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domingo, março 31, 2019

Eleições presidenciais na Ucrânia: 2ª volta entre Zelensky e Petró Poroshenko

O cómico Volodymyr Zelensky e Presidente da Ucrânia Petró Poroshenko passaram para a 2ª volta/o 2º turno das eleições presidenciais na Ucrânia, segundo os dados de exit-poll nacional, citado pela agência «Interfax».

Zelensky conseguiu 30,4% dos votos, Petró Poroshenko — 17,8%, Yúlia Tymoshenko — 14,2%.

Segundo os dados do exit-poll citado pelo serviço noticioso TSN (favorável ao candidato Zelensky), até 18h00 (hora ucraniana) Zelensky recebeu 30,1% dos votos, Petró Poroshenko — 18,5%, Yúlia Tymoshenko — 14%. Os dados da agência de estudos de opinião SOCIS apontam que às 19h00 Zelensky obteve 29,25% dos votos, Petró Poroshenko — 19,19% e Tymoshenko — 13,75%.

O exit-poll citado pela TSN foi efetuado no dia 31.03.2019 na saída da boca das urnas pelas empresas Kantar TNS e Info Sapiens, ao pedido do canal da TV 1+1 (as três entidades favoráveis ao candidato Zelensky). Foram abordados cerca de 20.000 eleitores maiores de 18 anos à saída de 600 assembleias de voto em toda Ucrânia (menos Crimeia, territórios ocupados e assembleias de voto especiais e no estrangeiro). Erro teórico não superior ao 0,7%.

Os resultados definitivos oficiais serão apurados até o dia 10 de abril. No total, na 1ª volta/ no 1º turno, neste domingo, 31 de março de 2019, participaram 39 candidatos. 2ª volta/2º turno terá o lugar no dia 21 de abril.

Blogueiro: caso estes dados se confirmem, a grande derrotada destas eleições será Yúlia Tymoshenko, efetuando uma campanha extremamente cara (avaliada em cerca de 250 milhões de UAH ou 9.250 milhões de dólares), que começou entre 12 à 9 meses antes da reta final. A derrota da Yúlia Tymoshenko afasta, em definitivo, o pior cenário eleitoral possível, a disputa na 2ª volta/no 2º turno entre os dois populistas, Zelensky e Tymoshenko.
Para já tudo indica que o Presidente Poroshenko tem bastante margem para o crescimento eleitoral e que o seu rival atingiu a margem máxima de aceitação. Mas muita coisa pode acontecer em 21 dias, na política é uma eternidade. O resultado definitivo dependerá dos acordos que os dois candidatos conseguirão fazer para reforçar as suas posições. 

quinta-feira, abril 16, 2015

A “queima de arquivos” anti-Maydan

No dia 16 de abril, por volta das 13h00, no pátio do seu prédio em Kyiv foi abatido à tiro o famoso anti-ucraniano, o ex-jornalista e ex-escritor escandaloso Oles Buzina. O malogrado foi alvo de pelo menos dois tiros da pistola TT de calibre 7.62 que o atingiram na cabeça e no peito. 

A polícia ucraniana informa que possui 5 testemunhas do sucedido, a viatura da fuga foi apanhada nos objetivos da câmara CCTV do prédio. Sabe-se que os atacantes eram pelo menos duas pessoas mascaradas, que se puseram em fuga imediatamente após a sua ação, escreve Kyiv Press. 

Sabe-se também que o local foi varrido pela equipa de polícia de investigação criminal e que o Presidente ucraniano, Petró Proroshenko, pediu o mais rápido esclarecimento do caso.
http://www.unian.net/politics/1068033-foto-s-mesta-ubiystva-olesya-buzinyi-18.html
No início dos anos 1990, Buzina era um jornalista cultural de um diário de Kyiv que se notabilizou em prosa erótica. Nos meados da mesma década foi falado por causa das suas biografias dos famosos escritores ucranianos dos séculos XIX-XX. Nos textos procurava explorar os elementos picantes ou perversos, reais ou imaginários, das suas vidas. Atacou a Revolução Laranja e Revolução de Dignidade (Maydan) já à partir das posições completamente pró-russas. Tentou concorrer ao parlamento ucraniano em 2012, não chegando ao 1% dos votos. 

Abate do chefe dos titushky

Um dia antes, em 15 de abril, também em Kyiv, foi abatido com quatro tiros à queima-roupa um outro ativista anti-Maydan, o ex-deputado do Partido das Regiões, Oleg Kalashnikov. O ex-deputado foi morto no prédio onde morava, quando se preparava para abrir o seu apartamento.
Entre as versões do sucedido, verificadas pela polícia ucraniana estão as suas atividades políticas, incluindo organização do anti-Maydan e titushky (jovens marginais pagos que atacavam os manifestantes pró-democracia), questões financeiras ou até mesmo um assalto.

