A jornalista, blogueira, oficial do exército e, no passado, uma das primeiras franco-atiradoras ucranianas, Olena Bilozerska, deu à luz o seu primeiro filho aos 46 anos. Ela mostrou que as mulheres
ucranianas podem fazer tudo!
Olena Bilozerska e comandante Dmytro Yarosch (DUK PS e depois UDA), 2014
A Sra. Olena tornou-se a figura importante da história ucranaiana contemporânea, mesmo antes da invasão em grande escala – na altura, era oficial das Forças
Armadas da Ucrânia e comandante do segundo pelotão de tiro de uma bateria de artilharia autopropulsada no 503º Batalhão Separado do Corpo de Fuzileiros Navais.
Na sede da NATO em 2015
Olhando para esta frágil loira (apenas 50 kg!) de olhos azuis, sem uniforme, nunca imaginaria que carrega facilmente uma AK e comanda homens. Até o seu discurso inteligente e
letrado sugere que Olena não é uma soldado, mas uma humanitária a 100% – uma professora, filóloga ou especialista em comunicação. Na verdade, Bilozerka é jornalista profissional
e, antes da guerra, trabalhou como editora durante mais de dez anos. Ao mesmo tempo, tornou-se conhecida como blogueira, empenhou-se na luta pelos direitos humanos, esteve no Maydan e compreendeu claramente: se a guerra começar,
o seu marido, todos os membros do grupo e, por isso, ela irão para a frente de combate. Foi assim que aconteceu...
Algures na retaguarda russa
Olena foi para a guerra em 2014, praticamente nos primeiros dias, como atiradora comum, juntamente com o marido, um dos comandantes do batalhão de socorro. Em 2022, serviu na unidade
especial «Artan» e, desde 2023, deixou o seu posto de combate por motivos de saúde. Agora, Olena está a pintar uma série de retratos comoventes para o projeto «Ucranianas heróicas
caídas na guerra», para preservar a sua memória.
Linha da frente em Vodiane, 2017
Alguns dias atrás, em outubro de 2025, a Sra. Olena deu à luz um filho! «Quem, aos 46 anos, durante a guerra, decidiu ter um primogénito — sou eu. O meu pequeno
Pavló veio ao mundo. Tem 3.700, 54 cm. Desejo ao meu filho, sabem o quê?», escreveu Olena Bilozerska na sua página de Facebook.
Na linha da frente em Vodiane, 2017
Os meios de comunicação social ucraniana felicitam a mãe pelo benjamim — desejamos-lhe tudo de bom e partilhamos a sua entrevista sobre as mulheres no exército,
o serviço com o marido, os medos, os sinais na linha da frente e a resiliência feminina. A conversa não perdeu a sua relevância e prova mais uma vez: as mulheres ucranianas podem fazer qualquer coisa,
e a idade, o género e o estatuto são apenas convenções que não são decisivas para nós.
No dia 6 de julho de 2014, o Corpo voluntário ucraniano (DUK) do “Setor da Direita”, em conjunto com as unidades do exército ucraniano e um pelotão do batalhão
“Donbas”, participou na operação militar na aldeia Karlivka na região de Donetsk, fotos da Olena Bilozerska:
No 9º aniversário da derrota do movimento separatista em Odessa, a propaganda anti-ucraniana
novamente tentará usar a tese da “chacina” dos “pacíficos defensores da federalização
da Ucrânia”. Os mesmos que naquele dia mataram Ihor Ivanov e Andriy Biryukov, ambos ativistas do Setor da Direita e russos étnicos, atingidos pela munição 5,45, disparada do AKS-74U.
1.
Confrontos começaram muito antes da sua culminação no Edifício dos Sindicatos
Na
cidade de Odessa estavam ativos dois grupos da ativistas — pro-Ucrânia (Samooborona/Autodefesa)
e pró-russos e anti-ucranianos — Anti-Maydan; “Druzhina de Odessa”
(literalmente “Pelotão de Odessa”), composta por indivíduos que nos meses
anteriores atacavam e raptavam os ativistas ucranianos do movimento Maydan.
Separatistas do “Pelotão de Odessa”: “morte aos fascistas, viva Rus”
No
dia 2 de maio de 2014, cerca 16h00 da tarde, na zona das ruas Deribasivska e Hretska
(Grega), decorreram os confrontos entre defensores da Ucrânia e os separatistas,
as duas partes usavam pedras, petardos e coquetéis Molotov. Os separatistas usam
os petardos artilhados com elementos metálicos.
