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domingo, abril 12, 2026

As memórias pascoais da Donbas ucraniana por Alexander Chekmenev

O fotógrafo ucraniano Alexander Chekmenev combina as técnicas de encenação e realismo cru, conseguindo uma mensagem emocional penetrante em cada imagem. Realista, ele evita o brilho e os temas modernos, preferindo observar a prosa da vida quotidiana, a vida das pessoas comuns e os vestígios desbotados do passado à nossa volta. 








A minha primeira memória da Páscoa está ligada a algo proibido e à polícia. Estávamos no final da década de 1970 e, talvez, no início dos anos 1980 na minha cidade natal, Luhansk. Desde a noite anterior à Páscoa que a Igreja de São Pedro e São Paulo, no bairro de Kamianobrydsky, estava cercada por um destacamento policial: formavam um círculo fechado e, por alguma razão, só permitiam que os idosos assistissem à missa, mas também ninguém mais se atrevia a ir. Como me explicaram os meus pais, visitar a igreja significava prejudicar a sua carreira profissional: sem nenhuma razão formal era-se imediatamente denunciado ao seu serviço, nalguma comissão sindical. Era o que eu pensava: um homem embriagava-se — o denunciavam-no no serviço; ia à igreja para se arrepender e confessar — também apresentavam queixa contra ele. Então, para onde podia ir um simples trabalhador?









Lembro-me do meu padrinho me dizer: “Perdoa-me, Sasha, nós não fomos à igreja quando foste batizado: a avó Vera, uma vizinha, pegou-te ao colo e levou-te para a Igreja de São Pedro e São Paulo — é a tua madrinha.”

Em meados da década de 1980, já não havia cordões policiais e os casamentos tornaram-se moda — a Perestroika estava em seu pleno vigor. Nessa altura, oito casais casavam ao mesmo tempo, e o padre confundia os nomes e as alianças, e depois da cerimónia, servia champanhe nas taças de casamentos — ali mesmo na igreja, o que me parecia estranho e pouco natural.








Mas eu sinceramente queria confessar-me e fui à mesma Igreja de São Pedro e São Paulo. Enquanto pensava do que exatamente me deveria confessar e se arrepender, o padre acelerou as coisas perguntando: “Estás a assistir a televisão?” — “Estou, claro”, respondi, sem perceber para onde isso me levava, e ouvi então: “Já és um pecador!” Esse foi o fim do meu confessionário.

Já na década de 1990, as garrafas de vodca e as mesas com comidas nos cemitérios pareciam mais naturais e orgânicas — era o domingo de Páscoa, como era costume na nossa Donbas. Lá podia encontrar aqueles que não via um ano inteiro. Todos estavam a fazer os beijos «cruzados» — dando o beijo triplo e oferecendo comida uns aos outros nos túmulos dos seus parentes e antepassados. Alguns embriagavam-se ao ponto de ficarem semi-mortos, para depois, aparentemente, “ressuscitarem” na manhã seguinte.









Fiquei surpreendido quando, ao chegar a Kyiv, decidi tirar fotografias no cemitério no decorrer da Páscoa, tal como fazia na minha terra natal, foi surpreso pela ausência de pessoas naquele dia e naquele local.

Na década de 2000, os padres já se dirigiam às pessoas na televisão com um apelo para que homenageassem os mortos uma semana depois da Páscoa — no decorrer de assim chamado «Monte Vermelho», assim chamavam à semana memorial. As pessoas os ouviram, mas à sua maneira: começaram a ir aos cemitérios tanto na Páscoa, como aos semana seguinte, chamada também de Hrobký, literalmente «os túmulos». Ali, no cemitério, todos se encontravam e ainda se encontram — enquanto ainda estão nesta vida e, talvez, na outra.

Fotos e texto: Alexander ChekmenevLuhansk, 1998.

quinta-feira, novembro 27, 2025

O documentário britânico «Hell Jumper»: a vida e obra do Chris Parry

O documentário britânico «Hell Jumper» sobre a guerra russa contra Ucrânia que ganhou o Prémio Emmy Internacional, conta a história do voluntário britânico Chris Parry, que foi para Ucrânia para ajudar evacuar os civis das áreas perigosas.

No centro do filme está Chris Parry, um jovem de 28 anos da Cornualha que, sem o conhecimento da família, decidiu ir para a Ucrânia, onde conheceu outros civis de todo o mundo. Os chamados Hell Jumpers arrecadaram fundos por meio de financiamento coletivo para comprar veículos e equipamentos para ajudar as pessoas a escaparem de suas casas. 

