Os
armeiros ucranianos de Lviv mostraram as capacidades do seu novo sistema de
estabilização do canhão do blindado modernizado ucraniano T-64 (variação de 2017),
produção dos quais começou recentemente na sua fábrica.
Desafio
consiste em colocar uma caneca de cerveja sobre o canhão do blindado e que este
não escorregar e a cerveja não se entornar no decorrer dos movimentos complexos
do blindado.
O
primeiro desafio do género foi realizado pelos alemães em 1986, usando o seu
blindado Leopard 2A4. O vídeo foi divulgado ao público em geral no canal
oficial do Bundeswehr YouTube em 2015.
Como
podemos ver, o sistema ucraniano não fica atrás das caraterísticas técnicas do
seu análogo alemão.
A
Fábrica de Blindados de Lviv (LBTZ), parte da corporação «UkrOboronProm», começou
em 2019 a modernização em série dos blindados T-64 (variação de 2017), equipados
com termovisores, GPS, sistema analógico de comunicações e um novo sistema dinâmico
da defesa anti-míssil.
Oito
blindados da nova série foram entregues às FAU em junho de 2019, juntamente com
a Fábrica de Blindados de Kharkiv (KhBTZ), os armeiros ucranianos já entregaram
ao exército ucraniano mais de 150 blindados dessa série.
Em
2018 Angola comprou na Lituânia duas baterias (16 unidades) de sistemas
autopropulsados de mísseis 2K12M1-2L «Kvadrat-2L» (nome de exportação 2K1M1-2L
«Kub-2D») – a modernização ucraniana de sistema de mísseis 2K12 «Kub».
A
modernização e modificação do sistema de lançamento 2P25-2L foram desenvolvidas
pela empresa ucraniana NVO «Aerotechnika-MLT» no âmbito de modernização do
sistema soviético de mísseis ZRK 2K12 «Kub» até ao nível 2K12M1-2L «Kub-2D» (2K12M1-2L
«Kvadrat-2L»).
A
modernização permite melhorar as características e estender a funcionalidade do
sistema de mísseis, através da implementação de novos algoritmos para
dispositivos de processamento e visualização, usando processamento digital de
sinais na base de elementos modernos, com a selecção digital de alvos móveis e a
leitura e processamento automático de informações.
O sistema 2K12M1-2L «Kub-2D» (2K12M1-2L «Kvadrat-2L») exibido pela Litak-Tak
Na
Lituânia, os trabalhos de modernização foram levados a cabo pela empresa Litak-Tak
(representante lituano na UE da empresa ucraniana «Aerotechnika-MLT»), através de
canibalização técnica, em que à partir de 2-3 sistemas de lançamento era criado
um único sistema moderno, na base dos componentes de modernização, fornecidos
pela Ucrânia.
Informação original lituana fornecida à ONU (UNROCA)
Oito
sistemas de lançamento 2R25M2 e SURN 1S91 foram importadas para Lituânia da Polónia
em 2016.
Nos
dias 10-11 de junho, Lituânia ofereceu à Ucrânia quase 1 milhão de munições
para armas ligeiras e metralhadoras de fabrico soviético, o valor da transferência
é de cerca 255,5 mil euros, informa a página lituana Delfi.lt
As
munições, que exército lituano já não usa (o país é membro da NATO/OTAN e usa o
padrão NATO), foram transportadas pelo cargueiro Il-76MD, pertencente à Força
Aérea da Ucrânia. A decisão de transferência de munição foi tomada pelo governo
lituano no início de fevereiro de 2019.
“A
transferência faz parte do apoio consistente e abrangente da Ucrânia pela
Lituânia, que fortalece as capacidades de defesa e garante a independência,
soberania e integridade territorial de seu estado”, disse o ministro da Defesa
da Lituânia, Raimundas Caroblis.
O
primeiro carregamento de munições e certos tipos e elementos de armas foi enviado
à Ucrânia em 2014, logo após a anexação e ocupação russa da península da
Crimeia, conjugado com apoio russo dos separatistas pró-russos no leste da
Ucrânia.
