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| Foto do Yaroslav Haivas e sua filha do arquivo do MGB-KGB |
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| Yaroslav Haias, década de 1950 (?) |
No final, em 1982, o seu processo foi arquivado, KGB foi obrigado a admitir que era impossível recrutá-lo. Infelizmente, hoje, o seu nome não está devidamente lembrado, mesmo por aqueles, que se interessam pela história ucraniana.
Quando jovem, juntou-se ao movimento escuteiro ucraniano, Plast, posteriormente à Organização Militar Ucraniana (UVO) e, em seguida, à OUN. Foi um bancário nas instituições ucranianas de crédito na 2ª república polaca, nos meados da década de 1930. Foi preso e encarcerado pelos polacos, liderou os serviços de informação, foi adjunto de Roman Shukhevych no Comité de Autodefesa, durante a II G.M., chefiou o grupo expedicionário da OUN para o leste da Ucrânia e, durante o período mais difícil de 1944-1945, serviu como líder da OUN-M.
Em documentos do KGB desclassificados, os chekistas escreveram sobre ele:
«Pessoas como ele não podiam ser recrutadas, nem persuadidas a abandonar as suas atividades antissoviéticas.»
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| Informação confidencial sobre Haivas, processo do KGB, 1952 |
Em 1944, foi procurado pela Gestapo. Yaroslav escapou-lhes saltando de uma janela. A sua mulher e a sua mãe foram enviadas para um campo de concentração pelos nazis, e duas crianças pequenas tiveram de ser resgatadas secretamente. Alguns meses depois, os ativistas ucranianos conseguiram a libertação das duas mulheres, e a família voltou a reunir-se.
Após o fim da II G.M., a luta ucraniana não terminou. O KGB tentou infiltrar-se no seu círculo íntimo durante décadas. Recrutou agentes, criou operações especiais, tentou usar os seus conhecidos e familiares, escreveu artigos difamatórios e procurou até a mais pequena prova comprometedora.
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| A sua cunhada, Daria Andrianovych-Sytnytska, era agente do MGB, «Pravdyva» (Verdadeira), vivia em Lviv, faleceu antes de julho de 1952 |
Mas, de cada vez, deparava-se com um problema: Haivas tinha uma vasta experiência em trabalho clandestino, inteligência e contra-informação. Sabia ver o perigo onde outros poderiam não o notar.
Mais tarde, Yaroslav Haivas tornou-se secretário executivo do Comité do Congresso Ucraniano da América (UKKA), editou os jornais ucranianos «Svoboda» e «Shlyakh Peremohy» (Caminho da Vitória), escreveu livros e continuou a trabalhar pela causa ucraniana no mundo.
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| Memórias do Yaroslav Haivas: «Liberdade não tem preço», publicadas nos EUA em 1972, PDF, DjVu, 312 pág, ucraniano |
Em 1982, o seu processo no KGB foi encerrado. Após décadas de vigilância, os serviços secretos soviéticos admitiram, efectivamente, a sua derrota. Por vezes, a grandeza de uma pessoa é melhor demonstrada não pelas suas condecorações, mas pelos documentos do inimigo. A história de Yaroslav Haivas é exatamente um desses casos.





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