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terça-feira, junho 30, 2026

O chefe do NKVD da Ucrânia soviética, que tentou escapar às garras do NKVD

Alexander Uspensky na nota soviética de procura dos criminosos. Wikipédia

Aos 14 de novembro de 1938, o chefe de NKVD da Ucrânia soviética, Aleksandr Uspensky, percebendo que a sua convocação para Moscovo à fim de receber uma «promoção» significaria a prisão subsequente, fugiu de Kyiv, fingindo suicidar-se.

O bilhete deixado pelo Uspensky

Deixou um bilhete manuscrito no seu gabinete oficial do NKVD:

«...Adeus, bons camaradas!

Procurem o meu corpo, se necessário, no [rio] Dnipro. É mais seguro disparar sobre mim próprio e depois atirar-me para a água... sem falhas.

Nunca fui um Lyushkov!

Uspensky ...»

Com isto, distraiu temporariamente os oficiais da NKVD. Viveu, na clandestinidade, em várias cidades da rússia soviética, com identidades falsas, previamente elaboradas, na maioria das vezes sob o nome do operário Ivan Lavrentyevich Shmashkovsky. A ordem de procura veio pessoalmente de Estaline para Béria: «capturar este canalha». O ditador soviético estava furioso, Uspensky era o 3º alto patente do NKVD, que abandonou os seus deveres na polícia secreta soviética, fugindo, em apenas cinco meses. Foi imediatamente colocado na lista de procurados de toda a União Soviética e em breve, foi encontrado. Preso, foi executado em 27 de janeiro de 1940.

Capa do processo do NKVD sobre a fuga/desaparecimento do Uspensky.
Arquivo Estatal do SBU, Kyiv

O seu local de enterro é o «túmulo de cinzas não reclamadas» nº 1 do crematório do Cemitério de Donskoye, nos arredores de Moscovo. Comissário do NKVD do 3º grau (equivalente ao general do exército), nunca reabilitado judicialmente à título póstumo, Uspensky é um exemplo perfeito de como, na URSS, a mesma pessoa poderia ser perpetuador e a vítima do regime repressivo soviético. 

No mesmo ano de 1940, a sua mulher, Anna Uspenskaya, foi executada pelo NKVD, sob a acusação de «traição, conspiração para fugir para o estrangeiro com o seu marido, o Comissário do Povo para os Assuntos Internos da Ucrânia, a não-denúncia [do marido ao NKVD]». O destino do filho do casal, um adolescente na altura, é desconhecido.

Genrikh Lyushkov, que Uspensky mencionou na nota, serviu como chefe da Direção da NKVD para o Território do Extremo Oriente russo em 1937-38. Antecipando a sua eminente prisão, em 13 de junho de 1938 fugiu para a Manchúria e rendeu-se aos japoneses. Testemunhou contra o regime soviético, denunciou as repressões comunistas, dos quais fazia uma parte mais que ativa. 

Lyushkov na conferência de imprensa em Tóquio. No Japão viveu sob o nome do Yamagochi Tosikadzu

Foi morto pelos japoneses em agosto de 1945. As circunstância exatas da sua morte são desconhecidas. Embora existe a versão, não confirmada por evidências verificáveis, do que Lyushkov não foi morto, mas se mudou aos Estados Unidos, onde trabalhou para a CIA. No entanto, em 1979, o seu curador dos serviços secretos japoneses, Yutaka Takeoka, declarou publicamente, que foi o responsável pela morte do agente, após a ordem superior de o executar e a recusa do próprio Lyushkov de cometer o suicídio honroso.

A sua esposa, Nina Pismenna, foi presa aos 15 de junho de 1938 e, a 19 de janeiro de 1939, condenada, na qualidade do «membro da família de um traidor à pátria», a oito anos num campo de trabalhos forçados. No entanto, o seu caso foi revisto em fevereiro de 1940, numa Conferência Especial da NKVD, a pena foi comutada aos cinco anos de degredo forçado. Após a reabilitação judicial em 1962, encontrou a sua filha, Lyudmila Pismenna (enteada de Lyushkov), em Jurmala, Letónia, onde viveu o resto da sua vida e morreu aos 90 anos em 1999. A enteada do Lyushkov, Lyudmila Pismenna, nascida a 5 de maio de 1927 em Kharkiv, na Ucrânia, após a II G.M., mudou-se com a família para a Letónia soviética, onde se tornou professora na Academia de Música da Letónia e na Academia de Pedagogia e Gestão Educacional de Riga. Doutorada em História da Arte, Artista Homenageada da Letónia. Faleceu em fevereiro de 2010.

