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quinta-feira, fevereiro 12, 2026

JO 2026: a lembrança não é uma violação!

Os militares das Forças Armadas da Ucrânia (FAU) apoiam os atletas e membros da equipa/e olímpica ucraniana, que recordam ao mundo dos desportistas ucranianos mortos por ocupantes russos. 
Olena Smaha, competidora ucraniana de luge




Particularmente, os militares apoiaram o atleta ucraniano Vladyslav Heraskevych, que compete no skeleton e usa um capacete com as imagens dos 31 atletas ucranianos de alta competição que foram mortos pelos ocupantes russos desde 24.02.2022. Desde início dos JO, Vladyslav está em luta constante e desigual luta contra a burocracia do COI, que usa todos os meios para tentar-lhe proibir a mostrar as imagens dos desportistas ucranianos mortos. 




O Art. 50º do estatuto do COI proibe a exibição das declarações políticas, de descriminação racial, etc. Nada disso acontece neste caso, ou como dizem as imagens «a lembrança não é uma violação!»

quinta-feira, fevereiro 05, 2026

Homenagem ao ultras búlgaro do «Levski» (Sófia) que morreu pela Ucrânia

Os ultras/torcida do «Levski» (Sófia) homenageiam a memória do representante do seu movimento, Mikhail Ruskov, que tombou na defesa da Ucrânia.

Mikhail Ruskov, que pertencia aos ultras/torcida organizada «Sofia West» é o segundo ultras/torcedor do clube que morreu defendendo Ucrânia. Sabemos pouco sobre isso, mas, em geral, o movimento dos ultras do «Levski» é um dos poucos na Europa (além disso, fortes ultras pró-Ucrânia pertencem ao Zalgiris Vilnius e Dínamo Zagreb) com uma posição claramente pró-Ucrânia (e isso foi declarado mesmo antes de 2022). 

Mikhail «Misho» Ruskov

As circunstâncias da morte do búlgaro não foram especificadas. Também não está claro em que função ele participou dos combates. Os familiares do falecido expressaram respeito à sua memória e o descreveram como um homem que fez uma escolha consciente em defesa de uma causa que considerava justa. Sabe-se que Ruskov morreu em janeiro de 2026. 

Svetoslav Slavkov (31)

Este é o segundo torcedor do «blues» a morrer na Ucrânia. A morte de Svetoslav Slavkov (31) foi divulgada no início de 2024. Ele foi morto durante intensos combates por volta do Natal de 2023, perto de Kupyansk. 

No total, na defesa da Ucrânia até hoje morreram 4 voluntários búlgaros.

terça-feira, abril 25, 2023

🙏 O clube de futebol Batel do Paraná assumiu o nome e as cores do FC Mariupol

O clube brasileiro A. A. Batel informou que usaria o nome de FC Mariupol até que o clube ucraniano voltasse à sua cidade libertada. O desporto/esporte das pessoas normais não pode estar «fora da política» agora.

Em 23 de abril de 2023, o A.A. Batel anunciou sua mudança de nome temporariamente para FC Mariupol, uma homenagem ao clube extinto devido à invasão na Ucrânia pela rússia em 2022, após ter sua infraestrutura destruída, informa Sergey Popov.

O motivo da mudança de nome foi explicado pelo presidente do clube Alex Lopes: 

«Nosso clube e nossa região tem muita identificação e carinho pelo povo ucraniano. A ideia é ajudar a manter vivo o FC Mariupol, que era um orgulho e a grande paixão da cidade, até que eles possam realmente retornar as suas atividades.»

Guarapuava, cidade natal desse clube, tem 52 mil moradores, 75% deles descendentes de ucranianos.

Bónus

O presidente brasileiro Lula da Silva está sendo recebido, pelos deputados do partido da direita «Chega», no parlamento português (AR) no dia 25 de abril de 2023. @Imagens Roman Turchyn.



sábado, janeiro 28, 2023

A rússia, a agressão e o terror vs movimento olímpico

Os princípios olímpicos e a guerra se opõem fundamentalmente. A rússia deve parar a agressão e o terror contra Ucrânia e só depois disso será possível falar sobre a participação russa no contexto do movimento olímpico.








Fotos de: Nikolay Synelnykov, Byron Smith, Serhii Korovainyi, Federico Quintana, Maranie Rae.

terça-feira, agosto 17, 2021

O jogo da morte, a história real por trás da propaganda soviética

No dia 9 agosto de 1942 em Kyiv decorreu o jogo de futebol entre a equipa “Start”, formada pelos jogadores ucranianos profissionais e a equipa amadora “Flakele”, formada pelos militares alemães. A propaganda soviética chamou este encontro de «jogo da morte».

