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sábado, outubro 11, 2025

Jornalista, blogueira, franco-atiradora e oficial ucraniana se tornou a mãe

A jornalista, blogueira, oficial do exército e, no passado, uma das primeiras franco-atiradoras ucranianas, Olena Bilozerska, deu à luz o seu primeiro filho aos 46 anos. Ela mostrou que as mulheres ucranianas podem fazer tudo!

Olena Bilozerska e comandante Dmytro Yarosch (DUK PS e depois UDA), 2014

A Sra. Olena tornou-se a figura importante da história ucranaiana contemporânea, mesmo antes da invasão em grande escala – na altura, era oficial das Forças Armadas da Ucrânia e comandante do segundo pelotão de tiro de uma bateria de artilharia autopropulsada no 503º Batalhão Separado do Corpo de Fuzileiros Navais.

Na sede da NATO em 2015

Olhando para esta frágil loira (apenas 50 kg!) de olhos azuis, sem uniforme, nunca imaginaria que carrega facilmente uma AK e comanda homens. Até o seu discurso inteligente e letrado sugere que Olena não é uma soldado, mas uma humanitária a 100% – uma professora, filóloga ou especialista em comunicação. Na verdade, Bilozerka é jornalista profissional e, antes da guerra, trabalhou como editora durante mais de dez anos. Ao mesmo tempo, tornou-se conhecida como blogueira, empenhou-se na luta pelos direitos humanos, esteve no Maydan e compreendeu claramente: se a guerra começar, o seu marido, todos os membros do grupo e, por isso, ela irão para a frente de combate. Foi assim que aconteceu...

Algures na retaguarda russa

Olena foi para a guerra em 2014, praticamente nos primeiros dias, como atiradora comum, juntamente com o marido, um dos comandantes do batalhão de socorro. Em 2022, serviu na unidade especial «Artan» e, desde 2023, deixou o seu posto de combate por motivos de saúde. Agora, Olena está a pintar uma série de retratos comoventes para o projeto «Ucranianas heróicas caídas na guerra», para preservar a sua memória.

Linha da frente em Vodiane, 2017

Alguns dias atrás, em outubro de 2025, a Sra. Olena deu à luz um filho! «Quem, aos 46 anos, durante a guerra, decidiu ter um primogénito — sou eu. O meu pequeno Pavló veio ao mundo. Tem 3.700, 54 cm. Desejo ao meu filho, sabem o quê?», escreveu Olena Bilozerska na sua página de Facebook.

Na linha da frente em Vodiane, 2017

Os meios de comunicação social ucraniana felicitam a mãe pelo benjamim — desejamos-lhe tudo de bom e partilhamos a sua entrevista sobre as mulheres no exército, o serviço com o marido, os medos, os sinais na linha da frente e a resiliência feminina. A conversa não perdeu a sua relevância e prova mais uma vez: as mulheres ucranianas podem fazer qualquer coisa, e a idade, o género e o estatuto são apenas convenções que não são decisivas para nós. 

O livro da Olena Bilozerska: «Diário de um soldado ilegal»

Ler a sua entrevista AQUI (em ucraniano)

Bónus

Em 13 de junho de 2014 as forças ucranianas libertaram a cidade estratégica de Mariupol, fotos da Olena Bilozerska:

O lendário blindado popular «Pryanik», usado pelas forças ucranianas na libertação do Mariupol

No dia 6 de julho de 2014, o Corpo voluntário ucraniano (DUK) do “Setor da Direita”, em conjunto com as unidades do exército ucraniano e um pelotão do batalhão “Donbas”, participou na operação militar na aldeia Karlivka na região de Donetsk, fotos da Olena Bilozerska:

Comandante Dmytro Yarosh e seus homens na batalha de Karlivka, 2014


domingo, maio 05, 2019

O que realmente aconteceu em Odessa em 2 de maio de 2014

No 9º aniversário da derrota do movimento separatista em Odessa, a propaganda anti-ucraniana novamente tentará usar a tese da “chacina” dos “pacíficos defensores da federalização da Ucrânia”. Os mesmos que naquele dia mataram Ihor Ivanov e Andriy Biryukov, ambos ativistas do Setor da Direita e russos étnicos, atingidos pela munição 5,45, disparada do AKS-74U.

