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sábado, janeiro 31, 2026

Roménia comunista: а «polícia menstrual» numa ditadura que proibiu os abortos

Em 1966 o partido comunista romeno decidiu que a população do país deveria aumentar em um terço — de 20 para 30 milhões. Contraceptivos desapareceram das farmácias e abortos eram autorizados apenas em casos excepcionais. Assim nasceu o famoso Decreto 770. 

«Sacrificamos nossas vidas inteiras pelo povo», disse Elena Ceaușescu, a «mãe da nação», como queria ser conhecida, no julgamento sumário contra ela e seu marido. Elena tinha certeza de que o povo romeno os adorava. Mas em 25 de dezembro de 1989, no Natal, que, aliás, era proibido de comemorar na Romênia comunista, o tribunal condenou o casal presidencial à morte por fuzilamento. Ceaușescu governou o país por 24 anos.

Nicolae Ceaușescu foi acusado de destruir a economia nacional e as instituições do Estado, de travar uma rebelião armada contra o povo e o Estado e de cometer genocídio contra sua própria nação. Caricato, pois um dos objetivos das políticas de Nicolae Ceaușescu era justamente aumentar a taxa de natalidade no país.

É espantoso que a revolução na Romênia, que liquidou o ditador comunista e sua esposa, tenha sido essencialmente travada por aqueles que Ceaușescu havia forçado a vir ao mundo — os filhos do Decreto 770, que obrigava as mulheres a procriar incessantemente. «O feto humano é propriedade de toda a sociedade», proclamou o Secretário-Geral do PC romena. «Quem não quiser ter filhos é um desertor, violando as leis da continuidade e da preservação nacional». 

Assim nasceu o famoso Decreto 770, assinado em 1966.

O Partido Comunista decidiu que a população do país deveria aumentar em um terço — de 20 para 30 milhões. Somente mulheres com mais de 45 anos e que já tivessem tido pelo menos quatro filhos poderiam evitar o parto forçado. Abortos eram autorizados por comissões especiais apenas em casos excepcionais: após violação/estupro ou quando a vida da gestante estivesse em perigo.

Os contraceptivos praticamente desapareceram das prateleiras das farmácias, e todas as mulheres eram obrigadas a fazer exames ginecológicos mensais para garantir que não perdessem uma concepção acidentalmente. Toda gravidez detectada era rigorosamente monitorada até o parto.

A Securitate — a polícia secreta — monitorava para garantir que as mulheres não se esquivassem de sua responsabilidade primordial. Esses agentes eram sarcasticamente apelidados de «polícia menstrual».

Os pacientes recebiam prontuários médicos duplicados, e as cópias eram enviadas aos arquivos da polícia para evitar qualquer interpretação errônea. Nas escolas, as meninas eram ensinadas que seu único trabalho era gerar filhos para a pátria. A interrupção da gravidez tornou-se crime.

Além disso, as autoridades introduziram um imposto sobre a infertilidade, semelhante ao que vigorava na URSS na época (embora a política demográfica soviética não era tão desumanamente extrema quanto a da Romênia). Não foi sem razão que Ceaușescu foi apelidado de o novo «Conde Drácula», sugando o sangue de seu próprio povo.

Entre 1966 e 1967, o número de nascimentos quase dobrou, e a taxa de fertilidade total estimada aumentou de 1,9 para 3,7 filhos por mulher.

Cerca de 500.000 crianças nasceram durante o período inicial deste decreto. Essa geração chegou a ter um nome próprio na Romênia: os decreței, ou «nascidos por decreto».

Um grupo de crianças de um orfanato romeno cumprimenta o ditador Nicolae Ceausescu e sua esposa com votos de Ano Novo em 30 de dezembro de 1977

Naturalmente, depois de algum tempo, as mulheres começaram a encontrar maneiras de interromper suas gravidezes indesejadas. Apesar dos controlos/es e das severas penalidades, os abortos ilegais proliferaram. As mulheres com maior poder económico compravam contraceptivos, vindos do exterior.

Psicólogos dizem que se uma mulher quer um filho, ela o terá mesmo que isso lhe custe a própria vida. Por outro lado, se uma mulher não quer um filho, ela não o terá mesmo que isso lhe custe a própria vida. A taxa de mortalidade entre mulheres em idade fértil na Romênia naquela época era 10 vezes maior do que na vizinha Bulgária e Hungria. Outro efeito colateral na Romênia foi um ressurgimento da mortalidade infantil.

É claro que você pode amarrar uma mulher grávida de pés e mãos e simplesmente negar-lhe a chance de abortar o feto — mas ninguém pode obrigá-la a amar uma criança imposta a ela pelas autoridades. Em janeiro de 1990, duas semanas após a execução de Ceaușescu, o jornalista do Daily Mail, Bob Graham, chegou a Bucareste. Ele se tornou o primeiro estrangeiro a visitar os numerosos orfanatos da Romênia. Estavam repletos de miseráveis ​​decreței.