O jogo decorreu no estádio «Zenit» (rua Kerosynna № 24, hoje rua Sholudenko 28/4), entre, a equipa “Start” (oficialmente a “Equipa de [panificadora] «Hlibzavod» №1”), formada pelos jogadores profissionais das equipas ucranianas «Dynamo Kyiv» e «Lokomotiv») e a equipa amadora alemã “Flakele”, formada pelos pilotos e técnicos da Luftwaffe, com a participação dos militares da força antiaérea alemã. 

Na equipa ucraniana alinharam os seguintes jogadores: Mykola Trusevich; Oleksiy Klimenko, Ivan Kuzmenko, Mykhaylo Svyrydovskiy, Mykola Korotkih, Fedir Tutchev, Mykhaylo Putystin, Vasyl Sukharev, Volodymyr Balakin, Mykhaylo Melnyk; Makar Honcharenko; Pavlo Komarov, Yuriy Cherneha e Petró Sytnyk. Oito pertenciam ao Dynamo Kyiv e três ao Lokomotiv de Kyiv. 

Segundo a propaganda soviética, a equipa de alemã “Flakele” pertencia à elite de Luftwaffe e viajou especialmente da Alemanha para Kyiv para levantar o espírito dos alemães. Alegadamente nunca tinha perdido nos territórios ocupados pelo 3º reich. Na realidade era uma equipa amadora da linha da frente, formada pelos aviadores, técnicos e pessoal da defesa antiaérea. 

O primeiro jogo que decorreu no dia 6 de Agosto “Flakele” perdeu por 1 à 5. No jogo “da desforra”, ocorrido em 9 de agosto, os alemães perderam novamente, por 3:5 (e não 0:6, como dizia a propaganda soviética). Assim terminou o famoso «jogo da morte». 

Cartaz do famoso "jogo da morte"

Anteriormente, decorreram vários outros jogos, sempre ganhos pela equipa «Start»:

Dia 7 de Junho: “Start” contra militares alemães, 4:1, jogo terminou antecipadamente, pela decisão do árbitro.

17 de Junho: «Start» contra alemã «PZS» (composta pelos militares da divisão de blindados), 6:0.

19 de Julho: «Start» contra equipa do exército húngaro «MSG Wal», 5:1.

A foto conjunta entre os ucranianos (camisas escuras) e futebolistas húngaros (camisas tricolores)

26 de Julho: «Start» no jogo de desforra contra a reforçada «MSG Wal», 3:2. 

Outro jogo decorreu em 16 de Agosto: «Start» contra «Rukh» (equipa amadora ucraniana, composta pelos operários e funcionários da administração municipal). Também terminou com a vitória do “Start”. 

Como contou o participante do jogo/partida, Makar Honcharenko (1912 – 1997), na sua entrevista de 1992, os futebolistas ucranianos não receberam nenhumas ameaças antes do jogo, no final da partida eles abandonaram livremente o estádio e foram para as suas casas. No entanto, nove dias depois alguns dos jogadores de “Start” foram detidos pelos alemães devido ao roubo de pão na panificadora, onde todos eles trabalhavam. Três deles foram fuzilados 5 meses depois, um morreu sob a custódia da polícia alemã. 

A campa do Makar Honcharenko em Kyiv
No dia 24 de fevereiro de 1943, no campo de concentração de Syrets, em Kyiv, os nazis fuzilaram os jogadores do «Dynamo Kyiv»: Mykola Trusevich, Oleksiy Klymenko, Ivan Kuzmenko, anteriormente Mykola Korotkih morreu durante a sua detenção pela Gestapo. O destino final do Mykola Komarov simplesmente está desconhecido, ele foi levado pelos alemães fora da Ucrânia e desapareceu sem deixar o rasto. 

Os restantes jogadores— Mykhaylo Svyrydovskiy, Makar Honcharenko, Mykhaylo Putystin e Fedir Tutchev sobreviveram a II G.M. 

A campa do Fedir Tutchev em Kyiv

Em 2005, a procuradoria da cidadã alemã de Hamburgo fechou o processo, aberto em 1974, dedicado ao «jogo da morte», sem estabelecer nenhuma ligação entre a morte dos jogadores ucranianos e a sua vitória nos jogos.

O caso tive direito à três monumentos, todos erguidos na cidade de Kyiv. Uma placa memorial de 1971 no estádio “Dynamo”. A composição arquitetónica de 1981 no estádio «Zenit», rebatizado em «Start». E um cubo de granizo, nas proximidades do local, onde os nazis fuzilavam os prisioneiros do campo de concentração de Syrets…

Ler mais @Volodymyr Prystayko “Existiu o “jogo da morte”? Documentos testemunham. - Kyiv: 2005. 168 páginas (ISBN 966-96587-1-3)

domingo, junho 16, 2019

Ucrânia é a nova campeã mundial Sub-20!