1. Confrontos começaram muito antes da sua culminação no Edifício dos Sindicatos

Na cidade de Odessa estavam ativos dois grupos da ativistas — pro-Ucrânia (Samooborona/Autodefesa) e pró-russos e anti-ucranianos — Anti-Maydan; “Druzhina de Odessa” (literalmente “Pelotão de Odessa”), composta por indivíduos que nos meses anteriores atacavam e raptavam os ativistas ucranianos do movimento Maydan.
Separatistas do “Pelotão de Odessa”: “morte aos fascistas, viva Rus”
No dia 2 de maio de 2014, cerca 16h00 da tarde, na zona das ruas Deribasivska e Hretska (Grega), decorreram os confrontos entre defensores da Ucrânia e os separatistas, as duas partes usavam pedras, petardos e coquetéis Molotov. Os separatistas usam os petardos artilhados com elementos metálicos.

Os alegados “pacíficos defensores da federalização da Ucrânia” tinham essa aparência:

2. Os separatistas pró-russos usavam armas de fogo contra os defensores da Ucrânia

O separatista pró-russo Vitaly “Bootsman” Budko dispara contra os defensores da Ucrânia, usando a espingarda automática / fuzil de assalto AKS-74U, um outro separatista dispara, usando uma arma parecida com UZI.

Os ativistas pró-Ucrânia foram alvejados à partir do telhado do centro comercial/shopping “Afina” — nas vésperas o local foi tomado de assalto pelos separatistas:

3. Os primeiros mortos eram dois ucranianos
Os dois ucranianos mortos em Odessa no dia 2 de maio de 2014 — Ihor Ivanov e Andriy Biryukov [ambos ativistas do Setor da Direita e russos étnicos] — eles foram atingidos pela munição 5,45 — usada pelo AKS-74U.

4. Chefe da polícia de Odessa apoiava os separatistas

O chefe da polícia de Odessa, Dmytro Fuchedzhi (1961) não interveio para parar a desordem separatista, não reagiu, mesmo depois dos primeiros ativistas mortos – aparentemente, ele esperava que as forças separatistas sejam vitoriosas. Existem inúmeras fotos de Dmytro Fuchedzhi rodeado dos separatistas pró-russos, e muitos funcionários do Ministério do Interior afetos ao MVD de Odessa naquele dia usavam braçadeiras vermelhas, denotando pertencerem aos separatistas.
Separatistas pró-russos e chefe da polícia de Odessa Dmytro Fuchedzhi
Apesar da tentativa da propaganda russa de afirmar que as braçadeiras vermelhas eram alegadamente usadas pelos militantes do “Setor da Direita”, nas várias fotos se vê que essas braçadeiras eram usadas pelas mesmas pessoas que ostentavam a “fita de São Jorge”, um claríssimo marco dos separatistas.

Na foto em baixo à esquerda, um polícia/policial com a braçadeira vermelha, na foto à direita, os separatistas pró-russos, usando a mesma braçadeira vermelha e a “fita de São Jorge”.

O vídeo que mostra o separatista pró-russo Vitaly “Bootsman” Budko à disparar contra os defensores da Ucrânia, se escondendo atrás da fila da polícia, que não o prende, nem retira a sua arma:

Desde o dia 6 de maio de 2014 Dmytro Fuchedzhi abandonou Ucrânia, aparentemente ele vive na Rússia, onde foi lhe concedida a cidadania russa.

5. Coquetéis Molotov foram usados por duas partes

Quando os separatistas sentiram a aproximação da sua derrota, eles recuaram até o Edifício dos Sindicatos, onde, por exemplo, estavam atirar os coquetéis Molotov, à partir do telhado do edifício, contra os defensores da Ucrânia:

6. Nunca ouve nenhum «abatimento dos derrotados»

Apesar da tese da propaganda russa de que os ucranianos “queimaram vivos os pacíficos defensores da federação, dando golpes de misericórdia nos feridos”, isso nunca aconteceu. De fa(c)to, muitos que estavam dentro do Edifício dos Sindicatos tiveram a oportunidade de sair, quando o fogo estava apenas começando – e muitas pessoas fizeram exatamente isso – ninguém os tinha perseguido ou atacado. Após início de incêndio, quando começou arder a entrada principal – os ativistas pró-ucranianos ajudaram aqueles que estavam dentro do prédio, usando andaimes.

Nos materiais de investigação da televisão independente OM-TV sobre os eventos de Odessa em 2 de maio de 2014, é possível ver que a maioria das vítimas do incêndio estava nos andares superiores do Edifício dos Sindicatos – aparentemente, eles nem sequer tentaram deixar edifício nas fases iniciais do incêndio. 
A grande questão é por que não vieram os bombeiros com escadas longas, mas isso é uma questão para as autoridades da cidade [sob controlo dos separatistas e/ou seus simpatizantes].

