quinta-feira, setembro 03, 2026

⏳ As práticas quotidianas do terror vermelho na Ucrânia ocupada

«Morte à burguesia e aos seus capangas - viva o terror vermelho», Petrogrado, 1918
Desde os primeiros momentos da sua tomada do poder, a liderança bolchevique soviética usava os meios mais drásticos de dominação e subjugação da sociedade, quer na rússia, quer nos países ocupados. Uma parte integrante do Terror Vermelho era a tomada de reféns e execução sumária dos mesmos. 

Os cidadãos comuns, eram forçados se tornar agentes, colaboradores e delatores, as vezes dos próprios amigos e até familiares, sob o medo constante de verem os órgãos repressivos soviéticos poderem executar os membros mais diretos da sua família: mãe, pai, esposa, marido ou filhos... 

Uma declaração, feita em língua russa, e assinada por camponês ucraniano Vasyl Zahumennyi:

Declaração de colaborador secreto do CheKa»

«No dia 10 de Junho de 1921, eu, abaixo assinado, Vasily Vasilyevich Zagumennyi, residente na aldeia de Kiziyar, no mesmo distrito de Melitopol, entrego essa declaração a Cheka do distrito de Melitopol, declaro que me juntei à Cheka do distrito de Melitopol como colaborador secreto na luta contra a contra-revolução em geral e o movimento petliurista em particular.

Prometo desmascarar e investigar as organizações petliuristas, bem como outras organizações contra-revolucionárias, não por medo, mas por consciência. 

Deixo a minha amada esposa e mãe como garantia, se eu violar esta declaração, a minha família, isto é, a minha mulher e mãe, correm o risco de serem sujeitas à pena máxima de punição – o FUZILAMENTO, a mesma punição pode ser aplicado à mim. 

Endereço da minha família: Kiziyar, casa nº 70, perto da igreja, Zagumennyi

Li a declaração, pelo que assino /assinatura/

Declaração foi aplicada: o VICE-RESPONSÁVEL do 1º grupo /assinatura/».

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