Kalashnikov ficou famoso em 2012, quando organizou o ataque dos titushky contra os jornalistas e ativistas no decorrer do processo contra Yulia Tymoshenko. Durante Euromaydan o malogrado organizava os comícios pró-Yanukovych e foi um dos organizadores dos titushky e anti-Maydan no Parque Mariinsky. Em 2015, a Procuradoria-geral da Ucrânia e SBU receberam o pedido oficial de uma deputada do parlamento, para verificar as ações do Kalashnikov na organização dos titushky e das ações em apoio do separatismo, escreve Glavred.info.

Como informa o assessor do Ministro do Interior, Anton Gerashchenko, a polícia ucraniana abriu o processo-crime sob artigo 115º do CP da Ucrânia, “assassinato premeditado”. Polícia investigará cinco versões do sucedido: atividade política (incluindo organização, financiamento e moderação do anti-Maydan e dos titushky); as questões financeiras (suas dívidas, os seus empréstimos); relações pessoais; assassinato em resultado do assalto; entre outros.

Sem dúvida, o malogrado sabia muita coisa sobre quem e como financiava anti-Maydan que custava ao Yanukovych e Cº alguns milhões de UAH por dia. Este segredo ele levará consigo para a cova. Mas Kalashnikov não era único que sabia quem e como financiava anti-Maydan. Como se diz, os manuscritos não ardem!”, escreveu Anton Gerashenko na sua página de Facebook.
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1572177283055093&set=a.1469223880017101.1073741826.100007885095373
O ex-número dois do “Setor da Direita”, Borislav Bereza, escreveu no seu FB que pela informação das fontes ligadas aos serviços especiais da Ucrânia, Kalashnikov mostrou a vontade de colaborar com os órgãos ucranianos competentes, denunciando os organizadores dos titushky. [...] Provavelmente, isso assustou os ex-patrões do Kalashnikov. Como se diz “não há corpo, não há caso”, e Kalashnikov foi eliminado fisicamente. Uma parte da informação ele levou consigo para a cova. Uma parte ficou nos meios eletrónicos. 

Anteriormente, no dia 28 de fevereiro se suicidou o ex-deputado regional Mykhaylo Chechetov e no dia 12 de março se suicidou o ex-governador da província de Zaporizhnia, Oleksandr Peklushko.

Quem é responsável?

Os assassinatos e suicídios dos ex-regionais favorecem, em primeiro lugar, os seus ex-camaradas do movimento anti-Maydan. Diversas pessoas que financiavam titushky e “Berkut”, hoje querem voltar ao poder, se livrando dos comparsas e das testemunhas dos seus crimes cometidos em 2013-14.

Na linha direta de perguntas e respostas entre Putin e os cidadãos russos, Putin falou sobre o assassinato do Oles Buzina cerca de 9 (Sic!) minutos após as agências informativas informarem sobre o caso, afirmando que  se tratava de um “o assassinato político” e que “a investigação ucraniana não fazia nada”...

segunda-feira, maio 12, 2014

O próximo presidente ucraniano

Petro Poroshenko nos dias da Maydan (com cabelo grisalho)
Caso as eleições presidenciais teriam o lugar no próximo domingo, a maioria dos ucranianos votaria no candidato Petro Poroshenko, como mostra o recente estudo de opinião que decorreu nos dias 6-8 de maio.

O estudo, efetuado pela agência GfK Ukraine, ao pedido da TV “1+1” mostra que a candidatura do Poroshenko é apoiada pelos 40,5% dos inquiridos. Ao segundo lugar nas intenções de voto passou Serhiy Tihipko (independente, ex-Partido das Regiões) com 9%, enquanto Yulia Tymoshenko desceu ao 3º lugar com 8,8%. Logo depois segue Oleh Liashko com 6,4% e os restantes candidatos com o apoio popular dentro da margem de erro (neste momento na corrida presidencial continuam 20 candidatos).

Numa pergunta sobre quem os respondentes acham que realmente irá ganhar as eleições, independentemente da sua escolha pessoal, os dados são ainda mais favoráveis ao Petro Poroshenko, ele consegue 65,3%, enquanto Yulia Tymoshenko reúne 7,0% das intenções de voto e Serhiy Tihipko apenas 1,8%.