«Currais onde crianças pequenas eram tratadas como animais. Não, pior ainda — pelo menos os animais ainda tinham coragem suficiente para fazer barulho», testemunhou ele após sua visita.

O Decreto 770 transformou a Romênia em um país de crianças abandonadas. O Estado assumiu a responsabilidade de criar um cidadão e patriota a partir de uma criança nascida à força e indesejada por seus pais. O que aconteceu?

Essas crianças também se revelaram indesejadas pelo Estado.

O jornalista inglês ficou chocado com as camas enferrujadas e em ruínas nos orfanatos, a completa ausência de brinquedos e livros, as paredes nuas sem quadros e a atmosfera sinistra e opressiva. As crianças eram como pequenos prisioneiros os seus pequenos «campos de concentração». Deveriam estar felizes com o destino que tiveram graças a Ceaușescu? Sim, receberam o dom da vida e, com ele, dor, rejeição e total inutilidade. Um preço muito alto para um presente assim...

«O cheiro insuportável de urina e o silêncio de tantas crianças. Essas são duas coisas que me chocaram e ficaram comigo para sempre», recordou Bob Graham sobre sua visita a orfanatos romenos. «As crianças ficavam deitadas em seus berços, às vezes em duplas ou trios, observando o que acontecia. Em silêncio. Era quase um mau presságio».

A geração de ​​decreței se tornou a geração mais numerosa da história romena. Eles também se tornaram a principal força motriz na derrubada do regime de Ceaușescu, seu «cisne negro» e seu retorno como um bumerangue.

Os primeiros a irem às ruas não foram os adultos intimidados e submissos a quem o Estado controlava até a vida íntima e pessoal, mas aqueles mesmos adolescentes nascidos depois de 1966, que a essa altura já eram estudantes.

Talvez tudo estivesse bem no metaverso de Ceaușescu e seus comparsas até 25 de dezembro de 1989, quando o casal de ditadores foi executado por um pelotão de fuzilamento nas dependências de uma unidade militar na cidade de Târgoviște, ao lado da parede de uma casa de banho/ banheiro de soldados... O julgamento durou apenas três horas. A própria revolução, que começou espontaneamente, durou menos de dez dias.

O momento da execução do Elena e Nicolae Ceaușescu

Centenas de jovens paraquedistas se voluntariaram para executar a sentença. Os melhores foram escolhidos. O Decreto 770 foi revogado em 26 de dezembro de 1989, um dia após a execução do casal Ceaușescu.

domingo, julho 20, 2025

O terrorismo comunista dirigido à Rádio Europa Livre/Rádio Liberdade

Em 21 de fevereiro de 1981 o terrorista internacional Carlos, o “Chacal”, atacou a Rádio Europa Livre/Rádio Liberdade, contratado pela CIE/Securitate romena que lhe pagou em dinheiro e passaportes estrangeiros. 

por: Richard Cummings

Desde meados da década de 1970 até à sua deposição e execução em Dezembro de 1989, o ditador romeno Nicolae Ceausescu travou uma guerra vingativa contra o Serviço Romeno da Rádio Europa Livre/Rádio Liberdade. O seu regime debatia-se com intimidação, ameaças e ataques físicos; a rádio respondia com a verdade nos programas transmitidos para a Roménia. 

Instalações da Rádio Liberdade em resultado do ataque bombista

Embora tenham existido vários planos dos serviços secretos do bloco comunista ao longo dos anos para atacar a bomba a sede da Rádio Europa Livre/Rádio Liberdade em Munique, houve apenas um ataque físico: o atentado bombista de 21 de fevereiro de 1981. Esta foi uma das operações politicamente mais sensíveis, mas pouco conhecidas, de Carlos, o «Chacal»: foi o seu único alvo americano conhecido. Carlos chamava às suas operações terroristas de “Tangos”; este seria o seu “Tango de Munique”. 

O Ataque 

No dia 21 de fevereiro de 1981, às 21h50, ocorreu uma enorme explosão no centro de Munique, que se fez ouvir por toda a cidade. Uma equipa de quatro terroristas, sob a liderança do infame Carlos, o «Chacal», escondido em Budapeste, tinha acabado de detonar uma poderosa bomba, estimada em cerca de 15 quilos de nitropenta, um explosivo de fabrico romeno. 

Instalações da Rádio Liberdade em resultado do ataque bombista

Quatro funcionários da Rádio Europa Livre/Rádio Liberdade ficaram gravemente feridos: Maria Pulda (atingida no rosto, passou por mais de 20 operações de reconstrução facial), Rudolf Skukalek e Allan Antalis, do Serviço de Emissões da Checoslováquia, e Ingeborg Eberl, telefonista [outras fontes apontam entre 5 à 8 feridos]. Parte do edifício estava em ruínas. Os danos no edifício ultrapassaram os US$ 2 milhões. Este foi o único ataque direto ao edifício da sede da RFE/RL na história da estação.

