O novo filme da série «Prisioneiros: Sistema do Terror» é dedicado ao sistema do terror, construído pela rússia nos territórios ucranianos ocupados.
O filme aborda o funcionamento do sistema do terror russo: o que acontece aos ucranianos após serem raptados, o que tem de enfrentar – e se há alguma hipótese de se libertar.
Espancamentos, tortura, isolamento completo do mundo, falta de contacto com familiares e advogados, anos passados em caves e prisões sem julgamento ou investigação –
ou julgamentos simulados por acusações forjadas de «terrorismo» e «espionagem».
Este sistema não é novo. As suas raízes remontam ao passado soviético, foi formado durante as guerras russas na Chechénia e está agora a ser implementado
na Ucrânia. É uma máquina de repressão cuidadosamente construída, que existe em paralelo com o sistema de justiça oficial – e à margem da lei.
O número exato de prisioneiros civis ucranianos é desconhecido. Segundo os activistas dos direitos humanos, existem entre 7.000 e 30.000 prisioneiros civis ucranianos em cativeiros
russos actualmente.
O filme foi criado pela equipa do projeto de media «Aktivatika» para dar voz aos ucranianos que foram privados da liberdade e da oportunidade de serem ouvidos. Para evitar mortes
tão terríveis como as de jornalista Victoria Roshchina e Tatyana Plachkova. Para tentar encontrar uma resposta à questão principal: como escapar a este sistema?
A 7 de outubro de 2023, os militantes do HAMAS realizaram o maior ataque a Israel desde a Guerra do Yom Kippur em 1973. Isto levou a um agravamento acentuado da situação no Médio
Oriente e destacou a necessidade de uma ação internacional decisiva para proteger os países contra a agressão estrangeira. Ucrânia, que enfrenta a agressão russa desde 2014 e sofreu
uma invasão em grande escala desde Fevereiro de 2022, também necessita da assistência dos seus parceiros e aliados para proteger os seus territórios e civis.
O ataque do HAMAS a Israel assemelha-se surpreendentemente às acções da rússia na Ucrânia. A posição oficial do Kremlin, que não condenou
as acções do HAMAS, enfatiza o apoio do Irão (aliado da rússia) e a coordenação estratégica dos ataques do HAMAS. As duas agressões têm semelhanças nas suas
tácticas terroristas e exigem uma resposta internacional semelhante.
Os aliados de Israel forneceram-lhe rapidamente sistemas de defesa aérea modernos e alguns meios de garantir a segurança, o que lhe permitiu combater eficazmente as ameaças
e proteger os civis. Esta experiência mostra como a comunidade internacional deve agir no apoio à Ucrânia – fornecendo-lhe defesa aérea, equipamento técnico e os meios necessários
para se proteger dos ataques russos e evitar a escalada da guerra.
A rússia e o Irão cooperam na desestabilização não só do Médio Oriente, mas também da Europa. Moscovo procura expandir a sua influência
no Médio Oriente, posicionando-se como uma alternativa ao Ocidente e apoiando forças anti-americanas como o HAMAS e o Hezbollah. Isto permite à rússia utilizar estas organizações para
alavancar os interesses dos Estados Unidos e dos seus aliados, aumentando as tensões na região e fortalecendo a sua posição internacional.
Moscovo coopera estreitamente com o Hezbollah, que apoia o regime de Bashar al-Assad na Síria. A rússia fornece armas, treina combatentes e presta apoio informativo, o que prejudica
a posição do Hezbollah e aumenta a influência de Moscovo na Síria, onde tem bases militares em Tartus e Khmeimim. A presença de armas russas nos túneis do Hezbollah no Líbano
confirma mais uma vez os laços estreitos da rússia com grupos terroristas e o seu papel na desestabilização da região.
Os laços da rússia com o HAMAS, o Hezbollah e outros grupos terroristas são benéficos para Moscovo, ao mesmo tempo que ajudam a reforçar a sua influência
e a explorar a instabilidade para alcançar os seus próprios objectivos geopolíticos. Estas ações representam ameaças à segurança de outros países, incluindo Israel
e a Europa, e servem como uma ferramenta para manipular a situação internacional. Existe um risco crescente de terrorismo e de extremistas na Europa e nos países vizinhos devido à crise e aos fluxos
migratórios provenientes do Médio Oriente. Cria ameaças adicionais à segurança. É exactamente isto que a rússia procura, tentando desviar a atenção do Ocidente
da guerra na Ucrânia e desestabilizar outras regiões.
Na crescente reunião de Ramstein, em Outubro de 2024, a comunidade internacional deve tomar decisões importantes para alcançar a paz e a segurança na Europa. O reforço
do apoio à Ucrânia é essencial neste contexto. Uma acção coordenada por parte dos Aliados (semelhante à que foi feita para ajudar Israel) pode assegurar uma contracção
bem-sucedida à agressão russa e à consolidação da paz. Os esforços internacionais provaram a sua eficácia. Ucrânia necessita de assistência semelhante para se
proteger de uma nova escalada. Só os esforços conjuntos podem criar um futuro estável, livre de terrorismo e violência.
Armas russas apreendidas pela IDF. Fonte: Canal 13
As armas russas nos túneis do Hezbollah no Líbano confirmam mais uma vez o papel da rússia no apoio ao terrorismo internacional e à desestabilização
em várias regiões do mundo. Durante uma operação no sul do Líbano, as Forças de Defesa de Israel (IDF) encontraram grandes stocks de armas russas na rede de túneis do Hezbollah.
Estes túneis foram concebidos para armazenar armas e esconder terroristas, o que demonstra os laços estreitos da rússia com esta organização extremista. Assim, a rússia contribui activamente
para a desestabilização do Médio Oriente e para a criação de ameaças à segurança de outros países, incluindo Israel.
Este caso não é exceção. A rússia tem apoiado grupos terroristas e extremistas durante muitos anos para alcançar os seus próprios objectivos
geopolíticos. O exército russo apoiou activamente o regime de Bashar al-Assad na Síria, fornecendo armas, equipamento militar e especialistas, o que levou a enormes baixas civis e à destruição
de infra-estruturas. Este apoio apenas prolongou o conflito e levou a um enorme sofrimento para milhões de sírios. Além da Síria, a Rússia apoia grupos armados na Líbia, fornecendo
mercenários do Grupo Wagner, o que destabiliza a região. Na República Centro-Africana, os mercenários russos estão também activamente envolvidos no combate e no apoio aos rebeldes
locais para controlar os recursos naturais.