Fonte da nota

domingo, janeiro 25, 2026

Japoneses em campos de POW na Ucrânia soviética (1946-1949)

Envelope postal americano dedicado à guerra soviético-japonesa de 1945

Em resultado da derrota militar do Japão, mais de 640 mil soldados do Exército de Kwantung tinham deposto as armas. Mais de cem mil soldados, ou seja, um em cada seis dos POW, foram mortos ou morreram em cativeiro soviético. Os campos estavam localizados por toda a União Soviética, do Extremo Oriente ao leste da Ucrânia, escreve o historiador ucraniano Vakhtang Kipiani. 

Após a vitória militar sobre o Japão, os marechais soviéticos enfrentaram a questão de o que fazer com mais de 640 mil soldados do Exército de Kwantung que haviam deposto as armas.

O jornal propagandista soviético «Nihon Shinbun» (Jornal Japonês), dirigido aos POW japoneses, foi publicado na cidade de Khabarovsk, na USSR, entre setembro de 1945 e dezembro de 1949

Em 23 de agosto de 1945, Estaline assinou a resolução nº 9898 do Comité/ê Estatal de Defesa da URSS, «Sobre o recepção, alocação e utilização laboral de 500.000 prisioneiros de guerra do exército japonês». O documento era classificado de «ultrassecreto». Decidiu-se utilizar «aqueles fisicamente capazes de trabalhar nas condições do Extremo Oriente e da Sibéria» «para o desenvolvimento da base de matérias-primas e da infraestrutura económica/ômica". Eles se tornaram escravos do GULAG, construindo os caminhos de ferro / a ferrovia Baikal-Amur, novas fábricas, portos e bases navais, minas de carvão e minério, foram usados nas áreas de exploração madeireira, etc. Cinquenta e cinco campos foram construídos para os japoneses, ou eles foram forçados a construí-los por conta própria. Mas, frequentemente, eram desembarcados na floresta, a céu aberto.

Os quadros do POW japonês Nobuo Kiuchi, que passou pelos campos laborais da Ucrânia.
«Ao som dos gritos de "Vamos, vamos!", 40 pessoas foram colocadas em um vagão de carga, com as portas trancadas hermeticamente pelo lado de fora. Os vagões eram vigiados por soldados soviéticos armados com metralhadoras. O trem, com cerca de 1.500 prisioneiros japoneses, partiu para uma longa jornada rumo ao oeste».

Grupos separados de prisioneiros foram enviados para as repúblicas soviéticas do Cazaquistão e do Uzbequistão (cerca de 70 mil pessoas no total), bem como cerca de 5.100 para Ucrânia. 

O primeiro grupo de prisioneiros do País do Sol Nascente chegou a Zaporizhia em 3 de agosto de 1946 – eram 28 oficiais, 195 suboficiais e 1.078 soldados. Os japoneses trabalharam nos territórios de cinco regiões do leste da Ucrânia, em particular nas cidades de Kharkiv, Chuhuiv, Izyum, Sloviansk, Artemivsk e outras, bem como em dezenas de postos de concentração localizados em vilarejos e assentamentos entre as cidades, ao longo da rodovia Kharkiv-Debaltseve. 

Como descreveu Ivan Pylnyk, ex-vice-chefe de um dos campos «ucranianos»: «em geral, a administração tratava os japoneses de forma humana – eles não eram alemães! Os japoneses encaravam o trabalho com boa-fé e executavam diligentemente as obras de construção da estrada». 

A falta de tradutores de japonês obrigou os oficiais do MGB a recorrer a métodos não convencionais no processo de recrutamento de agentes. Trata-se, por exemplo, da «utilização de agentes entre os prisioneiros de guerra alemães para encontrar pessoas que falassem russo entre a população japonesa». 

Em 1 de maio de 1947, havia 25 delatores do MGB entre o contingente japonês do Campo nº 415 de Kharkiv. 

«Usando um relatório de um agente interno do campo, um alemão com o nome operativo de «Cegonha», que relatou que Narita Seihiro (então responsável pela cozinha japonesa no campo) havia entregado um quilo de arroz ao seu cozinheiro, um prisioneiro de guerra alemão, os agentes começaram a chantagear os jovens japoneses durante o interrogatório. Narita, temendo ser responsabilizado criminalmente pelo roubo do arroz, concordou em cooperar e forneceu os nomes de 13 colegas oficiais que falavam russo».

