos ucranianos que ele conheceu na Polónia.

Logo que recebeu a cidadania ucraniana, assinou o contrato com as FAU. Tinha apenas 18 anos. Os pais nada sabiam da sua escolha. Orest disse-lhes que foi estudar num colégio militar. Quando falava com os pais pelo telefone, explicava os tiros, dizendo que estão em exercícios militares.

Um dia, quando eles falavam, começou um bombardeio pesado, Orest teve que desligar o telefone e ligou aos pais apenas uma semana depois. Eles perceberam tudo. Não ficaram felizes com a sua decisão, especialmente o pai, mas aceitaram a sua escolha.

Se expressando propositadamente em polaco/polonês, Orest explica que ama Ucrânia e muito: “este é um país digno pelo qual se deve lutar. Se não pararmos o inimigo aqui, este irá até Kharkiv, depois para Kyiv, Zhytomyr, Lviv. Ninguém quer disso, então precisamos estar aqui. E nós não entregaremos a nossa terra, não importa como os russos a desejarem. Nenhum de nos irá embora”.

Segundo Orest, os ucranianos são muito gentis e patrióticos: “estou impressionado com o seu núcleo interior. Por exemplo, meus irmãos de armas. Fosse o que fosse, não importa o fogo inimigo, eles só riem e não deixam as posições”.

Às vezes ele usa sua língua nativa: grita em polaco/polonês em direção das posições próximas do inimigo, às vezes fala em polaco/polonês na rádio. Ele se diverte com a crença cega do inimigo que pela Ucrânia lutam as “legiões da NATO/OTAN” [...]
Os comandantes da unidade, na qual o jovem serve, falam dele como um combatente corajoso, inteligente e responsável.

O seu contrato com as FAU termina em novembro de 2018, e Orest já tem planos claros para o futuro: “Após a desmobilização, quero me tornar um instrutor no campo de treino/treinamento de Yavoriv, para treinar jovens (quando um soldado de 21 anos diz a palavra “juventude”, isso provoca o sorriso do seu interlocutor). Espero que possa ensinar-lhes algo de útil. Do resto, à ver veremos”, – diz ele.

Em nenhum momento Orest lamentou de sua decisão de se mudar para a Ucrânia e lutar pelo país. Perdeu a nacionalidade polaca/polonesa, e nem se preocupa de saber se terá o direito de recupera-la.
Orest e Anastasia Fedchenko
Eu amo Ucrânia, – sorri o menino, – e viverei aqui”.

Blogueiroa história do Orest é muito interessante, principalmente, comparada com a dos brasileiros do grupo Lusvarghi, que vieram à Ucrânia de tão longe para “combater o imperialismo americano” ou para lutar “contra os banqueiros judeus”. Já Orest veio defender a terra dos seus antepassados, sabendo que se o inimigo não for parado na Donbas, certamente, tentará avançar mais, tal, como alias, eram os seus planos da primavera de 2014. Também é interessante a reação dos pais do Orest, como as pessoas normais, eles não ficaram felizes de ver o filho à entrar numa guerra. Posição que contrasta, e muito, com as famílias dos mercenários brasileiros, que dizem, sentir “orgulho” da escolha dos filhos, que sacrificaram a decência das suas vidas para sempre, viajando milhares de quilómetros, apenas para matar os ucranianos e destruir as infra-estruturas da Ucrânia ao troco de uma ideia absolutamente vaga de uma luta imaginária “antiamericana”, “anti-sionista” ou “antinazi”, algo que nem sequer existe na realidade das trincheiras do leste ucraniano...

terça-feira, agosto 14, 2018

O dia em que greco-católicos ucranianos recuperaram a Catedral de São Jorge de Lviv

A Igreja Greco-Católica Ucraniana foi prescrita e dissolvida pelo regime soviético em março de 1946. Durante 43 anos serviu os fiéis na clandestinidade e foi novamente reconhecida, pelas autoridades, ainda soviéticas, somente em 1989.