Contudo, a agressão da rússia não termina aqui. Pelo terceiro ano consecutivo, a rússia tem levado a cabo uma invasão em grande escala da Ucrânia. Depois
de ter ocupado ilegalmente a Crimeia em 2014 e de ter iniciado uma guerra no leste da Ucrânia com o apoio dos separatistas, a rússia iniciou, em Fevereiro de 2022, uma agressão em grande escala contra outros
territórios ucranianos. Os bombardeamentos diários de cidades pacíficas, a destruição de infra-estruturas civis e de instalações energéticas tornam a vida insuportável
para as pessoas comuns e forçam milhões de ucranianos a abandonar as suas casas.
O que é mais assustador são mais de 19 mil crianças ucranianas que foram deportadas à força dos territórios ocupados da Ucrânia para a rússia.
Estas ações, que constituem um crime contra a humanidade, violam o direito internacional. Foi por isso que o Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de detenção contra Vladimir Putin e a
Comissária para os Direitos da Criança, Maria Lvova-Belova, pela deportação ilegal de crianças. Tais métodos de terror e repressão são utilizados para quebrar o povo
ucraniano, ilustrando a essência do actual regime russo.
Todos estes factos indicam que o regime russo actua como uma organização terrorista. Faria qualquer coisa para atingir os seus objetivos. Apoio a organizações terroristas,
agressão contra estados vizinhos, violação dos direitos humanos - tudo isto faz parte da estratégia russa. O desejo da rússia de expandir a sua influência, que representa uma ameaça
não só para os países individuais, mas também para a segurança internacional, é comprovado pela sua agressão contra a Ucrânia, pela ocupação de territórios
georgianos, pelo apoio aos movimentos separatistas na Moldova, em particular na Transnístria.
O mundo não pode ficar indiferente aos factos que indiciam o apoio da rússia aos regimes terroristas, à sua política agressiva e às violações
sistemáticas dos direitos humanos. A próxima reunião do Grupo Ramstein, em Outubro de 2024, deverá reforçar o apoio à Ucrânia e conter a agressão russa. Isto é
necessário para evitar uma maior propagação da influência russa e garantir um futuro pacífico.
Só ações decisivas e conjuntas da comunidade internacional poderão pôr termo à agressão e garantir uma paz e segurança duradouras, sem
terrorismo e violência. A Ucrânia, como escudo para toda a Europa, necessita de um maior apoio para conter o agressor, o que ameaça não só a sua independência, mas também a estabilidade
de todo o continente.
A tentativa de assassinato de Fico é antes de tudo um aviso aos satélites, em particular, ao Orban e Lukashenka. Embora é difícil dizer o que Fico fez de errado, aos olhos do
Kremlin. Mas a ênfase nos ataques terroristas é um marco próprio do quinto mandato da presidência do putin, que começou com o ataque terrorista no Centro Crocus.
A tentativa de assassinato do primeiro-ministro eslovaco Robert Fico reproduz o roteiro do «atentado de Sarajevo». Dado que putin está totalmente dentro do paradigma do “Império
russo na Primeira Guerra Mundial”. No entanto, seria muito ingénuo esperar do Ocidente hoje a mesma reacção de 1914, embora os propagandistas russos utilizem qualquer desculpa para demonizar o Ocidente.
Do atentado contra o Primeiro-Ministro da Eslováquia, às actividade de agentes russos nos países ocidentais, em particular, no que diz respeito a infra-estruturas militares
e críticas; grupos inteiros de inteligência expostos na Europa, em particular na Polónia, testemunham a escala da guerra secreta que o ditador russo está a travar contra o mundo ocidental.
O ideólogo do neofascismo russo Dugin, autor da ideia do «mundo russo» e portador de uma ideologia ultrapatriótica próxima de putin, acredita que a tentativa
de assassinato de Fico é uma demonstração da ideologia globalista, um desafio das forças globalistas. Na verdade, a realidade pode ser muito mais simples - a rússia simplesmente parou, por
alguma razão, de apoiar alguns dos seus satélites. Sob Putin 5.0, não só a situação na própria rússia, mas também nos países aliados será reformatada.
Porém, o afastamento dos dirigentes ocorre de forma bastante bruta.
A tentativa de assassinato de Fico é antes um aviso aos satélites, em particular, como Orban ou Lukashenka. É difícil dizer o que Fico fez de errado, aos olhos do
Kremlin. Talvez não tenha concordado com algum esquema «cinzento» que os representantes russos na Eslováquia tentaram implementar ou tenha expressado insatisfação com algum «curador»
russo. De uma forma ou de outra, ser um satélite russo ou mesmo um “aliado histórico” ou parceiro está se tornando cada vez mais ameaçador.
Soube-se que Juraj Cintula, de 71 anos, que atirou no primeiro-ministro eslovaco Robert Fico, esteve ligado ao grupo paramilitar xenófobo, anti-imigrante e pró-russo Slovenskí Branci, participando nas atividades da organização. Slovenskí Branci é um grupo paramilitar não registado que opera na Eslováquia desde 2012. A organização cooperou com a filial
eslovaca da organização russa de motociclistas «Lobos Noturnos», notoriamente pró-Kremlin e seus membros foram treinados por ex-militares das forças especiais russas.
Um atentado contra Robert Fico não é benéfico para a Ucrânia ou para o Ocidente, embora o líder eslovaco tenha demonstrado abertamente uma posição
em relação à invasão russa, que contrastava fortemente com a posição de outros países europeus. No entanto, um atentado contra o Primeiro-Ministro eslovaco é extremamente
desvantajoso para a Ucrânia, porque põe em perigo a Cimeira da Paz, com a qual o Presidente Zelensky tanto se preocupa, e também destrói as pontes entre a Ucrânia e a União Europeia,
especialmente na fase de adesão negociações e pode complicar ainda mais o apoio europeu a Kyiv num confronto militar com a rússia.
