O
mangaká japonês msc nm dedica muito do
seu tempo e criatividade à Ucrânia. A atual guerra russo-ucraniana no leste da
Ucrânia é a sua inspiração constante.
sexta-feira, agosto 18, 2017
quinta-feira, agosto 10, 2017
Quem vivia bem na URSS? (8 fotos)
Diversos
leitores do nosso blogue acreditam que a vida na URSS era razoavelmente boa e
não percebem de onde aparecem as fotos soviéticas das prateleiras vazias e
enormíssimas filas para comprar as coisas mais básicas, assim como as imagens
dos cidadãos soviéticos mal vestidos e de fisionomias tristonhas, alguns até
acreditam que as fotos foram feitas já nas décadas de 1990-2000.
Na
realidade, a União Soviética era um país de fortes desigualdades e
estratificação social. E a separação entre ricos e pobres, era mais forte do
que na Rússia czarista antes da 1917. Cerca de 5-10% dos cidadãos soviéticos
realmente viviam muito bem. Ao contrário do resto dos seus concidadãos, este
restrito grupo vivia em apartamentos espaçosos, comprava os alimentos (até
mesmo ocidentais) nas lojas de acesso restrito, tinha casas de campo bem
apetrechados e as oportunidades de viajar ao estrangeiro. Hoje, eles (ou os
seus filhos) defendem o passado soviético com “as unhas e dentes”, realmente
não entendendo como e por que as pessoas comuns não gostam da União Soviética.
01.
A elite comunista soviética. Na verdade, a “divisão de classes”, contra o qual
supostamente lutaram os bolcheviques, não desapareceu após a revolução
comunista de 1917, o lugar da “velha nobreza” simplesmente foi ocupado pela “nova
classe dominante”. Eles também desfrutavam de todos os benefícios da
civilização, olhando, com desprezo, ao resto do seu próprio “povão operário e
camponês”.
As
histórias sobre a vida chique e abastada na União Soviética – são inteiramente
derivadas da vida da nomenclatura partidária soviética que realmente viveu sob
o comunismo – recebiam os salários altos, foram lhes atribuídos bons e
espaçosos apartamentos (muitas vezes com os serventes), situados em bons
bairros, lhes eram permitidas as viagem ao exterior, eles faziam compras nas
lojas especiais com uma vasta gama de bens importados – nestas lojas a
nomenclatura soviética fazia compras usando os assim chamados “cheques de VneshPosylTorg”,
indisponíveis aos cidadãos soviéticos comuns.
02.
As pessoas que tinham acesso à distribuição de recursos. Esta parte da
população não pertencia à nomenclatura do partido (muitas vezes eles podiam nem
sequer serem membros do PC), mas tinham o acesso ao sistema soviético de
distribuição – trabalhavam no sistema de distribuição dos apartamento “gratuitos”,
eram diretores de armazéns ou de lojas. Eles recebiam os subornos para resolver
certas questões – para que alguém pudesse receber / enviar / vender alguma
mercadoria em deficit.
À
mesma casta pertenciam as lideranças completamente podres e corrupaos das
universidades soviéticas – reitores e decanos que muitas vezes aceitavam os subornos
para admissão de candidatos. Na URSS não se praticava o sistema centralizado
dos testes e como tal, favorecer um aluno “certo”, chumbando o “indesejado”,
era muitíssimo simples.
Ao
mesmo grupo pertenciam as chefias médicas – também muitas vezes por dinheiro “resolviam
os problemas” com o tratamento extraordinário de um paciente. Em geral – na
URSS viviam bem todos aqueles que eram responsáveis pela distribuição de um
determinado recurso.
03.
Os empresários clandestinos e criminosos. Na URSS existiam setores inteiros da
chamada “economia paralela”. Alguns dos seus esquemas até hoje são considerados
crime (por exemplo, o roubo de combustível em grande quantidade), outros, de
facto, eram uma espécie de empreendedores – por exemplo, ativos na produção
clandestina de calças jeans. Empreendedorismo na URSS foi proibido por lei, e
até ao 1987, os empresários clandestinos arriscavam a sua liberdade e os bens.