As
empresas ucranianas pertencentes à corporação da defesa UkrOboronProm estão
terminar uma série de testes da nova blindagem do blindado BTR-4 no âmbito do
aumento da produção destes veículos para as necessidades do exército ucraniano
(FAU).
Durante
os testes os novos BTR-4 percorreram várias centenas de quilómetros, no campo e
nas estradas pavimentadas, e a sua nova blindagem passou pelos testes de tiro,
nomeadamente foi alvejada por fogo de metralhadoras pesadas.
Dessa
forma, as duas unidades de Kharkiv, “Fábrica Malyshev” e “Bureau Morozov” estão
prontas e licenciadas, para, no decorrer de 2019, começar a produção em massa do
BTR-4 com blindagem de fabrico ucraniano (aço blindado de marca 71).
Uma decisão tecnológica que permite aumentar significativamente a capacidade de
fabricação e de transferência dos blindados às necessidades do exército
ucraniano.
O
blindado BTR-4 foi desenvolvido por engenheiros ucranianos do “Bureau Morozov”,
o equipamento foi usado na Operação Antiterrorista (OAT) desde 2014 e se
mostrou como bastamente eficaz no campo de batalha.
O
nível de proteção do BTR-4 é um dos maiores entre veículos blindados das Forças
Armadas da Ucrânia. O blindado é armado com o módulo de combate BM-7 “Parus”
com canhão automático de 30 mm, sistema de mísseis antitanque “Baryer”,
morteiro automático e uma metralhadora pesada. Graças ao uso de sistemas digitais
de tiro e de orientação, BTR-4 é capaz de atingir os alvos blindados numa
distância de até 5 km.
BTR-4
usa motor alemão Deutz e a transmissão automática americana Allison, que
permitem levar o blindado de 22 toneladas às velocidades de até 110 km/h.
Até a data, as carroçarias blindadas do BTR-4 eram
fabricadas na empresa privada da Fábrica de Ferragem Mecânica de Loziv (LKMZ),
que em 2018 recebeu a encomenda de 40 unidade do BTR-4. Devido ao aumento da
demanda e das limitações da ordem de aumento da sua capacidade de produção, UkrOboronProm
tomou a decisão estratégica de licenciar a produção do BTR-4 na “Fábrica
Malyshev” em Kharkiv.
Recentemente,
o Ministério da Defesa da Ucrânia divulgou as imagens da nova modificação do seu
MBT – T-64BV. Mais de 100 unidades do blindado modificado já foram entregues ao
exército ucraniano. Ucrânia prevê modificar todos os seus mais de 1.700 blindados
T-64 até o nível BV (2017).
Os
primeiros modelos de T-64, criados pelos construtores ucranianos de Kharkiv nos
meados da década de 1960 se tornaram o MBT soviético da nova geração: com
rapidez e manobrabilidade do blindado médio, a proteção e poder de fogo de um
tanque pesado.
O MBT da Ucrânia T-64 “Bulat” | foto: UkrInform
Hoje,
as Forças Armadas da Ucrânia possuem mais de 700 unidades de T-64 de várias
modificações, o maior número dos quais é T-64 BV, de fa(c)to produzido nos
meados da década de 1980. O que é normal até para os países mais ricos e desenvolvidos.
Assim, o MBT dos EUA M-1 “Abrams” foi adotado em 1980, e desde a data está
sendo modernizado, o alemão “Leopard-2” foi criado em 1979, o francês “Leclerc”
em 1987.
Na
década de 1990, após a sua independência em 1991, Ucrânia praticamente não efetuou
a renovação do seu parque de tanques [desde 1991 à 2014 país não participou em
nenhuma guerra, dentro ou fora do seu território nacional], apenas em 2004 o
exército ucraniano recebeu a nova modificação de T-64 “Bulat”, que possuía a nova
proteção ativa mais eficaz, melhores visores e sistemas de visão noturna, o
chassi melhorado (motor, suspensão, etc.). Modificação “Bulat” era relativamente
económica, mas até o início da guerra russo-ucraniana apenas cerca de cem blindados
foram modificados e entregues às FAU.