Ucrânia está claramente consciente de toda a gama de consequências negativas desta situação, como evidenciado pela declaração emocional e imediata
do Presidente Zelensky, que ficou chocado com a tentativa de assassinato.
Robert Fico não era determinante na questão ucraniana. Apesar das narrativas que contrastavam com a posição de outros líderes europeus, Fico era moderado
e não conseguia igualar os habituais “falcões” de Moscovo.
Esta pode ser uma operação da federação russa «sob bandeira falsa» para acusar a Ucrânia no contexto dos preparativos para a Cimeira da Paz, dos
esforços das autoridades ucranianas para obter garantias de segurança e do recebimento de ajuda ocidental.
O ataque foi cometido por um fanático solitário. Uma tradição bem conhecida na Europa de Leste desde o século XIX. A Europa vive atualmente o retorno aos
radicalismos, o que afecta o estado geral e o curso de numerosas eleições europeias. Um grande número de migrantes e reassentados, em particular da rússia, cria uma atmosfera de radicalismo.
O ataque foi cometido por um ativista político eslovaco insatisfeito com a política do seu governo. Os radicais europeus assumem agora uma forte pressão sobre os governos,
em particular, sobre os órgãos eleitorais. Até certo ponto, esta situação pode ser provocada pela orientação pró-russa de Robert Fico. Um atentado contra ele pode demonstrar
a insatisfação banal da população, em particular, dos países “controlados” pela Rússia.
A mesma Eslováquia e a Hungria claramente não estão entre os líderes da União Europeia e têm problemas financeiros e sociais significativos. Estar na
“órbita” da influência russa apenas agrava estes problemas e a população começa a sentir-se desesperada.
A rússia ignora as normas do direito internacional e utiliza ativamente métodos agressivos. Tal posição cria ameaças reais à segurança global
e afecta negativamente o cenário sociopolítico e económico dos países do Sul Global e do espaço pós-soviético.
putin e a sua comitiva recorrem deliberada e regularmente à chantagem irresponsável com uma guerra nuclear e uma catástrofe global para os países da UE. A preservação
contínua do regime agressivo e revanchista de putin representa um desafio sem precedentes para a Europa e outras regiões do mundo que podem tornar-se alvos da agressão russa.
Os alvos de ataques de grupos terroristas e subversivos controlados pelos serviços secretos russos podem ser: objetos de infraestrutura crítica (pontes, túneis, barragens,
fábricas e produções de equipamento militar), redes de computadores e comunicações, população civil, etc.
O desfile de 9 de maio é uma ameaça real de ataque terrorista, que pode se tornar muito maior do que na Centro Crocus. As autoridades e forças de segurança não
encontraram os verdadeiros terroristas, pelo que qualquer participante no evento pode ser vítima de um ataque terrorista.
O ataque terrorista de 22 de março de 2024 no Centro Crocus demonstrou a impotência dos serviços especiais russos face a uma ameaça real. Tentar atribuir a culpa
de tudo aos migrantes da Ásia Central não eliminará as ameaças reais de terroristas reais.
O ataque ao Crocus mostrou que mesmo um pequeno grupo de terroristas treinados do Daesh é capaz de cometer um ataque terrorista em qualquer cidade da rússia e deixará a
cena do crime impunemente. O Daesh já alertou que a tortura pública de muçulmanos resultará em vingança. Os seguintes ataques terroristas na rússia são inevitáveis, em
particular no dia 9 de maio. O nível da ameaça terrorista na própria rússia está a aumentar. Na verdade, é definido como inevitável.
Após o ataque terrorista em Crocus, a perseguição e perseguição aos migrantes continuam na rússia. As vítimas da xenofobia são agora
não apenas representantes do Cáucaso, mas também migrantes da Ásia Central, em particular do Tajiquistão.
A caça e a perseguição de migrantes da Ásia Central pelos serviços especiais russos podem provocar um aumento de apoiantes do Daesh, que mais tarde matarão
russos. Ataques terroristas semelhantes aos realizados no Crocus podem ser repetidos mais de uma vez.
Putin manteve uma fixação pela Ucrânia durante toda a sua presidência (e possivelmente durante mais tempo). Ele expressou suas opiniões sobre a Ucrânia
no seu artigo de 2021 “Sobre a unidade histórica de russos e ucranianos”.
Ele recusa-se a reconhecer o resultado da Guerra Fria e sente um profundo ressentimento pessoal por ter chegado ao poder numa rússia que perdeu o seu antigo peso na cena mundial e que
agora sofre com o que considera uma flagrante injustiça geopolítica. As suas ambições imperiais transformaram-se numa obsessão cada vez mais óbvia pela Ucrânia, cuja própria
existência incorpora as suas numerosas imagens históricas.
A sua chamada “operação militar especial” de 2022 pretendia derrubar o governo ucraniano e trazer Kyiv de volta ao abraço sufocante de um “império”
revivido. O fracasso desta operação alimentou ainda mais a sua paranóia e ódio por aqueles que discordavam dos seus planos imperiais.
Porque é que ele tem uma retórica belicosa sobre uma guerra com a Ucrânia, quando na verdade existem outras ameaças muito mais próximas?
Se conseguir convencer os russos de que a Ucrânia esteve envolvida no massacre do Centro Crocus, isso dar-lhe-á mais oportunidades para continuar a guerra. Em particular, ele iniciará
uma ampla mobilização sem reservas ou mesmo recorrerá a ações mais decisivas - sugestões sobre o possível uso de armas nucleares táticas foram feitas repetidamente por
putin e (especialmente frequentemente) por medvedev, o ex-presidente da rússia, e agora o vice-presidente do Conselho de Segurança da federação russa.
Outro motivo para o seu comportamento é a óbvia incapacidade de putin e dos seus serviços de segurança, que sempre foram considerados a sua força, de manter
a lei e a ordem no país e garantir a segurança dos russos. Em declarações à NBC News, John Lough, especialista em Chatham House, disse que o tiroteio no Centro Crocus obviamente prejudicaria
os índices de aprovação de putin e poderia, em última análise, tornar o seu reinado aparentemente interminável mais curto do que alguns esperavam.
Lough disse: “Isso certamente não torna o seu regime mais forte”.