Os
alegados “pacíficos defensores da federalização da Ucrânia” tinham essa
aparência:
2.
Os separatistas pró-russos usavam armas de fogo contra os defensores da Ucrânia
O
separatista pró-russo Vitaly “Bootsman” Budko dispara contra os defensores da
Ucrânia, usando a espingarda automática / fuzil de assalto AKS-74U, um outro
separatista dispara, usando uma arma parecida com UZI.
Os
ativistas pró-Ucrânia foram alvejados à partir do telhado do centro comercial/shopping
“Afina” — nas vésperas o local foi tomado de assalto pelos separatistas:
3.
Os primeiros mortos eram dois ucranianos
Os
dois ucranianos mortos em Odessa no dia 2 de maio de 2014 — Ihor Ivanov e
Andriy Biryukov [ambos ativistas do Setor da Direita e russos étnicos] — eles
foram atingidos pela munição 5,45 — usada pelo AKS-74U.
4.
Chefe da polícia de Odessa apoiava os separatistas
O
chefe da polícia de Odessa, Dmytro Fuchedzhi (1961)
não interveio para parar a desordem separatista, não reagiu, mesmo depois dos
primeiros ativistas mortos – aparentemente, ele esperava que as forças separatistas
sejam vitoriosas. Existem inúmeras fotos de Dmytro Fuchedzhi rodeado dos
separatistas pró-russos, e muitos funcionários do Ministério do Interior afetos
ao MVD de Odessa naquele dia usavam braçadeiras vermelhas, denotando pertencerem
aos separatistas.
Apesar
da tentativa da propaganda russa de afirmar que as braçadeiras vermelhas eram alegadamente
usadas pelos militantes do “Setor da Direita”, nas várias fotos se vê que essas
braçadeiras eram usadas pelas mesmas pessoas que ostentavam a “fita de São
Jorge”, um claríssimo marco dos separatistas.
Na
foto em baixo à esquerda, um polícia/policial com a braçadeira vermelha, na foto à
direita, os separatistas pró-russos, usando a mesma braçadeira vermelha e a “fita
de São Jorge”.
O
vídeo que mostra o separatista pró-russo Vitaly “Bootsman” Budko à disparar
contra os defensores da Ucrânia, se escondendo atrás da fila da polícia, que
não o prende, nem retira a sua arma:
Desde
o dia 6 de maio de 2014 Dmytro Fuchedzhi abandonou Ucrânia, aparentemente ele vive
na Rússia, onde foi lhe concedida a cidadania russa.
5.
Coquetéis Molotov foram usados por duas partes
Quando
os separatistas sentiram a aproximação da sua derrota, eles recuaram até o Edifício
dos Sindicatos, onde, por exemplo, estavam atirar os coquetéis Molotov, à
partir do telhado do edifício, contra os defensores da Ucrânia:
6.
Nunca ouve nenhum «abatimento dos derrotados»
Apesar
da tese da propaganda russa de que os ucranianos “queimaram vivos os pacíficos
defensores da federação, dando golpes de misericórdia nos feridos”, isso nunca
aconteceu. De fa(c)to, muitos que estavam dentro do Edifício dos Sindicatos tiveram
a oportunidade de sair, quando o fogo estava apenas começando – e muitas
pessoas fizeram exatamente isso – ninguém os tinha perseguido ou atacado. Após
início de incêndio, quando começou arder a entrada principal – os ativistas
pró-ucranianos ajudaram aqueles que estavam dentro do prédio, usando andaimes.
Nos
materiais de investigação da televisão independente OM-TV sobre os eventos
de Odessa em 2 de maio de 2014, é possível ver que a maioria das vítimas do
incêndio estava nos andares superiores do Edifício dos Sindicatos –
aparentemente, eles nem sequer tentaram deixar edifício nas fases iniciais do incêndio.
A grande questão é por que não vieram os bombeiros com escadas longas, mas isso
é uma questão para as autoridades da cidade [sob controlo dos separatistas e/ou
seus simpatizantes].