No entanto, as autoridades comunistas da Ucrânia Soviética não desejavam entregar à igreja os seus bens, que por decisão do poder soviético foram ocupadas, desde 1946, pela Igreja Ortodoxa russa (IOR). O que levava às situações da grande tensão, principalmente na Ucrânia Ocidental, onde os greco-católicos contavam com até 5 milhões de fiéis.
   
Em 15 de outubro de 1989, à cidade de Lviv voltou do exílio imposto Yuriy Shukhevch, filho do comandante do Exército Insurgente da Ucrânia (UPA) general Roman Shukhevych, que passou cerca de 31 anos da sua vida nas cadeias e campos de concentração soviéticos. Pela culpa única de ser filho do seu pai, algo que as autoridades soviéticas não lhe queriam perdoar...
Yuriy Shukhevch (1933), foto de 2012
No dia 29 de outubro de 1989 os greco-católicos ucranianos recuperaram em Lviv a Igreja de Transfiguração do Cristo, pertencendo-lhes desde 1906, a tornando a primeira igreja recuperada desde à ida à clandestinidade. Todos entendiam que o passo seguinte é a recuperação da Catedral de São Jorge em Lviv, o principal santuário dos greco-católicos ucranianos da época.

O poder legislativo local (já dominado pelas forças democratas ucranianas) não se pronunciava sobre a matéria. Até que no Natal de 1990, a liderança local da IOR fechou a Catedral, colocando na sua entrada um grupo de babuchkas ortodoxas, que recebiam a tarefa de fazerem muito barulho quando os ucranianos se aproximassem ao local.

Embora o poder local prometeu entregar a catedral de São Jorge aos donos legítimos, não se apressava na decisão prática. O chefe do conselho legislativo da região de Lviv, ex-dissidente soviético Viacheslav Chornovil estava propondo a ideia de uma espécie de referendo absurdo, em que cada localidade da Galiza Ucraniana pudesse decidir à quem deveria pertencer essa ou aquela igreja, construída e paga pelos fieis greco-católicos.  

O poder comunista da Ucrânia Ocidental estava claramente decidido de impedir o renascimento da Igreja Greco-Católica, apoiando, para o efeito a Igreja Ucraniana Autocéfala (UAPC), considerando esta de “mal menor”.

O primeiro plano da recuperação da Catedral da São Jorge foi traçado em junho de 1990, usando as forças de jovens greco-católicos, pertencentes à irmandade de São Volodymyr e à SNUM. Os ativistas localizaram um mestre em abertura de fechaduras, que fazia este ofício de forma legal, chamado pelas autoridades estatais sempre que acontecia alguma situação de emergência com as fechaduras mais complexas, como as portas dos bancos ou caixas fortes. O mestre, Sr. Volodymyr Volynets, assegurou que apareceria à primeira chamada à qualquer hora quando forem precisos os seus serviços.  
Metropolita Volodymyr Sterniuk (1907-1997)
Num dos dias de junho de 1990, reunindo um grupo de fiéis de cerca de 150 pessoas, os crentes greco-católicos, liderados pelo Yuriy Shukhevch, vieram à Catedral, decididos tomá-la à força. No entanto, eles receberam o pedido de Metropolita greco-católico Volodymyr Sterniuk (1907-1997) para não avançar. Uma delegação da igreja ucraniana viajaria à Roma para visitar o Papa João Paulo II, e as autoridades soviéticas poderiam impedir a viagem, em retaliação contra a recuperação a Catedral. Ação foi adiada para uma data incerta.  