«Dentro da elite russa, surgirão questões sobre em que exatamente sua atenção estava focada: por que toda essa retórica sobre uma guerra com a Ucrânia,
quando na verdade existem outros perigos muito mais próximos?»
Durante uma videoconferência recente putin disse: “Estarão as organizações islâmicas radicais e até terroristas realmente interessadas em atacar
a rússia, que hoje defende uma solução justa para a escalada do conflito no Médio Oriente?”
Esta questão ignora a hostilidade de longa data do Estado Islâmico em relação à rússia em geral e a putin em particular.
putin tem um longo historial de supressão implacável de insurgências islâmicas no país e no estrangeiro – e muitas vezes orgulha-se disso. Em 2017, durante
uma visita à Síria, cujo presidente Bashar al-Assad apoiou durante a guerra civil, putin declarou que a rússia tinha alcançado uma “vitória completa” sobre o ISIS.
De acordo com Mark Galeotti, professor emérito da University College London, devido à implacável campanha militar da Rússia contra os sírios anti-Assad e
ao que a rússia fez à Chechénia no início dos anos 2000, o ISIS há muito que considera a rússia quase o seu principal inimigo.
“O ISIS-K há muito considera a rússia um de seus principais inimigos”, disse Galeotti durante um podcast de domingo, acrescentando que, embora o ISIS veja os Estados
Unidos como o Grande Satã, ele vê a rússia como o Satã Menor.
Comentando a declaração pública de putin, em 19 de março, alertando os americanos como «uma tentativa de assustar e desestabilizar a nossa sociedade»,
o veterano analista russo Anatol Lieven disse ao Washington Post que os EUA podem confrontar a Rússia em todas as áreas, mas «Washington nunca matou cidadãos russos comuns [pelo menos nos últimos
30 anos]».
Ele lembrou que «terroristas islâmicos mataram centenas de cidadãos russos em Vladikavkaz em 1999, 2008 e 2010; no teatro de Dubrovka, em Moscovo/ou, em 2002, em uma escola
em Beslan, em 2004, e agora novamente em Moscovo/ou.»
Sendo um regime cuja autoridade e futuro político determinarão em grande parte o resultado da guerra contra a Ucrânia, putin e os seus aliados estão a tentar desviar
a atenção do público da negligência das suas forças de inteligência e segurança que levou ao massacre de Crocus City. E a única forma de o fazer é transferir a própria
culpa para Ucrânia e também tirar partido disso, apelando à punição dos que não estão envolvidos.
medvedev, juntamente com o resto da camarilha de putin, prometeu punições severas aos ucranianos, dizendo que os suspeitos deveriam ser executados. “Mas é muito mais
importante matar todos os envolvidos. Todos, ele enfatizou. - Aqueles que os pagaram, que simpatizaram com eles, que os ajudaram. Matar todos.» Ele disse isso sem deixar qualquer dúvida sobre o que exatamente
ele queria dizer com “eles”.
Se as declarações públicas dos líderes do Kremlin, que parecem rejeitar a ideia de que o fundamentalismo islâmico representa um perigo real e premente para
a rússia, são o que eles realmente acreditam, então eles próprios estão a tornar o seu país vulnerável a possíveis ataques vindos dessa direcção.
A faca, usada para cortar a orelha do alegado atacante já foi colocada à venda
Absolutamente todos os “detalhes importantes” sobre os terroristas de Moscovo e a sua detenção são seleccionados de forma a causar a máxima impressão num
típico representante do “povo profundo” russo.
Primeiro.
Os “terroristas” não são ucranianos. Ucranianos - isso seria demasiado directo. Os cartões de visita de Dmytro Yarosh, as bandeiras de «Azov» e
os gritos de “Glória à Ucrânia” levantariam suspeitas de manipulação e deliberação mesmo entre as pessoas comuns.
Segundo.
Mas a “pista ucraniana” é necessária, por isso os terroristas foram em direção à Ucrânia. Isto é o mais estúpido possível
nas condições da guerra com a Ucrânia, mas o cidadão comum não pensa nisso e já viu o “rastro ucraniano”.
Terceiro.
Os tadjiques foram declarados “terroristas”. A maioria dos habitantes russos das profundezas não gosta dos imigrantes da Ásia Central e até os odeia. Ou seja,
a “raiva justificada” é garantida. E em estado de raiva, os cérebros já não muito fortes do habitante das profundezas russas param completamente de funcionar.
Quarto.
Por 500 mil rublos (cerca de 5.000 euros), nenhum terrorista profissional (e apenas os profissionais são capazes de fazer o que foi feito em Crocus City) nem sequer sairá da cama. Mas
o zé povão russo não vai acreditar em quantias de 10 a 20 milhões de rublos, para ele isso já é algo oligárquico, ele não ganha tanto dinheiro em toda a sua vida. Portanto,
o valor arrecadado é absolutamente idiota, mas inspira confiança nas pessoas das periferias profundas - 500 mil.
Quinto.
Os terroristas se comunicam diretamente via mensageiro de seus telefones e recebem dinheiro em cartões de crédito. Isso torna tudo mais claro para a pessoa comum. O russo profundo
não ouviu falar sobre darknet, criptamoedas e blockchain, ele não vai entender. E aqui tudo é claro e, portanto, convincente.
Sexto.
As forças de segurança não só cortaram a orelha de um dos detidos, mas também vazaram INTENCIONALMENTE o vídeo deste momento na rede. Porque os russos
das profundezas adoram isso. Eles apoiam fortemente tais métodos. E decidiu-se “acidentalmente” agradá-los: vejam como estamos fazendo com eles, olhem, alegrem-se (não vamos publicar o próprio vídeo por razões éticas).
O que isso significa coletivamente?
O fato de toda a “estória” ter sido criada pelo FSB e pela propaganda para que o povo russo profundo não tivesse dúvidas, mas tivesse muita raiva. A estória
assim criada é uma prova irrefutável de que toda a história do ataque terrorista foi organizada pelo próprio regime de Putin.