«Quem não trabalha, não come. Começamos imediatamente a trabalhar quebrando pedras. Com um pé de cabra na mão, você fica diante de um bloco de pedra e cumpre a cota diária — um metro cúbico por pessoa. O trabalho em uma brigada de quatro pessoas é ainda mais terrível, porque a carga de trabalho quadruplica, incluindo o trabalho de um carregador e um estivador».

Os oficiais de MGB procuravam não apenas os POW com pouca resistência, mas principalmente pretendiam descobrir as «categorias opostas, ideologicamente e de classe, da sociedade japonesa»: polícias, funcionários do governo, sacerdotes xintoístas, industriais e banqueiros, comerciantes, negociantes, donos de restaurantes e grandes proprietários de terras. 

Em paralelo, os MGBistas tentavam achar os membros do destacamento nº 731 do Exército de Kwantung, que eram acusados, pelas autoridades soviéticas, de «se dedicar, principalmente, à pesquisa de agentes ativos de guerra bacteriológica e métodos de sua aplicação». 

De acordo com as estatísticas oficiais do Departamento de Prisioneiros de Guerra e Internados do Ministério do Interior da RSS da Ucrânia, em 1 de janeiro de 1949, restavam apenas 29 japoneses étnicos nos campos do GULAG. «É provável que sobre eles os órgãos operacionais dos campos conseguiram encontrar material incriminatório e preparavam os processos para a sua transferência aos Tribunais Militares». Sabe-se que pelo menos um POW japonês esteve no campo de prisioneiros de Dnipropetrovsk no verão de 1950. 

Mais de cem mil, ou seja, um em cada seis dos prisioneiros, morreram ou faleceram em cativeiro soviético. Até recentemente, acreditava-se que 165 prisioneiros de guerra japoneses permaneciam para sempre no território da Ucrânia (na região de Estalino (atual Donetsk) – 94, Zaporizhia – 42, Kharkiv – 27, Dnipropetrovsk – 2). Mas os pesquisadores ucranianos provaram que o número de mortes documentadas chegou a 212, apesar de um conjunto significativo de documentos ainda ser inacessível aos historiadores. Segundo a política russa dos arquivos militares e dos serviços secretos russos. 

«A inveja do prato alheio é a mesma em todo lugar. Como os pratos japoneses parecem maiores, os alemães lançam olhares de maldade. Eles comem pão e sopa, nós comemos papa/mingau de arroz, sopa de missô e assim por diante».

Uma característica interessante do sepultamento dos corpos dos japoneses falecidos foi descoberta na cidade de Slavyansk. Em sepulturas separadas, ao lado dos falecidos, foram colocadas cápsulas de vidro com dados pessoais sobre eles, incluindo apelido/sobrenome, nome e local de residência. 

A maior necrópole japonesa na Ucrânia é o chamado «Novo Cemitério (Cemitério nº 2)», na cidade de Druzhkivka, na Donbas. Os cidadãos japoneses falecidos eram enterrados aqui em um local separado. No total, de 6 de outubro de 1946 a 30 de agosto de 1948, 106 pessoas desse contingente foram sepultadas no cemitério. 

O coletivo de autores encontrou as memórias escritas por um ex-soldado do exército imperial, Mizushima Shohei, que narra suas andanças pela Ucrânia. A família do soldado autorizou a publicação e tradução das memórias: «Embora eu não queira me lembrar, eu me lembro. Saiam mais lágrimas do que palavras. No entanto, para deixar um legado para as crianças que não viram a guerra, estou me dedicando a esta difícil escrita... Quantas vezes pensei em morrer, e a cada vez me faltava coragem...» Foi tão terrível que, mesmo no dia da libertação, quando todos dançavam, o narrador se lembrava da dor e do medo.

sábado, maio 03, 2025

Guia «Made in Ukraine» dirigido ao público do Japão

A editora japonesa Publib, especializada em guias turísticos, lançou um guia «Made in Ukraine» (autor e compilador Tanaka Yuma). A publicação apresenta ao leitor japonês uma visão geral de marcas conhecidas de produtos e serviços ucranianos, de roupas e calçados a software e videogames, com fotos de alta qualidade, uma breve descrição e até links para sites e páginas dos fabricantes, informa a Embaixada da Ucrânia no Japão.

O resumo do livro é interessante: «Compre não para apoiar, mas porque você quer comprar.» Esperamos que esta publicação aumente o interesse dos consumidores e empresas japonesas pelos produtos ucranianos.