O que realmente aconteceu em Odessa em 2 de maio de 2014

Ninguém matou “povo pacífico” – houve um confronto paramilitar entre dois grupos de ideologias definidas e opostas, durante o qual houve morte de ambos os lados, e um dos lados venceu durante os confrontos, impedindo a criação da “república popular de Odessa”.

O “pesar” por parte da imprensa/mídia propagandista [russa e qualquer outra] parece extremamente hipócrita – eles não sentem nenhuma pena das pessoas, apenas a pena por terem perdido a batalha de Odessa. Tal como a propaganda anti-ucraniana difamou a Centena Celestial que defendeu Euromaydan – que estava realmente desarmada e morreu sob as balas dos assassinos, não num incêndio.

Foto: arquivo | Texto: Maxim Mirovich e [Ucrânia em África]

Um dos «pacíficos federalistas» de Odesa, o russo Gennady Kushnarev, nascido em Chelyabinsk, declarou, publicamente, no dia 2 de maio de 2014, que pegaria «numa klashnikov» e mataria ucranianos «como os cães», por discordarem da sua ideia de que «Odesa é uma cidade russa». O nosso Gennadiy foi um dos que não sobreviveu o dia 2 de maio para contemplar os resultados da sua «luta pacífica»:

Blogueiro: uma das explicações possíveis do comportamento ilógico dos separatistas no Edifício dos Sindicatos, é a alegada informação que estes receberam no dia 2 de maio: aguentar apenas algumas horas, para que, de seguida sejam apoiados pelos blindados dos separatistas da Transnístria. Naturalmente, em duas horas estes blindados não chegariam à Odessa, mas achamos bastante crível que este tipo de promessa enganosa poderia ser dada aos separatistas pelos seus curadores afetos ao Kremlin.

terça-feira, abril 16, 2019

As ameaças e propaganda fake anti-Ucrânia da extrema-esquerda grega

Na cidade grega de Atenas, neste 13 de abril foi exibido o filme documental ucraniano “Mito”, dedicado ao barítono da ópera de Paris, Wasyl “Mif” Slipak, que tombou na defesa da Ucrânia na Donbas. A extrema-esquerda grega respondeu com ameaças violentas e falsificação ideológica.
Instigados pela propaganda anit-ucraniana, os ditos “antifascistas” constantemente ameaçavam os proprietários e gestores da sala (pelo telefones, telemóveis e nas redes sociais) de queimar o cineteatro, “se vingar”, no caso da exibição da película ucraniana (que eles não chegaram de ver, mas que de imediato apelidaram de “nazi/sta”):

A exibição estava ameaçada, até a intervenção primordial da secreta ucraniana SBU e do embaixador dos EUA na Grécia, Geoffrey R. Pyatt. O cineteatro foi protegido pela polícia civil e antimotim grega, assim como pela segurança dos diplomatas ocidentais presentes no certame, nomeadamente a segurança do embaixador americano. Muito possivelmente, sem a intervenção do SBU, a Diáspora ucraniana na Grécia não conseguiria garantir este nível de proteção e segurança dos espetadores.
O embaixador dos EUA na Grécia, Geoffrey R. Pyatt (2º à esquerda)
A exibição do próprio filme decorreu muitíssimo calmamente, os “antifascistas” foram embora, imediatamente após o início da sessão. Pela primeira vez na história o filme “Mif” foi o alvo de ataque da intolerância ideológica, vindo da extrema-esquerda. [Embora o país é conhecido pela notável implementação das ideias totalitárias dos diversos grupos extremistas de cunho esquerdista]. De qualquer maneira, a luta pela Ucrânia – continua, escreveu Ivan Yasnij, um dos ativistas ucranianos no país.

Desde que a extrema-esquerda, grega, ou qualquer outra, vive constantemente, da falsificação dos factos e da história, a imagem propagandista, usada no cartaz anti-ucraniano exibido na entrada do evento como a “prova” das atrocidades ucranianas da guerra no leste da Ucrânia, na realidade pertence ao filme A resistência, uma co-produção belarusso-russa, conhecido pelo seu título internacional de “Fortress of War” (2010).
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segunda-feira, agosto 06, 2018

Voluntária Yana Zinkevych: a personificação da própria Ucrânia

A voluntária paramédica Yana Zinkevych, que já foi chamada de “anjo de vida”, ferida gravemente na guerra russo-ucraniana, é a personificação da própria Ucrânia: linda, mutilada, mas viva...
Yana no DUK PS
Aos apenas 19 (!) anos a jovem voluntária salvou a vida e retirou do campo de batalha mais de duas centenas de feridos ucranianos. Em 2014, o Ministério da Defesa da Ucrânia, condecorou a chefe do serviço médico do Corpo Voluntário Ucraniano do Setor da Direita (DUK PS), Yana Zinkevych, com a condecoração “Pela Coragem Militar”.