Bónus
Daesh confirmou oficialmente a afiliação dos atacantes, publicando vídeo filmado pelos próprios:
O ataque terrorista em Moscou é uma provocação planejada e deliberada dos serviços secretos russos ao mando de Putin. O seu objectivo é justificar ataques
ainda mais duros contra Ucrânia e a mobilização total na rússia, informa GUR MOU.
Os suspeitos, cidadãos russos, naturais de Ingúshia, alegadamente afiliados ao Daesh
A execução pública de pessoas em Moscovo deve ser entendida como a ameaça de Putin de uma escalada e expansão ainda maior da guerra. A declaração
de Peskov sobre a “guerra” pouco antes do ataque terrorista foi apenas um falso começo de uma operação especial cuidadosamente planeada do Kremlin.
Putin tem muita experiência na organização de tais ataques terroristas como forma de fortalecer seu próprio poder, começando pela explosão de casas
na rodovia Kashirskaya. Como então, a ação de hoje de intimidação dos russos será a razão para o máximo “aperto dos parafusos” na própria Rússia.
Obviamente, o Kremlin pode acusar a Ucrânia de organizar um ataque terrorista e usar o tiroteio contra os seus próprios cidadãos como pretexto para ataques ainda mais brutais
às infra-estruturas civis e ao assassinato de civis ucranianos. O ataque de hoje à infraestrutura civil da Ucrânia é outro elo na escalada iniciada por Putin.
Putin tentou repetidamente intimidar o Ocidente, inclusive usando armas nucleares. Portanto, este ataque terrorista pode ser usado como mais um “pretexto” para aumentar a agressão.
No entanto, o movimento desimpedido de um grupo de militantes com AK pelo centro de Moscovo/ou, bem como muitas outras evidências indiscutíveis, indicam que o tiroteio na «Crocus City Hall» foi organizado pelos serviços especiais russos. As embaixadas internacionais também alertaram sobre a preparação de um ataque terrorista.
Duty to Warn: em que serviços secretos americanos avisaram Moscovo com antecedência
É óbvio para todo o mundo que o ataque terrorista em Moscovo é mais um crime cometido por Putin para manter o seu próprio poder.
Blogueiro
O ex-presidente russo Medvedev e oligarca ortodoxo russo Malofeev (um dos principais financiadores dos primeiros ataques russos contra Ucrânia em 2014) já acusaram Ucrânia e exortam atacar Ucrânia com todos os meios possíveis, dando aos ucranianos «48
horas para abandonar as cidades».
Konstantin Malofeev: «daremos 48 hras à população pacífica da Ucrânia para abandonar as cidades e terminaremos essa guerra com a derrota vitoriosa do inimigo. Com uso de todos as forças e meios».
Tendo em conta que no centro atacado, em Moscovo, onde polícia detêm as pessoas pelo uso da bandeira ucraniana não funcionavam os detetores de metais e polícia
não verificava as malas dos visitantes podemos estar perante uma situação clássica em que os serviços secretos russos foram avisados, pelos EUA, sobre ataque e facilitaram o ataque ao máximo
para tentar obter mais um casus belli, quer contra os seus próprios cidadãos, quer contra Ucrânia.
Na Ucrânia foi liquidado o comandante russo Denis Ivanov «Tashkent», que morreu como resultado de um ataque de drone kamikaze enquanto dirigia um carro, informação confirmada pelo influente TG canal russo VChK-OGPU.
Comandante da 138º brigada de infantaria motorizada da guarda, ele costumava aparecer nos canais televisivos russos, em particular no programa “60 Minutes” com a propagandista Olga Skabeevae era constantemente chamado lá de «lendário comandante de brigada».
O terrorista russo Igor Girkin classificava constantemente «Tashkent» de vigarista e estelionatário. A sua alcunha veio do colégio militar de Tashkent, no Uzbequistão, no qual o malogrado se formou no final da existência da URSS.
A autoria do texto é do ex-presidente da Estónia, Toomas Hendrik Ilves (2006-2016), o texto, absolutamente realista, é uma joia.
1. Parem de ser tão narcisistas. Não falem do "Plano Marshall" para a Rússia, quando aqueles que terão que financiá-lo leem todos os dias sobre novas atrocidades (russas)na Ucrânia.
2. Não chamem os ocidentais de "nazis" porque eles não querem que os russos vão aos seus países. Temos visto muito mau comportamento (por parte dos russos na Europa), ataques e até violência contra refugiados ucranianos e grafiti com a letra "Z" nas paredes de catedrais milenares para tolerar isso.
3. Não nos ameacem com cenários de terríveis infortúnios em caso de recusa em ajudá-los financeiramente. Isso se chama chantagem. Ninguém gosta que lhe exigem dinheiro.
4. Mostrem alguma responsabilidade e remorso pelos crimes da Rússia. "Não fomos nós" não funciona quando todos sabemos que o Liberal nº 1 (Navalny) chamou os georgianos de "roedores" e justificou a anexação da Crimeia.
5. Condenem a guerra contra a Ucrânia (sempre e toda vez que você escrever ou falar.)
6. Condene os séculos de violência, imperialismo e colonização dos vizinhos da Rússia e declare que você entende que a história impõe obrigações especiais a qualquer futura Rússia.
7. Afirmem repetidamente, até que vocês mesmos comecem a acreditar, que a Rússia como país não tem nenhum direito especial.
8. Que a sua "cultura", por maior que tenha sido, não pode servir de indulgência e não lhe dá nenhum privilégio especial (cópia da mensagem - aos governos da Alemanha e da França).
9. Não mencione a teoria convincentemente refutada de que o Tratado de Versalhes levou a Hitler. Foi um truque alemão de relações públicas. Seu próprio autor, Keynes, mais tarde se arrependeu de ter defendido essa posição.
10. Entenda que seu caminho para a família dos países civilizados, que são levados a sério, será longo e espinhoso. Serão observado de perto, e talvez mais de perto, por aqueles a quem vocês mais oprimiram.
11. Entendam que existem vários países no mundo maiores que a Rússia que nunca cometeram crimes tão terríveis quanto os russos cometeram contra seus vizinhos. Esses países merecem mais atenção e ajuda do que vocês.
