Dos 197 componentes do míssil russo «Kinzhal», 155 são de fabrico americano. Segundo um relatório recente, quase 79% dos componentes identificados num dos mísseis
mais avançados da rússia são provenientes dos Estados Unidos. Outros são do Japão (17), da Suíça (10) e de Taiwan (7). Apenas UM componente é de fabrico russo.
A rússia está a utilizar tecnologia ocidental para construir mísseis que destroem cidades, infraestruturas e prédios na Ucrânia, matando civis ucranianos.
Apesar de anos de sanções, a rússia continua a obter estes componentes através de cadeias de abastecimento que contornam as restrições. Se o Ocidente e os aliados da Ucrânia
pretendem realmente travar a máquina de guerra russa, precisam de interromper o fluxo de tecnologia que a mantém em funcionamento.
O 3º Corpo de Exército das FAU demonstrou a destruição de um novo sistema russo de lança-chamas pesado TOS-3 «Dragão», ocorrida no decorrer da «Operação
Vivaldi», a 12 km da linha de contato. É a primeira vez que um sistema desse tipo foi destruído.
A unidade destruíu 328 drones-kamikaze russos: 303 «Molniya», 12 «Lancet», 12 «Gerbera» e um «KUB-1». Também foram abatidos 42 drones
médios de reconhecimento: 15 «ZALA», 12 «KVO», 6 «Orlan», 6 «Skat» e 3 «Supercam».
Os drones marítimos ucranianos «Sea Baby» do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), atingiram dois petroleiros sancionados internacionalmente da frota-sombra
russa, «KAIRO» e «VIRAT», no Mar Negro, informa o blogueiro militar Serhiy Sternenko.
Foi uma operação conjunta da 13ª Diretoria Principal de Contrainteligência Militar do SBU em colaboração com a Marinha de Guerra da Ucrânia.
Durante o ataque, os navios sancionados estavam vazios — se dirigindo ao porto de Novorossiysk para carregar. No trajeto, os petroleiros russos pegaram fogo e, segundo relatos da mídia turca, explodiram ao atingir minas. Só que não eram minas, e sim os drones
marítimos «Sea Baby».
Agora, em detalhes
No Mar Negro, dois petroleiros sancionados da frota-sombra russa («KAIRO» e «VIRAT») estavam a caminho de Novorossiysk para carregar o petróleo russo. A operação
conjunta do SBU e da Marinha Ucraniana impôs sanções fiscais reais, a esses dois navios.
O principal, é que nenhum dos parceiros internacionais disse nada sobre a poluição do Mar Negro — os petroleiros estavam vazios, razão pela qual o momento escolhido para os atingir foi quando navegavam na direção do porto russo, e não a partir dele.
O trabalho real de sanções ucranianas impostas ao setor russo de petróleo e gás continua. Depois disso, surgiu a notícia de que a instalação
para bombear petróleo para petroleiros no porto de Novorossiysk foi atingida. Ou seja, em breve não haverá nada para transportar no Mar Negro, não haverá como contrabandear este petróleo
russo através da sua frota ilegal.
Mais um caso interessante. O petroleiro «MERSIN», de bandeira panamenha e propriedade turca, afiliado à frota-sombra russa, está afundando na costa de Senegal, na África Ocidental,
após ter sido atacado durante a noite por várias embarcações de superfície não tripuladas, possivelmente no terceiro ataque na última semana dos serviços de inteligência
ucranianos contra um petroleiro ligado à rússia. O petroleiro, com capacidade para transportar até 50 mil toneladas de derivados de petróleo, fez várias escalas nos portos russos de Taman
e Novorossiysk.
Os
africanos não devem ter ilusão sobre quem realmente é o seu pretendente,
especialmente aqueles que valorizam suas instituições e práticas democráticas.
Racismo, homofobia, uma sociedade civil restrita e direitos humanos limitados
são características da federação russa sob comando do Putin.
por: Dzvinka Kachur e Mark
Swilling
Mais
de 40 chefes de Estado africanos retornam de Sochi após um cortejo fervoroso da
Rússia e com a tinta secando em alguns acordos substanciais. Etiópia e Ruanda
selaram acordos de cooperação nuclear para elevar o número de países africanos
interessados em desenvolvimento nuclear aos 18. A África do Sul não está
entre eles.
O
retiro no Mar Negro, que se diz ter sido feito há anos, visava oferecer aos líderes
africanos um renovado senso de parceria com a Rússia, que jogou a cartada de
descolonização com a mão firme.
A
soberania africana, a independência e o desprezo pela política ocidental
otimista eram o encanto que o presidente russo Vladimir Putin tinha em comum.
Analistas dizem que o Kremlin alega ter acumulado US $ 12,5 biliões em acordos
durante a cimeira Rússia-África de dois dias. Mas resta saber se eles realmente
se materializam como investimentos reais. O evento simbolicamente carregado
para reforçar a cooperação e o comércio ocorre quando persistem sanções contra
a Rússia. O fortalecimento de um bloco comercial Rússia-África é claramente uma
maneira de escapar a essas restrições, estruturando mais acordos em rublos
russos para melhorar a estabilidade económica.
A
secreta ucraniana SBU e Procuradoria/Promotoria Militar apreenderam o petroleiro
russo “Nika Spirit” que sob o nome de “Neyma” participou do bloqueio dos barcos
ucranianos “Nikopol”, “Berdyansk” e “Yani Kapu” no estreito de Kerch que
resultou na prisão dos 24 marinheiros ucranianos em 25 de novembro de 2018.
“Nika Spirit” apreendido no porto de Izmail, 25/07/2019
Na
altura, “Neyma” executou a ordem para fechar o estreito de Kerch para a
passagem dos navios ucranianos. O navio, de jure, pertence à agência de
navegação FOS Shipping Management/Altomar Shipping, mas de facto, desde de
janeiro de 2018 é uma propriedade da empresa “Yuvas Trans”, da cidade de Kerch,
detida pelos Yaroslav Naroditsky e Roman Teplukhin, ambos residentes da Crimeia
ocupada, escreve Yuriy Butusov.
Por
iniciativa da Procuradoria/Promotoria Militar, de acordo com a decisão do
Conselho Nacional da Defesa e Segurança (RNBO) da Ucrânia e o decreto do
Presidente da Ucrânia de 19 de março de 2019, contra empresa “Yuvas Trans” foi imposta
uma sanção com duração de 3 anos, que previa a detenção de todos os bens da
empresa.
Oficiais ucranianos da Procuradoria/Promotoria Militar ao bordo de “Nika Spirit”,
apreendido no porto de Izmail, 25/07/2019
Na
noite de 24 a 25 de julho, o petroleiro “Nika Spirit” navegou sob a bandeira da
federação russa até o porto ucraniano de Izmail. Era “Neyma” com um novo nome –
mas o código de identificação da embarcação é o mesmo – IMO – 8895528, de
acordo com dados do sistema internacional EQUASIS (o Ministério do Negócios
Estrangeiros/Relações Exteriores da Rússia já confirmou que “Nika Spirit”
anteriormente se chamava “Neyma”).
O
navio foi apreendido e 10 membros da sua tripulação foram detidos, mas dado que
armador fez a questão de mudar toda a tripulação anterior, antes da sua saída
de Kerch e que não há evidências de seu envolvimento no ataque aos marinheiros
ucranianos no Estreito de Kerch, todos os marinheiros russos foram libertados
pelas autoridades ucranianas.
A
navegação entre Kerch e Izmail decorreu durante três dias, durante bastante
tempo o petroleiro ficou parado perto das águas territoriais da Ucrânia. É
provável que os serviços especiais russos esperassem uma captura forçada do
navio nas águas internacionais, querendo verificar a reação ucraniana. Nada
aconteceu e navio entrou em Izmail sob duas bandeiras – ucraniana na proa e
russa na popa. Ou seja, o armador da “Nika Spirit”/“Neyma” sabia dos possíveis
problemas e tentou camuflar o barco.
Além
disso, em 24 de julho, as autoridades russas do porto de Eysk detiveram o navio
ucraniano “Lizori” com 14 marinheiros ao bordo, sob acusação de “condições
técnicas insatisfatórias” e “atrasos no pagamento de salários” (Sic!) Não é de
excluir que as autoridades russas, tentaram mostrar que estão prontos para
deter qualquer navio ucraniano sob qualquer pretexto se “Nika Spirit”/“Neyma”
for detido em Izmail.
“Nika
Spirit” entrou em Izmail para os trabalhos de reparação nas instalações que são
a propriedade do Anatoly Urbansky – o chefe do Conselho Regional de Odessa, que
no domingo passado (21/07/2019) venceu as eleições ao Parlamento da Ucrânia.
O
petroleiro veio sem carga, o navio provavelmente poderia ser reparado em Kerch.
