quarta-feira, fevereiro 06, 2019

Ucrânia reconhece Juan Guaidó como chefe da única autoridade legítima na Venezuela

A Ucrânia reconheceu o líder da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, como chefe da única autoridade democraticamente eleita na Venezuela, e acredita que ele será capaz de organizar eleições democráticas no país. Afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Kateryna Zelenko, aos representantes dos meios de comunicação social, de acordo com a declaração do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, escreve o serviço espanhol da agência noticiosa ucraniana UkrInform.

“Ucrânia reconhece Juan Guaidó como o chefe da única autoridade venezuelana democraticamente eleita, que é a Assembleia Nacional, assim como o líder da oposição democrática. Portanto, o retorno à governança democrática no país depende dele e de outros líderes das forças políticas venezuelanas, em particular através de acordos sobre a realização de eleições democráticas e certificadas por observadores eleitorais”, enfatiza Zelenko.

A porta-voz da MNE acrescenta que a Ucrânia pede às autoridades venezuelanas que façam todo o possível para evitar métodos violentos para resolver a crise política e combater a catástrofe económica que já leva a problemas humanitários e ao sofrimento do povo venezuelano.

Conforme relatado, um grupo de 19 países da União Europeia reconheceu o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, como presidente interino do país, reforçando as exigências para que o presidente, Nicolás Maduro, se demitisse. São eles Alemanha, Áustria, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Hungria, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa e Suécia.

Por enquanto, Juan Guaidó, foi reconhecido por 23 países.

Venezuela: problemas com petróleo

Venezuela já armazenou 7 milhões de barris de petróleo nos navios petroleiros, que não consegue vender nos mercados externos. As sanções americanas proíbem às empresas americanas de negociar o petróleo venezuelano e as empresas estrangeiras não compram o petróleo venezuelano devido às sanções secundárias, além disso, o petróleo do país é muito específico, “pesado”, o que obriga os compradores o misturar com as espécies mais leves, que encarece a logística e a sua transformação.
O espaço nos barcos petroleiros deve acabar nessa semana, depois petróleo poderá ser armazenado nas facilidades dentro do país, o que poderá significar mais 10 dias de folga. Após disso, a indústria entrará em colapso, dado que os poços de petróleo não são nada fáceis para serem “conservados”.

... e com combustível

Os EUA deixaram de fornecer à Venezuela o combustível, o que significa que em 3-4 dias, máximo uma semana o país espera um novo colapso, desta vez de gasolina e gasóleo.

... e com ajuda humanitária

Maduro emitiu a ordem para que seu exército impeça a entrada dos camiões e comboios da ajuda humanitária no país. Da mesma forma Hitler decidiu em 1945 inundar o metro de Berlim, o povo alemão, na sua opinião, foi indigno da grande missão que lhe fora confiada e, portanto, tinha que desaparecer...
Os medos de Maduro são certamente compreensíveis – a distribuição da ajuda humanitária precisará de ter coberta das forças armadas estrangeiras simplesmente porque os mais fortes serão tentados roubar essa ajuda aos mais fracos e a vender no mercado – exatamente como aconteceu na Donbas, onde os separatistas e bandidos locais faziam fortunas vendendo essa ajuda internacional. Maduro teme a ajuda internacional, pois ela cria uma ameaça ao seu regime (e exatamente para escapar as acusações internacionais, Ucrânia nunca impediu a entrada ilegal da “ajuda humanitária” russa aos territórios ocupados).

Após os generais, se rebelam os coronéis e capitães, exortando o exército não apenas a reconhecer Juan Guaidó como o presidente legítimo, mas falando diretamente sobre a revolução popular armada contra o regime ditatorial.




Maduro teima em apelar ao Papa para ser intermediário e organizar o diálogo. Não percebendo que o seu tempo está se passar e realmente, no futuro próximo ele poderá seguir o caminho do Ceauşescu.

A Rússia continua persistentemente à chamar o presidente Juan Guaidó de impostor. Uma estranha política para quem investiu tanto na economia venezuelana. O exemplo do presidente Yanukovych não ensinou nada os aventureiros do Kremlin – a sua teimosia em apoiar Maduro poderá levar diretamente à situação em que o futuro governo venezuelano recusará pagar as dívidas do regime bolivariano. Resultando em mais carga fiscal e menos benefícios aos contribuintes russos...

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