Em agosto de 1990, Lviv recebeu o Congresso Médico e próprio Yuriy Shukhevch foi informado que KGB sabia das suas intenções de recuperar a Catedral de São Jorge.
О lançamento da primeira pedra na construção de uma nova igreja greco-católica
ucraniana dos Santos São Volodymyr e Olga em Lviv
No dia 12 de agosto, na cidade de Lviv foi programado o lançamento da primeira pedra na construção de uma nova igreja greco-católica ucraniana dos Santos São Volodymyr e Olga. Os jovens da irmandade de São Volodymyr receberam a palavra do Yuriy Shukhevch para, após a cerimónia, irem, de forma solene até a Catedral. A explicação que deveriam dar aos “curiosos”, é a vontade de rezar pela devolução da catedral aos fiéis greco-católicos.
A entrada do pátio da Catedral foi bloqueada pelo camião/caminhão da polícia de segurança pública, os ativistas ucranianos receberam a informação que dentro do pátio estava estacionado o autocarro/ônibus com polícia de choque. No entanto, a decisão foi tomada, a Catedral será recuperada, mesmo usando a força.
Os jovens ucranianos formaram uma “cunha” medieval clássica, recebendo a instrução de derrubar os polícias apenas no caso de estes tentarem usar os cessetetes de borracha para dispersar os fiéis. A “cunha” que se lançou contra o cordão triplo da polícia, foi imediatamente apoiada pela multidão ucraniana, rompendo, com força, mas sem a violência, os três cordões de polícia de Lviv.  
É de notar que polícia não estava muito empenhada na defesa dos interesses ilegítimos da IOR. A polícia de choque não foi usada de tudo. Após o rompimento dos seus cordões, os polícias correram até as escadas da catedral, tentando bloquear o caminho dos fiéis. Quando os ativistas se aproximaram, um dos polícias tinha sussurrando: “rapazes, empurrem com mais força!” Os ativistas fizeram este gosto e os polícias finalmente abriram o seu último cordão, as portas da Catedral estavam livres. Durante o avanço, o mestre de chaves, Sr. Volodymyr Volynets se perdeu na multidão, mas foi rapidamente achado, conseguindo abrir, em poucos segundos, a porta lateral da Catedral (a porta principal estava bloqueada à partir do interior).
Viacheslav Chornovil (1937-1999)
Inesperadamente, junto à Catedral apareceu Viacheslav Chornovil, acompanhado pelo Metropolita Volodymyr Sterniuk. Chornovil iniciou o discurso liberal de que “não se faz assim, sem a decisão do conselho regional...” Já Volodymyr Sterniuk, líder da Igreja Greco-Católica Ucraniana entre 1972 à 1991, se dirigiu à multidão dizendo que a Catedral pertence aos greco-católicos pelo direito, mas pediu os fiéis à não entrarem no interior, até que uma comissão de inventariação não termine o seu trabalho. Imediatamente após disso, Metropolita Sterniuk começou celebrar a missa, ai mesmo, na entrada da Catedral.

Durante uma semana (!) o pátio da Catedral dia e noite estava cheio de pessoas: os padres celebravam as missas, confessavam, faziam a comunhão, os leigos decoravam o pátio e a Catedral à partir do exterior.
19 de agosto de 1990, Lviv
Até que chegou o domingo, 19 de agosto de 1990. O Dia da Transfiguração do Senhor, a grande festa na Igreja da Transfiguração de Lviv. Após a missa, uma grande procissão liderada pelo Metropolita Volodymyr Sterniuk e vários outros bispos greco-católicos deixaram a Igreja da Transfiguração, rumo à Catedral de São Jorge. A Catedral e a praça na sua frente e todas as ruas adjacentes, eram cobertos por um mar de gente. A Catedral de São Jorge, foi finalmente e oficialmente devolvida à Igreja Greco-Católica Ucraniana.