1ª à esquerda, Maria Pulda no julgamento do terrorista Johannes Weinrich, 2003

A explosão da bomba causou grandes danos e terror nas imediações. Janelas foram partidas em 50% dos escritórios da RFE/RL (mais de 170) e também em prédios de apartamentos a mais de cem metros de distância da RFE/RL. 

Glen Ferguson, então presidente da RFE/RL, enviou uma mensagem aos funcionários na manhã seguinte. A mensagem dizia, em parte: «Quatro dos nossos colaboradores ficaram feridos, o nosso edifício foi danificado, mas a RFE/RL continuará a ser ouvida». 

Foto: DPA / Picture Alliance / Getty Images

Os grandes meios de comunicação internacionais e da Alemanha Ocidental cobriram o atentado bombista contra a RFE/RL na noite de sábado nas edições de domingo e segunda-feira. Os meios de comunicação social soviéticos e da Europa Oriental também divulgaram a história a partir da manhã de domingo. A televisão e a rádio da Alemanha Ocidental começaram a cobrir a história a partir das 23h de sábado e continuaram a cobertura durante todo o domingo e segunda-feira. 

Instalações da Rádio Liberdade em resultado do ataque bombista

Embora as provas já existam há muito tempo e os autores tenham sido identificados, [praticamente] ninguém foi e, muito provavelmente, nunca será processado por este acto terrorista. Carlos está preso com duas penas perpétuas em Paris. Dos quatro terroristas que estavam em Munique, Johannes Weinrich continua preso em Berlim, onde cumpre a pena de prisão perpétua pelo atentado bombista contra o Centro Cultural Francês em Berlim, em 1983. 

Bruno Breguet “Luka” tornou-se informador da CIA na Suíça em 1991, sob o pseudónimo FDBONUS/1, e era extremamente bem pago pelos seus serviços e informações sobre terroristas internacionais. Desapareceu, sem deixar rastos, em 1995. 

Agente do StB Pavel Minařík em 1976

[No entanto, o atentado de Munique poderia ter a cumplicidade de outros serviços secretos comunistas. Assim, o gente da secreta comunista checoslovaca, a StB, Pavel Minařík, serviu como agente na Radio Free Europe, em Munique, de 1969 a 1975. De acordo com o Comité de Documentação e Investigação de Crimes do Comunismo, Minařík enviou, pelo menos, três planos aos seus superiores para realizar uma explosão nas instalações da Rádio Europa Livre durante este período. Em 1993, pelo seu papel na explosão em Munique ele foi condenado aos 4 anos de prisão efetiva, mas não chegou de cumprir a pena, devido à revisão do caso. Em 2009 foi condenado à 6 (mais tarde reduzido para 4 anos), num caso de fraude na área de seguros]. 

Um dos terroristas bascos, José Maria Larretxea, morreu em Cuba a 29 de fevereiro de 1996 e o outro nunca foi identificado [outros dados apontam Juan Miguel Goiburu Mendizabal 'Goiherri' / 'Santiago’]. Morreu o general romeno Nicolae Pleșiță, o chefe do Centro de Informação Externa (Centrului de Informații Externe) a secreta romena externa, СIE, que ordenou o ataque, assim como morreu o oficial romeno da CIE, tenente coronel Sergiu Nica, que junto ao pessoal do «Chacal» se apresentava como “Andrei Vitescu”, que coordenou o ataque com Carlos. 

Além deste atentado bombista, Carlos foi destacado para invadir ou destruir a estação de monitorização da RFE/RL nos arredores de Munique, em Schleissheim, e obter documentos secretos. Em troca, os romenos deram a Carlos 34 passaportes italianos, alemães, franceses e austríacos, bem como passaportes diplomáticos romenos para Carlos, Johannes Weinrich («Steve») e Magdalena Kopp (terrorista alemã, a namorada do Weinrich e posteriormente esposa do Carlos). 

Ler o artigo completo sobre o atentado: «Carlos, o Chacal, e O Último Tango em Munique», do qual este texto foi extraído, aqui: https://coldwarvignettes.blogspot.com/2021/02/carlos-jackal-and-last-tango-in.html

Liviu Tofan que na altura, era o editor-chefe da secção romena da Rádio Europa Livre, reuniu as provas num livro, intitulado «O Chacal da Securitate», que contém documentos, testemunhos e pormenores sobre este ataque.

Faça click para saber mais

Blogueiro: apesar deste atentado ser organizado e apoiado tecnicamente pela CEI/Secutitate, o general do KGB Oleg Kalugin, condenado pelo regime russo em 2002 aos 15 anos de cadeia, afirma que KGB sabia do plano, e o aprovou tacidamente:

segunda-feira, agosto 05, 2024

A importância dos F-16 na Defesa Aérea da Ucrânia

Foto: Zelenskiy Official

No dia 31 de julho de 2024 Ucrânia recebeu o primeiro lote de dez caças F-16 via “Coligação/Coalizão de Caça” internacional. No dia 4 de agosto, durante as comemorações do Dia da Força Aérea das Forças Armadas da Ucrânia, os aviões de combate F-16 apareceram pela primeira vez no céu ucraniano.