Vale lembrar que a Publib Publishing House publicou anteriormente os guias da Ucrânia «Ukraine Fanbook» (Hirano Takashi) e «Complete Guide to Ukrainian Cinema» (Kajiyama Yuji).

quarta-feira, janeiro 24, 2024

A Miss Japão 2024 é ucraniana Karolina Shino

A vencedora do concurso Miss Japão 2024 foi eleita a ucraniana Karolina Shino, nascida na Ucrânia e natural da cidade de Ternopil. 

Ela se tornou a primeira vencedora da competição nascida fora do Japão. Karolina nasceu em Ternopil em 1998 em uma família ucraniana comum. Sua mãe se casou com um japonês e eles se mudaram para Nagoya quando ela tinha apenas cinco anos. Karolina se inscreveu no concurso Miss Japão depois de se tornar cidadã do país em 2022. Segundo ela, fez isso para “criar uma sociedade em que as pessoas não fossem julgadas pela aparência”. 

É de recordar que um dos maiores sumoistas do Japão, foi Koki Naya, yokozuna do 48º grau, a maior distinção em luta profissional de sumo no país. Koki Naya “Taiho” nasceu como Ivan Boryshko em 29 de Maio de 1940, no Sul de ilha de Sakhalina (extremo oriente da URSS). A sua mãe é japonesa Kie Naya e o seu pai é ucraniano étnico, Markian Boryshko.

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segunda-feira, outubro 02, 2023

A continuação da fuga dos pilotos-aviadores russos

Soube-se de um novo caso de fuga de um piloto-aviador russo - um militar do esquadrão de aviação da Guarda russa, o 1º tenente Havrichenko, nom de guerre «Havr», desta vez aos EUA.

Gavrichenko seguiu o exemplo do piloto do 319º regimento especial de helicópteros (unidade militar 13984), capitão Maxim Kuzminov (operação «Synytsya»), que levou um helicóptero Mi-8AMTSh à Ucrânia, recebendo a recompensa de 500.000 dólares, asilo e novos documentos para ele e a sua família, bem como o piloto da 15ª Brigada de Aviação do Exército (unidade militar 44440), tenente Dmitry Mishov, que escapou para Lituânia.

Os TG canais russos escrevem que as raízes da fuga do «Havr» podem se prender com o seu passado de cadete, mais precisamente com o perfil do seu amigo da academia, o tenente Anton Vasiliev (antigo apelido – Lyakh).

Anton Vasiliev era o piloto do 610º Centro de uso em combate e de reciclagem de pessoal de voo (unidade militar 41520, vila de Ivanovo). Ele deixou a rússia após o início da guerra russa de larga escala contra Ucrânia em 24.02.2022. Atualmente mora em Los Angeles, nos EUA. Ele organiza os crowdfundings para o exército ucraniano e, muito provavelmente, compartilha diversas informações cruciais com as autoridades americanas.

No final do mês de setembro “Havr” tirou férias, que ele e a família decidiram passar em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos (um dos últimos países onde as autoridades russas permitem a passagem de férias no estrangeiros aos seu pessoal afeto ao Estado). Uma vez no país, tenente Gavrichenko se dirigiu à embaixada americana, onde informou as autoridades americanas que se recusava a lutar contra Ucrânia e pediu asilo e a proteção para si e para a família.

A acção de Gavrichenko já se tornou conhecida no seu esquadrão de aviação da RosGuardiya (Guarda russa). O FSB está atualmente conduzindo investigações absolutamente frenéticas sobre as circunstâncias da fuga do piloto. Colegas são interrogados, pertences pessoais são vasculhados, telemóveis são examinados, etc. O FSB acredita plenamente que foi Anton Vasiliev que convenceu Gavrichenko da necessidade de fuga.

De uma forma ou de outra, “Havr”, juntamente com todas as informações oficiais e não oficiais que tem na cabeça e não só, está agora à disposição dos Estados Unidos.

Os TG canais militaristas russas que noticiaram o caso, estão fazer especial destaque ao «apelido antigo», com quem diz «verdadeiro» do Anton Vasiliev, o alegado mentor da fuga do tenente Havrychenko. Voltando às práticas do 3º Reich e também as soviéticas, onde a propaganda não oficial do regime, usando os «rumores populares», espalhadas pelo KGB, costumava disseminar a ideia de que os «ucranianos são uns traidores». Tática que, por exemplo, foi usada após a fuga ao Japão do piloto soviético Viktor Belenko, um ucraniano étnico nascido na Cáucaso.

Blogueiro

É de prever que os pilotos russos de origem remotamente ucraniana serão vistos com a maior desconfiança pelo comando russo. O que, por exemplo, abrirá o espaço ao GUR MOU de trabalhar com os pilotos que sejam russos étnicos, por suscitar menos desconfiança, etc. Em geral, qualquer confusão no meio dos ocupantes russos apenas favorece Ucrânia e as suas causas justas.

segunda-feira, fevereiro 13, 2023

Ucrânia lança, com sucesso, o drone à jato

Vídeo do teste de lançamento de um drone kamikaze à jato pelas Forças Armadas da Ucrânia, com alcance de voo planeado de até 1.000 km.


O mentor do projeto é Serhiy Pipko, pesquisador sênior da Faculdade de Química da Universidade Nacional «Taras Shevchenko». Ele monta e lança foguetes amadores há mais de 40 anos e, desde 2018, é o chefe da NAURocket - um escritório estudantil de projetos de foguetes/mísseis experimentais, informa Hromadske.radio.
Plataforma de lançamento de Tu-141 Stryzh

À primeira vista o drone é parecido com alguma modificação do RZ60, mas aparentemente é maior, mais pesado e pode ser lançado através de veículos menores do que Tu-141 Stryzh. 

Bónus

Ucrânia, Donbas, 2023. Os voluntários japoneses em apoio da Independência e soberania da Ucrânia.



domingo, maio 22, 2016

Kawaii e cosplay japoneses inspirados na Ucrânia

Os japoneses, maiores criadores, admiradores e consumidores da cultura e dos produtos kawaii e cosplay, não podiam passar ao lado da guerra russo-ucraniana. Produzindo e recriando diversas personagens ambientadas na Operação Antiterrorista (OAT) e no esforço de libertar Ucrânia dos bandos russo-terroristas.
Fontes: @kawaii e @cosplay (airsoft?)

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Taiho, o yokozuna ucraniano


Em Janeiro de 2011 o lutador de sumo Koki Naya “Taiho” (Ivan Boryshko) foi condecorado com a Ordem do Mérito do III Grau, pela importante contribuição pessoal nas relações humanas entre a Ucrânia e Japão e pela promoção da imagem na Ucrânia no exterior.


Koki Naya é o yokozuna do 48º grau, a maior distinção em luta profissional de sumo no Japão. Koki Naya “Taiho” nasceu como Ivan Boryshko em 29 de Maio de 1940, no Sul de ilha de Sakhalina (extremo oriente da URSS). A sua mãe é japonesa Kie Naya e o seu pai é ucraniano étnico, Markian Boryshko. A família foi repatriada para o Japão (Hokkaido) em 1945.


Koki Naya se orgulha das suas origens ucranianas e tem sido entusiasta em promover a imagem positiva da Ucrânia no Japão por muitos anos. Koki Naya começou sua carreira de sumo em 1956 sob um pseudônimo Taiho (Grande Pássaro). Ele se tornou um yokozuna em 1961 aos 21 anos e ganhou um recorde de 32 torneios em 1960 – 1971. Koki terminou sua carreira de sumo em 1971 e tornou-se o treinador de sua própria escola de luta de sumo Taiho. Em 2005-2008, Koki Naya trabalhou como director do museu de sumo em Tóquio.


O campeão de 70 anos foi condecorado com outros prémios, incluindo: "Pelo contributo significativo para a causa do humanismo global" (1982), Medalha de Honra japonesa com fita roxa (2004) e a Ordem do Mérito Cultural (2009). Em 2010 Koki Naya foi condecorado com a Medalha de Honra do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, na recepção dedicada ao 19º aniversário da independência da Ucrânia.


Ler mais (em inglês)

segunda-feira, julho 21, 2008

Nataliya Gudziy: ucraniana que canta em japonês

A ucraniana Nataliya Gudziy toca o instrumento tradicional da Ucrânia, a bandura, mas canta em japonês.

Nataliya Gudziy é uma sobrevivente do desastre nuclear do Chornobyl, ela doa uma parte dos seus honorários às crianças – vítimas do Chornobyl. No vídeo Nataliya Gudziy toca o tema da película de animação japonesa “Sen to Chihiro no kamikakushi” (Spirited Away), de Hayao Miyazaki (a canção original é Kimura Yumi). 


Contacto: Mr. Yamada. info@office-zirka.com 



Arigato gozaimashita!