O estudo decorreu nos dias 6-8 de maio, através do inquérito via telemóvel, aos cidadãos ucranianos maiores de 18 anos em todas as regiões da Ucrânia. O erro não supera 3,5% do estudo em geral e 9,0% para cada região do país. Os 84,1% dos ucranianos planeiam votar nas eleições do dia 25 de maio, mas mais de metade ainda não se decidiu com o seu candidato, informa o serviço TSN.ua

Oleh Liashko: vivo e em boa forma

O candidata populista presidencial, Oleh Liashko, desmentiu em direto a sua captura pelos separatistas e informou que o chefe da polícia de Mariupol, Valeriy Andrushuk, realmente em poder dos terroristas, está vivo, os seus raptores exigem o resgate muito alto pela sua libertação.

Além disso, Liashko informou que o seu batalhão dos voluntários consegui apreender nos arredores de Mariupol cerca de 1500 boletins do “referendo” e que a maioria deles votou contra os separatistas, escreve Korrespondent.net.

Crime dos terroristas em Luhansk

Na região de Luhansk os separatistas metralharam duas viaturas ligeiras, em resultado morreu uma família ucraniana, informa o SBU local.

Segundo a informação disponível, no dia 9 de maio, cerca de 2h00 de manha, no km 850 da auto-estrada Rostov-Kharkiv, nos arredores da aldeia Novo-Vorovutsi foram detetadas duas viaturas Toyota FJ Cruiser com diversas marcas de balas. Num dos carros estava o corpo do homem já sem vida, na outra o corpo de uma mulher e uma menina de 10 anos de idade, ferida na cabeça.

Como foi apurado, os mortos eram um casal, a menina a sua filha. As testemunhas contam que eles não pararam num posto de controlo separatista e foram metralhados pelos terroristas armados, informa Hromadske.TV. Mais tarde a blogueira de Odessa, Irina.Medushevskaya, informou que a menina ferida morreu na sala de reanimação...

sábado, abril 26, 2014

Ucrânia: unidos com o Governo contra a invasão russa

Um novo inquérito (PDF) na Ucrânia, divulgado pelo IRI, constatou que, embora haja divisões no país, a oposição à intervenção militar russa permanece elevada, os eleitores em todas as regiões estão ansiosos para a próxima eleição presidencial e, apesar da crise continua, a confiança pública no governo permanece estável.

A ocupação da Crimeia pela Rússia impediu que as respostas dos moradores da península ucraniana fossem incluídas neste inquérito.

Unidos contra a invasão

Apesar da propaganda russa, uma grande maioria dos ucranianos (85%) se manifesta contra a tentativa da invasão da Ucrânia: 97% no Ocidente, 94% no Centro, 69% no Leste e 75% no Sul. Além disso, 68% dos cidadãos ucranianos falantes do russo são contra a intervenção moscovita.

Os 88% dos respondentes não vêem nenhuma necessidade da Rússia proteger os russos étnicos: 98% no Ocidente; 95% no Centro; 73% no Leste e 86% no Sul. Além disso, 73% dos respondentes querem que Ucrânia continua como o país unitário e que tenha um governo centralizado.

Eleições do dia 25 de maio de 2014

Apesar dos 64% dos respondentes acreditarem que Rússia tentará tudo para anular ou destabilizar as eleições do dia 25 de maio, 84% dos inquiridos irão votar: 91% no Ocidente; 92% no Centro; 79% no Leste e 62% no Sul.

O apoio ao industrial Petró Poroshenko cresceu para 29%, Yulia Tymoshenko tem 13% das intenções, Serhiy Tihipko (ex-Partido das Regiões) tem 6%, Mykhailo Dobkin (candidato oficial do Partido das Regiões) – 5%), o populista Oleh Lyashko e comunista Petró Symonenko 4% cada um.

Na eventual segunda volta que opunha Poroshenko e Tymoshenko, 41% votaria Poroshenko; 15% Tymoshenko; 21% contra ambos; 12% não votaria e 11% ainda não se decidiram.

Confiança no Governo em funções

Apesar da difícil situação política, económica, social e militar, a confiança no Presidente Olexander Turchynov subiu de 42% para 46% (desde março); os 52% (47%) aprovam o desempenho do primeiro-ministro Arseniy Yatsenyuk.

Escolha pró-Europa

Os 53% dos inquiridos aprovam o rumo pró-europeu do atual governo ucraniano, 54% votariam hoje favoravelmente a adesão à UE num possível referendo sobre o assunto.

Metodologia do inquérito

Foram abrangidas todas as regiões da Ucrânia (excluindo a Crimeia); nos dias 3-12 de abril de 2014 foram inquiridos 1,200 residentes do país, maiores de 18 e com direito de votar. A margem de erro não excede 2,8%, o rácio de respostas é de 65%.