Este evento não só testemunha o apoio contínuo da Ucrânia por parte dos parceiros ocidentais, como também abre novas perspectivas para a capacidade de defesa aérea da Ucrânia. Afinal de contas, a Ucrânia tem lutado contra os ataques diários do Kremlin às suas cidades, infra-estruturas civis e energéticas, hospitais, maternidades, escolas e casas de civis há dois anos e meio...

A Coligação de Caça, também conhecida como Coligação F-16, é uma coligação internacional de 14 países empenhados em apoiar a Ucrânia na sua luta contra a invasão russa. A coligação inclui países como a Bélgica, Grã-Bretanha, Grécia, Dinamarca, Canadá, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Polónia, Portugal, Roménia, EUA, França e Suécia. Estes estados estão a unir esforços para organizar o fornecimento de F-16, treinar pilotos, técnicos e pessoal de terra ucranianos e criar a infra-estrutura necessária que permitirá que estas aeronaves sejam efectivamente utilizadas em condições de combate.

O principal objectivo da coligação é reforçar as capacidades da Força Aérea Ucraniana para repelir os ataques aéreos russos e proteger os civis. Os países membros da coligação fornecem não só aeronaves, mas também o equipamento e as armas necessárias e formam especialistas militares ucranianos. Esta cooperação foi possível graças ao apoio dos países da NATO e ao seu desejo de reforçar as capacidades de defesa da Ucrânia face à contínua agressão da rússia.

Os F-16, ou “falcões de combate”, como são conhecidos nos círculos profissionais, estão entre as aeronaves de combate mais versáteis e eficazes. Estes caças multifuncionais, desenvolvidos na década de 1970, continuam a ser uma das principais aeronaves no arsenal de muitos países do mundo, graças às constantes atualizações e à elevada eficácia de combate. São capazes de realizar uma vasta gama de tarefas: desde o combate aéreo até aos ataques contra alvos terrestres.

Para a Ucrânia, que tem lutado contra um agressor russo há mais de dois anos e meio, rejeitando uma guerra russa total e não provocada, o F-16 representa um impulso significativo. Com a sua ajuda, as forças aéreas ucranianas poderão combater de forma mais eficaz os ataques de mísseis e drones russos. A presença do F-16 permitirá à Ucrânia reduzir significativamente o número de ataques às suas cidades e infra-estruturas críticas, o que é especialmente importante no contexto dos constantes bombardeamentos por parte da rússia.

Os pilotos ucranianos que treinaram no estrangeiro tiveram à sua disposição mais do que apenas modelos padrão de F-16. Os caças F-16 têm capacidade multifuncional e desempenharão um papel fundamental não só na defesa da Ucrânia, mas também em potenciais operações ofensivas. Estes caças estão equipados com sistemas de mira avançados, incluindo miras JHMCS montadas no capacete, que permitem aos pilotos atacar com precisão. Isto é especialmente importante para missões estratégicas, tais como ataques a alvos militares inimigos legítimos – bases militares, campos de aviação, depósitos de munições e outras instalações utilizadas para operações de combate. Assim, para além da defesa, os F-16 podem ser utilizados para realizar ataques preventivos contra alvos que representem uma ameaça à segurança da Ucrânia.

Além disso, os F-16 ucranianos estão equipados com postes modernos com sensores de alerta de ataque de mísseis integrados e sistemas de guerra eletrónica. Estas tecnologias são concebidas não só para melhorar as capacidades de combate dos aviões de combate, mas também para garantir a segurança dos pilotos em condições de combate intensas.

A Ucrânia espera que o número de F-16 aumente para 20 até ao final de 2024, com o número total destes caças a atingir os 79 até 2025. Tal aumento da frota de aviação permitirá à Força Aérea Ucraniana não só defender eficazmente as suas fronteiras, mas também conduzir operações ofensivas activas contra o agressor, o que poderá até alterar o rumo da guerra.

O aparecimento dos F-16 nos céus da Ucrânia não é apenas uma vitória militar, mas também uma vitória simbólica para o país. Esta é uma demonstração de que o impossível é possível quando a comunidade internacional se une para apoiar aqueles que lutam pela sua liberdade e independência.

Ucrânia, com o apoio de parceiros internacionais, planeia criar uma poderosa componente de aviação, que irá fortalecer significativamente a sua Força Aérea. O desenvolvimento desta componente visa garantir não só a protecção da soberania e integridade territorial da Ucrânia, mas também dar um contributo significativo para a segurança de todo o continente europeu. Isto é de particular importância nas actuais condições dos países bálticos, da Polónia, da Moldova e de outros Estados europeus, que têm sido repetidamente ameaçados pela federação russa. Face ao aumento da agressividade por parte da federação russa, estes países enfrentam uma ameaça crescente, o que torna necessário reforçar as capacidades de defesa de toda a Europa.

