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terça-feira, setembro 12, 2023

Eleições russas de 2023: um anschluss 2.0

Há 85 anos, ocorreram “eleições” numa superpotência e nos territórios por ela ocupados. Por ocasião do anschluss, realiza-se uma votação para aprová-lo e, ao mesmo tempo, realizam-se “eleições” parlamentares.

“Ao mesmo tempo” - no sentido literal da palavra: há apenas um boletim de votação. Há duas perguntas nele, mas também há uma resposta. Tudo é feito para a comodidade dos eleitores: eles não precisam de se preocupar qual círculo escolher. Também não há necessidade de se preocupar qual partido escolher: só há um partido que vai às “eleições”, o NSDAP.

De acordo com os resultados da votação, o NSDAP recebe mais de 99%. O que é característico é que nos territórios ocupados a percentagem do NSDAP é ainda ligeiramente superior à da própria Alemanha.

Para obter a máxima transparência, muitos votaram abertamente, mostrando a todos que disseram “sim” tanto ao anschluss como ao líder nacional. Bem, caso contrário, as SS poderiam fazer perguntas às pessoas, vocês entendem.

Na verdade, isto é tudo o que você precisa de saber sobre as “eleições” que aconteceram ontem e que acontecerão novamente em março de 2024 na Rússia.

Fonte

Blogueiro

Cerca de 5% de eleitores em Moscovo/u e nas outras grandes cidades protestaram contra a fraude eleitoral de única maneira ainda permitida no reich russo: estragando o boletim de voto, votando contra todos, escrevendo os slogans anti-putin e antiguerra.

Região de Omsk: «putin huylo»

Região de Omsk: «Isso não são eleições, é mentira!!!»

Krasnoyarsk (Sibéria ocupada): «Não à guerra. Tribunal ao putin»

Omsk: «Escolha o menos canalha entre um
montinho de canalhas absolutos e idiotas»

Região de Ivanovo: «Cabrões, eu vos odeio»

Moscovo: «Não à guerra!»

quinta-feira, outubro 10, 2019

Secreta militar russa tem unidade própria para ações de desestabilização na Europa

Chama-se Unidade 29155, está ativa há pelo menos dez anos mas só agora foi descoberta por diversos serviços de informações ocidentais. Unidade russa terá estado envolvida no envenenamento de Skripal.

por: Gonçalo Correia, Observador.pt

As operações secretas em território estrangeiro têm sido muitas, mas os países ocidentais demoraram quase dez anos a descobrir que existe uma unidade dos Serviços Secretos das Forças Armadas Russas (conhecida pela abreviatura GRU) especializada em operações de desestabilização em território europeu. A divisão chama-se Unidade 29155, tem agentes peritos em ações de “subversão, sabotagem e homicídios” e foi responsável pelo envenenamento e tentativa de homicídio do antigo espião russo Sergei Skripal no Reino Unido, em 2018, pela tentativa de homicídio dois anos depois do primeiro-ministro de Montenegro e pelo envenenamento de um comerciante de armas na Bulgária, em 2015. Nenhuma destas operações foi concluída com sucesso.
O comerciante de armas búlgaro Emilian Gebrev sobreviveu a um ataque de envenenamento em 2015.
Crédito Nikolay Doychinov / Agence France-Presse - Getty Images
A revelação é feita pelo The New York Times (NYT). O jornal norte-americano teve acesso a documentos russos e a relatórios de unidades de Serviços Secretos de países ocidentais, recolhendo ainda depoimentos de agentes destas equipas e de um operacional “reformado” dos Serviços Secretos das Forças Armadas Russas.

Esta unidade dos secreta militar russa, agora revelada, contrasta com outras do mesmo país em termos de métodos. Ao invés de optar por ações de desestabilização informática — com recurso a hackers, por exemplo —, a Unidade 29155 realiza operações no terreno. Os seus agentes, alguns dos quais “veteranos de guerra condecorados” por serviços prestados “em alguns dos conflitos mais sangrentos” do exército russo (por exemplo, no Afeganistão, Chechênia e Ucrânia), “deslocam-se de e para países europeus” para operações secretas, aponta o NYT. O secretismo é tanto que a existência da unidade era desconhecida até de outras divisões do mesmo comando, a GRU.

