O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Uganda, Vincent Bagiire, reuniu-se com familiares dos homens que foram parar ao exército russo. Contaram-lhe que o recrutamento ilegal está a ser levado a cabo por um homem russo chamado Dimitry, com a ajuda de duas mulheres, Esther e Anna. Além disso, segundo eles, a missão diplomática ugandesa na rússia, em resposta aos pedidos de ajuda dos cidadãos recrutados, está a entregar os seus dados às autoridades russas.
Ugandês Kamujira Godfrey, de 26 anos, caiu na clássica «armadilha de mel» russa e em vez de passar «bons momentos» amorosos com uma menina russa, conheceu alguns meninos russos, bem musculosos, que o obrigaram à assinar o contrato com o exército russo. Agora Godfrey é prisioneiro da guerra num campo dos POW na Ucrânia:
O depoimento de um outro mercanário ugandês, Richard Kantoran, capturado pelas FAU:
A pressão dos familiares dos recrutados e a indignação pública são meios importantes e eficazes de influenciar o lado russo. Protestos e manifestações exigindo que as autoridades auxiliem no regresso dos homens a casa desencadeiam uma série de pressões diplomáticas sobre Moscovo. Como resultado, o Ministério da Defesa russo já cessou ou reduziu significativamente o recrutamento em 14 países africanos.
Relembramos aos cidadãos de todos os países: a participação na guerra neocolonial ao lado do exército russo acarreta um elevado risco de morte ou de ferimentos graves. Se está a ser recrutado para combater na Ucrânia ou já se alistou no exército russo, contacte o projeto «Quero Viver». Receberá ajuda e salvará a sua vida, rendendo-se às FAU em segurança.
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| A lista (incompleta) dos mercenários ugandenses mortos |
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