Recordemos que o Secretário-Geral da NATO, Jens Stoltenberg, num comentário para o Bild, enfatizou a importância da rápida entrega de caças F-16 à Ucrânia, referindo que este seria um exemplo significativo de apoio militar dos países da NATO. Stoltenberg observou que o facto de os aliados da NATO não só fornecerem o F-16, mas também treinarem pilotos e fornecerem armas para estes caças, é um exemplo importante da significativa assistência militar prestada à Ucrânia pela aliança.

Mateusz Morawiecki, Primeiro-Ministro da Polónia, enfatizou a importância de transferir caças modernos, como o F-16, para a Ucrânia, para reforçar as suas capacidades de defesa. Deu nota que a Polónia está pronta para apoiar a Ucrânia, fornecendo armas e treinando os militares ucranianos. Morawiecki sublinhou ainda que a Polónia apoia activamente os esforços da comunidade internacional na prestação de assistência à Ucrânia e vê este passo como um elemento importante para dissuadir a agressão russa.

Alexander De Croo, primeiro-ministro da Bélgica, manifestou apoio às decisões de transferência do F-16 para a Ucrânia, dizendo que isso demonstra a solidariedade da comunidade internacional com a Ucrânia na sua luta pela soberania. De Croo observou que a Bélgica também está envolvida em esforços internacionais para formar pilotos ucranianos e fornecer armas, o que representa um contributo importante para a segurança geral da Europa.

De que outras necessidades necessita a Ucrânia para combater o agressor russo? Assim, as principais necessidades da Ucrânia mantêm-se relevantes e inalteradas: em primeiro lugar, sistemas de defesa aérea modernos e eficazes, como o Patriot e o SAMP/T, bem como os mísseis de acompanhamento necessários para garantir o pleno funcionamento destes complexos. Além disso, os sistemas de artilharia e munições, os mísseis de longo alcance, os veículos aéreos não tripulados e os sistemas de guerra electrónica são fundamentais. Tudo isto é necessário em quantidades suficientes para repelir totalmente a agressão da rússia.

Para garantir a proteção completa e fiável do território da Ucrânia, são necessários pelo menos 25 sistemas Patriot. Estes complexos tornar-se-ão uma componente crítica na protecção do espaço aéreo do país e impedirão que as aeronaves russas penetrem a um alcance tal que lhes permitiria usar bombas guiadas para atacar alvos civis e militares.

A permissão concedida pelos Estados Unidos da América para utilizar armas fornecidas à Ucrânia para atacar alvos militares em território russo já demonstrou a sua eficácia. Isto ajudou a travar a ofensiva russa em Kharkiv. O levantamento adicional de todas as restrições à utilização das armas fornecidas, bem como um aumento do volume de fornecimento de sistemas defensivos, permitirão à Ucrânia combater de forma ainda mais eficaz a agressão russa e libertar gradualmente os territórios temporariamente ocupados.

Além disso, para combater eficazmente a aviação russa, que utiliza mais de 300 aeronaves contra a Ucrânia todos os dias, é necessário dotar o exército ucraniano de, pelo menos, 128 aviões de combate modernos. Garantir capacidades de ataque de longo alcance e criar um sistema de defesa aérea moderno e multifacetado são elementos-chave para acabar com o terror diário da Rússia. Estas medidas não só protegerão as cidades e as infra-estruturas ucranianas, como também criarão condições para a rápida restauração da paz, não só em solo ucraniano, mas também na Europa e no mundo.

quinta-feira, maio 23, 2024

O imposto soviético, criado para estimular a fertilidade

O “Imposto sobre solteiros, celibatários e cidadãos com famílias pequenas” era chamado na URSS de “imposto sobre os tomates”. Foi criado, para de alguma forma, estimular a fertilidade, no contexto de terríveis perdas humanas soviéticas nas décadas de 1930-40. 

Foi introduzido em 21 de novembro de 1941, quando o Governo soviético decidiu estimular os nascimentos. Dito - feito. Foi criado um imposto sobre a ausência de filhos. Claro, ter ou não filhos é uma questão íntima e pessoal. Mas quem não tiver, teria que pagar 6% da sua renda ao Estado soviético. 

Todos os homens eram tributados, tanto casados ​​quanto solteiros, de 20 a 50 anos. A tributação se aplicava a mulheres casadas com idades entre 20 e 45 anos. Além disso, as mulheres não tinham sequer 9 meses para cumprir os seus «deveres maternos», eram tributadas no dia seguinte após o registo do casamento, o que gerou várias piadas vulgares. 

As autoridades previam exclusões para os que não podiam ter filhos devido a problemas de saúde, Heróis da União Soviética, militares e membros de suas famílias. As estatísticas mostram que este imposto não teve muito efeito no aumento da taxa de natalidade. Mas retirou centenas de milhões adicionais dos bolsos das pessoas, que estavam praticamente vazios, para os cofres da pátria socialista. 