Essas
pessoas realmente tinham um rendimento muito superior à média soviética –
digamos, 5.000-10.000 rublos (8.475 – 16.950 dólares ao câmbio oficial da época)
mensais, contra o salário médio de 120 rublos (203 rublos), mas com um grande
risco de ser apanhado pela OBHSS (departamento de investigação de crimes
económicos na URSS), as vezes graças à simples denúncia dos “vizinhos
vigilantes”. Após o colapso da URSS, muitos destes empresários começaram os negócios
legais, tornaram-se bem-sucedidos e outros não conseguiram se adaptar às novas
realidades da concorrência e do mercado, melancolicamente lembrando os “bons
velhos tempos” em que estavam vendendo por 200 rublos os jeans com um custo de
produção de apenas 10 rublos.
04.
Bons profissionais em más empresas. Muitas vezes, as pessoas na União Soviética
trabalhavam sob o princípio “eu finjo que trabalho – o Estado finge que me paga”,
portanto, os bons especialistas que faziam o seu trabalho com a qualidade
estavam em grande demanda. Um bom dentista, um bom canalizador/encanador, mesmo
um simples serralheiro poderiam viver na União Soviética bastante melhor do que
os seus colegas “regulares” – os primeiros eram passados “"de mão em mão”,
recebiam as encomendas, trabalhos e presentes.
No
entanto, em contraste com a nomenclatura, distribuidores do deficite e
empresários clandestinos, este, era o grupo mais pobre dos “soviéticos que
viviam bem” – o seu rendimento era de apenas 2-3 vezes superior ao salário
médio soviético.
05.
Militares, físicos, os profissionais de profissões raras. Relativamente bem na
URSS viviam os militares do alto escalão, de cientistas (físicos, químicos,
etc.) pertencentes à elite da sua ciência e todos os tipos de especialistas
raros, como os operadores de centrais nucleares e pilotos da aviação civil. No
entanto, a “boa” vida dos cidadãos acima citados era real apenas em comparação
com a pobreza soviética geral, e era muito pobre em comparação com a vida de
especialistas similares no Ocidente.
06.
Alguns cantores, escritores, poetas, apresentadores, a elite de artistas de cinema,
circo e balé, a elite da imprensa soviética (editores e principalmente os
correspondentes nos países ocidentais, que muitas vezes eram agentes ou
informadores do KGB). Estas pessoas tinham acesso às facilidades e serviços disponíveis,
numa medida igual ou ligeiramente inferior, aos altos quadros de nomenclatura
soviética. O regime soviético considerava que as pessoas que se dedicavam à
propaganda profissional do comunismo, deveriam sentir os benefícios reais do
seu esforço. O mesmo já não era inteiramente igual em relação aos simpatizantes
soviéticos no estrangeiro. Muitas vezes estes eram usados “as cegas” sem nenhum
ou quase nenhum estímulo financeiro.
![]() |
| Propaganda televisiva soviética em exaltação do regime comunista cubano, 1962 |
Ler
mais: Os
“coprófagos” do GRU e do KGB
Todos
os grupos listados realmente viviam na URSS muito bem, enquanto os restantes
95-90% da população tinha a existência bastante pobre, vivendo do salário
mensal de 120 rublos, e muitas vezes incapaz de comprar os itens mais básicas e
necessários.
Fotos
@GettyImages | Texto @Maxim
Mirovich e (06) @Ucrânia em África
quarta-feira, agosto 09, 2017
Abecásia: o resultado real da política separatista (8 fotos)
Abecásia, o território
ocupado da Geórgia e
sob controlo, de facto, dos separatistas armados desde o fim da guerra de 1992-1993, que arruinou a
economia local e matou milhares de civis, sobrevive, desde
então, graças ao financiamento russo.
![]() |
| A praça central da cidade de Sukhumi |
![]() |
| A marina de Sukhumi |
![]() |
| As avenidas da cidade de Sukhumi |
![]() |
| ... e as casas nos seus arredores |
No dia 8 de agosto de 2017,
no 9º aniversário da guerra russo-georgiana, o território da Abecásia foi
visitado pelo presidente russo em funções. Um dos temas fulcrais das
negociações com os separatistas locais era a questão de alocação da ajuda
financeira no valor de 1 bilião de rublos (cerca de 16.666.666
dólares).