Chris e seus amigos publicaram vídeos de suas missões de resgate nas redes sociais como forma de arrecadar dinheiro para financiar suas operações. Chris também se apaixonou por uma jovem ucraniana chamada Olya Khomenko, e o filme mostra as mensagens de voz e textos trocados entre eles enquanto tentam construir um relacionamento normal no meio de uma guerra.

Sua missão terminou tragicamente: Chris morreu junto com outro voluntário, Andrew Bagshaw, enquanto tentavam ajudar na evacuação de uma mulher idosa da cidade de Soledar, uma área sob intenso bombardeio no leste da Ucrânia no início de 2023. Antes de sua morte, ele havia salvado mais de 400 pessoas e muitos animais abandonados.

Hell Jumper foi produzido pela Expectation TV. O diretor foi Paddy Wivell e a produtora foi Adriana Timko, uma moldava com raízes ucranianas. O documentário estreou na cerimônia do BAFTA deste ano e também recebeu dois prêmios no Prix Italia 2025.

sexta-feira, outubro 24, 2025

A vida e morte do poeta ucraniano num cartoon animado de Lego

A vida do poeta e ativista de direitos humanos ucraniano Vasyl Stus, que morreu no GULAG soviético em 1985, contada num cartoon animado de Lego, pelo realizador ucraniano Oles Vorona de apenas 14 anos. 

A animação de 5 minutos em inglês conta a vida e a morte de Vasyl Stus, que Oles Vorona, um estudante de 14 anos de Lviv, criou sozinho a partir de bonecos e peças de Lego.

Original não apenas em termos de forma. Um conteúdo tão sincero e significativo, criado por crianças ucranianas em tempos de guerra, é mais valioso do que ouro e mais eficaz do que um Ministério da Cultura adulto inteiro.

Hoje, as crianças ucranianas contam e mostram ao mundo quem são os ucranianos e «onde estão os seus Prêmios Nobel». Elas fazem com ousadia e talento o que país tinha feito de forma bastante fraca nos 30 anos anteriores, escreve a blogueira ucraniana Tetiana Popovych. 

Como diz o próprio Oles: «levei 4 meses e mais de 4.000 frames para terminar o trabalho. Agora — você está aqui».

terça-feira, junho 24, 2025

Propaganda russa mostra o mapa do desmembramento do Irã(o)

Os propagandistas televisivos russos começaram a dizer aos seu povão, que no Irã(o), em geral, há corrupção, a sua sociedade é dividida, iranianas vão aos casinos na Armênia sem as burcas. Surge até o mapa do futuro desmembramento e da divisão do Irã(o).

Um dos principais propagandistas russos, Kiselyov, já traçou o mapa completo do eventual desmembramento do Irã(o) entre Azerbaijão, Iraque e Paquistão. Com a «manutenção do núcleo persa, mas com muita instabilidade». Outro propagandista mor, Solovyov, diz que o Irã(o) é um aliado «mais ou menos» - bastante falso, pouco confiável, nem mesmo um aliado de fato.

A propaganda russa mudou instantaneamente, prestes à abandonar o regime iraniano completamente. putin, respondendo à uma questão especialmente ensaiada, diz que os próprios iranianos não quizeram «trabalhar na área da defesa aérea» e agora, com quem diz, o azar é deles, «de fato, não temos nada à debater». O regime russo ainda não abandonou o Irã(o) completamente, mas a sua propaganda já deu o sinal verde para um esfriamento em relação ao regime dos ayatollah. É uma tendência interessante.

Que pode indicar uma realidade: os ataques israelitas e americanas foram bem-sucedidos. 

Além disso, nota-se que ultimamente, quer putin, quer os seus propagandistas, repetem, vezes sem conta, a ligeiramente modificada frase do Hitler sobre as botas do soldado alemão: „Wo der deutsche Soldat einmal steht, kriegt ihn keine Macht der Welt wieder weg” («Onde o soldado alemão estiver, nenhum poder no mundo poderá tirá-lo»). 

Leninegrado, 1942(?): «Onde quer que o soldado alemão esteja, está Alemanha»

putin no forum económico de São-Peterburgo: «Onde pisa o pé do soldado russo, aquilo é nosso».

sábado, março 01, 2025

⚡ Volodymyr Zelensky numa entrevista exclusiva à Fox News

Após o comportamento incrivelmente baixo e desrespeitoso, por parte da dupla dos inquilinos da Casa Branca, o Presidente da Ucrânia deu uma entrevista ao canal americano Fox News, onde mais uma vez tentou explicar a posição ucraniana.