Com decorrer dos anos o imposto foi repetidamente aprimorado. Por exemplo, em 1949, um imposto de 150 rublos por ano foi cobrado dos residentes rurais que não tinham filhos. Quem tiver pelo menos um filho, continuaria a pagar 50 rublos por ano. Os de dois pagavam 25 rublos. E somente após o nascimento do terceiro cidadão ficava isento do imposto. Este sistema existiu até 1952. 

Este imposto deixava de ser cobrado em caso de nascimento ou adoção de filho e continuava a ser cobrado novamente em caso de falecimento do/a filho/a único/a. Desde o final da década de 1980, os recém-casados ​​​​recebem benefícios fiscais durante um ano a partir da data do registo do casamento. 

Com a morte do Estaline o imposto não desapareceu, mas foi modificado e só foi legalmente exstinto com o fim da URSS em 1 de Janeiro de 1992. Nos séculos XX e XXI, com exceção da URSS, tal imposto existia na Itália fascista (introduzido em 6 de Dezembro de 1926) e na Polónia (1946—1973) e na Roménia comunistas (1967—1989). Em outros países, a fertilidade era estimulada de forma diferente. Lá eles não cobram imposto adicional para quem não tem filhos, mas quem tem filhos ficava isento de parte dos impostos.

sexta-feira, dezembro 01, 2023

Exportação dos cereais ucranianos sem a participação ou a interferências russa

O lançamento do «Corredor de Grãos» sem a participação ou a interferências da rússia foi uma das maiores conquistas da Ucrânia em 2023. Isto fortaleceu a economia ucraniana e a posição internacional do país, ajudando salvar as pessoas vítimas da fome em todo o mundo. 

A Suíça destinará mais de 3 milhões de euros ao World Food Programm, que implementa a iniciativa «Grãos da Ucrânia» e promove a exportação de cereais ucranianos para aqueles que mais necessitam. A Comissão Europeia fornecerá à Ucrânia 50 milhões de euros para recuperação dos portos comerciais destruídos por ataques terroristas russos. A região de Odessa será protegida por sistemas adicionais de defesa aérea, que a Ucrânia irá receber dos seus aliados e parceiros estratégicos. 

Por sua vez, Ucrânia conduzirá as suas próprias operações da escolta militar dos navios que navegarão pelo “Corredor de Grãos” do Mar Negro. Ucrânia também saúda as iniciativas da Roménia, Bulgária e Turquia de condução de operações de limpeza das suas águas territoriais de minas marítimas, espalhadas no Mar Negro pela marinha russa. 

Calcula-se que desde o início da guerra, em 24.02.2022 a rússia roubou aproximadamente mil milhões de dólares em cereais ucranianos.

domingo, janeiro 22, 2023

As teses que a propaganda russa usa na Europa


As diversas teses que a propaganda russa usa nos países da Europa. Em Portugal são usados um pouco de todas, que aparecem nessa lista. Agora que você sabe quem as criou, a sua resistência às teses do Kremlin será mais forte.  












sábado, novembro 20, 2021

Bailarinas e cantoras ucranianas no GULAG soviético


Entre 1946 à 1953 foram presas na Romênia pelo NKGB soviético várias bailarinas e cantoras do Teatro de Ópera de Odessa. Geralmente eram condenadas aos 25 anos de GULAG sob acusação de “traição da pátria”. 

Estamos falando de meninas que trabalharam no Teatro de Ópera de Odessa ou cantavam em outras instituições semelhantes durante a II G.M., quando a cidade ucraniana de Odessa estava parcialmente ocupada pelo exército da Romênia. Após a saída da Romênia do Eixo e do fim da ocupação, as meninas deixaram a cidade e a União Soviética, mudando-se para a terra dos seus maridos. Os arquivos da secreta ucraniana SBU têm pelo menos 21 destes casos. Uma estória que será transformada num estudo histórico e eventualmente no roteiro de um filme. 

Sem condenar e nem justificar, muito menos fazer conclusões precipitadas ou vulgares devemos concordar: o mundo do teatro e cinema sempre atrai atenção especial dos homens e a concentração de beleza feminina está lá sempre muito alta. Ao longo da história os militares e os invasores davam muita atenção às atrizes. Mesma coisa se passou com as meninas de Odessa que chamavam atenção especial de patronos influentes. Mas geralmente os seus noivos eram simples jovens oficiais ou funcionários romenos. Eles sabiam namorar, alimentavam, tratavam bem e protegiam as suas namoradas. A grande maioria dos namoros terminou em casamentos oficiais na Romênia, depois de deixar a Odessa. 

Em 1944 a Romênia saiu do Eixo e se aliou à coligação/coalizão anti-Hitler, automaticamente os romenos tornaram-se aliados e começaram a construir o socialismo romeno. E suas esposas dançavam nos palcos romenos e até mesmo perante os militares soviéticos. 

Logo após o fim da II G.M. o NKGB soviético começou a perseguição das bailarinas. Todas elas eram acusadas ao abrigo da 1ª parte do Artigo 58º do Código Penal da Rússia Soviética – “traição à pátria”. Eram acusadas de deixar a URSS de forma “arbitral”. Num dos interrogatórios essa acusação é formulada dessa forma: 

Investigador: – Por que você deixou a URSS?