12. *Nunca* e eu quero dizer *nunca* reclamem, "Mas os russos sofreram mais." O que você fazem ou fizeram à si mesmos é um problema vosso. O que vocês fizeram com todos os outros, desde os japoneses ao longo de suas fronteiras até a Finlândia, é uma questão nossa. Quer vocês gostem ou não, aqueles que não foram expostos aos seus crimes acabarão por ter menos voz do que aqueles que foram.
13. Percebam também que antes que qualquer "Plano Marshall" possa ser discutido:
13A. Ucrânia precisa ser reconstruída. Vocês serão obrigados a participar desses esforços sem ter direito a voto.
13B. Vocês serão obrigados a participar ativamente na captura e entrega ao exterior para julgamento de milhares de seus criminosos de guerra, do menor ao maior. E este trabalho será realizado com a participação direta de investigadores e da polícia ucraniana. Na vossa terra e nos vossos arquivos.
14. De qualquer forma, todos os itens acima devem ser feitos se você deseja obter o "Plano Marshall".
É hora de encarar os fatos - esta é uma conversa dura e fria sobre a responsabilidade como a entendemos - aqueles que terão que pagar por qualquer "plano".
Se você não gosta disso, há sempre o plano americano alternativo do pós-guerra que Roosevelt vetou, conhecido como Plano Morgenthau. Procurem o que é.
O terrorismo russo no exterior
No dia 30 de novembro na embaixada da Ucrânia em Madrid ocorreu uma explosão, ferindo o chefe da segurança de embaixada, que manuseava uma carta armadilhada, informou o Ministério do Interior da Espanha na quarta-feira. O indivíduo ficou levemente ferido e está sendo tratado no hospital, enquanto a polícia está investigando, disse o ministério.
A Ucrânia aumentou a segurança em todas as suas embaixadas em resposta.
A polícia espanhola diz que é muito cedo para saber se a explosão ocorreu quando o funcionário da embaixada tentou abrir um envelope ou simplesmente o moveu. O porta-voz do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Oleh Nikolenko, disse que ninguém mais ficou ferido e que o ministro Dmytro Kuleba "emitiu uma instrução urgente para aumentar a segurança em todas as embaixadas ucranianas no exterior" após o incidente.
O Tribunal
de Justiça de São Paulo acaba de decidir a manutenção da prisão preventiva ao Rafael
Lusvarghi (condenado na Ucrânia pela sua participação nos grupos armados
ilegais), na sequência da sua detenção no Brasil, na posse de 25 kg
de maconha e 200 g de cocaína.
A
juíza Sizara Corral de Arêa Leão Muniz Andrade, pertencente à 3ª Vara Criminal
do Foro de Presidente Prudente, acabou por decretar, no dia 6 de agosto de 2021,
a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, mantendo a prisão do
acusado.
No
dia 6 de Agosto de 2021, a juíza apreciou o processo № 2021/000716, para
garantir a legalidade e a necessidade de manutenção da prisão preventiva (desde o dia 9 de maio do ano em curso),
decidindo a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, se baseando
nos seguintes pontos principais do perfil do réu:
Os
crimes imputados ao réu RAFAEL MARQUES LUSVARGHI são extremamente graves, havendo
previsão de pena máxima superior a 4 anos (art. 313, I, CPP). Há nos autos
prova da existência dos crimes, indícios suficientes da autoria delitiva e
perigo gerado pelo estado de liberdade do acusado (art. 312, CPP). Ademais,
própria gravidade do crime de tráfico traz ínsita a necessidade da manutenção
da prisão cautelar para garantia da ordem pública. Embora o réu não registre
condenação criminal (fls. 59/60), há de levar em consideração a diversidade e a
expressiva quantidade de droga apreendida (cerca de 25 kg de maconha e cerca de
200 g de cocaína), que, caso fossem colocadas em circulação, causariam efeitos
deletérios para sociedade, forjando viciados e dependentes, além da apreensão
de petrechos comumente utilizados no tráfico (balança de precisão, sacos
plásticos, rolos de papel filme) e de 350 cartuchos íntegros, tudo a denotar
sua dedicação a atividades criminosas, o que, em caso de eventual condenação,
em tese, afastaria a aplicação do § 4º do artigo 33 da Lei nº 11.343/06.
Assim,
tendo em vista que permanecem inalterados os motivos que ensejaram a conversão
da prisão em flagrante em prisão preventiva, mantenho a prisão do acusado.
No
dia 09/08/2021 na base dessa decisão foi emitida uma Certidão de Remessa da
Intimação para o Portal Eletrônico Expedida.
Blogueiro: são partes deste processo alguns advogados
dativos, possivelmente arbitrados pelo juiz, dado que o réu não for considerado
pobre, e como tal sendo obrigado a pagar os honorários do(s) defensor(es)
dativo(s).
Conhecido por prisões no Brasil e na Ucrânia, Rafael Marques Lusvarghi, de 36 anos, foi preso em Presidente Prudente (SP) com 25 quilos de maconha, uma porção de substância similar à cocaína e 350 munições de calibre 9 mm. O flagrante, registrado pela Polícia Militar na noite de 8 de maio, também teve a apreensão de dinheiro, passaportes, balança de precisão e uma motocicleta de origem suspeita.
Nenhum
advogado compareceu à Delegacia da Polícia Civil para representar Rafael.
Em
patrulhamento de rotina pela Vila Geni, policiais das Rondas Ostensivas com
Apoio de Motocicletas (Rocam) suspeitaram de dois homens que “se assustaram”
quando viram a equipe da PM. Ambos estavam em pé, ao lado de um veículo, e
foram abordados. Nada de ilícito foi localizado.
Pouco mais de 25 quilos de maconha foram apreendidos na casa de Rafael Lusvarghi — Foto: Polícia Militar
Um
deles passou dados desencontrados sobre sua identificação, mas depois informou
ser Rafael Marques Lusvarghi, natural de Jundiaí (SP). Ele tem vasto histórico
de prisões, inclusive em Kiev, na Ucrânia, sob acusação de terrorismo.
Com
divergências durante os questionamentos da PM, o suspeito de 25 anos acabou por
confessar que estava ali para comprar maconha. O suspeito de tráfico,
confrontado, informou que venderia quatro gramas de cocaína ao rapaz.