Yana continuou na linha da frente, acompanhando a transformação do DUK PS no Exército Voluntário Ucraniano (UDA),  continuando sendo a chefe da sua Direção médica e de reabilitação, batalhão Hospitallers.
Condecorada pelo Petró Poroshenko com a “Ordem de Mérito”
Em dezembro de 2015 Yana Zinkevych, já com 20 anos, foi condecorada pelo Presidente Petró Poroshenko com a “Ordem de Mérito” do 3º grau. Nas vésperas, Yana sofreu um grave acidente de viação, foi operada de urgência na cidade de Dnipro, e depois transportada para Israel, onde novamente foi operada e passou por um curso prolongado de reabilitação.

Em maio de 2016, aos 21 anos, Yana Zinkevych se casou (grávida de 4 meses) com o seu noivo, também voluntário ucraniano Maxym Korablev. A nova seria numerosa: Yana, Maksym, a filha Bohdana e um cão...
Yana no dia do casamento
Mas nem todas as histórias têm o final feliz. Menos de um ano após o casamento e apenas uma semana depois do parto, Maxym deixou a família. Essa foi a sua decisão. Yana tornou-se mãe solteira, estudante da Academía Médica do Dnipro, sem deixar o trabalho no batalhão. “Não sei porque Maxym me deixou, – conta Yana – talvez foi demasiadamente fraco perante as dificuldades da vida real”.
Com a filha Bohdana
Desde a sua criação e no decorrer da fase ativa de OAT, o batalhão Hospitallers salvou e retirou do campo de batalha mais de 2.500 feridos ucranianos. Yana, após as suas operações e o curso de reabilitação, continua se mover numa cadeira de rodas.
A unidade médica do UDA Hospitallers
Tal como Ucrânia, Yana Zinkevych luta e não se rende (fonte).
Como se diz na sua unidade: a chave para o sucesso é a unidade da retaguarda e da linha da frente! Glória à Ucrânia!

Ajudar à unidade médica do UDA Hospitallers
Zinlevych Yana Vadymivna: conta 5168 7422 1293 5864 (PrivatBank Ucrânia)
Western Union: Yana Zinkewich
Página oficial da unidade: https://www.facebook.com/hospitallers

terça-feira, junho 05, 2018

RIP o realizador e produtor ucraniano Leonid Kanter

Aparentemente se suicidou, com uma arma de fogo, o realizador, produtor, viajante e escritor ucraniano Leonid Kanter (1981-2018). Tudo aconteceu numa quinta pertencente ao Leonid, situada na região ucraniana de Chernihiv.
Leonid Kanter, primeiro à esquerda, foto @Ihor Shevchuk
Leonid Kanter é conhecido como co-realizador do filme documental “Dobrovoltsi Bozhoi Choty” (Voluntários do Pelotão do Deus), produzido em 2015 e dedicado aos defensores ucranianos do Aeroporto de Donetsk (DAP). As filmagens dos combates são de autoria do próprio Leonid Kanter.

Além disso, Kanter co-realizou o filme documental “Myth” (Mito), produzido em 2018 e dedicado à memória do ucraniano Wassyl “Mif” Slipak, cantor de ópera parisiense, que trocou as ribaltas da Europa Ocidental pela participação na defesa da Ucrânia, inserido nas fileiras do Corpo Voluntário Ucraniano (DUK PS). 
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Na unidade voluntária DUK PS o artista ucraniano serviu como operador de metralhadora e morreu em combate na linha da frente no dia 29/06/2016.

Amigos do Leonid confirmam que o realizador passava pelas dificuldades e problemas da índole pessoal, por isso não é de excluir a veracidade da tese do suicídio. Ao mesmo tempo, Leonid tinha vários inimigos, pois estava muito profundamente engajado na luta pela Ucrânia independente, combatendo a propaganda russo-terrorista por meios artísticos. Além disso, o realizador estava muito ativo na luta contra a máfia local, que beneficiava com as cortes desenfreados das florestas. Como tal, iremos esperar pelas conclusões da investigação.
Leonid Kanter com o filho mais novo
Leonid Kanter deixou o bilhete de despedida para a sua família, onde explicou as razões da sua decisão, além disso, ele filmou o momento do suicídio, porque era artista, perfecionista e não queria que haja dúvidas, foi uma decisão e ação sua e apenas sua... 