Para que a gente não se esquece do dia 12 de agosto de 1990, quando a Catedral foi recuperada pelos ucranianos, publicamos essa estória e essas fotos.

quarta-feira, abril 25, 2018

Oficiais da divisão “Galiza” em selos ucranianos não oficiais

Para assinalar o 75º aniversário da criação da 14ª Divisão de Granadeiros Galiza (1ª Divisão ucraniana), no dia 28 de abril na cidade de Lviv irá decorrer o lançamento de bloco comemorativo de selos ucranianos não oficiais, dedicados à história dessa unidade militar.
As atividades irão decorrer às 11h00 de manha, na praça São Jorge (Sv. Jura) em Lviv. No evento, será efetuado o cancelamento especial (mata selos) do envelope com um selo comemorativo (na imagem em cima), também criado para a mesma ocasião pela designer ucraniana Nadia Datsko.
Espera-se a presença no evento do ilustrador e designer do bloco comemorativo Oleg Kinal.

Blogueiro: temos a obrigação de recordar que os veteranos da Divisão Galiza foram absolvidos no processo de Nuremberga, declarando aquele tribunal que sobre eles não pesava qualquer acusação de qualquer eventual culpa ou má conduta militar. Além disso, a Comissão de Investigação dos Criminosos de Guerra no Canada (Deschênes Commission) em 1985 – 1986 publicou no seu relatório a seguinte declaração sobre os veteranos da Divisão Galiza, emitida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros / das Relações Exteriores Britânico em 4 de setembro de 1950, relativa aos veteranos da Divisão Galiza: 
Ler o relatório oficial, pp. 251-252
While in Italy these men were screened by Soviet and British missions and neither then nor subsequently has any evidence brought to light which would suggest that any of them fought against the Western Allies or engaged in crimes against humanity. Their behaviour since they came to this country has been good and they have never indicated in any way that they are infected with any trace of Nazi ideology.

[...]

From the reports of the special mission set up by the War Office to screen these men it seems clear that they volunteered to fight against the Red Army from nationalistic motives which were given greater impetus by the behaviour of the Soviet authorities during their earlier occupation of the Western Ukraine after the Nazi-Soviet Pact. Although Communist propaganda has constantly attempted to depict these, like so many other refugees, as “quislings” and “war criminals” it is interesting to note that no specific charges of war crimes have been made by the Soviet or any other Government against any member of this group [Relatório oficial da Comissão Deschênes].

sábado, abril 14, 2018

Ucrania em Mafra: nos dias 14 e 15 de abril de 2018

«Sob a aurora de Pinzel. Arte barroca e trajes da época», uma iniciativa do «Fundo de beneficência da família Demkura», com o apoio do Gabinete de Diplomacia Pública do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia e da Embaixada da Ucrânia em Portugal.

O evento terá lugar numa das maiores salas do Palácio Nacional de Mafra, informa o jornal português O Ericeira.

Este projeto apresenta a obra do ilustre artista ucraniano, Ivan Gueorgiy Pinsel (também grafado como Pinzel), que viveu e desenvolveu o seu trabalho no séc. XVIII, na Ucrânia, na atual região de Ternopil, que cuidadosamente preserva e promove o seu legado, e demonstra ainda uma incrível coleção de trajes ucranianos antigos, bordados por artesãos-mestres populares.
O projeto «Sob a aurora de Pinzel. Arte barroca e trajes da época» é uma excelente plataforma para o desenvolvimento dos meios da diplomacia cultural junto do auditório internacional, no que respeita a diversidade do património cultural da Ucrânia, as suas tradições e técnicas artísticas.

O programa de dois dias de apresentação do projeto prevê a mostra do álbum artístico de Vira Stetsko, «O Mistério de Pinzel», e dos filmes documentários, legendados em inglês: «O Mistério de Pinzel. De Buchach ao Louvre.» e «Vishivanka de Borshchiv. Um mundo que unifica», este último filmado em 2018, encomendado pela organização «Fundo de beneficência da família Demkura». A exposição abre com amostras autênticas de trajes da Galícia do fim do séc. XIX e com obras de arte de pintores contemporâneos da região de Ternopil e da região de Lviv.