Após
as informações sobre drogas, os agentes disseram que seria necessário verificar
os documentos pessoais e apurar a existência de substâncias ilícitas na casa de
Rafael. Ele, então, confessou que possuía cocaína, munições e grande quantidade
de maconha, e em seguida entregou a chave do imóvel aos policiais e autorizou a
entrada.
Maconha, cocaína e munições foram localizadas na casa onde Rafael residia, na Vila Geni, em Presidente Prudente — Foto: Polícia Militar
Na
vistoria da casa, os policiais localizaram em um dos quartos uma caixa de
papelão e dentro dela 33 tijolos de maconha. Ao lado, em uma bacia, foram
encontrados papéis filme, saquinhos zip e R$ 259,70, além de 3,10 euros, uma
balança de precisão e um saco plástico contendo cocaína.
Ao
lado da porta, dentro de outra caixa de papelão, a PM também encontrou um total
de 350 cartuchos íntegros de munição de calibre 9 milímetros.
Ainda
no quarto de Rafael foram apreendidos um notebook, vários passaportes,
documentos pessoais, uma agenda com anotações e três aparelhos celulares. A
polícia apreendeu ainda uma moto.
O
outro abordado, questionado, alegou ser usuário de maconha e foi ao local por
indicação de um grupo de amigos. O rapaz de 25 anos foi liberado.
De
Kyiv a Presidente Prudente
Conforme
o Boletim de Ocorrência, Rafael foi interrogado sobre o motivo de sua estadia
em Presidente Prudente. Ele confirmou que esteve preso em Kiev, na Ucrânia,
acusado por participar de organização terrorista, acrescentando que desembarcou
no Brasil há cerca de um mês e seguiu para a capital do Oeste Paulista “a
procura de emprego, por indicação de um amigo”.
Munições de calibre 9 mm foram apreendidas na casa de Rafael Lusvarghi, em Presidente Prudente — Foto: Polícia Militar
De
acordo com o registro, Rafael declarou que algumas semanas atrás, por meio de “contatos”,
aceitou guardar entorpecentes e munições em casa a pedido de outras pessoas,
supostamente desconhecidas. A função era remunerada em R$ 3.000 por mês.
Com
os fatos, confissão e apreensões, Rafael teve a prisão em flagrante ratificada
na Delegacia Participativa da Polícia Civil por tráfico de drogas e pela posse
ilegal das munições. Foi pedida a prisão preventiva dele, concedida pela
Justiça, neste domingo (9 de maio).
De
acordo com a Polícia Civil, após passar por perícia, o produto que seria
cocaína “não foi identificado”. Contudo, foi confirmada a presença de
Tetrahidrocannabinol (THC).
Blogueiro: alguns anos
atrás o nosso blogue avisava as autoridades e a sociedade brasileira sobre o
perigo que representam os cidadãos brasileiros que se dedicaram às atividades
terroristas no leste da Ucrânia. Que um dia eles iriam decidir voltar ao Brasil e
que trariam, consigo, a violência que praticaram contra as
populações civis da Ucrânia.
Em
abril de 1985 na cidade ucraniana de Voroshylovohrad foi descoberto um grupo de
jovens que imitava as práticas do Gestapo, 30 anos depois, o seu líder, jovem
comunista outrora, aderiu com corpo e alma à causa terrorista e separatista do
leste da Ucrânia.
Em
abril de 1985, em Voroshilovgrad, foi descoberto e desmantelado um grupo antissocial (composto por 12 pessoas de 15 à 20 anos), que, imitando às
práticas de Gestapo, sadicamente humilhava de seus pares, encenava o enforcamento
e estuprava as meninas que aderiram ao bando. O lídee e organizador deste bando
foi Konoplitsky S.S., nascido em 1966, membro da juventude comunista Komsomol,
o motorista do 2º Departamento de reparação e construção de estradas de
Voroshilovgrad, forçava os seus cúmplices a chamá-lo de “Standartenführer SS”.
Konoplitsky e sete outros membros do grupo foram presos por cometer crimes nos
termos dos artigos 117 e 206 do Código Penal da RSS da Ucrânia (estupro,
vandalismo).
30
anos depois, Konoplitsky Sergey Sergeevich, nascido aos 06/08/1966, é conhecido
terrorista e membro de grupos armados ilegais da dita “lnr”. Nom de guerre “Maníaco”.
Combatente
ilegal do bando ilegal armado “ batalhão Batman”, contra o qual, em 30 de
dezembro de 2014, o “ministério público” dos separatistas de Luhansk abriu um processo
criminal sob acusação de “prisão ilegal de duas ou mais pessoas”, “tortura,
assassinato, sequestro de civis, extorsão e roubos”.
Como
ele próprio admitiu publicamente entre os métodos de impacto físico costumava utilizar
contra as vítimas os golpes de martelo e de canos plásticos:
No
dia 18 de agosto, na província síria de Deir Ez-Zor, foi fisicamente eliminado o
“assessor sénior” do regime sírio, o major-general do exército russo,
VyacheslavGladkikh.
A
filmagem mostra que um artefato explosivo improvisado (AEI) explode após que os
militares russos pararam no local onde um comboio do regime do Damasco foi
emboscado. Na explosão, que se deu na província de Deir Ez-Zor, morreu o
comandante das “Forças de Defesa Nacional” da cidade de Meyadin – Muhammad Tiysir
Az-Zahir, também ficaram feridos vários outros militares russos e sírios.
Segundo
o projeto @wargonzo esta é a quarta explosão
contra as colunas militares e/ou paramilitares do regime do Damasco na província de Deir ez-Zor nos últimos
10 dias.
Artista
ucraniano-espanhola Yevguenia Yepez-Vinueza, presa pelos separatistas de
Donetsk e acusada de “desrespeitar os símbolos” russos e separatistas acabou por
ser libertada do seu cativeiro por pressão conjunta da comunidade internacional.
Yevguenia
Yepez-Vinueza (de solteira Lukienko) é natural de Donetsk. No final dos anos 1990,
ela e o marido, cidadão espanhol, se mudaram para Europa. Desde 2011, Yevguenia
nunca esteve em sua cidade natal, mas chegou em Donetsk ocupada no final de
2019 para cuidar do apartamento familiar naquela cidade. No entanto, devido à
quarentena e fronteiras fechadas ela não teve tempo de sair.