O
que realmente aconteceu em Odessa em 2 de maio de 2014
Ninguém
matou “povo pacífico” – houve um confronto paramilitar entre dois grupos de
ideologias definidas e opostas, durante o qual houve morte de ambos os lados, e
um dos lados venceu durante os confrontos, impedindo a criação da “república popular
de Odessa”.
O
“pesar” por parte da imprensa/mídia propagandista [russa e qualquer outra] parece
extremamente hipócrita – eles não sentem nenhuma pena das pessoas, apenas a
pena por terem perdido a batalha de Odessa. Tal como a propaganda
anti-ucraniana difamou a Centena Celestial que defendeu Euromaydan – que estava
realmente desarmada e morreu sob as balas dos assassinos, não num incêndio.
Foto:
arquivo | Texto: Maxim
Mirovich e [Ucrânia em África]
Um dos «pacíficos federalistas» de Odesa, o russo Gennady Kushnarev, nascido em Chelyabinsk, declarou, publicamente, no dia 2 de maio de 2014, que pegaria «numa klashnikov»
e mataria ucranianos «como os cães», por discordarem da sua ideia de que «Odesa é uma cidade russa». O nosso Gennadiy foi um dos que não sobreviveu o dia 2 de maio para contemplar
os resultados da sua «luta pacífica»:
Blogueiro:
uma das explicações possíveis do comportamento ilógico dos separatistas no Edifício dos Sindicatos, é a alegada
informação que estes receberam no dia 2 de maio: aguentar apenas algumas horas,
para que, de seguida sejam apoiados pelos blindados dos separatistas da
Transnístria. Naturalmente, em duas horas estes blindados não chegariam à Odessa, mas achamos bastante crível que este tipo de promessa enganosa poderia
ser dada aos separatistas pelos seus curadores afetos ao Kremlin.
Na
cidade grega de Atenas, neste 13 de abril foi exibido o filme documental
ucraniano “Mito”, dedicado ao barítono da ópera de Paris,Wasyl
“Mif” Slipak, que tombou na defesa da Ucrânia na Donbas. A extrema-esquerda
grega respondeu com ameaças violentas e falsificação ideológica.
Instigados
pela propaganda anit-ucraniana, os ditos “antifascistas” constantemente ameaçavam
os proprietários e gestores da sala (pelo telefones, telemóveis e nas redes
sociais) de queimar o cineteatro, “se vingar”, no caso da exibição da película
ucraniana (que eles não chegaram de ver, mas que de imediato apelidaram de “nazi/sta”):
A
exibição estava ameaçada, até a intervenção primordial da secreta ucraniana SBU e do embaixador
dos EUA na Grécia, Geoffrey
R. Pyatt. O cineteatro foi protegido pela polícia civil e antimotim grega, assim
como pela segurança dos diplomatas ocidentais presentes no certame,
nomeadamente a segurança do embaixador americano. Muito possivelmente, sem a
intervenção do SBU, a Diáspora ucraniana na Grécia não conseguiria garantir este
nível de proteção e segurança dos espetadores.
O embaixador dos EUA na Grécia, Geoffrey R. Pyatt (2º à esquerda)
A
exibição do próprio filme decorreu muitíssimo calmamente, os “antifascistas” foram
embora, imediatamente após o início da sessão. Pela primeira vez na história o
filme “Mif” foi o alvo de ataque da intolerância ideológica, vindo da extrema-esquerda.
[Embora o país é conhecido pela notável implementação das ideias totalitárias
dos diversos grupos extremistas de cunho esquerdista]. De qualquer maneira, a
luta pela Ucrânia – continua, escreveu Ivan Yasnij,
um dos ativistas ucranianos no país.
Desde que a extrema-esquerda,
grega, ou qualquer outra, vive constantemente, da falsificação dos factos e da
história, a imagem propagandista, usada no cartaz anti-ucraniano exibido na
entrada do evento como a “prova” das “atrocidades ucranianas” da guerra no leste da Ucrânia,
na realidade pertence ao filme A resistência,
uma co-produção belarusso-russa, conhecido pelo seu título internacional de “Fortress
of War” (2010).
A voluntária paramédicaYana Zinkevych, que já foi chamada de “anjo de vida”, ferida gravemente na guerra russo-ucraniana, é a personificação
da própria Ucrânia: linda, mutilada, mas viva...