Descanso eterno ao Leonid e Glória à Ucrânia!

sexta-feira, junho 01, 2018

Ucrânia e a preocupação profunda dos lamentadores profissionais

OSCE, Repórteres sem Fronteiras e Amnistia Internacional criticaram Ucrânia devido a encenação da morte do Arkady Babchenko. Os profissionais do ramo dos direitos humanos ficaram profundamente indignados, o jornalista não morreu, e eles perderam uma ótima oportunidade de lamentar e de ficarem preocupados.  

Na semana passada, os representante da mesma OSCE tinham dito que “fogo [ucraniano] na linha da frente em resposta aos bombardeamentos [terroristas] também é uma violação de acordo de Minsk-2”.

Naturalmente, essas ONG fazem questão de não reparar no facto de que Ucrânia esteja em guerra pelo quarto ano consecutivo. E se o país não disparar em resposta, se não abater os invasores, se não liquidar os terroristas, se não os colocar na cadeia, se não executar as operações de busca e destruição dos espiões e das suas redes, se não desinformar o inimigo, Ucrânia certamente perderá a guerra. Então milhares de ucranianos iriam morrer e milhões sofreriam as represálias. As ONG iriam emitir as suas lamentações do costume. Mas Ucrânia e ucranianos não desejam este futuro para si e para os seus, por isso, apenas podem dizer uma coisa à todas essas ONG´s: vão mas é para a puta que vós pariu e para um sítio que se rima com alho, vocês, juntamente com a vossa preocupação.

Além disso, a OSCE condenou a operação especial da SBU. Porque dizem que não se pode mentir ao seu povo. Mas sem desinformar o inimigo, Ucrânia não conseguiria desbobinar toda a cadeia do comando, desde o mandante, passando pelo coordenador até o executante e a mesma OSCE naturalmente acusaria Ucrânia de não fazer nada para investigar este e outros assassinatos.

A directora da Amnistia Internacional Ucrânia, Oksana Pokalchuk, considera que o assassinato do jornalista russo Arkady Babchenko, cometido em Kyiv, é uma trágica ilustração do fracasso das autoridades ucranianas em proteger a sociedade civil e a perigosa situação em que a liberdade de expressão se encontra agora”.

Isso naturalmente foi dito antes de saber que Arkady Babchenko estava vivo. Como podem notar, nenhuma palavra contra as forças que planeavam o assassinato do jornalista. Mas no dia seguinte, se soube que Babchenko está vivo, acham que agora o pessoal dos “direitos humanos” ficou contente? Oi, que não!
Arkady Babchenko responde às críticas da imprensa britânica
A organização NGO internacional “Repórteres sem Fronteiras”, está indignada com a operação especial do Serviço de Segurança na encenação do assassinato de Arkady Babchenko. Foi afirmado pelo secretário-geral dos RSF, Christophe Deloire, no seu Twitter.


Não podemos, nem devemos chamar Oksana Pokalchuk, nem Christophe Deloire de put@s, principalmente pelo respeito que merecem as profissionais do sexo.

Hoje em dia testemunhamos a quantidade descomunal de “idiotas úteis” que adoram ficar preocupados e de lamentar (sem ajudar em absolutamente nada, pois não podem perder a sua “imparcialidade”), quando matam os ucranianos. Mas quando os ucranianos respondem com sucesso, ai, minha nossa senhora, surge imediatamente uma onda de indignação da sua parte: “mas com que direito vocês, ucranianos, não morreram?!!”

Com que direito o coelho se atreve à se defender do lobo, significa que tinham pena dele em vão? Seria muito melhor se ele fosse inocente e fofo. Mesmo que morto.

O coelho não tem nenhum direito de se fazer de morto, para depois arrear o lobo na nuca. O coelho deve honestamente enfrentar o lobo, cara à cara,  numa batalha aberta, e então depois reconheceremos que o coelho estava certo, o apoiaremos moralmente e choraremos no seu túmulo. Traremos as flores.

...Mas não forneceremos ao coelho nenhuma arma mortal, apenas por precaução, porque o lobo se pode ofender.

Quem são coordenador (mandante) “G”?
O momento da sua detenção em Kyiv, 30/05/2018 | foto @SBU
No dia 31 de maio de 2018, o Tribunal do Bairro Shevchenko da cidade de Kyiv, divulgou o nome do suspeito em organizar o assassinato do jornalista Arkady Babchenko (acusado de acordo com a 1ª parte do artigo 14º, 3ª parte do artigo 27º, 3ª parte do artigo 258º do Código Penal da Ucrânia (organização de um ato terrorista)). O suspeito se chama Boris Lvovich German, tem 50 anos e é filho de um influente empresário ucraniano de origem judaica, Lev Berkovich German, que fez os seus primeiros capitais ainda sob a vigência do regime soviético.

German Júnior estudou em duas universidades ucranianas (Universidade Nacional Económica de Kyiv e Academia Inter-regional de Gestão do Pessoal); o seu advogado diz que German é “jurista de formação”. No final da década de 1980, ele serviu na marinha soviética, possivelmente no submarino nuclear K-21, baseado em Murmansk. De acordo com a publicação ucraniana Trust.ua, Boris German nasceu em Novorossiysk e se formou na Escola Superior Militar de Leninegrado de Tropas Ferroviárias.
A foto do Boris German, postada por ele numa das redes sociais
German é co-proprietário e gestor de algumas PME´s ucranianas e russas. Era co-proprietário da empresa russa “Starbeys” (comércio de roupa e calçados por atacado). A empresa foi fundada em 2015 e deixou de existir dois meses antes da prisão de German pelo SBU em 30 de maio de 2018.

Além disso, German é acionista minoritário da joint-venture ucraniano-alemã “Schmeisser”, especializada na produção de pistolas de gás e de sinalização, pistolas e revólveres para disparar munição de borracha e da própria munição de borracha. Em 2017 a Polícia Nacional da Ucrânia, o Ministério Público e SBU detiveram os funcionários da empresa pela venda de armas de combate com números da série apagados.
Boris German no tribunal, Kyiv, 31/05/2018 | foto @Volodymyr Hontar / REUTERS
No passado, German era assessor de dois deputados do parlamento ucraniano, um socialista e um membro do Partido das Regiões. Além do pai influente, Boris German é cunhado do ex-presidente do Tribunal Arbitral da Ucrânia, que em 2006-2012 se elegeu ao Parlamento da Ucrânia pelo Partido das Regiões. Em 2005 este deputado foi acusado de corrupção e ligações com Viktor Medvedchuk (o fundador e mentor do movimento pró-russo “Escolha Ucraniana”, representante especial da Ucrânia em conversações com as organizações terroristas “dnr”/”lnr”). Segundo a mídia, Vladimir Putin é o padrinho de filha do Medvedchuk, escreve a página Meduza.

... e o “killer” “Ts”?

O monge e ativista do “Setor da Direita” Oleksiy Tsymbaliuk é ex-ierodiácono da Igreja Ortodoxa Ucraniana (Patriarcado de Moscovo) e depois da Igreja Ortodoxa Ucraniana (Patriarcado de Kyiv). Ele se tornou o monge em 2006, adotando o nome de Aristarco. Mais tarde, desiludido com ambas as confissões religiosas, foi o monge eremita na região ucraniana de Transcarpátia, escreve Censor.net.ua.
Apesar do seu estatuto monástico, Aristarco decidiu se tornar um voluntário na guerra russo-ucraniana. Em algum momento considerou que não é tão santo para apoiar os militares ucranianos apenas com a sua oração, e seguiu para a linha da frente. O seu caminho no Donbas, Oleksiy “Aristarco” Tsimbalyuk começou na unidade voluntária paramédica do Setor da Direita (depois DUK PS), chamada Hospitallers.
Aristarco na unidade paramédica voluntária Hospitallers
Em janeiro de 2017, a história do monge Tsimbalyuk originou uma reportagem na TV ucraniana Hromadske.TV:

O nome do mandante principal

Na audiência preliminar para escolher a medida preventiva no processo relativo à tentativa do assassinato do Arkady Babchenko, Boris German, disse que estava em contato com cidadão russo Vyacheslav Pivovarkin (ou Pivovarnik), um ex-amigo seu, ex-cidadão ucraniano que mora em Moscovo e trabalha na Fundação privada do presidente Vladimir Putin.

O advogado do Boris German, não consegui explicar aos jornalistas a razão por que o seu cliente pagou 15.000 dólares (14.000 como sinal pelo assassinato e 1.000 pela compre de arma) ao “assassino” Oleksiy “Aristarco” Tsimbalyuk.

No fim, o Tribunal do Bairro Shevchenko da cidade de Kyiv decidiu a prisão preventiva do Boris German, por um período de 60 dias e sem direito à fiança.

quinta-feira, maio 24, 2018

Os maravilhosos lifehacks do terrorista russo-osseta Oleg “Mamay” Mamiev

O terrorista russo-osseta Oleg Mamiev “Mamay”, foi liquidado na noite de 17 de maio de 2018, com o disparo de uma série de 4 granadas VOG-17, efetuada pelo voluntário ucraniano “Kipish”, pertencente ao Corpo Voluntário Ucraniano (UDA PS).


A liquidação do chefão do bando ilegal aramado “batalhão Pyatnashka”, ocorreu durante as filmagens da TV russa “Rossija-1” (cujos jornalistas entraram no território da Ucrânia ocupada de forma ilegal, através da fronteira terrestre russa). Os três propagandistas russos, correspondente Alexander Sladkov, seu cameraman e operador de som também foram feridos no incidente, embora sem gravidade, o que permitiu saber todos os detalhes do caso. 

A vida do Mamiev, e principalmente a sua morte são interessantes ao ponto de mereceram a nossa atenção – as circunstâncias de liquidação do terrorista seguramente poderão concorrer ao prémio não oficial Darwin, como uma das mortes mais inusitadas e estúpidas.   
Donbas: liquidação do terrorista russo-osseta Oleg Mamiev do “batalhão Pyatnashka”
Oleg Mamiev nasceu em 12 de dezembro de 1977. Em 2008 se tornou o mercenário russo, participou na invasão russa da Geórgia.

Em 2013, Mamiev celebrou o contrato de hipoteca com a Sociedade russa por ações «AIZhK 2013-1» com objetivo de compra de alojamento, segundo o programa de hipoteca. Mas Mamiev não estava muito virado para pagar a sua própria hipoteca, não tinha qualificações necessárias para ganhar o dinheiro de uma forma honesta.

No dia 15 de julho de 2014, o tribunal do bairro Sovietskiy (Soviético) da cidade russa de Vladikavkaz (Ossétia do Norte), presidido pela juíza Taira Gusova, começou apreciar as alegações da Sociedade «AIZhK 2013-1» contra Mamiev. Este, por sua vez, não pretendia pagar o devido e fugiu para um lugar onde as leis russas não se aplicam, e onde era possível obter o dinheiro de uma forma que Mamiev aprendeu na tropa russa na Geórgia – tornando-se um invasor e roubando as pessoas. Portanto, Mamiev, parte de um grupo dos mercenários, foi facilmente recrutado pelos serviços especiais russos e enviado para a guerra na Donbas. Esta é uma história típica dos defensores do “mundo russo”, FSB e estruturas semelhante, de forma propositada procuram por estes perdedores nos tribunais, prisões, cadeias operativas SIZO, etc.

E quando na Rússia decorria o seu julgamento, Mamiev fazia a carreia de ocupante na Donbas. Aqui ele gostava de viver. Naturalmente, a sua Ossétia do Norte nativa é uma das regiões mais pobres e deprimentes de toda a federação russa e, em Donetsk, com uma sub-metralhadora nas mãos, lutando pelos direitos dos “falantes de língua russa” (mesmo com um sotaque osseta), é possível subir na vida.
Mamiev à subir na vida até o seu último grande sucesso.. 
Em 20 de outubro de 2014, na ausência do Mamiev, o tribunal de Vladikavkaz o condenou ao pagamento de hipoteca no valor de 1.835,698 rublos e 77 copeques. Naturalmente, Mamiev nada pagou, a vida em Donetsk lhe corria muitíssimo melhor do que o retorno à sua pobre terra natal, onde ninguém precisava dele.

Em Donetsk, Mamiev “achou” um alojamento, uma casa – afinal, na dita “dnr” ele não precisa de uma hipoteca, simplesmente podia expulsar os donos de casa ou mesmo matá-los. Começou a viver com uma mulher local. Fez carreira – tornou-se o comandante de um “batalhão especial” do 1º Corpo de Exército das forças armadas russas na Donbas.

As circunstâncias da liquidação de Mamiev atestam muito o seu caráter, e fazem dele um favorito ao recebimento do Prémio Darwin.

