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| Olena Bilozerska e comandante Dmytro Yarosch (DUK PS e depois UDA), 2014 |
A Sra. Olena tornou-se a figura importante da história ucranaiana contemporânea, mesmo antes da invasão em grande escala – na altura, era oficial das Forças Armadas da Ucrânia e comandante do segundo pelotão de tiro de uma bateria de artilharia autopropulsada no 503º Batalhão Separado do Corpo de Fuzileiros Navais.
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| Na sede da NATO em 2015 |
Olhando para esta frágil loira (apenas 50 kg!) de olhos azuis, sem uniforme, nunca imaginaria que carrega facilmente uma AK e comanda homens. Até o seu discurso inteligente e letrado sugere que Olena não é uma soldado, mas uma humanitária a 100% – uma professora, filóloga ou especialista em comunicação. Na verdade, Bilozerka é jornalista profissional e, antes da guerra, trabalhou como editora durante mais de dez anos. Ao mesmo tempo, tornou-se conhecida como blogueira, empenhou-se na luta pelos direitos humanos, esteve no Maydan e compreendeu claramente: se a guerra começar, o seu marido, todos os membros do grupo e, por isso, ela irão para a frente de combate. Foi assim que aconteceu...
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| Algures na retaguarda russa |
Olena foi para a guerra em 2014, praticamente nos primeiros dias, como atiradora comum, juntamente com o marido, um dos comandantes do batalhão de socorro. Em 2022, serviu na unidade especial «Artan» e, desde 2023, deixou o seu posto de combate por motivos de saúde. Agora, Olena está a pintar uma série de retratos comoventes para o projeto «Ucranianas heróicas caídas na guerra», para preservar a sua memória.
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| Linha da frente em Vodiane, 2017 |
Alguns dias atrás, em outubro de 2025, a Sra. Olena deu à luz um filho! «Quem, aos 46 anos, durante a guerra, decidiu ter um primogénito — sou eu. O meu pequeno Pavló veio ao mundo. Tem 3.700, 54 cm. Desejo ao meu filho, sabem o quê?», escreveu Olena Bilozerska na sua página de Facebook.
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| Na linha da frente em Vodiane, 2017 |
Os meios de comunicação social ucraniana felicitam a mãe pelo benjamim — desejamos-lhe tudo de bom e partilhamos a sua entrevista sobre as mulheres no exército, o serviço com o marido, os medos, os sinais na linha da frente e a resiliência feminina. A conversa não perdeu a sua relevância e prova mais uma vez: as mulheres ucranianas podem fazer qualquer coisa, e a idade, o género e o estatuto são apenas convenções que não são decisivas para nós.
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| O livro da Olena Bilozerska: «Diário de um soldado ilegal» |
Ler a sua entrevista AQUI (em ucraniano)
Bónus
Em 13 de junho de 2014 as forças ucranianas libertaram a cidade estratégica de Mariupol, fotos da Olena Bilozerska:
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| O lendário blindado popular «Pryanik», usado pelas forças ucranianas na libertação do Mariupol |
No dia 6 de julho de 2014, o Corpo voluntário ucraniano (DUK) do “Setor da Direita”, em conjunto com as unidades do exército ucraniano e um pelotão do batalhão “Donbas”, participou na operação militar na aldeia Karlivka na região de Donetsk, fotos da Olena Bilozerska:
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| Comandante Dmytro Yarosh e seus homens na batalha de Karlivka, 2014 |









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