Fonte:

Bônus

Informação positiva do Dmitri Tymchuk (Resistência Informativa):

1. Polícia de trânsito da Ucrânia baixou o preço da carta de condução de 198 para 108 UAH (17,39 – 9,49 USD).
2. O Ministro da Infra-estrutura, Maksym Rybak informou que no dia 5 de junho Ucrânia assinará o acordo do “Ceu Aberto” com a UE, o que significará a chegada das companhias europeias low-cost e aumento das oportunidades aos transportadores civis ucranianos.
Os novos vistos aos EUA
4. A embaixada dos EUA começou a emissão dos vistos de duração de 10 anos aos cidadãos da Ucrânia (anteriormente o visto mais extensivo era de 5 anos).

5. A secreta ucraniana SBU deteve um dos coordenadores separatistas, alcunha “Topaz” e o colocou no isolamento investigativo (SIZO), dado que anteriormente essa criatura não soube respeitar a colocação da pulseira eletrónica.

sábado, abril 05, 2014

“Fascistas” ucranianos que afinal são judeus…



Após os meses dos esforços propagandísticos que retratavam a Revolução ucraniana como “golpe de estado nazi e anti-semita”, os mesmos propagandistas escolhem a mudança radical de acusações, afinal, os diversos líderes ucranianos possuem “as raizes étnicas judaicas” e isso é quase um crime...

Assim, no filme “documental” sobre Yulia Tymoshenko, demonstrado no horário nobre no último sábado pela TV russa NTV, os propagandistas do regime, aparentemente antifascista, revelam aos seus espectadores um segredo maior, Tymoshenko «esquece completamente as suas origens, embora para muitos, já bastante tempo não é segredo que o pai da dama com a trança – Viktor Abramovich Kapetelman – tem as origens judaicas».

Uma semana antes, uma “revelação” semelhante foi apresentada no filme Agente da Ordem Secreta, dedicado ao primeiro-ministro ucraniano em funções, Arseniy Yatsenyuk. Os autores do filme exortaram os espectadores “à ter em conta as origens judaicas do Yatsenyuk – judeu pela parte materna, ele faz a parte da lista dos 50 sionistas mais famosos da Ucrânia […] Embora ele não é judeu (pela fé), pela lei judaica ele é judeu” (18’15’’).

O reforço da incitação anti-semita na propaganda estatal russa foi notado pelo grupo ucraniano de Monitoramento dos direitos das minorias nacionais.

“A propaganda televisiva estatal que para justificar uma intervenção armada usa os slogans da defesa das minorias étnicas, especialmente os judeus, da ameaça representada pelos nacionalistas radicais, usa ativamente o anti-semitismo para caluniar o país que tem sido vítima de agressão," – diz o serviço de imprensa do Congresso Judaico Euro-Asiático (EAJC), escreve Israelinfo.

Blogueiro

Toda essa viragem de 180° dá que pensar, será que nos próximos tempos uma certa esquerda portuguesa não poderá optar pelo mesmo discurso anti-semita? Pelo menos o PCP, dado que no passado recente promovia a obra falsa dos Protocolos dos Sábios de Sião e tradicionalmente abomina os “sionistas”.


Enquanto refletia nisso, o cientista político russo Andranik Migranyan, bastante próximo ao poder político do seu país disse publicamente que: “é preciso distinguir Hitler antes de 1939 e Hitler após 1939”. De acordo com Migranyan, “se ele ... seria glorioso apenas pelo que sem uma única gota de sangue unir a Alemanha e a Áustria, os Sudetos com Alemanha, Memel (cidade de Klaipeda na Lituânia) com a Alemanha, de facto, terminando aquilo que não conseguiu Bismarck, e se Hitler teria parado nisso, ele ficaria permanecido na história do seu país como político de altíssima classe". [Izvestia]

Bem, depois de ler isso, os propagandistas da NTV ou do PCP já não me parecem tão clinicamente condenáveis, Migranyan, conseguiu ser muito mais e bastante pior, na sua simples exortação pública do Hitler...

sábado, fevereiro 22, 2014

Revolução ucraniana: vitória quase



Parlamento ucraniano sob a defesa da Revolução

As notícias saem mais rapidamente do é humanamente possível as traduzir. Tudo indica que o regime sangrento do Yanukovych caiu quase totalmente, o seu próprio paradeiro é desconhecido, a Revolução e as suas unidades das autodefesas estão no controlo absoluto da capital ucraniana, cidade de Kyiv.