Muito possivelmente as autoridades russos e o armador verificavam, dessa
maneira, a possibilidade de uso dos portos ucranianos, para as ações de
contrabando entre Crimeia ocupada e Ucrânia, face as recentes mudanças políticas
no país, testando a reação do SBU.
Mas
enquanto o navio-tanque navegava ao Izmail, a Procuradoria/Promotoria militar,
o departamento de contra-inteligência do SBU e a sua sede regional de Odessa
receberam informações operacionais e prepararam a detenção de “Nika Spirit”/“Neyma”.
Pelo menos 20 pessoas tinham informações sobre a operação – não houve nenhum “vazamento”.
“Nika Spirit” ainda “Neyma”
Após
a detenção do petroleiro, SBU e Procuradoria/Promotoria militar apreenderam os
diários de bordo e as gravações de comunicações de rádio, interrogaram os
membros da tripulação. SBU pretende submeter ao tribunal um pedido formal de detenção
do petroleiro como prova no âmbito da investigação do bloqueio de navios ucranianos
no Estreito de Kerch.
Apenas
20 minutos após a detenção do navio, surgiu a primeira reação da imprensa/mídia
russa, a agência de notícias RIAN publicou um comentário do senador russo
Vladimir Dzhabarov, que disse: “Se Kiev quer melhorar um pouco as nossas
relações, eles devem liberar imediatamente o petroleiro”.
Em
2018 por violações das leis ucranianas, Ucrânia deteve dois navios russos
“Mechanic Pogodin” e “Nord”, até hoje sob a custódia. Agora “Nika Spirit” lhes
fará a companhia.
A
decisão da detenção foi aprovada pelo presidente Zelensky no dia anterior, em
24 de julho, a decisão não foi fácil, já que era óbvio que a detenção do navio
poderá levar às ações de retaliação por parte da federação russa.
A
detenção de Neyma é a resposta lógica à recusa da federação russa em cumprir a
decisão do Tribunal Marítimo Internacional, que acusou a federação russa de deter
ilegalmente 24 marinheiros e 3 barcos ucranianos, aprisionados no Mar Azov em
25 de novembro de 2018, e exigiu a sua libertação imediata.
“Neyma” à bloquear o estreito de Kerch em 25 de novembro de 2018
Por
sua vez, as autoridades russas efetuaram as buscas no escritório da empresa armador
de “Nika Spirit” em Gelendzhik. Como informa agência russa TASS, as autoridades russas
querem perceber “razões para o envio do petroleiro para Ucrânia”.
Blogueiro:
o sucedido se pode explicar por 3 teorias principais. 1) “O efeito Trump”,
quando após se eleger e ganhar a maioria simples no parlamento, o
presidente Zelensky já não precisa da cartada de “melhoramento das relações com
Rússia”. 2) “Birra do menino Ze”: aparentemente houve a promessa russa de
bastidores (verbal e simplesmente esquecida no dia seguinte) do que os 24
marinheiros ucranianos capturados no Estreito de Kerch serão libertados à troco
da posição permissiva do presidente da Ucrânia na questão da reentrada da
Rússia na OSCE; 3) “Teatro para os crédulos”: quando as duas administrações, russa
e ucraniana, fazem o teatro para preparar a opinião pública à ideia da troca necessária
dos POW (mas a libertação dos marinheiros russos pelo SBU enfraquece bastante essa
teoria).
As
vossas teorias, queridos leitores, são bem-vindas! ;-)
Após
a aprovação do texto que torna possível o retorno da Rússia à Assembleia
Parlamentar do Conselho da Europa (APCE),
Ucrânia decidiu abandonar o organismo, decisão apoiada e seguida por Estónia, Geórgia,
Letónia, Lituânia, Polónia eEslováquia.
Intervenção do deputado ucraniano Olexiy Honcharenko (discurso em inglês):
Estas
delegações anunciaram a inadmissibilidade de suspender sanções aplicadas à
Rússia. Sobre a ameaça dessa decisão à própria existência do APCE/PACE. Apelando
aos seus próprios Parlamentos e Governos para que decidam sobre a participação
futura dos países no trabalho da PACE.
Declaração
dos membros das delegações da Estónia, Geórgia, Letónia, Lituânia, Polónia,
Eslováquia e Ucrânia na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (a
declaração foi apoiada pelos deputados individuais da Albânia, Grã-Bretanha e Suécia).