Como
Ucrânia usa a sua herança militar
Mesmo
após a sua modificação, os blindados T-64 “Bulat” tiveram problemas no domínio
de sistemas de comunicação e da eletrónica. Por isso, a modificação T-64 de 2017
recebeu os sistemas modernos de visão noturna e de avistamento de fabrico
ucraniano, sitemas de navegação e da defesa reativa, também da produção
nacional.
A
modificação T-64 de 2017 já se apresentou, de forma bastante positiva, nas
competições internacionais Strong Europe
Tank Challenge 2017, em que os T-64 ucranianos tiveram um bom desempenho ao
nível dos tanques mais modernos e caros dos EUA, Alemanha e outros aliados ocidentais.
Possivelmente um dos elementos de sucesso foi o fa(c)to da Ucrânia usar nas
competições as tripulações de tanques com a experiência real de combatentes no
decorrer de OAT.
Blindado
T-64 na sua modernização ucraniana de 2017:
Os
inimigos russos dos T-64 ucranianos
Apesar
da propaganda russa, o seu MBT continua ser não o mítico T-14 “Armata”, mas T-72 e a sua modificação profunda – T-90. O
blindado soviético/russo T-72 possui motor e sistema eletrónico menos recente, outras
soluções tecnológicas mais antiquadas (por exemplo, a sua metralhadora pesada
não pode ser acionada de dentro do blindado). A União Soviética pretendia
produzir T-72 em grandes quantidades, cedendo o equipamento aos diversos países
socialistas/comunistas, onde o blindado foi usado em vários conflitos regionais
no decorrer da Guerra Fria.
Modificação russa T-72B3, versão de 2011 | foto: UkrInform
No
entanto, ambos os blindados possuem o canhão / lançador de mísseis de 125 mm, a
sua blindagem, sistemas da defesa ativa e manobrabilidade são semelhantes. Além
disso, T-64 e T-72 foram alvos de constantes modificações na Rússia, Ucrânia,
Índia e Polónia. O número total das diversas modificações T-72 russas é
calculado em milhares. Ucrânia não se pode de dar ao luxo de apostar na
paridade de blindados com o seu vizinho agressor.
Os
problemas do “Oplot”
O
blindado BM “Oplot” é um concorrente completo dos melhores tanques ocidentais.
Mas o seu preço de exportação é de 4,9 milhões de dólares. Naturalmente, muito
menor em comparação com os tanques ocidentais: o americano Abrams custa cerca
de 8,5 milhões, o alemão Leopard-2 - 7,5 milhões, o francês Leclerc – mais de 12
milhões.
O MBT da Ucrânia BM “Oplot” | foto: UkrInform
Mas
mesmo tendo em conta o preço de custo relativamente menor, Ucrânia,
infelizmente, não se pode de dar ao luxo de substituir mais de 1.700 unidades
de T-64 pelos BM “Oplot” (mais de 700 no uso do exército e cerca de 1.000 na
conservação profunda). Atualmente, apenas 10 BM “Oplot” foram entregues ao exército,
embora foi criado o plano de as FAU receberem cerca de 200 “Oplot” até 2025.
Além do alto custo, o ciclo total de produção de um “Oplot” leva na fábrica “Morozov”
de Kharkiv cerca de 9 meses (os 49 BM “Oplot” ao exército da Tailândia foram
produzidos em 8 anos, ou seja, 1 blindado em pouco menos de 2 meses). Enquanto
a modernização do T-64 até o nível “Bulat” ou até ao modelo de 2017 – leva apenas
3 meses e custa cerca de 1 milhão de dólares.
Diante
do exposto, o BM “Oplot” não se transformará em MBT da Ucrânia à curto-médio
prazo. Tendo em conta que Ucrânia precisa de blindados modernos e aptos para o
combate “para ontem”, a atualização gradual da frota existente dos T-64 é
absolutamente a estrategicamente certa. Ucrânia possui uma grande vantagem de
poder modernizar e fabricar os tanques mais avançados dependendo unicamente do
esforço da indústria nacional. Em qualquer dos casos, o passado sombrio das
FAU, em que o exército ucraniano era alvo de saques e das vendas dos seus
equipamentos ao desbarato já passou, neste momento o poderio das FAU e das suas
unidades de blindados está crescer gradualmente, mas de uma forma firme e
contínua.
