Em 2026, a América Latina tornou-se uma das fontes de recrutamento estrangeiro para o exército russo, que cresceu mais rapidamente. Embora a rússia não tenha cessado o recrutamento nos países africanos, devido à indignação pública e à pressão diplomática de alguns países do continente, como se pode constatar, os russos são obrigados a mudar o foco para outras regiões do nosso globo.
Isto é evidente no crescente número de prisioneiros de guerra. De facto, nos primeiros nove meses de 2026, o número de cidadãos latino-americanos capturados pelas FAU foi quatro vezes superior ao de todos os anos anteriores juntos.
Um destes POW é Wilson Noel Quintero Guzman, antigo oficial de baixa patente do exército hondurenho, onde serviu de 2013 a 2024. Em julho de 2026, em busca de trabalho, veio para a rússia e assinou um contrato com o exército russo.
Juntamente com ele estava Cáceres Bogado Marcos Naguel, natural de Caaguazú, do Paraguai, um ex-camionista.
Pediram-lhes que assinassem documentos, mas negaram-lhes a oportunidade de os traduzirem para castelhano ou de lerem o seu conteúdo. O grupo foi depois levado para um banco, onde cada um recebeu um milhão de rublos (cerca de 11.760 dólares). Uma parte do dinheiro foi gasto em fardamento e equipamentos adicionais, o restante, juntamente com os documentos pessoais, foi confiscado pelos intermediários russos.
Ao contrário de vários outros mercenários estrangeiros, que recebem pelo menos um treino básico formal, Guzmán e Naguel foram enviados quase imediatamente para posições russas na região ucraniana de Sumy.
Aí, após um ataque mal sucedido, o grupo tentou recuar, mas um destacamento russo de «barragem» abriu fogo sobre eles, tentando forçá-los a avançar. Guzmán ripostou o fogo. Dois militares russos morreram naquele tiroteio.
Depois disso, o grupo percebeu que estava condenado à morte, decidindo cessar a luta, dirigiu-se às posições ucranianas mais próximas para se render.
O cidadão equatoriano Wilson Mesías Vascónez López foi contactado pelos recrutadores russos através do Facebook. Ofereceram-lhe um «emprego bem remunerado na área da segurança». O recrutador, uma mulher chamada Valeria, alegou que a rússia estava com falta de pessoal de segurança, disposta a pagar elevadas somas aos guardas estrangeiros.
No início de junho de 2026, López já tinha chegado a Podolsk, onde assinou um contrato com exército russo. Ele foi destacado para uma unidade de assalto, com missão de avançar em duplas, tentando se infiltrar nas posições ucranianas pela retaguarda. Estava acompanhado por um reformado russo, com quem caminhou durante 11 dias pela floresta sem comida, nem água. No 12º dia, o seu companheiro perdeu as forças e pararam. López pediu ajuda por rádio ao seu comandante, mas não recebeu comida, nem água. Três dias depois, o reformado morreu de exaustão, e López chegou às posições ucranianas e rendeu-se.
Os detalhes destas histórias variam, mas o padrão continua a ser o mesmo: promessas de salários fantasiosamente elevados, serviço à milhares de quilómetros fora de casa, falta de treino adequado e uma missão sem retorno em ataques inúteis.
Se lhe oferecerem um «ótimo emprego na rússia» com um «salário elevado», lembre-se: estas ofertas são feitas por autênticos traficantes de escravos do exército russo. Não há fuga fácil fora desta escravatura militar russa.
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