Aos
apenas 19 (!) anos a jovem voluntária salvou a vida e retirou do campo de
batalha mais de duas centenas de feridos ucranianos. Em 2014, o Ministério da
Defesa da Ucrânia, condecorou a chefe do serviço médico do Corpo Voluntário
Ucraniano do Setor da Direita (DUK PS), Yana Zinkevych, com a condecoração “Pela Coragem Militar”.
Yana continuou
na linha da frente, acompanhando a transformação do DUK PS no Exército
Voluntário Ucraniano (UDA), continuando sendo a chefe da sua Direção médica e de reabilitação, batalhão Hospitallers.
Em
dezembro de 2015 Yana Zinkevych, já com 20 anos, foi condecorada
pelo Presidente Petró Poroshenko com a “Ordem de Mérito” do 3º grau. Nas
vésperas, Yana sofreu um
grave acidente de viação, foi operada de urgência na cidade de Dnipro, e depois
transportada para Israel, onde novamente foi operada e passou por um curso prolongado
de reabilitação.
Em
maio de 2016, aos 21 anos, Yana
Zinkevych se casou (grávida de 4 meses) com o seu noivo, também
voluntário ucraniano Maxym Korablev. A nova seria numerosa: Yana, Maksym, a
filha Bohdana e um cão...
Mas
nem todas as histórias têm o final feliz. Menos de um ano após o casamento e
apenas uma semana depois do parto, Maxym deixou a família. Essa foi a sua decisão.
Yana tornou-se mãe solteira, estudante da Academía Médica do Dnipro, sem deixar
o trabalho no batalhão. “Não sei porque Maxym me deixou, – conta Yana – talvez foi
demasiadamente fraco perante as dificuldades da vida real”.
Com a filha Bohdana
Desde
a sua criação e no decorrer da fase ativa de OAT, o batalhão Hospitallers
salvou e retirou do campo de batalha mais de 2.500 feridos ucranianos. Yana, após
as suas operações e o curso de reabilitação, continua se mover numa cadeira de
rodas.
Aparentemente
se suicidou, com uma arma de fogo, o realizador, produtor, viajante e escritor ucraniano
Leonid Kanter (1981-2018). Tudo aconteceu numa quinta pertencente ao Leonid,
situada na região ucraniana de Chernihiv.
Leonid Kanter, primeiro à esquerda, foto @Ihor Shevchuk
Leonid
Kanter é conhecido como co-realizador do filme documental “Dobrovoltsi Bozhoi
Choty” (Voluntários do Pelotão do Deus), produzido em 2015 e dedicado aos
defensores ucranianos do Aeroporto de Donetsk (DAP). As filmagens dos combates são
de autoria do próprio Leonid Kanter.
Além
disso, Kanter co-realizou o filme documental “Myth” (Mito), produzido em 2018 e dedicado à memória
do ucraniano Wassyl
“Mif” Slipak, cantor de ópera parisiense, que trocou as ribaltas da Europa Ocidental
pela participação na defesa da Ucrânia, inserido nas fileiras do Corpo
Voluntário Ucraniano (DUK PS).
Na unidade voluntária DUK PS o artista ucraniano
serviu como operador de metralhadora e morreu em combate na linha da frente no
dia 29/06/2016.
Amigos
do Leonid confirmam que o realizador passava pelas dificuldades e problemas da
índole pessoal, por isso não é de excluir a veracidade da tese do suicídio. Ao
mesmo tempo, Leonid tinha vários inimigos, pois estava muito profundamente
engajado na luta pela Ucrânia independente, combatendo a propaganda
russo-terrorista por meios artísticos. Além disso, o realizador estava muito
ativo na luta contra a máfia local, que beneficiava com as cortes desenfreados das
florestas. Como tal, iremos esperar pelas conclusões da investigação.
Leonid Kanter com o filho mais novo
Leonid Kanter deixou o bilhete de despedida para a sua família, onde explicou as razões da sua decisão, além disso, ele filmou o momento do suicídio, porque era artista, perfecionista e não queria que haja dúvidas, foi uma decisão e ação sua e apenas sua...
OSCE,
Repórteres sem Fronteiras e Amnistia Internacional criticaram Ucrânia devido a
encenação da morte doArkady
Babchenko. Os profissionais do ramo dos direitos humanos ficaram profundamente
indignados, o jornalista não morreu, e eles perderam uma ótima oportunidade de
lamentar e de ficarem preocupados.