![]() |
| Os caminhos-de-ferro da "república" |
![]() |
| O aeroporto de Sukhumi |
![]() |
| O shopping (?) | o restaurante (?) |
![]() |
| O hotel |
Desde o reconhecimento formal
da Abecásia pela Rússia em 2008 (além disso, o território separatista é
reconhecido como “independente” pela Venezuela, Nicarágua e Nauru), o
financiamento russo do território ocupado já chegou aos quase 37 biliões de rublos (cerca
de 616 milhões de dólares, tendo em conta que o terrotório da Abecásia é de apenas 8432 km²; com a população
“oficial”
de 242.862 habitantes em 2012; 2/3 dos quais,
acredita-se que na realidade vivem e trabalham na Rússia). Abecásia, outrora um território tropical muito bonito, após a limpeza étnica e expulsão de quase metade da sua população (cerca de 250.000 pessoas, na sua
maioria georgianos), está em ruína desde 1993. Os financiamentos russos,
ano após ano, servem para enriquecer a elite separatista local e os
seus curadores russos (fonte).
terça-feira, agosto 08, 2017
O quadro refrescante na cidade de Mykolaiv
O
Serviço Estatal de Situações de Emergência (DSNS) da Ucrânia montou um “quadro
refrescante” numa das ruas da cidade de Mykolaiv. Atualmente Ucrânia sofre das altas
temperaturas (e de alguns incêndios florestais). O quadro permite aos cidadãos
se refrescar, evitando o calor e a insolação, a grande vantagem do projeto é a
sua mobilidade, o “quadro” pode ser facilmente montado e deslocado para
qualquer lugar necessário.
segunda-feira, agosto 07, 2017
Um ícone comunista derrubado na Ucrânia é restaurado. Na Inglaterra.
A
estátua do Fridrich Engels, derrubada e colocada na lixeira histórica na
Ucrânia, foi acarinhada e reerguida pela nova esquerda caviar britânica. Em
adoração bastante religiosa daquele que consideram como “um capitalista de dia e
um comunista de noite”.
Bónus
Quando
a paranóia patrioteira toma conta de uma nação inteira... O concurso nacional de
canção, aberto ao público em geral, para escolher a melhor música, dedicada ao
tema “A construção da nova ponte Rússia-Crimeia”.
![]() |
| Faça um click para sentir um pouco da arte alternativa |
Мітки:
anschluss,
arte,
bando,
comunismo-nazismo,
Crimeia,
cultura,
demotivador,
Europa,
moda,
música,
propaganda,
RP,
sanções,
sociedade,
Ucrânia
domingo, agosto 06, 2017
“Taras Triasylo”: o primeiro blockbuster ucraniano
O
filme de ação ucraniano “Taras Triasylo” de 1926, ambientado no universo dos
cossacos ucranianos na sua luta contra Polónia teve um sucesso estrondoso no Ocidente,
sendo proibido na URSS sob acusação de “naturalismo, teatralidade, etnografismo
ilustrativo, formalismo e nacionalismo”.
O
filme mudo e à preto-e-branco «Taras Triasylo» foi produzido em 1926 no Estúdio
cinematográfico de Odessa, baseado no poema homónimo do poeta lírico ucraniano Volodymyr Sosiura (ele
próprio participou na luta de libertação nacional da Ucrânia em 1917-1919, aderiu
ao partido bolchevique após a derrota da 1ª república ucraniana, não escapou ao
programa de “reeducação” em 1930-31).
O
filme segue o género da tragédia popular épica e tem como o pano de fundo a
luta dos cossacos ucranianos, chefiados pelo Hetman Taras Triasylo (Taras Fedorovych) contra os tártaros e a nobreza polaca no século XVII.
No
papel da Marina, a irmã do Taras Triasylo está a atriz popular Natalia Uzhviy, foi o
seu primeiro papel principal no cinema. As filmagens no terreno decorreram em Kyiv,
Zhytomyr, Dnipro e Uman (no parque Sofiivka). Em Odessa foi construída uma inteira
cidade cinematográfica – cabanas, casas, igrejas. Os responsáveis pelo design consultavam o
historiador ucraniano Dmytro
Yavornytsky, por isso o filme realmente foi bastante naturalista e
historicamente fiel à sua época.