No
dia 3 de junho, nas vésperas do dia da Rússia, uma bandeira tricolor russa e a
bandeira da dita “dnr” foram penduradas, sem a sua permissão, na sua varanda. A
artista quebrou as duas, as atirando ao lixo, pelo que foi presa pelos
separatistas, ameaçada com anos de prisão.
Detenção
Na
manhã de 3 de junho ela se deparou com as “autoridades” municipais que estavam
pendurar na sua varanda a bandeira russa.
Yevguenia Yepez Vinuesa, em Donetsk na Ucrânia, em imagem cedida pela família
“Uma
declaração política está sendo pendurada na minha varanda em meu nome! Gritei
aos trabalhadores municipais: “Venham cá e tirem isso! Só eu posso pendurar
algo na minha própria varanda!” Os pedi por bem, mas eles recusaram. Depois
tirei-a eu própria, tentei atirar [a bandeira] por dentro do guindaste deles, mas
ela passou voando. Mesmo assim, durante os interrogatórios, fui acusada de
jogar a bandeira na calçada! Provavelmente, era necessário juntar uma pedra à bandeira
e atirar dentro do guindaste”, está se rindo Yevguenia.
No
entanto, naquela mesma tarde ela encontrou na sua varanda uma nova bandeira –
desta vez a bandeira separatista da dita “dnr”.
“A
minha dignidade humana se tornou acima da razão. Eu pensei, bem, eles me poderão
assustar, passam uma multa e é isso”, lembra Yevguenia.
Dado
que a bandeira estava firmemente presa à varanda, tinha que rasgá-la.
Uma
hora depois bateram na sua porta. Primeiro era o suposto vizinho, depois
supostos polícias. Antes de abrir, Yevguenia ligou para o marido para que este
saiba o que estaria acontecer com ela.
Quando
a abriu a porta viu oito funcionários do chamado “mgb”, a cruel e sangrenta secreta
separatista. Eles a empurrada para dentro, interrogando dentro da sua casa por
duas horas, a acusando de “obstruir e não cooperar com a investigação”, para
por fim deter e levar à tristemente famosa cadeia “Izoliaciya” (Isolamento), o
GULAG dos russo-separatistas, sob acusação de insultar os símbolos “estatais”:
1
noite em “Isolamento” e 16 dias no centro de detenção comum
Foi
levada para a prisão com um saco na cabeça para não poder ver os rostos dos seus
raptores.
“Eram
pessoas muito agressivas. Além disso, de um nível [cultural baixo] que não sequer
conseguiam articular uma questão. Apenas [preferiam] palavrões após os
palavrões”, conta a artista ucraniana.
A
cela tinha dois por dois metros – exatamente o comprimento do beliche, sem
janelas e com um balde em vez de um vaso sanitário. Assim que Yevguenia descreve
sua noite em “Isolamento”.
“Eles
me levaram para a cela e disseram para dormir. Entendi então por que é
necessário usar o momento e dormir, porque das seis da manhã às dez da noite é
proibido ficar deitada, somente é possível ficar de pé ou sentada”.
Após
o segundo interrogatório, Yevguenia foi transferida para o Centro de Detenção
Temporária. Depois de “Isolamento”, ela chama este centro de “resort” e “paraíso”.
Havia uma cela para três detidas com janelas, um banheiro com uma divisória e os
guardas não eram brutamontes.
Durante
os restantes 16 dias de detenção solitário Yevguenia nunca mais foi convocada
para interrogatórios.
Libertação
Em
20 de junho, às dez horas da manhã, um segurança entrou na cela e disse-lhe
para sair com suas coisas. Na saída, ela foi recebida por representantes do dito
“mgb”.
“Quando
os vi, eu disse – vou ter um ataque cardíaco agora, me diga o que vocês querem
e o que [tenho que] esperar. E de repente eles me dizem que agora tudo vai
acabar bem – somos generosos com você e vamos ao tribunal. E, naquele momento,
percebi que a reação lá fora [dos territórios ocupados] foi mais forte do que
eu poderia imaginar”, se lembra.
O
marido de Yevguenia, Hannibal, apelou para muitas autoridades durante esses
dias. Entre eles estão o Ministério dos Negócios Estrangeiros / das Relações
Exteriores da Espanha, as embaixadas espanholas em Kyiv e Moscovo/u, a OSCE,
vários organismos da ONU, a Cruz Vermelha, entre outras, informa a TV ucraniana
Hromadske.ua
“Na
manhã de 20 de junho, eles me levaram a um julgamento fictício e não me
acusaram mais de ofender os símbolos do Estado, mas de desordem pública.
Entendi que havia uma mobilização a meu favor e que isso havia mudado a atitude
dos meus carcereiros. O juiz, que parecia cansado, aplicou uma multa de 238
rublos (cerca de três euros) e me perguntou se eu tinha dinheiro para pagar.
Eles não lhe deram tempo para pagar. “Os agentes de segurança me levaram ao
apartamento e me deram 20 minutos para recolher minhas coisas. Eles não me
deixaram tirar fotos dos meus avós ou meus quadros e eu só levei os objetos
inúteis ”. Com eles carregados, os agentes a deixaram na “linha de contato” [divisória
entre Ucrânia ocupada e Ucrânia livre]. “Estou certa de que minha libertação
foi influenciada pela mobilização ao meu favor por organizações internacionais
e embaixadas, e também porque meu marido é espanhol. Sou privilegiada porque
tenho alguém que lutou por mim, mas há outras pessoas trancadas aqui que não
têm ninguém lá fora”, diz ela em entrevista telefónica ao El
Pais.
Já
após a sua libertação, os canais da TV ucraniana “112” e “ZIK”, divulgaram as
notícias de que Yevguenia está supostamente pessoalmente grata pela sua libertação ao
oligarca ucraniano pró-russo e padrinho do Putin – Viktor Medvedchuk.
“É
uma mentira absoluta. Porque, antes de tudo, ninguém falou comigo. [...] Não
agradeci e não vou agradecer ao Viktor Medvedchuk, porque seria o mesmo que agradecer
ao presidente russo Vladimir Putin”, disse
ela.