Na
semana passada, os representante da mesma OSCE tinham dito que “fogo [ucraniano]
na linha da frente em resposta aos bombardeamentos [terroristas] também é uma
violação de acordo de Minsk-2”.
Naturalmente,
essas ONG fazem questão de não reparar no facto de que Ucrânia esteja em guerra
pelo quarto ano consecutivo. E se o país não disparar em resposta, se não abater
os invasores, se não liquidar os terroristas, se não os colocar na cadeia, se
não executar as operações de busca e destruição dos espiões e das suas redes,
se não desinformar o inimigo, Ucrânia certamente perderá a guerra. Então milhares
de ucranianos iriam morrer e milhões sofreriam as represálias. As ONG iriam emitir
as suas lamentações do costume. Mas Ucrânia e ucranianos não desejam este futuro
para si e para os seus, por isso, apenas podem dizer uma coisa à todas essas ONG´s: vão mas é para a
puta que vós pariu e para um sítio que se rima com alho, vocês, juntamente com a vossa preocupação.
Além
disso, a OSCE condenou a operação especial da SBU. Porque dizem que não se pode mentir
ao seu povo. Mas sem desinformar o inimigo, Ucrânia não conseguiria desbobinar toda
a cadeia do comando, desde o mandante, passando pelo coordenador até o
executante e a mesma OSCE naturalmente acusaria Ucrânia de não fazer nada para
investigar este e outros assassinatos.
A
directora da Amnistia Internacional Ucrânia, Oksana Pokalchuk, considera que o
assassinato do jornalista russo Arkady Babchenko, cometido em Kyiv, é “uma
trágica ilustração do fracasso das autoridades ucranianas em proteger a
sociedade civil e a perigosa situação em que a liberdade de expressão se
encontra agora”.
Isso
naturalmente foi dito antes de saber que Arkady
Babchenko estava vivo. Como podem notar, nenhuma palavra contra as forças
que planeavam o assassinato do jornalista. Mas no dia seguinte, se soube que
Babchenko está vivo, acham que agora o pessoal dos “direitos humanos” ficou
contente? Oi, que não!
Arkady Babchenko responde às críticas da imprensa britânica
A
organização NGO internacional “Repórteres sem Fronteiras”, está indignada com a
operação especial do Serviço de Segurança na encenação do assassinato de Arkady
Babchenko. Foi afirmado pelo secretário-geral dos RSF, Christophe Deloire, no seu
Twitter.
Não
podemos, nem devemos chamar Oksana Pokalchuk, nem Christophe Deloire de put@s,
principalmente pelo respeito que merecem as profissionais do sexo.
Hoje
em dia testemunhamos a quantidade descomunal de “idiotas úteis” que adoram
ficar preocupados e de lamentar (sem ajudar em absolutamente nada, pois não
podem perder a sua “imparcialidade”), quando matam os ucranianos. Mas quando os
ucranianos respondem com sucesso, ai, minha nossa senhora, surge imediatamente uma
onda de indignação da sua parte: “mas com que direito vocês, ucranianos, não
morreram?!!”
Com
que direito o coelho se atreve à se defender do lobo, significa que tinham
pena dele em vão? Seria muito melhor se ele fosse inocente e fofo. Mesmo que morto.
O
coelho não tem nenhum direito de se fazer de morto, para depois arrear o lobo na
nuca. O coelho deve honestamente enfrentar o lobo, cara à cara, numa batalha aberta, e então depois reconheceremos que o coelho estava certo, o apoiaremos moralmente e choraremos no
seu túmulo. Traremos as flores.
...Mas não forneceremos ao coelho nenhuma arma mortal, apenas por precaução,
porque o lobo se pode ofender.
O momento da sua detenção em Kyiv, 30/05/2018 | foto @SBU
No
dia 31 de maio de 2018, o Tribunal do Bairro Shevchenko da cidade de Kyiv, divulgou
o nome do suspeito em organizar o assassinato do jornalista Arkady Babchenko
(acusado de acordo com a 1ª parte do artigo 14º, 3ª parte do artigo 27º, 3ª parte
do artigo 258º do Código Penal da Ucrânia (organização de um ato terrorista)). O
suspeito se chama Boris Lvovich German, tem 50 anos e é filho de um influente
empresário ucraniano de origem judaica, Lev Berkovich German,
que fez os seus primeiros capitais ainda sob a vigência do regime soviético.
German
Júnior estudou em duas universidades ucranianas (Universidade Nacional Económica
de Kyiv e Academia Inter-regional de Gestão do Pessoal); o seu advogado diz
que German é “jurista de formação”. No final da década de 1980, ele serviu na marinha soviética, possivelmente no submarino nuclear K-21, baseado
em Murmansk. De acordo com a publicação ucraniana Trust.ua, Boris German nasceu
em Novorossiysk e se formou na Escola Superior Militar de Leninegrado de Tropas
Ferroviárias.
A foto do Boris German, postada por ele numa das redes sociais
German
é co-proprietário e gestor de algumas PME´s ucranianas e russas. Era co-proprietário
da empresa russa “Starbeys” (comércio de roupa e calçados por atacado). A
empresa foi fundada em 2015 e deixou de existir dois meses antes da prisão de German
pelo SBU em 30 de maio de 2018.
Além
disso, German é acionista minoritário da joint-venture ucraniano-alemã “Schmeisser”, especializada na produção
de pistolas de gás e de sinalização, pistolas e revólveres para disparar munição
de borracha e da própria munição de borracha. Em 2017 a Polícia Nacional da
Ucrânia, o Ministério Público e SBU detiveram os funcionários da empresa pela venda de armas de combate com números da série apagados.
Boris German no tribunal, Kyiv, 31/05/2018 | foto @Volodymyr Hontar / REUTERS
No
passado, German era assessor de dois deputados do parlamento ucraniano, um
socialista e um membro do Partido das Regiões. Além do pai influente, Boris
German é cunhado do ex-presidente do Tribunal Arbitral da Ucrânia, que em
2006-2012 se elegeu ao Parlamento da Ucrânia pelo Partido das Regiões. Em 2005
este deputado foi acusado de corrupção e ligações com Viktor Medvedchuk (o
fundador e mentor do movimento pró-russo “Escolha Ucraniana”, representante especial
da Ucrânia em conversações com as organizações terroristas “dnr”/”lnr”). Segundo
a mídia, Vladimir Putin é o padrinho de filha do Medvedchuk, escreve a página Meduza.
...
e o “killer” “Ts”?
O
monge e ativista do “Setor da Direita” Oleksiy Tsymbaliuk é ex-ierodiácono da Igreja
Ortodoxa Ucraniana (Patriarcado de Moscovo) e depois da Igreja Ortodoxa Ucraniana
(Patriarcado de Kyiv). Ele se tornou o monge em 2006, adotando o nome de Aristarco.
Mais tarde, desiludido com ambas as confissões religiosas, foi o monge
eremita na região ucraniana de Transcarpátia, escreve Censor.net.ua.
Apesar
do seu estatuto monástico, Aristarco decidiu se tornar um voluntário na guerra
russo-ucraniana. Em algum momento considerou que não é tão santo para apoiar os
militares ucranianos apenas com a sua oração, e seguiu para a linha da frente. O
seu caminho no Donbas, Oleksiy “Aristarco” Tsimbalyuk começou na unidade voluntária
paramédica do Setor da Direita (depois DUK PS), chamada Hospitallers.
Em
janeiro de 2017, a história do monge Tsimbalyuk originou uma reportagem na TV
ucraniana Hromadske.TV:
O
nome do mandante principal
Na
audiência preliminar para escolher a medida preventiva no processo relativo à
tentativa do assassinato do Arkady Babchenko, Boris German, disse que estava em
contato com cidadão russo Vyacheslav Pivovarkin (ou Pivovarnik), um ex-amigo seu, ex-cidadão ucraniano que mora em Moscovo e trabalha na Fundação
privada do presidente Vladimir Putin.
O
advogado do Boris German, não consegui explicar aos jornalistas a razão por que
o seu cliente pagou 15.000 dólares (14.000 como sinal pelo assassinato e 1.000
pela compre de arma) ao “assassino”Oleksiy
“Aristarco” Tsimbalyuk.
No
fim, o Tribunal do Bairro Shevchenko da cidade de Kyiv decidiu a prisão
preventiva do Boris German, por um período de 60 dias e sem direito à fiança.