A
estreia do filme decorreu em 15 de março de 1927 em Kyiv e em 25 de outubro de 1927
em Moscovo. No entanto, muito rapidamente o realizador russo Pyotr Chardynin foi
acusado de “naturalismo, teatralidade, etnografismo ilustrativo, formalismo e nacionalismo”.
Em 1937 o filme foi alvo de uma nova montagem, dublado e mostrado nos cinemas
sob o nome de «História de um coração quente».
![]() |
| O cartaz original do filme |
Por
sua vez a Europa e Ocidente adoraram o filme, nomeadamente a película teve bastante
aceitação na Alemanha (Berlim), Checoslováquia (Praga), França (Paris), Roménia e os EUA. Principalmente pela sua força visual, como
a participação dos até 15.000 (!) figurinos no papel dos cossacos à cavalgar numa
batalha épica.
Durante
muito tempo o filme era considerado perdido, até que em 1998 o crítico de
cinema, franco-ucraniano Lyubomyr Hoseyko achou a cópia do “Taras Triasylo” em película
de 16 mm no arquivo da Cinemateca Francesa, onde a obra estava guardada sob o
título «Tártaros». Em 2015 o filme de 72 minutos foi comprado pela Ucrânia e renovado,
quadro por quadro, manualmente e durante um ano (!) no Centro nacional de
Cinema “Oleksandr Dovzhenko”.
Ucrânia aprova a nova bandeira padrão das unidades militares das Forças Armadas
O
Presidente da Ucrânia, Petró Poroshenko, alterou o decreto anterior de 2006, aprovando
a nova descrição e desenho de uma bandeira padrão básica da unidade militar das
Forças Armadas da Ucrânia. O decreto foi assinado em 5 de agosto e entra em
vigor à partir da data de sua publicação.
Anteriormente,
o presidente ucraniano aprovou a bandeira do chefe da Polícia nacional da
Ucrânia. Este Decreto foi publicado no dia 4 de agosto e também divulgado na
página oficial do presidente, escreve a publicação ucraniana Tyzhden.ua
sábado, agosto 05, 2017
A história curta do blindado polaco 7TP (8 imagens)
No
início da II G.M. o melhor blindado polaco, superior aos blindados ligeiros
alemães PzKpfw I e PzKpfw II e capaz de resistir de igual para igual aos
blindados médios Panzer III e IV era 7TP.
7ТР estava
armado com canhão anti-tanque sueco Bofors de 37 mm (pruduzido na Polónia sob
licença) e uma metralhadora Ckm
wz. 30 (clone polaco do Browning M1917 americana) de 7,92 mm. O canhão e a
metralhadora eram aparelhados e protegidos pelo tubo blindado. O blindado pesava
9.900 kg e atingia a velocidade de 37 km/h, a sua tripulação era de 3 pessoas.
![]() |
| A variante do 7TP com duas torres |
O
blindado 7TR foi adotado pelo exército polaco em 1936. Foram fabricadas cerca
de 150 unidades (exército polaco dispunha de 135 unidades em 1939). O blindado
participou na ocupação
polaca da Checoslováquia em outubro de 1938 e na defesa da Varsóvia em setembro
de 1939. Não teve muita importância na resistência contra a ocupação nazi, uma
vez que a sua pequena quantidade foi dispersa em toda a linha da frente para
dar apoio à infantaria.
Na sequência da ocupação
e divisão conjunta da Polónia pela Alemanha nazi e pela URSS, pelo menos 20
blindados 7TP foram usados pelo Wehrmacht e 1 pelo RKKA.
![]() |
| O blindado 7TP capturado pelos nazis em 1939 |
![]() |
| O blindado 7TP no Wehrmacht com o nome de Panzerkampfwagen 7TP 731(p) |
Subscrever:
Mensagens (Atom)






















































