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quinta-feira, junho 27, 2019

Ucrânia abandona APCE/PACE e é seguida por seis nações europeias

Após a aprovação do texto que torna possível o retorno da Rússia à Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE), Ucrânia decidiu abandonar o organismo, decisão apoiada e seguida por Estónia, Geórgia, Letónia, Lituânia, Polónia e Eslováquia.

Intervenção do deputado ucraniano Olexiy Honcharenko (discurso em inglês):
Estas delegações anunciaram a inadmissibilidade de suspender sanções aplicadas à Rússia. Sobre a ameaça dessa decisão à própria existência do APCE/PACE. Apelando aos seus próprios Parlamentos e Governos para que decidam sobre a participação futura dos países no trabalho da PACE.

Declaração dos membros das delegações da Estónia, Geórgia, Letónia, Lituânia, Polónia, Eslováquia e Ucrânia na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (a declaração foi apoiada pelos deputados individuais da Albânia, Grã-Bretanha e Suécia).

26 de junho de 2019 STRASBOURG | A restauração incondicional dos direitos da delegação russa sem que a federação russa honre qualquer uma das exigências da Assembleia, contraria os valores fundamentais do Conselho da Europa e do seu Estatuto. Este passo envia um sinal muito negativo ao país que recorreu à agressão armada, envenenamento de indivíduos, não respeita os direitos humanos dos seus cidadãos e não promove mas procura desestabilizar as democracias em toda a Europa.

Hoje, nós, como delegados de nossas nações, não temos respostas às nossas nações sobre como exatamente o Conselho da Europa está protegendo seus direitos se parece estar mais interessado em proteger o bem-estar de um agressor do que as vítimas de agressão e de repressão.

O futuro do Conselho da Europa está sob ameaça como um todo, porque o CdaE está perdendo a confiança das pessoas que ele deveria proteger.

Voltamos para casa para consultar nossos Parlamentos e Governos sobre as ações conjuntas na Assembleia nas próximas sessões.

Desejamos boa sorte à recém-eleita Secretária-geral [a democrata-cristã croata Marija Pejčinović Burić] e esperamos que ela encontre uma maneira de resolver esta crise de confiança sem precedentes que foi criada nesta semana.

Bónus

No dia 26 de junho as forças russo-terroristas abriram fogo de morteiros contra a localidade de Avdiivka (sob controlo ucraniano), atingindo várias casas particulares na rua Lisova, a casa que sofreu mais é Lisova № 11.

sábado, abril 27, 2019

Zelensky, o primeiro e único presidente estrelado no PornHub

No Mundo exterior, Ucrânia se associava com os cossacos, Holodomor, FC Dynamo Kyiv, Chornobyl, irmãos Klitschko.... Agora será associada à isso aí:
Infelizmente não é nenhum fake, você pode verificar.

p.s.
A capacidade do Volodymyr Zelensky de tocar o piano com a piça não foi comprovada, muito possivelmente, no vídeo foi usada uma gravação musical e nem disso o presidente eleito sabe fazer...  

Bónus

No entanto, cerca de uma hora atrás, a equipa do presidente eleito da Ucrânia, usou a página do Volodymyr Zelensky de Facebook, para se dirigir ao presidente russo em ucraniano e russo:


“Eu não aconselharia as autoridades russas a perder tempo tentando seduzir os cidadãos da Ucrânia com passaportes russos”, escreveu Zelensky. Dessa forma ele respondeu às recentes palavras de Putin de que as autoridades russas estão pensando em tornar a obtenção da cidadania russa mais fácil para todos os ucranianos.

De acordo com Zelensky, a cidadania russa, em particular, oferece “o direito de ser preso por protesto pacífico” e “o direito de não ter eleições livres e competitivas”.

Zelensky notou que está pronto para negociações com a Rússia, mas não “na linguagem de ameaças, pressão militar e económica". Ele propôs às autoridades russas a troca de prisioneiros de guerra no formato “todos por todos”.

A completa normalização das relações entre a Rússia e Ucrânia, segundo Zelensky, é possível “somente após a completa desocupação”. Ele ressaltou que isso se aplica à Crimeia e ao Donbas.