A jornalista e blogueira Olga Len informa do Parlamento ucraniano:

Os deputados preparam-se para votar imediatamente a decisão de nacionalizar o palácio de luxo em Mezhgirya (que Yanukovych construiu com o dinheiro público, passando o para a propriedade privada num esquema fraudulento). Também há uma forte vontade de dissolver a unidade de polícia de choque “Berkut” (responsável pelos assassinatos, torturas e humilhações públicas dos cidadãos).
 
O povo a passear no palácio de Mezhgirya
O líder do partido VO Liberdade propôs como o novo chefe do Ministério do Interior, o deputado da VO Batkivshyna, Arsen Avakov, o deputado Andriy Parubiy (o comandante-chefe das autodefesas da Maydan) apoiou essa decisão. A jornalista Tetiana Mokridi informa que o ex-ministro do Interior, Vitaly Zakharchenko abandonou a Ucrânia, refugiando-se na vizinha Belarus (existe a informação do que as autoridades da Belarus deram ao ex-ministro o tempo até 18h00 do dia 22.2.2014 para deixar o território do país). O deputado Andriy Parubiy informa no seu FB do que as tropas do Ministério do Interior de Kyiv, comandadas pelo tenente-general Konoplianyk mostraram a sua vontade de seguir as ordens da Maydan e do Parlamento ucraniano.

O novo chefe do Parlamento é Olexander Turchynov (liderava a secreta SBU no 1º Governo pós-Revolução Laranja). Turchynov informa os deputados que Yanukovych está fora da capital, 309 deputados votam pela deliberação à Administração Presidencial de procurar o paradeiro do presidente. Os 332 deputados votam pelo seguimento das obrigações internacionais na libertação da Yulia Tymoshenko. A sua filha, Eugénia, anuncia que está no caminho ao Kharkiv, na companhia dos diplomatas ocidentais para libertar a mãe. Pede às unidades do Ministério do Interior não interferirem na ação.

Foi votada a não confiança ao procurador-geral Pshonka (247 votos), demissão do chefe do Parlamento Rybak (326 favoráveis) e vice-chefe Kaletnik (326 favoráveis).

Separatistas de Kharkiv
 
Separatistas de Kharkiv...
Ninguém sabe onde está Yanukovych, existe a informação do que o seu avião presidencial pousou na cidade de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos (informação da Espreso.tv). A sua porta-voz diz que Yanukovych está na Ucrânia, na cidade de Kharkiv, onde o presidente do concelho municipal local, Gennadiy Kernes anunciou a reunião magna dos separatistas (deputados de todos os níveis do leste da Ucrânia, da Crimeia e da cidade de Sebastopol). 

O Parlamento ucraniano votou a deliberação sobre a prevenção de separatismo, 319 votos ao favor (2/3 são 300 votos). A deliberação considera como separatismo “as negociações de políticos individuais com os representantes dos países estrangeiros sobre a divisão territorial da Ucrânia”.

Parece que os separatistas entenderam a mensagem, dado que um dos organizadores da “Frente Ucraniana”, Gennadiy Kernes disse o seguinte: “Sou pelo país unido, Kharkiv foi e será a parte do país unido; em Kharkiv não há nenhuma reunião golpista separatista, aqui se reuniram os líderes responsáveis”, escreve a edição Hvylya.org

O membro da Comissão Central de Eleições, Andriy Megera, informou que quaisquer decisões tomadas em Kharkiv não serão legítimas, além disso, os separatistas limitaram-se apoiar a decisão sobre a passagem de todo o poder nas suas zonas de influência para as autarquias, que já pela Lei atual possuem algum poder limitado. Também apareceu a informação do que Kernes e o chefe da Administração Estatal de Kharkiv, Mykhaylo Dobkin, neste momento já abandonaram a Ucrânia.

Liderança da "frente ycraniana" foge da Ucrânia...
Recorda-se que nas vésperas, na noite do dia 21 de fevereiro, as autodefesas da Maydan tomaram pacificamente o bairro governamental, após a polícia abandonar as suas posições no centro de Kyiv. Juntamente com os militantes do “Setor da Direita”, autodefesas controlam Parlamento Ucraniano, Gabinete dos Ministros, Administração Presidencial e sede do Ministério do Interior em Kyiv. A secreta ucraniana SBU também anunciou oficialmente que cessa a sua preparação para “execução da operação antiterrorista”, informa LB.ua

Lista dos que morreram na Maydan (75 pessoas, incompleta e em constante atualização):
 
Enterro do Anatoly Zhalovaha, 33 anos, Lviv...
Recordaremos, que pelos dados do Ministério da Saúde, nos dias 18-21 de fevereiro em Kyiv morreram 77 pessoas, foram feridos 577, destes 369 foram hospitalizados...