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| Fanni Kaplan, 1890-1918. Foto: Wikipédia |
Logo de seguida, Fanni Kaplan (nome de nascença Feiga Roitblat, alcunha revolucionária «Dora»), de 28 anos, uma revolucionária judia, nascida na Ucrânia, que tinha cumprido anos de trabalhos forçados sob o regime czarista, foi detida nas proximidades. Revolucionária anti-monárquica de longa data, após a revolução democrática russa de fevereiro de 1917, ela foi libertada e juntou-se ao partido dos Socialistas Revolucionários (SR), conhecidos como eseres.
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| Fanni Kaplan, foto após a detenção pela CheKa |
Durante o interrogatório, Kaplan assumiu a responsabilidade pela tentativa de assassinato. Afirmou que já tinha decidido há muito tempo matar Lenine, por considerá-lo um «traidor da revolução». Uma das principais razões foi a liquidação da Assembleia Constituinte pelos bolcheviques em janeiro de 1918, após a derrota dos bolcheviques nas eleições para os seus rivais, SR. Kaplan alegou ter agido sozinha e recusou-se a revelar onde obteve a arma ou se teve cúmplices.
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| Pistola que foi usada na ação |
A investigação bolchevique foi extremamente breve. Aos 3 de setembro, apenas quatro dias após a tentativa de assassinato, Kaplan foi sumariamente executada dentro do recinto do Kremlin, por comandante do Kremlin, por ordem de mais alta liderança bolchevique. O seu corpo foi profanado, queimado dentro de um tambor, regado com a gasolina. Os restos mortais, muito possivelmente, foram atirados ao Rio Moscovo.
Na mesma manhã, o chefe da Cheka local, Moisei Uritsky, foi assassinado em Petrogrado. Os bolcheviques usaram estes dois acontecimentos como justificação para um aumento drástico da repressão. Poucos dias depois, aos 5 de setembro, o Conselho de Comissários do Povo adotou oficialmente o decreto «Sobre o Terror Vermelho».
No entanto, as provas de que Kaplan foi a autora efetiva dos disparos não são consideradas absolutamente conclusivas. Testemunhas oculares deram relatos contraditórios, poucas testemunharam o disparo em si, e a execução sumária de Kaplan afastou a possibilidade de uma investigação completa, e muito menos imparcial.



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