terça-feira, outubro 13, 2026

A nova região onde Moscovo intensifica esforços de recrutamento de mercenários

O Sudeste Asiático está a tornar-se a nova região onde Moscovo intensifica os seus esforços de recrutamento de mercenários. Sinais disso mesmo vêm da Indonésia, Vietname, Camboja, Filipinas, Malásia e Myanmar, em particular, cujos cidadãos começaram a aparecer nas fileiras do exército de ocupação russo, escreve South China Morning Post. 

A indignação pública e a oposição dos governos doadores estão a forçar a rússia a expandir o recrutamento de «carne para canhão» / «boi de piranha» para a sua guerra contra Ucrânia.

O método para recrutar residentes da região para combater na guerra é conhecido: os recrutadores visam grupos economicamente vulneráveis, prometendo «empregos bem remunerados» na rússia ou, então, bolsas de estudo. As vítimas caem nos anúncios nas redes sociais e, ao chegarem à rússia, vêem-se numa armadilha mortal. São enganados ou coagidos a assinar contratos com o Ministério da Defesa, após o que os seus documentos e telemóveis são confiscados e mercenários são enviados para a linha da frente. 

Considerando a experiência de países que combateram com sucesso as práticas criminosas da rússia, a ONU apela aos governos dos países que doam mercenários para que intensifiquem as campanhas de educação pública, alertando os cidadãos para os perigos representados pelas redes de recrutamento russas. 

«Os Estados são responsáveis ​​por identificar estas redes e definir claramente, nos seus quadros legais, disposições que criminalizem este fenómeno e garantam que os envolvidos são responsabilizados», afirmou Jovana Jezdimirovic Ranito, membro do Grupo de Trabalho da ONU sobre o Uso de Mercenários. 

A Amnistia Internacional publicou uma declaração sobre a guerra na Ucrânia contra o tráfico de pessoas, e este apelo é mais do que pertinente. As ações flagrantemente criminosas do Kremlin devem ser interrompidas de forma adequada. 

Alertamos os cidadãos de todos os países: participar na guerra neocolonial ao lado do exército russo acarreta um elevado risco de morte ou de ferimentos graves. Se está a ser recrutado para combater na Ucrânia ou já se alistou no exército russo, contacte o projeto «Quero Viver». O projeto ajudará a salvar a sua vida e a render-se em segurança. 

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