No
dia 8 de fevereiro, os membros da Unidade especial da Guarda Nacional da Ucrânia
(NGU), “Azov”, que funciona em conjunto com a 30ª Brigada das FAU, aniquilaram
o blindado ligeiro BMP das forças russas nos arredores de Horlivka.
Nos
arredores de Horlivka, na “área cinzenta”, que segundo os acordos de Minsk-2
deve ser controlada pela Ucrânia, as forças ucranianas detetaram uma unidade
dos mercenários russos, que estavam violar o espírito e a letra do acorde de cessar-fogo.
O comandante ucraniano foi forçado à emitir a ordem do uso de mísseis
ucranianos antitanque “Stugna-P” e “Korsar” contra os equipamentos militares do
inimigo.
Os
combatentes do “Azov” optaram por uma solução económica, colocando na “área cinzenta”
dois morteiros SPG-9M de 120 mm, numa “posição fechada”, invisível ao olho nu
do inimigo. A correção do fogo foi efetuada à partir de um drone.
O
fogo ucraniano começou às 14h55, foram efetuados 8 disparos, após o impacto
direto, o BMP inimigo começou a arder, o que significa que este alvo foi
acertado com sucesso:
As
unidades móveis ucranianas rapidamente recuaram, o inimigo não reagiu ao
bombardeio repentino, a sua resposta foi muito atrasada e aleatória, sem causar
nenhum dano aos ucranianos.
Esta
é a segunda batalha bem-sucedida de “Azov” naquela área.
No
dia 3 de fevereiro, as unidades de “Azov” efetuaram uma curta batalha na “área cinzenta”
nos arredores da vila de Zaitseve, que, sob os termos dos acordos de Minsk-2,
deveria estar sob o controlo/e das tropas ucranianas. “Azov” efetuou as ações
da defesa ativa contra o posto de controlo/e russo, que viola, maliciosamente
as condições de cessar-fogo. No combate às distâncias bastante próximas, os
ucranianos abateram um mercenário russo, e depois mais um, dos que tentavam
retirar o primeiro corpo. Sem nenhuma baixa ucraniana.
Os
russos acabaram por abandonar o corpo, isso é bem visível na imagem acima do drone
ucraniano perto de Zaitseve.
Deve-se
notar que agora todos os casos confirmados de baixas inimigas por tropas ucranianas
são sem demora encorajados pelo comando das Operação das Forças Conjuntas (OFC).
Já no dia 6 de fevereiro, os combatentes do “Azov” receberam as condecorações e
prémios departamentais (Storm e Pentágono receberam a distinção “Pela
bravura do serviço”; já Dubok, Vela, Vaïchik,
Lemish, Kit, Himar e Albert mereceram as menções honrosas).
Glória à Ucrânia!
Recordamos,
que o retorno de “Azov” à linha da frente foi relatado na imprensa ucraniana no
dia 1 de fevereiro, embora a unidade entrou ao serviço algumas semanas antes.
Blogueiro: as
informações que chegam da linha da frente dão conta que as forças ucranianas
receberam as ordens e os meios para alvejar “qualquer alvo que se move”, usando
à vontade os mísseis nacionais “Stugna-P” e “Korsar”.
Exatamente
quatro anos atrás, aos 8 de fevereiro de 2015, decorreu o combate melhor sucedido
do sistema de mísseis antitanque “Sturm-C” da 44ª Brigada de Artilharia,
comandada pelo capitão ucraniano Oleksiy Semizhenko contra um grupo de
blindados das forças russo-separatistas.
Encontrando
a concentração de unidades da 1ª brigada motorizada do 1º corpo de exército de
ocupação russo, a bateria do Semizhenko os alvejou, de uma distância de vários
quilómetros nos arredores da aldeia de Kalynivka. O inimigo russo não conseguia
reagir – o lançamento foi feito a partir de uma distância muito afastada e os
mísseis “Sturm” são supersónicos.