Existem, no entanto, outras unidades russas com métodos similares, como o Serviço de Segurança Federal, que já foi liderado por Vladimir Putin e que chegou a ser acusado pelas autoridades britânicas de ter sido responsável pelo homicídio do antigo espião russo Aleksander V. Litvinenko, em 2006.
O major-general Andrei V. Averyanov, à esquerda, é o comandante da unidade.
O coronel Anatoly V. Chepiga foi indiciado na Grã-Bretanha pelo envenenamento de Skripal. imagem: NYT
Um agente europeu em atividade falou com o The New York Times sob condição de anonimato e afirmou tratar-se de “uma unidade que tem estado ativa ao longo dos últimos anos em território europeu”, admitindo ainda a surpresa perante a perceção de que “os russos, [através de] esta unidade dos serviços secretos, tenham-se sentido livres para sair do país e levar a cabo este tipo de atividades extremamente malignas em países amigáveis [com os quais têm relações diplomáticas]. Foi um choque”.

Os alertas sobre as ações secretas de agentes russos em território europeu têm sido sérios e múltiplos nos últimos anos. O chefe dos Serviços Secretos do Reino Unido (MI6), Alex Younger, já adimtiu que que “quase não há limites” nas operações secretas russas.

Em 2012, uma diretiva do Ministério da Defesa presidido por Vladimir Putin já reconhecia a existência desta unidade, autorizando que se dessem prémios especiais a três unidades secretas por “feitos especiais no serviço militar”. Uma delas era esta equipa agora descoberta pelos países ocidentais. As outras unidades eram a 74455 — que viria a estar envolvida, quatro anos depois, na alegada interferência russa nas eleições presidenciais norte-americanas, que opuseram Donald Trump a Hillary Clinton — e a 99450, cujos membros “terão estados envolvidos na anexação da Península ucraniana da Crimeia em 2014”.

Um dos aspetos que ainda intriga os países ocidentais é o fracasso de todas as operações conhecidas levadas a cabo por esta unidade de Serviços Secretos das Forças Armadas Russas. Não se descarta, para já, a hipótese de que tenham sido levadas a cabo outras operações com sucesso, de que os Serviços Secretos ocidentais não estejam ainda a par.

O jornal norte-americano tentou contactar um porta-voz do presidente russo Vladimir Putin, Dmitri S. Peskov, que “remeteu questões sobre esta unidade [dos serviços secretos] para o Ministério da Defesa da Rússia”. Contudo, o Ministério “não deu resposta aos pedidos de comentário” feitos a propósito desta revelação.

sábado, maio 11, 2019

Dia 9 de maio: vitória de Kolyma sobre Buchenwald

Diversas razões não permitem aos ucranianos celebrar o dia 9 de maio, muito menos a “grande guerra patriótica”, dado que a vitória da URSS comunista sobre Alemanha nazi significou apenas a mudança do regime de ocupação, as duas ocupações foram cruéis e sanguinárias.

✔As perdas demográficas totais da Ucrânia na II G.M., incluindo os mortos, vítimas de campos de concentração e deportados, somam não menos de 14 milhões de pessoas.
✔Das 41,7 milhões de pessoas que viviam na Ucrânia Soviética antes da II G.M, apenas 27,4 milhões sobraram em 1945.
✔Em resultado das ações militares morreram, pelo menos, 8 milhões de ucranianos.
✔Deportação para a Sibéria, Cazaquistão e Extremo Oriente – totalizam mais de 1 milhão de habitantes da Ucrânia Soviética, principalmente moradores das suas regiões ocidentais.
✔O número de ostarbeiters ucranianos é de cerca de 2,4 milhões entre os 2,8 milhões de cidadãos soviéticos, levadas aos trabalhos forçados na escravidão nazi(sta).
✔720 cidades e vilas da Ucrânia, 28.000 aldeias foram transformadas em ruínas, das quais 250 foram totalmente queimadas; 16,5 mil empresas industriais; 18 mil instituições médicas, 33 mil escolas primárias e secundárias, escolas técnicas e institutos de pesquisa foram destruídos; além de mais de 33 mil kolkhozes (fazendas coletivas), sovkhozes (fazendas estatais), estações de reparações agrícolas (MTS), etc. E tudo isso foi feito não apenas pelos nazis(tas), mas também pelas tropas soviéticas e NKVD durante a sua retirada militar no versão de 1941.

A parada militar nazi-soviética na cidade de Brest em 22/09/1939:

Uma data na história

No dia 9 de maio de 2014 as unidades russo-terroristas ocuparam a cidade ucraniana de Mariupol (ler mais). Naquele dia, defendendo a cidade morreram 6 polícias, militares e voluntários ucranianos de mais diversas idades e origens étnicas:
A ocupação da cidade durou um pouco mais de um mês, até 13 de junho de 2014.

Não se pode esquecer isso.
Ucrânia e ucranianos, naturalmente, podem perdoar aqueles que se arrependerão, mas não é nada crível que isso venha a acontecer, tão pouco vindo dos “irmãos” russos...

domingo, novembro 25, 2018

Os navios ucranianos atacados e aprisionados pela armada russa no Mar Azov

Armada russa pertencente à Guarda-fronteira (FSB), atacou os três navios da Força Naval da Ucrânia. O rebocador “Jany Kapu” sofreu abalroamento intencional, as lanchas “Berdyansk” e “Nikopol” estão danificadas e capturadas pelo inimigo, há pelo menos 6 feridos (2 graves) entre os marinheiros ucranianos.
O momento do ataque do navio russo contra o rebocador ucraniano
No dia 25 de novembro um grupo de navios da Força Naval da Ucrânia, composto por duas pequenas lanchas blindadas de artilharia “Berdyansk” e “Nikopol” e um rebocador portuário desarmado “Jany Kapu”, estavam efetuando a movimentação planificada entre porto de Odessa no Mar Negro e porto de Mariupol no Mar Azov. Armada ucraniana informou antecipadamente a contraparte russa sobre a movimentação dos navios.
Rebocador portuário desarmado "Jany Kapu"
No entanto, e contrariando a Convenção de ONU sobre o Direito do Mar e acordo entre Ucrânia e Rússia sobre a cooperação no uso do Mar Azov e do estreito de Kerch, quatro navios da Guarda-fronteira russa: as lanchas da classe “Sobol” e “Mangust”, os navios “Don” e “Suzdalets”, efetuaram as ações agressivas contra os navios ucranianos. Navio russo “Don” (1.500 toneladas) efetuou o abalroamento intencional do rebocador ucraniano desarmado “Yany Kapu” (305 toneladas), o que danificou o motor principal do navio, o forro e a vedação do forro, foi perdida uma jangada de salvamento. As forças russas de ocupação se recusam salvaguardar o direito de liberdade de navegação, garantido por acordos internacionais.
O momento em que um cargueiro russo bloqueia a passagem debaixo da ponte entre Rússia continental e Crimeia ocupada, impedindo a passagem dos navios ucranianos e violando o direito ucraniano de usar o Mar Azov

O momento em vídeo em que o navio russo da Guarda-fronteira (FSB) “Don”, ataca, absolutamente intencionalmente, o rebocador desarmado ucraniano “Jany Kapu”:


A federação russa mais uma vez demonstrou sua natureza agressiva, assim como a completa negligência das normas do direito internacional. Os navios da Marinha de Guerra da Ucrânia continuam a desempenhar as suas tarefas em conformidade com todas as normas do direito internacional. Todas as ações ilegais são registadas pelas tripulações dos navios e pelo Comando das Forças Navais das Forças Armadas da Ucrânia e serão apresentados aos organismos internacionais competentes.

O grupo naval das Forças Armadas da Ucrânia continua à navegar rumo ao porto de Mariupol, apesar da oposição da federação russa, informa o centro de imprensa do Comando da Marinha de Guerra da Ucrânia.


A rádio da Crimeia, Kerch FM, divulgou as fotos do navio russo “Suzdalets” que este sofreu em resultado do abalroamento intencional do rebocador ucraniano.
ATUALIZADO às 21h208 (hora ucraniana) pelo centro de imprensa do Comando da Marinha de Guerra da Ucrânia:

De acordo com a informação operacional, duas pequenas lanchas blindadas de artilharia “Berdyansk” e “Nikopol” foram atingidas pelo fogo inimigo e perderam o seu curso. O rebocador “Jany Kapu" também foi forçado a parar. Os navios [ucranianos] foram capturados pelas forças especiais russas. Há também informações sobre dois marinheiros ucranianos feridos.


sexta-feira, outubro 26, 2018

Realizador ucraniano Oleg Sentsov, preso na Rússia, vence Prémio Sakharov

Distinção é atribuída pelo Parlamento Europeu. Oleg Sentsov foi condenado à 20 anos de prisão por um tribunal russo. O Parlamento Europeu apoiou uma resolução sobre a libertação imediata do cineasta e outros 158 presos políticos ucranianos, escreve edição online portuguesa DN.pt
Oleg Sentsov no tribunal russo durante o seu julgamento | foto: Sergey Pivovarov/Reuters
O Prémio Sakharov de Direitos Humanos foi atribuído esta quinta-feira ao realizador ucraniano Oleg Sentsov. Oleg Gennadyevich Sentsov, natural da Crimeia, ficou internacionalmente conhecido pelo seu filme Gamer, de 2011. Após a anexação da Crimeia pela federação russa foi preso, em maio de 2014, na sua terra natal e condenado a 20 anos de prisão por um tribunal russo, sob a acusação de conspirar para a prática de atos terroristas. O cineasta e escritor tinha-se oposto à anexação.
As capas, russa e holandesa, do seu filme Gamer
A 14 de maio deste ano entrou em greve de fome, em protesto contra a prisão de 65 presos políticos ucranianos na Rússia.