26
de junho de 2019 STRASBOURG | A restauração incondicional dos direitos da
delegação russa sem que a federação russa honre qualquer uma das exigências da
Assembleia, contraria os valores fundamentais do Conselho da Europa e do seu
Estatuto. Este passo envia um sinal muito negativo ao país que recorreu à
agressão armada, envenenamento de indivíduos, não respeita os direitos humanos
dos seus cidadãos e não promove mas procura desestabilizar as democracias em
toda a Europa.
Hoje,
nós, como delegados de nossas nações, não temos respostas às nossas nações
sobre como exatamente o Conselho da Europa está protegendo seus direitos se
parece estar mais interessado em proteger o bem-estar de um agressor do que as
vítimas de agressão e de repressão.
O
futuro do Conselho da Europa está sob ameaça como um todo, porque o CdaE está
perdendo a confiança das pessoas que ele deveria proteger.
Voltamos
para casa para consultar nossos Parlamentos e Governos sobre as ações conjuntas
na Assembleia nas próximas sessões.
Desejamos
boa sorte à recém-eleita Secretária-geral [a democrata-cristã croata Marija Pejčinović
Burić] e esperamos que ela encontre uma maneira de resolver esta crise de
confiança sem precedentes que foi criada nesta semana.
Bónus
No
dia 26 de junho as forças russo-terroristas abriram fogo de morteiros contra a
localidade de Avdiivka (sob controlo ucraniano), atingindo várias casas
particulares na rua Lisova, a casa que sofreu mais é Lisova № 11.
Parentes
de 55 holandeses que morreram devido ao derrube do Boeing-777 do voo MH17 de
Malaysian Airlines no leste da Ucrânia em 2014 entraram, nesta sexta-feira (23/11/2018), com uma
ação criminal contra a Rússia no Tribunal Europeu de Direitos Humanos, informa
agência russaInterfax.ru
“A
Rússia, para surpresa dos meus clientes, não forneceu informações importantes
para a equipa/e de investigação. Depois, forneceu argumentos que não eram
verdadeiros”, disse o advogado Meiru Meva, no comentário a televisão pública
holandesa. Meiru Meva é membro de um grupo de advogados que prestam apoio
jurídico aos familiares de vítimas do voo MH17, abatido pelas forças
russo-terroristas no leste da Ucrânia.
As forças russo-terroristas à festejarem o abate do Boeing-777 MH17
Anteriormente,
o ministro dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos, Stef Blok, apelou à
Rússia para cooperar na revelação da verdade.
O
Boeing-777 das Malaysian Airlines estava realizando o voo MN17 no trajeto entre
Amsterdam (Holanda) à Kuala Lumpur (Malásia), quando foi abatido nos céus da
Ucrânia na região de Donetsk, controlada pelas forças russo-terroristas em 17
de julho de 2014. A bordo estavam 298 pessoas. Todos eles morreram.
Roubo e demonstração pública dos bens dos passageiros mortos...
Foi
realizada uma investigação internacional, após a qual os Países Baixos e a
Austrália declararam que consideram a Rússia responsável no derrube de avião e
tencionam levar Moscovo à justiça.
Bónus
O petróleo da marca Brent
caiu abaixo de 60 dólares por baril (pela primeira vez desde outubro de 2017), embora
ainda em outubro de 2018 Brent custava 86 dólares por baril.
O Ministro da Defesa dos Países
Baixos informou
que a inteligência militar russa (GRU) estava tentando roubar os documentos relacionados com a investigação do abate, pela Rússia, do Boeing-777 do voo MH17, que se deu na Ucrânia em 2014,informa agência
noticiosaAssociated
Press.
Anteriormente,
no dia 4 de outubro
de 2018, as autoridades da
Holanda revelaram
os detalhes da expulsão,
em abril de 2018, de quatro operativos
do GRU russo
(revelando os dados dos seus passaportes diplomáticos) detidos em 13 de abril de 2018 quando planeavam cometer um ataque cibernético à Organização
para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).
Os operativos do GRU russo chegaram à Haia no dia 10/04/2018,
recebidos, no aeroporto, pelo consul da federação russa
Aleksei Morents (1977): operador TI/hacker
Alexey Minin (1972): acompanhante
Evgenii Serebriakov (aka Serebryakov), 1981, especialista em TI / hacker
Oleg Sontnikov (1972): apoio de HUMINT (Human Intelligence)
Equipamentos russos apreendidos e esquema representativo do ataque
Equipamentos russos apreendidos e esquema do seu uso no ataque
Péssimo 007, no momento da detenção Morents tentou partir o seu próprio telemóvel
O Departamento de Justiça dos EUA apresentou a acusação formal contra sete agentes de inteligência militar russa GRU (acusados de ataque informático russo contra agência antidopagem WADA, USADA e Tribunal Internacional de Arbitragem, divulgando, indevidamente os dados pessoais dos cerca de 250 atletas), de acordo com Erik Welling, o Vice-Diretor Assistente do FBI da divisão cibernética, os três deles já foram acusados nos EUA em conexão com a interferência ao processo eleitoral americano. Os agentes russos são acusados de branqueamento de capitais e o uso da criptomoeda para financiar as suas atividades criminais, parcialmente nos EUA.
O painel da TV estatal russa Rossija-1 discute em direto a "divisão eventual da Ucrânia"
Em
setembro de 2014, o politólogo russoValery
Soloveidescreveu os resultados conseguidos pelo Kremlin na Ucrânia. E traçou
três cenários das relações futuras ao médio-curto prazo: otimista, realista e
pessimista.
Vamos
citar:
«1.
A opção mais favorável para a Rússia é o profundo declínio socioeconómico e
político da Ucrânia, em consequência do qual a sua parte oriental, sem o
esforço da guerra e com o consentimento do Ocidente entrará sob o protetorado,
de facto, da Rússia. E enquanto algumas das elites russas consideram essa ideia
de wishful thinking [pensamento
positivo], ela se tornou o leitmotiv de uma nova estratégia de mídia: a
Ucrânia, dizem eles, entrará em colapso sob o peso de dificuldades, erros e
ações suicidas.
2.
Pior, mas bastante aceitável é considerado um acordo estratégico, sob o qual a
legalização internacional do novo status da Crimeia e do corredor terrestre [entre
Rússia continental e Crimeia] será trocado pela entrega [russa] do Donbas.
Dizem que agora isso não pode ser feito, mas em três ou quatro anos, por que
não? Acredita-se que com Poroshenko “é possível lidar e negociar”.
3.
É altamente indesejável e improvável, mas não seja excluída a opção de retomar
os combates convencionais em larga escala. Se pode escolher essa opção caso Ocidente
não apreciar devidamente o “comportamento pacífico da Rússia” e não abolir o
regime de sanções».
Mais
uma vez, era a situação, vista em 22 de setembro de 2014. O que aconteceu desde
aí de facto? Que tal repetir sobre “Poroshenko com qual se pode lidar e
negociar”?
Na
realidade veio o quarto cenário – mais que pessimista²:
O
Ocidente não apreciou o “comportamento pacífico da Rússia” e não aboliu o
regime de sanções. Além disso, o Ocidente introduziu as novas, até que hoje as
sanções de 2014 pareçam ridículas [no dia 29/09/2018, o Secretário do Estado do
Interior dos EUA, Ryan
Zinke, disse que os Estados Unidos não descartam a hipótese “se for necessário”,
de usar a marinha, para “bloquear o fornecimento de energia russa ao Médio Oriente,
levando assim a Rússia fora do mercado energético]. A Rússia optou por um agravamento
militar no início de 2015, apesar da extrema indesejabilidade de tais ações.
Conseguiu um resultado extremamente importante – realizou em Moscovo a
exposição de objetos saqueados na cidade ucraniana de Debaltseve.
O tema da troca da Crimeia pelo Donbas causa o riso até nos galinheiros do
galo-alfa Igor “Strelkov” Girkin, e a frase “corredor terrestre à Crimeia” é
simplesmente esquecida a abandonada por todos.
A
única esperança do Kremlin atualmente é a vitória nas eleições presidenciais na
Ucrânia de qualquer um, menos o Presidente Petró Poroshenko. É a sua esperança
final.
Essa
é a diferença real entre o plano pessimista e a realidade, é a razão pela qual
votaremos em Poroshenko. A última esperança do Kremlin “qualquer um, menos Poroshenko”
é a razão principal por que apoiaremos Presidente e pedimos os votos para ele.
O
câmbio do rial iraniano (IRR) caiu quase até 150.000 riais por 1 dólar americano. Em maio
de 2018 um dólar ainda valia 60.000. O mercado cambial iraniano reage às sanções
americanas e à fuga dos investidores estrangeiros. É o preço à pagar pelas três
guerras que o regime iraniano mantém no exterior, usando a guarda
revolucionária e os proxies xiitas.
A
queda ainda não é igual a da Venezuela, mas a tendência é a mesma. A economia
do país produtor do petróleo não está aguentar as ambições políticas das suas
elites reinantes.
No país vizinho, o Banco Central russo já informou que as taxas diretoras aumentarão e as intervenções cambiais
serão reduzidas. As razões dos problemas russos são as mesmas – as guerras na Ucrânia e na Síria em
que Putin entrou sem perspectivas claras, além de uma política interna bastante insana. O atual aumento draconiano de impostos e a aumento da idade de reformas são a última reserva. Em resultado, a base tributária russa será mais reduzida,
a produção industrial está próxima do coma, o aumento dos impostos e das taxas
darão cada vez menos receita. Não há milagres na economia.
São
lições muito úteis ao Brasil, se
o país
não eleger Bolsonaro (e de preferência ainda no 1º turno), infelizmente será o
próximo ponto da desgraça...
FSB vs grupo
de “maça ilegal”
A
Direcção do Rosselkhoznadzor (organismo estatal russo, que zela pela qualidade
dos produtos agrícolas) da região russa de Sverdlovsk, com apoio operacional do
departamento regional de FSB, realizou uma operação especial, em que apreendeu
e destruiu 77 (setenta e sete) kg de maçãs, escreve a página russa Znak.com
As
maçãs foram apreendidas num dos armazéns de vegetais em Ecaterimburgo. O nome do armazém não é divulgado, uma
vez que esta é uma informação operativa do FSB. Rosselkhoznadzor explicou que “durante
a ação em um dos armazéns foi achada a produção proibida à importação à
federação russa – seis caixas de maçãs frescas de origem desconhecida”.
As
maçãs foram retiradas da venda e levadas, de urgência, à uma distância de 70
quilómetros da cidade e destruídos: primeiro foram esmagadas por uma
escavadora frontal, depois pisadas por suas rodas e por fim, cobertos de terra:
Note-se
que essa operação especial foi realizada extritamente de acordo com o decreto do presidente
russo de 29 de julho de 2015 № 391: “Sobre as certas medidas económicas
especiais, aplicadas para garantir a segurança da federação russa” e do Decreto
do governo russo de 31 de julho de 2015 № 774 “Sobre aprovação das regras da
destruição de produtos agrícolas, matérias-primas e alimentos incluídos na
lista de produtos agrícolas, matérias-primas e alimentos, originários dos
Estados Unidos, da União Europeia, Canada, Austrália, Noruega, Ucrânia,
Albânia, Montenegro, Islândia e Principado do Liechtenstein”.
As
normas russas foram introduzidas em resposta às sanções internacionais dos EUA,
da UE e de alguns outros países, em resposta da comunidade
internacional pela ocupação e anexação russa da península ucraniana da Crimeia
em 2014.
Washington bloqueou ativos russos nos EUA no valor de centenas de milhões
de dólares, informou o vice-secretário do Tesouro dos EUA, Sigal Mandelker.
A declaração surgiu nas vésperas de seu discurso no Senado. Mandelker,
responsável pelas sanções no Ministério das Finanças, prestava as informações ao
Comité Bancário do Senado sobre Pressão Sancionária sobre a Rússia.
Além disso, Washington incluiu dois russos e uma empresa na lista de sanções
ligadas à interferência russa no processo eleitoral nos EUA.
As restrições foram impostas contra Anton Nagibin (1985) e Marina Tsareva (1973),
ambos associados à empresa “Divetechnoservice”, também sob sanções americanas. Além disso, Washington adicionou duas empresas russas e seis navios à lista de
sanções contra a Coreia do Norte. São empresas “Hudson Shipping” de Vladivostok e “Vela
Marin” de São Petersburgo, bem como os navios “Bella”, “Hercules”, “Neptun”, “Partizan”,
“Patriot” e “Sevastopol”, todos registados sob a bandeira russa.
O Ministério das Finanças informou que os EUA continuarão a impor as sanções
contra a Rússia, se “Moscovo não mudar o seu comportamento”.
Os Estados Unidos impuseram um número considerável de sanções contra a Rússia. Parte
das medidas são impostas pela ordem do Presidente e ele tem o direito de
removê-las. Os demais são impostas de acordo com a lei adotada pelo Congresso
chamada “Combatendo os oponentes da América através de sanções” e não podem ser
cancelados sem o consentimento do Congresso. Estas incluem sanções contra
cidadãos e empresas que estão ou estavam envolvidas em ataques cibernéticos
contra os Estados Unidos.
Em 8 de agosto, o governo dos EUA anunciou novas sanções contra Moscovo devido
ao envenenamento dos Skripal. Espera-se que este primeiro pacote de nova vaga
de sanções americanas entre em vigor já em 22 de agosto.