A abertura solene do evento será feita pela Embaixadora Extraordinária e Plenipotenciária da Ucrânia na República Portuguesa, Inna Vasylivna Ohnivets.

O projeto, além da componente artística, abre portas a um encontro internacional de negócios «Ucrânia – oportunidades de negócio para empresas portuguesas», no qual tomará parte Taras Volodymyrovych Demkura – doutorado em Economia, Vice-Presidente para as questões de Desenvolvimento Regional e Dirigente da Representação Regional de Ternopil na Câmara Internacional de Comércio (ICC) da Ucrânia, com o tema: «Papel da Câmara Internacional de Comércio (ICC) da Ucrânia e dos seus representantes regionais no desenvolvimento de parcerias de negócio internacionais.
Moeda ucraniana de 5 UAH, alusiva ao Mestre Pinzel/Pinsel, emissão de 2010
Apresentação de propostas de investimento e comércio da região de Ternopil». Os participantes do evento serão representantes da Câmara de Comércio e Indústria da Ucrânia nos países europeus. As informações sobre propostas de investimento da região de Ternopil serão divulgadas entre potenciais investidores e financiadores da República Portuguesa.

PROGRAMA 14-15 de abril de 2018
Primeiro dia – 14 de abril de 2018

Local: Sacristia do Livramento do Palácio Nacional de Mafra
15h30 - 17h30
Encontro de negócios, dedicado ao tema: «Ucrânia – oportunidades de negócio para empresas portuguesas», com a participação de Taras Volodymyrovych Demkura, Doutor em Economia, Vice-Presidente para as questões de Desenvolvimento Regional, Dirigente da representação regional de Ternopil na Câmara Internacional de Comércio (ICC) da Ucrânia, empresário, mecenas tdemkura@gmail.com
Tema da comunicação:
«Papel da Câmara Internacional de Comércio (ICC) da Ucrânia e dos seus representantes regionais no desenvolvimento de parcerias de negócio internacionais. Apresentação de propostas de investimento e comércio da região de Ternopil». (aprox. 20 min.)
Irina Ivanivna Demkura Empresária, mecenas, membro do Conselho de Fundadores da empresa Amway irynademkura@gmail.com
Tema da Comunicação:
«Responsabilidade social dos projetos empresariais da organização de beneficiência «Fundo de beneficência da Família Demkura», enquanto plataforma para potenciais parcerias de desenvolvimento socio-económico entre a região de Ternopil e distritos administrativos de Portugal» (aprox. 20 min.)

Segundo dia – 15 de abril de 2018
Local: Campo Santo do Palácio Nacional de Mafra
11h – 15h
Selo ucraniano, no valor de 2 UAH, alusivo ao Mestre Pinzel/Pinsel, emissão de 2010
Apresentação do projeto «Sob a aurora de Pinzel. Arte barroca e trajes da época»
Abertura solene e apresentação do encontro. Palavras dos organizadores e de representantes do Clero (aprox. 15 min.)
Apresentação do projeto artístico-cultural «Sob a aurora de Pinzel. Arte barroca e trajes da época» (aprox. 30m.)
Demonstração do filme documentário, legendado em inglês, «O Mistério de Pinzel. De
Buchach ao Louvre» (aprox. 15 min.)
Discursos dos participantes. Comunicação livre. Interpretações musicais de música clássica (aprox. 30m.)
Duração total da sessão: aprox. 1h30
INTERVALO (aprox. 30 min.)
Apresentação – descrição da atividade da Etnogaleria & Património; da Cidade de Ternopil, com demonstração em vídeo – por N. I. Voloshchuk (aprox. 15 min.);
Demonstração do filme documentário, legendado em inglês, «Vishivanka de Borshchiv.Um mundo que unifica» (aprox. 15 min.);
Apresentação explicativa da etno-universidade relativamente aos diferentes elementos apresentados nos trajes ucranianos autênticos a todos os convidados do evento, pelas palavras de T. V. Farin (aprox. 15 min.);
Apresentação autoral da coleção de arte de pinturas de Oleg Shuplyak Terra Natal; (aprox. 15 min.);
Programa musical (concerto folclórico/popular), com a participação de grupos regionais (aprox. 30 min.).
Ivan Pinzel/Pinsel, "São Jorge atinge o dragão", igreja São Jorge em Lviv
Duração total da sessão: aprox. 1h30 Duração total do evento: 4 (quatro) horas.

