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domingo, março 31, 2019

As crónicas da severa pauperização ucraniana

Após 15 anos (Sic!) de inatividade começou funcionar o aeroporto da cidade ucraniana de Poltava. O aeroporto foi inaugurado com voo Poltava-Sharm el-Sheikh da lowcost SkyUp, contratado pela operadora turística JoinUp, escreve a página ucraniana Biz.liga.net

O próximo voo Poltava – Sharm el-Sheikh ocorrerá no dia 2 de abril, e à partir de maio de 2019, são planeados os voos semanais a região turística turca de Antália.
A recuperação do aeroporto de Poltava custou cerca de 68 milhões de UAH (cerca de 2.500 milhões de dólares), usados para a reparação inicial da pista e substituição do sistema de iluminação. O edifício do aeroporto foi reparado de raiz.
Para que o aeroporto funcione no inverno, haverá necessidades de adquirir uma viatura de bombeiros e os equipamentos especiais para manuseio de líquido de degelo – isto custará cerca de 60 milhões de UAH (2.205 milhões de dólares), outros 30 milhões de UAH (1.100,000,00 dólares) são necessários para a reparação profunda da pista. As obras serão financiadas pelo orçamento do Estado.

É de recordar que em 2017 o governo ucraniano atribuiu ao aeroporto de Poltava o status internacional.

Mercado dos telemóveis da Ucrânia continua a crescer. Em 2018, os ucranianos gastaram na compra de telemóveis e smartphones mais de 30 bilhões de UAH (1.100,000,00 dólares), o que supera em 34% os números de 2017, escreve Gagadget.com, citando dados da MOYO e da GfK Ucrânia.

O artigo possui a diversa infografia interessante, escolhemos apenas uma imagem. Em 2018 em cada dia do calendário os ucranianos gastavam em compra dos smartphones 82,4 milhões de UAH (3.029.000,00 dólares).
3.029.000,00 dólares por dia!

Realmente, Ucrânia passa por uma pauperização muitíssimo severa!
Presidente Poroshenko, por favor, não pare por aqui!

sexta-feira, janeiro 04, 2019

Ucrânia alcança já neste domingo a sua independência religiosa

Nos dias 5 à 6 de janeiro em Istambul, será realizada a cerimónia de assinatura e entrega de Tomos (carta eclesiástica) no âmbito do reconhecimento formal e por escrito da autocefalia canónica da Igreja Ortodoxa da Ucrânia como uma das 15 igrejas ortodoxas locais do mundo. A delegação chefiada pelo presidente Petró Poroshenko viaja para participar na cerimónia, informa Rádio Svoboda.

De acordo com o serviço de imprensa do Parlamento da Ucrânia (Verkhovna Rada), além do chefe de Estado, viajarão para Istambul o chefe do parlamento Andriy Parubiy e o metropolita da Igreja ortodoxa da Ucrânia Epifaniy, à quem o Patriarca Ecuménico Bartolomeu entregará o Tomos, no dia 6 de janeiro.
O presidente Petró Poroshenko e Andriy Parubiy irão se reunir com o Patriarca Ecuménico Bartolomeu e com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

No dia 6 de janeiro, o Presidente da Ucrânia, chefe do Parlamento e outros membros da delegação ucraniana participarão na cerimónia de recepção de Tomos, na Divina Liturgia (administrada em conjunto pelo Patriarca Ecuménico Bartolomeu e pelo Metropolita Epifaniy), bem como na cerimónia da bênção da água na baia «Corno de Ouro».

O Patriarcado Ecuménico abençou a criação da Igreja unificada canónica Ortodoxa local na Ucrânia, independente da Igreja Ortodoxa russa (IOR), realizada no Concílio unificador em Kyiv, em 15 de Novembro de 2018. Antes disso, o Sínodo do Patriarcado Ecuménico também retirou o anátema da IOR, imposto contra as lideranças das igrejas ortodoxas da Ucrânia. Além disso, o Sínodo do Patriarcado Ecuménico reverteu sua decisão de longa data, que Moscovo erroneamente interpretava como a transferência da subordinação histórica do Patriarcado de Moscovo sob a Metropólia de Kyiv.

O mapa interativo da passagem das paróquias da Igreja Ortodoxa russa (ex-Patriarcado de Moscovo) para a Igreja Ortodoxa da Ucrânia:
faça click para ver o mapa online

sexta-feira, outubro 19, 2018

O Patriarca Ecuménico Ortodoxo terá a residência oficial em Kyiv


No dia 18 de outubro, o Parlamento da Ucrânia, com 237 votos a favor aprovou o projeto de lei № 9208, apresentado pelo Presidente Petró Poroshenko. Segunda a nova lei, a Igreja de Santo André da reserva Nacional “Sofia de Kyiv” passa ao livre e permanente uso eclesiástico do Patriarcado Ecuménico Ortodoxo de Constantinopla.