Ucrânia foi, pela primeira vez, a campeã mundial Sub-20 após vencer a Coreia do Sul por 3 à 1 no estádio Miejski Widzewa, na cidade de Lodz, na Polónia.
A comunidade ucraniano-brasileira na cidade de Curitiba (estado de Paraná) celebra a vitória ucraniana! No primeiro plano está o realizador ucraniano-brasileiro Guto Pasko.

Parabéns os nossos campeões mundiais!!!!

Hoje, no mesmo dia da vitória de Sub-20, a equipa ucraniana de futebol deaflympico (surdolímpico, de deficientes auditivos) ganhou o Campeonato Europeu de Futebol de Surdos (Heraklion 2019), que foi realizado na Grécia. Tendo ganho nos quartos-de-final à Rússia 2:1, no semifinal batendo a Irlanda 1:0, e hoje na final, vencendo Alemanha 2:0.
Faça click na foto para ver como os campeões cantam o hino da Ucrânia em língua gestual!
Na equipa da Ucrânia joga Cyril Dryschlyuk (na foto abaixo) – o seu pai é um herói caído da guerra russo-ucraniana – o major Pavlo Dryschlyuk, escreve a página ucraniana Ukrainian Supporters (Yuriy Kostyuchenko).
Cyril Dryschlyuk | Fonte: Facebook
Major da Força Aérea da Ucrânia Pavlo Dryschlyuk morreu no dia 6 de junho de 2014, quando o seu avião de reconhecimento aéreo AN-30B, que efetuava o voo de observação sobre a cidade Slovyansk na região de Donetsk, foi abatido por terroristas russos, usando um míssil MANPADS.

O míssil atingiu o motor direito, começou o fogo que se espalhou para asa direita, o avião começou a perder altura e podia cair sobre os bairros residenciais de Slovyansk. O comandante ordenou que a tripulação deixasse o avião. Técnico Pavlo Dryschlyuk ajudou aos dois jovens tenentes retirarem os coletes prova de bala e usando pára-quedas, saltar para fora do avião à uma altitude de apenas 800 m. Ele próprio, juntamente com o comandante e mecânico ficaram no avião.

À custa da sua própria vida, a tripulação dirigiu o avião para além da cidade e impediu as vítimas entre a população civil. O aparelho caiu num ângulo de 80 graus, ao norte de Slavyansk, junto à aldeia de Pryshyb. Morreram cinco membros da tripulação: capitão Kostiantyn Mohylko, técnico Pavlo Dryschlyuk, mecânico Olexiy Potapenko, o operador de fotografia Serhiy Kaminsky e operador de rádio Volodymyr Momot. Sobreviveram, saltando de pára-quedas, os tenentes Cyril Kramarev e Vasyl Polazhynets, e também o navegador, tenente-coronel Serhiy Nikolayev.
RIP major Pavlo Dryschlyuk | arquivo
Na queda, o avião foi completamente destruído, os corpos dos pilotos mortos foram coletados em fragmentos. Olexiy Potapenko foi enterrado em 11 de junho de 2014, Kostiantyn Mohylko, após exames complexos e identificação, em 26 de junho. Os restos mortais de Pavlo Dryschlyuk nunca foram recuperadas, por algum tempo ele foi considerado como desaparecido em combate. Apenas em 6 de janeiro de 2015, o capitão Pavlo V. Drishlyuk foi oficialmente declarado como falecido em combate.

Em 20 de junho de 2014 – pela coragem pessoal e heroísmo na defesa da soberania nacional e da integridade territorial da Ucrânia, a lealdade ao juramento militar e espírito inquebrável, Pavlo Dryschlyuk foi condecorado pela Ordem militar Bohdan Khmelnitsky do III grau (a título póstumo).

Cyril Dryschlyuk tem 19 anos, é formado na escola de futebol de FC Dynamo Kyiv, agora ele representa FC Oleksandriya.

sábado, junho 08, 2019

A marcha conjunta ucraniano-croata decorreu em Lviv

Nas vésperas do jogo Ucrânia – Sérvia, à contar pelo campeonato da Europa-2020, pelas ruas da cidade de Lviv marcharam os fãs/torcida organizada conjunta, ucraniano-croata, que gritava as palavras de ordem em apoio à Ucrânia e pela amizade entre Croácia e Ucrânia. 