Bónus: para já tudo indica que federação russa perdeu a oportunidade de tratar Zelensky com “paninhos quentes” e este, por sua vez, está perdendo a margem de manobra para cair nas graças do Kremlin. Naturalmente os 100 dias após a sua inauguração serão cruciais para perceber quem é, na realidade, o novo Zé ucraniano...  

sábado, março 02, 2019

Ucrânia no século XX: cidade de Alchevsk 120 anos atrás

Devido à um grande desconhecimento, decidimos mostrar como Ucrânia era no fim do século XIX – início do século XX. A imagem revela duas lindas ucranianas com um bebé, a foto foi tirada entre 1895 e 1901-03 na localidade de Yurievsky zavod (atual Alchevsk), na região ucraniana de Luhansk.

A foto foi produzida pelo estúdio fotográfico de Luhansk, pertencente ao conhecido fotógrafo Semen Umansky, na localidade de Yurievsky zavod (literalmente Fábrica de Yurievsky). O fundador da fábrica (atualmente a Fábrica Metalúrgica de Alchevsk), foi um importante industrial ucraniano – Oleksiy Alchevsky.

A empresa «Yurievsky zavod», fábrica metalúrgica pertencente à Sociedade Metalúrgica de Donetsk-Yurievsk (DUMO), foi fundada em 1895 (o primeiro alto forno começou a funcionar já em maio de 1896), deu origem à uma localidade, onde viviam os seus funcionários. Em 1900, a fábrica já empregava cerca de 3.200 trabalhadores, entre operários e engenheiros.

No dia 7 de maio de 1901, nos arredores de São Petersburgo morre abruptamente Oleksiy Alchevsky (suicídio ou vítima de um assassinato), em sua homenagem, a estação ferroviária local «Yuriivka», ao pedido dos empresários locais, foi rabatizada de “Alchevske” (1901 ou 1903), que, por sua vez, deu o novo nome à localidade — Alchevsk(e). Em 1926-1959 a cidade se chamava de Voroshylovske; em 1959-61 de Alchevsk, entre 1961–1991 ostentava o nome de Komunarsk (respetivamente, a fábrica, nacionalizada em junho de 1918) se chamava de Fábrica Metalúrgica de Komunarsk.

Em 1991, após a proclamação da independência da Ucrânia, num referendo local os moradores da cidade votaram a devolução do seu nome histórico – Alchevsk. Desde 2014 a cidade está sob a ocupação efetiva russo-terrorista.

terça-feira, fevereiro 12, 2019

A tragédia do Holodomor ucraniano em “Mr Jones” da Agnieszka Holland

“Mr Jones” da Agnieszka Holland é um filme sobre Holodomor, que conta a história real de Gareth Jones, o jornalista gales que pagou com a sua própria vida por denunciar no Ocidente os horrores causados pelo governo comunista soviético na Ucrânia em 1932-33.
O filme foi apresentado no Berlinale – Festival Internacional de Berlim de 2019, uma co-produção da Ucrânia, Polónia e Grã-Bretanha que narra a vida do jornalista gales Gareth Jones, que foi um dos primeiros a trazer ao público os detalhes do Holodomor, a fome artificial e um genocídio, planeado e executado pela alta liderança da União Soviética de Estaline em 1932-1933 para esmagar o povo ucraniano.
Ler mais
“Esta história levanta algumas questões muito importantes: quão importantes são os meios de comunicação para nós, qual é o valor da liberdade de imprensa, por que propaganda é tão fácil se espalha pelo mundo”, disse Agnieszka Holland, realizadora do filme.
A conferência de imprensa oficial (que contou com a presença da Agnieszka Holland, a roteirista Andrea Serdaru-Barbul e os atores James Norton e Peter Sarsgaard) reuniu jornalistas de todo o mundo. Foi discutido nos detalhes do novo filme, mas também a visão de mundo, já que o filme fala sobre problemas atuais no mundo moderno.
Na 2ª foto ator James Nortos (Gareth Jones) no meio com hashtag #FreeSentsov
Na antestreia do filme também estavam presentes o vice-primeiro-ministro da Ucrânia Pavlo Rozenko, o diretor da Agência Estatal de Cinema da Ucrânia (Derzhkino) Philip Illienko e o ministro da Cultura da Ucrânia, Yevhen Nyschuk.
A estreia mundial do filme está prevista para o outono de 2019.

Ler mais no seguinte endereço:
Ler mais sobre a vida e obra do Gareth Jones
#Berlinale2019 #EFM2019 #MrJones #FreeSentsov

Bónus

Diversas edições árabes (egípcias?) da distopia “1984” do George Orwell, livrarias do Egipto, fevereiro de 2019 (fonte).

sábado, dezembro 22, 2018

Entrega do Prémio Sakharov 2018 – o vazio da cadeira do laureado

Oleg Sentsov, acusado de alegadas “actividades terroristas” foi, depois de um julgamento de farsa num tribunal militar russo, condenado a uma pena de prisão de 20 anos que cumpre actualmente na colónia penal de Labitnangi no norte da Rússia.

por: Jóse Inácio Faria, eurodeputado português
Foto: FB do eurodeputado português José Inácio Faria
Activista contra a anexação ilegal da Península da Crimeia pela Rússia, viu a sua coragem e determinação serem reconhecidas pelo Parlamento Europeu, que lhe atribuiu o Prémio Andrey Sakharov 2018 para a Liberdade de Pensamento.

Sem surpresa, e apesar dos inúmeros apelos para a sua libertação, a cadeira que lhe estava destinada na cerimónia de entrega que decorreu hoje no Parlamento Europeu em Estrasburgo ficou vazia.
Em representação de Oleg Sentsov, a sua prima, Natalya Kaplan, e o seu advogado, Dmitriy Dinze,
com o Presidente do PE, Antonio Tajani
A sua luta pela liberdade de pensamento e de expressão e pela libertação dos prisioneiros políticos em todo o mundo, incluindo os outros três laureados com o Prémio Sakharov que estão neste momento detidos (Raif Badawi na Arábia Saudita, Leopoldo López em prisão domiciliária na Venezuela e Nasrin Sotude no Irão, cuja libertação imediata pedi através de três cartas assinadas com outros colegas e endereçadas ao Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, à Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Federica Mogherini, e ao Presidente do Conselho, Donald Tusk) mostram à evidência que, comemorados há dois dias os setenta anos da aprovação da Declaração Universal de Direitos Humanos pela Assembleia Geral das Nações Unidas, o ideal de universalidade dos direitos humanos continua longe de ser alcançado!

***

Oleg Sentsov não esteve presente no Parlamento Europeu (PE) para receber pessoalmente o prémio na quarta-feira, 12 de dezembro, porque permanece preso na Sibéria, cumprindo uma pena de 20 anos por “planear atos de terrorismo” contra a permanência “de facto” russa na Crimeia.

A sua prima, Natalya Kaplan, e o seu advogado, Dmitriy Dinze, representaram-no na cerimónia realizada no hemiciclo do PE, em Estrasburgo.

Ao entregar o prémio, o presidente do PE, Antonio Tajani, disse: “Oleg Sentsov foi laureado pelo seu protesto pacífico contra a ocupação ilegal de sua terra-natal, a Crimeia. Mas também pela sua coragem, determinação e convicções no apoio da dignidade humana, democracia, Estado de direito e direitos humanos. Estes são os valores sobre os quais assenta a nossa União, ainda mais depois do terrível ataque de ontem, valores que este Parlamento preza, defende e promove”.
“A greve de fome de Sentsov e a sua corajosa postura pública fizeram dele um símbolo da luta pela libertação dos prisioneiros políticos que ainda se encontram detidos na Rússia e em todo o mundo”, acrescentou. Observando que o prémio é entregue num momento de graves tensões entre a Rússia e a Ucrânia, Tajani pediu uma atenuação da escalada do conflito e reiterou o apoio à integridade territorial da Ucrânia.

O presidente do PE apelou à libertação imediata e incondicional de Oleg Sentsov e de todos os outros cidadãos ucranianos detidos ilegalmente na Rússia e na Península da Crimeia, bem como a de outros galardoados que se encontram detidos: “O Prémio Sakharov não é apenas um prémio. É um compromisso. Continuamos a acompanhar de perto os nossos laureados”.

Quando Natalya Kaplan recebeu, das mãos de Tajani, a distinção, descreveu de uma forma muito vívida a vida, as ações levadas a cabo durante a anexação da Crimeia e as torturas e espancamentos pelos quais o seu primo passou quando foi preso e condenado por actos que nunca havia cometido. “Oleg é uma pessoa que não pode desistir e apenas ficar sentado em silêncio. Ele é um lutador por natureza”.
“Graças ao seu acto [greve de fome] o mundo inteiro falou sobre as repressões da Rússia –
e isso é uma vitória”, afirmou Natalya Kaplan.
Ao descrever a greve de fome que Sentsov fez pela libertação de todos os prisioneiros políticos ucranianos, Natalya Kaplan disse que, durante esse período “de 145 dias, nenhum prisioneiro político foi libertado, mas isso não significa que ele perdeu – graças a seu ato o mundo inteiro falou sobre as repressões da Rússia – e isso é uma vitória”.

A familiar do cineasta ucraniano concluiu a sua intervenção com uma mensagem do próprio: “Não posso estar presente nesta sala, mas vocês podem ouvir as minhas palavras. Mesmo que outra pessoa esteja a dizer que a palavra é a principal ferramenta de alguém e, muitas vezes, a sua também, especialmente quando tudo o resto foi retirado dele”.
Oleg Sentsov, laureado do Prémio Sakharov de 2018
[...] O anúncio de que o Prémio Sakharov 2018 para a Liberdade de Pensamento seria atribuído a Oleg Sentsov foi feito pelo presidente do PE no dia 25 de outubro.

segunda-feira, novembro 26, 2018

A resistência dos marinheiros ucranianos – sob ataque do FSB no Mar Azov

Embarcações ucranianas aprisionadas na cidade de Kerch na Crimeia ocupada
As embarcações ucranianas aprisionadas pelo FSB russo, as lanchas blindadas de artilharia “Berdyansk” (P-175) e “Nikopol” (P-176) navegavam sem a munição ao bordo (evitando quaisquer confronto com os ocupantes). O rebocador portuário “Jany Kapu” (A-947) é um navio desarmado.
Roman Mokryak (31), capitão da pequena lancha de artilharia “Berdyansk”,
POW das forças russas
Os marinheiros ucranianos feridos: Artemenko Andriy (31/03/1994, Novoukrayinka), Vasyl Soroka (11/04/ 1991, Odessa), Andriy Eyder (20/12/1999, Odessa), informa a TV ucraniana Expresso.tv (por agora Ucrânia ainda não consegui contactar os seus cidadãos – POW das forças russas).
Cadete ucraniano Andriy Artemenko, POW das forças russas
Cadete ucraniano Andriy Eyder, POW das forças russas
Entre os 23 membros de tripulação ucraniana (neste momento todos – POW das forças russas de ocupação) estavam dois cadetes da Academia da Armada da Ucrânia. A presença dos cadetes comprova o propósito absolutamente pacífico da missão ucraniana.
Bohdan Nebylytsya (à direita) em março de 2014, quando ele, cadete, se recusou à servir os ocupantes russos,
cantou o Hino da Ucrânia, quando as forças de ocupação russas retiravam a bandeira ucraniana do mastro
da Academia Naval em Sebastopol.
Bohdan Nebylytsya, capitão da pequena lancha de artilharia “Nikopol”, foto de 2017 (?)
O canal propagandista russo WarGonzo da rede social Telegram informou que os marinheiros ucranianos resistiram ao assalto das tropas especiais russas e após a sua captura se recusam à colaborar com os ocupantes, escreve a jornalista ucraniana Olga Len.
Oleh Melnychuk, capitão da rebocador “Jany Kapu”, POW das forças russas.
No tribunal russo recusou à falar russo e exigiu o tradutor ucraniano.

A comunicação de rádio entre a liderança naval russa e os navios de Guarda-fronteira, subordinada ao FSB (os leitores podem não acreditar, mas os marinheiros russos reportam o facto de colisão entre dois navios de Guarda-fronteira/FSB):
 
O outono ucraniano por vezes é tão quente que até ardem as viaturas dos representantes dos países agressores:

domingo, novembro 25, 2018

Os navios ucranianos atacados e aprisionados pela armada russa no Mar Azov

Armada russa pertencente à Guarda-fronteira (FSB), atacou os três navios da Força Naval da Ucrânia. O rebocador “Jany Kapu” sofreu abalroamento intencional, as lanchas “Berdyansk” e “Nikopol” estão danificadas e capturadas pelo inimigo, há pelo menos 6 feridos (2 graves) entre os marinheiros ucranianos.
O momento do ataque do navio russo contra o rebocador ucraniano
No dia 25 de novembro um grupo de navios da Força Naval da Ucrânia, composto por duas pequenas lanchas blindadas de artilharia “Berdyansk” e “Nikopol” e um rebocador portuário desarmado “Jany Kapu”, estavam efetuando a movimentação planificada entre porto de Odessa no Mar Negro e porto de Mariupol no Mar Azov. Armada ucraniana informou antecipadamente a contraparte russa sobre a movimentação dos navios.
Rebocador portuário desarmado "Jany Kapu"
No entanto, e contrariando a Convenção de ONU sobre o Direito do Mar e acordo entre Ucrânia e Rússia sobre a cooperação no uso do Mar Azov e do estreito de Kerch, quatro navios da Guarda-fronteira russa: as lanchas da classe Sobol e Mangust”, os navios Don e Suzdalets, efetuaram as ações agressivas contra os navios ucranianos. Navio russo Don(1.500 toneladas) efetuou o abalroamento intencional do rebocador ucraniano desarmado “Yany Kapu” (305 toneladas), o que danificou o motor principal do navio, o forro e a vedação do forro, foi perdida uma jangada de salvamento. As forças russas de ocupação se recusam salvaguardar o direito de liberdade de navegação, garantido por acordos internacionais.
O momento em que um cargueiro russo bloqueia a passagem debaixo da ponte entre Rússia continental e Crimeia ocupada, impedindo a passagem dos navios ucranianos e violando o direito ucraniano de usar o Mar Azov

O momento em vídeo em que o navio russo da Guarda-fronteira (FSB) Don”, ataca, absolutamente intencionalmente, o rebocador desarmado ucraniano “Jany Kapu”:


A federação russa mais uma vez demonstrou sua natureza agressiva, assim como a completa negligência das normas do direito internacional. Os navios da Marinha de Guerra da Ucrânia continuam a desempenhar as suas tarefas em conformidade com todas as normas do direito internacional. Todas as ações ilegais são registadas pelas tripulações dos navios e pelo Comando das Forças Navais das Forças Armadas da Ucrânia e serão apresentados aos organismos internacionais competentes.

O grupo naval das Forças Armadas da Ucrânia continua à navegar rumo ao porto de Mariupol, apesar da oposição da federação russa, informa o centro de imprensa do Comando da Marinha de Guerra da Ucrânia.


A rádio da Crimeia, Kerch FM, divulgou as fotos do navio russo “Suzdaletsque este sofreu em resultado do abalroamento intencional do rebocador ucraniano.
ATUALIZADO às 21h208 (hora ucraniana) pelo centro de imprensa do Comando da Marinha de Guerra da Ucrânia:

De acordo com a informação operacional, duas pequenas lanchas blindadas de artilharia Berdyansk” e “Nikopol foram atingidas pelo fogo inimigo e perderam o seu curso. O rebocador “Jany Kapu" também foi forçado a parar. Os navios [ucranianos] foram capturados pelas forças especiais russas. Há também informações sobre dois marinheiros ucranianos feridos.


sexta-feira, novembro 16, 2018

Testemunhas de Jeová detidas e presas na Crimeia ocupada

Na cidade de Dzhankoy na Crimeia ocupada, os oficiais do FSB revistaram as casas e detiveram as pessoas acusadas de participar na organização religiosa Testemunhas de Jeová, proibida na Rússia desde abril de 2017, informa Crimeia Reality.
A proibição das Testemunhas de Jeová na URSS e na Rússia
Foi detido Sergey Filatov, o chefe do grupo regional local de “Testemunhas” – “Sivash” – oficialmente registado na Crimeia ocupada em 2015 e liquidado em 2017, após a proibição das “Testemunhas de Jeová” na federação russa. Sergey Filatov é acusado na “organização de uma entidade religiosa extremista” (sob abrigo da 1ª parte do artigo 282.2 do Código Penal da federação russa).
As Testemunhas de Jeová no seu exílio forçado na Sibéria, cerca de 1951
A imprensa/mídia russa afirma que o processo criminal foi aberto contra Filatov, e “todas essas pessoas [presas] estavam de alguma forma relacionadas com os serviços secretos ucranianos (Sic!), pelo menos eram coordenados pelo Centro de Testemunhas de Jeová em Kharkiv”. Embora na realidade o centro administrativo ucraniano das Testemunhas de Jeová está localizado na aldeia de Bryukhovychi, na região de Lviv.
O convite à uma palestra pública das Testemunhas de Jeová na cidade de Lviv,
na Ucrânia Ocidental, em 29 de março de 1911
Em 20 de abril de 2017, o Tribunal Supremo / a Suprema Corte da Rússia, tomou a decisão de proclamar o “Centro da Gestão de Testemunhas de Jeová na Rússia” como uma organização extremista. De acordo com os dados do Centro russo dos Direitos Humanos Memorial, desde abril de 2017 na Rússia foram perseguidos judicialmente 39 “Testemunhos de Jeová”. Em agosto de 2018, o Centro Memorial reconheceu 29 deles como presos políticos e apelou à sua libertação imediata.
As Testemunhas de Jeová deportadas da Letónia após a ocupação do país pela URSS