sábado, fevereiro 10, 2018

As melhores caminhadas do mundo: montes Cárpatos da Ucrânia

A página turística Wired for Adventure se juntou à agência The Natural Adventure para, fazendo as suas melhores caminhadas da série mundial, descobrir as espectaculares montes Cárpatos da Ucrânia.

por: Naomi Dunbar

Estendendo-se da Europa Central à Europa Oriental e possuindo uma enorme extensão de cerca de 1.500 km (932 milhas), a cordilheira dos Cárpatos é a segunda cadeia de montanhas mais longa do continente europeu, e os seus picos mágicos são uma parte do relevo na paisagem da Ucrânia Ocidental.

Este é um ponto popular de caminhadas entre os ucranianos e não é difícil ver o porquê. A região possui uma beleza natural encantadora e é um local maravilhoso cheio de lagos alpinos espumantes, rios e cachoeiras, colinas arborizadas luxuriosas e prados frescos de flores selvagens, apenas zumbindo com linda vida selvagem.
Foto @Irene Mel
Sem dúvida, a melhor maneira de explorar esta região surpreendente e absorver-se na paisagem imponente é à pé. Então, certifique-se de trazer um par confiável de botas para andar, e para aqueles que adoram um pouco de desafio e têm a cabeça para as alturas, você vai querer enfrentar o Monte Hoverla.

Caminhada ao Mounte Hoverla

Medindo uma altura de 2.061 metros, o Monte Hoverla é o pico mais alto da Ucrânia e está localizado no coração dos Cárpatos ucranianos. Esta montanha sedutora não é uma montanha difícil de escalar, a sua escalada leva entre seis à oito horas (ida e volta) para completar.

As vistas de 360 graus desde a cume do Monte Hoverla estão absolutamente fora deste mundo, e fazem com que cada paço ao seu topo vale absolutamente o esforço. Você ficará impressionado com a visão surpreendente das montanhas vizinhas, algumas das quais acima de 1.800 metros.
Foto: Maxence
O monte Hoverla é notória pelo seu mau tempo fora de temporada, então, para aproveitar uma boa caminhada e ficar seguro neste pico incrível, o melhor momento para caminhar até lá será entre os meses de julho e agosto. Nesta época a montanha é uma exibição gloriosa de vida vegetal vibrante, flores selvagens e está zumbindo com todo tipo de vida selvagem local. Se você tiver sorte, poderá ver os animais como corujas, renas, águias, linces e diversas borboletas coloridas.

Como explorar os montes Cárpatos da Ucrânia?
Foto: Iurii Bakhmat
Como chegar: aeroportos internacionais de Kyiv ou Lviv
Onde ficar: Yaremche é uma bela cidade mais próxima
Moeda: a hryvnia (UAH) ucraniana: 1 Euro são 33,20 UAH; 1 USD são 27,05 UAH
Prove isso: Banosh com brynza é um prato tradicional muito saboroso
Beba isso: Uzvar é uma bebida refrescante feita a partir de frutos secos
Diga isso: Olá em ucraniano é “Вітаю” (pronunciado: Vitayu)

segunda-feira, janeiro 01, 2018

Antigos cartões postais ucranianos (32 cartões)