M: – Eu saí com o meu marido.

I: – Não temos-lhe questões a colocar. Eu a pergunto, porque você saiu?

M: – Eu o amo e, portanto, fui com ele.

I: – Você traiu a URSS, e deixou o seu país de uma forma voluntariosa... 

Após uma “investigação” curta todas as meninas recebiam quase sempre a pena máxima de 25 anos de GULAG, mais 5 de perca dos direitos cívicos. Muito raramente moças eram condenadas aos 10 anos. Logo após a morte do ditador comunista Estaline/Stalin todas elas foram amnistiadas. Mais tarde todas foram reabilitadas “devido a ausência do teor do crime”. 

Fonte 

Blogueiro: apesar de existirem as perseguições semelhantes contra as mulheres francesas ou norueguesas, este caso é notável pela perseguição extraterritorial, perseguição num país socialista e também são notáveis as penas muito pesadas aplicadas as mulheres, unicamente por deixarem o país sem a permissão expressa do Estado soviético omnipresente.

domingo, setembro 30, 2018

Os segredos da mão azul no centro de Kyiv

No centro de Kyiv, na avenida Khreschatyk, em frente do mercado municipal Bessarabsky, recentemente foi instalada uma mão azul, que imediatamente suscitou nos ucranianos as reações bastante antagónicas de amor & ódio.   
fotos @Kievtypical
A mão que perturbou a paz mental dos puristas do realismo socialista é uma obra de arte contemporânea que se chama “Middle way” (2014) da autoria do jovem escultor romeno Bogdan Raţă (34). A escultura foi instalada em Kyiv no âmbito do projeto “Moving monuments” (Monumentos em movimento) pela iniciativa da embaixada da Roménia na Ucrânia.
Informação sobre a instalação em inglês e ucraniano
Bogdan Raţă em Cascais (Portugal)
A instalação “Middle way” é temporal, por isso todos os haters podem ficar mais tranquilos, colocando um creminho fresquinho nos seus orifícios anuais.
Baia Mare, Roménia
Cascais, Portugal
Liverpool, GB
Porto, Portugal
“Middle way” simboliza a paz e a comunicação. Aparentemente, por isso, se decidiu abandonar a cor vermelha, optando pela cor azul. O vermelho não é nada pacífico, escreve o blogueiro ucraniano Emil Salmanov.

As fotos de “Middle way” em Kyiv @Kievtypical

Bónus

A instalação deu a origem ao aparecimento dos vários memes, um dos mais engraçados e intelectuais é sem dúvida este: 

sábado, agosto 25, 2018

Dia em que Ucrânia se tornou realmente independente (14 fotos)

No dia 24 de agosto Ucrânia celebra o seu Dia da Independência – neste dia, há 27 anos, em 24 de agosto de 1991, Ucrânia se tornou um país independente e URSS deixou de existir de facto. Como frisou o Presidente da Ucrânia Petró Poroshenko – a sua independência real Ucrânia alcançou apenas em fevereiro de 2014 – quando ganhou Maydan e país começou se mover na direção à União Europeia.

Para comemorar o Dia da Independência, em Kyiv foi realizada a parada militar especial e diferente de anos anteriores – este ano Ucrânia celebra não apenas o 27º aniversário da sua Independência, mas também o centenário da proclamação da 1ª República, que ocorreu em 1918. A parada foi oficialmente chamada de “Marcha do Novo Exército” – ao público foram mostrados muitos equipamentos militares novos; marcharam cerca de 4,5 mil militares; e também, pela primeira vez em 8 anos, na parada participaram diversas unidades da aviação militar ucraniana.
Na parada também foi apresentado o novo fardamento: este ano as Forças Aerotransportadas de Assalto abandonaram boinas azuis e mudaram para boinas do padrão europeu (cor de areia). As boinas azuis, pela primeira vez foram usadas pelo exército soviético na ocupação da Checoslováquia para fazer parecer os ocupantes soviéticos com as tropas da ONU, desorientando os checos e eslovacos, e hoje os ucranianos decidiram abandonar este velho padrão completamente.

O que disse Petró Poroshenko
O presidente ucraniano disse que desde 2014 Ucrânia recuperou o seu exército e garantiu o apoio de aliados ocidentais. Presidente recordou que a luta de libertação nacional no início do século XX durou quatro anos (1917-1921), mas, os ucranianos não conseguiram defender a sua Independência – e então começou a época da repressão, fomes e tentativas de assimilar a nação ucraniana nas imensidades da Eurásia (alusão ao processo de deskulakização/deskurkulização e deportação dos ucranianos para além dos Montes Urais).