Naturalmente, todas as “conservas do Kremlin”, dentro e fora do parlamento começaram uivar, acusando o Presidente e poder ucraniano de “desperdiçar os bens culturais”.

A realidade dos factos é totalmente diferente. Primeiro, o património cultural ucraniano nunca antes esteve em mãos tão confiáveis ​​e carinhosas.
Em segundo lugar – a entrega ao uso, não significa transferência dos direitos de propriedade. Os uivantes sabem disso muito bem, mas também sabem que o seu eleitorado semianalfabeto acreditará nestes argumentos histéricos e uivará em uníssono. Embora na realidade, a igreja de Santo André de Kyiv continuará pertencer ao Estado ucraniano. E a transferida ao uso do Patriarcado Ecuménico Ortodoxo está em plena conformidade com a legislação sobre a proteção do património cultural.

O chefe do Parlamento ucraniano, Andriy Parubiy, durante a votação, trollou os adversários, de forma muito engraçada, quando declarou: “Que os demónios enlouquecem, mas as forças ucranianas votam “sim”!

De fato, estamos testemunhando a criação da primeira residência do Patriarcado Ecuménico Ortodoxo fora da Turquia em toda a história do seu patriarcado. E não em lugar qualquer, mas em Kyiv. Este é um passo muito corajoso da parte do Presidente Poroshenko, e mais uma tapa na cara do Cirilo e do Kremlin. Este passo fortalecerá a relação do Patriarca Ecuménico Ortodoxo com Ucrânia e tornará as mudanças irreversíveis: Ucrânia nunca mais voltará ao domínio da ortodoxia russa.

Representantes da Igreja Ortodoxa Autocéfala da Ucrânia já deram o seu consentimento para a entrega da catedral. As missas, a propósito, não interferem, de modo algum nos trabalhos de restauração. A Europa está cheia destes casos: os murais únicos da Basílica de São Pedro no Vaticano são mantidos em excelentes condições, apesar dos milhares de peregrinos e cultos diários.

Então, que os demónios enlouquecem!
@ Olena Monova

sábado, setembro 29, 2018

A morte do Zakharchenko discutida antecipadamente pelos separatistas

A secreta ucraniana SBU divulgou a gravação efetuada em junho de 2018, em que o assessor, ex-responsável pela segurança do atual chefe dos separatistas de Donetsk, está discutir, usando a linguagem ligeiramente codificada, a liquidação física do líder da dita “dnr” Aleksandr Zakharchenko, ação realmente registada em 31 de agosto de 2018.  
1: Denis Pushilin e 2: Alexander Lavrentyev na Donbas | Imagem: SBU
O atual líder da dita “dnr” se chama Denis Pushilin (1981), é um dos separatistas da primeira leva, pertencente à sua ala “não militar”. É conhecido sobretudo por fazer a carreira e ganhar dinheiro como representante em Donetsk, da famosa pirâmide financeira russa, MMM, que usando o “esquema ponzi”, se apropriou de poupanças pessoais de entre 5 à 40 milhões de pessoas (na sua grande maioria cidadãos russos), que perderam cerca de 10 bilhões de dólares. Até a morte do Zakharchenko, Pushilin ocupava a posição do chefe do “Conselho popular da dnr”, posto meramente protocolar, representando os separatistas nas negociações em Minsk.
1: Denis Pushilin e 2: Alexander Lavrentyev na Donbas | Imagem: SBU
Até que em 12 de junho de 2018, às 16h50, na cidade turca de Antália, no restaurante «Yuvam», decorreu uma conversa entre o assessor oficial do Pushilin – cidadão do Cazaquistão Alexander Lavrentyev (1983) e dois desconhecidos, um dos quais falava língua russa com um sotaque ucraniano. É de notar que a carreira do Lavrentyev entre os separatistas de Donetsk começou em 2014, quando ele se ocupou pela segurança pessoal do Pushilin. Quando a fase mais quente dos combates na linha da frente terminou no fim de 2014 – início de 2015, ele se tornou o assessor oficial do Pushilin, nas estruturas do “conselho popular”:

A conversa entre Lavrentyev e dois desconhecidos (muito possivelmente gravada e entregue à Ucrânia pela secreta turca) durou cerca de quatro horas, SBU  divulgou apenas pequenos trechos reveladores, que demonstram a preparação do “golpe palaciano” por parte do Pushilin e da sua decisão do afastamento do Zakharchenko o mais tardar até o setembro de 2018, e fora do “processo eleitoral”.
O momento exato de liquidação do Zakharchenko em 31/08/2018
Lavrentyev explica aos seus interlocutores (um dos quais se chama Victor) que com o aparecimento do novo chefe interino da “república popular”, o “problema do Zakharchenko” será resolvido definitivamente, informa SBU.
O terrorista russo Igor Girkin confirma que a voz e maneira de falar parecem autênticos,
além disso confirma que, pelo menos até junho de 2018, Lavrentyev era assessor do Pushilin
É de notar que o terrorista e cidadão russo, Igor “Strelkov” Girkin, que em 2014 desempenhava as funções do “ministro da defesa da dnr”, já confirmou, através dos seus contactos a autenticidade da gravação. Pessoas de Donetsk, que conhecem bem o assessor do Pushilin, confidenciaram ao Girkin que não apenas a sua voz, mas mesmo a fraseologia usada, coincidem com o padrão habitualmente usado pelo Alexander Lavrentyev.
Blogueiro: é preciso recordar que na Europa se aproxima o inverno de 2019. O sistema de gasodutos da Ucrânia, muito provavelmente, irá transportar entre o mínimo de 15 ao máximo de 50-70 biliões de m³ de gás natural “russo” (parcialmente russo e em parte vindo da Ásia Central pós-soviética). O gasoduto TurkStream está cada vez mais e mais morto, principalmente na sua vertente de trânsito à Europa Ocidental. O gasoduto Nord Stream-2 é um projeto cada vez mais arriscado, que poderá, à qualquer momento, ser abandonado pelos seus parceiros ocidentais. Os EUA e todos os outros produtores estão avançar na questão do gás de xisto e dos terminais de LNG. Áreas, onde a federação russa, não está na vanguarda tecnológica...

A estatal russa Gazprom, não se pode dar ao luxo de perder os seus consumidores habituais na Europa, a questão de manutenção de clientes é uma questão de sua sobrevivência financeira. Dado que neste momento a empresa está numa situação económica muito complicada, gastando os recursos e gerando as dívidas.

Os separatistas da “lnr-dnr” desde sempre foram usados, pela federação russa, como um dos elementos da pressão socioeconómica sobre Ucrânia. Mas seguramente todas as “torres do Kremlin” estavam plenamente cientes de que Zakharchenko, com as suas exacerbações periódicas de “tomar Berlim e Londres”, nunca seria aceite pela Ucrânia como um interlocutor minimamente válido. Alias, quer Zakharchenko, quer qualquer outro separatista da ala militar, que tenha a sangue ucraniana nas suas mãos...
Um dos momentos públicos de uma das exacerbações periódicas do Zakharchenko
Tendo em conta todos estes elementos, é possível pressupor que Denis Pushilin não foi o mandante final da liquidação do Zakharchenko. A probabilidade de que este foi morto por ordem de Moscovo, desde início a hipótese mais provável e lógica, agora apenas recebeu a confirmação adicional técnica.

Como já escreveu, por diversas vezes, o nosso blogue no passado, só podemos desejar aos líderes separatistas a sabedoria de decidir a sua entrega atempada ao SBU e à justiça ucraniana. Os que não possuem a sangue ucraniana nas mãos, podem almejar as penas mínimas ou mesmo suspensas, os que cometeram os crimes de sangue serão condenados às penas até 15-20 anos de prisão efetiva. Por bom comportamento poderão sair após cumprir ⅔ das mesmas. É sempre uma mais-valia, comparando com a morte inglória, numa sarjeta qualquer, que a região de Donbas possui muitas...

domingo, setembro 09, 2018

A decisão foi tomada: igreja ortodoxa ucraniana será absolutamente independente

Ucrânia está à apenas um passo de receber a autocefalia, a independência absoluta da sua igreja ortodoxa, situação que o país almeja desde o final do século XVII, quando a Metrópole de Kyiv foi ilegalmente ocupada pelo patriarcado de Moscovo.
Foto: Patriarquia Ecuménica de Constantinopla
Apesar dos enormes esforços da Igreja Ortodoxa Russa (IOR) e das ações, por vezes mesmo ilegais, da diplomacia russa (ler: Grécia expulsa dois diplomatas russos por práticas ilegais), a última visita-relâmpago do patriarca Cirilo ao Istambul, se revelou uma enorme derrota da diplomacia russa, considera o jornal russo Novayagazeta.
Vladimir Gundiaev (futuro Cirilo de Moscovo) na década de 1970
No dia 31 de agosto, e durante duas horas e meia, em Istambul e à porta fechada, prosseguiram as negociações entre os dois líderes mais influentes do mundo ortodoxo: patriarca Cirilo I de Moscovo (ex-agente do KGB “Mikhaylov”) e o Patriarca Ecuménico (de Constantinopla) Bartolomeu. Decidia-se o destino da Igreja Ortodoxa Ucraniana. A Constantinopla pretende conceder à Ucrânia a autocefalia e Moscovo pretende reduzir, ainda mais, a autonomia do seu braço ortodoxo na Ucrânia, lhe concedida em 1990.
O Patriarca Ecuménico Bartolomeu | foto: RIAN
As observações das partes após as conversas não deixam dúvida, Cirilo não conseguiu influenciar a posição da Igreja Ecuménica, a autocefalia será concedida. Detalhe eloquente: os moscovitas não ficaram para o jantar, e a refeição desempenha um papel importante na vida da igreja ortodoxa. O Secretário do Sínodo do Patriarcado de Constantinopla, Metropolita Emmanuel, falou sobre os resultados da reunião de forma clara e concreta:

A decisão [da autocefalia da Igreja ucraniana] foi tomada em abril [de 2018], e já estamos implementar a decisão, como o Patriarcado Ecuménico informou o Patriarca Cirilo”.

Negociações foram realizadas em Fener, na residência dos Patriarcas de Constantinopla em Istambul. A parte russa estava representada pelo Cirilo, pelo seu “ministro dos Negócios Estrangeiros / das Relações Exteriores”, Metropolita Hilarion (Alfeev), e o seu vice, protoiereu Nikolai Balashov, além das dezenas de agentes da segurança estatal russa (FSO). O Patriarcado Ecuménico foi representado por 15 bispos, incluindo 2 ucranianos étnicos.

O Patriarca Ecuménico é o “primeiro entre os iguais” no mundo Ortodoxo, ele não possui a autoridade administrativa direta sobre as Igrejas Ortodoxas locais. O seu status extraterritorial em Istambul, onde hoje não vivem mais que 2.000 crentes ortodoxos, o coloca na posição de árbitro independente das autoridades do qualquer país “ortodoxo”. Ao mesmo tempo, sob a jurisdição do Patriarcado Ecuménico estão milhões de crentes ortodoxos, em primeiro lugar nas Américas e na Europa Ocidental.

Segundo as antigas regras dos Concílios Ecuménicos, Constantinopla possui o direito exclusivo de conceder autocefalia (a independência absoluta) às novas Igrejas Ortodoxas. Além disso, o Patriarcado Ecuménico considera ilegal a ocupação física e espiritual que Patriarcado de Moscovo exerceu sobre a Metrópole de Kyiv no final do século XVII.

A última visita-relâmpago de Cirilo à Istambul tornou-se a sua tentativa desesperada, mas muito tardia, de impedir o processo de separação da Igreja Ortodoxa da Ucrânia de Moscovo. Este processo chegou à linha final em abril de 2018, como tinham informado, bastante oficialmente, Kyiv e Constantinopla. Inicialmente, o Kremlin e a IOR, com o seu (e)snobismo pós-imperial agudo, não levaram à sério essa afirmação. Embora já maio-junho de 2018, os representantes da IOR de Moscovo visitaram as Igrejas gregas e eslavas, para os colocar, de alguma forma, contra Constantinopla.

Somente no final de julho de 2018, durante a celebração em Kyiv e em Moscovo dos 1030 anos do Baptismo da Rus de Kyiv, patriarca Cirilo percebeu toda a seriedade da situação.
O Patriarca Ecuménico (de Constantinopla) Bartolomeu na Ucrânia em 2018
Convidados pela IOR à Moscovo, os líderes das Igrejas ortodoxas mundiais ignoraram o convite (veio apenas o patriarca de Alexandria). Na Ucrânia, a delegação de alto nível da Constantinopla praticamente não teve qualquer contato com os representantes do Patriarcado de Moscovo, que teima em afirmar que “controla” a maioria dos ortodoxos na Ucrânia. Ucrânia é um grande trunfo político e um importante ativo económico da IOR: no país existem cerca de 12.000 paróquias da Igreja Ortodoxa Ucraniana – Patriarcado de Moscou, cerca de um terço do seu número total no espaço europeu.
O Patriarca da Ucrânia Filaret (Denysenko)
A IOR e o patriarca Cirilo tiveram a chance real de participar da separação civilizada da Igreja ucraniana. No outono de 2017, o líder da Igreja Ortodoxa Ucraniana – Patriarcado de Kyiv, o Patriarca Filaret (Denysenko), que controla mais de 5.000 paróquias, apelou ao Moscovo, pedindo a reconciliação e a sua delegação oficial foi recebida pelas estruturas oficiais da IOR. O Conselho de Bispos da IOR (que em 1997 lhe aplicou a excomunhão), aceitou gentilmente a carta do Patriarca Filaret e até formou uma comissão para o diálogo com os “cismáticos”.

No entanto, alguns dias depois, e sob a influência de fatores políticos, IOR deu o “dito por não dito”, a comissão nunca funcionou e a retórica da IOR contra os “cismáticos ucranianos” foi reforçada. Neste momento o processo da autocefalia ucraniana está em andamento e o mesmo Patriarca Filaret é o único candidato real para a liderança da recém-criada Igreja Autocéfala ucraniana, reconhecida pela Constantinopla.

A perca da Ucrânia como “território canónico” exclusivo da IOR será um grande golpe na posição do patriarca Ciril, não só dentro da igreja mundial, mas também no interior da Rússia. O secretário do Sínodo do Patriarcado de Kyiv, o arcebispo Yevstratiy (Zorya), chega a sugerir que a derrota de Cirilo em Istambul levará a sua renúncia da posição patriarcal. O Kremlin até já tem um candidato pronto, com a reputação de confessor pessoal do Putin – Tikhon (Shevkunov), recentemente nomeado Metropolita de Pskov.
O Metropolita Tikhon é um adepto confesso da ideologia do “mundo russo” e do messianismo moscovita, ao passo que passado do Cirilo está “manchado” pelas simpatias ecuménicas aos “hereges ocidentais”. Além disso, nas condições de cada vez mais rígida “vertical de poder” e controlo/e total sobre a vida religiosa na Rússia, por parte do estado, Kremlin considera como absolutamente inaceitável qualquer reivindicação de um líder religioso à um papel político independente.

Olhando ao calendário do Patriarcado de Constantinopla, a data mais provável de adopção da Tomos (decreto formal) de autocefalia calha aos 10-12 de outubro, a próxima reunião do Sínodo. No inverno na Ucrânia começa o ciclo eleitoral, as eleições presidenciais em março de 2019 e depois as legislativas. Não é do interesse da jovem Igreja ucraniana e do venerável Constantinopla colocar o tema da autocefalia na luta pré-eleitoral. De acordo com o ex-secretário do primaz da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo, hoje apoiante da autocefalia, protoiereu Georgiy Kovalenko, “mesmo que em outubro não haverá a decisão final, será feito o próximo passo [...] o Tomos da autocefalia não é o objetivo final, mas apenas um mecanismo que pode acelerar a construção de uma Igreja Ortodoxa independente na Ucrânia”.

As ameaças e insultos eclesiásticos russos

No seu comunicado oficial, publicado na página do patriarcado de Moscovo, a liderança (sínodo) da IOR acusa o Patriarcado Ecuménico de “levar à um impasse entre as igrejas, russa e de Constantinopla, criando uma ameaça real à unidade de todo o mundo ortodoxo”.

O Sínodo da IOR também declara que “toda a responsabilidade por esses atos anticanónicos recai sobre o Patriarca Bartolomeu e sobre as pessoas da Igreja de Constantinopla que as apoiam” e promete “as ações em resposta [...] muito em breve”.

No entanto, o chefe do Departamento de Relações Externas da IOR, o metropolita Hilarion de Volokolamsk foi mais longe nas ameaças e mesmo nos insultos contra o Patriarca Bartolomeu e contra o Patriarcado Ecuménico.
O agente do KGB “Mikhailov” (futuro patriarca da IOR Cirilo), a vidente soviética Eugenia Davitashvili
(“Juna”; 1949-2015) e alegada amante (oficialmente a irmã) de Vladimir Gundyaev – Lydia Leonova.
Na entrevista ao canal televisivo russo Rossiya24, o metropolita Hilarion afirmou que caso Constantinopla conceder a autocefalia à igreja ucraniana, IOR “romperá e cessará a comunicação com Constantinopla”. Na sua comunicação pública, agressiva e mesmo messiânica, o religioso russo usava os termos bastante queridos à propaganda estatal soviética de era comunista: “uma maneira descarada e cínica”; “plano traiçoeiro”; “acto desprezível e traiçoeiro”, etc.

Autocefalia da Ucrânia em dados técnicos (por Meduza.io):

Números: neste momento a Igreja Ortodoxa da Ucrânia – Patriarcado de Moscovo controla 12.000 paróquias; a Igreja Ortodoxa da Ucrânia – Patriarcado de Kyiv – cerca de 5.000 e a Igreja Ortodoxa Aucocéfala da Ucrânia – cerca de 1.000. As duas últimas não possuem o reconhecimento oficial das outras 15 igrejas ortodoxas, consideradas “canónicas”. Caso Ucrânia receber a sua independência e o reconhecimento do status canónico, país terá a sua própria igreja local, independente de Moscovo e reconhecida pelo Patriarca ecuménico.

As datas: é provável que tudo acontecerá muito em breve. No dia 7 de setembro o Patriarcado de Constantinopla oficialmente nomeou para Ucrânia dois bispos Exarcas (representantes legais), ambos ucranianos étnicos [Arcebispo Daniel da Panfília (EUA) e o bispo Hilarion de Edmonton (Canada)].

Em outubro de 2018, o Sínodo se reunirá em Istambul e é muito possível que será tomada a decisão formal de publicar Tomos (decreto oficial) da autocefalia da nova Igreja Ortodoxa Ucraniana. Depois irá decorrer uma reunião magna de unificação, com a presença de representantes de todas as Igrejas Ortodoxas na Ucrânia – incluindo dos bispos da Igreja Ortodoxa Ucraniana – Patriarcado de Moscovo, que apoiam autocefalia (em minoria dentro da sua igreja). Depois, a nova igreja escolherá o patriarca e receberá Tomos de Constantinopla. Espera-se que a reunião será realizada em setembro-outubro de 2018, mas ainda sem uma data exata.

As ameaças russas: a IOR já ameaçou “romper as comunicações” com Constantinopla. Isso já aconteceu na história recente das relações entre Moscovo e Constantinopla. Em 20 de fevereiro de 1996, o Patriarca Bartolomeu declarou que aceitava sob a sua jurisdição a Igreja Ortodoxa Apostólica da Estónia. Três dias depois, o patriarca Alexis II anunciou o fim da comunhão eucarística e deixou de mencionar o Patriarca Bartolomeu nas orações patriarcais. Após as negociações em maio do mesmo ano, a comunicação foi restaurada. Na Estónia, desde então, existem duas igrejas ortodoxas – uma com autonomia assegurada pelo Moscovo, a outra – por Constantinopla. Na vida dos paroquianos comuns, isso não se reflete de uma forma particularmente importante.

As razões das reações russas: se Ucrânia tiver a sua própria igreja local canónica independente, muitas paróquias e dioceses inteiras da Igreja Ortodoxa Ucraniana – Patriarcado de Moscovo irão mudar de jurisdição. E então Moscovo perderá na Ucrânia a sua posição dominante da principal jurisdição ortodoxa.

A posição dos fiéis: desde 2014, cerca de uma dúzia de paróquias do Patriarcado de Moscovo se filiaram no Patriarcado de Kyiv, IOR de Moscovo trata o processo como “apropriação dos cismáticos”.

De acordo com a pesquisa realizada no verão de 2017 pelo grupo sociológico ucraniano “Rating”, 42% dos paroquianos do Patriarcado de Moscovo não querem a criação de uma nova igreja local; 23% são ao favor e 36% não se importam, não sabem ou não quiseram responder.

Apoios internacionais na questão da Ucrânia: de acordo com a imprensa/mídia estatal russa, “quase todas as igrejas locais no conflito em torno da Ucrânia apoiam a IOR”. Na sua maioria essas afirmações não contêm as citações concretas. Ainda não sabemos quem e quando reconhecerá a nova igreja autocéfala da Ucrânia, certamente esse processo levará o seu devido tempo.

domingo, setembro 02, 2018

Síria: a noite de bombardeamentos desconhecidos

Na noite de 1 à 2 de setembro a aviação desconhecida (possivelmente israelita) bombardeou o aeroporto militar al-Mezzeh nos subúrbios de Damasco e a base militar em al-Kaswa na província de Damasco. Os bombardeamentos visavam as forças xiitas iranianas, cujas baixas, em dois locais, totalizaram cerca de 100 pessoas.

Em resultado do bombardeamento do aeroporto foi destruído armazém de munição e armamento, operado pelas guardas revolucionárias iranianas e pelas forças irregulares xiitas, se fala em mais de 70 militantes mortos. A versão oficial síria, divulgada pela agência SANA foi um bocado previsível: “não houve agressão israelita no aeroporto de al-Mezzeh e a explosão ouvida em Damasco se deu devido à explosão no depósito de munição perto de aeroporto, que foi causada pelo curto-circuito”.
No entanto, as fotos mostram uso dos sistemas da defesa aérea síria. Possivelmente dentro de alguns poderá surgir a versão de que “apesar de que a explosão se deveu ao curto-circuito, a heróica defesa aérea da Síria abateu x aviões israelitas e y Tomohawk americanos”. Pelo menos não se deve ficar espantado se/quando isso acontecer.
Outro ponto atingido pela aviação desconhecida foi a base militar na cidade de al-Kaswa, também usada pelos iranianos, as baixas totalizaram cerca de 35 militantes.

Como escreve o blogueiro militarista russo el-murid, aparecem os sinais de abrandamento ou mesmo de cancelamento do assalto militar sírio (forças iranianas, sírias e russas), contra Idlib. O grupo al-Kuds e uma parte dos mercenários iranianos se retiraram da zona e voltaram ao deserto. Possivelmente a Turquia e os EUA em conjunto (apesar da retórica pública devido às disputas comerciais) conseguiram obrigar Damasco à recuar na sua decisão de solução militar do problema de Idlib.
A situação em Idlib nos finais de agosto de 2018
Também surgem as informações não confirmadas sobre os curtos-circuitos em alguns outros locais militares sírios, em que foram mortos e feridos altos quadros iranianos e sírios. Alegadamente, um dos feridos é irmão do Bashar al-Assad – Maher.

Blogueiro: os leitores assíduos do sputnik gostam de citar este ou aquele general iraniano que sistematicamente promete “aniquilar” Israel ou até “dar lição” aos EUA. No entanto, quando as coisas chegam às vias de facto, sempre surge o mesmo discurso: “foi um curto-circuto totalmente inesperado; estávamos cansados e momentaneamente despreparados; na próxima provocação é que certamente os vamos aniquilar de uma forma muito decisivamente firme”)

domingo, junho 24, 2018

Síria: Irão e Rússia se desentendem, EUA e Israel atuam

Enquanto o mundo está se entretido com a bola, na Síria decorrem os processos, interessantíssimos em todos os aspetos. Os EUA e Israel funcionam como uma espécie de exterminador implacável, enquanto Irão e Rússia se desentendem profundamente.  

No dia 22 de junho nos arredores de Al-Tanf decorreu um combate direto entre o exército do regime sírio e militares americanos. Dois militares sírios foram abatidos, sem baixas à registar do lado americano.
Os americanos publicaram oficialmente a sua exigência de parar quaisquer ações militares na zona sul de desescalonamento. Assad apostou tudo no assalto contra a cidade de Daraa, mas a Rússia não pretende participar nisso, pelo menos até o fim do Campeonato / da Copa, e assim, os sírios estão tentados à usarem as forças da EGRI, situação absolutamente intolerável por parte dos EUA e principalmente pelo Israel.

Mas antes disso, vamos recuar até 15-16 de junho...

As lutas internas entre os militares do regime

Nos dias 15-16 de junho na cidade de Tartus decorreram os combates esporádicos entre a Guarda Republicana síria e Forças Tigre (Qawat Al-Nimr). Os desentendimentos (possivelmente em resultado do conflito interno das alas pró-russa e pró-iraniana das forças sírias), resultaram em 15 mortos e 10 feridos, entre os mortos o comandante da 4ª Divisão mecanizada do EAS major-general Ahmed Milad.
Major-general Ahmed Milad
As áreas sírias que ainda podem ser saqueadas encolheram drasticamente, consequentemente, as lutas entre vários bandos rivais ficam severamente endurecidas. Nem se sabe como se pode controlar toda essa situação...

Os arredores de Daraa: 16/06

Os aviões “desconhecidos” atacaram as forças do regime sírio ao norte da Daraa. Nas vésperas, a coligação/coalização anti-Assad emitiu um comunicado avisando Damasco contra quaisquer ações militares na zona de desescalonamento em Daraa. Hezbollah ficou indignado, a cidade de Daraa está na sua zona de interesses. Coligação/coalizão e Israel estão decididos, caso os proxies iranianos avançarem, serão alvos da sua defesa ativa, isso é, aniquilados com auxílio da artilharia e aviação.
Irão não quer deixar as zonas da Síria sob o seu controlo (toda a parte ocidental e parcialmente a central). Os proxies iranianos se recusam abandonar os locais sob o seu controlo, já foram registados os conflitos entre eles e a polícia militar russa, até agora sem as contabilizar as vítimas mortais.

Abu Camal: 18/06

O regime sírio mandou para a Daraa cerca de 50 blindados e cerca de 30 canhões autopropulsados Msta-S, pertencentes às Forças Tigre. Aviação russa se recusou à participar na operação e Damasco optou por “esperteza militar”: as unidades de Hezbollah e proxies iranianos vestiram uniformes do exército regular do regime sírio.
Na resposta, na área de Abu Camal os aviões “desconhecidos” (possivelmente da Força Aérea de Israel) efetuaram os ataques em larga escala contra os mercenários xiitas, militares sírios e proxies iranianos: se fala entre 38 à algumas centenas de mortos. No vídeo divulgado pelos próprios xiitas se pode ver a destruição maciça e dezenas de crateras profundas.
Bashar al-Assad se arrisca ao máximo. Colocando no sul da Síria, numa pequena área, quase todas as suas forças capazes, no caso de um ataque maciço da coligação/coalizão e/ou da aviação israelita/israelense, a escala de perdas pode ser catastrófica.

Limpeza étnicalight

O coordenador regional da ONU na questão da crise síria, Panos Mumtsis, disse recentemente em Genebra que desde início de 2018 (dados dos primeiro semestre) foi registada a deslocação de 920.000 cidadãos sírios, que de facto, se tornaram refugiados. É a maior taxa desde o início da guerra em 2011. Espera-se que no futuro próximo os deslocados internos se tornem outros 2,5 milhões de pessoas, além dos 4,5 milhões atuais.
Bashar al-Assad executa a política de deportação em massa de cidadãos “desleais” das zonas de ocupação do Irão e da Rússia aos territórios ocupados pela Turquia e pelos Estados Unidos. A maioria dos moradores locais é levada para o Idlib. Seu lugar é gradualmente ocupado por imigrantes de outros países, principalmente xiitas. Acreditando nas estatísticas da ONU, no futuro próximo Assad pretende expulsar do “seu” território cerca de 10% da população síria pré-guerra. Sem contar com 4,5 milhões de sírios que já se tornaram refugiados desde 2011.

Quer o regime do Damasco, quer o Irão estão interessados em mudança populacional do país e na criação de um “cinturão xiita”: deportando e expulsando os sunitas sírios, os substituindo pelos iranianos e xiitas de toda a região. Ao longo prazo é a maneira mais realista de controlar e defender o território sírio leal ao atual regime de Damasco.

No decorrer da guerra atual, Irão e o seu mentor, Qasem Soleimani, tentam “queimar” e dispersar a população marginal e mais desfavorecida iraniana e xiita (a tática muito semelhante usada pela Rússia na guerra russo-ucraniana em curso). Naturalmente, o território precisa de ser conquistado e desprovido da população local.

O Daesh/EI, tentou ao máximo se opor à essa estratégia iraniana, concentrando-se em causar os danos máximos às forças xiitas, mas mesmo as perdas dez vezes superiores nas fileiras xiitas se mostraram insuficiente para parar o seu avanço.

Naturalmente, quer Israel, quer outros países da região estão preocupados com expansão iraniana/xiita. Por um lago, ninguém quer chegar à uma guerra convencional às suas portas, por outro lado ninguém quer permitir a vitória iraniana. Como tal, podemos esperar o uso de força cada vez mais brutalmente persuasiva por parte dos EUA e do Israel, para parar EGRI e Soleimani. 

Conflito Irão – Rússia: “Putin é um canalha burlador”
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No fim do maio de 2018, o Ministro dos Negócios Estrangeiros / das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, disse que “todos os exércitos estrangeiros devem sair da Síria”. Irão, percebendo muito bem que Moscovo falava do Hezbollah e dos proxies iranianos, respondeu que Rússia interfere cada vez mais ativamente nos assuntos internos da Síria e se as suas ações prejudicarão os interesses do Irão, o Teerão, terá que responder.
O jornal iraniano reformista (!) Ghanoon Daily chama Putin de "canalha burlador"
(edição de 3/06/2018)
Naturalmente Irão não quer saber dos interesses sírios, a sua reação dura foi a resposta às medidas do Kremlin para aniquilar a ala pró-iraniana do regime do Assad e transformá-lo em um fantoche exclusivo do Kremlin. Consequentemente, o Irão não gostou da medida.

Daraa: 19-20/06
Os duelos da artilharia entre as forças pró e anti-Damasco
Começou a operação terrestre. O Exército Livre de Síria e as forças do Assas trocaram o fogo de artilharia. Os proxies iranianos não abandonam a região, aviação e infantaria russa se recusou à participar na operação. As forças de Damasco sofreram primeiras baixas significativas em resultado de já citados duelos de artilharia.
Em Daraa, a situação é agravada pelo facto de que no flanco leste do grupo em avanço está a zona de zona de desescalonamento de Al-Tanf, onde está concentrada a oposição síria moderada e as forças de coligação/coalizão. Houve pelo menos dois episódios, em que as forças americanas da zona atingiram alvos dentro do território sírio, usando sistemas HIMARS. O que naturalmente pode ser repetido mais vezes.

Daraa: 22-21/06

Mais uma vez as aeronaves “desconhecidas” atacaram uma coluna de mercenário pró-Assad nas proximidades da zona de desescalonamento de Al-Tanf. Desta vez, provavelmente, atacou a coligação/coalizão – os xiitas foram informados sobre a proibição dos movimentos de quaisquer unidades armadas dentro da zona de exclusão de 30 km ao redor da zona proibida. Aparentemente, as formações iranianas, como sempre, ignoraram a ameaça, pelo que imediatamente pagaram um preço.
As forças russas continuam à recusar se envolver na operação em Daraa, as forças anti-Assad lançaram cerca de 600 mísseis de sistemas de fogo simultâneo do tipo “Grad”, atingindo a inteira divisão anti-aérea síria, aniquilando quase a totalidade dos seus equipamentos e pessoal. Baixas diárias entre a infantaria pró-Damasco chegam aos 50 combatentes mortos.

Daesh/EI continua ser ativo no deserto, atacando as comunicações e infra-estrutura, se engajando na tradicional guerra de guerrilha.

A oposição moderada síria recebeu dos EUA um número significativo de mísseis manpad portáteis “Stinger” da 2ª geração, capazes de atingir alvos nas altitudes de até 8.000 metros. O facto que desencoraja a participação da aviação russa nestes eventos – existe uma probabilidade bastante alta de perder um avião ou um helicóptero.

Aumenta cada vez mais a possibilidade de os EUA usarem a força definitiva contra o regime sírio. O sul da Síria claramente está em crise e a crise terá que ser resolvida. A guerra da Síria continua no seu 7º ano consecutivo...