Os primeiros cartões postais comerciais apareceram em 1843 na Grã-Bretanha. O seu criador é Sir Henry Cole. Os primeiros cartões postais ucranianos apareceram no fim do século XIX na Galiza ucraniana, muitos deles foram impressos na cidade de Lviv. Hoje apresentamos 32 postais, reunidos pelo historiador ucraniano Ivan Homenyuk (blogueiro Joanerges), publicados pela página ucraniana photo-lviv.in.ua
Olena Kulchytska "Três reis" (magos), Lviv
Mykhaylo Moroz "A Boa Nova", editora da igreja católica ucraniana São João Batista,
Nova Iorque, EUA
Svyatoslav Horodynskiy, "Cristo Nasceu!" (três cossacos), Londres
Svyatoslav Horodynskiy, "Festas felizes!", Londres
Yaroslav Pstrak, "Ceia Natalina", Lviv
Svyatoslav Horodynskiy, "Com luz da estrela, na ceia Natalina", Lviv
Svyatoslav Horodynskiy, "Cristo Nasceu!" (três insurgentes), Londres
Postal Natalino ucraniano "Festas Felizes" (o selo postal com carimbo polaco)
Olena Kulchytska "Anjos cantam", editora Ridna Escola, 1938 
Yulian Kraykivskiy, "Didukh da ceia Natalina"
Vasyl Dyadynyuk, "Anjo falou aos pastores", Cracóvia
Svyatoslav Horodynskiy, "Um kolyadnyk - sol clarinho...", Lviv
Mykhaylo Moroz "A Boa Nova", Comité de construção da igreja
católica ucraniana São João Batista, Nova Iorque, EUA
Vasyl Dyadynyuk, "Três reis senhores", Cracóvia
Svyatoslav Horodynskiy, "Cristo Nasceu", Londres
Svyatoslav Horodynskiy, "Cristo Nascendo"
Yulian Kraykivskiy, "Pela Kolyada",
Arquivo Central Estatal dos Arquivos Ucranianos no Estrangeiro
V. Zalutskiy "Bordagem tradicional na região dos Cárpatos".
postal Natalino, Arquivo Central Estatal dos Arquivos Ucranianos no Estrangeiro
Yulian Kraykivskiy, "Universo, se alegre",
Arquivo Central Estatal dos Arquivos Ucranianos no Estrangeiro
Petro Andrusiv, "Cristo Resuscitou" (postal de Páscoa)
K. Krychevska-Rosandich, "Árvore de Natal",
Arquivo Central Estatal dos Arquivos Ucranianos no Estrangeiro 
Yulian Kraykivskiy, "Cobrem as mesas e tudo o resto com os tapetes",
Arquivo Central Estatal dos Arquivos Ucranianos no Estrangeiro
V. Moshynskiy, "Descansou no feno, o Deus não abraçado",
Arquivo Central Estatal dos Arquivos Ucranianos no Estrangeiro
V. Dobrolizh, "Noite de Natal", Arquivo Central Estatal dos Arquivos Ucranianos no Estrangeiro
M. Mykhaylevych, "Curvemos ao nascido", Arquivo Central Estatal dos Arquivos Ucranianos no Estrangeiro
V. Dobrolizh, "Que venha o Seu reino...", Arquivo Central Estatal dos Arquivos Ucranianos no Estrangeiro
Petro Andrusiv, "Daremos o respeito ao nascido!", Arquivo Central Estatal dos Arquivos Ucranianos no Estrangeiro
Petro Andrusiv, "Céu e terra comemoram", Arquivo Central Estatal dos Arquivos Ucranianos no Estrangeiro
V. Bednarskiy, "Pelo Natal Sacro! Pelo Ano Novo",
Arquivo Central Estatal dos Arquivos Ucranianos no Estrangeiro
Olena Kulchytska, "No caminho ao Belém"
(Oh, Deus, também nos leve ao Belém! Pelo Nascimento do Cristo). Atual Przemyśl 
Vasyl Dyadynyuk, "Três reis (magos) levam oferendas", "Editora Ucraniana", Cracóvia
"Pelo ano novo"
"Stepan Bandera e os gatinhos", imagem contemporânea