As
legislativas ucranianas decorreram neste domingo, partido do presidente eleito
ganha a maioria dos mandatos, mas fica abaixo da maioria simples (226
deputados), abstenção histórica foi superior aos 50%.
Boa
notícia é que todos aqueles que nos últimos 5 anos se dedicaram à propaganda
anti-Poroshenko não entram no futuro parlamento ucraniano: coronel Hrytsenko,
presidente do conselho municipal de Lviv – Andriy Sadoviy (seu partido Samopomich consegue apenas 0,6% de
votos), nacionalistas com slogans e ideias esquerdistas, encabeçados pelo Oleh
Tiahnybok (a sua lista conjunta dos nacionalistas unidos consegue cerca de 2%
de votos), o ultra-populista Oleh Liashko, populista georgiano Mikheil Saakashvili...
Todos foram dispensados e todos vão para uma espécie de lixeira política.
É
especialmente caricato, se recordarmos, que muito recentemente Andriy Sadoviy
sonhava com o posto do Primeiro-ministro (e em 2014 era uma figura
presidenciável).
As
próximas eleições municipais, muito possivelmente também antecipadas, poderão
mudar, por completo, a composição política da Ucrânia.
Bónus
Prognóstico
das eleições, dado pelo mentor e financiador do presidente Zelensky – oligarca ucraniano
Ihor Kolomoysky nas vésperas das eleições:
Pelo
meu prognóstico o Empregado/Servidor do Povo irá eleger 115-125 deputados pela
listas partidárias, outros 40-70 deputados elegerá pelos circuitos uninominais (são 199 mandatos).
Para a maioria faltarão cerca de 50 votos.
Significa
que terá que formar a coligação/coalizão. Não se pode fazer coligação com
Poroshenko ou Plataforma de Oposição, então sobram Vakarchuk (Holos) e
Tymoshenko (Batkivshyna).
A
opção mais preferida é a coligação com Vakarchuk, mas Tymoshenko também é uma
boa possibilidade, se apresentará as exigências razoáveis aos postos
governamentais. Nem podemos descartar, de tudo, mesmo a Plataforma de Oposição,
se eles optarem pelorebranding (fonte).
O
blogueiro ucranianoVolodymyr
Zavgorodnydesenhou esquematicamente o caminho civilizacional que Ucrânia
percorreu nos últimos 30 anos. Sempre cambalhotando entre “Europa” e “cú da
história”, ou seja entre a civilização e um beco sem saída.
Autor
explica que não deve ficar preso aos termos, bastante aleatórios. À direita
poderia ser escrito “império russo”, “URSS”, “federação russa”, “Horda
Federativa Tartaro-Mongol”, “União de Taiga” ou mesmo outras versões
alternativas especialmente excêntricas do universo.
Da mesma forma, do
lado esquerdo, em vez da palavra “Europa”, poderiaser
escrito “marditos liberais”, “liberdades civis”, “a economia que realmente funciona”, “Estado de Direito"
e até “a oportunidade de ganhar mais de meio varenyk”,pode não ser muito óbvio, mas por via de regra, todas essas coisas estão
inter-relacionadas: pessoas ganham dinheiro com mais frequência e mais
facilidade em países onde há liberdades e funciona
a economia de mercado, e menos
frequentemente e mais difícil é ganhar dinheiro nos países onde em vez de liberdades e do
mercado reinam as tradições retrógradas, fé
medieval e outros mísseis Iskanderque
tentam se rir de uma forma desagradável.
[...]
E
somente nos últimos anos Ucrânia [...] se afastou bruscamente de abraços
imperiais amorosos. Sistematicamente se movendo na direção à Europa. Introduzindo
as reformas, descentralização, descomunização, isenção de vistos, companhias
aéreas de baixo custo, Tomos, renovando
o exército – uma lista completa de coisas que alguns de ucranianos acham que
“não se pode comer ao pequeno-almoço/cafe-de-manha” e, portanto, limitadas na
sua visão e perspectiva, persistentemente tentam meter no cú. Independentemente
de alguém gostar ou não, tudo isso aconteceu durante a presidência do
presidente Petró Poroshenko. Embora, outros são livres de pensar que isso é
apenas uma mera coincidência.