O
terrorista russo-ossetaOleg
Mamiev“Mamay”, foi liquidado na noite de 17 de maio de 2018, com o disparo
de uma série de 4 granadas VOG-17, efetuada pelo voluntário ucraniano “Kipish”,
pertencente ao Corpo Voluntário Ucraniano (UDA PS).
A
liquidação do chefão do bando ilegal aramado “batalhão Pyatnashka”, ocorreu
durante as filmagens da TV russa “Rossija-1” (cujos jornalistas entraram no
território da Ucrânia ocupada de forma ilegal, através da fronteira terrestre
russa). Os três propagandistas russos, correspondente AlexanderSladkov,
seu cameraman e operador de som também foram feridos no incidente, embora sem
gravidade, o que permitiu saber todos os detalhes do caso.
A
vida do Mamiev, e principalmente a sua morte são interessantes ao ponto de
mereceram a nossa atenção – as circunstâncias de liquidação do terrorista
seguramente poderão concorrer ao prémio não oficial Darwin, como uma das mortes
mais inusitadas e estúpidas.
Oleg
Mamiev nasceu em 12 de dezembro de 1977. Em 2008 se tornou o mercenário russo, participou
na invasão russa da Geórgia.
Em
2013, Mamiev celebrou o contrato de hipoteca com a Sociedade russa por ações «AIZhK 2013-1» com
objetivo de compra de alojamento, segundo o programa de hipoteca. Mas Mamiev não
estava muito virado para pagar a sua própria hipoteca, não tinha qualificações
necessárias para ganhar o dinheiro de uma forma honesta.
No
dia 15 de julho de 2014, o tribunal do bairro Sovietskiy (Soviético) da cidade
russa de Vladikavkaz (Ossétia do Norte), presidido pela juíza Taira Gusova,
começou apreciar as alegações da Sociedade «AIZhK 2013-1» contra Mamiev. Este,
por sua vez, não pretendia pagar o devido e fugiu para um lugar onde as leis russas
não se aplicam, e onde era possível obter o dinheiro de uma forma que Mamiev
aprendeu na tropa russa na Geórgia – tornando-se um invasor e roubando as
pessoas. Portanto, Mamiev, parte de um grupo dos mercenários, foi facilmente
recrutado pelos serviços especiais russos e enviado para a guerra na Donbas.
Esta é uma história típica dos defensores do “mundo russo”, FSB e estruturas
semelhante, de forma propositada procuram por estes perdedores nos tribunais,
prisões, cadeias operativas SIZO, etc.
E
quando na Rússia decorria o seu julgamento, Mamiev fazia a carreia de ocupante
na Donbas. Aqui ele gostava de viver. Naturalmente, a sua Ossétia do Norte nativa
é uma das regiões mais pobres e deprimentes de toda a federação russa e, em
Donetsk, com uma sub-metralhadora nas mãos, lutando pelos direitos dos “falantes
de língua russa” (mesmo com um sotaque osseta), é possível subir na vida.
Mamiev à subir na vida até o seu último grande sucesso..
Em
20 de outubro de 2014, na ausência do Mamiev, o tribunal de Vladikavkaz o
condenou ao pagamento de hipoteca no valor de 1.835,698 rublos e 77 copeques. Naturalmente,
Mamiev nada pagou, a vida em Donetsk lhe corria muitíssimo melhor do que o retorno
à sua pobre terra natal, onde ninguém precisava dele.
Em
Donetsk, Mamiev “achou” um alojamento, uma casa – afinal, na dita “dnr” ele não
precisa de uma hipoteca, simplesmente podia expulsar os donos de casa ou mesmo
matá-los. Começou a viver com uma mulher local. Fez carreira – tornou-se o comandante
de um “batalhão especial” do 1º Corpo de Exército das forças armadas russas na
Donbas.
As
circunstâncias da liquidação de Mamiev atestam muito o seu caráter, e fazem
dele um favorito ao recebimento do Prémio Darwin.
O
comando militar russo atribui uma grande importância às operações de informação
e guerra psicológica.
E a chegada ao Donetsk de uma equipa de televisão estatal russa “Rossija-1” foi
um evento importante para os mercenários. Mamiev pessoalmente levou a equipa de
filmagem para a linha da frente nas proximidades da aldeia de Kruta Balka
no distrito de Yasynuvata, próxima de Avdiivka. Mamiev estava se exibir.