«Quando se fala de um milhão de perdas, não temos um milhão de perdas. E quando se mencionam territórios, sim, algumas áreas foram tomadas, mas não é só terra. Estas são casas. Estas são as vidas das pessoas, os seus pais, mães, familiares, avôs, muitos dos quais morreram. Durante esta guerra, ninguém quer perdoar Putin. Isto não é uma piada, não é um conto de fadas. Isto é a vida real. Foi o que eu disse. E ainda assim, mesmo depois de discutir vezes com os meus amigos próximos que estavam aqui hoje, continuam a dizer as mesmas coisas.

A postagem do presidente da Ucrânia já após a «recepção» na Casa Branca

A nossa relação vai para além do Presidente — está enraizada nos laços profundos e históricos entre as nossas nações. É por isso que começo sempre por expressar gratidão ao povo americano em nome do povo ucraniano. Isso é o que mais importa. E, claro, estamos gratos ao Presidente e ao Congresso, mas antes de mais — ao povo americano. O seu povo ajudou a salvar o nosso povo. As pessoas estão em primeiro lugar, os direitos humanos estão em primeiro lugar. Isso é incrivelmente importante, e estamos muito gratos», Volodymyr Zelensky, respondendo à pergunta de Bret Baier sobre relações com Trump podem ser salvas após a reunião de hoje.

Blogueiro

Como escreveu o blogueiro ucraniano Max Kolesnikov (@mx_kolesnikov , o militar ucraniano, que passou 1 ano nas masmorras russas, o famoso jovem da foto no dia da troca dos POW que ficou emocionado à ver uma maça):

Você entende que um aliado ou parceiro ou pelo menos um mediador não se comporta assim nas negociações? O aliado, o parceiro não fala publicamente na presença da imprensa que você é fraco, que você não tem cartas nas suas mangas, que você não aguentará sem ajuda.

Foi uma tentativa de capitulação coercitiva.

quinta-feira, outubro 10, 2024

A jornalista ucraniana Victoria Roschyna morre no cativeiro russo

Confirmada a morte da jornalista ucraniana Victoria Roschyna, raptada pelos ocupantes russos em agosto de 2023 nos territórios temporariamentes ocupados do leste da Ucrânia. A morte ocorreu no dia 19 de setembro de 2024. 

Petro Yatsenko, representante do Quartel-General de Coordenação para o Tratamento de Prisioneiros de Guerra, informou no dia 10 de outubro, citado por TV «Hromadske». 

As circunstâncias da sua morte ainda estão a ser apuradas, no entanto, Ucrânia promete: “se houver quem tenha causado esta morte ou falecimento, serão punidos”. Victoria Roshchyna estava a ser preparada para a próxima troca dos POW, mas, infelizmente, não se foi ao tempo. Sabe-se que a jornalista ucraniana morreu durante a sua transferência de Taganrog para Moscovo na sua preparação para a libertação. 

Na primavera de 2024, a Rússia admitiu ter detido Victoria Roshchyna, que desapareceu em agosto de 2023 no território temporariamente ocupado. Anteriormente, os familiares de Victoria apresentaram um pedido ao Ministério Público das forças de ocupação de Mariupol. A partir daí foi relatado que nenhum processo foi aberto contra ela. As cartas enviadas ao Gabinete do Procurador-Geral russo, à comissão de inquérito e ao Provedor de Justiça ficaram sem resposta. 

A jornalista de TV Hromadske, Viktoriya Roschyna, gravou vídeos e escreveu artigos sobre pontos críticos no leste e sul da Ucrânia. A 11 de março de 2022, Hromadske publicou o texto de Roshchyna, no qual falava sobre como vive o Energodar temporariamente ocupado. De seguida, o jornalista preparou materiais sobre as operações militares nas regiões de Zaporizhzhia e Donetsk, planeadas para ir até Mariupol, que foi então bloqueada pelas tropas russas. 

A primeira vez que Victoria Roschyna foi capturada pelos russos foi em março de 2022. No dia 16 de março, soube-se que Victoria foi detida, provavelmente pelo FSB. Segundo testemunhas, nessa altura o jornalista estava em Berdyansk temporariamente ocupado. Os russos detiveram a jornalista durante 10 dias, mas depois libertaram-na do cativeiro na segunda quinzena de março de 2022. Desde então, continuou a trabalhar como jornalista na Ucrânia. 

Em agosto de 2023, Victoria Roschyna desapareceu pela segunda vez durante uma viagem aos territórios ocupados pela Rússia. Antes disso, a 27 de julho de 2023, Roschyna saiu da Ucrânia via Polónia e deveria chegar aos territórios ocupados no leste da Ucrânia (via rússia) dentro de três dias. Depois de 3 de agosto, Victoria nunca mais foi contactável. 

Viktoriya Roshchyna trabalhou para TV «Hromadske», publicou os textos «Pravda Ucraniana» e «Radio Liberdade». Em 2022, recebeu o prémio «Pela Coragem no Jornalismo» da International Women's Media Foundation.

quinta-feira, setembro 12, 2024

«Russians at War»: a propaganda cinematográfica russa

O massacre russo de Bucha e realizadores do filme «Russians at War»
O filme “Russians at War” é a propaganda russa, embora menos importante e talentosa do que a obra de Leni Riefenstahl, o filme omite completamente a destruição e os crimes de guerra cometidos pelo exército russo na Ucrânia. 

A realizadora filmou o seu filme nos territórios das ditas «lnr» e «dnr», bem como em Moscovo (onde os jornalistas russos independentes não podem trabalhar). Os acontecimentos do filme são de 2023. Trofimova passou sete meses diretamente com os militares na retaguarda e na linha da frente, salientando que realizou o documentário sem autorização e acreditação do Ministério da Defesa russo (é impossível confirmar ou refutar as suas afirmações). 

Na rússia atual não é possível, sem autorização do Ministério da Defesa russo e do FSB, ir durante seis meses com uma câmara até à zona de combate do lado russo e aí filmar um documentário (também cheio de críticas às autoridades por parte dos soldados). E depois, com dinheiro estrangeiro de um Estado “hostil”, montar o filme e o enviar para o Festival de Veneza. Tal operação simplesmente é impossível. 

Quem é Anastasia Trofimova?

Trofimova nasceu em Moscovo. Antes de “Russos em Guerra”, fez vários filmes para e com a participação da corporação russa de propaganda estatal Russia Today (RT). 

No seu filme não há um único convocado contra a sua vontade que tenha sido mobilizado. Não há wagneleiros nem ex-prisioneiros. Não existem fanáticos convencidos. 

Não há uma palavra sobre o porquê e em que circunstâncias a rússia invadiu Ucrânia. Nem um indício de crimes de guerra. Os soldados no ecrã servem num batalhão médico ou sentam-se e aguardam comandos. Nenhum deles mata ninguém dentro ou fora do ecrã (embora alguns morrem). 

Poderia Trofimova chegar à frente de combate sem permissão das autoridades russas? 

Segundo Trofimova, na altura conseguiu convencer todos os seus superiores de que este trabalho era semelhante ao que os oficiais militares soviéticos faziam durante a Grande Guerra Patriótica em Berlim. O “comandante máximo” da brigada disse-lhe: “É um bocado estranho, porque precisas disso?” “Eu disse: bem, ora, o evento principal. Ele disse-me: bem, não sei, deixe-me pensar, fique quieto por enquanto e não se mostre. Não que o tenha permitido, mas também não o proibiu.” 

No início ela viveu com o pelotão de apoio, depois passou para o serviço médico. No dia 17 de fevereiro, o batalhão deveria ir para a frente: Assim, cheguei à frente [linha da frente] sem a autorização do comandante da brigada. Ele viu-me ali e disse, bom, o jornalista chegou, bom, que se foda. 

Quão realista é esta história? Avaliação dos analistas militares da Meduza 

A presença de civis nas tropas, incluindo repórteres de meios de comunicação social sujeitos à censura russa, com a permissão do comandante de uma determinada unidade não é incomum. Por norma, esta é uma cooperação mutuamente benéfica: por exemplo, os “correspondentes militares” recebem um vídeo exclusivo das unidades e, em troca, organizam a angariação de fundos para a compra de drones ou equipamento individual de guerra eletrónica. 

Ora, naturalmente, um civil deve ser uma pessoa de confiança – por exemplo, um jornalista deve ter experiência de trabalho nos meios de comunicação estatais. Não é por acaso que Anastasia Trofimova colaborou com a RT. 

Não há um único herói ucraniano no filme (exceto Ilya, que luta pela federação russa), e a própria Trofimova admitiu que as pessoas que apoiam Ucrânia não falaram com ela. Segundo a mesma, os heróis com tal posição ou se recusaram a falar com ela ou já tinham abandonado os locais onde estava a filmar. 

Num comentário ao canal de televisão Dozhd, o realizador de documentários russo Vitaly Mansky elogiou o trabalho de Trofimova como “profissional” e “muito importante”. Ao mesmo tempo, Mansky classificou a exibição do filme em Veneza como “um erro do festival”. 

Por exemplo, em Veneza, em 1938, o muito profissional, talentoso e brilhante filme de Leni Riefenstahl “Olympia” ganhou mesmo o prémio principal. O prémio então, porém, chamava-se nada mais nada menos que Taça Mussolini ou algo do género. 

Assim, Riefenstahl realizou o filme “Triunfo da Vontade” - um trabalho muito mais profissional e muito mais talentoso do que “Russos em Guerra”. Mas depois este filme foi proibido pelo Tribunal de Nuremberga, foi simplesmente proibida de ser exibido em público. 

Não concordo [que este seja um filme anti-guerra]. Porque aqui, se há pathos, reside no facto de as mesmas pessoas estarem a lutar do lado russo, pessoas simples, com as suas fraquezas, com as suas dores, com as suas desilusões. E que precisam de ser tratados com compreensão e compaixão. Não sei até que ponto esta simpatia aproxima o fim da guerra. <…> 

De qualquer forma, é um truque. Há um momento assim. [As personagens dizem]: porque é que é esta guerra, porque é que estamos nesta guerra? Mas ninguém depõe as armas e abandone a guerra. Todos continuam a lutar, a matar ucranianos, se orgulhar, a regozijar-se com isso. 

Mansky disse ainda que ele próprio filmou militares na Ucrânia durante um ano - com acreditação das Forças Armadas da Ucrânia e “permissão pessoal do [ex-comandante-chefe das Forças Armadas Valery] Zaluzhny”. Na Rússia, queria fazer uma cena - mas o operador de câmara que o estava a fazer, segundo Mansky, foi imediatamente preso. “E aqui a pessoa viaja, passa por todos os postos de controlo, tira fotografias, chega quatro vezes, passa sete meses na frente de combate, ganha logo o uniforme militar e recebe fornecimentos. Bem, pessoal... Quem é que eles querem que considere idiotas aqui? Não sei. Definitivamente eu não sou. 

Fonte

sábado, dezembro 10, 2022

Calendário sensual para apoiar as FA da Ucrânia

Para reunir um milhão de UAH na compra de rádios Motorola para as Forças Armadas da Ucrânia, as jornalistas e funcionárias da TV ucraniana Canal 5 se despiram para um calendário especial de 2023. Todas as fotos são sem censura.

Depois de reunir as 12 voluntárias e conseguir obter diversa parafernália militar, foi produzido o calendário e lançado o leilão virtual, ganho pelo usuário Iehor, que já pagou 77.777 UAH (2.106 USD), e que receberá uma cópia EXCLUSIVA do calendário, que será entregue pessoalmente pela editora-chefe do canal, Iryna Gerasimova e autografado por todas as 12 «modelos».

A foto é apenas um microspoiler ;)

Julho de 2023

Quem quiser fazer sua contribuição para a compra de walkie-talkies Motorola para as Forças Armadas da Ucrânia sem receber o calendário, você pode fazê-lo aqui (o calendário custa 1.500 UAH ou cerca de 40,62 dólares, e pode ser encomendado AQUI):

https://send.monobank.ua/jar/5AEPyNCvkG

- conta 5375411204592088

- PayPal@5.ua com a nota «To walkie-talkie».

O Canal 5 agradece a todos que participaram no seu leilão 🤫 realmente quente. Todos os fundos serão usados ​​para comprar walkie-talkies para os defensores da Ucrânia.

Bónus

Naturalmente a ideia recebeu muitas críticas de «feministas profissionais», que acusaram as autoras e participantes de «objetivação da mulher». Aparentemente a máxima «o meu corpo, as minhas regras» não funciona para as ditas ativistas, pois aparentemente o corpo das mulheres adultas e conscientes não lhes pertence, deve ser gerido pela «coletividade progressista».

Neste contexto importa recordar a jornalista militar americana Lee Miller. Durante a Segunda Guerra Mundial, ela trabalhou como fotojornalista para a revista Vogue. Credenciada como correspondente de guerra, ela cobriu os desembarques dos Aliados, o primeiro uso de napalm no cerco de Saint Malo, a libertação de Paris, a libertação de campos de concentração nazis de Buchenwald e Dachau.

Nesta foto, Lee Miller toma banho no apartamento de Hitler no dia de seu suicídio em 1945.

«Lavei a sujeira de Dachau na banheira dele», ela comentou mais tarde a foto.

As imagens semelhantes são produzidas pela Tsahal israelita ou pelos militares ucranianos, solidários com as jornalistas do Canal 5.