O comando militar russo atribui uma grande importância às operações de informação e guerra psicológica. E a chegada ao Donetsk de uma equipa de televisão estatal russa “Rossija-1” foi um evento importante para os mercenários. Mamiev pessoalmente levou a equipa de filmagem para a linha da frente nas proximidades da aldeia de Kruta Balka no distrito de Yasynuvata, próxima de Avdiivka. Mamiev estava se exibir. Ele pessoalmente dirigia a viatura, não usava capacete e, como se viu depois, usou o colete à prova de balas sem placas de blindagem, para poupando no peso, aparecer na TV russa como um herói corajoso. Mamiev sabia perfeitamente que a carreira no seio dos ocupantes era mais fácil de fazer na TV – “Motorola” e “Givi” eram um produto da propaganda televisiva russa, ambos foram inventados por propagandistas russos. E é a mesma glória, superando a dos chefões liquidados, que Mamiev pretendia alcançar.

Para mostrar a batalha noturna, os mercenários russos provocaram uma troca de tiros com uma das unidades ucranianas estacionadas na área. As posições dos mercenários levaram uma “resposta”. Mamiev pretendia mostrar ao Sladkov exatamente isso, como ele é alvo das forças ucranianas. Portanto, assim que várias granadas do morteiro automático AGS-17 explodiram nas trincheiras de terroristas, Mamiev levou os homens da TV russa para lá:
O terrorista Mamiev é carregado numa maca (faça click para ver vídeo)
O cameraman russo ferido, Dmitri Vydrin contou que Mamiev disse: “Vamos, eu vou te mostrar o que AGS fez com as trincheiras. Eram as suas últimas palavras. Eles caminharam três metros e mais nada”. Operador de som ferido, Igor Uklein disse: “Entraram as granadas. Eles rebentaram ao nível das cabeças, todos levaram”:

Ou seja, o caso foi este:

1. Mamiev decidiu se exibir em frente das câmaras.
2. Para demonstrar a sua suposta coragem e pela conveniência, não usou equipamento adequado de proteção pessoal.
3. Para demonstrar um combate aos propagandistas russos, ele deliberadamente levou a equipa de filmagem à zona facilmente atingida pelos morteiros ucranianos. Ou seja, para um local já várias vezes atingido pelo voluntário “Kipish”! No vídeo do correspondente Sladkov se podem ouvir quatro disparos do morteiro AGS, e assim, “Kipish” pagou, antecipadamente, a hipoteca do Mamiev.
4. Mamiev foi atingido com ferimentos penetrantes na cabeça, peito e estômago. Se ele tivesse usado capacete e as placas do seu colete, as chances de sobreviver seriam maiores, mas, por sorte ucraniana, Mamiev não pensava na sua segurança e se tornou um subproduto da seleção natural.
5. A televisão russa veio para fazer a reportagem sobre o herói vivo, e aconteceu o contrário – a reportagem sobre um mercenário morto.

Mas o canal “Rossija-1” não desanimou. Para argumentar que os ucranianos não poderiam liquidar Mamiev, e que isso foi feito por algumas forças sobrenaturais, o correspondente Sladkov disse na TV que em Avdiivka, do lado ucraniano, combatem os “americanos e canadenses”, e estes têm “muito mais perdas”. Assim, o inimigo continua à plantar nas mentes da sua própria população os mitos de que os mercenários russos estão sendo liquidados na Ucrânia, e com sucesso, não pelos ucranianos (que Putin alegadamente pretende “libertar” das mãos da “junta”), mas pelas “tropas da NATO/OTAN”.
O propagandista russo Alexander Sladkov e terrorista Mamiev nas posições, "Mamay" se faz de herói destemido...
E como então explicar ao seu povão por que os russos estão sendo mortos na Donbas, qual é o ponto de tudo isso; mas se a guerra é contra a NATO, então tudo muda de figura! Tal, como “Rossija-1” nada disse sobre a dívida hipotecária do Mamiev no valor de cerca de 30 mil dólares – para não dizer o óbvio. Para a guerra contra Ucrânia, Putin envia principalmente aqueles que estão comprometidos, que não conseguiram se vingar na vida, os perdedores, os que desesperadamente precisam do dinheiro. A reportagem sobre a liquidação de Mamiev mostra que a forma superior de evolução natural do invasor russo é se tornar o adubo às sagradas terras negras da Ucrânia.
A hipoteca do Mamiev, paga antecipadamente
O propagandista russo Alexander Sladkov conta que nas suas trincheiras russo-terroristas há muitos caucasianos, ossetas da ossétia do Sul (Geórgia ocupada) e da Ossétia do Norte (federação russa), etc. Enfim, a típica “guerra civil ucraniana”: