«O Meu Pai Voltou da Guerra» é uma banda desenhada / quadrinhos, que foi criada tanto para crianças, como para adultos. Para militares que estão a regressar
de férias ou a desmobilizar.
Pode auxiliar na comunicação com as crianças, e oas crianças se pode explicar de forma compreensível o que pode acontecer a um adulto próximo. A banda
desenhada está disponível gratuitamente. Pode lê-la online ou descarregá-la gratuitamente. Todos os envolvidos na sua criação têm experiência prática, tanto profissional como pessoal.
O projeto foi criado graças a Illia Shpolianskyi - fundador da ONG «Associação de Participantes e Veteranos da ATO». Militar no ativo, veterano das FAU. «Concebi
esta banda desenhada antes da Grande Guerra porque, quando regressei do exército, em 2016, tinha três filhos à minha espera. O projeto foi implementado com recursos do Fundo de Veteranos Ucranianos, numa tiragem de 1.500
exemplares, mas a procura é muito maior».
O autor da banda desenhada é Olexander Koreshkov, um militar no ativo. Esta é mais uma obra sensível e brilhante de Olexander.
Condenações
para um grupo de combatentes ilegais italianos que se juntaram aos separatistas
da Donbas na luta contra o governo ucraniano e ao serviço de Moscovo. Parte da
organização, originária dos movimentos neofascistas, ainda não foi rastreada.
Eles
haviam deixado a Itália para lutar ao lado dos separatistas pró-russos na
Donbas, a região que se proclamava independente da Ucrânia, graças ao apoio de
Vladimir Putin. E por isso eles foram condenados sob acusação de recrutamento
não autorizado ou combate para servir a um estado estrangeiro. Antonio Cataldo
(35 anos, natural de Nola na província de Nápoles), Olsi Krutani (39 anos,
albanês que há muito tempo vivia em Milão) e Vladimir Verbitchii (26 anos,
morador da Moldova, residente há anos em Parma) são os primeiros réus na Itália
a sofrer uma punição por ter se transformado em mercenários de fa(c)to ao serviço
de Moscovo.
Ontem
[1/07/2019] o tribunal / a corte de Génova – as investigações realizaram-se em
Liguria porque a investigação nasceu depois das buscas de um grupo de neofascista
do Spezzino – Cataldo foi condenado aos 2 anos e 8 meses, ratificando o acordo previamente
negociado, Krutani aos 2 anos e 8 meses e Verbitchii à um ano e 4 meses. Os
dois primeiros são considerados principalmente recrutadores, o terceiro “simples”
combatente. Todos os três foram presos entre julho e agosto do ano passado [2018],
uma vez que ainda estavam na Itália, e as medidas cautelares contra eles foram
subsequentemente atenuadas.
As
outras personagens envolvidas
Outras
pessoas pertenciam ao grupo, três em particular cujas posições [de acusados]
foram removidas porque estão de fa(c)to indisponíveis, com toda probabilidade
abrigadas no Donbas, onde gozam de apoio e cobertura económica. Se trata de
Andrea Palmeri, “mente” da organização da fãs/torcida da extrema direita,
originária de Lucca; do Gabriele Carugati conhecido como “Arcangelo”, um
ex-oficial de segurança de um shopping na região de Lombardia e filho de Silvana
Marin, ex-dirigente da Liga [Norte] em Cairate, na província de Varese; e de Massimiliano
Cavalleri conhecido como “Spartaco”, um neofascista de Brescia.
“Na
guerra por dinheiro”
De acordo com a acusação apoiada pelo
procurador/promotor federal Federico Manotti (membro destacado do grupo
antiterrorista do Gabinete do Procurador de Génova) e amplamente aceite pelos
juízes, todos foram pagos para lutar pelos rebeldes pró-russos de Donbas contra
o executivo ucraniano entre 2017 e 2018. No decorrer da investigação foram
registadas interceptações das quais se compreende claramente que em particular
Palmeri, Carugati e Cavalleri (fugitivos) e Castaldo (condenado) participaram nas
importantes ações militares. Todos os personagens principais, no entanto,
estavam familiarizados com armas, a ponto de às vezes se deixarem dizer frases
como “quando eu voltar para a Itália eu mato algum político”. As investigações
de carabinieri do Ros tinham começado
com as buscas de dois jovens próximos dos grupos Forza Nuova e skinheads que escreviam as frases exaltando
o nazismo em La Spezia: através de seus contatos e ramificações, os carabinieri se depararam com uma série
de movimentos neofascistas, identificando os mercenários [condenados e os por
condenar].
Ucrânia
foi, pela primeira vez, a campeã mundial Sub-20 após vencer a Coreia do Sul por
3 à 1 no estádio Miejski Widzewa, na cidade de Lodz, na Polónia.
A comunidade ucraniano-brasileira na cidade de Curitiba (estado de Paraná) celebra a vitória ucraniana! No primeiro plano está o realizador ucraniano-brasileiro Guto Pasko.
Parabéns
os nossos campeões mundiais!!!!
Hoje, no
mesmo dia da vitória de Sub-20, a equipa ucraniana de futebol deaflympico (surdolímpico,
de deficientes auditivos) ganhou o Campeonato Europeu de Futebol de Surdos (Heraklion
2019), que foi realizado na Grécia. Tendo ganho nos quartos-de-final à Rússia
2:1, no semifinal batendo a Irlanda 1:0, e hoje na final, vencendo Alemanha 2:0.
Na
equipa da Ucrânia joga Cyril Dryschlyuk (na foto abaixo) – o seu pai é um herói caído da guerra russo-ucraniana
– o major Pavlo Dryschlyuk, escreve a página ucraniana Ukrainian
Supporters (Yuriy Kostyuchenko).
Cyril Dryschlyuk | Fonte: Facebook
Major
da Força Aérea da Ucrânia Pavlo Dryschlyuk morreu no dia 6 de junho de 2014,
quando o seu avião de reconhecimento aéreo AN-30B, que efetuava o voo de
observação sobre a cidade Slovyansk na região de Donetsk, foi abatido por
terroristas russos, usando um míssil MANPADS.
O
míssil atingiu o motor direito, começou o fogo que se espalhou para asa
direita, o avião começou a perder altura e podia cair sobre os bairros
residenciais de Slovyansk. O comandante ordenou que a tripulação deixasse o
avião. Técnico Pavlo Dryschlyuk ajudou aos dois jovens tenentes retirarem os
coletes prova de bala e usando pára-quedas, saltar para fora do avião à uma
altitude de apenas 800 m. Ele próprio, juntamente com o comandante e mecânico
ficaram no avião.
À
custa da sua própria vida, a tripulação dirigiu o avião para além da cidade e
impediu as vítimas entre a população civil. O aparelho caiu num ângulo de 80
graus, ao norte de Slavyansk, junto à aldeia de Pryshyb. Morreram cinco membros
da tripulação: capitão Kostiantyn Mohylko, técnico Pavlo Dryschlyuk, mecânico
Olexiy Potapenko, o operador de fotografia Serhiy Kaminsky e operador de rádio
Volodymyr Momot. Sobreviveram, saltando de pára-quedas, os tenentes Cyril Kramarev
e Vasyl Polazhynets, e também o navegador, tenente-coronel Serhiy Nikolayev.
RIP major Pavlo Dryschlyuk | arquivo
Na
queda, o avião foi completamente destruído, os corpos dos pilotos mortos foram
coletados em fragmentos. Olexiy Potapenko foi enterrado em 11 de junho de 2014,
Kostiantyn Mohylko, após exames complexos e identificação, em 26 de junho. Os
restos mortais de Pavlo Dryschlyuk nunca foram recuperadas, por algum tempo ele
foi considerado como desaparecido em combate. Apenas em 6 de janeiro de 2015, o
capitão Pavlo V. Drishlyuk foi oficialmente declarado como falecido em combate.
Em
20 de junho de 2014 – pela coragem pessoal e heroísmo na defesa da soberania
nacional e da integridade territorial da Ucrânia, a lealdade ao juramento militar
e espírito inquebrável, Pavlo Dryschlyuk foi condecorado pela Ordem militar Bohdan
Khmelnitsky do III grau (a título póstumo).
Cyril Dryschlyuk tem 19 anos, é formado na escola de
futebol de FC Dynamo Kyiv, agora ele representa FC Oleksandriya.
Cincoanosatrás,
em 13 de junho de 2014 as forças ucranianas libertaram a cidade estratégica de
Mariupol. Uma parte das forças separatistas da dita “dnr” foi liquidada em combate,
outros foram capturados e se retiraram da cidade para sempre.
Ofensiva
ucraniana começou pelo uso da metralhadora pesada ZU-23. Nasvésperas, nabasedobatalhão“Azov” emBerdyansk, algunscamiões/caminhõescivisforamreforçadoscomplacasdeaço, dadoqueobatalhãonãopossuíaosblindadospróprios. Num destes blindados
improvisados se transformou o camião/caminhão
KamAZ (foto abaixo e acima), armado com a metralhadora pesada NSV 12,7 «Utyos».
A
fotógrafa e atualmente oficial ucraniana Olena Bilozerska
participou na operação como repórter, uma parte das fotografias é da sua
autoria.
Andriy Biletskiy, comandante do "Azov"
O
porto de Mariupol e as suas grandes empresas industriais, sem dúvida, deram a
esta cidade uma tremenda importância estratégica e fizeram dela uma das
principais cidades de todo o confronto na Donbas. Como resultado da batalha, na
rua Hretska (Grega) foram feridos dois combatentes do batalhão “Azov”. Durante
a limpeza de Mariupol dos separatistas, foram eliminados as suas barricadas e pontos-chave
e as forças ucranianas tomaram o controlo de todos os pontos estratégicos da
cidade. Cerca de 20 separatistas foram capturados, incluindo o “prefeito popular”,
separatista Olexander Fomenko.
No primeiro plano Andriy Biletskiy e Olena Bilozerska
O blindado ligeiro dos separatistas queimado pelas forças ucranianas
Nas fotos, a limpeza de Mariupol dos bandos armados
ilegais pró-russos,
efetuada pelas forças conjuntas ucranianas, compostas pelo batalhão “Azov” (agora a unidade especial da NGU), combatentes dos batalhões “Dnipro” e “Aydar”, as
unidades das Forças Armadas da Ucrânia, entre outros, em 13 de junho de 2014.
No
dia 8 de maio de 2019 no centro de Kyiv desfilaram os familiares dos militares
ucranianos que tombaram na defesa da Ucrânia. Mortos por mercenários e
militares russos no ativo, assim como pelos seus colaboracionistas locais.
Após
a cerimónia solene da condecoração dos pais dos militares ucranianos que
morreram no decorrer de OAT/OFC, as suas mães, esposas e os filhos desfilaram
pelo centro de Kyiv até a praça Mikhaylivska, onde colocaram as flores no Muro
da Memória. Na caminhada também participaram os cadetes, ativistas e moradores
da capital ucraniana.
O
líder espiritual da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, metropolita Epfaniy (na foto acima) serviu pessoalmente
a oração solene em memória dos defensores da Ucrânia, informa Rádio
Svoboda.
Segundo
dados oficiais, desde o início da guerra russo-ucraniana no Leste da Ucrânia em
2014 (na região de Donbas), 2.973 soldados ucranianos perderam as suas vidas (o
número não inclui os polícias, pessoal do SBU, Serviço de Guarda-fronteira e
voluntários).
A
vida na Crimeia ocupada
Na
noite de 8 à 9 de maio de 2019, na aldeia dos tártaros da Crimeia – Mamaşay (Orlivka)
foi destruído monumento em memória dos tártaros da Crimeia, que morreram na II
G.M. lutando contra Alemanha nazi.
O
primeiro monumento foi construído pelas autoridades soviéticas na década de 1960,
mencionando apenas 6 nomes dos moradores da aldeia mortos na guerra, nenhum deles
era tártaro da Crimeia. No dia 6 de maio de 2019 no monumento foram colocadas
as placas de granizo com nomes dos 64 moradores da aldeia, que morreram na II
G.M., 57 deles eram tártaros da Crimeia.
O
novo monumento ficou de pé por menos de 3 dias, os apoiantes da ocupação russa
recuperam a acusação estalinista contra os tártaros da Crimeia, tentando apagar
fisicamente a memória dos tártaros da Crimeia que lutaram contra os nazis,
defendendo a URSS e cujas famílias foram vítimas do genocídio comunista,
perpetuado em 18-21
de maio de 1944...
Monumento
em Mamaşay após o ataque dos vândalos ficou
neste
estado.
Na
cidade grega de Atenas, neste 13 de abril foi exibido o filme documental
ucraniano “Mito”, dedicado ao barítono da ópera de Paris,Wasyl
“Mif” Slipak, que tombou na defesa da Ucrânia na Donbas. A extrema-esquerda
grega respondeu com ameaças violentas e falsificação ideológica.
Instigados
pela propaganda anit-ucraniana, os ditos “antifascistas” constantemente ameaçavam
os proprietários e gestores da sala (pelo telefones, telemóveis e nas redes
sociais) de queimar o cineteatro, “se vingar”, no caso da exibição da película
ucraniana (que eles não chegaram de ver, mas que de imediato apelidaram de “nazi/sta”):
A
exibição estava ameaçada, até a intervenção primordial da secreta ucraniana SBU e do embaixador
dos EUA na Grécia, Geoffrey
R. Pyatt. O cineteatro foi protegido pela polícia civil e antimotim grega, assim
como pela segurança dos diplomatas ocidentais presentes no certame,
nomeadamente a segurança do embaixador americano. Muito possivelmente, sem a
intervenção do SBU, a Diáspora ucraniana na Grécia não conseguiria garantir este
nível de proteção e segurança dos espetadores.
O embaixador dos EUA na Grécia, Geoffrey R. Pyatt (2º à esquerda)
A
exibição do próprio filme decorreu muitíssimo calmamente, os “antifascistas” foram
embora, imediatamente após o início da sessão. Pela primeira vez na história o
filme “Mif” foi o alvo de ataque da intolerância ideológica, vindo da extrema-esquerda.
[Embora o país é conhecido pela notável implementação das ideias totalitárias
dos diversos grupos extremistas de cunho esquerdista]. De qualquer maneira, a
luta pela Ucrânia – continua, escreveu Ivan Yasnij,
um dos ativistas ucranianos no país.
Desde que a extrema-esquerda,
grega, ou qualquer outra, vive constantemente, da falsificação dos factos e da
história, a imagem propagandista, usada no cartaz anti-ucraniano exibido na
entrada do evento como a “prova” das “atrocidades ucranianas” da guerra no leste da Ucrânia,
na realidade pertence ao filme A resistência,
uma co-produção belarusso-russa, conhecido pelo seu título internacional de “Fortress
of War” (2010).