E
agora olhamos novamente para o nosso cronograma, o que acontece depois. E vemos
que em geral, o que acontece, não é uma coisa muito boa. Porque [oligarca] Kolomoisky
está perseguir as companhias aéreas de baixo custo, o nome de [carniceiro] Zhukov
é devolvido às ruas, o [lugar-tenente do Yanukovych] Portnov retorna ao país e manda,
cada vez mais, não apenas na Internet, e o novo presidente em vez de uma janela
para a Europa, quer reconstruir a ponte aos territórios ocupados. São os seus
interesses. Nem se sabe como tudo isso aconteceu.
Por
favor, notem que o último ponto no gráfico é mais à direita, mas ainda não se
enquadra na área convencionalmente designada por nós como “cú”. Isto é, de alguma
forma ainda há esperança. Há esperança para conseguir chamar à razão, há
esperança de mudança.
Mas
a tendência é simplesmente alarmante, entendem?
Ora
o presidente eleito despede o [ministro dos negócios estrangeiros] Klimkin, ora
o amigo do presidente eleito quer fornecer a água à Crimeia ocupada, ora o
canal da TV anuncia “os pontes televisivos de amizade”, porque eles precisam
urgentemente conversar com alguém.
Ucrânia tem um novo presidente, o país com 40 milhões de habitantes agora é governado por Volodymyr Zelensky, um ator e artista sem experiência política,
sem equipa e de fa(c)to, sem nenhum programa.
Em
20 de maio, Volodymyr Zelensky foi solenemente apontado como o sexto presidente
da Ucrânia. Isso encerrou um período extremamente intenso de seis meses para Ucrânia,
caracterizado por campanhas eleitorais, promessas, acusações, agitação
relacionada à propaganda e suspeita populista de manipulação. Ucrânia agora tem
um novo presidente, o país com 40 milhões de habitantes é agora governado por
Volodymyr Zelensky, um ator e artista sem experiência política, sem equipa e de
fa(c)to, sem nenhum programa. Zelensky conseguiu um resultado incrível – 73% dos
votantes votaram nele.
O
resultado reflete muito claramente o humor na sociedade ucraniana: os eleitores
estão cansados do sistema político anterior, a ideia deles – na qual a
propaganda russa desempenhou um papel fundamental – há muito tempo a pobreza, a
ausência de reformas genuínas, corrupção e o fracasso dos esforços de paz na
Donbas.
Toda
a retórica da campanha eleitoral teve como objetivo culpar pessoalmente Petró
Poroshenko, [imputar-lhe] a responsabilidade por todos os abusos no país. Os
meios de comunicação russos declararam abertamente que, para a Rússia (e,
portanto, também para seus simpatizantes na Ucrânia), a meta eleitoral era
destituir Poroshenko do poder; os canais de TV da Ucrânia, que estão sob o
controle de oligarcas hosis ao Poroshenko, em princípio, diziam o mesmo.
Maria
Bahliy-Ivanenko nasceu em 1912 na região de Kyiv. Tinha apenas 25 anos, quando
foi fuzilada em 4/02/1938, decisão da “tróica” de NKVD, acusada da “atividade
de espionagem à favor do governo do Japão”. Maria era simples costureira em
Kyiv.
Cada
ano, no terceiro domingo de maio Ucrânia e os ucranianos recordam as vítimas do
Grande Terror comunista. As repressões
políticas — são perseguições de uma pessoa ou grupo na sociedade por razões
políticas, a fim de restringir ou impedir a sua capacidade de participar na
vida política de uma sociedade, reduzindo assim as suas posições entre os seus
concidadãos.
Hoje,
podemos não sentir, ao nível individual, as repressões da época da União
Soviética, mas estamos precisamente todos os dias lidando com suas consequências
como país, como comunidade e como a nação. O regime bolchevique matou centenas
de milhares de pessoas que deveriam viver e criar. Perda de Independência política
transformou-se aos ucranianos no exílio, tortura e balas na nuca. Para o
resto, foi um medo constante de se comunicar, unir, ter fé ou confiar.
Há 81 anos, neste dia em Kyiv,
em 19 de maio de 1938, nas prisões do NKVD foram fuziladas 563 pessoas. Os fuzilamentos, por via de regra, conduziram-se no
pátio de prisões, em porões do
NKVD ou imediatamente antes do enterro. Inicialmente, nos
cemitérios eram designadas áreas
especiais para os enterros em massa. No auge das repressões
comunistas, a fim de ocultar
a escala dos
crimes, NKVD mudou essa prática. Nos pomares, parques, florestas suburbanas,
eram
escavadas valas comuns, muitas vezes os cadáveres eram
cobertos pelo cal.
Segundo
os historiadores, na área secreta do NKVD na floresta de Bykivnya, o número
total de mortos e executados pode ser de 20 à 100 mil pessoas. Aqui estão
sacerdotes e estudiosos, camponeses e operários, artistas e escritores, atores
e engenheiros, compositores e funcionários públicos. Suas vidas foram
brutalmente interrompidas como parte da implementação do mais um “plano” de Estaline/Stalin
de construção do paraíso comunista. Os túmulos na floresta de Bykivnya são comuns,
mas não são anónimos.
As
comunidades e nações desenvolvidas diferem de outros pela sua capacidade de
lembrar as páginas mais terríveis de sua história e não se esconder delas, mas se fortalecer à partir delas. O poder de divulgar a verdade sobre aqueles que já não
podem fazer isso sobre si mesmos. O poder de proteger o outro e o mundo do mal.
A
edição online doThe
Wall Street Journalpublicou a opinião do filósofo francês Bernard-Henri
Lévy sobre as eleições presidenciais na Ucrânia: “Petró Poroshenko, o homem que
enfrentou Putin, merece mais do que ser demitido por capricho da história”.
A
campanha do primeiro turno da eleição presidencial na Ucrânia acabou de
terminar. Estamos em 30 de março e eu estou numa marisqueira perto da Catedral
de Santa Sofia [em Kyiv] com um homenzinho de camiseta preta, com a voz um
pouco rouca, transbordando de energia de alta octanagem. Volodymyr Zelensky
ainda é um comediante pouco conhecido. Ele chocará o mundo amanhã, chegando
muito longe na primeira volta / no primeiro turno de votação.
Dado
que o artigo do The WSJ é só para os assinantes, eis a síntese da opinião do Bernard-Henri
Lévy sobre os dois candidatos, certamente algo simplista, mas que vale o que
vale, vinda de uma das últimas mentes mais brilhantes da velha Europa.
Volodymyr
Zelensky vale mais do que a sua caricatura, e talvez [ele] não é um populista,
que eu [Bernard-Henri Lévy] o descrevi ontem [4/04/2019] em meu discurso,
proclamado na Universidade Taras Shevchenko [de Kyiv].
[...]
Mas
eu estou triste por Petró Poroshenko, a derrota do qual é muito difícil de
aceitar para mim: o homem que se aguentou perante Putin, comandante-em-chefe, à
quem eu acompanhei até a linha da frente, em Kramatorsk, junto às cabeceiras das
vítimas de bombardeamentos horríveis realizados por separatistas pró-russos, o gigante
ucraniano, imprevisível, mas firme, que eu vi no meio do inverno ucraniano, na sua
oposição às desgraças e à solidão, merece mais do que ser demitido por causa
dos caprichos da história...
Segundo
os dados doBanco
Mundial, o nível da pauperização (cidadãos que vivem abaixo do nível da
pobreza) na Ucrânia é o mais baixo da sua história e se situa em apenas 2,4%.
É
de notar que entre 2010 à 2014 este nível variou entre 7,8%-9%, mas desde 2014 começou
à cair e em 2017 media apenas 2,4%.
Na
federação russa, pelo contrário, o nível da pobreza subiu desde 2014 de 11,2% ao
13,2%.
São
dados do Banco Mundial, nem todos os fãs do Zelensky irão acreditar neles, vários
países da Europa e do Ocidente confiam (spoiler
– todos).
Por
isso, quando os fãs do Zelensky entram em histeria a gritam que “Ucrânia foi
levada à pauperização” e/ou “nunca vivemos tão mau economicamente” – se recordem
como Ucrânia viveu 10, 15 ou 20 anos atrás.
Grunho
e drogado não conseguirá fazer melhor, mas facilmente faria pior.
Encontro
de Normandia com a participação do Presidente da Ucrânia Petró Poroshenko,
Presidente da França François Hollande, Chanceler da Alemanha Angela Merkel e presidente
da federação russa Putin em Milão, Itália, em 17 de outubro de 2014.
Olhe
para os rostos, em seus mimetismos. Sinta a atmosfera. Imagine que você esteja
segurando a câmara, e não o fotógrafo ucraniano Mykhaylo Palinchak.
Encontro
em formato de Normandia, 17 de outubro de 2014. Esta foi a segunda reunião, e a
primeira foi realizada no dia 6 de junho do mesmo ano. Apenas um dia antes da
inauguração oficial do presidente Petró Poroshenko, apenas 12 dias após a sua eleição.
Nas
reuniões deste nível não há assistentes e consultores, não há peritos e equipas.
Estão lá os líderes de países e seus tradutores. As sedes das campanhas,
conselheiros, ministros – eles também estão lá, mas eles não podem intervir ou
ajudar, eles trabalham nos bastidores em procedimentos preparatórios. E no
próprio encontro do mais alto nível – bem, no máximo podem fazer passar uma
nota.
Agora
imaginem uma exacerbação na linha da frente/front. Em maio de 2019, por
exemplo. A União Europeia começará a manifestar a sua preocupação e organizará
uma reunião no formato de Normandia. E de cada palavra, de cada gesto, da
expressão da face e do tom da fala – disso tudo dependerão as VIDAS REAIS dos
combatentes que naquele momento entrarão em combate.
Não
daqui um ano, nem daqui dois anos. Imagine isso pode acontecer daqui à um mês.
Por exemplo, em 3 de maio deste ano. Doze dias após a eleição presidencial.
Agora
imaginem no lugar do Petró Poroshenko o...
Dessa
forma fica mais claro?
Blogueiro:
Na diplomacia existe um truque. Uso do tradutor, mesmo quando se domina a língua
do seu interlocutor. A tradução leva algum tempo, embora não muito, e isso é um
par de segundos extras para pensar. Todos os diplomatas estão cientes disso. O
facto de Petró Poroshenko falar diretamente com os seus interlocutores (o
presidente ucraniano domina bem 6 idiomas), sem uso dos tais segundos, diz
muito sobre o caráter e as qualidades dele.
As
análises da despistagem de drogas e do álcool do apresentador Zelensky (inovação
do Zelensky) foram recolhidas por um ator do estúdio dirigido pelo próprio Zelensky, à trabalhar (no laboratório escolhido por Zelensky) como massagista (Sic!)
Após
na Ucrânia serem conhecidos os dados dos exit-polls da 1ª volta/1º turno da eleição
presidencial, que colocaram o ator e apresentador Volodymyr Zelensky no
primeiro lugar da escolha dos ucranianos, o chefe do seu estado-maior eleitoral
tinha dito que: “Zelensky participará nos debates apenas se haverá a demanda
disso da sociedade ucraniana e essa demanda não existe”.
De
seguida, Zelensky desafiou o Presidente Poroshenko aos debates, fazendo isso,
propositadamente, em termos ao máximo grosseiros e inaceitáveis, na sua forma e no conteúdo, contando com a recusa do
Presidente (exigindo os debates num estádio e não no estúdio; desafiando Yúlia
Tymoshenko para ser a “moderadora”; exigindo a divulgação da declaração
financeira do Presidente; exigindo a efetuação das análises da despistagem de
drogas e do álcool; exigindo o pedido de desculpas do Petró Poroshenko que o chamou
de “criatura do [oligarca] Kolomoysky”, exigindo a resposta, para tudo isso, em
apenas 24 horas, entre outras coisas semelhantes):
A
lei ucraniana é clara, os debates, entre os dois candidatos mais votados na 1ª
volta/1º turno, e com a duração de, no mínimo 1 hora, são organizados pelo
canal da TV pública da Ucrânia, com a transmissão pelos outros canais públicos da
TV e rádio, e devem ser organizados, neste caso, no dia anterior ao “dia de
silêncio”, ou seja no dia 19 de abril de 2019.
Presidente
Poroshenko, aceitou o desafio, incluindo o local proposto pelo seu adversário, fazendo
isso num vídeo bastante respeitoso para com Zelensky, que tratou Presidente
pelo “tu”, apenas emendando a sua “falha” propositada de seguida, para
conseguir mais uma graçola junto ao seu eleitorado:
Depois
começaram as coisas verdadeiramente intrigantes.
Já
no dia 5 de abril, pela manha cedo, o Presidente Poroshenko efetuou as análises
clínicas no laboratório do Complexo Nacional Desportivo “Olimpiysky” (Olímpico),
no gabinete do controlo médico e de antidopagem (até dia 15 de abril de 2019 o
gabinete receberá as excursões pagas, e em grupo, de adultos e crianças ao
preço entre 40-50 UAH (1,48-1,85 dólares) e 80-100 UAH (2,96-3,7 dólares)
respetivamente, escreve Inforesist.org).
Os resultados das análises, que o Presidente da Ucrânia fez em direto,
mostraram que Petró Poroshenko está livre influência de álcool e das drogas.
De repente, Zelensky
afirmou que não confiava no laboratório do “Olimpiysky”, local que ele próprio escolheu
como o local dos debates e diz que faria as suas análises no laboratório EuroLab,
pertencente a um amigo seu, que apoia ativamente a candidatura do Zelensky à
presidência da Ucrânia.
Os
primeiros dados das análises do Zelensky foram publicados com a data 2 de abril
(na realudade foram efetuadas no dia 5 de abril), o laboratório explicou
o sucedido com o erro da funcionária, que digitou o texto. Realmente foi um grande
erro.
Na
página do laboratório está escrito: “Laboratório médico EUROLAB representa o mais
moderno complexo, certificado pela TUV ZUD ISO 9001:2008 e ISO 15189: 2012”.
Adiante o laboratório afirma que “introduziu um sistema de informação digital único,
baseado em codificação de estágio completo, eliminando a influência do “fator
humano”.”
O
que significa que ou análises do Zelensky efetuadas na EuroLab são falsas ou
nem sequer foram efetuadas. Muito possivelmente, o laboratório usou os
resultados das análises de uma outra pessoa, realmente efetuadas no dia 2 de
abril de 2019, apenas redigindo o nome do paciente em programa Photoshop ou
semelhante (Facebook automaticamente marca a imagem como resultado de Photoshop,
mas isso não constitui uma prova definitiva).
Até
que o blogueiro ucraniano Vladimir
Zavgorodny reparou numa outra coisa muito comprometedora:
Os
dois documentos do laboratório, datados de 2 e de 5 de abril — são assinados
pelo mesmo clínico (Galagan N.,), que tem o mesmo número de identificação, mas
duas assinaturas diferentes.
Mas
há mais. As análises de sangue do Zelensky foram efetuados pelo ator semiprofissional Vladislav Kiryakulov,
que participou na série «Svaty» (literalmente “Casamenteiros”), produzida pelo estúdio
«Kvartal 95», dirigido pelo próprio Zelensky.
Na
página do laboratório
está escrito que assistente médico Kiryakulov trabalha no «EuroLab» há 10 anos, é
um massagista, especialista em higiene geral, com a especialização em seleção de
palmilhas individuais “Footbalance”, tratamento de “pés chatos, fascite placentária,
esporões ósseos, joanete, pronação e supinação excessiva”.
Como
ator, Kiryakulov participou nos filmes “Ucrânia,
goodbye!”, “Duplo do killer”, “Caça ao werewolf”, “Paramédico”. Também esteve no elenco da 8ª temporada ucraniana do show culinário “Master Chef”.
E
por último, nascido em 1978 e jurista de profissão, Zelensky nunca serviu no
exército e como indica o documento que publicamos recebeu, entre março de 2014
à agosto de 2015 (no momento, em que Ucrânia estava lutando até a morte, quando
os meninos, que nunca tinham visto a arma antes da guerra, foram para a linha frente
para se tornarem heróis) recebeu ao menos 4 (quatro) notificações do
Comissariado Militar, mas nenhuma dos quais foi entregue, porque Zelensky nunca
foi localizado no endereço que próprio mencionou como o seu local da
residência.
Ou
seja, se a parte da chamada militar se confirmar, então o FUJÃO, que se escondia
deliberadamente das chamadas do exército ucraniano, agora pretende ser o
Comandante Supremo das Forças Armadas da Ucrânia...
Blogueiro: existem
fortes razões de pensar que Zelensky é um usuário recreativo de alguma droga
pesada, naturalmente ele fará tudo para esconder as suas verdadeiras análises.
Mas mais importante, apenas neste pequeno episódio, o candidato Zelensky mostrou, até em demasia, o que representa a sua “nova cara” na política: clientelismo,
favorecimentos indevidos, falsificações, desrespeito, entre outras coisas semelhantes, enumerem vocês mesmos.
O
cómico Volodymyr Zelensky e Presidente da Ucrânia Petró Poroshenko passaram
para a 2ª volta/o 2º turno das eleições presidenciais na Ucrânia, segundo os
dados de exit-poll nacional, citado pela agência «Interfax».
Segundo
os dados do exit-poll citado pelo serviço noticioso TSN (favorável ao
candidato Zelensky), até 18h00 (hora ucraniana) Zelensky recebeu 30,1% dos
votos, Petró Poroshenko — 18,5%, Yúlia Tymoshenko — 14%. Os dados da agência de
estudos de opinião SOCIS apontam que às 19h00 Zelensky obteve 29,25% dos votos,
Petró Poroshenko — 19,19% e Tymoshenko — 13,75%.
O
exit-poll citado pela TSN foi efetuado no dia 31.03.2019 na saída da boca das
urnas pelas empresas Kantar TNS e Info Sapiens, ao pedido do canal da TV 1+1
(as três entidades favoráveis ao candidato Zelensky). Foram abordados cerca de 20.000
eleitores maiores de 18 anos à saída de 600 assembleias de voto em toda Ucrânia
(menos Crimeia, territórios ocupados e assembleias de voto especiais e no
estrangeiro). Erro teórico não superior ao 0,7%.
Os
resultados definitivos oficiais serão apurados até o dia 10 de abril. No total,
na 1ª volta/ no 1º turno, neste domingo, 31 de março de 2019, participaram 39 candidatos.
2ª volta/2º turno terá o lugar no dia 21 de abril.
Blogueiro:
caso estes dados se confirmem, a grande derrotada destas eleições será Yúlia
Tymoshenko, efetuando uma campanha extremamente cara (avaliada em cerca de 250 milhões de UAH ou 9.250 milhões de dólares), que começou entre 12 à 9 meses
antes da reta final. A derrota da Yúlia Tymoshenko afasta, em definitivo, o pior
cenário eleitoral possível, a disputa na 2ª volta/no 2º turno entre os dois
populistas, Zelensky e Tymoshenko.
Para
já tudo indica que o Presidente Poroshenko tem bastante margem para o crescimento eleitoral e
que o seu rival atingiu a margem máxima de aceitação. Mas muita coisa
pode acontecer em 21 dias, na política é uma eternidade. O resultado definitivo
dependerá dos acordos que os dois candidatos conseguirão fazer para reforçar as
suas posições.
O
ex-agente especial do FBI, ex-oficial do exército dos EUA e especialista em
segurança cibernética, Clint Watts, oferece um olhar devastador e essencial das
campanhas de desinformação, notícias falsas e operações de espionagem eletrónica,
que se tornaram a vanguarda da guerra moderna russa contra os EUA e contra Ocidente.
De
momento, Clint Watts é o principal perito americano em “higiene digital”, ele chegou
a testemunhar perante a Comissão do Senado no âmbito da investigação sobre o
presidente Trump e da interferência russa nas eleições dos EUA. As imagens são
extraídas do seu livro Messing
with the Enemy.
Clint
Watts explica como funciona o sistema russo dos hackers, trolls e “medidas ativas”, que neste momento está sendo estudado
por outros países no intuito de o perceber para poder contrariar, usar e se
defender dele.
As
“medidas ativas” russas estão estruturadas em três níveis.
Profissionais
(IRA),
conhecidos como “trolls de Olgino”;
Apoiantes;
“Idiotas
úteis”, que são a maioria.
Os
trolls de Olgino reúnem os apoiantes em
grupos em que estes se comunicam, sem desconfiar que o grupo é organizado pelos
agentes/operativos russos, em seguida, no grupo são despejadas determinadas informações,
os apoiantes partilham a informação pela Internet e o trabalho principal é
feito por “idiotas úteis”, que buscam e distribuem a informação no resto da
sociedade.
Assim
é criado o vírus das determinadas informações que são úteis aos russos.
“Cria-se
uma conta no FB. A foto de uma pessoa é selecionada, roubada na Internet. À
foto é anexada a bandeira ucraniana. Ou a frase “Free Sentsov!”. A conta é
ativa. Usuário reposta constantemente notícias ucranianas sem qualquer importância.
Faz parte de várias comunidades ucranianas. Desde “Kiev Interessante” até “Amantes
de bordados ucranianos”. Usuário analisa os perfis dos visitantes e/ou dos seus
amigos. Seleciona os “apoiantes”. Comunica com eles em privado. Cria o seu
próprio grupo, por exemplo, “Diga não à corrupção na Ucrânia!” Convida os
amigos e apoiantes à aderir ao grupo, depois convida toda a gente fazer o mesmo.
O mesmo usuário opera várias contas, que se “comunicam” ativamente umas com as
outras. Os usuários deste tipo (trolls
de Olgino) são vários. Todos são amigos uns dos outros, todos se “comunicam”
ativamente. Qualquer tópico escolhido por seus bots e bots de seus
colegas parece uma conversa real. Nela participam os “apoiantes” e até os usuários
desavisados que não percebem que estão envolvidos numa teia de “medidas ativas”.
Eles são o alvo. Os chamados “idiotas úteis”. Eles reagem à qualquer “isca” e a
espalham pela Internet. Além de notícias simplesmente polarizadas e pré-selecionadas,
são lançadas as notícias falsas, as chamadas fake news. Eles também se espalham pela rede.
Fábrica de Lipetsk! Offshores!
Férias nas Maldivas! Alcoolismo! Patronato dos corruptos. Lucrando com a
guerra. Ficou rico em suprimentos militares!
Toda
essa porcaria como um vírus se espalha pela rede”...
A
receita do Clint Watts para combater as fake
news – as refutar imediatamente na Internet para que as notícias falsas não
tenham tempo para ganhar o impeto. Clint Watts também avisa que neste momento o
poder total do sistema usado na Ucrânia está direcionado contra Presidente Petró
Poroshenko.
Como
uma vez disse o jornalista russo Arcady
Babchenko: “a primeira coisa que Ucrânia deveria criar, é o instituto do
estudo da Rússia”...