Ele pessoalmente dirigia a viatura, não usava capacete e, como se viu depois, usou
o colete à prova de balas sem placas de blindagem, para poupando no peso, aparecer
na TV russa como um herói corajoso. Mamiev sabia perfeitamente que a carreira no
seio dos ocupantes era mais fácil de fazer na TV – “Motorola” e “Givi” eram um
produto da propaganda televisiva russa, ambos foram inventados por
propagandistas russos. E é a mesma glória, superando a dos chefões liquidados,
que Mamiev pretendia alcançar.
Para
mostrar a batalha noturna, os mercenários russos provocaram uma troca de tiros com
uma das unidades ucranianas estacionadas na área. As posições dos mercenários levaram
uma “resposta”. Mamiev pretendia mostrar ao Sladkov exatamente isso, como ele é
alvo das forças ucranianas. Portanto, assim que várias granadas do morteiro
automático AGS-17 explodiram nas trincheiras de terroristas, Mamiev levou os
homens da TV russa para lá:
O
cameraman russo ferido, Dmitri Vydrin contou que Mamiev disse: “Vamos, eu vou
te mostrar o que AGS fez com as trincheiras. Eram as suas últimas palavras. Eles
caminharam três metros e mais nada”. Operador de som ferido, Igor Uklein disse:
“Entraram as granadas. Eles rebentaram ao nível das cabeças, todos levaram”:
Ou
seja, o caso foi este:
1.
Mamiev decidiu se exibir em frente das câmaras.
2.
Para demonstrar a sua suposta coragem e pela conveniência, não usou equipamento
adequado de proteção pessoal.
3.
Para demonstrar um combate aos propagandistas russos, ele deliberadamente levou
a equipa de filmagem à zona facilmente atingida pelos morteiros ucranianos. Ou
seja, para um local já várias vezes atingido pelo voluntário “Kipish”! No vídeo
do correspondente Sladkov se podem ouvir quatro disparos do morteiro AGS, e assim,
“Kipish” pagou, antecipadamente, a hipoteca do Mamiev.
4.
Mamiev foi atingido com ferimentos penetrantes na cabeça, peito e estômago. Se
ele tivesse usado capacete e as placas do seu colete, as chances de sobreviver
seriam maiores, mas, por sorte ucraniana, Mamiev não pensava na sua segurança e
se tornou um subproduto da seleção natural.
5.
A televisão russa veio para fazer a reportagem sobre o herói vivo, e aconteceu
o contrário – a reportagem sobre um mercenário morto.
Mas
o canal “Rossija-1” não desanimou. Para argumentar que os ucranianos não poderiam
liquidar Mamiev, e que isso foi feito por algumas forças sobrenaturais, o
correspondente Sladkov disse na TV que em Avdiivka, do lado ucraniano, combatem
os “americanos e canadenses”, e estes têm “muito mais perdas”. Assim, o inimigo
continua à plantar nas mentes da sua própria população os mitos de que os
mercenários russos estão sendo liquidados na Ucrânia, e com sucesso, não pelos
ucranianos (que Putin alegadamente pretende “libertar” das mãos da “junta”),
mas pelas “tropas da NATO/OTAN”.
O propagandista russo Alexander Sladkov e terrorista Mamiev nas posições, "Mamay" se faz de herói destemido...
E
como então explicar ao seu povão por que os russos estão sendo mortos na
Donbas, qual é o ponto de tudo isso; mas se a guerra é contra a NATO, então
tudo muda de figura! Tal, como “Rossija-1” nada disse sobre a dívida
hipotecária do Mamiev no valor de cerca de 30 mil dólares – para não dizer o
óbvio. Para a guerra contra Ucrânia, Putin envia principalmente aqueles que
estão comprometidos, que não conseguiram se vingar na vida, os perdedores, os que
desesperadamente precisam do dinheiro. A reportagem sobre a liquidação de
Mamiev mostra que a forma superior de evolução natural do invasor russo é se
tornar o adubo às sagradas terras negras da Ucrânia.
A hipoteca do Mamiev, paga antecipadamente
O
propagandista russo Alexander Sladkov
conta que nas suas trincheiras russo-terroristas há muitos caucasianos, ossetas
da ossétia do Sul (Geórgia ocupada) e da Ossétia do Norte (federação russa), etc. Enfim,
a típica “guerra civil ucraniana”: