Segundo informações dos serviços de informação militares britânicos, aproximadamente 500 mil militares russos foram mortos desde o início da invasão em larga escala na Ucrânia, de acordo com a Sky News. As perdas totais do exército russo desde fevereiro de 2022, incluindo os feridos, desaparecidos, POW e desertores, estão estimadas em cerca de 1,5 milhões.
por: Deborah Haynes, a Editora de Defesa e Segurança @haynesdeborah
O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Sir Richard Knighton, chama a atenção para o custo destas perdas: a grande maioria delas ocorreu após janeiro de 2023, período em que a rússia conquistou apenas cerca de 2% do território ucraniano.
«Estes números demonstram claramente o desperdício insensato e inútil de vidas humanas em prol de um progresso tão insignificante e de um objectivo tão ilegítimo para o presidente putin», afirmou Knighton.
A Sky News observa que a guerra em grande escala já dura há 1.660 dias — as tropas russas combatem na Ucrânia há mais tempo do que a rússia participou na Primeira e a União Soviética na Segunda Guerra Mundial.
Apesar das perdas humanas e do crescente custo da guerra para a economia russa, as autoridades ocidentais ainda não viram qualquer sinal de que putin tenha abandonado o seu objectivo de forçar a Ucrânia a regressar à esfera de influência de Moscovo.
A guerra, segundo Knighton, já levou a uma desaceleração do crescimento económico na rússia, a uma queda da procura dos consumidores e a uma inflação persistentemente elevada. «O custo para a economia russa, o bem-estar da população e as suas perspetivas futuras é enorme», afirmou.
As baixas russas positivamente identificadas
O serviço russo da BBC, em conjunto com a Mediazona e uma equipa de voluntários, identificou os nomes de 248.844 soldados russos mortos desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia (somente entre 27 de agosto à 10 de setembro de 2026 foram identificadas 6.097 novos nomes).
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O número real de mortos é mais elevado: a lista da BBC/Mediazona baseia-se exclusivamente em dados disponíveis publicamente. No entanto, nem todas as mortes são divulgadas de forma pública.
De acordo com os especialistas militares, a análise dos cemitérios russos, memoriais de guerra e obituários pode reflectir entre 45% e 55% do número real de mortos.
Desde o início de 2025, os chefes de praticamente todas as regiões russas deixaram de divulgar as baixas na Ucrânia. Em dezembro de 2024, Vasily Limarenko, chefe da região de Sacalina, foi um dos últimos a deixar de publicar obituários, tendo anteriormente divulgado os nomes dos mortos semanalmente no seu canal de Telegram. As autoridades locais russas explicaram que deixaram de divulgar os números de vítimas ao pedido do Ministério da Defesa russo. Além disso, o número de militares russos não conta as baixas entre os homens recrutados nos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia: Donetsk, Luhansk, entre outros.


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