A União Europeia e os Estados Unidos condenaram a detenção de Sentsov e apelaram à sua libertação, sem sucesso. Em junho deste ano, o Parlamento Europeu apoiou uma resolução sobre a libertação imediata do cineasta e outros 158 presos políticos ucranianos.
Uma das últimas imagens do Oleg Sentsov de dentro da prisão russa, agosto de 2018
Os realizadores de cinema europeus Agnieszka Holland, Ken Loach, Mike Leigh, e Pedro Almodóvar co-assinaram a 10 de Junho de 2014 uma carta da Academia de Cinema Europeu às autoridades russas, exigindo que as acusações contra Sentsov fossem retiradas, e as denúncias de tortura investigadas. O director de cinema iraniano Mohsen Makhmalbaf dedicou a sua aceitação do Prémio Robert Bresson 2015 do Festival de Cinema de Veneza a Sentsov, chamando a condenação de uma “grande injustiça”, e a sentença “um passo para intimidar toda a sociedade russa, especialmente os intelectuais e artistas”.
Um dos cartazes ucranianos à exigir a libertação do Oleg Sentsov
[...] O galardão será atribuído a 12 de dezembro, durante a sessão plenária do Parlamento Europeu. A oposição democrática na Venezuela foi a vencedora do Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento em 2017.

quinta-feira, outubro 18, 2018

A atual guerra russo-ucraniana em 7 minutos e 600 fotos


https://ucrania-mozambique.blogspot.com/2016/08/a-guerra-no-donbas-em-fotos.html
O vídeo de 7 minutos mostra cerca de 600 fotos, desde Maydan de 2013-14 até o quotidiano da linha da frente na Donbas. Muitas destas fotos são inéditas.

“A guerra dividiu a vida em duas parte, agora tudo ficou entre entes e agora…”
Fotos: Dmytro Muravsky (2013-2018) | Vídeo: Semen Horov e Volodymyr Sanchenko.

sábado, setembro 29, 2018

Junta de Donetsk liquida os rivais e tenta se entrincheirar no poder

Após a divulgação da informação do SBU sobre a participação do Denis Pushilin na eliminação do anterior líder de separatistas de Donetsk, o atual chefe interino da dita “dnr” agiu sem perder o tempo. Um dos grupos separatistas rivais perdeu a liderança e o congresso dos comunistas locais foi alvo de um ataque bombista.    
Pavel Gubarev - Died Moroz, Ucrânia em paz, década de 2010 
Primeiro, neste sábado, na cidade de Donetsk decorreu o congresso do assim chamado “partido Donbas Livre”, criado e liderado pelo clã Gubarev. Pavel Gubarev (1983) é um dos líderes separatistas da primeira leva, na Ucrânia era um pequeno empresário do ramo de eventos, ganhava dinheiro organizando e participando nas festinhas de crianças, se disfarçando de Died Moroz (Pai Natal/Papai Noel). Na juventude pertenceu ao grupo neonazi russo “Unidade Nacional Russa” (RNE), que participou, nas fileiras separatistas, na guerra russo-ucraniana sob o nome do “Exército Ortodoxo Russo”.
Jovem Pavel Gubarev era filiado no grupo neonazi russo “Unidade Nacional Russa” (RNE)
Na sequência do atentado e do acidente de viação, Pavel foi confinado à uma vida caseira, enquanto a sua esposa Ekaterina (que separatistas chegaram à nomear de “ministra dos negócios estrangeiros da dnr”), dirigia o partido e cerca de sete órgãos de comunicação social online, pertencenes ao clã e todas de inspiração separatista.
Ekaterina Gubareva, é uma alma artística
Neste sábado, 29 de setembro, Ekaterina foi levada à força para uma “conversinha” com as pessoas próximas do Pushilin, em que foi informada do seguinte (segundo as suas próprias palavras após a libertação): “Donbas Livre” deixa de pertencer e ser liderado pelo clã Gubarev, a própria Ekaterina, o seu 1º número na lista das próximas “eleições”, é excluída e nem sequer constará na nova lista do grupo. As sete páginas online, pertencentes ao clã, também foram tomadas de assalto e eventualmente mudarão de proprietários.
"Na lista eu era número um; agora nem sequer estou na lista")
Os apoiantes russos do clã Gubarev, escrevem, indignados, que Denis Pushilin está criar em Donetsk uma espécie da Coreia do Norte. Parece que só hoje é que repararam que matar os ucranianos e mesmo os seus próprios comparsas, torturar os cidadãos nas masmorras do “mgb dnr” faz mal à saúde. Os comunistas e nazis(tas) sempre estão convencidos de que as repressões, espancamentos e cadeias são ótimas. Até que chegue a sua vez, e o “amado líder” de amanha se torne “inimigo do povo” de hoje.
O pastor ucraniano Oleksandr Khomchenko após as torturas russo-terroristas
Como escreve o blogueiro ucraniano Denis Kazansky: “o mundo russo é assim mesmo, mas pelo menos podem ficar felizes, que não estão na Europa”)
Os separatistas de Donetsk queimam os comunistas locais...
No mesmo dia, em Donetsk decorria o “congresso” do “partido comunista da dnr” (após a morte do Zakharchenko os separatistas se preparam para assim chamadas “eleições”, marcadas para o dia 10 de novembro de 2018). No local do “congresso”, ocorreu um atentado bombista de baixa intensidade, três pessoas foram feridas sem muita gravidade, entre eles, o candidato dos comunistas ao posto do líder da “dnr”, tártaro étnico Igor Hakimzianov (o “ministro da defesa da dnr” em abril-maio de 2014). Possivelmente, a baixa intensidade da explosão foi escolhida propositadamente, apenas para passar o recado aos comunistas locais, para que estes não se esquecem quem é que manda no pedaço.
Comunista Igor Hakimzianov, o “ministro da defesa da dnr” em abril-maio de 2014
É de notar, que segundo a “legislação” dos separatistas, este sábado é último dia para apresentação oficial de documentos dos “partidos” da dita “dnr”, que desejam participar no “processo eleitoral”. Por isso as ações do poder são perfeitamente compreensíveis. Quem apresentar os documentos em sintonia com Pushilin, fará parte do novo poder da dita “dnr”. Quem não conseguir os participar, será definitivamente marginalizado. Na “dnr” não existe nenhum mecanismo de reclamar os seus direitos preteridos. Mais uma vez: “o mundo russo é assim mesmo, mas pelo menos podem ficar felizes, que não estão na Ucrânia, nem na Europa”)   
Comunista Igor Hakimzianov, o “ministro da defesa da dnr” em abril-maio de 2014
Os próprios comunistas, por acaso, não têm dúvidas: “é uma tentativa de atrapalhar nossa participação nas eleições, nos deparamos constantemente com problemas na arrecadação de documentos”.
O momento exato de liquidação do Alexander Zakharchenko | faça click para ver vídeo
Como já escreveu, por diversas vezes, o nosso blogue no passado, só podemos desejar aos líderes separatistas a sabedoria de decidir a sua entrega atempada ao SBU e à justiça ucraniana. Os que não possuem a sangue ucraniana nas mãos, podem almejar as penas mínimas ou mesmo suspensas, os que cometeram os crimes de sangue serão condenados às penas até 15-20 anos de prisão efetiva. Por bom comportamento poderão sair após cumprir ⅔ das mesmas. É sempre uma mais-valia, comparada com a morte inglória, numa sarjeta qualquer, que a região de Donbas possui tantas...
Bónus

Como escreve o mesmo blogueiro Denis Kazansky, a assim chamada «comissão central eleitoral da dnr» foi encabeçada pela Olga Pozdniakova – cidadã russa que antes da guerra russo-ucraniana era deputada municipal do partido governamental russo “Rússia Unida” na cidade de Shakhty da região russa de Rostov.
A cidadã russa Olga Pozdniakova, a chefe da «comissão central eleitoral da dnr»
Pelos vistos as futuras “eleições” não foram confiadas aos separatistas locais, um processo demasiadamente sério.

«A guerra civil na Ucrânia» é quando as «vontades eleitorais dos habitantes de Donbass» são garantidas pelos cidadãos russos. Que possivelmente, simplesmente se perderam naquela região.

© Denis Kazanskyhttps://www.facebook.com/andriy.shor/videos/2088755801154933