“Putin, fora da Ucrânia!”, “Ucrânia, Croácia – irmãos para sempre”, “Putin – huylo” e vários outros slogans e palavras de ordem foram ditas pelas torcidas conjuntas, acompanhadas pela polícia ucraniana. A marcha decorreu pacificamente e sem incidentes, escreve a página ucraniana UNIAN.  

O jogo decorreu em clima de festa, a seleção da Ucrânia literalmente atropelou os sérvios, ganhando 5:0.

domingo, fevereiro 10, 2019

A história dos “Cossacos” de Winnipeg em fotos de arquivo

Os “Cossacks from Winnipeg” era a equipa estudantil ucraniana de hóquei no gelo, baseada em Winnipeg no Canada, que venceu a liga universitária (University Intramural League) nas três épocas seguidas em 1974/75, 1975/76 e 1976/77.
Nos dias 14 e 15 de fevereiro de 1976, na cidade de Newark (onde até hoje vive uma importante comunidade ucraniano-americana) decorreram dois jogos amigáveis entre os Cossacos (na imprensa ucraniano-americana chamados de Winnipeg 'Kozaky') com a equipa local ucraniana 'Chornomorska Sitch' (literalmente Sich do Mar Negro). Os Kozaky/Cossacks/Cossacos ganharam os dois jogos pelos expressivos 5:2 e 9:0.
Ler mais na imprensa ucraniano-americana da época
A equipa dos Kozaky: J. Kohut; Nestor Budyk (guarda-redes/goleiros); P. Pyrobyk; M. Dawydowsky; P. Bazan; S. Holowka; Roman Hrabowych (capitão); Myroslaw Zatwarnycky; D. Lega; M. Kuzyk; Z. Romaniuk; B. Tymo; J. Bercholuk. Manager Petro Melnytsky, organizadores Nestor Budyk e Myroslaw Zatwarnycky.
Tudo indica que o capitão dos Kozaky, Roman Hrabowych chegou à profissionalizar-se como jogador de St. Boniface Mohawks, onde jogou na época de 1977-78, marcando 8 golos e conquistando 14 pontos (ver as suas estatísticas).
Roman Hrabowych em 2013
Não se sabe como e porque acabou a sua carreira desportiva, mas tudo indica que em algum momento o jovem ucraniano-canadense optou pela carreira profissional, muito possivelmente hoje Roman Hrabowych é o PCA/CEO do North Winnipeg Credit Union.

Bónus

A equipa jovem dos canadenses “Dauphin Kings”, 2019
O membro da equipa jovem dos “Dauphin Kings”, 2018
Ver vídeo: Dauphin Kings 2018 Ukrainian Night Introductions:

domingo, julho 22, 2018

O pugilista ucraniano Oleksandr Usyk vence em Moscovo

O pugilista ucraniano, residente na Crimeia ocupada, Oleksandr Usyk, venceu em Moscovo o seu oponente russo e se tornou o campeão absoluto dos pesos pesados (nas versões WBO, WBC, WBA, IFB), cinturão da revista The Ring e o detentor do troféu “Mohammed Ali”.



O combate decorreu durante 12 assaltos, durante as quais Usyk dominou praticamente por completo. Segundo as estatísticas, no decorrer do combate Usyk desferiu quase mil golpes ao seu adversário. Como resultado, os juízes atribuíram ao ucraniano a vitória unânime, por 120:108 e duas vezes por 119:109.
Oleksander Usyk tornou-se o primeiro ucraniano (e quarto do mundo) – campeão mundial absoluto, detentor dos quatro cinturões de campeão mundial. Além disso, Oleksander ganhou o troféu “Mohammed Ali”, escreve a página ucraniana isport.ua  
Na Ucrânia e na blogosfera ucraniana não existe unanimidade em como encarar essa vitória. Uma parte dos usuários escreve algo como: “linda vitória do nosso atleta que venceu o seu oponente russo e assim em Moscovo foi tocado o hino da Ucrânia e da VITÓRIA UCRANIANA. Glória ao Oleksandr! Glória à Ucrânia!
3 imagens @screan da TV Inter (Ucrânia) 
Outros dizem: “em Moscovo terminou mais um ato da operação de guerra psicológica, em que Kremlin estava sempre numa posição de win-win, pois o resultado não lhe interessava, interessando apenas a disseminação da velha cantiga do “desporto acima de política”, dos “povos irmãos” e coisas semelhantes; e mesmo a simples legitimação de contactos com o país que nos últimos 4 anos diariamente mata os civis e militares ucranianos”.
Ler mais
Seguramente, ambos têm uma boa razão, mas o presidente Petró Poroshenko tinha desempatado ;-)
Petró Poroshenko: Nem por um segundo duvidei que Sashko vencerá! A Ucrânia se orgulhosa de você!