sábado, julho 04, 2026

Uganda confirma o recrutamento ilegal dos ugandeses ao exército russo

O governo da Uganda confirmou, o facto de que os recrutadores russos estão a recrutar cidadãos ugandeses para participar, de forma ilegal, na guerra neocolonial russa contra Ucrânia. 

O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Uganda, Vincent Bagiire, reuniu-se com familiares dos homens que foram parar ao exército russo. Contaram-lhe que o recrutamento ilegal está a ser levado a cabo por um homem russo chamado Dimitry, com a ajuda de duas mulheres, Esther e Anna. Além disso, segundo eles, a missão diplomática ugandesa na rússia, em resposta aos pedidos de ajuda dos cidadãos recrutados, está a entregar os seus dados às autoridades russas. 

Ugandês Kamujira Godfrey, de 26 anos, caiu na clássica «armadilha de mel» russa e em vez de passar «bons momentos» amorosos com uma menina russa, conheceu alguns meninos russos, bem musculosos, que o obrigaram à assinar o contrato com o exército russo. Agora Godfrey é prisioneiro da guerra num campo dos POW na Ucrânia: 

Bagiire instruiu o embaixador do Uganda na Rússia, Moses Kizige, para conduzir uma investigação interna e auxiliar os ugandeses que desejam regressar a casa. O embaixador, por sua vez, confirmou o recrutamento de cidadãos ugandeses por russos, mas negou o envolvimento da embaixada: «É verdade que estão lá. O Governo ugandês e a embaixada não estão de forma alguma envolvidos no seu recrutamento. Têm contratos válidos para servir no exército russo, pelos quais foram pagos para assinar». 

O depoimento de um outro mercanário ugandês, Richard Kantoran, capturado pelas FAU:

A pressão dos familiares dos recrutados e a indignação pública são meios importantes e eficazes de influenciar o lado russo. Protestos e manifestações exigindo que as autoridades auxiliem no regresso dos homens a casa desencadeiam uma série de pressões diplomáticas sobre Moscovo. Como resultado, o Ministério da Defesa russo já cessou ou reduziu significativamente o recrutamento em 14 países africanos. 

Relembramos aos cidadãos de todos os países: a participação na guerra neocolonial ao lado do exército russo acarreta um elevado risco de morte ou de ferimentos graves. Se está a ser recrutado para combater na Ucrânia ou já se alistou no exército russo, contacte o projeto «Quero Viver». Receberá ajuda e salvará a sua vida, rendendo-se às FAU em segurança.

A lista (incompleta) dos mercenários ugandenses mortos 

Segundo os dados ucranianos, três cidadãos da Uganda já morreram, de forma confirmada, na guerra neocolonial russa ao serviço do exército russo na Ucrânia.

Renda-se e salve a sua vida: t.me/kak_sdatsya_bot

Salve a sua vida e entrega-se às FAU: t.me/spasisebyabot

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