Como notou o Presidente – hoje as novas gerações de ucranianos têm a tarefa de quebrar este círculo histórico vicioso, para que a independência da Ucrânia não seja medida em meses, lamentando depois a sua perda, mas se orgulhando pelas vitórias e sucessos da Ucrânia independente.
Presidente recordou que durante os quatro últimos anos de guerra, os ucranianos preservaram e consolidaram o seu Estado, consolidaram a Nação, criaram um exército forte e escolheram o caminho do desenvolvimento, e já não podem se desviar deste, por causa de inimigos externos e seus agentes no interior do país, devendo tornar Ucrânia grande e forte, sem a chance de retornar à zona de influência russa.

Presidente também observou que Ucrânia está se tornando a parte do espaço europeu – por mais de um ano funciona o sistema de abolição de vistos com a União Europeia; foi assinado o acordo de associação com a UE e foi feita a escolha estratégica para se tornar a parte da União Europeia; por mais de 1.000 dias Ucrânia deixou de comprar o gás russo, ganhou o caso na arbitragem de Estocolmo contra Gazprom, o obrigando à pagar 4,5 bilhões de dólares, está se preparando para criação de uma igreja ortodoxa local, separada de Moscovo (obtendo o tomos, a independência religiosa).

No fim, presidente Petró Poroshenko acrescentou que sem Ucrânia, a UE seria um projeto inacabado – a fronteira da Europa agora passa pela fronteira leste da Ucrânia – e a entrada da Ucrânia na UE e na NATO/OTAN deve ser consolidada de forma constitucional.

Em memória dos Heróis

No fim do discurso de Petró Poroshenko, houve um minuto de silêncio em memória de todos que deram suas vidas pela independência da Ucrânia, bem como em memória de civis e militares mortos [na atual guerra russo-ucraniana]. Neste momento, no leste da Ucrânia, continua um conflito militar – no dia 23 de agosto morreram em combates cinco militares do exército ucraniano (FAU). Presidente Poroshenko enfatizou que Ucrânia nunca esquecerá e não perdoará aos agressores as suas vítimas.
Presidente ainda disse que submeteu ao Parlamento ucraniano o projeto-lei para que a saudação “Glória à Ucrânia – Glória aos Heróis” de agora em diante seja a saudação oficial do exército ucraniano [assim como o hino da OUN, que se tornou, em forma estilizada, o novo hino oficial das FAU]:

Marcha do novo exército da Ucrânia

01. Após o discurso do Presidente, pela avenida Khreshchatyk desfilaram as colunas do exército ucraniano. A unidade mista das Forças Terrestres da Ucrânia em um novo fardamento de campo. Os militares calçam novas botas táticas, vestem um uniforme novo com coletes de descarga, as suas armas e equipamentos seguem os padrões da NATO/OTAN. Os 16 militares das forças terrestres foram condecorados com o título de Herói da Ucrânia, e mais de cinco mil receberam diversas outras condecorações oficiais.

02. Os militares da 36ª Brigada dos fuzileiros navais, também em nova uniforme de campo, em vez das boinas negras soviéticas – a nova boina turquesa, tudo o resto também à um bom nível. Desde 2018 o Corpo de Fuzileiros Navais da Ucrânia irá comemorar o seu dia em 23 de maio. Depois dos fuzileiros, marcham as Forças Aerotransportadas de Assalto, ostentando as suas boinas novas, de parada, cor-de-carmesim.

03. A unidade feminina mista do Instituto Militar “Taras Shevchenko”. Hoje, no exército da Ucrânia servem cerca de 55 mil mulheres, desempenhando várias tarefas e ocupando diversos postos do comando [nas três primeiras fotos, os militares desfilam com a pistolas automáticas “Fort”, fabricadas na Ucrânia – a cópia licenciada do “Tavor” israelita/israelense].
Foto da UNIAN tirada no ensaio geral nas vésperas da parada
04. Os militares dos EUA na parada – este país oferece à Ucrânia um apoio militar muito importante. Na parada de Kyiv também participaram militares de muitos países da UE, que fornecem todo o apoio possível à Ucrânia – Lituânia, Letónia, Estónia, Finlândia, Suécia, Polónia, Roménia, Moldova e muitos outros.

05. Passagem da coluna mecanizada. Os tanques principais de batalha (MBT) da série T-64 modernizada, da produção ucraniana.

06. As unidades antitanque – blindados ligeiros Varta, armados com mísseis americanos Javelin:

07. Sistemas de fogo simultâneo Grad-24 modificados, da produção ucraniana:

08. Novos sistemas de mísseis de artilharia “Vilkha”.
Foto tirada no ensaio geral nas vésperas da parada
09. Aviação (apenas uma pequena fracção dos equipamentos mostrados na parada):

Futuro da Ucrânia

Apesar de tudo, e desde 2014, Ucrânia realmente conseguiu criar um exército moderno, e este Dia da Independência é apenas uma confirmação – apesar de todas as circunstâncias adversas, a Ucrânia é, e continua a ser um país independente, e que assim seja para sempre.

Fotos: GettyImages | Genya Savilov | NurPhoto | Texto: Maxim Mirovich e [Ucrânia em África]