Capitão ucraniano Oleksiy Semizhenko
O
capitão Semizhenko anotou no seu diário que entre os dias 5-9 de fevereiro a
sua bateria destruiu quatro tanques (MBT) e um blindado ligeiro MTLB. Oleksiy é
um oficial muito honesto e profissional, o seu relatório foi confirmado com
precisão por fotos e vídeos. Mas afinal errou num dos pontos, de acordo com os
dados russo-separatistas, a sua bateria destruiu não um, mas dois blindados
MTLB!
Foram
os seus mísseis “Sturm”, que no dia 8 de fevereiro de 2015 destruíram o
blindado T-72 com uma das melhores tripulações de mercenários russos, comandada
pelo “herói da dnr” Vitaly Zakharchuk. O seu tanque parou no meio do campo
agrícola gelado e estava se reabastecendo de munições, trazidas pelo MTLB. As
posições ucranianas não eram visíveis, parecia que nada ameaçava T-72. Mas dois
mísseis “Sturm” rasgaram o T-72 em pedaços, e a detonação destruiu o MTLB.
Fotos e vídeos do MTLB ao lado dos restos do tanque foram registados pelas
diversas fontes.
Os
combatentes ucranianos do capitão Semizhenko agiram com tanta competência que
as forças terroristas nem sequer se aperceberam o que havia acontecido.
O
capitão Semizhenko foi premiado por suas ações exemplares, a bateria recebeu
todos os prémios devidos pela destruição dos equipamentos inimigos. O oficial
continua a servir nas Forças Armadas da Ucrânia.
...e
em 2019
Muito
recentemente, a 10ª brigada de assalto da montanha das FAU em apenas 5 dias
destruiu 4 unidades de equipamentos militares pesados russo-terroristas. Para o
efeito foi usado o sistema de mísseis antitanque ucraniano Stugna-P
(exportado sob marca de “Skif”), embora a propaganda russa fala em uso dos
Javelin (na realidade os Javelin são bastante caros para serem usados contra MTLB):
31.01.19
– blindado MTLB com metralhadora pesada ZU-23-2 e sua tripulação;
03.02.19
– blindado MTLB com metralhadora pesada ZU-23-2 e sua tripulação;
04.02.19
– camião/caminhão KraAZ com infantaria.
Todos
os casos se deram quando as forças russo-separatistas tentaram se aproximar às
posições ucranianas e atacar, em violação do acordo de Minsk-2. As forças
ucranianas agiram dentro do seu direito de defesa ativa...
Os
operadores (na foto acima) não são nem “os americano”, nem “os polaco”, são várias equipas móveis,
pertencentes a 10ª Brigada (que já submeteu os documentos oficiais para que os
heróis ucranianos sejam condecorados).
São
exémplos práticos de como agem e reagem as FAU nesta guerra russo-ucraniana, usando
armamento nacional, que finalmente chegou à linha da frente em números adequados
(fonte).
Blogueiro: no fim de
2018 – início de 2019, as FAU receberam um lote alargado de mísseis ucranianos
antitanque “Stugna-P”, cerca de 25 sistemas e 300 mísseis (os números são
aproximados). Os 250 mísseis Javelin que Ucrânia recebeu dos EUA em 2018 e de forma
gratuita fazem parte da reserva estratégica e serão usados apenas no caso de as
forças regulares russas tentarem uma ofensiva terrestre em larga escala com uso
dos seus MBT´s.
A
empresa israelita/israelense Airsom Ltd., recebeu o sistema de radar passivo de
longo alcance móvel de nova geração, Kolchuga-M, fabricado pela Ucrânia, escreve a
página ucranianaDefence-blog.com.
A
venda se deu em março de 2018, e foi efetuada pela subsidiária da empresa
estatal “UkrSpetsExport” – “UkrOboronServis”:
Imagem: ImportGenius
O
Kolchuga-M é um sistema passivo de suporte eletrónico que permite identificar
alvos terrestres e superficiais e rastrear seu movimento em um raio de até 600
km e alvos aéreos aos 10 km de altitude – até 800 km, o que torna este sistema
bastante eficaz de defesa antiaérea.
A
estação Kolchuga-M é equipada com cinco antenas ativas de gama métrica,
decimétrica e centimétrica, que fornecem alta sensibilidade de rádio dentro de
uma faixa de 110 dB/W – 155 dB/W, dependendo da frequência.
De
acordo com a página GlobalSecurity.org, a faixa de detecção de 800 km é alcançada
apenas pelo sistema ucraniano Kolchuga-M. O melhor que o AWACS (EUA) faz é de
600 km, enquanto os complexos terrestres Vera (República Checa) e Vega (Rússia)
podem alcançar até 400 km – metade do que o complexo ucraniano alcança. O
limite inferior da frequência de trabalho de Kolchuga-M é de 130MHz, o mais
baixo de todos os seus análogos. O AWACS usa 2.000 MHz, Vera fica aos 850 MHz,
Vega aos 200 MHz.
O sistema Kolchuga-M poderá ser usado nos exercícios
da Força Aérea Israelita/Israelense, principalmente, para perceber melhor como
a aviação do Israel poderá se tornar menos visível aos sistemas de radar,
usados pelos seus potenciais e reais inimigos.
O
Ministério do Interior da Arábia Saudita recebeu os sistemas de
mísseis antitanqueSkife Corsar, fabricadas na Ucrânia e fornecidos pela companhia ucraniana “Progress”.
De
acordo com o Defence-blog.com,
a empresa ucraniana “Progress” forneceu ao Ministério do Interior do Reino da
Arábia Saudita, através do porto de Mykolaiv, sistemas de mísseis guiados antitanque
e os próprios mísseis, fabricados pelo Bureau do Design “Luch” de Kyiv. O
negócio é avaliado em 24,2 milhões de dólares.
Sistema Skif | foto: Defence-blog.com
O
lote incluiu 30 sistemas de mísseis antitanque Skif com termovisores, 15
sistemas de mísseis leves Corsar, mais de 300 mísseis e outros equipamentos
relacionados.
O
sistema Skif consiste no míssil (R2S e R2I de 130 mm e um alcance máximo de
5.000m), o seu tubo lançador descartável, o pacote de orientação de mísseis e
sistema de observação, tripé ajustável e câmara de imagem térmica projetada
para detecção, reconhecimento e identificação de ameaças de longo alcance, no
período diurno e em condições climáticas adversas.
Sistema Corsar | foto: Defence-blog.com
O Corsar é um míssil
antitanque leve, projetado para destruir alvos blindados estacionários e em
movimento e outros objetos com armadura combinada, carregada ou monolítica,
incluindo ERA (armadura reativa explosiva), bem como alvos específicos, como
plataformas de armas, blindados escondidos nas trincheiras, objetos blindados e
helicópteros. Os sistemas Corsar utilizam mísseis RK-3OF de 107 mm e um alcance
máximo de 3.000 m.
Sukhoi
Su-27UB (70 azul) da Força Aérea Ucraniana efetuou um dos voos mais
incrivelmente rasantes, no decorrer dos exercícios militares Clear Sky 2018,
(NATO/OTAN mais Ucrânia), na base aérea de Starokostiantyniv, no oeste da Ucrânia,
informaDefence-blog.
Os
pilotos da Força Aérea Ucraniana voam regularmente às baixas altitudes e
recebem as notas mais altas nos eventos da aviação internacional.
Os
exercícios militares Clear Sky 2018 destinam-se a aumentar o nível de
interoperabilidade entre a Força Aérea da Ucrânia com as Forças Aéreas dos EUA
e da NATO/OTAN, criar os elementos da gestão conjunta eficaz das operações no
ar, elaborar os parâmetros de partilha de inteligência e das capacidades de
vigilância, bem como treinar a defesa cibernética focada nas necessidades das
forças aéreas.
“Este
é o maior exercício nos últimos quatro anos. Envolve mais de cinquenta
aeronaves de oito estados membros da OTAN e os nossos aviões da Força Aérea da
Ucrânia. O objetivo dos exercícios é aumentar o nível de interoperabilidade de
nossas aeronaves de combate com as forças aéreas dos Estados Unidos e de outros
estados membros da Aliança”, disse o Presidente ucraniano, Petró Poroshenko,
durante sua visita ao Centro Operacional Conjunto da Clear Sky 2018.
Petró
Poroshenko também acrescentou: “[Apenas] cinco anos atrás os nossos aviões estavam
enferrujando nas bases e pilotos tinham esquecido os céus. Mas hoje, vocês
tiveram a oportunidade de ver as habilidades profissionais de nossos pilotos
militares, que realizam tarefas difíceis em pé de igualdade com os seus colegas
estrangeiros.
Os nossos aviões de
ataque, os nossos caças, os nossos bombardeiros, estão em total coordenação com
o centro de controlo/e, realizam missões de combate junto com o F-15, F-16 dos
membros da NATO/OTAN e receberam as notas mais altas de nossos parceiros.
Estamos orgulhosos dos guerreiros ucranianos”, acrescentou Petró Poroshenko.
No
leste da Ucrânia, na região deLysychansk, nas proximidades
da linha da frente, o helicóptero ucraniano Mi-24 detetou, perseguiu e abateu mais
um drone russo “Orlan-10”, informa o serviço de imprensa daOFC.
O
drone foi detetado através dos meios técnicos por volta das 8h09 de manha no
dia 13 de outubro. Alvo, identificado como drone “Orlan-10”, usado pelas forças
armadas russas, voava no espaço aéreo da Ucrânia, efetundo ações de espionagem
na área entre as cidades ucranianas Lisichansk – Severodonetsk. A força aérea
ucraniana foi colocada na prontidão combativa № 1 e comandante da Operação das
Forças Conjuntas, tenente-general Serhiy Naev deu a ordem de uso do Mi-24.
Às
8h45 Mi-24 descolou da sua base, rapidamente alcançou o alvo e apesar de várias
manobras de evasão do drone, às baixas atitudes, às 9h58 “Orlan-10” este foi
abatido, nas proximidades da vila de Borovske. Já às 10h10 o alvo foi achado e
identificado pelas unidades terrestres ucranianas.
O
abate do drone russo é uma das consequências diretas dos treinos dos pilotos
ucranianos dos Mi-24 em voos rasantes às baixas atitudes. Apesar disso, o
inimigo não descansa, perdendo unicamente no dia 13 de outubro e na zona de Lysychansk
dois (!) dos seus drones.
Voo de um par de helicópteros
ucranianos Mi-8 MT na atual zona de OFC em baixas altitudes:
Glória
à Ucrânia!
Blogueiro:
o drone russo Orlan-10
é composto, quase exclusivamente, por peças ocidentais (americanas e europeias). Até o janeiro de 2018 as forças russas perderam, no mínimo, 9 unidades de “Orlan-10”
nos céus de Donbas (3 caíram devido mal funcionamento interno e 6 foram
abatidos pelas forças ucranianas). O preço de um complexo “civil” do “Orlan-10”
(2 drones, uma estação de controlo terrestre, dispositivos de lançamento, kit de
peças de reposição, software especial, cargas úteis intercambiáveis) é de cerca
de 150.000 dólares (aos preços de 2013).
É
possível que o drone, ora abatido, foi lançado diretamente à partir do território russo.
Isto é indiretamente confirmado por representantes de grupos armados ilegais de
Donbas. Assim, o “representante oficial da milícia popular” da dita “lnr”,
Andrei Marochko, afirmou que
a sua milícia não possui os drones em serviço.
A
distância entre a cidade de Lysychansk até a fronteira da federação russa é de
cerca de 100 km. “Orlan-10” possui o alcance máximo de voo até 120 km da sua estação
de controlo. Ou seja, o aparelho realmente poderia ser lançado à partir do
território russo. Se for assim, então é mais uma vitória das forças
ucranianas!